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Introdução ao projeto de fundações São Luís, MA. Prof. George Fernandes Azevedo, DSc UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ENGENHARIA CIVIL Fundações II Bibliografia Introdução Requisitos de um projeto de fundações: Evitar recalques que a construção não possa suportar (deformações aceitáveis sob condições de trabalho) Segurança adequada contra ruptura do solo (estabilidade externa) Ter segurança estrutural (estabilidade interna) Deslocamentos acima dos limites = esforços para os quais a estrutura não está dimensionada!! Requisitos de um projeto de fundações Ruptura do solo Recalques Resistência do solo e compressibilidade; Avaliação das propriedades do terreno: Capacidade de carga de uma fundação: Carga que provoca sua ruptura Tensão admissível: pressão aplicada pela fundação que provoca recalques os quais a estrutura pode suportar e com segurança contra a ruptura do solo; Introdução Critérios de segurança Segurança à ruptura do solo; Recalques admissíveis; Definição da tensão admissível σadm Critério de ruptura: Protege a fundação de uma ruptura catastrófica (aplicação de um fator de segurança à tensão que causa ruptura do solo); Critério de recalques: Uso de uma tensão que cause recalques na fundação que a superestrutura possa suportar; Cálculo de σadm Cálculo da capacidade de carga Uso em projeto SIM NÃO Recalques admissíveis? Introdução Cálculo dos recalques Conceito de ruptura do solo Introdução Tensões atuantes superam a resistência do solo Distribuição de tensões não permite que se atinja o equilíbrio Deformações excessivas Cargas externas Resistência ao cisalhamento do solo 𝜏𝑓 = 𝑐 ′ + 𝜎′ tan𝜙′ Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 1- Prova de carga sobre placa (NBR 6489) = modelo reduzido de uma sapata Placa de aço rígida de 80 cm de diâmetro carregada (em estágios) por um macaco hidráulico (reage contra uma caixa ou sistema de tirantes); Cada estágio só é aplicado após terem cessados todos os recalques do carregamento anterior; Aplicado empiricamente para obter informações sobre tensão-deformação do solo Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 1- Prova de carga sobre placa Cargas aplicadas até a ruptura ou (se não acontecer)... ... até se atingir o dobro da tensão admissível estimada para o solo ou... ... para recalques julgados excessivos!! (10% do diâmetro da placa) Curva pressão x recalque é traçada em função das medidas obtidas Curva obtida ligando-se os pontos estabilizados (linha pontilhada) Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) Tensões admissíveis empíricas – Estimativa inicial (NBR 6122) Recomendações para todo país = conservadoras (atender as variações dos solos) Necessárias investigações de campo e laboratório para cada região Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 2 casos representados pela curva carga X recalque: Ruptura geral: tensão de ruptura bem definida (recalques muito grandes sem aumento da carga) Superfície de ruptura atinge a superfície do terreno (argilas duras e areias compactas) Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 2 casos representados pela curva carga X recalque: Ruptura localizada: superfície de ruptura termina dentro do solo; Carga x recalque é uma reta de grande inclinação (solos moles e areias fofas); Essas curvas lembram resultado de algum ensaio de resistência?? Mais antiga e mais simples forma de arranjo para o ensaio de cisalhamento Equipamento: Caixa de cisalhamento de metal; Dividida horizontalmente em duas partes; Corpos de prova podem ser quadrados ou circulares em planta; Dimensões: 51mm X 51 mm; Altura: 25 mm; Capacidade de carga Ensaio de cisalhamento direto Procedimento: Aplica-se inicialmente uma força vertical N a partir do topo da caixa de cisalhamento; Uma força de cisalhamento T é aplicada movendo-se uma metade da caixa em relação a outra para provocar a ruptura no corpo de prova de solo; Dependendo do equipamento Tensão controlada; Deformação controlada; Ensaio de cisalhamento direto Capacidade de carga Tensão controlada: Força de cisalhamento é aplicada em incrementos iguais até que o corpo de prova sofra ruptura (ocorre ao longo do plano de divisão da caixa de cisalhamento); Após a aplicação de cada incremento de carga Deslocamento da metade superior da caixa é medido d A variação de altura no corpo de prova (variação do volume) pode ser obtida das leituras do extensômetro que mede o movimento vertical da placa de carregamento superior; Capacidade de carga Deformação controlada: Taxa constante de deslocamento cisalhante é aplicada a metade da caixa por meio de um motor; Taxa constante de deslocamento é medida por um extensômetro horizontal A força resistente de cisalhamento correspondente a um deslocamento é registrada por uma célula de carga Para um dado ensaio: Tensão Normal: Tensão Cisalhante: Capacidade de carga Deslocamento cisalhante Te n sã o d e ci sa lh a m en to Areia fofa Areia compacta τf τr Resistência última ao cisalhamento Resistência ao cisalhamento de pico Deslocamento cisalhante V a ri a çã o d a a lt u ra d o co rp o d e p ro va Areia compacta Areia fofa Ex p a n sã o C o m p re ss ã o Tensão resistente de cisalhamento aumenta com o deslocamento cisalhante até que uma tensão de cisalhamento de ruptura de τr seja alcançada; Comportamento da areia fofa: Depois, a resistência permanece aproximadamente constante para qualquer aumento adicional no deslocamento cisalhante Capacidade de carga Deslocamento cisalhante Te n sã o d e ci sa lh a m en to Areia fofa Areia compacta τf τr Resistência última ao cisalhamento Resistência ao cisalhamento de pico Deslocamento cisalhante V a ri a çã o d a a lt u ra d o co rp o d e p ro va Areia compacta Areia fofa Ex p a n sã o C o m p re ss ã o Tensão resistente de cisalhamento aumenta com o deslocamento cisalhante até que alcance uma tensão de ruptura de τf (resistência ao cisalhamento de pico); Comportamento da areia compacta: Após a tensão de ruptura ser alcançada, a tensão resistente de cisalhamento diminui gradualmente enquanto o deslocamento cisalhante aumenta até que finalmente alcance um valor constante (resistência última ao cisalhamento); Capacidade de carga Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) Tensão admissível do solo a partir da prova de carga (desconsiderando a dimensão da sapata): Ruptura geral: Ruptura localizada: 𝜎𝑎𝑑𝑚 = 𝜎𝑅 2 𝜎𝑎𝑑𝑚 ≤ 𝜎25 2 𝜎10 Tensão correspondente a um recalque de 25 mm (critério de ruptura) Tensão correspondente a um recalque de 10 mm (recalque admissível) Capacidade de carga última (Das, 2007): Para argila: 𝜎𝐑(𝐬𝐚𝐩𝐚𝐭𝐚) = 𝝈𝑹(𝒑𝒍𝒂𝒄𝒂) Para solos arenosos: 𝜎𝐑(𝐬𝐚𝐩𝐚𝐭𝐚) = 𝝈𝑹(𝒑𝒍𝒂𝒄𝒂) 𝑩(𝒔𝒂𝒑𝒂𝒕𝒂) 𝑩(𝒑𝒍𝒂𝒄𝒂) IPT com base no código de obras de Boston Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) Exemplo: Estimar a tensão admissível de uma fundação direta com base na prova de carga sobre placa (desprezar o efeito do tamanho da fundação); Solução: Traçar curva unindo os pontos estabilizados (tracejada); Ruptura localizada!! 𝜎𝟏𝟎 ≅ 𝟎, 𝟐 𝑴𝑷𝒂 𝜎𝟐𝟓 ≅ 𝟎, 𝟓 𝑴𝑷𝒂𝜎𝑎𝑑𝑚 ≤ 𝜎25 2 𝜎10 𝜎𝐚𝐝𝐦 = 𝟎, 𝟐 𝑴𝑷𝒂 = 𝟐𝟎𝟎 𝑲𝑷𝒂 Sapata corrida (L/B >5); Fundação rasa (Df ≤ B); Solo homogêneo; Peso do solo acima da base pode ser substituído por sobrecarga uniforme q = γ.Df; Equação de Terzaghi para capacidade de carga última Prandtl (1921) Estudo de penetração de corpos rígidos em materiais mais maleáveis Terzaghi (1943): Estendeu a teoria para capacidade de carga para sapatas corridas rasas (deformações plásticas); Df = profundidade de assentamento Hipóteses: Capacidade de carga Equação de Terzaghi para capacidade de carga última A capacidade de suporte de fundação (capacidade de carga) é igual a resistência oferecida ao deslocamento pelas zonas II e III. Caso qu seja aplicada (ruptura geral aconteça): Zona I (elástica): desloca-se verticalmente com a fundação; Zona II: cisalhamento radial (arco de espiral logarítmica); Zona III: cisalhamento linear; Capacidade de carga Equação de Terzaghi para capacidade de carga última 𝑨𝑱 = 𝑩𝑱 = 𝒃 𝒄𝒐𝒔𝝓′ ϕ’ = ângulo de atrito interno do solo Sobre AJ e BJ atuam o empuxo passivo Pp e a força de coesão: 𝑪 = 𝒄. 𝑨𝑱 = 𝒄′. 𝒃 𝒄𝒐𝒔𝝓′ Equilíbrio da cunha de peso W com carga atuante P = 2.b.qu: 𝑷 +𝑾− 𝟐.𝑷𝒑 − 𝟐. 𝑪𝒚 = 𝟎 J B ϕ’ ϕ’ C 𝒔𝒆𝒏𝝓′ = 𝑪𝒚 𝑪 𝑪𝒚 = 𝑪. 𝒔𝒆𝒏𝝓′ Componente vertical da coesão Cy 𝑷 +𝑾− 𝟐.𝑷𝒑 − 𝟐. 𝑪. 𝒔𝒆𝒏𝝓 ′ = 𝟎 Capacidade de carga Equação de Terzaghi para capacidade de carga última O empuxo passivo Pp é uma contribuição do peso específico (γ), da coesão (c) e da sobrecarga de solo acima da base da fundação (q) Isolando-se P tem-se: 𝑷 = 𝟐. 𝑪. 𝒔𝒆𝒏𝝓′ + 𝟐.𝑷𝒑 −𝑾 Substituindo-se 𝐏 = 𝟐. 𝒃. 𝒒𝒖 , 𝐂 = 𝒄′ 𝒃 𝒄𝒐𝒔𝝓′ e𝑾 = 𝟏 𝟐 𝟐. 𝒃). (𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ . 𝜸 tem-se: 𝟐. 𝒃. 𝒒𝒖 = 𝟐. 𝒄 ′. 𝒃 𝒄𝒐𝒔𝝓′ . 𝒔𝒆𝒏𝝓′ + 𝟐. 𝑷𝒑 − 𝟏 𝟐 𝟐. 𝒃). (𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ . 𝜸 𝒒𝒖 = 𝒄′ 𝒄𝒐𝒔𝝓′ . 𝒔𝒆𝒏𝝓′ + 𝑷𝒑 𝒃 − 𝜸. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ 𝟐 𝒒𝒖 = 𝒄 ′. 𝒕𝒈𝝓′ + 𝑷𝒑 𝒃 − 𝜸. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ 𝟐 Capacidade de carga Altura da cunha Equação de Terzaghi para capacidade de carga última Contribuição de γ : 𝑷𝒑 = Á𝒓𝒆𝒂𝜟. 𝑲𝜸 = 𝜸.𝑯 .𝑯 𝟐 . 𝑲𝒚 Onde Kγ = coeficiente de empuxo de terra Contribuição de c : 𝑷𝒑 = Á𝒓𝒆𝒂𝒓𝒆𝒕. 𝑲𝒄 = 𝒄 ′. 𝑯. 𝑲𝒄 Onde Kc = coeficiente de empuxo de terra Capacidade de carga Equação de Terzaghi para capacidade de carga última Contribuição de q : 𝑷𝒑 = Á𝒓𝒆𝒂𝒓𝒆𝒕. 𝑲𝒒 = 𝒒.𝑯.𝑲𝒒 Onde Kq = coeficiente de empuxo de terra 𝑷𝒑 = 𝜸.𝑯 .𝑯 𝟐 . 𝑲𝜸 + 𝒄 ′. 𝑯. 𝑲𝒄 + 𝒒.𝑯.𝑲𝒒 Substituindo-se 𝐇 = 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ 𝑷𝒑 = 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ ²𝑲𝜸 + 𝒄 ′. (𝒃. 𝒕𝒈𝝓′). 𝑲𝒄 + 𝒒. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ . 𝑲𝒒 Soma das 3 componentes Capacidade de carga Empuxo passivo Pp Equação de Terzaghi para capacidade de carga última Substituindo 𝑷𝒑 = 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ ²𝑲𝒚 + 𝒄 ′. (𝒃. 𝒕𝒈𝝓′). 𝑲𝒄 + 𝒒. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ . 𝑲𝒒 Na equação da carga última: temos:𝒒𝒖 = 𝒄 ′. 𝒕𝒈𝝓′ + 𝑷𝒑 𝒃 − 𝜸. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ 𝟐 𝒒𝒖 = 𝒄 ′. 𝒕𝒈𝝓′ + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′. 𝒕𝒈𝝓′. 𝑲𝒚 + 𝒄 ′. 𝒕𝒈𝝓′. 𝑲𝒄 + 𝒒. 𝒕𝒈𝝓′. 𝑲𝒒 − 𝜸. 𝒃. 𝒕𝒈𝝓′ 𝟐 𝒒𝒖 = 𝒄 ′. 𝒕𝒈𝝓′. 𝟏 + 𝑲𝒄 + 𝒒. 𝒕𝒈𝝓 ′. 𝑲𝒒 + 𝜸. 𝒃. 𝟏 𝟐 . 𝒕𝒈𝝓′. (𝒕𝒈𝝓′. 𝑲𝜸 − 𝟏) 𝒒𝒖 = 𝒄 ′. 𝑵𝒄 + 𝒒. 𝑵𝒒 + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝒃. 𝑵𝜸 Capacidade de carga Isolando-se a coesão, a sobrecarga e o peso específico: Nc, Nγ e Nq = fatores de capacidade de carga (tabelados) Equação de Terzaghi para capacidade de carga última Para sapatas quadradas: Para sapatas circulares: 𝒒𝒖 = 𝟏, 𝟑. 𝒄 ′. 𝑵𝒄 + 𝒒. 𝑵𝒒 + 𝟎, 𝟖. 𝟏 𝟐 𝜸.𝑩.𝑵𝜸 𝒒𝒖 = 𝟏, 𝟑. 𝒄 ′. 𝑵𝒄 + 𝒒. 𝑵𝒒 + 𝟎, 𝟔. 𝟏 𝟐 𝜸.𝑩.𝑵𝜸 Equação de Terzaghi foi obtida considerando a ruptura geral por cisalhamento. No caso da ruptura local por cisalhamento, considera-se: 𝒄′ = 𝟐 𝟑 . 𝒄′ 𝒕𝒈𝝓′ = 𝟐 𝟑 . 𝒕𝒈𝝓′ Os fatores de capacidade de carga modificados N’c, N’γ e N’q são calculados pela mesma equação geral aplicada para o cálculo Nc, Nγ e Nq porém substituindo-se 𝝓′ = 𝒂𝒓𝒄𝒕𝒈( 𝟐 𝟑 . 𝒕𝒈𝝓′) por ϕ’; Capacidade de carga Fatores de forma Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 2- Fórmulas teóricas (Terzaghi) c’ = coesão; γ = peso específico do solo onde se apoia a fundação; q = tensão efetiva na cota de apoio (γ.Df); S = fatores de forma;𝒒𝒖 = 𝒄 ′. 𝑵𝒄. 𝑺𝒄 + 𝒒.𝑵𝒒. 𝑺𝒒 + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝑩.𝑵𝜸. 𝑺𝜸 Sapata corrida e ruptura geral; Nc, Nγ, Nq = fatores de capacidade de carga Ruptura local: 𝒄′ = 𝟐 𝟑 . 𝒄′ 𝒕𝒈𝝓′ = 𝟐 𝟑 . 𝒕𝒈𝝓′ Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) Nc, Nγ, Nq = fatores de capacidade de carga Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) Fatores de capacidade de carga modificados Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 2- Fórmulas teóricas (Terzaghi) Estimativa inicial dos parâmetros de resistência do solo Fatores de forma Sc Sγ Sq Capacidade de carga Exemplo: Calcule a tensão admissível da sapata corrida abaixo; Capacidade de carga Solução: 𝒒𝒖 = 𝒄 ′. 𝑵𝒄. 𝑺𝒄 + 𝒒.𝑵𝒒. 𝑺𝒒 + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝑩.𝑵𝜸. 𝑺𝜸 Fatores de forma: Sc = Sq = Sγ = 1 (corrida); Sobrecarga: q = γ.Df = 18 x 0,61 = 10,98 kPa; E quais os fatores de carga utilizar??? Vai depender do tipo de ruptura do solo!! Capacidade de carga Solução: Supondo que a ruptura seja global... 𝒒𝒖 = 𝒄 ′. 𝑵𝒄. 𝑺𝒄 + 𝒒.𝑵𝒒. 𝑺𝒒 + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝑩.𝑵𝜸. 𝑺𝜸 Fatores de capacidade de carga (ϕ = 25°): Nc = 25,13; Nq = 12,72; Nγ = 8,34; 𝒒𝒖 = 𝟗, 𝟓. 𝟐𝟓, 𝟏𝟑. 𝟏 + 𝟏𝟎, 𝟗𝟖. 𝟏𝟐, 𝟕𝟐. 𝟏 + 𝟏 𝟐 . 𝟏𝟖. 𝟎, 𝟕𝟓. 𝟖, 𝟑𝟒. 𝟏 𝒒𝒖 = 𝟒𝟑𝟒, 𝟔𝟗 𝒌𝑷𝒂 σ𝒂𝒅𝒎 = 𝟒𝟑𝟒, 𝟔𝟗 𝟒 = 𝟏𝟎𝟖, 𝟔𝟕𝒌𝑷𝒂 Capacidade de carga Recordando SPT O que se obtém? Tipo de solo atravessado (coletas de amostras deformadas a cada metro); Resistência (N) do solo à cravação a cada metro escavado; Posição do freático; Procedimento: Cravação do amostrador padrão no fundo da escavação pela queda de um peso de 65 kg de uma altura de 75 cm; Nspt = quantidade de golpes para o amostrador penetrar 30 cm, após a cravação inicial de 15 cm; Procedimento repetido para cada metro escavado... Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 2- Fórmulas teóricas (Skempton) Válida para solos puramente coesivos: 𝜎𝐑 = 𝒄.𝑵𝒄 + 𝝈′𝒗 Nc = fator de capacidade de carga σ’v = tensão efetiva na cota de apoio da fundação; D = “embutimento” da fundação na camada de argila; Tensão admissível: 𝜎𝐚𝐝𝐦 = 𝒄.𝑵𝒄 𝑭𝑺 + 𝝈′𝒗 Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 2- Fórmulas teóricas (Skempton) 𝜎𝐑 = 𝒄.𝑵𝒄 ∗. 𝑺𝒄. 𝒅𝒄 + 𝝈′𝒗Para sapata retangular (lados A x B): 𝐒𝐜 = 𝟏 + 𝟎, 𝟐. 𝑩 𝑨 𝐝𝐜 = 𝟏 + 𝟎, 𝟐. 𝑫 𝑩 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝑫 𝑩 ≤ 𝟐, 𝟓 𝟏, 𝟓 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝑫 𝑩 > 𝟐, 𝟓 Tensão admissível: 𝜎𝐚𝐝𝐦 = 𝒄.𝑵𝒄 ∗. 𝑺𝒄. 𝒅𝒄 𝑭𝑺 + 𝝈′𝒗 𝑵𝒄 ∗ = 𝟓 Fator de segurança geralmente igual a 3 Fator de forma Fator de capacidade de carga Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) 4 – Valor médio do SPT Profundidade = 2 vezes a largura estimada para a fundação a partir da cota de apoio; (MPa)𝝈𝒂𝒅𝒎 ≅ 𝑺𝑷𝑻 (𝒎é𝒅𝒊𝒐) 𝟓𝟎 3 – Ensaios de laboratório para argilas (adensamento) Tensão de pré-adensamento: Máxima tensão efetiva a que o solo já foi submetido 𝝈𝒂𝒅𝒎 ≅ 𝝈𝒑𝒂 Fórmula válida para SPT ≤ 20 Capacidade de carga Fundações rasas (Sapatas) Tensão de pré-adensamento – Proposta de Casagrande Capacidade de carga Fundações rasas(Sapatas) Tensão de pré-adensamento – Proposta de Pacheco Silva Lembram como se obtém essa curva?? Compressão do solo contido dentro de um molde que impede qualquer deformação lateral; Simula o comportamento do solo quando este é comprimido pela ação do peso de novas camadas que se depositam (Construção de aterro); Ensaio de adensamento: Construção das curvas deformação X tempo, índice de vazios X pressões e determinação do cv (NBR 12007) Capacidade de carga Equipamento composto por um edômetro (Ensaio de compressão edômétrica): Solo colocado dentro de um anel metálico rígido. Diâmetro interno mínimo de 50 mm e altura mínima de 13 mm; Relação D/h no mínimo 2,5 (diminuir o atrito lateral durante os carregamentos); Pedras porosas nas partes superior e inferior do corpo de prova (saída de água); Carga aplicada por meio de um braço de alavanca; Compressão medida por um extensômetro; Corpo de prova é mantido sob a água durante o ensaio; Anel fixo (não se desloca em relação a base rígida) Anel flutuante (não deve ser usado em solo muito mole) Pode-se deslocar em relação a base, suportado pelo atrito lateral entre CP e anel Capacidade de carga Após a montagem e ajuste da célula de adensamento no sistema de aplicação de cargas, deve-se aplicar uma pressão de assentamento (5 kPa para solos resistentes e 2 kPa para solos moles) Procedimento: Carregamento feito por etapas: Para cada carga aplicada Registro da deformação a diversos intervalos de tempo Leituras imediatamente antes do carregamento (t = 0) e nos tempos 1/8 min, 1/4 min, 1/2 min, 1 min, 2 min, 4 min, 8 min, 15 min, 30 min, 1 h, 2 h, 4 h, 8 h e 24 h; Ajuste na interface entre corpo de prova e pedras porosas Capacidade de carga Com 24 horas Aumenta-se a carga (normalmente dobra-se) H tlog e 'log1 1e 2 2e 3 3e N Ne Valores das cargas: 10 kPa, 20 kPa, 40 kPa, 80 kPa, 160 kPa,... Critério de parada: Carregamento deve continuar até a definição da região de compressão virgem Para cada estágio de carregamento pode-se traçar um gráfico que relaciona a deformação com o tempo Efetuar o descarregamento em estágios, fazendo-se leituras no extensômetro (mínimo de 3 estágios) Capacidade de carga Obter o gráfico tensões efetivas X índice de vazios Após obter os gráficos tempo X deformação deve-se estudar a alteração no índice de vazios do corpo de prova com a pressão. Ou seja... H tlog e 'log1 1e 2 2e 3 3e N Ne Capacidade de carga Capacidade de carga Tubulões Carga por atrito lateral é desconsiderada: Dimensionamento similar a sapatas (resistência da base) Tubulões suportam grandes cargas Provas de carga são caras (dificilmente realizadas) 1º Método: fórmula de Terzaghi ou de Skempton (igual às sapatas); 2º Método: Ensaios de laboratório para argilas (adensamento): 𝝈𝒂𝒅𝒎 ≅ 𝝈𝒑𝒂 3º Método: Valor médio do SPT Profundidade = 2 vezes a largura estimada para a fundação a partir da cota de apoio; (MPa)𝝈𝒂𝒅𝒎 ≅ 𝑺𝑷𝑻 (𝒎é𝒅𝒊𝒐) 𝟑𝟎 válida para SPT ≤ 20 Capacidade de carga Estacas como elemento de fundação sistema estaca (elemento estrutural) + maciço (elemento geotécnico) Estaca de comprimento L instalada no solo sujeita à força de compressão na sua cabeça; Aplicação gradativa da carga... ... Atinge os valores P1 e P2 (limites); Tensões resistentes mobilizadas: Adesão ou Atrito lateral (solo + fuste); Tensões normais na base da estaca; Como hipótese simplificadora... Primeiro só há mobilização do atrito lateral até o máximo possível; Depois se inicia a mobilização da resistência de ponta; P Capacidade de carga Estacas Quando P < P1 Mobilização parcial do atrito lateral (fuste da estaca) Em cada segmento vertical (ΔL) atua um atrito lateral local e variável Depende das características geotécnicas e da profundidade das diferentes camadas de solo Aumento do carregamento P Alguns segmentos com mobilização máxima de atrito lateral (tensão de cisalhamento na ruptura) Quando P = P1 Atrito lateral é mobilizado ao máximo em todos os segmentos (atrito lateral local de ruptura = qs) q P Capacidade de carga Estacas O atrito lateral máximo estaca-solo é vencido por cargas superiores a P1; Logo... estaca se deslocaria indefinidamente para baixo = ruptura!! Mas, isso não acontece. Por quê?? Porque surge a parcela de resistência de ponta!! Aumentando-se a carga... Atrito lateral máximo mobilizado + aumento gradativo da resistência de ponta Resistência lateral e de ponta totalmente mobilizadas! Para uma carga maior ainda (P2) Iminência de ruptura do sistema = recalques indefinidos qs qpP2 representa a capacidade de carga da estaca = Qu Capacidade de carga Atenção! Ruptura é do conjunto e não se refere em despedaçar a fundação = recalques incessantes (material da estaca é considerado suficientemente resistente contra ruptura física) Em alguns casos Capacidade de carga maior que a resistência à compressão da estaca = prevalece sempre o menor valor Separação das resistências em 2 parcelas: 𝑸𝒖 = 𝑸𝒔 + 𝑸𝒑 Parcela de pontaParcela de atrito lateral 𝑸𝒑 = 𝒂𝒑. 𝒒𝒑𝑸𝒔 = 𝑷. 𝒒𝒔. 𝚫𝑳 qs, qp = tensão de cisalhamento na ruptura P = perímetro do fuste = π.D ou 4.D ΔL = segmentos homogêneos da estaca Variáveis geométricas Variáveis geotécnicas Capacidade de carga Estacas Na realidade física... Mobilização da resistência de ponta = simultânea com o atrito lateral; Mas, ao atingir a resistência máxima do atrito lateral a mobilização de ponta ainda não é significativa Durante o carregamento, uma carga P pode ser expressa em função das parcelas de resistência máximas Qs e Qp; 𝑷 = 𝒂.𝑸𝒔 + 𝒃.𝑸𝒑 0% ≤ a,b ≤ 100% Máxima mobilização de atrito lateral (a = 100%) Recalques pequenos (5 a 10 mm) independente do tipo de estaca e diâmetro do fuste Máxima mobilização da ponta (b = 100%) 10% do diâmetro da base (cravadas); 30% do diâmetro da base (escavadas); Exige recalques mais elevados Capacidade de carga Estacas - Fórmulas Teóricas (muitas fórmulas!) = dificuldade de ajustar um bom modelo matemático e físico para fundações profundas; Dificuldade está em determinar as tensões de cisalhamento na ruptura de ponta (qp) e de atrito lateral (qs) = variáveis geotécnicas Estacas em argila 𝒒𝒔 = 𝜶. 𝒄𝒖 α = fator de adesão solo-estaca Carga máxima lateral (como força) 𝑸𝒔 = 𝑷. 𝚫𝑳. 𝜶. 𝒄𝒖 Resistência não drenada Tensão cisalhante por atrito lateral Capacidade de carga Estacas - Fórmulas Teóricas Dificuldade está em determinar as tensões de cisalhamento na ruptura de ponta (qp) e de atrito lateral (qs) = variáveis geotécnicas Estacas em argila Tensão de ruptura de ponta = capacidade de carga de uma fundação direta de mesma base Para solos argilosos = Equação de Skempton 𝒒𝒑 = 𝒄𝒖. 𝑵𝒄 + 𝝈′𝒗 σ’v = Tensão efetiva na cota de apoio da fundação; Nc = fator de capacidade de carga (9 para fundações profundas) 𝑸𝒑 = 𝒒𝒑. 𝒂𝒑 = 𝟗. 𝒄𝒖 + 𝝈′𝒗 . 𝒂𝒑 Carga máxima de ponta (como força) Capacidade de carga Estacas - Fórmulas Teóricas Estacas em areia (homogênea com a profundidade) 𝒒𝒔 = 𝝈′𝒉. 𝒕𝒈𝜹 Tensão de cisalhamento na ruptura de atrito lateral 𝝈′𝒉 = 𝑲.𝝈′𝒗 = 𝑲. 𝜸. 𝒛 Tensão horizontal 𝒒𝒔 = 𝑲.𝜸. 𝒛. 𝒕𝒈𝜹 Coeficiente de atrito solo-estaca K = coeficiente de empuxo; γ = peso específico do solo; Atrito lateral não cresce indefinidamente com a profundidade (valor crítico) Aumenta linearmente até uma profundidade de 15.D (permanece constanteapós isso) 𝒒∗𝒔 = 𝑲.𝜸. 𝟏𝟓𝑫. 𝒕𝒈𝜹 q*s qs Capacidade de carga Estacas - Fórmulas Teóricas Estacas em areia (homogênea com a profundidade) Qual valor do coeficiente de empuxo adotar?? Depende do tipo da estaca e da perturbação do solo na execução! Estacas metálicas = pouco deslocamento no solo = coeficiente de empuxo em repouso (K0); Estacas de grande deslocamento = pré- moldadas (madeira ou concreto) K tem valores mais elevados (areias compactas e estacas cônicas) = EMPUXO PASSIVO; 𝐊𝟎 = (𝟏 − 𝐬𝐞𝐧𝛟′)(𝑶𝑪𝑹) 𝒔𝒆𝒏𝝓′ Fórmula de Jaki (empírica) Capacidade de carga Estacas - Fórmulas Teóricas Estacas em areia (homogênea com a profundidade) Qual valor do coeficiente de empuxo adotar?? Depende do tipo da estaca e da perturbação do solo na execução! Estacas escavadas (concretagem não imediata à perfuração) = quanto mais tempo furo fica aberto mais se aproxima da condição de EMPUXO ATIVO (Para escavadas, K, no máximo, igual a valor recomendado para estacas metálicas); Capacidade de carga Estacas - Fórmulas Teóricas Estacas em areia (homogênea com a profundidade) 𝒒𝒑 = 𝒒.𝑵𝒒. 𝑺𝒒 + 𝟏 𝟐 . 𝜸. 𝑩.𝑵𝜸. 𝑺𝜸 Resistência de ponta na iminência de ruptura = capacidade de carga de fundação direta: Fundações profundas = parcela de Nγ desprezível 𝑵∗𝒒 = 𝑵𝒒. 𝑺𝒒 Sobrecarga q atinge um valor máx. para a profundidade de 15.D; 𝒒𝒑 = 𝒒 ∗. 𝑵𝒒 ∗ 𝑸𝒑 = 𝒒 ∗. 𝑵𝒒 ∗ . 𝒂𝒑 Carga máxima de ponta (como força) Fatores de capacidade de carga e forma juntos Capacidade de carga Estacas - Fórmulas Teóricas Valores de N*q com muita variação em relação às formulações existentes Também considera ou o solo exclusivamente argiloso ou exclusivamente arenoso (Limitações de fórmulas teóricas) Discrepâncias muito grandes entre propostas = descrédito do uso (qual valor N*q usar??) Capacidade de carga Estacas Métodos teóricos (como Terzaghi) não fornecem resultados satisfatórios: Dificuldade para determinar os parâmetros de resistência do solo (coeficiente de adesão e de atrito-solo estaca muito específico, dispersão natural dos dados e fatores de capacidade de carga muito diferentes); Influência do método executivo da estaca sobre as propriedades do solo (amolgamento); Heterogeneidade do subsolo (métodos aplicados ou à argilas ou à areias); 𝑸𝒖 = 𝑸𝒔 + 𝑸𝒑 Capacidade de ponta Carga máx. atrito lateral Métodos semi-empíricos Aoki-Velloso Décourt e Quaresma Equações de correlação (tratamento estatístico): Tensões de estado limite de ruptura X Dados de resistência a penetração Propriedades estimadas aplicadas em fórmulas teóricas Princípios teóricos e experimentais da mecânica dos solos Capacidade de carga Estacas Método de Aoki-Velloso (1975): Tensão de cisalhamento na ruptura de ponta (qp); Tensão de cisalhamento na ruptura de atrito lateral (qs); Resistência de ponta (qc) do ensaio de penetração estática Capacidade de carga da estaca: 𝑸𝒖 = 𝒂𝒑. 𝒒𝒑 + 𝒂𝒔. 𝒒𝒔 𝐪𝐩 = 𝐪𝐜 𝐅𝟏 𝐪𝐬 = 𝐟𝐬 𝐅𝟐 = 𝜶. 𝒒𝒄 𝑭𝟐 F1 e F2: corrigem a resistência de ponta e de atrito lateral Diferença de comportamento entre a estaca (protótipo) e o cone (modelo) Resistência lateral do cone Estacas Capacidade de carga Ensaio de penetração estática (CPT) Cravação de uma ponteira cônica (60° de ápice) no terreno a uma velocidade de 20 mm/s; Registro contínuo da resistência à penetração; Resultados: qc = resistência de ponta; fs = atrito lateral; Rf = fs/qc; Descrição detalhada da estratigrafia do subsolo; Eliminação de qualquer influência do operador nas medidas; Aplicação de cargas: pistão acionado por uma bomba hidráulica Capacidade de carga Estacas Método de Aoki-Velloso (1975): Na ausência de dados CPT são usados ensaios SPT... 𝐪𝐜 = 𝐊.𝑵𝒔𝒑𝒕 𝑸𝒖 = 𝒂𝒑. 𝑲.𝑵𝒑 𝑭𝟏 + 𝑷. 𝒊=𝟏 𝑻 𝜶.𝑲. 𝑵𝒎𝒆𝒅 𝑭𝟐 . 𝚫𝑳𝒊 Np = Nspt próximo da ponta da estaca; P = perímetro da estaca; ΔLi = espessura de cada camada de solo (m); Nmed = Nspt médio para cada ΔLi (trecho homogêneo); K = coeficiente que depende do tipo de solo; Capacidade de carga Estacas Método de Aoki-Velloso (1975): Correção da resistência de ponta e de atrito lateral 𝐪𝐜 = 𝐊.𝑵𝒔𝒑𝒕 𝐟𝐬 = 𝛂. 𝒒𝒄 F1 > 1 fator escala invertida (resistência de ponta do cone sempre maior que da estaca) = comprovado experimentalmente; 𝐪𝐩 = 𝐪𝐜 𝐅𝟏 Capacidade de carga Método de Aoki-Velloso (1975): Cone mecânico = parte inferior da luva Bergemann capaz de até dobrar o valor do atrito lateral Correção da leitura: F1 ≤ F2 ≤ 2F1 Hipótese a favor da segurança: F2 = 2F1 Para dados do cone elétrico e piezocone = leitura realizada diretamente na ponteira cônica (não há esse erro) = (F1 = F2) F2 deveria ser igual a F1, mas medida de atrito lateral é afetada pela geometria da luva Capacidade de carga Exercício: Usando o método de Aoki e Velloso, calcular a carga última de uma estaca tipo Franki, com diâmetro do fuste de 40 cm e volume da base V = 180 L. O comprimento da estaca e as características geotécnicas do solo são dados ao lado; Capacidade de carga Solução: Aoki-Velloso Cálculo da resistência de ponta: Área da ponta (ap): a partir do volume da base; Volume da base (esfera): 𝑸𝒖 = 𝒂𝒑. 𝑲.𝑵𝒑 𝑭𝟏 + 𝑷. 𝒊=𝟏 𝑻 𝜶.𝑲.𝑵𝒎𝒆𝒅 𝑭𝟐 . 𝚫𝑳𝒊 𝟒. 𝝅. 𝑹𝒃𝒂𝒔𝒆 𝟑 𝟑 = 𝟎, 𝟏𝟖 𝐑 = 𝟎, 𝟑𝟓 𝐦 𝒂𝒑 = 𝛑. 𝟎, 𝟑𝟓 2 = 𝟎, 𝟑𝟖 𝐦² Estaca Franki: F1 = 2,5 Areia siltosa: K = 0,8 (MPa) 𝑸𝒑 = 𝒂𝒑. 𝑲.𝑵𝒑 𝑭𝟏 = 𝟎, 𝟑𝟖. 𝟎, 𝟖. 𝟏𝟖 𝟐, 𝟓 = 𝟐, 𝟐 𝑴𝑵 Carga última de ponta Correção da resistência de ponta Transforma qc em Nspt Capacidade de carga Solução: Aoki-Velloso Cálculo da resistência lateral: Perímetro do fuste: P = 2.π.Rfuste = π.Dfuste = π .0,4 = 1,26 m; Segmentos homogêneos para solos Capacidade de carga Solução: Aoki-Velloso Argila arenosa Argila silto-arenosa Areia siltosa 𝐪𝐜 = 𝐊.𝑵𝒔𝒑𝒕 𝐟𝐬 = 𝛂. 𝒒𝒄 Capacidade de carga Solução: Aoki-Velloso 𝑸𝒔 = 𝑷. 𝒊=𝟏 𝑻 𝜶.𝑲.𝑵𝒎𝒆𝒅 𝑭𝟐 . 𝚫𝑳𝒊 𝑷 = 𝟏, 𝟐𝟔 𝐦 (KN) 𝚺 = 𝟏𝟖𝟗, 𝟔 𝐤𝐍 𝑸𝒔 ≅ 𝟏𝟗𝟎 𝐤𝐍 𝑸𝒖 = 𝟐𝟐𝟎𝟎𝒌𝑵 + 𝟏𝟗𝟎𝒌𝑵 = 𝟐𝟑𝟗𝟎𝒌𝑵 𝑸𝒖 = 𝑸𝒔 + 𝑸𝒑 qc fs 𝑓𝑠 𝐹2 𝐏. 𝚫𝒍. 𝑓𝑠 𝐹2 Capacidade de carga Estacas Método de Décourt e Quaresma (1978): Baseado originalmente em resultados de ensaios SPT e para estacas de deslocamento (pré-moldadas de concreto); 𝑸𝒖 = 𝒂𝒑. 𝑲.𝑵𝒑 +𝑷. 𝒊=𝟏 𝑻 𝟏𝟎 𝑵𝒎𝒆𝒅 𝟑 + 𝟏 . 𝚫𝑳𝒊 Np = Nspt próximo da ponta da estaca; P = perímetro da estaca; ΔLi = espessura de cada camada de solo (m); Nmed = Nspt médio para cada ΔLi; K = coeficiente que depende do tipo de solo; 𝑸𝒖 = 𝒂𝒑. 𝒒𝒑 + 𝒂𝒔. 𝒒𝒔 Tipo de solo K (kPa) Argila 120 Silte argiloso 200 Silte arenoso 250 Areia 400 Critério de ruptura dos autores = carga referente a um recalque de 10% do diâmetro da estaca (provas de carga que não atingiram a ruptura); Capacidade de carga Estacas em geral 𝑸𝒖 = 𝜶.𝒂𝒑. 𝑲.𝑵𝒑 +𝜷.𝑷. 𝒊=𝟏 𝑻 𝟏𝟎 𝑵𝒎𝒆𝒅 𝟑 + 𝟏 . 𝚫𝑳𝒊 𝑸𝒖 = 𝜶. 𝒂𝒑. 𝒒𝒑 +𝜷. 𝒂𝒔. 𝒒𝒔 α, β = coeficientes para reação de ponta e atrito lateral, respectivamente (majoração/minoração) Capacidade de carga Estimativas para parâmetros de resistência (na ausência de ensaios de laboratório...) Coesão não drenada (Teixeira & Godoy, 1996) 𝐜𝒖 = 𝟏𝟎.𝑵𝒔𝒑𝒕 Peso específico do solo Ângulo de atrito (Godoy, 1983)𝛟 = 𝟐𝟖° + 𝟎, 𝟒.𝑵𝒔𝒑𝒕 Coeficientesde segurança Incertezas Investigações geotécnicas: praticamente impossível o conhecimento “completo” do subsolo (margem de segurança para previsão de materiais menos resistentes não detectados na sondagem); Investigações Método de cálculo Parâmetros dos materiais Ações Execução das fundações Parâmetros do solo: ensaios de campo e laboratório sujeitos a erros e variabilidade (correlações realizadas para solos específicos e erros de execução dos ensaios); Métodos: capacidade de carga e cálculo de recalques pelo uso de modelos que simplificam a realidade e geram erro (Ex: equações teóricas para estacas com grandes discrepâncias!); Coeficientes de segurança Cargas: estimativa também contém erros (variabilidade em torno da média) que devem ter margem de segurança Ações permanentes: ocorrem com valores constantes ou com pequena variação em torno da média Ações variáveis: ocorrem com variação significativa em torno da média (uso da obra) Ações excepcionais: duração muito curta e com muito baixa probabilidade de ocorrência NBR 8681: Ações e segurança em estruturas Coeficientes de segurança Imperfeição da execução das fundações: pode ser reduzidas (adequada fiscalização), mas não totalmente eliminadas; Investigações Parâmetros de materiais Execução Métodos de cálculo... Único fator de segurança Incertezas Fator de segurança global (método de valores admissíveis) Investigações Parâmetros de materiais Execução Métodos de cálculo Fatores de segurança parciais (método de valores de projeto) FS1 FS2 FS3 FS4 Coeficientes de ponderação para cada aspecto Coeficientes de segurança "Infelizmente, os solos são feitos pela natureza e não pelo homem, e os produtos da natureza são sempre complexos... Assim que você muda do aço e do concreto para o solo, a onipotência da teoria deixa de existir. O solo natural nunca é uniforme, suas propriedades mudam de ponto para ponto, enquanto nosso conhecimento de suas propriedades é limitado aos poucos locais nos quais as amostras foram coletadas. Na mecânica do solo, a precisão dos resultados calculados nunca excede a de uma estimativa aproximada, e a principal função da teoria é que nos ensina o que e como observar no campo” TERZAGUI INCERTEZAS (modelo, dispersão de dados, representação do subsolo) COEFICIENTE DE SEGURANÇA Coeficientes de segurança Fator de segurança global – método dos valores admissíveis 𝝈𝒌 ≤ 𝝈𝒂𝒅𝒎 Tensões das ações características não devem exceder as tensões admissíveis dos materiais: 𝝈𝒂𝒅𝒎 = 𝝈𝒓𝒖𝒑 𝑭𝑺 Princípio aplicado às cargas (fundações): 𝑸𝒕𝒓𝒂𝒃 = 𝑸𝒖𝒍𝒕 𝑭𝑺 Valores superiores de FS = estabilidade em condições normais de serviço (a favor da segurança); Inferiores = carregamento máx. não ocorre sempre e obras provisórias (menos conservador) Carga de ruptura Carga de trabalho admissível Terzaghi e Peck (1967) Coeficientes de segurança Fundações superficiais (aplicado às tensões na base): Tipo de obra (consequências de ruptura e ocorrência de cargas máximas) 𝒒𝒕𝒓𝒂𝒃 = 𝒒𝒖𝒍𝒕 𝑭𝑺 Grau de exploração do subsolo 𝑭𝑺 = 𝒒𝒖𝒍𝒕 𝒒𝒕𝒓𝒂𝒃 tensão de ruptura tensão de trabalho admissível Fator de segurança global – método dos valores admissíveis Coeficientes de segurança NBR 8036 – Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios Fixar as condições necessárias para a programação das sondagens de reconhecimento dos solos destinada à elaboração de projetos geotécnicos para a construção de edifícios Objetivo: Número de sondagens; Localização das sondagens; Profundidade das sondagens. Programação engloba: Coeficientes de segurança NBR 8036 – Número de sondagens Intervalos em m² 0 < A ≤ 200 200 < A < 400 400 ≤ A < 600 600 ≤ A < 800 Nº furos 2 3 3 4 Intervalos em m² 800 ≤ A < 1000 1000 ≤ A < 1200 1200 ≤ A < 1600 1600 ≤ A < 2000 Nº furos 5 6 7 8 Intervalos em m² 2000 ≤ A ≤ 2400 A > 2400 Nº furos 9 A critério do projetista OBS: Se não existir ainda uma PLANTA BAIXA definida, realiza-se um mínimo de 03 Furos com distância máxima entre eles de 100m. Coeficientes de segurança NBR 8036 – Localização das sondagens Furos deverão ser distribuídos em planta, cobrindo toda área de estudo Fase de estudos preliminares ou planejamento: Sondagens igualmente distribuídas por toda área; Fase de projeto: Critério específico que considere aspectos estruturais; A = 175 m² A = 800 m² A = 300 m² A = 600 m² Para um Nº de sondagens maior que 3, não devem ser distribuídas ao longo de um mesmo alinhamento Coeficientes de segurança Tensão geostática efetiva Até qual profundidade devem ser levadas as sondagens? Critério: Acréscimo de tensão < 10% tensão efetiva Até aquela em que o solo não seja mais solicitado de forma significativa pelas cargas da estrutura !!! E como definir esta profundidade?? γ1, Z1 γ2, Z2 γ3, Z3 𝝈′ = 𝜸𝒏𝒁𝒏 − 𝒖 Acréscimo de tensões Teoria da elasticidade (Solução de Boussinesq, Melan, etc) NBR 8036 – Profundidade das sondagens Coeficientes de segurança NBR 6122 = Análise de estados limites últimos ELU (colapso parcial ou total da obra - esgotamento da capacidade resistente e risco à segurança); Perda de capacidade de carga, tombamento, ruptura por tração, flambagem... Valores das ações vs. Resistência da fundação Ruptura do solo de fundação NBR 8681- Ações e segurança em estruturas: permanentes, variáveis, excepcionais Elemento estrutural Causas de deformação e esforços Capacidade de carga Parâmetros de resistência - solo Fator de segurança global – método dos valores admissíveis Coeficientes de segurança Cálculo da capacidade de carga: Método teórico (uso de valores característicos de resistência de solos e rochas); Método semiempírico (propriedades do solo estimadas por correlação); Resultados de prova de carga; Fator de segurança global – método dos valores admissíveis Coeficientes de segurança Consideração do número de investigações ou provas de carga (fase de projeto ou adequação antes do início da obra) = altera FS Fator de segurança global – método dos valores admissíveis 2 formas para calcular a capacidade de carga última por método semiempírico: (a) Valores médios dos parâmetros (Rk,med); (b) Valores mínimos dos parâmetros (Rk,min); 𝑹𝒌 = 𝑴𝒊𝒏 𝑹𝒌,𝒎𝒆𝒅 𝝃𝟏 , 𝑹𝒌,𝒎𝒊𝒏 𝝃𝟐 Resultado deve ser dividido por um FS de 1,4 para obtenção da tensão admissível Coeficientes de segurança Consideração do número de investigações ou provas de carga (fase de projeto ou adequação antes do início da obra) = altera FS Fator de segurança global – método dos valores admissíveis 2 formas para calcular a capacidade de carga última por prova de carga: (a) Média das provas de carga (Rmed); (b) Valor mínimo obtido (Rmin); 𝑹𝒌 = 𝑴𝒊𝒏 𝑹𝒎𝒆𝒅 𝝃𝟑 , 𝑹𝒎𝒊𝒏 𝝃𝟒 Resultado deve ser dividido por um FS de 1,4 para obtenção da tensão admissível Coeficientes de segurança Princípio: tensões são multiplicadas por fatores de majoração (cargas de projeto) e resistências são divididas por fatores parciais de minoração (resistências de projeto - σd): Fator de segurança parcial – método de valores de projeto Em termos de cargas de fundações... 𝝈𝒌. γ𝒇 ≤ 𝝈𝒅 𝝈𝒅 = 𝝈𝒓𝒖𝒑 𝜸𝒎 𝑸𝒌. γ𝒇 ≤ 𝑸𝒅 𝑸𝒅 = 𝑸𝒖𝒍𝒕 𝜸𝒎 Carga de trabalho (solicitação) Carga de ruptura de projeto Carga de ruptura característica Coeficientes de segurança Fator de segurança parcial– método de valores de projeto Vantagens dos procedimentos podem ser combinadas 𝝈 𝑷 + 𝑨 ≤ 𝝈𝒓𝒖𝒑 𝑪𝑺 P = cargas permanentes; A = cargas acidentais; Tensões admissíveis: 𝝈 𝑷. 𝑪𝑺𝑷 + 𝑨. 𝑪𝑺𝑨 ≤ 𝝈𝒓𝒖𝒑 Outra possibilidade de segurança = majoração das cargas por coeficientes parciais 𝝈 𝑷. 𝑪𝑺𝑷 + 𝑨. 𝑪𝑺𝑨 ≤ 𝝈𝒓𝒖𝒑 𝑪𝑺𝑹 Cargas multiplicadas por coeficientes de segurança (cargas nominais) Resistências divididas por coeficientes de segurança (resistências nominais) Tensões nominais não excedam as resistências nominais Tubulões a céu aberto (apenas carga vertical) 𝜸𝒇. 𝑷 = 𝟎, 𝟖𝟓.𝑨𝒇. 𝒇𝒄𝒌 𝜸𝒄 Área do fuste (calculada como pilar com seção de ferro nula): P = carga do pilar; Af = área do fuste; fck = resist. característica do concreto aos 28 dias Área da base em seção falsa elipse: 𝝅. 𝒃² 𝟒 + 𝒃. 𝒙 = 𝑷 𝝈𝒂𝒅𝒎 γf = coef. majoração (carga) = 1,4; γc = coef. minoração (concreto) = 1,6; (NBR 6122) Coeficientes de segurança Fator de segurança parcial – método de valores de projeto Coeficientes de segurança Leva-se em conta na definição dos coeficientes de segurança parciais: Quanto maior a incerteza em uma dada quantidade... MAIOR o seu coeficiente de segurança; Coeficientes de segurança parciais devem fornecer dimensões para as estruturas na mesma ordem de grandeza de que seriam obtidas por métodos tradicionais; Fator de segurança parcial – método de valores de projeto Hansen (1965) Coeficientes de segurança NBR 6122/96 = aplicação dos coeficientes de minoração diretamente aos parâmetros de resistência do solo (antes dos cálculos); Nova versão (2010) = aplicação de coeficiente de minoração ao resultado do cálculo da resistência; Fator de segurança parcial – método de valores de projeto Carga de projeto (admissível) = resistência característica (última) dividida por coeficiente de minoração Condições drenadas e não-drenadas Aplicação do carregamento = excesso de poropressão; Diminuição do FS (diminuição da tensão efetiva); Análises: Situação mais crítica = segurança a curto prazo ou não drenada; Segurança a longo prazo ou drenada; Dissipação da poropressão; Transferência de carga da água para o solo; FS aumenta (tensão efetiva aumenta); A longo prazo... q q 𝑭𝑺 = 𝒒𝒖𝒍𝒕 𝒒𝒕𝒓𝒂𝒃 Condições drenadas e não-drenadas A análise é drenada ou não drenada?? Vai depender da velocidade do carregamento!! Carregamentos rápidos = enchimento de silos, passagem de veículos, ação do vento... Silos ou armazéns: Cargas operacionais altas em relação ao peso próprio da estrutura Cargas variam rapidamente: poropressão não é dissipada Edifício residencial ou escritório: peso próprio maior que as cargas de ocupação Sobrecarga imposta gradualmente a medida que a estrutura é construída Condições drenadas e não-drenadas Solos argilosos saturados com drenagem lenta; Ignora a poropressão e trabalha com parâmetros de resistência em termos de tensões totais; Envoltória de resistência obtida a partir dos círculos de Mohr de tensões totais na ruptura; Análise a tensões totais: Análise a tensões efetivas: Solos arenosos ou solos argilosos não-saturados; É a mais correta conceitualmente, pois trabalha com a envoltória de ruptura a tensões efetivas; Entretanto, em um bom número de casos é difícil a determinação das pressões efetivas por ser difícil a definição das poropressões; A análise é drenada ou não drenada?? Vai depender da drenagem do solo!! Condições drenadas e não-drenadas Em problemas onde a poropressão pode ser determinada com confiança, usar análise a pressões efetivas. Caso contrário, usar análise a pressões totais levando em conta a faixa de variação possível dos parâmetros de resistência totais; Escolha do tipo de análise (função dos dados disponíveis): Estabilidade de taludes secos ou saturados sem fluxo ou com fluxo estacionário; Obras envolvendo construção lenta (drenada) com poropressões iniciais conhecidas (Aterros sobre argila saturada com construção lenta); Análise de estabilidade de obras muito tempo após a construção, quando os acréscimos de poropressão já se dissiparam; Análise a tensões efetivas: Análise a tensões totais: Estabilidade de obras sob condições não-drenadas onde é difícil a determinação das poropressões (Construção rápida de aterros sobre argilas saturadas) Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Câmara cilíndrica = preenchida com água; CP fica submetido a uma pressão de confinamento (confinante) por compressão do fluido; Ruptura por cisalhamento = aplicação de uma tensão axial (haste de carregamento vertical): tensão desviadora A pressão confinante atua em todas as direções (estado hidrostático de tensões) CP envolvido por uma fina membrana de borracha Ensaio de Compressão Triaxial: aplicação de um estado hidrostático de tensões e um carregamento axial sobre um corpo de prova cilíndrico do solo; Dimensões do corpo de prova: 36 mm (diâmetro) X 76 mm (altura); Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Aplicação de pesos ou pressão hidrostática em incrementos iguais até que o corpo se rompa (carga controlada); Aplicação de deformação axial a uma taxa constante por meio de uma prensa que desloca a câmara para cima (deformação controlada); Não existem tensões cisalhantes nas bases nem nas geratrizes do corpo de prova; σ1= σc+Δσ σ3 = σc Planos horizontais e verticais são os planos principais Durante o carregamento, mede-se, para vários Δt: σc σc σc σc + Δσ d Tensões axiais e a deformação vertical (d) do corpo de prova Tensão desviadora: Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Ensaio Triaxial Adensado Drenado (CD) σ3 Corpo de prova saturado é submetido primeiro a uma pressão de confinamento σ3 σ3 Se a drenagem for impedida: A medida que a tensão confinante é aplicada, a poropressão do corpo aumenta por uc; Aumento na poropressão expresso como um parâmetro adimensional B = parâmetro de poropressão de Skempton Para solos moles saturados: B ~= 1 Para solos rígidos saturados: B < 1 Argila mole normalmente adensada: B = 0,9998; Argilas e siltes moles levemente adensados: B = 0,9988; Argilas rígidas sobreadensadas e areias: B = 0,9877; 𝐁 = 𝐮𝐜 𝛔𝟑 Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Ensaio Triaxial Adensado Drenado (CD) Se a conexão para a drenagem estiver aberta Ocorrerá dissipação de poropressão e adensamento (Com o tempo, uc = 0); A variação no volume do corpo de prova que ocorre durante o adensamento (ΔVc) pode ser obtida do volume de água drenada dos poros ΔVc Tempo Ex p a n sã o C o m p re ss ã o Com a drenagem aberta, aumenta-se a tensão desviadora de forma lenta σ3 σ3 Garantir a dissipação de qualquer poropressão que tenha se desenvolvido (Δud = 0) Δσd Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Ensaio Triaxial Adensado Drenado (CD) Como a poropressão gerada durante o ensaio é completamente dissipada: Tensão total e efetiva de confinamento = σ3 = σ’3 Tensão total e efetiva axial no momento da ruptura = σ3 + (Δσd)f = σ1 = σ’1 Com as tensões principais na ruptura para cada ensaio, pode-se traçar os círculos de Mohr e a envoltória de ruptura pode ser obtida; σσ3 = σ’3 τ Areia e argila normalmente adensada ϕ’ σ1 = σ’1 (Δσd)f (Δσd)f σ3 σ1 θ 2θ 2θ Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Ensaio Triaxial Adensado Drenado (CD) Caso de pré-adensamento: Argila é inicialmente adensada sob uma tensão de câmara σc = σ’c; Há redução da tensão confinante para σ3 = σ’3 < σ’cσσ3 = σ’3 τ bc: estágio normalmente adensado ϕ’ σ1 = σ’1 ϕ’1 A envoltória de ruptura mostra dois ramos distintos: ab: inclinação menor e com intersecção de coesão c’ b a c c’ Pré-adensado Normalmente adensado σ’c Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Ensaio Triaxial Adensado Não-drenado (CU) Tipo mais comum de ensaio triaxial uc = 0 σ3 σ3 σ3 σ3 Δσd σ3 σ3 σ3 σ3 Δσd Corpo de prova saturado é adensado por σ3 ocorrendo drenagem (drenagem aberta) A poropressão gerada com a aplicação da tensão de confinamento (acréscimo de poropressão) é dissipada (uc = 0) Mantendo a drenagem fechada, aumenta-se a tensão desviadora (Δσd) para provocar ruptura no corpo de prova Drenagem não é permitida Poropressão (Δud) aumentará Durante o ensaio, são realizadas medições simultâneas de Δσd e Δud Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Ensaio Triaxial Adensado Não-drenado (CU) Tensões para o ensaio CU: Tensão principal maior no momento da ruptura (total): σ1 = σ3 + (Δσd)f Tensão principal maior no momento da ruptura (efetiva): σ’1 = σ1 – (Δud)f Tensão principal menor no momento da ruptura (total): σ3 Tensão principal menor no momento da ruptura (efetiva): σ’3 = σ3 – (Δud)f Areias e argilas normalmente adensadas ϕ = ângulo adensado não- drenado de resistência ao cisalhamento Os círculos da tensão total são obtidos do ensaio e os círculos de tensão efetiva a partir da medida de poropressão na ruptura Condições drenadas e não-drenadas - PARÂMETROS Ensaio Triaxial Adensado Não-drenado (CU) Para argilas pré-adensadas No momento da ruptura: Ensaios de adensamento drenados em argila tomam um tempo considerável (dissipação da poropressão); Realizam-se ensaios adensados não-drenados com medições da poropressão para se obter os parâmetros de resistência drenada (podem ser realizados rapidamente); Condições drenadas e não-drenadas Ensaio Triaxial Não-adensado Não-drenado (UU) Neste caso, a drenagem não é permitida em nenhum estágio (na aplicação da tensão confinante e na tensão desviadora) uc > 0 σ3 σ3 Δσd σ3 σ3 Δud > 0 Aumento de poropressão devido a tensão confinante (uc) Aumento de poropressão devido a tensão desviadora (Δud) Acréscimo de poropressão total Δu no corpo de prova em qualquer estágio da aplicação da tensão desviadora: 𝚫𝐮 = 𝐮𝐜 + 𝚫𝐮𝐝 Condições drenadas e não-drenadas Análise em termos de ensaios triaxiais não- adensados não-drenados (UU) No plano τ X σ: σ τ Círculos de tensões totais na ruptura cu Círculo de tensões efetivas Cu = Resistência Não-drenada da argila ϕ (total)= 0° A envoltória de ruptura para os círculos de Mohr da tensão total torna-se uma linha horizontal (condição ϕ = 0°) 𝒄𝒖 = 𝝈𝟏 − 𝝈𝟑 𝟐 σ3 σ1 Capacidade de carga Exercício: Determinar o diâmetro da sapata circular da figura usando a teoria de Terzaghi com FS = 3. Desprezar o peso próprio da sapata. Capacidade de carga Exercício: Uma sapata corrida com 8,5 m de largura está apoiada a 3 m de profundidade, em um solo constituído por argila mole saturada (γ = 17 kN/m³). Estando o nível de água a 2,45 m de profundidade, pede- se para estimar a tensão admissível com base na fórmula de Terzaghi nas seguintes condições: A) A carga é aplicada de maneira rápida (condições não drenadas); B) A carga é aplicada de maneira lenta para que não haja acréscimo de poropressão no solo; Características da argila mole: Ensaio rápido (não adensado não drenado - UU): c = 24 kPa; Ensaio lento (adensado drenado - CD): τ = 4 + σ’.tg 23° (KPa); Adotar γsub = 7 kN/m³ e FS = 3; Capacidade de carga Exercício: Calcular o fator de segurança da sapata quadrada de lado 2 m usando a teoria de Terzaghi e Skempton. Capacidade de carga Exercício: Usando a teoria de Skempton, com FS = 3, determinar o lado da sapata quadrada abaixo; Capacidade de carga Exercício: Dado o perfil abaixo, calcular a tensão admissível de uma sapata quadrada de lado 2 m, apoiada na cota - 2,5 m, usando a fórmula de Skempton com FS = 3; Capacidade de carga Exercício: Para a construção de um edifício de 10 andares, foram realizadas sondagens a percussão SPT. Admitindo que a carga média de um edifício de concreto seja da ordem de 12 kN/m² por andar e que a área de influência de cada pilar seja da ordem de 4 m, indicar qual será a tensão admissível do solo para fundações rasas apoiadas na cota - 2 m;