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AÇÃO PENAL 6º PERÍODO

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podendo antes admitir a 
produção de provas no prazo de 3 (três) dias” (CPP, art. 104). 
Vêse, pois, que em se tratando de suspeição de representante 
do Ministério Público (promotor de justiça, por exemplo), caberá 
ao juiz monocrático decidir (não o Tribunal), irrecorrivelmente. 
341. Errado. As exceções serão processadas em autos apartados e 
não suspenderão, em regra, o andamento da ação penal (CPP, 
art. 111). 
342. Errado. Não se poderá opor suspeição às autoridades policiais 
nos atos do inquérito, no entanto, deverão elas declarar-se 
suspeitas, quando o ocorrer motivo legal (CPP, art. 107). 
343. Correto. O art. 92, “caput”, do CPP, regulamenta as questões 
prejudiciais extrapenais absolutas, as quais obrigam o 
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magistrado a suspender o processo criminal. Já as questões 
prejudiciais previstas no art. 93 do CPP, por serem “relativas”, 
facultam ao magistrado a suspensão do processo-crime (não 
havendo a suspensão do feito, quando do sentenciamento, o juiz 
criminal decidirá a prejudicial). 
344. Errado. Há questões prejudiciais consideradas pela doutrina 
“relativas” ou “facultativas”, porquanto a suspensão do processo 
criminal não é obrigatória, podendo o magistrado optar entre 
suspendê-lo ou não. O fato, portanto, de existir questão 
prejudicial, por si só, não obriga o juiz a suspender o processo-
crime (CPP, art. 93). 
345. Errado. As autoridades policiais deverão declarar-se suspeitas, 
quando ocorrer motivo legal. Em relação a elas não cabe 
argüição de suspeição nos atos de inquérito (CPP, art. 107). 
CAPÍTULO 8 
Restituição das Coisas Apreendidas 
346. (CESPE/Promotor MPE-RO/2010) A restituição de coisa 
apreendida em poder de terceiro de boa-fé pode ser feita pela 
autoridade policial mediante a prova da propriedade. 
347. (CESPE/Promotor MPE-ES/2010) A restituição de coisas 
apreendidas, inexistindo dúvidas ou óbices sobre o direito do 
reclamante, pode ser determinada pela autoridade policial, 
mediante termo nos autos do inquérito policial, sendo 
dispensáveis a manifestação do órgão do MP e a decisão do juízo 
criminal. 
348. (CESPE/Promotor MPE-RO/2008) Antes de transitar em julgado 
a sentença final, as coisas apreendidas não poderão ser 
restituídas enquanto interessarem ao processo. 
349. (CESPE/Promotor MPE-RO/2008) Com relação ao pedido de 
restituição de coisa apreendida, em caso de dúvida sobre quem 
seja o verdadeiro dono, o juiz remeterá as partes para o juízo 
cível, ordenando o depósito das coisas em mãos de depositário 
ou do próprio terceiro que as detinha, se for pessoa idônea. 
350. (CESPE/Exame de Ordem 2007.2) Antes de transitar em julgado 
a sentença final, as coisas apreendidas poderão ser restituídas, 
ainda que interessem ao processo. 
Gabarito: 
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346 E 348 C 350 E 
347 C 349 C 
Comentários: 
346. Errado. Quando os bens reclamados tiverem sido apreendidos 
em poder de terceiro de boa-fé, a restituição não poderá ser 
efetuada pela autoridade policial. O terceiro será intimado para 
provar, em juízo, o seu direito, cabendo à autoridade judicial 
resolver o incidente instaurado (CPP, art. 120, § 2º), com a oitiva 
do representante do Ministério Público (§ 3º). 
347. Correto. A restituição, quando cabível, poderá ser determinada 
pela autoridade policial ou judiciária, mediante termo nos autos, 
desde que não haja dúvida acerca do direito do reclamante (CPP, 
art. 120). Registre-se, sobre o pedido de restituição, assenta a 
norma que será sempre ouvido o Ministério Público (CPP, § 3º, 
do art. 120), porém, em se tratando de requerimento de 
restituição feito à autoridade policial, no curso do inquérito, na 
prática, não ocorre tal oitiva. Esta faz-se necessária somente na 
fase judicial, ou seja, quando o pedido é deduzido à autoridade 
judiciária, no curso do processo criminal. 
348. Correto. Letra de lei! O art. 118 do CPP veda a devolução de 
coisas que ainda apresentem relevância ao processo judicial 
(embora não haja previsão expressa, a vedação quanto à 
restituição alcança, também, os objetos que interessem à 
investigação criminal). 
349. Correto. Letra de lei! Basta observar o que dispõe o § 4º, do art. 
120, do CPP. A restituição, quando cabível, poderá ser 
determinada pela autoridade policial ou judiciária, mediante 
termo nos autos, contanto que não exista dúvida quanto ao 
direito do reclamante (CPP, art. 120, “caput”). Havendo dúvida, o 
CPP faculta a produção de provas, no juízo criminal, visando a 
saná-las (§ 1º, do art. 120). Persistindo a dúvida, a solução será 
o encaminhamento das partes ao juízo cível (§ 4º, do art. 120). 
350. Errado. Antes do trânsito em julgado da sentença, as coisas 
apreendidas não poderão ser restituídas enquanto interessarem 
ao processo (CPP, art. 118). 
CAPÍTULO 9 
Medidas Assecuratórias 
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351. (CESPE/Analista Processual-MPU/2010) As medidas 
assecuratórias previstas na lei sobre drogas (lei nº 11.343/2006) 
e na que dispõe sobre lavagem de capitais (lei nº 9.613/1998) 
podem ser decretadas tanto na fase de inquérito policial quanto 
na etapa processual, impondo-se, em ambas as normas, como 
condição especial para o conhecimento do pedido de restituição 
de bens apreendidos, o comparecimento pessoal do acusado em 
juízo. 
352. (CESPE/Promotor MPE-ES/2010) Considerando que um 
promotor de justiça, nos autos de uma ação penal, tenha 
requerido o seqüestro dos bens imóveis adquiridos pelo réu com 
os proventos da infração e que, tendo entendido incabível a 
medida assecuratória, o juiz tenha indeferido o procedimento, do 
despacho que indeferiu o seqüestro caberá a interposição de 
recurso em sentido estrito. 
353. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 2ª Região/2009) É cabível 
o seqüestro de bens imóveis adquiridos pelo acusado com os 
proventos da infração, desde que haja indícios veementes da 
proveniência ilícita dos bens e que estes ainda não tenham sido 
transferidos a terceiro. 
354. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 2ª Região/2009) O 
seqüestro é medida assecuratória específica para os bens 
imóveis adquiridos com os proventos da infração; portanto, não 
cabe para bens móveis assim adquiridos. 
355. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 2ª Região/2009) A 
sentença irrecorrível de extinção da punibilidade não autoriza o 
levantamento do arresto ou o cancelamento da hipoteca, mas 
somente a sentença absolutória irrecorrível. 
356. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 2ª Região/2009) Uma vez 
ordenado judicialmente o seqüestro, poderá ele ser levantado se 
a ação penal não for intentada no prazo de sessenta dias, 
contados da data da conclusão da diligência. 
357. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Em medida cautelar de 
arresto de bens do investigado, tendente a garantir a reparação 
do dano provocado pelo crime, a meação do cônjuge deve 
responder ainda que não haja prova de que se tenha beneficiado 
do produto da infração por atos ilícitos praticados pelo cônjuge. 
358. (CESPE/Exame de Ordem 2008.3) O seqüestro pode ser 
embargado pelo acusado, mas não, por terceiro a quem os bens 
tenham sido transferidos a título oneroso. 
359. (CESPE/Exame de Ordem 2008.3) Se o indiciado tiver adquirido 
bens imóveis utilizando os proventos da infração, caberá o 
seqüestro desses bens, desde que não tenham sido transferidos 
a terceiro. 
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360. (CESPE/Exame de Ordem 2008.3) Se for julgada extinta a 
punibilidade ou absolvido o réu, por sentença transitada em 
julgado, o seqüestro