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AULA 2 INTRODUÇÃO A TÉCNICA CIRURGICA

Aula: introdução à técnica cirúrgica e ovariosalpingohisterectomia (OSH) em pequenos animais. Contém definição e classificação de laparotomia/celiotomia, anatomia da linha alba, passos da laparotomia/laparorafia, anatomia ovariana/uterina, indicações e técnica clássica das três pinças.

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CLÍNICA CIRURGICA DE PEQUENOS ANIMAIS. 
 
AULA 2– INTRODUÇÃO A TÉCNICA CIRURGICA – OVARIOSALPINGOHISTERECTOMIA (OSH) 
A clínica cirúrgica consiste no diagnóstico e tratamento de enfermidades que não são passiveis 
de serem tratadas de forma conservativa. 
- É papel do cirurgião identificar a real necessidade de operar e não operar com base na 
anamnese, histórico, sintomas e diagnóstico do paciente. 
- O tratamento cirúrgico e o conservativo se complementam. 
 O EXAME CLÍNICO COMPLETO NUNCA PODERA SER DISPENSADO. 
_____________________________________________________________________________ 
 
LAPAROTOMIA / CELIOTOMIA 
 
Definição: Embora se utilize amplamente o termo laparotomia, este termo refere-se 
exclusivamente à abertura do flanco. A abertura da cavidade abdominal denomina-se 
celiotomia. 
- A maioria das cirurgias realizadas em pequenos animais requer acesso cirúrgico abdominal. O 
acesso ao abdômen pode ser necessário para propostas diagnósticas, terapêuticas ou mesmo 
para prognósticos. 
Anatomia: Na linha média ventral há uma fina, branca e fibrosa área, denominada linha alba. 
Em cães, ela possui entre 2 e 3 mm de largura; em gatos, ao redor de 4 mm. As fibras das 
aponeuroses tendinosas dos músculos oblíquo abdominal externo, oblíquo abdominal interno e 
reto abdominal convergem sobre a linha média, formando a linha alba. Desta forma, eles 
passam externa ou internamente ao músculo reto abdominal, o qual se estende em uma direção 
cranial a caudal ao longo da parede abdominal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Linha Alba 
-Musculo reto do abdome 
-Musculo obliquo abdominal 
externo e interno 
-Tranverso do abdome 
Classificação: 
1- Celiotomia mediana: incisão sobre a linha média 
(linha alba) 
 
2- Celiotomia paramedial: incisão paralela à linha média 
(linha alba) 
 *A celiotomia mediana/ paramediana podem 
ainda ser classificadas em pré-umbilical, retro-umbilical, 
ou pré-retro-umbilical, conforme sua extensão 
 
3- Laparotomia paracostal : Incisão paralela a ultima 
costela 
4-Laparotomia pelo flanco 
 
* A laparotomia mediana é a mais utilizada, uma vez 
que permite acesso a todos os ógão abdominais 
(dependendo da sua extensão) sem a necessidade de 
realizar uma incisão muscular (menos cruenta e dolorida) 
Indicações: 
- Diagnóstica 
 - Curativa (que permita acesso a outras técnicas) 
- Prognóstica 
 
 Laparotomia em 3 planos: 
ABERTURA (INCISÃO) FECHAMENTO (RAFIA) 
1- Pele 1- Musculatura reto do abdome + fascia externa 
2- Gordura 2- Subcutâneo 
3- Musculo 3 – Pele 
 
 
*A primeira etapa da laparorafia consiste na sutura dos músculos reto abdominais; sendo a 
passagem do fio de sutura pela fascia externa do musculo reto abdominal e o musculo 
propriamente dito, um detalhe importante que garante maior sustentação à sutura. 
_____________________________________________________________________________ 
 
 
 OVARIOSALPINGOHISTERECTOMIA (OSH )/ OVARIOHISTERECTOMIA 
Definição: Ovariosalpingohisterectomia consiste na retirada dos ovários, do útero e dos 
ligamentos que os sustentam (ligamentos largo e redondo). 
ANATOMIA: Ovários felinos são localizados imediatamente caudal aos seus respectivos rins, no 
nível da terceira ou quarta vértebra lombar. O ovário direito deita-se maiscranialmente que o 
esquerdo, assim como o rim. 
- Cada ovário é suspenso da parede do corpo pelo mesovário (uma prega do peritôneo). O 
ligamento cranial do ovário é fixo por um forte e fino ligamento suspensor, que se extende para 
o diafragma na área da última costela 
- A tuba uterina perfaz um curso tortuoso entre o ovário e o corno proximal do útero. 
- Compõe-se o útero de um par de cornos, corpo e cérvix. Encontra-se na cavidade abdominal e 
apenas a cérvix ocupa a cavidade pélvica. 
 
INDICAÇÕES: endometrite; piometra , torção uterina; prolapso uterino , fetos enfisematosos , 
neoplasia de ovário, útero ou ambos, evitar cio ou reprodução 
* Quando realizada em animais jovens (antes do primeiro cio), reduz o risco de neoplasias 
mamárias em até 0,5%. Quando efetuada em cadelas após 2 anos e meio de idade já não possui 
caráter preventivo em relação ao tumor de mama. Em gatas, a OSH muito precoce pode causar 
incontinência urinária. 
 
 
 
 
 
 
 
 - Os ovários são irrigados pelas artérias ovarianas; 
-drenagem venosa do ovário esquerdo desemboca na veia renal, enquanto que a drenagem 
venosa do ovário direito desemboca diretamente na veia cava caudal 
* Ambos os vasos passam estão localizados ventralmente aos ureteres  Risco de ligadura de 
ureteres. 
 
-As veias e artérias uterinas correm juntas por todo o útero. 
 
 TÉCNICA CIRÚRGICA CLÁSSICA DAS 3 PINÇAS: 
-Esta técnica consiste na colocação de 3 pinças homeostasicas nos vasos ovarianos e uterinos 
previamente à incisão e ligaduras; 
A técnica clássica das três pinças consiste em se colocar três pinças curvas grandes próximas ao 
ovário e ao complexo artéria-veia ovarianas (que pode ser ligado isoladamente). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Após colocar as três pinças, devemos fazer as ligaduras, sendo a primeira antes de primeira pinça 
(mais distal ao ovário), e a segunda ligadura entre a primeira e a segunda pinça. As pinças devem 
ser afrouxadas imediatamente antes de se cerrar o nó. A incisão deve ser realizada entre a 
segunda e a terceira pinça 
 
A ligadura e incisão do corpo do útero 
deve respeitar a mesma técnica das 3 
pinças, realizando a incisão sempre 
entre a pinça e a ligadura de modo a 
evitar hemorragias. 
 
 
 
 
 
Fonte das imagens: https://issuu.com/elsevier_saude/docs/fossum_-_sample/35 
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Pediculo