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VELOCIDADE DE CORROSÃO 
 (TAXA DE CORROSÃO) 
Prof. Silvana Silva 
FUNDAÇÃO ESTADUAL ESCOLA TÉCNICA LIBERATO SALZANO VIEIRA DA CUNHA 
CURSO TÉCNICO DE QUÍMICA 
CORROSÃO 
CLASSIFICAÇÃO 
POR EXEMPLO, COM BASE NA 
VELOCIDADE INSTANTÂNEA 
PODE-SE VERIFICAR A 
NECESSIDADE DE AUMENTAR OU 
DIMINUIR A CONCENTRAÇÃO 
DE UM INIBIDOR EM UM DADO 
MOMENTO. 
VELOCIDADE 
INSTANTÂNEA 
CORROSÃO É UM PROCESSO ESPONTÂNEO, PORTANTO A MEDIDA DA 
VELOCIDADE DE CORROSÃO (TAXA DE CORROSÃO) É DE GRANDE 
IMPORTÂNCIA PARA O CONTROLE DO PROCESSO CORROSIVO. 
VELOCIDADE 
MÉDIA 
POR EXEMPLO, COM BASE NA 
VELOCIDADE MÉDIA PODE-SE 
ESTIMAR O TEMPO DE VIDA 
ÚTIL DE UM A ESTRUTURA. 
CLASSIFICAÇÃO 
PODE SER OBTIDA PELA MEDIDA DE DIFERENÇA DE 
PESO APRESENTADA PELO MATERIAL METÁLICO OU 
PELA CONCENTRAÇÃO DE ÍONS METÁLICOS EM 
SOLUÇÃO DURANTE INTERVALOS DE TEMPO DE 
EXPOSIÇÃO AO MEIO CORROSIVO. (DIMENSÃO: 
mg/dm2.dia ou mm/ano) 
VELOCIDADE 
MÉDIA 
CLASSIFICAÇÃO 
ESTA É A VELOCIDADE COM QUE O METAL ESTÁ SE 
CORROENDO EM UM DETERMINADO INSTANTE E PODE 
SER OBTIDA ATRAVÉS DA DETERMINAÇÃO DA 
CORRENTE DE CORROSÃO. PORTANTO A MASSA DE 
METAL CORROÍDO É DADA PELA LEI DE FARADAY. 
VELOCIDADE 
INSTANTÂNEA 
m = Eqe x Icor x t 
Onde: m  massa do metal corroída 
 Eqe  equivalente eletroquímico do metal 
 Icor  corrente de corrosão 
 t  tempo 
Obs.: A corrente de corrosão não pode ser determinada diretamente, portanto utilizam-se 
métodos indiretos para sua medição. Consequentemente a medida da velocidade instantânea não 
é tão simples quanto a velocidade média. 
FATORES INFLUENTES NA VELOCIDADE DE CORROSÃO 
VÁRIOS FATORES PODEM INFLUENCIAR NA VELOCIDADE DE CORROSÃO, PARA UMA APRESENTAÇÃO MAIS 
OBJETIVA, SERÃO CITADAS SUAS INFLUÊNCIAS NA VELOCIDADE DE CORROSÃO DO FERRO E DO AÇO, QUE SÃO OS 
MATERIAIS METÁLICOS MAIS UTILIZADOS. SALIENTA-SE QUE ESTES EFEITOS NÃO OCORREM ISOLADAMENTE E 
SÃO INTERDEPENDENTES. 
a) OXIGÊNIO DISSOLVIDO: Em água 
neutra a corrosão do ferro depende da 
presença do oxigênio (na ausência do 
mesmo, a velocidade de corrosão é 
desprezível). 
No início a velocidade de corrosão é rápida, mas a 
formação de óxidos (passivação) tende a reduzir essa 
velocidade. O aumento da concentração de oxigênio 
de início acelera a corrosão do ferro, pelo consumo de 
elétrons gerados na reação anódica. 
2 H2O + O2 + 4 e
-  4 OH- 
Posteriormente, atinge-se uma velocidade crítica, na 
qual a velocidade de corrosão decresce. 
FATORES INFLUENTES NA VELOCIDADE DE CORROSÃO 
b) pH: na figura abaixo tem-se o efeito do pH na velocidade de corrosão do ferro em 
água aerada e temperatura ambiente. 
– Entre pH 4 e 10: taxa de corrosão independe 
do pH, mas depende da rapidez com que o 
oxigênio difunde para a superfície metálica – 
essa é dependente de fatores como a 
concentração de oxigênio, temperatura e a 
velocidade do eletrólito. 
– Em pH < 4, o aumento da velocidade de 
corrosão do ferro deve-se à possibilidade de 
redução do H+ (desprendimento de H2). 
– Em pH > 10, a taxa de corrosão diminui, pois 
o ferro fica passivo em presença de álcalis e 
oxigênio dissolvido. 
2 Fe + 2 NaOH + 2 H2O → 2 NaFeO2 + 3 H2 
2 Fe + 2 NaOH + 3/2 O2 → 2 NaFeO2 + H2O 
Fe + 2 NaOH → Na2FeO2 + H2 
Fe(OH)3 + NaOH → NaFeO2 + 2 H2O 
 
FATORES INFLUENTES NA VELOCIDADE DE CORROSÃO 
c) TEMPERATURA: tem efeitos antagônicos, pois 
– Se a temperatura aumenta, diminui-se a polarização (2 eletrodos diferentes ligados 
mergulhados em um eletrólito após um período passar a ter uma diminuição da ddp ), 
aumenta-se a condutividade dos eletrólitos e da difusão dos íons, o que aumenta a 
velocidade da corrosão. 
– Se a temperatura aumenta, diminui a solubilidade do oxigênio na água, diminuindo a 
velocidade da corrosão. 
c) SAIS DISSOLVIDOS: 
– aumentam a velocidade de corrosão: ação despolarizante, aumento da condutividade. 
– diminuem a velocidade de corrosão: precipitação de produtos de corrosão coloidais, 
diminuição da solubilidade do oxigênio, ação inibidora ou passivadora. 
DETERMINAÇÃO DA VELOCIDADE DE CORROSÃO 
 TAXAS DE CORROSÃO: 
 
– determinada a partir de ensaios corrosão utilizando corpos de prova; 
 
– expressa a velocidade do desgaste verificado na superfície metálica (diferença 
de massa, área exposta, densidade do material e tempo); 
 
– a correta avaliação da as taxas de corrosão é, de modo geral, de grande 
importância para a determinação da vida útil provável de equipamentos e 
instalações industriais. 
 
– NACE (National Association of Corrosion Engineers ) e ASTM (American 
Society for Testing and Materials) 
 
TAXAS DE CORROSÃO 
As taxas de corrosão podem ser expressas de acordo com o que segue (corrosão uniforme) 
mdd  miligramas por decímetro quadrado de área exposta por dia 
mmpy  milímetro penetração por ano 
mpy  milésimo de polegada de penetração por ano 
ipy  polegada de penetração por ano 
𝑚𝑚𝑝𝑦 =
∆𝑚 × 13,56
𝐴 × 𝑡 × 𝜌
 𝑚𝑝𝑦 =
∆𝑚 × 534
𝐴 × 𝑡 × 𝜌
 
Recomendação NACE Standard TM − 01 − 69 
Onde: m  perda de massa (mg) 
 A  área exposta (pol2) 
 t  tempo de exposição (horas) 
   densidade do metal (g/cm3) 
TAXAS DE CORROSÃO 
Relações entre as formas de expressão das taxas de corrosão: 
𝑖𝑝𝑦 = 𝑚𝑑𝑑 ×
0,00144
𝜌
 𝑚𝑑𝑑 = 𝑖𝑝𝑦 × 694 × 𝜌 
𝑚𝑝𝑦 = 𝑚𝑑𝑑 ×
1,44
𝜌
 
𝑚𝑚𝑝𝑦 = 𝑚𝑑𝑑 ×
0,036
𝜌
 
Quando o ataque é uniforme e em meio químico, os metais podem ser divididos em três 
grupos de acordo com suas taxas de corrosão e aplicação projetada, de acordo com tabela 
abaixo: 
 
TC < 5 mpy Metais com boa resistência à corrosão, tanto que são apropriados 
para uso em partes críticas da estrutura/equipamento. 
5 < TC < 50 mpy 
 
Metais usados no caso em que uma alta TC é tolerada como, por 
exemplo, em tanques, tubulações, corpo de válvulas. 
TC > 50 mpy 
 
Metais pouco resistentes, daí não ser recomendado o uso dos mesmos. 
TAXAS DE CORROSÃO 
Estimativa da taxa de corrosão localizada: 
No caso da corrosão por pite ou puntiforme, não há grande perda de massa, entretanto há 
grande desgaste em áreas específicas que podem levar a perfuração da região (corrosão 
intensa. Para este caso o cálculo é feito: 
𝑇𝐶𝑝 𝑜𝑢 𝑇𝑝 =
𝑝 × 365
𝑡
 
Onde: p  profundidade do pite mais profundo (mm) 
 t  tempo de exposição (horas) 
Unidade: [mm/ano] 
Classificação da corrosividade – NACE – RP – 07 – 75 
TAXAS DE CORROSÃO 
 Os valores de TC apresentados em diferentes tabelas referem-se aos materiais 
geralmente em estado puro; entretanto eles podem ser influenciados por impurezas, 
estado da superfície e tratamentos térmicos. 
 Além disso, os meios corrosivos encontrados no campo contêm diversas 
substâncias que podem provocar ações secundárias, acentuando ou diminuindo a ação 
corrosiva. 
 Portanto, é necessário um estudo cuidadoso, levando-se em consideração as 
condições operacionais e todos os fatores possíveis de influenciar no processo corrosivo, 
pois em grande parte dos casos de corrosão, não se tem corrosão uniforme, e sim corrosão 
sob tensão fraturante, por pites, em frestas, por fragilização pelo hidrogênio em torno de 
solda. 
𝑉𝑖𝑑𝑎 ú𝑡𝑖𝑙 𝑜𝑢 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑟𝑒𝑚𝑎𝑛𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 =
(𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎 𝑎𝑡𝑢𝑎𝑙 − 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑎)
𝑇𝐶
 
Onde: espessura atual e espessura mínima são dadas em mm 
 TC (taxa de corrosão) é dada em mm/ano 
Conhecendo a taxa de corrosão de um determinado material, pode-se estimar,por 
exemplo o tempo de vida de um equipamento (VIDA ÚTIL OU TEMPO 
REMANESCENTE). Para isto, usa-se a seguinte expressão:

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