Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

HIGIENE DO TRABALHO
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO
Leandro de Freitas 
Gildo E. de Santana
 
HIGIENE DO TRABALHO 
Leandro de Freitas 
Gildo E. de Santana 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 2 
Sumário 
1. CONCEITUANDO A HIGIENE OCUPACIONAL......................................................................... 4 
1.1. A HIGIENE OCUPACIONAL ....................................................................................................... 4 
1.2. Meio Ambiente ............................................................................................................................. 4 
1.3. Meio Ambiente do Trabalho .......................................................................................................... 4 
1.4. HISTÓRICO ................................................................................................................................. 5 
1.5. FUNÇÃO DO HIGIENISTA ......................................................................................................... 6 
1.6. RAMOS DA HIGIENE DO TRABALHO ...................................................................................... 6 
2. EXPOSIÇÃO A RISCOS AMBIENTAIS ....................................................................................... 8 
2.1. Medicina do Trabalho .................................................................................................................... 9 
2.2. LEGISLAÇÃO BRASILEIRA ..................................................................................................... 11 
3. A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO SOBRE OS RISCOS NO AMBIENTE DE TRABALHO 
AOS TRABALHADORES ................................................................................................................... 12 
3.1. Direito de recusa ......................................................................................................................... 16 
4. ESTUDO E CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS E SEUS AGENTES. ...................... 18 
4.1. Sistemas de ventilação. ................................................................................................................ 18 
4.2. Composição do ar........................................................................................................................ 19 
4.3. Classificação dos sistemas de ventilação ....................................................................................... 19 
4.4. Tipos de ventilação ..................................................................................................................... 20 
4.5. Ventilação geral .......................................................................................................................... 21 
4.5.1. Considerações gerais ................................................................................................................... 21 
4.6. Tabela Normalizada ABNT (NB10) ............................................................................................. 26 
Exercícios ........................................................................................................................................................ 28 
5. Agentes Químicos ....................................................................................................................... 29 
5.1. Contaminantes Químicos ............................................................................................................. 29 
5.2. 5.2. VALOR TETO ..................................................................................................................... 31 
5.3. GRUPO V - Asfixiantes Simples .................................................................................................. 34 
5.4. Linha de ar comprimido e cilindro auxiliar. ................................................................................... 36 
Exercícios ........................................................................................................................................................ 37 
Exercícios ........................................................................................................................................................ 39 
5.5. Poeiras ....................................................................................................................................... 42 
Exercícios. ....................................................................................................................................................... 56 
Exercícios: ....................................................................................................................................................... 63 
BIBLIOGRAFIA. ............................................................................................................................................ 64 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVISO 
Todo o material disponibilizado pela Escola e Faculdade Fortec é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei 
Federal nº 9610/98) e o único uso autorizado é para prática e o exercício da atividade de ensino ora contratada. 
Reproduzir apostilas e/ou livros é um ilícito civil, pois fere o direito a propriedade intelectual e também é um 
ilícito penal, conforme previsto em nossa legislação. 
A reprodução ilegal de apostilas e/ou livros por qualquer meio ou forma de obra protegida no Brasil, é ilícito 
civil, conforme preceitua a Lei nº 9.610 em vigor desde junho de 1998. 
Além disso, a reprodução ilegal ou não autorizada de apostilas e/ou livros consiste no crime tipificado no 
Código Penal em seu art. 184. 
Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: (Redação dada pela Lei nº10.695, de 
1º.7.2003)Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. . 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 4 
1. CONCEITUANDO A HIGIENE OCUPACIONAL 
1.1. A HIGIENE OCUPACIONAL 
 A Higiene Ocupacional é a ciência da: antecipação, reconhecimento, avaliação, 
prevenção e controle dos riscos originados nos locais de trabalho, para proteger a saúde 
e o bem-estar dos trabalhadores, salvaguardando também as comunidades vizinhas e o 
meio ambiente em geral. 
 A Higiene Ocupacional cuida do ambiente de trabalho para prevenir doenças ou 
lesões nos trabalhadores, provenientes de atividades em ambientes de trabalho com 
calor, ruído, vibração, manuseio de substâncias químicas, agrotóxicos etc. É uma 
especialização de importância crescente pois a conscientização de que o ambiente de 
trabalho não deve causar danos à saúde do trabalhador tem se imposto, infelizmente, à 
custa de muitas vidas. 
 
1.2. Meio Ambiente 
Tudo o que cerca o ser vivo, que o influencia e que é indispensável à sua 
sustentação. Estas condições incluem solo, clima, recursos hídricos, ar, nutrientes e os 
outros organismos. O meio ambiente não é constituído apenas do meio físico e biológico, 
mas também do meio sócio-cultural e sua relação com os modelos de desenvolvimento 
adotados pelo homem. 
 
cetesb.sp.gov.br/ambiente/glossário[9/4/03] 
 
Circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo água, ar, solo, 
recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações. 
NBR ISO 14001:1996 
 
 
1.3. Meio Ambiente do Trabalho 
 
No enfoque global, não só o posto de trabalho ( local da prestação), mas todos os 
fatores que interferem no bem-estar do empregado (ambiente físico), e todo o complexo 
de relações humanas na empresa, a forma de organização do trabalho, sua duração, os 
ritmos, os turnos, os critérios de remuneração, as possibilidadesde progresso etc., 
servem para caracterizar o meio ambiente do trabalho. 
 
Sebastião Geraldo de Oliveira, SP:LTr,1996 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 5 
É a interação do local de trabalho, ou onde quer que o empregado esteja em 
função da atividade e/ou à disposição do empregador, com os elementos físicos, químicos 
e biológicos presentes, incluindo toda sua infraestrutura (instrumentos de trabalho), bem 
como o complexo de relações humanas na empresa e todo o processo produtivo que 
caracteriza a atividade econômica de fins lucrativos. 
 
Monica Maria Lauzid de Moraes, SP:LTr,2002 
 
É o local onde o homem realiza a prestação objeto da relação jurídico trabalhista, 
desenvolvendo atividade profissional em favor de uma atividade econômica. 
 
- espaço físico 
- condições existentes no local 
 
 
1.4. HISTÓRICO 
E em 1700, surge a extraordinária obra de Bernardino Ramazzini, médico que 
atuava na região de Modena na Itália, e, com uma visão clínica impressionante para 
aquela época onde não existiam recursos propedêuticos maiores descrevem doenças que 
ocorriam em mais de cinqüenta profissões. Em seu livro De Morbis Artificum Diatriba 
pode-se encontrar, além da agudeza das observações, uma sutil crítica de costumes. Em 
função da importância de seu trabalho, recebeu da posteridade o título de pai da Medicina 
do Trabalho. 
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. Historicamente, segundo frisa bem ROSEN (1994), 
um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento do mundo moderno e da organização 
e das ações da moderna Saúde Pública foi a ascensão de uma economia industrial que, 
para a maioria dos autores, tem seu período marcante entre 1760 e 1850. Ainda vivendo 
um modelo feudal de Idade Média, mas com um crescente movimento de urbanização, a 
Inglaterra inicia a moderna industrialização, e as fábricas se instalaram principalmente nos 
aglomerados urbanos. O trabalho artesanal, onde o homem era detentor de todo o 
processo, dá lugar a um processo industrial com profundas modificações sociais. 
Com a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL surge uma nova situação: o trabalho em 
ambientes fechados, às vezes confinados, a que se chamou de fábricas. O êxodo rural, 
as questões urbanas de saneamento e de miséria se juntaram a outro grande problema: 
as péssimas condições de trabalho (e ambiente) alterando o perfil de adoecimento dos 
trabalhadores que passaram a sofrer acidentes e desenvolver doenças nas áreas fabris, 
como por exemplo, o tifo europeu (na época chamada febre das fábricas). A maioria da 
mão de obra era composta de mulheres e crianças que sofriam a agressão de diversos 
agentes, oriundos do processo e/ou ambiente de trabalho. 
Com o crescimento industrial, a população tem-se concentrado ao redor das 
indústrias, das cidades e das periferias, provocando o crescimento desordenado, sem a 
estrutura mínima para atender as necessidades vitais dos obreiros, como, por exemplo, 
saneamento básico. 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 6 
A busca pelo trabalho é o fator responsável pela concentração desordenada, 
resultando na inobservância da qualidade de vida. 
 
A indústria brasileira, longe da conscientização sobre qualidade de vida no 
ambiente de trabalho, compete à custa de baixos salários, da exploração predatória dos 
recursos naturais (meio ambiente em sentido amplo), com impactos fatais sobre a saúde 
e segurança do empregado nas empresas e, em decorrência, sobre a qualidade de vida 
da população da cidade e do campo. 
 
1.5. FUNÇÃO DO HIGIENISTA 
Dentro da esfera de suas responsabilidades, o Higienista deverá: 
 
� Dirigir programas de higiene industrial; 
� Examinar os ambientes de trabalho e sua circunvizinhança; 
� Estudar os trabalhos e os processos obtendo detalhes completos de cada tipo de 
trabalho, os matérias e equipamentos que usam os produtos e subprodutos, 
número de trabalhadores e tempo de trabalho; 
� Realizar medições adequadas para determinar a magnitude das exposições 
prejudiciais dos trabalhadores. Para isto deverá eleger métodos e instrumentos 
adequados para tais medições.Pessoalmente ou através de outros, porém sob sua 
supervisão direta, terá que dirigir tais medições e estudo além de ordenar o 
material de ensaio associado com o desenvolvimento do trabalho; 
� Interpretar os resultados das avaliações ambientais e seus arredores em função da 
sua potencialidade de causar danos à saúde; 
� Preparar procedimentos, regulamentações, normas e regras para o 
desenvolvimento saudável do trabalho e prevenção de doenças do trabalho e/ou 
profissional. 
� Criar e dirigir programas específicos de educação para os trabalhadores com o 
objetivo de conscientizar e prevenir doenças do trabalho e/ou profissional. 
� Dirigir investigações para adquirir conhecimentos referentes a aos possíveis danos 
a saúde dos trabalhadores; 
� Estabelecer meios de comunicação com o responsável pelo Programa de Controle 
Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), para verificar-se a eficiência dos meios 
de controle; 
 
1.6. RAMOS DA HIGIENE DO TRABALHO 
� HIGIENE TEÓRICA 
Dedicada aos estudos de contaminantes em relação ao homem, através de 
estudos e experiências, com objetivos de analisar as relações “Dose – Efeito” e 
estabelecer padrões de concentrações ambientais (valores de referência). 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 7 
 
 
� HIGIENE DE CAMPO 
Dedicada ao estudo da situação de exposição no ambiente do trabalho “Análise 
de Posto de Trabalho”, detecção de contaminantes e tempo de exposição, medição 
direta e retirada de amostras, comparações com os limites de referências, etc. 
 
� HIGIENE ANALÍTICA 
Realiza a investigação e determinação qualitativa e quantitativa dos 
contaminantes presentes no ambiente de trabalho, em estreita ligação com a Higiene 
de Campo e Higiene Teórica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 8 
2. EXPOSIÇÃO A RISCOS AMBIENTAIS 
A presença de agentes químicos, físicos e biológicos no ambiente de trabalho, 
não implica obrigatoriamente, que o trabalhador venha a contrair uma doença do 
trabalho ou profissional. 
Para esses agentes causarem danos à saúde, se faz necessário uma 
concentração ou intensidade acima de valores pré-determinados, que o tempo de 
exposição a este agente, seja numa concentração suficiente para uma atuação nociva 
e que o trabalhador tenha uma suscetibilidade individual favorável a este agente. 
Denomina-se limites de exposição aquelas concentrações dos agentes 
agressivos ou intensidade dos agentes presentes no ambiente de trabalho, sob as 
quais a maioria dos trabalhadores podem ficar expostos durante toda a sua vida 
laboral, sem sofrer efeitos adversos a saúde. 
Estes limites objetivam garantir a saúde, mas não são valores absolutos ou 
imutáveis, refletem o grau de conhecimento em um dado momento. São baseados nas 
melhores informações disponíveis, provenientes de experiência industrial e de estudos 
e experimentos com animais em laboratórios (pesquisas). 
 
 
Ambiente ou 
Atividade Insalubre 
Doença 
Diagnóstico 
Tratamento 
Controle 
 
MEDICINA DE FÁBRICA 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 9 
2.1. Medicina do Trabalho 
 
Atividade ou Ambiente Insalubre – causa a Doença 
 
 
SAÚDE OCUPACIONAL. (OIT/OMS, 1950) 
 
 
� “Promoção e manutenção do mais alto grau de bem estar físico, mental e 
social dos trabalhadores”; 
� “Prevenção de desvios de saúde causados pelas condições de trabalho”; 
� “Proteção dos trabalhadores em seus empregos, dos riscos resultantes 
de fatoresadversos à saúde”; 
� “Colocação e manutenção do trabalhador, adaptadas às aptidões 
fisiológicas e psicológicas”; 
� “Em suma, adaptação do trabalho ao homem e de cada homem à sua 
atividade”. 
Ambiente ou 
Atividade Insalubre 
Reconhecimento 
Doença 
Diagnóstico 
Tratamento 
Trabalhador 
Sadio 
Avaliação 
Controle 
Ambiente ou 
Atividade salubre 
Saúde 
do trabalho 
HIGIENE INDUSTRIAL 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 10 
 
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - NR 9 
Portaria nº25 de 29/12/94. 
 
9.1.3. O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da 
empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, 
devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o 
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na NR 7. 
 
9.1.5 - Para efeito desta NR consideram-se riscos ambientais os agentes 
físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de 
sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de 
causar danosà saúde do trabalhador. 
 
PPRA - NR 9 
 
 
 
 
 
 
 
Agentes De Risco 
Reconhecimento 
Avaliação 
Controle 
Ambiente ou 
Atividade salubre 
LLTT 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 11 
2.2. LEGISLAÇÃO BRASILEIRA 
 
“Entende-se por limite de tolerância, para os fins desta norma, a concentração 
ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de 
exposição ao agente, que não causará dano a saúde do trabalhador durante sua vida 
laboral.” 
“Os limites de tolerância referem-se a concentrações de substâncias dispersas 
na atmosfera e representam condições sobre as quais, supõe-se que quase todos os 
trabalhadores possam estar expostos dia após dia sem efeitos adversos à saúde.” 
(A.C.G.I.H.) 
Estes limites deverão ser identificados e reconhecidos nos programas de 
controle da empresa, de modo que os mesmos possam ser devidamente controlados e 
não ofereçam nenhum risco aos trabalhadores. 
 
 
 
 
 
 
 
Agentes De Risco 
Reconhecimento 
Trabalhador 
Sadio 
Avaliação 
Controle 
Ambiente ou 
Atividade salubre 
Controle Médico 
Há Agravos 
 à Saúde? 
Não 
Sim 
LLTT 
PPPPRRAA -- NNRR 99 PPCCMMSSOO -- NNRR 77 
Condutas MA 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 12 
3. A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO SOBRE OS 
RISCOS NO AMBIENTE DE TRABALHO AOS 
TRABALHADORES 
a) Reconhecimento de risco (caracterização básica) – nessa fase alguns 
critérios precisam ser seguidos, de modo que todos os riscos e situações possam ser 
corretamente identificados e mapeados: 
 
1. Dados preliminares; 
2. Fatores ligados ao ambiente de trabalho; 
3. Fatores ligados aos agentes químicos presentes nos locais de trabalho; 
4. Fatores ligados aos trabalhadores; 
5. Fatores relacionados à empresa. 
 
Dados preliminares 
 
1. Caracterização geral da empresa: 
 
� Identificação 
� Atividades 
· 
2. Dados disponíveis na literatura sobre: 
 
� Processo produtivo relacionado com a empresa 
 
� Possíveis riscos à saúde e segurança relativos aos processos 
existentes que auxiliem na identificação e avaliação dos riscos 
 
 Fichas de Segurança de Produtos Químicos (quando disponíveis) 
 
b) Fatores ligados ao ambiente de trabalho 
 
� Planta do local (dimensões dos locais de trabalho, disposição de máquinas e 
equipamentos, áreas sob influência potencial de contaminantes etc.); 
� ·tecnologia e fluxograma dos processos de produção (processo contínuo, 
descontínuo, equipamentos abertos, fechados ou semi abertos, etc.); 
� Identificação de setores, postos de trabalho; 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 13 
� Inventário de produtos químicos (matérias primas e auxiliares (aditivos, 
catalisadores), produtos intermediários, de combustão, decomposição e finais). 
Se possível onde são usados e a taxa de consumo; 
� Fontes potenciais de liberação, propagação, interferências de áreas vizinhas, 
outros fatores presentes que possam ter influência na exposição dos 
trabalhadores ou na avaliação. Identificar os equipamentos ou instalações que 
possam estar relacionados com A emanação do agente químico; 
� Probabilidade de emanação; 
� Ritmo de produção; 
� Frequência e duração de processos de trabalhos cíclicos; 
� Condições anormais de operações; 
� Medidas de controle existentes e o grau de adequação ou eficácia das mesmas; 
� Temperatura, pressão e umidade ambientais, 
� Direção e intensidade das correntes de ar. 
 
c) Fatores ligados aos agentes químicos presentes nos locais de trabalho 
 
� Propriedades físicas (Pressão de vapor; ponto de auto ignição; ponto de fulgor; 
faixa de explosividade; densidade relativa do líquido e do vapor); 
 
� Propriedades químicas (reatividade, estabilidade etc.); 
 
� Propriedades toxicológicas; 
 
� Índices olfativos ou visuais (gases e vapores coloridos, efeito “tyndal”); 
 
� Resultados de avaliações preliminares; 
 
� Relatórios técnicos de levantamentos de riscos realizados. 
 
d) Fatores ligados aos trabalhadores 
 
���� Dados sobre a percepção dos riscos; 
���� Queixas e sintomas que possam ser atribuídos às exposições; 
 
���� Número de trabalhadores expostos que podem ser separados em grupos 
com potencial de exposição similar, chamados de grupo homogêneo de 
exposição; 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 14 
���� Descrição das atividades/tarefas, destacando os agentes químicos 
presentes, a forma como são manuseados, o tempo e a freqüência da 
exposição à estes agentes; 
���� Duração da jornada e turnos de exposição; 
���� Atividade física do trabalhador; 
���� Aspectos ergonômicos; 
���� Hábitos de higiene pessoal, práticas de limpeza; 
���� Revezamento ou rodízio entre os trabalhadores; 
���� Mobilidade dos trabalhadores em relação aos setores e postos de trabalho; 
���� Uso de equipamentos de proteção individual; 
���� Hábitos pessoais: tabagismo, alcoolismo, uso de drogas etc.; 
���� Incidência e prevalência de sinais e sintomas de interesse no grupo de 
trabalhadores. 
 
e) Fatores relacionados á empresa 
 
� Política de saúde e segurança 
� Preocupação com a capacitação dos trabalhadores 
� Ações da fiscalização 
� Atas de CIPA. Como é a CIPA. Se os trabalhadores têm tempo para se 
dedicar as suas funções nesta comissão 
� Mapas de riscos elaborados pela CIPA 
� Funcionamento do SESMT 
� Programas na área: PPRA, PCMSO, PPEOB, e outros 
� Estatísticas de acidentes e doenças ocupacionais registrados 
 
Direito de saber – o trabalhador precisa saber de todos os riscos a que 
está exposto, de modo que possa colaborar com a empresa, evitando expor-se 
desnecessariamente e sem nenhuma proteção à sua saúde e segurança. 
 
Com esta Preocupação �ele irá evitar acidentes e doenças provocadas por 
substâncias químicas ou outros agentes perigosos em ambientes de trabalho. 
É Direito fundamental �O DIREITO DE SABER: 
conhecer a presença do agente no ambiente, a forma como está sendo 
manipulado, armazenado, transportado, descartado ou enviado para outro local. 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 15 
Direito de saber ���� Legislação brasileira no âmbito do Ministério do 
Trabalho. 
 
NR1 (Portaria 3214) item1.7 –cabe ao empregador: 
 c)informar aos trabalhadores (DIREITO DE SABER) 
 I – os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho; 
 II – os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidasadotadas pela 
empresa; 
 III – os resultados dos exames médicos e de exames complementares de 
diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos; 
 IV – os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de 
trabalho 
 
Esta norma deixa claro o direito do trabalhador de conhecer os riscos aos 
quais pode estar exposto. 
 
Direito de saber ���� Legislação brasileira no âmbito do Ministério do 
Trabalho 
NR5 ����Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA � 
Capítulo sobre as atribuições da CIPA, item 5.16, consta que, esta comissão 
terá como atribuição: 
a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, 
com a participação do maior número de trabalhadores, com a assessoria do SESMT, 
onde houver; 
f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no 
trabalho 
m) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que 
tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores; 
 Capítulo “Do treinamento”, item 5.32 dispõe: 
 
“A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e 
suplentes, antes da posse” e o item 5.33, dispõe que: 
“O treinamento para a CIPA deverá contemplar , no mínimo, os seguintes itens: 
a) estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do 
processo produtivo;” entre outros. 
 
NR9, podemos destacar os seguintes itens: 
 
9.5.2 – Os empregadores deverão informar os trabalhadores de maneira 
apropriada e suficiente sobre os riscos ambientais que possam originar-se nos locais 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 16 
de trabalho (DIREITO DE SABER) e sobre os meios disponíveis para prevenir ou 
limitar tias riscos e para proteger-se dos mesmos. 
 
O DIREITO DE SABER, porém é muito pouco respeitado 
 
Principais motivos � 
���� Omissão das empresas 
���� Falta de informação para as próprias empresas: rotulagem 
inadequada, nomes comerciais dos produtos químicos, 
ausência de ficha de informação de segurança de 
produto(FISP) ou fornecida incompleta e as vezes até com 
informações incorreta 
���� Falta de repasse das informações aos trabalhadores 
���� Falta de capacitação dos trabalhadores para compreensão das 
informações dos rótulos e fichas 
���� Rótulos em língua estrangeira 
 
3.1. Direito de recusa 
O trabalhador tem o direito de se recusar a trabalhar em local onde possa haver 
situação de risco grave e eminente. 
Direito de recusa ���� Legislação brasileira no âmbito do Ministério do 
Trabalho 
NR9, item 9.6.3 dispõe: 
“O empregador deverá garantir que, na ocorrência de riscos ambientais nos 
locais de trabalho que coloquem em situação de grave e iminente, risco para um ou 
mais trabalhadores, os mesmos possam interromper de imediato as suas atividades 
(DIREITO DE RECUSA), comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as 
devidas providências”. 
 
Direito de recusa ����Convenções da OIT 
Convenção nº 170, da Organização Internacional do Trabalho, relativa à 
segurança na utilização de produtos químicos no trabalho (ratificada pelo Brasil em 
1998) 
 “Os trabalhadores deverão ter o direito de recusar-se a expor a qualquer perigo 
derivado da utilização de produtos químicos quando tenham motivos razoáveis para 
crer que existe um risco grave e iminente para sua segurança ou sua saúde, e 
deverão informar imediatamente seu supervisor.” 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 17 
Direito de recusa ����Convenções da OIT 
Convenção 174 da OIT sobre a Prevenção de Acidentes Industriais 
Maiores, (ratificada em 2002) 
 
“Em particular, os trabalhadores e seus representantes deverão: 
 
e) dentro de suas atribuições, e sem que de modo algum isso possa 
prejudicá-los, adotar medidas corretivas e se necessário, interromper a atividade 
quando fundamentado em seu treinamento e experiência, tenha justificativa razoável 
para acreditar que existe risco iminente de acidente maior, e, informar seu supervisor 
ou acionar o alarme, quando apropriado, antes ou assim que possível depois de tomar 
tal ação;” 
O DIREITO DE RECUSA, porém é pouco respeitado e mesmo reivindicado 
pelos trabalhadores por medo de demissão, desconhecimento do direito ou ainda 
medo de outros tipos de represália. 
Vigilância da saúde – papel importante e necessário da empresa, no sentido 
de empreender ações objetivas, a fim de proteger o trabalhador da ação dos diversos 
agentes ambientais que possam estar presentes no processo produtivo. 
Várias ações necessárias envolvendo médicos da empresa, serviço público, 
sindicatos, associações. 
 
Vigilância da saúde ���� Legislação brasileira no âmbito do Ministério do 
Trabalho 
 
NR7 – PCMSO 
 
7.1. Do objeto. 
7.1.1. Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a obrigatoriedade de 
elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que 
admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do 
conjunto dos seus trabalhadores. 
7.2.3 O PCMSO deverá ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico 
precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de natureza 
subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou 
danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores. 
7.2.4. O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à 
saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas 
demais NR. 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 18 
4. ESTUDO E CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS 
AMBIENTAIS E SEUS AGENTES. 
 
Para efeito de estudo os agentes ambientais são identificados pelos riscos que eles 
provocam no ambiente, sendo classificados da seguinte forma: 
 Riscos Químicos – agentes químicos, aerodispersóides (poeiras, vapores, 
gases, névoa, neblina, líquidos,), fumos metálicos, compostos químicos. 
 Riscos Físicos – vibrações, nível de pressão sonora elevado (ruído), 
pressões anormais (hipobáricas – hiperbáricas), temperaturas extremas (frio – calor), 
umidade. 
 Riscos Biológicos – agentes patogênicos (vírus, bactérias, protozoários, 
germes, vermes, parasitas, bacilos, retro vírus, etc). 
 
4.1. Sistemas de ventilação. 
Nos locais destinados ao desenvolvimento de atividades laborais, especialmente 
aqueles onde os processos fabris são operacionalizados, há uma presença constante de 
agentes contaminantes, que devido as suas características físicas e a deficiência para a 
troca de ar desse ambiente (ventilação), causam problemas para a saúde dos 
trabalhadores. 
Um bom sistema de ventilação permite que os ambientes de trabalho possam 
garantir às pessoas que lá laboram uma condição de conforto e higiene, de modo a 
preservar a saúde e a segurança dos trabalhadores, dentro dos padrões aceitáveis 
legalmente. A boa ventilação não permite que um ambiente seja tomado por 
contaminantes, mesmo quando a presença desses agentes faça parte do processo fabril. 
Nos projetos de construção de uma edificação, especialmente destinada a 
processos fabris, deverá haver uma preocupação quanto à correta distribuição das 
entradas e saídas de ar, de modo que o fluxo possa fluir livremente e garantir uma 
renovação contínua do ar desse ambiente. Para isso há algumas premissas básicas: 
 
• Projetos, construção, manutenção de máquinas e equipamentos – há que se 
pensar na distribuição de máquinas e equipamentos, de modo que as 
necessidades de isolamento, enclausuramento e proteções gerais contra contatos 
acidentais e projeção de partículas sejam atendidas. As áreas de circulação de 
pessoas sejam previstase instaladas e tudo isto facilitando a entrada e saída 
contínua do ar do ambiente. 
• Substituição de materiais agressivos por materiais menos agressivos– muitos 
processos fabris têm nos insumos básicos as principais fontes de poluentes e a 
substituição destes insumos, por produtos menos agressivos já resolvem uma boa 
parte dos problemas de contaminação ambiental. 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 19 
• Modificação de processos e métodos de trabalho - a modificação do método de 
trabalho também reduz muito a presença de agentes agressivos, exemplo; pintura 
feita por pistola por pintura por imersão. 
 
• Umectação – a utilização de água em forma de névoa é o melhor controle que se 
pode fazer para controlar a presença de aerodispersóides em um ambiente aberto. 
A umectação auxilia a precipitação de aerodispersóides. 
 
4.2. Composição do ar 
A composição aproximada do ar, sob três diferentes condições, é dada na Tabela 
1, considerando-se ar limpo e isento de poluentes em geral. 
 Componente Ar externo 
(seco) 
Ar interno 
(21º C, U.R. 
50%) 
Ar expirado 
(36º C, U.R. 100%) 
Gás inerte 79,00 78,00 75,00 
Oxigênio 20,97 20,69 16,00 
Vapor d'água 0,00 1,25 5,00 
Dióxido de carbono 0,03 0,06 4,00 
 Um adulto, mesmo executando trabalhos pesados respira até cerca de 40 litros de 
ar por minuto, consumindo 02 litros de oxigênio e exalando 1,7 litros de Dióxido de 
carbono, aproximadamente. 
4.3. Classificação dos sistemas de ventilação 
Para a classificação dos sistemas de ventilação, é preciso levar em conta a 
finalidade a que se destinam. Dessa forma, os objetivos da ventilação são: 
 
a) Ventilação para manutenção do conforto térmico 
• Restabelecer as condições atmosféricas num ambiente alterado pela presença do 
homem. 
• Refrigerar o ambiente no verão. Aquecer o ambiente no inverno. 
 
b) Ventilação para manutenção da saúde e segurança do homem 
• Reduzir concentrações no ar de gases vapores, Aerodispersoides em geral, 
nocivos ao homem, até que baixe a níveis compatíveis com a saúde. 
• Manter concentrações de gases, vapores e poeiras inflamáveis ou explosivos fora 
das faixas de inflamabilidade ou de explosividade. 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 20 
c) Ventilação para conservação de materiais e equipamentos (por imposição 
tecnológica) 
• Reduzir aquecimento de motores elétricos, máquinas, etc. 
• Isolar cabines elétricas, não permitindo entrada de vapores, gases ou poeiras 
inflamáveis, com a finalidade de se evitar explosão, por meio de faíscas elétricas. 
Manter produtos industriais em armazéns ventilados, com o fim de se evitar 
deterioração. 
 
4.4. Tipos de ventilação 
Os tipos de ventilação, empregados para qualquer finalidade, são assim 
classificados: 
a) Ventilação natural. 
b) Ventilação geral 
c) Ventilação geral para conforto térmico. 
d) Ventilação geral diluídora 
e) Ventilação local exaustora (Sistema) 
a) Ventilação natural – é o movimento do ar em um ambiente provocado pelas correntes 
de ventos externos e que podem ser controlados através de portas e janelas. 
Infiltração é o movimento do ar não controlado, de fora para dentro e de dentro para 
fora de um ambiente, através de frestas de janelas e portas, de paredes, pisos e 
forros, e por outras aberturas existentes. 
 
Figura 1. Exemplo de circulação de ar num ambiente. 
b) Fluxo de ar provocado pela diferença de temperatura interna e externa. O interior da 
edificação possui uma temperatura inferior e com isso produz-se uma pressão interna 
negativa e o ar externo entra pelas partes baixas e aberturas e produz uma pressão 
positiva e o fluxo de ar sai nas partes superiores. 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r
Ti – Temperatura interna
Te – Temperatura externa
 
4.5. Ventilação geral
 
4.5.1. Considerações gerais
A ventilação geral é um dos métodos disponíveis para controle de um ambiente 
ocupacional. Consiste em movimentar o ar num ambiente através de ventiladores; 
também chamada ventilação mecânica. 
Um ventilador pode insuflar ar num ambiente, tomando ar externo, ou exaurir ar 
desse mesmo ambiente para o exterior. Quando um ventilador funciona no sentido de 
exaurir ar de um ambiente e comumente chamado de exaustor. 
Num ambiente, a pressão atmosférica
uma pequena variação da pressão (considerada desprezível).Dessa forma, a insuflação é 
chamada de pressão positiva e a exaustão de pressão negativa.
A ventilação geral pode ser fornecida pelos seguintes métodos: 
- insuflação mecânica e exaustão natural; 
- insuflação natural e exaustão mecânica; 
- insuflação e exaustão mecânica. 
A insuflação mecânica, ventilando ar externo num ambiente, nem sempre é 
recomendável, uma vez que o ar externo pode estar contaminado de
com temperatura e umidade relativa inadequadas. 
Definições: 
Vazão: Q 
É o volume de ar que se 
unidade de tempo, sendo v o volume medido em: 
HIGIENE DO TRABALHO 
W W W . f o r t e c . e d u . b r 
Temperatura interna 
ra externa 
Ventilação geral 
Considerações gerais 
A ventilação geral é um dos métodos disponíveis para controle de um ambiente 
ocupacional. Consiste em movimentar o ar num ambiente através de ventiladores; 
também chamada ventilação mecânica. 
Um ventilador pode insuflar ar num ambiente, tomando ar externo, ou exaurir ar 
desse mesmo ambiente para o exterior. Quando um ventilador funciona no sentido de 
exaurir ar de um ambiente e comumente chamado de exaustor. 
Num ambiente, a pressão atmosférica comum, a insuflação e a exaustão provocam 
uma pequena variação da pressão (considerada desprezível).Dessa forma, a insuflação é 
chamada de pressão positiva e a exaustão de pressão negativa. 
A ventilação geral pode ser fornecida pelos seguintes métodos: 
insuflação mecânica e exaustão natural; 
insuflação natural e exaustão mecânica; 
insuflação e exaustão mecânica. 
A insuflação mecânica, ventilando ar externo num ambiente, nem sempre é 
recomendável, uma vez que o ar externo pode estar contaminado de impurezas, ou ainda, 
com temperatura e umidade relativa inadequadas. 
volume de ar que se desloca em um ambiente ou em 
o volume medido em: 
Página 21 
 
A ventilação geral é um dos métodos disponíveis para controle de um ambiente 
ocupacional. Consiste em movimentar o ar num ambiente através de ventiladores; 
Um ventilador pode insuflar ar num ambiente, tomando ar externo, ou exaurir ar 
desse mesmo ambiente para o exterior. Quando um ventilador funciona no sentido de 
comum, a insuflação e a exaustão provocam 
uma pequena variação da pressão (considerada desprezível).Dessa forma, a insuflação é 
A ventilação geral pode ser fornecida pelos seguintes métodos: 
A insuflação mecânica, ventilando ar externo num ambiente, nem sempre é 
impurezas, ou ainda, 
em uma tubulação, na 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 22 
Q = V 
 T 
V o volume medido em m³ (metros cúbicos) ou Ft³ ( pés cúbicos) 
T o tempo medido em: h (hora) ou min. (minutos) 
Dessa forma, a vazão de ar será medida nas unidades: m³/h (metros cúbicos por 
hora) 
Velocidade: V 
É a distância percorrida pelo ar em relação a um ponto material na unidade de 
tempo. 
V = d 
 t 
d a distância medida em: m (metros) ou Ft ( pés ), 
t o tempo medido em: s (segundos) ou min (minutos). 
Dessa forma, as unidades de velocidade de ar serão: m/s (metros por segundo) ou 
Ft/min o (pés por minuto) também escrita sob a forma FPN (feet per minute) 
Taxa de renovação de ar: T 
Entende-se por taxa de renovação ou numero de trocas de ar em um ambiente, o 
numero de vezes que o volume de ar desse ambiente é trocado na unidade de tempo. 
T = QV 
Q - vazão 
V - volume 
 
4.5.2. Ventilação geral para conforto térmico – é destinada a garantir condições 
de conforto no ambiente laboral, a fim de permitir às pessoas um ambiente agradável. 
Aqui nós falamos em controle de calor, frio e odores desagradáveis. 
4.5.3. Renovação do ardo ambiente – é a entrada contínua de ar em um 
ambiente, de modo que o ar se renove o número de vezes necessário, de acordo com os 
contaminantes que podem estar presentes, em função das atividades desenvolvidas 
nesse ambiente. 
4.5.4. VENTILAÇÃO GERAL DILUIDORA - A ventilação geral diluidora é um 
método de insuflar ar em um ambiente ocupacional, a fim de exaurir o ar desse ambiente, 
para promover uma redução na concentração de poluentes nocivos. Nessa situação, o 
ambiente já está contaminado. 
 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
W W W . f o r t e c . e d u . b r 
 
Página 23 
 
 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r
 
4.5.5. Ventilação Local Exaustora 
objetivo principal captar os poluentes de uma fonte (gases, vapores ou poeiras tóxicas) 
antes que os mesmos se dispersem no ar
atinjam a zona de respiração do trabalhador. A ventilação de operações, processos e 
equipamentos, dos quais emanam poluentes para o ambiente, é uma importante medida 
de controle de riscos. Nessa condição, o agente contaminante não está disperso no 
ambiente. 
 
 
4.5.6. Princípio da Exaustão 
projetado dentro dos princípios de engenharia, ou seja, de maneira a se obter maior 
eficiência com menor custo possível. O enclausuramento de operações ou processos,
direção do fluxo de ar e outros fatores
exaustão dos poluentes. 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
W W W . f o r t e c . e d u . b r 
Ventilação Local Exaustora - A ventilação local exaustora tem como 
objetivo principal captar os poluentes de uma fonte (gases, vapores ou poeiras tóxicas) 
antes que os mesmos se dispersem no ar,no ambiente de trabalho, ou seja, antes que 
de respiração do trabalhador. A ventilação de operações, processos e 
equipamentos, dos quais emanam poluentes para o ambiente, é uma importante medida 
Nessa condição, o agente contaminante não está disperso no 
o da Exaustão - Um sistema de ventilação local exaustora deve ser 
projetado dentro dos princípios de engenharia, ou seja, de maneira a se obter maior 
eficiência com menor custo possível. O enclausuramento de operações ou processos,
e outros fatores são condições básicas para uma boa captação e 
Página 24 
A ventilação local exaustora tem como 
objetivo principal captar os poluentes de uma fonte (gases, vapores ou poeiras tóxicas) 
o ambiente de trabalho, ou seja, antes que 
de respiração do trabalhador. A ventilação de operações, processos e 
equipamentos, dos quais emanam poluentes para o ambiente, é uma importante medida 
Nessa condição, o agente contaminante não está disperso no 
 
Um sistema de ventilação local exaustora deve ser 
projetado dentro dos princípios de engenharia, ou seja, de maneira a se obter maior 
eficiência com menor custo possível. O enclausuramento de operações ou processos, a 
são condições básicas para uma boa captação e 
 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r
ENCLAUSURAMENTO
maior o enclausuramento, menor será a quantidade de ar requerida pela exaustão.
 
DIREÇÃO DO FLUXO DE AR
atinja a zona de respiração do trabalhador.
 
 
4.5.7. Determinação de exaustores ambientais 
necessidade de exaustores, em um ambiente de trabalho, a partir das características 
cada atividade, número de pessoas envolvidas e o tipo de risco gerado.
 
O cálculo considera as dimensões do ambiente:
 
• Comprimento 
• Largura 
• Altura 
• Trocas necessárias em função dos riscos
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
W W W . f o r t e c . e d u . b r 
ENCLAUSURAMENTO – Enclausure a operação tanto quanto possível. Quanto 
maior o enclausuramento, menor será a quantidade de ar requerida pela exaustão.
 
FLUXO DE AR – Localize o captor de maneira que o contaminante não
atinja a zona de respiração do trabalhador. 
Determinação de exaustores ambientais – estabelecimento da 
necessidade de exaustores, em um ambiente de trabalho, a partir das características 
cada atividade, número de pessoas envolvidas e o tipo de risco gerado.
O cálculo considera as dimensões do ambiente: 
Trocas necessárias em função dos riscos 
Página 25 
Enclausure a operação tanto quanto possível. Quanto 
maior o enclausuramento, menor será a quantidade de ar requerida pela exaustão. 
 
Localize o captor de maneira que o contaminante não 
estabelecimento da 
necessidade de exaustores, em um ambiente de trabalho, a partir das características de 
cada atividade, número de pessoas envolvidas e o tipo de risco gerado. 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 26 
A partir desses dados, busca-se no mercado o equipamento que melhor se adapte 
a necessidade de cada local. 
 
 
 
Cálculo do Volume do ar = LxCxPD=m³ 
 
 L – largura / C – Comprimento / PD – Pé direito (altura) 
Vol. do arco = AaxLxC = m³ 
Aa – altura do arco / L – largura do arco / C – comprimento do arco 
Vol. do arco = AtxLxC = m³ 
At – altura da tesoura / L – largira da tesoura / C – comprimento da tesoura 
 
Vazão total = V x Trocas de ar (ABNT – NB 10) 
 
4.6. Tabela Normalizada ABNT (NB10) 
 
Escritório, fábrica, loja, sala 10 a 15 ar/h 
Cabine de pintura 50 a 60 ar/h 
Armazém, depósitos, silos 10 a 15 ar/h 
Cozinha, restaurante 20 a 30 ar/h 
Fundição, lavanderia 20 a 30 ar/h 
Garagem, sala de clube, igrejas 12 a 18 ar/h 
Oficinas 15 a 20 ar/h 
 
 
 
Cálculo do n° de exaustores: 
Vazão total = Volume x troca de ar / capacidade de exaustão (m3) 
Exemplo: 
Em uma fábrica existe um armazém de produtos perigosos que precisa melhorar a 
circulação de ar, para garantir situação de conforto e saúde dos trabalhadores. Deverão 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 27 
ser instalados exaustores eólicos. Calcular o número de necessário. As dimensões do 
armazém são: 
Comprimento: 50 m 
Largura: 27 m 
Pé direito: 9 m 
Arco: 
Altura: 1,50 m 
Comprimento: 50 m 
Largura: 27 m 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Armazém: C x L x PD = 
50 x 27 x 9 = 12.150 m3 
 
Tesoura: C x L x A = 
50 x 27 x 1,50 = 2.025 m3 
 
Volume total = 12.150 + 2.025 = 14.175 m3 
 
Vazão total = V x Trocas de ar x troca de ar 
 
Vazão total = 14.175m3 x 15/h (trocas) = 212.625 m3/h 
 
Cálculo do n° exaustores; 
 
Vazão total = Vx Trocas de ar/ capacidade do exaustor 
 
212.625m3/h / 4.000m3/h = 54 exasutores 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 28 
Exercícios 
1. Calcule a vazão de ar de um ambiente cujas dimensões são: comprimento = 20m; 
largura = 10m e altura = 7m. 
 
 
 
 
 
 
 
2. Em um armazém de carga geral há necessidade de melhorar o fluxo de ar, com 
trocas freqüentes do volume de ar, em virtude dos produtos lá deixados. Calcule o 
número de exaustores necessários, a fim de atender a demanda de ar necessária, 
de acordo com a NB 10 – “Trocas de ar”. Faça o cálculo para exaustores eólicos 
(4.000m3/h). As dimensões do armazém são: 
Comprimento = 65m 
Largura = 22m 
Altura = 12m 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Em uma fábrica existe um armazém de produtos perigosos que precisa melhorar a 
circulação de ar, para garantir situação de conforto e saúde dos trabalhadores. 
Deverão ser instalados exaustores eólicos. Calcular o número de necessário. As 
dimensões do armazém são: 
Comprimento: 65 m 
Largura: 22 m 
Pé direito: 10 m 
Arco: 
Altura: 2 m 
Comprimento:65 m 
Largura: 22 m 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 29 
5. Agentes Químicos 
 
5.1. Contaminantes Químicos 
É toda substância orgânica ou inorgânica, natural ou sintética, que durante a 
fabricação, manuseio, transporte, armazenamento ou uso pode incorporar-se ao ar e 
causar danos à saúde dos trabalhadores expostos. 
 
Fundación MAPFRE 
 
Fazem parte destes contaminantes agentes químicos, aerodispersóides (poeiras, 
vapores, gases, névoa, neblina, líquidos,), fumos metálicos, compostos químicos. 
 
Limite de Tolerância – Valor Máximo - Média Ponderada no Tempo (TLV-TWA) 
As concentrações dos contaminantes nos locais de trabalho podem oscilar 
acima e abaixo do LT; no entanto essas oscilações não podem ultrapassar 
indefinidamente o LT. Devem respeitar o VM (valor máximo) que não pode ser 
ultrapassado. Este VM é obtido através da aplicação de um FD (fator de desvio), 
conforme fórmula a seguir: 
 
A avaliação das concentrações dos agentes químicos através de métodos de 
amostragem instantânea, de leitura direta ou não, deverá ser feita pelo menos em 10 
(dez) amostragens, para cada ponto - ao nível respiratório do trabalhador. Entre cada 
uma das amostragens deverá haver um intervalo de, no mínimo, 20 (vinte) minutos. 
 
Cada uma das concentrações obtidas nas referidas amostragens não deverá 
ultrapassar os valores obtidos na equação que segue, sob pena de ser considerada 
situação de risco grave e iminente. 
 
O limite de tolerância será considerado excedido quando a média aritmética das 
concentrações ultrapassarem os valores fixados no Quadro n° 1. 
Para os agentes químicos que tenham "VALOR TETO" assinalados no Quadro 
n° 1 (Tabela de Limites de Tolerância) considerar-se-á excedido o limite de tolerância, 
quando qualquer uma das concentrações obtidas nas amostragens ultrapassarem os 
valores fixados no mesmo quadro. 
 
 
VM=LT.FD 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 30 
 
Onde: 
 
LT= limite de tolerância 
FD= fator de desvio, que depende da grandeza (ppm ou mg/m3 ) do LT, de 
acordo com a tabela abaixo: 
 
LT FD 
(ppm ou mg/m3) 
0 a 1 3 
1 a 10 2 
10 a 100 1,5 
100 a 1000 1,25 
Acima de 1000 1,1 
 
 
 
OBS: este valor deverá ser compensado por valores inferiores ao LT durante 
outros períodos da jornada de trabalho, afim de que a média das concentrações ao final 
da jornada de trabalho (diária ou semanal) seja igual ou inferior ao LT. Mas o Valor 
Máximo também não poderá ser ultrapassado, em nenhuma das amostras obtidas, sob 
pena de caracterização de situação de risco grave e iminente, passível de interrupção da 
atividade. Lembrar que o VM então passa a ser referido como “Valor Teto”. 
Por exemplo, a amônia, que tem LT = 20 ppm, terá fator de desvio = 1,5 
(conforme tabela acima) e terá como valor máximo permissível 30 ppm (valor máximo = 
LT X FD = 20 ppm X 1,5), sendo que este valor deverá ser compensado por valores 
inferiores ao LT durante a jornada de trabalho (diária ou semanal) seja igual ou inferior a 
20 ppm. 
 
 
Exemplo de uma situação detectada em campo: 
 
Ao medir a concentração de amônia (LT = 20 ppm) num local de 
trabalho, verificou-se que o trabalhador fica exposto 3 horas a 10 ppm e 5 
horas a 25 ppm. Pergunta-se: o LT foi ultrapassado? 
 
Concentração Média: 3x10 + 5x25 = 19,3 ppm 
 8 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 31 
Portanto, inferior a 20 ppm, limite fixado no Quadro 1 do Anexo 11 da NR 15 e 
também inferior a 30 ppm (valor máximo permissível, ou seja, valor máximo = LT x FD 
= 20 ppm x 1,5). Nem o LT foi ultrapassado, nem o valor máximo, que se obtém pela 
aplicação do fator de desvio. 
 
5.2. 5.2. VALOR TETO 
É o valor que não pode ser ultrapassado em momento algum. Por ser uma 
substância tóxica de efeito extremamente rápido sobre o organismo. 
Neste caso não aplicamos o FD, sendo o LT o próprio VT. 
Em nossa legislação, NR 15, anexo 11, a coluna “valor teto” é assinalada com um 
asterisco. 
 
OBS: é importante ressaltar que o tempo de exposição considerado na adoção 
destes limites foi de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. Sempre que as jornadas de 
trabalho forem superiores, estes limites deverão ser reduzidos pela autoridade 
competente do Ministério do Trabalho. Podemos também, adotar os estudos realizados 
por Brief & Scala, que propõe que a redução seja feita pelas fórmulas: 
 
LT (h) = LT (40hs) x F.R 
F.R. = (40h)/h x ((168 – h)/ 128) 
Sendo: 
40 – jornada semanal padrão (USA) 
h – jornada semanal real (BRASIL) 
168 – número de horas da semana 
128 – número de horas da semana menos a jornada semanal padrão (40h) 
 
Exemplo de cálculo para 48 horas/semanais 
 
FR = 40/48 x 168-48/128 
FR = 0,78 
 
Exemplo de cálculo para 44 horas/semanais 
 
FR = 40/44 x 168-44/128 
FR = 0,88 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 32 
Outros limites - TLV-STEL 
 
A ACGIH adota outros limites, como o TLV-STEL, um limite de tolerância para 
exposição à agente químico por curta duração. Ele atua como complementar ao TLV-
TWA, já citado anteriormente (item B.1), quando se sabe que o agente químico sob 
estudo pode resultar em reações agudas no trabalhador. É por isso que o TLV-STEL é 
uma avaliação de média ponderada pelo tempo de 15 minutos e que não pode ser 
ultrapassado em nenhum momento da jornada de trabalho, mesmo que a concentração 
de média ponderada para uma jornada de oito horas esteja dentro do limite estabelecido 
pelo TLV-TWA. 
Anexo 11 da NR 15 
O Anexo 11 da NR 15 define também as condições de risco grave e iminente, 
sempre que os valores máximos sejam ultrapassados, o que permite à DRT interditar o 
local de trabalho (pelo conteúdo da NR 03). Analisando as substâncias constantes na 
tabela de limites de tolerância, verifica-se que elas podem ser assim agrupadas: 
GRUPO I - Substâncias de ação generalizada sobre o organismo 
Os efeitos dependem da quantidade absorvida da substância. Neste caso, os 
limites podem ser excedidos, desde que não ultrapassem o valor máximo e sejam 
compensados por concentrações inferiores dentro da jornada de trabalho, a fim de 
garantir que a média ponderada das concentrações se situe no LT estipulado ou abaixo 
dele. Esta jornada de trabalho, para fins de compensação, tanto pode ser a de um dia 
como de uma semana. 
Neste grupo situa-se a maioria das substâncias listadas. Os limites aplicados a elas 
são os Limites de Tolerância - Média Ponderada, que na Tabela constante do Anexo 11 
não tem nenhuma coluna assinalada. Veja o exemplo na Tabela a seguir: 
Agentes 
Químicos 
 
Valor 
Teto 
Absorção 
também 
p/pele 
Até 48 
hs/semana 
Grau de 
Insalubridade 
 ppm * mg/m3 
** 
 
Amônia 20 14 Médio 
Chumbo ---- 0,1 Máximo 
Dióxido de 
Carbono 
 3900 7020 Mínimo 
Monóxido de 
Carbono 
 39 43 Máximo 
Tricloroetileno 78 420 Máximo 
 
* ppm - parte de contaminantes por milhões de partes de ar contaminado, em volume. 
** mg/m3 - miligramas de contaminantes por metro cúbico de ar contaminado. 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 33 
 
GRUPO II - Substâncias de ação generalizada sobre o organismo, podendo 
ser absorvidas também por via cutânea 
Como os limites de tolerância foram fixados para absorção apenas por via 
respiratória, e estas substâncias podem ser absorvidas também pela pele intacta, 
membranas, mucosas ou olhos, devemos tomar medidas adequadas de proteção, para 
evitar absorção por via cutânea, a fim de que o L.T. não seja ultrapassado.Tais substâncias possuem assinalada a coluna absorção também pela pele, na 
Tabela de Limites de Tolerância. 
Elas, como as substâncias do grupo anterior, possuem limites de tolerância - média 
ponderada. Exemplos: 
 
Agentes 
Químicos 
Valor 
Teto 
Absorção 
também 
p/pele 
Até 48 
hs/semana 
Grau de 
Insalubridade 
 ppm mg/m3 
Anilina + 4 15 Máximo 
Fenol + 4 15 Máximo 
Tolueno + 78 290 Médio 
 
 
GRUPO III - Substâncias de efeito extremamente rápido 
Em contraposição aos grupos I e II, as substâncias deste grupo, por causa de sua 
ação imediata, não podem ter seu L.T. excedido em momento algum, devendo este ser 
considerado como valor máximo. Tais substâncias têm assinalada a coluna “Valor Teto”, 
na tabela de Limites de Tolerância. 
Neste grupo, devido ao L.T. ser considerado VALOR TETO, não pode ser aplicado 
o fator de desvio, sendo o valor máximo igual ao limite de tolerância fixado na tabela. 
Exemplos: 
Agentes 
Químicos 
Valor Teto Absorção 
também 
p/pele 
Até 48 
hs/semana 
Grau de 
Insalubridade 
 ppm mg/m3 
Ácido 
Clorídrico 
+ 4 5,5 Máximo 
Cloreto de 
Vinila 
+ 156 398 Máximo 
Dióxido de 
Nitrogênio 
+ 4 7 Máximo 
Formaldeído + 1,6 2,3 Máximo 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 34 
GRUPO IV - Substâncias de efeito extremamente rápido e que podem ser 
absorvidas por via cutânea – absorção pela pele 
 
As substâncias deste grupo, além de não poderem ter o seu L.T. excedido em 
momento algum devido ao seu efeito imediato sobre o organismo, também requerem que 
medidas de proteção sejam tomadas, a fim de evitar a absorção por via cutânea, o que 
invalidaria o L.T. adotado. Neste caso, também não é aplicável o fator de desvio, sendo o 
valor máximo igual ao limite de tolerância fixado na tabela. 
 Pertencem a este grupo somente estas 4 substâncias, que tem assinaladas 
tanto a coluna de “Valor Teto” como a coluna “Absorção também pela pele” na tabela de 
Limites de Tolerância. 
 
Vejamos: 
 
Agentes 
Químicos 
Valor Teto Absorção 
também 
p/pele 
Até 48 
hs/semana 
Grau de 
Insalubridade 
 ppm mg/m
3
 
 
Álcool n-butílico + + 40 115 Máximo 
n-butilamina + + 4 12 Máximo 
Monometil-
hidrazina 
+ + 0,16 0,27 Máximo 
Sulfato de 
dimetila 
+ + 0,08 0,4 Máximo 
 
5.3. GRUPO V - Asfixiantes Simples 
Fazem parte deste grupo alguns gases e vapores que, em altas concentrações no 
ar, atuam como asfixiantes simples, isto é, deslocam o oxigênio do ar. 
Para as substâncias deste grupo, não é possível a adoção de um L.T., pois, o fator 
limitante é o oxigênio disponível. Portanto, para estas substâncias, o que deve prevalecer 
é a quantidade de oxigênio existente no ambiente, sendo que 18% é a menor 
concentração admissível para uma perfeita oxigenação dos tecidos. 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 35 
As substâncias que estão listadas na tabela Limitem de Tolerância como 
asfixiantes simples são: 
Agentes 
Químicos 
Valor Teto Absorção 
também 
p/pele 
Até 48 
hs/semana 
Grau de 
Insalubridade 
 ppm mg/m3 
Acetileno Asfixiante Simples 
Argônio Asfixiante Simples 
Etano Asfixiante Simples 
Etileno Asfixiante Simples 
Hélio Asfixiante Simples 
Hidrogênio Asfixiante Simples 
Neônio Asfixiante Simples 
n-Propano Asfixiante Simples 
Propileno Asfixiante Simples 
 
NOTA: Os asfixiantes químicos, por outro lado, através de uma ação química, 
impedem o transporte do oxigênio pelo sangue ou impedem a oxigenação normal dos 
tecidos, mesmo que o sangue esteja bem oxigenado. 
Exemplos de asfixiantes químicos: monóxido de carbono, que combina com a 
hemoglobina; cianogênio, cianeto de hidrogênio e nitrilas, que inibem a oxidação do tecido 
pela combinação com catalisadores celulares; anilina, metilanilina, dimetilinalina e 
toluidina, que formam metaemoglobina; nitrobenzeno, que forma metaemoglobina, baixa a 
pressão sanguínea, disturba e, finalmente, faz cessar a respiração; e sulfeto de 
hidrogênio, que causa paralisia respiratória. 
 
Atmosferas IPVS 
 
 Uma atmosfera é IPVS – Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde quando: 
 
a) Apresenta concentração do contaminante acima do nível IPVS (cada agente 
químico possui um IPVS – publicado pela NIOSH - National Institute for 
Occupational Safety and Health); 
b) Apresenta concentração inferior a 19,5% de oxigênio, obrigando a usar um EPR de 
adução de ar; 
c) Apresenta concentração inferior a 12,5% de oxigênio, obrigando a usar um EPR de 
adução de ar específico; 
d) Altitudes acima de 4.240 metros (teor de oxigênio é fraco). 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r
 
Quando a atmosfera é IPVS, os respiradores a serem adotados são
- Máscara autônoma de demanda com pressão positiva;
- Respirador com linha de ar comprimido com pressão positiva, combinado com 
cilindro auxiliar p/ fuga, ambo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.4. Linha de ar comprimido e cilindro auxiliar.
ADUÇÃO DE AR POR LINHA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
W W W . f o r t e c . e d u . b r 
Quando a atmosfera é IPVS, os respiradores a serem adotados são
Máscara autônoma de demanda com pressão positiva; 
Respirador com linha de ar comprimido com pressão positiva, combinado com 
cilindro auxiliar p/ fuga, ambos com peça facial inteira. 
 
Linha de ar comprimido e cilindro auxiliar.
ADUÇÃO DE AR POR LINHA 
Página 36 
Quando a atmosfera é IPVS, os respiradores a serem adotados são: 
Respirador com linha de ar comprimido com pressão positiva, combinado com 
Linha de ar comprimido e cilindro auxiliar. 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 37 
Exercícios 
 
1 - Ao avaliarmos a concentração de amônia (LT = 20ppm) num local de trabalho, 
verificamos que o trabalhador fica exposto 3 horas a 10ppm e 5 horas a 25ppm. O 
limite de tolerância foi ultrapassado? 
 
a) Concentração média = 10ppm x 3 + 25ppm x 5 = 19,3 ppm (inferior a 20ppm – fixado 
pela tabela). 8 
 
b) F.D. = 1.5 
VM - Valor Máximo = LT x FD = 20ppm x 1,5 = 30ppm 
 
A maior concentração obtida é de 25ppm, inferior ao valor máximo. 
Logo: nem o LT fixado, nem o VM foram ultrapassados, podemos afirmar que o LT foi 
respeitado. 
 
2 – Ao avaliarmos a concentração de álcool metílico (LT = 156 ppm, contaminação 
através da Pele) através de amostragem instantânea, obtivemos os seguintes resultados: 
 
Nº de amostra Concentração obtida 
 1 170 
 2 200 
 3 145 
 4 100 
 5 90 
 6 95 
7 105 
8 115 
9 85 
10 130 
 
Pergunta: O LT foi excedido? 
 
a) Concentração média: 170+200+145+100+90+95+105+115+85+130 = 123,5 ppm 
 10 
Inferior ao LT fixado na tabela, que é de 156 ppm. 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 38 
b) VM – Valor Máximo = LT x FD = 156ppm x 1,25 = 195 ppm 
 
A maior concentração obtida foi de 200ppm, maior que o VM fixado na tabela. 
 
Assim sendo, o VM foi excedido em uma das amostragens e, apesar das exposições 
seguintes compensarem o limite excedido nesta amostragem, há riscos aos 
trabalhadores, sendo considerado que o LT foi excedido. 
 
 
3 – Ao avaliarmos a concentração de CO2 - Asfixiante Simples, encontramos os seguintes 
valores: 
 
Nº de amostra Concentração obtida 
 1 4000 
 2 4000 
 3 4000 
 4 4000 
 5 4000 
 6 4000 
 7 4000 
 8 4000 
 9 4000 
 10 4000 
 
O LT foiexcedido? 
 
Não interessa o se o LT foi excedido, pois se trata de asfixiante simples, que expulsa O2 
do ambiente. Assim sendo tenho que garantir que o nível de concentração do O2 esteja 
acima de 18%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 39 
Exercícios 
 
1 – Ao avaliarmos a concentração de chumbo (LT = 0,1ppm) no ambiente 
encontramos os seguintes resultados: 
 
Nº de amostra Concentração obtida 
 1 0,5 
 2 0,5 
 3 1,0 
 4 1,0 
 5 1,0 
 6 1,0 
 7 0,5 
 8 0,5 
 9 1,0 
 10 1,0 
 
O LT foi excedido? 
 
2 – Ao avaliarmos a concentração de ácido cianídrico (LT = 4ppm – valor teto), obtivemos 
as seguintes concentrações: O LT foi excedido? 
 
Nº de amostra Concentração obtida 
 1 2 
 2 3 
 3 4 
 4 3 
 5 4 
 6 3 
 7 4 
 8 4 
 9 4 
 10 4 
 
3 – Ao avaliarmos a concentração de formaldeído (LT = 1,6ppm – valor teto), 
obtivemos as seguintes concentrações: 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 40 
Nº de amostra Concentração obtida - O LT foi excedido? 
 1 1 
 2 1 
 3 1 
 4 1 
 5 1 
 6 2 
 7 1 
 8 1 
 9 1 
 10 1 
4 – Determinar se as amostragens abaixo caracterizam a atividade como insalubre: 
 
N° de amostras Concentração obtida 
1 7,8 
2 4,0 
3 5,2 
4 6,0 
5 6,0 
6 5,4 
7 8,9 
8 10,1 
9 9,2 
10 6,0 
 
Acido acético = LT 8 ppm / 20 mg/m3 
 
5 – Determinar se o LT foi excedido, conforme as amostragens abaixo: 
 
N° de amostras Concentração obtida 
1 170 
2 200 
3 180 
4 100 
5 90 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 41 
6 95 
7 115 
8 89 
9 198 
10 98 
 
Álcool metílico = 156 ppm / 200 mg/m3 
 
6 – Determinar se há condição de risco grave e iminente: 
 
N° de amostras Concentração obtida 
1 40 
2 40 
3 39 
4 39 
5 42 
6 40 
7 39 
8 39 
9 38 
10 40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 42 
5.5. Poeiras 
 
Poeiras (Aerodispersóides Sólidos): 
Material particulado (sólido) presente em atividades de minerações, construção 
civil, madeireiras, fábricas de cimento, vidro, moinhos, indústrias farmacêuticas, 
alimentícias, etc. As partículas sólidas se depositam nos pulmões e pode reduzir 
significativamente a capacidade respiratória. 
Neste grupo encontramos apenas três substâncias com limites fixados através do 
Anexo 12 - “Limites de Tolerância para Poeiras Minerais”, da NR-15. São elas: 
Asbestos,cujo limite de tolerância é de 2 fibras respiráveis por centímetro cúbico (2 
f /cm3). Este limite é definido apenas para o asbesto crisotila, pois o do tipo anfibólio 
está proibido no Brasil desde 1991. 
Sílica Livre Cristalizada, que tem três limites de tolerâncias fixados, de acordo 
com o método utilizado para a avaliação: por milhões de partículas por decímetro cúbico 
(mppdc), por miligramas por metro cúbico (mg/m3) e por “poeira total” (massa total de 
partículas coletadas num amostrador), que também é por miligramas por metro cúbico 
(mg/m3). 
 
Sílica livre cristalizada 
1. O limite de tolerância, expresso em milhões de partículas por decímetro cúbico, 
é dado pelaseguinte fórmula: 
 
8,5 
L.T. = -———————— mppdc (milhões de partículas por decímetro cúbico) 
% quartzo + 10 
 
Esta fórmula é válida para amostras tomadas com impactador (impinger) no nível 
da zona respiratória e contada pela técnica de campo claro. A percentagem de quartzo é 
a quantidade determinada através de amostras em suspensão aérea. 
 
2. O limite de tolerância para poeira respirável, expresso em mg/m3, é dado pela 
seguinte fórmula: 
 
8 
L.T.=———————mg/m3 
% quartzo + 2 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 43 
3. Tanto a concentração como a percentagem do quartzo, para a aplicação deste 
limite, devem ser determinadas a partir da porção que passa por um seletor com as 
características do Quadro n° 1. 
 
 
O limite de tolerância para poeira total (respirável e não - respirável), expresso em 
mg/m3, é dadopela seguinte fórmula: 
24 
L.T.=————————mg/m3 
% quartzo + 3 
 
Sempre será entendido que "quartzo" significa sílica livre cristalizada. 
 
Manganês, que tem dois limites de tolerância fixados, de acordo com o processo 
de trabalho envolvido: 
- 5 mg/m3 para jornada de trabalho de 8 horas/dia: extração, tratamento, moagem, 
transporte do minério, ou outras operações com exposição às poeiras do manganês ou de 
seus compostos; 
- 1 mg/m3 para jornada de trabalho de 8 horas/dia: metalurgia de metais contendo 
manganês, fabricação de compostos de manganês, fabricação de pilhas e baterias, vidros 
especiais e cerâmicas, tintas e fertilizantes, todos à base de manganês. 
 
 
5.1.1.a - Efeitos Sobre o Organismo Humano 
 
A exposição a POEIRAS (Material Particulado) nos ambientes de trabalho pode 
gerar uma doença conhecida como PNEUMOCONIOSE que a deposição das partículas 
nos alvéolos pulmonares, comprometendo a capacidade respiratória do indivíduo. 
 
O local de deposição das partículas no sistema respiratório humano depende 
diretamente do tamanho das partículas: 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r
 
Inaláveis: partículas possuem 
pulmões); 
Torácicas: partículas possuem tamanho igual a 10 µm (as menores do que 10 µm 
passam para os brônquios); 
Respiráveis: partículas possuem tamanho igual a 4 µm, ou menor (chegam até os 
alvéolos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ramos de atividade onde pode ocorrer exposição ocupacional a 
cristalina: 
Fonte: IARC, 1997. 
HIGIENE DO TRABALHO 
W W W . f o r t e c . e d u . b r 
: partículas possuem tamanho igual a 100 µm (não passam para os 
: partículas possuem tamanho igual a 10 µm (as menores do que 10 µm 
: partículas possuem tamanho igual a 4 µm, ou menor (chegam até os 
Ramos de atividade onde pode ocorrer exposição ocupacional a 
Página 44 
tamanho igual a 100 µm (não passam para os 
: partículas possuem tamanho igual a 10 µm (as menores do que 10 µm 
: partículas possuem tamanho igual a 4 µm, ou menor (chegam até os 
Ramos de atividade onde pode ocorrer exposição ocupacional a sílica livre 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 45 
Indústria/atividade Operação/tarefa Fonte do material 
Agricultura Aragem, colheita, uso de máquinas Solo 
Mineração e operações 
relacionadas ao 
beneficiamento do minério 
A maioria das ocupações (em baixo 
da terra, superficial, moinho) e 
minas (metal, não metal, carvão) 
Minérios e rochas 
associadas 
Lavra/extração e 
operações relacionadas 
com o beneficiamento do 
minério 
Processo de trituração de pedra, 
areia e pedregulho, corte de pedra, 
abrasivo para jateamento, trabalho 
com ardósia, calcinação da 
diatomita 
Arenito, granito, pedra, 
areia, pedregulho, 
ardósia, terras 
diatomáceas, pedra. 
Construção 
Abrasivos para jateamento de 
estrutura, edifícios.Construção de 
alto estrada e túneis.Escavação e 
movimentação de terra.Alvenaria, 
trabalho com concreto, demolição. 
Areia e concreto.Rocha 
Solo e rocha Concreto, 
argamassa e reboque. 
Vidro incluindo fibra de 
vidro Vidro incluindo fibra de vidro 
Areia, quartzo moído 
Material refratário. 
Cimento Processamento da matéria prima 
Argila, areia, pedra 
calcaria, terras 
diatomáceas. 
AbrasivosProdução de carbeto de silício. Fabricação de Produtos Abrasivos Areia, tripoli e arenito 
Cerâmicas, incluindo 
tijolos, telha, porcelana 
sanitária, porcelana, olaria, 
refratários, esmaltes 
vitrificados. 
Misturas, moldagem, Cobertura 
vifriticada ou esmaltada, 
acabamento. 
Argila, pedra, areia 
"Shale"Quartzito, terras 
diatomáceas. 
Fabricação de ferro e aço Fabricação (manipulação) de 
refratários e reparos em fornos Material refratário 
Silício e ferro-silício Manuseio de matérias primas Areia 
Fundições (ferrosos e não 
ferrosos) 
 
Fundição da peça, choques para 
retirada da peça do molde.Limpeza 
da peça que encontra-se com areia 
aderida na superfície. Uso de 
abrasivo. Operações de 
alisamento/aplainamento.Instalação 
e reparo de fornos. 
Areia Material refratário. 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 46 
 
 
Produtos de metal, 
incluindo metal estrutural, 
maquinaria, equipamento 
de transporte. 
 
 
 
 
 
Abrasivo para jateamento 
 
 
 
 
 
Areia 
Construção civil e 
manutenções (reparos) Abrasivo para jateamento Areia 
Borrachas e plásticos Manuseio de matéria prima 
Funis alimentadores 
(tripoli, terras 
diatomáceas) 
Tintas Manuseio de matéria prima 
Funis alimentadores 
(tripoli, terras 
diatomáceas, sílica flour) 
Sabões e cosméticos Sabões abrasivos, pós para arear Sílica flour 
Asfalto e papelão 
alcatroado 
Aplicação como enchimento e 
granulado 
Areia e agregado, terra 
diatomáceas. 
Substâncias químicas para 
a agricultura 
Trituração e manuseio de matérias 
primas. 
Minérios e rochas 
fosfáticas 
Joalheria Corte, esmerilhar, polimento, lustrar Gemas semi-preciosas ou pedras, abrasivos 
Material dental Areia abrasiva, polimento Areia, abrasivos 
Reparos de automóveis Abrasivo para jateamento Areia 
Escamação de "boiler" "Boiler" com queima de carvão Cinza e concreções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r
 
5.1.1.b – Técnica para Medição de Particulado
 
 
Instrumentação 
� Bomba de amostragem pessoal
Bomba com fluxo de ar entre 5 e 5000 
ml/min, variação de fluxo não superior a 
5%, portátil, com fonte de energia 
independente e intrinsecamente
(operação em áreas classificadas).
 
 
 
 
Norma Técnica 
NHT – 02 A/E – 
Aerodispersóides. 
 
NHO 03 - Método de Ensaio
Aerodispersóides Sólidos Coletados Sobre Filtros e Membrana
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
W W W . f o r t e c . e d u . b r 
Técnica para Medição de Particulado 
Bomba de amostragem pessoal 
fluxo de ar entre 5 e 5000 
variação de fluxo não superior a 
fonte de energia 
independente e intrinsecamente segura 
(operação em áreas classificadas). 
 
Calibrador de Vazão 
Equipamento de ajuste de vazão das 
bombas pelo método de bolha de 
sabão. 
 
� Cassetes Amostradores
 
Cassetes cilíndricos de plástico com 
dois ou três anéis, onde são instalados 
filtros amostradores para a deposição 
de contaminantes químicos. São
utilizados ainda sob os filtros, suportes 
de papel. 
 
 Norma para Avaliação de Exposição Ocupacionala 
Método de Ensaio - Análise Gravimétrica de 
Aerodispersóides Sólidos Coletados Sobre Filtros e Membrana 
Página 47 
 
Equipamento de ajuste de vazão das 
bombas pelo método de bolha de 
Cassetes Amostradores 
Cassetes cilíndricos de plástico com 
dois ou três anéis, onde são instalados 
ra a deposição 
de contaminantes químicos. São 
utilizados ainda sob os filtros, suportes 
Norma para Avaliação de Exposição Ocupacionala 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 48 
Parâmetros de Amostragem definidos pela Norma Técnica: 
 
� Vazão da Bomba => 1,5 l/min 
� Material do Filtro => PVC 
� Especificações do Filtro => diâmetro 37 mm e porosidade 0,5 microns 
 
CÁLCULOS DE CONCENTRAÇÃO 
 
Poeira Total x Poeira Respirável 
Fração respirável é aquela que apresenta tamanho inferior a10 micras, possuindo 
mais facilidade de atingir os alvéolos pulmonares. de um equipamento chamado Ciclone, 
que faz aseparação da fração não desejável. 
 
C = M / V onde: 
� C - concentração do contaminante químico (mg/m3) 
� M - massa de particulado (mg) - análise do Lab. 
� V - volume de ar amostrado (m3) 
 
V = Q x t onde: 
� Q - vazão média da bomba (l/min) 
� t - tempo de amostragem (min) 
� V - volume de ar amostrado (l) - 1 litro = 1 dm3 
Determinação (gravimétrica) da massa de particulado 
Mres = Mf - Mi onde: 
� Mi - massa inicial, antes da amostragem(mg) 
� Mf - massa final, depois da amostragem(mg) 
� Mres - massa de amostra (mg) 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 49 
Poeira Total x Poeira Respirável 
 
Fração respirável é aquela que 
apresenta tamanho inferior a 10 micras, 
possuindo mais facilidade de atingir os 
alvéolos pulmonares. de um 
equipamento chamado Ciclone, que faz 
a separação da fração não desejável. 
 
 
 
5.1.1.c – Limites de Exposição para Particulados 
 
Agente LT – NR TWA – ACGIH 
Poeira total 8mg/m3 10mg/m3 
Poeira respirável 4mg/m3 3mg/m3 
Poeira total de sílica 24 / (%quartzo + 3) 0.025mg/m3 
Poeira respirável de sílica 8 / (%quartzo + 2) 
 
Determinação de percentual de quartzo (sílica livre cristalizada) => solicitado 
diretamente ao laboratório de análise e utilizado para cálculo do limite de exposição. 
 
5.1.2 - Gases e Vapores: 
 
São contaminantes invisíveis presentes no ar que, por serem partículas minúsculas 
passam pelos pulmões, depositam-se na corrente sanguínea e podem chegar ao cérebro, 
rins e outros órgãos. 
Presentes em atividades de pintura, limpeza de peças, transferência de produtos 
químicos, análises e testes de laboratório. 
5.1.2.1 – Gases – são produtos muito instáveis que nas condições normais de 
temperatura e pressão (atmosfera), o seu estado físico é gasoso, o que os torna muito 
perigosos, pois nesse estado, eles podem penetrar com facilidade no organismo, 
tornando-se a forma principal de contaminação. 
5.1.2.2 – Vapor – é a condição alterada de um produto sólido ou líquido, que teve a 
sua temperatura alterada, passando para o estado de vapor (vaporização). Este efeito é 
conseguido quando um produto sólido ou líquido tem a sua temperatura de fulgor 
ultrapassada, começando a desprender vapor. 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 50 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação Fisiológica dos Gases e Vapores: 
 
Irritantes: produzem inflamação nos tecidos com que entram em contato direto, 
tais como pele, conjuntiva ocular e vias respiratórias. Isso ocorre devido principalmente a 
sua solubilidade. 
 
1. Irritantes primários – agem sobre o organismo produzindo irritação local 
 
 a.1) Com ação sobre as vias respiratórias superiores – de alta solubilidade 
na água, agem na garganta e nariz. São os ácidos fortes – Ácido Clorídrico (HCL), Ácido 
Sulfúrico (H2SO4), os álcalis fortes – Amônia (NH3), Soda Cáustica (NaOH) e 
Formaldeído. 
 
Gases Inflamáveis – tem como característica principal a capacidade 
 de inflamar-se. 
Gases Inertes – são gases que não oferecem risco de danos a 
pessoas e animais. 
Gases Tóxicos – são gases que oferecem risco de 
intoxicação às pessoas. 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 51 
 a.2) Com ação sobre os brônquios – de moderada solubilidade na água, 
podem penetrar mais profundamente nas vias respiratórias, produzindo irritação nos 
brônquios. Anidrido Sulfuroso (SO2), Cloro (Cl2). 
 
a.3) Com ação sobre os pulmões – de baixa solubilidade em água, podem 
alcançar os alvéolos pulmonares, provocandoirritação nestes. Ozona (O3), Gases 
Nitrosos – principalmente NO2.. Os gases nitrosos reagem com a umidade do pulmão, 
regenerando o ácido nítrico, produzindo pneumonia química. Está presente nos arcos 
elétricos de solda, na combustão de nitratos e no uso de explosivos (ácido nítrico). 
 
2. Irritantes Atípicos – possuem ação irritante sobre as vias aéreas superiores. 
Agem como sinal de advertência ao pessoal exposto, o que faz com que as pessoas 
se afastem imediatamente do local. Por isso raramente causam alguma irritação 
pulmonar. Acroleína ou Aldeído Acrílico (gás liberado pelos motores diesel) e Gases 
Lacrimogênio. 
 
 
3. Irritantes Secundários – apesar de possuírem efeitos irritantes, tem ação tóxica 
generalizada sobre o organismo – Gás Sulfídrico (H2S). 
 
Anestésicos: também denominados narcóticos, possuem efeito anestésico devido a 
ação depressiva sobre o Sistema Nervoso Central. Esse efeito ocorre quando há 
exposição a altas concentrações de curta duração. Em exposições repetidas e longas a 
baixas concentrações, acarretam intoxicações sistêmicas, ou seja, afetam diversos 
sistemas do nosso corpo. Entram em nosso corpo através da via respiratória, mas muitas 
delas podem penetrar através da pele intacta, alcançando a corrente sanguínea. A 
maioria dos solventes pertencem a esse grupo. 
a.1) Anestésicos primários – produzem apenas efeitos anestésicos, mesmo com 
exposições repetida a baixa concentração; os Hidrocabonetos Alifáticos (butano, propano, 
eteno). 
a.2) Anestésicos de efeitos sobre as vísceras – podem acarretar danos ao 
fígado e rins das pessoas expostas. Aqui estão os Hidrocarbonetos Clorados (tetracloreto 
de carbono, tricloroetileno, percloroetileno). 
a.3) Anestésicos de ação sobre o sistema formador do sangue – acumulam-se 
nos tecidos graxos, medula óssea e sistema nervoso. São hidrocarbonetos Aromáticos, 
como Tolueno, Xileno. O Benzeno em exposições repetidas a baixas concentrações, pode 
provocar anemia irreversível, podendo chegar até a leucemia. O Xileno e o Tolueno tem 
efeito anestésico similar, mas possuem efeitos tóxicos consideravelmente menores. 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 52 
A exposição ao Xileno e Tolueno pode produzir ligeira hipertrofia do fígado e uma 
anemia discreta. 
a.4) Anestésicos de ação sobre o sistema nervoso – provocam oxidação dentro 
do organismo.Pertencem a este grupo os álcóois (metílico, etílico), ésteres de ácidos 
orgânicos, dissulfeto de carbono. O álcool metílico atua de forma tóxica no nervo ótico. 
a.5) Anestésicos de ação sobre o sangue e o sistema circulatório – pode 
originar alterações na hemoglobina do sangue. Pertencem a esse grupo uma série de 
nitrocompostos orgânicos, tais como o Nitrotolueno, Nitrito de Etila, Nitrobenzeno, Anilina, 
Toluidina. 
 
AVALIAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS 
 
A avaliação dos agentes químicos deverá observar os seguintes critérios: 
 
1. Concentração do contaminante no ambiente de trabalho 
2. Tempo de exposição 
3. Características físico-químicas do contaminante 
4. Suscetibilidade pessoal 
 
 
COLETA DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS 
 
É muito importante conhecer a concentração dos contaminantes existentes num 
local de trabalho. Para isto devemos coletar amostras no local, que possibilitem uma 
análise quantitativa das substâncias existentes. 
Isso é complexo, pois a quantidade de um contaminante pode variar devido a 
movimentação do ar, do ciclo de trabalho e dos processos deste, extensão do trabalho, 
distância do trabalho à fonte, etc. 
 
Devido a isto deverá ser estabelecido um plano de amostragem, estabelecendo o 
que se quer determinar, considerando as diferenças de concentrações do contaminante 
no ambiente de trabalho, a fim de se ter a exposição real do trabalhador. 
 
TIPOS DE AMOSTRAGENS 
1. Instantâneas – realizadas durante curto período de tempo, que pode ser fixado em 
5 minutos ou menos. O resultado é correspondente à concentração nesse período. 
Registram concentrações altas e baixas. Tem especial utilidade nas substâncias 
que possuem valor teto e LT média ponderada, para saber se foram excedido. 
2. Amostragens contínuas – realizadas em período de tempo maior que 30 minutos, 
podendo chegar até uma jornada inteira de trabalho. 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 53 
As amostragens contínuas servem para se determinar as concentrações dos 
contaminantes com LT média ponderada, pois elas não registram as variações que 
podem haver durante o período amostrado. 
Para os contaminantes com valor teto, onde o LT não pode ser ultrapassado em 
nenhum momento, deverá ser feita a amostragem instantânea. 
As amostragens deverão ser realizadas nas condições normais de trabalho e 
deverá cobrir pelo menos um ciclo de trabalho. 
 
DETERMINAÇÃO DA ZONA DE AMOSTRAGEM 
 
1. Coleta na zona de exposição normal do trabalhador – para se determinar o grau 
de exposição de um trabalhador a um determinado contaminante. É feita na 
zona de respiração do trabalhador. 
2. Coleta no ambiente em geral – para se determinar o grau de contaminação de 
um local. A localização do aparelho amostrador será uma região que possa ser 
representativa do ambiente, considerando que o aparelho não poderá ficar 
exposto diretamente às fontes do contaminante ou de correntes de ar que 
possam provocar a saturação do equipamento. 
 Este tipo de amostragem é utilizado para determinar medidas de controle. 
 
INSTRUMENTOS DE CAMPO 
 
1. Aparelhos de leitura direta 
 
2. Amostradores de ar total e amostradores de separação do contaminante do ar. 
 
A seleção do instrumento depende de alguns fatores: 
• Portabilidade do aparelho e facilidade de operação 
• Confiabilidade do aparelho sob diferentes condições de uso 
• Tipo de informação desejada 
• Disponibilidade do aparelho no comércio 
• Preferência pessoal baseada na experiência 
• Métodos de avaliação possíveis 
 
AVALIAÇÃO DE GASES E VAPORES 
 
Os gases e vapores podem ser avaliados através de aparelhos que coletam e 
analisam a amostra no próprio local de trabalho, denominados de aparelhos de leitura 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 54 
direta – fornecem imediatamente a concentração do contaminante, podem ser utilizados 
também para aerodispersóides. 
Utilizam métodos químicos – determinam a concentração de um poluente através 
de uma reação química. 
Utilizam métodos físicos – determinam a concentração de um poluente através de 
método físico (coletam a amostra por adsorção e absorção do poluente), para serem 
avaliados em laboratório. 
 
AMOSTRADORES 
 
1. De ar total – coletam o volume de ar contaminado para posterior análise em 
laboratório. 
 
1.1 Deslocamento de ar – frasco com vácuo fechado, que é aberto no local da 
amostragem – o ar ocupará o vácuo do frasco, no momento da abertura do 
mesmo. 
 
1.2 Deslocamento de líquidos – consiste em se esvaziar um frasco contendo líquido 
geralmente água), desta forma o ar contaminado ocupa o espaço deixado pelo 
líquido. 
 
2. De separação dos contaminantes do ar – o ar contaminado passa através de um 
meio coletor adequado, separando os contaminantes do restante do ar. Há 
necessidade de se saber o volume de ar que passou através do coletor, para 
posterior análise em laboratório, para determinação do contaminante. 
 
2.1 Amostragens de gases e vapores – devido a mistura homogênea que 
fazem com o ar, os gases e vapores não se separam por meio mecânico. A 
amostragem deverá ser feita ou por coleta de ar total, ou por separação dos 
contaminantes gasosos, através de retenção em meio sólido ou líquido, ou ainda por 
condensação destes. 
 
 
2.1.1 – Retenção em meio sólido (adsorção) – faz-se passar um volumeconhecido 
de ar contaminado através de um tubo contendo sólido poroso (carvão ativado ou 
sílica gel), onde os gases e vapores são adsorvidos. 
 
2.1.2 – Retenção em meio líquido (absorção) – faz-se passar o ar 
contaminado através de líquido (absorvente), onde os gases e vapores ficam 
retidos, por diluição ou reação química. 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 55 
2.1.3 – Condensação – o ar contaminado passa por condensadores, ou 
tubo em U resfriado a temperatura inferior a do P. E. do contaminante a ser 
coletado. Essa amostra deverá ser mantida resfriada, para não ocorrer perdas 
por evaporação. 
 
Determinação da Concentração dos Gases e Vapores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AMOSTRADORES PRINCIPIO 
UTILIZADO 
Deslocamento de ar 
 
Deslocamento de Líquido 
Amostradores de ar total 
Coletam o contaminante 
Juntamente com o ar 
 
 
Amostradores que separam 
o contaminante do ar 
(coletam apenas o 
contaminante) 
Absorção (retenção em 
meio líquido) 
Condensação (mudança 
do estado gasoso para 
O estado líquido) 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 56 
Exercícios. 
 
1. O que são irritantes primários? 
 
2. O que são irritantes secundários? 
 
3. O que é um anestésico primário? 
 
4. Defina gases e vapores. 
 
5. Quais são os tipos de amostragens de agentes químicos existentes? 
 
6. O que é retenção por adsorção? 
 
7. O que é retenção por absorção? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 57 
5.1.3 Névoas e Neblinas: 
 
5.1.3.1 – Névoas: substâncias provocadas pela ruptura mecânica de um 
líquido. 
 
5.1.3.2 – Neblina: substâncias provocadas pela condensação (liquefação) de 
vapor de um líquido. 
 
 
Neblinas ou névoas: 
 
São contaminantes encontrados em operações de pintura a pistola e pulverização 
de óleo. Atingem pulmões e vários órgãos. 
 
5.1.4. Fumos Metálicos: 
 
São partículas sólidas, em geral com diâmetros menores de1 µm,resultantes da 
condensação de vapores, geralmente após volatilização de metais fundidos e quase 
sempre acompanhada de oxigenação. Ao contrário das poeiras, os fumos tendem a 
flocular (flutuar e descer lentamente). Os fumos podem forma-se também pela 
volatilização de matérias orgânicas sólidas ou pela reação de substâncias químicas, como 
na combinação de ácidos clorídricos e amoníaco. 
 
Os fumos metálicos originam-se dos processos de corte e solda quente e variam 
de acordo com as características do metal que está sendo trabalhado o seu revestimento 
e o tipo de eletrodo utilizado no processo de soldagem. 
Esses processos se dividem assim: 
Arco elétrico = fusão por corrente elétrica entre os metais 
Com grande consumo de eletrodo 
– MMA - Manual metal adition 
– MIG - Metal Inert Gas 
– MAG - Metal Active Gas (↑ consumo) 
Com pouco consumo de eletrodo 
– TIG - Tungstênio Inert Gás 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 58 
 
 
Maçarico = chama composta pela adição de oxigênio e gás inflamável (acetileno 
ou gás liquefeito de petróleo – GLP). 
Oxiacetilênica (↑ temp. - acetileno+O2 ou ar ) : 
– Solda (adição de metal com fusão) 
– Oxicorte (corte de chapa por oxidação) 
 
GLP (↓ temp. - butano/propano +O2 ou ar ) : 
– Solda 
 
 
Brasagem: (solda eletrônica) 
Fusão de metal ou ligas com baixo PF (ponto de fusão): 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 59 
– “Solda” de componentes eletrônicos com liga de Pb-Sn 
Fumos metálicos: 
 
1 – Proveniente do metal que está sendo soldado: 
• A composição dos fumos dependem do metal 
• Se o metal é aço há grande quantidade de ferro e menor dos outros componentes 
da liga. 
• Estes dependem do tipo de aço: manganês, cromo, níquel, zinco ( em altas 
concentrações em chapas galvanizadas) 
• Maçaricos (oxiacetileno por exemplo) geram fumos basicamente da chapa que está 
sendo trabalhada. 
 
 
2 – Proveniente do eletrodo: 
• Mais comum em solda a arco elétrico 
• Maior quantidade de fumos se há consumo do eletrodo (MAG, MIG e 
comum) 
• Menor se não há consumo do eletrodo (TIG) 
• Eletrodos têm composição variável: 
• Os mais comuns tem o interior (alma) de ferro e revestidos de um fundente. 
• Os usados em solda MAG e MIG são um arame contínuo com alma de ferro e 
fundente de cobre. 
 
Há ainda os tipos: 
• Celulósicos: alto teor de material orgânico 
• Rutílico: alto teor de TiO2 
• Ilmenítico: ferro, titânio e manganês 
• Básico: cal e fluorita 
• Cal-titânio 
• Pó de ferro: ferro e silicatos 
– Em eletrodos podem ainda existir: carbono, níquel, silício, molibdênio, 
zircônio, alumínio, cálcio, sódio, potássio, magnésio, cobre, cádmio, 
fluoretos. 
A maior ou menor exposição a fumos varia com: 
• Voltagem e amperagem da corrente elétrica 
• Composição das peças soldadas 
• Composição dos eletrodos 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 60 
• Consumo dos eletrodos 
• Prática do soldador (velocidade da soldagem) 
• Ventilação do local 
• Processo de soldagem 
• Existência de óleos (ou outras substâncias) protetora nas chapas. 
• Os tamanhos da partículas de fumos metálicos das soldas por arco 
elétrico variam entre0,001 a 2 µm 
• A retenção alveolar é maior nas partículas de 1 a 5 µm, em geral < 
que 10% do total. 
• Em soldas MAG com CO2 aumenta a % de maiores que 1 µm 
 
5.1.4.1EFEITOS e CONTROLE MÉDICO 
Fumos de solda 
 
1 – Fluoretos 
Se o eletrodo é o Básico (cal e fluorita) deve-se pensar em risco de Fluorose 
Ocupacional 
• Fluorose = Doença grave e incapacitante que leva a uma calcificação dos 
ligamentos. 
• Monitoramento = fluoreto urinário no periódico (pré e pós 4° dia de jornada a 
semana). 
• Vigilância à saúde = raio X de bacia para verificar se há desaparecimento das 
trabéculas ósseas no admissional, no periódico e no demissional. O fluoreto em 
indivíduos afastados do trabalho também pode estar elevado (> 4 mg/g/ creat.), 
mostrando elevado depósito de fluoreto no corpo. 
 
2 - Cobre 
• Risco só para quem tem a “Doença de Wilson” 
• Não se faz monitoramento e nem vigilância à saúde. 
 
3 - Cromo 
• Se houver alto teor de cromo no material (aço inox por exemplo chega a 20 a 25%) 
há alto risco de haver exposição excessiva ao Cromo hexavalente (cancerígeno 
Grupo 1 da IARC). 
• Não há ulcera de septo nasal, pois não se trata de ácido crômico (galvanoplastia). 
• Monitoramento biológico = Pode-se fazer monitoramento através de Cromo urinário 
no periódico 
• Vigilância à Saúde = Raio X de tórax ???? 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 61 
OBS. “Pelos riscos que envolvem os soldadores, o controle ambiental dos locais de 
solda é de suma importância. Para algumas exposições ( de agentes carcinogênicos, por 
exemplo) não deveria ser permitido exceder os limites de tolerância mesmo quando este 
limite seja zero. Não é política correta, nem eticamente compreensível, manter os 
trabalhadores em ambientes com concentrações perigosas de agentes cancerígenos e 
ficar passivamente procurando sinais precoces da doença.” Prof. Jorge da Rocha 
Gomes - 1985 (GOMES, Jorge da Rocha. Saúde do Trabalhador em operações de 
soldagem . Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, N 49 - Vol. 13 Jan/Fev/Mar de 
1985 pp. 7-49 107 ref.) 
 
4 – Alumínio 
De pouco significado toxicológico. Poderia haver fibrose pulmonar em casos raros 
• Não existe monitoramento biológico 
 
5 - Ferro 
Siderose. Não há importância como tóxico sistêmico.6 - Magnésio 
Febre dos fumos metálicos 
• Não tem importância como tóxico sistêmico e não tem monitoramento biológico. 
 
7 - Cádmio 
Em materiais que tenham altos teores deste metal deve-se tomar cuidado extremo. 
• Extremamente lesivo para pulmão (enfisema do cádmio) e para os rins com 
proteinúria e IRC. Também causa descoloração do colo dos dentes e anemia. 
• Monitoramento = Cd urinário no admissional, periódico e demissional (Cd-U > 5 
µg/g. cret.) = intoxicação 
• Vigilância à saúde = Cd-U, função pulmonar e urina I com microalbuninúria. 
• Cádmio é ainda carcinogênico (Pulmão-Próstata?) 
 
8 - Níquel 
O aço inox também tem também elevados teores deste metal ( até 15%). 
• Provoca febre dos fumos metálicos e sensibilização cutânea (alergia) 
• É cancerígeno na refinação de níquel, pulmão e cav. nasal (grupo 1 da IARC), mas 
na solda ?? 
• Não há monitoramento biológico previsto na NR-7 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 62 
9 - Manganês 
Provoca Manganismo, que é uma doença grave, incapacitante e 
irreversível(Parkinson Mangânico) 
• Não há monitoramento biológico previsto na NR-7. O Mn-U é um indicador ruim, 
pois varia muito entre as pessoas. É aconselhado fazer monitoramento ambiental 
• Vigilância à saúde = procurar sinais precoces de Manganismo??? 
 
10 – Zinco 
As chapas galvanizadas emitem grande quantidade de fumos de zinco, mesmo em 
solda a ponto. O zinco em forma de fumos de zinco irritantes e potentes causadores de 
febre dos fumos metálicos. 
• Não há indicadores biológicos no Brasil, e é um indicador de difícil execução. 
 
11- Titânio 
Considerado praticamente atóxico. Há descrições não confirmadas claramente de 
alguns casos de fibrose pulmonar. 
12 – Chumbo 
É raro de ser encontrado em solda por arco elétrico. Pode ser usado com maçarico 
e seu risco é proporcional à temperatura de aquecimento. Na solda de placas de 
acumuladores elétricos com maçarico há grande emissão de fumos de Pb, enquanto que 
na mesma indústria a solda dos pólos da bateria provoca pouca contaminação ambiental. 
• Na brasagem (“solda eletrônica”) com liga de estanho/chumbo a liberação de 
fumos de Pb é muito pequena tendo em vista a baixa temperatura envolvida no 
processo 
• Em casos de a exposição existir, deve-se realizar o monitoramento biológico 
através do Pb-S e ALA-U no admissional, periódico e demissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 63 
Exercícios: 
 
1. O que é fumo metálico? 
 
2. Onde encontramos os fumos metálicos? 
 
3. Quais são os tipos eletrodos utilizados nas operações de solda? 
 
4. Cite os efeitos à saúde dos eletrodos de cobre, cromo e cádmio. 
 
5. O que são névoas? 
 
6. O que é neblina? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO 
 
 W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 64 
BIBLIOGRAFIA. 
 
AMORIM, Sebastião Luiz & PEDROTTI, Irineu Antonio. Dicionário de Doenças 
Profissionais. São Paulo: Ed. Juarez de Oliveira, 2000, 344 p. 
BELLUSCI, Silvia Meirelles. Doenças profissionais ou do trabalho. São Paulo: Ed. 
SENAC, 1996, 71 p. 
BOWLER, Rosemarie M. & CONE, James E. Segredos em Medicina do Trabalho, Porto 
Alegre: Artmed, 2001, 396 p. 
BURGESS, William. Identificação de possíveis riscos à saúde do trabalhador nos diversos 
processos industriais. Belo Horizonte: Ergo Editora Ltda, 1997. 
COLACIOPPO, Sérgio. Avaliação da exposição profissional a fumos metálicos em 
operações de solda. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional no 49, vol. 13, 
jan./mar./1985, p. 49-77. 
GANA SOTO, José Manuel Osvaldo et al. Riscos Químicos. São Paulo: Fundacentro, 
1993, 100 p. 
GOMES, Jorge da Rocha. Saúde do trabalhador em operações de soldagem. Revista 
Brasileira de Saúde Ocupacional no 49, vol. 13, jan./mar./1985, p. 9-49. 
Manuais de Legislação Atlas. Segurança e Medicina do Trabalho, 52ª ed., 2003. 
MARANO, Vicente Pedro. Doenças Ocupacionais. São Paulo: LTr, 2003, 278 p. 
MENDES, René. Patologia do Trabalho. Rio de Janeiro: Atheneu, 1997. 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Doenças relacionadas ao trabalho, Série A. Normas e Manuais 
Técnicos; n. 114, Brasília, 2001, 580 p. 
PATNAIK, Pradyot. Guia Geral – Propriedades nocivas das substâncias químicas. Belo 
Horizonte: Ergo Editora, 2002, Volume 1, 546 p. 
PUPPIO, José Antonio. Tratado de Proteção Respiratória. Air Safety, 2003, 64 p. 
Revista Proteção no 78. Poeiras, inimigas invisíveis. Porto Alegre: Ed. MPF, jun. 1998. 
TORLONI, Maurício. Programa de Proteção Respiratória – recomendações, seleção e uso 
de respiradores. Fundacentro, 1994, 32 p. 
TORLONI, Maurício & VIEIRA, Antonio Vladimir. Manual de Proteção Respiratória. ABHO, 
2003, 520 p. 
 
Internet: 
 
www.3M.com.br 
www.msanet.com.br 
www.drager.com.br 
www.fundacentro.org.br 
www.scielo.br

Mais conteúdos dessa disciplina