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Problemas Bioéticos do princípio da vida: Sexualidade, Ist’s e Reprodução Assistida. Sexualidade: O que é? Movimento LGBT; Transexualidade. 2 A sexualidade pode ser definida como um conjunto de excitações e atividades, presentes desde a infância (de um indivíduo), que está ligado ao coito, assim como aos conflitos daí resultantes. E um movimento que está ligado à liberdade sexual das pessoas é o movimento LGBT (Movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), através deste muitas conquistas já têm sido alcançadas pelo grupo, mas muito ainda há de se conquistar, inclusive pelos transexuais, que é o grupo ao qual darei foco dentro deste tema. A transexualidade pode ser caracterizada pela convicção de pertencimento ao sexo biologicamente oposto, o que leva o indivíduo a empreender uma série de modificações, ou melhor, construções corporais e sociais, segundo o que constitui o sexo e o gênero identificados. Transexualidade e o SUS Portaria MS 1.707/08; Cuidado integral. 3 “Recentemente o SUS instituiu o processo transexualizador como direito ao grupo, não centralizando a meta terapêutica na intervenção cirúrgica, já que nem sempre há desejo do transexual de passar pela intervenção cirúrgica.” Descrição do problema bioético: Alterações hormonais e físicas, reprodução de papéis sociais; Estabilidade do registro civil. 4 Modificações corporais, acompanhadas pela reprodução de papéis socialmente atribuídos ao gênero a que julga pertencer o indivíduo, integram o processo de desenvolvimento de sua identidade. Durante e, principalmente, após o tratamento, as modificações físicas vão se acentuando e a identidade de gênero literalmente ganha corpo. Contudo, não há alteração simultânea e, por vezes, sequer posterior, da qualificação civil dos transexuais, que continuam a portar documentos que contêm nome e sexo não condizentes com a pessoa que passou a existir como resultado do tratamento. Prescrição Livre desenvolvimento de identidade; Inexistência de norma jurídica específica; 5 A partir da nova ordem jurídica introduzida pela Constituição, a principal fonte de proteção do Direito passa a ser a pessoa humana, que deve ter garantido o livre desenvolvimento de sua identidade. Nesse diapasão, parece evoluir a jurisprudência da maioria dos tribunais brasileiros. Contudo, como as decisões judiciais inevitavelmente refletem os valores trazidos pelos julgadores, não são raros os casos de transexuais que, mesmo operados, tiveram negado o seu pedido de retificação do registro civil. De modo geral, essas decisões fundamentam-se em princípios que buscam imobilizar os elementos contidos no registro civil, a fim de preservar valores tradicionalmente caros ao ordenamento jurídico, como a segurança jurídica e a proteção ao interesse de terceiros. Não há existência de norma no ordenamento jurídico pátrio que disponha, ainda que superficialmente, sobre a retificação do registro civil de pessoas transexuais, essa alteração somente poderá tomar curso por meio da via judicial. Caso clínico 1 Cibely Ferreira, de 30 anos, conseguiu documento após ajuda do Centro de Referência Trans, ligado a Secretaria da Saúde. “Renascimento”, é como definiu a transexual ao receber sua nova carteira de identidade. Não se trata apenas de uma segunda via, mas da atualização do RG com seu novo nome e gênero. 6 Caso clínico 1 Depois de mais de um ano de luta contra a burocracia e preconceito, ela conseguiu fazer sua nova identificação no Poupatempo Sé. “Agora sou uma mulher de verdade”, disse ela. Desde sua infância, vivida em Barro, município do sul do Ceará, Cibely já se sentia mulher. Ela não revela o nome antigo ‘nem morta’. “É um passado que prefiro esquecer, pois sofri muito sem poder ser eu mesma, enfrentando situações de imenso constrangimento”. 7 Caso clínico 2 Após assumir a nova identidade, já na idade adulta, continuou a enfrentar preconceito quando precisava mostrar o RG com o nome masculino. Com a ajuda de advogados voluntários do Centro de Referência Trans, da Secretaria da Saúde de SP, trilhou um longo caminho até conseguir o novo RG. “Agora posso voltar a estudar, sem o risco de sofrer bullying na hora da chamada”, diz Cibely. “Vou tirar uma nova Carteira de Trabalho e voltar ao mercado”. 8 A turma concorda que Cibely realmente passava por preconceitos ao apresentar o RG. Se sim, dizer os prováveis motivos. 9 IST’s O que são? Causadores 10 Transmissão 11 Casos Clínicos 12 Casos clínicos – P.R.N. foi informada por seu parceiro, Henrique que ele está com “gonorreia”. Ela tem 25 anos, não apresenta corrimento nem febre, mas tem dor pélvica. Ao examiná-la, você percebe que seu abdômen está flácido, com sensibilidade aumentada no lado esquerdo, mas sem defesa muscular ou dor à descompressão. No toque ela apresenta discreta dor à mobilização do colo e no exame especular você observa muco cervical turvo. Oferecer pré-teste para HIV. 13 H.H.V. 34 anos, 3 filhos, usa DIU há 2 anos. Recentemente compareceu à unidade de saúde com queixa de dor pélvica aguda e foi medicada com creme vaginal. Hoje retorna com laudo de USG revelando presença de líquido em fundo de saco, sugerindo DIP. Também foi requisitada sorologia para HIV e a primeira amostra é reativa. Tem muita abertura com o médico, pela intimidade adquirida com este nas visitas pelo programa PSF e relatou a este, perda de peso, desânimo e “sapinhos na boca”. Foi solicitada a segunda amostra para HIV e o resultado é reagente. 14 Prevenção combinada Reprodução assistida: O que é? A Reprodução é o procedimento e o resultado de reproduzir. Assistido, que por sua vez é quando é levado a cabo com algum tipo de assistência ou apoio. 15 Inseminação Artificial HOMOLOGA HETEÓLOGA Métodos de Reprodução assistida Fertilização in vitro (FIV) Existem diversas variantes técnicas da FIV: GIFT · TV-TEST ICSI IAIU 16 Reprodução Assistida e o SUS Portaria Nº 3.149, de 28 de dezembro de 2012; Fica destinados recursos financeiros aos estabelecimentos de saúde que realizam procedimentos de atenção à Reprodução Humana Assistida, no âmbito do SUS, incluindo fertilização in vitro e/ou injeção intracitoplasmática de espermatozoides. 12 hospitais. Descrição do problema bioético: Embriões: O que fazer? Gravidez múltipla. Novas regras Filha e sobrinha poderão participar de gestações de substituição; Regras para solteiros; Novo prazo para descarte de embriões; Pessoas com doenças graves poderão congelar material; Mulheres com mais de 50 poderão fazer a RA. Caso clínico Mãe de quíntuplos Linda Mar Miranda Alves da Silva foi uma das primeiras pacientes a participar do programa de fertilização, em 2000. Aos 40 anos, ficou grávida de cinco bebês. Sem ter condições de sustentá-los, ela processou o GDF. A ação corre até hoje na Justiça. “Era o começo do projeto e me senti uma cobaia. Em nenhum momento soube que seriam cinco embriões, não assinei nenhum papel autorizando”, alega Linda Mar. As crianças nasceram com deficiência e uma delas não sobreviveu. Caso clínico Daniela Mendes, psicóloga teve que rifar as joias e arrecadou R$40 mil para fazer o tratamento, a psicóloga ainda precisou buscar outras formas de conseguir dinheiro. Hoje, aos 42 anos, já são sete de tentativas, e R$100 mil gastos no total, fora o desgaste emocional. Daniela teve um aborto espontâneo e uma gravidez ectópica antes de descobrir que precisaria de ajuda. Além disso, ela quase morreu pelo que considera que foi um erro médico, após realizar o procedimento para ‘regredir’ o óvulo e ter uma hemorragia interna. Caso clínico de barriga de aluguel Casal gay volta da Tailândia com filhas gêmeas geradas em barriga de aluguel https://globoplay.globo.com/v/3785000/ “Quando a gente encontrou essa forma, a gente falou: ‘está aí o que a gente esperava’. A gente quer, nesse momento, nesses primeiros filhos, ver as nossas característicasrepresentadas. Você ver o desenvolvimento deles e falar: ‘nossa, ele parece com a minha mãe’, ‘parecia com o meu pai’, ‘tem isso seu, Pedro’, ‘tem isso meu’, destaca Janderson Lima, ortodontista. 23/11/2014 22 Reflexões 24 Transexualidade Agora que toda a sala já se posicionou, eu farei a reflexão do grupo a respeito do problema bioético, que é a retificação do registro civil dos transexuais. Como eu disse anteriormente, o problema desse tema bioético é que o individuo passa por todo um processo para se adaptar ao novo sexo, alterações, psíquicas, hormonais, corporais e até a cirurgia de transgenitalização, porém, ao final de tudo pode não ter seu registro civil retificado. O que gera, como exemplificado no caso da Cibely, dificuldade pra inserção no mercado de trabalho, descriminição e até, em várias situações, estes indivíduos são acusados de portarem documentos falsos. A conclusão do grupo, é que esses constrangimentos fogem à dignidade humana, sendo importante aparecimento de leis mais específicas e rigorosas, ou seja, prescrições, que assegurem esse direito. 25 IST’s 26 Reprodução Assistida Referências Bibliográficas DE FIGUEIREDO CARVALHO, Koichi Kameda. Transexualidade e cidadania: a alteração do registro civil como fator de inclusão social. Revista Bioética, 2010, 17.3. Diretório Estadual do PSDB de São Paulo. Disponível em: <https://tucano.org.br/poupatempo-se-emite-rg-como-nome-social-e-novo-genero-para-transexual/>. Acesso em: 25 mai. 2019. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, HIV/AIDS e das Hepatites Virais. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-ist>. Acesso em: 04 jun. 2019. 27 A turma concorda que Cibely realmente passava por preconceitos ao apresentar o RG. Se sim, dizer os prováveis motivos. 28 Unidades de saúde realizam testes rápidos para detecção de ISTs em Irineópolis. Disponível em: <https://www.vocenoticias.com/noticia/6603/unidades-de-saude-realizam-testes-rapidos-para-deteccao-de-ists-em-irineopolis.html>. Acesso em: 04 jun 2019