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Raquel Rodrigues 1° BIMESTRE Estomatologia Semiologia: sinal, sintoma + ciência, estudo Semiotécnica: técnica de obtenção dos sinais e sintomas Propedêutica clinica: relaciona informações obtidas e possíveis causas/efeitos da lesão – DD Semiogênese: mecanismo de formação dos sinais/sintomas Sinal: vômito, cianose, pulsação Sintoma, dor, queimação, tontura Sintomatologia: sinal + sintoma Síndrome: sinal + sintoma de uma doença Sinal/sintoma prodrômico: que precede a doença Sinal/sintoma patognomônico: que define a doença Saúde e doença: completo bem-estar físico, mental e social Exame clínico Anamnese Exame físico Identificação Queixa principal História da doença atual História bucodental Antecedentes familiares Hábitos e vícios Exame físico Geral: estado geral, marcha, nível de consciência, emociona... Local: cabeça e pescoço (semiotécnica – sinais) o Recursos da semiotécnica: órgãos dos sentidos – inspeção, palpação, percussão, auscultação, olfação Exame extra-bucal o Cabeça o Nariz o Olhos o Ouvidos o Pescoço o ATM Exame intrabucal: tecidos moles e ósseos Diagnóstico Diferencial: doenças com sintomatologia semelhantes compatíveis com uma lesão Clinico: anamnese e exame físico, analisar DD com que tenha + coincidência Sindrômico: identificar síndrome Definitivo/final: descobrir/reconhecer Erros diagnósticos Conhecimento Exame mal feito Erro de interpretação Tratamento Etiológico/específico/causal: combate a causa Raquel Rodrigues Suporte/complementar: reestabelecer condições gerais Sintomático/paliativo: alivio de sintomas Expectante: acompanhamento do paciente Prognóstico: evolução da doença e consequências (predição) - relação à vida, ao órgão, à cura (bom, mau, duvidoso, incerto) Dados vitais: 1. Pulso: frequência, número de batidas e pulsação fraca e forte a. Menor que 1 ano: 100-160bpm b. 1-10 anos: 70-120bpm c. Adultos: 60-100bpm d. Atletsa: 40-60bpm i. Regiões: radial, carotídeo, subclávio, axilar, braquial, aórtico, abdominal, femoral, poplíteo, pedioso, tibial posterior. 2. Temperatura: calorimetria do corpo humano a. Pele: polpa digital/dorso da mão – abcessos/enfisemas i. Normotérmica, hipertérmica, hipotérmica b. Corporal: i. Inicio: súbito ou gradual ii. Intensidade: até 37,5°C é leve/febrícula, até 38,5°C é moderada, acima de 38,5°C alta 3. Pressão arterial a. Erros: obesidades, posição, dor, álcool, café i. Ótima 80x120 ii. Normal: 80x130 iii. Limítrofe: 130x89 iv. Isolada: <90 e >140 v. Hipertensão: 1. 90<99 x 140-159 2. 100<109 x 160<179 3. 110 x 180 4. Frequência respiratória: x de insuflação do tórax por minuto a. Recém-nascidos: 44 b. Bebes: 20-40 c. Até 4: 20-30 d. 5-12: 16-25 e. Adultos: 14-18 f. Idosos: 19-26 5. Dor: leve, moderada, intensa Lesões fundamentais Mancha X Mácula: alteração de cor (vermelho, azul, marrom, preto) sem elevação/depressão Mácula: alteração de cor menor que 1cm de diâmetro (normal ou patológica) Mancha: maior que 1 cm (textura pode ser diferente) Lesões endógenas Vásculo- sanguíneas: alteração na microcirculação (com vitopressão, somem) Hipercrômicas 1. Eritema: pele 2. Exantema: pele generalizada 3. Enantema: mucosa bucal 4. Telangiectasia: dilatações dos vasos terminais, filamentoso/pontilhado (ex: varizes) Raquel Rodrigues 5. Varicozidades: azul, ventre/bordas da língua e assoalho 6. Púrpuras: extravasamento de sangue (hemácias) – vermelho arroxeado, evoluindo para amarelo (não desaparecee por vitopressão) – petéquias, equimoses, vibices Hipocrômica 1. Lividez: isquemia por vasogestão capilar Melânicas Hipercrômica: acumulo de melanina (ex: melanoplaquia) Hipocrômica: perda de pigmentos (ex: vitiligo) Lesões exógenas: pigmentos metálicos (ex: tatuagem por amálgama ou medicamento) o Deposição pigmentar: bilirrubina, pigmento carotênio, corpo estranho e metálico. Formações sólidas Pápula: até 0,5cm, superficiais e circunscritas (ex: grânulos de fordyce e estomatite nicotínea séssil) – epitelial, conjuntiva ou mista Placa: pelo ou muco, maior que 1cm, elevação fibrosa e circunscrita – espessa o tecido, pode estender + na derme internamente (quase sempre superficiais), bordas elevadas e proliferar queratina. (ex: leucoplasia, líquen plano) Serápula urticariana: edema, placa/pápula lisa que resulta do extravasamento agudo do soro na derme superficial (levemente elevadas, reação alérgica – histamina), coça. Nódulo: superficial ou profundo entre 0,5 e 1cm – fica internamente na derme, apalpação, sintomático ou assintomático Vegetação: agrupados, salientes, cônicos, filiformes ou couve-flor. (ex: verruga, papiloma, pênfigo) Tumor: maior que 1cm e profundo (o mesmo que neoplasma – tecido novo com multiplicação descontrolada e progressiva), pode ser benigno ou maligno. (ex: carcinoma espinocelular) Coleções líquidas Vesículas: elevada e circunscrita com líquido no interior do epitélio ou abaixo até 0,5cm. (Ex: herpes, varicela, hepangina), de infecções virais geralmente; mais fácil rompimento Pústulas: vesícula/bolha com pus (exsudato com células inflamatórias e líquidos da infecção) – menor que 1 cm (ex: herpes zoster) Bolha: maior que 0,5cm, acúmulo de líquido na junção epiderme-derme ou na rachadura da epiderme, lisa, arredondada, fácil rompimento (doenças mais graves) – ex: queimadura e pênfigo Abcesso: dermo-hipodérmica/subcutânea, flutuante, quadro de célsius (ex: abcesso dentoalveolar) 2. Abcesso quente: sinais flogísticos 3. Abcesso frio: sem sinais flogísticos Cisto: saco revestido de epitélio (cápsula); derme, tecido subcutâneo ou osso (após morte celular, o epitélio envolve a célula morta e há critina – abcesso=infecção; fluido claro (rosa/azul) ou amarelos (queratina0 Lesões brancas e pigmentadas da mucosa bucal LESÕES BRANCAS Grânulos de Fordyce o São caristomas/ectópicas, glândulas sebáceas que ocorre na mucosa oral, sendo que são estruturas consideradas dérmicas anexas. o São pápulas que podem se tornar placas ou manchas o 1 à 2 cm Raquel Rodrigues o Mais comuns em adultos o São assintomáticas, podendo sentir pequena rugosidade o Não é indicado tratamento – raro evoluir. Linha Alba: o Linha branca de queratinização friccional ondulada paralela à linha de oclusão o Reação epitelial por espessamento (hiperceratótico) o Reação à pressão/sucção de posteriores – molar à canino, geralmente bilateralmente o 1 à 2cm o Assintomática o Tratamento: controle do fator causal: bruxismo, sucção, língua, língua dentada Leucoedema o Área esbranquiçada difusa, opalescente, com linhas brancas o Geralmente na mucosa jugal de forma bilateral e pode ir até a mucosa labial o Aumento da espessura epitelial com edema na camada espinha sem inflamação o Hereditária, geralmente acomete negros e é comum em tabagistas (sem causa definida) o Exame clínico: ao distender a mucosa, o aspecto esbranquiçado diminuiu ou desaparece. o DD: líquen plano, leucoplasia e nevo branco esponjoso Morsicatio Buccarum o Placas brancas elevadas e irregulares - pode ulcerar o Hábito de morder/mascar bochechas – região anterior o Maturação epitelial normal com paraceratose com mínima inflamação subepitelial o DD: candidose/leucoplasia o Remover fator causal Nevo branco esponjoso o Placas brancas, esponjosa, rugosa, queratótica e pregueada o Não sai com raspagem o Paraceratose proeminente com filamentos de queratina o Detectadas na infância – histórico familiar o Autossômica dominante – gene que regula queratina 4 e/ou 13 o Geralmente bilaterais e simétricas o Bochecha, lábio, ventre da língua, assoalho e palato mole o Assintomática o DD: leucoedema, líquen plano, mordedura de bochechas Lesões brancas traumáticaso Espessamento da mucosa – pode ulcerar o Hiperceratose o Irritantes químicos ou físicos Raquel Rodrigues o Assintomático o Remover fator causal Leucoplasia o Acomente mais homens o Semimucosa labial inferior, lateral e ventral da língua, assoalho, comissura labial e palato mole, mucosa alveolar o Desde branco à marrom-esbranquiçado o Maioria benigna o Associado à infecção pela C. albicans, tabaco, sífilis, álcool, deficiência de proteínas o Cassificada em: maculosa, queratótica, verrucosa (homogêneas ou pontilhadas) o Citologia esfoliativa ou técnica de azul de toluidina + Biópsia incisional e vai para o histopatológico o DD: líquen plano, candidose pseudomembranosa aguda e lúpus eritematoso crônico discoide o Homogêneas e não homogêneas (eritoplasias, nodulares, salpicadas e verrucosas – esta, tem alto potencial de malignidade, associada ao papiloma-virus) o Acima de 60 anos o Tratamento: remover fator causal e ver cicatrização, persistência – biópsia LESÕES ASSOCIADAS AO TABACO Ceratose do tabagista o Manchas espessas na pele – pode encrostar/ulcerar – suspeita de neoplasia – persistir, biópsia o Comum em fumantes de cigarro sem filtro e maconha por pouco tempo o Entre os lábios no local onde fica o cigarro o Ceratóticas, 7mm diâmetro o Firme a palpação Estomatite nicotínica o Fumar cachimbo ou charuto o Gravidade proporcional à intensidade do hábito o Marrom na língua e posterior dos dentes o Remover fatores causais – biópsia Mancha do aspirador de rapé o Fumo não queimado o Ceratose branco rosada o Associado à DP, cáries extensas e carcinoma o Remover fator causal – persistência: biópsia Raquel Rodrigues Carcinoma verrucoso o Massa verrucosa firme à palpação o Maligna o Tabaco por longos anos o Descontinuidade do tabaco – bom prognóstico o Persistir – biópsia LESÕES VERMELHAS Púrpuras o Hemorragia no tecido mole; associada ao trauma/deficiência plaquetária, infecção; ver agente causador: Petéquias: puntiformes, geralmente no palato mole por vômito, tosse persistente, felação, espirros repetidos quando traumáticas e trombocitopenia ou infecções virais (mononucleose) quando não traumáticas. Equimose: comum em pele e face, 1cm de diâmetro, associada à doenças neoplásicas, trauma e uso de prolongado de medicamentos como anticoagulantes. Hematoma: grandes Varizes: o Veias dilatadas – redução da pare de vascular o Discopia positiva o Benignas e assintomáticas o Flebectasia: varias veias na língua Trombo o Coágulo de sangue em um vaso, ao calcificar forma flebólito o Firme a palpação e pode ser sensível o Acima de 30 anos Hemangioma o Tumor benigno dos vasos sanguíneos capilares ou cavernosos o Mulheres jovens o Discopia positiva o Isolados são mais comuns, múltiplas estão relacionadas à síndrome de SW ou de Maffucci. o Remoção cirúrgica, agentes esclerosantes, crioterapia ou radioterapia Raquel Rodrigues Telangietasia hemorrágica hereditária o Artéria flui diretamente para uma veia o Genética o Complicação: sangramento em vários loc ais Angiomatose de Sturge-Weber o Doença rara não hereditária presente no nascimento o Manchas congênitas e anormalidades neurológicas LESÕES VERMELHAS E BRANCO AVERMELHADAS Eritroplasia o Mancha vermelha persistente – pode virar carcinoma o Agentes carcinogênios/idiopática o Homogênea: vermelha com bordas definidas o Associada/eritroleucoplasia: vermelha e branca com bordas definidas o Granular/salpicada: vermelha e pouco elevada, bordas irregulares com pontos leucoplásicos o DD: sarcoma de Kaposi, cadidose aguda atrófica, líquen plano erosivo, lúpus sistêmico e lúpus eritematoso. o Tratamento: biópsia; pode como alternativa: radioterapia e laserterapia – proservar de 6 em 6 meses. Carcinoma de células escamosas o Comum, mais em homens o Maioria é eritoplasia o Epitélio oral o Propaga-se de forma local e por vasos linfáticos o Biópsia e radioterapia Líquen plano o Doença de pele que aparece em mucosas (bochecha e dorso da língua e semimucosa labial bilateral) de 4 formas: atrófica, erosiva, estriada (estrias de WIckham) e em placa - relação com doença imunológica; ansiedade e depressão o Tratamento expectante, se ulcerar usar esteroides tópicos ou cursos curtos de sistêmicos e agentes imunossupressores. o DD: leucoplasia e candidíase pseudomembranosa (erosiva/atrófica) e eritema e eritroplasia (placa/estriada) Raquel Rodrigues Mucosite liquenoide: como líquen plano mas sempre adjacente a um metal corroído (amálgama), dolorosa ou não, hipersensibilidade tardia, fazer testes de contato. Lúpus eritematoso: como líquen plano mas acomete orelha, usar protetores solares e esteroides e imunossupressores. Irrupções liquenoides similares ao lúpus: por uso prolongado de determinada droga (para artrite, febre e doença renal) como procainamida e hidralazina. Candidíase: C. albicans o Candidíase pseudo-membranosa Placas mucosas difusas e aveludadas indolores; ao destacar, superfície cruenta e com sangue Diagnístico por exame clínico, cultura de fungos ou exame microscópico direto do tecido raspado o Candidíase eritematosa Candidíase hiperplásica crônica Dorso da língua como área lisa despapilada ou pápulas avermelhadas Assintomáticas Candidíase atrófica aguda Desequilíbrio do ecossistema oral por uso de antibióticos Dorso da língua DD: líquen plano atrófico e erosivo Candidíase atrófica crônica Ação de cândida sob prótese total mal adaptada e por uso prolongado Pode arder; avermelhada/aveludada Quelite angular Hábito de lamber os lábi os e por causa da perda de DV por uso prolongado de prótese total superior e inferior Dobras e fissuras na comissura labial LESÕES PIGMENTADAS Melanoplasia: pigmentação fisiológica escura na mucosa oral em gengiva, pessoas negras. Tatuagem: por AAG, confirmar por radiografia, se não confirmado realizar biópsia. Efélides: mácula marrom-clara/escura por exposição solar, depositando melanina Melanose do tabagista: depósitos de melanina na camada basal da mucosa, resposta protetora à fumaça do tabaco. Mácula melanótica oral: pigmentação pequena e circunscrita no lábio/boca, pessoas claras por trauma, inflamção ou sol; biópsia se houver aumento de tamanho. Nevus: simétrico, elevado ou papular, congênito ou adquirido. Biopsiar. Palato. Melanoma: tumor que começa como mancha, lesão assimétrica, borda irregular, cor variada e aumenta de diâmetro. Síndrome de PJ: máculas pigmentadas. Doença de Addison: glândula suprarrenal produz pouco esteroide, hipermelanose bucal, realizar testes de níveis de corticais Raquel Rodrigues Pigmentação por metais pesados: ingestão excessiva de metais pesados e antipsicóticos/algumas pílulas anticoncepcionais. LESÕES PURULENTAS Pericorinarite Inflamação aguda ou crônica nos tecidos gengivais que recobrem as coroas (3Ms) em erupção ou parcialmente erupcionados o Retenção de placa dentária e restos de alimento sobre o capuz o Trauma dos terceiros molares pela mastigação . Colônia com Profhyromonas, Prevotella, Aa, Tabarella Pode atingir ouvido, garganta, assoalho bucal Sinais e sintomas: edema e dor (pelo acúmulo de bactérias entre tecido e dente - edema pode provocar contato oclusal e traumatizar); hiperemia local, limitação da abertura bucal/trismo (pelo edema que atinge ângulo da mandíbula); pode ter pus na sondagem, linfadenite, febre, dificuldade de deglutição, mal-estar Protocolo: 1. Anestesia local (n. alveolar inferior e lingual e bucal – bupivacaína 0,5% com epinefrina 1:200.000 2. Remover cálculo e placa com instrumentação supra e sub 3. Irrigar com soro fisiológico estéril e clorexidina 0,12%4. Orientar sobre higiene – bochechos com 15ml de digluconato de clorexidina 0,12% a cada 12h por 7 dias 5. Prescrever dipirona 500mg de 4h/4h por 1 dia. Se persistir, nimesulida 100mg de 12h/12h Reavaliação entre 24h-48h – Se infecionar, amoxicilina 500mg + metronidazol 250mg a cada 8h (clindamicina 500mg 12/12h ou 300mg de 8h/8h) por 3-5 dias; ver necessidade de exodontia Quando usar antibiótico? Dor espontânea, edema, infadenite, febre, limitação da abertura bucal Quando encaminhar para o buco? Celulite considerável,, disfagia, anorexia, mal-estar geral E se a pericoronarite já estiver purulenta?antibioticoterapia E se avançar? Displasia Alveolite Alveolite, alvéolo seco, osteíte pós-operatrória, osteomielite alveolar aguda localizada o Dor intensa e espontânea, hiperemia ao redor, sem pus, osso visível, odor o Manobra cirúrgica difícil, ausência de coágulo, sutura mal feita o Ausência de coágulo Alveolite purulenta o Pode ser decorrente da alveolite seca ou pela contaminação do alvéolo o Pus, dor intensa e espontânea e febre o Infecção por objetos contaminados o Presença de coágulo Características o Inicio de 2-3 dias da exodontia o Pode vim de uma inflamação anterior o Fatores etiológicos: tabaco, contraceptivos e corticóides o Insensíveis à analgésicos Protocolo de tratamento o Anestesia local e infiltração no fundo de sulco do saco gengival o Isolar o campo o Remoção de cálculos e placas (apenas na purulenta) o Irrigar com soro fisiológico estéril e clorexidina 0,12% o Bochechos com clorexidina 0,12% 12h/12h por 7 dias o Não suturar Raquel Rodrigues o Orientar cuidados pós-operatórios : evitar bochecho no primeiro dia, alimentação pastosa e liquida, irrigar a boca, evitar muito sol e esforço físico por 3 dias o Prescrever dipirona 500mg de 4h/4h por 1 dia. Se persistir, nimisulida 100mg de 12h/12h o Reavaliação em 48h. Se infeccionar, amoxicilina 500mg + metronidazol 250mg a cada 8h (clindamicina 500mg 12/12h ou 300mg de 8h/8h) por 3-5 dias. Quando usar antibiótico? Quando em caso de exsudato purulento, disseminação local ou manifestação sistêmica (febre, linfadenite, dificuldade de deglutir...) E se não resolver com o protocolo? Repetir irrigação, se não resolver, anestesiar, curetar e mantém bochecho de 12h/12h. O que mais pode fazer se for um caso refratário? Aplicar pasta (que tem metronidazol, lidocaína, essência de menta e lanolina ou alveosam) após isolar e secar campo (e curetar, em caso de purulenta) com gaze estéril e pedir paciente pra morder leve com um gaze no local por 10/15min Abcesso dento alveolar Agudo: pus envolvendo região apical com evolução rápida e dor lancinante sem fístula/ponto de flutuação Crônico: pus envolvendo região apical com evolução rápida e dor lancinante com fístula/ponto de flutuação Podem desencadear celulite Lesões periapicais: tem etiologia traumática, medicamentosa e infecciosa, comprometendo a integridade da lâmina dura (pericementite) Vias de propagação Continuidade: cárie – polpa – periápice – espaços(pulpite aguda geralmente) Sanguínea: venosa (trombose do seio cavernoso) ou arterial (bacteriana/endocardite) Por que tem drenagem dentro e fora e pode migrar? Depende da altura de inserção muscular, se alta, permanece na mucosa oral. ABCESSO AGUDO ABCESSO AGUDO EM EVOLUÇÃO ABCESSO AGUDO EVOLUÍDO ABCESSO CRÔNICO ABCESSO FÊNIX Dor Localizada e insuportável, evolução rápida, espontânea, longa duração, frequência continua Espontânea, pulsátil, contínua, difusa Espontânea, pulsátil, continua, difusa menos intensa Localizada e insuportável, espontânea, longa duração, frequência continua Teste de vitalidade Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Características clínicas Coroa hígida ou não Hipersensível ao teste de percussão Mobilidade aumentada Extrusão súbita aumentada Palpação na mucosa periapical alterada Linfonodos regionais doloridos e moveis Febre Sem edema evidente Muita mobilidade dentária Sensível à palpação apical Extrusão dentária Edema difuso, consistente, sem flutuação Aumento do volume da área Cefaleia, febre, prostração Mobilidade dentária Sensível à palpação vertical Extrusão dentária Edema localizado, com ponto de flutuação extra ou intrabucal Cefaleia, febre, prostração Assintomático Escurecimento coronário Fístula Coroa hígida ou não Hipersensível ao teste de percussão Mobilidade aumentada Extrusão súbita aumentada Palpação da mucosa dento alveolar alterada Linfonodos regionais Raquel Rodrigues doloridos e moveis Febre Aspectos radiográficos Espessamento do LP Sem sinais radiográficos Sem sinais radiográficos Lesão periapical difusa Radiolúcido sem limites definidos Protocolo de tratamento 1. Anestesia local 2. Isolamento absoluto 3. Abertura coronária 4. Irrigação intracanal 5. Esvaziamento do conteúdo séptico/toxico até CRD 6. Drenagem via canal 7. MIC com TCF ou PMCC 8. Selamento coronário 9. Medicação sistêmica com anti- inflamatório e antibiótico Obs: antibiótico 1h antes da drenagem 1. Anestesia local 2. Isolamento absoluto 3. Abertura coronária 4. Irrigação intracanal 5. Esvaziamento do conteúdo séptico/toxico até CRD 6. Drenagem via canal 7. MIC com TCF ou PMCC 8. Selamento coronário 9. Medicação sistêmica com anti-inflamatório e antibiótico 10. Bochecho com água morna 1. Anestesia local 2. Isolamento absoluto 3. Abertura coronária 4. Irrigação intracanal 5. Esvaziamento do conteúdo séptico/toxico até CRD 6. Drenagem via canal 7. MIC com TCF ou PMCC 8. Selamento coronário 9. Drenagem extra ou intra bucal 10. Medicação sistêmica com anti- inflamatório e antibiótico Pulpectomia 1. Anestesia local 2. Isolamento absoluto 3. Abertura coronária 4. Irrigação intracanal 5. Esvaziamento do conteúdo séptico/toxico até CRD 6. Drenagem via canal 7. MIC com TCF ou PMCC 8. Selamento coronário 9. Drenagem extra ou intra bucal 10. Medicação sistêmica com anti- inflamatório e antibiótico Por que ocorre a extrusão do elemento? Por falta de via de drenagem coronária, que impele a inflamação para o periápice Por que há hipersensibilidade do elemento? Por causa da extrusão e inflamação migrada para o periápice. Do que depende a progressão do abcesso e duração da antibioticoterapia? Infectividade e imunossupressão. Normalmente manter por 5 dias, se não sei todas as condições do paciente, por 7 dias. Raquel Rodrigues Espaços anatômicos fasciais Quais os determinantes da progressão? Espessura das cortiais (vestibular, lingual e apical) e altura das inserções musculares (espaços fasciais) Exemplo de altura das inserções musculares: músculo bucinador baixo: abcesso drena para fora da cavidade Quais as características dos espaços fasciais? Áreas bem delimitadas, preenchidos por tecido conjuntivo e são mal irrigados O que ocorre na presença de infecção? Fáscias são perfuradas pelo exsudato purulento, que pode apresentar celulite e inchaço Espaços fasciais primários MAXILARES MANDIBULARES Canino: infecção do canino superior Inchaço Obliteração do sulco nasolabial Submentual: infecção de incisivos e caninos inferiores Limites: entre os músculos platisma e mentoniano Sinais: inchaço da pele que recobre a linha média Infratemporal: infecção do 3° Molar Trismo Sublingual: infecção de molares e pré-molares inferiores Limites: abaixo da língua e acima do músculo milo- hióideo Sinais clínicos: inchaço intrabucal e elevação do assoalho da boca/língua Bucal: infecção dos molares superiores e inferiores Limites: músculo bucinador, pele,arco do zigomático e mandíbula Sinais: inchaço abaixo do zigomático e acima da borda inferior da mandíbula Submandibular: infecção pelo 2° e 3° molares Limites: entre os músculos platisma e milo-hióideo Sinais: inchaço extrabucal Como diagnosticar se o espaço bucal foi infectato? Presença de extrusão dental e mobilidade com abcesso/inchaço do bucinador em região de 3° molar. Espaços fasciais secundários Infecções dos primários não tratadas Severas e perigosas Músculos da mastigação Juntos formam o espaço mastigador MASSETÉRICO Infecção do espaço bucal Inchaço no ângulo da mandibula e trismo PTERIGOMANDIBULAR Infecção do espaço submandibular e sublingual (agulha infectada) Pouco inchaço e trismo TEMPORAL PROFUNDO e SUPERFICIAL Inchaço na região temporal e trismo CERVICAIS Infecção dos secundários (estes se comunicam com mediastino) Faríngeo lateral: do espaço pterigomandibular Trismo severo, inchaço lateral do pescoço e da faringe Retrofaringeo: do espaço faríngeo lateral Raquel Rodrigues Sinais pouco claros, fazer radiografia da lateral do pescoço Infecção de feridas cirúrgicas Dependem: Virulência e quantidade de microorganismos na ferida Mecanismo de defesa Fatores mecânicos: assepsia, antissepsia e cirurgia contaminada/potencialmente contaminada Fatores humorais: IgG, IgM e IgA Celulares: representada pelos macrófagos e neutrófilos Imunossupressão: Idoso, diabético, desnutrido, leucopênico, HIV, infecção prévia. Periodontite: Corresponde a infecção e inflamação crônica dos tecidos periodontais, como gengiva, ligamento periodontal e processo alveolar, causando bolsa periodontal, mau hálito, gosto de pus na boca e dor no local. Parotidite bacteriana Corresponde a infecção das glândulas parótidas ou submandibulares por bactérias, Geralmente Stafilococcus aureus nas agudas e Streptococcus viridans nas crônicas. Difere da parotidite epidêmica, esta é causada por vírus, principalmente um paramixovirus. Úlcera aftosa recorrente Oncilon – A em orobasetubo com 10g – aplicar uma película como barreira protetora de 2-3 dias Herpes Causado pelo HSDI vírus Para alivio de sintomas (visto que não há cura) : 1. Aciclovir 5% em creme 5 vezes ao dia por 5 dias 2. Aciclovir 1 comprimido de 200mg por 5 dias (reduz cura em 1 dia) 3. Laser terapia de 40-60 jaules Candidíase Nistatina suspensão 100.000 UI/mL ou frasco de 50mL – ao fim do bochecho de 5-10mL, deglutir (não é absorvido pelo estômago) Exodontia por via alveolar Exodontia por via não alveolar O que é esperado? Desconforto ou dor leve no pós- operatório Dor moderada-intensa com edema e limitação da mastigação Quais cuidados pré-operatórios? Remoção de cálculo e placa e jateamento de bicarbonato de sódio com pedra pomes e taça de borracha Igual Profilaxia antibiótica - Em caso de pericoronarite: amoxicilina 1g em 1h antes/ clindamicina 300mg Raquel Rodrigues Sedação mínima Midazolam 7,5mg ou alprazolam 0,5mg – 30min antes Igual Antissepsia intra-bucal: bochechar 15mL de digluconato de clorexidina 0,12% por 1min igual Antissepsia extraoral Digluconato de clorexidina 2% em solução aquosa Igual Analgesia perioperatória - Dexametasona 4mg, 1 comprimido, 1h antes Anestesia local: Lidocaína 2% ou articaína 4% com epinefrina 1: 100.000 ou prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI/mL Igual Analgesia preventiva Ao final da intervenção: Dipirona 500mg-1g (20- 40gotas) Dose de manutenção: Dipirona 500mg de 4h/4h ou paracetamol 750mg de 6h/6h por 1 dia Igual Se persistir 24h – nimisulida 100mg via oral ou cetorolaco 10mg sublingual a cada 12h por 2 dias Cuidados pós-operatórios - Higienização local Bochecho clorexidina 0,12% de manhã e à noite de 5-7 dias E se a cirurgia tiver mais trauma de tecidos moles? Dose adicional de dexametasona pela manhã seguinte ao procedimento E se o paciente não puder tomar dexa/betametasona (herpes fúngicas ou alergias? Nimisulida, ibuprofeno ou cetorolaco Se não puder usar benzodiazepínicos? Valeriana E se tiver dor pulsátil em 72h? Pode ser alveolite EMERGÊNCIA ALERGIA: alérgeno localizado ou medicamento/alimento e pode ser específica ou disseminada Aplicar anti-histamínico e corticóide e monitorar sinais vitais Se houver angioedema: corticoide IM (dipropsan) e anti-histamico IM/VO com monitoração dos sinais vitais Se houver sibilo/cianose: corticoide, anti-histamínico, adrenalina 1:100.000 em 0,3ml IM, oxigenoterapia e manter sinais vitais e traqueostomia ASMA: por estresse, fármacos ou micro-organismos; na leve-moderada tem sibilo, dispneia, taquicardia, ansiedade e tosse; na severa tem dispneia, ansiedade, confusão mental, cianose, rubor e sudorese Paciente sentado, broncodilatador, oxigenoterapia e monitorar sinais vitais RINITE Evitar atender por risco de aspiração DPO Monitorar sinais vitais e cadeira com inclinação 90 Se houver apneia: ar comprimido e levar para o médico HIPERVENTILAÇÃO: estresse ou ansiedade; aumenta FR Prescrever ansiolítico antes do procedimento Se durante, paciente 90, boca e nariz no saco plástico e monitorar dados vitais DIABETES: apenas se controlada Administrar ansiolítico Raquel Rodrigues Preferencia pela manhã Antissepsia Antibioticoerapia profilática em procedimentos cruentos Confusão mental/perda de consciência: monitorar dados vitais, glicoteste, ampola de glicose 25% IV. Se não funcionar, levar ao médico. ENDOCARDITE BACTERIANA/FEBRE REUMÁTICA Profilaxia antibiótica em casos de cirurgia e procedimentos cruentos HIPERTENSÃO Sempre aferir PA de qualquer paciente antes de qualquer procedimento Hipertensos devem ser atentidos com monitor de dados vitais e manguito, conferindo PA de 20min em 20min Aumento da PA: captopril 25mg VO INFARTO DO MIOCÁRDIO: dor no tórax que vai para mandíbula, ombro e braço esquerdo e odontalgia e sensação de morte eminente Suspender atendimento, paciente 45°, isordil sublingual, oxigenoterapia, acalmar paciente, monitorar dados vitais. Pulso e FR irregulares e PA<100mmHg Transferir para hospital INSUFICIÊNCIA CARDÍACA Agendar de manhã com procedimentos curtos ARTRITE REUMATÓIDE Procedimentos rápidos e posição confortável LIPOTÍMIA: bradi/taquicardia, palidez, sudorese, hipotensão, hipotermia de extremidades Reclinar cadeira 180°, respirar calmamente, ventilar local, descobrir pescoço/tórax, oxigenoterapia e monitorar dados vitais EPLEPSIA: perda de consciência, movimentos involuntários, distúrbios SNA, intervalo entre crises Ansiolítico antes do atendimento Manifestação: lateralizar a cabeça, manter a boca aberta, desobstruir vias aéreas, decobrir pescoço/tórax, oxigenoterapia. NEFROPATIA Data mais próxima do atendimento após sessão de hemodiálise Drogas com menor nefrotoxidade possível SIDA/HEPATITE/HERPES SIMPLES/VARICELA ZOSTER Biossegurança e antioticoterapia quando necessário GASTRITE Pouco estresse no atendimento, que deve ser curto. Atenção à medicação. PSICOSE Pouco estresse no atendimento, que deve ser curto HEMOGRAMA Série vermelha Eritropenia: anemia Eritrocitose: tabagismo/diurético Hemoglobina alta: anabolizante Hemoglobina baixa: anemia Hematócrito alto: anemia Hematócrito baixo: anemia Achados bucais de anemia: palidez de mucosa, DP, atresia papilar lingual e pigmentação lingual Cuidados em caso de anemia Tratar apenas na fase crônica Anestésico local sem vaso para rotina e lidocaína 2% com adrenalina 1:100.000 UI/mL Evitar cirurgia eletiva se assintomática Não usar AAS Antibiótico Raquel Rodrigues Óxido nitroso Série branca: Leucocitose: infecção aguda bacteriana/ intoxicação Leucocitopenia:infecção crônica, hepatite Neutrofilia: infecções bacterianas e viroses e atividade física Neutropenia: viroses Linfocitose: infecção bacteriana e viral Linfopenia: inflamação e infecção grave Esosinofilia: alergia Basofilia: hipersensibilidade crônica Monocitose: endocardite sub-aguda e tuberculose Provas de hemostasia Paciente sem histórico hemorrágico: TS, TC, prova do laço e plaquetas. Paciente com histórico hemorrágico: TS, TC, prova do laço, plaquetas, retração do coágulo, TP, TPPA TS: 1-3 minutos – alteração indica uso de AAS TC: 4- 8minutos - alteração indica uso de tetraciclina, anticoagulante e corticóide INR: 2-3, se menor é trombose e se maior é hemorragia PL: até 5 CITOLOGIA ESFOLIATIVA: para orientação diagnóstica e avaliar grau de malignidade – obtém material por raspagem da superfície da lesão Indicações: lesões com suspeita de malignidade, doença viral, fúngica, bacteriana, autoimune, triagem e Proservação Materiais: lâmina de vidro, fixador, espátula metálica, lápis, gaze e clips. Técnica: rotacionar cytobrush na lesão e depois na placa na parte com extremidade despolida na lâmina, fazer 2 lâminas e passar fixador na lâmina. Cuidados: não usar antisséptico corente, remover necrose e exsudato, bochecho com água/soro Identificação, sem muita força Relatório ao patologista: 1. Nome, endereço, idade, sexo 2. Exame 3. Descrição da lesão (lesão fundamental, local e número da lâmina) 4. Hipótese diagnóstica 5. Fixador : citofix 6. Nome do profissional/CRO 7. Data 8. Assinatura Classificação Papanicolau Classe 0: inadequado Classe I: células normais Classe II: células atípicas sem malignidade (inflamação( Classe III: células sugestivas de malignidade (displasia leve) – biópsar Classe IV: células fortemente sugestivas de malignidade (displasia moderada/intensa) - biospsar Classe V: conclusiva para malignidade – biopsar BIÓPSIA Indicação: doença, lesão, malignidade, conferir diagnóstico clinico, não tem outro método Contra-indicação: sistêmico debilitado, patologia de base, lesão vascular (hemangioma), diagnóstico clínico Tipos: excisional e incisional, congelamento e PAAF (cística/vesiculo-bolhosa) Materiais: instrumento pra tecidos moles e duros, anestésico, gaze, recipiente, fixador, fio de sutura, lâmina 15, punch, pinça saca-bocado. Raquel Rodrigues Técnica: assepsia, antissepsia EB (iodopovidona) e IB (clorexidina), anestesia, diérise, divulsão, exérese e síntese Cuidados: não comprimir e colocar em frasco, paciente deve bochechar por 3 dias antisséptico, alimentação e medicamento adequados Relatório ao patologista: 1. Dados do paciente 2. Queixa principal 3. Relado de caso 4. Descrição da lesão 5. Hipótese 6. Intercorrência 7. Enviar exames complementares 8. Data/ CRO/Assinatura Frasco: 1. Nome do paciente, idade e sexo 2. Data de biópsia Fixador: formol 10% 10x maior que o fragmento 2° BIMESTRE: Lesões vésico-bolhosas Herpesvírus humano (HHV): Utilizam apenas seres humanos para latência. 1. Herpes simples: A infecção primária denomina-se Gengivo Estomatite Herpética Primária; já a recorrente é chamada de Herpes Recorrente. Características: Vermelhidão, prurido que pode evoluir para crosta e depois ulcerar. Tipo um mais frequente. Tratamento: analgésico, antipiréticos, anestésico, hidratação; em caso de recorrência, anestésico sublesional ou antivirais; pode haver complicação em imunocomprometidos. 2. Varicela: manifestação de herpes zoster (primoinfecção). Transmissão por perdigotos (gotículas de saliva contaminada) ou contato direto. Sinais e sintomas: eritema que evolui para vesículas, pústulas e úlceras; pode haver indisposição, febre, faringite e rinite. Diagnóstico: citologia esfoliativa, cultura ou anti VZV. Tratamento: banhos mornos com bicarbonato de sódio, administração de difenidramina (anti-histamínico), analgésico, antitérmico, hidratação e antiviral; imunização. Complicação: infecção bacteriana secundária, encefalite, pneumonia, aborto e má formação do feto. Raquel Rodrigues 3. Herpes zoster: reativação do vírus da catapora; acomete via nervosa. Sintoma prodrômicos é dor intensa na região afetada; indisposição, febre e cefaleia; 1-4 dias tem exantema com eritema que evolui pra vesícula, pústula, úlcera (3-4 dias) e crostas (evolução total: 2-3 semanas). Tratamento: semelhante aos anteriores, sendo paliativo: bolsa de gelo, antipirético, anti- inflamatório, antivirais e manter lesões secas. O estresse cirúrgico leva a queda de imunidade, frequente após cirurgias. 4. Vírus Epstein-Barr (HHV4 ou EBV): vírus da mononucleose. Sinais e sintomas: febre, indisposição e anorexia, petéquias no palato do paciente. Tratamento: semelhante aos anteriores. 5. Citomegalovírus (HH5): Latente nas glândulas salivares. Sinais e sintomas prodrômicos: indisposição, febre, anorexia e dor. 6. HHV 6 e HVV 7: Transmissão por perdigotos; infectam imunocomprometidos. Sinais e sintomas: indisposição, anorexia, febre e roséolas de aparecimento súbito na pele. Encaminhar ao infectologista. 7. HHV8- Semelhante ao anterior; pode estar relacionado ao Sarcoma de Kaposi; encaminhar ao médico infectologista. Doenças mediadas imunologicamente ou autoimunes Pênfigo Vulgar: É um pênfigo verdadeiro. Geralmente aparece em adultos acima de 40 anos. Características: Age na bolha intraepitelial (junção entre células). Há rompimento de bolhas e vesículas (sintomatologia dolorosa), sinal de Nickolsky (quando fricciona a mucosa, aparece uma área úmida rosada até surgir bolha) e gengiva descamativa (gengivas livres e inseridas descamam do epitélio, ocorrendo eritema, erosões dolorosas ou úlceras). As lesões bucais podem aparecer até 2 anos antes das manifestações dermatológicas (terapêutica precoce). Diagnóstico: biópsia incisional. Tratamento: corticóide sistêmico e imunossupressor. Pênfigo benigno de mucosa - Geralmente ocorre em mulheres acima de 40 anos Características: doença crônica que atinge mucosa bucal, gengival e ocular, agindo na lâmina lúcida da membrana basal (subepitelial); presença de gengiva descamativa, vesículas, bolhas e úlceras (é mais profundo que o vulgar). Diagnóstico: biópsia incisional. Tratamento: corticóide local (bochecho ou uso tópico) e sistêmico. OBS: Diferenciar o pênfigo vulgar do benigno – citologia esfoliativa: Sinal de nickolsky é falso positivo, visto que o pênfigo vulgar tem células acantolíticas de Tzank e o benigno de mucosa não. Elas ficam dentro da bolha após a separação das células da camada espinhosa da mucosa. Raquel Rodrigues Eritema multiforme: Geralmente em jovens e adultos. Ligado a hipersensibilidade, infecções ou ao sistema imunológico. Características: reação de hipersensibilidade; é doença inflamatória aguda; formam-se vesículas, bolhas, úlceras e máculas eritematosas na mucosa. Diagnóstico: exame clínico e biópsia incisional em caso de dúvida. Tratamento: remoção da medicação (depois de mudar a medicação, cerca de 48h depois, ocorre a regressão da lesão) e uso de corticóides. Eritema multiforme maior: Ocorre por uso de medicamentos ou droga, sistema imunológico comprometido ou infecções (faringite/laringite). Diagnóstico: envolver mucosa bucal, ocular, genital e pele. Sinais e sintomas: na boca, ocorre o mesmo que a anterior mas com maior intensidade; sistemicamente, há febre, cefaleia, mialgia, artralgia, faringite, indisposição e conjuntivite com fotofobia. Tratamento: retirar medicamento sistêmico que é usado e corticoterapia com hidratação em regime de internação. Trauma por temperatura Contato com metais muito quentes ou muito frios (eletrocautério ou crioterapia). Características: eritema e bolha que rompe e ulcera de forma superficial. Tratamento: evitar infecção secundáriae aliviar sintomas; esperar porque toda bolha irá encher como forma de proteção; estas lesões bolhosas possuem ciclos (serve para todas, algumas tem medicamento específicos); queimadura por baixa temperatura cicatriza mais rápido e tem menor risco de infecção. Semiologia das lesões ulcerosas Características: Continuidade do epitélio com exposição de tecido conjuntivo. São primárias (perda de substância epitelial) ou secundárias (rompe uma vesícula/bolha, expondo lamina própria adjacente). Podem ser malignas, infecciosas ou benignas. ÚLCERAS INESPECÍFICAS Úlcera traumática: A característica fundamental é a relação causa-efeito. Agente etiológico: trauma, calor ou substâncias químicas. Quelite angular: Forma de candidíase atrófica crônica. Comum em portadores de prótese removível e com perda de dimensão vertical, nas comissuras labiais (acúmulo de saliva). Comum ulcerar. Úlcera aftosa: Mais comum (principalmente em quem não fuma, por causa da queratinização que atua como proteção/bloqueio; a bactéria se forma em locais sem queratina); atinge grupos socioeconômicos mais elevados. Clinicamente, podem tem 3 formas: menor (maioria, até 1cm; arredondadas, contorno nítido, doloridas; reparação em 10 dias sem cicatriz); maior (periadenite mucosa necrótica recorrente; maior que 1cm; persiste por até 2 meses, deixando cicatriz; principalmente por aparelho ortodôntico, braquetes rompem o epitélio, desnudando-o e o fazendo ulcerar); e afta herpetiforme (rompimento de vesículas herpéticas; geralmente acima de 30 anos, podendo durar 1 mês). Tratamento: se com poucas lesões, no máximo um enxaguatório brando; demais casos, administrar Raquel Rodrigues corticóides tópico, se não melhorar aplicar sistêmico; em caso de infecção, usar antibióticos; imunomodulares também podem ser usados. Síndrome de Behçet: É mulltissistêmica (gastrointestinal, cardiovascular, ocular, SNC, articular, pulmonar e dérmica). Lesões ulcerosas em mucosa bucal e genital com lesões cutâneas e oculares. (Fig. 1) Ceratocantoma: Etiologia desconhecida, principalmente em pele exposta ao sol; lesões múltiplas ou solitárias. (Fig.2) Doença de Higa-Fede: Os dentes neonatais durante a sucção traumatizam a língua. Bebês entre a 1ª semana e 1º ano de vida. O tratamento é a extração, não são mais usados corticoides na terapia de neonatos. (Fig. 3) Sífili s: Sex ual men te transmissível ou durante a gravidez/momento do parto (Treponema pallidum); Diagnóstico pelo exame VFRL/microscopia de campo escuro. Tratamento: antibióticos (penicilina G IM) ou ceftriaxona, ou doxiciclina ou azitromicina via oral. Estágios: primária (3-90 dias da exposição inicial, surge o cancro); secundária (primária não tratada, erupção vermelha rosácea no tronco e membros após o cancro sumir; condiloma lata nas partes úmidas do corpo; placas orais e genitais; contagioso); latente (sem sintomas significativos); e terciária (1-10 anos, formação de gomas sifilíticas, tumorações amolecidas na pele e nas mucosas/esqueleto; juntas de Charcot, juntas de Clutton, neurossífilis e sífilis cardiovascular); molares em amora e incisivos 1 2 3 3 Raquel Rodrigues de hutchiking são sinais patognomônicos; manifestações da cavidade bucal: úlcera em ponta de língua, halo eritematoso que parece purulento mas não tem pus. Tuberculose: Causada pela Mycobacterium tuberculosis; transmissão por via respiratória; infecção primária causa resposta inflamatória crônica inespecífica, formando um nódulo fibro-calcificado; a secundária produz múltiplos focos de infecção, depois de muitos anos. Lesões orais: úlceras crônicas secas e indolores (semelhante ao carcinoma - DD) Hanseníase: Causada pela Mycobacterium leprae. Pode ser paucibacilar ou multibacilar (bacilos no exames). Sintomas gerais: manchas no tecido sem sensibilidade; lesões hipopigmentadas, atinge SNC (perda de sudorese; anestesia); face leonina; Lesões orais: atinge palato, gengiva ântero- superior e mucosa jugal; pápulas amareladas/eritematosas que se tornam úlceras, necrose e fibrose (crônica); pode haver fixação do palato mole, macroqueilia (aumento do lábio), fáceis leprosas (atrofia da espinha nasal anterior, atrofia do rebordo alveolar ântero superior e alterações inflamatórias endo-nasais. Diagnóstico: clínico; biologia molecular. Tratamento: corticoterapia para alivio de sinais e sintomas; presença de doença de base exige tratamento adequado com rifampicina, dapsona e clofazimina. Paracoccidioidomicose: Causado pelo Paracoccidioides brasiliensis, que habita na natureza e é saprofítico. Pode ter resolução espontânea, permanecer latente ou progredir. Adultos acima de 20 anos. Características: atinge lábio inferior, palato, língua e região sublingual; úlceras eritematosa e granulomatosas com pontos hemorrágicos; gengivite descamativa; aloja o fungo em toda a gengiva; chamado de estomatite mortiforme; sialorreia; macroquelite. Tratamento: nistatina é uma possibilidade; Histoplasmose: Causado pelo Histoplasma capsulatum; do solo. Características: Sua forma aguda é autolimitante, há febre, cefaleia, mialgia e tosse (sem tratamento); a crônica geralmente afetam homens, brancos, idosos, imunossuprimidos e enfisematosos, há infiltração e cavitação pulmonar e sintomas da fase aguda, dispneia, perda de peso, dor torácica e hemoptise (expectoração de sangue pelo pulmão); a disseminada se espalha extrapulmonar, alta mortalidade. Manifestações orais: há petéquias e úlceras que podem durar semanas, recomendável biópsia. Diagnóstico: histopatológico ou teste sorológico . Tratamento: antifúngico. Úlceras cancerosas: carcinoma espino-celular é o mais comum: úlcera exofilítica firme, que varia do esbranquiçado ao avermelhado, áreas de necrose e mobilidade reduzida. Cistos Cavidade patológica com fluido/semi-fluido revestido por epitélio e suportado por tecido conjuntivo. 1. Cistos epiteliais 1.1. DO DESENVOLVIMENTO 1.1.1. Odontogênicos: Proliferação de remanescentes epiteliais (lâmina dentária, órgão do esmalte e bainha de hertwig) associado a formação dos dentes e às linhas de fusão dos maxilares na embriogênese, por processo inflamatório ou não. Os estímulos fazem os remanescentes se proliferarem formando ilhotas que se distanciam do tecido conjuntivo, dificultando a nutrição; com isto, as células centrais deste aglomerado se liquefazem, formando o fluido contido no interior do cisto. O líquido contém proteína e cristais de colesterol, Raquel Rodrigues tendo muita pressão osmótica; a cápsula do cisto atua com semipermeabilidade, equilibrando a quantidade de líquido para estabelecer um equilíbrio hidrostático, fazendo a lesão ter crescimento lento e contínuo. 1.1.1.1. Cisto dentígero Radiograficamente: Lesão radiolúcida unilocular com halo radiopaco com contorno bem definido (se não infectado) associado a coroa dentes não irrompidos aderido à JCE; comum em 3° molar, CS, MS e 2PMI. Clinicamente: Comum até 40 anos. Pode deslocar ou reabsorver dentes. Tratamento: Enucleação e extração do dente se não erupcionar; se for grande, marsupialização Origem: Órgão do esmalte 1.1.1.2. Cisto de erupção Radiograficamente: Lesão radiolúcida associada à coroa de 1°MP ou IS dente em erupção (decíduo ou permanente). Clinicamente: Tumefação mole na mucosa gengival. Comum em menores de 10 anos. Tratamento: Excisão da cobertura do cisto. Se não retirar intacto, encaminhar ao histopatológico. 1.1.1.3. Cisto gengival do recém-nascido Perolas de epstein: Ao longo da rafe palatina mediana Nódulos de Bohn: Ao longo dos lados bucal e lingual da crista dentária e palato duro Cistos da lâmina dentária: Na crista dentária das duas arcadas 1.1.1.4. Cisto gengival do adulto Radiograficamente: Lesão radiolúcida com halo radiopaco bem circunscrito associado ao CI ou PMI permanente irrompido. Clinicamente: Entre 50e 60 anos. Crescimento lento e assintomático; lesão menor que 1cm na papila ou na gengiva inserida com tumefação; lisa, na cor da gengiva ou azulada. Origem: restos da lâmina dentária (restos de Serres) Tratamento: Excisão cirúrgica Raquel Rodrigues 1.1.1.5. Cisto periodontal lateral Radiograficamente: Lesão radiolúcida com halo radiopaco geralmente ao longo da lateral da raiz do IL, C ou PMI com vitalidade. Pode se assemelhar a cachos de uva (variante botrióide policístico/multilocular) Clinicamente: Menor que 1cm. Entre 50 e 70 anos. Sexo masculino. Assintomático. Afetam dentes adjacentes. Origem: Lâmina dentária Tratamento: Enucleação. Realizar histopatológico para diagnóstico. 1.1.1.6. Cisto odontogênicos glandular: Crescimento lento e assintomático em região anterior da mandíbula. 1.1.1.7. Cisto odontogênico calcificante: tumor de células frutadas 1.1.2. Não-odontogênicos 1.1.2.1. Cisto nasolabial Radiograficamente: Lesão radiolúcida que causa abaulamento na parede lateral do soalho da fossa nasal. Evidenciado na radiografia oclusal de maxila. Clinicamente: Crescimento lento e indolor. Levantamento da asa do nariz e apagamento do sulco nasolabial. Origem: Durante a formação da base nasal e asa do nariz entre 4ª e 8ª semana de vida intra-uterina. Tratamento: Enucleação 1.1.2.2. Cisto do ducto nasopalatino Radiograficamente: Lesões radiolúcida de até 6 cm ou maiores. Formato de pêra invertida. Clinicamente: Entre 40 e 60 anos. Tumefação do palato anterior, drenagem e dor. Origem: remanescentes do ducto nasopalatino Tratamento: Enucleação 1.2. INFLAMATÓRIOS 1.2.1. Cisto radicular Radiograficamente: Lesão radiolúcida com halo radiopaco bem definido associado ao ápice de um dente permanente ou decíduo sem vitalidade. Perda da lâmina dura da raiz adjacente e pode haver reabsorção. Clinicamente: Assintomático se não estiver infectado. Cistos grandes causam mobilidade dental. Origem: processo inflamatório e restos epiteliais de Malassez (restos da bainha Raquel Rodrigues de Hertwig presentes no LP). Geralmente se origina de um granuloma periapical. Tratamento: Endodontia; cirurgia para lesões maiores que 2cm de dentes que não pode ser tratados endodonticamente; exodontia. Biópsia. 1.2.2. Cisto radicular residual Radiograficamente: Lesão radiolúcida circular a oval. Origem: após exodontia sem correta curetagem; dentro do alvéolo Tratamento: Enucleação 1.2.3. Cisto paradentário Radiograficamente: Lesão radiolúcida com halo radiopaco associada à distal da raiz de 3°MI semi-inclusos. Clinicamente: História prévia de pericoronarite Origem: Inflamação do tecido que recobre o terceiro molar. Tratamento: Exérese da lesão e extração do dente envolvido 2. CISTOS NÃO-EPITELIAIS 2.1. Cisto ósseo traumático Radiograficamente: Lesão radiolúcida geralmente em mandíbula. Clinicamente: Se expande, mas não causa reabsorção radicular. Entre 10 a 20 anos e ligeira predileção por homens. Origem: A mais aceita é de um trauma leve que resulta em hematoma ósseo. Tratamento: Curetagem para formação de coágulo e posterior neoformação óssea. OBS: A cavidade de Stafne fica entre o ângulo da mandíbula e o primeiro molar inferior abaixo do canal alveolar inferior. 2.2. Cisto aneurismático 2.3. Cistos dos tecidos moles da cabeça e pescoço 2.4. Cisto epidermoide Tumores Quanto ao aspecto radiográfico: 1. Radiolúcidos (osteolíticos): difusos (infiltrativo) ou circunscritos (expansivo) 2. Radiopacos (osteogênicos): difusos ou circunscritos 3. Mistos Quanto aos tecidos de origem Raquel Rodrigues 1. Odontogênicos 1.1 Epitélio odontogênico sem ectomesênquima odontogênico 1.1.1. AMELOBLASTOMA Multicístico RADIO: Multilocular: Favos de mel/bolhas de sabão; RT em região de 3°MI; ângulo e ramo da mandíbula; afasta dentes e estruturas; reabsorção radicular externa; CLÍNICA: 50 anos de idade, Benigno, local, indolor, invasivo, crescimento lento, grandes extensões Origem: epitélio dos cistos DD: ceratocisto e mixoma Unicístico RADIO: unilocular associado a dentes não irrompidos com raro deslocamento dentário. CLÍNICA: semelhante ao anterior DD: Dentígero Maligno RADIO: semelhante aos anteriores CLINICA: metástase, raro, 45-75 anos Tratamento: Enucleação/curetagem 1.2 Do epitélio odontogênico com ectomesênquima odontogênico (com ou sem formação de tecido dentário duro) 1.2.1. TUMOR ODONTOGÊNICO ADNEOMATÓIDE Lesão radiolúcida inicialmente que se torna RL e RP. Flocos de neve. Tem crescimento lento e grande expansão óssea. Pode ser folicular, extrafolicular e periférica. Afeta maxila anterior em região de caninos não irrompidos de cerca de 3cm de aumento na gengiva vestibular Benigno, ocorre mais em mulheres e entre 10 e 20 anos; crescimento lento e indolor. DD: Inicialmente com o dentígero/ameloblastoma unicístico e no estágio avançado com o TOEC. Tratamento: Enculeação/curetagem 1.2.1. TUMOR ODONTOGÊNICO QUERATOCÍSTICO Lesão RL bem definida unilocular (se pequena), de superfície crenada (scalloping); difícil reabsorver; envolve dente (que pode estar incluso) 20-30 anos, homens; posterior da mandíbula (ângulo, se estendendo sem expandir osso); potencialmente agressiva Se múltiplos: Síndrome de Gorlin DD: dentígero Tratamento: Enucleação com ou sem crioterapia ou marsupialização 1.2.2. ODONTOMA Origem: órgão do esmalte, lâmina dentária/supranumerária, trauma, infecção local, proliferação neopásica ou associada ao folículo de dente não irrompido. Clinicamente: Assintomáticos, falha de erupção; caninos, incisivos centrais e terceiros molares; Composto: Maxila, assintomático e sem expansão. Geralmente, 10 a 20 anos. Pequenos dentículos RO rodeado por halo RL. Unirradiculares; dentes inclusos. Raquel Rodrigues Complexo: Mandíbula, associado a dentes irrompidos ou não. Não há dentículos porque tem menos tecido epitelial formado. Massa calcificada sem arranjo definido com fino halo RL. Dentes irrompidos. Semelhante ao dente. Pode ter expansão óssea; OBS: Hemartoma é uma proliferação tecidual do mesmo órgão da qual se origina que cresce igual aos tecidos em volta, podendo causar deformidade local. Entre raízes/deslocando dentes não irrompidos. Tratamento: Enucleação/curetagem; exérese apenas quando estiver totalmente calcificado. No odontoma complexo é necessário aumentar a loja cirúrgica e diminuir volume da lesão. DD: TOEC, COC, fibro-odontoma ameloblástico 1.3 Do ectomesênquima odontogênico (com ou sem epitélio odontogênico) 1.3.1. MIXOMA ODONTOGÊNICO Radiograficamente: Lesão radiolúcida; reabsorção radicular, expansão óssea e pode invadir seio maxilar; uni/multicístico, podendo ser festonados ou irregulares (raquete de tênis/bolhas de sabão); Clinicamente: benigno, invasivo; adultos e jovens, mais em mulheres, tanto na maxila (frequente) quanto na mandíbula, indolor. Tratamento: Enucleação/curetagem DD: Ameloblastoma multicístico 1.3.2. FIBROMA ODONTOGÊNICO (CENTRAL) Radiograficamente: Radiolúcido bem definido unilocular (menores) ou com flocos radiopacos (maiores) no seu interior. Pode afastar dentes. Região perirradicular de dentes erupcionados. Clinicamente: assintomático, expansivo, principalmente em mandíbula (posterior ao 1M). Perfil crenado em lesões grandes. Comum em mulheres. Massa de crescimento lento Origem: Pobre em epitélio (folículo dentário- simples) e rico em epitélio (origem do LP- tipo OMS) Tratamento: Enucleação/curetagem DD: ameloblastoma/TOEC 1.3.3. CEMENTOBLASTOMA BENIGNO Radiograficamente: Lesão radiopaca/mista com banda RL, fusionando a um dente na lateral ou apicalmente. Pode haver reabsorção radicular e expansão de cortical. Clinicamente:; Geralmente na mandíbula em região de molares; jovens; pode haver tumefação; há dor se houverextrusão dentária pelo crescimento do tumor. Tratamento: Enucleação/curetagem DD: Displasia cemento-óssea Câncer bucal Etiologia: Multifatorial Lesões cancerizáveis/ precursoras do câncer: Leucoplasia, eritoplasia e quelite actínica – líquen plano, sífilis Epidemiologia: Comuns acima de 50 anos; sexo masculino, brancos, antecedentes familiar; tabagistas e elitistas, traumas, lesões infiltrativas são mais agressivas que as vegetantes; estadiamento clínico (Tumor, Nódulo e Metástase- TNM) determina terapêutica e prognóstico (quanto mais letras no exame, pior o diagnóstico). Fatores de risco: dieta (carboidrato), estresse, radiação solar, tabagismo e elitismo. Raquel Rodrigues Fatores que influenciam no prognóstico: tumor epitelial tem melhor prognóstico em adulto, diferente dos mesenquimais; melhor prognóstico no sexo masculino independente do TNM; mais agressivo em adultos; lesões infiltrativas tem evoluções mais rápidas que vegetantes; quanto maior TNM, pior prognóstico; local interfere na drenagem linfática e metástase à distância (base de língua pior que de lábio); acometimento de linfonodos cervicais significa mestástase lifonodal cervical; e se há infiltração vascular (células cancerosas no lúmen do vaso) significa metástase à distância (quimioterapia). Tratamento: Cirurgia (a precursora é a leucoplasia; sempre realizar ressecção com margem de segurança, que se estiver comprometida, replanejar) e radioterapia (tratamento local, diferente da quimioterapia; uso de 50 a 70 cGy) Complicações da radioterapia: radiodermite (na pele, podendo ter queimadura; não é mais frequente) e mucosite oral (exposição do tecido conjuntivo; dor; tratamento tópico com corticóide ou com bochechos ou com anestésico tópico); trismo (abertura limitada da boca); xerostomia (diminuição do fluido salivar porque as glândulas ficam dentro do campo de radiação, contraindo); pigmentação dental; cárie de radiação (pela xerostomia), necrose de tecido mole (tumor necrosa e tem que ser removido por debridamento); osteorradionecrose (quando osso recebe mais radiação que o tumor pelo peso molecular; ocorre mais em mandíbula); osteonecrose (por bifosfonatos usados para osteoporose, mieloma, doença de Paget etc, diminui o turnover ósseo que leva a necrose porque não há boa cicatrização/osteointegração). Glândulas salivares História clínica: grandes pressões de ar na cavidade bucal; jovem tem mais chances de processo não neoplásicos (como parotidite viral); processo neoplásico tem história mais longa (muitas semanas); há febre, dor, edema, xerostomia, rápido aumento das glândulas (inflamação), alteração do sabor (sialolitíase) e acometimento unilateral (maior probabilidade de tratar); mudança no padrão de evolução do tumor é sinal de alerta para possível diferenciação maligna do tumor. Exame clínico: inspeção, palpação uni e bimanual, oroscopia, ordenha digital e visualização dos orifícios Imaginologia: Sialografia: visualização de cálculos radiopacos, avalia grau de destruição da glândula/ducto; uso de contraste iodado infundido no ducto, obtendo sialografias; boa avaliação dos lobos superficiais da parótida e submandibular e diferenciação entre massas intra/extraglandular; diferencia lesões malignas de benignas na maioria dos casos; biópsia de lesões de glândulas guiada com auxilio de ecografia (ultrassonografia) Ultrassonografia: procedimento não invasivo; método de alta sensibilidade para diagnosticar patologias glandulares; sem radiação e efeitos colaterais. Tomografia: eleição na pesquisa de patologia inflamatória aguda e dilatações difusas; a RM é preferível pela elevada resolução espacial e avaliação de danos perineurais na invasão maligna de tumores das glândulas salivares. Ressonância magnética: estudo de partes moles da cabeça e pescoço; avalia ATMs e glândulas salivares maiores (parótida e submandibular) Biopsia: agulha fina, para distinguir lesões benignas e malignas em lesões superficiais. Usa-se a cirurgia guiada com a ultrassonografia para melhores resultados. PATOLOGIAS INFLAMATÓRIAS: Parotidite virótica/CAXUMBA: causada pelo paramixovírus; se aloja nos ductos intercalares das parótidas; por gotas de saliva ou contato direto; pode também ir para as gônadas, SNC, pâncreas e tireóides; período de incubação de 3 semanas; diagnóstico clínico; há febre baixa, cefaleia, mal-estar, anorexia e mialgia; geralmente g. parótida; desconforto e tumefação da parte inferior do ouvido à borda inferior da mandíbular; depois de 3 dias, incha; sem terapia específica (fisioterapia pelo calor; repouso; antiinflamatórios, analgésicos, antipiréticos, antibióticos; adequada alimentação) Parotidite aguda supurativa: causada pelo Streptococcus aureus e S. viridans; associada a fatores debilitantes locais/sistêmicos que causam diminuição da imunidade/fluxo salivar; mais em idosos debilitados, submetidos a Raquel Rodrigues cirurgias GI, diabéticos, anêmicos etc; inicio rápido com aumento da glândula e tecidos próximos, dor, febre, anorexia e mal estar, aumento de temperatura, drenagem de pus via ducto, toxemia (febre alta e leucocitose que podem levar ao óbito) e aspiração de pus, infecionando o TR; diagnóstico clínico, fazer cultura e antibiograma; S; aureus usar antibiótico de largo espectro em doses altas iniciais e menores (250mg) por 5 dias. Parotidite crônica: oriunda da P.A.S ou de infecção por microorganismos menos patogênicos (frequente o viridans); eventual obstrução do ducto; sem sintomas; curso lento com aumento da glândulas; diagnóstico clínico; realizar bochechos com água morna e sal para ajudar na drenagem e associar analgésico, antitérmico e anti-inflamatório. Parotidite recorrente: A forma infantil ocorre entre 3-4 anos, geralmente meninos; tumefação uni/bimanual da parótida, nunca atingindo as submandibulares; pode durar dias ou meses, tendo períodos de remissão e exacerbação; reduz fluxo salivar e as vezes tem pus quando tem infecção secundária; dor, febre, leucocitose e mal estar nas fases intensas; sem etiologia definida (xerostomia, distúrbios emocionais...); tratamento sintomático e de suporte. DISTURBIOS AUTO-AGRESSIVOS: Síndrome de Sjogren: crônico e sistêmico, com secura dos olhos e boca(pode levar a distúrbios de fala e alimentação e alterar mucosa), com sensação de areia nos olhos e artrite reumatoide/lúpus eritematoso; 90% em mulheres e geralmente de idade avançada; dor, edema e remissão clínica nas glândulas parótidas; diagnóstico clínico e histopatológico em glândulas salivares menores (lábio); tratamento sintomático, com estimulação salivar, fisioterapia e massagem nas glândulas (ordenha), antibióticos caso haja infecção secundária; ALTERAÇÕES OBSTRUTIVAS Extravasamento de muco (mucina): mucocele e râmula Mucocele: crianças e adolescentes; rompimento do ducto glandular e extravasamento para tecidos adjacentes (trauma); lábio inferior, mucosa jugal e anterior do ventre da língua; volume amolecido e azulado; sem dor e às vezes aumentam e diminuem; máximo 2cm. A superficial afeta palato mole, posterior da mucosa jugal e região retromolar (não associada a trauma, é por pressão no ducto). Diagnóstico clínico e história de evento traumático e por histopatológico. Tratamento: excisão cirúrgica, removendo glândulas adjacentes para não ter recidiva (superficial não precisa). DD: Carcinoma mucoepidermoide, lipoma, neurofibroma. Rânula: ocorre no assoalho bucal; crianças e adolescentes; aumento de volume unilateral em assoalho; amolecida, séssil e pouco azulada; sem dor, podendo elevar a língua. Diagnóstico clínico e histopatológico; em rânulas mergulhantes é necessário TC ou RM. É preciso remover lesão com a glândula afetada; ou marsupialização ou descompressão se em pequeno diâmetro. DD: cisto dermóideSialolitíase; Formação de cálculos (SIALÓLITOS- massa dilatada/inflamada obstruindo ducto) pela deposição de sais de cálcio no ducto ou dentro da glândula, branco-amarelados, ovais ou cilíndricos; pode haver restos epiteliais e bactérias; sem dor em glândulas menores; atingem mais glândulas do lábio superior; das maiores, atingem mais a submandibular (80%), havendo aumento de volume e dor (principalmente nas refeições); diagnóstico clínico, pela história médica e radiografias; realizar massagem, ingestão de agua e alimentos cítricos; remover cirurgicamente. Raquel Rodrigues Sialometaplasia necrosante: desordem inflamatória incomum (necrose e metaplasia em algumas glândulas) das glândulas salivares menores; associada à necrose, trauma, anestesia local (adrenalina/noradrenalina induzem a vasoconstrição; por estar bem próxima do palato duro, induzem isquemia dos vasos regionais, reduz suprimentos e causa morte glandular), tabaco...; há aumento doloroso de volume eritematoso no palato duro; forma uma úlcera 1- 5cm; indolor e cicatrização lenta; unilateral. Diagnóstico em TM ou RM (se atingiu osso adjacente ou não), clínico, histopatológico, biópsia. Sua arquitetura lobular é preservada (diferente das outras patologias). DD: carcinoma de células escamosas e mucoepidermóide. TUMORES DE GLANDULAS SALIVARES Adenoma pleomórfico: benigno; comum (70-90%); glândulas maiores e menores; proliferação de elementos ductais e células mioepiteliais. Parótida: lobo superficial/profundo com aumento volume entre posterior da mandíbula e orelha; unilateral. Diagnóstico: clínico, ultrassonografia ou RM e histopatológico; em g. menores fazer biópsia ex/incisional; em g. maiores fazer punção aspirativa por agulha fina; se no lobo superficial ou profundo da parótica, fazer parotidectomia parcial ou total. OBS: QUANTO MAIOR A GLÂNDULA, MAIS CHANCE DE SER BENIGNO; TUMORES DUROS E FIXOS TÊM MAIS CHANCES DE SER MALIGNOS. Carcinoma adenoide cístico: ou cilindroma, frequente em glândulas menores; palato (50%); nódulo liso ou ulcerado; pode ter reabsorção óssea; dor, paralisia facial (parótida). Entre 40-60 anos. Fazer remoção cirúrgica e encaminhar para o histopatológico; prognóstico reservado; sobrevida após 5 anos é 75%. 40% tem metástase a distância (pulmão/osso). Carcinoma mucoepidermóide: mais comum, origem do ducto das glândulas; há células mucosas e epidermóides e intermediária; comum de 30-50 anos; na infância é a mais comum; atinge mais a parótida (60-90%). Maiores: aumento assintomático; tumor de alto grau e invasivo tem dor e paralisia do nervo facial. Menores: aumento assintomático de superfície ulcerada podendo estar azulada. Pode desenvolver dentro dos maxilares (baixo grau; pode estar associada ao cisto dentígero, principalmente em mandíbula). Classificado em alto, intermediário e baixo grau; na esclerosante há esclerose entre células tumorais. DD: mucocele, adenoma pleomórfico, SN, ameloblastoma. Diagnóstico: clínico e histopatológico. Se na g. parótida em fase inicial pode remover parcialmente a glândula; se maiores, remove tudo até o nervo facial. Se na g. menor, faz excisão cirúrgica com margem de segurança; radioterapia pós-cirurgia em lesões agressivas (submandibular geralmente); não curetar. Carcinoma do adenoma pleomórfico: comum entre 50-60 anos, homens e geralmente está na parótida; foco de carcinoma ou adenocarcinoma; presença de metástase. 30-70% tem metástase para pulmão, osso, cérebro e fígado. Raquel Rodrigues Lesões ósseas DISPLASIA FIBROSA: benigna; proliferação e substituição de tecido ósseo por fibroso; origem do mesênquima ósseo; começa na infância; osso com trabéculas raspáveis com curetas cirúrgicas, sem delimitação de osso saudável e displásico. Queixa – volume indolor/radiografia de rotina Clinicamente - epitélio íntegro Radiograficamente – vidro despolido Diagnóstico – clínico/radiográfico Tratamento – se não houver comprimento de lesão, atrapalhar prótese ou defeito estético apenas proservar; se houver, remodelação cirúrgica depois do fim do crescimento para não ter recidiva. 1. Monostótica: um osso, adolescência, remodelação cirúrgica 2. Poliostótica: mais de um osso (quadril), menos de 10 anos, hiperfunção endócrina e disfunção na tireóide 3. Síndrome de Mccune Albright: mais de um osso e tem pigmentação cutânea com cor café com leite no pescoço, tórax e região pélvica, além de comprometimento endócrino. DISPLASIA ÓSSEA: comum; idiopático, em áreas dentadas, no periodonto; substituição de tecido ósseo por fibroso e metaplásico; mulheres negras de meia idade. 1. Focal: lesão solitária posterior dos maxilares (molares da mandíbula) e de extração prévia; assintomática; RL com variada RO 2. Periapical: anterior da mandíbula; RL como um cisto, misto no estágio intermediário e RO com halo RL no estágio maduro/final. 3. Florida: bilateral da mandíbula, lateral de um dente o separando de outro; simétrica ou nos 4 quadrantes; pequenas lesões fundidas a massas escleróticas em áreas edêntulas; tratar quando infectar. FIBROMAS OSSIFICANTES: neoplasma verdadeiro; DD: odontoma 1. Convencional: no suporte dentário, mandíbula posterior; mulheres de 35 anos; lesão RO com graus de calcificação; cirurgia. 2. Juvenil: igual ao anterior mas envolve estruturas anatômicas adjacentes QUERUBISMO: autossômico dominante; face de querubim pelo envolvimento bilateral mandibular, aumento de esclera e linfadenopatia cervical acentuada (nódulos linfáticos com tamanho anormal). Realizar remodelação cirúrgica se necessário. OSTEOGÊNESE IMPERFEITA: Distúrbio na maturação de colágeno; congênita e idiopática que afeta o tecido mesenquimal; associada a dentinogênese imperfeita; há fragilidade óssea, esclera azul e hipersensibilidade nas articuçações; existem 4 tipos; sem tratamento específico (fisioterapia, reabilitação e cirurgia ortopédica para tratamento sintomáticos relaicionados a fratura além de bifosfonatos). DOENÇA DE PAGET DO OSSO: sistêmica; reabsorção e deposição anormal de osso que gera ossos mais fracos; relacionado a fatores endócrinos, genéticos e inflamatórios; tem evolução lenta, geralmente poliostótica; pode ter dor severa e dores articulares e mobilidade de articulações limitadas. Aumenta o terço médio da face, cristas alveolares largas sendo que próteses não adaptam ao rebordo; semelhante a displasia óssea com pouca RO. Uso de antiinflamatórios e analgésicos e terapia antirreabsortiva em casos específicos (bifosfonatos). DISPLASIA CLEIDOCRANIANA: defeito do gene RUNX2 que guia a diferenciação dos osteoblastos e formação do osso adequadamente; apresenta-se com dentes inclusos e supranumerários; palato estreito; pode ter fenda palatina; retenção prolongada dos decíduos e anomalias claviculares (ausentes uni/bilateral ou com malformação). Tratamento odontológico está relacionado a extrações, confecção de prótese total, autotransplante e tração ortodôntica. Raquel Rodrigues SÍNDROME DE EAGLE: calcificação/fibrose do ligamento estilo hioideo; alongamento do processo estiloide visto por panorâmica ou radiografia lateral de mandíbula e a mineralização do complexo ligamentar estilo-hióide é palpável na fossa amigdalina, podendo doer; dor ao mexer a cabeça, deglutir ou bocejar; classicamente, após amigdalectomia; as vezes pode ser usado injeção de corticóide local; se mais grave, realizar excisão cirúrgica parcial. SÍNDROME DE GARDNER: autossômica dominante do cromosso 5; osteomas no corpo; remoção cirúrgica; pólipos intestinais podem evoluir para adenocarcinoma. OSTEÓLISE MACIÇA: reabsorção espontânea do osso. Indivíduos jovens e crianças. Quando afeta complexo maxilofacial ocorre mais na mandíbula, com mobilidade dentária, dor, má oclusão, desvio mandibular e deformidade nítida; pode ter síndrome da apneia obstrutiva do sono e envolver ATM. RL mal definidos. Sem tratamento específico OSTEOPOROSE: densidadeacentuada dos ossos; existe a infantil e a adulta; aumento da RO das porções medulares dos ossos; pode ter dor na osteoporose adulta; a adulta tem prognóstico bom, a infantil se não tratada tende a baixa sobrevida (transplante de medula é única cura permanente); medidas terapêuticas são corticoides e limitação da ingestão de cálcio. OSTEÍTE CONDENSANTE: , resposta inflamatória crônica associada a ápice de dentes com pulpite ou necrose pulpar; RO na mandíbula, assintomática, sem abaulamento das corticais; Resolver foco de infecção odontogênica, geralmente regredindo; se não, reavaliar o tratamento endodôntico e apenas acompanhar. Pode formar uma cicatriz óssea (resíduo da osteíte).