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NOMENCLATURA DENTÁRIA Nomear e caracterizar os aspectos anatómicos gerais dos dentes, explorando também seus aspectos funcionais básicos Definir designações genéricas básicas em Anatomia Dental, tais como: cúspide, fossa, fosseta, sulco, crista marginal, tubérculo, etc. Conceituar dente, sem deixar de se referir às suas partes constituintes e sua terminologia Considerando o plano geral de construção da coroa dental, detalhar as formas básicas e as direções das faces das coroas Citar e desenvolver explicação sobre os caracteres anatómicos presentes em todos os dentes permanentes Conceituar periodonto, sem deixar de se referir às fixações da gengiva livre e inserida e ao arranjo das fibras do ligamento periodontal Desenvolver explicação sobre as funções do ligamento periodontal e dos vasos, nervos e células periodontais Desenvolver explicação sobre o fenómeno da erupção dos dentes permanentes e a exfoliação dos dentes decíduos... (Anatomia Do Dente Miguel carlos madeira 5ª ediçao) Foi criada para distinguir e caracterizar as detalhes do aparelho dentário.Essa nomenclatura permite ao estudante a nós o domínio das particularidades dentárias que são valiosas na prática odontológica. Esta linguagem permite uma melhora da comunicação entre os profissionais e os laboratórios, que devem estar familiarizados aos diferentes sistemas. As faces da coroa são 5: face vestibular, lingual, mesial, distal e oclusal. A face cervical não deve se consideração a 6º face, pois está é virtual e só apareceria se separássemos a coroa da raiz do dente. Face Vestibular • é a face, de todos os dentes anteriores e posteriores, que está voltada para o vestíbulo da boca. • Corresponde ao vestíbulo da boca • Simbologia: V Face Lingual • é a face voltada para a cavidade bucal e sempre em contato direto com a língua.Também alguns autores usam o termo face palatina para os dentes superiores, pois está voltada para a abóbada palatina. • Opõe-se à vestibular • Chamada de face palatina nos superiores, e lingual nos inferiores • Simbologia: P ou L Face Mesial • é a face voltada para o plano sagital mediano da face que passa entre os incisivos centrais. • É a face mais próxima da linha mediana. • Simbologia: M Face Distal • é a face que se opõe á fase mesial, pois está mais distante do plano mediano. • É contígua a mesial do dente vizinho, exceto Incisivos centrais e terceiros molares • Simbologia: D; Face Oclusal ou incisal • é a superfície dos dentes que toca os dentes antagonistas, isto é, da arcada oposta. Anteriores= incisal, Posteriores= Oclusal • É onde existe oclusão dos posteriores • Chamada de Incisal nos anteriores • Simbologia: O ou I Faces proximais • são as faces de contato com os dentes da mesma arcada • Recebem este nome porque estão voltadas para o dente vizinho • São as faces M e D • Simbologia: P Face Cervical • É a face da coroa voltada para a raiz do dente • É uma face “virtual” • Só pode ser observada se separarmos coroa da raiz dental • Simbologia: C Ângulos • São obtidos pela união das paredes de uma cavidade e denominados combinando-se os respectivos nomes e são classificados em ângulos diedros, triedros e cavo-superficial, de acordo com numero de faces que estão se encontrando e são arredondados, sem cantos vivos.. • Diedros são formados pela união de duas paredes e podem ser do primeiro grupo, formados pela junção de paredes circundantes • Ex: gengivo-lingual; vestíbulo-gengival (Busato, A.L.S., Restaurações em dentes posteriores, 1996.) • Triedros São formados pelo encontro de três paredes e denominados segundo as combinações respectivas. • Ex: vestíbulo-áxio-gengival; línguo-áxio-gengival. (Mondelli, J., Procedimentos Pré-Clínicos, 1997. Busato, A.L.S., Restaurações em dentes posteriores, 1996.) • Cavo-superficial é o ângulo formado pela junção das paredes das cavidades com a superfície externa do dente. Ex: “o ângulo cavo-superficial da caixa oclusal é biselado” (Mondelli, J., Procedimentos Pré-Clínicos, 1997) Arestas ou Borda • são as linhas resultantes do encontro de duas faces. Ou seja, quando duas faces se encontram elas formam uma linha e essa linha é chamada de aresta ou borda segmentos de reta que delimitam a transição entre faces dentais,levando o nome das faces que delimitam. • É a ‘’Quina’’ encontro de duas faces dentarias. Cada face possue quatro arestas. • Recebem o nome das faces que se unem.. Cíngulo • é uma saliência de esmalte no terço cervical face lingual dos dentes incisivos e caninos. cíngulo pode apresentar-se sulcado, dividido em duas metades ou uma ou mais saliências. • Localiza-se próximo ao colo. Fossa lingual • Depressão ampla, de profundida variável, localizada de preferência na face lingual dos dentes incisivos e, às vezes, nos caninos. Forame cego • Porção superior da fossa li ngual que p rolonga-se sob o cíngulo formando uma pequena cavidade de fundo cego Cristas • As cristas são elevações lineares que unem cúspides estibulares e linguais pela face proximal ou que reforça a periferia de certas faces dos dentes Cristas marginais • Estas se encontram sempre presentes nas faces oclusais dos dentes jugais são as cristas marginais mesial e distal e nas faces linguais dos dentes anteriores, são quase verticais. • localizando-se entre a face lingual e as faces de contato Cristas longitudinais ou transversais • Estas nem sempre presentes e quando aparecem se situam nas faces oclusais unindo as cúspides linguais entre si e/ou as cúspides vestibulares. Cristas oblíquas = ponte de esmalte • Estas atravessam em diagonal as faces oclusais dos molares superiores e unem as cúspides mésio-lingual e disto-vestibular e estilizado da face oclusal do primeiro molar superior onde as Fossa • Escavação ampla e pouco profunda da face lingual de dentes anteriores, particularmente dos incisivos superiores delimitada pela borda incisal, cristas marginais e cíngulo. É menos notável nos caninos e incisivos inferiores. Entre a fossa lingual e o cíngulo pode surgir uma depressão profunda, semelhante a uma fosseta, denominada forame cego. Lóbulos • É o segmento maior ou menor da vestibular e lingual de incisivos e caninos, separados por sulcos. geralmente aparecem em três para cada face vestibular e lingual de cada dente. Indicam dente jovem. • Os lobos são separados por dois sulcos que partem do bordo incisal ou oclusal atingindo normalmente o 1/3 médio destas faces que são os sulcos de desenvolvimento. tuberosidade ou bossa • Elevação vestibular nos dentes anteriores, e na face vestibular e lingual dos dentes posteriores e proximal que sobressai nestas faces e corresponde aos pontos de maior espessura de esmalte. Aparecem próximo ao colo dentário, nas faces vestibulares. Nas proximais são mais discretas, sendo localizados no terço próximo às faces oclusais. Bossa Vestibular : terço cervical Bossa Mesial : terço incisal ou oclusal Bossa Distal : terço incisal ou oclusal, porém numa localização mais cervical que a Bossa Mesial, tendendo para terço médio . Bossa Lingual : terço cervical dos dentes anteriores e terço médio dos dentes Posteriores . VIEIRA, Glauco Fioranelli et al. Escultura Dental com Auxílio do Método Geométrico (Revisão Anatômica). São Paulo: GNATUS, 2005. Tubérculo • Elevação arredondada situada algumas vezes, em faces dentárias. Ocorre devido a maior deposito de esmalte nessa área. Destacam -se: 1° Mol ar superior permanente • Tubérculo de carabelli tubérculo anômalo, na mésio -lingual, outros exemplos são os prolongamentos de cíngulos de caninos e incisivos. Seu tamanho é variável, desde um pequeno sulco até ao nível da face oclusal, de onde está separado por um sulco profundo.(“O sistema estomatognático’’ Anatomofisiologia e Desenvolvimento Hilton Justino da Silva.) • Tubérculo de zuckerkandl encontrado no 1º molar decíduo na região cervical. elemento importante para o diagnóstico do dente decíduo. (“O sistema estomatognático” Anatomofisiologia e Desenvolvimento Hilton Justino da Silva.) Cúspide • Saliência piramidal, de volume variável, situada nas faces oclusais de dentes pré-molares e molares. Cada cúspide possui ápice, vertentes, arestas e sulcos. O ápice da cúspide é arredondado, e sofre desgaste ao longo do tempo em decorrência da própria fisiologia mastigatória • Cada cúspide possui 4 faces, bordas ou arestas e ápices. (“O sistema estomatognático” Anatomofisiologia e Desenvolvimento Hilton Justino da Silva.) Vertentes • São as faces da cúspide, normalmente em número de quatro. Cada cúspide apresenta duas vertentes internas ou triturantes mesial e distal, que estão situadas no interior da face oclusal anatômica, e duas vertentes externas ou lisas mesial e distal, que estão situadas nas faces vestibulares e linguais ou palatinas.Exceto a cúspide mésio-palatina do primeiro molar superior, a qual possui três vertentes internas. Sulcos • Depressão ampla nas superfícies oclusais dos dentes posteriores. Podem ser principais e secundários. Desempenham papel importante no escoamento dos alimentos depois de triturados. (“O sistema estomatognático” Anatomofisiologia e Desenvolvimento Hilton Justino da Silva.) Sulcos Principais • São depressões que separam as cúspides. São sulcos profundos e bem delineados. Partem de uma fosseta principal para dirigir-se a outra, ou a uma secundária, ou ainda para continuar pelas faces livres.Os sulcos principais mésio-distais separam as cúspides vestibulares das linguais, enquanto que os sulcos principais ocluso-vestibulares e ocluso-inguais separam cúspides vestibulares ou linguais entre si. Os sulcos principais mésio-distais não são rigorosamente retilíneos, mas presentam sinuosidades e, por vezes, até mesmo interrupções em seu trajeto, como veremos no primeiro molar superior. Seu posicionamento no sentido vestíbulo-lingual também é variável, o que explica diferenças volumétricas entre cúspides vestibulares e linguais. Nos dentes inferiores, os sulcos principais mésio-distais apresentam-se deslocados para lingual. Nos dentes superiores, apresentam-se deslocados para lingual no primeiro pré-molar, centralizados no segundo pré-molar e deslocados para vestibular nos molares (“O sistema estomatognático” Anatomofisiologia e Desenvolvimento Hilton Justino da Silva.) Sulcos secundários • Situados sobre as cúspides, partem de foss etas secundárias para delimitar bordas marginais ou lóbulos. São menos profundos que os primários. São depressões que entalham as vertentes das cúspides, com trajeto curvilíneo em relação a aresta transversal. São mais profundos e estreitos próximo ao sulco principal mésio-distal. de onde partem e mais rasos e largos a medida que s distanciam dele.Facilitam o escoamento de alimentos e o deslize de cúspides durante a função mastigatória (“O sistema estomatognático” Anatomofisiologia e Desenvolvimento Hilton Justino da Silva.) Arestas • São segmentos de retas formados pela união de vertentes, normalmente em número de quatro. As arestas que separam as vertentes externas das internas, paralelamente ao eixo mésio-distal da coroa, são denominadas arestas longitudinais. As arestas que separam duas vertentes internas ou externas entre si, perpendicularmente ao eixo mésio-distal da coroa, são denominadas arestas transversais. As arestas longitudinais são ainda classificadas em mesiais ou distais, enquanto que as arestas transversais são classificadas em internas ou externas. A cúspide mésio-palatina do primeiro molar superior, como exceção às regras, apresenta duas arestas transversais internas, denominadas mesial e distal. Fossetas • Pequena depressão fóssetas são depressões de profundidade variável encontradas na face oclusal e vestibulares PM e M, no trajeto do sulco principal mésio-distal e em sua intersecção com outros sulcos principais ou secundários De acordo com sua localização na face oclusal, são denominadas mesial, central ou distal. Podem também estar localizadas ao final dos sulcos principais ocluso-vestibulares dos molares, junto ao 1/3 médio. Fosseta principal • É formada pela união de sulcos principais. Fosseta secundária • É formada pela intersecção de um sulco principal e/ou 2 secundários. São menos amplos e profundo Ponto de área de contato • Ponto ou área nas superfícies M e D dos dentes que, quando os dentes estão em bom alinhamento nas arcadas dentais, se tocam (entram em contato) com o dente vizinho da mesma arcada. Formam os limites superiores dos espaços interdentais. Cada dente faz contato proximal com dois outros dentes, sendo que a face mesial toca a face distal de seu dente vizinho. A exceção é observada nos incisivos centrais que fazem contato entre si por mesial e os terceiros molares, que só contatam por mesial. Espaço interdentario • É o espaço existente a partir da área de contato interproximal em direção à porção cervical da coroa. Este espaço situa-se entre as faces proximais de dentes vizinhos de mesmo arco, e normalmente é preenchido pela papila gengival interdentária. Tanto o espaço interdental quanto o sulco interproximal podem ser observados em uma vista vestibular e lingual, sendo normalmente de formato triangular. Nesses dois casos, a bases dos triângulos são virtuais base cervical e base oclusal respectivamente. Amêia • Espaço triangular de base vestibular ou lingual, situado entra as faces de contato de dois dentes da mesma arcada. Amêia vestibular • É um espaço de formato triangular que parte da área de contato em direção à vestibular. Amêia lingual • É um espaço de formato triangular que parte da área de contato em direção à lingual. As ameias linguais são maiores que as ameias vestibulares devido à própria posição da área de contato “terço vestibular”, já que as faces linguais de todos os dentes são menores que as faces vestibulares, com exceção do 1º molar superior. As paredes das ameias são formadas pelas faces proximais dos dentes e a base desse triângulo vestibular ou lingual é virtual. Nomenclatura Dental Nomenclatura dos Dentes Permanentes Existem na literatura 3 tipos de nomenclatura • Universal (A.D.A) • Nomenclatura de Palmer • Nomenclatura Internacional (F.D.I) Nomenclatura Universal • É a nomenclatura utilizada pela A.D.A, pela maioria dasempresas americanas ligadas à odontologia e também na Internet no que dizrespeito a firmas. Com (US) • Esquema da nomenclatura Universal. SD (Superior Direito), SE (Superior squerdo), ID (Inferior Esquerdo), ID (inferior Direito) VIEIRA, Glauco Fioranelli et al. Escultura Dental com Auxílio do Método Geométrico (Revisão Anatômica). São Paulo: GNATUS, 2005. Notação de Palmer • É a nomenclatura que utiliza simples brackets para representar os 4 quadrantes da dentição. Foi muito utilizada no passado sendo abandonada com o advento da digitação. VIEIRA, Glauco Fioranelli et al. Escultura Dental com Auxílio do Método Geométrico (Revisão Anatômica). São Paulo: GNATUS, 2005. Nomenclatura Internacional • É adotada pela FDI e utilizada no Brasil e em outros países, utilizando um sistema de dois dígitos, sendo que o primeiro sempre diz respeito ao quadrante e o segundo diz respeito ao dente em questão, sempre se inicia no sentido da linha média para posterior. VIEIRA, Glauco Fioranelli et al. Escultura Dental com Auxílio do Método Geométrico (Revisão Anatômica). São Paulo: GNATUS, 2005.