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1 1 Prof. Me. Cláudio Luís Venturini, Prof.ª Me. Isabel , Prof. Maia AMEBOSE 2 A amebíase é uma infecção do intestino grosso causada pela Entamoeba histolytica. A ingestão de água contaminada é um dos veículos de maior transmissão. Pessoas de todas as idades podem desenvolver a doença. Amebose 3 Todos os países do mundo Países da zona tropical e subtropical 480 milhões de pessoas parasitadas 10% da população mundial 38 milhões portadores da forma invasiva 100.000 mortes Terceira - causadora de morte (Malária e esquistossomose) Amebose: Introdução 4 Reino: Protista Sub-reino: Protozoa Filo: Sarcomastigophora Sub-filo: Sarcidina Superclasse: Rhizopoda Classe: Lobosae Ordem: Amoebida Família: Entamoebidae Gênero: Entamoeba Endolimax Iodameba Sistemática: Amebas 5 Gênero Espécie Entamoeba Entamoeba histolytica (Shaudinn,1903) Patogênica Entamoeba dispar (Brumpt,1925) Comensal Entamoeba hartmani (Von Prowazek,1912) Comensal Entamoeba coli (Grassi,1879) Comensal Entamoeba gengivalis (Gron,1849) Comensal Entamoeba polecki (Von Prowazek,1912) Comensal Iodamoeba Iodamoeba butschlii (Von Prowazek, 1912) Comensal Endolimax Endolimax nana (Wenyon & O’Connion, 1917) Comensal Rizópodos: Sistemática/Taxonomia A diferenciação entre a E. histolytica e E. dispar só pode ser feita no caso do encontro de trofozoítos com hemácias fagocitadas ou por técnicas imunológicas e/ou moleculares 6 Morfologia Cisto: Gênero Entamoeba Espécie Número máximo de núcleos Entamoeba coli 8 Entamoeba histolytica 4 Entamoeba dispar 4 Entamoeba hartmanni 4 Entamoeba gengivalis Não possui a forma de cisto 7 BIOLOGIA: Entamoeba histolytica/dispar Entamoeba histolytica PATOGÊNICA Entamoeba dispar COMENSAL80 à 90 % E. histolytica E. dispar Patogênica Comensal Forma Invasiva Não invasiva Habitat Mucosa intestinal, fígado, pulmão, rim e cérebro Luz do intestino grosso Nutrição Alimentam-se de células e sangue, podem ser visualizados no citoplasma Alimentam-se de bactérias 8 Estágios Cisto Metacisto Trofozoíta (Forma Magna) Pré-cisto (Forma minuta) CISTO Estágio (forma) infectante Imóveis e não se alimentam TROFOZOÍTA Estágio (forma) patogênico Móveis Pseudopodos Reprodução por divisão binária Alimentação por fagocitose e/ou pinocitose Podem ser comensal ou patogênico (Invasivo) CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba 9 Monoxênico e monogenético: Hospedeiro: Homem Reprodução assexuada: divisão binária Forma de Contágio: Ingestão de cisto contaminando água e alimentos Mão e objetos contaminados levado à boca Vetores: Mecânicos: Mosca, baratas Biologicos: Homem contaminado Fômites: Objetos contaminados levados à boca Forma Infectante: Cisto maduro Habitat Intestino grosso Colón e Ceco CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica/dispar 10 Morfologia – Trofozoíto : Entamoeba histolytica/dispar 11 Morfologia – Cistos : Entamoeba histolytica/dispar imaturos e uninucleados Tricrômio Lugol Tricrômio Lugol imaturos e binucleados 12 CICLO BIOLÓGICO – Trofozoíto : Entamoeba coli 13 Morfologia – Cistos : Entamoeba coli Lugol a fresco 14 Morfologia : Entamoeba coli Trofozoíto Cisto 15 Morfologia Cisto: Entamoeba sp. Entamoeba coli Entamoeba histolytica Entamoeba hartmanni 16 Morfologia Cisto: Entamoeba sp. 17 Morfologia Cisto: Entamoeba sp. Espécie: Entamoeba histolytica / Entamoeba dispar Parasitose: Amebíase Forma Infectante: Cisto Forma de transmissão: Fecal-oral : Alimentos ou água Forma evolutiva: Cisto (Forma vegetativa) Forma: Esférica ou Oval; 8 a 20 µm Características: Conforme o grau de desenvolvimento apresenta de 1 a 4 núcleos, cariossoma puntiforme e central, cromatina nuclear grosseira periférica. Cisto maduro possui 4 núcleos. Citoplasma com grânulos finos e podem apresentar corpos cromatóides grosseiros em forma de bastonetes com ponta arredondadas (Forma de charuto) que desaparecem no cisto maduro. Pode ser visualizado no citoplasma vacúolos de glicogênio que apresentam coloração castanho claro quando visualizados a fresco com uso de Lugol. Importância: A diferenciação só pode ser feita no caso do encontro de trofozoítos com hemácias fagocitadas ou por técnicas imunológicas e/ou moleculares. 18 Morfologia Cisto: Entamoeba sp. Espécie: Entamoeba coli Parasitose: Comensal Forma Infectante: Cisto Forma de transmissão: Fecal-oral : Alimentos ou água Forma evolutiva: Cisto (Forma vegetativa) Forma: Esférica ou Oval; 20 a 50 µm Características: Apresenta parede dupla. Conforme o grau de desenvolvimento apresenta de 1 a 8 núcleos, normalmente com mais de 4 núcleos, cariossoma grande e excêntrico, cromatina nuclear grosseira periférica. Cisto maduro possui 8 núcleos. Citoplasma com grânulos grosseiros e corpos cromatóides filamentosos semelhantes a Feixe de agulhas (quando corados com Hematoxilina férrica) Importância: Indica deficiência em saneamento básico e possível contato com E. histolytica 19 CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica 20 CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica 21 CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica Ingestão de comida ou água contaminada Cistos saem do hospedeiro nas fezes Cisto quadrinucleado Cistos imaturos Doença invasiva Através da corrente sanguínea, infecta órgãos como fígado, pulmão e cérebro Os trofozoítos invadem a mucosa intestinal Encistamento Os trofozoítos se multiplicam por divisão binária Os trofozoítos migram para o intestino grosso Cisto maduro Excistamento Um trofozoíto com 4 núcleos emerge e se divide três vezes e cada núcleo se divide um vez produzindo 8 trofozoítos por cisto Colonização não invasiva 22 CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica 23 CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba sp 24 Fecal-oral TRANSMISSÃO: Entamoeba 25 Outras formas Sexo Oral TRANSMISSÃO: Entamoeba 26 ASSINTOMÁTICA Não invasiva ( 80 á 90%) provavelmente devido ser Entamoeba dispar (?) SINTOMÁTICA Entamoeba histolytica Forma trofozoíto Invasiva Patogênica Hematófoga Virulenta Intensa atividade parasitaria PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA 27 SINTOMÁTICA Amebíase Intestinal Desinteria amebiana (90% dos casos) Colites disentéricas (Amebíase aguda) Dores abdominais, diarreia, vômitos, tenesmos e febre Amebonas do cólon Apendicite amebiana PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA 28 SINTOMÁTICA Amebíase extra intestinal Amebíase hepática (mais comum): dor, febre e hepatomegalia Amebíase pulmonar e cerebrais (raros) Amebíase cutâneas (região perianal e órgãos genitais) PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA 29 PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA 30 AMEBONA SANGUE E MUCO PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA 31 PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA • Ameba invade a mucosa do intestino grosso e leva à formação de úlceras • Úlceras em “botão de camisa” ou “gargalo de garrafa” Fonte: Santos e Soares, 2008. 32 PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA Úlceras diminutas ÚLCERA INTESTINAL ÚLCERA NO RETO 33 Desinteria Dor abominal Cólicas disentéricas Apendicites Hepatomegalia Febre Diagnóstico clínico 34 DIAGNÓSTICO PARASITOLÓGICO Pelo menos 3 amostras de fezes recentes ou a partir de material coletado durante a retossigmoidoscopia ou do abcesso hepático Fezes formadas Cistos Fezes diarreicas Trofozoítos e cistos Exame direto: Permite observar a motilidade dos trofozoitos Fezes recém-emitidas A fresco Corado com Lugol Método de Faust Preparação Coradas Tricrômio,Tionina, Hematoxilina férrica Exame Laboratorial 35 Exames complementares Para o diagnóstico de abcessos amebianos Ultrassonografia Tomografia computadorizada Diagnóstico Imunológico Detecção de antígenos Material: Fezes, soro ou exsudato de abcesso Kits comercialmente disponíveis (ELISA) para identificação de Entamoeba histolytica ou Entamoeba dispar Detecção de anticorpos Material: soro (Amebíase Extra intestinal) Método: ELISA, IMUNOFLUORESCENCIA Exame Laboratorial 36 Cosmopolita Estima-se que existam cerca de 500 milhões de pessoas infectadas no mundo por Entamoeba histolytica/ Entamoeba dispar. Aproximadamente 50 milhões de casos/ano (10%) de amebíase invasiva Uma das principais causas de morte (100.000/ano no mundo) entre os parasitos humanas (2º Causa, 1ª Malária) Os cistos permanecem viáveis (ao abrigo da luz solar e em condições de umidade) durante cerca de 20 dias Epidemiologia 37 Epidemiologia: Entamoeba histolytica/dispar SANTOS FLN, SOARES NM. Mecanismos fisiopatogênicos e diagnóstico laboratorial da infecção causada pela Entamoeba histolytica. J. Bras. Patol. Med. Lab. [online]. v.44, n.4, p. 249-261. 2008. ISSN 1676-2444. 38 Engenharia sanitária Educação sanitária Portador assintomático Água tratada ou fervida Proteção dos alimentos Combate aos artrópodes (moscas e baratas) Ampliação dos serviços de água e esgoto domiciliar Profilaxia 39 AMEBÍASE INTESTINAL INVASIVA: Derivados nitroimidazólicos Metronidazol (Flagil) é o mais usado Tinidazol, ornidazol, nimorazol AMEBIASE QUE ATUAM NA LUZ INTESTINAL Derivados Dicloracetamidas Etofamida ou teclosan AMEBÍASE EXTRA-INTESTINAL Metronidazol TRATAMENTO 40 https://www.youtube.com/watch?v=EO5lmnR7sqQ https://www.youtube.com/watch?v=HFGdqJX3wU0&feature=youtu.be 41 Os homens só podem compreender um livro profundo, depois de terem vivido pelo menos, uma parte daquilo que ele contém. Ezra Pound 42 43 Amebas (Sem fibrilas ou flagelos dentro dos cistos) Ausência de cromatina Nuclear periférica 4 núcleos, cariosomas grandes, glicogênio difuso 1 núcleo, cariosoma grande, grande vacúolo de glicogênio Tamanho: 5 – 10 µm Usualmente: 6 – 8 µm Tamanho: 5 – 20 µm Usualmente: 10 – 12 µm Endolimax nana Iodameba butschlii 44 Amebas (Sem fibrilas ou flagelos dentro dos cistos) Presença de cromatina nuclear periférica Tamanho: < 10 µm Tamanho: 10 - 15 µm Tamanho: 15 - 30 µm 1, 2 ou 4 núcleos, Corpos cromatóides com aspecto de uva Glicogênio frequentemente presente Tamanho: 5 – 10 µm Usualmente: 6 – 8 µm Entameba hartmani 2 a 4 núcleos, Corpos cromatóides filamentosos semelhante a feixes de agulhas Massa de Glicogênio frequentemente presente 5 ou mais núcleos, Corpos cromatóides filamentosos semelhante a feixes de agulhas Cistos imaturos: Tamanho: 10– 35 µm Usualmente: 15 – 25 µm Cistos maduros: Tamanho: 10– 35 µm Usualmente: 15 – 25 µm Entameba coli clear periférica 1 núcleo, osoma grande, nde vacúolo de glicogênio anho: 5 – 20 µm mente: 10 – 12 µm ameba butschlii Número do slide 1 Amebose Amebose: Introdução Sistemática: Amebas Rizópodos: Sistemática/Taxonomia Morfologia Cisto: Gênero Entamoeba BIOLOGIA: Entamoeba histolytica/dispar CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica/dispar Morfologia – Trofozoíto : Entamoeba histolytica/dispar Morfologia – Cistos : Entamoeba histolytica/dispar CICLO BIOLÓGICO – Trofozoíto : Entamoeba coli Morfologia – Cistos : Entamoeba coli Morfologia : Entamoeba coli Morfologia Cisto: Entamoeba sp. Morfologia Cisto: Entamoeba sp. Morfologia Cisto: Entamoeba sp. Morfologia Cisto: Entamoeba sp. CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba histolytica CICLO BIOLÓGICO: Entamoeba sp TRANSMISSÃO: Entamoeba TRANSMISSÃO: Entamoeba PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA Diagnóstico clínico Exame Laboratorial Exame Laboratorial Epidemiologia Epidemiologia: Entamoeba histolytica/dispar Profilaxia TRATAMENTO Número do slide 40 Número do slide 41 Número do slide 42 Número do slide 43 Número do slide 44