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Redes de Computadores Trabalho 03
Ana Carolina Medrado
1. O que são e para que é usado cabeamento de rede? 
Os cabos de rede são hardwares de rede utilizados para interconectar dispositivos para que ocorra a troca de informação entre os mesmos, por exemplo, para partilhar impressoras, escâneres, conectar computadores a uma rede, conectar televisão a internet ou qualquer outro dispositivo que deseje trocar informação com uma rede. Existem diferentes tipos de cabos de rede, tais como: cabo coaxial, cabo de fibra óptica e cabos de par trançado. Estes são usados dependendo da camada física, topologia e tamanho da rede. 
2. Quais são os principais tipos de cabeamento de rede. Explique cada tipo? 
Cabo Coaxial 
Caracterizado pela presença de um único fio metálico condutor de sinais eletrônicos, o cabo coaxial é utilizado tanto para o sinal de ligações e dados via internet quanto para a transmissão de sinais televisivos. Entretanto, atualmente, a sua utilização encontra-se reduzida aos serviços de televisão. Apesar de ser uma tecnologia com instalação mais complexa, o cabo coaxial consegue barrar facilmente interferências eletromagnéticas graças à sua proteção metálica e à estrutura de plástico, que aumentam a resistência do cabeamento. Existem dois tipos de cabo coaxial no mercado, o n10Base2 e o 10Base5. O primeiro consegue enviar um sinal por até 185 metros sem grande atenuação. Já o segundo, com uma camada de proteção adicional, pode transportar um sinal de dados por até 500 metros. 
Fibra óptica 
Conhecido pela sua alta capacidade de enviar e receber informações, os cabos de fibra óptica possuem um núcleo constituído de fibras de sílica ou vidro. Utilizando um sinal de luz, eles podem manter um pacote de dados trafegando em alta velocidade por longas distâncias sem a necessidade de repetidores ou ampliadores de sinal. As redes de fibra óptica se destacam por serem imunes a interferências eletromagnéticas e pela baixa necessidade de receberem manutenção. Em redes internas, o padrão mais utilizado é o multimodo. Já em WANs ou redes de telecomunicação de longa distância, os cabos monomodos são mais comuns. 
Cabos de par trançado 
Introduzidos na década de 1990, os cabos de par trançado (ou cabos UTP) é um dos padrões mais populares no mundo inteiro. Em redes internas, eles podem atingir velocidades que varíam de 10 Mbps a 10 Gbps, são mais flexíveis que os cabos coaxiais e mais populares do que os cabos de fibra óptica. O seu núcleo é feito com um conjunto de fios elétricos de cobre ou aço recoberto de cobre. Eles são recobertos com um plástico isolante e entrelaçados em forma de trança. Com isso, a resistência do cabeamento aumenta sem comprometer a sua capacidade de evitar interferências eletromagnéticas.
4. Quais são as categorias dos cabos de par Trançado? 
As normas ANATEL definem as blindagens possíveis de acordo com a ISO/IEC 11801, usando as siglas abaixo:
U (Unshielded): Sem blindagem.
F (Foil): Fita plástica aluminizada.
S (Screened): Malha de fios metálicos (cobre, alumínio, etc), outro tipo de blindagem.
Par Trançado sem Blindagem: chamado também de UTP(Unshield Twisted Pair) é o mais usado atualmente tanto em redes domésticas quanto em grandes redes industriais devido ao fácil manuseio, instalação, permitindo taxas de transmissão de até 100 Mbps com a utilização do cabo CAT 5e; é o mais barato para distâncias de até 100 metros; Para distâncias maiores emprega-se cabos de fibra óptica. Sua estrutura é de quatro pares de fios entrelaçados e revestidos por uma capa de PVC. 
Par Trançado Blindado (cabo com blindagem): É semelhante ao UTP. A diferença é que possui uma blindagem feita com a fita aluminizada ou malha metálica, em todo o cabo ou em cada par. É recomendado para ambientes com interferência eletromagnética acentuada. 
U/UTP: Sem blindagem nenhuma, o mais comum pois não há blindagem.
F/UTP: Blindagem global e sem blindagem individual o mais comum entre os blindados.
S/FTP: Global com malha e blindagem com fita nos pares.
F/FTP: Blindagem Global e nos pares com fita.
Os cabos UTP foram padronizados pelas normas da EIA/TIA-568-B e são divididos em 10 categorias, levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio, onde os números maiores indicam fios com diâmetros menores, veja abaixo um resumo simplificado dos cabos UTP.
5. Qual é o comprimento máximo e mínimo que um cabo par trançado, coaxial e fibra óptica podem chegar? 
Cabo par trançado: min 30cm a 100m
Cabo coaxial: min 2KM a 6KM
Fibra ótica multimodo: min 30cm 6KM
Fibra ótica monomodo: min 30cm a 10KM
6. Qual a sequência de cores de um cabo de rede par trançado utilizando a norma T-568A? 
7. Para que são usados os termos transmissores e receptores em fibra óptica? 
Estes equipamentos são utilizados para emitir feixes de luz no cabo de fibra para transmissão de dados, também eles funcionam tanto para transmissão, quanto para recepção dos dados, normalmente são constituídos no mesmo aparelho já que deve emitir e receber dados constantemente.
Se tornando uma das principais ferramentas de transmissão de feixe de luz em fibra.
8. O que são Fibras Multimodo e Monomodo? 
A fibra óptica é composta de três partes essenciais, que exercem funções específicas:
Transmissão da luz em fibras ópticas é baseada no fenômeno da reflexão interna total. O núcleo, geralmente feito de vidro dopado (e.g. GeO2 + SiO2), é o centro através do qual a luz viaja junto, enquanto o revestimento é feito de fibra de vidro puro (SiO2). Essa combinação de materiais é ditada por seus índices de refração. Para obter reflexão interna total, o índice de refração do revestimento (vidro puro) deve ser inferior ao índice de refração do núcleo (vidro dopado). O revestimento de buffer em torno do revestimento é uma camada de cobertura geralmente feito de um material termoplástico e gel especial, que protege as fibras contra danos mecânicos.
A principal diferença entre o modo single e um cabo multimodo de fibra óptica é a forma de transmissão da luz no núcleo da fibra. A núcleo da fibra multimodo transmite muitos modos (para simplificar - feixes de luz com o mesmo comprimento de onda). A propagação de modos de múltiplas causas dispersão modal, que se traduz em uma redução significativa na escala ou a velocidade de transmissão de sinal. Simplesmente, o sinal é transmitido em tempo, pois a velocidade de propagação do sinal óptico não é a mesma para todos os modos, devido às suas diferentes comprimentos de trajeto entre o transmissor eo receptor, resultando de diferentes ângulos de reflexão de feixes de luz a partir dos limites do core.
O fenômeno da dispersão modal é praticamente eliminada em um núcleo da fibra monomodo que transmite apenas um modo de luz com comprimento de onda específico. No caso de uma fibra monomodo, a onda de luz se propaga quase paralela ao eixo da fibra. As taxas de dados em fibras ópticas monomodo são limitadas por dispersão de polarização e modo de dispersão cromática. dispersão cromática é uma combinação da dispersão material e dispersão de guia de ondas. Os fenômenos levam a degradação do sinal devido à variação atraso no tempo de chegada entre as diferentes componentes do sinal, porém eles não afetam a qualidade do sinal de forma tão significativa como no caso das fibras multimodo. Há também fibras dispersão deslocada e diferente de zero dispersão deslocada fibras, para que a dispersão de guia de onda é praticamente eliminado na terceira janela de transmissão (1550 nm).
Multimodo e núcleos de fibra de modo único diferem significativamente no diâmetro. com núcleo em fibra de modo único é normalmente entre 8-10 micrômetros (normalmente UM 9), enquanto que o diâmetro de um núcleo de fibra multimodo é de 62,5 ou 50 micrômetros. Em ambos os casos, o diâmetro típico do revestimento é de 125 micrômetros.
Não há nenhuma diferença visível entre os cabos - o instalador tem que prestar atenção à marcação de cabos e equipamentos que colaboraram. Na maioriados casos, os dispositivos para conexão de fibras ópticas, tais como instrumentos de arco fusão ou emenda mecânica splicers são adequados para uso com ambos os tipos de cabos de fibra óptica. O instalador deve coincidir com o cuidado de dispositivos adequados ativa, cabos ópticos e acessórios.
A grande vantagem da fibra monomodo cabos de fibra óptica é a possibilidade de transmissão de sinais (sem regeneração) de até 120 quilômetros. No caso das fibras multimodo, a faixa máxima de transmissão é de cerca de 2 km. Naturalmente, a distância de transmissão é determinado pela aplicação de dispositivos ópticos e suas capacidades. Dipol oferece uma gama de modo único e equipamentos multimodo - a partir de dispositivos ativos, tais como meios de comunicação e conversores de vídeo para diversos acessórios como conectores, adaptadores, atenuadores, e Cabos.
9. Quais são as principais diferenças entre os cabeamentos par trançado e fibra óptica? 
A fibra ótica é uma ótima opção para transmissão de dados, constituída de filamentos de vidro ou polímeros. Processa informações na velocidade da luz e conta com uma tecnologia que converte energia luminosa em energia elétrica ou sonora. Criada pelo físico indiano Narinder Singh Kapany, as redes de fibra ótica permitem que os sistemas de transmissão sejam maiores, com maior largura de banda. Além disso, geram dados em maior velocidade e são de fácil instalação. 
Esse modelo de cabo está servindo como substituto dos cabos de cobre, que já apresentam deficiência para estruturação de grandes redes. Os cabos de cobre acabam perdendo a potência do sinal transmitido conforme a distância, além de sofrerem mais deterioração do que as fibras óticas.
Uma das maiores vantagens em utilizar cabos de fibra ótica é sua alta capacidade em transmitir informações rapidamente, em grande volume e por distâncias maiores.
Você sabia que um par de fibras óticas pode transmitir 2,5 milhões de chamadas telefônicas ao mesmo tempo, numa estrutura que tem o mesmo diâmetro de um fio de cabelo? Para atingir a mesma capacidade com fios de cobre, precisaríamos de um cabo com diâmetro de seis metros!
Confira outras vantagens em utilizar cabos de fibra ótica em sua rede:
– Redes de fibra ótica são mais seguras, pois não sofrem interferência devido ao material em sua composição
– Maior capacidade para transmitir informações
– A matéria prima utilizada para sua fabricação é abundante, diminuindo os custos de sua produção
– Redes altamente confiáveis, livre de interferências e falhas
– Não enferrujam
– Abrangem grandes distâncias de cabeamento
– Alta velocidade na transmissão de informações
Ou seja, alta tecnologia e qualidade estão presentes em redes estruturadas com fibra óticas, garantindo a segurança das informações e processos muito mais modernos.
Par trançado:
Se estivermos tratando de redes de dados para empresas ou estabelecimentos menores, os cabos de par trançado podem ser uma boa opção, com ótimo custo benefício. 
Sua estrutura é feita de fios de cobre trançados em pares, que ajudam a evitar interferências ou perdas de sinal. Seu alcance máximo é de 100 metros e a taxa de transmissão pode variar de 1 à 10Gbps. 
Como é utilizado para pequenas distâncias, os cabos de par trançado também tem ótimas vantagens para atender algumas necessidades específicas. Outras vantagens:
– Cabo mais flexíveis para manusear
– Fácil instalação
– Preço altamente acessível
– Ideal para pequenas instalações – uso doméstico ou pequenas empresas
estruturação para prevenir interferências
Os cabos de par trançado podem ser usados para transmissão de voz, dados e imagens. Contudo, ele não será tão eficaz quando fibras óticas se estivermos falando de grandes redes ou altas velocidades, com ausência total de interferências.
10. Para que serve as emendas ópticas e quais os possíveis modos de realizar o processo? 
Emenda por Fusão
Basicamente, como o próprio nome diz, este processo consiste em “fundir” uma fibra óptica à outra. Este processo não é exatamente simples ou rápido, como se pode ver abaixo.
Para que seja possível a fusão das fibras é necessária a utilização de uma “Máquina de Emenda Óptica” na qual as duas fibras são alinhadas frente a frente, mantendo-se uma pequena distância entre as mesmas. No local onde existe esta pequena distância encontram-se, de forma perpendicular com as fibras, dois “pólos” também alinhados frente a frente um com o outro, todavia, com uma certa distância entre os mesmos. Faz-se necessário passar energia elétrica de um pólo para o outro e devido à distância que existe entre os mesmos são formados arcos voltaicos que aquecem as fibras a temperaturas altíssimas, que provocam a fusão entre as mesmas. Ou seja, a fibra é introduzida na máquina de fusão, limpa e clivada, para, após o delicado alinhamento apropriado, ser submetida à um arco voltaico que eleva a temperatura nas faces das fibras, provocando o seu derretimento e a sua soldagem.
Após o término do processo de fusão, é necessário fazer a cobertura das fibras ópticas nos pontos em que foram feitas as emendas. Para tanto existe um protetor de emenda feito de tubo cilíndrico termocontrátil transparente contendo um elemento metálico em aço inoxidável, o qual tem a finalidade de garantir o reforço mecânico das emendas, protegendo-a contra quebras e fraturas. Após a proteção, a fibra emendada é acomodada em recipientes chamados caixa de emendas. As caixas de emendas podem ser de vários tipos, de acordo com a aplicação e o número de fibras. Umas, por exemplo, são pressurizáveis ou impermeáveis, já outras são resistentes ao sol, para instalação aérea.
O custo de todo o material necessário para este tipo de emenda é alto, pois o processo de “Emenda Óptica por Fusão” exige um custo alto de investimento nos equipamentos para a sua operação. Entretanto, este processo agiliza as instalações e garante uma grande confiabilidade no sistema.
A clivagem, acima citada, é o processo de corte da ponta da fibra óptica. É efetuada a partir de um pequeno ferimento na casca da fibra óptica (risco), a fibra é tracionada e curvada sob o risco, assim o ferimento se propaga pela estrutura cristalina da fibra. A qualidade de uma clivagem deve ser observada com microscópio.
Emenda Mecânica
Este processo consiste em alinhar duas fibras através do uso de um tipo de “luva” especialmente desenvolvida para tal finalidade, a qual mantém estas fibras posicionadas frente a frente, sem uni-las definitivamente. O custo de investimento em materiais para a operação deste tipo de processo é relativamente reduzido, porém não é aconselhável em sistemas que exijam uma grande confiabilidade.
Emenda por Acoplamento de Conectores
Este processo é bem semelhante ao processo de Emenda Mecânica, onde duas fibras devem ser alinhadas. Entretanto, em cada fibra é colocado um conector óptico e estes dois conectores são encaixados em um acoplador óptico de modo a tornar possível o alinhamento entre as fibras, sem uni-las definitivamente. Este processo é o menos aconselhável de todos, já que apesar do custo mais reduzido é o que demanda maior tempo para realização.
11. Qual é a importância de se usar um cabeamento estruturado em uma empresa ? 
É mais resistente do que os cabeamentos comuns
Uma primeira razão para você usar um sistema de cabeamento estruturado em sua empresa, é que ele tem um ciclo de vida mais longo do que o cabeamento comum. Por isso, mesmo que a curto prazo o seu gasto com esse tipo de cabeamento seja maior, a longo prazo, você acabará gastando mais com o cabeamento comum, já que vai precisar trocar essa rede de cabo com mais
Fácil localização de um cabo, caso seja preciso fazer algum reparo
Caso haja algum problema com o sistema de cabeamento estruturado, vai ser muito mais fácil solucionar o problema, pois, achar um cabo no meio de todo esse cabeamento acaba sendo tranquilo, devido a identificação em todo o canal, facilitando essa procura.
Melhora a produtividade de sua empresa
Com o uso do sistema de cabeamento estruturado,não existe pequenas interrupções de sinal. Assim, qualquer ação de um funcionário da sua empresa, como mandar um e-mail, fazer uma cópia, tirar um xerox, será muito mais rápida com o cabeamento estruturado, o que aumenta a produtividade da sua empresa e consequentemente, melhora os lucros dela, o que, nesse tempo de crise que o Brasil enfrenta, acaba sendo essencial.
Maior segurança na sua transmissão de dados
Uma quarta razão para investir em cabeamento estruturado é que a transmissão de dados fica muito mais segura, o que dificulta qualquer falsificação de documentos ou ainda acesso a arquivos secretos. Com tantas invasões digitais, cuidar da segurança dos seus documentos se torna fundamental.
Permite transmissões de diversos dados
O último motivo, pelo qual, sua empresa deve investir em de cabeamento estruturado é que ele permite uma transmissão de diversas fontes, como voz (telefonia), multimídia (som ambiente ou vídeo) através do mesmo cabo, assim, fica muito mais barato e prático montar a sua estrutura.
12. Quais são as consequências de se criar uma rede sem um planejamento, sem seguir as normas ? 
A prática de se instalar de maneira improvisada sistemas de cabos para a interligação de uma rede de computadores sem que seja realizado um planejamento e a observação de técnicas específicas comprova que cerca de 70% dos problemas que ocorrem em uma rede de computadores devem-se a má estruturação do cabeamento e, apesar das inúmeras vantagens que um sistema bem estruturado oferece, no Brasil, ainda é encontrado na maioria das empresas e indústrias um sistema não-estruturado, ou seja, sem planejamento de uma futura expansão do parque de informática.
O conceito de cabeamento estruturado teve origem nas instalações dos sistemas telefônicos comerciais e surgiu como uma solução frente ao crescimento e procura por serviços de telecomunicações. O objetivo deste artigo é mostrar que um Sistema de Cabeamento Estruturado (SCE), além de ser implementado com as padronizações vigentes, está preparado para as novas tecnologias e é flexível quanto à expansão ou alterações da rede.
Um SCE bem planejado, instalado e administrado de forma padronizada, reduz custos com novas instalações, facilita mudanças, manutenções mais rápidas e seguras permitindo ainda que o sistema esteja disponível para novas aplicações envolvendo voz, dados e imagens. Garantia de desempenho do sistema pela confiabilidade no cabeamento, diminuição de custos de mão-de-obra e de montagem da infra-estrutura, possibilidade de ampliações e alterações para implementações futuras sem perda de flexibilidade, novos serviços para cada usuário, integração de diversas aplicações em um único cabo, possibilidade de uma vida útil maior para o sistema são alguns dos benefícios que uma empresa pode usufruir com um SCE.
13. Qual a importância de se usar as normas de cabeamento estruturado ? 
Um cabeamento padronizado, além de atender aos diversos serviços de dados, de telefonia e outros, independente do fabricante ou tipo de equipamento, agrega outros benefícios como o de solucionar problemas de crescimento do parque de informática da empresa já que o dimensionamento dos pontos de um SCE é baseado na área em m² do local e não pelo número de funcionários atual ou de computadores existentes.
Uma rede bem estruturada tem como objetivo fornecer uma base sólida para o bom desempenho da estrutura de rede, visando a longevidade do sistema, eliminando a dispersão de cabos destinados a transmissão dos sinais de dados e controle, não permitindo a mistura com os demais que conduzem eletricidade.
14. Podemos identificar 6 subsistemas em um cabeamento estruturado, explique esses 6 subsistemas. 
Um sistema de cabeamento estruturado consiste de um conjunto de produtos de conectividade empregado de acordo com regras específicas de engenharia cujas características principais são:
– Arquitetura aberta 
– Meio de transmissão e disposição física padronizados 
– Aderência a padrões internacionais 
– Projeto e instalação sistematizados 
– Fácil administração e controle do sistema de cabeamento
Esse sistema integra diversos meios de transmissão (cabos metálicos, fibra ótica, rádio, etc) que suportam múltiplas aplicações incluindo voz, vídeo, dados, sinalização e controle. Os produtos utilizados asseguram conectividade máxima para os dispositivos existentes e preparam a infra-estrutura para as tecnologias emergentes.
OS SUBSISTEMAS
O cabeamento estruturado foi dividido em seis subsistemas. Entenda mais sobre cada um deles:
1. Cabeamento Horizontal (Horizontal Cabling): Compreendido pelas conexões da sala de telecomunicações (TR) até a área de trabalho (WA).
2. Cabeamento Backbone (Backbone Distribution): Esse nível realiza a interligação entre os TRs, salas de equipamentos e pontos de entrada (EFs). Ele é principalmente constituído dos cabos de backbone e cross-conectons intermediário e principal, cabos de conexão, conexão entre pavimentos e cabos entre prédios (campus backbone).
3. Área de Trabalho (Work Area – WA): Local físico onde o usuário trabalha com os equipamentos de comunicação. O nível é construído pelos PCs, telefones, etc., cabos de ligação e eventuais adaptadores.
4. Sala de Telecomunicações (Telecommunications Room – TR): É o espaço destinado para a acomodação de equipamentos, terminação e manobras de cabos. É o ponto deconexão entre o backbone e o cabeamento horizontal. Os cross-conects são alojados nos TRs, podendo ou não possuir elementos ativos.
5. Sala de Equipamentos (Equipment Room): Local onde são abrigados os principais equipamentos ativos da rede, como PABX, servidores, switches, hubs, roteadores, etc. Nesse local, costuma-se instalar o principal painel de manobras ou main cross-connect, composto de patch panels, blocos 110 ou distribuidores óticos.
6. Entrada do Edifício (Entrance Facility – EF): É o ponto onde é realizado a interligação entre o cabeamento externo e o intra-edifício dos serviços disponibilizados (entrada da LP e PABX por exemplo).
15. Na sua opinião quais são as principais recomendações a se seguir na elaboração de uma rede cabeada ?
Montar uma rede planejada previamente, levando em consideração todas as interferências que a rede pode sofrer durante seu trajeto, durante o cabeamento, levar em consideração itens como o modo de produzir o fio, desde a criação da ponteira a própria colocação, evitar manuseio excessivo do fio evitando assim que este possa ser danificado, e, optar por materiais de boa qualidade.
	
16. O que são ruídos de rede ? 
Todo sinal elétrico ao propagar-se por um meio de transmissão pode sofrer algum tipo de perturbação ou degradação. Assim, as distorções de fase ou "ruídos" são perturbações de natureza aleatória, causadas por agentes externos ao sistema. Os ruídos gerados pelas falhas nos sistemas de energia elétrica são os maiores causadores de defeitos em redes de computadores, podendo resultar em defeitos de hardware e mesmo perdas de dados e erros em programas executáveis (software). 
O que é o ruído elétrico Eletronicamente falando, o ruído é um tipo de sinal elétrico, subproduto de algum processamento em um circuito elétrico/eletrônico. Trata-se de um sinal indesejável, constituído por sinais aleatórios e, por serem aleatórios, esses sinais interferem nos circuitos eletrônicos provocando algum sintoma de mau funcionamento. Nesse ponto, o ruído torna-se uma adição ao sinal de informação original que tende a alterar seu conteúdo e, na maioria das vezes, não pode ser completamente compensado, pois não pode ser avaliado a não ser em termos de probabilidade. 
Conhecido como Interferência Eletromagnética (EMI) e Interferência por Rádio Freqüência (RFI), o ruído elétrico pode ser causado por diversos fatores. Em aparelhos de áudio, geralmente aparece como zumbido, em televisão, como chuvisco na tela, em aparelhos de medicina, como erros de medição e em computadores, como erros esporádicos e travamentos, geralmente inexplicáveis.
17. Defina resumidamente as Característicaselétricas dos cabos UTP: 
● Impedância; 	
				
Uma característica importante que deve ser observada na montagem de uma rede é a impedância dos cabos. A impedância é uma característica elétrica complexa que envolve a resistência e a reatância e que só pode ser medida com equipamentos apropriados. Os cabos devem ter uma impedância específica para que possam funcionar com os componentes elétricos das placas de interface.
					
Em princípio, uma impedância alta ou baixa não causa qualquer problema, mas um cabo deve ter uma impedância correta para evitar a perda do sinal e interferências. A distância entre dois condutores, o tipo de isolamento e outros fatores especificam uma determinada impedância elétrica para cada tipo de cabo. 
● Atenuação; 
É a perda de potência ao longo do segmento de cabo, a qual ocorre em função das perdas de características elétricas como a resistência do cabo. É expressa em decibéis (dB). Em outras palavras, é a relação entre a potência de entrada e a potência transmitida em um canal de transmissão. Quanto menor a atenuação melhor!
 " A atenuação de um sinal ao se propagar por uma linha de transmissão diz respeito a perda de parte de sua energia, devido aos efeitos da resistência e condutância, que corresponde á parte real da Equação 4.9. A parte imaginária é responsável pelos efeitos reativos ou o defasamento do sinal que resulta na variação do ângulo de rotação que a fase do sinal transmitido vai sofrendo ao se propagar pelo cabo [8]. A atenuação e o defasamento são calculados a partir da constante de atenuação (α) e da constante de fase (β), respectivamente a parte real e imaginária da constante de propagação na linha (γ). Para baixas freqüências, as perdas dielétricas são desprezíveis, dessa forma a constante de atenuação e fase pode ser escrita conforme as Equações 4.12 e 4.13. "
● Diafonia (Crosstalk): 
É o maior fator limitador de desempenho em sistemas e comunicação digital em cabos de pares trançados. Também conhecida como Crosstalk.
“Pode ser entendida como a interferência eletromagnética entre sinais (digitais ou analógicos) que se propagam por diferentes pares dentro de um cabo balanceado com ou sem blindagem” (Paulo Marin – Cabeamento Estruturado Projeto e Instalação – 2015).
Influenciam na Diafonia:
Aspectos construtivos do cabo;
Bitola dos condutores;
Passo de torção de cada par;
Material isolante;
Simetria entre os pares.
A Diafonia não pode ser eliminada, porém pode ser minimizada, com:
Terminações balanceadas;
Entrelaçamento dos pares com diferentes passos de torção dentro do mesmo cabo;
Qualidade na fabricação dos cabos;
Uso de cabos blindados;
Práticas de instalação baseadas em normas.
Existem três formas de Diafonia: a Paradiafonia, Telediafonia e a Diafonia Próxima por Soma de Potências.
Paradiafonia ou NEXT: Diafonia medida no par interferido, percebida (medida) pelo receptor localizado no mesmo lado da origem do sinal irradiador (fonte do ruído). Pode-se analisar este mesmo parâmetro entre cabos adjacentes instalados numa mesma infraestrutura, neste caso, teremos o ALIEN CROSSTALK.
Telediafonia ou FEXT: Diafonia medida no par interferido, percebida (medida) na extremidade oposta àquela onde se encontra o sinal interferente.
A NEXT por Soma de Potências (PSNEXT – Power sum near-end crosstalk) mede o efeito acumulado da NEXT de todos os pares de fios no cabo. A PSNEXT é computada para cada par de fios baseada nos efeitos da NEXT dos outros três pares. O efeito combinado da diafonia de múltiplas fontes simultâneas de transmissão pode ser muito prejudicial ao sinal. A certificação TIA/EIA-568-B exige o teste da PSNEXT [1]. Alguns padrões Ethernet como 10BASE-T e 100BASE-TX recebem dados de apenas um par de fios em cada direção. No entanto, para as novas tecnologias como é o caso do 1000BASE-T que recebe dados simultaneamente de vários pares na mesma direção, as medições de soma de potências é um teste muito importante. A Figura 3.4 mostra o procedimento usado para calcular a PSNEXT. 
● Return Loss (RL); 
A perda de retorno é medida em decibéis, que mostra as reflexões que são causadas pelas descontinuidades de impedância em todos os locais ao longo do link. O principal problema da perda de retorno não é a redução da intensidade do sinal. “O problema mais significativo é que os ecos de sinais causados pelas reflexões das descontinuidades de impedância atingirão o receptor a diferentes intervalos causando o atraso de sincronismo do sinal” 
● Tempo de Propagação (NVP);
• tp é o tempo de propagação de um pulso ao longo do cabo. 
O processo de medição do tempo de propagação de uma onda eletromagnética em um cabo está mostrado na Figura 3.6. 
Com a velocidade de propagação pode-se determinar o comprimento do cabo elétrico aplicando-se em uma das extremidades um pulso de tensão e medindo-se o tempo de propagação até o pulso atingir a outra extremidade. Para se ter precisão nessa medida o pulso aplicado deve ter tempo de duração inferior ao tempo de propagação da OEM no cabo.

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