A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
262 pág.
AÇÃO PENAL 6º PERÍODO

Pré-visualização | Página 47 de 50

a 
vigência da Lei 11.719/2008, constatando que o réu se oculta 
para não ser citado, o oficial de justiça certificará a ocorrência e 
procederá à citação com hora certa (art. 362 do CPP), na forma 
estabelecida nos arts. 227 a 229 do Código de Processo Civil. 
491. Errado. A resposta do acusado, apontada no art. 396-A, do CPP, 
vem em substituição à extinta defesa prévia, e visa, sobretudo, 
proporcionar ao réu a possibilidade de trazer aos autos 
argumentos que possam conduzir ao julgamento antecipado do 
processo e sua absolvição sumária. Recebida a denúncia, o juiz 
ordenará a citação do acusado para responder à acusação, por 
escrito, no prazo de dez dias (CPP, art. 396, “caput”, com 
redação dada pela Lei 11.719/2008). Frise-se, antes da reforma 
parcial do CPP, a citação era primeiro para o interrogatório, e 
depois deste, havia três dias para o oferecimento da defesa 
prévia por escrito. 
492. Errado. “A prova da embriaguez ao volante deve ser feita, 
preferencialmente, por meio de perícia (teste de alcoolemia ou de 
sangue), mas esta pode ser suprida (se impossível de ser 
realizada no momento ou em vista da recusa do cidadão), pelo 
exame clínico e, mesmo, pela prova testemunhal, esta, em casos 
excepcionais, por exemplo, quando o estado etílico é evidente e a 
própria conduta na direção do veículo demonstra o perigo 
potencial à incolumidade pública (...)” (STJ, RHC 26.432/MT, 5ª 
Turma, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJ 22.02.2010). 
493. Correto. “Em se tratando de crime contra a honra praticado contra 
funcionário público propter officium, admite-se a legitimidade 
concorrente tanto do ofendido para promover ação penal privada 
(ex vi art. 5º, X, da Lex Maxima), como do Ministério Público para 
oferecimento da ação penal condicionada à representação” (STJ, 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
146 
 
REsp 663941/SP, Rel. Min. Felix Fischer, 5ª Turma, 
22.11.2004). 
494. Errado. O art. 7º da Lei 9.034/1995 veda a concessão de 
liberdade provisória, com ou sem fiança, aos agentes com 
intensa e efetiva participação na organização criminosa. 
Contudo, o STF e o STJ têm abrandado a interpretação da 
precitada normativa, exigindo, motivação concreta para o 
indeferimento do requerimento de liberdade provisória (STJ, RE 
772.504/PR, 5ª Turma, 20.11.2006). 
495. Errado. A Lei 9.034/1995, em seu art. 2º, IV (inciso incluído 
pela Lei 10.217/2001), reza que em qualquer fase da persecução 
criminal são permitidas a captação e a interceptação ambiental 
de sinais eletromagnéticos, óticos ou acústicos, e o seu registro e 
análise, mediante circunstanciada ordem judicial. 
496. Correto. A “ação controlada” tem previsão na Lei 9.034/1995 
(art. 2º, II). Visa o momento oportuno e conveniente para realizar 
a prisão em flagrante (flagrante esperado, diferido ou retardado). 
O acompanhamento e a observação detida (estrita vigilância), 
por parte dos agentes policiais, da conduta delituosa da 
organização criminosa, são medidas imprescindíveis para que 
possa haver o retardamento da prisão em flagrante dos 
investigados. 
497. Correto. O art. 89, “caput”, da Lei 9.099/95, reza que o 
“Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a 
suspensão do processo, por dois a quatro anos (...)”. “Poderá”, 
portanto (sem que isso signifique completa discricionariedade)! 
Em 09 de outubro de 2003, o STF publicou a Súmula 696, que 
tem o seguinte enunciado: “reunidos os pressupostos legais 
permissivos da suspensão condicional do processo, mas se 
recusando o promotor de justiça a propô-la, o juiz, dissentindo, 
remeterá a questão ao procurador-geral, aplicando por analogia o 
art. 28 do Código de Processo Penal”.  
498. Errado. O recebimento da denúncia precede à resposta do 
acusado. Recebida a denúncia-crime, é ordenada a citação do 
acusado para responder, por escrito, à acusação, no prazo de 
dez dias (CPP, art. 406, “caput”, com redação dada pela Lei 
11.689/2008). 
499. Errado. Apresentada a defesa, o magistrado deverá notificar o 
Ministério Público ou o querelante, ouvindo-os sobre eventuais 
preliminares argüidas na resposta do acusado ou sobre 
documentos acostados, no prazo de cinco dias (CPP, art. 409, 
com redação dada pela Lei 11.689/2008). 
500. Correto. Os esclarecimentos dos peritos serão prestados após a 
inquirição das testemunhas, dependendo, porém, de prévio 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
147 
 
requerimento e de deferimento pelo juiz (§ 1º do art. 411, do 
CPP). 
501. Errado. A designação “crise de instância” pode ser usada em 
todas as hipóteses de suspensão do processo. Vale frisar que, 
segundo estabelece o art. 798, “caput”, do CPP (Livro VI – 
Disposições Gerais), “todos os prazos correrão em cartório e serão 
contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, 
domingo ou dia feriado”.  
502. Errado. A rejeição da denúncia-crime, diferentemente do nãore-
cebimento desta, ocorre por motivos materiais (não formais), 
relativos ao fato narrado. A decisão de rejeição poderá fazer coisa 
julgada material, obstando a propositura de nova ação 
acusatória em relação ao mesmo fato contra o mesmo acusado. 
503. Errado. “Não será concedida liberdade provisória, com ou sem 
fiança, aos agentes que tenham tido intensa e efetiva participação 
na organização criminosa” (art. 7º da Lei 9.034/1995). Não 
obstante, a Corte Suprema (STF) e o Superior Tribunal de 
Justiça têm dado interpretação diversa à questão. Vejamos: “A 
simples alegação de que é vedada a concessão de liberdade 
provisória aos agentes com intensa e efetiva participação nos 
quadros da organização criminosa, com base apenas no disposto 
do art. 7º da Lei n. 9.034/95, não encontra respaldo na 
jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores. Entendimento 
pacífico que, sendo a prisão cautelar uma medida necessária para 
assegurar os meios e os fins do processo de conhecimento penal, 
faz-se sempre necessária fundamentação concreta, nos moldes do 
art. 312 do CPP” (STJ, RE 772.504/PR, 5ª T., DJ 20.11.2006). 
504. Errado. De acordo com a Lei 9.807/99, poderá o juiz, de ofício 
ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a 
conseqüente extinção da punibilidade ao acusado que, sendo 
primário, tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a 
investigação e o processo criminal, desde que dessa colaboração 
tenha resultado a identificação dos demais coautores ou 
partícipes da ação criminosa (art. 13, I). Vê-se, pois, que a 
concessão do perdão judicial depende dos antecedentes 
criminais (a lei exige, expressamente, primariedade). 
505. Errado. Será absolvido sumariamente o acusado se estiver 
provado que não concorrera para o delito como autor ou 
partícipe (CPP, art. 415, II). 
506. Errado. Compete ao STJ os conflitos de competência entre 
quaisquer tribunais, ressalvado o disposto no art. 102, I, ‘o’, bem 
como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes 
vinculados a tribunais diversos (CF, art. 105, I, ‘d’). Contudo, 
compete ao STF dirimir conflito de atribuições entre os 
Ministérios Públicos federal e estadual (Pet. 3528/BA, Rel. Min. 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
148
Marco Aurélio, 28.09.2005). Tem prevalecido o entendimento de 
que a Corte Suprema (STF) é competente para julgar conflito de 
atribuição entre Ministério Público Federal e dos Estados ou 
entre MP de um Estado e de outro (STF, Pet. 3.631/SP, DJ 
07.03.2008).
507. Correto. É efeito da condenação (efeito extrapenal específico) a 
perda do cargo, função pública ou mandato eletivo quando 
aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior 
a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou 
violação de dever