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APOSTILA - HISTÓRIA GERAL - MDM - OTOCH 2017 (1)

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Questões resolvidas

O historiador aprofunda seus conhecimentos sobre a sociedade, utilizando-se da pesquisa e das análises teóricas, dialogando com as diferentes culturas existentes.
Nesse sentido, o conhecimento histórico é:
A) importante para facilitar a convivência social, embora esteja restrito às reflexões sobre o passado e a suas culturas.
B) resultado de pesquisas em fontes escritas, nas quais se destaca a objetividade e a neutralidade científicas.
C) determinado pela singularidade das suas regras metodológicas, sem se articularem com outros saberes acadêmicos.
D) constituído de análises que permitem uma troca de conceitos entre os saberes diversos e atualizados.
E) fundamental para fazer uma projeção do futuro, afirmando princípios básicos para a construção das utopias.

A História é um saber que busca interpretar os feitos humanos nos mais diversos períodos. Há vários caminhos para a construção da pesquisa histórica que mudam de acordo com as correntes.
Nesse sentido, a chamada Escola Metódica:
A) enfatizou a existência de uma verdade histórica, baseada em documentos escritos e na subjetividade do narrador.
B) destacou a importância do depoimento oral e da prioridade dos estudos com base na cultura de cada sociedade.
C) recebeu forte influência das questões científicas da sua época, buscando a construção de um conhecimento objetivo.
D) sofreu influências do movimento romântico, ressaltando a imaginação de cada pesquisador.
E) procurou seguir os caminhos do positivismo de Comte, pesquisando as guerras e as intrigas entre as nações.

O ofício de historiador tem uma complexidade que ultrapassa a necessidade de reunir e organizar documentos, pois há concepções teóricas fundamentais para se entender as ações humanas.
A concepção marxista da história, por exemplo, defende que:
0-0) a sociedade existe em função das relações de trabalho comunitário, sendo o modo de produção capitalista opressivo e contraditório.
1-1) as relações humanas são determinadas por interesses econômicos, não havendo possibilidade de se escapar do seu domínio nem da sua exploração.
2-2) as desigualdades sociais podem ser superadas pela ação política coletiva, em busca do socialismo e de um mundo sem exploração econômica.
3-3) a sociedade capitalista é marcada pela desigualdade, devido à natureza egoísta e não-histórica do mundo burguês.
4-4) o comunismo significa o fim da sociedade de classes e a extinção da propriedade privada dos meios de produção.

As concepções de História influenciam a formação de pesquisadores e suas metodologias. Com o surgimento da Escola dos Annales, novas perspectivas teóricas se estabeleceram.
Entre as inovações trazidas por essa Escola, destacam-se:
0-0) a consolidação de uma metodologia baseada em fontes oficiais e escritas, voltadas para a política e a economia.
1-1) a valorização da comunicação com outros saberes, trazendo novas discussões para as questões de pesquisa.
2-2) a prevalência de uma concepção subjetiva do conhecimento, sem lugar para o estudo do social e do econômico.
3-3) a aceitação da multiplicidade de fontes, aumentando o campo de pesquisa dos historiadores e suas problematizações.
4-4) a volta dos princípios da Escola Metódica, tão comuns no início do século XIX, com sua defesa da objetividade.

História é a ciência que:
A) Estuda os acidentes históricos e geográficos do planeta Terra.
B) Se fundamenta unicamente em documentos escritos.
C) Estuda os acontecimentos do passado dos homens utilizando-se dos vestígios que a humanidade deixou.
D) Estuda os acontecimentos presentes para prever o futuro da humanidade.
e) Estuda a causalidade dos fenômenos físicos e sociais com base no empirismo.

O conhecimento histórico evoluiu muito no Ocidente. Suas linguagens, teorias e conceitos exigem do historiador uma formação profissional complexa e abrangente.
Sobre a historiografia e sua evolução, é correto afirmar que:
a) a História-crônica surgiu no século XIX, influenciada pelo positivismo.
b) o conceito de representação é chave para a História-ciência, especialmente na investigação das realidades econômicas.
c) a análise quantitativa é muito utilizada pela Nova História Social para compreender o cotidiano e os mitos.
d) a ciência da História surgiu na Antigüidade, fruto da criação do método crítico por Heródoto.
e) a perspectiva da História Total foi contribuição do marxismo para a abordagem das estruturas econômico-sociais.

Por muito tempo, os historiadores acreditam que deveriam e poderiam reproduzir os fatos 'tal como haviam ocorrido'. Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, podemos assinalar corretamente:
a) ao privilegiarem a realidade dos fatos, os historiadores esperavam produzir um conhecimento científico, que analisasse os processos e seus significados.
b) era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e datas, que pretendia uma verdade absoluta, expressão da neutralidade do historiador.
c) como se percebeu ser impossível chegar à verdadeira face do que 'realmente aconteceu', todo o conhecimento histórico ficou marcado pelo relativismo total.
d) os fatos privilegiados seriam aqueles poucos que eram amplamente documentados, como as festas populares e a cultura das pessoas comuns.

A pintura rupestre mostrada na figura anterior, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do Brasil.
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros.
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do Brasil.
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos.
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período colonial.

“Já se afirmou ser a Pré-História uma continuação da História Natural, havendo uma analogia entre a evolução orgânica e o progresso da cultura”. Sobre a Pré-História, qual das alternativas a seguir é incorreta?
A Várias ciências auxiliam o estudo, como a Antropologia, a Arqueologia e a Química.
B A Pré-História pode ser dividida em Paleolítico e Neolítico, no que se refere ao processo técnico de trabalhar a pedra.
C Sobre o Paleolítico, podemos afirmar que foi o período de grande desenvolvimento artístico, cujo exemplo são as pinturas antropomorfas e zoomorfas realizadas nas cavernas.
D O Neolítico apresentou um desenvolvimento artístico diferente do Paleolítico, através dos traços geométricos do desenho e da pintura.
E Os primeiros seres semelhantes ao homem foram os Australopitecus e o Homem de Java que eram bem mais adaptados que o Homem de Neanderthal.

Na Pré-História encontramos fases do desenvolvimento humano. Qual a alternativa que apresenta características das atividades do homem na fase neolítica?
A Os homens praticavam uma economia coletora de alimentos.
B Os homens fabricavam seus instrumentos para obtenção de alimentos e abrigo.
C Os homens aprenderam a controlar o fogo.
D Os homens conheciam uma economia comercial e já praticavam os juros.
E Os homens cultivavam plantas e domesticavam animais, tornando-se produtores de alimentos.

Alguns historiadores afirmam que a História iniciou quando a humanidade inventou a escrita.
Nessa perspectiva, o período anterior à criação da escrita é denominado Pré-História. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta.
a) A história e a Pré-História só podem se diferenciar pelo critério da escrita. Logo, aqueles historiadores que não concordam com esse critério estão presos a uma visão teológica da História.
b) Esta afirmação não encontra qualquer contestação dos verdadeiros historiadores, pois ela é uma prova irrefutável de que todas as culturas evoluem para a escrita.
c) Os historiadores que defendem a escrita como único critério que diferencia a História da Pré-História reafirmam a tradição positivista da História.
d) A escrita não pode ser vista como critério para distinguir a História da Pré-História, pois o aspecto econômico é considerado um critério muito mais importante.
e) Os únicos historiadores que defendem a escrita como critério são os franceses, em razão da influência da filosofia.

No período Neolítico, a sociedade conheceu importantes transformações, exceto:
a) a transição para uma economia coletora, pescadora e caçadora;
b) a utilização dos animais como força complementar à do homem;
c) a passagem do estado de selvageria para o de barbárie;
d) o início do processo de sedentarização;
e) o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio.

Sobre o regime democrático no mundo antigo.
É CORRETO afirmar que:
a) Era baseado na eleição de representantes para as Assembléias Legislativas, que se reuniam uma vez por ano na Ágora e deliberavam sobre os mais variados assuntos.
b) Apenas os homens livres eram considerados cidadãos e participavam diretamente das decisões tomadas na Cidade-Estado.
c) Os estrangeiros e mulheres maiores de 21 anos podiam participar livremente das decisões tomadas nas assembleias da Cidade-Estado.
d) Era erroneamente chamado de democrático pois negava a existência de representantes eleitos pelo povo.
e) A inexistência de escravos em Atenas levava a uma participação quase total da população da Cidade-Estado na política.

A Guerra do Peloponeso (431 a.C.- 404 a.C.), que teve importância fundamental na evolução histórica da Grécia antiga, resultou, entre outros fatores, de
a) um confronto econômico entre as cidades que formavam a Confederação de Delos.
b) um esforço da Pérsia para acabar com a influência grega na Ásia Menor.
c) um conflito entre duas ideologias: Esparta, oligárquica, e Atenas, democrática.
d) uma manobra de Esparta para aumentar a sua hegemonia marítima no mar Egeu.
e) uma tentativa de Atenas para fracionar a Grécia em diversas cidades-estado.

A Guerra do Peloponeso, ocorrida na Grécia entre 431 e 401 a.C., foi:
a) uma guerra defensiva empreendida pelos gregos contra a invasão dos persas e a ameaça de perda de suas principais praças de comércio do Mar Mediterrâneo;
b) uma luta entre dórios e aqueus na época da ocupação do território grego que resultou na formação das cidades de Esparta e Atenas;
c) uma luta comandada pelas cidades de Esparta e Corinto contra a hegemonia da Confederação de Delos - liderada por Atenas - sobre o território grego;
d) uma guerra entre gregos e romanos, pelo desejo de implantação de uma cultura hegemônica sobre os povos do Oriente Próximo;
e) uma invasão do território grego pelas tropas de Alexandre - O Grande, na época de expansão do Império Macedônico que herdara de seu pai.

Foram características econômicas e sociais da Cidade-Estado Esparta, no período Arcaico:
a) a posição do indivíduo na comunidade era definida pelo seu grau de parentesco com o patriarca e sua economia era natural e coletivista.
b) as classes sociais ligadas ao comércio, ao mesmo tempo que adquiriam maior poder econômico, procuravam ampliar seu domínio social.
c) a existência de uma oligarquia aristocrática, que monopolizava o poder militar, político e religioso, culturalmente arcaica, sem atividades mercantis.
d) a proibição da escravidão por dívidas pela oligarquia dominante estimulou a vinda para a cidade de artesãos estrangeiros, a fim de promover o comércio e atividades culturais.
e) cidade marítima dominada por camponeses proprietários de minifúndios, que permitia aos estrangeiros, Metecos, a realização de atividades culturais.

O texto relaciona-se com:
a) a criação dos princípios da Lógica, por Aristóteles, de maneira a formar uma ciência analítica: a Metafísica.
b) as tragédias de Sófocles, que tinham como tema dominante o conflito entre o indivíduo e a sociedade.
c) a obstinação do historiador Tucídides em descobrir as causas políticas que determinaram os acontecimentos históricos.
d) as preocupações de Eurípedes com os problemas do homem, suas paixões, grandezas e misérias.
e) a filosofia de Sócrates, voltada para as questões humanas, preocupada com as virtudes morais e políticas.

Dentre essas transformações é correto apontar:
a) a consolidação da hegemonia de Esparta sobre toda a Grécia, em virtude da forte concentração militar produzida por aquela cidade na região do Peloponeso.
b) a relativa decadência comercial de Atenas, que teve sua frota mercante severamente reduzida pelos ataques persas no mar Egeu.
c) a formação da Confederação de Delos, uma liga militar de forças terrestres comandada por Esparta.
d) a intensificação da luta interna entre os partidos democrático e aristocrático em Atenas.
e) a substituição do domínio econômico do setor agrícola pelo comercial, em Esparta.

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Questões resolvidas

O historiador aprofunda seus conhecimentos sobre a sociedade, utilizando-se da pesquisa e das análises teóricas, dialogando com as diferentes culturas existentes.
Nesse sentido, o conhecimento histórico é:
A) importante para facilitar a convivência social, embora esteja restrito às reflexões sobre o passado e a suas culturas.
B) resultado de pesquisas em fontes escritas, nas quais se destaca a objetividade e a neutralidade científicas.
C) determinado pela singularidade das suas regras metodológicas, sem se articularem com outros saberes acadêmicos.
D) constituído de análises que permitem uma troca de conceitos entre os saberes diversos e atualizados.
E) fundamental para fazer uma projeção do futuro, afirmando princípios básicos para a construção das utopias.

A História é um saber que busca interpretar os feitos humanos nos mais diversos períodos. Há vários caminhos para a construção da pesquisa histórica que mudam de acordo com as correntes.
Nesse sentido, a chamada Escola Metódica:
A) enfatizou a existência de uma verdade histórica, baseada em documentos escritos e na subjetividade do narrador.
B) destacou a importância do depoimento oral e da prioridade dos estudos com base na cultura de cada sociedade.
C) recebeu forte influência das questões científicas da sua época, buscando a construção de um conhecimento objetivo.
D) sofreu influências do movimento romântico, ressaltando a imaginação de cada pesquisador.
E) procurou seguir os caminhos do positivismo de Comte, pesquisando as guerras e as intrigas entre as nações.

O ofício de historiador tem uma complexidade que ultrapassa a necessidade de reunir e organizar documentos, pois há concepções teóricas fundamentais para se entender as ações humanas.
A concepção marxista da história, por exemplo, defende que:
0-0) a sociedade existe em função das relações de trabalho comunitário, sendo o modo de produção capitalista opressivo e contraditório.
1-1) as relações humanas são determinadas por interesses econômicos, não havendo possibilidade de se escapar do seu domínio nem da sua exploração.
2-2) as desigualdades sociais podem ser superadas pela ação política coletiva, em busca do socialismo e de um mundo sem exploração econômica.
3-3) a sociedade capitalista é marcada pela desigualdade, devido à natureza egoísta e não-histórica do mundo burguês.
4-4) o comunismo significa o fim da sociedade de classes e a extinção da propriedade privada dos meios de produção.

As concepções de História influenciam a formação de pesquisadores e suas metodologias. Com o surgimento da Escola dos Annales, novas perspectivas teóricas se estabeleceram.
Entre as inovações trazidas por essa Escola, destacam-se:
0-0) a consolidação de uma metodologia baseada em fontes oficiais e escritas, voltadas para a política e a economia.
1-1) a valorização da comunicação com outros saberes, trazendo novas discussões para as questões de pesquisa.
2-2) a prevalência de uma concepção subjetiva do conhecimento, sem lugar para o estudo do social e do econômico.
3-3) a aceitação da multiplicidade de fontes, aumentando o campo de pesquisa dos historiadores e suas problematizações.
4-4) a volta dos princípios da Escola Metódica, tão comuns no início do século XIX, com sua defesa da objetividade.

História é a ciência que:
A) Estuda os acidentes históricos e geográficos do planeta Terra.
B) Se fundamenta unicamente em documentos escritos.
C) Estuda os acontecimentos do passado dos homens utilizando-se dos vestígios que a humanidade deixou.
D) Estuda os acontecimentos presentes para prever o futuro da humanidade.
e) Estuda a causalidade dos fenômenos físicos e sociais com base no empirismo.

O conhecimento histórico evoluiu muito no Ocidente. Suas linguagens, teorias e conceitos exigem do historiador uma formação profissional complexa e abrangente.
Sobre a historiografia e sua evolução, é correto afirmar que:
a) a História-crônica surgiu no século XIX, influenciada pelo positivismo.
b) o conceito de representação é chave para a História-ciência, especialmente na investigação das realidades econômicas.
c) a análise quantitativa é muito utilizada pela Nova História Social para compreender o cotidiano e os mitos.
d) a ciência da História surgiu na Antigüidade, fruto da criação do método crítico por Heródoto.
e) a perspectiva da História Total foi contribuição do marxismo para a abordagem das estruturas econômico-sociais.

Por muito tempo, os historiadores acreditam que deveriam e poderiam reproduzir os fatos 'tal como haviam ocorrido'. Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, podemos assinalar corretamente:
a) ao privilegiarem a realidade dos fatos, os historiadores esperavam produzir um conhecimento científico, que analisasse os processos e seus significados.
b) era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e datas, que pretendia uma verdade absoluta, expressão da neutralidade do historiador.
c) como se percebeu ser impossível chegar à verdadeira face do que 'realmente aconteceu', todo o conhecimento histórico ficou marcado pelo relativismo total.
d) os fatos privilegiados seriam aqueles poucos que eram amplamente documentados, como as festas populares e a cultura das pessoas comuns.

A pintura rupestre mostrada na figura anterior, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do Brasil.
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros.
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do Brasil.
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos.
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período colonial.

“Já se afirmou ser a Pré-História uma continuação da História Natural, havendo uma analogia entre a evolução orgânica e o progresso da cultura”. Sobre a Pré-História, qual das alternativas a seguir é incorreta?
A Várias ciências auxiliam o estudo, como a Antropologia, a Arqueologia e a Química.
B A Pré-História pode ser dividida em Paleolítico e Neolítico, no que se refere ao processo técnico de trabalhar a pedra.
C Sobre o Paleolítico, podemos afirmar que foi o período de grande desenvolvimento artístico, cujo exemplo são as pinturas antropomorfas e zoomorfas realizadas nas cavernas.
D O Neolítico apresentou um desenvolvimento artístico diferente do Paleolítico, através dos traços geométricos do desenho e da pintura.
E Os primeiros seres semelhantes ao homem foram os Australopitecus e o Homem de Java que eram bem mais adaptados que o Homem de Neanderthal.

Na Pré-História encontramos fases do desenvolvimento humano. Qual a alternativa que apresenta características das atividades do homem na fase neolítica?
A Os homens praticavam uma economia coletora de alimentos.
B Os homens fabricavam seus instrumentos para obtenção de alimentos e abrigo.
C Os homens aprenderam a controlar o fogo.
D Os homens conheciam uma economia comercial e já praticavam os juros.
E Os homens cultivavam plantas e domesticavam animais, tornando-se produtores de alimentos.

Alguns historiadores afirmam que a História iniciou quando a humanidade inventou a escrita.
Nessa perspectiva, o período anterior à criação da escrita é denominado Pré-História. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta.
a) A história e a Pré-História só podem se diferenciar pelo critério da escrita. Logo, aqueles historiadores que não concordam com esse critério estão presos a uma visão teológica da História.
b) Esta afirmação não encontra qualquer contestação dos verdadeiros historiadores, pois ela é uma prova irrefutável de que todas as culturas evoluem para a escrita.
c) Os historiadores que defendem a escrita como único critério que diferencia a História da Pré-História reafirmam a tradição positivista da História.
d) A escrita não pode ser vista como critério para distinguir a História da Pré-História, pois o aspecto econômico é considerado um critério muito mais importante.
e) Os únicos historiadores que defendem a escrita como critério são os franceses, em razão da influência da filosofia.

No período Neolítico, a sociedade conheceu importantes transformações, exceto:
a) a transição para uma economia coletora, pescadora e caçadora;
b) a utilização dos animais como força complementar à do homem;
c) a passagem do estado de selvageria para o de barbárie;
d) o início do processo de sedentarização;
e) o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio.

Sobre o regime democrático no mundo antigo.
É CORRETO afirmar que:
a) Era baseado na eleição de representantes para as Assembléias Legislativas, que se reuniam uma vez por ano na Ágora e deliberavam sobre os mais variados assuntos.
b) Apenas os homens livres eram considerados cidadãos e participavam diretamente das decisões tomadas na Cidade-Estado.
c) Os estrangeiros e mulheres maiores de 21 anos podiam participar livremente das decisões tomadas nas assembleias da Cidade-Estado.
d) Era erroneamente chamado de democrático pois negava a existência de representantes eleitos pelo povo.
e) A inexistência de escravos em Atenas levava a uma participação quase total da população da Cidade-Estado na política.

A Guerra do Peloponeso (431 a.C.- 404 a.C.), que teve importância fundamental na evolução histórica da Grécia antiga, resultou, entre outros fatores, de
a) um confronto econômico entre as cidades que formavam a Confederação de Delos.
b) um esforço da Pérsia para acabar com a influência grega na Ásia Menor.
c) um conflito entre duas ideologias: Esparta, oligárquica, e Atenas, democrática.
d) uma manobra de Esparta para aumentar a sua hegemonia marítima no mar Egeu.
e) uma tentativa de Atenas para fracionar a Grécia em diversas cidades-estado.

A Guerra do Peloponeso, ocorrida na Grécia entre 431 e 401 a.C., foi:
a) uma guerra defensiva empreendida pelos gregos contra a invasão dos persas e a ameaça de perda de suas principais praças de comércio do Mar Mediterrâneo;
b) uma luta entre dórios e aqueus na época da ocupação do território grego que resultou na formação das cidades de Esparta e Atenas;
c) uma luta comandada pelas cidades de Esparta e Corinto contra a hegemonia da Confederação de Delos - liderada por Atenas - sobre o território grego;
d) uma guerra entre gregos e romanos, pelo desejo de implantação de uma cultura hegemônica sobre os povos do Oriente Próximo;
e) uma invasão do território grego pelas tropas de Alexandre - O Grande, na época de expansão do Império Macedônico que herdara de seu pai.

Foram características econômicas e sociais da Cidade-Estado Esparta, no período Arcaico:
a) a posição do indivíduo na comunidade era definida pelo seu grau de parentesco com o patriarca e sua economia era natural e coletivista.
b) as classes sociais ligadas ao comércio, ao mesmo tempo que adquiriam maior poder econômico, procuravam ampliar seu domínio social.
c) a existência de uma oligarquia aristocrática, que monopolizava o poder militar, político e religioso, culturalmente arcaica, sem atividades mercantis.
d) a proibição da escravidão por dívidas pela oligarquia dominante estimulou a vinda para a cidade de artesãos estrangeiros, a fim de promover o comércio e atividades culturais.
e) cidade marítima dominada por camponeses proprietários de minifúndios, que permitia aos estrangeiros, Metecos, a realização de atividades culturais.

O texto relaciona-se com:
a) a criação dos princípios da Lógica, por Aristóteles, de maneira a formar uma ciência analítica: a Metafísica.
b) as tragédias de Sófocles, que tinham como tema dominante o conflito entre o indivíduo e a sociedade.
c) a obstinação do historiador Tucídides em descobrir as causas políticas que determinaram os acontecimentos históricos.
d) as preocupações de Eurípedes com os problemas do homem, suas paixões, grandezas e misérias.
e) a filosofia de Sócrates, voltada para as questões humanas, preocupada com as virtudes morais e políticas.

Dentre essas transformações é correto apontar:
a) a consolidação da hegemonia de Esparta sobre toda a Grécia, em virtude da forte concentração militar produzida por aquela cidade na região do Peloponeso.
b) a relativa decadência comercial de Atenas, que teve sua frota mercante severamente reduzida pelos ataques persas no mar Egeu.
c) a formação da Confederação de Delos, uma liga militar de forças terrestres comandada por Esparta.
d) a intensificação da luta interna entre os partidos democrático e aristocrático em Atenas.
e) a substituição do domínio econômico do setor agrícola pelo comercial, em Esparta.

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História Geral e do Brasil – Melhores do Mundo36
1. O historiador aprofunda seus conhecimentos sobre a sociedade, utilizando-se da pesquisa e das análises teóricas, dialogando com as diferentes culturas existentes. Nesse sentido, o conhecimento histórico é:
A) importante para facilitar a convivência social, embora esteja restrito às reflexões sobre o passado e a suas culturas.
B) resultado de pesquisas em fontes escritas, nas quais se destaca a objetividade e a neutralidade científicas.
C) determinado pela singularidade das suas regras metodológicas, sem se articularem com outros saberes acadêmicos.
D) constituído de análises que permitem uma troca de conceitos entre os saberes diversos e atualizados.
E) fundamental para fazer uma projeção do futuro, afirmando princípios básicos para a construção das utopias.
2. A História é um saber que busca interpretar os feitos humanos nos mais diversos períodos. Há vários caminhos para a construção da pesquisa histórica que mudam de acordo com as correntes. Nesse sentido, a chamada Escola Metódica:
A) enfatizou a existência de uma verdade histórica, baseada em documentos escritos e na subjetividade do narrador.
B) destacou a importância do depoimento oral e da prioridade dos estudos com base na cultura de cada sociedade.
C) recebeu forte influência das questões científicas da sua época, buscando a construção de um conhecimento objetivo.
D) sofreu influências do movimento romântico, ressaltando a imaginação de cada pesquisador.
E) procurou seguir os caminhos do positivismo de Comte, pesquisando as guerras e as intrigas entre as nações
3. O ofício de historiador tem uma complexidade que ultrapassa a necessidade de reunir e organizar documentos, pois há concepções teóricas fundamentais para se entender as ações humanas. A concepção marxista da história, por exemplo, defende que:
0-0) a sociedade existe em função das relações de trabalho comunitário, sendo o modo de produção capitalista opressivo e contraditório.
1-1) as relações humanas são determinadas por interesses econômicos, não havendo possibilidade de se escapar do seu domínio
nem da sua exploração.
2-2) as desigualdades sociais podem ser superadas pela ação política coletiva, em busca do socialismo e de um mundo sem exploração econômica.
3-3) a sociedade capitalista é marcada pela desigualdade, devido à natureza egoísta e não-histórica do mundo burguês.
4-4) o comunismo significa o fim da sociedade de classes e a extinção da propriedade privada dos meios de produção.
4. As concepções de História influenciam a formação de pesquisadores e suas metodologias.Com o surgimento da Escola dos Annales, novas perspectivas teóricas se estabeleceram. Entre as inovações trazidas por essa Escola, destacam-se:
0-0) a consolidação de uma metodologia baseada em fontes oficiais e escritas, voltadas para a política e a economia.
1-1) a valorização da comunicação com outros saberes, trazendo novas discussões para as questões de pesquisa.
2-2) a prevalência de uma concepção subjetiva do conhecimento, sem lugar para o estudo do social e do econômico.
3-3) a aceitação da multiplicidade de fontes, aumentando o campo de pesquisa dos historiadores e suas problematizações.
4-4) a volta dos princípios da Escola Metódica, tão comuns no início do século XIX, com sua defesa da objetividade.
5. História é a ciência que:
a) estuda os acidentes históricos e geográficos do planeta Terra;
b) se fundamenta unicamente em documentos escritos;
c) estuda os acontecimentos do passado dos homens, utilizando-se dos vestígios que a humanidade deixou;
d) estuda os acontecimentos presentes para prever o futuro da humanidade;
e) estuda a causalidade dos fenômenos físicos e sociais com base no empirismo
6. O conhecimento histórico evoluiu muito no Ocidente. Suas linguagens, teorias e conceitos exigem do historiador uma formação profissional complexa e abrangente.
Sobre a historiografia e sua evolução, é correto afirmar que
a) a História-crônica surgiu no século XIX, influenciada pelo positivismo.
b) o conceito de representação é chave para a História-ciência, especialmente na investigação das realidades econômicas.
c) a análise quantitativa é muito utilizada pela Nova História Social para compreender o cotidiano e os mitos.
d) a ciência da História surgiu na Antigüidade, fruto da criação do método crítico por Heródoto.
e) a perspectiva da História Total foi contribuição do marxismo para a abordagem das estruturas econômico-sociais.
7. Por muito tempo, os historiadores acreditam que deveriam e poderiam reproduzir os fatos "tal como haviam ocorrido". Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, podemos assinalar corretamente:
a) ao privilegiarem a realidade dos fatos, os historiadores esperavam produzir um conhecimento científico, que analisasse os processos e seus significados.
b) era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e datas, que pretendia uma verdade absoluta, expressão da neutralidade do historiador.
c) como se percebeu ser impossível chegar à verdadeira face do que "realmente aconteceu", todo o conhecimento histórico ficou marcado pelo relativismo total.
d) os fatos privilegiados seriam aqueles poucos que eram amplamente documentados, como as festas populares e a cultura das pessoas comuns.
8.(Enem 2007) 
A pintura rupestre mostrada na figura anterior, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa 
 a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do Brasil. 
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros. 
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do Brasil. 
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos. 
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período colonial. 
9. (Ufpe) "Já se afirmou ser a Pré-História uma continuação da História Natural, havendo uma analogia entre a evolução orgânica e o progresso da cultura".
Sobre a Pré-História, qual das alternativas a seguir é incorreta?
a) Várias ciências auxiliam o estudo, como a Antropologia, a Arqueologia e a Química.
b) A Pré-História pode ser dividida em Paleolítico e Neolítico, no que se refere ao processo técnico de trabalhar a pedra.
c) Sobre o Paleolítico, podemos afirmar que foi o período de grande desenvolvimento artístico, cujo exemplo são as pinturas antropomorfas e zoomorfas realizadas nas cavernas.
d) O Neolítico apresentou um desenvolvimento artístico diferente do Paleolítico, através dos traços geométricos do desenho e da pintura.
e) Os primeiros seres semelhantes ao homem foram os Australopitecus e o Homem de Java que eram bem mais adaptados que o Homem de Neanderthal.
10. (Ufpe) Na Pré-História encontramos fases do desenvolvimento humano. Qual a alternativa que apresenta características das atividades do homem na fase neolítica?
a) Os homens praticavam uma economia coletora de alimentos.
b) Os homens fabricavam seus instrumentos para obtenção de alimentos e abrigo.
c) Os homens aprenderam a controlar o fogo.
d) Os homens conheciam uma economia comercial e já praticavam os juros.
e) Os homens cultivavam plantas e domesticavam animais, tornando-se produtores de alimentos.
11.(Ufpe) Alguns historiadores afirmam que a História iniciou quando a humanidade inventou a escrita. Nessa perspectiva, o período anterior à criação da escrita é denominado Pré-História. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta.
a) A história e a Pré-História só podem se diferenciar pelo critério da escrita. Logo, aqueles historiadores que não concordam com esse critério estão presos a uma visão teológica da História.
b) Esta afirmação não encontra qualquer contestação dos verdadeiros historiadores, pois ela é uma prova irrefutável de que todas as culturas evoluem para a escrita.
c) Os historiadores que defendem a escrita como único critério que diferenciaa História da Pré-História reafirmam a tradição positivista da História.
d) A escrita não pode ser vista como critério para distinguir a História da Pré-História, pois o aspecto econômico é considerado um critério muito mais importante.
e) Os únicos historiadores que defendem a escrita como critério são os franceses, em razão da influência da filosofia 
12.(UFRGS-RS) Foi fator decisivo para a sobrevivência dos povos do período Neolítico:
a) a utilização de metais como cobre e bronze.
b) o nomadismo típico dos povos caçadores e coletores.
c) a revolução agrícola.
d) a revolução urbana e a formação dos impérios tecnocráticos.
e) a formação de religiões monoteístas.
  
13. (FCSCL-SP) Examine as três proposições, julgando se são verdadeiras ou falsas. Em seguida, assinale a alternativa correta.
I. A Pré-História, época compreendida entre o aparecimento do homem sobre a Terra e o uso da escrita, é dividida tradicionalmente em dois períodos: Paleolítico e Neolítico.
II. A domesticação de animais e o surgimento da agricultura ocorreram apenas após a invenção da escrita, posterior, portanto, ao Neolítico.
III. A duração do Paleolítico é bem mais extensa que a do Neolítico, envolvendo níveis técnicos naturalmente mais primitivos.
a) Todas as proposições são verdadeiras.
b) Apenas as proposições I e II são verdadeiras.
c) Apenas as proposições I e III são verdadeiras.
d) Apenas as proposições II e III são verdadeiras.
e) Todas as proposições são falsas.
14. No período Neolítico, a sociedade conheceu importantes transformações, exceto:
a) a transição para uma economia coletora, pescadora e caçadora;
b)a utilização dos animais como força complementar à do homem;
c)a passagem do estado de selvageria para o de barbárie;
d)o início do processo de sedentarização;
e)o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio.
15. Acerca do estágio cultural conhecido como paleolítico , é INCORRETO afirmar que, nesse estágio, registra(m) -se
a) o aparecimento do Homo Sapiens e a descoberta do fogo.
b) a invenção da cerâmica e da metalurgia. 
c) o nascimento da arte com representações de cenas do cotidiano humano nas paredes das cavernas.
d) a aprendizagem do homem na fabricação de facas, agulhas e anzóis de ossos.
e ) o desconhecimento do homem da atividade de plantar e colher.
16. (UECE) - Sobre o papel do rio Nilo na estruturação da sociedade no Egito Antigo, é correto afirmar que:
a) permitia a atividade econômica e, com suas cheias regulares, garantia a estabilidade político e o domínio simbólico dos faraós
b) sua maior importância era servir de meio de transporte para as tropas que garantiam a supremacia militar dos egípcios em toda a África.
c) suas cheias significavam um momento de instabilidade política e econômica, uma vez que destruíam as colheitas e provocavam fome generalizada.
d) a capacidade e o volume de água não eram aproveitados pelos egípcios, que se limitavam nas vazantes a esperar a próxima cheia.
17.(UFSC) Sobre o Antigo Egito, é correto afirmar que:
01) o rio Nilo foi de suma importância em vários aspectos da vida dos antigos egípcios. Não só a agricultura foi possível devido ao seu ciclo de cheias, como também a noção de tempo cíclico, base do pensamento egípcio, levou à crença na vida após a morte.
02) a construção de pirâmides atendia às necessidades da vida após a morte dos faraós. Esse tipo de construção foi característica da arquitetura funerária durante todo o período do Antigo Egito e só foi possível graças à enorme mão de obra escrava existente desde o Antigo Reino.
04) Os egípcios antigos acreditavam em vários deuses que se relacionavam entre si e formavam seu sistema mitológico.
08) A despeito da influência islâmica, o Egito atual mantém as mesmas crenças religiosas do Antigo Egito.
18. (Vunesp-SP) - Os Estados Teocráticos da Mesopotâmia e do Egito evoluíram, acumulando características comuns e peculiaridades culturais. Os egípcios desenvolveram a prática de embalsamar o corpo humano porque
a) se opunham ao politeísmo dominante na época.
b) os seus deuses, sempre prontos para castigar os pecadores, desencadearam o dilúvio.
c) depois da morte a alma podia voltar ao corpo mumificado.
d) construíram túmulos, em forma de pirâmides truncadas, erigidos para a eternidade.
e) os camponeses constituíam categoria social inferior.  
19.(UFPE) - Em relação à arte do Egito Antigo, assinale a alternativa correta.
a) Visava à valorização individual do artista.
b) Manifestava as idéias estéticas com representações da natureza, evitando a representação da figura humana.
c) Estava destinada à glorificação do faraó e à representação da vida de além-túmulo.
d) Aproveitava os hieróglifos como ornamentação.
e) Era um arte abstrata de difícil interpretação.  
20. (UFC) - O nome do rei egípcio Amenófis IV (c.1377 a.C. - c.1358 a.C.) está ligado à reforma religiosa que substituiu o culto de Amon-Rá por Áton e determinou o fim do politeísmo. Além do caráter religioso, essa reforma buscava: 
a) limitar a riqueza e o poder político crescentes dos sacerdotes.
b) reunificar o Egito, após as disputas promovidas pelos nomarcas.
c) pôr fim às revoltas camponesas motivadas pelos cultos antropomórficos.
d) reunir a população, por meio da religião, para fortalecer a resistência aos hicsos.
e) restabelecer o governo teocrático, após o crescimento da máquina administrativa.
Ver resposta! 
21.(UFPE) - Em relação à religião no antigo Egito, pode-se afirmar que:
a) a religião dominava todos os aspectos da vida pública e privada do antigo Egito. Cerimônias eram realizadas pelos sacerdotes a cada ano, para garantir a chegada da inundação e, dessa forma, boas colheitas, que eram agradecidas pelo rei em solenidades às divindades.
b) a religião no antigo Egito, como nos demais povos da Antiguidade, não tinha grande influência, já que estes povos, para sobreviverem, tiveram que desenvolver uma enorme disciplina no trabalho e viviam em constantes guerras.
c) a religião tinha apenas influência na vida da família dos reis, que a usava como forma de manter o povo submetido a sua autoridade.
d) o período conhecido como antigo Egito constitui o único em que a religião foi quase inteiramente esquecida, e o rei como também o povo dedicaram-se muito mais a seguir a tradição dos seus antepassados, considerados os únicos povos ateus da Antiguidade.
e) a religião do povo no antigo Egito era bastante distinta da do rei, em razão do caráter supersticioso que as camadas mais pobres das sociedades antigas tinham, sobretudo por não terem acesso à escola e a outros saberes só permitidos à família real. 
Ver resposta! 
22. (Fatec) "A cidade-estado era um objeto mais digno de devoção do que os deuses do Olimpo, feitos à imagem de bárbaros humanos. A personalidade humana, quando emancipada, sofre se não encontra um objeto mais ou menos digno de sua devoção, fora de si mesma."
                               (Toynbee, Arnold J. HELENISMO, HISTÓRIA DE UMA CIVILIZAÇÃO)
Na antiguidade clássica, as cidades-estados representavam
a) uma forma de garantir territorialmente a participação ampla da população na vida política grega.
b) um recurso de expansão das colônias gregas.
c) uma forma de assegurar a independência política das cidades gregas entre si.
d) uma característica da civilização helenística no sistema político grego.
e) uma instituição política helenística no sistema político grego.
23. (Fei) Atenas foi considerada o berço do regime democrático no mundo antigo. Sobre o regime democrático ateniense, é CORRETO afirmar que:
a) Era baseado na eleição de representantes para as Assembléias Legislativas, que se reuniam uma vez por ano na Ágora e deliberavam sobre os mais variados assuntos.
b) Apenas os homens livres eram considerados cidadãos e participavam diretamente das decisões tomadas na Cidade-Estado.
c) Os estrangeiros e mulheres maiores de 21 anos podiam participar livremente das decisões tomadas nas assembleias da Cidade-Estado.
d) Era erroneamentechamado de democrático pois negava a existência de representantes eleitos pelo povo.
e) A inexistência de escravos em Atenas levava a uma participação quase total da população da Cidade-Estado na política.
24. (Fgv) A Guerra do Peloponeso (431 a.C.- 404 a.C.), que teve importância fundamental na evolução histórica da Grécia antiga, resultou, entre outros fatores, de
a) um confronto econômico entre as cidades que formavam a Confederação de Delos.
b) um esforço da Pérsia para acabar com a influência grega na Ásia Menor.
c) um conflito entre duas ideologias: Esparta, oligárquica, e Atenas, democrática.
d) uma manobra de Esparta para aumentar a sua hegemonia marítima no mar Egeu.
e) uma tentativa de Atenas para fracionar a Grécia em diversas cidades-estado.
25. (Fgv) A Guerra do Peloponeso, ocorrida na Grécia entre 431 e 401 a.C., foi:
a) uma guerra defensiva empreendida pelos gregos contra a invasão dos persas e a ameaça de perda de suas principais praças de comércio do Mar Mediterrâneo;
b) uma luta entre dórios e aqueus na época da ocupação do território grego que resultou na formação das cidades de Esparta e Atenas;
c) uma luta comandada pelas cidades de Esparta e Corinto contra a hegemonia da Confederação de Delos - liderada por Atenas - sobre o território grego;
d) uma guerra entre gregos e romanos, pelo desejo de implantação de uma cultura hegemônica sobre os povos do Oriente Próximo;
e) uma invasão do território grego pelas tropas de Alexandre - O Grande, na época de expansão do Império Macedônico que herdara de seu pai.
26. (Mackenzie) Foram características econômicas e sociais da Cidade-Estado Esparta, no período Arcaico:
a) a posição do indivíduo na comunidade era definida pelo seu grau de parentesco com o patriarca e sua economia era natural e coletivista.
b) as classes sociais ligadas ao comércio, ao mesmo tempo que adquiriam maior poder econômico, procuravam ampliar seu domínio social.
c) a existência de uma oligarquia aristocrática, que monopolizava o poder militar, político e religioso, culturalmente arcaica, sem atividades mercantis.
d) a proibição da escravidão por dívidas pela oligarquia dominante estimulou a vinda para a cidade de artesãos estrangeiros, a fim de promover o comércio e atividades culturais.
e) cidade marítima dominada por camponeses proprietários de minifúndios, que permitia aos estrangeiros, Metecos, a realização de atividades culturais.
27. (Mackenzie) "... andava pelas ruas e praças de Atenas, pelo mercado e pela assembléia indagando a cada um: 'Você sabe o que é isso que está dizendo?', 'Você sabe o que é isso em que você acredita?', ..., 'Você diz que a coragem é importante, mas o que é a coragem?', 'Você acredita que a justiça é importante, mas o que é a justiça?',..., 'Você crê que seus amigos são a melhor coisa que você tem, mas o que é a amizade?'.
Suas perguntas deixavam seus interlocutores embaraçados,... descobriam surpresos que não sabiam responder e que nunca tinham pensado em suas crenças e valores ...
... as pessoas esperavam que ele respondesse, mas para desconcerto geral, dizia: 'Não sei, por isso estou perguntando.' Daí a famosa frase: 'Sei que nada sei' ".
                (Marilena Chauí)
O texto relaciona-se com:
a) a criação dos princípios da Lógica, por Aristóteles, de maneira a formar uma ciência Analítica: A Metafísica.
b) as tragédias de Sófocles, que tinham como tema dominante o conflito entre o indivíduo e a sociedade.
c) a obstinação do historiador Tucídides em descobrir as causas políticas que determinaram os acontecimentos históricos.
d) as preocupações de Eurípedes com os problemas do homem, suas paixões, grandezas e misérias.
e) a filosofia de Sócrates, voltada para as questões humanas, preocupada com as virtudes morais e políticas.
28. (Pucrs) As chamadas Guerras Médicas, contra os persas, no século V. a.C., condicionaram uma série de transformações políticas, econômicas e sociais no mundo grego. Dentre essas transformações é correto apontar
a) a consolidação da hegemonia de Esparta sobre toda a Grécia, em virtude da forte concentração militar produzida por aquela cidade na região do Peloponeso.
b) a relativa decadência comercial de Atenas, que teve sua frota mercante severamente reduzida pelos ataques persas no mar Egeu.
c) a formação da Confederação de Delos, uma liga militar de forças terrestres comandada por Esparta.
d) a intensificação da luta interna entre os partidos democrático e aristocrático em Atenas.
e) a substituição do domínio econômico do setor agrícola pelo comercial, em Esparta.
29. (Udesc) São fontes indispensáveis para o conhecimento dos primeiros tempos daquilo que viria a se constituir na civilização grega os poemas "Ilíada" e "Odisséia", atribuídos a Homero. Seus versos tratam, sobretudo, de episódios e conseqüências relacionadas com a seguinte alternativa:
a) o domínio do fogo ofertado aos homens por Prometeu;
b) a longa guerra contra a cidade de Tróia;
c) a implantação da democracia em Atenas;
d) os combates e batalhas da Guerra do Peloponeso;
e) a conquista da Grécia pelas tropas romanas.
30. (Uece) A respeito da "Liga de Delos", que seria a base do imperialismo ateniense, podemos dizer corretamente:
a) decorreu da aliança de cidades gregas e persas contra, a expansão macedônica
b) pretendia libertar algumas cidades gregas, lideradas pela cidade de Delos, da dominação espartana
c) surgiu de um processo de sujeição ou de domínio exercido por Atenas sobre as demais cidades da Liga
d) definia-se, de início, como uma aliança militar, que previa autonomia para seus participantes, reservando à Atenas o comando das operações
e) mesmo sendo liderada por Atenas, Esparta apresenta grande influência sobre ela.
31. (Ufrn) O mundo grego antigo possuía certa unidade religiosa, embora fosse fragmentado politicamente. Essa religiosidade foi, marcadamente,
a) de natureza cívica, na medida em que os cidadãos cultuavam os deuses da cidade, com celebrações festivas e sacrifícios, nos altares a eles dedicados.
b) acessível a todas as classes sociais por ter característica familiar e monoteísta, com um deus que se manifestava ao povo através de revelação direta e pessoal.
c) portadora de uma ética que considerava sagrado o trabalho manual dedicado às divindades, o que permitia enfrentar a rigidez e a monotonia da vida cotidiana.
d) de caráter julgador, colocando os indivíduos a serviço das divindades e punindo os pecados daqueles que desobedeciam aos deuses ou professavam outras religiões e outros cultos.
e) influenciada pelas conquistas de Alexandre, o Grande pelo Oriente, que propiciou a expansão da cultura grega em detrimento da romana.
32. (Ufrs) Em relação à sociedade espartana, assinale a opção que NÃO corresponde à camada social dos hilotas.
a) Constituíam a massa de população vencida, subjugada e pertencente ao Estado.
b) Enquanto força-de-trabalho, eram expropriados pelos espartanos.
c) Cultivavam a terra com os seus instrumentos de trabalho, pagando uma renda fixa em espécie.
d) Como prevenção de revoltas e frente ao perigoso aumento demográfico que apresentavam, sofriam regularmente os "kriptios", formas de repressão e extermínio realizados por jovens espartanos.
e) Desenvolviam atividades mercantis que lhes possibilitavam acumular pequenas fortunas com as quais compravam títulos de cidadania.
33. (Ufscar) E muitos a Atenas, para a pátria de geração divina, reconduzi, vendidos que foram - um injustamente, o outro justamente; e outros por imperiosas obrigações exilados, e que nem mais a língua ática falavam, de tantos lugares por que tinham errado; e outros, que aqui mesmo escravidão vergonhosa levavam, apavorados diante dos caprichos dos senhores, livres estabeleci.
O texto, um fragmento de um poema de Sólon - arconte ateniense, 594 a.C. -, citado por Aristóteles em "A Constituição de Atenas", refere-se
a) ao fim da tirania.
b) à lei que permitia ao injustiçado solicitar reparações.
c) à criação da lei que punia aqueles que conspiravamcontra a democracia.
d) à abolição da escravidão por dívida.
e) à instituição da Bulé.
34. (Unesp) A civilização grega atingiu extraordinário desenvolvimento. Os ideais gregos de liberdade e a crença na capacidade criadora do homem têm permanente significado. Acerca do imenso e diversificado legado cultural grego, é correto afirmar que:
a) a importância dos jogos olímpicos limitava-se aos esportes.
b) a democracia espartana era representativa.
c) a escultura helênica, embora desligada da religião, valorizava o corpo humano.
d) os atenienses valorizavam o ócio e desprezavam os negócios.
e) poemas, com narrações sobre aventuras épicas, são importantes para a compreensão do período homérico.
35. (Unesp) Dentre os legados dos gregos da Antigüidade Clássica que se mantêm na vida contemporânea, podemos citar:
a) a concepção de democracia com a participação do voto universal.
b) a promoção do espírito de confraternização por intermédio do esporte e de jogos.
c) a idealização e a valorização do trabalho manual em todas suas dimensões.
d) os valores artísticos como expressão do mundo religioso e cristão.
e) os planejamentos urbanísticos segundo padrões das cidades-acrópoles.
36. (Fatec) A expansão romana pelo Mar Mediterrâneo gerou importantes transformações políticas, econômicas e sociais. 
Dentre elas temos: 
a) fortalecimento da família; desenvolvimento das atividades agropastoris; grande afluxo de riquezas, provenientes das conquistas. 
b) aumento do trabalho livre; maior concentração populacional nos campos e enriquecimento da elite patrícia. 
c) influência bastante grande da cultura grega; domínio político dos plebeus; grande moralização dos costumes. 
d) fim do trabalho escravo; concentração da plebe no campo; domínio político dos militares. 
e) grande número de escravos; predomínio do comércio; êxodo rural, gerando o empobrecimento da plebe. 
37. (Fgv) O Edito de Milão (313), no processo de desenvolvimento histórico de Roma, reveste-se de grande significado, tendo em vista que 
a) combateu a heresia ariana, acabando com a força política dos bispados de Alexandria e Antioquia. 
b) tornou o cristianismo a religião oficial de todo Império Romano, terminando com a concepção de rei-deus. 
c) acabou inteiramente com os cultos pagãos que então dominavam a vida religiosa. 
d) deu prosseguimento à política de Deocleciano de intenso combate à expansão do cristianismo. 
e) proclamou a liberdade do culto cristão passando Constantino a ser o protetor da Igreja. 
38. (Fuvest) Várias razões explicam as perseguições sofridas pelos cristãos no Império Romano, entre elas: 
a) a oposição à religião do Estado Romano e a negação da origem divina do Imperador, pelos cristãos. 
b) a publicação do Edito de Milão que impediu a legalização do Cristianismo e alimentou a repressão. 
c) a formação de heresias como a do Arianismo, de autoria do bispo Ário, que negava a natureza divina de Cristo. 
d) a organização dos Concílios Ecumênicos, que visavam promover a definição da doutrina cristã. 
e) o fortalecimento do Paganismo sob o Imperador Teodósio, que mandou martirizar milhares de cristãos. 
39. (Mackenzie) Leia o texto: 
"Os homens que combatem e morrem pela Itália têm o ar, a luz e mais nada (...). Lutam e perecem para sustentar a riqueza e o luxo de outro, mas embora sejam chamados senhores do mundo, não têm um único torrão de terra que seja seu." 
(Tibério Graco - Perry Anderson, PASSAGEM DA ANTIGÜIDADE AO FEUDALISMO, pág. 60) 
Os irmãos Tibério e Caio Graco, Tribunos da Plebe romana, pretendiam: 
a) limitar a área de terras públicas (Ager Publicus) ocupadas por particulares e distribuir as mesmas aos cidadãos pobres. 
b) limitar a área de latifúndios e distribuir as terras públicas aos Patrícios. 
c) limitar o direito de cidadania romana aos habitantes do Lácio, Etrúria e Sabínia. 
d) limitar a excessiva expansão territorial derivada de uma prolongada política de conquista e anexação de terras. 
e) limitar a expropriação dos latifúndios e estabelecer propriedades coletivas. 
40. (Mackenzie) As Guerras Púnicas, conflitos entre Roma e Cartago, no século II a.C., foram motivadas: 
a) pela disputa pelo controle do comércio no Mar Negro e posse das colônias gregas. 
b) pelo controle das regiões da Trácia e Macedônia e o monopólio do comércio no Mediterrâneo. 
c) pelo domínio da Sicília e disputa pelo controle do comércio no Mar Mediterrâneo. 
d) pela divisão do Império Romano entre os generais romanos e a submissão de Siracusa a Cartago. 
e) pelo conflito entre o mundo romano em expansão e o mundo bárbaro persa. 
41. (Mackenzie) Durante a República Romana, a conquista da igualdade civil e política, os tribunos da plebe e a lei das Doze tábuas foram decorrentes: 
a) da marginalização política, discriminação social e desigualdade econômica que afetavam a plebe romana. 
b) da crise do sistema escravista de produção, transformando escravos em colonos e consequente declínio da agricultura. 
c) do elevado poder do exército, que para conter a pressão das invasões bárbaras realizou reformas político-administrativas. 
d) do afluxo de riqueza para Roma devido às conquistas e enfraquecimento da classe equestre. 
e) da elevação do cristianismo que pregava a igualdade de todos os homens. 
42. (Ufscar) Quando a notícia disto chegou ao exterior, explodiram revoltas de escravos em Roma (onde 150 conspiraram contra o governo), em Atenas (acima de 1.000 envolvidos), em Delos e em muitos outros lugares. Mas os funcionários governamentais logo as suprimiram nos diversos lugares com pronta ação e terríveis torturas como punição, de modo que outros que estavam a ponto de revoltar- se caíram em si. 
(Diodoro da Sicília, sobre a Guerra Servil na Sicília. 135-132 a.C.) 
É correto afirmar que as revoltas de escravos na Roma Antiga eram 
a) lideradas por senadores que lutavam contra o sistema escravista. 
b) semelhantes às revoltas dos hilotas em Esparta. 
c) provocadas pela exploração e maltratos impostos pelos senhores. 
d) desencadeadas pelas frágeis leis, que deixavam indefinida a situação de escravidão. 
e) pouco frequentes, comparadas com as que ocorreram em Atenas no tempo de Sólon. 
43.(FUVEST) Politicamente, o feudalismo se caracterizava pela:
a) atribuição apenas do Poder Executivo aos senhores  de terras;
b) relação direta entre posse dos feudos e soberania, fragmentando-se  o poder central;
c) relação entre a vassalagem e suserania entre mercadores e senhores feudais;
d) absoluta descentralização administrativa, com subordinação dos bispos aos senhores feudais;
e) existência de uma legislação específica a reger a vida de cada feudo.
44. (UNIP) O feudalismo:
a) deve ser definido como um regime político centralizado;
b) foi um sistema caracterizado pelo trabalho servil;
c) surgiu como conseqüência da crise do modo de produção asiático;
d) entrou em crise após o surgimento do comércio;
e) apresentava uma considerável mobilidade social.
45.  (UNIP) Sobre o feudalismo, assinale a alternativa correta:
a) A economia era dinâmica, monetária e voltada para o mercado.
b) A sociedade era móvel, permitindo a ascensão social.
c) O poder político estava centralizado nas mãos de um monarca absolutista;
d) A mão-de-obra básica era formada por trabalhadores escravos.
e) As principais obrigações devidas pelos trabalhadores eram a corveia e a talha.
46.(UFRN) Os acontecimentos abaixo constituem as características principais do feudalismo, exceto:
a) Ausência de poder centralizado.
b) As cidades perdem sua função econômica.
c) Instauração da relação vassalagem / suserania.
d) Comércio internacional intenso.
e) Organização do trabalho com base na servidão.
47. Sobre a sociedade feudal é correto afirmar que:
a) Ela era justa, pois todos possuíam os mesmo direitos e deveres.
b) Ela era dinâmica, pois era muito fácil uma pessoa passar de uma camada para outra superior.
c) A maior parte da sociedade era composta por nobres (reis,senhores feudais, cavaleiros).
d) Ela era hierarquizada e com pouca mobilidade social. Havia os que trabalhavam (servos camponeses), os que oravam (clero) e os que guerreavam (nobreza).
48. (FATEC-SP) Uma das características a ser reconhecida no feudalismo europeu é:
a) A sociedade feudal era semelhante ao sistema de castas.
b) Os ideais de honra e fidelidade vieram das instituições dos hunos.
c) Vilões e servos estavam presos a várias obrigações, entre elas, o pagamento anual de capitação, talha e banalidades.
d) A economia do feudo era dinâmica, estando voltada para o comércio dos feudos vizinhos.
e) As relações de produção eram escravocratas.
49.(FASP) Podemos definir o feudalismo, do ponto de vista econômico, como um sistema baseado na produção, tendente à autossuficiência, sendo a agricultura seu principal setor. Politicamente o feudalismo caracterizava-se pela:
a) existência de legislação específica a reger a vida de cada feudo.
b) atribuição do poder executivo à igreja.
c) relação direta entre posse e soberania dos feudos, fragmentando assim o poder central.
d) absoluta descentralização administrativa.
50. (FUVEST) Politicamente, o feudalismo se caracterizava pela:
a) atribuição apenas do Poder Executivo aos senhores de terras;
b) relação direta entre posse dos feudos e soberania, fragmentando-se o poder central;
c) relação entre a vassalagem e suserania entre mercadores e senhores feudais;
d) absoluta descentralização administrativa, com subordinação dos bispos aos senhores feudais;
e) existência de uma legislação específica a reger a vida de cada feudo.
51. (UFJF-MG) O islamismo, religião fundada por Maomé e de grande importância na unidade árabe, tem como fundamento:
a) o monoteísmo, influência do cristianismo e do judaísmo, observado por Maomé entre povos que seguiam essas religiões.
b) o culto dos santos e profetas através de imagens e ídolos.
c) o politeísmo, isto é, a crença em muitos deuses, dos quais o principal é Alá.
d) o princípio da aceitação dos desígnios de Alá em vida e a negação de uma vida pós-morte.
e) a concepção do islamismo vinculado exclusivamente aos árabes, não podendo ser professado pelos povos inferiores.
52.(Vunesp) O islamismo, ideologia difundida a partir da Alta Idade Média, em que o poder político confunde-se com o poder religioso, era dotado de certa heterogeneidade, o que pode ser constatado na existência de seitas rivais como:
a) politeístas e monoteístas
b) sunitas e xiitas
c) cristãos e muezins
d) sunitas e cristãos
e) xiitas e politeístas
53. (FGV-SP) A hégira, um dos eventos mais importantes do islamismo e que marca o início do calendário islâmico, corresponde:
a) à entrada triunfal de Maomé em Meca em 630.
b) ao casamento de Maomé com uma rica viúva, dona de camelos.
c) à fuga de Maomé e seus seguidores de Meca para Medina.
d) à revelação de Maomé que lhe foi transmitida pelo arcanjo Gabriel.
e) ao grande incêndio da Caaba em Meca em 615.
54. Leia o texto a seguir: “A gente tem vontade de perder-se em As mil e uma noites, pois sabe que, se entrar nesse livro, é capaz de esquecer nosso pobre destino humano. […] No título de As mil e uma noites existe algo muito importante: a sugestão de que se trata de um livro infinito. E ele é, virtualmente. Os árabes dizem que ninguém pode ler As mil e uma noites até o fim. Não por tédio, mas porque se sente que o livro é infinito. […]”. BORGES, Jorge Luís. Sete noites. São Paulo: Max Limonad, 1983, p. 71-85.
De acordo com o texto, é possível afirmar que:
a) o livro As mil e uma noites é um dos mais confusos livros de literatura já escritos, já que o leitor “se perde” ao lê-lo.
b) os árabes não se acostumaram com o livro As mil e uma noites, por isso não conseguem lê-lo até o fim.
c) a riqueza do livro As mil e uma noites está no fato de ele ser infinito, no sentido de oferecer leituras ilimitadas sobre os temas de que trata.
d) os árabes julgam que As mil e uma noites é uma obra de boa qualidade por ter sido escrita por chineses.
e) o autor, Jorge Luís Borges, abomina As mil e uma noites, pois é um livro infinito.
55.Puccamp) Preparando seu livro sobre o imperador Adriano, Marguerite Yourcenar encontrou numa carta de Flaubert esta frase: "Quando os deuses tinham deixado de existir e o Cristo ainda não viera, houve um momento único na história, entre Cícero e Marco Aurélio, em que o homem ficou sozinho". Os deuses pagãos nunca deixaram de existir, mesmo com o triunfo cristão, e Roma não era o mundo, mas no breve momento de solidão flagrado por Flaubert o homem ocidental se viu livre da metafísica - e não gostou, claro. Quem quer ficar sozinho num mundo que não domina e mal compreende, sem o apoio e o consolo de uma teologia, qualquer teologia?
           
(Luiz Fernando Veríssimo. Banquete com os deuses)
A compreensão do mundo por meio da religião é uma disposição que traduz o pensamento medieval, cujo pressuposto é
a) o antropocentrismo: a valorização do homem como centro do Universo e a crença no caráter divino da natureza humana.
b) a escolástica: a busca da salvação através do conhecimento da filosofia clássica e da assimilação do paganismo.
c) o panteísmo: a defesa da convivência harmônica de fé e razão, uma vez que o Universo, infinito, é parte da substância divina.
d) o positivismo: submissão do homem aos dogmas instituídos pela Igreja e não questionamento das leis divinas.
e) o teocentrismo: concepção predominante na produção intelectual e artística medieval, que considera Deus o centro do Universo.
56. (UFPA) Nas relações de suserania e vassalagem dominantes durante o feudalismo europeu, é possível observar que:
a) a servidão representou, sobretudo na França e na península Ibérica, um verdadeiro renascimento da escravidão conforme existia na Roma imperial.
b) os suseranos leigos, formados pela grande nobreza fundiária, distinguiam juridicamente os servos que trabalhavam nos campos dos que produziam nas cidades.
c) mesmo dispondo de grandes propriedades territoriais, os suseranos eclesiásticos não mantinham a servidão nos seus domínios, mas sim o trabalho livre.
d) o sistema de impostos incidia de forma pesada sobre os servos. O imposto da mão morta, por exemplo, era pago pelos herdeiros de um servo que morria para que continuassem nas terras pertencentes ao suserano.
e) as principais instituições sociais que sustentavam as relações entre senhores e servos eram de origem muçulmana, oriundos da longa presença árabe na Europa Ocidental.
57. (Cesgranrio) Acerca da expansão marítima comercial implementada pelo Reino Português, podemos afirmar que:
a) a conquista de Ceuta marcou o início da expansão, ao possibilitar a acumulação de riquezas para a manutenção do empreendimento.
b) a conquista da Baía de Argüim permitiu a Portugal montar uma feitoria e manter o controle sobre importantíssima rota comercial intra-africana.
c) a instalação da feitoria de São Paulo de Luanda possibilitou a montagem de grande rede de abastecimento de escravos para o mercado europeu.
d) o domínio português de Piro e Sidon e o conseqüente monopólio de especiarias do Oriente Próximo tornaram desinteressante a conquista da Índia.
e) a expansão da lavoura açucareira escravista na Ilha da Madeira, após 1510, aumentou o preço dos escravos, tanto nos portos africanos, quanto nas praças brasileiras.
58. (Cesgranrio) O descobrimento do Brasil foi parte do plano imperial da Coroa Portuguesa, no século XV. Embora não houvesse interesse específico de expansão para o Ocidente,...
a) a posse de terras no Atlântico ocidental consolidava a hegemonia portuguesa neste Oceano.
b) o Brasil era uma alternativa mercantil ao comércio português no Oriente.
c) o desvio da esquadra de Cabral seguia a mesma inspiração de Colombo para chegar às Índias.
d) a procura de terras no Ocidente foi uma reação de Portugal ao Tratado de Tordesilhas, que o afastava da América.
e) essa descoberta foi mero acaso, provocado pelas intempéries que desviaram a esquadra da rota da Índia.59. (Ufpe) Portugal e Espanha foram, no século XV, as nações modernas da Europa, portanto pioneiras nos grandes descobrimentos marítimos. Identifique as realizações portuguesas e as espanholas, no que diz respeito a esses descobrimentos.
1. Os espanhóis, navegando para o Ocidente, descobriram, em 1492, as terras do Canadá.
2. Os portugueses chegaram ao Cabo das Tormentas, na África, em 1488.
3. Os portugueses completaram o caminho para as Índias, navegando para o Oriente, em 1498.
4. A coroa espanhola foi responsável pela primeira circunavegação da Terra iniciada em 1519, por Fernão de Magalhães. Sebastião El Cano chegou de volta à Espanha em 1522.
5. Os portugueses chegaram às Antilhas em 1492, confundindo o Continente Americano com as Índias.
Estão corretos apenas os itens:
a) 2, 3 e 4;
b) 1, 2 e 3;
c) 3, 4 e 5;
d) 1, 3 e 4;
e) 2, 4 e 5.
60. (Cesgranrio) Com a expansão marítima dos séculos XV/XVI, os países ibéricos desenvolveram a idéia de "império ultramarino" significando:
a) a ocupação de pontos estratégicos e o domínio das rotas marítimas, a fim de assegurar a acumulação do capital mercantil;
b) o estabelecimento das regras que definem o Sistema Colonial nas relações entre as metrópoles e as demais áreas do "império" para estabelecer as idéias de liberdade comercial;
c) a integração econômica entre várias partes de cada "império" através do comércio intercolonial e da livre circulação dos indivíduos;
d) a projeção da autoridade soberana e centralizadora das respectivas coroas e sobre tudo e todos situados no interior desse "império";
e) a junção da autoridade temporal com a espiritual através da criação do Império da Cristandade.
61. (Cesgranrio) Foram inúmeras as conseqüências da expansão ultramarina dos europeus, gerando uma radical transformação no panorama da história da humanidade.
Sobressai como UMA importante conseqüência:
a) a constituição de impérios coloniais embasados pelo espírito mercantil.
b) a manutenção do eixo econômico do Mar Mediterrâneo com acesso fácil ao Oceano Atlântico.
c) a dependência do comércio com o Oriente, fornecedor de produtos de luxo como sândalo, porcelanas e pedras preciosas.
d) o pioneirismo de Portugal, explicado pela posição geográfica favorável.
e) a manutenção dos níveis de afluxo de metais preciosos para a Europa.
62. (Fei) O processo de expansão marítima da Península Ibérica iniciou-se ainda nos fins da Idade Média. A Espanha, ainda dividida e tendo parte de seu território ocupado pelos mouros "andou atrás" de Portugal. Podemos afirmar que foram fatores decisivos do pioneirismo português em termos expansionistas EXCETO:
a) o processo de centralização política e administrativa precoce do país, a partir da Revolução de Aviz
b) a presença de uma nobreza fortalecida que, a partir dos impostos feudais, propiciou o capital necessário à empreitada expansionista
c) a formação de quadros preparados para as grandes aventuras marítimas na Escola de Sagres
d) o contato e o aproveitamento da cultura moura por parte dos portugueses
e) o incentivo governamental à expansão
63. (Fuvest) No processo de expansão mercantil europeu dos séculos XV e XVI, Portugal teve importante papel, chegando a exercer durante algum tempo a supremacia comercial na Europa. Todavia "em meio da aparente prosperidade, a nação empobrecia. Podiam os empreendimentos da coroa ser de vantagem para alguns particulares (...)"
                               (Azevedo, J. L. de, ÉPOCAS DE PORTUGAL ECONÔMICO, Livraria Clássica Editora, pág.180)
Ao analisarmos o processo de expansão mercantil de Portugal concluímos que:
a) a falta de unidade política e territorial em Portugal determinava a fragilidade econômica interna.
b) a expansão do império acarretava crescentes despesas para o Estado, queda da produtividade agrícola, diminuição da mão-de-obra, falta de investimentos industriais, afetando a economia nacional.
c) a luta para expulsar os muçulmanos do reino português, que durou até o final do século XV, empobreceu a economia nacional que ficou carente de capitais.
d) a liberdade comercial praticada pelo Estado português no século XV levou ao escoamento dos lucros para a Espanha, impedindo seu reinvestimento em Portugal.
e) o empreendimento marítimo português revelou-se tímido, permanecendo Veneza como o principal centro redistribuidor dos produtos asiáticos, durante todo o século XVI.
64. (Pucmg) O expansionismo marítimo europeu, nos séculos XV-XVI, gerou uma autêntica "Revolução Comercial", caracterizada por, EXCETO:
a) incorporação de áreas do continente americano e africano às rotas tradicionais do comércio.
b) ascensão das potências mercantis atlânticas, como Portugal e Espanha.
c) afluxo de metais preciosos da América para o Oriente, resultante do escambo de mercadorias.
d) deslocamento parcial do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico.
e) perda do monopólio do comércio de especiarias por parte dos italianos.
65. (Pucmg) Os descobrimentos dos Tempos Modernos constituíram-se num desdobramento da Expansão Ultramarina. Nesse contexto, a América era, EXCETO:
a) o filho esperado que permitia aos ibéricos formalizar seus sonhos.
b) propriedade dos reis ibéricos, por direito divino, antes mesmo de ser descoberta.
c) uma oportunidade para os ibéricos transplantarem seus valores culturais.
d) um desafio para os ibéricos transformarem as suas visões imagéticas em realidade.
e) o Paraíso que se identificava com os valores de igualdade e liberdade dos ibéricos.
66. (Uece) A descoberta de novas terras por navegadores portugueses e espanhóis alimentou a imaginação dos europeus e fomentou uma visão paradisíaca do novo mundo. Com respeito a esta "visão do paraíso" nos trópicos, é correto afirmar:
a) os europeus esperavam encontrar monstros e outras entidades mitológicas, o que se confirmou na presença de animais pré-históricos e seres humanos estranhos.
b) os temores com relação ao inesperado levavam muitas vezes os europeus a demonstrar uma violência desumana contra os nativos do chamado Novo Mundo.
c) as descrições dos novos territórios, com suas florestas exuberantes e seus pássaros exóticos, vinham confirmar as expectativas de descoberta do Paraíso na Terra.
d) o encontro com seres de uma nova cultura, em um ambiente natural diferente, criou um clima propício ao entendimento mútuo e ao respeito pela vida humana, como era pregado pelos religiosos europeus.
67. (Uerj) O mundo conhecido pelos europeus no século XV abrangia apenas os territórios ao redor do Mediterrâneo. Foram as navegações dos séculos XV e XVI que revelaram ao Velho Mundo a existência de outros continentes e povos.
Um dos objetos dos europeus, ao entrarem em comunicação com esses povos, era a:
a) busca de metais preciosos, para satisfazer uma Europa em crise
b) procura de escravos, para atender à lavoura açucareira nos países ibéricos
c) ampliação de mercados consumidores, para desafogar o mercado saturado
d) expansão da fé cristã, para combater os infiéis convertidos ao protestantismo
68. (Uff) No ano de 1998 comemoraram-se os quinhentos anos da chegada de Vasco da Gama às Índias, fato considerado como um dos marcos das grandes navegações e descobrimentos que antecederam a descoberta e a colonização do "Novo Mundo".
Assinale a opção que revela uma característica da colonização espanhola na América.
a) Criação de Universidades por toda a área de colonização com o propósito de ilustrar as elites indígenas americanas para consolidar o domínio colonial.
b) Redirecionamento da política colonial no Novo Mundo tendo como fato determinante o florescimento do comércio com as Índias.
c) Exploração da mão-de-obra negra escrava por meio de instituições como o "repartimiento" com o objetivo de atender às demandas de produtos primários da Europa.
d) Divisão do território ocupado em sesmariais com o intuito de extrair maior volume de prata e ouro do subsolo.
e) Fundação de uma rede de cidades estendida por toda a área ocupada, formando a espinha dorsal dosistema administrativo e militar.
69. (Unesp) "A conquista de Ceuta foi o primeiro passo na execução de um vasto plano, a um tempo religioso, político e econômico. A posição de Ceuta facilitava a repressão da pirataria mourisca nos mares vizinhos; e sua posse, seguida de outras áreas marroquinas, permitiria aos portugueses desafiar os ataques muçulmanos à cristandade da Península Ibérica."
                (João Lúcio de Azevedo. "Época de Portugal econômico: esboços históricos".)
De acordo com o texto, é correto interpretar que:
a) a expansão marítima portuguesa teve como objetivo expulsar os muçulmanos da Península Ibérica.
b) a influência do poder econômico marroquino foi decisiva para o desenvolvimento das navegações portuguesas.
c) o domínio dos portugueses sobre Ceuta era parte de um vasto plano para expulsar os muçulmanos do comércio africano e indiano.
d) a expansão marítima ibérica visava cristianizar o mundo muçulmano para dominar as rotas comerciais africanas.
e) o domínio de territórios ao norte da África foi uma etapa fundamental para a expansão comercial e religiosa de Portugal.
70. (Unitau-SP) São características do mercantilismo:
a) livre cambismo, fomento às indústrias, balança comercial favorável
b) fomento às indústrias, tarifas protecionistas, metalismo, leis de mercado
c) livre cambismo, pacto colonial, intervencionismo estatal
d) monopólio, livre cambismo, tarifas protecionistas, metalismo
e) balança comercial favorável, metalismo, tarifas protecionistas, intervencionismo estatal.
71.(PUC) Na obra O Príncipe , Maquiavel defendia o absolutismo como forma de consolidar e fortalecer o Estado. Entre seus argumentos destaca-se:
a) a necessidade de o governante cercar-se de bons conselheiros, com os quais dividiria o poder; b) a idéia de que somente a lei moral e religiosa limitaria os poderes do rei
c) a constante utilização da guerra como meio de demonstrar a força do Estado;
d) o reconhecimento de que todos os meios utilizados para defender os interesses do governante e do Estado seriam justificados;
e) o princípio da constante mudança das instituições , para que elas se adequassem sempre às novas situações.
72. (Cesgranrio) A frase de Luiz XIV, "L'Etat c'est moi" (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava:
a) a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional);
b) a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida;
c) a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais;
d) a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos;
e) o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato.
73. (Faap) Principalmente a partir do século XVI vários autores passam a desenvolver teorias, justificando o poder real. São os legistas que, através de doutrinas leigas ou religiosas, tentam legalizar o Absolutismo. Um deles é Maquiavel: afirma que a obrigação suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. Para isso deve usar de todos os meios disponíveis, pois que "os fins justificam os meios." Professou suas ideias na famosa obra:
a) "Leviatã"
b) "Do Direito da Paz e da Guerra"
c) "República"
d) "O Príncipe"
e) "Política Segundo as Sagradas Escrituras"
74. (FGV) O mercantilismo correspondeu a:
a) um conjunto de práticas e ideias econômicas baseadas em princípios protecionistas.
b) uma teoria econômica defensora das livres práticas comerciais entre os diversos países.
c) um movimento do século XVII que defendia a mercantilização dos escravos africanos.
d) uma doutrina econômica defensora da não intervenção do Estado na economia.
e) uma política econômica, especificamente ibérica, de defesa de seus interesses coloniais.
75. (UFV) Mercantilismo é um termo que foi criado pelos economistas alemães da segunda metade do século XIX para denominar o conjunto de práticas econômicas dos Estados europeus nos séculos XVI e XVII. Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO indica uma característica do mercantilismo.
a) Busca de uma balança comercial favorável, ou seja, a superação contábil das importações pelas exportações.
b) Intervencionismo do Estado nas práticas econômicas, através de políticas monopolistas e fiscais rígidas.
c) Crença em que a acumulação de metais preciosos era a principal forma de enriquecimento dos Estados.
d) Aplicação de capitais excedentes em outros países para aumentar a oferta de matérias-primas necessárias à industrialização.
e) Exploração de domínios localizados em outros continentes, com o objetivo de complementar a economia metropolitana.
76. (Enem)
(...) Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. (...) Não duvido de que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar conhecimento, não superficialmente, mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que darei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abuso de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos. (COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium)
Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que embarca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação humana pode se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas. (VINCI, Leonardo da. Carnets)
O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é
a) a fé como guia das descobertas.
b) o senso crítico para se chegar a Deus.
c) a limitação da ciência pelos princípios bíblicos.
d) a importância da experiência e da observação.
e) o princípio da autoridade e da tradição.]
77.  Leia atentamente os relatos a seguir:
"O pintor que trabalha rotineira e apressadamente, sem compreender as coisas, é como o espelho que absorve tudo o que encontra diante de si, sem tomar conhecimento".
“Experiência, mãe de toda a certeza”
“Só o pintor universal tem valor”
São trechos de Leonardo da Vinci, personagem destacada do Renascimento. Neles, o autor exalta compreensão, experiência, universalismo, valores que marcaram o:
a) Teocentrismo, como princípio básico do pensamento moderno.
b) Epicurismo, em alusão aos princípios dominantes na Idade Média.
c) Humanismo, como postura ideológica que configurou a transição para a Idade Moderna.
d) Confucionismo, por sua marcada oposição ao conjunto dos conhecimentos orientais.
e) Escolasticismo, dado que admitia a fé como única fonte de conhecimento.
78. (UEL)
O Renascimento, amplo movimento artístico, literário e científico, expandiu-se da Península Itálica por quase toda a Europa, provocando transformações na sociedade. Sobre o tema, é correto afirmar que:
a) o racionalismo renascentista reforçou o princípio da autoridade da ciência teológica e da tradição medieval.
b) houve o resgate, pelos intelectuais renascentistas, dos ideais medievais ligados aos dogmas do catolicismo, sobretudo da concepção teocêntrica de mundo.
c) nesse período, reafirmou-se a ideia de homem cidadão, que terminou por enfraquecer os sentimentos de identidade nacional e cultural, os quais contribuíram para o fim das monarquias absolutas.
d) o humanismo pregou a determinação das ações humanas pelo divino e negouque o homem tivesse a capacidade de agir sobre o mundo, transformando-o de acordo com sua vontade e interesse.
e) os estudiosos do período buscaram apoio no método experimental e na reflexão racional, valorizando a natureza e o ser humano.  
79 . (Uff 2007) 
O quadro de Leonardo da Vinci revela uma das facetas do grande artista do Renascimento que durante a vida transformou sua experiência de mundo em arte, sempre pronto a inovar. 
Essa criatividade levou Leonardo da Vinci a ser conhecido como um homem que 
a) transformou a arte da escultura ao expressar através dela a grandeza da vida espiritual. 
b) abdicou de sua riqueza para se dedicar à pintura de personagens da Corte de Florença. 
c) se envolveu com a natureza, com a sociedade e com todos os ramos de artes, de modo tão intenso que passou a ser conhecido como um artista-cientista. 
d) se dedicou às artes e às ciências através da teoria do direito divino, aplicada nos seus exercícios de anatomia. 
e) participou de várias sociedades secretas que tinham por objetivo reescrever os textos bíblicos com o intuito de apresentar a verdadeira face de Jesus. 
80. (Espcex (Aman) 2011) As transformações culturais ocorridas na Europa dos séculos XIV a XVI ficaram conhecidas como Renascimento. Foram características deste movimento: 
a) Misticismo e tentativas de reinterpretar o cristianismo. 
b) Teocentrismo e recuperação de línguas clássicas (latim e grego). 
c) Individualismo e utilização de novos recursos como a perspectiva no desenho e na pintura. 
d) Racionalismo e críticas ao período conhecido como Antiguidade Clássica. 
e) Antropocentrismo e rejeição de temas religiosas nas produções artísticas. 
81.  (Espcex (Aman) 2011) As transformações culturais ocorridas na Europa dos séculos XIV a XVI ficaram conhecidas como Renascimento. Foram características deste movimento: 
a) Misticismo e tentativas de reinterpretar o cristianismo. 
b) Teocentrismo e recuperação de línguas clássicas (latim e grego). 
c) Individualismo e utilização de novos recursos como a perspectiva no desenho e na pintura. 
d) Racionalismo e críticas ao período conhecido como Antiguidade Clássica. 
e) Antropocentrismo e rejeição de temas religiosas nas produções artísticas. 
82.  (Enem 2011) Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domínio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa científica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento. 
SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984. 
O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção artística, marcada pela constante relação entre 
a) fé e misticismo. 
b) ciência e arte. 
c) cultura e comércio. 
d) política e economia. 
e) astronomia e religião.
83. (PUC-RIO 2007) À EXCEÇÃO DE UMA, as alternativas abaixo apresentam de modo correto características do Renascimento. Assinale-a.
A)  O retorno aos valores do mundo clássico, na literatura, nas artes, nas ciências e na filosofia.
B)  A valorização da experimentação como um dos caminhos para a investigação dos fenômenos da natureza.
C)  A possibilidade de uma estreita relação entre os diferentes campos do conhecimento.
D)  O fato de ter ocorrido com exclusividade nas cidades italianas.
E)  O uso da linguagem matemática e da experimentação nos estudos dos fenômenos da natureza.
84. (PUC-RIO) Sobre o conjunto de ideias que marcou o Renascimento é correto afirmar que
:a) a Renascença contribuiu para o reforço de valores humanistas em toda a Europa. A valorização do Homem como “medida para todas as coisas” se tornou uma ideia importante para os pensadores renascentistas.
b) as ideias dos pensadores renascentistas tornaram-se populares, influenciando movimentos revolucionários. Esses ideais seriam retomados no século XIX pelos socialistas.
c) os pensadores do Renascimento recuperaram ideias da Antiguidade clássica,estando de acordo com as orientações religiosas da Igreja Romana.
d) a Igreja Católica, como principal compradora de obras de arte, se tornou uma defensora das ideias renascentistas.
e) como movimento intelectual, o Renascimento provocou uma ruptura na Igreja,dividida a partir de então em Igreja Ortodoxa e Igreja Romana.
85.  (UFES) A imagem do “Homem Vitruviano” é uma representação elaborada no final do século XV por Leonardo da Vinci e exprime o antropocentrismo e a harmonia das formas que caracterizaram as obras artísticas do período renascentista. Sobre o renascimento, não é correto afirmar que:
A - um dos seus principais fundamentos intelectuais foi o Humanismo, concepção segundo a qual o homem deveria ser valorizado como o epicentro do mundo e da história, como havia ocorrido na Antiguidade Clássica.
B - o estudo do homem e da natureza, nesse período, fundamentava-se no espírito crítico, o que possibilitou o desenvolvimento do pensamento científico, como se comprova na defesa da teoria heliocêntrica por Nicolau de Cusa e Nicolau Copérnico.
C - os homens da época tenderam a valorizar a produção artística e intelectual das civilizações do Oriente Médio, especialmente a egípcia e a mesopotâmica, pela conexão que estas guardavam com a história hebraica descrita na Bíblia.
D - um dos seus maiores expoentes foi Leonardo da Vinci, um modelo do intelectual renascentista, pelo fato de se ter dedicado a múltiplas áreas do conhecimento, como, por exemplo, à Anatomia, à Física e à Botânica, além de à Pintura.
E - o termo “Renascimento” designa uma modalidade de expressão intelectual urbana e burguesa originária da Península Itálica, que se constituiu a partir do sincretismo entre a Cultura Clássica e a tradição judaico-cristã.
86.Segundo Martinho Lutero:
a) As boas obras e a fé são necessárias para a salvação.
b) Somente as boas obras é capaz de levar o homem a salvação.
c) A fé sem obras não oferece a salvação.
d) Apenas a fé pode salvar o homem. 
e) Não precisa ter fé e boas obras para alcançar a salvação.
87. (Mackenzie) O Rei Henrique VIII, aclamado defensor da fé pela Igreja Católica, rompeu com o Papa Clemente VII em 1534, por:
a) opor-se ao Ato de Supremacia que submetia a Igreja Anglicana à autoridade do Papa.
b) rever todos os dogmas da Igreja Católica, incluindo a indissolubilidade do sagrado matrimônio, através do Ato dos Seis Artigos.
c) aceitar as 95 teses de Martinho Lutero, que denunciavam as irregularidades da Igreja Católica.
d) ambicionar assumir as terras e as riquezas da Igreja Católica e enfraquecer sua influência na Inglaterra.
e) defender que o trabalho e a acumulação de capital são manifestações da predestinação à salvação eterna como professava Santo Agostinho.
88. (Cesgranrio) No contexto dos diversos conflitos religiosos que eclodiram na Europa, ao longo do século XVI, identificamos a convocação pela Igreja Católica, a partir de 1545, do Concílio de Trento. Dentre suas determinações, destacamos corretamente o (a):
a) reconhecimento da autoridade política e teológica da Igreja anglicana frente ao papado, encerrando os conflitos provocados na Inglaterra devido à luta de Henrique VIII contra o Vaticano.
b) fim do clero regular como solução para conter os abusos cometidos pela Igreja, tais como a venda de indulgências e sacramentos.
c) oficialização da doutrina calvinista que admitia o lucro comercial como uma dádiva divina e não mais como um pecado usurário, como um novo dogma católico.
d) submissão da Igreja católica aos Estados imperiais laicos e a validade da livre interpretação da Bíblia.
e) reafirmação da hierarquia eclesiástica católica e a reativação do tribunal do Santo Ofício da Inquisição.
89. (Cesgranrio) Os movimentos reformistas religiosos que surgiram na Europa moderna, entre os séculos XV e XVI, variaram em seus fundamentos e prática frente aos dogmas religiosos instituídos pela Igreja Católica. Marque a opção que relaciona corretamenteum desses movimentos reformistas com seu fundamento doutrinário.
a) O humanismo defendeu a extinção do Papado como necessária para o desenvolvimento de uma nova religião baseada na tolerância e no respeito às crenças religiosas individuais.
b) O luteranismo condenou a doutrina da predestinação e a livre interpretação das escrituras sagradas.
c) O calvinismo, em sua concepção moral, valorizou o trabalho e justificou o lucro, formulando uma doutrina que correspondia às necessidades de uma moral burguesa.
d) O anglicanismo instituiu uma doutrina protestante, cuja hierarquia eclesiástica subordinava o poder temporal dos monarcas à autoridade divina dos Papas.
e) O Concílio  de Trento promoveu uma reformulação dos dogmas religiosos católicos, disciplinando o clero e restringindo sua autoridade aos assuntos ligados à fé cristã.
90. (Fuvest) "Depois que a Bíblia foi traduzida para o inglês, todo homem, ou melhor, todo rapaz e toda rapariga, capaz de ler o inglês, convenceram-se de que falavam com Deus onipotente e que entendiam o que Ele dizia".
Esse comentário de Thomas Hobbes (1588-1679)
a) ironiza uma das consequências da Reforma, que levou ao livre exame da Bíblia e à alfabetização dos fiéis.
b) alude à atitude do papado, o qual, por causa da Reforma, instou os leigos a que não deixassem de ler a Bíblia.
c) elogia a decisão dos reis Carlos I e Jaime I, ao permitir que seus súditos escolhessem entre as várias igrejas.
d) ressalta o papel positivo da liberdade religiosa para o fortalecimento do absolutismo monárquico.
e) critica a diminuição da religiosidade, resultante do incentivo à leitura da Bíblia pelas igrejas protestantes.
91. (G1) João Calvino defendia que alguns homens já nascem salvos pela vontade de Deus e que o indício dessa salvação, seria o acúmulo de riquezas através das virtudes e do trabalho.
Tal princípio ia de encontro aos interesses da burguesia. 
O texto acima refere-se:
a) à livre interpretação da Bíblia.
b) à predestinação.
c) às indulgências.
d) à simonia.
e) ao Ato de Supremacia.
92. (PUC-MG) Em 1517 começa, no Sacro Império Romano-Germânico, o movimento de reforma liderado por Martinho Lutero, que defendia:
a) a fé como elemento fundamental para a salvação dos indivíduos.
b) o relaxamento dos costumes dos membros da Igreja daquela época.
c) a confissão obrigatória, o jejum e o culto aos santos e mártires.
d) o princípio da predestinação e da busca do lucro por meio do trabalho.
e) o reconhecimento do monarca como chefe supremo da Igreja.
93. (UEL) Dentre os fatores que contribuíram para a difusão do Movimento Reformista Protestante, no início do século XVI, destaca-se
a) o cerceamento da liberdade de crítica provocado pelo Renascimento Cultural.
b) o declínio do particularismo urbano que veio a favorecer o aparecimento das Universidades.
c) o abuso político cometido pela Companhia de Jesus.
d) o conflito político observado tanto na Alemanha como na França.
e) a inadequação das teorias religiosas católicas para com o progresso do capitalismo comercial.
94.  A Reforma Protestante, iniciada por Lutero, foi um movimento  de mudanças sociais de caráter fundamentalmente religioso, com importantes desdobramentos políticos e econômicos. No que se refere aos princípios políticos e religiosos, o luteranismo defendia a:
A - submissão da Igreja ao Estado e a valorização da fé individual
B - implementação de políticas econômicas na Europa e a quebra da autoridade religiosa
C - jurisdição real sobre terras da Igreja e a cobrança de impostos sobre esse patrimônio;
D - extinção das rendas feudais e a oposição às pregações morais do clero;E - cessação do poder político-administrativo da Igreja sobre os reinos e o fim da condenação da usura
95. A Reforma Protestante, iniciada por Lutero, foi um movimento de mudanças sociais de caráter fundamentalmente religioso, com importantes desdobramentos políticos e econômicos. No que se refere aos princípios políticos e religiosos, o luteranismo defendia a:
A - submissão da Igreja ao Estado e a valorização da fé individual;
B - implementação de políticas econômicas na Europa e a quebra da autoridade religiosa;
C - jurisdição real sobre terras da Igreja e a cobrança de impostos sobre esse patrimônio;
D - extinção das rendas feudais e a oposição às pregações morais do clero;
E - cessação do poder político-administrativo da Igreja sobre os reinos e o fim da condenação da usura
Questão 96
(UFRJ) Leia o texto a seguir:
Um dos períodos [da história do México] mais riscados, apagados e emendados com maior fúria tem sido o da Nova Espanha. [...] A Nova Espanha não se parece com o México pré-colombiano nem com ao atual. E muito menos com a Espanha, embora tenha sido um território submetido à coroa espanhola.
PAZ. O. Sóror Juana Inés de la Cruz: As artimanhas da fé. São Paulo: Mandarin, 1998.
Sobre a sociedade colonial construída em Nova Espanha, é correto afirmar:
a) se apoiava, como na sociedade colonial brasileira, em uma visão bipolar entre senhores europeus de um lado e escravos africanos de outro, visto que os indígenas haviam sido quase absolutamente exterminados no processo de conquista por doenças ou pela violência do colonizador.
b) se distinguia de outras sociedades coloniais, pois as diferenças sociais presentes nela eram de classe e não de cunho étnico: não importava a cor da pele para a determinação de um lugar social, mas as posses de um indivíduo.
c) se tratava, como em outras sociedades coloniais, de uma sociedade de superiores e de inferiores que, entretanto, reconhecia os mestiços, filhos de senhores brancos com mulheres indígenas, como fazendo parte da elite política local, sendo chamados criollos.
d) recaíam, exclusivamente, os privilégios da sociedade colonial sobre a minoria branca que apresentava, contudo uma divisão interna entre aqueles brancos nascidos na Europa, ocupantes dos cargos de nível superior, e aqueles nascidos na América, ocupantes de posições claramente secundárias na hierarquia social.
e) se constituía em uma sociedade com uma estrutura hierárquica bem clara, em cuja base se encontravam os grupos desprovidos de quaisquer direitos sociais: índios e negros africanos, ambos trabalhando como escravos e sendo tratados exclusivamente como mercadoria, vendidos e comprados em grandes mercados nas principais cidades mexicanas.
Questão 97
Leia o texto abaixo e responda posteriormente ao que é pedido.
“Nos anos 1575-1600, Potosí produziu talvez a metade de toda a prata hispano-americana. Tal profusão de prata não teria vindo à tona sem a concomitante abundância de mercúrio de Huancavélica, que naqueles mesmos anos estava também produzindo como nunca havia feito. Outro estimulante para Potosí foi claramente a mão de obra barata fornecida através da mita de Toledo.”
BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina. in: América Latina Colonial. v. 2. São Paulo: Edusp, 1999. p. 141.
Como indicado no texto, os espanhóis utilizaram um sistema de trabalho denominado mita, que consistia:
a) no trabalho obrigatório e temporário, mobilizando mão de obra indígena geralmente escolhida por sorteio entre as tribos, sendo deslocada para qualquer região da colônia.
b) no emprego de tribos inteiras de indígenas, dirigidas por seus chefes naturais, assegurando ainda a instrução cristã dos envolvidos.
c) no trabalho compulsório e permanente de escravos que chegavam ao porto de Toledo.
d) em contratos de servidão realizados entre espanhóis e astecas.
e) em um sistema de servidão por dívidas, pois com a desintegração da economia tradicional indígena, esses foram obrigados a adquirir produtos vindos da Europa.
Questão 98
Leia o texto abaixo:
“Aqueles que foram de Espanha para esses países (e se têm na conta de cristãos) usaram de duas maneiras gerais e principais para extirpar da face da terra aquelas míseras nações. Uma foi a guerra injusta, cruel, tirânica e sangrenta. Outra foi matar todos aqueles que podiam ainda respirar ou suspirar e pensar em recobrara liberdade ou subtrair-se aos tormentos que suportam, como fazem todos os senhores naturais e os homens valorosos e fortes; pois comumente na guerra não deixam viver senão mulheres e crianças: e depois oprimem-nos com a mais horrível e áspera servidão a que jamais tenham submetido homens ou animais.”
LAS CASAS, Frei Bartolomeu de. O paraíso destruído. Brevíssima relação da destruição das Índias [1552]. Porto Alegra: L&PM, 2001.
O trecho do texto de Las Casas aponta o processo de dizimação das populações indígenas americanas por parte dos espanhóis. Além da guerra, os processos de trabalho e o controle disciplinar imposto resultaram na morte de milhões de habitantes nativos da América. Dentre os processos de trabalho impostos aos indígenas e que resultaram em sua mortandade, destaca-se:
a) a escravidão imposta a eles, semelhante a dos africanos levados à América para trabalhar na extração de metais.
b) a encomienda, um processo de trabalho compulsório imposto a toda uma tribo para executar serviços agrícolas e extrativistas.
c) o assalariamento, pago em valores muito baixos e geralmente em espécie.
d) a parceria, onde os indígenas eram obrigados a trabalhar na agricultura e nas minas, destinando dois terços da produção aos espanhóis.
Questão 99
Observe a imagem abaixo:
Gravura de Potosí, localizada no Vice-reino do Peru, durante a colonização espanhola
Potosí foi um dos principais locais de exploração de riquezas naturais utilizadas pela coroa espanhola durante a colonização da América. Em Potosí, os espanhóis fizeram com que os indígenas extraíssem cerca de metade:
a) do ouro explorado nas Américas.
b) do mercúrio necessário à obtenção da prata.
c) do sal comercializado na Europa.
d) dos diamantes que enriqueceram a coroa espanhola.
e) da prata conseguida pelos espanhóis na América.
100. Os indígenas da América:
A - viviam pacificamente no interior dos grandes impérios pré-colombianos (Inca, Maia e Asteca) até a chegada dos europeus, que destruíram as comunidades indígenas e dizimaram milhões de pessoas. 
B - atravessaram conflitos em todos os períodos conhecidos de sua história, das lutas contra a dominação dos grandes impérios pré-colombianos à resistência frente aos europeus conquistadores e aos estados independentes. 
C -  conseguiram autonomia política após as independências nacionais, pois as repúblicas hispano-americanas permitiram o retorno à vida comunitária, suprimiram os tributos e o trabalho forçado. 
D - mantiveram-se livres na área de colonização portuguesa, mas foram escravizados nas regiões de colonização espanhola e inglesa, tornando-se a principal mão-de-obra na agricultura e mineração. 
E - unificaram-se atualmente em amplos movimentos de libertação que visam recuperar as formas de vida e de trabalho do período pré-colombiano e restaurar a autonomia das antigas comunidades.
101.  (UFMS) A respeito da história e da organização sociocultural, política e econômica dos astecas, é correto afirmar que: 
1 - antes do aparecimento do chamado Império Asteca, não existiu na Mesoamérica outro império, pois, até o século XIV da Era Cristã, prevaleceu a instauração de uma série de Cidades-Estados independentes, com estrutura social simples e igualitária;
2 - unidade social básica dos astecas era o altépetl, a comunidade aldeã que detinha a propriedade coletiva da terra, formando a base da administração e da tributação da Confederação Asteca. Também
havia o calpulli, nome dado às comunidades que constituíram os bairros de Tenochtitlán;
4 - cerca de um século depois da queda do Império Tolteca e de sua capital Tula, ocorrida no século XIII da Era Cristã, os astecas fundaram Tenochtitlán e a cidade que gradualmente passou a impor hegemonia
sobre outras Cidades-Estados. Da aliança entre Tenochtitlán e as cidades de Texcoco e Tlacopán, ocorrida na primeira metade do século XV, foi formada a confederação conhecida como Tríplice Aliança;
8 - a sociedade asteca foi um exemplo de sociedade igualitária e sem conflitos internos, na qual a economia era planejada em seus mínimos detalhes e não havia a exploração dos camponeses por parte do Estado;
16 - no cume da hierarquia asteca estava o Tlatoani, o monarca, um soberano que, por princípio, era uma espécie de chefe militar das comunidades astecas.
SOMATÓRIA (____)
102.  (UFES) "Os astecas (azteca) ou mexicanos (mexica) dominavam com esplendor a maior parte do México quando os conquistadores espanhóis ali chegaram, em 1519. Sua língua e sua religião tinham-se imposto sobre imensas extensões de terra desde o Atlântico até o Pacífico e das regiões áridas setentrionais até a Guatemala. O nome de seu soberano Motecuhzoma era venerado ou temido de uma ponta a outra daquele vasto território. Seus comerciantes com suas caravanas de carregadores percorriam o país em todos os sentidos. [...] Em Tenochtitlán (México), sua capital, a arquitetura e a escultura haviam alcançado um impulso extraordinário, enquanto o luxo crescia no vestuário, à mesa, nos jardins e na ourivesaria." SOUSTELLE, J. A civilização asteca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1987: 7.) São características da civilização asteca, exceto:
A - A unidade social básica era o calpulli, comunidade residencial com direitos comuns sobre a terra e uma organização interna de tipo administrativo, judiciário, militar e fiscal.
B - Tenochtitlán, a capital asteca, segundo a tradição, fundada em 1325, era o centro de um comércio de longa distância e pólo de atração para artesãos e vendedores, tendo-se convertido em uma das maiores cidades do mundo a expansão do poderio asteca.
C - A economia era de base agrícola e fundamentada na cultura do milho e do feijão, sendo o cultivo por chinampas (pequenas ilhas artificiais construídas mediante o acúmulo de lama e plantas aquáticas junto às margens pantanosas dos lagos), a técnica mais inovadora empregada na agricultura irrigada.
D - A sociedade asteca era dominada por uma dupla hierarquia: a dos dignitários (indivíduos investidos de altas funções militares ou civis) e a dos sacerdotes, sendo que no ápice encontramos o rei (Huey Tlatoani), cujo cargo era eletivo.
E - A monarquia asteca, embora possuísse origem divina, era constantemente desafiada pela população rural por conta da sobrecarga de tributos exigidos, razão pela qual, quando da chegada de Cortez ao México, Tenochtitlán era palco de uma violenta guerra civil liderada por camponeses dos distritos vizinhos.
103. (Ufv) O Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I (1750-1777), foi o responsável por uma série de reformas na economia, educação e administração do Estado e do império português, inspiradas na filosofia iluminista e na política econômica do mercantilismo, cabendo a ele a expulsão dos padres jesuítas da Companhia de Jesus dos domínios de Portugal.
O Marquês de Pombal foi um dos representantes do chamado:
a) Despotismo Esclarecido.
b) Socialismo Utópico.
c) Socialismo Científico.
d) Liberalismo.
e) Parlamentarismo Monárquico.
104. (Cesgranrio) Entre os séculos XVI e XVIII ocorreram diversas transformações culturais na Europa ocidental. Assinale a seguir a opção que identifica corretamente uma dessas transformações:
a) o desenvolvimento do pensamento científico, nos séculos XVII e XVIII, baseava-se na crítica, no empirismo e no naturalismo.
b) o movimento reformista, no século XVI, caracterizou-se por uma unidade de pensamento e práticas nos diversos países nos quais se difundiu.
c) a Contrarreforma, expressa no Concílio de Trento, entre 1545 e 1563, alterou os dogmas católicos a partir de um enfoque humanista, que extinguiu os Tribunais da Santa Inquisição.
d) o Iluminismo, no século XVIII, baseando-se no racionalismo, criticou os fundamentos do poder da Igreja, apoiando os princípios do poder monárquico absoluto.
e) o Liberalismo econômico, na segunda metade do século XVIII, criticava o sistema colonial, defendendo a manutenção dos monopólios como geradores de riqueza da sociedade.
105. (Faap) "A população, quando não controlada,aumenta numa razão geométrica. A subsistência aumenta apenas em proporção aritmética... Isso significa um controle forte e constante sobre a população, provocado pela dificuldade de subsistência. Essa dificuldade deve recair em alguma parte e deve necessariamente ser fortemente sentida por grande parte da humanidade......"
O autor desse texto só pode ser:
a) Pascal
b) Karl Marx
c) Adam Smith
d) Ricardo
e) Malthus
106. (Fatec) As grandes revoluções burguesas do século XVIII refletem, em parte, algumas ideias dos filósofos iluministas, dentre as quais podemos destacar a que
a) apontou a necessidade de limitar a liberdade individual para impedir que o excesso degenerasse em anarquismo.
b) acentuou que o Estado não possui poder ilimitado, o qual nada mais é do que a somatória do poder dos membros da sociedade.
c) visou defender a tese de que apenas a federalização política é compatível com a democracia orgânica.
d) mostrou que, sem centralização e dependência dos poderes ao Executivo, não há paz social.
e) procurou salientar que a sociedade industrial somente se desenvolverá a partir de minucioso planejamento econômico.
107. (Fuvest) Sobre o chamado despotismo esclarecido é correto afirmar que
a) foi um fenômeno comum a todas as monarquias europeias, tendo por característica a utilização dos princípios do Iluminismo.
b) foram os déspotas esclarecidos os responsáveis pela sustentação e difusão das ideias iluministas elaboradas pelos filósofos da época.
c) foi uma tentativa bem intencionada, embora fracassada, das monarquias europeias reformarem estruturalmente seus Estados.
d) foram os burgueses europeus que convenceram os reis a adotarem o programa de modernização proposto pelos filósofos iluministas.
e) foi uma tentativa, mais ou menos bem sucedida, de algumas monarquias reformarem, sem alterá-las, as estruturas vigentes.
108. (Fuvest) "Um comerciante está acostumado a empregar o seu dinheiro principalmente em projetos lucrativos, ao passo que um simples cavalheiro rural costuma empregar o seu em despesas. Um frequentemente vê seu dinheiro afastar-se e voltar às suas mãos com lucro; o outro, quando se separa do dinheiro, raramente espera vê-lo de novo. Esses hábitos diferentes afetam naturalmente os seus temperamentos e disposições em toda espécie de atividade. O comerciante é, em geral, um empreendedor audacioso; o cavalheiro rural, um tímido em seus empreendimentos..."
                (Adam Smith, A RIQUEZA DAS NAÇÕES, Livro III, capítulo 4)
           
Neste pequeno trecho, Adam Smith
a) contrapõe lucro a renda, pois geram racionalidades e modos de vida distintos.
b) mostra as vantagens do capitalismo comercial em face da estagnação medieval.
c) defende a lucratividade do comércio contra os baixos rendimentos do campo.
d) critica a preocupação dos comerciantes com seus lucros e dos cavalheiros com a ostentação de riquezas.
e) expõe as causas da estagnação da agricultura no final do século XVIII.
109. (Mackenzie) Assinale a alternativa em que aparecem as principais ideias de Jean Jacques Rousseau em sua obra O CONTRATO SOCIAL.
a) Cada homem é inimigo do outro, está em guerra com o próximo e por esta razão cria o Estado para sua própria defesa e proteção.
b) O Estado é uma realidade em si e é necessário conservá-lo, reforçá-lo e eventualmente reformá-lo, reconhecendo uma única finalidade: sua prosperidade e grandeza.
c) O governante deve dar um bom exemplo para que os súditos o sigam.  Através da educação e de rituais, os homens de capacidade aprenderiam e transmitiriam os valores do passado.
d) Que as classes dirigentes tremam ante a ideia de uma revolução! Os trabalhadores devem proclamar abertamente que seu objetivo é a derrubada violenta da ordem social tradicional.
e) A única esperança de garantir os direitos de cada indivíduo é a organização da sociedade civil, cedendo todos os direitos à comunidade, para que seja politicamente justo o que a maioria decidir.
110. (Mackenzie) O Despotismo Esclarecido, regime de governo adotado em alguns países da Europa no século XVIII, caracterizava-se por:
a) equilibrar o poder da burguesia financeira com a nobreza feudal.
b) impor o poder parlamentar sobre o poder monárquico.
c) tentar conciliar os princípios do absolutismo com as ideias iluministas.
d) difundir monarquias constitucionais em todos os reinos europeus, segundo os princípios liberais.
e) atribuir ao povo a participação no poder político.
111. (Mackenzie) Sobre o iluminismo, é correto afirmar que:
a) defendia a doutrina de que a soberania do Estado absolutista garantiria os direitos individuais e eliminaria os resquícios feudais ainda existentes.
b) propunha a criação de monopólios estatais e a manutenção da balança de comércio favorável, para assegurar o direito de propriedade.
c) criticava o mercantilismo, a limitação ao direito à propriedade privada, o absolutismo e a desigualdade de direitos e deveres entre os indivíduos.
d) acreditava na prática do entesouramento como meio adequado para eliminar as desigualdades sociais e garantir as liberdades individuais.
e) consistia na defesa da igualdade de direitos e liberdades individuais, proporcionada pela influência da Igreja Católica sobre a sociedade, através da educação.
112. (Puc-rio) Assinale a opção em que se encontra corretamente identificado um dos preceitos fundamentais da Fisiocracia:
a) "O ouro e a prata suprem as necessidades de todos os homens."
b) "Os meios ordinários, portanto, para aumentar nossa riqueza e tesouro são o comércio exterior."
c) "Que o soberano e a nação jamais se esqueçam de que a terra é a única fonte de riqueza e de que a agricultura é que a multiplica."
d) "Todo comércio consiste em diminuir os direitos de entrada das mercadorias que servem às manufaturas interiores (...)"
e) "As manufaturas produzirão benefícios em dinheiro, o que é o único fim do comércio e o único meio de aumentar a grandeza e o poderio do Estado."
113. (Uece) Identifique, nas sentenças a seguir citadas, aquela que expressa o pensamento de Montesquieu:
a) "É uma verdade eterna: qualquer pessoa que tenha o poder, tende a abusar dele. Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder".
b) "(...) é preciso (...) encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associação, de qualquer força comum, e pela qual, cada um, não obedeça senão a si mesmo, ficando assim tão livre quanto antes."
c) "O Estado está obrigado a proporcionar trabalho ao cidadão capaz, e ajuda e proteção aos incapacitados. Não se pode obter tais resultados a não ser por um Poder Democrático."
d) "A única maneira de erigir-se um poder, capaz de defendê-los contra a invasão e danos infligidos, uns contra os outros (...) consiste em conferir todo o poder e força a um só homem."
e) “O homem é o único animal racional, porém, o único que comete absurdos”. 
114. (Uel) "A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão teria grande repercussão no mundo inteiro. 'Este documento é um manifesto contra a sociedade hierárquica de privilégios nobres, mas não um manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária. Os homens nascem e vivem livres e iguais perante a lei, dizia seu primeiro artigo; mas também prevê a existência de distinções sociais, ainda que somente no terreno da utilidade comum'..."
Assinale a alternativa que identifica um dos artigos da Declaração que prevê a distinção a que o texto se refere.
a) "A propriedade privada é um direito natural, sagrado, inalienável e inviolável."
b) "Os cidadãos de conformidade com suas posses devem contribuir com as despesas da administração pública."
c) "A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de força pública que deve ser instituída em benefício de todos..."
d) "A lei só tem direito de proibir as ações que sejam prejudiciais à sociedade."
e) "Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, mesmo religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública...".115. (Uerj) "Não se veem, porventura (...) povos pobres em terras vastíssimas, potencialmente férteis, em climas dos mais benéficos? E, inversamente, não se encontra, por vezes, uma população numerosa vivendo na abundância em um território exíguo, até algumas vezes em terras penosamente conquistadas ao oceano, ou em territórios que não são favorecidos por dons naturais? Ora, se essa é a realidade, é por existir uma causa sem a qual os recursos naturais (...) nada são (...). Uma causa geral e comum de riqueza, causa que, atuando de modo desigual e vário entre os diferentes povos, explica as desigualdades de riqueza de cada um deles (...)"
                (SMITH, Adam. Apud HUGON, Paul. "História das Doutrinas Econômicas." São Paulo: Atlas, 1973.)
O texto anterior evidencia a preocupação, por parte de pensadores do século XVIII, com a fonte geradora de riqueza. As "escolas" econômicas do período - Fisiocracia e Liberalismo - apresentavam, contudo, discordâncias quanto a essa fonte.
Os elementos geradores de riqueza para a Fisiocracia e para o Liberalismo eram, respectivamente:
a) terra e trabalho
b) agricultura e capital
c) indústria e comércio
d) metal precioso e tecnologia
e) indústria e artesanato 
116. (Uff) O Iluminismo do século XVIII abrigava, dentre seus valores, o racionalismo. Tal perspectiva confrontava-se com as visões religiosas do século anterior. Esse confronto anunciava que o homem das luzes encarava de frente o mundo e tudo nele contido: o Homem e a Natureza. O iluminismo era claro, com relação ao homem: um indivíduo capaz de realizar intervenções e mudanças na natureza para que essa lhe proporcionasse conforto e prazer.
Seguindo esse raciocínio, pode-se dizer que, para o Homem das Luzes, a Natureza era:
a) misteriosa e incalculável, sendo a base da religiosidade do período, o lugar onde os homens reconheciam a presença física de Deus e sua obra de criação;
b) infinita e inesgotável, constituindo-se um campo privilegiado da ação do homem, dando em troca condição de sobrevivência, principalmente no que se refere ao seu sustento econômico;
c) apenas reflexo do desenvolvimento da capacidade artística do homem, pois ajudava-o a criar a ideia de um progresso ilimitado relacionado à indústria;
d) um laboratório para os experimentos humanos, pois era reconhecida pelo homem como a base do progresso e entendimento do mundo; daí a fisiocracia ser a principal representante da industrialização iluminista;
e) a base do progresso material e técnico, fundamento das fábricas, sem a qual as indústrias não teriam condições de desenvolver a ideia de mercado.
117. (Ufv) O século XVIII é conhecido como o "século das luzes". Durante aquele período, as realizações no campo da filosofia, das letras e da ciência alimentavam esperanças de que a razão humana pudesse remodelar as instituições sociais e políticas, eliminando as injustiças e as superstições. Por DESPOTISMO ILUSTRADO entende-se:
a) o novo conjunto de ideias filosóficas, políticas e sociais que emergem durante os séculos XVII e XVIII como crítica ao Estado absoluto.
b) um estilo de governo, em voga entre os "reis filósofos" do século XVIII, que pretendia reformar "pelo alto" as instituições consideradas antiquadas.
c) o mesmo que liberalismo, defendendo a ampliação dos direitos civis e liberdades políticas dos cidadãos.
d) a eliminação, na filosofia e na ciência, de toda explicação ou argumento de fundo religioso, mágico ou metafísico.
e) as formas de governo características de países do Oriente como a Pérsia, a Índia e a China.
118. A enclosure ou cercamento:
a) é o processo de extinção dos campos abertos (open fields), provocando o êxodo rural;
b) provocou a substituição dos grandes domínios rurais pelos pequenos, cuja rentabilidade era maior;
c) implicou uma maior concentração de mão-de-obra agrícola, ao deter a migração para as cidades;
d) foi um fenômeno exclusivo da Inglaterra, não aparecendo em nenhum outro país;
e) ocorreu somente no século XIX, em virtude da estagnação do mercado consumidor.
119. "Para ele, os fatos econômicos e a luta de classes são o motor da História; o triunfo do proletariado e a implantação de uma sociedade sem classes são o objetivo final. Esse objetivo, contudo, só será alcançado com a união de todos os proletários."
O texto acima refere-se ao criador do socialismo científico:
a) Karl Marx
b) Vladimir Lenin
c) Saint-Simon
d) Pedro Kropotkin
e) Adam Smith
120. Entre os fatores que fizeram da Inglaterra o berço propício à eclosão da Revolução Industrial, podemos citar os seguintes:
a) As condições sociais e políticas da época eram favoráveis.
b) Com a criação do Banco da Inglaterra, essa nação tornou-se o maior centro capitalista da época.
c) O sistema corporativo não chegara a se enraizar desde a Idade Média.
d) A supremacia naval inglesa assegurava o controle das rotas de distribuição de mercadorias.
e) Todas as anteriores.
121. (PUCCAMP) "O produto da atividade humana é separado de seu produtor e açambarcado por uma
minoria: a substância humana é absorvida pelas coisas produzidas, em lugar de pertencer ao homem."
A partir do texto, pode-se afirmar que a Revolução Industrial:
a) produziu a hegemonia do capitalista na produção social;
b) tornou a manufatura uma alternativa para o artesanato;
c) introduziu métodos manuais de trabalho na produção;
d) tornou o homem mais importante que a máquina;
e) valorizou o produtor autônomo.
122. Podemos dizer que a supremacia marítima e comercial da 
Inglaterra foi um dos fatores decisivos para o
processamento da Revolução Industrial porque:
a) assegurava o fornecimento de matéria-prima;
b) permitia um maior desenvolvimento técnico;
c) eliminava a concorrência francesa;
d) assegurava o mercado para as manufaturas e impunha a diminuição de seus custos de produção;
e) permitia a utilização de mão-de-obra escrava.
123. (UERJ) Na Revolução Industrial, o pioneirismo inglês resultou de uma série de fatores, entre os quais sua hegemonia marítimo-comercial. A concretização dessa hegemonia ficou evidente quando a Inglaterra adotou a seguinte medida:
a) Decretou os Atos de Navegação.
b) Extinguiu o tráfico de escravos negros.
c) Assinou o Tratado de Methuen com Portugal.
d) Abriu os portos chineses aos navios ingleses.
e) Redefiniu o comércio com o Oriente, graças à Paz de Haia.
124. (CESGRANRIO) A Revolução Industrial transformou profundamente a ordem econômica  mundial. Suas origens na Inglaterra relacionam-se com o(a):
a) declínio da monarquia;
b) liberação de mão-de-obra da cidade para o campo;
c) triunfo da ideologia liberal;
d) fortalecimento do sistema familiar de produção;
e) fim da hegemonia marítima.
125. (Cesgranrio) A consolidação do processo de industrialização na Inglaterra, ocorrida na primeira metade do século XIX, relaciona-se corretamente com a (o):
a) extinção do processo de cercamento dos campos ("enclousures").
b) supremacia da ideologia liberal.
c) fortalecimento da produção através das corporações de ofício.
d) surgimento do capitalismo financeiro e oligopolista.
e) êxodo da mão-de-obra especializada das cidades para o campo.
126. (Fatec) “A produção em larga escala exigia não só a divisão de trabalho e ferramentas especializadas, mas também um sistema organizado de transporte, comércio e crédito. Segundo todos os testemunhos contemporâneos, as comunicações internas da Inglaterra estavam muito longe de satisfazer as necessidades dos industriais. As estradas inglesas, dependentes, como estavam, na construção e consertos, de fiscais amadores e do estatuto relativo ao trabalho não especializado, eram, na maior parte das vezes, impróprias para o tráfego rodoviário; e o transporte mais em uso era o cavalo de carga, que viajava, às vezes, em filas de mais de cem, em calçadas de pedra dispostas lado a lado ou ao meio das estradas".
                (T. S. Ashton)
Dentre outras coisas, o texto se refere ao fato de que:
a) as ferrovias inglesas dependiam, paraa sua manutenção, de trabalhadores não apropriados à tarefa.
b) a divisão social do trabalho e as ferramentas especializadas provocaram um aumento significativo na produção.
c) as necessidades industriais na Inglaterra, apesar de tudo, eram satisfeitas pelas estradas de pedra.
d) as rodovias inglesas, graças a seu ótimo estado de conservação, foram responsáveis pelo aumento da produção industrial.
e) as deficiências nas comunicações internas na Inglaterra eram motivadas pelo péssimo calçamento das estradas, impróprio para os cavalos de carga.
127. (Fei) Podem ser apontadas como características da Revolução Industrial:
a) A substituição da manufatura pela indústria, a invenção da máquina-ferramenta, a progressiva divisão do trabalho e a submissão do trabalhador à disciplina fabril.
b) O aprimoramento do artesanato, a crescente divisão do trabalho, um forte êxodo urbano e o aumento da produção.
c) A substituição do artesanato pela manufatura e o consequente aumento da produção acompanhado pelo recrudescimento da servidão.
d) A total substituição do homem pela máquina e o aumento do nível de vida da classe trabalhadora.
e) A modernização da produção agrícola, o êxodo rural e uma diminuição do nível geral da produção.
128. (Fuvest) Identifique, entre as afirmativas a seguir, a que se refere a consequências da Revolução Industrial:
a) redução do processo de urbanização, aumento da população dos campos e sensível êxodo urbano.
b) maior divisão técnica do trabalho, utilização constante de máquinas e afirmação do capitalismo como modo de produção dominante.
c) declínio do proletariado como classe na nova estrutura social, valorização das corporações e manufaturas.
d) formação, nos grandes centros de produção, das associações de operários denominadas "trade unions", que promoveram a conciliação entre patrões e empregados.
e) manutenção da estrutura das grandes propriedades, com as terras comunais, e da garantia plena dos direitos dos arrendatários agrícolas.
129. (G1) A Revolução Industrial Inglesa só foi possível pelo processo histórico de acumulação primitiva criador tanto do CAPITAL quanto do TRABALHO. A liberação da mão-de-obra e formação do proletariado ocorreu com:
a) os cercamentos dos campos e a expulsão dos camponeses das terras comuns.
b) o intenso cultivo de algodão nos campos ingleses.
c) o processo de reforma agrária na Inglaterra.
d) o intenso processo de imigração de trabalhadores de outras nações europeias para as indústrias inglesas.
e) a produção agrícola organizada em técnicas feudais.
130. (Puccamp) "...o produto da atividade humana é separado de seu produtor e açambarcado por uma minoria: a substância humana é absorvida pelas coisas produzidas, em lugar de pertencer ao homem..."
A partir do texto pode-se afirmar que a Revolução Industrial
a) produziu a hegemonia do capitalista na produção social.
b) tornou a manufatura uma alternativa para o artesanato.
c) introduziu métodos manuais de trabalho na produção.
d) tornou o homem mais importante que a máquina.
e) valorizou o produtor autônomo.
131. (Puccamp) A Revolução Industrial trouxe como resultado social
a) uma melhoria das condições de trabalho nas fábricas, com a redução da jornada de trabalho.
b) a garantia de emprego a todos os assalariados.
c) a constituição de uma classe de assalariados que possuía como fonte de subsistência a venda de seu trabalho.
d) uma camada social assalariada, tendo como suporte às suas necessidades, uma forte legislação sindical.
e) uma melhoria nas condições de habitação e criação de saneamento básico nas cidades.
132. (Puccamp) "O duque de Bridgewater censurava os seus homens por terem voltado tarde depois do almoço; estes se desculparam dizendo que não tinham ouvido a badalada da 1 hora, então o duque modificou o relógio, fazendo-o bater 13 badaladas."
Este texto revela um dos aspectos das mudanças oriundas do processo industrial inglês no final do século XVIII e início do século XIX. A partir do conhecimento histórico, pode-se afirmar que
a) os trabalhadores foram beneficiados com a diminuição da jornada de trabalho em relação à época anterior à revolução industrial.
b) a racionalização do tempo foi um dos aspectos psicológicos significativos que marcou o desenvolvimento da maquinofatura.
c) os empresários de Londres controlavam com mais rigor os horários dos trabalhadores, mas como compensação forneciam remuneração por produtividade para os pontuais.
d) as fábricas, de modo em geral, tinham pouco controle sobre o horário de trabalho dos operários, haja vista as dificuldades de registro e a imprecisão dos relógios naquele contexto.
e) os industriais criaram leis que protegiam os trabalhadores que cumpriam corretamente o horário de trabalho.
134. (Cesgranrio) Durante a Revolução Francesa, a radicalização, típica da "Época da Convenção" (1792-5), caracteriza-se pela:
a) Promulgação da "Declaração Universal dos Direitos do Homem";
b) aprovação da "constituição civil do clero" por Luiz XVI;
c) instituição de um regime político e social de caráter democrático - o Diretório;
d) criação de tribunais revolucionários e a abolição dos direitos senhoriais;
e) pacificação da Europa, a partir da paz entre a França e a Inglaterra.
135. (Cesgranrio) A Revolução Francesa insere-se em um conjunto de profundas transformações históricas ocorridas na sociedade europeia da segunda metade do século XVIII. As etapas do processo revolucionário, entre 1789 e 1799, expressaram os conflitos sociais e os diferentes projetos políticos dos diversos grupos envolvidos na Revolução. Assinale a opção que relaciona corretamente a atuação de um desses grupos com uma etapa do processo revolucionário.
a) A reação armada do clero monarquista (refratário) contra os revolucionários determinou a instituição da Constituição Civil do Clero, em 1790, que garantiu o pagamento de indenizações e a devolução de suas propriedades confiscadas no início da Revolução.
b) A manutenção prolongada do Período do Terror, instituído pelos monarquistas, determinou a derrota dos segmentos revolucionários liderados pelos "sans-culottes" frente ao Golpe do 18 Brumário, em 1799, que elevou Napoleão Bonaparte à direção do Comitê de Salvação Pública.
c) A burguesia liberal definiu seu modelo de Estado com a promulgação da Primeira Constituição da França, em 1791, durante a Assembleia Nacional, que instituiu uma monarquia constitucional baseada no sufrágio censitário e na divisão dos poderes do Estado em executivo, legislativo e judiciário.
d) Os jacobinos extremistas, formados pela nobreza parisiense e provincial, retornaram ao poder com a Convenção Termidoriana, entre 1794 e 1795, anulando diversas conquistas revolucionárias, tais como a Lei do Preço Máximo e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
e) Os camponeses, representados pelo Partido Girondino, formavam uma poderosa facção, cujo apoio popular permitiu que controlassem politicamente a Revolução durante a fase da Convenção Montanhesa, entre 1793 e 1794, na qual aboliram os privilégios feudais e a escravidão nos territórios coloniais franceses.
136. (Enem) Algumas transformações que antecederam a Revolução Francesa podem ser exemplificadas pela mudança de significado da palavra "restaurante". Desde o final da Idade Média, a palavra 'restaurant' designava caldos ricos, com carne de aves e de boi, legumes, raízes e ervas. Em 1765 surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para restaurar as forças dos trabalhadores. Nos anos que precederam a Revolução, em 1789, multiplicaram-se diversos 'restaurateurs', que serviam pratos requintados, descritos em páginas emolduradas e servidos não mais em mesas coletivas e mal cuidadas, mas individuais e com toalhas limpas. Com a Revolução, cozinheiros da corte e da nobreza perderam seus patrões, refugiados no exterior ou guilhotinados, e abriram seus restaurantes por conta própria. Apenas em 1835, o Dicionário da Academia Francesa oficializou a utilização da palavra restaurantecom o sentido atual.
A mudança do significado da palavra restaurante ilustra
a) a ascensão das classes populares aos mesmos padrões de vida da burguesia e da nobreza.
b) a apropriação e a transformação, pela burguesia, de hábitos populares e dos valores da nobreza.
c) a incorporação e a transformação, pela nobreza, dos ideais e da visão de mundo da burguesia.
d) a consolidação das práticas coletivas e dos ideais revolucionários, cujas origens remontam à Idade Média.
e) a institucionalização, pela nobreza, de práticas coletivas e de uma visão de mundo igualitária.
137. (Fei) Sobre o processo revolucionário francês, iniciado em 1789, é CORRETO afirmar que:
a) Foi um movimento conservador liderado pela aristocracia francesa, temerosa da ascensão das massas, principalmente parisienses.
b) Foi o movimento revolucionário que levou à universalização dos conceitos de "liberdade, igualdade e fraternidade".
c) Inspirou o movimento de libertação dos Estados Unidos da América, ocorrido anos depois.
d) Foi um movimento de inspiração socialista.
e) Levou a um aumento do poder real, inspirando o surgimento de teóricos do absolutismo.
138. (FGV) "Chegou a hora da igualdade passar a foice por todas as cabeças. Portanto, legisladores, vamos colocar o terror na ordem do dia."
            (Discurso de Robespierre na Convenção)
A fala de Robespierre ocorreu num dos períodos mais intensos da Revolução Francesa. Esse período caracterizou-se: 
a) pela fundação da monarquia constitucional, marcada pelo funcionamento da Assembleia Nacional.
b) pela organização do Diretório, marcado pela adoção do voto censitário.
c) pela reação termidoriana, marcada pelo fortalecimento dos setores conservadores.
d) pela convocação dos Estados Gerais, que pôs fim ao absolutismo francês.
e) pela criação do Comitê de Salvação Pública e a radicalização da revolução.
139. (FUVEST) Do ponto de vista social, pode-se afirmar, sobre a Revolução Francesa, que:
a) teve resultados efêmeros, pois foi iniciada, dirigida e apropriada por uma só classe social, a burguesia, única beneficiária da nova ordem.
b) fracassou, pois, apesar do terror e da violência, não conseguiu impedir o retorno das forças sócio-políticas do Antigo Regime.
c) nela coexistiram três revoluções sociais distintas: uma revolução burguesa, uma camponesa e uma popular urbana, a dos chamados "sans-culottes".
d) foi um fracasso, apesar do sucesso político, pois, ao garantir as pequenas propriedades aos camponeses, atrasou, em mais de um século, o progresso econômico da França.
e) abortou, pois a nobreza, sendo uma classe coesa, tanto do ponto de vista da riqueza, quanto do ponto de vista político, impediu que a burguesia a concluísse.
140. (Fuvest-gv) Na Revolução Francesa, foi uma das principais reivindicações do Terceiro Estado:
a) a manutenção da divisão da sociedade em classes rigidamente definidas.
b) a concessão de poderes políticos para a nobreza, preservando a riqueza dessa classe social.
c) a abolição dos privilégios da nobreza e instauração da igualdade civil.
d) a união de poderes entre Igreja e Estado, com fortalecimento do clero.
e) o impedimento do acesso dos burgueses às funções políticas do Estado.
141. (Mackenzie) A abolição da escravidão nas Colônias, a criação da Lei do Máximo, o estabelecimento do sufrágio universal, a criação do Tribunal Revolucionário e o Comitê de Salvação Pública, foram instituídos na Revolução Francesa, na fase:
a) Assembleia Nacional Constituinte.
b) Convenção Nacional.
c) Diretório.
d) Reação Termidoriana.
e) Monarquia Constitucional.
142. (Puccamp) No contexto histórico da Revolução Francesa, o episódio denominado "O Golpe do 18 Brumário", aconteceu
a) quando se inicia o regime do Diretório, período que se caracterizou pelos desmandos políticos.
b) no momento em que a Conjura dos Iguais propõe a tomada do poder à força e o fim da propriedade privada.
c) quando Napoleão, apoiado pelo Exército e pela alta burguesia, derruba o Diretório e chega ao poder.
d) no momento em que os monarquistas tentam voltar ao poder através de golpe, que foi sufocado por Napoleão Bonaparte.
e) quando Robespierre, Saint Just e seus companheiros do Comitê de Salvação Pública são mortos na guilhotina, pondo fim ao Terror.
143. (Puccamp) No contexto da Revolução Francesa, a organização do Governo Revolucionário significou uma forte centralização do poder: o Comitê de Salvação Pública, eleito pela Convenção, passou a ser o efetivo órgão do Governo... . Havia ainda o Comitê de Segurança Geral, que dirigia a polícia e a justiça, sendo que estava subordinado ao Tribunal Revolucionário que tinha competência para punir, até a morte todos os suspeitos de oposição ao regime. O conjunto de medidas de exceção adotadas pelo Governo revolucionário deu margem a que essa fase da Revolução viesse a ser conhecida como:
a) os Massacres de Setembro.
b) o Período do Terror.
c) o Grande Medo.
d) O Período do Termidor.
e) o Golpe do 18 de Brumário.
144. (Puccamp) “... ao contrário do que acontecia com a burguesia, a insatisfação dos camponeses e do proletariado urbano, por razões óbvias (...), não se manifestava politicamente (...). Porque as luzes dos filósofos não os atingiam, seu descontentamento perdia-se no silêncio e sua revolta terminava nos braços da repressão. (...) A existência de uma diferenciação social no interior do campesinato não impedia que um elemento os unificasse enquanto classe: a exploração feudal a que todos estavam submetidos. (...) esta exploração tornou-se mais odiosa e insuportável quando, para defender suas rendas, sempre insuficientes para seu trem de vida perdulário, os nobres lançaram mão de direitos feudais que há muito haviam caído em desuso."
O texto descreve uma realidade na qual pode-se identificar
a) os fatores responsáveis pela eclosão da Revolução Francesa.
b) as consequências socioeconômicas da Revolução Industrial.
c) o movimento da "Sans-culloterie" Parisiense.
d) a situação da classe trabalhadora no contexto da Revolução Gloriosa.
e) o sistema de exploração que favoreceu a acumulação primitiva necessária para a Revolução Industrial.
145. (UFMG) O Grande Medo de 1789 foi um dramático acontecimento histórico, ocorrido no interior da Revolução Francesa.
Todas as alternativas contêm afirmações corretas sobre o Grande Medo, EXCETO:
a) Fez parte de uma conjuntura marcada por numerosas agitações e insurreições urbanas e rurais.
b) Foi considerado pelos revolucionários e pelo povo, em geral, como um complô das hordas inimigas da ordem, do Rei e da Igreja.
c) Foi uma das faces da revolução camponesa que, durante os primeiros anos da Revolução Francesa, impulsionou e conduziu a revolução burguesa.
d) Foi um acontecimento fundamentado em reações coletivas de medo e pânico da população diante da divulgação de boatos.
e) Gerou fugas, medidas preventivas tais como ataques às propriedades aristocráticas e a decisão de armar a população para enfrentar os bandidos.
146. (Cesgranrio 90) A "partilha do mundo" (1870 -1914) resultou do interesse das potências capitalistas europeias em: 
a) investir seus capitais excedentes nas colônias, obter mercados fornecedores de matérias-primas e reservar mercados para seus produtos industrializados; 
b) desenvolver a produção de gêneros alimentícios nas colônias, visando suprir as deficiências de grãos existentes na Europa na virada do século; 
c) buscar "áreas novas" para a emigração, uma vez que a pressão demográfica na Europa exigia uma solução para o problema; 
d) promover o desenvolvimento das colônias através da aplicação de capitais excedentes em programas sociais e educacionais; 
e) favorecer a atuação dos missionários católicos junto aos pagãos e assegurar a livre concorrência comercial. 
147. (Cesgranrio 94) A industrialização acelerada de diversos países, ao longo do século XIX, alterou o equilíbrio e a dinâmica das relações internacionais. Com a Segunda Revolução Industrial emergiu o Imperialismo, cuja característica marcantefoi o(a): 
a) substituição das intervenções militares pelo uso da diplomacia internacional. 
b) busca de novos mercados consumidores para as manufaturas e os capitais excedentes dos países industrializados. 
c) manutenção da autonomia administrativa e dos governos nativos nas áreas conquistadas. 
d) procura de especiarias, ouro e produtos tropicais inexistentes na Europa. 
e) transferência de tecnologia, estimulada por uma política não intervencionista. 
148. (Fatec 95) Segundo as teorias desenvolvimentistas, a guerra era concebida como: 
a) uma necessidade de ampliar o mercado interno substituindo as importações. 
b) uma política econômica tendendo a desvalorizar a produção agrícola. 
c) uma forma de criar condições para a importação de tecnologia estrangeira. 
d) um recurso complementar e necessário à importação de produtos primários. 
e) uma política econômica que necessitava do apoio de todas as classes sociais para ser implementada. 
149. (Fuvest 82) A conquista da Ásia e da África, durante a segunda metade do século XIX, pelas principais potências imperialistas objetivava 
a) a busca de matérias primas, a aplicação de capitais excedentes e a procura de novos mercados para os manufaturados. 
b) a implantação de regimes políticos favoráveis à independência das colônias africanas e asiáticas. 
c) o impedimento da evasão em massa dos excedentes demográficos europeus para aqueles continentes. 
d) a implantação da política econômica mercantilista, favorável à acumulação de capitais nas respectivas Metrópoles. 
e) a necessidade de interação de novas culturas, a compensação da pobreza e a cooperação dos nativos. 
150. (Fuvest 87) A expansão colonialista europeia do século XIX foi um dos fatores que levaram: 
a) à diminuição dos contingentes militares europeus. 
b) à eliminação da liderança industrial da Inglaterra. 
c) ao predomínio da prática mercantilista semelhante à do colonialismo do século XVI. 
d) à implantação do regime de monopólio. 
e) ao rompimento do equilíbrio europeu, dando origem à Primeira Guerra Mundial. 
151. (Fuvest 89) Uma das frases a seguir, atribuída a um pensador de fins do século XIX, indica a prática política que prevalecia nas relações internacionais da Europa de então. Qual? 
a) Uma paz injusta deve ser preferida a uma guerra justa. 
b) O que faz o Estado é a força em primeiro lugar, a força em segundo lugar e ainda outra vez a força. 
c) A convivência pacífica do concerto das nações pede uma França forte, amiga de uma Alemanha forte, diante da aliança anglo-russa. 
d) Não impedir que alemães ocupem território alemão é a vitória do bom senso sobre o formalismo dos tratados. 
e) A lei e a ordem mundiais dependem de um Ocidente civilizado unido frente à ameaça asiática: esta é a missão do homem branco. 
152. (Fuvest 90) No século XIX a história inglesa foi marcada pelo longo reinado da rainha Vitória. Seu governo caracterizou-se: 
a) pela grande popularidade da rainha, apesar dos poderes que lhe concedia o regime monárquico absolutista vigente. 
b) pela expansão do Império Colonial na América, explorado através do monopólio comercial e do tráfico de escravos. 
c) pelo início da Revolução industrial, que levou a Inglaterra a tornar-se a maior produtora de tecidos de seda. 
d) por sucessivas crises políticas internas, que contribuíram para a estagnação econômica e o empobrecimento da população. 
e) por grande prosperidade econômica e estabilidade política, em contraste com acentuada desigualdade social. 
153. (Mackenzie 96) Uma das alternativas a seguir NÃO corresponde às diferenças entre o colonialismo do século XVI e o Neocolonialismo do século XIX. 
a) A principal área de dominação do Colonialismo europeu foi a América e o Neocolonialismo voltava-se para a África e a Ásia. 
b) O Colonialismo teve como justificativa ideológica a expansão da fé cristã, enquanto que no Neocolonialismo, a missão civilizadora do homem branco foi espalhar o progresso. 
c) Os patrocinadores do Colonialismo foram a burguesia financeiro-industrial e os Estados da Europa, América e Ásia, enquanto que os do Neocolonialismo, o Estado metropolitano europeu e sua burguesia comercial. 
d) O Colonialismo buscava garantir o fornecimento de produtos tropicais e metais preciosos, enquanto que o Neocolonialismo, a reserva de mercados e o fornecimento de matérias-primas. 
e) A fase do capitalismo em que o Colonialismo se desenvolveu denominou-se Capitalismo Comercial e a do Neocolonialismo, Capitalismo Industrial e Financeiro. 
154. (Mackenzie 96) Novas formas de organização das empresas surgiram no final do século XIX, cujas características são: 
a) concentração de várias unidades de produção em grandes Companhias, Trustes ou Cartéis e a formação de "Holding Companies." 
b) casas de créditos bancários, que realizaram operações de exploração de produtos tropicais através de companhias marítimas. 
c) a limitação do capitalismo monopolista através da transferência das matrizes das empresas para países pequenos. 
d) implementação de normas técnicas de predomínio da qualidade, ampliação da livre concorrência e instalação de filiais móveis. 
e) empresas em que os trabalhadores, através das "holdings", participavam obrigatoriamente da distribuição dos lucros. 
155. (Unesp 93) Ao final do século passado, a dominação e a espoliação assumiam características novas nas áreas partilhadas e neocolonizadas. A crença no progresso, o darwinismo social e a pretensa superioridade do homem branco marcavam o auge da hegemonia européia. Assinale a alternativa que encerra, no plano ideológico, certo esforço para justificar interesses imperialistas. 
a) A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, é algo inimaginável para os ocidentais. 
b) A civilização deve ser imposta aos países e raças onde ela não pode nascer espontaneamente. 
c) A invasão de tecidos de algodão do Lancashire desferiu sério golpe no artesanato indiano. 
d) A diplomacia do canhão e do fuzil, a ação dos missionários e dos viajantes naturalistas contribuíram para quebrar a resistência cultural das populações africanas, asiáticas e latino-americanas. 
e) O mapa das comunicações nos ensina: as estradas de ferro colocavam os portos das áreas colonizadas em contato com o mundo exterior. 
156. (Uel)
“A Grande Guerra de 1914 foi uma consequência da remobilização contemporânea dos anciens regimes da Europa. Embora perdendo terreno para as forças do capitalismo industrial, as forças da antiga ordem ainda estavam suficientemente dispostas e poderosas para resistir e retardar o curso da história, se necessário recorrendo à violência. A Grande Guerra foi antes a expressão da decadência e queda da antiga ordem, lutando para prolongar sua vida, que do explosivo crescimento do capitalismo industrial, resolvido a impor a sua primazia. Por toda a Europa, a partir de 1917, as pressões de uma guerra prolongada afinal abalaram e romperam os alicerces da velha ordem entrincheirada, que havia sido sua incubadora. Mesmo assim, à exceção da Rússia, onde se desmoronou o antigo regime mais obstinado e tradicional, após 1918 – 1919, as forças da permanência se recobraram o suficiente para agravar a crise geral da Europa, promover o fascismo e contribuir para retomada da guerra total em 1939.”
(MAYER, A. A força da tradição: a persistência do Antigo Regime. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 13-14.)
De acordo com o texto, é correto afirmar que a Primeira Guerra Mundial:
a) teria sido resultado dos conflitos entre as forças da antiga ordem feudal e as da nova ordem socialista, especialmente depois do triunfo da Revolução Russa.
b) resultou do confronto entre as forças da permanência e as forças de mudança, isto é, do escravismo decadente e do capitalismo em ascensão.
c) foi consequência do triunfo da indústria sobre a manufatura, o que provocou uma concorrência em nível mundial, levando ao choque das potências capitalistas imperialistas.
d) foi produto de um momento histórico específico emque as mudanças se processavam mais lentamente do que fazem crer os historiadores que tratam a guerra como resultado do imperialismo.
e) engendrou o nazifascismo, pois a burguesia europeia, tendo apoiado os comunistas russos, criou o terreno propício ao surgimento e à expansão dos regimes totalitários do final do século.
Questão 157
(UFF) Muitos historiadores consideram a Primeira Guerra Mundial como fator de peso na crise das sociedades liberais contemporâneas. Assinale a opção que contém argumentos todos corretos a favor de tal opinião.
a) A economia de guerra levou a um intervencionismo de Estado sem precedentes; a “união sagrada” foi invocada em favor de sérias restrições às liberdades civis e políticas e, em função da guerra recém-terminada, eclodiram em 1920 graves dificuldades econômicas que abalaram os países liberais sobretudo através da inflação.
b) Em todos os países, a economia de guerra forçou a abolir os sindicatos operários, a confiscar as fortunas privadas e a fechar os Parlamentos, pondo assim em xeque os pilares básicos da sociedade liberal.
c) Durante a guerra, foi preciso instaurar regimes autoritários e ditatoriais em países antes liberais como a França e a Inglaterra, em um prenúncio do fascismo ainda por vir.
d) A guerra transformou Estados antes liberais em gestores de uma economia militarizada que utilizou de novo o trabalho servil para a confecção de armas e munições, em flagrante desrespeito às liberdades individuais.
e) Derrotadas na Primeira Guerra Mundial, as grandes potências liberais foram, por tal razão, impotentes para conter, a seguir, o desafio comunista e o fascismo.
Questão 158
Analise as afirmativas abaixo:
I – A defesa da soberania de determinados grupos minoritários e nacionalistas levou as grandes nações industriais a empreender pequenas guerras que potencializavam as diversas animosidades. Nesse aspecto, compreendemos a realização de uma corrida armamentista que alcançaria seu auge momentos antes da Grande Guerra, iniciada em 1914;
II – Ao contrário do previsto, a I Guerra Mundial não foi resolvida em um curto prazo de tempo. A fragilidade militar das nações envolvidas na guerra dificultou o aparecimento de um vencedor inconteste e fez com que as batalhas se arrastassem ao longo de quatro anos e três meses;
III – Ao fim da I Guerra Mundial, a Europa começou a sofrer uma verdadeira crise de valores. Em meio às desilusões de um continente destruído, as tendências comunistas e fascistas começaram a atrair boa parte da população.
A partir da análise das afirmativas acima, assinale a alternativa:
a) se apenas a afirmativa I estiver incorreta.
b) se apenas a afirmativa II estiver incorreta.
c) se apenas a afirmativa III estiver incorreta.
d) se apenas as afirmativas I e II estiverem incorretas.
e) se apenas as afirmativas I e III estiverem incorretas.
Questão 159
Os países envolvidos na I Guerra Mundial dividiram-se em duas coligações de nações que se enfrentaram durante os anos da guerra, formadas inicialmente por seis países. Qual das alternativas indica corretamente as coligações de nações e os países participantes?
a) Eixo, formado por Alemanha, Itália e Japão; e os Aliados, composto por França, Inglaterra e Estados Unidos.
b) Tríplice Aliança, composta pela Alemanha, Áustria-Hungria e Itália; e a Tríplice Entente, formada pela França, Inglaterra e Rússia.
c) Eixo, formado por Alemanha, Itália e Japão; e Tríplice Entente, formada pela França, Inglaterra e Rússia.
d) Tríplice Aliança, composta pela Alemanha, Áustria-Hungria e Itália; e os Aliados, composto por França, Inglaterra e Estados Unidos.
160. (Puccamp) Planos, metas e Brasília
O "planejamento econômico" estava no ar desde os anos 30, influenciado principalmente pelo sucesso da política do New Deal, aplicada por Franklin Delano Roosevelt à Depressão norte-americana. Como governador de Minas (1945-51), JK adotara o binômio energia/transportes como metas de desenvolvimento. O Plano de Metas foi a primeira medida de planejamento econômico 'stricto sensu', no Brasil.
Constava de 31 metas, agrupadas em cinco setores básicos, para os quais deveriam ser encaminhados todos os investimentos públicos e privados do país: energia, transportes, indústrias de base, alimentação e educação (...). A meta 31, denominada meta síntese, era a construção de Brasília, que foi inaugurada em 21 de abril de 1960.
Entre 1956 e 1961, a economia brasileira cresceu, em média, 8,1% ao ano (...). A fabricação de automóveis e de material elétrico ultrapassou 25% ao ano. Vários outros setores, como siderurgia, álcalis, celulose e papel, construção e pavimentação de rodovias, ultrapassaram as metas estabelecidas.
                (Revista "Problemas Brasileiros". n. 352. julho/ago/2002. p. 22)
O texto identifica dois momentos da história contemporânea associados, respectivamente, à
a) Revolução Francesa, que pôs em prática os ideais de liberdade e fraternidade e à Revolução Socialista, que se inspirou no princípio de igualdade social.
b) Primeira Guerra Mundial, que acabou por ressaltar as contradições do capitalismo e à Segunda Grande Guerra, que dividiu o mundo em dois blocos antagônicos.
c) Guerra do Oriente Médio, que provocou a crise econômica do mundo capitalista e à Primeira Grande Guerra, que enfraqueceu os países com regimes democráticos.
d) Primeira Guerra Mundial, que criou condições para o desenvolvimento do capitalismo moderno e à Revolução Russa, que desmantelou a ordem capitalista e burguesa.
e) Segunda Guerra Mundial, que combateu os regimes políticos totalitários na Europa e à Revolução Russa, que promoveu o desenvolvimento econômico dos países pobres.
  
161. (Puccamp)   Uma ameaça que não se cumpriu
Em 1937, em Genebra, no plenário da Sociedade das Nações, o embaixador japonês barão Shudo levantou a tese de que as regiões inexploradas de vários países deveriam ser cedidas a nações ricas e populosas, como o Japão, naturalmente. Nesse caso o Brasil Central desértico era uma preocupação crescente. (...) Os estrategistas brasileiros concluíram que a Amazônia se autodefendia do colonizador branco com suas doenças, suas selvas e seu calor. Não havia porquê recear ali uma investida do Eixo. A mortandade provocada nos estrangeiros pela construção da ferrovia Madeira-Mamoré, na atual Rondônia, também corroborava essa tese.
Muito diferente, no entanto, era a situação da pré-Amazônia mato-grossense e goiana, com suas extensas faixas de campos e cerrados habitáveis, colonizáveis sem maiores esforços. Era o caso típico da região do Araguaia-Xingu, que continha a Serra do Roncador e seus prodígios, além dos garimpos de diamantes do alto Araguaia, em parte contrabandeados para a Alemanha.
                (Adaptado da Revista "Especial Temática". O Brasil que Getúlio sonhou. n.4. São Paulo: Duetto, 2004. p.71)
A Sociedade das Nações mencionada no texto, também conhecida como Liga das Nações, foi criada em 1919 com o objetivo de
a) promover a paz armada, após o Tratado de Versalhes, através da liderança do governo dos Estados Unidos, que presidiu essa organização.
b) unir as nações democráticas e economicamente mais poderosas, para impedir a volta do nazi-fascismo, cuja expansão causara a Primeira Guerra Mundial.
c) executar as determinações previstas pelo documento conhecido como "14 pontos de Wilson" e que favoreciam os países da Tríplice Aliança.
d) promover o neocolonialismo na África, Ásia e Oceania, condição fundamental para a expansão mundial do capitalismo monopolista.
e) intermediar conflitos internacionais a fim de preservar a paz mundial, fiscalizando o cumprimento dos tratados pós-guerra.
162. (G1) Sarajevo é atualmente palco de guerra. Nos tempos passados também foi o estopim de um conflito conhecido por:
a) Revolução Russa.
b) I Guerra Mundial.
c) Revolução Francesa.
d) Guerra entre os Aliados e o Eixo.
e) Guerra civil do Império Austro-Húngaro.
163. (G1) Os Estados Unidos emergiram como grande potência econômica mundial após a Primeira Guerra Mundialporque:
a) apoiou a Alemanha, com o objetivo de enfraquecer a Inglaterra.
b) liderou a criação da ONU (Organização das Nações Unidas).
c) fortaleceu sua economia ao fornecer equipamentos e suprimentos à Entente, enquanto as potências européias tiveram suas economias arrasadas após o conflito.
d) apresentou as propostas do Tratado de Versalhes, para enfraquecer a Alemanha, a grande potência industrial do início do século.
e) se manteve afastado do conflito direto com as potências européias, concentrando seus esforços no desenvolvimento interno.
164. (Mackenzie) A respeito do envolvimento dos E.U.A. na Primeira Grande Guerra é INCORRETO afirmar que:
a) foi influenciado pela intenção germânica de atrair o México, prometendo-lhe ajuda na reconquista de territórios perdidos para os E.U.A.
b) os E.U.A. financiaram diretamente a indústria bélica franco-inglesa e enviaram um grande contingente de soldados ao fronte.
c) uma possível derrota da França e Inglaterra colocaria em risco os investimentos norte-americanos na Europa.
d) contrariando o Congresso, o presidente dos E.U.A. rompeu a neutralidade, declarando guerra às forças do Eixo.
e) a adesão dos E.U.A. desequilibrou as forças em luta, dando um novo alento à Entente.
165. (Mackenzie) Ao término da Primeira Grande Guerra, as potências vencedoras responsabilizaram a Alemanha pela guerra e foi-lhe imposto um tratado punitivo, o Tratado de Versailles, que teve como conseqüências:
a) degradação dos ideais liberais e democráticos, agitações políticas de esquerda - como o movimento espartaquista - crise econômica e desemprego.
b) enfraquecimento dos sentimentos nacionais, militarização do Estado Alemão, recuperação econômica e incorporação de Gdansk.
c) anexação das colônias de Togo e Camarões, a afirmação dos ideais liberais e democráticos e a valorização do marco alemão.
d) prosperidade econômica, rearmamento alemão, desmembramento da Alemanha e fortalecimento dos partidos liberais.
e) surgimento da República Democrática Alemã e da República Federal Alemã, fortalecimento do nazismo, militarismo e diminuição do desemprego.
166. (Unesp) A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) resultou de uma alteração da ordem institucional vigente em longo período do século XIX. Entre os motivos desta alteração, destacam-se
a) a divisão do mundo em dois blocos ideologicamente antagônicos e a constituição de países industrializados na América.
b) a desestabilização da sociedade européia com a emergência do socialismo e a constituição de governos fascistas nos países europeus.
c) o domínio econômico dos mercados do continente europeu pela Inglaterra e o cerco da Rússia pelo capitalismo.
d) a oposição da França à divisão de seu território após as guerras napoleônicas e a aproximação entre a Inglaterra e a Alemanha.
e) a unificação da Alemanha e os conflitos entre as potências suscitados pela anexação de áreas coloniais na Ásia e na África.
167. (Unirio) Dentre os fatores que conduziram à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), destacamos o(a):
a) nacionalismo eslavo aliado à desagregação do Império Turco.
b) acordo militar anglo-germânico visando à partilha da África.
c) desequilíbrio internacional provocado pela aliança da Rússia com o Império Austro-Húngaro.
d) descontentamento da França frente à ocupação no Marrocos.
e) oposição do Imperador Francisco Ferdinando à admissão da Sérvia no Império Austro-Húngaro.
168. (Cesgranrio) A solução americana para a crise de 1929 caracteriza-se como:
a) o processo de busca de alternativas socialistas para a crise do capitalismo com a mudança de regime político.
b) o resultado das pressões comunistas sobre o governo americano, que acaba assumindo, como política, a eliminação dos interesses privados na economia.
c) o resultado da insatisfação da sociedade americana com relação aos princípios liberais assumidos pelos partidos de esquerda que se vinculavam ao governo.
d) a introdução, na cultura americana, de valores europeus através da incorporação de tecnologia à economia americana e de alternativas de seguridade total.
e) uma saída nacional que acentua o papel dirigente do Estado em determinados setores econômicos, conhecida como "New Deal".
169. (FUVEST) Da Grande Depressão, ocorrida no mundo capitalista com a crise econômica de 1929, resultou:
a) o desemprego, o reforço do liberalismo e a modernização do setor industrial.
b) a arte expressionista, um avanço dos movimentos anarquistas e o Nazi-Fascismo.
c) o intervencionismo estatal, múltiplos problemas sociais e nova corrida armamentista.
d) o surgimento do neoliberalismo, o fim da hegemonia europeia e a popularidade das correntes culturais existencialistas.
e) o sucesso dos partidos socialistas ocidentais, o recuo do desemprego e o início de uma aproximação com a União Soviética.
170. (FUVEST) "A crise atingiu o mundo inteiro. O operário metalúrgico de Pittsburgo, o plantador de café brasileiro, o artesão de Paris e o banqueiro de Londres, todos foram atingidos".
                        (Paul Raynaud - LA FRANCE A SAUVÉ L'EUROPE, T. I. Flamarion).
O autor se refere à crise mundial de 1929, iniciada nos Estados Unidos, da qual resultou:
a) o abalo do liberalismo econômico e a tendência para a prática da intervenção do Estado na economia.
b) o aumento do número das sociedades acionárias e da especulação financeira.
c) a expansão do sistema de crédito e do financiamento ao consumidor.
d) a imediata valorização dos preços da produção industrial e fim da acumulação de estoques.
e) o crescimento acelerado das atividades de empresas industriais e comerciais, e o pleno emprego.
171. (FUVEST) Sobre a crise do capitalismo, na década de 1930, e o colapso do socialismo, na década de 1980, pode-se afirmar que:
a) a primeira reforçou a concepção de que não se podia deixar uma economia ao sabor do mercado, e o segundo a de que, uma economia não funciona sem mercado.
b) ambos levaram à descrença sobre a capacidade do Estado resolver os problemas colocados pelo desemprego em massa.
c) assim como a primeira, também o segundo está provocando uma polarização ideológica que ameaça o Estado de Bem-estar Social.
d) ambos, provocando desemprego e frustração, fizeram aparecer agitações fascistas e terroristas contando com amplo respaldo popular.
e) enquanto a primeira reforçou a convicção dos defensores do capitalismo, o segundo fez desaparecer a convicção dos defensores do socialismo.
172. (Puccamp) "Para Keynes (...) para criar demanda, as pessoas deveriam obter meios para gastar. Uma conclusão daí decorrente é que os salários de desemprego não deveriam ser considerados simplesmente como débito do orçamento, um meio por intermédio do qual a demanda poderia aumentar e estimular a oferta. Além do mais, uma demanda reduzida significava que não haveria investimento suficiente para produzir a quantidade de mercadorias necessárias para assegurar o pleno emprego. Os governos deveriam, portanto, encorajar mais investimentos, baixando as taxas de juros (...), bem como criar um extenso programa de obras públicas, que proporcionaria emprego e geraria uma demanda maior de produtos industriais”.
O texto refere-se a uma teoria cujos princípios estiveram presentes
a) no "New Deal", planejamento econômico baseado na intervenção do Estado, elaborado devido à crise de 1929.
b) na obra MEIN KAMPF, que desenvolveu os fundamentos do nazismo: ideia da existência da raça ariana.
c) no Plano Marshall, cujo objetivo era recuperar a economia europeia através de maciços investimentos.
d) na criação da Comunidade Econômica Europeia, organização que visa o livre comércio entre os países.
e) no livro O CAPITAL, onde se encontram os princípios básicos que fundamentam o socialismo marxista.
173. (Ufg) A crise de 1929 abalou os Estados Unidos. Em 1933, Franklin Delano Roosevelt foi eleito com o objetivo de recuperar o país por meio do programa conhecido como New Deal, que propunha
a) a defesa do isolacionismo e do planejamento econômico, por meio dos quaisos Estados Unidos abdicavam do engajamento em questões internacionais.
b) a mudança do centro das decisões econômicas de Nova York, símbolo do poder dos grandes banqueiros, para Washington, sede do poder federal.
c) a redução das importações estadunidenses que afetaram os países dependentes de seu mercado, repatriando capitais norte-americanos.
d) a intervenção e o planejamento do Estado na economia, em quatro setores: agricultura, trabalho, segurança social e administração.
e) o conservadorismo em questões econômicas e na política externa, ampliando a "missão civilizadora" dos Estados Unidos.
174. (Ufv) O 'crash' da Bolsa de Nova York em 1929 afetou a economia mundial. Os Estados Unidos, sob o comando do Presidente Franklin Delano Roosevelt, adotaram o 'New Deal', como saída para a crise que o país atravessava. São características do 'New Deal':
I. a intervenção deliberada do Estado na economia, contrapondo-se à tradição liberal americana.
II. a criação de um amplo plano de obras públicas, como barragens e autoestradas, para gerar novos empregos.
III. o incentivo ao aumento da produção para alimentar a população desempregada.
IV. a criação de um fundo monetário destinado a financiar os países europeus em crise.
V. a adoção de medidas visando ao equilíbrio entre o custo da produção e o valor final das mercadorias.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que apresenta apenas as características CORRETAS:
a) I, II e V.
b) I, III e IV.
c) I, IV e V.
d) II, III e IV.
e) II, III e V.
175. (Cesgranrio) Entre Mussolini e Hitler, há em seus programas, pontos em comum, como a:
a) mobilização contínua das massas através de apelos nacionalistas e a manutenção de uma política de apoio aos socialistas.
b) ideia de centralização administrativa e o fortalecimento dos mercados de troca, principalmente ingleses.
c) organização militar da juventude e a não-intervenção do Estado na vida econômica e política.
d) necessidade de fortalecimento do Estado e a adoção do corporativismo como base da reestruturação das relações sociais.
e) produção de um ideal bélico que acentuasse o gênio militar dos fascistas e a incorporação das minorias étnicas ao Estado com plena liberdade.
176. (Cesgranrio) Em relação ao período compreendido entre as duas guerras mundiais (de 1919 a 39), caracterizado pela crise do Estado e da sociedade liberal, assinale a afirmativa correta:
a) O nazismo consolidou uma política interna de miscigenação racial e social visando a preparar a Alemanha para a expansão territorial.
b) O fascismo encontrou dificuldades sucessivas para implantar o corporativismo, pois sofreu uma violenta oposição dos setores conservadores da burguesia e da classe média italiana.
c) A ausência de uma política de autossuficiência obrigou os regimes nazifascistas a compensar suas deficiências econômicas com o expansionismo militar.
d) A expansão da doutrina comunista na Europa, com a consolidação da Revolução Russa, favoreceu a Aliança com os comunistas italianos e alemães, cujo apoio propiciou a ascensão nazifascista.
e) Nazismo e fascismo são doutrinas baseadas no nacionalismo e no totalitarismo, cuja política intervencionista buscava a estabilidade do Estado.
177. (FUVEST) Em seu famoso painel "Guernica", Picasso registrou a trágica destruição dessa cidade basca por:
a) ataque de tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
b) republicanos espanhóis apoiados pela União Soviética durante a Guerra Civil.
c) forças do exército francês durante a Primeira Guerra Mundial.
d) tropas do governo espanhol para sufocar a revolta dos separatistas bascos.
e) bombardeio da aviação alemã em apoio ao General Franco contra os republicanos.
178. (FUVEST) O período entre as duas guerras mundiais (1919-1939) foi marcado por:
a) crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre fascismo e comunismo.
b) sucesso do capitalismo, do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre fascismo e comunismo.
c) estagnação das economias socialista e capitalista e aliança entre os E.U.A. e a U.R.S.S. para deter o avanço fascista na Europa.
d) prosperidade das economias capitalista e socialista e aparecimento da guerra fria entre os E.U.A e a U.R.S.S.
e) coexistência pacífica entre os blocos americano e soviético e surgimento do capitalismo monopolista.
179. (Puccamp) "O Fascismo italiano e o Nazismo alemão conquistaram o respaldo de muitos setores da população, conseguindo um financiamento junto à alta burguesia. Assim puderam resolver a crise do capitalismo, com a instalação de ditaduras de direita que garantiram a ordem do sistema, os lucros e as propriedades." 
Servindo de exemplo a muitos países também atingidos pelos efeitos da Grande Depressão, o totalitarismo
a) reforçou o desenvolvimento armamentista, preparando o terreno para a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
b) transformou a Alemanha no país mais rico e poderoso da Europa, ameaçada em sua supremacia apenas pela Dinamarca.
c) organizou e contribuiu para a evolução do bloco capitalista, sob o controle dos Estados Unidos.
d) desenvolveu a tendência de cooperação entre os Estados.
e) reacendeu as velhas disputas nacionalistas existentes, desde o século XIX, entre a Grécia e a Turquia.
180. (UFES) A Guerra Civil Espanhola (1936-1939), em que perderam a vida mais de 1 milhão de pessoas, terminou com a derrota dos Republicanos e com a subida ao poder de Francisco Franco, militar espanhol.
O Estado Espanhol, após a vitória de Franco, caracterizou-se como:
a) Democrático com tendências capitalistas.
b) Democrático com tendências socialistas.
c) Populista de esquerda.
d) Totalitário de direita.
e) Totalitário de esquerda.
181. (UFMG) A experiência nazista alemã inaugurou uma nova modalidade na política: as grandes manifestações de massa.
Todas as alternativas apresentam afirmações que contêm estratégias utilizadas na mobilização das massas no período nazista, EXCETO:
a) O 'Fuhrer' estimulou o uso do uniforme para dissimular as diferenças sociais e projetar a imagem dos alemães como uma nação coesa.
b) O governo alemão atribuía enorme importância à política de rua pela capacidade de ela transmitir sensação de conforto e encorajamento à multidão.
c) O governo nazista musicou, filmou e teatralizou os assuntos políticos para atrair a multidão aos eventos públicos.
d) O governo alemão estimulou linchamentos e execuções em praça pública visando ao incitamento ideológico e à difusão do ódio racial contra os muçulmanos.
e) Os nazistas organizaram paradas, desfiles e concentrações de rua como grandes espetáculos, com a intenção de emocionar e contagiar a multidão.
182. (Ufrs)
"Os verdadeiros chefes não têm nenhuma necessidade de cultura e ciência".
(H. Goering)
"Quando ouço a palavra cultura, ponho a mão no revólver."
(J. Goebbels)
"Os intelectuais são como as rainhas que vivem das abelhas trabalhadoras."
(A. Hitler)
"Sem espírito militar a escola alemã não poderá existir. Um professor pacifista é um palhaço ou um criminoso. Deve ser exterminado."
(Ministro Schewemm - Bavária)
"Professores alemães... nenhum menino e nenhuma menina da escola devem sair de vossas aulas sem o sagrado propósito de ser um inimigo mortal do bolchevismo judeu, na vida e na morte."
(F. Weachter)
Contextualizando historicamente as declarações anteriores, de lideranças nazistas na Alemanha, pode-se afirmar que
a) o nazismo não tinha nenhum projeto para as áreas de educação e cultura, pois dentro da perspectiva do culto ao corpo e da obediência sem questionamentos, aquelas lhes eram completamente indiferentes.
b) ao contrário da produção cultural, à qual eram refratários, os nazistas permitiram a permanência das diretrizes educacionais da República de Weimar.
c) tanto a educação como a cultura foram áreas enquadradas dentro dos pressupostos básicos do regime transformando-se em instrumentos ideológicos de controle e propaganda.
d) o Estado nazista interveio fortemente somente nas escolasfrequentadas por alunos não-arianos e filhos de pais bolcheviques.
e) educação e militarização da sociedade eram projetos excludentes dentro do projeto nazista de dominação.
183. (Unitau) O Nazismo e o Fascismo surgiram:
a) do desenvolvimento de partidos nacionalistas, com pregações em favor de um Executivo forte, totalitário, com o objetivo de solucionar crises generalizadas diante da desorganização, após a Primeira Guerra Mundial.
b) da esperança de conseguir estabilidade na união das "doutrinas liberais" de tendências individualistas.
c) com a instituição do parlamentarismo da Itália e na Alemanha, agregando partidos populares.
d) com o enfraquecimento da alta burguesia e o apoio do governo às camadas lideradas pelos sindicatos e socialistas.
e) do coletivismo pregado pelos marxistas.
184. (FUVEST) Os Tratados de Paz assinados ao fim da Primeira Guerra Mundial "aglutinaram vários povos num só Estado, outorgaram a alguns o status de 'povos estatais' e lhes confiaram o governo, supuseram silenciosamente que os outros povos nacionalmente compactos (como os eslovacos na Tchecoslováquia ou os croatas e eslovenos na Iugoslávia) chegassem a ser parceiros no governo, o que naturalmente não aconteceu e, com igual arbitrariedade, criaram com os povos que sobraram um terceiro grupo de nacionalidades chamadas minorias, acrescentando assim aos muitos encargos dos novos Estados o problema de observar regulamentos especiais, impostos de fora, para uma parte de sua população. (...) Os Estados recém-criados, por sua vez, que haviam recebido a independência com a promessa de plena soberania nacional, acatada em igualdade de condições com as nações ocidentais, olhavam os Tratados das Minorias como óbvia quebra de promessa e como prova de discriminação."
                               (Hannah Arendt, AS ORIGENS DO TOTALITARISMO)
A alternativa mais condizente com o texto é:
a) após a Primeira Guerra, os Tratados de Paz estabelecidos solaparam a soberania e estabeleceram condicionamentos aos novos Estados do Leste europeu através dos Tratados das Minorias, o que criou condições de conflitos entre diferentes povos reunidos em um mesmo Estado.
b) o surgimento de novos Estados-nações se fez respeitando as tradições e instituições dos povos antes reunidos nos impérios que desapareceram com a Primeira Guerra Mundial.
c) os Tratados de Paz e os Tratados das Minorias restabeleceram, no mundo contemporâneo, o sistema de dominação característico da Idade Média.
d) apesar dos Tratados de Paz estabelecidos depois da Primeira Guerra terem tido algumas características arbitrárias em relação aos novos Estados-nações do Leste europeu, o desenvolvimento histórico destas regiões demonstra que foi possível uma convivência harmoniosa e gradativamente ocorreu a integração entre as minorias e as maiorias nacionais.
e) os Tratados de Paz depois da Primeira Guerra conseguiram satisfazer os vários povos do Leste europeu.  O que perturbou a convivência harmoniosa foi o movimento de refugiados das revoluções comunistas.
185. (UFRJ) Leia o texto a seguir, sobre o início do processo revolucionário na Alemanha, em fins de 1918, e responda à questão a seguir.
Entre o primeiro dia de agitação das equipagens e o dia da queda do regime imperial e da proclamação da República, passou pouco tempo. O Movimento teve início nas cidades costeiras como Wilhelmshavem, Kiel e Hamburgo, estendendo-se depois para o interior. Partiu dos marinheiros o brado de rebeldia contra a ordem para retornar a guerra.
(...) Rapidamente o movimento se generalizou, com a criação de conselhos de operários e soldados, com uma força espontânea e irresistível.
                ALMEIDA, Â. M. "A República de Weimar e a Ascensão do Nazismo". São Paulo: Brasiliense, 1982. p.26.
A assim chamada "Revolução Alemã" de 1918/1919 pode ser relacionada a um movimento
a) de amplo espectro político e de cunho liberal-nacionalista, que objetivava resistir à intervenção estrangeira e às humilhantes condições impostas pelo tratado de Versalhes.
b) que buscava realizar, num momento em que a monarquia se encontrava particularmente fragilizada pela derrota na Guerra, os ideais liberais e democráticos de 1848.
c) político diretamente inspirado no modelo de revolução social e política seguido pelo partido bolchevique russo, na revolução de outubro de 1917.
d) dirigido por setores da extrema direita nacionalista que, com um programa que combatia o liberalismo e tinha traços claros de antissemitismo, prenunciava o nazismo.
e) que buscava através de uma revolução política conservadora restabelecer uma ordem social derrubada após a derrota na Primeira Guerra Mundial: a monarquia parlamentar.
186. (IFCE 2014) O século passado ficou conhecido como o “Breve século XX”. A afirmação é do historiador Eric Hobsbawm (1917-2012), um dos maiores estudiosos desse momento histórico. Durante o período entre guerras, o mundo conheceu os horrores dos regimes totalitários que dominaram a Europa e influenciaram outros governos mundo afora. Dentre as características que marcaram os regimes fascistas, destaca(m)-se 
I. Presença do nacionalismo 
II. Culto à personalidade dos líderes 
III. Estado autoritário 
É(são) verdadeiro(s): 
a) somente I. 
b) somente I e II. 
c) somente I e III. 
d) somente II e III. 
e) I, II e III.  
187. (Ufu 2011) Sobre as características da propaganda nazista, assinale a alternativa correta. 
a) A ascensão de Hitler se deu pela natureza científica de suas afirmações, sendo a propaganda e o terror utilizados apenas quando se tratava da oposição política. 
b) A propaganda utiliza fundamentos dissociados da cultura e das disposições sociais da população, por esta razão usa de insinuações indiretas, veladas. 
c) O terror e a propaganda tiveram semelhante grau de importância no estabelecimento da ideologia nazista, ao mostrar à população os benefícios de quem a ela aderisse e o horror destinado aos inimigos. 
d) A ameaça, a efetiva violência, o uso político da ciência e a propaganda alinhada aos princípios culturais de um povo nunca foram usados como estratégia de doutrinação das massas. 
188. (Espm 2011) Frequentemente os símbolos permanecem mais vivos na memória do que os fatos que os geraram. Sem eles, grande parte do fascínio atribuído aos movimentos totalitários dos anos 20, 30 e 40, do século XX, não estaria presente. 
(Paula Diehl. Propaganda e Persuasão) 
O símbolo exibido remete ao: 
a) imperialismo japonês;
b) franquismo espanhol; 
c) salazarismo português;
d) fascismo italiano;
e) nazismo alemão.
189. (Upe 2011) O totalitarismo foi um fenômeno político da Europa do pós-Primeira Guerra, que acentuou as tensões políticas de então, contribuindo para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Na Europa Ocidental, países, como a Alemanha, a Itália e a Espanha, assistiram a governos baseados em preceitos totalitários. Sobre essa realidade, é correto afirmar que 
a) a ascensão política de Hitler na Alemanha não contou com o apoio de manifestações populares nem com a receptividade de suas propostas políticas em eleições. 
b) na Itália, Mussolini só conseguiu chegar ao controle do Estado com o apoio do partido nazista alemão. 
c) o caráter antissemita do totalitarismo de direita só se manifestou de forma acentuada, na Itália fascista. 
d) o apoio da Alemanha nazista foi de suma importância para a vitória das forças de direita na Guerra Civil Espanhola e para a subida de Franco ao poder. 
e) apesar de compactuar com posturas políticas da Alemanha hitlerista, a Itália permaneceu neutra durante toda a Segunda Guerra Mundial. 
190. (Ufrgs 2011) Um golpe militar na Espanha, comandado por Francisco Franco, contra o governo republicano iniciou um grande conflito: a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). 
Considere as afirmações abaixo, sobre essa guerra. 
I. Ela apresentou um caráter fortemente ideológico e revolucionário com atuação das Brigadas Internacionais em apoio à República. 
II. Ela permitiu que a Alemanha, atravésda Legião Condor, testasse seus armamentos e táticas contra os republicanos. 
III. Ela favoreceu Francisco Franco, graças à política de "não-intervenção" da Inglaterra e da França. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas III. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas II e III. 
e) I, II e III. 
191. (Uff 2011) Diante dos resultados da Primeira Guerra Mundial na Europa, entraram em decadência os valores civilizacionais construídos no século XIX e com eles as matrizes fundadoras do Ocidente, sendo substituídos por novos valores. 
Assinale a alternativa que relaciona corretamente eventos do período posterior a 1918 com os eventos anteriores a 1930. 
 a) Começo da militarização europeia com a criação da OTAN. / Crise econômica de 1929. 
 b) Início da hegemonia norte-americana com a Segunda Revolução Industrial. / Construção do Muro de Berlim. 
 c) Ascensão do nazismo na Alemanha com a liderança de Hitler. / Crise do socialismo real. 
 d) Fim da hegemonia inglesa e de seu modelo industrial. / Início de movimentos sociais críticos do liberalismo, como o fascismo italiano. 
 e) Inauguração dos movimentos vanguardistas europeus. / Surgimento das teorias psicanalistas com Freud. 
192. (Unesp 2010) Observe a figura. 
A Europa já não é a liberdade e a paz, mas a violência e a guerra. 
Durante a ocupação alemã de Paris, a alguns críticos alemães que virão lhe falar de Guernica, Picasso responderá com amargura: 
Não fui eu que a fiz, fizeram-na vocês. 
(Giulio Carlo Argan. Arte moderna, 1992.)
O comentário de Pablo Picasso, em relação à sua obra Guernica, refere-se 
a) à separação entre manifestações artísticas e realidade histórica. 
b) ao bombardeio alemão da cidade basca em apoio ao general Franco. 
c) aos massacres cometidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. 
d) à denúncia da anexação do território espanhol pelas tropas nazistas. 
e) à aliança dos nazistas com os comunistas no início da Segunda Guerra Mundial. 
193. (Pucmg 2010) Ao contrário do historiador contemporâneo ao fascismo – como Franz Neumann, Theodor Adorno ou Ângelo Tasca – , nós sabemos, através de Auschwitz, o que é o fascismo ou, ao menos, sabemos qual é a sua prática, ao contrário, ainda, dos historiadores que escreveram no imediato pós-guerra, como Trevor-Hopper, G. Barraclough ou Eric Hobsbawm (até algum tempo), não podemos tratar o fascismo como um movimento morto, pertencente à história e sem qualquer papel político contemporâneo. Encontramo-nos, desta forma, numa situação insólita: sabemos qual a prática e as consequências do fascismo e sabemos, ainda, que não é um fenômeno puramente histórico, aprisionado no passado. Assim, torna-se impossível escrever sobre o fascismo histórico – o que é apenas uma distinção didática – sem ter em mente o neofascismo e suas possibilidades. 
(Daniel Aarão Reis Filho, O Século XX, p. 111-112.) 
Assinale a opção que sintetiza CORRETAMENTE a ideia contida no trecho acima. 
 a) O Fascismo é um fenômeno definido conceitualmente, cuja prática é identificada pelos historiadores que coexistiram com ele historicamente. 
 b) O Fascismo não é um fenômeno histórico ligado ao passado, ele se insere na política contemporânea atual sob outras formas de atuação. 
 c) O Fascismo não pode ser tratado sem qualquer relação com a política contemporânea, já que hoje sabemos sua prática e suas consequências. 
 d) O Fascismo, conforme os historiadores, é um fenômeno que não pode ser escrito, já que se circunscreve na história contemporânea como passado e presente. 
194. (CFMG 2010) Analise o seguinte cartaz. 
Os cartazes foram grandes aliados nas propagandas do Partido Nazista, contribuindo para a ascensão desse grupo na década de 1930. A imagem representada indica que 
a) a confiança alemã na superioridade da raça ariana era o eixo central do Estado Liberal. 
b) a organização independente e combativa dos trabalhadores seria a forma de salvar a Alemanha. 
c) o Socialismo poderia garantir a unidade nacional, a partir da eliminação da diferença entre as classes. 
d) o movimento nazista defendia a solução dos problemas da nação, sob a égide da organização militar. 
195. (Enem 2009) A primeira metade do século XX foi marcada por conflitos e processos que a inscreveram como um dos mais violentos períodos da história humana. 
Entre os principais fatores que estiveram na origem dos conflitos ocorridos durante a primeira metade do século XX estão 
a) a crise do colonialismo, a ascensão do nacionalismo e do totalitarismo. 
b) o enfraquecimento do império britânico, a Grande Depressão e a corrida nuclear. 
c) o declínio britânico, o fracasso da Liga das Nações e a Revolução Cubana. 
d) a corrida armamentista, o terceiro-mundismo e o expansionismo soviético. 
e) a Revolução Bolchevique, o imperialismo e a unificação da Alemanha. 
196. (Uespi 2012) Os sistemas políticos totalitários utilizaram-se da violência e tumultuaram os sonhos dos democratas durante o século XX. Formaram-se ditaduras que defendiam a intolerância contra os adversários e o reforço das tradições mais conservadoras. Na Espanha, por exemplo, o totalitarismo: 
a) ocorreu nas primeiras décadas do século citado, com forte apoio do nazismo alemão e com a reação dos combates anarquistas. 
b) teve apoio de muitos membros da Igreja Católica e perseguiu os anarquistas que lhe faziam oposição. 
c) conseguiu a ajuda militar de Portugal e da Itália, ficando no poder durante duas décadas, marcadas, assim, pela opressão política. 
d) contou com o apoio de Igreja Católica, mas não firmou alianças com os outros totalitarismos da época. 
e) organizou seus principais quadros políticos na cidade de Barcelona, criando brigadas e polícias secretas violentas. 
197. (Fgvrj 2012) O período entre as duas grandes guerras mundiais, de 1918 a 1939, caracterizou-se por uma intensa polarização ideológica e política. Assinale a alternativa que apresenta somente elementos vinculados a esse período: 
a) New Deal; Globalização; Guerra do Vietnã. 
b) Guerra do Vietnã; Revolução Cubana; Muro de Berlim. 
c) Guerra Civil Espanhola; Nazifascismo; Quebra da Bolsa de Nova York. 
d) Nazifascismo; New Deal; Crise dos Mísseis. 
e) Doutrina Truman; República de Weimar; Revolução Sandinista. 
198. (Fgv) Em junho de 1947, o governo dos EUA passou a implementar um projeto de reconstrução da Europa denominado Plano Marshall. Qual dos tópicos a seguir NÃO é uma causa desse plano: 
a) o temor trazido pela criação do Mercado Comum Europeu (MCE); 
b) o deslocamento do controle do capitalismo da Europa para os EUA e sua crescente influência sobre os países europeus; 
c) a necessidade que a Europa tinha de reunir recursos para pagar o seu principal credor, os EUA, que lhe forneceram desde alimentos até materiais bélicos durante a II Guerra Mundial; 
d) a necessidade de se reconstruírem as cidades e de recuperarem a indústria e a agropecuária européia, devastadas durante a II Grande Guerra; 
e) o interesse que os Estados Unidos tinham em fortalecer a ordem capitalista na Europa Ocidental e, assim, impedir a expansão do socialismo no continente. 
199. (Cesgranrio) Com o final da 2 Guerra Mundial, os países vitoriosos procuraram criar vários mecanismos internacionais que buscassem o desenvolvimento do planeta de forma mais harmônica. É dessa época a criação do seguinte organismo: 
a) ONU- para a constituição de um exército internacional para pôr fim às guerras. 
b) OTAN - para a desmilitarização dos países ocidentais e a diminuição das zonas de conflito. 
c) GATT - para a implantação de uma tarifa única sobre os produtos e serviços internacionais. 
d) UNESCO - para a melhoria da qualidade alimentar das populações miseráveis do Terceiro Mundo. 
e) FMI - para ajudar financeiramente aos países membros, quando em dificuldades. 
200. (Fatec) "É lógico que os EUA devem fazer o que lhes for possível para ajudar a promover o retorno ao poder econômico normaldo mundo, sem o que não pode haver estabilidade política nem garantia de Paz." 
(Plano Marshall - 5.VI.1947) 
O Plano Marshall se constituiu 
a) na principal meta da política externa norte-americana, que era pacificar o Extremo Oriente. 
b) num projeto de ajuda industrial aos países da América Latina. 
c) num importante instrumento de expansão do comunismo na Europa. 
d) na definição da política externa isolacionista dos EUA, paralela à montagem do complexo industrial militar. 
e) num dos meios de penetração dos capitais norte-americanos nas economias européias. 
201. (Fatec) A ocupação da Polônia marca o início da Segunda Guerra Mundial. A tentativa de manter a paz a qualquer custo, como foi feito em Munique, se revelou impossível. Hitler não se dava por satisfeito com a reconquista do "espaço vital", queria mais e mais. Sobre a Segunda Guerra, é correto afirmar: 
a) A Itália, aliada da Alemanha desde a assinatura do Pacto de Aço, declarou guerra à Inglaterra e à França em junho de 1940. Em setembro do mesmo ano, a Itália atacou o Egito e a Turquia. 
b) Em 1941, tropas alemãs invadiram o território soviético e dominaram definitivamente Leningrado e Moscou. 
c) A partir dos sucessos na frente ocidental, da invasão e conquista da Bélgica, Holanda e França e do recuo inglês para o outro lado do canal, Hitler voltou sua atenção para a Polônia. 
d) O sucesso definitivo alemão deveu-se à sua tática militar, conhecida como "guerra relâmpago"; essa consistia no uso de forças motorizadas, tanques e aviação, conjugados e combinados entre si, em uma ação defensiva. 
e) A partir da declaração de guerra, feita por Inglaterra e França contra a Alemanha, outros países foram entrando no conflito, de ambos os lados. A cada novo beligerante, a relação de forças se alterava, e a guerra entrava em uma nova fase. Inicialmente uma guerra européia, estendeu-se paulatinamente à Ásia e a África. 
202. (Fei) Não pode ser considerado um fator que propiciou a eclosão da Segunda Guerra Mundial: 
a) A ascensão de regimes totalitários na Itália e na Alemanha nos anos 20 e 30. 
b) Os efeitos da crise de 29 na economia européia. 
c) As cláusulas punitivas do Tratado de Versalhes, imposto à Alemanha ao final da Primeira Guerra Mundial. 
d) A vitória dos republicanos na Guerra Civil Espanhola barrando o avanço do fascismo na Espanha. 
e) A união entre a Áustria e a Alemanha empreendida por Hitler. 
203. (Fuvest) O Plano Marshall, aplicado pelo governo norte-americano após a Segunda Guerra Mundial, visava à: 
a) ratificação do Tratado do Atlântico Norte. 
b) preservação da paz mundial com a formação da Organização das Nações Unidas (ONU). 
c) concessão de apoio político e econômico aos países do Terceiro Mundo. 
d) recuperação econômica da Europa para neutralizar o expansionismo soviético. 
e) formulação de princípios que impediam a intervenção dos EUA nas questões internacionais. 
204. (Fuvest-gv) "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior." 
                                          (Winston Churchill, em discurso feito no Parlamento em 21 de agosto de 1941). 
A afirmativa acima confirma a continuidade latente de problemas não solucionados na Primeira Guerra Mundial que contribuíram para alimentar os antagonismos e levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial. Entre esses problemas identificamos: 
a) crescente nacionalismo econômico, aumento da disputa por mercados consumidores e por áreas de investimentos. 
b) desenvolvimento do imperialismo chinês na Ásia, com abertura para o Ocidente. 
c) os antagonismos austro-ingleses que giraram em torno da questão Alsácia-Lorena. 
d) oposição ideológica que fragilizou os vínculos entre os países, enfraquecendo todo tipo de nacionalismo. 
e) a divisão da Alemanha que levou a uma política agressiva de expansão marítima. 
205. Às 6 da manhã, do dia 7 de dezembro de 1941, aviões japoneses bombardearam a base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí. A ofensiva iniciava o avanço japonês que, oito meses depois, controlava parte significativa do Oceano Pacífico. Sobre os conflitos no Pacífico, durante a Segunda Guerra Mundial, pode-se dizer que
a) demonstram a instabilidade política do Pacífico e do sudeste asiático, antes dominados principalmente pela França e pela Inglaterra, e alvo, durante a Guerra, de interesses norte-americanos e japoneses.
b) ilustram o combate de japoneses e norte-americanos contra chineses e soviéticos, que tentavam estabelecer na região a hegemonia de Estados guiados pela ideologia socialista.
c) desembocam na explosão das bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, responsáveis pela vitória final dos países Aliados sobre os países do Eixo e pela rendição incondicional de Alemanha e Japão.
d) iniciam uma seqüência de combates aéreos e navais, dos quais participaram ativamente todos os países envolvidos na Guerra, especialmente Alemanha e Itália, empenhadas em defender as posições japonesas.
e) abrem espaço para a proliferação do islamismo, que acabou por conquistar, por meio de revoluções populares, o controle de Estados como o Paquistão, a Índia ou as Filipinas. 
206. (Mackenzie) Sobre fatos antecedentes à Segunda Guerra Mundial, assinale a alternativa incorreta. 
a) Os E.U.A. cortaram o envio de ferro, aço, petróleo e borracha e bloquearam capitais japoneses na América do Norte por causa da invasão da Manchúria pelo Japão. 
b) Passando por cima das disposições dos tratados do pós-guerra, em 1938, Hitler, com o apoio de fascistas austríacos, ordenou a ocupação da Áustria. 
c) Em 1936, um grupo de generais, chefiados por Franco, iniciou uma revolta contra o governo de esquerda, legalmente constituído, na Espanha. 
d) A euforia econômica decorrente da valorização da Bolsa de Nova Iorque em 1929 favoreceu a recuperação econômica e a consolidação das democracias na Europa. 
e) Em 1939, Stálin conseguiu se aproximar da Alemanha através do Pacto Germano-Soviético, negociado por Ribbentrop e Molotov. 
207. (Mackenzie) A batalha que aconteceu em Stalingrado, durante a II Guerra Mundial, marcou: 
a) a consolidação das posições alemãs na Rússia, decorrente da expansão fulminante das potências do Eixo (Itália-Alemanha-Japão). 
b) a neutralização do exército de Stálin, obrigando-o a assinar o Pacto Germano-Soviético de não agressão e neutralidade. 
c) a inversão da situação militar da II Guerra, dando início ao recuo nazista na Europa Oriental e à decadência do Terceiro Reich. 
d) a vitória da Blitzkrieg - guerra relâmpago que consistia em ataques maciços, com o uso de carros blindados, aviões e navios. 
e) o desembarque aliado nas praias da Normandia - o Dia D, que conteve a ofensiva alemã, destruindo pela primeira vez o mito da invencibilidade da Wehrmacht. 
208. (Ufpe) Em 24 de outubro próximo passado, chefes de Estados, reunidos em Nova Iorque, comemoraram 50 anos de aniversário da Organização das Nações Unidas - ONU. O que representa esta organização? 
a) A organização dos países do Ocidente para o enfrentamento com os países do Oriente. 
b) A vitória da Liga das Nações, vigente durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. 
c) O fim da guerra fria entre o mundo capitalista e o mundo comunista. 
d) A descolonização da América e da África e os respectivos engajamentos políticos dos dois continentes. 
e) Uma força internacional acima das nações, na defesa da paz mundial, dos direitos do homem e da igualdade dos povos. 
209. (Unitau) O fato concreto que desencadeou a Segunda Guerra Mundial foi: 
a) a saída dos invasores alemães do território dos Sudetos na Tchecoslováquia. 
b) a tomada do "corredor polonês" que desembocava na cidade livre de Dantzig (atual Gdansk) pelos italianos. 
c) a invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra e da França em socorro dos seus aliados, declarando guerra ao Terceiro Reich. 
d) a efetivação de "Anschluss", que desmembrava a Áustria da Alemanha. 
e) a invasão da Petrônia por tropas alemãs, quebrando o Pacto Germânico-Soviético. 
210.(Uel) A economia japonesa do pós-guerra apresentou um dos maiores índices de crescimento da renda nacional de todo o mundo, tornando o Japão o segundo país em importância dentro do capitalismo, devido, dentre outros aspectos, 
a) ao crescimento da indústria de bens de consumo duráveis, à vocação agrícola e ao controle dos capitais internacionais oriundos dos planos de recuperação pós - 1945. 
b) à estabilidade da moeda, ao crescimento populacional e à grande quantidade de mão-de-obra barata com baixo grau de exigência salarial. 
c) ao excelente nível de produtividade agrária, à exportação de matérias-primas baratas - fio de seda, minério de ferro, etc. - e à importação de tecnologia. 
d) ao excesso de produtos essenciais - petróleo, gás natural, etc. - à alta taxa de escolaridade e o crescimento do mercado consumidor interno. 
e) à importação em larga escala, ao desenvolvimento da indústria pesada - siderurgia, produtos químicos, automóveis, etc. - e ao alto índice de exportação. 
211. (Cesgranrio) A URSS transformou-se, após 1945, numa das potências mundiais, tanto no campo econômico como técnico. Um dos melhores exemplos dessa transformação é o:
a) desenvolvimento da política espacial, representada pela 1 viagem em torno da Terra por Gagarin.
b) desenvolvimento da indústria cinematográfica e das teorias em torno da fusão nuclear.
c) desenvolvimento da indústria automobilística e o incremento do sistema industrial privado.
d) crescimento do mercado interno, com o desenvolvimento de novas técnicas de cultivo agrícola e aumento de salários.
e) crescimento da produção agrícola em função do fim da intervenção do Estado no setor e de técnicas administrativas americanas.
212. (Cesgranrio) No início da década de 60, o arsenal nuclear à disposição das grandes potências era suficiente para destruir a humanidade, caso fosse utilizado em uma situação de confronto. Ao assumir o governo, o Presidente Kennedy (1961-63) defendeu a substituição da política externa norte-americana de confronto por uma de entendimento com a URSS, cujo objetivo era o desarmamento gradual das duas superpotências.  Esse programa do governo Kennedy foi conhecido como:
a) Doutrina Drago.
b) Doutrina Monroe.
c) Corolário Roosevelt
d) Nova Fronteira.
e) Política de Boa Vizinhança.
213. (Cesgranrio) Ao final da Segunda Guerra Mundial, a ruptura do acordo que unira os aliados vitoriosos gerou um ordenamento político internacional baseado na bipolaridade. Nesse contexto, crises políticas e tensões sociais desencadearam um processo de construção do socialismo em diversos países. Assinale a opção que apresenta uma afirmativa correta sobre a construção do socialismo no mundo do pós-guerra:
a) Na Iugoslávia (1944-45), o regime comunista implantado pelo Marechal Tito submeteu-se à hegemonia política e econômica soviética, o que acarretou sua expulsão do movimento dos países não alinhados.
b) Na Tchecoslováquia (1946), o socialismo reformista, baseado na descentralização e liberalização do sistema frente ao modelo stalinista, retomado na política de Brejnev, foi interrompido pela repressão russa, encerrando a "Primavera de Praga".
c) Na China (1949), a revolução comunista derrubou o regime imperial e expulsou os invasores japoneses da Manchúria, reunindo os nacionalistas, os "senhores da guerra" e os comunistas maoístas em um governo de coalizão que instituiu uma república popular no país.
d) Na Coréia (1950-53), a intervenção militar norte-americana impediu o avanço das forças revolucionárias comunistas que ocupavam o norte do país, reunificando as duas Coréias sob a tutela do Conselho de Segurança da ONU.
e) Em Cuba (1959), a vitória dos revolucionários castristas foi favorecida pela promulgação da Emenda Platt no Senado americano, que regularizou o envio de armamentos aos guerrilheiros contrários à ditadura de Fulgêncio Batista.
214. (Cesgranrio) O fim da Guerra Fria, expresso na extinção da União Soviética, em 1991, acarretou um novo equilíbrio e o ordenamento das relações internacionais, que se caracteriza por um (a):
a) enfraquecimento dos movimentos nacionalistas regionais e das tendências de globalização na Europa ocidental.
b) declínio da liderança política internacional das superpotências em virtude da transferência do controle de seus arsenais nucleares para a Assembléia Geral da ONU.
c) revitalização das alianças militares estratégico-defensivas, conforme os pactos políticos da Europa central e do leste.
d) formação de megablocos político-econômicos que favoreceram a internacionalização dos fluxos de capitais, tais como a da Comunidade Européia e a do Nafta.
e) decadência econômica dos países da bacia do Pacífico que haviam mantido uma posição de neutralidade durante a Guerra Fria, tais como Cingapura e Malásia.
215. (Cesgranrio) Após a Segunda Guerra Mundial, consolidou-se uma ordem político-econômica internacional que expressou o(a):
a) conflito político e ideológico entre a União Soviética e os Estados Unidos.
b) supremacia política e militar da Europa Ocidental.
c) subordinação neocolonial dos países árabes e da América Latina.
d) liderança política mundial da China Comunista através de sua participação na ONU.
e) hegemonia econômica mundial das ex-nações imperialistas, tais como a Inglaterra e a França.
216. (Faap) Após a Segunda Guerra Mundial, a URSS estruturou um plano de cooperação política com os países do bloco oriental, criado, em 1947:
a) o Comecom
b) o Kominform
c) o Pacto de Varsóvia
d) o Plano Marshall
e) a Otan
217. (Fatec) "É lógico que os EUA devem fazer o que lhes for possível para ajudar a promover o retorno ao poder econômico normal no mundo, sem o que não pode haver estabilidade política nem garantia de paz."
                (Plano Marshall 5. VI. 1947)
Esse plano
a) assegurava a penetração de capitais  norte-americanos no continente europeu, sobretudo em sua parte oriental.
b) garantia, aos norte-americanos, o retorno a uma política isolacionista, voltada unicamente para os seus interesses internos.
c) pretendia deter as ameaças soviéticas sobre os países do Oriente Médio, cuja produção de petróleo era vital para as economias ocidentais.
d) era um instrumento decisivo na luta contra o avanço do comunismo na Europa arrasada pelo pós-guerra.
e) representava uma tomada da tradicional política da "boa vizinhança" dos EUA em relação à América Latina.
218. (Fgv) Em junho de 1947, o governo dos EUA passou a implementar um projeto de reconstrução da Europa denominado Plano Marshall. Qual dos tópicos a seguir NÃO é uma causa desse plano:
a) o temor trazido pela criação do Mercado Comum Europeu (MCE);
b) o deslocamento do controle do capitalismo da Europa para os EUA e sua crescente influência sobre os países europeus;
c) a necessidade que a Europa tinha de reunir recursos para pagar o seu principal credor, os EUA, que lhe forneceram desde alimentos até materiais bélicos durante a II Guerra Mundial;
d) a necessidade de se reconstruírem as cidades e de recuperarem a indústria e a agropecuária européia, devastadas durante a II Grande Guerra;
e) o interesse que os Estados Unidos tinham em fortalecer a ordem capitalista na Europa Ocidental e, assim, impedir a expansão do socialismo no continente.
219. Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo. (...) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras,1996)
O período citado no texto e conhecido por “Guerra Fria” pode ser definido como aquele momento histórico em que houve
a) corrida armamentista entre as potências imperialistas européias ocasionando a Primeira Guerra Mundial.
b) domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas do Norte.
c)choque ideológico entre a Alemanha Nazista / União Soviética Stalinista, durante os anos 30.
d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, como a China e o Japão.
e) constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial.
220. (Mackenzie)
I- "A OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte, vai começar sua expansão para o Leste Europeu até junho de 1997.
A afirmação foi feita à Folha (...) pelo secretário-geral da entidade (...) e se refere à data na qual ele pretende que seja feito o convite oficial a novos membros para a Aliança Militar (...)
Os 'parceiros' (...) sairão da Parceria para a Paz, acordo militar entre 27 países da OTAN, Leste Europeu e Ásia, lançado em 1994. A Polônia é favorita."
                ("Folha de São Paulo")
II- "Mais de 900 militares americanos (...) foram mantidos como prisioneiros na Coréia do Norte, após o fim da Guerra da Coréia (...) muitos dos prisioneiros foram submetidos a experiências com drogas e depois executados.
As experiências, para determinar a ação das drogas em interrogatórios, foram conduzidas por agentes Tchecoslovácos e Soviéticos."
                ("O Estado de São Paulo")
III- "O Vaticano não comentou ontem, alegações de que o Papa João Paulo II e o governo dos E.U.A. (CIA), trabalhavam juntos em segredo na década de 80, para apressar o fim do comunismo na Polônia.
A aliança informal entre os E.U.A. e o Vaticano inclui corte de verbas do Governo Norte-Americano para programas de controle de natalidade no país e o silêncio do Papa quanto à instalação de mísseis na Europa Ocidental."
            ("Folha de São Paulo")
Dentre os textos anteriores, relacionam-se com a Guerra Fria:
a) somente I.
b) somente I e II.
c) I, II e III.
d) somente II e III.
e) somente I e III.
221. (Puccamp) "...inspirado por razões humanitárias e pela vontade de defender uma certa concepção de vida ameaçada pelo comunismo, constitui também o meio mais eficaz de alargar e consolidar a influência norte-americana no mundo, um dos maiores instrumentos de sua expansão (...) tem por conseqüência imediata consolidar os dois blocos e aprofundar o abismo que separava o mundo comunista e o Ocidente..."
"...as partes estão de acordo em que um ataque armado contra uma ou mais delas na Europa ou na América do Norte deve ser considerado uma agressão contra todas; e, conseqüentemente, concordam que, se tal agressão ocorrer, cada uma delas (...) auxiliará a parte ou as partes assim agredidas (...)"
Os textos identificam, respectivamente,
a) a Doutrina Monroe e a Organização da Nações Unidas (ONU).
b) o Plano Marshall e a organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
c) o Pacto de Varsóvia e a Comunidade Econômica Européia (CEE).
d) o Pacto do Rio de Janeiro e o Conselho de Assistência Econômica Mútua (COMECON).
e) a Conferência do Cairo e a Organização dos Estados Americanos (OEA).
222. (Puccamp) "A bipolarização do mundo, após a Segunda Guerra Mundial, apesar de ter se constituído na principal referência para as relações internacionais, não chegou a garantir um verdadeiro equilíbrio mundial. Nesse contexto consolidou-se a hegemonia internacional norte-americana".  A esse respeito pode-se afirmar que na presidência de
a) Truman (1945 - 52), encerrou-se a política macarthista, o que possibilitou o fim da Guerra da Coréia e sua conseqüente unificação sob um protetorado norte-americano.
b) Eisenhower (1952 - 60), completou-se o sistema de segurança norte-americano, com a formação de diversos pactos militares contra os comunistas.
c) Kennedy (1960 - 63), desenvolvendo a "Aliança para o Progresso" encerrou-se a política de confronto com o mundo comunista, permitindo a retirada americana do conflito vietnamita.
d) Johnson (1963 - 68), a discussão da Doutrina Monroe consolidou-se as alianças políticas com os movimentos nacionalistas e o fim das intervenções militares na América Latina.
e) Nixon (1968 - 1974), a aproximação com os países comunistas foi dificultada pela negação da União Soviética em assinar o Tratado de Limitação de Armas Estratégicas, Salt-1.
223. (Puccamp) "A construção de uma nova ordem mundial, após a Segunda Guerra Mundial, contou com a participação da União Soviética, cuja importância estendeu-se até sua desintegração em 1991".
Sobre o período mencionado no texto, pode-se afirmar corretamente que
a) o desaparecimento de Joseph Stálin (1953), acompanhado da ascensão de Malenkov, conduziu a um recrudescimento da Guerra Fria, instigando a participação soviética em disputas por áreas como a Letônia e o Vietnã.
b) o Governo de Kruschev (1955-64) correspondeu a uma época de críticas às práticas políticas do Stalinismo e à negação, por parte da URSS, da inevitabilidade da Guerra com os países capitalistas do Ocidente.
c) a ruptura das relações entre os Partidos Comunistas da URSS e da China (1959) consagrou a liderança política internacional russa submetendo a China a seus interesses e autoridades.
d) a chegada de Brejnev ao poder favoreceu o estouro de um movimento de reformas liberalizantes, que reestruturam o Estado Soviético extinguindo a censura interna e abrindo o país aos estrangeiros.
e) a administração de Andropov (1982-84) provocou um endurecimento do regime com a volta das perseguições políticas, prisões em massa e a revitalização das forças armadas russas.
224. (Puccamp) "... foi um período em que a guerra era improvável, mas a paz era impossível. A paz era impossível porque não havia maneira de conciliar os interesses de capitalistas e comunistas. Um sistema só poderia sobreviver à custa da destruição total do outro. E a guerra era improvável porque os dois blocos tinham acumulado tamanho poder de destruição, que se acontecesse um conflito generalizado seria, com certeza, o último..."
O texto descreve uma problemática que, na história recente da humanidade,
a) identifica as tensões internacionais durante a Revolução Russa.
b) ilustra as relações americano-soviéticas durante a Guerra Fria.
c) caracteriza o panorama mundial durante a Guerra do Golfo Pérsico.
d) revela o perigo da corrida armamentista durante a Revolução Chinesa.
e) explica os movimentos pacifistas no Leste Europeu durante a Guerra do Vietnã.
225. (Uel) As mudanças no panorama internacional representadas pela vitória socialista de Mao-Tsé-tung na China, pela eclosão da Guerra da Coréia e pelas crescentes dificuldades no relacionamento com a URSS, repercutiram na forma de tratamento dispensada pelos Estados Unidos ao Japão.  Este, de "inimigo vencido", passou a
a) atuar como o mais forte aliado da URSS naquela região.
b) ser a principal base de operações norte-americanas na Ásia.
c) competir com as forças econômicas alemãs e inglesas.
d) buscar o seu nível econômico de antes da Primeira Guerra Mundial.
e) menosprezar o "consenso" - política de participação de pessoal, que visa à integração do trabalhador no esquema da empresa capitalista.

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