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1 Prática 1: Portas Lógicas. Nome do autor: Maria Clara Castro Higino de Sousa Afiliação do autor: Engenharia Elétrica - UFPI E-mail: mclara.castro@hotmail.com Resumo: Utilizar a Lógica e a Álgebra Booleana para fazer testes sobre o funcionamento das portas lógicas (AND, OR, NOT, NAND, NOR, XOR, XNOR), através da execução de circuitos digitais básicos. Palavras-chave: Portas lógicas, álgebra booleana, lógica, AND, NOT, OR, NAND, NOR’, XOR, XNOR. Abstract: Use Logic and Boolean Algebra to make tests about the working of the logic gates (AND, OR, NOT, NAND, NOR, XOR, XNOR), through the execution of basic digital circuits. Key Words: Logic gates, Boolean algebra, logic, AND, NOT, OR, NAND, NOR, XOR, XNOR. I. OBJETIVO: • Usar a Lógica e a Álgebra de Boole de 2 valores para modelar sistemas digitais; • Descrever e implementar as funções lógicas elementares por meio de portas lógicas elementares; • Construir Tabelas Verdade e Tabelas Funcionais; • Construir e utilizar diagramas: - Lógicos; - Pinos; - Elétrico; • Montar um circuito lógico, testar o seu funcionamento e desmontá-lo, tomando os cuidados necessários; • Depurar um circuito lógico que não funcione como esperado; II. MATERIAL UTILIZADO: • Módulo educacional para montagens; • Um CI 7402; • Um CI 7404; • Um CI 7408; • Um CI 7432; • Um CI 7486. • Jumpers; • Módulo de treinamento didático: Kit de Eletrônica Digital XD101. III. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO: A. Introdução Em muitas situações frequentes no cotidiano, é possível identificar circunstâncias em que se está em um estado ou em outro, por exemplo, uma luz está acesa ou apagada, uma janela está aberta ou fechada, um computador está ligado ou desligado. E é semelhante a essas situações de um estado ou outro que a Lógica Booleana funciona. Desenvolvido por George Boole, esse método consiste no uso de símbolos e operadores para descrever decisões lógicas com base em circunstâncias verdadeiras ou falsas, o que ficou conhecido como Álgebra Booleana. Apesar das várias aplicações, a principal e a que será estudada nesse 2 relatório, é a utilização dessas expressões para descrever o funcionamento de circuitos lógicos, relacionando as entradas (circunstâncias) com as saídas (decisões). Na álgebra booleana as constantes e variáveis podem ter apenas dois valores possíveis, 0 ou 1. Esses valores não representam, de fato, números, mas o estado do nível de tensão de uma variável (nível lógico). Sendo assim, são muitas vezes usadas para representar o nível de tensão presente em uma conexão ou em terminais de entrada/saída de um circuito. As operações básicas da Álgebra Booleana são apenas três: OR, AND e NOT, e são denominadas operações lógicas. Essas são utilizadas para descrever e analisar as portas lógicas (circuitos digitais), de tal forma que uma operação seja realizada nas entradas e o resultado (decisão) seja apresentado na saída. B. Montagens Primeira Montagem: Porta NOR de duas entradas. a) Descrição do funcionamento: A porta lógica NOR é um operador lógico booleano resultado da negação do operador OR, ou seja, opera como uma porta lógica OR com uma inversora (NOT) na sua saída. Sendo assim, os valores da saída na porta NOR são o inverso dos valores da saída da porta OR, isto é, quando o nível lógico na porta OR for 1, na porta NOR será 0 e quando for 0 na OR, será 1 na NOR. A expressão lógica para a porta NOR, em um circuito com entradas A e B é: b) Diagrama Lógico: Figura 1. Diagrama Lógico da primeira montagem. c) Diagrama Elétrico: Figura 2. Diagrama Elétrico da primeira montagem. d) Tabelas: TABELA 1 - TABELA VERDADE DA PRIMEIRA MONTAGEM A B S 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0 TABELA 2 - TABELA DE VERIFICAÇÃO DA PRIMEIRA MONTAGEM A B S 0 0 0 1 1 0 1 1 3 Segunda Montagem: Porta XOR/XNOR. Primeiro modo: a) Descrição do funcionamento: A porta lógica XOR é um operador lógico booleano resultado de uma exclusão mútua associada à porta lógica OR, isto é, as duas circunstâncias não podem ser verdadeiras simultaneamente. Sendo assim, o nível lógico só será alto quando somente uma das circunstâncias for verdadeira. No diagrama, montado para exemplificar essa porta lógica, é usado duas portas XOR, sendo que a saída de uma está conectada em uma das entradas da outra porta, para que assim, seja possível ter três entradas. A equação que representa esse circuito é: b) Diagrama Lógico: Figura 3. Diagrama Lógico da segunda montagem, primeiro modo. c) Diagrama Elétrico: Figura 4. Diagrama Elétrico da segunda montagem, primeiro modo. d) Tabelas: TABELA 3 - TABELA VERDADE DA SEGUNDA MONTAGEM, PRIMEIRO MODO A B C S 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 0 1 1 1 1 TABELA 4 - TABELA DE VERIFICAÇÃO DA SEGUNDA MONTAGEM, PRIMEIRO MODO A B C S 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 Segundo modo: a) Descrição do funcionamento: O segundo modo de verificar o funcionamento desse circuito é conectando a entrada C diretamente no GND, para que assim o nível lógico nessa entrada sempre seja 0 e o circuito funcione como uma porta lógica XOR de apenas duas entradas. Isso ocorre devido ao nível lógico na porta C ser sempre zero, fazendo com que quando A e B, também, forem zero, o circuito possuirá todas as circunstâncias com nível 4 lógico 0, então o resultado será 0. Já quando somente uma das chaves, forem 1, isso significa que apenas uma das circunstâncias está com nível lógico 1, sendo assim, o resultado será 1. E quando as duas chaves forem 1, isso mostra que duas circunstâncias estão com nível lógico 1, simultaneamente, então, o resultado será 0. E esse comportamento é, exatamente, o de uma porta lógica XOR de duas entradas. E a equação que representa esse circuito é: b) Diagrama Lógico: Figura 5. Diagrama Lógico da segunda montagem, segundo modo. c) Diagrama Elétrico: Figura 6. Diagrama Elétrico da segunda montagem, segundo modo. d) Tabelas: TABELA 5 – TABELA VERDADE DA SEGUNDA MONTAGEM, SEGUNDO MODO A B C S 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 0 1 1 1 0 0 TABELA 6 - TABELA DE VERIFICAÇÃO DA SEGUNDA MONTAGEM, SEGUNDO MODO A B C S 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 0 Terceiro modo: a) Descrição do funcionamento: O terceiro modo de verificar o funcionamento desse circuito é conectando a entrada C diretamente no VCC, para que assim o nível lógico nessa entrada sempre seja 1 e o circuito funcione como uma porta lógica XNOR (inversora da porta XOR) de apenas duas entradas. Isso ocorre devido ao nível lógico na porta C ser sempre 1, fazendo com que quando A e B forem zero, o circuito possuirá somente uma circunstância com nível lógico 1 (C), então o resultado será 1. Já quando somente uma das chaves (A eB), forem 1, isso significa que apenas duas circunstâncias estão com nível lógico 1, simultaneamente, sendo assim, o resultado será 0. E quando as duas chaves forem 1, isso mostra que as três circunstâncias estão com nível lógico 1 e a análise do resultado é feita separadamente 5 : , resulta em 0 e resulta em 1. E esse comportamento é, exatamente, o de uma porta lógica XNOR de duas entradas. E a equação que representa esse circuito é: b) Diagrama Lógico: Figura 7. Diagrama Lógico da segunda montagem, terceiro modo. c) Diagrama Elétrico: Figura 8. Diagrama Elétrico da segunda montagem, terceiro modo. d) Tabelas: TABELA 7 - TABELA VERDADE DA SEGUNDA MONTAGEM, TERCEIRO MODO A B C S 0 0 1 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 1 1 TABELA 8 - TABELA DE VERIFICAÇÃO DA SEGUNDA MONTAGEM, TERCEIRO MODO A B C S 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 1 Terceira montagem: Circuito com portas AND, NOT e OR. a) Descrição do funcionamento: O circuito digital da terceira montagem funciona a partir da ação das três operações lógicas básicas: AND, NOT e OR, atuando em conjunto a fim de obter a equação: O circuito funciona da seguinte forma: as duas entradas A e B estão conectadas, primeiramente, cada uma nas entradas das portas lógicas NOT e as saídas dessas portas estão ligadas cada uma em uma entrada da porta AND. A saída da porta AND está ligada em uma entrada da porta OR. Posteriormente, as entradas A e B estão conectadas cada uma em uma das entradas da porta AND e a saída dessa porta ( está ligada na outra entrada da porta OR. Assim, a saída S é: . b) Diagrama Lógico: Figura 9. Diagrama Lógico da terceira montagem. 6 c) Diagrama Elétrico: Figura 10. Diagrama Elétrico da terceira montagem. d) Tabelas: TABELA 9 - TABELA VERDADE DA TERCEIRA MONTAGEM A B A . B 0 0 1 1 1 0 1 0 1 1 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 0 1 1 TABELA 10 - TABELA DE VERIFICAÇÃO DA TERCEIRA MONTAGEM A B A . B 0 0 0 1 1 0 1 1 IV. QUESTÕES: 1. Comentar a diferença entre diagrama lógico, diagrama de pinos e diagrama elétrico. O diagrama lógico consiste em um único bloco ou conjunto de blocos funcionais que simbolizem a relação entre as variáveis de entrada e a variável de saída, mostrando a resposta desejada. Normalmente, a alimentação (VCC e GND) não aparece no diagrama lógico. O diagrama de pinos corresponde a uma representação gráfica do CI no qual é possível visualizar as funções de cada pino (pinagem). O diagrama elétrico apresenta mais informações sobre o circuito, pois apresenta o detalhamento das portas do CI, além de mostrar a alimentação (VCC e GND), a disposição das chaves de entrada, bem como os LEDs. 2. Como obter uma porta AND de três entradas a partir de portas AND de duas entradas? Para obter uma porta AND de três entradas basta que utilize duas portas ANDs, onde a saída da primeira porta esteja conectada em uma das duas entradas da segunda. Dessa forma, é possível obter as três entradas (duas na primeira porta e uma na segunda). A saída da segunda porta conterá o resultado de toda a expressão ( Figura 11. Diagrama Lógico da segunda questão. 3. Como é possível obter uma função NAND de três entradas a partir de portas NAND de duas entradas? Para obter uma porta NAND de três entradas é necessário que utilize três portas NAND, onde a saída da primeira porta esteja curto circuitada nas entradas da segunda. Isso 7 faz com que seja entrado pelas duas entradas da segunda porta a expressão: . Sendo assim, a expressão que define a saída da segunda porta é , que significa apenas e é equivalente a . A partir disso, a saída da segunda porta deve estar ligada em uma das entradas da terceira porta. Dessa forma, é possível obter as três entradas, pois na última porta NAND, há a entrada de , em uma, e de , em outra. A saída da terceira porta conterá o resultado de toda a expressão ( Figura 12. Diagrama Lógico da terceira questão. V. RESULTADOS E DISCUSSÕES: _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ 8 _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ __________________________________________________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ VI. REFERÊNCIAS: Tocci, Ronald Jr.; WIDNER, Neal, S. MOSS, Gregory LSistemas Digitais. 10 ed. Pearson Pretinice Hall, 2008. Capítulos 3 e 4.