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LEI DE HOOKE ENERGIA POTENCIAL ELÁSTICA Disciplina: Física Professor: Carlos Brandt Alunas: Bruna Eduarda, Caroline Vitória e Vanessa Vidigal Santa Helena\ 2019 Introdução A energia potencial, é nada mais do que a energia que pode ser armazenada em um sistema físico e tendo capacidade de ser transformada em energia cinética posteriormente. Desta força conseguimos obter a gravitacional e a elástica. Consideramos que força possui duas características fundamentais, fisicamente ela é capaz de constante elástica da mola ou corpo que sofre deformação. Logo, com a Lei de Hooke e associando com a energia potencial gravitacional é possível estabelecer a elasticidade máxima de um corpo, medida pela deformação do mesmo em relação a um estado de equilíbrio, com a proporção direta da força aplicada nele. Lei de Hooke Robert Hooke, nascido no dia 18 de julho de 1635 foi o responsável em criar a Lei de Hooke. Também conhecido pelo descobrimento da Célula. O físico inglês Robert Hooke foi quem primeiro demonstrou que muitos materiais elásticos apresentam deformação diretamente proporcional a uma força elástica, resistente ao alongamento produzido. A Lei de Hooke é uma lei da física que determina a constante elástica da mola ou corpo que sofre deformação. A teoria afirma que a distensão de um objeto elástico é diretamente proporcional à força aplicada sobre ele. Como exemplo, podemos pensar numa mola. Ao esticá-la, ela exerce uma força contrária ao movimento realizado. Assim, quando maior a força aplicada, maior será sua deformação. Por outro lado, quando a mola não tem uma força que age sobre ela, dizemos que ela está em equilíbrio. Fórmula A fórmula da Lei de Hooke é expressa da seguinte maneira: F = k . Δl donde, F: força aplicada sobre o corpo elástico K: constante elástica ou constante de proporcionalidade Δl: variável independente, ou seja, a deformação sofrida Segundo o Sistema Internacional (SI), a força (F) é medida em Newton (N), a constante elástica (K) em Newton por metro (N/m) e a variável (Δl) em metros (m). Observação: A variação da deformação sofrida Δl = L - L0, pode ser indicada por x. Note que L é o comprimento final da mola e L0, o comprimento inicial. Exemplo da Lei de Hooke Para confirmar a Lei de Hooke podemos realizar um pequeno experimento com uma mola presa num suporte. Ao puxá-la podemos perceber que a força que aplicamos para esticá-la é diretamente proporcional a força que ela exerce, porém em sentido contrário. Em outras palavras, a deformação da mola aumenta proporcionalmente à força aplicada nela. Para compreender melhor o exemplo da Lei de Hooke é feito uma tabela. Observe que Δl ou x corresponde à deformação da mola, e F ou P corresponde a força que os pesos exercem na mola. Assim, se P = 50N e x = 5 m, temos: F (N) 50 100 150 X(m) 5 10 15 Após anotar os valores, traçamos um gráfico de F em função de x. Energia Potencial Elástica Energia potencial elástica é a energia associada as propriedades elásticas de uma mola. Um corpo possui a capacidade de produzir trabalho quando está ligado a extremidade comprimida ou esticada de uma mola. Sendo assim, possui energia potencial, visto que o valor dessa energia depende da sua posição. A energia potencial elástica é igual ao trabalho da força elástica que a mola exerce sobre um corpo. A deformação pode envolver comprimir, esticar ou torcer o objeto. Muitos objetos são projetados especificamente para armazenar energia potencial elástica, por exemplo: • A mola espiral de um relógio de corda; • Um arco-flecha dobrado; • Um trampolim envergado, logo antes do salto dos mergulhadores; • Uma tira de borracha que aciona um avião de brinquedo; • Uma bola de borracha, comprimida quando quica de uma parede de tijolos; Um objeto projetado para armazenar energia potencial elástica normalmente terá um limite elástico alto, no entanto, todos os objetos elásticos têm um limite para a carga que podem sustentar. Quando deformado além do limite elástico, o objeto não irá retornar à sua forma original. Em gerações anteriores, relógios de corda mecânicos alimentados por molas helicoidais foram acessórios populares. Hoje em dia, não costumamos usar smartphones a corda porque nenhum material existe com limite elástico alto o suficiente para armazenar energia potencial elástica, com densidade energética alta o suficiente. Como o valor do trabalho da força elástica é igual, em módulo, a área do gráfico Fel X d (área do triângulo), temos: Então, como Tfe = Epe a fórmula para o cálculo da força elástica será: Sendo K a constante elástica da mola. Sua unidade no sistema internacional (SI) é N/m (newton por metro). X deformação da mola. Indica quanto que a mola foi comprimida ou esticada. Sua unidade no SI é o m (metro). Epe energia potencial elástica. Sua unidade no SI é J ( joule ). Quanto maior for o valor da constante elástica da mola e a sua deformação, maior será a energia armazenada no corpo (Epe). A energia potencial elástica somada a energia cinética e a energia potencial gravitacional representam a energia mecânica de um corpo em um dado instante. Sabemos que em sistemas conservativos a energia mecânica é constante. Nesses sistemas, ocorre a transformação de um tipo de energia para outro tipo de energia, de forma que o seu valor total permaneça o mesmo. Energia Cinética Quando um corpo de massa m está se movendo a uma velocidade v, ele possui energia cinética Ec, que é dada por: De acordo com a equação acima, vemos que a energia cinética depende da velocidade e da massa de um corpo, portanto, essa forma de energia só está presente em objetos que estão em movimento. Se a velocidade for nula, o produto mv2 = 0, o corpo não apresenta energia cinética. Energia Mecânica Para calcular a energia mecânica, utiliza-se a fórmula abaixo: Em = Ec + Ep Onde: Em: energia mecânica Ec: energia cinética Ep: energia potencial Sendo assim, vale lembrar que as equações para calcular as energias cinética e potencial são: Energia Cinética: Ec = mv2/2 Onde: Ec: energia cinética m: massa (Kg) v: velocidade (m/s2) Quando a energia mecânica advém de um sistema isolado (naquele em que não há atrito) baseado nas forças conservativas (que conserva a energia mecânica do sistema), sua resultante permanecerá constante. Em outras palavras, a energia desse corpo será constante, uma vez que a mudança ocorrerá somente na modalidade de energia (cinética, mecânica, potencial) e não o seu valor: Em = Ec + Ep = constante Experimento de Física: lata mágica Aulas experimentais ajudam a compreender melhor um conceito estudado em sala, deixando o aprendizado mais divertido. O experimento de física que trazemos hoje é muito simples e interessante para os estudos de conservação e transformação da energia. O experimento O experimento da lata mágica tem como objetivo mostrar a transformação de energia cinética em energia potencial elástica e vice-versa utilizando um experimento fácil e simples no entendimento da energia potencial elástica. Vamos entender melhor. Você vai precisar dos seguintes materiais: Uma lata de alumínio vazia e com a tampa; Uma chave de fenda ou objeto pontiagudo semelhante; Uma bateria de 9 volts; Um elástico; 2 clips; Fita adesiva; Para montar o experimento, fure o centro da parte inferior e superior da lata. Depois, cole a bateria no centro do elástico com a fita adesiva e, então, é só prender com os clips as pontas dos elásticos nas duas partes furadas da lata. Dentro da lata, a bateria deve ficar pendurada pela tensão do elástico. Se tudo estiver pronto, basta colocar a lata em posição horizontal sobre uma superfície plana e empurrá-la para frente. Explicação O experimento da lata mágica é um ótimo exemplo de transferência de energia, onde a transferência de energia acontece por causa da energia cinética.O que acontece é que a lata exerce uma força (energia) para rodar e se mover. Mas ao perder a velocidade, essa energia do movimento em energia potencial elástica é armazenada no interior do elástico e, então, liberada na forma de energia cinética, fazendo a lata voltar. Conclusão Tendo em vista os aspectos que foram observados na teoria e no experimento da lata, percebemos que a energia potencial elástica é uma força exercida em um determinado objeto para fazer o rodar e se mover. Compreendemos que a troca de energia pode ser em diferentes tipos de energia e corpos, como cinética, potencial e a mecânica. Sendo assim o calculo da energia potencial elástica varia de acordo com o tipo de força exercida ou com o tipo de corpos age com intensidade diferentes.