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Livro-Texto - Unidade I contabilidade

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processam os lançamentos contábeis das 
modificações patrimoniais.
• Lançamentos: são constituídos de cinco elementos essenciais: data, conta devedora, conta credora, 
histórico e valor.
• Classificação teórica das contas: teoria personalista (contas dos proprietários, contas dos agentes 
consignatários e contas dos agentes correspondentes).
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CONTABILIDADE
• Livro diário: nele, as transações são registradas dia a dia e, além disso, deve ser encadernado, 
numerado tipograficamente, possuir termos de abertura e encerramento, bem como ser registrado 
em órgão competente. Os lançamentos devem ser feitos cronologicamente, sem emendas, borrões 
e rasuras etc.
• Livro-razão: também obrigatório segundo a legislação fiscal. No razão, os lançamentos são 
agrupados por conta.
Quadro 8 – Quadro resumo
Contas
Movimentação
Aumenta por Diminui por
Ativo Débito Crédito
Passivo Crédito Débito
Patrimônio líquido Crédito Débito
Receitas Crédito Débito
Despesas Débito Crédito
 Saiba mais
Para aprimorar seus conhecimentos do assunto e se atualizar quanto 
à legislação pertinente, acesse o Portal de Contabilidade (http://www.
cosif.com.br). Nesse portal, você encontrará apontamentos e links para a 
legislação tributária de quase todos os Estados brasileiros, bem como para 
normas profissionais de contabilidade e auditoria.
2 PROBLEMAS COM CONTABILIZAÇÃO
2.1 Regime de caixa e regime de competência
Na contabilidade, temos os conceitos de regime de caixa e de competência. Desta forma, temos 
alguns problemas na contabilização dos dados, mas são conceitos contábeis que deverão ser aplicados 
segundo o Conselho Federal de Contabilidade. Desta forma, Iudícibus (2010) destaca que existem as 
aplicações com rendimentos prefixados (fica-se sabendo no dia da aplicação seus rendimentos) e pós-
fixados (fica-se sabendo quanto ganhou só no dia do resgate).
Admita-se que determinada empresa faça aplicação a prazo fixo em 1º-11-x4 para seis 
meses, com data de resgate marcada para 30-4-x5, com rendimento prefixado.
O valor aplicado é de $ 50.000.000 e o total resgatado será de $ 80.000.000, havendo 
uma receita financeira igual a $ 30.000.000.
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O lançamento nesta oportunidade será:
Data Plano de contas Débito Crédito
Nov./x4 01 Aplicações, títulos e valores mobiliários
 Bancos c/ movimento
histórico: pela nossa aplicação em depósito 
a prazo fixo conforme documento...
1.1.12
1.1.2
50.000.000
–
–
50.000.000
01 Aplicações, títulos e valores mobiliários
 Receita financeira a Apropriar
histórico: pelo rendimento bruto da 
aplicação em depósito a prazo fixo 
conforme documento ...
1.1.12
ver observação
30.000.000
–
–
30.000.000
Figura 1
Observe-se que o rendimento indicado compete para o período de 20x4 (2/6) e parte 
para o período de 20x5 (4/6). Pelo regime de competência, há necessidade de distribuir 
os juros proporcionalmente; por isso, utiliza-se a conta receita financeira a apropriar. Se 
a empresa não apropriar a receita mensalmente, em 31-12 -x4 faz-se a apropriação que 
compete a 20x4.
Dez./x4 31 Receita financ. a apropriar
 Receita financeira
histórico: apropriação do rendimento 
proporcional até esta data da aplicação a 
prazo...
1.1.12.1
4.4.1
10.000.000
–
–
10.000.000
Figura 2
Na data do resgate, em 30-4-x5, apropria-se o restante da receita financeira:
Abr./x5 30 Receita financ. a apropriar
 Receita financeira
histórico: apropriação do rendimento 
proporcional...
1.1.12.1
4.4.1
20.000.000
–
–
20.000.000
Figura 3
Observações:
1. A conta receita financeira a apropriar é classificada no grupo resultado do exercício 
futuro ou no próprio ativo circulante, reduzindo a conta aplicações, títulos e valores 
mobiliários (Código 1.1.12.1).
Somos favoráveis à segunda corrente. Dessa forma, em 31-12 -x4 a situação seria a 
seguinte:
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Ativo circulante 
____________ 
____________ 
____________
Aplic. títulos
Val. mob.
(–) Receita fin.
Apropriar
Em $ mil 
_______ 
_______ 
_______
80.000
(20.000)
60.000
DRE Em $ mil
Desp. operacionais
______________ 
______________
Desp. financeiras
(–) Rec. financeira 
______________ 
______________
______________
_______ 
_______
10.000 
_______ 
_______
_______
Figura 4
2. Em alguns casos, o Imposto de Renda na fonte pode ser retido na data da aplicação; em 
outros casos, na data do resgate (suponha-se Imposto de Renda na fonte igual a 10%). 
Tanto na data da aplicação, como na do resgate, o lançamento seria:
Data Plano de contas Débito Crédito
– – Imposto de renda na fonte
 Bancos c/ movimento
histórico: valor retido do IR conf. 
documento (10% x 30.000.000)
1.1.8
1.1.2
3.000.000
–
–
3.000.000
Figura 5
2.2 Empréstimos com juros prefixados
A mesma coisa pode ser observada no financiamento, quando se tratar de longo prazo. Vejamos o 
comentário de Iudicibus (idem) sobre esse problema conforme citado:
São empréstimos em que os encargos financeiros não variam proporcionalmente à 
inflação do período, mas já são conhecidos no momento da concessão do empréstimo.
Suponha-se que uma empresa solicite um empréstimo em 1-12-x1 de $ 50.000.000, 
devendo pagar, em 90 dias (28-2-x2), $ 65.000.000; há, portanto, um encargo financeiro 
total de $ 15.000.000, ou seja, 5.000.000 por mês (Regime de Competência).
A contabilização recomendada em 1-12-x1 é:
Data Plano de contas Débito Crédito
Dez./x1 31 Bancos c/ movimento (Disponível)
 Empréstimos a pagar
histórico: (pela contabilização principal)
1.1.2
2.1.6
50.000.000
–
–
50.000.000
31 Desp. juros a apropriar
 Empréstimos a pagar
histórico: (pela contabilização dos juros)
2.1.10
2.1.6
15.000
–
–
15.000.000
Figura 6
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Balanço patrimonial 1-12-X1 Em $ mil
Ativo circulante Passivo circulante
Disponível 50.000 Emprést. pagar
(–) Desp. juros aprop.
65.000
(15.000)
50.000
Figura 7
Dessa forma, à medida que for passando o tempo, a despesa de juros a apropriar será 
baixada como despesa financeira. Em 31-12 –x1 ter-se-á:
Passivo circulante
Emprést. pagar
(–) Desp. juros 
apropriar
65.000
(10.000)
55.000
Desp. juros apropriar
15.000.000 5.000.000
10.000.000
Desp. juros apropriar
5.000.000
Desp. 20x1
Figura 8
Por ocasião do pagamento, a conta empréstimos a pagar será baixada.
Muitas vezes, a empresa não tem recursos suficientes para cobrir suas obrigações geradas 
no processo operacional. Então recorre a empréstimos bancários e utiliza parte de suas 
duplicatas, oferecendo-se como garantia ao banco. Como remuneração ao capital de terceiros, 
a empresa pagará juros à instituição financeira que estiver concedendo o empréstimo.
 Observação
Tanto na aplicação como no empréstimo devem ser contabilizados os 
fatos contábeis, mesmo que a receita e despesa não estejam relacionadas 
na época da relação.
Esse fato é mais claro quando tratamos de aplicação financeira – quando uma empresa faz uma 
aplicação e esta ultrapassa o período corrente da empresa. A empresa só receberá os juros no resgate da 
aplicação, mas a contabilidade deverá registrar a receita desse período no exercício. Observe bem, ela só 
receberá no final da operação, mas a contabilidade registra sempre no período

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