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HIGIENE DO TRABALHO HIGIENE DO TRABALHO Leandro de Freitas Gildo E. de Santana HIGIENE DO TRABALHO Leandro de Freitas Gildo E. de Santana HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 2 Sumário 1. CONCEITUANDO A HIGIENE OCUPACIONAL......................................................................... 4 1.1. A HIGIENE OCUPACIONAL ....................................................................................................... 4 1.2. Meio Ambiente ............................................................................................................................. 4 1.3. Meio Ambiente do Trabalho .......................................................................................................... 4 1.4. HISTÓRICO ................................................................................................................................. 5 1.5. FUNÇÃO DO HIGIENISTA ......................................................................................................... 6 1.6. RAMOS DA HIGIENE DO TRABALHO ...................................................................................... 6 2. EXPOSIÇÃO A RISCOS AMBIENTAIS ....................................................................................... 8 2.1. Medicina do Trabalho .................................................................................................................... 9 2.2. LEGISLAÇÃO BRASILEIRA ..................................................................................................... 11 3. A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO SOBRE OS RISCOS NO AMBIENTE DE TRABALHO AOS TRABALHADORES ................................................................................................................... 12 3.1. Direito de recusa ......................................................................................................................... 16 4. ESTUDO E CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS E SEUS AGENTES. ...................... 18 4.1. Sistemas de ventilação. ................................................................................................................ 18 4.2. Composição do ar........................................................................................................................ 19 4.3. Classificação dos sistemas de ventilação ....................................................................................... 19 4.4. Tipos de ventilação ..................................................................................................................... 20 4.5. Ventilação geral .......................................................................................................................... 21 4.5.1. Considerações gerais ................................................................................................................... 21 4.6. Tabela Normalizada ABNT (NB10) ............................................................................................. 26 Exercícios ........................................................................................................................................................ 28 5. Agentes Químicos ....................................................................................................................... 29 5.1. Contaminantes Químicos ............................................................................................................. 29 5.2. 5.2. VALOR TETO ..................................................................................................................... 31 5.3. GRUPO V - Asfixiantes Simples .................................................................................................. 34 5.4. Linha de ar comprimido e cilindro auxiliar. ................................................................................... 36 Exercícios ........................................................................................................................................................ 37 Exercícios ........................................................................................................................................................ 39 5.5. Poeiras ....................................................................................................................................... 42 Exercícios. ....................................................................................................................................................... 56 Exercícios: ....................................................................................................................................................... 63 BIBLIOGRAFIA. ............................................................................................................................................ 64 HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 3 AVISO Todo o material disponibilizado pela Escola e Faculdade Fortec é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9610/98) e o único uso autorizado é para prática e o exercício da atividade de ensino ora contratada. Reproduzir apostilas e/ou livros é um ilícito civil, pois fere o direito a propriedade intelectual e também é um ilícito penal, conforme previsto em nossa legislação. A reprodução ilegal de apostilas e/ou livros por qualquer meio ou forma de obra protegida no Brasil, é ilícito civil, conforme preceitua a Lei nº 9.610 em vigor desde junho de 1998. Além disso, a reprodução ilegal ou não autorizada de apostilas e/ou livros consiste no crime tipificado no Código Penal em seu art. 184. Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: (Redação dada pela Lei nº10.695, de 1º.7.2003)Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. . HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 4 1. CONCEITUANDO A HIGIENE OCUPACIONAL 1.1. A HIGIENE OCUPACIONAL A Higiene Ocupacional é a ciência da: antecipação, reconhecimento, avaliação, prevenção e controle dos riscos originados nos locais de trabalho, para proteger a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, salvaguardando também as comunidades vizinhas e o meio ambiente em geral. A Higiene Ocupacional cuida do ambiente de trabalho para prevenir doenças ou lesões nos trabalhadores, provenientes de atividades em ambientes de trabalho com calor, ruído, vibração, manuseio de substâncias químicas, agrotóxicos etc. É uma especialização de importância crescente pois a conscientização de que o ambiente de trabalho não deve causar danos à saúde do trabalhador tem se imposto, infelizmente, à custa de muitas vidas. 1.2. Meio Ambiente Tudo o que cerca o ser vivo, que o influencia e que é indispensável à sua sustentação. Estas condições incluem solo, clima, recursos hídricos, ar, nutrientes e os outros organismos. O meio ambiente não é constituído apenas do meio físico e biológico, mas também do meio sócio-cultural e sua relação com os modelos de desenvolvimento adotados pelo homem. cetesb.sp.gov.br/ambiente/glossário[9/4/03] Circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo água, ar, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações. NBR ISO 14001:1996 1.3. Meio Ambiente do Trabalho No enfoque global, não só o posto de trabalho ( local da prestação), mas todos os fatores que interferem no bem-estar do empregado (ambiente físico), e todo o complexo de relações humanas na empresa, a forma de organização do trabalho, sua duração, os ritmos, os turnos, os critérios de remuneração, as possibilidadesde progresso etc., servem para caracterizar o meio ambiente do trabalho. Sebastião Geraldo de Oliveira, SP:LTr,1996 HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 5 É a interação do local de trabalho, ou onde quer que o empregado esteja em função da atividade e/ou à disposição do empregador, com os elementos físicos, químicos e biológicos presentes, incluindo toda sua infraestrutura (instrumentos de trabalho), bem como o complexo de relações humanas na empresa e todo o processo produtivo que caracteriza a atividade econômica de fins lucrativos. Monica Maria Lauzid de Moraes, SP:LTr,2002 É o local onde o homem realiza a prestação objeto da relação jurídico trabalhista, desenvolvendo atividade profissional em favor de uma atividade econômica. - espaço físico - condições existentes no local 1.4. HISTÓRICO E em 1700, surge a extraordinária obra de Bernardino Ramazzini, médico que atuava na região de Modena na Itália, e, com uma visão clínica impressionante para aquela época onde não existiam recursos propedêuticos maiores descrevem doenças que ocorriam em mais de cinqüenta profissões. Em seu livro De Morbis Artificum Diatriba pode-se encontrar, além da agudeza das observações, uma sutil crítica de costumes. Em função da importância de seu trabalho, recebeu da posteridade o título de pai da Medicina do Trabalho. A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. Historicamente, segundo frisa bem ROSEN (1994), um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento do mundo moderno e da organização e das ações da moderna Saúde Pública foi a ascensão de uma economia industrial que, para a maioria dos autores, tem seu período marcante entre 1760 e 1850. Ainda vivendo um modelo feudal de Idade Média, mas com um crescente movimento de urbanização, a Inglaterra inicia a moderna industrialização, e as fábricas se instalaram principalmente nos aglomerados urbanos. O trabalho artesanal, onde o homem era detentor de todo o processo, dá lugar a um processo industrial com profundas modificações sociais. Com a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL surge uma nova situação: o trabalho em ambientes fechados, às vezes confinados, a que se chamou de fábricas. O êxodo rural, as questões urbanas de saneamento e de miséria se juntaram a outro grande problema: as péssimas condições de trabalho (e ambiente) alterando o perfil de adoecimento dos trabalhadores que passaram a sofrer acidentes e desenvolver doenças nas áreas fabris, como por exemplo, o tifo europeu (na época chamada febre das fábricas). A maioria da mão de obra era composta de mulheres e crianças que sofriam a agressão de diversos agentes, oriundos do processo e/ou ambiente de trabalho. Com o crescimento industrial, a população tem-se concentrado ao redor das indústrias, das cidades e das periferias, provocando o crescimento desordenado, sem a estrutura mínima para atender as necessidades vitais dos obreiros, como, por exemplo, saneamento básico. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 6 A busca pelo trabalho é o fator responsável pela concentração desordenada, resultando na inobservância da qualidade de vida. A indústria brasileira, longe da conscientização sobre qualidade de vida no ambiente de trabalho, compete à custa de baixos salários, da exploração predatória dos recursos naturais (meio ambiente em sentido amplo), com impactos fatais sobre a saúde e segurança do empregado nas empresas e, em decorrência, sobre a qualidade de vida da população da cidade e do campo. 1.5. FUNÇÃO DO HIGIENISTA Dentro da esfera de suas responsabilidades, o Higienista deverá: � Dirigir programas de higiene industrial; � Examinar os ambientes de trabalho e sua circunvizinhança; � Estudar os trabalhos e os processos obtendo detalhes completos de cada tipo de trabalho, os matérias e equipamentos que usam os produtos e subprodutos, número de trabalhadores e tempo de trabalho; � Realizar medições adequadas para determinar a magnitude das exposições prejudiciais dos trabalhadores. Para isto deverá eleger métodos e instrumentos adequados para tais medições.Pessoalmente ou através de outros, porém sob sua supervisão direta, terá que dirigir tais medições e estudo além de ordenar o material de ensaio associado com o desenvolvimento do trabalho; � Interpretar os resultados das avaliações ambientais e seus arredores em função da sua potencialidade de causar danos à saúde; � Preparar procedimentos, regulamentações, normas e regras para o desenvolvimento saudável do trabalho e prevenção de doenças do trabalho e/ou profissional. � Criar e dirigir programas específicos de educação para os trabalhadores com o objetivo de conscientizar e prevenir doenças do trabalho e/ou profissional. � Dirigir investigações para adquirir conhecimentos referentes a aos possíveis danos a saúde dos trabalhadores; � Estabelecer meios de comunicação com o responsável pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), para verificar-se a eficiência dos meios de controle; 1.6. RAMOS DA HIGIENE DO TRABALHO � HIGIENE TEÓRICA Dedicada aos estudos de contaminantes em relação ao homem, através de estudos e experiências, com objetivos de analisar as relações “Dose – Efeito” e estabelecer padrões de concentrações ambientais (valores de referência). HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 7 � HIGIENE DE CAMPO Dedicada ao estudo da situação de exposição no ambiente do trabalho “Análise de Posto de Trabalho”, detecção de contaminantes e tempo de exposição, medição direta e retirada de amostras, comparações com os limites de referências, etc. � HIGIENE ANALÍTICA Realiza a investigação e determinação qualitativa e quantitativa dos contaminantes presentes no ambiente de trabalho, em estreita ligação com a Higiene de Campo e Higiene Teórica. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 8 2. EXPOSIÇÃO A RISCOS AMBIENTAIS A presença de agentes químicos, físicos e biológicos no ambiente de trabalho, não implica obrigatoriamente, que o trabalhador venha a contrair uma doença do trabalho ou profissional. Para esses agentes causarem danos à saúde, se faz necessário uma concentração ou intensidade acima de valores pré-determinados, que o tempo de exposição a este agente, seja numa concentração suficiente para uma atuação nociva e que o trabalhador tenha uma suscetibilidade individual favorável a este agente. Denomina-se limites de exposição aquelas concentrações dos agentes agressivos ou intensidade dos agentes presentes no ambiente de trabalho, sob as quais a maioria dos trabalhadores podem ficar expostos durante toda a sua vida laboral, sem sofrer efeitos adversos a saúde. Estes limites objetivam garantir a saúde, mas não são valores absolutos ou imutáveis, refletem o grau de conhecimento em um dado momento. São baseados nas melhores informações disponíveis, provenientes de experiência industrial e de estudos e experimentos com animais em laboratórios (pesquisas). Ambiente ou Atividade Insalubre Doença Diagnóstico Tratamento Controle MEDICINA DE FÁBRICA HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 9 2.1. Medicina do Trabalho Atividade ou Ambiente Insalubre – causa a Doença SAÚDE OCUPACIONAL. (OIT/OMS, 1950) � “Promoção e manutenção do mais alto grau de bem estar físico, mental e social dos trabalhadores”; � “Prevenção de desvios de saúde causados pelas condições de trabalho”; � “Proteção dos trabalhadores em seus empregos, dos riscos resultantes de fatoresadversos à saúde”; � “Colocação e manutenção do trabalhador, adaptadas às aptidões fisiológicas e psicológicas”; � “Em suma, adaptação do trabalho ao homem e de cada homem à sua atividade”. Ambiente ou Atividade Insalubre Reconhecimento Doença Diagnóstico Tratamento Trabalhador Sadio Avaliação Controle Ambiente ou Atividade salubre Saúde do trabalho HIGIENE INDUSTRIAL HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 10 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - NR 9 Portaria nº25 de 29/12/94. 9.1.3. O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na NR 7. 9.1.5 - Para efeito desta NR consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danosà saúde do trabalhador. PPRA - NR 9 Agentes De Risco Reconhecimento Avaliação Controle Ambiente ou Atividade salubre LLTT HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 11 2.2. LEGISLAÇÃO BRASILEIRA “Entende-se por limite de tolerância, para os fins desta norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano a saúde do trabalhador durante sua vida laboral.” “Os limites de tolerância referem-se a concentrações de substâncias dispersas na atmosfera e representam condições sobre as quais, supõe-se que quase todos os trabalhadores possam estar expostos dia após dia sem efeitos adversos à saúde.” (A.C.G.I.H.) Estes limites deverão ser identificados e reconhecidos nos programas de controle da empresa, de modo que os mesmos possam ser devidamente controlados e não ofereçam nenhum risco aos trabalhadores. Agentes De Risco Reconhecimento Trabalhador Sadio Avaliação Controle Ambiente ou Atividade salubre Controle Médico Há Agravos à Saúde? Não Sim LLTT PPPPRRAA -- NNRR 99 PPCCMMSSOO -- NNRR 77 Condutas MA HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 12 3. A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO SOBRE OS RISCOS NO AMBIENTE DE TRABALHO AOS TRABALHADORES a) Reconhecimento de risco (caracterização básica) – nessa fase alguns critérios precisam ser seguidos, de modo que todos os riscos e situações possam ser corretamente identificados e mapeados: 1. Dados preliminares; 2. Fatores ligados ao ambiente de trabalho; 3. Fatores ligados aos agentes químicos presentes nos locais de trabalho; 4. Fatores ligados aos trabalhadores; 5. Fatores relacionados à empresa. Dados preliminares 1. Caracterização geral da empresa: � Identificação � Atividades · 2. Dados disponíveis na literatura sobre: � Processo produtivo relacionado com a empresa � Possíveis riscos à saúde e segurança relativos aos processos existentes que auxiliem na identificação e avaliação dos riscos Fichas de Segurança de Produtos Químicos (quando disponíveis) b) Fatores ligados ao ambiente de trabalho � Planta do local (dimensões dos locais de trabalho, disposição de máquinas e equipamentos, áreas sob influência potencial de contaminantes etc.); � ·tecnologia e fluxograma dos processos de produção (processo contínuo, descontínuo, equipamentos abertos, fechados ou semi abertos, etc.); � Identificação de setores, postos de trabalho; HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 13 � Inventário de produtos químicos (matérias primas e auxiliares (aditivos, catalisadores), produtos intermediários, de combustão, decomposição e finais). Se possível onde são usados e a taxa de consumo; � Fontes potenciais de liberação, propagação, interferências de áreas vizinhas, outros fatores presentes que possam ter influência na exposição dos trabalhadores ou na avaliação. Identificar os equipamentos ou instalações que possam estar relacionados com A emanação do agente químico; � Probabilidade de emanação; � Ritmo de produção; � Frequência e duração de processos de trabalhos cíclicos; � Condições anormais de operações; � Medidas de controle existentes e o grau de adequação ou eficácia das mesmas; � Temperatura, pressão e umidade ambientais, � Direção e intensidade das correntes de ar. c) Fatores ligados aos agentes químicos presentes nos locais de trabalho � Propriedades físicas (Pressão de vapor; ponto de auto ignição; ponto de fulgor; faixa de explosividade; densidade relativa do líquido e do vapor); � Propriedades químicas (reatividade, estabilidade etc.); � Propriedades toxicológicas; � Índices olfativos ou visuais (gases e vapores coloridos, efeito “tyndal”); � Resultados de avaliações preliminares; � Relatórios técnicos de levantamentos de riscos realizados. d) Fatores ligados aos trabalhadores ���� Dados sobre a percepção dos riscos; ���� Queixas e sintomas que possam ser atribuídos às exposições; ���� Número de trabalhadores expostos que podem ser separados em grupos com potencial de exposição similar, chamados de grupo homogêneo de exposição; HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 14 ���� Descrição das atividades/tarefas, destacando os agentes químicos presentes, a forma como são manuseados, o tempo e a freqüência da exposição à estes agentes; ���� Duração da jornada e turnos de exposição; ���� Atividade física do trabalhador; ���� Aspectos ergonômicos; ���� Hábitos de higiene pessoal, práticas de limpeza; ���� Revezamento ou rodízio entre os trabalhadores; ���� Mobilidade dos trabalhadores em relação aos setores e postos de trabalho; ���� Uso de equipamentos de proteção individual; ���� Hábitos pessoais: tabagismo, alcoolismo, uso de drogas etc.; ���� Incidência e prevalência de sinais e sintomas de interesse no grupo de trabalhadores. e) Fatores relacionados á empresa � Política de saúde e segurança � Preocupação com a capacitação dos trabalhadores � Ações da fiscalização � Atas de CIPA. Como é a CIPA. Se os trabalhadores têm tempo para se dedicar as suas funções nesta comissão � Mapas de riscos elaborados pela CIPA � Funcionamento do SESMT � Programas na área: PPRA, PCMSO, PPEOB, e outros � Estatísticas de acidentes e doenças ocupacionais registrados Direito de saber – o trabalhador precisa saber de todos os riscos a que está exposto, de modo que possa colaborar com a empresa, evitando expor-se desnecessariamente e sem nenhuma proteção à sua saúde e segurança. Com esta Preocupação �ele irá evitar acidentes e doenças provocadas por substâncias químicas ou outros agentes perigosos em ambientes de trabalho. É Direito fundamental �O DIREITO DE SABER: conhecer a presença do agente no ambiente, a forma como está sendo manipulado, armazenado, transportado, descartado ou enviado para outro local. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 15 Direito de saber ���� Legislação brasileira no âmbito do Ministério do Trabalho. NR1 (Portaria 3214) item1.7 –cabe ao empregador: c)informar aos trabalhadores (DIREITO DE SABER) I – os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho; II – os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidasadotadas pela empresa; III – os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos; IV – os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho Esta norma deixa claro o direito do trabalhador de conhecer os riscos aos quais pode estar exposto. Direito de saber ���� Legislação brasileira no âmbito do Ministério do Trabalho NR5 ����Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA � Capítulo sobre as atribuições da CIPA, item 5.16, consta que, esta comissão terá como atribuição: a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com a assessoria do SESMT, onde houver; f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho m) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores; Capítulo “Do treinamento”, item 5.32 dispõe: “A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse” e o item 5.33, dispõe que: “O treinamento para a CIPA deverá contemplar , no mínimo, os seguintes itens: a) estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo produtivo;” entre outros. NR9, podemos destacar os seguintes itens: 9.5.2 – Os empregadores deverão informar os trabalhadores de maneira apropriada e suficiente sobre os riscos ambientais que possam originar-se nos locais HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 16 de trabalho (DIREITO DE SABER) e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tias riscos e para proteger-se dos mesmos. O DIREITO DE SABER, porém é muito pouco respeitado Principais motivos � ���� Omissão das empresas ���� Falta de informação para as próprias empresas: rotulagem inadequada, nomes comerciais dos produtos químicos, ausência de ficha de informação de segurança de produto(FISP) ou fornecida incompleta e as vezes até com informações incorreta ���� Falta de repasse das informações aos trabalhadores ���� Falta de capacitação dos trabalhadores para compreensão das informações dos rótulos e fichas ���� Rótulos em língua estrangeira 3.1. Direito de recusa O trabalhador tem o direito de se recusar a trabalhar em local onde possa haver situação de risco grave e eminente. Direito de recusa ���� Legislação brasileira no âmbito do Ministério do Trabalho NR9, item 9.6.3 dispõe: “O empregador deverá garantir que, na ocorrência de riscos ambientais nos locais de trabalho que coloquem em situação de grave e iminente, risco para um ou mais trabalhadores, os mesmos possam interromper de imediato as suas atividades (DIREITO DE RECUSA), comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as devidas providências”. Direito de recusa ����Convenções da OIT Convenção nº 170, da Organização Internacional do Trabalho, relativa à segurança na utilização de produtos químicos no trabalho (ratificada pelo Brasil em 1998) “Os trabalhadores deverão ter o direito de recusar-se a expor a qualquer perigo derivado da utilização de produtos químicos quando tenham motivos razoáveis para crer que existe um risco grave e iminente para sua segurança ou sua saúde, e deverão informar imediatamente seu supervisor.” HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 17 Direito de recusa ����Convenções da OIT Convenção 174 da OIT sobre a Prevenção de Acidentes Industriais Maiores, (ratificada em 2002) “Em particular, os trabalhadores e seus representantes deverão: e) dentro de suas atribuições, e sem que de modo algum isso possa prejudicá-los, adotar medidas corretivas e se necessário, interromper a atividade quando fundamentado em seu treinamento e experiência, tenha justificativa razoável para acreditar que existe risco iminente de acidente maior, e, informar seu supervisor ou acionar o alarme, quando apropriado, antes ou assim que possível depois de tomar tal ação;” O DIREITO DE RECUSA, porém é pouco respeitado e mesmo reivindicado pelos trabalhadores por medo de demissão, desconhecimento do direito ou ainda medo de outros tipos de represália. Vigilância da saúde – papel importante e necessário da empresa, no sentido de empreender ações objetivas, a fim de proteger o trabalhador da ação dos diversos agentes ambientais que possam estar presentes no processo produtivo. Várias ações necessárias envolvendo médicos da empresa, serviço público, sindicatos, associações. Vigilância da saúde ���� Legislação brasileira no âmbito do Ministério do Trabalho NR7 – PCMSO 7.1. Do objeto. 7.1.1. Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. 7.2.3 O PCMSO deverá ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores. 7.2.4. O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 18 4. ESTUDO E CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS E SEUS AGENTES. Para efeito de estudo os agentes ambientais são identificados pelos riscos que eles provocam no ambiente, sendo classificados da seguinte forma: Riscos Químicos – agentes químicos, aerodispersóides (poeiras, vapores, gases, névoa, neblina, líquidos,), fumos metálicos, compostos químicos. Riscos Físicos – vibrações, nível de pressão sonora elevado (ruído), pressões anormais (hipobáricas – hiperbáricas), temperaturas extremas (frio – calor), umidade. Riscos Biológicos – agentes patogênicos (vírus, bactérias, protozoários, germes, vermes, parasitas, bacilos, retro vírus, etc). 4.1. Sistemas de ventilação. Nos locais destinados ao desenvolvimento de atividades laborais, especialmente aqueles onde os processos fabris são operacionalizados, há uma presença constante de agentes contaminantes, que devido as suas características físicas e a deficiência para a troca de ar desse ambiente (ventilação), causam problemas para a saúde dos trabalhadores. Um bom sistema de ventilação permite que os ambientes de trabalho possam garantir às pessoas que lá laboram uma condição de conforto e higiene, de modo a preservar a saúde e a segurança dos trabalhadores, dentro dos padrões aceitáveis legalmente. A boa ventilação não permite que um ambiente seja tomado por contaminantes, mesmo quando a presença desses agentes faça parte do processo fabril. Nos projetos de construção de uma edificação, especialmente destinada a processos fabris, deverá haver uma preocupação quanto à correta distribuição das entradas e saídas de ar, de modo que o fluxo possa fluir livremente e garantir uma renovação contínua do ar desse ambiente. Para isso há algumas premissas básicas: • Projetos, construção, manutenção de máquinas e equipamentos – há que se pensar na distribuição de máquinas e equipamentos, de modo que as necessidades de isolamento, enclausuramento e proteções gerais contra contatos acidentais e projeção de partículas sejam atendidas. As áreas de circulação de pessoas sejam previstase instaladas e tudo isto facilitando a entrada e saída contínua do ar do ambiente. • Substituição de materiais agressivos por materiais menos agressivos– muitos processos fabris têm nos insumos básicos as principais fontes de poluentes e a substituição destes insumos, por produtos menos agressivos já resolvem uma boa parte dos problemas de contaminação ambiental. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 19 • Modificação de processos e métodos de trabalho - a modificação do método de trabalho também reduz muito a presença de agentes agressivos, exemplo; pintura feita por pistola por pintura por imersão. • Umectação – a utilização de água em forma de névoa é o melhor controle que se pode fazer para controlar a presença de aerodispersóides em um ambiente aberto. A umectação auxilia a precipitação de aerodispersóides. 4.2. Composição do ar A composição aproximada do ar, sob três diferentes condições, é dada na Tabela 1, considerando-se ar limpo e isento de poluentes em geral. Componente Ar externo (seco) Ar interno (21º C, U.R. 50%) Ar expirado (36º C, U.R. 100%) Gás inerte 79,00 78,00 75,00 Oxigênio 20,97 20,69 16,00 Vapor d'água 0,00 1,25 5,00 Dióxido de carbono 0,03 0,06 4,00 Um adulto, mesmo executando trabalhos pesados respira até cerca de 40 litros de ar por minuto, consumindo 02 litros de oxigênio e exalando 1,7 litros de Dióxido de carbono, aproximadamente. 4.3. Classificação dos sistemas de ventilação Para a classificação dos sistemas de ventilação, é preciso levar em conta a finalidade a que se destinam. Dessa forma, os objetivos da ventilação são: a) Ventilação para manutenção do conforto térmico • Restabelecer as condições atmosféricas num ambiente alterado pela presença do homem. • Refrigerar o ambiente no verão. Aquecer o ambiente no inverno. b) Ventilação para manutenção da saúde e segurança do homem • Reduzir concentrações no ar de gases vapores, Aerodispersoides em geral, nocivos ao homem, até que baixe a níveis compatíveis com a saúde. • Manter concentrações de gases, vapores e poeiras inflamáveis ou explosivos fora das faixas de inflamabilidade ou de explosividade. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 20 c) Ventilação para conservação de materiais e equipamentos (por imposição tecnológica) • Reduzir aquecimento de motores elétricos, máquinas, etc. • Isolar cabines elétricas, não permitindo entrada de vapores, gases ou poeiras inflamáveis, com a finalidade de se evitar explosão, por meio de faíscas elétricas. Manter produtos industriais em armazéns ventilados, com o fim de se evitar deterioração. 4.4. Tipos de ventilação Os tipos de ventilação, empregados para qualquer finalidade, são assim classificados: a) Ventilação natural. b) Ventilação geral c) Ventilação geral para conforto térmico. d) Ventilação geral diluídora e) Ventilação local exaustora (Sistema) a) Ventilação natural – é o movimento do ar em um ambiente provocado pelas correntes de ventos externos e que podem ser controlados através de portas e janelas. Infiltração é o movimento do ar não controlado, de fora para dentro e de dentro para fora de um ambiente, através de frestas de janelas e portas, de paredes, pisos e forros, e por outras aberturas existentes. Figura 1. Exemplo de circulação de ar num ambiente. b) Fluxo de ar provocado pela diferença de temperatura interna e externa. O interior da edificação possui uma temperatura inferior e com isso produz-se uma pressão interna negativa e o ar externo entra pelas partes baixas e aberturas e produz uma pressão positiva e o fluxo de ar sai nas partes superiores. W W W . f o r t e c . e d u . b r Ti – Temperatura interna Te – Temperatura externa 4.5. Ventilação geral 4.5.1. Considerações gerais A ventilação geral é um dos métodos disponíveis para controle de um ambiente ocupacional. Consiste em movimentar o ar num ambiente através de ventiladores; também chamada ventilação mecânica. Um ventilador pode insuflar ar num ambiente, tomando ar externo, ou exaurir ar desse mesmo ambiente para o exterior. Quando um ventilador funciona no sentido de exaurir ar de um ambiente e comumente chamado de exaustor. Num ambiente, a pressão atmosférica uma pequena variação da pressão (considerada desprezível).Dessa forma, a insuflação é chamada de pressão positiva e a exaustão de pressão negativa. A ventilação geral pode ser fornecida pelos seguintes métodos: - insuflação mecânica e exaustão natural; - insuflação natural e exaustão mecânica; - insuflação e exaustão mecânica. A insuflação mecânica, ventilando ar externo num ambiente, nem sempre é recomendável, uma vez que o ar externo pode estar contaminado de com temperatura e umidade relativa inadequadas. Definições: Vazão: Q É o volume de ar que se unidade de tempo, sendo v o volume medido em: HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Temperatura interna ra externa Ventilação geral Considerações gerais A ventilação geral é um dos métodos disponíveis para controle de um ambiente ocupacional. Consiste em movimentar o ar num ambiente através de ventiladores; também chamada ventilação mecânica. Um ventilador pode insuflar ar num ambiente, tomando ar externo, ou exaurir ar desse mesmo ambiente para o exterior. Quando um ventilador funciona no sentido de exaurir ar de um ambiente e comumente chamado de exaustor. Num ambiente, a pressão atmosférica comum, a insuflação e a exaustão provocam uma pequena variação da pressão (considerada desprezível).Dessa forma, a insuflação é chamada de pressão positiva e a exaustão de pressão negativa. A ventilação geral pode ser fornecida pelos seguintes métodos: insuflação mecânica e exaustão natural; insuflação natural e exaustão mecânica; insuflação e exaustão mecânica. A insuflação mecânica, ventilando ar externo num ambiente, nem sempre é recomendável, uma vez que o ar externo pode estar contaminado de impurezas, ou ainda, com temperatura e umidade relativa inadequadas. volume de ar que se desloca em um ambiente ou em o volume medido em: Página 21 A ventilação geral é um dos métodos disponíveis para controle de um ambiente ocupacional. Consiste em movimentar o ar num ambiente através de ventiladores; Um ventilador pode insuflar ar num ambiente, tomando ar externo, ou exaurir ar desse mesmo ambiente para o exterior. Quando um ventilador funciona no sentido de comum, a insuflação e a exaustão provocam uma pequena variação da pressão (considerada desprezível).Dessa forma, a insuflação é A ventilação geral pode ser fornecida pelos seguintes métodos: A insuflação mecânica, ventilando ar externo num ambiente, nem sempre é impurezas, ou ainda, em uma tubulação, na HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 22 Q = V T V o volume medido em m³ (metros cúbicos) ou Ft³ ( pés cúbicos) T o tempo medido em: h (hora) ou min. (minutos) Dessa forma, a vazão de ar será medida nas unidades: m³/h (metros cúbicos por hora) Velocidade: V É a distância percorrida pelo ar em relação a um ponto material na unidade de tempo. V = d t d a distância medida em: m (metros) ou Ft ( pés ), t o tempo medido em: s (segundos) ou min (minutos). Dessa forma, as unidades de velocidade de ar serão: m/s (metros por segundo) ou Ft/min o (pés por minuto) também escrita sob a forma FPN (feet per minute) Taxa de renovação de ar: T Entende-se por taxa de renovação ou numero de trocas de ar em um ambiente, o numero de vezes que o volume de ar desse ambiente é trocado na unidade de tempo. T = QV Q - vazão V - volume 4.5.2. Ventilação geral para conforto térmico – é destinada a garantir condições de conforto no ambiente laboral, a fim de permitir às pessoas um ambiente agradável. Aqui nós falamos em controle de calor, frio e odores desagradáveis. 4.5.3. Renovação do ardo ambiente – é a entrada contínua de ar em um ambiente, de modo que o ar se renove o número de vezes necessário, de acordo com os contaminantes que podem estar presentes, em função das atividades desenvolvidas nesse ambiente. 4.5.4. VENTILAÇÃO GERAL DILUIDORA - A ventilação geral diluidora é um método de insuflar ar em um ambiente ocupacional, a fim de exaurir o ar desse ambiente, para promover uma redução na concentração de poluentes nocivos. Nessa situação, o ambiente já está contaminado. W W W . f o r t e c . e d u . b r HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 23 W W W . f o r t e c . e d u . b r 4.5.5. Ventilação Local Exaustora objetivo principal captar os poluentes de uma fonte (gases, vapores ou poeiras tóxicas) antes que os mesmos se dispersem no ar atinjam a zona de respiração do trabalhador. A ventilação de operações, processos e equipamentos, dos quais emanam poluentes para o ambiente, é uma importante medida de controle de riscos. Nessa condição, o agente contaminante não está disperso no ambiente. 4.5.6. Princípio da Exaustão projetado dentro dos princípios de engenharia, ou seja, de maneira a se obter maior eficiência com menor custo possível. O enclausuramento de operações ou processos, direção do fluxo de ar e outros fatores exaustão dos poluentes. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Ventilação Local Exaustora - A ventilação local exaustora tem como objetivo principal captar os poluentes de uma fonte (gases, vapores ou poeiras tóxicas) antes que os mesmos se dispersem no ar,no ambiente de trabalho, ou seja, antes que de respiração do trabalhador. A ventilação de operações, processos e equipamentos, dos quais emanam poluentes para o ambiente, é uma importante medida Nessa condição, o agente contaminante não está disperso no o da Exaustão - Um sistema de ventilação local exaustora deve ser projetado dentro dos princípios de engenharia, ou seja, de maneira a se obter maior eficiência com menor custo possível. O enclausuramento de operações ou processos, e outros fatores são condições básicas para uma boa captação e Página 24 A ventilação local exaustora tem como objetivo principal captar os poluentes de uma fonte (gases, vapores ou poeiras tóxicas) o ambiente de trabalho, ou seja, antes que de respiração do trabalhador. A ventilação de operações, processos e equipamentos, dos quais emanam poluentes para o ambiente, é uma importante medida Nessa condição, o agente contaminante não está disperso no Um sistema de ventilação local exaustora deve ser projetado dentro dos princípios de engenharia, ou seja, de maneira a se obter maior eficiência com menor custo possível. O enclausuramento de operações ou processos, a são condições básicas para uma boa captação e W W W . f o r t e c . e d u . b r ENCLAUSURAMENTO maior o enclausuramento, menor será a quantidade de ar requerida pela exaustão. DIREÇÃO DO FLUXO DE AR atinja a zona de respiração do trabalhador. 4.5.7. Determinação de exaustores ambientais necessidade de exaustores, em um ambiente de trabalho, a partir das características cada atividade, número de pessoas envolvidas e o tipo de risco gerado. O cálculo considera as dimensões do ambiente: • Comprimento • Largura • Altura • Trocas necessárias em função dos riscos HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r ENCLAUSURAMENTO – Enclausure a operação tanto quanto possível. Quanto maior o enclausuramento, menor será a quantidade de ar requerida pela exaustão. FLUXO DE AR – Localize o captor de maneira que o contaminante não atinja a zona de respiração do trabalhador. Determinação de exaustores ambientais – estabelecimento da necessidade de exaustores, em um ambiente de trabalho, a partir das características cada atividade, número de pessoas envolvidas e o tipo de risco gerado. O cálculo considera as dimensões do ambiente: Trocas necessárias em função dos riscos Página 25 Enclausure a operação tanto quanto possível. Quanto maior o enclausuramento, menor será a quantidade de ar requerida pela exaustão. Localize o captor de maneira que o contaminante não estabelecimento da necessidade de exaustores, em um ambiente de trabalho, a partir das características de cada atividade, número de pessoas envolvidas e o tipo de risco gerado. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 26 A partir desses dados, busca-se no mercado o equipamento que melhor se adapte a necessidade de cada local. Cálculo do Volume do ar = LxCxPD=m³ L – largura / C – Comprimento / PD – Pé direito (altura) Vol. do arco = AaxLxC = m³ Aa – altura do arco / L – largura do arco / C – comprimento do arco Vol. do arco = AtxLxC = m³ At – altura da tesoura / L – largira da tesoura / C – comprimento da tesoura Vazão total = V x Trocas de ar (ABNT – NB 10) 4.6. Tabela Normalizada ABNT (NB10) Escritório, fábrica, loja, sala 10 a 15 ar/h Cabine de pintura 50 a 60 ar/h Armazém, depósitos, silos 10 a 15 ar/h Cozinha, restaurante 20 a 30 ar/h Fundição, lavanderia 20 a 30 ar/h Garagem, sala de clube, igrejas 12 a 18 ar/h Oficinas 15 a 20 ar/h Cálculo do n° de exaustores: Vazão total = Volume x troca de ar / capacidade de exaustão (m3) Exemplo: Em uma fábrica existe um armazém de produtos perigosos que precisa melhorar a circulação de ar, para garantir situação de conforto e saúde dos trabalhadores. Deverão HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 27 ser instalados exaustores eólicos. Calcular o número de necessário. As dimensões do armazém são: Comprimento: 50 m Largura: 27 m Pé direito: 9 m Arco: Altura: 1,50 m Comprimento: 50 m Largura: 27 m Armazém: C x L x PD = 50 x 27 x 9 = 12.150 m3 Tesoura: C x L x A = 50 x 27 x 1,50 = 2.025 m3 Volume total = 12.150 + 2.025 = 14.175 m3 Vazão total = V x Trocas de ar x troca de ar Vazão total = 14.175m3 x 15/h (trocas) = 212.625 m3/h Cálculo do n° exaustores; Vazão total = Vx Trocas de ar/ capacidade do exaustor 212.625m3/h / 4.000m3/h = 54 exasutores HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 28 Exercícios 1. Calcule a vazão de ar de um ambiente cujas dimensões são: comprimento = 20m; largura = 10m e altura = 7m. 2. Em um armazém de carga geral há necessidade de melhorar o fluxo de ar, com trocas freqüentes do volume de ar, em virtude dos produtos lá deixados. Calcule o número de exaustores necessários, a fim de atender a demanda de ar necessária, de acordo com a NB 10 – “Trocas de ar”. Faça o cálculo para exaustores eólicos (4.000m3/h). As dimensões do armazém são: Comprimento = 65m Largura = 22m Altura = 12m 3. Em uma fábrica existe um armazém de produtos perigosos que precisa melhorar a circulação de ar, para garantir situação de conforto e saúde dos trabalhadores. Deverão ser instalados exaustores eólicos. Calcular o número de necessário. As dimensões do armazém são: Comprimento: 65 m Largura: 22 m Pé direito: 10 m Arco: Altura: 2 m Comprimento:65 m Largura: 22 m HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 29 5. Agentes Químicos 5.1. Contaminantes Químicos É toda substância orgânica ou inorgânica, natural ou sintética, que durante a fabricação, manuseio, transporte, armazenamento ou uso pode incorporar-se ao ar e causar danos à saúde dos trabalhadores expostos. Fundación MAPFRE Fazem parte destes contaminantes agentes químicos, aerodispersóides (poeiras, vapores, gases, névoa, neblina, líquidos,), fumos metálicos, compostos químicos. Limite de Tolerância – Valor Máximo - Média Ponderada no Tempo (TLV-TWA) As concentrações dos contaminantes nos locais de trabalho podem oscilar acima e abaixo do LT; no entanto essas oscilações não podem ultrapassar indefinidamente o LT. Devem respeitar o VM (valor máximo) que não pode ser ultrapassado. Este VM é obtido através da aplicação de um FD (fator de desvio), conforme fórmula a seguir: A avaliação das concentrações dos agentes químicos através de métodos de amostragem instantânea, de leitura direta ou não, deverá ser feita pelo menos em 10 (dez) amostragens, para cada ponto - ao nível respiratório do trabalhador. Entre cada uma das amostragens deverá haver um intervalo de, no mínimo, 20 (vinte) minutos. Cada uma das concentrações obtidas nas referidas amostragens não deverá ultrapassar os valores obtidos na equação que segue, sob pena de ser considerada situação de risco grave e iminente. O limite de tolerância será considerado excedido quando a média aritmética das concentrações ultrapassarem os valores fixados no Quadro n° 1. Para os agentes químicos que tenham "VALOR TETO" assinalados no Quadro n° 1 (Tabela de Limites de Tolerância) considerar-se-á excedido o limite de tolerância, quando qualquer uma das concentrações obtidas nas amostragens ultrapassarem os valores fixados no mesmo quadro. VM=LT.FD HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 30 Onde: LT= limite de tolerância FD= fator de desvio, que depende da grandeza (ppm ou mg/m3 ) do LT, de acordo com a tabela abaixo: LT FD (ppm ou mg/m3) 0 a 1 3 1 a 10 2 10 a 100 1,5 100 a 1000 1,25 Acima de 1000 1,1 OBS: este valor deverá ser compensado por valores inferiores ao LT durante outros períodos da jornada de trabalho, afim de que a média das concentrações ao final da jornada de trabalho (diária ou semanal) seja igual ou inferior ao LT. Mas o Valor Máximo também não poderá ser ultrapassado, em nenhuma das amostras obtidas, sob pena de caracterização de situação de risco grave e iminente, passível de interrupção da atividade. Lembrar que o VM então passa a ser referido como “Valor Teto”. Por exemplo, a amônia, que tem LT = 20 ppm, terá fator de desvio = 1,5 (conforme tabela acima) e terá como valor máximo permissível 30 ppm (valor máximo = LT X FD = 20 ppm X 1,5), sendo que este valor deverá ser compensado por valores inferiores ao LT durante a jornada de trabalho (diária ou semanal) seja igual ou inferior a 20 ppm. Exemplo de uma situação detectada em campo: Ao medir a concentração de amônia (LT = 20 ppm) num local de trabalho, verificou-se que o trabalhador fica exposto 3 horas a 10 ppm e 5 horas a 25 ppm. Pergunta-se: o LT foi ultrapassado? Concentração Média: 3x10 + 5x25 = 19,3 ppm 8 HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 31 Portanto, inferior a 20 ppm, limite fixado no Quadro 1 do Anexo 11 da NR 15 e também inferior a 30 ppm (valor máximo permissível, ou seja, valor máximo = LT x FD = 20 ppm x 1,5). Nem o LT foi ultrapassado, nem o valor máximo, que se obtém pela aplicação do fator de desvio. 5.2. 5.2. VALOR TETO É o valor que não pode ser ultrapassado em momento algum. Por ser uma substância tóxica de efeito extremamente rápido sobre o organismo. Neste caso não aplicamos o FD, sendo o LT o próprio VT. Em nossa legislação, NR 15, anexo 11, a coluna “valor teto” é assinalada com um asterisco. OBS: é importante ressaltar que o tempo de exposição considerado na adoção destes limites foi de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. Sempre que as jornadas de trabalho forem superiores, estes limites deverão ser reduzidos pela autoridade competente do Ministério do Trabalho. Podemos também, adotar os estudos realizados por Brief & Scala, que propõe que a redução seja feita pelas fórmulas: LT (h) = LT (40hs) x F.R F.R. = (40h)/h x ((168 – h)/ 128) Sendo: 40 – jornada semanal padrão (USA) h – jornada semanal real (BRASIL) 168 – número de horas da semana 128 – número de horas da semana menos a jornada semanal padrão (40h) Exemplo de cálculo para 48 horas/semanais FR = 40/48 x 168-48/128 FR = 0,78 Exemplo de cálculo para 44 horas/semanais FR = 40/44 x 168-44/128 FR = 0,88 HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 32 Outros limites - TLV-STEL A ACGIH adota outros limites, como o TLV-STEL, um limite de tolerância para exposição à agente químico por curta duração. Ele atua como complementar ao TLV- TWA, já citado anteriormente (item B.1), quando se sabe que o agente químico sob estudo pode resultar em reações agudas no trabalhador. É por isso que o TLV-STEL é uma avaliação de média ponderada pelo tempo de 15 minutos e que não pode ser ultrapassado em nenhum momento da jornada de trabalho, mesmo que a concentração de média ponderada para uma jornada de oito horas esteja dentro do limite estabelecido pelo TLV-TWA. Anexo 11 da NR 15 O Anexo 11 da NR 15 define também as condições de risco grave e iminente, sempre que os valores máximos sejam ultrapassados, o que permite à DRT interditar o local de trabalho (pelo conteúdo da NR 03). Analisando as substâncias constantes na tabela de limites de tolerância, verifica-se que elas podem ser assim agrupadas: GRUPO I - Substâncias de ação generalizada sobre o organismo Os efeitos dependem da quantidade absorvida da substância. Neste caso, os limites podem ser excedidos, desde que não ultrapassem o valor máximo e sejam compensados por concentrações inferiores dentro da jornada de trabalho, a fim de garantir que a média ponderada das concentrações se situe no LT estipulado ou abaixo dele. Esta jornada de trabalho, para fins de compensação, tanto pode ser a de um dia como de uma semana. Neste grupo situa-se a maioria das substâncias listadas. Os limites aplicados a elas são os Limites de Tolerância - Média Ponderada, que na Tabela constante do Anexo 11 não tem nenhuma coluna assinalada. Veja o exemplo na Tabela a seguir: Agentes Químicos Valor Teto Absorção também p/pele Até 48 hs/semana Grau de Insalubridade ppm * mg/m3 ** Amônia 20 14 Médio Chumbo ---- 0,1 Máximo Dióxido de Carbono 3900 7020 Mínimo Monóxido de Carbono 39 43 Máximo Tricloroetileno 78 420 Máximo * ppm - parte de contaminantes por milhões de partes de ar contaminado, em volume. ** mg/m3 - miligramas de contaminantes por metro cúbico de ar contaminado. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 33 GRUPO II - Substâncias de ação generalizada sobre o organismo, podendo ser absorvidas também por via cutânea Como os limites de tolerância foram fixados para absorção apenas por via respiratória, e estas substâncias podem ser absorvidas também pela pele intacta, membranas, mucosas ou olhos, devemos tomar medidas adequadas de proteção, para evitar absorção por via cutânea, a fim de que o L.T. não seja ultrapassado.Tais substâncias possuem assinalada a coluna absorção também pela pele, na Tabela de Limites de Tolerância. Elas, como as substâncias do grupo anterior, possuem limites de tolerância - média ponderada. Exemplos: Agentes Químicos Valor Teto Absorção também p/pele Até 48 hs/semana Grau de Insalubridade ppm mg/m3 Anilina + 4 15 Máximo Fenol + 4 15 Máximo Tolueno + 78 290 Médio GRUPO III - Substâncias de efeito extremamente rápido Em contraposição aos grupos I e II, as substâncias deste grupo, por causa de sua ação imediata, não podem ter seu L.T. excedido em momento algum, devendo este ser considerado como valor máximo. Tais substâncias têm assinalada a coluna “Valor Teto”, na tabela de Limites de Tolerância. Neste grupo, devido ao L.T. ser considerado VALOR TETO, não pode ser aplicado o fator de desvio, sendo o valor máximo igual ao limite de tolerância fixado na tabela. Exemplos: Agentes Químicos Valor Teto Absorção também p/pele Até 48 hs/semana Grau de Insalubridade ppm mg/m3 Ácido Clorídrico + 4 5,5 Máximo Cloreto de Vinila + 156 398 Máximo Dióxido de Nitrogênio + 4 7 Máximo Formaldeído + 1,6 2,3 Máximo HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 34 GRUPO IV - Substâncias de efeito extremamente rápido e que podem ser absorvidas por via cutânea – absorção pela pele As substâncias deste grupo, além de não poderem ter o seu L.T. excedido em momento algum devido ao seu efeito imediato sobre o organismo, também requerem que medidas de proteção sejam tomadas, a fim de evitar a absorção por via cutânea, o que invalidaria o L.T. adotado. Neste caso, também não é aplicável o fator de desvio, sendo o valor máximo igual ao limite de tolerância fixado na tabela. Pertencem a este grupo somente estas 4 substâncias, que tem assinaladas tanto a coluna de “Valor Teto” como a coluna “Absorção também pela pele” na tabela de Limites de Tolerância. Vejamos: Agentes Químicos Valor Teto Absorção também p/pele Até 48 hs/semana Grau de Insalubridade ppm mg/m 3 Álcool n-butílico + + 40 115 Máximo n-butilamina + + 4 12 Máximo Monometil- hidrazina + + 0,16 0,27 Máximo Sulfato de dimetila + + 0,08 0,4 Máximo 5.3. GRUPO V - Asfixiantes Simples Fazem parte deste grupo alguns gases e vapores que, em altas concentrações no ar, atuam como asfixiantes simples, isto é, deslocam o oxigênio do ar. Para as substâncias deste grupo, não é possível a adoção de um L.T., pois, o fator limitante é o oxigênio disponível. Portanto, para estas substâncias, o que deve prevalecer é a quantidade de oxigênio existente no ambiente, sendo que 18% é a menor concentração admissível para uma perfeita oxigenação dos tecidos. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 35 As substâncias que estão listadas na tabela Limitem de Tolerância como asfixiantes simples são: Agentes Químicos Valor Teto Absorção também p/pele Até 48 hs/semana Grau de Insalubridade ppm mg/m3 Acetileno Asfixiante Simples Argônio Asfixiante Simples Etano Asfixiante Simples Etileno Asfixiante Simples Hélio Asfixiante Simples Hidrogênio Asfixiante Simples Neônio Asfixiante Simples n-Propano Asfixiante Simples Propileno Asfixiante Simples NOTA: Os asfixiantes químicos, por outro lado, através de uma ação química, impedem o transporte do oxigênio pelo sangue ou impedem a oxigenação normal dos tecidos, mesmo que o sangue esteja bem oxigenado. Exemplos de asfixiantes químicos: monóxido de carbono, que combina com a hemoglobina; cianogênio, cianeto de hidrogênio e nitrilas, que inibem a oxidação do tecido pela combinação com catalisadores celulares; anilina, metilanilina, dimetilinalina e toluidina, que formam metaemoglobina; nitrobenzeno, que forma metaemoglobina, baixa a pressão sanguínea, disturba e, finalmente, faz cessar a respiração; e sulfeto de hidrogênio, que causa paralisia respiratória. Atmosferas IPVS Uma atmosfera é IPVS – Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde quando: a) Apresenta concentração do contaminante acima do nível IPVS (cada agente químico possui um IPVS – publicado pela NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health); b) Apresenta concentração inferior a 19,5% de oxigênio, obrigando a usar um EPR de adução de ar; c) Apresenta concentração inferior a 12,5% de oxigênio, obrigando a usar um EPR de adução de ar específico; d) Altitudes acima de 4.240 metros (teor de oxigênio é fraco). W W W . f o r t e c . e d u . b r Quando a atmosfera é IPVS, os respiradores a serem adotados são - Máscara autônoma de demanda com pressão positiva; - Respirador com linha de ar comprimido com pressão positiva, combinado com cilindro auxiliar p/ fuga, ambo 5.4. Linha de ar comprimido e cilindro auxiliar. ADUÇÃO DE AR POR LINHA HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Quando a atmosfera é IPVS, os respiradores a serem adotados são Máscara autônoma de demanda com pressão positiva; Respirador com linha de ar comprimido com pressão positiva, combinado com cilindro auxiliar p/ fuga, ambos com peça facial inteira. Linha de ar comprimido e cilindro auxiliar. ADUÇÃO DE AR POR LINHA Página 36 Quando a atmosfera é IPVS, os respiradores a serem adotados são: Respirador com linha de ar comprimido com pressão positiva, combinado com Linha de ar comprimido e cilindro auxiliar. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 37 Exercícios 1 - Ao avaliarmos a concentração de amônia (LT = 20ppm) num local de trabalho, verificamos que o trabalhador fica exposto 3 horas a 10ppm e 5 horas a 25ppm. O limite de tolerância foi ultrapassado? a) Concentração média = 10ppm x 3 + 25ppm x 5 = 19,3 ppm (inferior a 20ppm – fixado pela tabela). 8 b) F.D. = 1.5 VM - Valor Máximo = LT x FD = 20ppm x 1,5 = 30ppm A maior concentração obtida é de 25ppm, inferior ao valor máximo. Logo: nem o LT fixado, nem o VM foram ultrapassados, podemos afirmar que o LT foi respeitado. 2 – Ao avaliarmos a concentração de álcool metílico (LT = 156 ppm, contaminação através da Pele) através de amostragem instantânea, obtivemos os seguintes resultados: Nº de amostra Concentração obtida 1 170 2 200 3 145 4 100 5 90 6 95 7 105 8 115 9 85 10 130 Pergunta: O LT foi excedido? a) Concentração média: 170+200+145+100+90+95+105+115+85+130 = 123,5 ppm 10 Inferior ao LT fixado na tabela, que é de 156 ppm. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 38 b) VM – Valor Máximo = LT x FD = 156ppm x 1,25 = 195 ppm A maior concentração obtida foi de 200ppm, maior que o VM fixado na tabela. Assim sendo, o VM foi excedido em uma das amostragens e, apesar das exposições seguintes compensarem o limite excedido nesta amostragem, há riscos aos trabalhadores, sendo considerado que o LT foi excedido. 3 – Ao avaliarmos a concentração de CO2 - Asfixiante Simples, encontramos os seguintes valores: Nº de amostra Concentração obtida 1 4000 2 4000 3 4000 4 4000 5 4000 6 4000 7 4000 8 4000 9 4000 10 4000 O LT foiexcedido? Não interessa o se o LT foi excedido, pois se trata de asfixiante simples, que expulsa O2 do ambiente. Assim sendo tenho que garantir que o nível de concentração do O2 esteja acima de 18%. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 39 Exercícios 1 – Ao avaliarmos a concentração de chumbo (LT = 0,1ppm) no ambiente encontramos os seguintes resultados: Nº de amostra Concentração obtida 1 0,5 2 0,5 3 1,0 4 1,0 5 1,0 6 1,0 7 0,5 8 0,5 9 1,0 10 1,0 O LT foi excedido? 2 – Ao avaliarmos a concentração de ácido cianídrico (LT = 4ppm – valor teto), obtivemos as seguintes concentrações: O LT foi excedido? Nº de amostra Concentração obtida 1 2 2 3 3 4 4 3 5 4 6 3 7 4 8 4 9 4 10 4 3 – Ao avaliarmos a concentração de formaldeído (LT = 1,6ppm – valor teto), obtivemos as seguintes concentrações: HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 40 Nº de amostra Concentração obtida - O LT foi excedido? 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 2 7 1 8 1 9 1 10 1 4 – Determinar se as amostragens abaixo caracterizam a atividade como insalubre: N° de amostras Concentração obtida 1 7,8 2 4,0 3 5,2 4 6,0 5 6,0 6 5,4 7 8,9 8 10,1 9 9,2 10 6,0 Acido acético = LT 8 ppm / 20 mg/m3 5 – Determinar se o LT foi excedido, conforme as amostragens abaixo: N° de amostras Concentração obtida 1 170 2 200 3 180 4 100 5 90 HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 41 6 95 7 115 8 89 9 198 10 98 Álcool metílico = 156 ppm / 200 mg/m3 6 – Determinar se há condição de risco grave e iminente: N° de amostras Concentração obtida 1 40 2 40 3 39 4 39 5 42 6 40 7 39 8 39 9 38 10 40 HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 42 5.5. Poeiras Poeiras (Aerodispersóides Sólidos): Material particulado (sólido) presente em atividades de minerações, construção civil, madeireiras, fábricas de cimento, vidro, moinhos, indústrias farmacêuticas, alimentícias, etc. As partículas sólidas se depositam nos pulmões e pode reduzir significativamente a capacidade respiratória. Neste grupo encontramos apenas três substâncias com limites fixados através do Anexo 12 - “Limites de Tolerância para Poeiras Minerais”, da NR-15. São elas: Asbestos,cujo limite de tolerância é de 2 fibras respiráveis por centímetro cúbico (2 f /cm3). Este limite é definido apenas para o asbesto crisotila, pois o do tipo anfibólio está proibido no Brasil desde 1991. Sílica Livre Cristalizada, que tem três limites de tolerâncias fixados, de acordo com o método utilizado para a avaliação: por milhões de partículas por decímetro cúbico (mppdc), por miligramas por metro cúbico (mg/m3) e por “poeira total” (massa total de partículas coletadas num amostrador), que também é por miligramas por metro cúbico (mg/m3). Sílica livre cristalizada 1. O limite de tolerância, expresso em milhões de partículas por decímetro cúbico, é dado pelaseguinte fórmula: 8,5 L.T. = -———————— mppdc (milhões de partículas por decímetro cúbico) % quartzo + 10 Esta fórmula é válida para amostras tomadas com impactador (impinger) no nível da zona respiratória e contada pela técnica de campo claro. A percentagem de quartzo é a quantidade determinada através de amostras em suspensão aérea. 2. O limite de tolerância para poeira respirável, expresso em mg/m3, é dado pela seguinte fórmula: 8 L.T.=———————mg/m3 % quartzo + 2 HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 43 3. Tanto a concentração como a percentagem do quartzo, para a aplicação deste limite, devem ser determinadas a partir da porção que passa por um seletor com as características do Quadro n° 1. O limite de tolerância para poeira total (respirável e não - respirável), expresso em mg/m3, é dadopela seguinte fórmula: 24 L.T.=————————mg/m3 % quartzo + 3 Sempre será entendido que "quartzo" significa sílica livre cristalizada. Manganês, que tem dois limites de tolerância fixados, de acordo com o processo de trabalho envolvido: - 5 mg/m3 para jornada de trabalho de 8 horas/dia: extração, tratamento, moagem, transporte do minério, ou outras operações com exposição às poeiras do manganês ou de seus compostos; - 1 mg/m3 para jornada de trabalho de 8 horas/dia: metalurgia de metais contendo manganês, fabricação de compostos de manganês, fabricação de pilhas e baterias, vidros especiais e cerâmicas, tintas e fertilizantes, todos à base de manganês. 5.1.1.a - Efeitos Sobre o Organismo Humano A exposição a POEIRAS (Material Particulado) nos ambientes de trabalho pode gerar uma doença conhecida como PNEUMOCONIOSE que a deposição das partículas nos alvéolos pulmonares, comprometendo a capacidade respiratória do indivíduo. O local de deposição das partículas no sistema respiratório humano depende diretamente do tamanho das partículas: W W W . f o r t e c . e d u . b r Inaláveis: partículas possuem pulmões); Torácicas: partículas possuem tamanho igual a 10 µm (as menores do que 10 µm passam para os brônquios); Respiráveis: partículas possuem tamanho igual a 4 µm, ou menor (chegam até os alvéolos). Ramos de atividade onde pode ocorrer exposição ocupacional a cristalina: Fonte: IARC, 1997. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r : partículas possuem tamanho igual a 100 µm (não passam para os : partículas possuem tamanho igual a 10 µm (as menores do que 10 µm : partículas possuem tamanho igual a 4 µm, ou menor (chegam até os Ramos de atividade onde pode ocorrer exposição ocupacional a Página 44 tamanho igual a 100 µm (não passam para os : partículas possuem tamanho igual a 10 µm (as menores do que 10 µm : partículas possuem tamanho igual a 4 µm, ou menor (chegam até os Ramos de atividade onde pode ocorrer exposição ocupacional a sílica livre HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 45 Indústria/atividade Operação/tarefa Fonte do material Agricultura Aragem, colheita, uso de máquinas Solo Mineração e operações relacionadas ao beneficiamento do minério A maioria das ocupações (em baixo da terra, superficial, moinho) e minas (metal, não metal, carvão) Minérios e rochas associadas Lavra/extração e operações relacionadas com o beneficiamento do minério Processo de trituração de pedra, areia e pedregulho, corte de pedra, abrasivo para jateamento, trabalho com ardósia, calcinação da diatomita Arenito, granito, pedra, areia, pedregulho, ardósia, terras diatomáceas, pedra. Construção Abrasivos para jateamento de estrutura, edifícios.Construção de alto estrada e túneis.Escavação e movimentação de terra.Alvenaria, trabalho com concreto, demolição. Areia e concreto.Rocha Solo e rocha Concreto, argamassa e reboque. Vidro incluindo fibra de vidro Vidro incluindo fibra de vidro Areia, quartzo moído Material refratário. Cimento Processamento da matéria prima Argila, areia, pedra calcaria, terras diatomáceas. AbrasivosProdução de carbeto de silício. Fabricação de Produtos Abrasivos Areia, tripoli e arenito Cerâmicas, incluindo tijolos, telha, porcelana sanitária, porcelana, olaria, refratários, esmaltes vitrificados. Misturas, moldagem, Cobertura vifriticada ou esmaltada, acabamento. Argila, pedra, areia "Shale"Quartzito, terras diatomáceas. Fabricação de ferro e aço Fabricação (manipulação) de refratários e reparos em fornos Material refratário Silício e ferro-silício Manuseio de matérias primas Areia Fundições (ferrosos e não ferrosos) Fundição da peça, choques para retirada da peça do molde.Limpeza da peça que encontra-se com areia aderida na superfície. Uso de abrasivo. Operações de alisamento/aplainamento.Instalação e reparo de fornos. Areia Material refratário. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 46 Produtos de metal, incluindo metal estrutural, maquinaria, equipamento de transporte. Abrasivo para jateamento Areia Construção civil e manutenções (reparos) Abrasivo para jateamento Areia Borrachas e plásticos Manuseio de matéria prima Funis alimentadores (tripoli, terras diatomáceas) Tintas Manuseio de matéria prima Funis alimentadores (tripoli, terras diatomáceas, sílica flour) Sabões e cosméticos Sabões abrasivos, pós para arear Sílica flour Asfalto e papelão alcatroado Aplicação como enchimento e granulado Areia e agregado, terra diatomáceas. Substâncias químicas para a agricultura Trituração e manuseio de matérias primas. Minérios e rochas fosfáticas Joalheria Corte, esmerilhar, polimento, lustrar Gemas semi-preciosas ou pedras, abrasivos Material dental Areia abrasiva, polimento Areia, abrasivos Reparos de automóveis Abrasivo para jateamento Areia Escamação de "boiler" "Boiler" com queima de carvão Cinza e concreções. W W W . f o r t e c . e d u . b r 5.1.1.b – Técnica para Medição de Particulado Instrumentação � Bomba de amostragem pessoal Bomba com fluxo de ar entre 5 e 5000 ml/min, variação de fluxo não superior a 5%, portátil, com fonte de energia independente e intrinsecamente (operação em áreas classificadas). Norma Técnica NHT – 02 A/E – Aerodispersóides. NHO 03 - Método de Ensaio Aerodispersóides Sólidos Coletados Sobre Filtros e Membrana HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Técnica para Medição de Particulado Bomba de amostragem pessoal fluxo de ar entre 5 e 5000 variação de fluxo não superior a fonte de energia independente e intrinsecamente segura (operação em áreas classificadas). Calibrador de Vazão Equipamento de ajuste de vazão das bombas pelo método de bolha de sabão. � Cassetes Amostradores Cassetes cilíndricos de plástico com dois ou três anéis, onde são instalados filtros amostradores para a deposição de contaminantes químicos. São utilizados ainda sob os filtros, suportes de papel. Norma para Avaliação de Exposição Ocupacionala Método de Ensaio - Análise Gravimétrica de Aerodispersóides Sólidos Coletados Sobre Filtros e Membrana Página 47 Equipamento de ajuste de vazão das bombas pelo método de bolha de Cassetes Amostradores Cassetes cilíndricos de plástico com dois ou três anéis, onde são instalados ra a deposição de contaminantes químicos. São utilizados ainda sob os filtros, suportes Norma para Avaliação de Exposição Ocupacionala HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 48 Parâmetros de Amostragem definidos pela Norma Técnica: � Vazão da Bomba => 1,5 l/min � Material do Filtro => PVC � Especificações do Filtro => diâmetro 37 mm e porosidade 0,5 microns CÁLCULOS DE CONCENTRAÇÃO Poeira Total x Poeira Respirável Fração respirável é aquela que apresenta tamanho inferior a10 micras, possuindo mais facilidade de atingir os alvéolos pulmonares. de um equipamento chamado Ciclone, que faz aseparação da fração não desejável. C = M / V onde: � C - concentração do contaminante químico (mg/m3) � M - massa de particulado (mg) - análise do Lab. � V - volume de ar amostrado (m3) V = Q x t onde: � Q - vazão média da bomba (l/min) � t - tempo de amostragem (min) � V - volume de ar amostrado (l) - 1 litro = 1 dm3 Determinação (gravimétrica) da massa de particulado Mres = Mf - Mi onde: � Mi - massa inicial, antes da amostragem(mg) � Mf - massa final, depois da amostragem(mg) � Mres - massa de amostra (mg) HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 49 Poeira Total x Poeira Respirável Fração respirável é aquela que apresenta tamanho inferior a 10 micras, possuindo mais facilidade de atingir os alvéolos pulmonares. de um equipamento chamado Ciclone, que faz a separação da fração não desejável. 5.1.1.c – Limites de Exposição para Particulados Agente LT – NR TWA – ACGIH Poeira total 8mg/m3 10mg/m3 Poeira respirável 4mg/m3 3mg/m3 Poeira total de sílica 24 / (%quartzo + 3) 0.025mg/m3 Poeira respirável de sílica 8 / (%quartzo + 2) Determinação de percentual de quartzo (sílica livre cristalizada) => solicitado diretamente ao laboratório de análise e utilizado para cálculo do limite de exposição. 5.1.2 - Gases e Vapores: São contaminantes invisíveis presentes no ar que, por serem partículas minúsculas passam pelos pulmões, depositam-se na corrente sanguínea e podem chegar ao cérebro, rins e outros órgãos. Presentes em atividades de pintura, limpeza de peças, transferência de produtos químicos, análises e testes de laboratório. 5.1.2.1 – Gases – são produtos muito instáveis que nas condições normais de temperatura e pressão (atmosfera), o seu estado físico é gasoso, o que os torna muito perigosos, pois nesse estado, eles podem penetrar com facilidade no organismo, tornando-se a forma principal de contaminação. 5.1.2.2 – Vapor – é a condição alterada de um produto sólido ou líquido, que teve a sua temperatura alterada, passando para o estado de vapor (vaporização). Este efeito é conseguido quando um produto sólido ou líquido tem a sua temperatura de fulgor ultrapassada, começando a desprender vapor. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 50 Classificação Fisiológica dos Gases e Vapores: Irritantes: produzem inflamação nos tecidos com que entram em contato direto, tais como pele, conjuntiva ocular e vias respiratórias. Isso ocorre devido principalmente a sua solubilidade. 1. Irritantes primários – agem sobre o organismo produzindo irritação local a.1) Com ação sobre as vias respiratórias superiores – de alta solubilidade na água, agem na garganta e nariz. São os ácidos fortes – Ácido Clorídrico (HCL), Ácido Sulfúrico (H2SO4), os álcalis fortes – Amônia (NH3), Soda Cáustica (NaOH) e Formaldeído. Gases Inflamáveis – tem como característica principal a capacidade de inflamar-se. Gases Inertes – são gases que não oferecem risco de danos a pessoas e animais. Gases Tóxicos – são gases que oferecem risco de intoxicação às pessoas. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 51 a.2) Com ação sobre os brônquios – de moderada solubilidade na água, podem penetrar mais profundamente nas vias respiratórias, produzindo irritação nos brônquios. Anidrido Sulfuroso (SO2), Cloro (Cl2). a.3) Com ação sobre os pulmões – de baixa solubilidade em água, podem alcançar os alvéolos pulmonares, provocandoirritação nestes. Ozona (O3), Gases Nitrosos – principalmente NO2.. Os gases nitrosos reagem com a umidade do pulmão, regenerando o ácido nítrico, produzindo pneumonia química. Está presente nos arcos elétricos de solda, na combustão de nitratos e no uso de explosivos (ácido nítrico). 2. Irritantes Atípicos – possuem ação irritante sobre as vias aéreas superiores. Agem como sinal de advertência ao pessoal exposto, o que faz com que as pessoas se afastem imediatamente do local. Por isso raramente causam alguma irritação pulmonar. Acroleína ou Aldeído Acrílico (gás liberado pelos motores diesel) e Gases Lacrimogênio. 3. Irritantes Secundários – apesar de possuírem efeitos irritantes, tem ação tóxica generalizada sobre o organismo – Gás Sulfídrico (H2S). Anestésicos: também denominados narcóticos, possuem efeito anestésico devido a ação depressiva sobre o Sistema Nervoso Central. Esse efeito ocorre quando há exposição a altas concentrações de curta duração. Em exposições repetidas e longas a baixas concentrações, acarretam intoxicações sistêmicas, ou seja, afetam diversos sistemas do nosso corpo. Entram em nosso corpo através da via respiratória, mas muitas delas podem penetrar através da pele intacta, alcançando a corrente sanguínea. A maioria dos solventes pertencem a esse grupo. a.1) Anestésicos primários – produzem apenas efeitos anestésicos, mesmo com exposições repetida a baixa concentração; os Hidrocabonetos Alifáticos (butano, propano, eteno). a.2) Anestésicos de efeitos sobre as vísceras – podem acarretar danos ao fígado e rins das pessoas expostas. Aqui estão os Hidrocarbonetos Clorados (tetracloreto de carbono, tricloroetileno, percloroetileno). a.3) Anestésicos de ação sobre o sistema formador do sangue – acumulam-se nos tecidos graxos, medula óssea e sistema nervoso. São hidrocarbonetos Aromáticos, como Tolueno, Xileno. O Benzeno em exposições repetidas a baixas concentrações, pode provocar anemia irreversível, podendo chegar até a leucemia. O Xileno e o Tolueno tem efeito anestésico similar, mas possuem efeitos tóxicos consideravelmente menores. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 52 A exposição ao Xileno e Tolueno pode produzir ligeira hipertrofia do fígado e uma anemia discreta. a.4) Anestésicos de ação sobre o sistema nervoso – provocam oxidação dentro do organismo.Pertencem a este grupo os álcóois (metílico, etílico), ésteres de ácidos orgânicos, dissulfeto de carbono. O álcool metílico atua de forma tóxica no nervo ótico. a.5) Anestésicos de ação sobre o sangue e o sistema circulatório – pode originar alterações na hemoglobina do sangue. Pertencem a esse grupo uma série de nitrocompostos orgânicos, tais como o Nitrotolueno, Nitrito de Etila, Nitrobenzeno, Anilina, Toluidina. AVALIAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS A avaliação dos agentes químicos deverá observar os seguintes critérios: 1. Concentração do contaminante no ambiente de trabalho 2. Tempo de exposição 3. Características físico-químicas do contaminante 4. Suscetibilidade pessoal COLETA DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS É muito importante conhecer a concentração dos contaminantes existentes num local de trabalho. Para isto devemos coletar amostras no local, que possibilitem uma análise quantitativa das substâncias existentes. Isso é complexo, pois a quantidade de um contaminante pode variar devido a movimentação do ar, do ciclo de trabalho e dos processos deste, extensão do trabalho, distância do trabalho à fonte, etc. Devido a isto deverá ser estabelecido um plano de amostragem, estabelecendo o que se quer determinar, considerando as diferenças de concentrações do contaminante no ambiente de trabalho, a fim de se ter a exposição real do trabalhador. TIPOS DE AMOSTRAGENS 1. Instantâneas – realizadas durante curto período de tempo, que pode ser fixado em 5 minutos ou menos. O resultado é correspondente à concentração nesse período. Registram concentrações altas e baixas. Tem especial utilidade nas substâncias que possuem valor teto e LT média ponderada, para saber se foram excedido. 2. Amostragens contínuas – realizadas em período de tempo maior que 30 minutos, podendo chegar até uma jornada inteira de trabalho. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 53 As amostragens contínuas servem para se determinar as concentrações dos contaminantes com LT média ponderada, pois elas não registram as variações que podem haver durante o período amostrado. Para os contaminantes com valor teto, onde o LT não pode ser ultrapassado em nenhum momento, deverá ser feita a amostragem instantânea. As amostragens deverão ser realizadas nas condições normais de trabalho e deverá cobrir pelo menos um ciclo de trabalho. DETERMINAÇÃO DA ZONA DE AMOSTRAGEM 1. Coleta na zona de exposição normal do trabalhador – para se determinar o grau de exposição de um trabalhador a um determinado contaminante. É feita na zona de respiração do trabalhador. 2. Coleta no ambiente em geral – para se determinar o grau de contaminação de um local. A localização do aparelho amostrador será uma região que possa ser representativa do ambiente, considerando que o aparelho não poderá ficar exposto diretamente às fontes do contaminante ou de correntes de ar que possam provocar a saturação do equipamento. Este tipo de amostragem é utilizado para determinar medidas de controle. INSTRUMENTOS DE CAMPO 1. Aparelhos de leitura direta 2. Amostradores de ar total e amostradores de separação do contaminante do ar. A seleção do instrumento depende de alguns fatores: • Portabilidade do aparelho e facilidade de operação • Confiabilidade do aparelho sob diferentes condições de uso • Tipo de informação desejada • Disponibilidade do aparelho no comércio • Preferência pessoal baseada na experiência • Métodos de avaliação possíveis AVALIAÇÃO DE GASES E VAPORES Os gases e vapores podem ser avaliados através de aparelhos que coletam e analisam a amostra no próprio local de trabalho, denominados de aparelhos de leitura HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 54 direta – fornecem imediatamente a concentração do contaminante, podem ser utilizados também para aerodispersóides. Utilizam métodos químicos – determinam a concentração de um poluente através de uma reação química. Utilizam métodos físicos – determinam a concentração de um poluente através de método físico (coletam a amostra por adsorção e absorção do poluente), para serem avaliados em laboratório. AMOSTRADORES 1. De ar total – coletam o volume de ar contaminado para posterior análise em laboratório. 1.1 Deslocamento de ar – frasco com vácuo fechado, que é aberto no local da amostragem – o ar ocupará o vácuo do frasco, no momento da abertura do mesmo. 1.2 Deslocamento de líquidos – consiste em se esvaziar um frasco contendo líquido geralmente água), desta forma o ar contaminado ocupa o espaço deixado pelo líquido. 2. De separação dos contaminantes do ar – o ar contaminado passa através de um meio coletor adequado, separando os contaminantes do restante do ar. Há necessidade de se saber o volume de ar que passou através do coletor, para posterior análise em laboratório, para determinação do contaminante. 2.1 Amostragens de gases e vapores – devido a mistura homogênea que fazem com o ar, os gases e vapores não se separam por meio mecânico. A amostragem deverá ser feita ou por coleta de ar total, ou por separação dos contaminantes gasosos, através de retenção em meio sólido ou líquido, ou ainda por condensação destes. 2.1.1 – Retenção em meio sólido (adsorção) – faz-se passar um volumeconhecido de ar contaminado através de um tubo contendo sólido poroso (carvão ativado ou sílica gel), onde os gases e vapores são adsorvidos. 2.1.2 – Retenção em meio líquido (absorção) – faz-se passar o ar contaminado através de líquido (absorvente), onde os gases e vapores ficam retidos, por diluição ou reação química. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 55 2.1.3 – Condensação – o ar contaminado passa por condensadores, ou tubo em U resfriado a temperatura inferior a do P. E. do contaminante a ser coletado. Essa amostra deverá ser mantida resfriada, para não ocorrer perdas por evaporação. Determinação da Concentração dos Gases e Vapores AMOSTRADORES PRINCIPIO UTILIZADO Deslocamento de ar Deslocamento de Líquido Amostradores de ar total Coletam o contaminante Juntamente com o ar Amostradores que separam o contaminante do ar (coletam apenas o contaminante) Absorção (retenção em meio líquido) Condensação (mudança do estado gasoso para O estado líquido) HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 56 Exercícios. 1. O que são irritantes primários? 2. O que são irritantes secundários? 3. O que é um anestésico primário? 4. Defina gases e vapores. 5. Quais são os tipos de amostragens de agentes químicos existentes? 6. O que é retenção por adsorção? 7. O que é retenção por absorção? HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 57 5.1.3 Névoas e Neblinas: 5.1.3.1 – Névoas: substâncias provocadas pela ruptura mecânica de um líquido. 5.1.3.2 – Neblina: substâncias provocadas pela condensação (liquefação) de vapor de um líquido. Neblinas ou névoas: São contaminantes encontrados em operações de pintura a pistola e pulverização de óleo. Atingem pulmões e vários órgãos. 5.1.4. Fumos Metálicos: São partículas sólidas, em geral com diâmetros menores de1 µm,resultantes da condensação de vapores, geralmente após volatilização de metais fundidos e quase sempre acompanhada de oxigenação. Ao contrário das poeiras, os fumos tendem a flocular (flutuar e descer lentamente). Os fumos podem forma-se também pela volatilização de matérias orgânicas sólidas ou pela reação de substâncias químicas, como na combinação de ácidos clorídricos e amoníaco. Os fumos metálicos originam-se dos processos de corte e solda quente e variam de acordo com as características do metal que está sendo trabalhado o seu revestimento e o tipo de eletrodo utilizado no processo de soldagem. Esses processos se dividem assim: Arco elétrico = fusão por corrente elétrica entre os metais Com grande consumo de eletrodo – MMA - Manual metal adition – MIG - Metal Inert Gas – MAG - Metal Active Gas (↑ consumo) Com pouco consumo de eletrodo – TIG - Tungstênio Inert Gás HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 58 Maçarico = chama composta pela adição de oxigênio e gás inflamável (acetileno ou gás liquefeito de petróleo – GLP). Oxiacetilênica (↑ temp. - acetileno+O2 ou ar ) : – Solda (adição de metal com fusão) – Oxicorte (corte de chapa por oxidação) GLP (↓ temp. - butano/propano +O2 ou ar ) : – Solda Brasagem: (solda eletrônica) Fusão de metal ou ligas com baixo PF (ponto de fusão): HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 59 – “Solda” de componentes eletrônicos com liga de Pb-Sn Fumos metálicos: 1 – Proveniente do metal que está sendo soldado: • A composição dos fumos dependem do metal • Se o metal é aço há grande quantidade de ferro e menor dos outros componentes da liga. • Estes dependem do tipo de aço: manganês, cromo, níquel, zinco ( em altas concentrações em chapas galvanizadas) • Maçaricos (oxiacetileno por exemplo) geram fumos basicamente da chapa que está sendo trabalhada. 2 – Proveniente do eletrodo: • Mais comum em solda a arco elétrico • Maior quantidade de fumos se há consumo do eletrodo (MAG, MIG e comum) • Menor se não há consumo do eletrodo (TIG) • Eletrodos têm composição variável: • Os mais comuns tem o interior (alma) de ferro e revestidos de um fundente. • Os usados em solda MAG e MIG são um arame contínuo com alma de ferro e fundente de cobre. Há ainda os tipos: • Celulósicos: alto teor de material orgânico • Rutílico: alto teor de TiO2 • Ilmenítico: ferro, titânio e manganês • Básico: cal e fluorita • Cal-titânio • Pó de ferro: ferro e silicatos – Em eletrodos podem ainda existir: carbono, níquel, silício, molibdênio, zircônio, alumínio, cálcio, sódio, potássio, magnésio, cobre, cádmio, fluoretos. A maior ou menor exposição a fumos varia com: • Voltagem e amperagem da corrente elétrica • Composição das peças soldadas • Composição dos eletrodos HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 60 • Consumo dos eletrodos • Prática do soldador (velocidade da soldagem) • Ventilação do local • Processo de soldagem • Existência de óleos (ou outras substâncias) protetora nas chapas. • Os tamanhos da partículas de fumos metálicos das soldas por arco elétrico variam entre0,001 a 2 µm • A retenção alveolar é maior nas partículas de 1 a 5 µm, em geral < que 10% do total. • Em soldas MAG com CO2 aumenta a % de maiores que 1 µm 5.1.4.1EFEITOS e CONTROLE MÉDICO Fumos de solda 1 – Fluoretos Se o eletrodo é o Básico (cal e fluorita) deve-se pensar em risco de Fluorose Ocupacional • Fluorose = Doença grave e incapacitante que leva a uma calcificação dos ligamentos. • Monitoramento = fluoreto urinário no periódico (pré e pós 4° dia de jornada a semana). • Vigilância à saúde = raio X de bacia para verificar se há desaparecimento das trabéculas ósseas no admissional, no periódico e no demissional. O fluoreto em indivíduos afastados do trabalho também pode estar elevado (> 4 mg/g/ creat.), mostrando elevado depósito de fluoreto no corpo. 2 - Cobre • Risco só para quem tem a “Doença de Wilson” • Não se faz monitoramento e nem vigilância à saúde. 3 - Cromo • Se houver alto teor de cromo no material (aço inox por exemplo chega a 20 a 25%) há alto risco de haver exposição excessiva ao Cromo hexavalente (cancerígeno Grupo 1 da IARC). • Não há ulcera de septo nasal, pois não se trata de ácido crômico (galvanoplastia). • Monitoramento biológico = Pode-se fazer monitoramento através de Cromo urinário no periódico • Vigilância à Saúde = Raio X de tórax ???? HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 61 OBS. “Pelos riscos que envolvem os soldadores, o controle ambiental dos locais de solda é de suma importância. Para algumas exposições ( de agentes carcinogênicos, por exemplo) não deveria ser permitido exceder os limites de tolerância mesmo quando este limite seja zero. Não é política correta, nem eticamente compreensível, manter os trabalhadores em ambientes com concentrações perigosas de agentes cancerígenos e ficar passivamente procurando sinais precoces da doença.” Prof. Jorge da Rocha Gomes - 1985 (GOMES, Jorge da Rocha. Saúde do Trabalhador em operações de soldagem . Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, N 49 - Vol. 13 Jan/Fev/Mar de 1985 pp. 7-49 107 ref.) 4 – Alumínio De pouco significado toxicológico. Poderia haver fibrose pulmonar em casos raros • Não existe monitoramento biológico 5 - Ferro Siderose. Não há importância como tóxico sistêmico.6 - Magnésio Febre dos fumos metálicos • Não tem importância como tóxico sistêmico e não tem monitoramento biológico. 7 - Cádmio Em materiais que tenham altos teores deste metal deve-se tomar cuidado extremo. • Extremamente lesivo para pulmão (enfisema do cádmio) e para os rins com proteinúria e IRC. Também causa descoloração do colo dos dentes e anemia. • Monitoramento = Cd urinário no admissional, periódico e demissional (Cd-U > 5 µg/g. cret.) = intoxicação • Vigilância à saúde = Cd-U, função pulmonar e urina I com microalbuninúria. • Cádmio é ainda carcinogênico (Pulmão-Próstata?) 8 - Níquel O aço inox também tem também elevados teores deste metal ( até 15%). • Provoca febre dos fumos metálicos e sensibilização cutânea (alergia) • É cancerígeno na refinação de níquel, pulmão e cav. nasal (grupo 1 da IARC), mas na solda ?? • Não há monitoramento biológico previsto na NR-7 HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 62 9 - Manganês Provoca Manganismo, que é uma doença grave, incapacitante e irreversível(Parkinson Mangânico) • Não há monitoramento biológico previsto na NR-7. O Mn-U é um indicador ruim, pois varia muito entre as pessoas. É aconselhado fazer monitoramento ambiental • Vigilância à saúde = procurar sinais precoces de Manganismo??? 10 – Zinco As chapas galvanizadas emitem grande quantidade de fumos de zinco, mesmo em solda a ponto. O zinco em forma de fumos de zinco irritantes e potentes causadores de febre dos fumos metálicos. • Não há indicadores biológicos no Brasil, e é um indicador de difícil execução. 11- Titânio Considerado praticamente atóxico. Há descrições não confirmadas claramente de alguns casos de fibrose pulmonar. 12 – Chumbo É raro de ser encontrado em solda por arco elétrico. Pode ser usado com maçarico e seu risco é proporcional à temperatura de aquecimento. Na solda de placas de acumuladores elétricos com maçarico há grande emissão de fumos de Pb, enquanto que na mesma indústria a solda dos pólos da bateria provoca pouca contaminação ambiental. • Na brasagem (“solda eletrônica”) com liga de estanho/chumbo a liberação de fumos de Pb é muito pequena tendo em vista a baixa temperatura envolvida no processo • Em casos de a exposição existir, deve-se realizar o monitoramento biológico através do Pb-S e ALA-U no admissional, periódico e demissional. HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 63 Exercícios: 1. O que é fumo metálico? 2. Onde encontramos os fumos metálicos? 3. Quais são os tipos eletrodos utilizados nas operações de solda? 4. Cite os efeitos à saúde dos eletrodos de cobre, cromo e cádmio. 5. O que são névoas? 6. O que é neblina? HIGIENE DO TRABALHO W W W . f o r t e c . e d u . b r Página 64 BIBLIOGRAFIA. AMORIM, Sebastião Luiz & PEDROTTI, Irineu Antonio. Dicionário de Doenças Profissionais. São Paulo: Ed. 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