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Formada pela Universidade Castelo Branco 1993. 
 
Especialização em Acupuntura pela ABACO. 
 
Especialização em Ortopedia pela Universidade Estácio de Sá. 
 
Formada em Drenagem Linfática Manual pelo método Vodder. 
 
Formada em Drenagem Linfática Manual pelo método Leduc. 
 
Fisioterapeuta da UTI do Hospital Naval Marcílio Dias. 
 
Responsável técnica da Clínica Fisiorio. 
 
Membro do grupo de pé diabético do HNMD. 
 
Membro do grupo de atendimento às pacientes mastectomizadas do HNMD. 
 
Docente da Universidade Gama Filho do curso de Especialização em Enfermagem 
em Dermatologia e Estética. 
 
Docente da Universidade Gama Filho do curso de Especialização em Fisioterapia 
Dermato- Funcional. 
 
Docente da CBES do curso de Especialização em Fisioterapia Dermato- Funcional. 
 
Docente de cursos livres de Drenagem Linfática Manual. 
 
Responsável técnica do serviço de Fisioterapia em Cirurgia Plástica da Clínica 
Denise Soto Mayor e Roberto Medeiros. 
 
2
 
DISCIPLINA DE DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL (LINFOTERAPIA 
 
JUSTIFICATIVA: 
A drenagem linfática é hoje uma das abordagens fisioterapêuticas mais utilizadas tanto nos 
tratamentos estéticos como em patologias vasculares, oncológicas, ortopédicas entre outras. Através da 
mídia, a população vem tomando conhecimento das indicações da drenagem linfática e cada vez mais 
busca profissionais habilitados para a realização deste procedimento. 
Objetivos : 
- Reconhecer os componentes do sistema linfático 
- Conhecer suas funções 
- Identificar fatores que favoreçam a estase linfática 
- Ampliar conhecimentos de recursos terapêuticos manuais 
- Realizar manobras de drenagem linfática 
- Conhecer os principais tipos de drenagem linfática manual (DLM) 
- Conhecer o histórico da DLM 
- Reconhecer condições que impeçam a drenagem linfática 
- Possibilitar através dos conhecimentos de anatomia e fisiologia o tratamento de quaisquer segmentos 
corporais através da drenagem linfática manual 
PROGRAMA: 
Drenagem Linfática Manual 
- Introdução 
- Drenagem Linfática 
 Conceito 
 Histórico 
 Origem da circulação linfática 
 Vodder X Drenagem linfática 
 Precursores da técnica de DLM 
 A drenagem linfática hoje 
- Anatomia da pele 
- Anatomia e fisiologia: 
 O sistema arterial 
 O sistema venoso 
 O sistema linfático 
- Funções do sistema linfático 
- Composição da linfa 
- Fisiologia da formação da linfa 
- Fatores que interferem na drenagem da linfa 
- Formação do edema 
 
3
 
 Possíveis causas 
- Mecanismos fisiológicos para resolução do edema 
- Edema X linfedema 
- A massagem de drenagem linfática manual: 
 Conceito 
 Características 
 Drenagem linfática X massagem clássica 
- Métodos 
- Ação fisiológica 
- Ação terapêutica 
- Indicações 
- Contra Indicações 
 Absolutas 
 Relativas 
- Avaliação para drenagem linfática 
- Freqüência de atendimento 
Linfedema 
 Tipos de linfedema 
 Principais causas de Linfedema 
 Tratamento 
 Avaliação fisioterapêutica do linfedema 
 Perimetria 
 Volumetria 
- Linfedema de membros superiores e inferiores 
 Causas 
- Câncer de mama 
 Fatores de risco 
 Tratamentos 
 Complicações 
 Avaliação fisioterapêutica 
 Tratamento fisioterapêutico 
 Fisioterapia complexa descongestiva 
- Cirurgia plástica 
 Tipos (mamoplastia de redução e aumento, dermolipectomia abdominal, lipoaspiração, 
lipoescultura, liffiting facial, blefaroplastia, rinoplastia) 
 Drenagem linfática em pós-operatório de cirurgia plástica 
 Cuidados fisioterapêuticos 
- Bibliografia 
 
 
4
 
DRENAGEM LINFÁTICA 
INTRODUÇÃO: 
Na atualidade a drenagem linfática manual é uma das técnicas de terapia manual que mais se 
tem notícias. Seu conhecimento de maneira geral se deu devido ao fator estético. Porém hoje a técnica 
de drenagem linfática manual faz parte de tratamentos de várias patologias além de muitos 
procedimentos cirúrgicos. A população tem conhecimento da técnica e vem a procura dela, de tal 
forma que temos a necessidade de conhecer e saber aplicá-la de maneira correta. 
Várias descobertas sobre o sistema linfático foram feitas até que o Dr Emil Vodder pudesse 
instintivamente desenvolver a técnica de drenagem linfática que hoje é mundialmente difundida. 
O tecido cutâneo: 
O tecido cutâneo ou pele é o maior órgão do corpo humano, representa cerca de 15% de seu 
peso. Segundo Meirelles, é o manto de revestimento do organismo, que isola os componentes orgânicos 
do ambiente externo. É composta de uma estrutura complexa de tecidos, exercendo várias funções 
como proteção, termorregulação, percepção entre outras. 
É praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. Varia na quantidade de melanina 
sendo que em pessoas de pele negra possui melanócitos em maior número e nos indivíduos de pele 
clara estão presentes quantidade menor de melanócitos. 
É composta de várias camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme (fig 1) 
 
Epiderme é um epitélio extratificado composto de queratinócitos e formado por quatro 
camadas celulares distintas: 
- camada germinativa ou basal 
 É a camada mais interna da epiderme e a que mantém contato com a derme. Formada 
por dois tipos de células: células basais e melanócitos, Possui algumas queratina, porém em 
quantidade não significante. 
- camada espinhosa ou Malpighiana 
 Formada de células espihosas, que se sobrepõem-se. Tem maior quantidade de 
queratina que as anteriores, 
 
5
 
-camada granulosa 
 Constituída de células granulosas, que caracterizam-se pela presença de uma grande 
quantidade de grânulos queratoialina, mostrando a queratinização da epiderme. 
- camada córnea 
Formada por células epidérmicas anucleadas, constituídas de queratina. Possui maior 
espessura na região palmar e plantar. Nesse local mais uma camada compõe a epiderme, o extrato 
lúcido, localizado entre a camada córnea e a glanulosa sua existência se dá devido a necessidade de 
proteção nestas áreas. Esta camada é desprovida de vascularização, que chega a ela através de difusão 
Nesta camada existe ainda, as células de Langerhans que possuem função imunológica, 
podendo estarem envolvidas nos processos de dermatite de contato , rejeição de enxertos e proteção 
contra infecções virais. 
Derme 
É um tecido conjuntivo de sustentação da epiderme. É constituído por fibras de 
colágeno, reticulares e elastina com numerosos fibrócitos que fabricam estas proteínas e sustentam o 
tecido. Na derme estão localizados os vasos sanguíneos e linfáticos que vascularizam a epiderme e 
também os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados. 
Fig 1 
 
6
 
Hipoderme 
É a camada mais profunda da pele. Alguns autores a consideram como um tecido a parte, pois é 
composta de tecido adiposo, o que lhe confere um importante papel no isolamento térmico, na proteção 
mecânica do organismo à pressão e traumas além de ser um depósito de gorduras e facilitar a 
mobilidade da pele em relação a outros tecidos. 
Os vasos sanguíneos e linfáticos que se mostraram inicialmente na derme continuam na 
hipoderme. 
Existem ainda os anexos da pele que são glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas e pelos. 
A circulação linfática se inicia nos tecidos corporais, após a nutrição celular e trocas gasosas. É 
dependente de vários fatores entre eles dos líquidos corporais existente. 
LÍQUIDOS BIOLÓGICOS: 
O corpohumano possui em sua constituição cerca de 60% do seu total, de líquidos, que 
podem ser divididos em: 
- Líquido Intracelular; 
- Líquido Extracelular. 
A composição dos líquidos, tanto intracelular como extracelular é basicamente a mesma: 
água, eletrólitos, glicose, proteínas, lipídios, enzimas, carboidratos e gases como oxigênio e gás 
carbônico, podendo ocorrer trocas por vários processos como difusão. 
Líquido Intracelular 
Encontra-se no interior da célula e comunica-se através da membrana celular, com o líquido 
extracelular, de onde recebe substâncias para a manutenção da célula e, para onde lança dejetos. 
Corresponde a cerca de 40% do peso corporal. 
Líquido Extracelular 
No exterior das células e entre estas existe presença de líquido chamado líquido extracelular que 
corresponde a cerca de 20% do total de líquidos. Os dois maiores compartimentos de líquido extra 
celular são o liquido intersticial e o plasma, que se comunica continuamente com o meio intersticial e 
quase todas as substancias existentes nele são permeáveis aos poros da membrana com exceção das 
proteínas o que faz com que os líquidos se misturem continuamente. 
 
7
 
Todas as substâncias que entram e saem das células estão presentes nestes líquidos, 
diferenciando-se apenas a quantidade e pode apresentar-se na forma líquida ou gelatinosa dependendo 
da ação enzimática. 
Uma das principais funções do líquido intersticial é a nutrição celular. Através deste processo 
todas as células são supridas com nutrientes para a manutenção da vida e, todas utilizam quase que os 
mesmos elementos nutricionais. A quantidade e a qualidade das trocas de líquidos são reguladas 
através do seu gradiente de concentração chamado de osmose. 
A diferença de concentração dos líquidos, desencadeia o deslocamento de substâncias do 
meio intra e extracelular, no sentido de igualar as concentrações. Desta forma, mantém-se um certo 
equilíbrio, isto é, uma manutenção nas condições estáticas ou constantes do meio interno. 
As substâncias são transportadas entre o plasma e os líquidos intersticiais pela difusão. (Fig 2) 
A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA: 
Para iniciar um estudo sobre drenagem linfática é importante o conhecimento do sistema 
arterial e venoso já que tudo se inicia através destes. 
É sabido que o sistema sanguíneo está dividido em arterial e venoso e que existe ainda um 
sistema chamado linfático. Estes sistemas trabalham de forma integrada e simultânea: Enquanto o 
Fig 2
 
 
8
 
sangue arterial chega às células oxigenado, nutre-as e retorna para o sistema venoso, uma pequena 
parte deste sangue não consegue ser retirado do meio intersticial, devido à proteínas que são moléculas 
demasiadamente grandes e não conseguem transpor a membrana dos vasos venosos. Essa parte do 
líquido extracelular juntamente com as proteínas são retirados do meio intersticial através do sistema 
linfático. 
 
 
Sistema arterial: 
Este sistema é provido de artérias que tem entre outras a função de levar o sangue rico em 
oxigênio e nutrientes para todos os órgãos e tecidos do corpo humano. 
As artérias são compostas por três camadas que são do interior para o exterior a íntima, a média 
e a adventícia. Possui um componente elástico importante o qual lhe é conferido através da camada 
média. 
Sistema venoso: 
O sangue arterial depois de banhar as células e ocorrer as trocas gasosas, volta para o meio 
intersticial e junto retorna também produtos do catabolismo celular, moléculas de proteínas e dejetos. 
Este sangue, que agora passa a chamar-se sangue venoso, necessita sair do interstício através do 
sistema venoso. A maior parte deste sangue sofre este trajeto para retornar ao coração (90%). Porém 
um percentual de aproximadamente 10% não consegue retornar através deste sistema, devido a uma 
 
9
 
grande quantidade de proteínas, que são macro-moléculas, não conseguirem ultrapassar a parede do 
vaso, só retornando através do sistema linfático. 
O SISTEMA LINFÁTICO: 
Segundo Guyton (1996), o sistema linfático representa uma via acessória pela qual o líquido 
intersticial e moléculas de proteínas podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. E a função 
mais importante deste sistema é a absorção de grandes moléculas de proteínas que não podem ser 
retiradas pela circulação sangüínea. 
Fazem parte do sistema linfático, os vasos linfáticos e o tecido linfóide, que está presente em 
órgãos como o intestino e forma outros como os linfonodos, baço, timo e as amígdalas. Os vasos 
linfáticos são compostos de capilares linfáticos, vasos linfáticos pré-coletores, vasos coletores, 
linfonodos e troncos linfáticos. 
Apesar de ser muito semelhante ao sistema sangüíneo, o sistema linfático possui algumas 
diferenças importantes como: 
- não possui um órgão central bombeador 
- associam-se a estruturas denominadas linfonodos e 
- forma uma circulação unidirecional, em semicírculo. Sendo assim mais conveniente chamá-lo de 
transporte linfático e não de circulação linfática. 
O sistema linfático é um sistema auxiliar de drenagem do sistema venoso e neste sistema 
circula a linfa. 
 Em todos os tecidos que possuem vasos sangüíneos, podemos encontrar a linfa, com a exceção 
da placenta, tecido ósseo, unhas e pelos; no sistema nervoso central ainda é alvo de discussões porém 
considera-se que o líquor seja a linfa do neuroeixo, pois existem claras relações entre este e as vias 
linfáticas cervicais (fig 3). É constituída por macro moléculas de proteína, ácidos graxos e também por 
bactérias e fragmentos celulares, que precisam ser retirados do meio intersticial para garantir a 
homeostase (manutenção das condições normais do meio interno). 
 
10
 
Os capilares linfáticos representam a única possibilidade de retirada destas substancias. 
 A linfa contém também, células como: linfócitos, granulócitos, eritrócitos, macrófagos podendo 
também apresentar células cancerosas. Porém apesar destas células estarem presentes na circulação, 
não há comprovação científica que através do sistema linfático ocorra disseminação de células 
cancerígenas. 
O fibrinogênio, também está presente em pequena quantidade, por isso a linfa coagula, 
lentamente. 
 fig 3 
A função principal do sistema linfático é a absorção do líquido contido nos tecidos, denominado 
líquido intersticial, e como estão intimamente ligados aos tecidos linfáticos, conduzem também, 
linfócitos, resíduos metabólicos celulares. Esta captação inicial é feita por vasos de pequeno calibre 
denominados capilares linfáticos À partir daí este líquido chama-se linfa e será transportado por 
 
11
 
vasos de calibre cada vez maiores chamados de vasos linfáticos , que diferentemente dos capilares 
possuem numerosas válvulas que impedem o refluxo da linfa e asseguram o fluxo da linfa numa só 
direção
. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
O sistema linfático constitui um conjunto de teias, que funciona continuamente, fazendo a 
remoção de dejetos celulares, toxinas, bactérias e vírus. Tem um fluxo contínuo sempre no sentido 
distal-proximal. À medida que se afasta das extremidades tende a aumentar de calibre, ficando mais 
resistente e composto de maior número de válvulas, formando estruturas vasculares progressivamente 
mais complexas. 
Este sistema é composto pelo sistema superficial e o sistema profundo, sendo separado pela 
fáscia muscular. 
Os vasos superficiais são mais numerosos, acompanham o trajeto de veias e artérias e sua 
drenagem é feita para os linfonodos superficiais. Localizam-se acima da fáscia muscular ou seja entre a 
pele e a aponeurose superficial (19) e drenam os tecidos superficiais. 
Os vasos linfáticos profundos não são tão numerosos, possuem poucas anastomoses,seu 
diâmetro é maior que os superficiais, acompanham os vasos sangüíneos profundos e sua drenagem se 
dá para os linfonodos profundos. Drena as células musculares, ossos e ligamentos (19). Estes sistemas 
se comunicam e normalmente acompanham o trajeto de veias e artérias. 
 
12
 
SISTEMA LINFÁTICO: COMPOSIÇÃO 
Linfa 
Via linfáticas 
 
Capilares linfáticos 
 
Vasos linfáticos (vasos pré-coletores e vasos coletores ) 
 
Troncos linfáticos 
Tecidos Linfóides 
 
Linfonodos 
 
Baço 
 
Amígdalas 
 
Timo 
Capilares linfáticos 
São também chamados de linfáticos iniciais. São os vasos iniciais do sistema linfático, são 
finos, delicados e transparentes e estão intimamente ligados aos tecidos porém são maiores e mais 
irregulares que os capilares sangüíneos. Sua função é captar o líquido intersticial nos tecidos. 
Possuem microválvulas, que conforme a tração ou afrouxamento de seus filamentos de 
proteção (Filamentos de Casley-Smith), abrem-se ou fecham-se , permitindo a entrada do fluido 
intersticial em seu interior através de um orifício denominado zonulae. Não permitem refluxo pois a 
passagem do líquido intersticial para o capilar faz com que as paredes das válvulas se feche., forçando-
a a movimentar-se unidirecionalmente. (Fig.4) 
São estruturas semelhantes a pequenos dedos de luvas e conectam-se logo aos capilares 
linfáticos. 
 
13
 
 Filamentos de Casley-Smith e zonulae 
Vasos pré-coletores 
Possuem um diâmetro maior que os capilares linfáticos, são repletos de válvulas e nos locais 
próximos a estas os capilares tem seu diâmetro reduzido, o que lhes confere a aparência de contas de 
um rosário . O espaço compreendido entre uma válvula e outra é chamado linfangion. Estas válvulas 
asseguram o fluxo da linfa numa só direção.(fig5) 
Estruturalmente são muito semelhantes aos capilares linfáticos, porém possuem fibras 
colágenas, que fortalecem sua estrutura, e elementos elásticos e musculares que lhes fornece 
contractilidade e alongamento . São inervados e isto garante o fluxo linfático. Quando o linfangion se 
distende a resposta é a contração onde ocorre a expulsão da linfa para o próximo linfangion. 
Vasos coletores 
Também são chamados de coletores linfáticos principais. São vasos linfáticos de maior calibre e 
tem a estrutura semelhante à das grandes veias, e como estas possuem três camadas, a túnica íntima, 
túnica média e a túnica adventícia que embora semelhantes, são mais delgadas e com separação menos 
nítida que no sistema venoso. Recebem a linfa que vem desde os coletores iniciais passando pelos pré-
coletores e coletores de calibre cada vez maiores. Apresentam-se nos planos superficial e profundo. 
 
14
 
Troncos linfáticos 
Segundo Volfangel os troncos linfáticos (FIG 6 ) são em número de onze, e recebem as seguintes 
denominações: troncos lombares, tronco intestinal, troncos broncomediastinais, troncos subclávios, 
troncos jugulares e troncos descendentes intercostais, que com exceção do tronco intestinal, são citados 
em pares. Cada um responsável pela drenagem de áreas relativas a sua denominação. Estes confluirão 
para o ducto torácico que juntamente com o canal linfático direito, são os dois principais e maiores 
coletores linfáticos do corpo humano. O ducto torácico se funde com o canal linfático esquerdo. Ambos 
são responsáveis por devolver a linfa ao sistema venoso na junção das veias jugular interna e subclávia. 
O ducto torácico tem origem na parte inferior do abdômen numa dilatação chamada Cisterna de 
Pequet. Seu comprimento varia de acordo com cada indivíduo. 
Toda a linfa drenada do corpo, depois de passar por todos os vasos linfáticos e serem filtrados 
nos linfonodos pelo menos duas vezes, são levados para os troncos linfáticos, que fazem parte do 
sistema linfático profundo. Estes vão desembocar parte no canal linfático direito e parte no ducto 
torácico que se funde com o canal linfático esquerdo. São os dois principais e maiores coletores 
linfáticos do corpo humano. Ambos são responsáveis por devolver a linfa ao sistema venoso na junção 
das veias jugular interna e subclávia. 
O ducto torácico tem origem na parte inferior do abdômen numa dilatação chamada Cisterna de 
Pequet. Seu comprimento varia de acordo com cada indivíduo. 
Fig 5 Coletor linfático mostrando os linfangion 
 
15
 
Tecido linfóide 
A imunidade adquirida é conseqüência do tecido linfóide, localizado principalmente nos 
linfonodos, como também no baço, timo e amígdalas. 
Devido à distribuição do tecido linfóide pelo corpo, os organismos invasores ou toxinas são 
identificados antes que passem a se espalhar pelo corpo. Embora o baço e timo façam parte do sistema 
 
16
 
linfático, em seu interior não se nota a presença de linfa e sim sangue, estando responsáveis pela função 
imunológica, produção de linfócitos T e macrófagos. 
Linfonodos 
Os linfonodos estão organizados em grupos no trajeto dos vasos linfáticos. 
Ao longo do trajeto dos vasos linfáticos existem grupos compactos e esféricos de linfócitos 
encapsulados, que são chamados de linfonodos, variam de tamanho, quantidade e forma. São estruturas 
imunologicamente ativas, podendo aparecer isolados ou geralmente em grupos em determinadas 
regiões do corpo, como axila, região inguinal, mesentério, região submandibular ou cervical. São 
estações de filtragens e podem estar presentes tanto em plano superficial como no profundo. Possuem a 
importante função de filtrar a linfa, retirando dela bactérias, células neoplásicas, restos celulares e 
macromoléculas e devolvê-la ao sistema venoso alem da resposta auto-imune. Trautmann apud Levi e 
Panattoni (1986) denominou estações linfonodais ou linfocentros os linfonodos que se apresentam em 
grupos, como os linfocentros axilares ou os inguinais. Fig 
 
17
 
 centros linfonoidais 
Centro Linfonodal Axìlar 
Na parte côncava do linfonodo encontra-se o hilo, local por onde entra e saem vasos 
sangüíneos e linfáticos eferentes, que são os vasos que trazem a linfa para o linfonodo. E na face 
convexa encontra-se os vasos aferentes, que normalmente são em maior número e menos calibrosos 
que os vasos eferentes . Por onde a linfa sai purificada. 
Linfonodos 
 
 
18
 
 
Baço: 
 É o maior órgão linfático, e o único interposto no trajeto da corrente sanguínea. Sua 
principal função é a produção de Linfócitos B e a remoção das hemácias em vias de 
degeneração, além de representar importante órgão de defesa contra os agentes nocivos 
transportados pelo sangue, por exercer papel de filtro mecânico (linfonodos), fagócitos 
(macrófagos) e na formação de anticorpos. 
 No feto, o baço tem ainda importante função de produção de células sanguíneas (hemácias e 
granulócitos), mas após o nascimento esta atividade termina, só retornando ocasionalmente, em 
condições de intenso estímulo hematopoiético, como nas leucemias ou em outras patologias. 
 Apesar de todas estas funções, o baço não é essencial à vida, pois estas funções podem ser 
exercidas por outras regiões do complexo linfóide. Após sua retirada, ocorre um aumento dos linfócitos 
e uma ativação da medula óssea, que passa a exercer a função hemocaterética, juntamente com o fígado 
e os linfonodos. 
 
Timo: 
Corte sagital do linfonodo 
 
19
 
É um órgão linfóide, que atinge seu tamanho máximo logo após o nascimento. Após a 
puberdade, o timo sofre uma involução acentuada, chegando quase a desaparecer, mas continua 
funcionando. Produz Linfócitos T, são os mais abundantes e responsáveis pelas rejeições nos casos de 
enxertos.Por terem vida longa, os linfócitos T formados na infância são suficientes para manterem seu 
número quase inalterado na vida adula e o timo só é necessário para compensar seus desgastes. Na 
idade avançada ele ainda está presente e suas células conservam a capacidade de reagir quando 
estimuladas, incrementando a produção de linfócitos. É um órgão muito sensível, que sofre involução 
por radiação, infecções e doenças prolongadas, o que o tornaria incapaz de reagir adequadamente. 
A Linfa 
Do latim limpha, quer dizer água clara, cristalina, água da fonte , rio claro É um líquido 
incolor, exceto no intestino, onde tem um aspecto leitoso e viscoso. Derivado do líquido intersticial, 
composto por 96% de água e representa cerca de 15 ou 20% do peso corporal. Só é chamada linfa, 
depois que sai do meio intersticial e penetra nos vasos linfáticos. Tem uma composição semelhante ao 
plasma sangüíneo, porém é rica em dióxido de carbono e fibrinogênio e distribui pelo organismo ácidos 
graxos e glicerol. 
Circulam no organismo cerca de 2 a 3 litros de linfa por dia, podendo chegar até 20 litros 
conforme as necessidades do organismo. 
É composta de duas partes, uma celular formada por elementos celulares cuja principal função é 
a produção de linfócitos e a parte plasmática constituída de eletrólitos, proteínas, colesterol, ferro, 
enzimas e hormônios (Giardini,1997 in Lopes,2002). 
O fluxo da linfa é relativamente lento durante períodos de inatividade. Mas existem fatores que 
podem acelerar este fluxo fazendo com que a linfa circule em maior velocidade. 
 
20
 
Sistema Linfático - composição
sistema linfático
Linfa vias linfáticas Tecidos linfóides
capilares
vasos coletores
Troncos linfáticos
baço
timo
amigdalas
linfonodos 
FISIOLOGIA: 
Fatores que contribuem para o movimento do líquido através da membrana celular: 
Entre o líquido recebido dos capilares sangüíneos para os tecidos e o líquido que retorna para os 
capilares sangüíneos, há um equilíbrio de valores, a quantidade que entra e sai praticamente se 
equivale, e o pouco líquido- cerca de 10% do líquido intersticial- que não conseguiu penetrar na 
circulação sangüínea é absorvido então pelos capilares linfáticos. Isto é chamado de equilíbrio de 
Starling, definida como um jogo de pressões instaurado nos dois lados da parede capilar, 
determinando a situação de homeostase dos líquidos intra-vasculares e intersticiais , ou seja, a saída e a 
reabsorção de substancias nestes mesmos capilares. Em estado de repouso o linfangion se contrai de 5 à 
15 vezes por minuto, porém esta contração pode sofrer aumentos consideráveis em caso de estress. 
Durante o sono contrai-se 5 à 10 vezes por minuto; 
Com o aumento da pulsação pode aumentar até 16 ou 17 vezes por minuto; chegando até a 100 
contrações por minuto em alguns casos. 
Para que ocorra essa absorção alguns fatores intrínsecos e extrínsecos contribuem para isso que 
são: 
- o efeito da pressão do líquido intersticial 
 
21
 
- a bomba linfática (capilares e vasos linfáticos) 
Segundo Guyton (1996) no efeito da bomba linfática podemos considerar alguns fatores 
importantes no aumento da circulação linfática como: 
- contração dos músculos corporais circundantes; 
- movimentos articulares 
- movimentos de segmentos corpóreos 
- pulsações arteriais 
- compressão dos tecidos por objetos externos ao corpo 
Estes movimentos fazem com que os filamentos de ancoragem, denominados Casley-Smith, se 
distendam e abram as válvulas linfáticas (junções endoteliais), dando passagem ao líquido intersticial. 
Quando este líquido passa para o capilar linfático, ocorre uma pressão contra as junções, fechando-as e 
impedindo o refluxo da linfa que à partir de agora será conduzida no sistema linfático com auxílio dos 
fatores citados acima.(fig ) 
Em indivíduos sadios, ao penetrar no sistema linfático através dos capilares a linfa não retorna 
mais ao interstício, tendo seu fluxo garantido devido às junções endoteliais presente nos capilares e às 
válvulas dos pré-coletores e coletores. A partir daí seu trajeto se dá através dos vasos linfáticos, 
passando por linfonodos, onde atinge o sistema profundo até que alcance a junção do términus 
desembocando então no sistema sanguíneo. 
 
22
 
Guyton & Hall, (1996), fazem o seguinte resumo da circulação linfática: 
 
...toda linfa oriunda da parte inferior do corpo flui pelo canal torácico, desaguando no sistema 
venoso, ao nível da junção das veias jugular interna esquerda e subclávia . 
Toda linfa de membro superior direito, hemitórax direito e porção direita da cabeça e pescoço 
drenam a linfa através do canal linfático direito. 
A porção esquerda da cabeça e pescoço, o hemitórax esquerdo e membros inferiores drenam a 
linfa através do ducto torácico que em seguida, deságua no sistema venoso, na junção entre a veia 
subclávia direita e a veia jugular interna.
 
.fig. 
 
23
 
SISTEMA LINFÁTICO - Função 
Talvez a principal função deste sistema seja a de assegurar a cada célula a presença de um meio 
adequado para o desenvolvimento de suas atividades ao que podemos chamar de homeostasia e isso é 
conseguido eliminando do interstício parte das substâncias originadas pelo metabolismo celular, restos 
celulares e microrganismos além de servir como via de transmissão de informação relativa à 
imunidade. 
Como conseqüência, o sistema linfático também tem participação central no controle da 
concentração proteíca nos líquidos intersticiais, no volume do líquido intersticial e na pressão do 
líquido intersticial. 
Sendo assim interfere diretamente em: 
 
Remoção de resíduos líquidos excedentes, dejetos celulares e de macromoléculas do meio 
intersticial para o sistema linfático. 
 
Controle 
 - da concentração proteíca nos líquidos intersticiais 
 - do volume do líquido intersticial 
- da pressão do líquido intersticial 
Resumindo, podemos dizer que a função do sistema linfático seria: 
 
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Assegurar a cada célula a presença de um meio adequado para o desenvolvimento de suas atividades.
 
: Homeostasia 
EDEMA- CONCEITO 
 Quantidades anormais de líquido nos espaços intercelulares ou nas cavidades do organismo. 
Possui concentrações normais de proteínas. 
 Segundo Camargo & Max, linfedema é a tumefação de tecidos moles como resultado do 
acúmulo de fluido intersticial com alta concentração proteíca. 
EDEMA EXTRACELULAR 
Acúmulo ou excesso de líquido nos espaços extracelulares.(Guyton,1997) 
 
Causas: 
- Extravasamento anormal de líquido do plasma para os espaços intersticiais. 
- Falha dos linfáticos. 
 A DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL: 
HISTÓRICO: 
 
V a.C. - Pythie referia o sangue branco 
 
III a.C. - descreveu o Quilo 
 
1622 - Aselli : vias lácteas no intestino do cão 
 
1647 Rudbeck o ducto linfático 
 
1892- Winiwater descreveu o sistema linfático 
 
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1912 Alex Carrel demonstrou a importância da linfa - Prêmio Nobel 
 
1932- Emil Vodder iniciou pesquisas 
 
1936- Vodder divulgou os resultados 
 
Outros como Földi,Cluzan,Casley-Smith e Leduc. 
A técnica introduzida por Vodder e recentemente recolocada por Leduc, a drenagem linfática 
tem como finalidade esvaziar os líquidos exsudados e os resíduos metabólicos pelas vias 
linfáticas. Sua nomenclatura correta seria manobras para aceleração da drenagem linfática , já que 
a drenagem linfática ocorre normalmente com ou sem estímulo externo. 
A drenagem linfática manual é conhecida desde l892, quando Winiwarter a descreveu. 
Em 1912, a drenagem linfática foi mostrada por Dr. Aléxis Carrel,que na ocasião recebeu um 
Prêmio Nobel, e em 1 969 StillWell citou a massagem como uma das terapias para tratamento do 
linfedema porém o estudo sempre foi muito difícil devido a serem estruturas transparentes onde circula 
líquido claro . 
Em 1932 Emil Vodder, doutor em filosofia e após fisioterapeuta, juntamente com sua esposa 
interessou-se pelo assunto e iniciou suas experiências. Em 1936 Vodder divulgou seu estudo completo 
e original: a drenagem linfática . O casal Vodder começou experimentalmente a tratar pacientes 
acometidos de gripes e resfriados por massagem, manipulando os gânglios linfáticos do pescoço com 
movimentos rotatórios suaves. A drenagem linfática manual foi então alvo de estudos por muitos 
pesquisadores, como Leduc, Földi, Cluzan, Casley e Judith Smith, entre outros, que em busca de um 
tratamento eficiente para tratar linfedema apoiaram, aperfeiçoaram, modificaram e comprovaram sua 
eficácia . Em nosso país os Drs Godoy vêem desenvolvendo estudos e novos conceitos sobre drenagem 
linfática manual. 
Vodder desenvolveu a técnica de Drenagem Linfática Manual empiricamente, utilizando sua 
sensibilidade e instinto e após tornar a técnica pública, estes pesquisadores deram um cunho científico 
à técnica desenvolvendo pesquisas científicas e promovendo sua divulgação. 
 
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DEFINIÇÃO 
Drenagem linfática quer dizer coletar líquido excedente dos espaços intercelulares 
pelos vasos linfáticos até os vasos de maior calibre e daí aos vasos venosos, encontrando-se no 
ângulo venolinfático, também chamado terminus,localizado na região supraclavicular com as 
veias subclávias direita e esquerda e jugulares direita e esquerda. 
Vodder deu o nome de drenagem linfática à massagem leve feita nos casos de estase. Alem das 
massagens superficiais e rotatórias, outros métodos são usados como a técnica de Leduc em drenagem 
terapêutica. 
A drenagem linfática manual atua de forma preventiva ou como tratamento, na estética e na 
terapêutica. Na estética, por favorecer o escoamento do líquido intersticial excedente, produzindo 
indiretamente uma melhor troca de materiais entre capilares sanguíneos e as células dos tecidos e em 
cirurgias promove alívio causado pelo desconforto do edema pós cirúrgico . Na terapêutica, ao 
provocar mudança favorável em todos os sintomas de doenças que implicam edema, mediante 
benéfica evacuação pelas vias sangüíneas e linfáticas. 
Na forma preventiva, pela estimulação do sistema retículo-endotelial, evacuação das vias 
sangüíneas e linfáticas. Pode ser aplicada diariamente por automassagem, exercícios respiratórios 
combinados, e exercícios miocinéticos. 
A TÉCNICA 
A massagem de drenagem linfática é uma técnica complexa representada por um conjunto de 
manobras muito específicas, que atuam basicamente no sistema linfático superficial. Tem por 
finalidade drenar o excesso de líquido contido dentro dos espaços intersticiais e dos vasos, aumentando 
 
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a velocidade do transporte e com isso conseguindo um aumento do volume da linfa.. Sendo assim, 
utiliza pressões superficiais e suaves, sem causar dor ou incômodo e com ritmos lentos e movimentos 
repetitivos. Segundo Dr. Vodder, a força empregada corresponderia a aproximadamente 32 mm hg, ou 
seja, é apenas suficiente para fazer um deslocamento pequeno de tecido conjuntivo, porém sem 
comprimir ou deprimir os tecidos. 
Lembrando que técnica, de acordo com Ferreira (2004), é um conjunto de processos de uma arte 
ou ciência; portanto para realizar essa técnica específica de DLM deve-se possuir um conhecimento 
aprofundado sobre anatomia e fisiologia do sistema linfático. 
Várias são as técnicas que empregam diferentes manobras manuais de drenagem linfática. 
Vodder foi o precursor desta técnica e talvez a mais difundida até hoje, mais não podemos deixar de 
citar as técnicas de drs Leduc, Foldii, drs Casley Smith e mais recentemente drs Godoy 
São descritos movimentos em espiral, em círculos, em semi-círculos, em J, etc E cada autor 
desenvolveu uma maneira de provocar uma modificação no gradiente de pressão intersticial, 
provocando assim um mobilização do líquido intersticial. O sentido da massagem é sempre no 
sentido do fluxo da circulação de retorno, em direção ao linfonodo mais próximo, analisando-se 
durante a avaliação a causa, a extensão do comprometimento e as regiões para onde o líquido de edema 
deva ser evacuado. E isso é comum à todas as técnicas, daí a necessidade de conhecer a anatomia do 
sistema linfático. 
 
Segundo Leduc (Leduc &Leduc,2000), duas técnicas devem ser realizadas: 
a) Técnica de captação ou de reabsorção 
b) Técnica de evacuação ou de chamada. 
Na técnica de captação ou reabsorção a linfa é levada dos espaços intersticiais para os capilares 
linfáticos. 
 
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Na técnica de evacuação ou chamada, ocorre a transferência do líquido captado para longe da 
zona de captação. 
INDICAÇÕES DA DRENAGEM LINFÁTICA: 
Tratamentos estéticos: 
 
Lipodistrofia ginóide ( celulite) 
 
Acne 
 
Tratamento de rosásea 
 
Tratamento de telangectasias 
 
Rejuvenescimento facial 
 
Pré e pós operatório de cirúrgias plástica estética: 
 - rinoplastia 
 - blefaroplastia 
 - lifting facial 
 - lipoaspiração 
 - abdominoplastia 
 - mamoplastia redutora 
Tratamentos terapêuticos 
 
Linfedema 
 
Estases venosas 
 
Insônia 
 
Hematomas 
 
Traumatismo facial 
 
Retenção hídrica 
 
Contratura muscular 
 
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CONTRA INDICAÇÕES 
Absolutas
 
Tumores malignos 
 
Tuberculose 
 
Infecções agudas 
 
Edemas sistêmicos de origem cardíaca ou renal 
Relativas
 
Hipertireoidismo 
 
Insuficiência cardíaca descompensada 
 
Insuficiência renal 
 
Menstruação abundante 
 
Asma, bronquite 
 
Flebite, trombose 
 
Hipotensão 
 
Afecções da pele 
OBJETIVOS DA DRENAGEM LINFÁTICA: 
- Melhoria na circulação de retorno. 
- Regeneração do sistema linfático pela estimulação do automatismo nervoso e muscular dos 
vasos linfáticos. 
- Efeito imunológico pela melhor utilização das defesas humorais 
- Estimulação do sistema retículo-endotelial no nível dos gânglios linfáticos 
 
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LINHAS D`ÁGUA 
Segundo Vodder, a anatomia da circulação linfática divide o corpo utilizando-se linhas, as 
quais ele denomina de linhas d`água, onde na região do abdômen a linha da cintura, que divide o 
abdômen em superior e inferior; a linha média que divide o corpo em lado direito e esquerdo; nos 
membros superiores temos a linha do sandwish; na cabeça uma linha coronal que chama-se linha do 
walkman e na parte posterior da coxa de uma região poplítea a outra, a linha da ferradura divide os 
membros inferiores em a circulação que drena pela parte lateral e a que drena pela parte medial dos 
membros. Fig. 
Métodos: 
Os movimentos de drenagem dependem de cada autor. Vodder descreve 04 movimentos básicos: 
técnica de bombeamento, técnica de mobilização, círculos estacionários, técnica rotatória. 
Földi descreve quatro movimentos que partiram dos movimentos descritos por Vodder 
denominados círculos em pé, massagem de sucção, massagem de sacar e massagem de sacar. 
 
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Linha da cintura
 
Linha Média 
Linha da Ferradura
 
Linha do Sandwish 
 
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A descrição feita por Leduc na tradução de seu livro descreve a técnica de drenagem linfática 
manual composta dos seguintes movimentos: Círculos com os dedos, círculos com o polegar, 
movimentos combinados, pressões em braceletes e drenagem dos gânglios linfáticos. Nem todos os 
nomes são realmenteparte de sua técnica, tratando-se de erros de tradução como no exemplo da 
técnica do bracelete muito difundida em nosso país, mas que não faz parte da técnica original apenas 
por assemelhar-se à um bracelete durante o movimento, o tradutor deu este nome. Para corrigir tal 
falha o autor, Dr. A. Leduc, prepara uma nova tradução do original feita por tradutor de sua confiança 
para breve. 
Godoy utiliza um rolete para a realização da drenagem linfática utilizando como orientação 
princípios de anatomia e fisiologia. 
Os demais autores utilizam movimentos semelhantes aos dois primeiros, modificando o momento 
de utilização. Além do que suas técnicas são muito difundidas na patologia de linfedema. 
círculos em pé 
massagem de sucção 
massagem de sacar 
massagem de sacar 
 
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Alguns autores descrevem o início da técnica de drenagem linfática fazendo apenas a estimulação 
do términus, enquanto outros preconizam que todos os linfocentros e o términus devam ser estimulado. 
O início da massagem, dependendo do local e da técnica a ser utilizada, se dá através da: 
- estimulação da região súpero clavicular no ângulo ou términus. 
- compressão das cadeias ganglionares correspondentes 
À partir daí, inicia-se a massagem propriamente dita, utilizando-se a técnica de afloramento 
ou eufflorage , com a qual faz-se um ligeiro aquecimento da pele e direcionamento da linfa, para 
após utilizar-se das manobras de drenagem linfática. A palavra Effleurage é derivada da palavra 
effleurer, expressão francesa que significa tocar suavemente. É uma massagem de deslizamento muito 
superficial, a pressão existente é quase nula. Através deste toque estabelecemos um contato inicial com 
a pele e com o paciente, promovendo um efeito de relaxamento e facilitando a aproximação do 
paciente. 
Ao realizar a técnica correta de DLM alguns benefícios são alcançados, entre eles podemos 
destacar a indução ao relaxamento e ao sono, pois a monotonia dos movimentos faz com que sistema 
parassimpático seja acionado e passe a funcionar . 
Efeito Fisiológicos: 
Por sua ação a massagem de drenagem linfática possui influencia direta e indireta sobre o organismo, 
entre os quais podemos citar: 
 Efeitos diretos 
- Resposta imune específica 
- Musculatura lisa dos vasos sanguíneos e linfáticos 
- Sistema nervoso autônomo 
- Quantidade de linfa processada nos gânglios 
- Filtração e absorção dos capilares sanguíneos 
- Velocidade de filtração da linfa 
- Motricidade dos intestinos 
E indiretamente, possui influencia sobre: 
 
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- Melhora da nutrição tecidual 
- Melhora da oxigenação dos tecidos 
- Desintoxicação dos tecidos intersticiais 
- Eliminação de ácido láctico da musculatura esquelética 
- Absorção dos nutrientes pelo trato digestivo 
- Aumento da quantidade de líquido excretado 
Drenagem Linfática Manual 
É importante observar as linhas d águas, que mostra o sentido fisiológico das vias linfáticas. 
Face 
Deve ser dividida em boxes. O primeiro box corresponde a região entre o maxilar inferior e a 
mandíbula. O segundo box, corresponde a região contida entre o nariz e a sombrancelha. E o terceiro 
box está contida a região da testa. 
 
Nas mamas 
Toma-se a aréola como referência. A drenagem da mama é centrípeta. 
Da aréola medialmente, drena-se para a região esternal. 
Da aréola para cima medialmente, drena-se no sentido clavicular. 
Lateralmente a aréola, drena-se na direção axilar. 
Segundo Vodder a aréola não deve ser drenada somente circundada. 
 
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No abdome 
O quadrante superior direito ( abdome superior direito) é drenado para a região axilar direita. 
O quadrante inferior direito ( abdome inferior direito ) é drenado para a região inguinal direita. 
O quadrante superior esquerdo para a região axilar esquerda 
O quadrante inferior esquerdo para a região inguinal esquerda 
Membros inferiores 
-dividindo-se cada membro inferior anteriormente em três faces utilizando por base a linha da 
ferradura. 
-a face posterior é dividido em duas metades antero-lateral e Antero-medial. 
No dorso 
A linha da coluna divide o dorso em direito e esquerdo. 
A linha supra-escapular é o próximo parâmetro, drenando o que está acima desta linha em direção a 
região anterior, para os linfonodos supra claviculares. O que está abaixo, em direção a região axilar. 
A linha da cintura divide o dorso em região superior e inferior. Acima desta linha, a drenagem se dá 
para a região axilar, abaixo desta linha se dá em direção a região inguinal. 
 
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 No membro superior: 
Braço: 
Tomando-se por base a linha do sandwish, a linfa que está na face anterior é drenada 
anteriormente em direção a região medial e a linfa que está na face posterior, é drenada posteriormente 
em direção a região medial. Seguindo em direção axilar. 
Na região do ante-braço: 
Ainda utilizando-se a linha do sandwish, a linfa da região posterior é drenada em direção a 
região anterior e encaminhada sempre em direção cranial. 
A mão e dedos: 
A mão é dividida em quadrantes, como se o dorso fosse um jogo da velha. Cada quadrante é 
drenado separadamente. Assim como os dedos. 
A palma da mão é drenada em um único movimento. 
 CONSIDERAÇÕES: 
Por serem vasos superficiais, as manobras exigem pressões discretas 
Cada movimento deverá ser repetido por três ou quatro vezes 
Sentido da drenagem: proximal para distal* 
Conveniente que o terapeuta esteja em posição confortável 
Local tranqüilo, mínimo de ruído, temperatura agradável, iluminação discreta 
Paciente em posição cômoda, lembrar-se da privacidade 
Pele antissepsiada 
Atenção às contra-indicações 
Uso de óleo ( atenção ) 
 
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A massagem de drenagem linfática manual é agradável, relaxante, tranqüila e nunca causa dor 
ou desconforto 
BIBLIOGRAFIA: 
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