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Formada pela Universidade Castelo Branco 1993. Especialização em Acupuntura pela ABACO. Especialização em Ortopedia pela Universidade Estácio de Sá. Formada em Drenagem Linfática Manual pelo método Vodder. Formada em Drenagem Linfática Manual pelo método Leduc. Fisioterapeuta da UTI do Hospital Naval Marcílio Dias. Responsável técnica da Clínica Fisiorio. Membro do grupo de pé diabético do HNMD. Membro do grupo de atendimento às pacientes mastectomizadas do HNMD. Docente da Universidade Gama Filho do curso de Especialização em Enfermagem em Dermatologia e Estética. Docente da Universidade Gama Filho do curso de Especialização em Fisioterapia Dermato- Funcional. Docente da CBES do curso de Especialização em Fisioterapia Dermato- Funcional. Docente de cursos livres de Drenagem Linfática Manual. Responsável técnica do serviço de Fisioterapia em Cirurgia Plástica da Clínica Denise Soto Mayor e Roberto Medeiros. 2 DISCIPLINA DE DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL (LINFOTERAPIA JUSTIFICATIVA: A drenagem linfática é hoje uma das abordagens fisioterapêuticas mais utilizadas tanto nos tratamentos estéticos como em patologias vasculares, oncológicas, ortopédicas entre outras. Através da mídia, a população vem tomando conhecimento das indicações da drenagem linfática e cada vez mais busca profissionais habilitados para a realização deste procedimento. Objetivos : - Reconhecer os componentes do sistema linfático - Conhecer suas funções - Identificar fatores que favoreçam a estase linfática - Ampliar conhecimentos de recursos terapêuticos manuais - Realizar manobras de drenagem linfática - Conhecer os principais tipos de drenagem linfática manual (DLM) - Conhecer o histórico da DLM - Reconhecer condições que impeçam a drenagem linfática - Possibilitar através dos conhecimentos de anatomia e fisiologia o tratamento de quaisquer segmentos corporais através da drenagem linfática manual PROGRAMA: Drenagem Linfática Manual - Introdução - Drenagem Linfática Conceito Histórico Origem da circulação linfática Vodder X Drenagem linfática Precursores da técnica de DLM A drenagem linfática hoje - Anatomia da pele - Anatomia e fisiologia: O sistema arterial O sistema venoso O sistema linfático - Funções do sistema linfático - Composição da linfa - Fisiologia da formação da linfa - Fatores que interferem na drenagem da linfa - Formação do edema 3 Possíveis causas - Mecanismos fisiológicos para resolução do edema - Edema X linfedema - A massagem de drenagem linfática manual: Conceito Características Drenagem linfática X massagem clássica - Métodos - Ação fisiológica - Ação terapêutica - Indicações - Contra Indicações Absolutas Relativas - Avaliação para drenagem linfática - Freqüência de atendimento Linfedema Tipos de linfedema Principais causas de Linfedema Tratamento Avaliação fisioterapêutica do linfedema Perimetria Volumetria - Linfedema de membros superiores e inferiores Causas - Câncer de mama Fatores de risco Tratamentos Complicações Avaliação fisioterapêutica Tratamento fisioterapêutico Fisioterapia complexa descongestiva - Cirurgia plástica Tipos (mamoplastia de redução e aumento, dermolipectomia abdominal, lipoaspiração, lipoescultura, liffiting facial, blefaroplastia, rinoplastia) Drenagem linfática em pós-operatório de cirurgia plástica Cuidados fisioterapêuticos - Bibliografia 4 DRENAGEM LINFÁTICA INTRODUÇÃO: Na atualidade a drenagem linfática manual é uma das técnicas de terapia manual que mais se tem notícias. Seu conhecimento de maneira geral se deu devido ao fator estético. Porém hoje a técnica de drenagem linfática manual faz parte de tratamentos de várias patologias além de muitos procedimentos cirúrgicos. A população tem conhecimento da técnica e vem a procura dela, de tal forma que temos a necessidade de conhecer e saber aplicá-la de maneira correta. Várias descobertas sobre o sistema linfático foram feitas até que o Dr Emil Vodder pudesse instintivamente desenvolver a técnica de drenagem linfática que hoje é mundialmente difundida. O tecido cutâneo: O tecido cutâneo ou pele é o maior órgão do corpo humano, representa cerca de 15% de seu peso. Segundo Meirelles, é o manto de revestimento do organismo, que isola os componentes orgânicos do ambiente externo. É composta de uma estrutura complexa de tecidos, exercendo várias funções como proteção, termorregulação, percepção entre outras. É praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. Varia na quantidade de melanina sendo que em pessoas de pele negra possui melanócitos em maior número e nos indivíduos de pele clara estão presentes quantidade menor de melanócitos. É composta de várias camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme (fig 1) Epiderme é um epitélio extratificado composto de queratinócitos e formado por quatro camadas celulares distintas: - camada germinativa ou basal É a camada mais interna da epiderme e a que mantém contato com a derme. Formada por dois tipos de células: células basais e melanócitos, Possui algumas queratina, porém em quantidade não significante. - camada espinhosa ou Malpighiana Formada de células espihosas, que se sobrepõem-se. Tem maior quantidade de queratina que as anteriores, 5 -camada granulosa Constituída de células granulosas, que caracterizam-se pela presença de uma grande quantidade de grânulos queratoialina, mostrando a queratinização da epiderme. - camada córnea Formada por células epidérmicas anucleadas, constituídas de queratina. Possui maior espessura na região palmar e plantar. Nesse local mais uma camada compõe a epiderme, o extrato lúcido, localizado entre a camada córnea e a glanulosa sua existência se dá devido a necessidade de proteção nestas áreas. Esta camada é desprovida de vascularização, que chega a ela através de difusão Nesta camada existe ainda, as células de Langerhans que possuem função imunológica, podendo estarem envolvidas nos processos de dermatite de contato , rejeição de enxertos e proteção contra infecções virais. Derme É um tecido conjuntivo de sustentação da epiderme. É constituído por fibras de colágeno, reticulares e elastina com numerosos fibrócitos que fabricam estas proteínas e sustentam o tecido. Na derme estão localizados os vasos sanguíneos e linfáticos que vascularizam a epiderme e também os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados. Fig 1 6 Hipoderme É a camada mais profunda da pele. Alguns autores a consideram como um tecido a parte, pois é composta de tecido adiposo, o que lhe confere um importante papel no isolamento térmico, na proteção mecânica do organismo à pressão e traumas além de ser um depósito de gorduras e facilitar a mobilidade da pele em relação a outros tecidos. Os vasos sanguíneos e linfáticos que se mostraram inicialmente na derme continuam na hipoderme. Existem ainda os anexos da pele que são glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas e pelos. A circulação linfática se inicia nos tecidos corporais, após a nutrição celular e trocas gasosas. É dependente de vários fatores entre eles dos líquidos corporais existente. LÍQUIDOS BIOLÓGICOS: O corpohumano possui em sua constituição cerca de 60% do seu total, de líquidos, que podem ser divididos em: - Líquido Intracelular; - Líquido Extracelular. A composição dos líquidos, tanto intracelular como extracelular é basicamente a mesma: água, eletrólitos, glicose, proteínas, lipídios, enzimas, carboidratos e gases como oxigênio e gás carbônico, podendo ocorrer trocas por vários processos como difusão. Líquido Intracelular Encontra-se no interior da célula e comunica-se através da membrana celular, com o líquido extracelular, de onde recebe substâncias para a manutenção da célula e, para onde lança dejetos. Corresponde a cerca de 40% do peso corporal. Líquido Extracelular No exterior das células e entre estas existe presença de líquido chamado líquido extracelular que corresponde a cerca de 20% do total de líquidos. Os dois maiores compartimentos de líquido extra celular são o liquido intersticial e o plasma, que se comunica continuamente com o meio intersticial e quase todas as substancias existentes nele são permeáveis aos poros da membrana com exceção das proteínas o que faz com que os líquidos se misturem continuamente. 7 Todas as substâncias que entram e saem das células estão presentes nestes líquidos, diferenciando-se apenas a quantidade e pode apresentar-se na forma líquida ou gelatinosa dependendo da ação enzimática. Uma das principais funções do líquido intersticial é a nutrição celular. Através deste processo todas as células são supridas com nutrientes para a manutenção da vida e, todas utilizam quase que os mesmos elementos nutricionais. A quantidade e a qualidade das trocas de líquidos são reguladas através do seu gradiente de concentração chamado de osmose. A diferença de concentração dos líquidos, desencadeia o deslocamento de substâncias do meio intra e extracelular, no sentido de igualar as concentrações. Desta forma, mantém-se um certo equilíbrio, isto é, uma manutenção nas condições estáticas ou constantes do meio interno. As substâncias são transportadas entre o plasma e os líquidos intersticiais pela difusão. (Fig 2) A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA: Para iniciar um estudo sobre drenagem linfática é importante o conhecimento do sistema arterial e venoso já que tudo se inicia através destes. É sabido que o sistema sanguíneo está dividido em arterial e venoso e que existe ainda um sistema chamado linfático. Estes sistemas trabalham de forma integrada e simultânea: Enquanto o Fig 2 8 sangue arterial chega às células oxigenado, nutre-as e retorna para o sistema venoso, uma pequena parte deste sangue não consegue ser retirado do meio intersticial, devido à proteínas que são moléculas demasiadamente grandes e não conseguem transpor a membrana dos vasos venosos. Essa parte do líquido extracelular juntamente com as proteínas são retirados do meio intersticial através do sistema linfático. Sistema arterial: Este sistema é provido de artérias que tem entre outras a função de levar o sangue rico em oxigênio e nutrientes para todos os órgãos e tecidos do corpo humano. As artérias são compostas por três camadas que são do interior para o exterior a íntima, a média e a adventícia. Possui um componente elástico importante o qual lhe é conferido através da camada média. Sistema venoso: O sangue arterial depois de banhar as células e ocorrer as trocas gasosas, volta para o meio intersticial e junto retorna também produtos do catabolismo celular, moléculas de proteínas e dejetos. Este sangue, que agora passa a chamar-se sangue venoso, necessita sair do interstício através do sistema venoso. A maior parte deste sangue sofre este trajeto para retornar ao coração (90%). Porém um percentual de aproximadamente 10% não consegue retornar através deste sistema, devido a uma 9 grande quantidade de proteínas, que são macro-moléculas, não conseguirem ultrapassar a parede do vaso, só retornando através do sistema linfático. O SISTEMA LINFÁTICO: Segundo Guyton (1996), o sistema linfático representa uma via acessória pela qual o líquido intersticial e moléculas de proteínas podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. E a função mais importante deste sistema é a absorção de grandes moléculas de proteínas que não podem ser retiradas pela circulação sangüínea. Fazem parte do sistema linfático, os vasos linfáticos e o tecido linfóide, que está presente em órgãos como o intestino e forma outros como os linfonodos, baço, timo e as amígdalas. Os vasos linfáticos são compostos de capilares linfáticos, vasos linfáticos pré-coletores, vasos coletores, linfonodos e troncos linfáticos. Apesar de ser muito semelhante ao sistema sangüíneo, o sistema linfático possui algumas diferenças importantes como: - não possui um órgão central bombeador - associam-se a estruturas denominadas linfonodos e - forma uma circulação unidirecional, em semicírculo. Sendo assim mais conveniente chamá-lo de transporte linfático e não de circulação linfática. O sistema linfático é um sistema auxiliar de drenagem do sistema venoso e neste sistema circula a linfa. Em todos os tecidos que possuem vasos sangüíneos, podemos encontrar a linfa, com a exceção da placenta, tecido ósseo, unhas e pelos; no sistema nervoso central ainda é alvo de discussões porém considera-se que o líquor seja a linfa do neuroeixo, pois existem claras relações entre este e as vias linfáticas cervicais (fig 3). É constituída por macro moléculas de proteína, ácidos graxos e também por bactérias e fragmentos celulares, que precisam ser retirados do meio intersticial para garantir a homeostase (manutenção das condições normais do meio interno). 10 Os capilares linfáticos representam a única possibilidade de retirada destas substancias. A linfa contém também, células como: linfócitos, granulócitos, eritrócitos, macrófagos podendo também apresentar células cancerosas. Porém apesar destas células estarem presentes na circulação, não há comprovação científica que através do sistema linfático ocorra disseminação de células cancerígenas. O fibrinogênio, também está presente em pequena quantidade, por isso a linfa coagula, lentamente. fig 3 A função principal do sistema linfático é a absorção do líquido contido nos tecidos, denominado líquido intersticial, e como estão intimamente ligados aos tecidos linfáticos, conduzem também, linfócitos, resíduos metabólicos celulares. Esta captação inicial é feita por vasos de pequeno calibre denominados capilares linfáticos À partir daí este líquido chama-se linfa e será transportado por 11 vasos de calibre cada vez maiores chamados de vasos linfáticos , que diferentemente dos capilares possuem numerosas válvulas que impedem o refluxo da linfa e asseguram o fluxo da linfa numa só direção . ANATOMIA E FISIOLOGIA O sistema linfático constitui um conjunto de teias, que funciona continuamente, fazendo a remoção de dejetos celulares, toxinas, bactérias e vírus. Tem um fluxo contínuo sempre no sentido distal-proximal. À medida que se afasta das extremidades tende a aumentar de calibre, ficando mais resistente e composto de maior número de válvulas, formando estruturas vasculares progressivamente mais complexas. Este sistema é composto pelo sistema superficial e o sistema profundo, sendo separado pela fáscia muscular. Os vasos superficiais são mais numerosos, acompanham o trajeto de veias e artérias e sua drenagem é feita para os linfonodos superficiais. Localizam-se acima da fáscia muscular ou seja entre a pele e a aponeurose superficial (19) e drenam os tecidos superficiais. Os vasos linfáticos profundos não são tão numerosos, possuem poucas anastomoses,seu diâmetro é maior que os superficiais, acompanham os vasos sangüíneos profundos e sua drenagem se dá para os linfonodos profundos. Drena as células musculares, ossos e ligamentos (19). Estes sistemas se comunicam e normalmente acompanham o trajeto de veias e artérias. 12 SISTEMA LINFÁTICO: COMPOSIÇÃO Linfa Via linfáticas Capilares linfáticos Vasos linfáticos (vasos pré-coletores e vasos coletores ) Troncos linfáticos Tecidos Linfóides Linfonodos Baço Amígdalas Timo Capilares linfáticos São também chamados de linfáticos iniciais. São os vasos iniciais do sistema linfático, são finos, delicados e transparentes e estão intimamente ligados aos tecidos porém são maiores e mais irregulares que os capilares sangüíneos. Sua função é captar o líquido intersticial nos tecidos. Possuem microválvulas, que conforme a tração ou afrouxamento de seus filamentos de proteção (Filamentos de Casley-Smith), abrem-se ou fecham-se , permitindo a entrada do fluido intersticial em seu interior através de um orifício denominado zonulae. Não permitem refluxo pois a passagem do líquido intersticial para o capilar faz com que as paredes das válvulas se feche., forçando- a a movimentar-se unidirecionalmente. (Fig.4) São estruturas semelhantes a pequenos dedos de luvas e conectam-se logo aos capilares linfáticos. 13 Filamentos de Casley-Smith e zonulae Vasos pré-coletores Possuem um diâmetro maior que os capilares linfáticos, são repletos de válvulas e nos locais próximos a estas os capilares tem seu diâmetro reduzido, o que lhes confere a aparência de contas de um rosário . O espaço compreendido entre uma válvula e outra é chamado linfangion. Estas válvulas asseguram o fluxo da linfa numa só direção.(fig5) Estruturalmente são muito semelhantes aos capilares linfáticos, porém possuem fibras colágenas, que fortalecem sua estrutura, e elementos elásticos e musculares que lhes fornece contractilidade e alongamento . São inervados e isto garante o fluxo linfático. Quando o linfangion se distende a resposta é a contração onde ocorre a expulsão da linfa para o próximo linfangion. Vasos coletores Também são chamados de coletores linfáticos principais. São vasos linfáticos de maior calibre e tem a estrutura semelhante à das grandes veias, e como estas possuem três camadas, a túnica íntima, túnica média e a túnica adventícia que embora semelhantes, são mais delgadas e com separação menos nítida que no sistema venoso. Recebem a linfa que vem desde os coletores iniciais passando pelos pré- coletores e coletores de calibre cada vez maiores. Apresentam-se nos planos superficial e profundo. 14 Troncos linfáticos Segundo Volfangel os troncos linfáticos (FIG 6 ) são em número de onze, e recebem as seguintes denominações: troncos lombares, tronco intestinal, troncos broncomediastinais, troncos subclávios, troncos jugulares e troncos descendentes intercostais, que com exceção do tronco intestinal, são citados em pares. Cada um responsável pela drenagem de áreas relativas a sua denominação. Estes confluirão para o ducto torácico que juntamente com o canal linfático direito, são os dois principais e maiores coletores linfáticos do corpo humano. O ducto torácico se funde com o canal linfático esquerdo. Ambos são responsáveis por devolver a linfa ao sistema venoso na junção das veias jugular interna e subclávia. O ducto torácico tem origem na parte inferior do abdômen numa dilatação chamada Cisterna de Pequet. Seu comprimento varia de acordo com cada indivíduo. Toda a linfa drenada do corpo, depois de passar por todos os vasos linfáticos e serem filtrados nos linfonodos pelo menos duas vezes, são levados para os troncos linfáticos, que fazem parte do sistema linfático profundo. Estes vão desembocar parte no canal linfático direito e parte no ducto torácico que se funde com o canal linfático esquerdo. São os dois principais e maiores coletores linfáticos do corpo humano. Ambos são responsáveis por devolver a linfa ao sistema venoso na junção das veias jugular interna e subclávia. O ducto torácico tem origem na parte inferior do abdômen numa dilatação chamada Cisterna de Pequet. Seu comprimento varia de acordo com cada indivíduo. Fig 5 Coletor linfático mostrando os linfangion 15 Tecido linfóide A imunidade adquirida é conseqüência do tecido linfóide, localizado principalmente nos linfonodos, como também no baço, timo e amígdalas. Devido à distribuição do tecido linfóide pelo corpo, os organismos invasores ou toxinas são identificados antes que passem a se espalhar pelo corpo. Embora o baço e timo façam parte do sistema 16 linfático, em seu interior não se nota a presença de linfa e sim sangue, estando responsáveis pela função imunológica, produção de linfócitos T e macrófagos. Linfonodos Os linfonodos estão organizados em grupos no trajeto dos vasos linfáticos. Ao longo do trajeto dos vasos linfáticos existem grupos compactos e esféricos de linfócitos encapsulados, que são chamados de linfonodos, variam de tamanho, quantidade e forma. São estruturas imunologicamente ativas, podendo aparecer isolados ou geralmente em grupos em determinadas regiões do corpo, como axila, região inguinal, mesentério, região submandibular ou cervical. São estações de filtragens e podem estar presentes tanto em plano superficial como no profundo. Possuem a importante função de filtrar a linfa, retirando dela bactérias, células neoplásicas, restos celulares e macromoléculas e devolvê-la ao sistema venoso alem da resposta auto-imune. Trautmann apud Levi e Panattoni (1986) denominou estações linfonodais ou linfocentros os linfonodos que se apresentam em grupos, como os linfocentros axilares ou os inguinais. Fig 17 centros linfonoidais Centro Linfonodal Axìlar Na parte côncava do linfonodo encontra-se o hilo, local por onde entra e saem vasos sangüíneos e linfáticos eferentes, que são os vasos que trazem a linfa para o linfonodo. E na face convexa encontra-se os vasos aferentes, que normalmente são em maior número e menos calibrosos que os vasos eferentes . Por onde a linfa sai purificada. Linfonodos 18 Baço: É o maior órgão linfático, e o único interposto no trajeto da corrente sanguínea. Sua principal função é a produção de Linfócitos B e a remoção das hemácias em vias de degeneração, além de representar importante órgão de defesa contra os agentes nocivos transportados pelo sangue, por exercer papel de filtro mecânico (linfonodos), fagócitos (macrófagos) e na formação de anticorpos. No feto, o baço tem ainda importante função de produção de células sanguíneas (hemácias e granulócitos), mas após o nascimento esta atividade termina, só retornando ocasionalmente, em condições de intenso estímulo hematopoiético, como nas leucemias ou em outras patologias. Apesar de todas estas funções, o baço não é essencial à vida, pois estas funções podem ser exercidas por outras regiões do complexo linfóide. Após sua retirada, ocorre um aumento dos linfócitos e uma ativação da medula óssea, que passa a exercer a função hemocaterética, juntamente com o fígado e os linfonodos. Timo: Corte sagital do linfonodo 19 É um órgão linfóide, que atinge seu tamanho máximo logo após o nascimento. Após a puberdade, o timo sofre uma involução acentuada, chegando quase a desaparecer, mas continua funcionando. Produz Linfócitos T, são os mais abundantes e responsáveis pelas rejeições nos casos de enxertos.Por terem vida longa, os linfócitos T formados na infância são suficientes para manterem seu número quase inalterado na vida adula e o timo só é necessário para compensar seus desgastes. Na idade avançada ele ainda está presente e suas células conservam a capacidade de reagir quando estimuladas, incrementando a produção de linfócitos. É um órgão muito sensível, que sofre involução por radiação, infecções e doenças prolongadas, o que o tornaria incapaz de reagir adequadamente. A Linfa Do latim limpha, quer dizer água clara, cristalina, água da fonte , rio claro É um líquido incolor, exceto no intestino, onde tem um aspecto leitoso e viscoso. Derivado do líquido intersticial, composto por 96% de água e representa cerca de 15 ou 20% do peso corporal. Só é chamada linfa, depois que sai do meio intersticial e penetra nos vasos linfáticos. Tem uma composição semelhante ao plasma sangüíneo, porém é rica em dióxido de carbono e fibrinogênio e distribui pelo organismo ácidos graxos e glicerol. Circulam no organismo cerca de 2 a 3 litros de linfa por dia, podendo chegar até 20 litros conforme as necessidades do organismo. É composta de duas partes, uma celular formada por elementos celulares cuja principal função é a produção de linfócitos e a parte plasmática constituída de eletrólitos, proteínas, colesterol, ferro, enzimas e hormônios (Giardini,1997 in Lopes,2002). O fluxo da linfa é relativamente lento durante períodos de inatividade. Mas existem fatores que podem acelerar este fluxo fazendo com que a linfa circule em maior velocidade. 20 Sistema Linfático - composição sistema linfático Linfa vias linfáticas Tecidos linfóides capilares vasos coletores Troncos linfáticos baço timo amigdalas linfonodos FISIOLOGIA: Fatores que contribuem para o movimento do líquido através da membrana celular: Entre o líquido recebido dos capilares sangüíneos para os tecidos e o líquido que retorna para os capilares sangüíneos, há um equilíbrio de valores, a quantidade que entra e sai praticamente se equivale, e o pouco líquido- cerca de 10% do líquido intersticial- que não conseguiu penetrar na circulação sangüínea é absorvido então pelos capilares linfáticos. Isto é chamado de equilíbrio de Starling, definida como um jogo de pressões instaurado nos dois lados da parede capilar, determinando a situação de homeostase dos líquidos intra-vasculares e intersticiais , ou seja, a saída e a reabsorção de substancias nestes mesmos capilares. Em estado de repouso o linfangion se contrai de 5 à 15 vezes por minuto, porém esta contração pode sofrer aumentos consideráveis em caso de estress. Durante o sono contrai-se 5 à 10 vezes por minuto; Com o aumento da pulsação pode aumentar até 16 ou 17 vezes por minuto; chegando até a 100 contrações por minuto em alguns casos. Para que ocorra essa absorção alguns fatores intrínsecos e extrínsecos contribuem para isso que são: - o efeito da pressão do líquido intersticial 21 - a bomba linfática (capilares e vasos linfáticos) Segundo Guyton (1996) no efeito da bomba linfática podemos considerar alguns fatores importantes no aumento da circulação linfática como: - contração dos músculos corporais circundantes; - movimentos articulares - movimentos de segmentos corpóreos - pulsações arteriais - compressão dos tecidos por objetos externos ao corpo Estes movimentos fazem com que os filamentos de ancoragem, denominados Casley-Smith, se distendam e abram as válvulas linfáticas (junções endoteliais), dando passagem ao líquido intersticial. Quando este líquido passa para o capilar linfático, ocorre uma pressão contra as junções, fechando-as e impedindo o refluxo da linfa que à partir de agora será conduzida no sistema linfático com auxílio dos fatores citados acima.(fig ) Em indivíduos sadios, ao penetrar no sistema linfático através dos capilares a linfa não retorna mais ao interstício, tendo seu fluxo garantido devido às junções endoteliais presente nos capilares e às válvulas dos pré-coletores e coletores. A partir daí seu trajeto se dá através dos vasos linfáticos, passando por linfonodos, onde atinge o sistema profundo até que alcance a junção do términus desembocando então no sistema sanguíneo. 22 Guyton & Hall, (1996), fazem o seguinte resumo da circulação linfática: ...toda linfa oriunda da parte inferior do corpo flui pelo canal torácico, desaguando no sistema venoso, ao nível da junção das veias jugular interna esquerda e subclávia . Toda linfa de membro superior direito, hemitórax direito e porção direita da cabeça e pescoço drenam a linfa através do canal linfático direito. A porção esquerda da cabeça e pescoço, o hemitórax esquerdo e membros inferiores drenam a linfa através do ducto torácico que em seguida, deságua no sistema venoso, na junção entre a veia subclávia direita e a veia jugular interna. .fig. 23 SISTEMA LINFÁTICO - Função Talvez a principal função deste sistema seja a de assegurar a cada célula a presença de um meio adequado para o desenvolvimento de suas atividades ao que podemos chamar de homeostasia e isso é conseguido eliminando do interstício parte das substâncias originadas pelo metabolismo celular, restos celulares e microrganismos além de servir como via de transmissão de informação relativa à imunidade. Como conseqüência, o sistema linfático também tem participação central no controle da concentração proteíca nos líquidos intersticiais, no volume do líquido intersticial e na pressão do líquido intersticial. Sendo assim interfere diretamente em: Remoção de resíduos líquidos excedentes, dejetos celulares e de macromoléculas do meio intersticial para o sistema linfático. Controle - da concentração proteíca nos líquidos intersticiais - do volume do líquido intersticial - da pressão do líquido intersticial Resumindo, podemos dizer que a função do sistema linfático seria: 24 Assegurar a cada célula a presença de um meio adequado para o desenvolvimento de suas atividades. : Homeostasia EDEMA- CONCEITO Quantidades anormais de líquido nos espaços intercelulares ou nas cavidades do organismo. Possui concentrações normais de proteínas. Segundo Camargo & Max, linfedema é a tumefação de tecidos moles como resultado do acúmulo de fluido intersticial com alta concentração proteíca. EDEMA EXTRACELULAR Acúmulo ou excesso de líquido nos espaços extracelulares.(Guyton,1997) Causas: - Extravasamento anormal de líquido do plasma para os espaços intersticiais. - Falha dos linfáticos. A DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL: HISTÓRICO: V a.C. - Pythie referia o sangue branco III a.C. - descreveu o Quilo 1622 - Aselli : vias lácteas no intestino do cão 1647 Rudbeck o ducto linfático 1892- Winiwater descreveu o sistema linfático 25 1912 Alex Carrel demonstrou a importância da linfa - Prêmio Nobel 1932- Emil Vodder iniciou pesquisas 1936- Vodder divulgou os resultados Outros como Földi,Cluzan,Casley-Smith e Leduc. A técnica introduzida por Vodder e recentemente recolocada por Leduc, a drenagem linfática tem como finalidade esvaziar os líquidos exsudados e os resíduos metabólicos pelas vias linfáticas. Sua nomenclatura correta seria manobras para aceleração da drenagem linfática , já que a drenagem linfática ocorre normalmente com ou sem estímulo externo. A drenagem linfática manual é conhecida desde l892, quando Winiwarter a descreveu. Em 1912, a drenagem linfática foi mostrada por Dr. Aléxis Carrel,que na ocasião recebeu um Prêmio Nobel, e em 1 969 StillWell citou a massagem como uma das terapias para tratamento do linfedema porém o estudo sempre foi muito difícil devido a serem estruturas transparentes onde circula líquido claro . Em 1932 Emil Vodder, doutor em filosofia e após fisioterapeuta, juntamente com sua esposa interessou-se pelo assunto e iniciou suas experiências. Em 1936 Vodder divulgou seu estudo completo e original: a drenagem linfática . O casal Vodder começou experimentalmente a tratar pacientes acometidos de gripes e resfriados por massagem, manipulando os gânglios linfáticos do pescoço com movimentos rotatórios suaves. A drenagem linfática manual foi então alvo de estudos por muitos pesquisadores, como Leduc, Földi, Cluzan, Casley e Judith Smith, entre outros, que em busca de um tratamento eficiente para tratar linfedema apoiaram, aperfeiçoaram, modificaram e comprovaram sua eficácia . Em nosso país os Drs Godoy vêem desenvolvendo estudos e novos conceitos sobre drenagem linfática manual. Vodder desenvolveu a técnica de Drenagem Linfática Manual empiricamente, utilizando sua sensibilidade e instinto e após tornar a técnica pública, estes pesquisadores deram um cunho científico à técnica desenvolvendo pesquisas científicas e promovendo sua divulgação. 26 DEFINIÇÃO Drenagem linfática quer dizer coletar líquido excedente dos espaços intercelulares pelos vasos linfáticos até os vasos de maior calibre e daí aos vasos venosos, encontrando-se no ângulo venolinfático, também chamado terminus,localizado na região supraclavicular com as veias subclávias direita e esquerda e jugulares direita e esquerda. Vodder deu o nome de drenagem linfática à massagem leve feita nos casos de estase. Alem das massagens superficiais e rotatórias, outros métodos são usados como a técnica de Leduc em drenagem terapêutica. A drenagem linfática manual atua de forma preventiva ou como tratamento, na estética e na terapêutica. Na estética, por favorecer o escoamento do líquido intersticial excedente, produzindo indiretamente uma melhor troca de materiais entre capilares sanguíneos e as células dos tecidos e em cirurgias promove alívio causado pelo desconforto do edema pós cirúrgico . Na terapêutica, ao provocar mudança favorável em todos os sintomas de doenças que implicam edema, mediante benéfica evacuação pelas vias sangüíneas e linfáticas. Na forma preventiva, pela estimulação do sistema retículo-endotelial, evacuação das vias sangüíneas e linfáticas. Pode ser aplicada diariamente por automassagem, exercícios respiratórios combinados, e exercícios miocinéticos. A TÉCNICA A massagem de drenagem linfática é uma técnica complexa representada por um conjunto de manobras muito específicas, que atuam basicamente no sistema linfático superficial. Tem por finalidade drenar o excesso de líquido contido dentro dos espaços intersticiais e dos vasos, aumentando 27 a velocidade do transporte e com isso conseguindo um aumento do volume da linfa.. Sendo assim, utiliza pressões superficiais e suaves, sem causar dor ou incômodo e com ritmos lentos e movimentos repetitivos. Segundo Dr. Vodder, a força empregada corresponderia a aproximadamente 32 mm hg, ou seja, é apenas suficiente para fazer um deslocamento pequeno de tecido conjuntivo, porém sem comprimir ou deprimir os tecidos. Lembrando que técnica, de acordo com Ferreira (2004), é um conjunto de processos de uma arte ou ciência; portanto para realizar essa técnica específica de DLM deve-se possuir um conhecimento aprofundado sobre anatomia e fisiologia do sistema linfático. Várias são as técnicas que empregam diferentes manobras manuais de drenagem linfática. Vodder foi o precursor desta técnica e talvez a mais difundida até hoje, mais não podemos deixar de citar as técnicas de drs Leduc, Foldii, drs Casley Smith e mais recentemente drs Godoy São descritos movimentos em espiral, em círculos, em semi-círculos, em J, etc E cada autor desenvolveu uma maneira de provocar uma modificação no gradiente de pressão intersticial, provocando assim um mobilização do líquido intersticial. O sentido da massagem é sempre no sentido do fluxo da circulação de retorno, em direção ao linfonodo mais próximo, analisando-se durante a avaliação a causa, a extensão do comprometimento e as regiões para onde o líquido de edema deva ser evacuado. E isso é comum à todas as técnicas, daí a necessidade de conhecer a anatomia do sistema linfático. Segundo Leduc (Leduc &Leduc,2000), duas técnicas devem ser realizadas: a) Técnica de captação ou de reabsorção b) Técnica de evacuação ou de chamada. Na técnica de captação ou reabsorção a linfa é levada dos espaços intersticiais para os capilares linfáticos. 28 Na técnica de evacuação ou chamada, ocorre a transferência do líquido captado para longe da zona de captação. INDICAÇÕES DA DRENAGEM LINFÁTICA: Tratamentos estéticos: Lipodistrofia ginóide ( celulite) Acne Tratamento de rosásea Tratamento de telangectasias Rejuvenescimento facial Pré e pós operatório de cirúrgias plástica estética: - rinoplastia - blefaroplastia - lifting facial - lipoaspiração - abdominoplastia - mamoplastia redutora Tratamentos terapêuticos Linfedema Estases venosas Insônia Hematomas Traumatismo facial Retenção hídrica Contratura muscular 29 CONTRA INDICAÇÕES Absolutas Tumores malignos Tuberculose Infecções agudas Edemas sistêmicos de origem cardíaca ou renal Relativas Hipertireoidismo Insuficiência cardíaca descompensada Insuficiência renal Menstruação abundante Asma, bronquite Flebite, trombose Hipotensão Afecções da pele OBJETIVOS DA DRENAGEM LINFÁTICA: - Melhoria na circulação de retorno. - Regeneração do sistema linfático pela estimulação do automatismo nervoso e muscular dos vasos linfáticos. - Efeito imunológico pela melhor utilização das defesas humorais - Estimulação do sistema retículo-endotelial no nível dos gânglios linfáticos 30 LINHAS D`ÁGUA Segundo Vodder, a anatomia da circulação linfática divide o corpo utilizando-se linhas, as quais ele denomina de linhas d`água, onde na região do abdômen a linha da cintura, que divide o abdômen em superior e inferior; a linha média que divide o corpo em lado direito e esquerdo; nos membros superiores temos a linha do sandwish; na cabeça uma linha coronal que chama-se linha do walkman e na parte posterior da coxa de uma região poplítea a outra, a linha da ferradura divide os membros inferiores em a circulação que drena pela parte lateral e a que drena pela parte medial dos membros. Fig. Métodos: Os movimentos de drenagem dependem de cada autor. Vodder descreve 04 movimentos básicos: técnica de bombeamento, técnica de mobilização, círculos estacionários, técnica rotatória. Földi descreve quatro movimentos que partiram dos movimentos descritos por Vodder denominados círculos em pé, massagem de sucção, massagem de sacar e massagem de sacar. 31 Linha da cintura Linha Média Linha da Ferradura Linha do Sandwish 32 A descrição feita por Leduc na tradução de seu livro descreve a técnica de drenagem linfática manual composta dos seguintes movimentos: Círculos com os dedos, círculos com o polegar, movimentos combinados, pressões em braceletes e drenagem dos gânglios linfáticos. Nem todos os nomes são realmenteparte de sua técnica, tratando-se de erros de tradução como no exemplo da técnica do bracelete muito difundida em nosso país, mas que não faz parte da técnica original apenas por assemelhar-se à um bracelete durante o movimento, o tradutor deu este nome. Para corrigir tal falha o autor, Dr. A. Leduc, prepara uma nova tradução do original feita por tradutor de sua confiança para breve. Godoy utiliza um rolete para a realização da drenagem linfática utilizando como orientação princípios de anatomia e fisiologia. Os demais autores utilizam movimentos semelhantes aos dois primeiros, modificando o momento de utilização. Além do que suas técnicas são muito difundidas na patologia de linfedema. círculos em pé massagem de sucção massagem de sacar massagem de sacar 33 Alguns autores descrevem o início da técnica de drenagem linfática fazendo apenas a estimulação do términus, enquanto outros preconizam que todos os linfocentros e o términus devam ser estimulado. O início da massagem, dependendo do local e da técnica a ser utilizada, se dá através da: - estimulação da região súpero clavicular no ângulo ou términus. - compressão das cadeias ganglionares correspondentes À partir daí, inicia-se a massagem propriamente dita, utilizando-se a técnica de afloramento ou eufflorage , com a qual faz-se um ligeiro aquecimento da pele e direcionamento da linfa, para após utilizar-se das manobras de drenagem linfática. A palavra Effleurage é derivada da palavra effleurer, expressão francesa que significa tocar suavemente. É uma massagem de deslizamento muito superficial, a pressão existente é quase nula. Através deste toque estabelecemos um contato inicial com a pele e com o paciente, promovendo um efeito de relaxamento e facilitando a aproximação do paciente. Ao realizar a técnica correta de DLM alguns benefícios são alcançados, entre eles podemos destacar a indução ao relaxamento e ao sono, pois a monotonia dos movimentos faz com que sistema parassimpático seja acionado e passe a funcionar . Efeito Fisiológicos: Por sua ação a massagem de drenagem linfática possui influencia direta e indireta sobre o organismo, entre os quais podemos citar: Efeitos diretos - Resposta imune específica - Musculatura lisa dos vasos sanguíneos e linfáticos - Sistema nervoso autônomo - Quantidade de linfa processada nos gânglios - Filtração e absorção dos capilares sanguíneos - Velocidade de filtração da linfa - Motricidade dos intestinos E indiretamente, possui influencia sobre: 34 - Melhora da nutrição tecidual - Melhora da oxigenação dos tecidos - Desintoxicação dos tecidos intersticiais - Eliminação de ácido láctico da musculatura esquelética - Absorção dos nutrientes pelo trato digestivo - Aumento da quantidade de líquido excretado Drenagem Linfática Manual É importante observar as linhas d águas, que mostra o sentido fisiológico das vias linfáticas. Face Deve ser dividida em boxes. O primeiro box corresponde a região entre o maxilar inferior e a mandíbula. O segundo box, corresponde a região contida entre o nariz e a sombrancelha. E o terceiro box está contida a região da testa. Nas mamas Toma-se a aréola como referência. A drenagem da mama é centrípeta. Da aréola medialmente, drena-se para a região esternal. Da aréola para cima medialmente, drena-se no sentido clavicular. Lateralmente a aréola, drena-se na direção axilar. Segundo Vodder a aréola não deve ser drenada somente circundada. 35 No abdome O quadrante superior direito ( abdome superior direito) é drenado para a região axilar direita. O quadrante inferior direito ( abdome inferior direito ) é drenado para a região inguinal direita. O quadrante superior esquerdo para a região axilar esquerda O quadrante inferior esquerdo para a região inguinal esquerda Membros inferiores -dividindo-se cada membro inferior anteriormente em três faces utilizando por base a linha da ferradura. -a face posterior é dividido em duas metades antero-lateral e Antero-medial. No dorso A linha da coluna divide o dorso em direito e esquerdo. A linha supra-escapular é o próximo parâmetro, drenando o que está acima desta linha em direção a região anterior, para os linfonodos supra claviculares. O que está abaixo, em direção a região axilar. A linha da cintura divide o dorso em região superior e inferior. Acima desta linha, a drenagem se dá para a região axilar, abaixo desta linha se dá em direção a região inguinal. 36 No membro superior: Braço: Tomando-se por base a linha do sandwish, a linfa que está na face anterior é drenada anteriormente em direção a região medial e a linfa que está na face posterior, é drenada posteriormente em direção a região medial. Seguindo em direção axilar. Na região do ante-braço: Ainda utilizando-se a linha do sandwish, a linfa da região posterior é drenada em direção a região anterior e encaminhada sempre em direção cranial. A mão e dedos: A mão é dividida em quadrantes, como se o dorso fosse um jogo da velha. Cada quadrante é drenado separadamente. Assim como os dedos. A palma da mão é drenada em um único movimento. CONSIDERAÇÕES: Por serem vasos superficiais, as manobras exigem pressões discretas Cada movimento deverá ser repetido por três ou quatro vezes Sentido da drenagem: proximal para distal* Conveniente que o terapeuta esteja em posição confortável Local tranqüilo, mínimo de ruído, temperatura agradável, iluminação discreta Paciente em posição cômoda, lembrar-se da privacidade Pele antissepsiada Atenção às contra-indicações Uso de óleo ( atenção ) 37 A massagem de drenagem linfática manual é agradável, relaxante, tranqüila e nunca causa dor ou desconforto BIBLIOGRAFIA: 1. Gardner, E. Gray, O. Rahilly, R. Anatomia Estudo Regional do Corpo Humano,4ª ed.Guanabara Koogan,Rio de Janeiro,1988. 2 Dangello,J.C.,Fattini,C.A.Anatomia Humana, Sistêmica e segmentar para o estudante de medicina 2ª ed.Belo Horizonte, 1986. 3 Guyton,A., Hall, J. tratado de fisiologia médica.9ªed. 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