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'tlll, .lu U
Distribuição ele importações e cxportaçc 'S
(a) Distribuição das mercadorias de exportação
(percentagem baseada em dólar)
1925-29 1935-39 1945-49 1957-59 1962
Café 71,7 47,1 41,8 57,9 53,0
Algodão 2,1 18,6 13,3 2,7 9,2
Cacau 3,5 4,5 4,3 5,6 2,0
Minério de ferro 3,3 5,7
Açúcar 0,4 1,2 3,7 3,2
Fumo 1,9 1,6 1,8 1,2 2,0
Sisal 1,1
Manganês
1,9
2,5 2,2
Borracha 2,9 1,1 1,0
Madeira de pinho 0,4 1,0 3,5 3,9 3,2
Outros 17,1 26,1 33,1 18,1 17,6
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
(b) Distribuição geográfica de exportações
(percentagens baseadas em dólar)
J925-29 1935-39 1945-49 1957-59 1962
Estados Unidos 45,3 36,9 44,3 41,3 40,0
França 10,3 6,9 2,3 3,4 3,4
Alemanha 9,1 15,1 6,8 9,1
Reino Unido 4,4 9,7 9,1 6,7 4,4
Países Baixos 5,7 3,7 2,7 4,2 6,1
Itália 5,2 2,5 2,7 2,7 2,9
Japão 4,1 3,0 2,4
Suécia 2,3 2,2 2,4 2,5 3,5
Argentina 6,0 4,8 9,0 6,6 4,0
Uruguai 2,7 1,7 2,4
Bélgica-Luxcmburgo 2,7 3,2 4,1 2,5
Outros 6,3 10,9 21,7 20,7 21,7
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
(c) Distribuição das mercadorias de importação
1938-39 1948-50 1961
Produtos alimcntícios, bebidas c fumo 14,9 17,9 13,5
Combustíveis 13,1 12,8 18,8
Matérias-primas (cxceto combustíveis) 30,0 23,8 26,3
Bens de 'apitlll 29,9 35,2 39,8
Bens de C{)IISIIlII\1numulururudos 10,9 9,7 1,5
Outros 1,2 0,6 0,1
Total 100,0 100,0 100,0
4
impulso de industrialização
Iás-Segunda Guerra Mundial:
1 46-61
EMBORA A CONTINUAÇÃO DO processo de industrialização bra-
sil iiru logo após a Segunda Guerra Mundial fosse originado por circunstâncias serne-
lhuntcs às que prevaleceram durante os anos da Depressão - isto é, dificuldades no
balanço de pagamentos -, suas características fundamentais eram totalmente diversas.
I':m 1950, a industrialização não era mais uma reação defensiva a acontecimentos ex-
I 'mos, mas se tornara a principal maneira encontrada pelo governo para modernizar e
1I1Il).ntar a taxa de crescimento da economia. Os formuladores da política econômica
huvinm se convencido de que o Brasil não poderia mais contar com a exportação de
, 'IIH produtos primários a fim de alcançar suas ambições de desenvolvimento. Visto
1111' nHpolíticas adotadas na década e meia após a Segunda Guerra Mundial se base a-
1111111l:IHtendências do comércio mundial e no papel desempenhado pelo Brasil dentro
11 -IIS, d .vcrcmos iniciar este capítulo com uma breve revisão das tendências seguidas
li '10 ('0111 ércio exterior brasileiro e sua função na economia durante esses anos.
() .on órcio exterior do Brasil e seu papel na economia
Obs .rvurcrnos na Tabela 4.1 que, tanto antes quanto depois da Segunda Guerra
1\1I und iaI, a estrutura das mercadorias de exportação no Brasi I se concentrava em tina
p '<\1'1'lia quanti ladc ele produtos: café, cacau, açúcar, algodão e fumo. Os principais
\lI 'l'l'lIdos para '~S'S bens eram os Estados Unidos e a Europa o .j lcntal. A estrutura
tlu, 111.rcudoriu» d ' importuçl o \1. o .ru tão desigual c 'a Ia grupo possuía lima par' .lu
FOII/e: H61.i~S!Jhlild '" HllvlI, "( :OIl1(ol't.'lo exterior do Brasil c desenvolvimento econômico". /1/: Revista Brasileira rll' CiPJ/t'Ítl"'
Sociais, 11)111'./ I()()j~:( :11111'1(,11111 Nncionul de li:conomia, F.x/J0.ri(t70gf/ra/ rI{/ Silllfl{r70 ccouõmica rio Brasil 1961. Rio d . [nn ·i,'( ,\
1962, nlln 'IJ du IIIIIMII,1~I.illI11 i", 1%2, ' c. c I.
1947 14,9 1955 6,7
1948 14,1 1956 7,2
1949 11,8 1957 6,2
Alimentos
1950 9,3 1958 5,5
1951 9,4 1959 6,3
Matérias-primas agrícolas
Minérios
1952 7,5 1960 6,1
Manufaturados
1953 7,9
1954 8,2
'llIl! -lu k
1\ parti .ipuç] () das »q OI'Wy( 'li llgr 'Ollli
nu renda interna e nu produçí o agrf '01-1 total, I ()47·()()
(ti) Parücipação da» exportações agrtcotas lia relida interna (em preços de /953) (%)
(b) Participação das expor/ações agricolas na produção agricola total (%)
(em preços de 1953)
1947
1948
1949
1950
1951
1952
1953
1954
43,0 1955 23,4
41,3 1956 25,9
35,6 1957 21,8
30,4 1958 20,6
32,5 1959 23,8
24,4 1960 23,2
27,1
21,6
Fome: Calculado a partir de dados comidos na Revista Brasileira de Economia, mar./1962; IBGE, O Brasil
em números, Rio de Janeiro, 1960.
I' .lurivamente substancial do total de importações. A notável queda na importação de
h 'ns de consumo manufaturados e o aumento da importação dos bens de capital e de
combustrvcis no período pós-Segunda Guerra Mundial refletem as medidas de subs-
I lt lIi\'l o de importações que discutiremos a seguir.
1\ prova de que o Brasil era extremamente dependente das exportações a fim de
ol>t 'I' S '11 bem-estar no final da guerra é evidente. No final da década de 1940, a maior
I'iltill do PNB era ocupada pelo setor agrícola (quase 28%) e, em 1950, mais de 60%
dll população economicamente ativa estava nele empregada. A Tabela 4.i indica a
pnrri .ipação das exportações brasileiras na renda nacional e na produção agrícola total.
I\s proporções nos primeiros anos após a guerra eram de magnitude tal que as mudan-
\.':!S nos rendimentos das principais exportações brasileiras exerciam fortes efeitos posi-
tivos ou negativos em toda a economia. O subseqüente declínio dessas proporções
(K'(H'I't..:lI devi 10 à queda elos lucros com a principais exportações c ao crescimento
inr .rno da e .onornia busca Ia na in lustrialização tendo em vista a substituição I'
ill1pol'cuç( 'S, qu dis .utir 'mos '11 seguida.'
'(ltl> .lu 4d
Mudunças na estrutura do comércio mundial, l <j L -61
(a) Exportação mundial de mercadorias (% de distribuição a preços correntes)
Produtos primários
Bens manufaturados
Mundial, exclusiva
Mundial economias
socialistas
1913 1929 1937 1913 1953
29,0 26,1 24,8 27,0 22,6
21,1 20,0 19,5 20,7 13,9
14,0 15,8 19,5 14,7 19,8
35,9 38,1 36,2 37,6 43,7
100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
1948 1953 1958
55,5 51,0 48,2
44,5 49,0 51,8
100,0 100,0 100,0
Fontes: L. P. Yatcs, FOI1y)'ca!Y offonigll trarie, Londres, George Allen & Unwin, 1959; [oseph D. Coppock, Internatlonal economia
ill.ftability: T/II: experience ({(tI//' \Vodrf \VaI" JJ. Nova York, McGraw-Hill, 1962.
(b) Importações mundiais por áreas geográficas (Distribuição percentual)
Impor/ações de Áreas não-industriais América Latina
Para 1953 1960 1961 1953 1960 1961
Áreas industrializadas" 37,4 28,3 27,1 12,9 8,7 8,0
Mundo 31,5 24,8 24,3 9,8 6,8 6,5
* Excluindo Europa oriental, incluindo Japão.
Fonte: GATr, Jlltema!irJ1/a/71Yr(k, 1961.
o mercado mundial para as exportações tradicionais
do Brasil na década de 1950
Os formuladores da política econômica do período pós-guerra eram pessimistas
quanto ao futuro dos mercados para as exportações tradicionais brasileiras. Do final da
década de 1940 ao início da década de 1960, as maiores taxas anuais ele crescimento
das exportações mundiais para o tipo de produtos exportados pelo Brasil podiam ser
encontradas no açúcar (3,8%) e as mais baixas no café (2,2%), enquanto as exportaçõ 'li
mundiais ele produtos manufaturados se expandiam a uma taxa anual de 6,6%. Na
pm'll. '111 di/di illl Igillll '01\\11 o li I, poli -1'11 ',11 '111' IllillJril ·1· 1111I III 11 de '1", (,i
111 '11111 101\\ 'smo I '1IlpO .m que '011(1\ li pl'il1 -ipulm 'IIC' COIll 1 • plllll~' 1111 ' prodlllOs
prim dllS, I iuutc LI 'ss ' quu 11'0 sombrio, li 'V '-1'1' " 'res .cntur 1 qu -(\11 <111P,!l1'[il'ipti<;l o
do IImsil 110 111 'r .udo mundial para suus prin .ipuis mcrcadorius LI' 'XpOI'\'ti<;IO, l lmu
rlns I'UI'.( cs básicas para essa queda reside na manutenção de cl .va los prc 'os para O
nd', no princípio do período pó s-guerra, quando o país dominava o n crcado mundial,
o que encorajou os concorrentes de outros países a produzirem o produto:'
O fraco desempenho das exportações brasileiras foi parte de uma tendência mun-
dial desfavorável no mercado para produtos primários, principalmente alimentos e
matérias-primas.Fica claro na Tabela 4.3 que essa tendência vinha se desenvolvendo
li longo prazo. A parte (b) da tabela mostra que as importações mundiais e as de países
industrializados originárias de países não-industrializados vinham diminuindo con i-
dcravclmente, em grande parte devido à queda da participação da América Latina.
Deve-se observar que essa queda teria sido ainda mais acentuada caso o petróleo e
seus derivados tivessem sido excluídos. Indícios adicionais sobre as sombrias perspec-
tivas para as exportações de países produtores de produtos primários da época foram
'n .ontrados em vários levantamentos. As Nações Unidas, por exemplo, obtiveram as
s 'guintes estimativas para a elasticidade da renda para importações de países indus-
rriulmcnte desenvolvidos por áreas em desenvolvimento:"
'IIU" IIqll ,Ias 'ujus ' P()l'\ti~'( '1'1 upr '1'1 .ntuvum pou 'llS .hunc '1'1 LI' 1" 'Obl'UI' U 111111'.1
superioridade. É nl.:S8C contexto que SI.: leve cn .arur a lc 'ist o gru lativu romu III li 111
governo brasileiro de mudar a estrutura da economia promovendo a industriulizuç ()
em substituição à importação.
Os anos pós-guerra
0,76
0,60
1,40
1,24
A queda drástica das importações ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial e o
incremento de exportações causaram um aumento substancial das reservas cambiais
do país, de US$ 71 milhões antes do início da guerra para US$ 708 milhões em 1945.
Em fevereiro desse ano, o governo criou um regime cambial sem restrições, exceto por
algumas limitações quanto à remessa de lucros. As importações não sofreram restrições
quantitativas, e a moeda estrangeira estava livremente disponível para a maioria das
transações de capital. A moeda brasileira, o cruzeiro, foi mantida com o mesmo valor
do período anterior à guerra, de Cr$ 18,50 por dólar, e não mudou até 1953, enquanto
os preços aumentaram 285% de 1945 a 1953.7 Mesmo em 1945 a taxa de câmbio havia
sido supervalorizada em relação ao dólar, visto que durante o período de 1937-45 os
preços no Brasil haviam aumentado 80% mais que nos Estados Unidos."
A contínua supervalorização do cruzeiro pode ser atribuída a várias metas de po-
líticas governamentais, Em primeiro lugar, os formuladores da política econômica
estavam ansiosos por gastar as reservas cambiais acumuladas durante a guerra a fim de
atender à demanda reprimida por importações. Em segundo, como a inflação era uma
preocupação primordial, foi considerada justificada a existência de um déficit no ba-
lanço de pagamentos financiado por reservas cambiais passadas a fim de manter os
preços baixos. Havia também o receio do impacto inflacionário adicional causado pela
desvalorização. Observou-se que essas políticas "ilustram os tradicionais interesses
por aquisição de terras, e não pelo crescimento de setores industriais urbanos mais
recentes"."
Dentro de um ano, porém, a maioria das reservas cambiais acumuladas durante o
período de guerra havia desaparecido, resultado da febre de importação. A Tabela 4.4
mostra como a quantidade de importações aumentou 40% e o valor do dólar para
importações em 80%, enquanto a quantidade de exportações diminuiu e seu valor
cresceu somente 17%. Não se tem certeza se a brusca queda na taxa real de cresci-
mento da produção foi resultado do repentino fluxo de importações, mas pode-se
observar que a taxa real de crescimento tornou a aumentar em 1948, depois que as
reservas foram esgotadas e permaneceram em um nível elevado pelo restante da
década.
O balanço de pagamentos apresentado no Apêndice, na Tabela A4, parece contra-
dizer a afirmativa anterior de que em 1947 a maioria das reservas cambiais havia sido
esgotada, Pode-se observar que, em 1946, o saldo de conta real ainda era positivo e
somente ficou negativo no ano seguinte, mas não o suficiente para devorar quase
todas as reservas acumuladas. Essa contradição pode ser resolvida considerando-se
que os excedentes da conta corrente dos anos de guerra se deviam principalmente ao
superávit com paíse europeus; no mesmo período, o Brasil apresentou déficits '0111
Grupo de mercadorias
Alimentos (grupos SITC* Oa 1)
Matérias-primas (SITC 2 a 4)
Combustíveis (SITC 3)
Produtos manufaturados (SITC 5 a 8)
Elasticidade da renda
Outra análise estatística que se aproxima ainda mais do exemplo brasileiro preocupa-
s ' com a elasticidade da renda e do preço para o café nos Estados Unidos. Demonstrou-
s 'quc um aumento de 10% no preço do café fez com que os consumidores reduzissem o
uso do produto em 2,5%, enquanto um aumento de 10% na renda per capita real geral-
111 'IHC levava a um aumento de 2,5% no consumo de café.'
I·'inalmente, também se observou, na época, que o consumo de matérias-primas pelas
indústrias de países desenvolvidos tendia a aumentar a uma taxa mais baixa que sua
produção devido a técnicas de produção mais eficientes, que resultaram na diminuição
11 ' insumos de matéria-prima sobre cada unidade de produto final. Notou-se, por exem-
plo, que o índice de consumo de matéria-prima para o Produto Nacional Bruto sofreu
umu queda nos Estados Unidos de 22,6% em 1904-13 para 12,5%, entre 1944-50.6
Ás evidências pareciam indicar aos formuladores da política econômica brasileira
<I"\': () país não se encontrava apenas entre o grupo de nações cujas exportações
constantemente perdiam participação no comércio mundial, mas que também escava
• H 1'1'( : S/IIIIt!III1II1t!m'/rilt!'!/YIt!I' (,'/rl.l',í'ij/m/illll (r:llIssil1 'nç~() I nd ustrinl Pllclr~(I) (N. 10' I .),
70 71
Imp()J'ltl~( ·s, . I () I,I , ()
BXI'/)I'/II(:tJes 1II/I'IIr/II(:IJes
Quantidade Valor Quantidade Valor PII3 real
1944-45 6 16 5 6
1945-46 21 49 -17 50 8
1946-47 -5 17 40 80 2
1947-48 3 3 -10 -8 7
1948-49 -11 -8 16 -I 5
1949-50 -13 24 22 -2 6
I )11111111 fi 11 'Iodo de lI) k -, 0, () gov srno 'X rrc 'li .ontrnlc suf ,i '1Il' parti .quill-
IHIII o 11li 1111,'0 ti' pagamenLOs, Alguém poderá alegar que nem todos os sacriflcios
exigidos puru () .rcscimcnto eram necessários. Por exemplo, uma atitude menos rígida
'na manutenção de uma taxa de câmbio fixa e supervalorizada teria tornado a carga dos
controles mais eqüitativa e poderia ter gerado um estímulo maior às exportações. A
tradição era o critério utilizado para distribuir licenças de importação. Cada importador
tinha direito a uma determinada cota de moeda estrangeira proporcional ao volume de
suas transações antes da introdução do sistema de licenciamento. Tratava-se de uma
política muito estática que não levava em consideração o desenvolvimento e as neces-
sidades de novas indústrias, que dependiam de suprimentos vindos do estrangeiro
para a fase inicial de suas operações.
Com a crescente pressão do excesso de demanda por moeda estrangeira, o sistema
de licenciamento foi cercado por longas demoras e muitas irregularidades tornaram-
se evidentes em seu funcionamento. Como os importadores que recebiam licenças
obtinham enormes lucros inesperados, "não é de surpreender que tenha havido cres-
centes denúncias de corrupção na administração do sistema. Alternativamente, o sis-
tema era simplesmente contornado, utilizando-se o contrabando" .13
Em 1951, o Cexim relaxou o controle, principalmente por acreditar que a guerra
da Coréia se transformaria em um conflito mundial que traria consigo uma escassez
geral de suprimentos do estrangeiro. Como resultado, as importações, que atingiram
uma média de US$ 950 milhões ao ano no período de 1948-50, subiram a uma média
de US$ 1,7 bilhão ao ano durante os anos de 1951-52. Mais de 55% desse aumento
ocorreu na importação de bens de capital e 28% em outros bens de produção, o que
refletiu a deliberada política de industrialização que se tornava a principal preocu-
pação do governo brasileiro na década de 1950. Parte do aumento das importações foi
compensada pelo aumento no valor das exportações, graças basicamente à alta subs-
tancial no preço do café. Uma grande parcela das importações emergentes,entretanto,
teve de ser coberta por juros e por financiamentos compensatórios oficiais, tendo
esses financiamentos chegado a US$ 291 milhões e US$ 615 milhões em 1951 e 1952,
respectivamente.
Embora o Brasil tenha operado a uma taxa de câmbio fixa supervalorizada durante
esse período, essa inflexibilidade podia ser contornada através do uso de operações
vinculadas. Os exportadores de determinados produtos podiam vender suas receitas
cambiais diretamente com ágio, "o que equivalia a um tipo de desvalorização ad hoc
do cruzeiro e atingiu grandes proporções nos últimos' anos do período de
licenciarnento" .14 Esse sistema funcionou muito bem, a princípio, com as autoridades
do Cexirn exercendo um controle firme sobre as operações, cuidando para que as
exportações em questão fossem de natureza básica (isto é, dignas de incentivo) e que
as importações fossem essenciais. No final do período, porém, esse sistema enfraque-
ceu devido ao surgimento de muitos abusos.
O sistema também atuou como um estímulo à remessa de lucros e a uma evasão de
capital, ao mesmo tempo em que desencorajou a entrada de capital novo. Entre 1949 e
1952 foram remetidos US$ 173 milhões em lucros ao estrangeiro, enquanto a en tra h
de investimento direto líquido somou somente US$ 13 milhões. Tudo isso o '01'1' 'U
apesar das restrições existentes quanto aos fluxos de capital já menciona los.
FOII/e: Comissão Mista Brasil-Estados Unidos para Desenvolvimento Econômico, Relatoria Geral,
vol. I, Rio de Janeiro, 1954 e Conjuntllra Econômica.
os Estados Unidos, Como as moedas dos países europeus não eram conversíveis nos
primeiros anos após a guerra, uma parcela substancial das reservas do Brasil naque-
IlIs moedas não pôde ser utilizada para cobrir o crescente déficit com os Estado
Unidos."
Controles de câmbio: 1946-53
O impulso de industrialização ocorrido depois da Segunda Guerra Mundial foi, ini-
.ialmente, conseqüência das medidas adotadas para enfrentar as dificuldades do balan-
(,:0 de pagamentos. Essas medidas só gradualmente se tornaram instrumentos conscientes
pa ra a criação de um complexo industrial, principalmente na década de 1950. O controle
do .ârnbio foi uma das ferramentas básicas para a industrialização do país.
Em junho de 1947, os controles cambiais foram reintroduzidos para permanecer até
jllll ,i r de 1953. Durante todo esse período, o cruzeiro tornou-se crescentemente valo-
rizndo, Como esse fato estimulava as importações, que também apresentaram um im-
pulso quando do início da guerra da Coréia, em 1950, foi utilizado um sistema de
li ' '11 .iumento de importações a fim de manter a demanda sob controle." A moeda
'slcungeira tornou-se acessível de acordo com um sistema de prioridades de cinco ca-
, 'gorias, definido pelo Departamento de Exportações e Importações do Banco do Bra-
sil (Ccxirn), que era responsável por operar o sistema de licenciamento. Gêneros de
primeira necessidade, como remédios, inseticidas e fertilizantes, podiam ser livremen-
I' , importados, enquanto combustíveis, alimentos essenciais, cimento, papel e equipa-
III 'lHO de impressão e maquinário tinham prioridade no sistema de licenciamento. No
ourro extremo, encontravam-se bens de consumo, considerados supérfluos, cuja im-
porrução era descncorajada por longas listas de espera para a obtenção da licença.I-
t\di .ionulrncnrc, a repatriação anual do capital estava limitada a 20%, e a remessa I'
111 "'OS li H% 10 .apital r gistrado.
" 7,~
( ) ,'ist n il ti .~mhio múlt i] 10: I (), ,~-, 7 pod '1'11 I' l'OIIV'l'1id I I 111 I olkilll, Illttis IIIllU tuxu u li .ionul der .rminudu pcln \11
roridud 'S II)tUl'I, rills.
I li 1':1IIC • o período 11.: fun .ionurncnto, o sistema foi submetido a várias mu Iançus.
Muitas importações foram rcclassificadas de acordo com categorias, estabeleccram-s '
ágios mínimos para a realização de leilões, que foram aumentados no decorrer do
tempo para acompanhar a inflação. Quanto às exportações, ocorreram muitas mudan-
ças que acabaram por ocasionar a criação de quatro categorias de exportação em janei-
ro de 1955. O sistema tornou-se tão complicado que existiam mais de 12 taxas oficiais
ao mesmo tempo.
O sistema cambial múltiplo representou algum avanço em direção à desvalorização
da moeda diante da inflação contínua, além de "ter criado um mecanismo de mercado
para equiparar a oferta e a procura de moeda estrangeira. Além disso, direcionou para
o governo os lucros inesperados obtidos com as importações e eliminou as pressões de
corrupção administrativa na distribuição de licenças" .16 O sistema parecia ser mais
flexível em relação às importações do que às exportações. A flexibilidade nas impor-
tações era mais vantajosa do que um sistema de tarifas, que poderia ser ajustado
somente de acordo com a lei, enquanto as classificações cambiais poderiam ser mu-
dadas por decisão executiva.
O sistema favoreceu a maioria dos bens de capital, insumos correntes à agricultura
e a algumas indústrias selecionadas, seguidos pelos bens de produção e, por fim, pelos
bens de consumo. A aplicação do sistema agiu como grande desestímulo às exporta-
ções. O governo permitiu a defasagem das taxas de exportação por vários motivos: ele
estava interessado nas receitas adicionais que poderia auferir de tal sistema, tinha a
impressão de que uma taxa menor neutralizava as tendências decrescentes nas con-
dições de comércio e, finalmente, os formuladores da política econômica imaginavam
que uma taxa de exportação defasada seria um método que evitaria que os preços de
produtos exportáveis aumentassem internamente. 17
.1':1\\jun 'il'() li ' I~5, roi udorudu umu novu pol li 'li voltada puru um , iSI '":11 l'lllllhilll
I\\IIIS 11'X v '1: A LI.!I 1.807 .riuu um .ârnbio livre limitado, qu ' li '1'11\ilÍ11u 'nll'ildll •
, I ~I:Ili' ·aP.ltal I.!seus lucros, e li compra e vcn Ia de moeda csrrnnuciru pura I'iIlSde
11I~·I~m().As Importações e a maioria das exportações ficaram rctidus I o ,ambio oli ·illl
(~,I'$ IR,72 por. dólar) ~ eram controladas pelo cxirn, da mcsn a forma q uc HS n 'go-
\'1:1\:cs de ca~Jtal consideradas importantes ao paí . Determinadas exportações ((U ' o
govl.!rno queria estimular eram parcial ou totalmente permitidas no câmbio livre. COI1-
Iroles s~brc ganhos de capital eram mantidos de tal forma que a remessa de juros nr o
.xccdcria 8% e a de lucros, 10% ao ano.
. Como? dólar no câmbio livre estava cotado muito acima da taxa oficial, as 'IUCO-
r.,da(k~ utilizaram a Lei 1.807 para estimular certos tipos de exportação. Assim, em
I :v ..r~lro de 1953 a Instrução 48 da Superintendência da Moeda e do Crédito ( limo')
dividiu as exportações em três categorias' uma em que 15&0' 30& e 500'1 d ', , . 7C, 70' 70' as rece Itas
,'IIll\I)la~s,respectivamente, poderiam ser vendidas no mercado livre. Seguiram-se muitas
inxtruçocs que aumentaram a lista de exportações essenciais e, pouco depois, todos
'ss 'S produtos foram colocados na terceira categoria.
()s gal?hos advindos de exportações tradicionais (café, cacau e algodão) deveriam
, 'I' ucgociados ao câmbio oficial. Existiam exceções, entretanto pelo sistema de "Iis-
IIS mínimas"; as e~portações deveriam ser vendidas somente p;lo câmbio of:cial, cuja
I1111 :(lrrespondena a determinados preços mínimos, e qualquer diferença a mais
p,I~~1'na entrar no câmbio livre. Essas manobras eram utilizadas para aumentar e divcr-
sdl 'ar as ~xportações. N~nc~ se sentiu o efeito total dessa política, já que o governo
I,'~lwva evitar que o câmbio livre vendesse moeda recebida no mercado oficial. Embora
I nro por motivos políticos e psicológicos, isso diminuiu o estímulo às exportações C
:nrrad'l de capital, ao mesmo tempo em que criou um incentivo prejudicial ao
IIIIISIlI() e às remessas de lucros.
, ~':1l1outubro de 1953, instituiu-se uma reforma básica no sistema cambial bra-
" 'l1'o',A .Instrução 70 da Sumoc e a Lei 2.145 criaram um sistema de câmbio múltiplo
1111: '1llllln~1lIcontroles quantitativos diretos e criou um leilão para a obtenção cI '
ti 1'1 11,, A~ l~llportações fo~am divididas em cinco categorias de acordo com seu grau
di ( '~I'1IIIIdade. A autoridade monetária Sumoc alocava moeda estrangeira entre as
I'lil ",011111'1,',as taxas de importação para cada uma eram determinadas em leilões."
I/'.IIIIII.ISIl11portaçõ~s eram consideradas por demais essenciais para ficarem su-
jl-Itll, 110SISI'ma de leilões, e entre elas se eneontravam as de petróleo e deriv 10'I I' _. . a 8,
p~lp uc 11I'11I'.ssuo, trigo e equipamentos considerados fundamentais para o descnvol-
VIII,''1110do país. A taxa para es~es produtos era igual à média da taxa de exportação
1111111'1ItI/!:lIl11.assobretaxas determinadas pelas autoridades monetárias. Esses bens eram
I' ·,~(lOIlSÚVI.!ISpor ap~'oximadamente um terço do valor total das importações.
No q~11.!SI.!referia às exportações, o Banco do Brasil recuperava sua posição li '
munup )110na compra de moeda estrangeira pagando a taxa oficial de ('1'$ 1072 11' '0
( I $ ~ " ~,o, I ,11.,
d' • ,()~) por lólar pelo café e .1'$ 10,00 por dólar por Outros produtos. A r .m 'S!,)lIde
111('1'01'1,Juro!') 'amortiza~( '!') 'onsid 'rados .ss 'I) .iuis para O d 'S .nvolvirn .nro do pn s
Mudanças nos controles cambiais: 1957-61
Em agosto de 1957, o sistema cambial brasileiro sofreu, mais uma vez, uma mu-
dança básica com a promulgação da Lei 3.244. Foram introduzidas tarifas ad valorem,
que se elevaram a 150%; as categorias cambiais foram reduzidas de cinco para duas,
e uma "categoria geral" incluía a importação de matérias-primas, bens de capital e
certos bens essenciais de consumo, enquanto a outra "categoria específica" incluía
todos os bens não considerados essenciais. Foi mantida uma taxa de câmbio especial-
mente baixa para a importação de trigo, petróleo e derivados, papel de impressão,
fertilizantes, equipamentos de alta prioridade, juros e amortizações para empréstimos
considerados fundamentais ao desenvolvimento do país. Essa taxa foi chamada de
câmbio de custo e não poderia ficar abaixo da taxa média paga aos exportadores. As
taxas de câmbio para exportações e transferências financeiras continuaram obede-
cendo às normas antigas.
Em meados da década de 1950, o caráter do sistema cambial mudou. Ele ru o .ru
mais considerado um in: trumcnto para resolver as dificuldades cio balanço li' P I-
,I 7.
1'.11111'1110 , IlIlIHshn 111111I' 1'1'11111'11111pU1I1plOlllOV 'I' II illdll, Il'iull",II~'O, N\ ,11 pOl' I,
O 1'01111111111101''S du pol ti 'li "011 IlIi 'li IlI'l\sil'il'os 'SlllV1I1lI '011 11('do, ti' que so-
11\'lIt ' , ' poli 'ria obt '\' ndic 'S '1 'vlldos li' 'I' 'S rim 'lHO '011 IIIlt-O ' 1ll0d\'rllizuçl o
\1(1'IV S de rnu lanças estruturais () 'asiOlllldlls pclu il IUHtl'iuliZllçlo, I\. 111.lhor prova
d 'SSll postura po lc ser encontrada em vários progran as compl '111'ncur 'S adorados
nuquclu lé .ada,
I\. principal novidade estava na já mencionada Lei Tarifária dc 1957 que oferecia
proteção adequada às indústrias recém-ativadas." Outra medida, introduzida no início
ti' 1955, foi a Instrução 113 da Surnoc, que se destinava, principalmente, a atrair in-
v .scirncntos estrangeiros diretos. Ela permitiu às indústrias recérn-ativadas importar
xjuipamcnto sem a necessidade de cobertura cambial e declarava que um investidor
.strangeiro poderia importar maquinário sob a condição de "concordar em aceitar pa-
gumento, não sob a forma de dinheiro ou despesa diferida, mas pela participação de
capital em cruzeiros no empreendimento em que o equipamento seria usado"." Seria
uprovu 10 somente o investimento considerado vantajoso ao desenvolvimento do país,
() que seria decidido pela Cacex (o departamento de comércio exterior do Banco do
Ilrnsil), que substituíra o Cexim.
11m bem era considerado vantajoso caso se inserisse nas três primeiras categorias
do mecanismo de controle de importações, em funcionamento desde 1957. Quase
lodos os bens, entretanto, caíam em outras categorias e, a fim de determinar sua
11' , ':;:;idade, a Cacex tinha de consultar as autoridades monetárias, outros órgãos ofi-
eilli:; interessados e alguns órgãos não-governamentais (como a Confederação Nacional
dlls Indústrias) antes de conceder os privilégios da Instrução 113, concedidos princi-
pulmcntc para completar séries de equipamentos de fabricação e algumas unidades
industriais existentes a fim de concluir a modernização das fábricas. As empresas
I>'I) .ficiadas pelos privilégios da Instrução 113 não tinham a permissão de vender o
muquinário adquirido durante seu período normal de vida econômica ou de realizar
plll'ull1entos diretos no estrangeiro que correspondessem ao valor do equipamento
illlpOl"rado.20
Obviamente, a Instrução 113 era vantajosa ao investidor estrangeiro que, sem ela,
( 1111d ' enviar dólares ao Brasil à taxa do câmbio livre e, com os cruzeiros adquiridos,
I 1111rlc r' .ornprar dólares no mercado leiloeiro a um preço mais elevado. O grau de
111 11'I' cio poderia ser medido pela diferença existente entre o custo da moeda estran-
1 -11111111'lIt 'goria do mercado leiloeiro pertinente e a taxa do câmbio livre. Essa dife-
1\ 111,'11'111 .rundc no que se referia a importações em dólares, mas muito menor nas
illlpllllll~' 'S .rn outras moedas. Entretanto, essa diferença desapareceu depois que a
('OIIV~'I'Hil>ilidlldemonetária foi conseguida pela maioria dos países exportadores, no
1111111li, 11),H,
I\. I, ,i Turifária de 1957 ampliou e solidificou a proteção oferecida à indústria do-
111st icu, I~m muitos casos, as tarifas chegavam a 60%, 80% e 150%. Bens que já eram
Iltl 'IJlllld;1I11<.:ntcfornecidos pela indústria doméstica podiam ser importados apenas via
"~'III'goria especial", em que o preço da moeda estrangeira iria aumentar duas ou três
v "/, 'S mais que em outras categorias. As indústrias favorecidas c as matérias-prin as
, N 'lH'illis, porém, po liam ser importadas ao câmbio de 'ISto, uma taxa fortemente
111>ldindu,
I >tI1'11Ilt ' os ilI10M,lIh, q(\ 'lIt 'S, slIrgirum várias lif .uldu Ics na adrninistraçí () do
sist '11111iurnbiul. () ',ll1bio lc .usto para importações preferenciais foi mantido em
nfy'is baixos durante longos períodos (a Cr$ 53,00 por dólar até outubro de 1958, e
a 1'$ 80,00 até janeiro de 1959, quando passou a Cr$ 100,00) em vista da inflação
contínua. As autoridades tinham a vaga idéia de que tal rigidez no reajuste represen-
taria uma ferramenta antiinflacionária eficiente, mas essa política encorajou o surgimento
de distorções na estrutura de importações e no padrão geral de alocação de recursos.
Na segunda metade da década de 1950, o governo teve de lidar de maneira pro-
gressiva com a superprodução de café, comprando enormes quantidades de exceden-
tes e remunerando os exportadores com taxas 50% inferiores às de importação. A
diferença entre a taxa paga aos exportadores e aquela pela qual as moedas estrangeiras
eram vendidas aos importadores gerou uma receita-extra para o governo que foi usada
para financiar o programa doméstico de defesa do café e algumas outras atividades
governamentais.
Em janeiro de 1959, as autoridades monetárias transferiram as exportações de ma-
nufaturados ao mercado livre e, em dezembro desse ano, essa medida estendeu-se a
todas as outras exportações, com exceção do café, petróleo cru, mamo na e cacau. Em
abril de 1959, os pagamentos de fretes para importações também foram transferidos
para o câmbio livre.
De 1958 a março de 1961, o dólar no câmbio livre estava constantemente cotado
abaixo da taxa aplicada na "categoria geral", o que significava que empresas estran-
geiras que remetiam lucros e brasileiros que viajavam ao exterior obtinham uma taxa
mais favorável do que os importadores de bens essenciais. Durante os últimos anos
de existência do sistema, o governo arrancou empréstimos compulsórios de exporta-
dores e importadores, que tinham de pagar o ágio no mercado de leilões,mas iriam
receber a moeda estrangeira somente seis meses depois. Os exportadores recebiam
somente uma fração dos preços em cruzeiros da moeda estrangeira, e o saldo era
investido em títulos públicos de seis meses do Banco do Brasil.
Reforma cambial: 1961-63
No início de 1961, foi instituída uma nova política cambial com a Instrução 204,
da Sumoc. O câmbio de custo foi aumentado de Cr$ 100,00 para Cr$ 200,00 por dólar;
as importações pertencentes à categoria geral foram colocadas no mercado livre; todas
as exportações, exceto o café, também foram colocadas no mercado livre e os emprés-
timos compulsórios impostos aos importadores foram substituídos por um sistema de
letras de importação, em que os importadores depositavam o valor em cruzeiro da
moeda estrangeira comprada a partir de um período de 150 dias em troca de títulos
do Banco do Brasil.
Outras instruções da Sumoc que se seguiram transferiram os ganhos cambiais
auferidos com as exportações de café para o mercado livre, exigindo que os exporta-
dores entregassem US$ 22,00 por saca a fim de permitir que o governo, com o equiva-
lente em cruzeiros, financiasse o apoio ao excesso de produção. Outra instruçi o aboliu
77
o IM( '11111 de , Iilbio d '(I, \0, (l'IIIISl'll'illdo lodil, IIS iIllP()I'!II~\ 's [uuu O 1l\~'I' ,tido li'
llvr coin rcio, 1\0 lOdo, 'SSilS m didlls uuux .nun muior IInidud • 110MI.( III~I cnmhiul.
OS UIIOS I' 1<)6 'I t)(>.) forum dominudos por 'riH 'S pol ti '11., por pr 'SS( 'S nu"
l'iollldisras qu ' o '<lsiOnHI"II1l a prornulguçl () lc um rígido de 'I' 'to I, I' '111 'SSlI ti, lu 'I'OS
no final de 1962," uma progressiva queda na receita .ambial oriunda dus »cportaçc 'S
, li li .clcração ela taxa ela inflação. Durante todo esse período, o estabelecimento do
" ,nmbiü livre" oficial ficou muito defasado em relação à inflação nacional, fat C)U'
pouco estimulou novos tipos de exportação.
I'lunos . programas sp 'l'lIS
11 11\" () da Lei dos Similares foi um incentivo muito poderoso que fez os investidores estrangeiros
pussur 'lll da importação à montagem ou da montagem à fabricação totalmente desenvolvida. A
l'III'III'lcrfsl'icaessencial desse incentivo foi o medo da exclusão completa do mercado mais do quc
IIl'siI 'l'UI1<,:lI de se obter um tratamento preferencial em relação à concorrência. Em muitos casos,
11 Nlmpl 'S III .nção de que alguma empresa brasileira ou uma concorrente estrangeira pretendia
onuur 110 rumo de fabricação, com a implicação de que as importações de bens similares seriam
1'111111'11111 '111 • excluídas, foi o fator crítico que impeliu companhias americanas a preservar sua
pONi,' (I no 111 .rcado através da construção de fábricas locais."
Mostramos anteriormente como se tentou avaliar os recursos do Brasil na década
de 1930 e durante a Segunda Guerra Mundial a fim de planejar sua utilização efici-
ente. Tais tentativas prosseguiram durante o período pós-guerra e, ocasionalmente,
resultaram na criação de programas públicos de investimentos que agiram como com-
plementos aos vários estímulos oferecidos ao setor privado.
A primeira tentativa do período posterior à guerra ocorreu com a introdução do
Plano Salte (o nome é um acrônimo contendo as iniciais de saúde, alimentação, trans-
porte e energia). Não se tratava de um plano econômico completo, mas de um pro-
grama de gastos públicos nesses quatro campos, de cinco anos de duração." que
deveria ser colocado em ação de 1950 a 1954. Esperava-se gastar Cr$ 19,9 bilhões
durante esse período, dos quais Cr$ 2,6 bilhões foram destinados à melhoria dos
serviços de saúde, Cr$ 2,7 bilhões para a modernização de produção e fornecimento
de alimentos, Cr$ 11,4 bilhões para a modernização do sistema de transportes e Cr$
3,2 bilhões para aumentar o potencial energético do país.
O plano não durou mais que um ano devido a problemas de implementação e prin-
cipalmente devido a dificuldades financeiras. Como se tratava não apenas de projetos
especiais de desenvolvimento, mas também de outros existentes no orçamento gover-
namental regular, ele "exerceu o efeito de retirar do orçamento regular uma parte das
despesas consideradas desenvolvimentistas, sendo, portanto, um passo na direção do
orçamento 'funcional't'.v' Dessa forma, o plano não precisou de gastos adicionais equi-
valentes ao valor de todos os programas ali contidos, visto que 30% já estavam cober-
tos por atividades incluídas no orçamento normal. Houve dificuldades na obtenção de
financiamento dos 70% não-incluídos. Esperava-se obter alguns dos novos recursos
necessários através da tributação da receita adicional resultante do plano em si, outros
por meio da venda de moedas estrangeiras retidas pelo Banco do Brasil e outras quan-
tias por meio de um reajuste dos impostos aduaneiros a uma base ad valorem mais
realista, o que deixou uma soma de cerca de Cr$ 7 bilhões sem cobertura. Decidiu-se
que essa quantia teria de vir de operações de empréstimos.
A interrupção do plano depois de um ano deve-se a estimativas de receita e possi-
bilidades de empréstimos excessivamente otimistas, pois os planejadores não conta-
ram com possíveis dificuldades no balanço de pagamentos que reduziriam as
probabilidades de financiar o plano com a venda de reservas, com o aumento da infla-
ção e com os déficits orçamentários que dificultaram a concessão de empréstimos, Com
o encerramento do plano em 1951, alguns dos projetos de obras públicas foram trans-
feridos a vários departamentos do governo, a fim de serem reiniciados quando hou-
vesse recursos disponíveis.
A natureza do Plano Salte não era realmente global, pois não dispunha de metas
para o setor privado ou de programas que o influenciassem. Tratava-se, basica-
mente, de um programa de gastos públicos que cobria um período de cinco anos.
Ele conseguiu, entretanto, chamar atenção para outros setores da economia defasa-
dos em relação à indústria e que poderiam, conseqüentemente, impedir um futuro
desenvolvimento,
A Lei dos Similares
o motivo para essa longa revisão da política cambial é que ela foi utilizada como
um dos principais instrumentos para estimular o impulso da industrialização a fim ele
slIbs ituir as importações da década de 1950. As políticas anteriormente revistas foram
complcmentadas pela rigorosa aplicação da Lei dos Similares.
Na última década do século XIX, a proteção tarifária transformou-se no que ficou
conh ' 'i 10 como a Lei dos Similares e, em 1911, foi criado o "Registro de Produtos
Hilllilnre..:s".Os produtores brasileiros que queriam proteção poderiam requerer o re-
glMI ro los bens que produziam ou que pretendiam produzir. No período posterior à
H 'gllnth Guerra Mundial e, principalmente na década de 1950, o registro de um
produto como um similar tornou-se a base para a proteção tarifária e para sua classi-
ri ':tç, ° em uma elevada categoria cambial. A definição exata de "qualidade e quan-
ridudc suficientes" de um produto para justificar a proteção era flexível pela lei e
'stuV'l sujeita à apreciação das autoridades.
A medida que o processo de industrialização prosseguia, a lei era aplicada de forma
q 11c encorajasse uma intensa integração vertical, isto é, dentro de empresas ou dentro
do puís, através do surgimento de empresas fornecedoras. De acordo com um estudo
do .ornpanhias americanas que operavam no Brasil,
POi' '111, essa lei também estimulou muitos grupos locais a estabelecer empresas for-
1\ 'r xloras. Assim, mesmo que os planos iniciais de protecionismo do governo tenham
'S(illllllado as indústrias de natureza "não-essencial" (a princípio, bens de consumo Ie..:-
V 'S li li': I 111 mantidos fora do país), políticas complementares proporcionaram sólidos incen-
tivos pura a intcgração vertical e, dessa forma, para o crescimento definitivo de uma in-
dl'IHtritlp 'sada de bens de capital.
7H
() IIIIh 1111011I (:01111 I li 1':\'011 111\'1 (:Ollilllll I 111I, il E 11110 1IIIIdn 1111IH I odn 11'
\I), I I I(),J con, ti 11I i 11 11111I I '1I11tiV I ti' plun '.i 111\ 'lHO IllllilO IIIIL 1111\11'ill,lI ' '0111'
pl '111,S 'li grll.nd ,,\'/Id/I 'l'lli 'O 1)I'IIsil 'jl'O '11111 'ri 'UIIO conduxiu 11111do 111ti, \'Olllpl'IOS
I svunrum 'lHOS Ia .conomin hrusil .iru j: r 'ldi:t,lI los uec uqu 'Ia po '1\ • I'OI'IIII!lOII umll
s ri, I' projetos de infra-cstrutura. Os gastos propostos totalizarnrn uss JH7,,~ lI1illH 'S
'111mo 'da estrangeira e Cr$ 14 bilhões, que deveriam ser divididos .nrre os s 'guintl.:s
projetos:
Ferrovias
Construção de estradas
Construção de portos
Navegação costeira
Energia elétrica
Outros
Total
38
2
9
7
34
10
100
55
Entr' I<J, J ' 1\", l ,t'11i 'OS 10 BN I E c da Comisst o Econômica das N'''; cs
Unidas para li Am 'ri 'a Latina fizeram um esforço conjunto na tentativa de realizar um
planejamento sistemático global," trabalho que consistiu principalmente da observa-
ção de relacionamentos agregados na economia entre 1939 e 1953 e de projeções de
acordo com hipóteses alternativas sobre mudanças na taxa de poupança, nas relações
de troca, etc., para um período de sete anos, Parece que a principal função do grupo
era chamar a atenção dos formuladores de política econômica brasileiros para as prin-
cipais variáveis (como o índice de poupança, a razão capital/produto ou o aporte de
capital estrangeiro) que determinam a taxa de crescimento da economia e que pode-
riam ser influenciadas por vários tipos de políticas econômicas. Aumentar a taxa de
crescimento da economia havia se tornado fator de extrema importância para o gover-
no devido à elevada taxa de crescimento populacional na década de 1950 (que era
superior a 3% ao ano)."
Esses vários planos de desenvolvimento do pós-guerra e as intensas discussões
que os cercaram "disseminaram uma espécie de mística política de desenvolvimento
- o que veio a se chamar de 'desenvolvimentismo' - entre os líderes brasileiros de
opinião pública e política"." Essa preocupação com o desenvolvimento - isto é, a
obtenção de altos índices de crescimento em um período de tempo relativamente
. curto - e o papel do governo em influenciá-Io firmemente tornaram-se características
de destaque da administração do presidente Juscelino Kubitschek (1956-61). No dia
posterior à sua posse foi criado o Conselho de Desenvolvimento Nacional que formu-
lou o Programa de Metas.
Não se tratava de um programa de desenvolvimento global, pois não abrangia
todas as áreas de investimento público ou as indústrias básicas e, durante um período
de cinco anos, não tentou conciliar as necessidades de recursos de trinta setores
básicos atingidos pelo plano com as dos setores não-incluídos. As metas deveriam ter
sido estabelecidas tanto para o governo quanto para o setor privado. Foram cobertas
cinco áreas gerais: energia, transporte, fornecimento de alimentos, indústrias de base
e educação (principalmente o treinamento de pessoal técnico). O investimento de
infra-estrutura preocupava-se essencialmente com a eliminação de gargalos, tarefa
para a qual a comissão conjunta já havia lançado as bases. Em muitos casos, foram
redigidas metas detalhadas, incluindo muitos projetos individuais, enquanto outras
metas foram formuladas somente em termos gerais.
As metas para as indústrias de base referiam-se ao desenvolvimento do aço, do
alumínio, do cimento, da celulose, da indústria automotiva, da maquinaria pesada e
dos produtos químicos. Essas eram consideradas indústrias de "pontos de desenvol-
vimento" que imporiam o ritmo à rápida industrialização futura. A construção da nova
capital, Brasília, no interior, era um projeto especial do programa de Kubitschek, e
como ele não contribuiu de imediato para o aumento da capacidade produtiva da
economia, seus méritos geraram muita controvérsia, considerando-se os recursos limi-
tados disponíveis para os outros programas. Muitos argumentariam, mais tarde, que os
benefícios de longo prazo compensaram os custos iniciais da capital, visto que sua
construção conduziu à criação de vastas e novas áreas agrícolas que contribuíram puni
a capacidade cambial do país na década de 1970.
Investimento em
moeda estrangeira (%) moeda nacional (%)
5
3
33
4
100
FOJ/te:XI Exposição sobre o Programa do BNDE Reaparelhamento Econômico. Rio de Janeiro, 1962.
Mais concretamente, essas categorias incluíram projetos para modernizar varias
linhas férreas, portos e a navegação costeira, além da expansão da capacidade de
produção de energia instalada; a categoria "outros" incluía a importação de equipa-
mentes agrícolas, a construção de silos e a construção ou expansão de algumas uni-
dades fabris. A comissão também fez recomendações nos campos de treinamento
I '('nico, de diversificação de exportações, de medidas para superar as perceptívei
dispuridades regionais de renda (ver Capítulo 14) e de formas de atingir a estabilidade
"1011 .rária.
I':sp .ruva-se que os recursos em moeda estrangeira viessem de organismos inter-
,,"('iollllis c los empréstimos diretos de governos estrangeiros, enquanto os recursos
dOI 11 SI icos deveriam vir de um "empréstimo compulsório", arrecadado como um
1\l1\'ÍolI ti 110 irn] osto de renda e também de empréstimos de empresas de seguro,
li, lit"Ios de previdência social, e assim por diante.
1':lIll1ora nunca tenha sido formalmente adotado, o plano da comissão conjunta
'X 'I'l' '" vlírios efeitos benéficos. Ele conduziu à criação do Banco Nacional de Desen-
vulvim 'lHO Econômico (BNDE), cujo propósito era ajudar a planejar, analisar c a
Iinuuciur a infra-cstrutura e vários projetos industriais. Muitos dos estudos realizados
p 'lu 'omissão foram subseqüentemente usados no preparo de projetos financiados
p '10 BNDE c por agências internacionais de crédito. O trabalho da comissão foi mais
I>'Il)-SU 'e lido do que o Plano Salte no que se refere ao impulso dado a projetos em
N '101' 'S defasados da economia e que em breve poderiam transformar-se em áreas I'
'sll'IIlIgulamento.
HO HI
() luve: ti 111'1110 plO/J,111I1I Ido IHIIII o P 'Iodo '11\1' 11),7-(11 ItlOIl\IV 1111 I (:d, ',\(1,7
li 11\ 'S (1IS$ l,.' l>i111 H, 1 M I' 111diMI ti 1>11dos 'IHI" os prin 'ip tis, '101' dil H '~1I1111
• lU \
1111111""II:"n
/JI'1I8 (J serviços /JCIIS (' ,"IJI'I,I,'II"
p/'otlllzltlos /111IJmsll tmporuuto»
I~ncrgia 46%. 37%,
Transporte 32 25
Produção de alimentos 2 6
Indústrias de base 15 32
Educação 5
Total 100% 100%,
I>l'llsil ,i 1'0, 1)tIl'1 1 I '1)I'odll,'1 () d' P ','li, 'SIl' '1!lIS, I 'SSlI 1'()I'11I11, pr '( .ndiu-sc l'l'illl 1111111
gl'illld' illdt'ISII'ill IHlIsil 'il'tI I' lubricnnr 'S I<.:comi oncntcs indcpcndcnt .s". li' Filllll-
111 '11[', tiS nnpr 'SUS uuromorivus 1"01'''111 classificadas como "indústrias dc base", pcrmi-
tin 10 que rc .cbcsscm uuxílio financeiro do BNDE.
A orientação proporcionada pelo Geia não só conduziu a uma rápida integração
vertical da produção autornotiva no país, como também foi responsável por criar o que
se considerou uma combinação correta de veículos, No final da administração
Kubitschek, somente metade da produção consistia em automóveis de passageiros,
enquanto o restante se compunha de utilitários e caminhões, Outros grupos executi-
vos realizaram esforços semelhantes na criação de indústrias nas áreas da construção de
navios, maquinaria pesada, tratores e equipamentos telefônicos automáticos,
Os efeitos das políticas de industrialização
Programas de incentivos especiais
O processo de industrialização durante o período posterior à Segunda Guerra Mun-
dial ocasionou elevados índices de crescimento econômico, A taxa média de cresci-
mento real anual entre 1947 e 1962 foi superior a 6% e, durante o período mais
intenso de industrialização, 1956 e 1962, chegou a 7,8%, Enquanto o produto real
aumentou 128% de 1947 a 1961, o produto agrícola real aumentou somente 87%; o
produto industrial, entretanto, aumentou 262%, A agriculturafoi responsável por so-
mente 18% do crescimento absoluto do Produto Interno Bruto, enquanto o setor não
agrícola contribuiu com o restante, Os elementos-chave foram os efeitos diretos e
indiretos que chegaram além da triplicação no setor industrial. Deve-se observar que
a parcela de investimento fixo foi baixa durante todo o período em questão (Apên-
dice, Tabela A3), atingindo uma média de 15%, o que implica uma baixa relação
incremento capital/produto,
Devido ao fato de grande parte dos investimentos ter sido feita via importação, a
proporção global de investimento estava correlacionada com os déficits do balanço de
pagamentos. Isso se aplicava especialmente à última parte do período examinado,
quando o coeficiente de investimento foi mantido por grandes entradas de capital
privado.
Um indicador da transformação da economia é a mudança na distribuição setorial
do PIB, apresentada na Tabela 4.5 e que contém estimativas em preços correntes e
constantes de 1953, Mais uma vez, fica claro que a indústria foi o setor dinâmico da
economia, pois sua participação cresceu regularmente, ultrapassando a agricultura na
segunda metade da década de 1950.
Um exame das mudanças na estrutura do setor manufatureiro deve iniciar-se com
uma breve revisão das alterações havidas na estrutura das importações em que não
deve ser ignorada a tendência descendente no índice de importações em relação ao
PIB. A Tabela 4.6, que mostra mudanças na estrutura das mercadorias de importação,
revela uma queda na participação de bens processados de 81% para 68% entre 1949
e 1962, Uma grande parte do aumento da proporção de matérias-primas importa Ias
representa bens não-disponíveis em quantidades suficientes no Brasil (como pctról 'o
, .arvão), mas que eram muito importantes ao funcionamento das novas indústrin:
{) financiamento em moeda nacional deveria vir dos orçamentos dos governos
,)<),7% federal, 10,4% estadual), de empresas privadas ou mistas (35,4%) e de cnti-
dlld 'S públicas (14,5%). O financiamento em moeda estrangeira originou-se de em-
pr 'stimos de órgãos internacionais (muitos dos quais eram administrados pelo Banco
de Desenvolvimento) e da entrada de capital estrangeiro atraído pelos numerosos
iuc .ntivos já discutidos,
Durante a administração Kubitschek, realizou-se progresso considerável no CUl11-
prirncnto de muitas das metas, especialmente na indústria e parte da infra-estrutura
planejada.
No final do levantamento das políticas que contribuíram para a arrancada da indus-
Irialização na década de 1950 devemos mencionar vários programas específicos estabelc-
cidos durante a administração Kubitschek cuja finalidade era promover as indústrias d '
uuromóveis e utilitários, de navios e maquinaria pesada. Esses programas foram organiza-
dos através do Banco de Desenvolvimento (BNDE) e as indústrias favorecidas recebe-
1'11111tratamento especial para importar equipamento para fabricação, matérias-primas,
-omponentes, etc. por períodos específicos,
O mais bem-sucedido desses programas foi o que se destinou a promover a indús-
Iria automobilística, dirigido pelo Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Ceia),
, que ofereceu grandes benefícios à importação de equipamento para fabricação '
.orn] orientes automotivos durante um número limitado de anos. Em troca, essas em-
pr 'sas se comprometiam a adotar uma política de substituição progre~siva das imp~rta-
,'n 'S por componentes de fabricação nacional. O Geia tamb~m fOI útil ~m pcrsua ~lr,lIs
impr .sus brasileiras a ingressar no ramo de peças automotrvas e em fazer convcruos
puru que .lus n 'p;o.iass '111 a .ordos Ic auxíli técnico com empresas cstraru; 'iras, En1
" srnl, "csrirnulurum-sc II '01' los de 1" 'UI'SO int .nsivo a sub .mpr iir 'inas . forn ." lor 'S
H.I
1939 1947 1953 1957 1%0 1')(.6
/';/11/11'1'('118 ('III'I'eIlI1'8
AAI'i'UIIIIl'1I 25,8 27,6 26,1 22,8 22,6 19,1
Illtll'lsll'ia 19,4 19,8 23,7 24,4 25,2 27,2
OIlI!'OSseiores 54,8 52,6 50,2 52,8 52,2 53,7
100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
/~'I/I /JIY'\,O," de /953
Agri~lIi1l1ra 30,0 26,1 24,6 22,2 21,9
11l(\t'lsll'ia 20,6 23,7 24,5 28,0 28,8
Outros setores 49,4 50,2 50,9 49,8 49,3
100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
,,'I/II/f,' (:lIk,lIl1c1ofi partir da Fundação Getúlio Vargas,Centro de Contas Nacionais e da Conjuntura Econômica.
As novas indústrias representavam não só atividades nos últimos estágios de pro-
dll'WIO,mas também em outros níveis do processo produtivo. A estrutura industrial
I 't' im-surgida era muito bem equilibrada, tanto do ponto de vista horizontal quanto
v '1'1i .al, A substituição de importações em setores pode ser observada na Tabela 4.6
III1queda de sua participação no total de importações e em termos reais em relação
1 1116 lia de importações entre 1949 e 1950 (ver coluna 3). A substituição de impor-
III'W('S também se manifestou em setores cuja participação não mudou ou até aumen-
t011 s cujas quantidades reais de importações se ampliaram porque esses aumentos
r,u'llm muito menores do que o crescimento da produção industrial, que mais que
lripli .ou. Essa impressão é reforçada pela observação de que somente em três cate-
I',ol'illl'l us importações progrediram mais do que o crescimento real do PIB, que dobrou
111 '11 'rfo 10.
1 1 I11li 11\'di Ia mais exata da substituição de importações é a mudança nelas como
1111\11purre do total de suprimentos nacionais, 30 o que é mostrado na Tabela 4.7.
NIlIIIIt'IIII1S <\11\':,em 1949, grandes quantidades de substituições de importações já
11111111\Ol'III'l'ido nas indústrias e nos bens intermediários e de consumo, enquanto
• Ilf',/ do, \) 111'1de capital ainda vinham do exterior. As políticas que maximizavam
11('1111'111"'1ltOS verticais, especialmente encadeamentos regressivos, foram responsá-
v~\l pl,llI dI', srica queda nessa última proporção. Embora a substituição de importa-
,'1 '1'1 I'IISN' li principal força propulsora do período como um todo, seu impacto prin-
('11'111pur .cc ter acontecido em meados e no final da década de 1950, quando ocorre-
IIIIll 111'1 11111io\'(,:squedas nos índices de importações e oferta total de bens de capital e
ti' l'OlISIIIll0. O índice de bens intermediários vinha caindo violentamente desde o
fill ti lu ti ' "Ida de 1940.:\1
Ourru forma de observar as mudanças havidas na estrutura econômi a brasileira 6
• uminur as (' 'nd'\n 'ias existentes na distribuição cio valor bru () agI' 'gado' no em-
til
'Labcla 4.6
Mudanças na estrutura brasileira de mercadorias de importação
(distribuição percentual)
Mudança % nas
Grupos de mercadorias 1949 1962 importações em 1949US$ - 1949 a 1962
Alimentos, bebidas, fumo 4,58
3,13 +245;+25*
3,99 0,13 -89Têxteis
0,05 0,00 n.d.Roupas e calçados
0,18 0,04 n.d.Produtos de madeira
Papel e produtos de papel 2,36
2,58 +55
Impressão e produtos gráficos 0,31
0,47 +320
0,27 0,01 n.d.Produtos de couro
0,12 0,07 n.d.Produtos de borracha
Químicos, derivados de petróleo e carvão 19,55 18,01
+5; -43;-42; -14**
Minerais não-metálicos 2,04 1,33
-1
Produtos de metal e de metal básico 11,48 11,62
(ferro e aço) (3,71)
(3,43) (+27)
(metais não-ferrosos) (3,02) (3,97)
(+108)
(outros) (4,75)
(4,22) (n.d.)
Maquinário 14,21
12,99
(maquinário para trabalhar metais) (7.06) (7,64)
(+63)
(outros) (7,15)
(5,35) (-29)
6,61 6,27 +46Maquinário elétrico
Equipamento de transportes 14,30 10,17
(veículos motorizados) (9,58) (2,44)
(-60)
(outros) (4,72)
(7,73) (+ 112)
Outras manufaturas 1,92
1,95
81,97 68,78 +45Total de manufaturas
Matérias-primas não-processadas 18,03 31,22
Total 100,00
100,00
Mudança na produção industrial +213
Mudança no PIB real +105
* Alimento + 245; bebidas + 25, ,
** Químicos (próprio) + 5, derivados de petróleo e carvão -43; fertilizantes -14; preparados médicos e farrnacêuncos -42.
Obs.: Os dados originais utilizados foram expressos em dólares correntes.n.d. = não disponível. . ~. ' . e
Fonte: Serviço de Estatística Econômica e Financeira, Cotl~ércio!!xterior do ~ll1stl, ~aflos anos. Os dados básicos dessa font
foram rembulados para torná-Ios comparáveis à classificação do censo industrial.
ti,
'Ilil> ,111·1.7
Às im pOl'Cll~( "S 'OlllO umu P 'I' • 'llIllj.!; 'm 10 rorul d 'Sllpl'ill1 Il(W,\ I () I·()·Ú()
1949 I')!I!I I%() 1%2 I%!I 19M
11\lIlHdo 'lIpillll 59,0 4 ,2 2:1,4 12,9 H. 13.7
IJ\llls intermediários 25.9 17,9 11,9 8,9 6, 6.H
Iluns de consumo 10,0 12,2 4,5 1,1 1,2 1,6
1,'ljll/{': "A industrialização brasileira: diagnóstico c perspectivas". lu: Programa F.rIFa1é.r;im d« D(f.Ç(lIIVolvilll('III()~ /968-70, 1':sl\Itlo
Especial. Rio de Janeiro, Ministério do Planejamento c Coordenação Geral, jan./1969,
prego do setor manufatureiro, cujos dados são apresentados na Tabela 4.8. Nota-s
que as indústrias tradicionais (têxteis, produtos alimentícios, roupas) sofreram queda,
em sua posição relativa, enquanto o crescimento mais pronunciado ocorreu em indús-
trias-chave de substituição de importações como equipamentos de transportes,
maquinário, aparelhos elétricos e produtos químicos. É interessante observar que, no
que se refere às indústrias tradicionais, houve uma queda relativa maior do valor bru 'o
agregado do que no emprego, enquanto para muitas indústrias novas o aumento no
valor bruto agregado foi maior do que o aumento no emprego,
Dcsequilíbrios e gargalos
A estratégia de industrialização com o objetivo de substituir as importações para a
década de 1950 legou uma série de problemas que os formuladores de política eco-
nômica da década seguinte teriam de enfrentar a fim de assegurar a continuidade do
.rescimento e desenvolvimento, Embora tratemos desses problemas separadamente
na segunda parte do livro, vamos resumi-Ios aqui para fins de avaliação.
Apesar de o setor agrícola ter sido negligenciado durante quase todo o período
posterior à Segunda Guerra Mundial," sua expansão a uma taxa anual de 4,5% pare-
l' 'ria satisfatória em relação à taxa anual de crescimento da população, que foi de
.~,I%. Uma análise mais minuciosa, porém, revela problemas reais e potenciais que
surgiam na época,
Embora o crescimento populacional fosse inferior ao crescimento do fornecimento
de alimentos, havia outro fator que lançava sombras sobre esse quadro otimista, Ocor-
rcu uma grande migração do campo para as cidades que resultou em uma taxa de
cresci mento populacional urbano de cerca de 5,4% ao ano na década de 1950. A
maioria do aumento na produção de alimentos deveu-se à utilização de novas terras
dcdi .a Ias ao cultivo em vez de um aumento de produtividade em áreas agrícolas mais
unrigas. Como a rápida e crescente demanda por comida nos centros urbanos tinha de
s 'r atendida a partir de áreas cada vez mais distantes, houve uma crescente pressão
sohrc a precária rede ele transporte rural-urbano do país e sobre o sistema de
,'0111 'rciali/',ação agrícola. (Calculou-se, na época, que a perda de produtos agrícolas
11'vido n 11m sis(' 'mil de com 'r .iulizuç; o retrógrado chegou a 20%.) No início 10
'Hd>t,;!a4,~
Mudanças na estrutura industrial brasileira: valor
bruto agregado e emprego, 1939-63
(a) Mudanças na estrutura industrial brasileira 1939-63:
Valor bruto agregado
1939 1949 1953 1963
Minerais não-metálicos 5,2 7,4 7,4 5,2
Produtos de metal 7,6 9,4 9,6 12,0
Maquinário 3,8 2,2 2,4 3,2
Equipamento elétrico 1,2 1,7 3,0 6,1
Equipamento de transportes 0,6 2,3 2,0 10,5
Produtos de macieira 5,3 6,1 6,6 4,0
Produtos de papel 1,5 2,1 2,7 2,9
Produtos de borracha 0,7 2,0 2,2 1,9
Produtos de couro 1,7 1,3 1,3 0,7
Produtos químicos, farmacêuticos, 9,8 9,4 11,0 15,5
plásticos, perfumes, etc,
Têxteis 22,2 20,1 17,6 11,6
Roupas e calçados 4,9 4,3 4,9 3,6
Produtos alimentícios 24,2 19,7 17,6 14,1
Bebidas 4,4 4,3 3,5 3,2
Fumo 2,3 1,6 2,3 1,6
Impressão e produtos gráficos 3,6 4,2 3,5 2,5
Diversos 1,0 1,9 2,4 1,4
Total 100,0 100,0 100,0 100,0
(b) Mudanças na estrutura brasileira de emprego industrial (%)
1950 1960
Minerais não-metálicos
Produtos de metal
Maquinário
Equipamento elétrico
Equipamento de transportes
Produtos de madeira
Móveis
Produtos de papel
Produtos de borracha
Produtos de couro
Químicos
Farmacêuticos
Perfumes, sabonetes, velas
Produtos plásticos
Têxteis
Roupas, calçados
Produtos alimentícios
Bebidas
'Fumo
Eclitora e gráfica
Diversos
Total
9,7 9,7
7~ 1~2
I~ 3~
1,1 3,0
1,3 4,3
4,9 5,0
2,8 3,6
1,9 2,4
0,8 1,0
1~ 1~
3) ~1
1,1 0,9
0,8 0,7
0,2 0,5
27,4 20,6
5,6 5,8
(8,5 15,3
2,9 2,1
1,3 0,9
3,0 3,0
1) ~I
100,0 100,0
"'01/11':I BG E. NI'I'IIII,I'/'(fIllI'I/IO G/'iYll tio /l1'fI.I'il. /960. r:i'II,o'I! ludustria],
H7
d 1'\111111' Illh() '11\ 1'01111111\'111' 1'1'111111·!'IIIo 01'111011' (\\1' I1 1'1111111111111111do 11 '1'1'li
VIIIVill\ '1110 illdll, 1I iul S 'I'i I "I '11\ '111' dilkllllldo S' 11[(I o '1111 I1 111111111uvunçn
1111produtividade lIgl' 'ola jUlHO uos priu 'ipllis .cnrros 'OIlS\llllidol'"Ã suhiclu dos
pr '~os I' 'lati vos dos alimentos iria nu) so num .ntur lIS pl' 'ss 'S illl'lll 'ioll rins, '(11)0
tumbém conduziria à elevação das tcn .õcs sociais,
Um segundo problema importante foi o aumento da taxa de influçí o. Embora, .omo
di:; .utircrnos em outro capítulo, a inflação possa, por um momento, ter desempenhado
11mpapel positivo na realocação dos recursos a fim de apoiar o impulso de industriali-
zação, suas taxas alcançaram tais níveis no início da década de 1960 que qualq uer
contribuição para o crescimento por parte de um mecanismo de poupança compulsória
era dominado pelos efeitos das distorções produzidas pela inflação,
Um terceiro problema significativo foi que o crescimento industrial salientou as
desigualdades - a distribuição desproporcional dos benefícios advindos do desenvol-
vimento em uma base regional, setorial e de renda -, o que ocasionava crescentes
pressões sociopolíticas por medidas corretivas, Também havia pressões para se lidar
.om o atrasado e há muito tempo negligenciado sistema educacional a fim de oferecer
mão-de-obra mais bem treinada para o moderno setor industrial e proporcionar uma
mobilidade social mais ampla e, conseqüentemente, acesso aos frutos da industriali-
zuçâo a uma parcela maior da população,
Finalmente, havia progressivas pressões do balanço de pagamentos resultantes do
furo de que o crescimento na década de 1950, principalmente na segunda metade da
ti ' .ada, ter sido financiado por uma importante entrada de capital estrangeiro, sob a
forma de investimentos diretos e de empréstimos, No início da década de 1960 a dívi-
da externa brasileira já atingia mais de US$ 2 bilhões da qual uma grande parcela era
de curto prazo e, tanto os juros como as amortizações, combinados com remessas de
lucros de empresas estrangeiras produziam crescentes dificuldades no balanço de pa-
gamentos. O fato de as políticas que orientaram a substituição de importações terem
sido unilaterais, isto é, que a promoção das exportações e a diversificação tenham sido
rotalmcnte negligenciadas, tornava-se agora um problema significativo,
Notas
I, 1':111I .rmos quantitativos, a participação das principais exportações na produção rotal de cada produ-
IlIlilll 1%0 rlli a se:guinte: café - 95%; cacau - 88%; algodão - 12%; borracha - 14%; fumo - 27%; minério de
li II11 ,I (,')I.,V '.ia lIA E R, Werner. Industrializatiou and economia deoelopmeut in Brazii. Homewood, 111.: Richard
I), 1111'111,1%, , 1'.. 'H.
,.!, ItI"/II, il!itl., p. 40.
,\, 1',,11'·s 'urgumcntar que, caso o país tivesse sido mais razoável em relação às suas políticas de preços
1111pl ill" pill dll pcriodo pós-guerra, teria tido melhor oportunidade de manter sua participação no mercado
1111IlIdill I. 1':1111''[:In 1"0,devido às dificuldades no balanço de pagamentos na época, os formuladores de política
,"'1111 IlIil'lI S' viram pressionadospara maxirnizar os ganhos com exportações a curto prazo. Além disso, tam-
" '111S ' ti .vc .onsidcrar que o Brasil foi o primeiro país a dominar o mercado mundial de café. ão se pode
,'sp '1'IIrI] 11e: 11mpioneiro mantenha sempre sua participação original no mercado. Era natural para muitos dos
pllf_ 'S 1" . .m-indcpcndcntcs, nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, que tinham condições
1'1' pl'ÍIISpuru pI'O Imo:ircafé, entrarem no mercado (assim como era natural que a primeira nação produtora de:
HH
1111111111v 'is PCI\I ',S' MIIIIpuu i 'iplI\'111lIlo111'l'I:lIdlllllllndiul: 111.didu qu . 1>lIUOSpaíse:s <:0111os recursos n ' . 's-
s, rios 1:ll11héms ' III('I1\1Vllmprodutor 's). Paru mais detalhes sobre as políticas referentes ao café, vcja D ELFlfvl
N InTO, A. O jJ/'oll/f'lI/tI do (,"{/fé 110IJmsi/.São Paulo, Universidade de São Paulo, 1959; e DELFIM NETTO,
A. & ANDRADE, Carlos Alberto. "Uma tentativa de avaliação da política cafeeira". In: VERSIANI, Flavio
R. & BARROS, José Mendonça de (eds.), Formação econômica do Brasil. São Paulo: Saraiva, 1977, p. 223-38.
4. United Nations, Wor/d Economic Suroey, 1962, parte 1, "The developingcountries in world trade", p. 6,
onde se afirma que: "Essas estimativas originaram-se da regressão do Produto Nacional Bruto de países
desenvolvidos em relação às importações de cada grupo de mercadorias de países em desenvolvimento. A
amostra cobre o período entre 1953 e 1960".
5. DALY, Rex F. "Coffee consurnption and prices in the United States", In: Agricultural Economias
Research, jul./1958, p.61-71.
6. SCHULTZ, T "Economic prospectus of primary products". In: Economia Deoelopment for Latiu America,
H. Ellis e H. Wallich (orgs.). Nova York, St. Martin's Press, 1961, p, 313.
7.BERGSMAN, [oel. Brasil: lnausirialization and trade policies. Londres, Oxford University Press, 1970,
p.27-8.
8. HUDDLE, Donald. "Balança de pagamentos e controle de câmbio no Brasil", Revista Brasileira de
Economia, mar./1964, p. 8; veja também a continuação desse artigo no exemplar de jun./1964.
9. BERGSMAN, op. cit., p. 28.
10. BAER, op. cit., p. 48; KERSHAW, [oseph A. "Postwar Brazilian eeonomic problerns". In: American
EC01101llicReview, jun./1948, p. 333-4.
11. Grande parte do material usado nessa seção baseia-se em duas monografias: SIMONSEN, Mário H.
Os controles de preços na economia brasileira. Rio de Janeiro, Consultec, 1961; GORDON, Lincoln &
GROMMERS, Engelbert L. United States manufaauringinoesrment in Brazil: Theimpactof Brazilian gooernment
policies 1946-60. Boston: Division ofResearch, Graduate School ofBusiness Adrninistration, Harvard Universiry,
1962. A taxa de câmbio supervalorizada não só desestirnulou as exportações e estimulou as importações,
como também representou uma barreira à entrada de capital e um incentivo ao aumento das remessas de
lucros, além de ter originado o câmbio negro, em que as moedas estrangeiras eram cotadas a taxas muito
acima dos valores oficiais.
12. Para mais detalhes, veja BERGSMAN, op. cit.; HUDDLE, op. cito
13. GORDON &GROMMERS, op. cit., p, 16.
14. Idem, ibid.
15. Para uma descrição e análise mais detalhadas sobre esse sistema, veja KAFKA, A. "The Brazilian
exchange auction systern". In: Review of economia and statistics, ago./56, p. 308-22.
16. GORDON & GROMMERS, op. cit., p. 17.
17. Para detalhes quantitativos adicionais, veja BERGSMA .op. cit., pp. 31-2.
18. Para uma discussão mais completa sobre o sistema tarifário, veja BERGSMAN, op. cit., p. 32-54.
19. GORDON & GROMMERS, op. cit., p. 19.
20. Idem, ibid., p. 20.
21. Para uma descrição detalhada dos acontecimentos políticos da época, veja SKIDMORE, Thornas E.
Potitics in Brazil, 1930-64: All experiment in democracy, Nova York, Oxford University Press, 1967.
22. GORDON & GROMMERS, op. cit., p. 23-4.
23. As fontes para os parágrafos sobre o Plano Salte são o BNDE, XI Exposição sobre o programa de
reaparetsamenro econômico, 1962, p. 3-6; SINGER, H. W. "The Brazilian SALTE Plan". In: Economic deoelopment
and cultura] change, fev./1953; VIEIRA, Dorival Teixeira. O desenooloimento econômico do Brasil e a infla("ão. São
Paulo, Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas, Universidade de São Paulo, 1962.
24. SI GER, op. cit., p. 342.
25. Veja: United Nations, The economia deuelopment of Brazil, Analyses and projection of cconomi .
development, 11. Nova York, 1956.
26. O fato de que a taxa de crescimento populacional real havia ultrapassado 3% tornou-se '01111ddo,
11111111'11111\'111', som '111' 1\0 il\kio du d'clldll ti' 1\11>0.A IIIXII de '1' 'S 'iI1'I\10 ti '1110 11111'1111111l'lltll' plll'lI li pc-
I'odo de 1\14011 1\150 huvin sido de . 'reli li' 2,.'i%.
27. CORDON&GI{QM IIERS,op.ril.,p.123.
28. BNDE, op. cir., p. 14.
29. GORDON & GROMMERS, op. cit., p. 51.
30. Para medidas mais sofisticadas de substituição de importações, veja MORLEY, S. & SMITI-l, G. W.
"On the measurernenr of impore substitution". 111:American Economia Review, set./1970.
31. I-luddle examinou minuciosamente os vários subperíodos da era pós-Segunda Guerra Mundial e
constatou que a industrialização com o objetivo de substituir as importações concentrava-se principalmente
em meados e no final da década de 1950; veja HUDDLE, Donald. "Postwar Brazilian indusrrialization:
growth patterns, inflation and sources of stagnation". 111:The shapillg of modern Brazit, Eric N. Baklanoff,
Baron Rouge: Louisiana State University Press, 1969, p. 91-7.
32. A agricultura não foi totalmente negligenciada. Entretanto, os investimentos nos pontos-de-venda e
serviços de extensão não foram muito difundidos e ocorriam somente esporadicamente. Veja: CHACEL,
julian, "The principal characteristics of the agrarian structure and agricultural production in Brazil", e SMITH,
Gordon W. "Brazilian agricultural policy, 1950-67", ambos em The economy 01Brasil, Howard Ellis, Berkeley
e Los Angeles: University ofCalifornia Press, 1969.
90

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