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Agentes agressores à saúde

Trabalho sobre agentes agressores à saúde, apresentado no curso de Aprendizagem em Eletromecânica do SENAI; define agentes físicos, químicos, biológicos, mecânicos e ergonômicos, aborda NR-9, PCMSO/PPRA, Mapa de Risco (classificação por cores) e medidas de prevenção.

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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL 
RAFAEL ESMERALDO LUCCHESI RAMACCIOTTI 
APRENDIZAGEM EM ELETROMECÂNICA 
 
 
Adriano da Silva 
Alexandre Santos
Carla Gabriele Lima 
Gabriel Oliveira 
Heloisa Sousa 
 
 
 
 
Agentes agressores à saúde
 
 
 
 
 
 
AÇAILÂNDIA - MA
2019 
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
RAFAEL ESMERALDO LUCCHESI RAMACCIOTTI 
APRENDIZAGEM EM ELETROMECÂNICA
Adriano da Silva
Alexandre Santos
Carla Gabriele Lima
Gabriel Oliveira
Heloisa Sousa
 
 
 
Agentes agressores à saúde
 
Trabalho apresentado como requisito parcial para a obtenção de nota no modulo de Fundamentos Técnicos da Mecânica em Eletromecânica orientado pelo Prof. Thales Teixeira 
Açailândia - MA 
2019
Introdução
Vamos abordar neste trabalho, os agentes agressores a saúde, quais são, onde acontecem e o que poderemos fazer para evitar. Este programa tem por objetivo definir uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores face aos riscos existentes nos ambientes de trabalho.
Os agentes físicos são aqueles decorrentes de processos e equipamentos produtivos e podem ser: Ruído e vibrações; Pressões anormais em relação à pressão atmosférica; Temperaturas extremas (altas e baixas); Radiações ionizantes e radiações não ionizantes.
Os agentes químicos são aqueles decorrentes da manipulação e processamento de matérias-primas e destacam-se: Poeiras e fumos; Névoas e neblinas; Gases e vapores.
Agentes biológicos são aqueles oriundos da manipulação, transformação e modificação de seres vivos microscópicos, dentre eles: Genes; Bactérias Fungos; Parasitas; Fungos e outros.
Agentes mecânicos que ocorrem em função das condições físicas (do ambiente físico de trabalho) e tecnológicas impróprias, capazes de colocar em perigo a integridade física do trabalhador, alguns deles são: Máquinas sem proteção; Instalações elétricas deficientes; Ferramentas defeituosas ou inadequadas; Falta de EPI ou EPI inadequado ao risco.
Riscos ergonômicos são os fatores que podem afetar a integridade física ou mental do trabalhador, proporcionando-lhe desconforto ou doença. São considerados riscos ergonômicos: esforço físico; levantamento de peso; postura inadequada; controle rígido de produtividade; situação de estresse; trabalhos em período noturno; jornada de trabalho prolongada; monotonia e repetitividade; imposição de rotina intensa.
O acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
O que podemos fazer para evitar esses tipos de agentes agressores? Podemos utilizar equipamentos adequados sempre verificando sua funcionalidade, evitar a execução de atividades avulsas, evitar a pressa, fiscalizar a higiene no local, manter o controle de máquinas e nunca deixar de seguir as regras estabelecidas pela indústria.
Agentes agressores à saúde
Os agentes agressores à saúde ou agentes de risco são substâncias que quando expostas a certos limites de tolerância podem causar danos à saúde do trabalhador. Por isso, os agentes de riscos podem não ter consequências imediatas, pois dependem de fatores como: tempo, intensidade, quantidade, entre outros.
Além disso, os agentes de riscos podem ser agentes ou situações que de alguma forma possam trazer, comprometer ou ocasionar danos: à saúde do trabalhador nos ambientes de trabalho, à qualidade do trabalho desenvolvido, aos animais e ao ambiente.
Trata-se de um programa estabelecido pela Norma Regulamentadora NR-9 com a implementação de programas como: Programa de Controle Medico de Saúde Ocupacional – PCMSO, Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. Estes programas têm como objetivo definir metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores face aos riscos existentes nos ambientes de trabalho.
Tipos de agentes de riscos
A maioria dos ambientes de trabalho apresenta algum tipo de risco. Para identifica-los e evitar acidentes ou problemas de saúde, é necessário elaborar um Mapa de Risco — documento que traz uma representação gráfica apontando os riscos existentes no local, diagnosticando a situação geral da empresa e determinando medidas de prevenção ou anulação dos riscos existentes.
O Mapa de Risco é separado em cinco grupos que são classificados pelas cores verde, vermelho, marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de risco ambiental, que pode ser:
Riscos físicos (Verde)
São considerados riscos físicos as diversas formas de energia, tais como: ruídos, temperaturas excessivas, vibrações, pressões anormais, radiações, umidade. Os riscos físicos podem ser identificados através das seguintes características: 
Necessitam de um meio de transmissão para se propagar (por exemplo, o ar);
Alcançam indivíduos que têm contato direito ou não com a fonte do risco;
Normalmente são agentes que causam lesões crônicas mediatas aos indivíduos.
O som é uma oscilação, originada por vibrações mecânicas, que se propagam no ar e estimulam o aparelho auditivo. Ou seja, é toda vibração que pode ser ouvida.
O ruído é uma interpretação subjetiva e desagradável do som. Em uma boate, por exemplo, a música pode ser considera som para alguns e ruído para outros.
Fontes do ruído: máquinas e equipamentos que emitem ruídos em níveis sonoros excessivos (trituradores, máquinas e motores industriais), sala de compressor, cabine audiometria, dentre outras.
Danos ao trabalhador: trauma acústico - perda auditiva imediata, grave e permanente (explosões), perda auditiva temporária ou permanente (repetidas exposições ao ruído).
Dependendo da exposição o ruído poderá causar problemas em várias partes do organismo (sistema nervoso, sistema circulatório...).
A exposição crônica poderá levar aos problemas de concentração, irritabilidade, cefaleia, aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.
Medidas de prevenção: isolamento acústico, revezamento de trabalhadores, utilização de equipamento de proteção individual (protetor auricular), substituição do equipamento por outros mais silenciosos, limitação do tempo de exposição.
Os trabalhadores expostos a esse agente físico (ruído) deverão se submeter periodicamente aos exames de audiometria.
Riscos Químicos (Vermelho)
O risco químico é a probabilidade de sofrer agravo a que determinado indivíduo está exposto ao manipular produtos químicos que podem causar danos físicos ou prejudicar a saúde. Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador principalmente pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos gases, neblinas, nevoas ou vapores, ou pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Os agentes químicos podem apresentar-se nos diversos estados físicos nos ambientes de trabalho, e durante os processos podem sofrer mudanças. A possibilidade de uma substância química entrar no organismo está associada ao seu estado físico. Os danos físicos relacionados à exposição química incluem, desde irritação na pele e olhos, passando por queimaduras leves, indo até aqueles de maior severidade, causados por incêndio ou explosão. 
Os agentes químicos podem ser encontrados no ambiente em diferentes estados físicos (gasoso, líquido e sólido). 
Estado sólido: poeiras, fumos, fibras, grãos...
Estado líquido: névoas, neblinas, gasolina...
Estado gasoso: hidrogênio, nitrogênio...
A possibilidade de um agente químico entrar no organismo do trabalhador está ligada ao seu estado físico.
Agentes químicos no estado gasoso podem entrar no organismo pela via respiratória (inalação do ar contaminado pelo agente químico) ou pelo contato com a pele e mucosas (absorção cutânea). Partículas gasosa tambémpodem penetrar no organismo pela via digestiva.
Agentes químicos na forma líquida podem entrar no organismo pela via digestiva (ingestão) ou pelo contato com a pele e mucosas (absorção cutânea). Partículas líquidas também podem penetrar no organismo pela via respiratória.
Agentes químicos no estado sólido podem entrar no organismo pela via digestiva (ingestão), pelo contato com a pele e mucosas (absorção cutânea). Partículas sólidas também podem penetrar no organismo pela via respiratória.
Riscos Biológicos (Marrom)
São considerados riscos biológicos qualquer microrganismo que represente ameaça à saúde de um trabalhador, podendo ser tanto pelo contato direto ou mesmo pelo indireto, desde que haja, realmente, o perigo de infecção ou outros problemas à integridade física. Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios, entre outros. Dentre as inúmeras doenças profissionais provocadas por microrganismos incluem-se: tuberculose, brucelose, malária, febre amarela. 
Para que essas doenças possam ser consideradas doenças profissionais, é preciso que haja exposição do funcionário a estes microrganismos. São necessárias medidas preventivas para que as condições de higiene e segurança nos diversos setores de trabalho sejam adequadas. São considerados riscos biológicos: vírus, bactérias, parasitas, protozoários, fungos e bacilos.
Os fatores de riscos biológicos apresentados no ambiente de trabalho ainda por sua vez são subdivido, pois, os mesmos apresentam níveis diferente e são classificados de acordo com o risco que representam para a saúde do trabalhador.
 Classe de Risco 1: agentes biológicos que apresentam baixo risco para o trabalhador e para a coletividade. Risco individual baixo e risco de propagação baixo. Não possui comprovada capacidade de causar doenças em pessoas ou animais saudáveis (p.ex. Lactobacillus Acidophilus).
Classe de Risco 2: agentes biológicos que apresentam risco moderado para o trabalhador e risco fraco para a coletividade; podem causar doenças em pessoas e animais, mas existem tratamentos preventivos. Risco individual moderado e risco de propagação baixo (p.ex. herpes). 
Classe de Risco 3: agentes biológicos que apresentam risco elevado para o trabalhador e risco moderado para a coletividade. Podem causar doenças graves em pessoas e animais. Nem sempre existe uma forma de tratamento eficaz. Risco individual elevado e risco de propagação moderado (p.ex. febre amarela, HIV).
Classe de Risco 4: agentes biológicos de alta periculosidade, que apresentam risco elevado para o trabalhador e para a coletividade. Podem causar doenças de altíssima gravidade em pessoas e animais. Não existe uma forma de tratamento eficaz. Risco individual elevado e risco de propagação elevado (p.ex. vírus de febres hemorrágicas, ebola). O reconhecimento dos riscos biológicos deverá considerar os agentes mais frequentes, o perfil da região, dos trabalhadores e do próprio serviço de saúde.
Riscos Ergonômicos (Amarelo)
Os riscos ergonômicos são aqueles onde não há adequação no ambiente de trabalho ao homem para que possa ser executado sem gerar agravamentos com problemas físicos e psicológicos, reduzindo a sua produtividade e principalmente a sua segurança.
Consequências: Cansaço, dores musculares, fraquezas, hipertensão arterial, diabetes, úlcera, doenças nervosas, acidentes e problemas da coluna vertebral.
Podem ser considerados riscos ergonômicos, tendo os aspectos:
Esforços físicos intensos: o corpo humano podendo ultrapassar o seu limite de esforço, pode ocasionar em problemas.
Levantamento e transporte manual de peso: o levantamento e o transporte de objetos que ultrapassem o limite pode gerar problemas na coluna e enormes desconfortos. 
Exigência de postura inadequada: ficar longos períodos de tempo em postura inadequada agrava riscos a longo prazo.
Controle rígido de produtividade: exigência que o homem produza excessivamente podem causae transtornos de ansiedade.
Imposição de ritmos excessivos: longos ritmos que exigem muito do trabalhador.
Trabalho em turno noturno: trabalhos apenas noturnos modifica o relógio biológico do homem.
Jornadas de trabalho prolongadas: longos períodos de trabalho, excessos de horas extras, corresponde ao colapso físico e mental e exige atenção média imediata. 
Monotonia e repetitividade: repetições de movimento gera problemas nas juntas do corpo humano. 
Iluminação deficiente: O colaborador fica sujeito a sofrer acidente por não enxergar causando também fadiga visual.
Entre outras situações que possam ocasionar stress físico e/ ou psicológicos.
Exemplo de risco ergonômicos:
No escritório de trabalho, sentar em uma cadeira onde a postura fique inadequada; a altura da mesa esteja desregulada; objetos utilizados podem possuir lugares específicos para ajudar na ergonomia e produtividade que acabam não estando próximos do trabalhador; passa longos períodos exatamente na mesma posição e digitando; não fazer alongamentos; trabalhar com pouca iluminação exigindo esforço do trabalhador.
Numa fábrica, a repetição de movimentos em operações de máquinas pode encadear o conhecido LER (Lesão por Esforço Repetitivo).
 Normas e riscos ergonômicos
 Para a diminuição desses riscos é necessário fazer um estudo do ambiente para a eliminação considerável desse agente presente no trabalho. Deste modo, o subitem 17.1.2 da norma regulamentadora n° 17 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE estabelece: 
“17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora. ”
	É necessário a realização da Análise Ergonômica do Trabalho – AET. Proporcionando bem-estar, segurança e saúde no trabalho e assim reduzir riscos de trabalho.
Riscos Acidentes/Mecânicos (Azul)
Os riscos mecânicos estão relacionados à falta de organização e segurança ou até mesmo a existência de processo de trabalho que acarrete em algum dano à saúde e integridade física dos colaboradores.
Consequências: Curto-circuito, choque elétrico, incêndio, queimaduras, acidentes fatais.
Podem ser considerados riscos mecânicos, tendo os aspectos:
Arranjos físicos deficientes: a falta de um equipamento ou a má funcionamento gera riscos.
Maquinários e equipamentos sem a proteção adequada: sem a proteção o colaborador está exposto a sofrer algum acidente levando a sérias lesões.
Ferramentas inapropriadas ou com problemas: uma ferramenta além de não fazer o serviço desejado pode trazer risco a quem manuseia.
Eletricidade: grande risco de choques podendo levar a morte sem os devidos cuidados.
Riscos de queda: sem os devidos cuidados podem levar fraturas ou até a morte. 
Incêndios ou explosões: sem os devidos cuidados podem causar queimaduras ou leva a morte.
Animais peçonhentos: possuem glândulas de veneno que sem cuidados causam riscos à saúde.
Armazenamento inadequado: materiais armazenados em lugares inapropriados podem causar acidentes, até mesmo explosão, e ser obstáculos ao demais trabalhadores.
Esse tipo de risco está presente em qualquer atividade ou ramo de atuação e, para evita-los, é essencial que sejam realizadas inspeções de rotina dentro das organizações. Por meio dessas inspeções, a empresa consegue obter informações a respeito das medidas preventivas que devem ser tomadas, além de realizar reparos e eliminar as situações de risco em potencial. Desse modo, evita-se que os trabalhadores sofram algum tipo de acidente ou desenvolvam uma doença relacionada ao trabalho.
Este tipo de avaliação também permite que sejam identificados os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para a realização das funções de cada colaborador. 
	Exemplos de acidentes mecânicos:
Na empresa a utilização de equipamentos sem segurança ou não seguir os passosestabelecidos; Máquina cortante (guilhotina industrial) sem proteção por exemplo pode amputar uma parte do corpo; Marcenarias e carpintaria utilizando equipamentos de má funcionamento; o martelo bater no dedo e não no prego já é um acidente; equipamentos em lugares inadequados formando obstáculo. 
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