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CEDERJ - CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
MATERIAL DIDÁTICO IMPRESSO
CURSO: Administração DISCIPLINA: Gestão Financeira
CONTEÚDISTA: Fabrícia de Farias da Silva e Kátia de Almeida
AULA 04
Administração do Disponível
META DA AULA
Explicar porque as empresas mantêm saldos de caixa e títulos negociáveis e como os níveis
mantidos em cada um se relacionam com esses motivos. Aborda a problemática da
Administração de Caixa e as estratégias que podem ser usadas para o seu melhor controle.
Descrever e explicar os principais modelos quantitativos de Administração de Caixa votados para
maximizar o retorno dos recursos disponíveis e a manter a liquidez da empresa.
OBJETIVOS
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de entender porque as
empresas mantêm saldos de caixa e títulos negociáveis e como os níveis mantidos em cada um se
relacionam com esses motivos. Entender as estratégias que podem ser usadas para o melhor
controle do caixa. Conhecer os principais modelos quantitativos de administração de caixa
votados para maximizar o retorno dos recursos disponíveis e a manter a liquidez da empresa.
2
PRÉ-REQUISITOS
Para que você encontre maior facilidade na compreensão dessa aula, é importante que faça uma
revisão dos principais conceitos da disciplina Fundamentos de Finanças e na aula 4.
INTRODUÇÃO
O objetivo básico, na administração de caixa, é fazer com que o investimento nesse ativo seja tão
pequeno quanto possível, sem prejudicar a eficiência e a eficácia das atividades da empresa. Para
isto, deve determinar os saldo apropriados de caixa e títulos negociáveis, a fim de reduzir o risco
de insolvência técnica a um nível aceitável. Os saldos desejado são estabelecidos a partir da
consideração cuidadosa dos motivos para mantê-los. Quanto maiores esses saldos, menor o risco
de insolvência técnica; de forma oposta, quanto menores, maior o risco de insolvência.
A determinação do saldo apropriado de caixa envolve uma avaliação dos benefícios e custos da
liquidez. O benefício da manutenção de saldos de caixa é a conveniência de liquidez que dá à
empresa. O custo da manutenção de saldos de caixa é representado pelos juros que a empresa
poderia ter recebido aplicando em letras do Tesouro e outros títulos negociáveis. Se a empresa
tiver alcançado seu saldo desejado de caixa, o valor que estará obtendo de liquidez proporcionada
pelo saldo de caixa será exatamente igual ao valor sacrificado em termos dos juros de um saldo
equivalente de letras do Tesouro. Em outras palavras, uma empresa deverá aumentar seu saldo
de caixa até que o valor presente líquido de fazê-lo se iguale a zero. O valor da liquidez
incremental cairá se o saldo de caixa for superior a esse nível.
Após ter determinado o nível ótimo de liquidez, a empresa deve implantar procedimentos que
façam com que os recebimentos e desembolsos sejam feitos da maneira mais eficiente possível.
Isto geralmente reduz-se ao lema “Cobre cedo e pague tarde”.
As empresas devem investir saldos de caixa temporariamente ociosos em títulos negociáveis de
curto prazo. Esses títulos podem ser comprados e vendidos no mercado monetário. Os títulos de
mercado monetário possuem risco de inadimplência muito baixo e são facilmente negociáveis.
BOX
O termo caixa, conforme é utilizado em várias partes dessa aula refere-se a dinheiro em
espécie mantido pela empresa em cofres próprios, recursos depositados em contas
corretes bancárias e aplicações financeiras de liquidez imediata.
O dinheiro guardado no cofre ou depositado em bancos em contas a vista representa
valores que podem ser usados em qualquer momento em pagamentos de diversas
naturezas.
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Realce
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IMPORTANTE
2. MOTIVOS PARA MANTER SALDOS DE CAIXA E QUASE-CAIXA
Há três motivos para manter saldos de caixa e quase-caixa:
2.1 Motivo Transação
Uma empresa mantém saldos de caixa para satisfazer o motivo transação. As necessidades
relacionadas a transações decorrem das atividades normais de desembolso e recebimento da
empresa. Os desembolsos incluem o pagamento de salários, compras, impostos e dividendos. Os
recebimentos decorrem de vendas de bens e serviços, vendas de ativos e novos financiamentos.
As entradas de caixa (recebimentos) e as saídas de caixa (desembolsos) não são perfeitamente
sincronizadas, e um certo nível de caixa é necessário como uma espécie de amortecedor. Se a
empresa mantiver um saldo de caixa muito pequeno, poderá ficar sem dinheiro. Assim sendo,
precisará vender títulos negociáveis ou tomar emprestado. A venda de títulos negociáveis e a
obtenção de fundos emprestados envolvem custos de transação.
Um outro motivo para a manutenção de caixa envolve a exigência de saldos médios. Alguns
saldos são mantidos em bancos comerciais para remunerar os serviços prestados à empresa. Um
saldo mínimo exigido pelos bancos que fornecem crédito à empresa pode acabar impondo um
limite inferior ao nível de caixa mantido pela empresa.
Para a maioria das empresas, o saldo de caixa pode ser encarado como sendo formado por saldos
para transação e saldos médios. Entretanto, não seria correto a empresa somar os saldos exigidos
pelas duas finalidades para chegar ao saldo apropriado. O mesmo dinheiro, em qualquer
componente, pode ser usado para atender as duas finalidades.
O custo de manutenção de saldos de caixa é, evidentemente, o custo de oportunidade
representado pelos juros perdidos. Para determinar o saldo apropriado, a empresa deve os
comparar benefícios aos custos de manutenção dos saldos.
O caixa é um componente do capital de giro, conforme vimos na aula 4. Existem custos e
benefícios em manter uma saldo elevado de caixa, assim como existem vantagens e
prejuízos em manter um saldo baixo.
Os investimentos em caixa, ao mesmo tempo em que oferecem retornos baixos, são
também considerados como investimentos de baixo risco.
Os Títulos Negociáveis são instrumentos a curto prazo do mercado financeiro, que
proporciona juros, usados pelas empresas para obter retornos sobre recursos
temporariamente ociosos. Os Títulos negociáveis são considerados como caixa, devido à
sua alta liquidez.
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Realce
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Realce
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Realce
4
2.2 Motivo Precaução
Os saldos mantidos por precaução são investidos em títulos negociáveis de alta liquidez, de modo
que possam rapidamente ser convertidos em caixa. Tais títulos protegem a empresa de situações
nas quais seria muito difícil satisfazer a demandas inesperadas de caixa.
2.3 Motivo Especulação
Por conta do motivo precaução, as empresas investem seus recursos ociosos em títulos
negociáveis e, por vezes, também em instrumentos de longo prazo. A empresa pode ser levada a
isso por não dispor momentaneamente de outras alternativas para determinados fundos ou porque
deseja ter condições de aproveitar oportunidades inesperadas que porventura apareçam. Tais
fundos satisfazem o motivo especulação, que é o menos comum dentre os citados.
Por exemplo, se uma empresa está querendo precaver-se de situações desfavoráveis que possam
acontecer (inadimplência, ações judiciais a serem pagas, etc.), ela manterá recursos em caixa por
precaução. Mas ao mesmo tempo, se ela identificar que pode, através de compras à vista, obter
vantagens junto aos fornecedores, manterá recursos para especulação.
Assim também ocorre em nossa vida pessoal, fazemos retenção de moeda baseados nestes três
pilares: precaução, transação e especulação.
3. DETERMINAÇÃO DE SALDOS DE CAIXA
O saldo apropriado de caixa envolve um equilíbrio entre os custos de oportunidade da
manutenção de um saldoexcessivo e os custos de transação decorrentes da manutenção de um
saldo muito pequeno. A Figura 1 apresenta o problema graficamente. Se uma empresa procura
manter o seu saldo de caixa a um nível muito baixo, acabará vendendo títulos negociáveis (e
posteriormente recomprando títulos para substituir aqueles que tenham sido vendidos) mais
freqüentemente do que se o saldo de caixa fosse mais elevado. Portanto, os custos de transação
tenderão a cair com a elevação do saldo de caixa. No ponto C* da Figura 1, a soma dos dois tipos
de custos, representada pela curva de custo total, é mínima. Esse é o ponto representativo do
saldo ótimo ou apropriado.
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Realce
5
Figura 1 – Custos de manutenção de saldos de caixa
Cu
st
o
de
m
a
n
u
te
n
çã
o
de
ca
ix
a
Custos de manutenção de saldos de caixa
Custo total de manutenção Custos de oportunidade
Fonte Gitman (2004)
O objetivo da administração deveria ser manter níveis de saldos transacionais de caixa e títulos
negociáveis que contribuíssem para elevar o valor da empresa. Caso níveis de caixa e títulos
negociáveis sejam muito altos, a lucratividade da empresa será menor do que se os saldos ótimos
fossem mantidos. As empresas podem se utilizar tanto da abordagem subjetiva como da de
modelos quantitativos para determinar saldos de caixa apropriados.
Abordagem subjetiva. Exemplo: Manter os saldos transacionais equivalentes a 10% do montante
previsto de vendas para o mês seguinte. Dessa forma, caso a previsão de vendas fosse de
$500.000, a empresa manteria $50.000 de saldo para transações (i. e., 0,10 × $500.000). Por outro
lado os modelo quantitativos de Baumol e de Miller-Orr podem ser utilizados para determinar
saldos de caixa adequados.
BOX
Os modelo quantitativos de Baumol e de Miller-Orr foram desenvolvidos pelos autores e
pulicados nos seguintes trabalhos:
• BAUMOL, W. S. The transactions demande for cash: na inventory theoretic approach.
Quartely Journal of Economics, v. 66. nov. 1952
• MILLER, M. H., ORR, D. A model of the demand for money by firms. Quartely Journal
of Economics, ago. 1966.
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MODELOS QUANTITATIVOS PARA DETERMINAR SALDOS DE CAIXA
APROPRIADOS
MODELO DE BAUMOL
William Baumol foi o primeiro a propor um modelo formal de administração de caixa
incorporando custos de oportunidade e custos de transação. Seu modelo pode ser utilizado para
estabelecer o saldo apropriado de caixa.
3.1 Modelo Baumol parei aqui 13/05
Modelo que estipula os saldos de caixa transacionais, considerando os custos implícitos de sua
manutenção. Parte da premissa de que a demanda por caixa pode ser prevista com certeza e
determina o valor econômico de conversão (VEC).
Exemplo: Suponha que a Golden Socks Corporation iniciasse a semana com um saldo de caixa C
= $1.200.000, e as saídas excedessem as entradas de caixa em $600.000 semanais. Seu saldo de
caixa cairia a zero ao final da semana 2, e seu saldo médio de caixa seria igual a C ÷ 2 =
$1.200.000 ÷ 2 = $600.000 no período de duas semanas. Ao fim da semana 2, a Golden Socks
precisa repor seu caixa vendendo títulos negociáveis ou tomando emprestado. A Figura .2 indica
esta situação
Figura.2 – Saldos de Caixa da Golden Socks Corporation
0
600
1200
Saldo de
caixa
Semana
Saldo Médio
de Caixa
2 4
Fonte Gitman (2004)
Exemplo (Gitman, 2004): A Golden Socks Corporation inicia a semana 0 com um saldo de
$1.200.000. O saldo cai a zero na Segunda semana. O saldo médio de caixa é C/2 = $1.200.000 /
2 = $600.000 em todo o período.
7
KC ×
2
2
C
Se o saldo de caixa, C tivesse sido fixado a um nível mais elevado, $2.400.000, por exemplo, o
saldo de caixa duraria quatro semanas, antes de que a empresa se visse obrigada a vender títulos
negociáveis, mas o saldo médio aumentaria para $1.200.000 (de $600.000). Se C fosse fixado ao
nível de $600.000, o saldo acabaria em uma semana e a empresa seria forçada a repô-lo mais
freqüentemente, mas seu saldo médio de caixa cairia de $600.000 para $300.000.
Como é preciso pagar custos de transação sempre que há reposição de caixa (por exemplo, as
despesas de corretagem com a venda de títulos negociáveis), a fixação de saldos iniciais elevados
de caixa reduzirá os custos de transação associados à administração de caixa. Entretanto, quanto
maior o saldo médio, mais alto o custo de oportunidade (a taxa de retorno que teria sido obtida
com aplicações em títulos negociáveis).
Para resolver este problema, a Golden Socks precisa conhecer três coisas:
F = Custo de Conversão ou custo fixo de venda de títulos para conseguir caixa
T = Demanda de Caixa ou volume total de dinheiro novo necessário para fins de transação no
período de planejamento relevante, um ano, digamos.
K = O custo de oportunidade de manter dinheiro em caixa; trata-se de juros de títulos
negociáveis.
e
C = Saldo de caixa.
Saldo Médio de Caixa =
Com base nestas informações, a Golden Socks pode determinar os custos totais de qualquer
política específica em relação a saldos de caixa. É capaz assim de determinar a política ótima
quanto a saldos de caixa.
Os Custos de Oportunidade Representa os juros que se deixa de ganhar durante o período de
tempo em que os fundos são mantidos em conta corrente, em vez de estarem aplicados em títulos
negociáveis.
Os custos de oportunidade dos saldos de caixa, em dólares, devem ser iguais ao saldo médio de
caixa multiplicado pela taxa de juros, ou seja,
Custo de oportunidade ($) =
Os custos de oportunidade de diversas alternativas, considerando que as saídas excedem as
entradas em $600.000, são a seguir apresentados:
8
(C) caixa de inicial Saldo
(T) período no desembolso de totalVolume
Saldo inicial de caixa
Saldo médio de caixa
Custo de oportunidade
K = 0,10
C C/2 (C/2) × K
$4.800.000 $2.400.000 $240.000
2.400.000 1.200.000 120.000
1.200.000 600.000 60.000
600.000 300.000 30.000
300.000 150.000 15.000
Fonte Gitman (2004)
Custos de Conversão (ou custos de Transação) Incluem os custos fixos de emissão e recebimento
de uma ordem de conversão em caixa no montante do valor econômico de conversão. Deles
fazem parte o custo da comunicação da necessidade de transferência de fundos para o caixa,
custos administrativos e os custos de quaisquer outras providências que se seguirem. Esse custo
de conversão é dado como um valor fixo por operação.
Custo de Transação = Número de venda de títulos durante o período × Custo de Conversão (F)
Número de venda de títulos durante o período é o nº de vezes que a empresa precisará vender
títulos negociáveis durante o ano.
N =
Volume total de desembolso no período (ou Demanda de desembolso no período) = Valor das
saídas que excedem as entradas de caixa por período × o período considerado.
OU
Através do confronto entre os rendimentos obtidos com investimento de curto prazo e o custo de
cada operação de aplicação e resgate, a empresa pode determinar em quantos montantes iguais o
recebimento original será dividido, de modo a maximizar seu lucro. Este valor é obtido por:
F
T) K (0,5
N ××=
sendo K a taxa de juros da aplicação financeira, T o montante recebido periodicamente, F o custo
de cada operação de investimento ou resgate – incluindo aqui desde impostos até quaisquer
custos diretamente vinculados a estas operações – e N o número de operações que serão
realizadas no período.
Exemplo: Considerando que as saídas de caixa excedem as entradas em $600.000 por semana,
então volume total de desembolso = $600.000 × 52 semanas = $31.200.000 por ano
9
KC ×
2
F
C
T
×
FC
T
×
vezes26$1.200.000
0$31.200.00
=
Número de vezes que a empresa precisará vender títulos durante o ano =
Então, o custo de transação = 26 × $1.000 = $26.000
Os custos totais de transação podem ser determinados calculando-se o número de vezes que a
Golden Socks precisará vender títulos negociáveis durante o ano. O volume total de desembolsos
durante o ano é igual a $600.000 × 52 semanas = $31.200.000. Se o saldo inicial de caixa for de
$1.200.000, a empresa venderá $1.200.000 em títulos negociáveis a cada duas semanas. Portanto,
os custos de transação são dados por:
F 26
000.200.1$
000.200.31$
=× F
A fórmula geral é:
Custos de transação ($) =
Segue-se um quadro de custos de transação alternativos (saídas excedem as entradas em
$600.000):
Desembolsos totais durante
o período relevante
Saldo inicial de caixa
Número de
conversões
Custos de transação
(F = $1.000)
T C n (T/C) × F
$31.200.000 $4.800.000 6,5 $6.500
31.200.000 2.400.000 13 13.000
31.200.000 1.200.000 26 26.000
31.200.000 600.000 52 52.000
31.200.000 300.000 104 104.000
Fonte Gitman (2004)
O Custo Total
O custo total associado aos saldos de caixa consiste dos custos de oportunidade dos custos mais
os custos de transação:
Custo total = Custos de oportunidade + Custos de transação = +
10
KC ×
2
F
C
T
×
KC ×
2
F
C
T
×
Saldo de caixa
Custos de
oportunidade
+
Custos de
transação
=
Custo total
$4.800.000 $240.000 $6.500 $246.500
2.400.000 120.000 13.000 133.000
1.200.000 60.000 26.000 86.000
600.000 30.000 52.000 82.000
300.000 15.000 104.000 119.000
A Solução:
Podemos ver, com base no quadro anterior, que um saldo de $600.000 resulta no menor custo
total dentre as possibilidades apresentadas: $82.000. Mas, e quanto à $700.000, ou $500.000, ou
ainda outras possibilidades? Para determinar com precisão o mínimo custo total, a Golden Socks
deve igualar a redução marginal dos custos de transação, que ocorre com o aumento do saldo, ao
acréscimo marginal dos custos de oportunidade associado a esse aumento do saldo. O saldo
apropriado de caixa deve ser dado pelo ponto no qual um compensa o outro. Isto pode ser
calculado tanto por iteração numérica , como a seguir:
Custo Mínimo Total é igual à redução marginal dos custos de transação que ocorre com o
aumento do saldo menos acréscimo marginal dos custos de oportunidades associado a esse
aumento do saldo.
Como a equação do custo total é:
Custo total (CT) = +
O saldo ótimo de caixa corresponderá a um valor C* (ou VEC) onde o custo de Custo de
oportunidade (de manutenção) é igual ao Custo de conversão (ou de transformação); ou seja,
onde o custo total é mínimo.
=
Multiplicando os dois membros da igualdade por C, temos:
= ⇒ CK
C
××
2
C ××
F
C
T
F T K
2
2
×=×
C
11
Custo total = [(custo por conversão × número de conversões) + (custo de oportunidade
na forma decimal × saldo médio de caixa)]
Multiplicando ambos os membros por 2, obtemos:
F 2 K
2
2
2
××=×× TC
⇒
2TF K 2 =×C
dividindo os dois membros por K, obtemos:
K
2TF
K
K C 2
=
×
⇒ K
2TF
2
=C
Extraindo raiz quadrada, temos:
K
2TF
2
=C
⇒ C = K
2TF
= VEC
Sendo o custo total a soma dos custos totais de conversão com os custos de oportunidade. Onde
os primeiros resultam do custo de conversão de cada operação, multiplicado pelo número total de
conversões realizadas; o número de conversões pode ser determinado dividindo-se a demanda de
caixa do período pelo valor econômico de conversão (VEC). Por sua vez, os custo totais de
oportunidade igualam-se ao custo de oportunidade (na forma decimal) multiplicado pelo saldo
médio de caixa. E saldo médio de caixa e VEC dividido por 2. A equação de custos totais é:
O objetivo do modelo de Baumol é determinar o valor econômico de conversão de caixa (VEC)
que minimize o custo total: custo de conversão + custo de oportunidade. Assim, as transferência
de caixa que sejam maiores ou menores do que o VEC resultam em custos totais superiores.
Exemplos (Gitman, 2004):
1º Exemplo: Se F = $1.000, T = $31.200.000 e K = 0,10, então C* = $789.936,71. Dado o valor
de C*, os custos de oportunidade são iguais a:
C* = VEC = 0,10
0$31.200.00 $1.000 2 ××
= $789.936,71
Os custos de oportunidade são:
12
KC ×
2
=
$39.496,84 10,0
2
71,936.789$
=×
Os custos de transação são:
F
C
T
×
=
$39.496,84 $1.000
71,936.798$
000.200.31$
=×
Custo total = (custo de conversão × nº de conversões) + (custo de oportunidade × saldo médio de
caixa)
CT = $39.496,84 + $39.496,84 = $78.993,68
OU
F
T) K (0,5
N ××=
⇒ 1.000
0)$31.200.00 10,0 (0,5
N ××=
= 39,4968 = 40
N = $31.200.000 ÷ $789.936,71 = 39,49 = 40
Saldo Médio = $789.936,71 ÷ 2 = 394.968,35
Custo total = ($1.000 × 39,4968) + (0,10 × $394.968,35) = $39.496,83 + 39.496,83 = $78.993,67.
2ª Exemplo: A administração da Jan Co, uma pequena distribuidora de produtos esportivos, prevê
que suas saídas de caixa (demanda de caixa) para o próximo ano serão de $1.500.000. Seu custo
de conversão unitário foi determinado em estudo recente como sendo $30, e suas aplicações em
títulos negociáveis rendem atualmente 8% ao ano. Substituindo esses valores na Equação 17.1,
obtém-se o valor econômico de conversão (VEC):
VEC = 0,08
$1.500.000 $30 2 ××
= $33.541
Como cada reposição de caixa é feita no valor de $33.541, segue-se que o número de conversões
(N) será de 45 durante o ano:
$1.500.000 ÷ $33.541= 44,7
Ou
$30
1.500.000) $ 08,0 (0,5
N ××=
= 44,7
Enquanto o saldo médio de caixa deve alcançar $16.770,50 ($33.541÷2). Por fim, o custo total da
administração do caixa é determinado pela substituição dos valores na Equação 17.3:
Custo total = ($30 × 45) + (0,08 × $16.770,50) = $2.692.
13
3º exemplo: Seja uma empresa de advocacia que recebe no dia primeiro de cada mês $960.000
pela prestação de seus serviços a uma outra empresa. A taxa de juros de mercado é de 10% a.m. e
cada vez que é feita uma operação, seja de investimento ou de pagamento, a empresa despende
$3.000 referentes ao custo vinculado a esta operação. Assim:
$3.000
$960.000) 0,10 (0,5
N ××=
⇒ N = 4
Deste modo, serão feitas quatro operações de transferência de recursos sendo que cada um dos
resgates no valor de $240.000 (=$960.000 ÷ 4). Outra forma de analisar o resultado acima é dizer
que a cada cinco dias (= 20 ÷ 4) haverá uma transferência de fundos da aplicação financeira para
o caixa da empresa.
Ou
VEC = 0,10
$960.000 $3.000 2 ××
= $240.000
Quadro 1 – Fluxo de recebimentos da empresa
Dia Caixa Inicial Saída de Caixa Entrada de
Caixa
Caixa Final Investimentos
0 0 0 $240.000 $240.000 $720.000
01 $240.000 $48.000 - 192.000 720.000
02 192.000 48.000 - 144.000 720.000
03 144.000 48.000 - 96.000 720.000
04 96.000 48.000 - 48.000 720.000
05 48.000 48.000 $240.000 240.000 $480.000
06 240.000 48.000 - 192.000 480.000
07 192.000 48.000 - 144.000 480.000
08 144.000 48.000 - 96.000 480.000
09 96.000 48.000 - 48.000 480.000
10 48.000 48.000 240.000 240.000 $240.000
11 240.000 48.000 - 192.000 240.000
12 192.000 48.000- 144.000 240.000
13 144.000 48.000 - 96.000 240.000
14 96.000 48.000 - 48.000 240.000
15 48.000 48.000 240.000 240.000 -
16 240.000 48.000 - 192.000 -
17 192.000 48.000 - 144.000 -
18 144.000 48.000 - 96.000 -
19 96.000 48.000 - 48.000 -
20 48.000 48.000 - - -
14
O Quadro 1 mostra o fluxo de pagamentos e recebimentos da empresa. Supondo um mês com 20
dias úteis, pode-se afirmar que os desembolsos médios diários da empresa montam $48.000
(=$960.000 ÷ 20). A primeira coluna apresenta o caixa inicial para cada dia. Para o primeiro dia,
dos $960.000 recebidos, $720.000 (= $960.000 - $240.000) foram investidos no curto prazo. Os
desembolsos diários de $48.000 reduzem o caixa até o instante em que seja necessário fazer uma
transferência de recursos da aplicação financeira para o caixa, o que ocorre, no exemplo citado,
no 5º, 10º e 15º dia útil do mês.
Não se pode deixar de comentar os efeitos da taxa de juros, do custo das operações de
investimentos/resgate e do volume de recebimentos na determinação do mínimo de operações a
serem realizadas.
Se, por exemplo, a taxa de juros aumentar, o senso comum indica que se tornará ainda mais
atrativo investir os recursos em aplicações financeiras. Com efeito, utilizando a fórmula
apresentada para uma taxa de juros de 22,5% a m., em lugar de 10% em lugar de 10% a m., tem-
se:
$3.000
$960.000) 0,225 (0,5
N ××=
⇒ N = 6
O resultado apurado significa que o acréscimo na remuneração do investimento de curto prazo
faz com que a empresa promova mais retiradas ao longo do mês, e cada uma delas em valores
mais reduzidos, neste caso de $160.000 cada (=$960.000 ÷ 6).
Retornemos aos valores originais e suponhamos um acréscimo no custo das operações, como por
exemplo, a cobrança de uma taxa por parte da instituição financeira para fazer tais operações.
Naturalmente, isto deve reduzir o número de operações. Suponhamos, portanto, que o custo passe
de $3.000 para $12.000 e, assim, N passará a ser de:
$12.000
$960.000) 0,10 (0,5
N ××=
⇒ N = 2
O modelo de Baumol é importante por reconhecer a existência de um custo de transação e por
relacionar o uso de caixa com o conceito de economia de escala. Assim, se a empresa de
advocacia tivesse um aumento no volume recebido, de $960.000 para $1.920.000, o valor de N
apresentaria u acréscimo para:
$3.000
)$1.920.000 0,10 (0,5
N ××=
⇒ N = 5,66
Limitações
O modelo de Baumol representa uma contribuição importante à administração de caixa. As
limitações do modelo incluem as seguintes:
15
O Modelo supõe que a Empresa tem uma Taxa Constante de Desembolso. Na prática, os
desembolsos só podem ser administrados parcialmente, porque as datas de vencimento variam e
os custos não podem ser previstos com certeza completa.
O Modelo supõe que não há Entradas de Caixa durante o Período Projetado. Na realidade, as
empresas têm tanto entradas quanto saídas de caixa todos os dias.
Não se prevê Qualquer Saldo de Segurança. As empresas provavelmente desejarão manter um
saldo de segurança destinado a reduzir a possibilidade de falta. Entretanto, à medida que as
empresas puderem vender títulos negociáveis ou tomar emprestado em umas poucas horas, a
necessidade de um saldo de segurança será mínima.
O modelo de Baumol talvez seja o modelo mais simples e despojado de determinação da posição
ótima em termos de caixa. Sua principal deficiência é a de que supõe fluxos de caixa discretos e
conhecidos com certeza.
Para concluir, deve ser lembrado que o modelo de Baumol deve ser aplicado somente em
situações em que o fluxo de pagamento é relativamente constante e o recebimento é periódico.
Isto nem sempre é uma característica das empresas no dia-a-dia. Logo, dificilmente um fluxo de
saída de caixa será constante e previsível conforme suposto no modelo. Em economias instáveis,
a aplicação do modelo torna-se ainda mais restrita, já que o modelo ignora a demanda de caixa
para precaução e especulação, supõe que a taxa de juros seja constante no período considerado e
que o custo de transação seja linear.
3.2 Modelo Miller-Orr
Modelo que fornece saldos de caixa para transação ao menor custo; supõe fluxos de caixa
incertos e opera em termos de limites fixados de controle superior (H) e inferior (L), e de um
saldo desejado de caixa, ou ponto de retorno (Z). A empresa deixa seu saldo de caixa oscilar
aleatoriamente dentro desses limites. Enquanto o saldo de caixa permanecer entre H e L, a
empresa não fará transação alguma. Quando o saldo de caixa atingir H, (o limite superior) então a
empresa comprará H – Z títulos negociáveis. Esta ação reduzirá o saldo de caixa ao nível Z. De
maneira análoga, quando o saldo de caixa cair a L, como ocorre no ponto L (o limite inferior), a
empresa venderá Z – L títulos e elevará o saldo de caixa a Z. A regra, portanto, é permitir que o
saldo de caixa flutue livremente até atingir um limite superior ou inferior. Sempre que isto
acontece, a empresa compra ou vende títulos para recuperar o saldo desejado, ou seja, em ambas
as situações o saldo de caixa volta ao nível Z. A administração fixa o limite inferior, L, em
função do risco de falta de caixa que está disposta a tolerar.
O modelo Miller-Orr é de fácil utilização. O primeiro passo consiste em fixar o limite inferior do
saldo de caixa. Este pode ser igual a zero, a uma margem de segurança acima de zero ou ao saldo
necessário para satisfazer o banco – exigências bancárias. O segundo passo consiste em estimar a
variância dos fluxos de caixa. Por exemplo, podem-se registrar as entradas ou as saídas de caixa,
líquidas, durante cada um dos 100 dias e calcular a variância dessa amostra de 100 observações.
O terceiro passo consiste em observar a taxa de juros e o custo de transação de cada compra ou
16
venda de títulos. O último passo consiste em calcular o limite superior e o ponto de retorno e
seguir a estratégia dos “limites de controle” do modelo de Miller-Orr.
Tal como no modelo de Baumol, o modelo Miller-Orr depende de custos de conversão
(transação), e de custos de oportunidade. O custo de compra e venda de títulos negociáveis, F,
por transação é fixo por hipótese. O custo de oportunidade de manutenção de caixa por período,
K, em termos percentuais, é a taxa diária de juros de títulos negociáveis. Ao contrário do modelo
de Baumol, o número de transações por período é uma variável aleatória que oscila de período a
período, dependendo do comportamento de entradas e saídas de caixa.
Em conseqüência, os custos de transação por período são determinados pelo número esperado de
transações com títulos negociáveis durante o período. De maneira semelhante, os custos de
oportunidade da manutenção de caixa são determinados pelo saldo esperado de caixa por período.
Dado o valor de L, que é estabelecido pela empresa, o modelo Miller-Orr calcula o saldo
apropriado de caixa Z, e o limite superior, H.
Ponto de Retorno O valor do ponto de retorno depende (1) dos custos de conversão, (2) do custo
de oportunidade diários dos recursos, e (3) da variação dos fluxos de caixa líquido diários
(entradas menos saídas diárias de caixa). É o ponto ao qual a emprese deve voltar toda vez que o
caixa estiver acima ou abaixo de determinado ponto. A equação para a determinação do ponto de
retorno é
Ponto de retorno (Z) =
3
decimal) forma (na diário deoportunida de custo 4
diários caixa de fluxos dos variação concersão de custo 3
×
××
(17.4)
Quando limite inferior é igual a zero, Z = Z*:
Z* =
312
K4
F3
σσσσ
H* = 3Z*
Onde * indica os valores ótimos, e σ2 é a variância dos fluxos líquidos diários de caixa.
O saldo médio de caixa, no modelo Miller-Orr, é dado por :
Saldo médio de caixa = 3
L - 4Z
Custo Total (CT) = {[F × P(T)] +[K× E(M)]}
Onde F = Custo de transferência e K = Custo de manutenção de cada unidade por período
P(T) = probabilidade de transações de transferências em qualquer período unitário P(T) =
) (
2
ZHZ −
σ
E(M) = Saldo médio de caixa
17
CT = F × ) (
2
ZHZ −
σ
+ K × 3
L - 4Z
LIMITE SUPERIOR
O limite superior do saldo de caixa corresponde a três vezes o ponto de retorno.
SALDO DE CAIXA NO LIMITE SUPERIOR
Quando o saldo de caixa atinge o limite superior, um montante equivalente ao limite superior
menos o ponto de retorno é convertido em títulos negociáveis:
Caixa convertido em títulos negociáveis = limite superior – ponto de retorno (Z*)
SALDO DE CAIXA CAI A ZERO
Nessa situação, o montante de títulos negociáveis convertidos em caixa é exatamente o ponto de
retorno:
Títulos negociáveis convertidos em caixa = ponto de retorno (Z*) – saldo zero de caixa
A Figura.2 ilustra graficamente esse modelo e o exemplo demonstra sua aplicação.
Figura 2 – O Modelo de Miller-Orr
No modelo de Miller e Orr o saldo de caixa pode oscilar livremente até atingir um limite superior
ou inferior. Neste ponto, a empresa compra ou vende títulos para repor o saldo no ponto de
retorno, que é o limite inferior mais um terço da distância entre os limites superior e inferior.
1º Exemplo: Continuando com o exemplo anterior, o custo de conversão de títulos negociáveis
em caixa ou vice-versa é $30; a remuneração sobre esses títulos é de 8% ao ano. Por fim, a
variação dos fluxos líquidos de caixa diários é estimada em $27.000.
Tempo
Saldo de caixa
Limite
superior
Ponto de
retorno
Limite
inferior
18
O custo diário de oportunidade é: i = 8% a a = 0,02222% a d
Substituindo na equação 17.3 tem-se: Ponto de retorno = 0,0002222 4
$27.000 $30 33
×
××
= $1.398,25
O limite superior corresponde a três vezes o ponto de retorno:
Limite superior = 3 × $1.398,25 = $4.194,76
Os dados de caixa da empresa poderão variar no intervalo entre $0 e $4.194,25. Quando o limite
superior for alcançado, $2.796,68 (ou $4.194,76 - $1.398,25) de caixa serão convertidos em
títulos negociáveis (veja a Equação 17.4) que renderão juros. Quando o saldo de caixa cair a zero,
$1.398,25 ($1.398,25 - $0) de títulos negociáveis serão convertidos em caixa (veja a Equação
17.5).
2º Exemplo: Suponha F = $1.000, taxa de juros de 10% ao ano, e que o desvio-padrão dos fluxos
líquidos diários de caixa seja igual a $2.000. O custo diário de oportunidade é:
K = 0,0002777
A variância dos fluxos diários é: σ2 = (2.000)2 = 4.000.000
Supondo L = $0 ⇒ Z* = ⇒
=
000.000.900.493.11$3
= $22.104,19
H* = 3 × $22.104 = $66.312
Saldo médio de caixa = 3
$22.104 4 ×
= $29.472
Implicações do Modelo Miller-Orr
Para usar o modelo Miller-Orr, o administrador deve fazer quatro coisas:
1ª Fixar o limite inferior de controle do saldo de caixa. Este limite inferior deve estar associado a
uma margem mínima de segurança determinada pela administração da empresa.
2ª Estimar o desvio-padrão dos fluxos diários de caixa.
3ª Determinar a taxa de juros
4ª Estimar os custos de conversão decorrentes da compra e venda de títulos negociáveis.
$0
0,000278 4
$4.000.000 $1.000 33 +
×
××
19
O modelo Miller-Orr esclarece bem as questões básicas da administração de caixa. Em primeiro
lugar, o modelo mostra que o ponto ótimo de retorno, Z*, está diretamente relacionado aos custos
de transação (conversão), F, e inversamente relacionado a K. Esta constatação é compatível com
o modelo de Baumol e análoga à que é aí feita. Em segundo lugar, o modelo Miller-Orr mostra
que o ponto ótimo de retorno e o saldo médio de caixa estão diretamente associados à
variabilidade dos fluxos de caixa. Ou seja, as empresas cujos fluxos de caixa estão sujeitos a
maior incerteza deveriam manter saldos médios de caixa maiores.
3.3 O nível de investimento em títulos negociáveis
Além de propiciarem juros sobre recursos temporariamente ociosos, os títulos negociáveis
funcionam como um “estoque de caixa” de segurança contra demandas inesperadas de fundos. O
nível desse estoque de segurança resulta da diferença entre o nível de liquidez que os
administradores desejam e o saldo de caixa para fins transacionais fornecidos pelos modelos de
Baumol e de Miller-Orr.
Exemplo (Gitman, 2004): Se os administradores desejam manter $25.000 de recursos líquidos, a
par de um saldo de caixa transacional de $18.000, tem-se $7.000 ($25.000 - $18.000) como
estoque de caixa de segurança, a serem mantidos na forma de títulos negociáveis. A empresa
pode se utilizar de uma linha de crédito, em vez de manter aplicações em títulos negociáveis. Ou
poderia combinar uma linha de crédito e aplicações em títulos negociáveis, como estoque de
segurança.
BOX
4 ADMINISTRAÇÃO EFICIENTE DE CAIXA
Os saldos de caixa e os “estoques de caixa” de segurança são influenciados significativamente:
pelas técnicas de produção e vendas
Pelos procedimentos adotados para a cobrança das duplicatas a receber e o pagamento das
duplicatas a pagar.
Linha de crédito
Acordo entre um banco comercial e uma empresa, que especifica o montante de
empréstimo a curto prazo não-garantido à disposição da empresa, durante um
determinado período estipulado de tempo. Ela é bastante similar aos acordos sob
os quais os emissores de cartões de crédito, como Master-Card e Visa,
concedem créditos pré-aprovados aos detentores de seus cartões.
20
Essas influências podem ser esclarecidas pela análise dos ciclos operacionais e de caixa da
empresa. Por meio de uma gestão eficiente desses ciclos, o administrador financeiro conseguirá
manter um baixo nível de investimento em caixa, o que contribuirá para a maximização do valor
das ações da empresa.
4.1 O ciclo operacional
O ciclo operacional (CO) é o período de tempo que vai do ponto em que a empresa adquire
matérias-primas e se utiliza de mão–de-obra no seu processo produtivo (i.e., começa a compor
estoques), até o ponto em que recebe o dinheiro pela venda do produto resultante.
O ciclo é composto pela soma de dois componentes: a idade média dos estoques (IME) e o
período das vendas (PMC).
CO = IME + PMC
Exemplo (Gitman, 2004):: A MAX Company, produtora de guardanapos de papel, vende todos
os seus produtos a crédito. As condições de crédito determinam que os clientes paguem em até 40
dias após a venda. Os cálculos da empresa revelam que, em média, ela demora 60 dias para
produzir, estocar e finalizar uma venda de produto acabado. Em outras palavras, a idade média
dos estoques (IME) é de 60 dias. Cálculos suplementares indicam que o período médio de
cobrança (PMC) das duplicatas a receber é de 40 dias.
IME = 60 dias PMC = 40 dias
Substituindo na Equação, temos: CO = 60 dias + 40 dias = 100 dias.
Ilustrando, graficamente, o ciclo operacional:
Fonte: Gitman, 2004
21
4.2 O ciclo de caixa
A empresa pode normalmente comprar muitos insumos (i.e., matérias-primas e mão-de-obra) a
crédito. O período de tempo de que a empresa dispõe para pagar esses insumos é chamado de
período médio de pagamento (PMP) e, além disso, tais compras geram financiamento espontâneo
a curto prazo. O financiamento espontâneo tem custo zero, à medida que a empresa pode
aproveitar quaisquer descontos financeiros oferecidos. A habilidade de adquirir insumos a crédito
possibilita que a empresa compense parcialmente (ou talvez, até inteiramente) o período de
tempo em que seus recursos encontram-se comprometidos no ciclo operacional. Já que o número
de dias do ciclo operacional menos o período médio de pagamentopelos insumos representa o
ciclo de caixa (CC),
CC = CO – PMP = IME + PMC – PMP
O ciclo de caixa de uma empresa é definido como o período de tempo em que os recursos da
empresa se encontram comprometidos entre o pagamento dos insumos e o recebimento pela
venda do produto acabado resultante. Ou seja, é o período de tempo que vai do ponto em que a
empresa faz um desembolso para adquirir matérias-primas, até o ponto em que é recebido o
dinheiro da venda do produto acabado, feito com aquelas matérias-primas. É calculado como o
número de dias de ciclo operacional menos o período médio de pagamento dos insumos de
produção.
A continuação do exemplo da MAX Company ilustra este conceito
Exemplo (Gitman, 2004): As condições de crédito concedidos à empresa para a compra de
matérias-primas exigem o pagamento dentro de 40 dias, enquanto os funcionários são pagos a
cada 15 dias. O período médio ponderado de pagamento das matérias-primas e dos salários é de
35 dias, e representa o período médio de pagamento (PMP). Substituindo o ciclo operacional de
100 dias, encontrado no exemplo anterior, e o PMP de 35 dias na Equação, tem-se o ciclo de
caixa de:
CC = CO – PMP ⇒ = 100 – 35 = 65 dias
O ciclo de caixa da MAX Company é descrito graficamente abaixo da linha do tempo total na
Figura 3, transcorrendo 65 dias entre a saída de caixa para pagamentos de contas a pagar (no 35º
dia) e a entrada proveniente da cobrança em dinheiro das duplicatas a receber (no 100º dia).
Durante esse período – ciclo de caixa – o dinheiro da empresa encontra-se aplicado.
4.3 Administração do ciclo de caixa
Um ciclo de caixa positivo, como no caso da MAX Company no exemplo acima, significa
precisa se utilizar de fontes não espontâneas de financiamento, (i. e., negociadas), como
22
empréstimo com garantia ou sem garantia para financiar o ciclo de caixa. Isto por que o ciclo de
caixa é a diferença entre o número de dias em que os recursos ficam comprometidos no ciclo
operacional e o número de dias em que a empresa pode se utilizar das fontes espontâneas de
financiamento, até que os pagamentos sejam efetuados.
Qualquer empresa deseja ter ciclos de caixa negativos, pois isso significa que o período médio de
pagamento excederia o ciclo operacional (veja a Equação 17.8). Empresas industriais
normalmente, não conseguem ter ciclos negativos de caixa, a menos que retardem seus
pagamentos por um período de tempo nada razoável. Por sua vez, empresas não industriais
apresentam uma probabilidade maior de ter ciclos de caixa negativos, pois lidam com menores
números de estoques (de maior giro), além de freqüentemente poderem vender à vista. Em
conseqüência, essas empresas podem apresentar ciclos de caixa menores, podendo mesmo a
chegar a ciclos negativos, na medida em que os períodos médios de pagamento excedem os ciclos
operacionais. Em tal situação, a empresa se beneficia ainda mais por poder utilizar fontes
espontâneas de financiamento para dar sustentação a outras necessidades do negócio, além do
ciclo operacional.
No caso mais comum em que o ciclo de caixa é positivo, a empresa deve visar a estratégia que
minimize, sem contudo, prejudicar as vendas ou a possibilidade de comprar a crédito. As
estratégias básicas a serem empregadas pela empresa na administração do ciclo de caixa seriam
as seguintes:
Girar estoques tão rápido quanto possível, evitando a falta de estoques, que poderia resultar na
perda de vendas.
Cobrar duplicatas a receber o mais cedo possível, sem que isso motive perdas futuras de vendas,
devido a técnicas que pressionem os clientes de forma exagerada. Descontos financeiros que
sejam economicamente justificáveis poderiam ser usados para atingir esses objetivos.
Retardar o pagamento das duplicatas a pagar tanto quanto possível, sem prejudicar o conceito de
crédito da empresa, mas aproveitar quaisquer descontos financeiros favoráveis.
Os efeitos da implementação de cada uma dessas estratégias serão descritas a seguir. Entretanto,
serão ignorados os custos de sua adoção; na prática, esses custos devem ser confrontados com as
economias a serem obtidas com tais estratégias.
1. Administração Eficiente do Estoque-Produção
Uma estratégia possível seria aumentar o giro dos estoques. Para tanto, a empresa deve ter
condições de aumentar o giro de matérias-primas, reduzir o ciclo de produção ou aumentar o giro
de produtos acabados. Sejam quais forem as medidas adotadas, o resultado será a redução do
financiamento a ser negociado com terceiros – isto é, o ciclo de caixa será encurtado.
Exemplo Se a MAX conseguir um giro maior, diminuirá a idade média do seu estoque do nível
atual de 85 para 70 dias – uma redução de 15 dias – os efeitos para a empresa podem ser
23
estimados como se segue. Admitindo que a MAX despenda $12 milhões por ano em
investimentos no ciclo operacional, os dispêndios diários da MAX seriam de:
Dispêndios diários = 360
anual totalDesembolso
= 360
0$12.000.00
= $33.333
Visto que o ciclo de caixa se reduzirá em 15 dias, $500.000 (i.e. $33.333 × 15) de empréstimos
poderão ser resgatados. Caso a taxa de juros sobre os financiamentos seja de 10% anuais, a
empresa terá aumento de $50.000 (0,10 × $500.000) nos seus lucros, como conseqüência de uma
administração mais eficiente de estoques.
2. Aceleração Do Processo De Cobrança
Outra maneira de reduzir o ciclo de caixa (e a necessidade de financiamento negociado com
terceiros) é acelerar a cobrança de duplicatas a receber, as quais, assim como os estoques,
comprometem recursos da empresa que poderiam ser usados para reduzir empréstimos ou
aplicados em ativos rentáveis.
Exemplo: Se a MAX, pela alteração de suas condições de crédito, puder reduzir o período médio
de cobrança dos atuais 70 para 50 dias, irá reduzir seu ciclo de caixa para 100 dias (120 dias – 20
dias) . Admitindo-se novamente que os gastos anuais sejam de $12 milhões - $33.333 diários –
para financiar o ciclo operacional, verifica-se que a redução no período médio de cobrança
motivará uma redução de $666.666 (i.e. $33.333 × 20) no nível atual de empréstimos. Com isso,
à taxa de juros de 10% ao ano, a empresa conseguirá reduzir seus custos de financiamento e
obterá um aumento de $66.666 (0,10 × $666.666) nos seus lucros.
3. Ampliação do Período de Pagamento das Duplicatas
A terceira estratégia é estender ao máximo o período de pagamento das duplicatas, sem que isso
prejudique o conceito de crédito da empresa. Embora se trate de uma abordagem atraente, levanta
uma importante questão ética: obviamente, o fornecedor não terá consideração por cliente que
adia propositadamente o pagamento de suas contas.
Exemplo: Se a MAX, puder estender o período médio de pagamento dos atuais 35 para uma
média de 45 dias, seu ciclo de caixa será reduzido para 110 dias (85 dias + 70 dias – 45 dias) .
dado o dispêndio anual de $12 milhões para financiar o ciclo operacional , a ampliação do prazo
de pagamento de duplicatas e outras contas (i. e., financiamento espontâneo) por 10 dias reduzirá
as necessidades de financiamentos negociados junto a terceiros em $333.333 [($12.000.000 ÷
360) × 10 dias]. Sendo de 10% anuais os juros sobre empréstimos, a empresa terá acréscimo de
$33.333 (0,10 × $333.333) nos lucros.
24
4. Combinação de Estratégias na Administração de Caixa
As empresas não tentam implementar apenas umas das estratégias citadas; antes, procuram usar
todas elas como forma de reduzir sua dependência de financiamentos negociados. Naturalmente,
ao implementarem essas estratégias, as empresas devem ter o cuidado de: (1) evitar um grande
número de falta de estoque, (2) evitar a perda de vendas devido a técnicas de cobrança que
pressionem demais os clientes e (3) não prejudicar o conceito de crédito da empresa,retardando
em demasia o pagamento de suas contas. O exemplo seguinte demonstra os efeitos para a MAX
Company do uso simultâneo de diferentes estratégias no gerenciamento do ciclo de caixa.
Exemplo: Se a MAX simultaneamente diminuísse a idade média do estoque em 15 dias,
acelerasse a cobrança de duplicatas a receber por 20 dias e estendesse o período médio de
pagamento por 10 dias, o seu ciclo de caixa seria reduzido para 75 dias, conforme mostrado
abaixo:
Ciclo de caixa inicial 120 dias
Redução em virtude de:
1- Menor idade do estoque, de 85 dias para 70 dias = 15 dias
2- Menor período de cobrança, de 70 dias para 50 dias = 20 dias
3- Maior período de pagamento, de 35 dias para 45 dias = 10 dias
Menos: Redução total no ciclo de caixa 45 dias
Novo ciclo de caixa 75 dias
A redução de 45 dias no ciclo de caixa significa que a MAX passará a depender menos de
empréstimos (isto é, financiamento negociados). A par dos gastos anuais de $12 milhões com
suas operações, o financiamento total poderá ser reduzido em $1.500.000 [($12.000.000 ÷ 360
dias) × 45 dias]. Por sua vez, como a taxa de juros é de 10% ao ano, a MAX terá uma economia
anual de $150.000 (0,10 × $1.500.000) resultante de uma administração mais eficiente do seu
ciclo de caixa.
Ou
Quanto maior o giro de caixa, menos caixa se requer.
Inicial Novo
Giro de Caixa = 360 ÷ CC = 360 ÷120 = 3,0 = 360 ÷75 = 4,8
Necessidade de caixa
mínima operacional
$12.000.000 ÷ 3,0 =
$4.000.000
$12.000.000 ÷ 4,8 =
$2.500.000
25
Economia anual = ($4.000.000 - $2.500.000) × 0,10 = $150.000.
5. TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA
Como forma de minimizar a necessidade de financiamentos negociados, os administradores
financeiros tentam acelerar recebimentos e retardar pagamentos. Para alcançar tais objetivos o
administrador financeiro tem a sua disposição uma variedade de técnicas para o gerenciamento de
caixa, as quais podem proporcionar ganhos adicionais.
Essas técnicas objetivam minimizar as necessidades de financiamento negociado, aproveitando
determinadas imperfeições nos sistemas de cobrança e pagamentos. Assim, o uso de algumas
técnicas poderia aumentar a velocidade de cobrança e retardar desembolsos. Tais procedimentos
são utilizados, após constatação de que o saldo de caixa de uma empresa apresentado em suas
demonstrações financeiras (saldo contábil de caixa ou razão de caixa) não é a mesma coisa que o
saldo apresentado em sua conta bancária (saldo em conta corrente ou saldo bancário). A diferença
entre o saldo em conta corrente e o saldo contábil é denominada float, e representa o efeito
líquido dos cheques que ainda estão sendo cobrados.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1. (Gitman, 2004) As Namtig Industries projetam saídas de caixa de $1,8 milhões para o
próximo exercício. Para minimizar o investimento em caixa a administração pretende aplicar
o modelo de Baumol. Um analista financeiro da empresa estimou o custo de conversão de
títulos negociáveis em caixa como sendo de $45 por operação e o custo anual de
oportunidade de se manter caixa ao invés de ter os recursos aplicados em títulos negociáveis
em 8%.
a) Calcule o montante ótimo de caixa a ser transferido de títulos negociáveis (isto é, o valor
econômico de conversão, VEC). Qual deverá ser o saldo médio de caixa?
b) Quantas operações deverão ser feitas por ano?
c) Calcule o custo total associado com o uso do VEC, obtido em a
d) Se a administração da empresa fizer doze conversões de mesmo montante ao longo do ano
(isto é, uma vez por mês), qual será: (1) o custo total de conversão, (2) o custo total de
oportunidade, e (3) o custo total? Contraste e discuta esse valor em relação ao resultado de
c
T = $1.800.000 F = $45 K = 8% a a
26
a1) Montante ótimo de caixa a ser transferido de títulos negociáveis
VEC = K
F T 2 ××
⇒ 08,0
$45 $1.800.000 2 ××
⇒ 000.000.025.2$
VEC = $45.000
a2) Saldo médio de caixa = $45.000 ÷ 2 = $22.500
b) Número de conversões feitas no período =
40 $45.000
$1.800.000
=
Ou
F
T K 0,5
N ××=
⇒ $45
$1.800.000 0,08 0,5
N ××=
⇒ 600.1 N = ⇒ N = 40
c) Custo total = [($22.500 × 0,08) + ($45,00 × $40)]
$1800 + $1.800 = $3.600
Análise:
Como N = 40
Desembolso diário é igual a $1.800.000 ÷ 360 = $5.000
Serão feitas 40 conversões sendo que cada uma das conversões são no valor de $1.800.000 ÷ 40 =
$45.000
Portanto, a cada 9 dias (= 360 ÷ 40) existirá uma transferência de fundos de aplicação financeiro
para o caixa da empresa.
Para o 1º dia, dos $1.800.000 recebidos, $1.755.000 (=$1.800.000 - $45.000) foram investidos no
curto prazo. Os desembolsos diários de $5.000 (=$1.800.000 ÷ 360) reduzem o caixa até o
instante em que seja necessário fazer uma transferência de recursos da aplicação financeira para o
caixa, o que ocorre, no exemplo citado, no 9º, 18º e 27º dia do mês até o 351º dia do ano.
d) Se o número de conversões for igual a 12, então:
Sendo feitas 12 conversões, então cada uma das 12 será no valor de :
$1.800.000 ÷ 12 = $150.000
27
d1) Custo total de conversão = Custo por conversão × Número de conversões
Custo total de conversão = $45 × 12 = $540
Ou
Custo total de conversão =
F
C
T
×
⇒
$45 $150.000
0$1.8000.00
×
Custo total de conversão = 12 × $45 = $540
d2) Custo total de oportunidade = Custo de oportunidade × Saldo médio de caixa
Custo total de oportunidade = 0,08 ×
2
000.150$
= 0,08 × $75.000 = $6.000
Ou
Custo total de oportunidade =
K
2
C
×
Custo total de oportunidade =
0,08
2
$150.000
×
= $750.000 × 0,08 = $6.000
d3) Custo total = Custo total de conversão + Custo total de oportunidade
Custo total = $540 + $6.000 = $6.540
d4) Contrastando e discutindo o valor encontrado em d3 em relação ao resultado de c
O objetivo do Modelo de Baumol é determinar o valor econômico de conversão de caixa que
minimize o custo total, sendo o custo total = custo total de conversão + custo total de
oportunidade. Isto ocorre quando a redução marginal dos custos de conversão, que ocorre com o
aumento do saldo de caixa, for igual ao aumento marginal dos custos de oportunidades associado
a esse aumento do saldo de caixa. Se as transferências para caixa forem maior ou menor do que o
VEC os custos totais serão superiores.
Neste caso, as transferência para o caixa de $150.000 são maiores do que o VEC, de $45.000,
com isto o custo de conversão passou de $1.800 para $540, porém esta redução não foi
compensada com o aumento marginal dos custos de oportunidade associados com o aumento do
saldo de caixa (que passou de $45.000 para $150.000). Tendo como conseqüência o aumento do
custo total, que passou de $3.600 para $6.540.
28
Número de
conversões
Variação
Custos 40 12 Absoluta Percentual
Custo total de conversão $1.800 $540 1.260
↓ 70%
Custo total de
oportunidade
1.800 6.000 (4.200) ↑ 233,33%
Custo total 3.600 6.540 (2.940)
↑ 81,67%
2 . (Gitman, 2004) A STIC Corporatin utiliza-se do modelo de Miller-Orr para gerenciar o nível
de seu caixa. Recentemente, alguém perguntou qual seria a sensibilidade sobre o ponto de retorno
e o limite superior para mudanças nos custos de conversão, na variação diária dos fluxos líquidos
de caixa e no custo de oportunidade (expresso em termos de taxa diária). Os valores atualmente
empregados são de $50 por operação de conversão, variação diária dos fluxos líquidos de caixa
de $2 milhões e um custo de oportunidade anual de 10%.
a) Calcule o ponto de retorno e o limite superior, utilizando os valores atuais.
b) Eleve simultaneamente em 50% os valores relativos às três variáveis utilizadasem a, e
recalcule o ponto de retorno e o limite superior.
c) Discuta a sensibilidade do modelo face a mudanças nas variáveis.
Custo de conversão (F) = $50 K = 10% a a = 0,0278% a d.
σ2 = $2.000.000
a1) Ponto de retorno (Z*) =
3
decimal) forma (na diário deoportunida de custo 4
diários caixa de fluxos dos variação concersão de custo 3
×
××
Ou Z* =
L
K4
F3 3
1
2
+
σ
Z* =
0$
0,000278 4
2.000.000 50 3 3
1
+
×
××
=
31
0,001111
00.000.000 3
= $6.461,58
a2) Limite superior (H*)
H* = 3Z* - 2L H* = 3 × $6.461,58 = $19.384,74
29
b) F = $50 × 1,5 = $75 K = 10% a a × 1,5 = 15% a a = 0,04167% a d.
σ2 = $2.000.000 × 1,5 = $3.000.000
b1) Ponto de retorno (Z*) =
3
decimal) forma (na diário deoportunida de custo 4
diários caixa de fluxos dos variação concersão de custo 3
×
××
Ou Z* =
L
K4
F3 3
1
2
+
σ
Z* =
0$
0,000417 4
3.000.000 57 3 3
1
+
×
××
=
31
0,001668
00.000 0.675
= $7.396,60
b2) Limite superior (H*)
H* = 3Z* - 2L H* = 3 × $7.396,60 = $22.189,79
c) Discutindo a sensibilidade do modelo face a mudanças nas variáveis
O modelo depende de custos de transação e de custo de oportunidade.
O custo de compra e venda de títulos negociáveis, F, por transação, é fixo por hipótese. O custo
de oportunidade de manutenção de caixa por período, K, em termos percentuais, é a taxa de juros
diária de títulos negociáveis.
O número de transações é uma variável aleatória que oscila de período a período, dependendo do
comportamento de entradas e saídas de caixa.
Em conseqüência, os custos de transação por período são determinados pelo número esperado de
transações durante o período. De maneira semelhante, os custos de oportunidade de manutenção
de caixa são determinados pelo saldo esperado de caixa por período.
O modelo mostra que o ponto ótimo de retorno, Z*, está diretamente relacionado aos custos de
transação F, e inversamente relacionado a K. Em segundo lugar, o modelo mostra que o ponto
ótimo de retorno e o saldo médio de caixa estão diretamente associados à variabilidade dos fluxos
de caixa. Ou seja, as empresas cujos fluxos de caixa estão sujeitos a maior incertezas deveriam
manter saldos médios de caixa maiores.
Com base na sensibilidade do modelo, nota-se que quando há uma variação pequena (positiva ou
negativa), o conjunto de regras de decisão permanece estável. Entretanto, quando o custo de
transferência é elevado em relação ao custo de manutenção, uma variação maior leva a uma
política ótima menos estável. De maneira semelhante, quando existe dependência entre fluxos no
tempo, os fluxos de caixa que influenciam fluxos de períodos futuros mais distantes não exercem
qualquer efeito adverso sobre o conjunto ótimo de regras.
30
3. (Gitman, 2004) O gerente financeiro da YARL Corporation soube recentemente que a
aplicação do modelo de Miller-Orr trouxe economias significativas para outra companhia da
indústria. Desejando saber se esse modelo traria economia para a YARL, ele estudou o
sistema de caixa e encontrou: Mantém-se atualmente, $100.000 em caixa, sem qualquer
rendimento. Os custos de conversão de caixa em títulos negociáveis, ou vice-versa, são de
$30 em média, por operação. A variação diária dos fluxos líquidos de caixa é de $1,5
milhões. Os títulos negociáveis rendem 9% a a (supõe-se ano de 360 dias). O gerente
financeiro pediu-lhe para:
a) Calcular o ponto de retorno e o limite superior, utilizando o modelo de Miller-Orr.
b) Determinar o lucro adicional que a YARL poderia obter se utilizar o modelo de Miller-
Orr, em vez de manter seu atual nível de caixa. O saldo médio de caixa no modelo seria:
ponto de retorno × 4/3
c) Você recomendaria a adoção do modelo de Miller-Orr ou, ao contrário, proporia que a
empresa continuasse a manter altos saldos de caixa, caso a variação dos fluxos líquidos de
caixa da empresa aumentasse para $3 milhões?
Mantém-se atualmente, $100.000 em caixa, sem qualquer rendimento.
Custo de conversão (F) = $30 K = 9% a a = 0,025% a d.
σ2 = $1.500.000
a) Calcular o ponto de retorno e o limite superior, utilizando o modelo de Miller-Orr.
a1) Ponto de retorno (Z*) =
Ou Z* =
L
K4
F3 3
1
2
+
σ
Z* =
0$
0,00025 4
1.500.000 30 3 3
1
+
×
××
=
31
0,001
.000.000135
= $5.129,88
a2) Limite superior (H*)
H* = 3Z* + L H* = 3 × $5.129,88 = $15.389,65
b) Determinando o lucro adicional que a YARL poderia obter se utilizar o modelo de Miller-
Orr, em vez de manter seu atual nível de caixa. O saldo médio de caixa no modelo seria: ponto de
retorno × 4/3
31
Saldo médio de caixa = 3
L - 4Z
ou 3
Z H +
= 3
5.129,88 4×
= $6.839,84
Custo de manter o saldo de caixa = 0,00025 × 3
L - 4Z
Custo de manter = 0,00025 × $6.839,84 = $1,709960 × 360 = $615,59
Custo de manter $100.000 ÷÷÷÷ 2 = $50.000 em caixa = $50.000 ×××× 0,09 = $4.500
Portanto o lucro adicional de que a empresa poderia obter se usasse o modelo de Miller-Orr, em
vez de manter o saldo atual de caixa de $100.000 seria de:
$615,59 - $4.500 = $3.884,40 anuais
c) Você recomendaria a adoção do modelo de Miller-Orr ou, ao contrário, proporia que a empresa
continuasse a manter altos saldos de caixa, caso a variação dos fluxos líquidos de caixa da
empresa aumentasse para $3 milhões?
Custo de conversão (F) = $30 K = 9% a a = 0,025% a d.
σ2 = $3.000.000
a) Calcular o ponto de retorno e o limite superior, utilizando o modelo de Miller-Orr.
a1) Ponto de retorno (Z*) =
Ou Z* =
L
K4
F3 3
1
2
+
σ
Z* =
0$
0,00025 4
3.000.000 30 3
31
+
×
××
=
31
0,001
.000.000270
= $6.463,30
a2) Limite superior (H*)
H* = 3Z* - 2L H* = 3 × $6.463,30 = $19.389,91
Saldo médio de caixa = 3
L - 4Z
ou 3
Z H +
32
= 3
6.463,30 4 ×
= 3
25.883,20
= $8.617,73
Custo de manter = 0,00025 × 3
L - 4Z
Custo de manter = 0,00025 × $8.616,98 × 360 =
$755.60
Custo diário de manter $100.000 em caixa = $100.000 ÷ 2 × 0,00025 = $12,50 × 360 = $4.500
Recomendaria a adoção do Modelo Miller-Orr, já que o lucro adicional de que a empresa poderia
obter se usasse o modelo de Miller-Orr, em vez de manter o saldo atual de caixa de $100.000
seria de:
$755,6 - $4.500 = $3.724,40
4. (Gitman, 2004) A Harris & Company tem um giro de estoque de doze vezes, um período
médio de cobrança de quarenta e cinco dias, e um período médio de pagamento de quarenta
dias. A empresa gasta $1 milhão por ano em investimentos no ciclo operacional. Supondo
um ano de 360 dias.
a) Calcule o ciclo operacional da empresa
b) Calcule o ciclo de caixa da empresa.
c) Calcule o montante de financiamento negociado, necessário para sustentar o ciclo de
caixa.
d) De que modo o ciclo de caixa e a necessidade de financiamentos negociados seriam
afetados, se o ciclo operacional da empresa fosse aumentado sem qualquer alteração no
período médio de pagamento?
Giro do estoque = 12 PMC = 45 dias PMP = 40 dias
Investimento anual no ciclo operacional = $1.000.000
IME = 360 ÷Giro do estoque ⇒ IME = 360 ÷12 = 30 dias
a) Cálculo do ciclo operacional da empresa
Ciclo operacional (CO) = IME + PMC
CO = 30 + 45 = 75 dias
b) Cálculo do ciclo de caixa da empresa
CC = IME + PMC - PMP
CC = 30 + 45 - 40 = 35 dias
c) Montantede financiamento negociado necessário para financiar caixa
Investimento anual no ciclo operacional = $1.000.000
33
Dispêndios diários = $1.000.000÷360 = $2.777,78
Montante necessário para financiar o ciclo de caixa = $$2.777,78 × 35 = $97.222
d) o ciclo de caixa aumentaria e a necessidade de financiamentos negociados subiria, então
provavelmente a Harris iria obter um financiamento negociado (linha de crédito ou
financiamento garantido) para financiar o maior ciclo de caixa.
5. (Gitman, 2004) Uma empresa cobra suas duplicatas, em média, após setenta e cinco dias. Os
estoques têm uma idade média de cento e cinco dias, e as duplicatas a pagar são quitadas, em
média, sessenta dias após sua emissão. Que modificações ocorrerão no ciclo de caixa com
cada uma das seguintes circunstâncias, supondo um ano de 360 dias.
a) A idade média dos estoques muda para noventa dias.
b) O período médio de cobrança muda para sessenta dias.
c) O período médio de pagamento muda para cento e cinco dias.
d) Todas as circunstâncias (a, b, e c) ocorrem simultaneamente.
PMC = 75 dias IME = 105 dias PMP = 60 dias
CC = 105 + 75 - 60 = 120 dias GC = 360/120 = 3
IME
PMC
PMP
Ciclo de
Caixa
Mudança no
Ciclo de Caixa
Giro de
Caixa
(atual) 105 dias + 75 dias - 60 dias = 120 dias - 3,00
a. 90 dias + 75 dias - 60 dias = 105 dias - 15 dias 3,43
b. 105 dias + 60 dias - 60 dias = 105 dias - 15 dias 3,43
c. 105 dias + 75 dias - 105 dias = 75 dias - 45 dias 4,8
d. 90 dias + 60 dias - 105 dias = 45 dias - 75 dias 8,0
a) Diminuição no período médio de cobrança em 15 dias ( de 75 para 60 dias), o ciclo de caixa
cai de 120 para 105 dias
CC = 105 + 60 - 60 = 105 dias ou CC = 120 - 15 = 105 dias
GC =360 ÷105 = 3,43
b) Diminuição na idade média dos estoques em 15 dias ( de 105 para 90 dias), o ciclo de caixa
cai de 120 para 105 dias
CC = 90 + 75 - 60 = 105 dias ou CC = 120 - 15 = 105 dias
GC = 360÷105 = 3,43
c) Aumento no período médio de pagamento em 45 dias ( de 60 para 105 dias), o ciclo de
caixa cai de 120 para 75 dias
CC = 105 + 75 - 105 = 75 dias ou CC = 120 - 45 = 75 dias
34
GC = 360 ÷75 = 4,8
d) Todas as situações ( de a a b ocorrendo simultaneamente)
Ciclo de caixa inicial 120 dias
Redução em virtude de :
Menor período de cobrança ( 75 para 60 dias) 15
Menor idade do estoques ( de 105 para 90 dias) 15
Maior período de pagamento ( de 60 para 105 dias) 45
(-) Redução total no ciclo de caixa 75 dias
Novo ciclo de caixa 45 dias
GC = 360 ÷ 45 = 8
6. (Gitman, 2004) A Camp Manufacturing gira seus estoque oito vezes por ano, tem um período
médio de pagamento de trinta e cinco dias e um período médio de cobrança de sessenta dias.
As saídas de caixa anuais relativas aos investimentos no ciclo operacional são de $3,5 milhões.
Supondo um ano de 360 dias:
a) Calcule os ciclos operacional e de caixa da empresa.
b) Determine os gastos diários operacionais da empresa. Qual o montante de financiamento
negociado necessário para sustentar seu ciclo de caixa?
c) Admitindo-se que a empresa pague 14% de juros ao ano sobre os empréstimos, de quanto
seria o aumento de seus lucros anuais, caso o ciclo de caixa fosse alterado favoravelmente
em vinte dias?
Giro do estoque = 8 PMP = 35 dias PMC = 60 dias
Investimento anual no ciclo operacional = $3.500.000
IME = 360 ÷÷÷÷ giro de estoques ⇒⇒⇒⇒ IME = 360 ÷÷÷÷ 8 = 45 dias
a) Os ciclos operacional e de caixa da empresa.
Ciclo operacional = IME + PMC ⇒ Ciclo operacional = 45 + 60 = 105 dias
Ciclo de caixa = IME + PMC – PMP ⇒ Ciclo de caixa = 45 + 60 – 35 = 70 dias
b) Determine os gastos diários operacionais da empresa. Qual o montante de financiamento
negociado necessário para sustentar seu ciclo de caixa?
Investimento anual no ciclo operacional = $3.500.000 Dispêndios diários = $3.500.000÷360
= $9.722
Montante necessário para financiar o ciclo de caixa = $9.722 × 70 = $680.540
35
c) Admitindo-se que a empresa pague 14% de juros ao ano sobre os empréstimos, de quanto seria
o aumento de seus lucros anuais, caso o ciclo de caixa fosse alterado favoravelmente em vinte
dias?
Novo ciclo de caixa = 70 dias – 20 dias = 50 dias
Redução no financiamento necessário para sustentar o ciclo de caixa = $9.722 × 20 = $194.444
Aumento no lucro anual = 0,14 × $194.444,44 = $27.222
7. (Gitman, 2004) As Garret Industries giram seus estoques seis vezes por ano, tem um período
médio de cobrança de quarenta e cinco dias e um período médio de pagamento de trinta dias.
Os dispêndios anuais com o ciclo operacional são de $3 milhões. Supondo um ano de 360
dias:
a) Calcule o ciclo de caixa da empresa, seus gastos operacionais diários e o montante de
empréstimos necessários para sustentar seu ciclo de caixa.
b) Determine o ciclo de caixa e as necessidade de financiamento, caso se façam as seguintes
mudanças simultaneamente:
(1) Redução da idade média dos estoques em cinco dias
(2) Aceleração da cobrança de duplicatas, na média, em dez dias.
(3) Extensão do período médio de pagamento em dez dias
c) A empresa paga 13% ao ano sobre empréstimos. Se for o caso, de quanto aumentaria seu
lucro anual a partir das mudanças apontadas em b?
d) Se o custo anual para se atingir o lucro em c fosse de $35.000, que ações você
recomendaria para a empresa? Explique.
a) Giro do estoque = 6 PMP = 30 dias PMC = 45 dias
Investimento anual no ciclo operacional = $3.000.000
IME = 360 ÷ giro de estoques ⇒ IME = 360 ÷ 6 = 60 dias
a) Calcule o ciclo de caixa da empresa, seus gastos operacionais diários e o montante de
empréstimos necessários para sustentar seu ciclo de caixa.
Ciclo operacional = 60dias + 45 dias = 105 dias
Ciclo de caixa = CO – PMP ⇒ = 105 – 30 = 75 dias
Investimento anual no ciclo operacional = $3.000.000 Dispêndios diários = $3.000.000÷360
= $8.333
Montante necessário para financiar o ciclo de caixa = $8.333 × 75 = $624.975
36
b. Determine o ciclo de caixa e as necessidade de financiamento, caso se façam as seguintes
mudanças simultaneamente:
(1) Redução da idade média dos estoques em cinco dias
(2) Aceleração da cobrança de duplicatas, na média, em dez dias.
(3) Extensão do período médio de pagamento em dez dias
Ciclo operacional = 55 dias + 35 dias = 90 dias
Ciclo de caixa = CO – PMP ⇒ = 90– 40 = 50 dias
Redução no financiamento = $8.333,33 × 25 dias = $208.333
c. A empresa paga 13% ao ano sobre empréstimos. Se for o caso, de quanto aumentaria seu lucro
anual a partir das mudanças apontadas em b?
Aumento no lucro anual = 0,13 × $208.333 = $27.082
d. Se o custo anual para se atingir o lucro em c fosse de $35.000, que ações você recomendaria
para a empresa? Explique.
Não, o custo de $35.000 excede a economia de $27.082.
CONCLUSÃO
A conta caixa juntamente com a conta de depósito bancário representa as disponibilidades de
qualquer empresa. A existência dessa conta está atrelada ao fato de as organizações necessitarem
de recursos com alto grau de liquidez para realizar seus compromissos de curtíssimo prazo, como
por exemplo, pagamento de despesas emergenciais. A não remuneração desse capital pode
prejudicar a empresa como um todo, visto que o montante “estocado” não está sendo remunerado
e prejudica o resultado financeiro da empresa. Para obter os melhores resultados possíveis, a
empresa deve buscar a melhor remuneração possível de todos os seus ativos e daí vem a
necessidade do profissional da área se atentar a essa situação, que muitas vezes é esquecida pela
empresa.
O termo disponibilidades é usado para especificar o dinheiro em caixa e em bancos, e demais
valores equivalentes que representem livrem movimentação para uso nas operaçõesda empresa e
para os quais não haja restrições para uso imediato, caso necessário. O mesmo autor considera
que caixa “inclui dinheiro, bem como cheques em mãos, recebidos e ainda não depositados,
pagáveis irrestrita e imediatamente”.
37
O caixa é o sangue de todas as empresas. Essa afirmação pode parecer um pouco exagerada, a
primeira vista, mas vamos considerá-la um pressuposto para entender a sua relação com as
demais atividades de uma organização. Sendo o caixa o sangue de todas as empresas, pode-se
afirmar que administrá-lo bem pode ser de grande valia para as pretensões da mesma.
A administração do caixa constitui ferramenta fundamental para a boa administração dos recursos
financeiros em qualquer empresa, independente de seu tamanho. Podemos notar uma necessidade
da administração da empresa em atentar-se para o fluxo de recursos no caixa da empresa, e a
necessidade de se estabelecer uma condição em que se maximize as operações do caixa.
RESUMO
Nesta aula definimos os motivos para se ter dinheiro em caixa e as estratégias usadas na
administração de caixa. Vimos os principais métodos quantitativos de administração de caixas
voltados para maximizar o retorno dos retornos disponíveis e manter a liquidez da empresa.
Aprendemos sobre o ciclo operacional, ciclo de caixa e ciclo financeiro e como adminstra-los.
INFORMAÇÕES SOBRE A PRÓXIMA AULA
Na próxima aula você vai entender os conceitos de administração de estoques e suas aplicações
no contexto da realidade brasileira. Vai, também, aprender controle de estoques pelo método da
curva ABC e estudar os modelos de analise e controle de estoque.
REFERÊNCIAS
Gitman, Lawrence Jeffrey. Princípios de Administração Financeira. 10ª Edição. São Paulo:
Pearson Education, 2004. 745 páginas.
Ross, Stephen A.; Westerfield, Randolph W.; Jaffe, Jeffrey F. Administração Financeira -
Corporate Finance. 2ª Edição. São Paulo:Atlas, 2002. 699 páginas.
Brigham, Eugene F.; Ehrhardt, Michael C. Administração Financeira - Teoria e Prática. 10ª
Edição. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006. 1044 páginas.
Lemes Jr., Antonio Barbosa; Rigo, Claudio Miessa; Cherobim, Ana Paula Mussi Szabo.
Administração Financeira - Princípios, Fundamentos e Práticas Brasileiras . 2ª Edição. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005. 547 páginas.