1 - Manual de protecao de maquinas (1)
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MANUAL PROTEÇÃO DE 
MÁQUINAS 
 
DE MÁQUINAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Responsável pela Organização: 
José Apareido Leal 
2001 
 
 
 
 
 
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RISCOS MECÂNICOS 
 
GENERALIDADES 
 
Movimentos nas máquinas consistem basicamente em rotação, deslizamento e 
movimentos recíprocos ou a combinação deles. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 1 \u2013 Detalhamento das partes perigosas de uma máquina, as quais 
podem causar um ou mais tipos de acidentes. Por exemplo: riscos em um esmeril de 
bancada. 
 
ENROSCAMENTO OU APRISIONAMENTO 
 
O contato físico com os pontos em destaque nas figuras à seguir podem levar ao 
enroscamento de parte do corpo, membros ou roupas. 
 
a) Contato com uma superfície rotativa. 
 
b) Aprisionamento ou enroscamento em aberturas, fendas ou pontos salientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 2 \u2013 Enroscamento causado pelo contato com uma superfície em rotação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Fig. 3 \u2013 Enroscamento causado por contato em aberturas, fendas ou pontas 
salientes. 
 
c) Aprisionamento entre duas superfícies em movimento rotativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 4 \u2013 Aprisionamento entre duas partes com movimento rotativo contrário. 
 
 
 
 
 
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Fig. 5 \u2013 Enroscamento causado pelo aprisionamento entre partes rotativas e outros 
movimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 6 \u2013 Enroscamento causado pelo aprisionamento entre partes fixas e rotativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Fig. 7 \u2013 Enroscamento provocado pelo aprisionamento de materiais em movimento. 
 
 
FRICÇÃO E ABRASÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 8 \u2013 Pontos que causam ferimentos por fricção ou abrasão. 
 
 
 
 
 
 
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CORTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 9 \u2013 Pontos que causam contusões por corte. 
 
 
CORTE POR CISALHAMENTO 
 
 
Fig. 10 \u2013 Corte por cisalhamento entre duas partes de uma máquina. 
 
 
 
 
 
 
 
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Fig. 11 \u2013 Corte por cisalhamento entre uma parte da máquina e a peça que está sendo trabalhada ou 
manuseada. 
 
 
PERFURAÇÃO 
 
O corpo humano pode sofrer perfurações das seguintes maneiras. 
 
a) Objetos voadores (figura 12) 
 
 
 
Fig. 12 \u2013 Perfuração provocada por objetos voadores. 
 
 
 
 
 
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Fig. 13 \u2013 Perfuração provocada pelo movimento rápido de partes da máquina ou peças de material. 
 
 
IMPACTO 
 
 
 Fig. 14 \u2013 Riscos devido ao impacto 
 
 
 
 
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 ESMAGAMENTO 
 
. 
 
Fig. 15 \u2013 Riscos devido à esmagamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ARRASTAMENTO 
 
Ferimentos por perfuração ou compressão podem ser causados quando uma parte 
do corpo é arrastada para dentro de um local onde existem partes em movimentos 
formados das seguintes maneiras: 
 
 
 
 
Fig. 16 \u2013 Riscos devido à aprisionamento entre superfícies movendo-se rotativa e 
tangencialmente. 
 
FERIMENTO PROVOCADO POR AR COMPRIMIDO OU INJEÇÃO DE FLUIDO À 
ALTA PRESSÃO 
 
Injeção de fluidos através da pele provocam danos nos tecidos celulares 
semelhantes aos ocasionados pela compressão. Exemplos: jatos de ar comprimido, 
injetores de diesel, pistolas de pintura e sistemas hidráulicos de alta pressão. 
 
 
 
 
 
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PROJETO DE MÁQUINAS 
 
1. SEGURANÇA DA MÁQUINA NO ESTÁGIO DE PROJETO 
 
Os projetistas devem ter por objetivo produzir máquinas eficientes na operação, 
econômicas no uso e seguras na fase de construção, instalação, operação e 
manutenção, atendendo à legislação em vigor. 
 
Na concepção do projeto, devem ser adotadas, quando possível, soluções para 
eliminar a necessidade de expor qualquer parte perigosa da máquina durante a 
operação, inspeção, lubrificação, regulagens e manutenção. 
 
2. CONTROLES 
 
2.1. POSIÇÃO 
 
Os controles devem ser posicionados e espaçados para permitir uma operação 
segura e simples. Deve haver um bom espaçamento entre cada controle e as outras 
partes da máquina. Os controles devem ser posicionados de tal maneira que o 
operador possa alcança-los facilmente sem esticar-se ou mover-se de sua posição 
normal de trabalho. Os controles mais freqüentemente usados devem ser 
localizados nas posições mais acessíveis. Para reduzir a possibilidade de erro, 
quando o operador muda de uma máquina para outra de modelo similar, deve, 
sempre que possível, ser adotado um layout padronizado para os equipamentos e 
situações de trabalho com o mesmo padrão de operação. 
 
Os controles de partida devem ser protegidos e posicionados de tal maneira que 
não possam ser operados inadvertidamente. 
 
O comando de parada deve ser posicionado próximo ao comando de partida. Os 
pedais de operação devem ser protegidos contra operação acidental (figura 17). 
 
 
 
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Fig. 17 \u2013 Proteção de pedais contra operação acidental através de uma abertura. 
 
 
2.2. IDENTIFICAÇÃO 
 
Os controles devem ser claramente identificados e rapidamente diferenciados de 
qualquer outro, através de variação do tamanho, formato, cor ou através de 
identificação por palavras ou símbolos que expliquem a função ou conseqüência do 
uso desse controle. 
 
2.3. OPERAÇÃO 
 
Quando possível, a direção do movimento de um controle deve corresponder a 
direção do movimento sendo controlado. 
 
Exemplo: um volante girando no sentido horário corresponde a um movimento da 
parte móvel da esquerda para a direita. 
 
2.4. CONTROLES PARA REGULAGEM E AJUSTE DE MÁQUINAS 
 
2.4.1. Controle Intermitente de Partida 
 
2.4.2 Dispositivo para Operação em Baixa Velocidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.5 DISPOSITIVOS DE PARADAS DE EMERGÊNCIA 
 
Estes dispositivos, quando acionados, devem parar a máquina tão rápido quanto 
possível e acionar um freio onde necessário. A parada de emergência não é uma 
alternativa à proteção. 
 
 
 
 
 
Fig. 18 \u2013 Botão de emergência 
 
 
 
 
Fig. 19 \u2013 Cabo de parada de emergência para transportadores. 
 
 
 
 
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A figura mostra dois métodos para instalação correta do cabo de parada de 
emergência. 
 
Devem ser previstos micros de contato elétrico nas duas extremidades do cabo ou 
micro numa extremidade e mola na outra. 
 
Proteção por células fotoelétricas 
(Vide exemplos) 
 
 
2.6. ALARMES 
 
Em instalações onde a partida ou mal funcionamento da máquina pode criar um 
risco, devem ser instalados alarmes. Estes devem, de preferência, ser automáticos 
e o sinal deve ser sonoro e visual. 
 
Estes alarmes são um adicional de segurança, porém não substituem as proteções 
físicas. 
 
3. EMBREAGENS 
 
Embreagens são dispositivos mecânicos de engrenamento e desengrenamento e, 
num sistema de intertravamento mecânico, são os dispositivos que interrompem a 
transmissão de força. Quando acionado por meios mecânicos ou de outra natureza, 
o desengrenamento da embreagem não deve depender do suprimento de energia 
principal. 
 
4. SISTEMAS DE FRENAGEM 
 
Os sistemas de frenagem devem ser projetados para parar as partes móveis 
perigosas do equipamento tão rapidamente quanto possível, com desempenho 
eficiente.