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Apostila Segurança do Trabalho

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João Paulo

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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Priscylla Cinthya Alves Gondim 
Rosana Nogueira Fernandes de Queiroz 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mossoró/RN 
P á g i n a | 2 
 
Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br, site: www.professorapriscylla.com.br 
Ma Rosana Nogueira Fernandes de Queiroz. e-mail: rosananfqueiroz@gmail.com, 
Junho – 2016
 
 
1.1 O cotidiano do trabalhador 
Analisando a distribuição das 24 (vinte e quatro) horas de um dia, teremos 8 (oito) 
horas reservadas para o trabalho. O ambiente ocupacional é aquele em que o trabalhador 
exerce sua atividade laboral. Esse espaço físico é preparado para receber o trabalhador nas 
mais diversas atividades: fabricação de móveis, construção de edifícios, prestação de serviços, 
extração de minério, dentre outras. Assim, nesses ambientes, podemos encontrar: ferramentas 
manuais (alicates, facas etc), máquinas (prensa hidráulica, serra circular etc); ruído intenso; 
fontes de calor e frio; produtos químicos potencialmente tóxicos – gases, poeiras, névoas, etc. 
 
1.2 Histórico do prevencionismo 
É importante que o estudante conheça um pouco da história do prevencionismo para 
uma melhor compreensão de como surgiu a Segurança e o Direito do Trabalho, bem como a 
sua evolução. O ponto de partida para se falar em prevencionismo será a Revolução 
Industrial, já que existem poucos relatos sobre segurança, acidentes e doenças provenientes do 
trabalho antes desta Revolução, vez que, neste período, predominava o trabalho escravo e 
manual (SALIBA, 2002). 
 
1.2.1 Revolução Industrial 
Desde a Idade Média o homem transformava matérias-primas (pedras, barros, peles, 
lã, trigo, etc.) em produtos úteis à sua sobrevivência. Trata-se de um antigo método de 
transformação a que denominou artesanato. Nesse sistema o artesão trabalhava por conta 
própria, juntamente com sua família; possuía os instrumentos (meios de produção) 
necessários à confecção do produto, dominando, assim, todas as etapas da transformação da 
matéria-prima até chegar ao produto final desejado. O produto era apenas para atender as 
necessidades do lar, e o pequeno excesso era vendido, a preço elevado, em regiões onde estas 
atividades eram desenvolvidas. 
Tomando o alfaiate da Idade Média como exemplo, verificamos que era ele quem 
preparava o tecido, que lhe pertencia, cortava-o com sua tesoura ou faca e costurava-o com 
linhas e agulhas próprias, até ter pronto a roupa (produto final), que ele venderia a algum 
interessado. 
Já na idade moderna, buscando-se produzir crescentemente para o mercado, os 
artesãos foram muitas vezes reunidos num mesmo local de trabalho, cada um desempenhando 
uma atividade específica, utilizando principalmente as mãos para transformar a matéria-prima 
no produto final, fazendo surgir o que se 
denominou manufatura. Esse sistema de 
produção caracterizou-se basicamente pela 
divisão do trabalho e aumento da 
produtividade. Finalmente, com o 
crescimento da economia, a produção de 
artigos para o mercado passou a ser feita em 
série com o uso das máquinas de fiação e 
tecelagem. Entretanto, o custo relativamente 
elevado das máquinas não mais permitiu ao 
próprio artífice (quem cria algo, ou seja, os 
1. Princípios básicos da Segurança do 
Trabalho 
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artesãos) de possuí-las, pelo que burgueses, antevendo as possibilidades econômicas dos altos 
níveis de produção, decidiram adquiri-las e empregar pessoas para fazê-las funcionar; 
surgiram, assim, as primeiras indústrias de tecidos (têxteis) e, com elas, o Capital e o 
Trabalho. 
Estes acontecimentos tiveram profunda influência sobre a economia mundial, 
ocasionando significativas mudanças sociais, políticas e culturais para o homem 
contemporâneo. A esse processo de alteração estrutural da economia, que marcou o início da 
Idade Contemporânea, chamamos de Revolução Industrial. 
 
1.2.2 Impactos sociais da Revolução Industrial 
É importante salientar que na época da Revolução Industrial não havia a preocupação 
com a Segurança do Trabalho, o Direito do Trabalho ou quaisquer outros direitos sociais. 
Assim, esta revolução veio alterar o cenário e gerar novos e graves problemas. O incremento 
da produção em série deixou à mostra a fragilidade do homem na competição desleal com a 
máquina, ao lado dos lucros crescentes dos burgueses e da expansão capitalista (SALIBA, 
2008). 
Os problemas desta época foram, dentre outros, basicamente ligados às instalações 
precárias, à exploração (abuso) da mão-de-obra e às máquinas produtivas deficientes. 
 
a) Instalações precárias 
Em função do crescimento da industrialização, os galpões, velhos armazéns e 
estábulos (abrigos para os gados), eram rapidamente transformados em fábricas, colocando-
se, no seu interior, o maior número possível de máquinas de fiação e tecelagem. Surgiu, então, 
em conseqüência disto, as seguintes anomalias nas instalações das Fábricas: 
• Eram improvisadas, sem oferecer quaisquer garantias de segurança; 
• O lay-out (distribuição física de elementos num determinado espaço) não era definido, 
aumentando, assim, o risco de acidentes; 
• O ambiente de trabalho era fechado, onde a ventilação era precária; 
• A iluminação era deficiente; 
• Local de trabalho sujo e sem quaisquer condições higiênicas; 
• Condições gerais de trabalho agressivas. 
 
b) Exploração (abuso) de mão de obra 
Nas grandes cidades inglesas, o baixo nível de vida e as famílias com numerosos 
filhos, garantiam um suprimento fácil de mão-de-obra, sendo aceitos como trabalhadores, não 
só homens, mas também mulheres e crianças, sem quaisquer restrições quanto ao estado de 
saúde, idade, desenvolvimento físico etc. Intermediários inescrupulosos percorriam as grandes 
cidades inglesas arrebanhando crianças que lhes eram vendidas por pais miseráveis, para 
posteriormente serem revendidas aos empregadores. A indústria exigia muito do operário, não 
existia vínculo empregatício e não havia qualquer tipo de regra de proteção ao trabalhador. A 
exploração da mão de obra era exorbitante, os burgueses ―reinavam‖ sobre os trabalhadores. 
Assim sendo, o trabalho naquela época era realizado da seguinte forma: 
• Jornadas de trabalho excessivas (15 a 16 horas diárias), muitas vezes estendidas até de 
madrugada; 
• Havia exploração de mão de obra infantil (com 6 anos de idade as crianças já trabalhavam); 
• Não existiam férias, folgas ou qualquer outro tipo de benefício trabalhista; 
• Inexistência de treinamentos e capacitação de mão-de-obra; 
• Os salários eram baixos e não havia nenhum tipo de benefício; 
• Exposição dos trabalhadores ao risco de acidentes sem qualquer direito de reclamação ou 
proteção jurídica. 
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c) Máquinas produtivas deficientes 
O projeto das máquinas que eram utilizadas nos processos produtivos não previa 
nenhum tipo de proteção contra acidentes, pois eram muito primitivas. Além disto, não havia 
nenhuma preocupação dos projetistas com este assunto. Assim, esta deficiência proporcionou 
diversos problemas nas indústrias daquela época, dentre as quais, destacam-se: 
• Inexistência de programas de manutenções periódicas nas máquinas; 
• Máquinas sem nenhum tipo de proteção nas engrenagens que impedisseo contato acidental 
dos trabalhadores; 
• Ocorrências de numerosos acidentes graves e fatais; 
• O ruído provocado pelas máquinas era altíssimo; 
• Aparecimento de doenças do trabalho, como a surdez ocupacional; 
• Afastamento do trabalho por motivo dos acidentes e doenças; 
• Interrupções dos processos produtivos. 
• Gastos relacionados à parada de equipamentos e do processo produtivo. 
 
1.2.3 Revolução Social 
Tornaram-se expressivos os danos sofridos pelos trabalhadores devido aos riscos que 
estavam expostos ao operar o maquinário. A segurança e saúde da classe operária assumiam 
posição secundária, já que o mais importante para os empregadores, naquele momento, era a 
larga expansão da produção e consequentemente o lucro, que, em contraposição à segurança 
no ambiente de trabalho, era irrelevante. Tal dramática situação dos trabalhadores não poderia 
deixar indiferente a opinião pública, e por esta razão criou-se, no Parlamento Britânico, uma 
comissão de inquérito que, após longa e exaustiva luta, conseguiu que em 1802 fosse 
aprovada a primeira lei de proteção dos trabalhadores: a ―Lei de Saúde e Moral dos 
Aprendizes‖, que estabelecia: 
- Limite de 12 horas de trabalho por dia; 
- Proibia o trabalho noturno; 
- Obrigava os empregadores a lavar as paredes das fábricas duas vezes por ano; 
- Tornava obrigatória a ventilação industrial. 
 
Sem dúvida, esta Lei foi um marco importante na história da humanidade, porém, 
resolvia somente parte do problema, e assim foi seguida de leis complementares surgidas em 
1819, em geral pouco eficientes devido à forte oposição dos empregadores. 
No decorrer dos anos a preocupação com Segurança do Trabalho foi evoluindo. 
Empregadores começavam a se preocupar com os casos de doenças ocupacionais de seus 
trabalhadores, fazendo com que buscassem auxílio médico para diagnosticar e tratar tais 
problemas de saúde, surgindo, assim, os serviços médicos industriais. Novas leis de proteção 
ao trabalhador foram criadas, além das revisões periódicas das existentes. A Revolução Social 
expandiu por todo o mundo, onde cada país criava sua própria regra de proteção ao 
trabalhador, uns eram mais rigorosos, outros não. Observou-se, então, a necessidade de se 
criar regras internacionais de Proteção ao Trabalhador que orientassem todos os países do 
mundo a seguirem igualmente um caminho. 
Assim, em 1919, em Genebra (Suíça), foi criada a OIT – Organização Internacional 
do Trabalho, cujo objetivo era criar Recomendações e Convenções internacionais buscando a 
solução de problemas relacionados com o trabalho, tais como: 
- Regulamentação das horas de trabalho; 
- Duração máxima da jornada; 
- Salário; 
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- Liberdade sindical; 
- Proteção dos trabalhadores contra acidentes do trabalho e enfermidades; 
Segundo Araújo (2008) a OIT é composta por representantes de 
governos e de organizações de empregadores e trabalhadores dos 178 
Estados membros, sendo que há escritórios instalados em mais de 40 países, 
dentre eles, o Brasil, com o objetivo de aproximar e facilitar o contato com 
os governos daqueles países. Podem filiar-se à OIT todos os países 
membros das Organizações das Nações Unidas – ONU. 
Não há dúvida de que a OIT possui um papel relevante na humanização das condições 
de trabalho do mundo. Para maiores informações acesse: www.oit.org.br 
 
1.2.4 Evolução da Legislação no Brasil 
No Brasil, desde o início do século XX, diversos projetos buscavam instituir uma lei 
específica para regulamentar as regras do trabalho. Esse esforço resultou na aprovação do 
Decreto n. 3.724 de 15/01/1919, considerado a primeira lei acidentária do país 
(OLIVEIRA, 2007, p. 35). O empregador foi onerado com a responsabilidade pelo 
pagamento das indenizações acidentárias. 
O Decreto n. 3.724 de 15/01/1919 abriu as portas para criação de novas Leis de 
Proteção do Trabalhador. 
O grande desafio da hora presente é dar efetividade aos preceitos instituídos, ou seja, 
tornar real o que já é legal. E, nesse ponto, é lamentável constatar que as indenizações por 
acidente do trabalho tem sido o argumento mais convincente para motivar o 
empregador ao cumprimento das normas de segurança e saúde no local de trabalho. 
Infelizmente, apesar do progresso normativo, as doenças e acidentes do trabalho 
continuam afetando duramente a classe trabalhadora, sobretudo pelo rápido progresso de 
industrialização a que vivemos e pela não importância aos assuntos relativos a Segurança do 
Trabalho. 
 
1.3 Segurança do Trabalho – conceito e objetivo 
A segurança do trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas que são 
adotadas visando minimizar ou prevenir os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, 
bem como proteger a integridade física e a capacidade de trabalho do trabalhador 
encontrado nos riscos ambientais. 
Entende-se por conjunto de medidas as ações realizadas para tentar eliminar ou 
reduzir os riscos ambientais, como exemplos podemos citar: treinamentos educativos, 
projetos de engenharia, proteção em máquinas e equipamentos, ginástica laboral, 
Diálogo Diário de Segurança (DDS), etc. 
A capacidade de trabalho vão desde a lesão física até algum dano psicológico, como 
pressamento de dedos, luxação, stress, onde pode levar o funcionário ao absenteísmo. 
 
Fique por dentro! 
 Ginástica Laboral: é o conjunto de práticas de exercícios físicos realizados no 
ambiente de trabalho com a finalidade de colocar previamente cada pessoa — e 
todos — da equipe ou grupo de trabalho bem preparadas para o exercício do labor 
diário. Usualmente baseia-se em técnicas de alongamento, distribuídas pelas várias 
partes do corpo, dos membros, passando pelo tronco, à cabeça, sendo orientada ou 
supervisionada por um fisioterapeuta, educador físico ou por algum especialista 
treinado. 
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 Diálogo Diário de Segurança (DDS): constitui basicamente na reserva de um pequeno espaço de 
tempo, recomendado antes do inicio das atividades diárias na empresa e com duração de 5 a 15 minutos, 
para a discussão e instruções básicas de assuntos ligados à segurança no trabalho que devem ser 
utilizadas e praticadas por todos os participantes. 
 Absenteísmo: usado para designar as ausências dos 
trabalhadores no processo de trabalho, seja por falta ou atraso, 
devido a algum motivo interveniente. É um grave problema 
enfrentado pelos gestores de recursos humanos já que esse 
afastamento temporário se dá por diversos motivos, 
conseqüentemente trazendo danos para a produção, diminuindo 
o lucro e sobrecarregando outros funcionários. 
 
O objetivo da Segurança do Trabalho é a prevenção de Acidentes e Doenças ao 
trabalhador. Prevenir quer dizer ver antecipadamente; chegar antes do acidente; tomar 
todas as providências para que o acidente não tenha possibilidade de ocorrer. 
Dentre os fatores de riscos operacionais destacam-se a eletricidade, máquinas e 
equipamentos, incêndios, armazenamento e transporte de materiais, manuseio de produtos 
perigosos (tóxicos, inflamáveis, etc), ruído, calor, poeiras, gases, enfim, todos aqueles riscos 
existentes em um ambiente de trabalho. 
A prevenção de acidentes é uma atividade perfeitamente ao alcance do homem, visto 
que uma das mais evidentes características de superioridade do ser humano sobre os demais 
seres vivos é a sua capacidadede raciocínio e a previsão dos fatos e ocorrências que afetam o 
seu meio ambiente. Nesse sentido, é muito importante observar que um acidente não é 
simples obra do acaso e pode trazer conseqüências indesejáveis. 
Quando aliamos a prática de segurança do trabalho em uma determinada 
empresa, a outras áreas com uma boa gestão (Engenharia, Administração, RH, etc) as 
operações tendem a serem realizadas com mais segurança e controle, o que reduz a 
possibilidade de interrupção do seu processo produtivo em decorrência de acidentes e 
doenças ocupacionais. 
 
 
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1.3.1 Vantagens da implementação da Segurança no Trabalho: 
 previnir e reduzir os acidentes e doenças; 
 proteger a integridade física e mental dos trabalhadores; 
 educar para adoção de práticas preventivas; 
 evitar os custos com avaliações ambientais; 
 diminuir o absenteísmo; 
 melhorar, continuamente, os ambientes de trabalho; 
 evitar prejuízos à imagem da empresa; 
 evita o pagamento de perícias, honorários e indenizações legais; 
 potencializa as relações interpessoais; 
 atende aos requisitos da legislação; 
 aumenta a produtividade; e 
 amplia a competitividade da empresa; 
 expande seu mercado de atuação. 
 
1.4 Saúde do Trabalhador - Exames médicos 
Para diagnosticar e acompanhar a saúde dos trabalhadores e até mesmo diagnosticar 
doenças relacionadas ao trabalho é necessário um bom controle através da realização de 
exames médicos. Assim, a NR7 do Ministério do Trabalho, cujo assunto é Programa de 
Controle Médico de Saúde Ocupacional, determina a realização de determinados exames, 
cada um com sua particularidade, a saber: 
a) admissional; 
b) periódico; 
c) de retorno ao trabalho; 
d) de mudança de função; 
e) demissional. 
 
a) Admissional: Deverá ser realizado antes que o trabalhador assuma suas atividades, ou 
seja, na sua admissão. Tem como objetivo principal avaliar se o empregado é capaz de 
desenvolver a tarefa da qual vai ser responsável, com segurança e eficiência, isto é, procurar 
detectar alterações de Saúde que predisponham aos acidentes de trabalho e doenças 
profissionais. 
 
b) Periódico – Periódico significa que ocorre em intervalos regulares, ou seja, pré-
determinados. O exame médico periódico deverá ser de acordo com os critérios abaixo: 
a) para trabalhadores expostos a riscos ou a situações de trabalho que impliquem o 
desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional, ou, ainda, para aqueles que sejam 
portadores de doenças crônicas, os exames deverão ser repetidos: 
a.1) a cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico encarregado. 
b) para os demais trabalhadores: 
b.1) anual, quando menores de 18 anos e maiores de 45 anos de idade; 
b.2) a cada dois anos, para os trabalhadores entre 18 anos e 45 anos de idade. 
 
Este exame tem como objetivos, avaliar as repercussões da atividade laboral na Saúde 
do trabalhador e diagnosticar precocemente as alterações de Saúde relacionadas ou não com o 
trabalho. 
 
c) Retorno ao trabalho – No exame médico de retorno ao trabalho, deverá ser realizado 
obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período 
igual ou superior a 30 dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou 
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não, ou parto. O objetivo do exame de retorno ao trabalho é avaliar se o trabalhador mantém a 
capacidade de desenvolver a mesma atividade laboral desenvolvida antes do afastamento, 
com segurança e eficiência, isto é, procurar detectar alterações de Saúde (seqüelas e/ou 
limitações físicas e/ou mentais) que predisponham aos acidentes de trabalho e doenças 
profissionais. 
 
d) Mudança de função – O item 7.4.3.4 preconiza que no exame médico de mudança de 
função, será obrigatoriamente realizada antes da data da mudança. 
A mudança de função é caracterizada por toda e qualquer alteração de atividade, 
posto de trabalho ou de setor que implique a exposição do trabalhador à risco diferente 
daquele a que estava exposto antes da mudança. O seu principal objetivo é avaliar se o 
trabalhador é capaz de desenvolver a nova tarefa da qual vai ser responsável, com segurança e 
eficiência, isto é, verificar se possui aptidão física e psicológica para a nova função. 
Por exemplo: um trabalhador mudando de função “pedreiro” para “soldados”. São 
atividades totalmente diferentes. É necessário realizar exames específicos para ver se o 
trabalhador tem aptidão para operar o equipamento, além dos novos riscos a que estará 
exposto. 
 
e) Demissional – Este exame é realizado quando há rescisão de contrato de trabalho, ou 
seja, quando o empregado é desligado da empresa. 
O exame médico demissional será obrigatoriamente realizado até a data de 
homologação, desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais 
de: 
- 135 dias para as empresas de grau de risco 1 e 2, 
- 90 dias para as empresas de grau de risco 3 e 4. 
 Este exame tem como objetivo Verificar a saúde atual do trabalhador, correlacionando 
o exame médico realizado com os demais exames, desde a época da sua admissão, analisando 
se houve alguma alteração de saúde. 
 
Fique por dentro! 
Grau de Risco: Está relacionado ao tipo de atividade que a empresa realiza, e pode variar de 1 a 4, definido 
pela NR4. Onde grau 1 é o mais leva e o grau 4 o mais moderado. Para maior entendimento ler o capítulo 4. 
 
1.4.1 ASO – Atestado de Saúde Ocupacional 
Resumidamente, o ASO é um documento emitido pelo médico dando seu parecer, 
após a realização dos exames médicos, quaisquer que sejam (admissional, periódico etc), 
se o trabalhador está apto ou inapto para exercer a função. 
Para cada exame médico realizado, o médico deverá emitir o Atestado de Saúde 
Ocupacional - ASO, em 2 (duas) vias, onde a primeira via do ASO ficará arquivada no 
local de trabalho do trabalhador, à disposição da fiscalização do trabalho e a segunda via 
do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via. 
O ASO deverá conter no mínimo: 
a) nome do trabalhador, número da identidade e sua função; 
b) os riscos ocupacionais específicos existentes; 
c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador; 
d) o nome do médico coordenador, quando houver, com respectivo CRM; 
e) definição de apto ou inapto para a função que o trabalhador vai exercer, exerce ou 
exerceu; 
f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato; 
g) data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo n. CRM 
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O Atestado de Saúde Ocupacional é parte integrante de um ato médico. É um 
documento importante que atesta os riscos ambientais ao qual o trabalhador estará suceptivel, 
bem como atesta se o funcionário está saudável durante toda o seu tempo na empresa. 
A seguir é demonstrado um modelo de ASO. 
 
MODELO DE ASO 
 
 
1.5 Atuação da Saúde e Segurança do Trabalho na empresa 
Aparentemente, algumas atividades laborais parecem inofensivas, como é o caso de 
uma fábrica de doces, oois o produto final é apreciado em quase todo o mundo, o processode 
fabricação requer cuidados com a saúde e segurança dos trabalhadores por meio da 
implantação de programas nesta área, através de uma equipe multidisciplinar composta por 
Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do 
Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho (também 
conhecido como Técnico de Enfermagem). 
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Estes profissionais formam o que chamamos de Serviço Especializado em 
Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). Também os empregados da 
empresa contribuem para a promoção da saúde e bem estar do trabalhador ao constituírem a 
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), composta por representantes do 
empregador e representantes dos empregados. 
O SESMT como a CIPA, tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças 
decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a 
preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. 
Então a Segurança do Trabalho atua na empresa desde a mais alta cúpula como 
Gerente, Administradores, Sócios, passando pelo SESMT e CIPA até o chão de fábrica 
(todos os funcionários que fazem parte da produção), realizando a prevenção através de 
cursos, treinamento, reciclagens, palestras, sinalização, etc. 
 
1.6 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho 
 Com relação as condições sanitárias temos: 
 
 Os mictórios: 
 serão do tipo calha, de uso coletivo, cada segmento, no mínimo de 0,60m 
 
 Os lavatórios: 
 poderão ser formados por calhas revestidas com materiais impermeáveis e laváveis, 
possuindo torneiras de metal, tipo comum, espaçadas de 0,60m, devendo haver 
disposição de 1 (uma) torneira para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores. 
 deverá ser provido de material para a limpeza, enxugo ou secagem das mãos, 
proibindo-se o uso de toalhas coletivas. 
 
 Os banheiros, dotados de chuveiros, deverão: 
 ser mantidos em estado de conservação, asseio e higiene; 
 dispor de água quente, a critério da autoridade competente em matéria de Segurança e 
Medicina do Trabalho; 
 ter portas de acesso que impeçam o devassamento, ou ser construídos de modo a 
manter o resguardo conveniente; 
 ter piso e paredes revestidos de material resistente, liso, impermeável e lavável. 
 Será exigido 1 um chuveiro para cada 10 (dez) trabalhadores 
 Serão previstos 60 litros diários de água por trabalhador para o consumo nas 
instalações sanitárias. 
 
 Os gabinetes sanitários deverão: 
 ser instalados em compartimentos individuais, separados; 
 ser ventilados para o exterior; 
 ter paredes divisórias com altura mínima de 2,10m e seu bordo inferior não poderá 
situar-se a mais de 0,15 m acima do pavimento; 
 ser dotados de portas independentes, providas de fecho que impeçam o devassamento; 
 ser mantidos em estado de asseio e higiene; 
 possuir recipientes com tampa, para guarda de papéis servidos, quando não ligados 
diretamente à rede ou quando sejam destinados às mulheres. 
 
 
 
 
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1.7 Responsabilidade pela Segurança do Trabalho 
A responsabilidade pela segurança do trabalho é tripartite: poder público, 
empregador e empregado. Assim, cabe ao poder público a criação e fiscalização das 
normas e leis que versam sobre segurança e saúde no trabalho, cabe ao empregador fazer 
cumprir essa legislação, podendo ser punido em caso de desrespeito às exigências e cabe ao 
trabalhador cumprir as exigências de saúde e segurança nos locais de trabalho, obedecendo 
às normas e leis específicas, contribuindo para a manutenção das condições de trabalho 
saudáveis. 
 
1.8 Normas Regulamentadoras – NR’s 
A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil 
a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas 
Regulamentadoras e outras leis complementares, como portarias e 
decretos e também as convenções Internacionais da Organização 
Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil. 
As normas regulamentadoras poderão ser obtidas, na íntegra, 
no endereço (internet) www.mte.gov.br. 
As Normas Regulamentadoras, também conhecidas como 
―NRs‖, regulamentam e fornecem orientações sobre 
procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho no Brasil. 
Essas normas existem para regular o dispositivo legal existente, relativo à Segurança e 
Medicina do Trabalho, presente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), através do 
Capítulo V, Título II, com o título Da Segurança e Medicina do Trabalho. 
Atualmente existem 35 NR‘s, cada uma com um tema específico. A metodologia 
adotada, de dividir a regulamentação em normas separadas por tema, permite ao Ministério do 
Trabalho promover atualizações parciais, de acordo com a maior demanda ou necessidade do 
momento. Considerando-se que as normas existentes têm uma inter-relação entre si, o 
propósito é o de indicar efetivamente essa ocorrência, demonstrando na prática 
prevencionista, que muito pouco adianta atender uma NR sem levar em consideração a outra. 
O intuito neste título é que se tenha uma noção de todas as NR‘s. 
As NR‘s foram aprovadas pela Portaria 3.214, de 8 de Junho de 1978, praticamente 6 
meses após a criação da Lei 6.514, de 22 de Dezembro de 1977, que alterou o Capítulo V do 
Titulo II da CLT, relativo à segurança e medicina do trabalho. 
 
A seguir, apresentaremos um resumo das 36 NR‘s em vigor: 
NR1 – Disposições Gerais 
Estabelece as competências relativas às NR‘s no âmbito dos órgãos governamentais, define os 
termos usados nas normas e estabelece as obrigações gerais do empregador e do empregado. 
NR2 - Inspeção Prévia 
Determina que todo estabelecimento novo deva solicitar aprovação de suas instalações ao 
órgão regional do Ministério do Trabalho, que emitirá o CAI - Certificado de Aprovação de 
Instalações. 
NR3 - Embargo ou Interdição 
Estabelece as condições em que pode ocorrer interdição de um estabelecimento, setor de 
serviço, máquina ou equipamento, ou embargo de uma obra em função da existência de risco 
grave e iminente para o trabalhador. 
NR4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho 
– SESMT 
Obriga as empresas de constituírem o SESMT, além de atribuir responsabilidades a estes. O 
SESMT é composto por profissionais especializados em segurança: Engenheiro e Técnico em 
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Segurança, Médico, Enfermeiro e auxiliar de enfermeiro do Trabalho, cuja finalidade é de 
promover a saúde e proteger o trabalhador. 
NR5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA 
Estabelece a obrigatoriedade da constituição da CIPA nas empresas, seu funcionamento, 
objetivos, atribuições, deveres e direitos de seus componentes, além das obrigações dos 
empregados e do empregador. 
NR6 – Equipamento de Proteção Individual - EPI 
Obriga as empresas de fornecerem gratuitamente os Equipamentos de Proteção Individual, os 
chamados EPI‘s, destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador, em 
função dos riscos a que estão expostos. 
NR7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO 
Trata dos exames médicos obrigatóriospara as empresas. Os empregados devem ser 
submetidos a exames médicos de acordo com os riscos que estão expostos. O PCMSO tem o 
caráter preventivo, pois objetiva diagnosticar doenças profissionais e danos à saúde 
decorrentes do trabalho. 
NR8 – Edificações 
Estabelece os requisitos técnicos que devem ser observados nas edificações para garantir 
segurança aos que nelas trabalham como os pisos, escadas, proteção contra intempéries 
(insolação, chuvas, etc). 
NR9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA 
Estabelece a obrigatoriedade do empregador de elaborar e implementar o PPRA visando à 
preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores através da antecipação, 
reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais 
existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração o meio 
ambiente e os recursos naturais. 
NR10 – Instalações e serviços em eletricidade 
Trata das condições mínimas para garantir a segurança daqueles que trabalham em instalações 
elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, 
reforma e ampliação, incluindo terceiros e usuários. 
NR11–Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais 
Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se 
refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de 
forma mecânica, quanto manual, de modo a evitar acidentes no local de trabalho. 
NR12 - Máquinas e Equipamentos 
Estabelece as condições a ser observadas nas instalações e áreas de trabalho. Define as 
normas de segurança das máquinas e equipamentos, assim como sua manutenção e operação, 
bem como estabelece critérios a ser observados na fabricação, importação, venda e locação de 
máquinas e equipamentos. 
NR13 – Caldeiras e vasos sob pressão 
É uma norma complexa. Estabelece regras gerais para Caldeiras e Vasos sob pressão 
(compressores de ar, reatores, tubulações, etc). São quaisquer equipamentos que armazenem 
produtos sob pressão. 
NR- 14 Fornos. 
Estabelece as medidas prevencionistas a serem adotadas na construção, operação e 
manutenção de fornos industriais. 
NR 15 – Operações e Atividades Insalubres 
Insalubridade significa ambiente nocivo, que causa danos à saúde. Esta norma determina que 
seja pago mensalmente o adicional de insalubridade (10, 20 ou 40% sobre o salário mínimo) 
quando a empresa constatar que o empregado trabalha exposto a risco acima do limite do qual 
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Ma Rosana Nogueira Fernandes de Queiroz. e-mail: rosananfqueiroz@gmail.com, 
seu organismo tolera, podendo, assim, causar danos à sua saúde, como exemplo a exposição 
ao ruído, calor, poeiras, vibrações, gases, etc. 
NR16 - Operações e Atividades Periculosas 
Periculoso significa ambiente perigoso. Esta norma determina que seja pago mensalmente 
adicional de periculosidade (30% sobre o salário base) quando a empresa constatar que o 
empregado trabalha exposto a risco acentuado de acidente, como exemplo, os trabalhos com 
materiais explosivos, líquidos inflamáveis, etc. 
NR17 – Ergonomia 
Esta norma fixa os parâmetros mínimos que permitam a adaptação do trabalho ao homem. 
Trata da melhora das condições de trabalho. Consta nesta norma regras para o levantamento e 
transporte manual de cargas, os mobiliários nos postos de trabalho (assentos, 
dimensionamento, altura, etc.), a iluminação de interiores, as condições ambientais de 
trabalho (ruído, temperatura, umidade, etc) e a organização do trabalho. 
NR18 – Segurança na Construção Civil 
Estabelece as diretrizes de ordem administrativa e de planejamento de organização que 
objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos 
processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria de construção. 
NR19 - Explosivos 
Define e classifica os explosivos assim como as normas de segurança para o manuseio e 
transporte desses produtos; estabelece os requisitos para a construção de depósitos de 
explosivos e define os períodos para inspeção dos explosivos de forma a verificar sua 
condição de uso. 
NR20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis 
Define e classifica líquidos combustíveis e inflamáveis e estabelece normas de segurança para 
a armazenagem desses produtos, inclusive para os gases liquefeitos. 
NR21 - Trabalho a céu aberto 
Estabelece as medidas de proteção para trabalhos realizados a céu aberto, incluindo as 
condições de moradia do trabalhador e de sua família que residirem no local de trabalho, e 
define as normas de segurança do trabalho no serviço de exploração de pedreiras. 
NR 22 – Trabalhos subterrâneos 
Destina-se aos trabalhos em minerações subterrâneas ou a céu aberto, garimpos, 
beneficiamento de minerais e pesquisa mineral. 
NR23 – Proteção contra incêndios 
Todas as empresas deverão possuir: proteção contra incêndio, saídas suficientes para a rápida 
retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio; equipamento suficiente para combater o 
fogo em seu início; e pessoas treinadas no uso correto destes equipamentos. 
NR24 - Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho 
Trata das instalações sanitárias, vestiários, refeitórios, cozinhas, alojamentos e demais 
condições de higiene e conforto que devem ser proporcionadas ao trabalhador. 
NR25 - Resíduos Industriais 
Trata da eliminação dos resíduos gasosos, sólidos, líquidos de alta toxidade, periculosidade, 
risco biológico, radioativo, a exemplo do césio em Goiás. 
NR26 - Sinalização de Segurança 
Fixa as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, 
identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações 
empregadas nas indústrias para a condução de fluídos (líquidos e gases), e advertindo contra 
riscos. 
 
 
 
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NR27 – Registro do Técnico de Segurança no Ministério do Trabalho e Emprego 
Todo técnico de segurança deve ser portador de certificado de conclusão do 2º grau de 
Técnico de Segurança e Saúde no Trabalho, com currículo do Ministério do Trabalho e 
Emprego, devidamente registrado através das DRTs regionais. 
NR-28 – fiscalizações e Penalidades. 
Esta NR aborda ponto importante no que tange à prevenção ao Acidente do Trabalho, pois ela 
define de forma explícita as multas por violação de normas de segurança. 
NR 29 - Segurança e saúde no trabalho portuário. 
Tem por objetivo regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, 
facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de 
segurança e saúde aos trabalhadores portuários. 
NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário 
Esta norma tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e 
saúde dos trabalhadores aquaviários. 
NR31 – Norma para trabalhos na agricultura, pecuária e exploração florestal 
Esta Norma estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de 
trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da 
agricultura, pecuária e exploração florestal com a segurança e saúde e meio ambiente. 
NR32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde 
Estabelece a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores 
dos serviços de saúde. 
NR33 – Segurançae saúde em espaços confinados 
Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o 
reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a 
garantir permanentemente a segurança e a saúde os trabalhadores que integram direta ou 
indiretamente nesses espaços. 
NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e 
Reparação Naval 
Estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao meio 
ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e reparação naval. 
NR-35 – Trabalho em altura 
Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em 
altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a 
segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. 
NR 36 – Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de 
Carnes e Derivados 
Esta norma estabelece os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos 
riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de 
carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a 
segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho 
 
 Atividade 
1. Antes de nos aprofundar nos fundamentos teóricos da disciplina Segurança do Trabalho, 
faz-se necessário captar o que cada um sabe a respeito desse conceito, então, com os 
conhecimentos adquiridos na sua experiência de vida, responda: 
a) Para você, o que é segurança do trabalho? 
b) Cite uma ou duas situações que presenciou ou de que tenha 
conhecimento, que pôs/puseram em risco a vida de um trabalhador. 
 
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2. Quais os impactos sociais gerados pela Revolução Industrial? Comente um pouco sobre 
eles. 
 
3. Em relação à Segurança do Trabalho, podemos afirmar: 
a) É o ramo que visa à preservação da saúde do trabalhador, melhorando as condições de sua 
atividade, bem como corrigindo as conseqüências delas advindas que são prejudiciais ao 
homem. 
b) É de única e exclusiva responsabilidade do poder público. 
c) Sua evolução deve-se principalmente à classe trabalhadora. 
d) É a ciência que tem como objetivo estudar os meios que permitem eliminar ou, pelo 
menos, diminuir os acidentes e doenças do trabalho. 
e) Caracteriza-se pelos altos índices de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. 
 
4. São aspectos positivos em relação à segurança do trabalho: 
a) Diminuição dos acidentes de trânsito no caminho de casa para o trabalho e do trabalho 
para casa. 
b) Aumento do número de beneficiários da previdência social. 
c) Aumento da qualidade de vida do trabalhador. 
d) Aumento dos impostos a serem pagos em nível Federal, Estadual e Municipal. 
e) Diminuição da oferta de trabalho e emprego. 
 
5. Qual o papel do trabalhador, empregador e poder público nas questões de segurança do 
trabalho? 
 
6. Como está organizada a Legislação de Segurança do Trabalho no Brasil? 
 
7. Quantas são as normas operacionais de segurança ocupacional no Brasil? Escolha três e 
comente sobre elas. 
 
8. Como a Segurança do trabalho, atua no âmbito da empresa. Dê três exemplos. 
 
9. O que é ASO? Quais os exames médicos de acordo com a NR-7? 
 
10. Quais as vantagens e as desvantagens de uma empresa investir em Segurança do 
Trabalho? (cite quatro de cada). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Nas atividades que desempenhamos todos os dias são encontrados diversos riscos aos 
quais estamos susceptíveis, e acabam agravando os acidentes e doenças ocupacionais, como 
exemplos temos: 
 Choque elétrico em função da exposição à eletricidade; 
 Queda em trabalhos em altura; 
 Queimaduras em função da exposição ao calor; 
 Impactos de objetos sobre o crânio; 
 Respingos de produtos químicos corrosivos sobre o corpo; 
 Surdez por exposição habitual ao ruído da fábrica; 
 Doenças respiratórias em função da emanação de poeiras e gases; 
 Risco de contato das mãos com agentes cortantes, perfurantes, elétricos e térmicos 
(calor ou frio); 
 Outros. 
 
Sabe-se que expor os trabalhadores a tais riscos sem observar 
os mínimos cuidados para protegê-lo, contraria todos os princípios 
prevencionistas. Por este motivo a Segurança e Medicina do Trabalho 
busca, de todas as formas possíveis, evitar que um trabalhador se 
acidente ou adquira uma doença do trabalho. 
Assim, uma das formas que podemos proteger o trabalhador é 
primeiramente tentar eliminar ou neutralizar estes riscos na fonte e se 
não sanado, ai sim devemos atuar no trabahador, fornecendo-lhe 
determinados dispositivos que evitem ou atenuem (diminuam) a lesão 
ou reduza a probabilidade de se adquirir uma doença do trabalho em função dos riscos a que 
estão expostos. Estes dispositivos são denominados Equipamentos de Proteção Coletiva e 
Individual, mais conhecidos como “EPC e EPI”. 
Infelizmente, doenças decorrentes de atividades desenvolvidas em ambientes nocivos 
à saúde e sem proteção levam milhares de trabalhadores a recorrer à Previdência Social, 
gerando gastos de bilhões de reais por ano. Muitos trabalhadores ficam afastados do mercado 
de trabalho por terem desenvolvido doenças crônicas, o que poderia ser evitado se os mesmos 
estivessem devidamente protegidos por EPCs e EPIs. 
Para prevenir os acidentes e as doenças decorrentes do trabalho, a ciência e as 
tecnologias colocam à nossa disposição uma série de medidas e equipamentos de proteção 
coletiva e individual. 
 
2.1 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC 
É toda medida ou dispositivo, sinal, imagem, som, instrumento ou equipamento 
destinado à proteção de uma ou mais pessoas. 
É importante que você saiba que o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) se 
caracteriza em beneficiar um grupo de trabalhadores indistintamente. Eles eliminam ou 
reduzem os riscos na própria fonte como é o caso do dispositivo de silenciador instalado nos 
automóveis para reduzir o ruído produzido pelo motor. Os EPC‘s podem intervir nos métodos 
e processos de trabalho e ações dentro da empresa. 
2. Medidas de Proteção 
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Portanto, as medidas e os equipamentos de proteção coletiva visam, além proteger 
muitos trabalhadores ao mesmo tempo, à otimização dos ambientes de trabalho, 
destacando-se por serem mais rentáveis e duráveis para a empresa. 
 
 
Exemplos 
 Limpeza e organização dos locais de 
trabalho; 
 Sistema de exaustão colocado em um 
ambiente de trabalho onde há poluição; 
 Isolamento ou afastamento de máquina 
muito ruidosa; 
 Colocação de aterramento elétrico nas 
máquinas e equipamentos. 
 Proteção nas escadas através de corrimão, 
rodapé e pastilha antiderrapante; 
 Instalação de avisos, alarmes e sensores 
nas máquinas, nos equipamentos e elevadores; 
 Limpeza ou substituição de filtros e tubulações de ar-condicionado; 
 Instalação de pára-raios; 
 Iluminação adequada; 
 Colocação de plataforma de proteção em todo o perímetro da face externa dosprédios 
nas obras de construção, demolição e reparos; 
 Isolamento de áreas internas ou externas com sinalização vertical e horizontal. 
 
 
EXEMPLOS PRÁTICOS DE APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE 
COLETIVA 
 
 
 
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É importante ressaltar que a aplicação das medidas de controle deve obedecer a uma 
hierarquia. Não se pode fornecer EPI e deixar de observar a aplicação de outros recursos 
disponíveis. 
Por exemplo: 
É prioritária a redução dos níveis de ruído no setor de trabalho. Antes da 
obrigação do uso de protetores auditivos, devem ser adotadas todas as medidas capazes 
de reduzir os níveis ruído ou eliminar esse risco, como exemplo, o enclausuramento do 
equipamento. 
 
 
 
 
 
 
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2.2 Equipamento de Proteção Individual – EPI 
Considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, 
todo dispositivo ou produto de uso individual, destinado a 
proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. 
O EPI é como se fosse uma barreira entre a lesão e o 
trabalhador, é estritamente de uso individual, não podendo ser 
compartilhado com outros trabalhadores. Assim, o 
fornecimento do EPI deve ser para cada trabalhador. 
 
Exemplo: 
Um operador derramou metal fundido dentro de um 
molde, com uma concha sem reparar que havia um pouco 
de água no fundo do molde. Ao derramar o metal, este reagiu com a água, causando 
uma explosão que lhe atingiu o rosto. Dado que o operador usava máscara, isso impediu 
que o rosto e os olhos fossem atingidos. Graças ao uso correto do EPI, o operador não 
teve nenhuma lesão. 
 
2.2.1 Quando usar o EPI 
 Quando não for possível eliminar o risco por outras medidas ou equipamentos de 
proteção coletiva. 
 Quando for necessário complementar a proteção coletiva. 
 Em trabalhos eventuais ou emergenciais. 
 Em exposição de curto período. 
 
2.2.2. Como escolher o EPI 
A escolha do EPI deve ser feita por pessoal especializado, conhecedor não só do 
equipamento, como também das condições em que o trabalho é executado. 
É preciso conhecer também o tipo de risco, a parte do corpo atingida, as características 
e qualidades técnicas do EPI, se possui Certificado de Aprovação - CA do Ministério do 
Trabalho e Emprego e, principalmente, o grau de proteção que o equipamento deverá 
proporcionar. 
 
2.2.3 Certificado de Aprovação - CA 
Qualquer produto comprado em uma loja deve possuir garantias quanto ao seu 
funcionamento ou contra algum tipo de defeito. Isto é um dever previsto no Código do 
Consumidor. 
Da mesma forma acontece com os EPIs, pois estes devem oferecer garantias de que, 
durante o seu uso, protegerá o trabalhador. Assim, faz-se imprescindível que os EPIs estejam 
em conformidade e devidamente certificados para que tenham o efeito desejado de 
verdadeiramente proteger os trabalhadores de eventuais acidentes. 
Para tanto, os EPIs devem ser submetidos a determinados testes e ensaios em 
laboratórios com equipamentos e recursos para tal, visando verificar a sua resistência contra o 
risco a que foi produzido. Após os testes, caso o EPI for aprovado, é obtido o CA – 
Certificado de Aprovação, expedido pelo Ministério do Trabalho, onde se cadastra um 
―número do CA” do EPI. Cada EPI tem seu número do CA, entretanto, o Certificado de 
Aprovação não é simplesmente um número, mas um "diploma", com informações sobre o 
EPI, o uso a que se destina (adequação) e sobre o fabricante. 
 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só 
poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – 
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CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho 
do Ministério do Trabalho e Emprego. 
Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome 
comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI 
importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. 
 
Foto parcial de um respirador contra poeiras com o n. do CA 
 
 
 
2.2.4 Equipamento de Proteção Individual Conjugado 
Você também pode encontrar um EPI conjugado. O que isso 
significa? O Equipamento Conjugado de Proteção Individual é todo 
aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado 
contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que 
sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Temos 
como exemplo o capacete de segurança acoplado com o protetor auricular 
tipo concha e protetor facial. 
 
 
2.2.5 Obrigações legais: 
 
8.2.5.1 Cabe ao empregador 
a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade: É preciso conhecer a atividade e também o 
tipo de risco ao qual o trabalhador está exposto, para assim escolher o adequado. 
b) Exigir seu uso: não se pode simplesmente fornecer o EPI e deixar à mercê do trabalhador 
quanto a sua utilização, cabendo ao empregador tornar efetivamente obrigatório o seu uso, 
sob pena de responder por omissão ou negligência em caso de acidente. Havendo resistência 
quanto ao seu uso é permitido ao empregador reincidir o contrato de trabalho por justa 
causa. 
c) Fornecer ao trabalhador somente com CA: 
d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação: não se pode 
simplesmente fornecer o EPI. O empregador deve também treinar o trabalhador quanto a sua 
colocação correta, instruí-lo em qual momento deve ser utilizado, bem como explicar as suas 
limitações; como e o local adequado para guardá-lo, além de lhe informar os cuidados para 
mantê-lo conservado. 
 
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e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado: O EPI deve ser substituído 
quando danificado ou extraviado. Para realizar esta reposição é imprescindível que o 
empregador tenha-os em estoque. Não se justifica o trabalhador usar EPI defeituoso ou 
vencido pelo fato do empregador não tê-lo em estoque. 
f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, 
g) Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. 
 
2.2.5.2 Cabe ao empregado 
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina: Sabe-se que o trabalhador, 
com sua “criatividade” peculiar, muitas vezes faz uso do EPI de forma que o mesmo possa 
atendê-lo em outras situações diferentes das propostas, exemplos disso temos nos capacetesque ora servem como assento, ora como recipiente para beber água, etc. 
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação: Treinado o trabalhador, este deve guardar e 
conservá-lo. Ora, o EPI não é encontrado em qualquer “mercearia”, sendo um produto 
consideravelmente caro. O trabalhador deve ter esta consciência. É importante salientar que 
está previsto no art. 462, § 1º da CLT que “em caso de dano causado pelo empregado, o 
desconto será lícito, desde que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de 
dolo do empregado”. 
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso: O 
trabalhador deve ser treinado para poder avaliar em qual situação o EPI torna-se impróprio 
para uso. Feito isto é dever dele comunicar ao empregador qualquer anormalidade. 
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado: A recusa quanto ao uso de 
EPIs constitui-se em falta grave e deve ser tratada, desde advertências até aplicação de 
despedida por justa causa pelo empregador, caso o trabalhador mantenha a posição de não 
usar o EPI. 
 
2.2.6 Classificação dos EPI’s 
Os equipamentos de proteção individual são classificados de conformidade com a 
parte do em corpo que deve ser protegida. 
 
TIPO DE PROTEÇÃO FINALIDADE EQUIPAMENTO INDICADO 
 
PROTEÇÃO PARA A FACE 
 
contra riscos de impacto de 
partículas, respingos de produtos 
químicos, ação de radiação calorífica 
ou luminosa (infra-vermelho, ultra-
violeta e calor). 
- óculos de segurança (para 
maçariqueiros, rebarbadores, 
esmerilhadores, soldadores, 
torneiros). 
- Máscaras e escudos (para 
soldadores). 
 
PROTEÇÃO PARA O 
CRÂNIO 
 
contra riscos de queda de objetos 
batidas, batidas por choque elétrico, 
cabelos arrancados, etc. 
- capacete de segurança 
 
 
PROTEÇÃO AUDITIVA 
 
contra níveis de ruído que 
ultrapassem os limites de tolerância. 
 
- protetores de inserção (moldáveis 
ou não) 
- protetores externos (tipo concha) 
 
PROTEÇÃO 
RESPIRATÓRIA 
 
contra gases ou outras substâncias 
nocivas ao organismo que tenham 
por veículo de contaminação as vias 
respiratórias. 
- respiradores com filtros 
mecânicos, químicos ou com a 
combinação dos dois tipos, etc. 
 
PROTEÇÃO DO TRONCO 
 
contra os mais variados tipos de 
agentes agressores. 
- aventais de napa ou couro, de 
PVC, de lona e de plástico, 
conforme o tipo de agente. 
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PROTEÇÃO DOS 
MEMBROS 
SUPERIORES 
 
 
contra materiais cortantes, abrasivos, 
escoriantes, perfurantes, térmicos, 
elétricos, químicos, biológicos e 
radiantes que podem provocar lesões 
nas mãos ou provocar doenças por 
intermédio delas. 
- luvas de malhas de aço, de 
borracha, de neoprene e vinil, de 
couro, de raspa, de lona e 
algodão, Kevlar, etc. 
 
 
PROTEÇÃO DOS 
MEMBROS 
INFERIORES 
 
 
contra impactos, eletricidade, metais 
em fusão, umidade, produtos 
químicos, objetos cortantes ou 
pontiagudos, agentes biológicos, etc. 
- sapatos de segurança 
- perneiras 
- botas (com biqueiras de aço, 
isolantes, etc., fabricados em 
couro, lona, borracha, etc. 
 
 
RELAÇÃO DOS PRINCIPAIS EPIs PREVISTO NO ANEXO I DA NR6 
 
EPI para proteção da cabeça 
Capacete para proteção contra impactos de 
objetos sobre o crânio 
 
 
 
Capuz para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica 
ou respingos de produtos químicos 
 
EPI para proteção dos olhos e face 
Óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas, respingos de produtos químicos. 
 
Protetor facial para proteção da face contra 
impactos de partículas, respingos de produtos 
químicos ou radiações. Protege os olhos e o 
rosto contra respingos durante o manuseio e a 
aplicação. 
A viseira deve ter a maior transparência 
possível e não distorcer as imagens. Deve ser 
revestida com viés para evitar corte. O suporte 
deve permitir que a viseira não fique em contato 
com o rosto do trabalhador e embace. A viseira 
deve proporcionar conforto ao usuário e 
permitir o uso simultâneo do respirador, quando 
for necessário. 
 
 
Máscara de solda para proteção dos olhos e face contra impactos de 
partículas e radiação 
 
EPI para proteção auditiva 
Protetor auditivo para proteção do sistema auditivo contra níveis de ruídos elevados 
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EPI para proteção respiratória 
Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas e fumos metálicos. Geralmente 
chamados de máscaras, os respiradores têm o objetivo de evitar a inalação de vapores orgânicos, névoas ou finas partículas 
tóxicas através das vias respiratórias. Existem basicamente dois tipos de respiradores: sem manutenção (chamados de 
descartáveis) que possuem uma vida útil relativamente curta e recebem a sigla PFF (Peça Facial Filtrante), e os de baixa 
manutenção que possuem filtros especiais para reposição, normalmente mais duráveis.Os respiradores mais utilizados nas 
aplicações de produtos fitossanitários são os que possuem filtros P2 ou P3. Para maiores informações consulte o fabricante. 
 
Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra vapores de produtos químicos (tinta, gasolina, ácido 
clorídrico, thinner, etc) – muito usado nos processos das indústrias automobilísticas. 
 
Respirador independente do ar atmosférico para proteção das vias respiratórias em locais com deficiência de oxigênio ou com 
altas concentrações de gases / vapores de produtos químicos 
 
EPI para proteção dos membros superiores 
Luva de segurança para proteção das mãos contra agentes: 
 
Um dos equipamentos de proteção mais importantes, pois protege as partes do corpo com maior risco de exposição: as mãos. 
Existem vários tipos de luvas no mercado e a utilização deve ser de acordo com o tipo de formulação do produto a ser 
manuseado. 
 
Creme protetor para proteção dos membros 
superiores contra agentes químicos 
Usados em agentes tais como tintas, cimentos, 
Manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra 
choques elétricos, agentes escoriantes, 
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óleos, etc. Uso recomendado nas indústrias em 
geral, construção civil, etc. 
Evita a aspereza, o ressecamento, dermatoses, e 
fissuras na pele. 
 
cortantes, térmicos, etc. 
Paletós para proteção contra queimaduras, agentes perfurantes, cortantes, escoriantes, choque elétrico, produtos químicos. 
 
EPI para proteção dos membros inferiores 
Calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os pés, respingo de produtos químicos, umidade, etc. 
Devem ser impermeáveis, preferencialmente de cano alto e resistentes aos solventes orgânicos, por exemplo, PVC. 
 
Perneira para proteção da perna contra agentes escoriantes, cortantes, perfurantes, térmicos, produtos químicos, etc. 
 
EPI para proteção do corpo inteiro 
Macacão ou conjunto para proteção do corpo contra chamas, agentes térmicos, elétricos, produtos químicos, etc. 
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EPI para proteção contra quedas em alturas 
Cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos em altura 
 
 
 
Acima estão os EPIs mais utilizados pelas indústrias. Ressalta-se que, além destes, 
existem muitos outros disponíveis no mercado, cada um com sua particularidade de proteção, 
fabricado por diversas empresas especializadas. Abaixo estão algumas empresas vendedoras 
de EPI‘s no Brasil: 
 3M do Brasil – especializada em equipamentos de proteção respiratória e auditiva – 
www.3m.com.br 
 Balaska – diversos equipamentos – www.balaska.com.br 
 Protenge – diversos equipamentos – www.protenge.com.br 
 JGB – diversos equipamentos - www.jgb.com.br 
 
 
Fique por dentro! 
Colocação correta do Respirador 
 
 
Respirador 
Deve ser colocado de forma que os dois elásticos fiquem fixados corretamente e sem 
dobras, um fixado na parte superior da cabeça e outro na parte inferior, na altura do 
pescoço, sem apertar as orelhas. O respirador deve encaixar perfeitamente na face do 
trabalhador, não permitindo que haja abertura para a entrada de partículas, névoas ou 
vapores. Para usar o respirador, o trabalhador deve estar sempre bem barbeado. 
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2.2.7 Responsabilidades dos SESMT e da CIPA 
Evidentemente que as recomendações quanto ao uso dos EPIs adequados devem ser 
feitas por profissionais que tenham formação acadêmica específica em segurança e medicina 
do trabalho, tenham conhecimento das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores, dos 
riscos envolvidos nas operações, dos materiais e produtos manuseados e das características 
dos materiais em que os equipamentos de proteção individual são fabricados. 
Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do 
Trabalho – SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, nas empresas 
desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco 
existente em determinada atividade. 
Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA, cabe ao designado, mediante 
orientação de profissional tecnicamente habilitado, recomendar o EPI adequado à proteção do 
trabalhador. 
 
2.2.8 Uso e comprovação dos EPI’s 
Sabe-se que a empresa deve fornecer gratuitamente 
EPIs. Portanto deve-se pensar e executar uma boa forma de 
controle para registrar a entrega destes equipamentos aos 
trabalhadores. Uma forma de controlar esta entrega é 
através de um documento denominado “ficha de 
controle de EPI”. Esta ficha deve ser mantida sem rasuras, 
com todos os eventos datados – dia, mês e ano, sem 
possibilidade de espaços em branco e com cada entrega 
assinada pelo empregado. 
É importante que exista a formalização quanto à 
necessidade da freqüência da entrega de EPI. Manter 
uma ficha desta e nela registrar a entrega de um protetor auricular, por exemplo, para 
empregado que trabalhe em área ruidosa, está gerando uma evidência positiva. Sempre é bom 
lembrar que a entrega deve ser acompanhada de treinamento e orientação para o uso, guarda e 
conservação. Indispensável alertar as empresas que os EPIs devem ser fornecidos mediante 
anotação na ficha de controle, pois constitui-se única prova a ser produzida em juízo da 
entrega de tais equipamentos; todos os equipamentos têm de estar relacionados analiticamente 
na ficha de entrega de EPI's, mesmo aqueles cujo fornecimento seja constante, a exemplo de 
protetores auriculares descartáveis. 
É importante ressaltar que o simples fornecimento dos equipamentos de proteção 
individual não garante a proteção da saúde do trabalhador e nem evita contaminações. 
Incorretamente utilizados, os EPI podem comprometer ainda mais a segurança do trabalhador. 
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Acreditamos que o desenvolvimento da percepção do risco aliado a um conjunto de 
informações e regras básicas de segurança são as ferramentas mais importantes para evitar a 
exposição e assegurar o sucesso das medidas individuais de proteção a saúde do trabalhador. 
O uso correto dos EPI é um tema que vem evoluindo rapidamente e exige a reciclagem 
contínua dos profissionais que atuam na área de ciências agrárias através de treinamentos e do 
acesso a informações atualizadas. Bem informado, o profissional de ciências agrárias poderá 
adotar medidas cada vez mais econômicas e eficazes para proteger a saúde dos trabalhadores, 
além de evitar problemas trabalhistas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TERMO DE RESPONSABILIDADE PELA GUARDA USO DE EQUIPAMENTO DE 
PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI MODELO 1 
 
IDENTIFICAÇÃO DO EMPREGADO 
 
Nome:______________________________________________________________________ 
Cargo:______________________________________________________________________ 
Seção:______________________________________________________________________ 
 
 Recebi de _________________________________, a título de empréstimo, para meu 
uso exclusivo e obrigatório nas dependências da Empresa, conforme o determinado na NR-6 
da Portaria 3.214/78, os equipamentos especificados neste termo de responsabilidade, 
comprometendo-se a mantê-los em perfeito estado de conservação, ficando ciente de que: 
1. Recebi treinamento quanto à necessidade na utilização dos referidos EPI‘s, a maneira 
correta de usá-los, guardá-los e higienizá-los, bem como da minha responsabilidade quanto a 
seu uso conforme determinado na NR-1 da Portaria 3.214/78. 
2. Se o equipamento for danificado ou inutilizado por emprego inadequado, mau uso, 
negligência ou extravio, a empresa me fornecerá novo equipamento e cobrará o valor de um 
equipamento da mesma marca ou equivalente ao da praça (§ 1º do art. 462 da CLT). 
3. Fico proibido de dar ou emprestar o equipamento que estiver sob minha responsabilidade, 
só podendo fazê-lo se receber ordem por escrito da pessoa autorizada para tal fim. 
4. Em caso de dano, inutilização ou extravio do equipamento deverei comunicar 
imediatamente ao setor competente. 
5. Terminando os serviços ou no caso de rescisão do contrato de trabalho, devolverei o 
equipamento completo e em perfeito estado de conservação, considerando-se o termo do uso 
do mesmo, ao setor competente. 
6. Estando os equipamentos em minha posse, estarei sujeito a inspeções sem prévio aviso. 
7. Fico ciente de que não utilizando o equipamento de proteção individual em serviço estarei 
sujeito às sanções disciplinares cabíveis que irão desde simples advertências até a dispensa 
por justa causa nos termos do art. 482 da CLT combinado com a NR-1 NR-6 da Portaria 
3.214/78. 
Mossoró/RN, ______ de ______________________ de __________________. 
Ciente:_____________________________________________________________________ 
 
EPI RECEBIDO MOVIMENTO CA DATA 
ASS. DO 
FUNCIONÁRIO 
ASS. DA 
EMPRESA 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
 DevoluçãoEntrega 
 Devolução 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
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CONTROLE DE FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO 
INDIVIDUAL – EPI MODELO 2 
 
IDENTIFICAÇÃO DO EMPREGADO 
 
Nome:______________________________________________________________________ 
Cargo/ Função:_______________________________________________________________ 
Número identidade: ___________________________________________________________ 
Empresa: ___________________________________________________________________ 
 
 Declaro haver recebido os equipamentos abaixo relacionados, a título de empréstimo 
de uso; 
 Comprometo-me a utilizá-los apenas nos locais de trabalho da empresa; 
 A não marcá-las com nome ou qualquer outra identificação indelével (permanente); 
 Responsabilizo-me por sua guarda e conservação; 
 Em casos de danificação por uso inadequado, extravio, perda ou roubo dos EPI‘s, a 
empresa cobrará o valor das peças. (Este pagamento, por parte do empregado não 
caracteriza sua compra, pois continuam de propriedade da empresa). 
 Comprometo-me a devolvê-las quando não tiver mais condições de uso e em caso de 
desligamento, sob pena de não o fazendo ter descontado de meus haveres. 
Obs.: Um novo EPI será fornecido mediante a devolução da usada. 
 
 
Mossoró/RN, ______ de ______________________ de __________________. 
Ciente:_____________________________________________________________________ 
 
EPI MOVIMENTO DATA 
ASS. DO 
FUNCIONÁRIO 
ASS. DA 
EMPRESA 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
 Devolução 
 Entrega 
 Devolução 
 
 
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“JÓIAS RARAS” 
FOTOS DE TRABALHADORES UTILIZANDO “EPIs” 
 
 
 Atividade 
1. Defina EPI e EPC relatando seus objetivos e finalidades. 
 
2. Quais as principais dificuldades encontradas na utilização do EPI? 
 
3. Cite cinco exemplos de EPI e EPC (de cada). 
 
4. Qual o objetivo da compra dos Equipamentos que possuem Certificado de Aprovação – 
C.A.? 
 
5. Para tentar eliminar ou neutralizar os riscos ambientais qual o Equipamento que você 
tentaria aplicar primeiro EPI ou EPC? Justifique a sua resposta. 
 
6. Uma empresa nova pretende iniciar suas atividades no mês de julho de 2004. Após a 
realização de um estudo de antecipação de riscos, foi prevista a aquisição de diversos EPI 
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para garantir a segurança e a saúde dos seus trabalhadores. Com relação a essa situação, 
julgue os itens a seguir. 
___ Para evitar transtornos com a fiscalização, a empresa deve adquirir somente EPI com 
comunicado de aprovação (CA) do Ministério do Trabalho e Emprego. 
___ Todo EPI deve ser considerado como item de estoque da empresa, já que, nos casos em 
que foi prevista sua necessidade, seu uso é obrigatório. 
___ O empregador tem a obrigação de orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, a 
guarda e a conservação do EPI. 
___ O fato de o empregador adquirir o EPI não o exime da responsabilidade de fazer cumprir 
a obrigatoriedade do seu uso, devendo utilizar normas administrativas, treinamento e 
supervisão. 
___ No caso de equipamentos de proteção auditiva, o nível de atenuação deve ser o único 
critério para a escolha da proteção auditiva adequada. 
___ A neutralização da insalubridade pela utilização de EPI pode determinar a cessação do 
pagamento do adicional respectivo. 
 
7. Preencha as colunas, com base nas questões abaixo: 
1) Significado da letra ―E‖ em EPI. 
2) O corrimão de uma escada é um exemplo de qual tipo de equipamento de proteção? 
3) Responsável pela compra do EPI. 
4) EPI que protege a cabeça contra a queda de objetos. 
5) Uma das obrigações dos empregados em relação ao EPI. 
6) O uso de EPI ______________ o risco. 
7) Tipo de protetor auricular que cobre todo o pavilhão auditivo. 
8) EPI utilizado para proteger o profissional de poeira em excesso. 
9) Protegem mãos e dedos do calor. 
10) Protege o pé de perfurações. 
11) Desconhecê-lo é a principal causa de acidentes. 
12) Distância aproximada, em centímetros, que o capacete deve ficar distante da cabeça, 
para protegê-la efetivamente. 
 07 
 04 01 02 
 05 
 
 09 
 11 
 10 
06 
 08 
 03 
 
 12 
 
 
8. São consideradas medidas coletivas de proteção a riscos ambientais: 
a) unidades extintoras de incêndio, porta corta fogo, corrimão e sinalização; 
b) troca do agente nocivo por outro inócuo ou menos nocivo e emprego de água na perfuração 
e exames médicos; 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
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c) medidas de higiene pessoal e protetores respiratórios; 
d) diminuição das horas de exposição e educação dos operários sobre os riscos a que estão 
expostos; 
e) uso de luvas e vacinação, e outras precauções especiais para evitar o contágio com agentes 
biológicos. 
 
9. São consideradas medidas de proteção Individual: 
a) cintos de segurança tipo paraquedista com talabarte e treinamento; 
b) mudança de processos manuais por mecânicos e uso de botas de segurança; 
c) dispositivos ou produtos, de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado a 
proteção de riscos; 
d) medidas de higiene pessoal e ventilação; 
e) aquelas utilizadas para atender situações de emergência e sinalização. 
 
10. Em relação ao EPI, não podemos afirmar: 
a) a escolha requer conhecimento dos riscos ambientais: ergonômicos, mecânicos, biológicos, 
físicos, químicos, aos quais o trabalhador estará exposto; 
b) e competência do MTE fiscalizar a sua qualidade; 
c) e obrigação do empregado comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada no seu 
equipamento; 
d) e obrigação do empregador adquirir o tipo adequado ao risco da atividade e tornar 
obrigatório o seu uso; 
e) o EPI, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a 
indicação do CA. 
 
11. Quanto aos EPC´s e EPI´s, podemos afirmar: 
a) são considerados EPC´s: luvas, botas e capacetes; 
b) é considerado EPI o aterramento elétrico; 
c) cabe ao empregado responsabilizar-se pela manutenção periódica; 
d) são os instrumentos que tem por finalidade evitar ou amenizar riscos de acidentes; 
e) cabe ao empregador cumprir as determinações quanto ao uso do EPI. 
 
10. Segundo a NR 06, em relação ao EPI, é responsabilidade do MTE: 
a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI; 
b) recolher amostras de EPI e enviar ao empregador; 
c) adquirir o EPI adequado ao risco da atividade; 
d) responsabilizar-se por sua guarda e conservação; 
e) orientar e treinar o trabalhador quanto a seu uso, guarda e conservação.13. Qual é a responsabilidade do empregador quanto ao uso dos EPI‘s? 
 
14. Qual é a responsabilidade do trabalhador quanto ao uso dos EPI‘s? 
 
15. Quem é responsável pela recomendação do uso do EPI? 
 
16. Os equipamentos de proteção individual são classificados de conformidade com a parte do 
em corpo que deve ser protegida, baseado nisto complete as colunas abaixo: 
 
 
 
 
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TIPO DE PROTEÇÃO FINALIDADE EQUIPAMENTO INDICADO 
PROTEÇÃO PARA A FACE 
 
 
 
 
 
PROTEÇÃO AUDITIVA 
 
 
 
 
 
PROTEÇÃO DOS 
MEMBROS 
SUPERIORES 
 
 
 
 
PROTEÇÃO 
RESPIRATÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Os riscos ambientais são todos os riscos causados por qualquer agente de natureza 
física, química, biológica ou ergonômica, que uma vez estando presentes no ambiente de 
trabalho, podem vir a causar danos à saúde do trabalhador por sua natureza, concentração, 
intensidade ou tempo de exposição. 
 
3.1 A importância de conhecer os riscos ambientais 
Os locais de trabalho, pela própria natureza da atividade desenvolvida e pelas 
características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a agentes 
físicos, químicos, biológicos, situações de deficiência ergonômica ou riscos de acidentes, 
podem comprometer a vida do trabalhador em curto, médio e longo prazo, provocando lesões 
imediatas, doenças ou a morte, além de prejuízos de ordem legal e patrimonial para a 
empresa. 
É importante salientar que a presença de produtos ou agentes nocivos nos locais de 
trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde. Isso vai depender da 
combinação ou relação de diversos fatores, como a concentração e a forma do contaminante 
no ambiente de trabalho, o nível de toxicidade e o tempo de exposição da pessoa. Desta 
forma, em qualquer tipo de atividade laboral, torna-se imprescindível a necessidade de 
investigar o ambiente de trabalho para conhecer os riscos a que estão expostos os 
trabalhadores e sua intensidade. 
 
3.2 Avaliação de riscos 
É o processo de estimar a magnitude dos 
riscos existentes no ambiente e decidir se um 
risco é ou não tolerável. Para investigar os locais 
de trabalho na busca de eliminar ou neutralizar os 
riscos ambientais, existem duas modalidades 
básicas de avaliação. 
A avaliação dos riscos consiste em 
quantificar ou qualificar o risco ambiental 
existente no setor de trabalho, através da 
utilização de instrumentos de medição ou 
métodos de inspeção, objetivando dimensionar o 
quanto os trabalhadores estão expostos. 
 
a) Qualificar 
A avaliação qualitativa, conhecida como 
preliminar, é a forma mais simples de avaliação. 
Nesta, utiliza-se apenas a sensibilidade do 
avaliador para identificar o risco existente no local de trabalho. 
 
b) Quantificar 
Visa medir, comparar e estabelecer medidas de eliminação, neutralização ou controle 
dos riscos através de instrumentos de medição. 
 
 
3. Riscos ambientais 
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3.3 Classificação dos Riscos Ambientais 
Há vários fatores de risco que afetam 
o trabalhador no desenvolvimento das suas 
tarefas diárias. Alguns destes riscos atingem 
grupos específicos de profissionais, como é o 
caso, dos mergulhadores, que trabalham 
submetidos a altas pressões e a baixas 
temperaturas. Por esse fato, são obrigados a 
usar roupas especiais, para conservar a 
temperatura do corpo, e passam por cabines 
de compressão e descompressão, cada vez 
que mergulham ou sobem à superfície. 
Os riscos ambientais são aqueles 
causados por agentes físicos, químicos ou 
biológicos que, a depender de sua natureza, 
concentração, intensidade ou tempo de 
exposição, podem comprometer a segurança 
e a saúde dos funcionários, bem como a 
produtividade da empresa. 
Quando não são controlados ou previamente avaliados, os riscos ambientais afetam o 
trabalhador a curto, médio e longo prazo, podendo provocar acidentes com lesões imediatas 
e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho, que se podem ser comparadas aos 
acidentes do trabalho. 
Os riscos ambientais são classificados segundo a sua natureza e forma com que atuam 
no organismo humano. Dessa forma, podem ser físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e 
de acidentes. 
 
3.3.1 Riscos Físicos 
São representados por fatores ou agentes existentes no ambiente de trabalho que 
podem afetar a saúde dos trabalhadores, como: ruídos, vibrações, radiações, frio, calor, 
pressões anormais e umidade. 
 
a) Ruído: 
Quando um de nós se encontra num ambiente de trabalho e não consegue ouvir 
perfeitamente a fala das pessoas no mesmo recinto, isso é uma primeira indicação de que o 
local é demasiado ruidoso. Os especialistas no assunto definem o ruído como todo som que 
causa sensação desagradável ao homem. 
O ruído é um agente físico que pode afetar de modo significativo a qualidade de vida. 
Mede-se o ruído utilizando um instrumento denominado medidor de pressão sonora, e a 
unidade usada como medida é o decibel ou abreviadamente dB. 
Sem medidas de controle ou proteção, o excesso de intensidade do ruído, acaba por 
afetar o cérebro e o sistema nervoso. Em condições de exposição prolongada ao ruído por 
parte do aparelho auditivo, os efeitos podem resultar na surdez profissional cuja cura é 
impossível, deixando o trabalhador com dificuldades para se relacionar com os colegas e 
família , assim como dificuldades acrescidas em se perceber a movimentação de veículos ou 
máquinas , agravando as suas condições de risco por acidente físico. 
O controle médico deve ser feito por meio do exame audiométrico admissional e 
periódico, para diagnóstico precoce da lesão auditiva, visando, portanto, impedir que a 
exposição continue por mais alguns anos e acabe por resultar numa surdez total. 
 Os principais aparelhos utilizados para medição do ruído são: 
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Medidor de Pressão Sonora (Conhecido como Decibelímetro) : 
Equipamento que avalia a exposição ocupacional instantânea de 
ruído no ambiente de trabalho. As leituras devem ser feitas próximas ao 
ouvido do trabalhador. 
 
 
 
Dosímetro de ruído: 
Equipamento que avalia a exposição ocupacional média de ruído no trabalhador. 
Deve ser colocado no próprio funcionário antes de começar a trabalhar, sendo retirado no 
final da jornada. 
 
 
 
 
As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem 
atingir níveis excessivos, podendo a curto, médio e longo prazo provocarem sérios prejuízos à 
saúde. Dependendo do tempo de exposição, nível sonoro e da sensibilidade individual, as 
alterações auditivas poderão manifestar-se imediatamente ou se começará a perder a audição 
gradativamente.Quanto maior o nível de ruído, menor deverá ser o tempo de exposição ocupacional. 
(Ver tabela abaixo – Anexo 1 – NR 15). 
 
 
 
 
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Fique por dentro! 
 Para 8 horas diárias de trabalho, o limite máximo de ruído estabelecido é de 85 decibéis. 
 O ruído emitido por uma britadeira é equivalente a 100 decibéis. O limite máximo de exposição 
contínua do trabalhador a esse ruído, sem proteção auditiva, é de 1 hora. 
 
 
b) Vibração: 
As vibrações caracterizam-se pela sua amplitude e 
frequência. Apresentam geralmente baixas frequências e 
conduzem-se por materiais sólidos. 
A utilização de instrumento vibrantes, como 
marteletes pneumáticos, lixadeiras, perfuratrizes, moto-
serras etc. causam, depois de alguns anos de trabalho, 
lesões deformantes das articulações das mãos e dos 
punhos, em maior e menor grau. 
A vibração também provoca uma doença na circulação arterial da mão, que atinge 
principalmente os dedos do indivíduo, e que se caracteriza por bloqueio da circulação local 
quando a mão e exposta ao frio. 
A prevenção a nível médico e feita por meio de exames periódicos dos indivíduos 
expostos, para diagnosticar precocemente as alterações e, portanto, evitar a completa 
instalação da doença. 
Na industria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações, as 
quais podem ser nocivas ao colaborador. 
As vibrações podem ser: 
a) Localizadas: 
São provocadas por ferramentas manuais, elétricas e pneumáticas podendo, com o 
tempo, levar a: 
 Alterações neurovasculares nas mãos; 
 Problemas nas articulações das mãos e braços: Osteoporose (perda da substancia 
óssea). 
 
b) Generalizadas: 
As lesões ocorrem com os operadores de grandes máquinas, como os motoristas de 
caminhões, ônibus e tratores, podendo provocar: 
 Lesões na coluna vertebral; 
 Dores lombares. 
 
c) Umidade: 
Decorrente de atividades relacionadas com água 
ou líquidos. As atividades ou operações executadas em 
locais alagadas ou encharcadas, com umidade excessiva, 
capazes de produzir danos à saúde dos colaboradores, são 
situações insalubres e deve ter a atenção dos 
prevencionista através de inspeções realizadas nos locais 
de trabalho para se estudar a implantação de medidas de 
controle. 
Como exemplo temos os lajavatos por sua natureza são locais cuja umidade é intensa 
para a limpeza dos automóveis. 
 
 
 
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d) Calor 
Nos ambientes onde há a necessidade do uso de fornos, maçaricos etc., ou pelo tipo de 
material utilizado e características das construções (insuficiência de janelas, portas ou outras 
aberturas necessárias a uma boa ventilação), toda essa combinação pode gerar alta 
temperatura prejudicial à saúde do trabalhador. A sensação de calor que sentimos é 
proveniente da temperatura resultante existente no local e do esforço físico que fazemos para 
executar um trabalho. 
A temperatura resultante é função dos seguintes fatores: 
 umidade relativa do ar 
 velocidade e temperatura do ar 
 calor radiante (produzido por fontes de calor do ambiente, como fornos e 
maçaricos. 
 
Verifica-se a presença de calor em 
inúmeras operações industriais, como na fundição 
de metais, em cerâmicas, padarias, etc. 
O trabalho efetuado com exposição a altas 
temperaturas provoca fadiga intensa e, 
consequentemente, a diminuição do rendimento 
normal do trabalhador, em razão do maior 
desgaste físico e da perda de água e de sais. 
Os principais quadros clínicos causados 
pelo calor são: a intermação, a desidratação, a prostração térmica, as cãimbras do calor, e os 
problemas de pele. Somente, após 3 semanas trabalhando sob calor, é que o trabalhador 
consegue a aclimatação, tornando-se mais fácil e menos perigoso o trabalho em ambientes sob 
altas temperaturas. 
O controle médico do trabalhador deve ser rigoroso, principalmente na fase de 
aclimatação, (ou adaptação), inicial, e, também, após o retorno de férias ou após qualquer 
afastamento por mais de 2 semanas, depois do que o indivíduo perde totalmente a adaptação 
ao calor. 
As medidas a tomar para minimizar os efeitos do Stress Térmico podem ser: 
 Em primeiro lugar uma correta dieta alimentar de modo a fortalecer o organismo. 
 Ingerir bastante água à temperatura ambiente. Não beber álcool. 
 Evitar alimentação rica em gorduras visto que estas retêm os líquidos no organismo, 
moderar o consumo de cafeína. 
 Em situações de elevadas temperaturas, como por exemplo uma siderurgia a água a 
ingerir deve conter uma pequena porção de sal de modo a compensar as perdas devido 
à transpiração. 
 Devem ser tomadas a nível de layout medidas de ventilação. 
 Implementar turnos com menor carga horária em situações onde ocorre exposição a 
ambientes hostis. 
 
O principal equipamento utilizado para avaliação da exposição ao calor é: 
 
Medidor de Stress Térmico ou Termômetro de Globo Digital: 
Equipamento que avalia a exposição ocupacional ao calor, de acordo com o anexo 3 
da NR 15 (Atividades e Operações Insalubres). 
O equipamento possui três termômetros - de bulbo seco, de bulbo úmido e de globo, 
que combinados adequadamente fornecem a sobrecarga térmica a que se encontram expostos 
os trabalhadores. 
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e) Frio: 
O trabalho realizado em baixas temperaturas também é nocivo à saúde, podendo 
provocar as seguintes lesões: 
 Feridas; 
 Rachaduras e necrose da pele; 
 Enregelamento: ficar congelado (podendo causar gangrena e, conseqüentemente a 
amputação do membro lesado); 
 Agravamento de doenças musculares periféricas preexistentes; 
 Agravamento de doenças reumáticas; 
 Predisposição para doenças das vias respiratórias. 
Podemos encontrar este riscos ambiental em frigoríficos, fábricas de gelo, sorvete e 
picolés, em câmaras frias. 
 
 
h) Radiações não ionizantes 
As radiações não ionizantes mais comuns em indústrias são 
a infravermelha e a ultravioleta. 
A radiação ultravioleta provém principalmente da operação 
de solda elétrica e causa queimaduras na pele e irritação nos olhos. 
A infravermelha é proveniente do aquecimento intenso de 
metais ou vidros fundentes ou semifundentes. 
A exposição durante anos a este agente provoca catarata, 
doença ocular do cristalino que pode levar a cegueira. A catarata 
por infravermelho é, de longa data, chamada "catarata dos 
vidreiros". 
 
3.3.2 Riscos Químicos 
São identificados pelo grande número de substâncias que podem contaminar o 
ambiente de trabalho e provocar danos à integridade física e mental dos trabalhadores, a 
exemplo temos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, substâncias, compostos 
ou outros produtos químicos. 
A enorme utilização de produtos químicos acarreta grande incidência de doenças 
profissionais causadas por esses produtos. Os produtos químicos são encontrados no ambiente 
de trabalho sob as formas líquida, gasosa, de vapores e sólida, e podem penetrar no organismo 
pelas vias respiratórias, digestiva e, também, através da pele e olhos, dependendo das 
características físico-químicasdas substancias. 
Podemos classificar os agentes químicos, segundo a natureza química ou de acordo 
com sua ação no organismo. 
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Os agentes químicos, quando se encontram em suspensão ou dispersão no ar 
atmosférico, são chamados de contaminantes atmosféricos. Estes podem ser classificados 
em: Aerodispersóides - Gases – Vapores. 
 
a) Aerodispersóides 
São dispersões de partículas sólidas ou líquidas de 
tamanho bastante reduzido, que podem se manter por longo 
tempo em suspensão no ar. Exemplos: poeiras (são 
partículas sólidas, produzidas mecanicamente por ruptura 
de partículas maiores), fumos (são partículas sólidas 
produzidas por condensação de vapores metálicos), 
fumaça (sistemas de partículas combinadas com gases que 
se originam em combustões incompletas), névoas (partículas 
líquidas produzidas mecanicamente, como por em processo 
―spray‖) e neblinas (são partículas líquidas produzidas por 
condensações de vapores). 
O tempo que os aerodispersóides podem permanecer no 
ar depende do seu tamanho, peso específico (quanto maior o 
peso específico, menor o tempo de permanência) e velocidade de 
movimentação do ar. Evidentemente, quanto mais tempo o 
aerodispersóides permanece no ar, maior é a chance de ser 
inalado e produzir intoxicações no trabalhador. 
As partículas mais perigosas são as que se situam abaixo de 10 mícrons, visíveis 
apenas com microscópio. Estas constituem a chamada fração respirável, pois podem ser 
absorvidas pelo organismo através do sistema respiratório. 
As partículas maiores, normalmente ficam retidas nas mucosas da parte superior do 
aparelho respiratório, de onde são expelidas através de tosse, expectoração, ou pela ação dos 
cílios. 
 
a.1) poeiras – são materiais em 
partículas finas em suspensão no ar, 
produzidos mecanicamente por ruptura de 
pastículas sólidas, oriundos de diversas 
atividades, como demolição, britagem, 
transporte de grãos etc. 
 
Britamento, uma atividade típica que gera poeiras. 
 
 
 
 
 
As medidas ou avaliações dos agentes químicos em suspensão no ar são obtidas por 
meio de aparelhos especiais que medem a concentração, ou seja, percentagem existente em 
relação ao ar atmosférico. Os limites máximos de concentração de cada um dos produtos 
diferem de acordo com o seu grau de perigo para a saúde. A seguir a ilustração de uma bomba 
gravimétrica, instrumento para avaliar poeiras, fumos e vapores. 
 
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a.2) fumos – Partículas sólidas que surgem quando um material sólido se evapora e ao 
arrefecer condensa. Por exemplo, os vapores metálicos arrefecem e condensam em partículas 
extremamente pequenas, geralmente de tamanho de partículas menores de 1 μm diâmetro. Os 
fumos metálicos podem aparecer em operações como a soldadura, fundições, etc. Os 
possíveis riscos a saúde causada por exposições a fumos metálicos durante a soldagem a arco 
com eletrodo metálico coberto dependem, obviamente do metal que esta sendo soldado e da 
composição do eletrodo. 
Na atividade de soldagem elétrica é comum a 
produção de fumos metálicos. Na imagem, podemos ver a 
―fumaça‖ que na verdade são fumos produzidos pela fusão 
da solda. 
 
 
 
 
 
 
b) Gases 
São dispersões de moléculas no ar, misturadas completamente com este (o próprio ar é 
uma mistura de gases). Não possuem formas e volumes próprios e tendem a se expandir 
indefinidamente. À temperatura ordinária, mesmo sujeitos à pressão fortes, não podem ser 
total ou parcialmente reduzidos ao estado líquido. 
Abaixo ilustração do Detector de gases – instrumento para medir os gases no setor de 
trabalho. 
 
 
 
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c) Vapores 
São também dispersões de moléculas no ar, que ao contrário dos gases, podem 
condensar-se para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. 
Uma outra diferença importante é que os vapores em recintos fechados podem alcançar uma 
concentração máxima no ar, que não é ultrapassada, chamada de saturação. 
 
3.3.2.1 Penetração no organismo 
Certas substâncias químicas, utilizadas nos processos de produção industrial, são 
lançadas no ambiente de trabalho através de processos de pulverização, fragmentação ou 
emanações gasosas. Essas substâncias podem apresentar-se nos estados sólido, líquido e 
gasoso. 
No estado sólido, temos poeiras de origem animal, mineral e vegetal, como a poeira 
mineral de sílica encontrada nas areias para moldes de fundição. No estado gasoso, como 
exemplo, temos o GLP (gás liquefeito de petróleo), usado como combustível, ou gases 
libertados nas queimas ou nos processos de transformação das matérias primas. Quanto aos 
agentes líquidos, eles apresentam-se sob a forma de solventes, tintas , vernizes ou esmaltes. 
Esses agentes químicos ficam em suspensão no ar e podem penetrar no organismo do 
trabalhador através: 
 Via respiratória: essa é a principal porta de entrada dos agentes químicos, porque 
respiramos continuadamente, e tudo o que está no ar acaba por passar nos pulmões e 
nas vias aéreas superiores. 
 Via digestiva: se o trabalhador comer ou beber algo com as mãos sujas, ou que 
ficaram muito tempo expostas a produtos químicos, parte das substâncias químicas 
serão ingeridas com o alimento, atingindo o estômago e podendo provocar sérios 
riscos à saúde. 
 Epiderme (cutânea): essa via de penetração é a mais difícil, mas se o trabalhador 
estiver desprotegido e tiver contato com substâncias químicas, havendo deposição no 
corpo, serão absorvidas pela pele. 
 Via ocular: alguns produtos químicos que permanecem no ar causam irritação nos 
olhos e conjuntivite, o que mostra que a penetração dos agentes químicos pode ocorrer 
também pela vista. 
 
Fique por dentro! 
Falso Remédio 
 Quando se respira um ar com produtos químicos, eles são arrastados para os pulmões. Quando se bebe 
um copo de leite, ele para para o estômago. 
O que o leite tem a ver como desintoxicante pulmonar por substancias nocivas? 
Nada! O leite pode ser considerado alimento, nunca um preventivo de intoxicação. Sua utilização é até 
em alguns casos prejudicial, uma vez que acreditando no seu valor, as medidas de higiene industrial e os 
cuidados higiênicos ficam em segundo plano. 
 
 
3.3.3 Riscos Biológicos 
Estão associados ao contato do homem com vírus, bactérias, protozoários, fungos, 
parasitas, bacilos e outras espécies de microorganismos. Tal tipo de risco pode ser 
decorrente também, de deficiências na higienização do ambiente de trabalho. Tal problema 
pode viabilizar, por exemplo, a presença de animais transmissores de doenças (ratos, 
mosquitos, etc) ou de animais peçonhentos, (cobras) nos locais de trabalho. 
Os riscos biológicos são riscos originados de microorganismos que podem vir a 
provocar danos à saúde do trabalhador. Há uma série de atividades humanas relacionadas à 
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frigoríficos, produção animal e outras como a arqueologia. 
Penetrando no organismo do homem por via digestiva, respiratória, olhos e pele, são 
responsáveis por algumas doenças profissionais, podendo dar origem a doenças menos graves 
como infecções intestinais ou a simples gripe, ou mais graves como a hepatite, meningite ou 
AIDS. 
 
Os principais riscos biológicos são: 
a) Bactérias 
São micro-organismos unicelulares extremamente simples sem núcleo organizado. 
Podem ou não causar doenças. 
 
 
 
 
 
 
b) Fungos 
Constituem um reino biológico próprio. São compostos de filamentos chamados de 
hifa, cujo conjunto em um mesmo organismo é chamado de micélio. Os fungos aparecem em 
materiais orgânicos e são usados em uma quantidade de processos industriais principalmente 
na fermentação. 
Os fungos são importantes na produção de alimentos, como pão, biscoitos, 
cervejas e bebidas, são usados para produzirem combustível como o etanol, e, sem eles, 
não haveria vários tipos de queijos deliciosos como o gorgonzola ou o roquefort. 
 
 
c) Protozoários 
 São organismos unicelulares com núcleos organizados que podem ou não provocar 
doenças. São organismo simples que possuem núcleo organizado e são classificados de 
acordo com seu movimento em: flagelados por possuírem flagelos, sarcodíneos por 
possuírem movimento por pseudópodes, ciliados por possuírem movimentos por fios e 
esporozoários que não se movimentam. 
 
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d) Vírus 
Não se enquadram facilmente em qualquer das categorias de classificação dos seres 
vivos. Isso ocorre devido a como classificá-los, pelo fato de haver dúvidas sobre se devem o 
não ser considerados seres vivos. Os vírus possuem uma ―vida‖ completamente diferente das 
células. Os vírus não fazem metabolismo, apenas se reproduzem e somente em células que 
tenha afinidades, ou seja, os vírus só atacam células específicas. 
 
 
 
Como estes microrganismos se adaptam melhor e se reproduzem mais em ambientes 
sujos, as medidas preventivas a tomar terão de ser relacionadas com: 
 A rigorosa higiene de locais de trabalho, 
 A rigorosa higiene de corpo e das roupas; 
 Destruição por processos de elevação da temperatura (esterilização) ou uso de cloro; 
 uso de equipamentos individuais para evitar contato direto com os microrganismos; 
 ventilação permanente e adequada; 
 controle médico constante, com vacinação sempre que possível. 
 
A verificação da presença de agentes biológicos em ambientes de trabalho é feita por 
meio de recolha de amostras de ar e de água, que serão analisadas em laboratórios 
especializados. 
Os dados obtidos das avaliações quantitativas devem ser comparados com os 
Limites de Tolerância (valor máximo permitido que, acredita-se, não cause danos à saúde do 
trabalhador) previstos na NR15 “Operações e atividades insalubres”. 
 
 
 
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3.3.4 Riscos Ergonômicos 
Estão ligados à execução de tarefas, à organização e às relações de trabalho, ao 
esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, mobiliário 
inadequado, posturas incorretas, controle rígido de tempo para produtividade, 
imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas de trabalho 
prolongadas, monotonia, repetitividade e outras situações causadoras de estresse. 
Verifica-se que algumas vezes que os postos de trabalho não estão bem adaptados ás 
características do operador, quer quanto à posição da máquina com que trabalha, quer no 
espaço disponível ou na posição das ferramentas e materiais que utiliza nas suas funções. 
Para estudar as implicações destes problemas existe uma ciência que avalia as 
condições de trabalho do operador, quanto ao esforço que o mesmo realiza para executar as 
suas tarefas. 
Ergonomia é a ciência que procura alcançar o ajustamento mútuo ideal entre o homem e o 
seu ambiente de trabalho. 
Movimentos repetitivos dos dedos, das mãos, dos pés, da cabeça e do tronco produzem 
monotonia muscular e levam ao desenvolvimento de doenças inflamatórias, curáveis em 
estágios iniciais, mas complicadas quando não tratadas a tempo, chamadas genericamente de 
Lesões por Esforços Repetitivos. 
As lesões resultantes de condições ergonômicas inadequadas são conhecidas como 
Lesões por Esforço Repetitivo (LER), Distúrbios Ósteo-musculares Relacionados ao Trabalho 
(DORT) ou Lesões por Movimentos Repetitivos (LMR). As causas para estas lesões são o 
trabalho prolongado envolvendo movimentos repetitivos, movimentos forçados e posturas 
incômodas. As LER são lesões dolorosas e freqüentemente incapacitantes, que afetam 
principalmente os punhos, costas, pernas, ombros, pescoço, músculos e articulações. 
Contra os males provocados pelos agentes ergonômicos, a melhor arma, como sempre, 
é a prevenção, o que pode ser conseguido a partir de: 
 Rotação do pessoal; 
 Intervalos mais freqüentes; 
 Exercícios compensatórios freqüentes para trabalhos repetitivos; 
 Exames médicos periódicos; 
 Evitar esforços superiores a 25 kg para homens e 12 kg para mulheres; 
 Postura correta sentado, em pé, ou carregando e levantando pesos. 
 
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3.3.4.1 Organização de um ambiente de trabalho seguro e confortável 
Sua postura, a iluminação, a mobília, a organização do trabalho e outras condições e 
hábitos no trabalho podem afetar a maneira como você se sente e a sua eficiência no trabalho. 
Ao ajustar o ambiente de trabalho e seus hábitos pessoais, você poderá minimizar a fadiga e o 
desconforto, além de reduzir o risco de tensões que, segundo alguns cientistas, podem 
provocar danos físicos. 
Sempre que usar o computador, você fará escolhas que afetam seu conforto e, 
potencialmente, sua segurança. 
Isso acontece quer você utilize um teclado comum e um monitor em um escritório, um 
notebook no seu quarto, um teclado sem fio no seu colo ou um computador portátil no 
aeroporto. Em todos os casos, você escolhe a postura de trabalho e a posição do seu corpo em 
relação ao computador, telefone, material de referência e papéis. 
Você também poderá ter um certo controle sobre a iluminação e outros fatores. 
 
 
 
a) Alterne sua Posição 
Dependendo de suas tarefas, você pode encontrar várias posições confortáveis, esteja 
você sentado ou em pé. Em sua área pessoal de conforto, mude de posição com freqüência no 
decorrer do dia. 
 
 
 
 
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b) Pés, Joelhos e Pernas 
Certifique-se de que seus pés estejam firme e confortavelmente apoiados no chão 
quando estiver sentado. Use uma superfície de trabalho e uma cadeira ajustável que permitam 
que seus pés se apóiem firmemente no chão, ou utilize um descanso para os pés. 
Se utilizar um descanso para os pés, certifique-se de que seja suficientemente largo 
para acomodar posições variadas daspernas dentro de sua área pessoal de conforto 
 
 
c) Espaço suficiente para as pernas 
Proporcione espaço suficiente para os joelhos 
e pernas debaixo do espaço de trabalho. Evite pontos 
concentrados de pressão debaixo da coxa, perto do 
joelho e na parte de trás da perna. Alongue as pernas 
e varie sua postura durante o dia. 
 
d) Costas 
Use a cadeira para apoiar completamente o 
corpo. Distribua o peso de maneira uniforme e use 
todo o assento e todo o encosto para apoiar o corpo. 
Se a cadeira tiver suporte ajustável para as costas, alinhe os contornos do encosto para que 
correspondam à curva natural da espinha dorsal. 
 
e) Procure Ficar Confortável 
Certifique-se sempre de que a parte inferior das costas esteja bem apoiada. Procure 
sentir-se confortável na posição em que está trabalhando. 
 
f) Ombros e Cotovelos 
Para minimizar a tensão muscular, os ombros devem estar relaxados, nem elevados e 
nem caídos e os cotovelos devem estar confortavelmente colocados em relação à altura do 
teclado. 
 
g) Antebraços, Pulsos e Mãos 
Ao digitar ou usar um dispositivo apontador, mantenha os antebraços, pulsos e mãos 
na zona neutra de conforto. 
Você é quem melhor pode julgar o que é mais confortável para você. 
 
g.1) Não entorte os pulsos 
Quando estiver digitando, não entorte ou apóie os pulsos na superfície de trabalho, nas 
pernas ou no descanso para mãos (às vezes chamado de descanso para pulsos). 
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O ato de apoiar as mãos durante a digitação pode ser prejudicial pois pode fazer com 
que os dedos e pulsos sejam flexionados para trás. 
 
 
g.2) Posicionamento do Monitor 
Coloque o monitor diretamente na sua frente. Para determinar uma distância 
confortável de visualização, estique o braço em direção ao monitor e observe a posição da sua 
mão, que deve estar fechada. Coloque o monitor perto dessa posição. Se necessário, aproxime 
ou afaste o monitor até poder visualizar o texto exibido de forma nítida e confortável. 
 
g.3) Ajuste da Altura do Monitor 
A posição do monitor deve possibilitar o equilíbrio confortável da cabeça sobre os 
ombros. Essa posição não deve fazer com que o pescoço se incline para frente de forma 
desconfortável ou excessivamente para trás. 
Talvez seja mais confortável colocar o monitor de forma que a linha superior do texto 
fique logo abaixo da altura dos olhos. Você deverá olhar ligeiramente para baixo quando 
estiver visualizando o centro da tela. 
 
g.4) Alinhamento do mouse e do teclado 
Ao utilizar um mouse, coloque o dispositivo logo à direita ou à esquerda do teclado e 
próximo ao canto frontal do mesmo. Evite colocar o dispositivo a uma distância muito grande 
da lateral do teclado ou em direção ao canto posterior do mesmo. 
Essas posições podem fazer com que você dobre perceptivelmente os pulsos em 
direção às laterais ou podem deixá-los muito estendidos 
 
 
 
 
 
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3.3.5 Riscos de Acidentes 
São muito diversificados e estão presentes no arranjo físico inadequado (má 
organização do ambiente), pisos pouco resistentes ou irregulares, material ou matéria-
prima fora de especificação, máquina e equipamentos sem proteção, ferramentas 
impróprias ou defeituosas, iluminação excessiva ou insuficiente, instalações elétricas 
defeituosas, probabilidade de incêndio ou explosão, armazenamento inadequado, 
animais peçonhentos e outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de 
acidentes. 
 
 3.4 Mapa de Riscos 
 O Mapa de Riscos é uma das modalidades mais simples de avaliação qualitativa dos 
riscos existentes nos locais de trabalho. É a representação gráfica dos riscos por meio de 
círculos de diferentes cores e tamanhos, permitindo fácil elaboração e visualização. 
 É um instrumento participativo, elaborado pelos próprios trabalhadores e de 
conformidade com as suas sensibilidades. O Mapa de Riscos está baseado no conceito 
filosófico de que quem faz o trabalho é quem conhece o trabalho, ninguém conhece melhor 
a máquina do que o seu operador. 
 As informações e queixas partem dos trabalhadores, que deverão opinar, discutir e 
elaborar o Mapa de Riscos e divulgá-lo ao conjunto dos trabalhadores da empresa através da 
fixação e exposição em local visível. Serve como um instrumento de levantamento 
preliminar de riscos, de informação para os demais empregados e visitantes, e de 
planejamento para as ações preventivas que serão adotadas pela empresa. 
 
 3.4.1 Objetivo do Mapa de Riscos 
 Reunir as informações básicas necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação 
da segurança e saúde no trabalho na empresa, e possibilitar, durante a sua elaboração, a 
troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua 
participação nas atividades de prevenção. 
 
3.4.2 Benefícios da adoção do Mapa de Riscos 
 identificação prévia dos riscos existentes nos locais de trabalho aos quais os 
trabalhadores poderão estar expostos; 
 conscientização quanto ao uso adequado das medidas e dos equipamentos de proteção 
coletiva e individual; 
 redução de gastos com acidentes e doenças, medicação, indenização, substituição de 
trabalhadores e danos patrimoniais; 
 facilitação da gestão de saúde e segurança no trabalho com aumento da segurança 
interna e externa; e 
 melhoria do clima organizacional, maior produtividade, competitividade e 
lucratividade. 
 
3.4.3 Elaboração do Mapa de Riscos 
São utilizadas cores para identificar o tipo de risco, conforme a tabela de classificação 
dos riscos ambientais. A gravidade é representada pelo tamanho dos círculos. 
 Círculo Pequeno: risco pequeno por sua essência; 
 Círculo Médio: risco que gera relativo incômodo mas que pode ser controlado; 
 Círculo Grande: risco que pode matar, mutilar, gerar doenças e que não dispõe de 
mecanismo para redução, neutralização ou controle. 
 
 
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Tabela dos riscos ambientais 
 
Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV Grupo V 
Agentes Químicos Agentes Físicos Agentes Biológicos Agentes Ergonômicos Agentes Mecânicos 
Poeira Ruído Vírus Trabalho físico pesado 
Arranjo físico 
deficiente 
Fumos Metálicos Vibração Bactéria Posturas incorretas 
Máquinas sem 
proteção 
Névoas 
Radiação ionizantes 
e não ionizantes 
Protozoários 
Treinamento 
inadequado inexistente 
Matéria-prima fora 
de especificação 
Vapores Pressões anormais Fungos 
Jornadas prolongadas 
de trabalho 
Equipamentos 
inadequados 
defeituosos ou 
inexistentes 
Gases 
Temperaturas 
extremas 
Bacilos Trabalho noturno 
Ferramentas 
defeituosas 
inadequadas ou 
inexistentes 
Produtos químicos 
em geral 
Frio Parasitas Responsabilidade Iluminação 
deficiente 
Substâncias, 
compostos ou 
produtos químicos 
em geral. 
Calor 
Insetos, cobras, 
aranhas, etc. 
Conflito 
Tensões emocionais Eletricidade 
Umidade 
Desconforto Incêndio 
Monotonia 
Edificações 
Armazenamento 
 
Outros Outros Outros Outros Outros 
VERMELHO VERDE MARROM AMARELO AZUL 
 
 
3.4.3.1 Etapas deelaboração 
1. Conhecer o processo de trabalho do local avaliado: 
 os trabalhadores - número, sexo, idade, queixas de saúde, jornada, treinamento 
recebido; 
 os equipamentos, instrumentos e materiais de trabalho; 
 as atividades exercidas e; 
 o ambiente. 
 
2. Identificar os agentes de riscos existentes no local avaliado, conforme a tabela de 
classificação dos riscos ambientais. 
3. Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia referente a: 
 proteção coletiva; 
 organização do trabalho; 
 proteção individual; e 
 higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouros, refeitórios, 
área de lazer. 
 
4. Identificar os indicadores de saúde: 
 queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos; 
 acidentes de trabalho ocorridos; 
 doenças profissionais diagnosticadas e; 
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 causas mais freqüentes de ausência ao trabalho. 
 
5. Elaborar o Mapa de Riscos, sobre uma planta ou desenho do local de trabalho, 
indicando através do círculo: 
 o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado dentro do 
círculo; 
 a especificação do agente (por exemplo: amônia, ácido clorídico; ou ergonômico - 
repetitividade, ritmo excessivo) que deve ser anotado também dentro do círculo; 
 e a intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser 
representada por tamanhos proporcionalmente diferentes dos círculos. 
 
Se houver na empresa um SESMT, esta deverá auxiliar a Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes - CIPA e os trabalhadores na elaboração do Mapa de Riscos.
 
Exemplo de mapa de riscos ambientais 
 
 
Condições ambientais adequadas são importantes para o completo bem estar dos 
trabalhadores e a produtividade. Uma área de trabalho que é muito fria ou muito quente, 
pouco iluminada, barulhenta, pouco ventilada, ou com odores desagradáveis, causa 
aborrecimento, stress, fadiga, cansaço visual, dor de cabeça e outros problemas. Em casos 
extremos, um ambiente inadequado no escritório pode causar doenças. 
As lesões e doenças relacionadas com condições ergonômicas inadequadas podem ser 
prevenidas, fazendo com que o local e a organização do trabalho se ajuste às necessidades 
físicas e mentais de cada trabalhador individualmente. 
O Mapa de Risco Ambiental ajuda nesta detecção destes agentes causadores de 
acidentes e doenças ocupacionais, mas somente eles não resolvem um problema, o mesmo 
deverá estar aliado a alguma medidas de controle: 
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* Medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho: 
 Redução do tempo de exposição; 
 Adequação do ritmo de trabalho; 
 Ordem e limpeza; 
 Funcionamento de máquinas em períodos com menor número de trabalhadores 
expostos entre outras. 
* Equipamento de proteção coletivo, por exemplo: 
 Combate à incêndio; 
 Sinalização; 
 Treinamentos. 
* Medidas de controle individual – EPI 
 
 
 Atividade 
 
1. Baseado no exemplo de mapa de riscos ambientais dado acima, elabore uma tabela 
contendo os riscos ambientais locais existentes, grau (intensidade), agente causador e 
sugestões de medidas preventivas aplicadas. 
 
2. Na elaboração do Mapa de Riscos, foi constatada a existência de três tipos de riscos 
ambientais: radiações não ionizantes, esforço físico intenso e arranjo físico inadequado. Na 
representação gráfica do mapa, os riscos serão identificados, respectivamente, pelas cores: 
a) vermelho, amarelo e azul. 
b) vermelho, marrom e amarelo. 
c) verde, marrom e azul. 
d) verde, vermelho e marrom. 
e) verde, amarelo e azul. 
 
3. Em relação à segurança do trabalho, a cor que identifica o risco químico no mapa de riscos 
é: 
a) azul. b) verde. c) marrom. d) amarelo e) vermelho. 
4. Relate três atividades (funções) que estejam expostos aos riscos físicos. 
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________ 
 
5. Qual a exposição máxima de ruído permitida sem causar dano à saúde do trabalhador em 
uma jornada de trabalho de oito horas: 
a) 80 dB(A) 
b) 81 dB(A) 
c) 83 dB(A) 
d) 85 dB(A) 
 
6. São exemplos de agentes químicos prejudiciais à saúde e à segurança no trabalho: 
a) gás, calor, umidade. 
b) calor, umidade, poeira. 
c) poeira, neblina, parasita. 
d) fumos, gás, vapor. 
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e) parasita, ruído, fumaça. 
 
7. Na classificação em grupos dos principais riscos ambientais de uma empresa, a cor 
marrom, no mapa de riscos, deve ser considerada para indicar: 
a) a presença de bactérias; 
b) a presença de gases; 
c) iluminação inadequada; 
d) ambientes demasiadamente frios; 
e) ambientes demasiadamente quentes. 
 
8. Na classificação em grupos dos principais riscos ambientais de uma empresa, a cor azul, no 
mapa de riscos, deve ser considerada para indicar: 
a) a presença de bactérias; 
b) a presença de gases; 
c) armazenamento inadequado; 
d) ambientes demasiadamente frios; 
e) ambientes demasiadamente quentes. 
 
9. Correlacione às colunas: 
( ) Risco químico I. Azul 
( ) Risco físico II. Vermelho 
( ) Risco de Acidente III. Amarelo 
( ) Risco biológico IV. Marrom 
( ) Risco ergonômico V. Verde 
 
10. O que o ruído do ambiente de trabalho pode nos causar? 
a) somente dificuldade de concentração 
b) somente dificuldade em ouvir se alguém está chamando 
c) dificuldade de enxergar 
d) dano permanente ao aparelho auditivo nas exposições prolongadas a ruídos intensos, e 
outros problemas. 
 
11. Cite algumas conseqüências do calor excessivo no ambiente de trabalho. 
 
12. O que é mapa de riscos e qual seu principal objetivo. 
 
13. Quais as formas de avaliação dos riscos? Explique-as. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Acidentes ocorrem em todos os lugares do mundo, todos os dias pessoas sofrem ou 
causam acidentes a terceiros que levam à morte ou incapacidade de trabalho. Várias são as 
situações que contribuem para que ocorra um acidente. Vejamos esta reportagem, extraída do 
site da Revista Proteção. 
 
4.1 Prevenção dos acidentes e doenças decorrentes do trabalho 
Sob todos os aspectos em que possam ser analisados, os acidentes e doenças 
decorrentes do trabalho apresentam fatores extremamente negativos para a empresa, para o 
trabalhador acidentado e para a sociedade. Anualmente, as altas taxas de acidentes e doenças 
registradas pelas estatísticas oficiais expõem os elevados custos e prejuízoshumanos, sociais 
e econômicos que custam muito para o País, considerando apenas os dados do trabalho 
formal. 
 
4.2 Prejuízos dos Acidentes 
O somatório das perdas, muitas delas 
irreparáveis, é avaliado e determinado levando-se 
em consideração os danos causados à integridade 
física e mental do trabalhador, os prejuízos da 
empresa e os demais custos resultantes para a 
sociedade. 
As estatísticas da Previdência Social, que 
registram os acidentes e doenças decorrentes do 
trabalho, revelam uma enorme quantidade de 
pessoas prematuramente mortas ou incapacitadas 
para o trabalho. 
 
4.2.1 Aos Trabalhadores 
Os trabalhadores que sobrevivem a esses infortúnios são também atingidos por danos 
que se materializam em: 
 sofrimento físico e mental; 
 cirurgias e remédios; 
 próteses e assistência médica; 
 fisioterapia e assistência psicológica; 
 dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção; 
 diminuição do poder aquisitivo; 
 desamparo à família; 
 estigmatização do acidentado; 
 desemprego; 
 marginalização; 
 depressão e traumas. 
 
4.2.2 A empresa 
As empresas são fortemente atingidas pelas conseqüências dos acidentes e doenças, 
apesar de nem sempre os seus dirigentes perceberem este fato. O custo total de um acidente é 
4. Acidentes e doenças do trabalho 
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dado pela soma de duas parcelas: uma refere-se ao custo direto (ou custo segurado), a 
exemplo do recolhimento mensal feito à Previdência Social, para pagamento do seguro contra 
acidentes do trabalho, visando a garantir uma das modalidades de benefícios estabelecidos na 
legislação previdenciária. 
A outra parcela refere-se ao custo indireto (custo não segurado). Estudos informam 
que a relação entre os custos segurados e os não segurados é de 1 para 4, ou seja, para cada 
real gasto com os custos segurados, são gastos 4 com os custos não segurados. 
Um acidente do trabalho pode ser medido, em sua intensidade, através da 
quantificação de danos e perdas. O elemento selecionado para referenciar a intensidade do 
acidente varia, de acordo com o objetivo estabelecido para a investigação. Pode ser utilizada, 
basicamente, como referência, qualquer dos itens apresentados abaixo; da mesma forma, 
combinações entre eles: 
 Número de vítimas 
 Número de vítimas por gravidade da lesão, desde acidente fatal até um simples 
atendimento ambulatorial. 
 Área do meio ambiente atingida. 
 Danos ao patrimônio da empresa. 
 Prejuízo em função da paralisação da produção 
 Danos ao patrimônio de terceiros. 
 Danos aos bens públicos. 
 Perda de contratos, particularmente no caso de fornecedores de companhias maiores; 
 Perda de imagem institucional da empresa; 
 Multas trabalhistas; 
 Tempo despendido pela alta administração e especialistas na investigação de acidentes 
e acompanhamento de perícias 
 
4.2.3 A sociedade 
As estatísticas informam que os acidentes atingem, principalmente, pessoas na faixa 
etária dos 20 aos 30 anos, justamente quando estão em plena condição física. 
Muitas vezes, esses jovens trabalhadores, que sustentam suas famílias com seu 
trabalho, desfalcam as empresas e oneram a sociedade. 
 
4.2.4 Ao País 
 redução da população economicamente ativa; 
 aumento da taxação securitária; 
 aumento de impostos e taxas; 
 socorro e medicação de urgência; 
 intervenções cirúrgicas; mais leitos nos hospitais e. 
 maior apoio da família e da comunidade; e benefícios previdenciários. 
 
É importante ressaltar que, apesar de todos os 
cálculos, o valor da vida humana não pode ser 
matematizado, sendo o mais importante no estudo o 
conjunto de benefícios que a empresa consegue com a 
adoção de boas práticas de Saúde e Segurança no 
Trabalho, pois, além de prevenir acidentes e doenças, 
está vacinada contra os imprevistos acidentários, reduz 
os custos, otimiza conceito e imagem junto à clientela e 
potencializa a sua competitividade. 
 
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4.3 Acidente de trabalho – definição 
Existem dois tipos de conceitos relacionados à segurança do trabalho: o conceito 
prevencionista ou da prevenção e o conceito legal ou previdenciário, que está relacionado à 
previdência social. 
Um acidente pode envolver qualquer um, ou uma combinação dos seguintes fatores: 
 Homem – Uma lesão, que representa apenas um dos possíveis resultados de um 
acidente. 
 Material – Quando o acidente afeta apenas o material. 
 Maquinário – Quando o acidente afeta apenas as máquinas. Raramente um acidente 
com máquina se limita a danificar somente a máquina. 
 Equipamento – Quando envolver equipamentos, tais como: empilhadeiras, 
guindastes, transportadoras, etc. 
 Tempo – Perda de tempo é o resultado constante de todo acidente, mesmo que não 
haja dano a nenhum dos fatores acima mencionados. 
 
4.3.1 Conceito legal 
Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, 
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou 
redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. 
Destacando alguns termos... 
 Exercício do trabalho é o período em que o empregado esteja trabalhando ou por 
conta do empregador, sob sua responsabilidade. O art. 21, §1º considera também a 
exercício do trabalho os períodos de refeição, descanso ou por ocasião da satisfação 
das necessidades fisiológicas. 
 Lesão corporal é qualquer dano produzido no corpo humano, seja ele leve, como, por 
exemplo, um ferimento cortante no dedo, ou grave, como a perda de um membro. 
 Perturbação funcional é o prejuízo do funcionamento de qualquer órgão ou sentido. 
Por exemplo, a perda da visão, provocada por uma pancada na cabeça, caracteriza uma 
perturbação funcional. 
É importante salientar que esse conceito refere-se única e exclusivamente aos danos 
ocasionados ao trabalhador, uma vez que somente ele é objeto de preocupação da previdência 
social, não interessa ao INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social – os danos ocorridos 
devido às perdas de tempo ou danos materiais ocorridos no ambiente de trabalho resultante de 
um acidente. 
 
4.3.2 Conceito prevencionista 
Acidente de Trabalho, sob o aspecto prevencionista, pode ser definido como a 
ocorrência não programada, inesperada ou não, que interrompe ou interfere no processo 
normal de uma atividade, ocasionando perda de tempo útil e/ ou lesões nos trabalhadores, 
e/ou danos materiais. 
Esse conceito abraça todos os prejuízos oriundos de um acidente no ambiente de uma 
empresa, tais como: diminuição do ritmo da produção para o atendimento ao acidentado, 
quebra de máquinas, equipamentos e ferramentas, ferimentos físicos no trabalhador, geração 
de outros acidentes em decorrência do sentimento de insegurança no ambiente de trabalho. 
 
4.3.3 Doenças Ocupacionais 
As doenças ocupacionais são consideradas Acidentes do Trabalho, e são divididas em: 
a) Doença Profissional 
b) Doenças do Trabalho 
 
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a) Doença Profissional 
É a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada 
atividade. Como exemplopodemos citar o trabalho com manipulação de areia, sem a devida 
proteção, pode levar ao aparecimento de uma doença chamada silicose. A própria atividade 
laborativa basta para comprovar a relação de causa e efeito entre o trabalho e a doença. 
 
 
 
 
 
 
 
b) Doença do trabalho 
É a adquirida ou desencadeada em 
função de condições especiais em que o 
trabalho é realizado e com ele se relacione 
diretamente. Como exemplo temos um 
trabalho num local com muito ruído e sem a 
proteção recomendada pode levar ao 
aparecimento de uma surdez. 
Outro caso, são os trabalhadores que 
realizam a esforços repetitivos e adquirem a 
LER/DORT, já que podem ser adquiridas ou 
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desencadeadas em qualquer atividade, sem vinculação direta a determinada profissão.Neste 
caso, necessita-se comprovar a relação de causa e efeito entre o trabalho e a doença. 
A doença do trabalho não está vinculada necessariamente a esta ou aquela 
profissão. Seu aparecimento decorre da forma em que o trabalho é prestado ou das condições 
específicas do ambiente de trabalho. 
 
Fique por dentro! 
NÃO são consideradas como doenças do trabalho: 
 a doença degenerativa = diabetes; 
 a inerente a grupo etário = o reumatismo; 
 a que não produza incapacidade laborativa = a miopia; e 
 a doença endêmica, a exemplo da malária, adquirida por segurado habitante de região em que ela se 
desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela 
natureza do trabalho. 
 
4.3.4 Equiparação ao acidente de trabalho 
I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído 
diretamente para a morte do segurado, para a redução ou perda da sua capacidade para o 
trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para sua recuperação; 
II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em conseqüência de: 
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de 
trabalho; 
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao 
trabalho; 
c) ato de imprudência (excesso de confiança), de negligência (falta de atenção) ou de 
imperícia (inabilitação) de terceiro ou de companheiro de trabalho; 
d) ato de pessoa privada do uso da razão, por exemplo, o louco; e 
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos (quedas de raios) ou 
decorrentes de força maior (enchentes); 
III - a doença proveniente de contaminação 
acidental do empregado no exercício de sua 
atividade. Como exemplo, a AIDS adquirida 
por profissional de saúde ao manipular 
instrumento com sangue ou outro produto 
derivado contaminado. 
IV - o acidente sofrido pelo segurado, ainda 
que fora do local e horário de trabalho: 
a) na execução de ordem ou na 
realização de serviço sob a autoridade da 
empresa; 
b) na prestação espontânea de qualquer 
serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; 
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta 
dentro de seus planos para melhorar capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio 
de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; e 
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer 
que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado, desde que não 
seja interrompido ou alterado o percurso habitual. 
V - nos períodos destinados à refeição ou ao descanso, ou por ocasião da satisfação de outras 
necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado é considerado no 
exercício do trabalho. 
 
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4.4 Tipos de acidentes 
Os acidentes do trabalho pessoais dividem-se em 3 grupos: Típico, Doença e Trajeto. 
a) Acidente típico: é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa; 
b) Doença profissional ou do trabalho); 
c) Acidente de trajeto: é aquele que ocorre no percurso do local de residência para o de 
trabalho, desse para aquele, ou de um para outro local de trabalho habitual, considerando a 
distância e o tempo de deslocamento compatíveis com o percurso do referido trajeto. 
 
Abaixo, casos que, havendo lesão, podem ser classificados como acidentes típicos. 
 
 
 
4.5 Principais conceitos 
Acidente: É o evento não-programado nem planejado que resulta em lesão, doença ou morte, 
dano ou outro tipo de perda. 
Incidente: É o evento que tem o potencial de levar a um acidente ou que deu origem a um 
acidente. 
Perigo: É a fonte ou situação com potencial para provocar danos ao homem, à propriedade ou 
ao meio ambiente, ou a combinação destes. 
Risco: É a combinação da probabilidade de ocorrência e da gravidade de um determinado 
evento perigoso. 
Dano: É a conseqüência de um perigo, em termos de lesão, doença, prejuízo à propriedade, 
meio ambiente ou uma combinação destes. 
Desvio: São as posturas, ações ou condições ambientais inseguras que podem gerar acidentes 
ou incidentes. 
Saúde: É o equilíbrio do bem-estar físico, mental e social do ser humano. 
 
4.6.Comunicação do Acidente de Trabalho - CAT 
Após a execução das medidas de primeiros socorros e assistência ao acidentado, toda 
empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil 
seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob 
pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite do salário da contribuição, 
sucessivamente aumentada nas reincidências. 
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No caso da não comunicação, o INSS poderá aplicar multas. Caso a empresa omitir o 
acidente, o próprio trabalhador poderá comunicá-lo. Em caso de morte, é obrigatória a 
comunicação à autoridade policial. 
Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio 
acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou 
qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo. 
Com relação ao acidente que cause a morte do trabalhador, é importante a sua 
comunicação porque é preciso que a autoridade policial investigue no inquérito próprio se 
há delito a ser punido na esfera criminal, daí a importância da colheita imediata de provas no 
local do acidente. 
Caso o acidente de trabalho seja detectado tardiamente, quando o trabalhador estiver 
desempregado, o que é comum ocorrer nos casos das doenças ocupacionais ou nos exames 
médicos para novo emprego, a CAT deverá ser emitida pela ex-empregadora. 
A comunicação de acidentes permite ao INSS estimar e acompanhar o real impacto do 
trabalho sobre a saúde e a segurança da população brasileira. O INSS controla e publica as 
estatísticas de acidentes do trabalho no Brasil. 
A Comunicação do Acidente do Trabalho - CAT à Previdência Social deverá ser 
de acordo com formulário próprio criado pelo INSS, cujo modelo pode ser obtido pela 
internet no endereço http://www.previdenciasocial.gov.br sendo que atualmente a remessa 
também pode ser feita eletronicamente.Ao segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de 
doze meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do 
auxílio-doença acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente. 
 
4.7 Causas dos Acidentes e Doenças Profissionais 
Sob o ponto de vista prevencionista, causa de acidente é qualquer fato que, se removido 
a tempo, teria evitado o acidente. Os acidentes são evitáveis, não surgem por acaso e, 
portanto, são passíveis de prevenção. 
Sabemos que os acidentes ocorrem por falha humana ou por fatores ambientais. 
 
3.7.1 Falha Humana 
A falha humana, também chamada de Ato Inseguro, é definida como sendo aquela que 
decorre da execução de tarefas de forma contrária às normas de segurança. 
O ato o inseguro é cometido quando o trabalhador, mesmo treinado e sabendo 
discernir o certo do errado, viola regra de segurança por vontade própria, dando causa 
ao acidente. 
Os processos educativos, a repetição das inspeções, as campanhas e outros recursos se 
prestarão a reduzir sensivelmente tais falhas, que podem ocorrer em virtude de: 
a) Levantamento impróprio de carga; 
b) Permanecer embaixo de cargas suspensas; 
c) Realização de operações ao qual não esteja devidamente autorizado; 
d) Operação de máquinas com velocidade inseguras; 
e) Uso de equipamentos inadequados ao realizar uma tarefa 
 
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3.7.2 Fatores ambientais 
Os fatores ambientais (condições inseguras) de um local 
de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança 
do trabalho. Exemplificando, podemos citar: 
a) falta de iluminação; 
b) ruídos em excesso; 
c) falta de proteção nas partes móveis das máquinas; 
d) falta de limpeza e ordem (asseio); 
e) passagens e corredores obstruídos; 
f) piso escorregadio; 
g) proteção insuficiente ou ausente para o trabalhador. 
 
Por ocasião das inspeções de segurança são levantados os fatores ambientais de 
insegurança e, por meio de recomendações para correção de tais falhas, elas poderão ser 
evitadas. 
Embora nem todas as condições inseguras possam ser resolvidas, é sempre possível 
encontrar soluções parciais para as situações mais complexas e soluções totais para a maior 
parte dos problemas observados. 
 
 
 
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 Atividade 
1. Analisando a situação proposta, você vai averiguar e responder se o acidente relatado 
aconteceu devido a ―ato inseguro‖ ou ―condição insegura‖ e por que você defende sua 
opinião. 
Um funcionário ao traspassar pelo portão da casa de um cliente para efetuar a leitura 
do consumo de água, não sabendo da existência de um cachorro no local foi mordido pelo 
mesmo e sofreu ferimentos leves na perna. 
2. O que é acidente do trabalho: 
a. do ponto de vista legal ou previdenciário? 
b. do ponto de vista prevencionista? 
 
3. Que é doença do trabalho? Dê um exemplo. 
 
4. Que é doença profissional? Dê um exemplo. 
 
5. Que é acidente de trajeto? 
 
6. Que é acidente fatal? 
 
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7. Identifique se a situação é Ato Inseguro ou Condição Insegura 
Utilizar equipamentos 
defeituosos 
 Ambiente externo 
perigoso 
 
Assumir posição 
insegura 
 Brincar em serviço 
Arrumação perigosa Protetores inadequados 
ou inexistentes 
 
Desprezar dispositivos 
de segurança 
 Conduzir veículo de 
forma imprudente 
 
Usar vestimenta 
inadequada 
 Usar equipamento de 
modo impróprio 
 
Fazer misturas ou 
combinações perigosas 
 Equipamentos 
defeituosos 
 
Colocar os pés de 
forma insegura 
 Ausência de 
sinalização ou aviso de 
segurança 
 
 
8. Quais as causas/fatores relacionados aos acidentes de trabalho? 
 
9. Que são atos inseguros? Exemplifique. 
 
10. Que são condições inseguras? Exemplifique. 
 
11. Cite algumas (pelo menos três) conseqüências dos Acidentes do Trabalho visando os 
trabalhadores, empresa e ao País. 
 
12. Quais os benefícios e serviços da Previdência Social prestados aos segurados ou a seus 
familiares, que estão diretamente relacionados com os acidentes de trabalho? 
 
13. Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da 
empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou 
redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Logo o acidente de 
trabalho deve-se principalmente a duas causas: 
a) Ato inseguro e condição insegura 
b) Ato involuntário e falta de orientação para o trabalhador 
c) Condição insegura e péssimas condições de funcionamento da empresa 
d) Ato inseguro e condição financeira da empresa 
 
14. Diferencie: Acidente, Incidente, Desvio e Dano. 
 
15. O que é a CAT? Relate seus benefícios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.1 Histórico do fogo 
O homem primitivo inicialmente observou o fogo surgido espontaneamente por meio 
da ação de relâmpagos sobre madeira de árvores e começou a utilizá-lo de maneira 
desorganizada, para iluminar, aquecer e cozinhar. Os primeiros homens, ao verem o fogo, 
fugiam por desconhecer sua natureza. Não sabiam eles que um simples punhado de terra 
bastaria para apagar uma pequena chama. Por falta de conhecimento de como combatê-lo, 
muitas vezes deixando que o fogo se expandisse e tornasse grandes proporções. 
Um dos grandes marcos da história da civilização humana foi o domínio do fogo pelo 
homem. A partir daí o homem pode aquecer, cozer seus alimentos, fundir metal para a 
fabricação de utensílios, instrumentos e máquinas, que tornaram possível o desenvolvimento 
presente. 
A etapa seguinte consistiria em produzir voluntariamente o fogo; talvez a observação 
de que ele se propagava pelo aquecimento de galhos ou folhas secas indicou que a chama 
poderia ser iniciada com temperaturas elevadas. Desta forma, a descoberta de que o atrito 
entre dois pedaços de madeira seca elevava a temperatura até produzir uma chama, dando 
início à jornada tecnológica do homem, no seu controle da natureza. 
Posteriormente, outro método foi desenvolvido, que consistia no impacto entre duas 
pedras para a produção de faíscas. A observação de que fagulhas têm o poder de começar uma 
chama e que o choque de algumas rochas produz faíscas, conduziu a mais uma forma de 
iniciar o fogo. 
Muito tempo depois, foi descoberto que as fagulhas formadas eram mais fortes e 
persistentes, quando se batia o mineral sílex com ferro ou aço. Esse processo persistiu até o 
século XIX. 
O avanço seguinte, e bem mais recente, de um processo simples de produção de fogo, 
surgiria com a invenção, na Inglaterra, em 1827, do palito de fósforo. O elemento fósforo 
combina-se com o oxigênio tão facilmente que se acende apenas exposto ao ar. Os primeiros 
fósforos fabricados acendiam por atrito e exalavam um cheiro muito desagradável.Mais 
adiante, em 1845, começaram a ser fabricados os chamados fósforos de segurança, cuja 
cabeça combustível contém outros componentes não inflamáveis, garantindo a sua utilização 
de forma segura. 
Hoje, porém o homem não precisa mais fugir, pois conhece o fogo como um 
fenômeno químico, tendo descoberto,a partir daí, como lutar contra ele, utilizando métodos 
e equipamentos adequados. O homem atual, sabe que fuga, como primeira reação, é 
sempre uma atitude errada, tendo em vista que: 
• O homem conhece a natureza do fogo; 
• O fogo sempre começa pequeno (exceto em grandes explosões); 
• O homem possui os equipamentos necessários para combatê-lo. 
 
5.2 Principais conceitos 
Prevenção: Abrange as medidas de segurança contra incêndio que objetivam ―evitar‖ 
incêndios, ou seja, são as medidas que trabalham o controle dos materiais combustíveis 
(armazenamento/quantidade) das fontes de calor (solda/eletricidade/cigarro) e do treinamento 
(educação) das pessoas para hábitos e atitudes preventivas. 
5. Proteção e combate contra incêndio 
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Proteção: São as medidas que objetivam dificultar a propagação do incêndio e manter a 
estabilidade da edificação. Normalmente são divididas em proteções ativas e passivas, 
conforme trabalhem, reagindo ou não em caso de incêndio. Exemplo de medidas de proteção 
passiva: paredes e portas corta-fogo. Exemplo de medida de proteção ativa: sistema de 
chuveiros automáticos (sprinkler). 
Combate: Compreende tudo o que é usado para se extinguir incêndios, tais como: 
equipamentos manuais (hidrantes e extintores) complementados por equipes treinadas; 
sistemas de detecção e alarmes; sistemas automáticos de extinção; corpo de bombeiros 
públicos e privados, condições de acesso à edificação pelo socorro público; reserva de água (e 
hidrantes públicos), etc. 
 
5.3 Triângulo do fogo 
O Triângulo do Fogo é uma didática criada para melhor ilustrar a reação química do 
fogo, onde cada lado do triângulo representa um elemento participante desta reação. 
Para que exista fogo, três elementos são necessários. 
 Combustível; 
 Comburente (oxigênio); e 
 Calor (temperatura de ignição). 
 
 
5.3.1 Combustível 
É toda substância capaz de queimar, servindo de propagação do fogo. Os combustíveis 
podem se apresentar na natureza sob três estados físicos: sólido, líquido e gasoso. 
Estados Físicos dos Combustíveis 
Sólido Ex.: Madeira, tecido, papel, borracha, etc. 
Líquido Ex.: Gasolina, álcool, acetona, etc. 
Gasoso Ex.: Gás de cozinha, hidrogênio, etc. 
 
5.3.2 Comburente (Oxigênio - O2) 
É o elemento, presente no ar atmosférico, participando da reação química do fogo. 
 
5.3.3 Calor 
É o elemento que fornece a energia necessária para iniciar a reação entre o 
combustível e o comburente, mantendo e propagando a combustão, como a chama de um 
palito de fósforos. 
 
 
5.4 Processos de extinção de incêndio 
Conhecido o triângulo do fogo, este só existirá quando estiverem presentes os três 
elementos constituintes. Portanto, para extinguir o fogo, basta desfazer o triângulo, isto é, 
retirar um de seus lados. 
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5.4.1 Isolamento 
Processo de extinção de incêndio que constitui na retirada do combustível. 
 
5.4.2 Abafamento 
Processo de extinção de incêndio que consiste na redução ou retirada do oxigênio. 
 
5.4.3 Resfriamento 
 Processo de extinção de incêndio que consiste na retirada parcial do calor 
(diminuição da temperatura). 
 
 
5.5 Classes de incêndio 
Para que as ações de combate ao incêndio possam ter a máxima objetividade e 
rendimento, com emprego correto de um agente extintor, os materiais combustíveis foram 
divididos em Classes de Incêndios. 
 
5.5.1 Classe A 
Incêndio em materiais sólidos combustíveis. Ex.: madeira, papel, tecido, borracha, 
etc. Esses materiais apresentam duas propriedades: 
 Deixam resíduos quando queimados (brasas, cinzas, carvão); 
 Queimam em superfície e em profundidade. 
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5.5.2 Classe B 
Incêndio em líquidos inflamáveis. Ex.: álcool, gasolina, querosene, graxa, diesel, 
etc. Esses materiais apresentam duas propriedades: 
 Não deixam resíduos quando queimados; 
 Queimam somente em superfície. 
 
 5.5.3 Classe C 
 Incêndio em equipamentos eletro-eletrônicos energizados. Ex.: televisor, geladeira, 
computador, etc. Ao serem desligados da tomada, o incêndio passa a ser de classe A. 
 
 
5.6 Agentes extintores de incêndio 
São substâncias que possuem a propriedade de extinguirem determinadas combustões. 
O sucesso do combate está relacionado com a sua correta utilização e o tipo de combustível. 
Os extintores portáteis fazem parte do sistema básico de segurança contra incêndio em 
edificações e devem ter como características principais: portabilidade, facilidade de uso, 
manejo e operação, e tem como objetivo o combate de princípio de incêndio. 
A manutenção desses equipamentos juntamente com o treinamento de pessoas para 
seu uso é fundamental para seu objetivo. 
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Os princípios de incêndios têm características diferentes em função de sua origem 
elétrica ou não, e materiais combustíveis envolvidos, o que exige o uso de agentes extintores 
apropriados para cada caso. Em função disso há uma classificação dos extintores. 
 
5.6.1 Capacidade Extintora 
Capacidade extintora do extintor é um dado importante, pois é o que vai determinar o 
poder de extinção e não deve ser confundido com unidade extintora. 
Quanto ao transporte os extintores podem ser: portáteis e não-portáteis e esse último 
subdivide-se em sobre-roda e estacionário. 
O extintor portátil com massa até 196 N (20 kgf) não precisa ser colocado sobre rodas, 
acima desse valor necessita estar sobre rodas. 
O extintor com massa próxima a 196 N (20 kgf) não atende à portabilidade acima 
citada, principalmente quando colocado em ambiente cujas pessoas não estão acostumadas a 
esforços físicos. 
 As carretas nada mais são do que extintores de grande volume que, para facilitar seu 
manejo e deslocamento, são montados sobre rodas. São posicionadas em locais onde haja 
grande quantidade de materiais estocados e substituem o numero de extintores 
correspondentes a sua capacidade. 
 
 
 
5.6.2 Nomenclatura e constituição 
Extintores de Incêndio são equipamentos para pronta utilização no combate ao 
princípios de incêndio. Seu emprego é limitado em função de sua reduzida carga extintora. 
São constituídos de modo geral, de recipientes de aço, latão ou cobre, contendo em 
seu interior um agente extintor, cuja finalidade é eliminar o princípio de fogo, utilizando um 
ou mais de um processo de extinção do fogo. 
Quanto a sua nomenclatura, os extintores recebem o nome do agente que 
acondicionam em seu interior. Para cada classe de incêndio existem um ou mais extintores 
próprios para combatê-la. 
 
5.6.3 Duração de descargaA quantidade de agente extintor é limitada nos extintores e são encontrados extintores 
com várias massas ou volumes para o mesmo tipo. 
A duração da descarga ou tempo efetivo de descarga é função de quantidade de agente 
extintor contido no extintor e vazão do agente extintor, seu tempo de utilização é de 
aproximadamente um minuto. 
 
5.6.4 Forma de descarga 
Têm-se duas formas principais: 
a) Jato concentrado. 
b) Jato em forma de névoa/nuvem. 
Em ambos os casos sua aplicação dependerá do princípio de incêndio. 
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5.6.5 Treinamento 
O treinamento deve preparar o operador para: 
a) Identificação dos vários tipos de extintores. 
b) Familiaridade com os vários tipos de extintores. 
c) Operação para cada tipo de extintor quanto à seqüência para o uso, ou seja, dos tipos de 
pressurização direta ou indireta, sempre lendo os quadros de instruções (rótulos) com as 
figuras ilustrativas. 
d) Ter noção da distância segura para atacar o princípio de incêndio. 
e) Perder o receio de operar o extintor. 
O quadro de instruções de operação do extintor é necessário, mas não suficiente para 
capacitar o operador, sendo absolutamente fundamental o treinamento prático periódico 
exercido, pelos menos duas vezes ao ano em campos de treinamento devidamente 
homologados pelo órgão ambiental estadual e ministrado por profissional reconhecido por 
órgão competente. 
 
5.6.6 Localização e Sinalização 
A parte superior do extintor deve estar, no máximo, a 1,60 m do piso. E sua parte 
inferior não deve estar a menos de 0,20 m do piso. Acima do extintor deve possuir uma 
identificação do tipo de extintor e abaixo dele um quadrado de 1m² assim como mostra a 
figura abaixo. 
 
 
A localização dos extintores é muito importante, pois irá permitir uma rápida 
intervenção para cessar o processo da evolução do incêndio. 
Algumas recomendações são úteis: 
• Facilmente visíveis por meio de sinalização. 
• Bem distribuídos para cobrir a área protegida. 
• Fácil acesso levando se em conta a portabilidade. 
• Sem obstáculos até o local de utilização. 
Próximo aos locais de entrada e saída. 
• Não devem ficar atrás de portas de rotas de fuga. 
• Protegidos de acidentes provocados pela movimentação de pessoas, veículos ou 
cargas. 
• Protegidos de intempéries e de ambientes agressivos com excesso de calor, 
atmosferas corrosivas, maresias, vento e poluição. 
Proteger contra vandalismo. 
 
5.6.7 Selo de garantia 
 A inspeção, a manutenção e a recarga de extintores de incêndio devem observar o 
previsto na Norma Brasileira (NBR nº 12.962). Atualmente adota-se um selo de execução dos 
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serviços, impresso em papel especial, de cor levemente esverdeada, que possui marca dágua, 
o símbolo do Inmetro de cor prata. 
 
 
 
 
 5.6.8 Simbologia 
 Nos extintores além do selo de garantia, encontram-se uma simbologia indicando as 
classes de incêndio ao qual eles são eficientes e os que são proibidas às utilizações. 
 
 
 
 
5.6.9 Tipologia 
Existe no mercado uma grande variedade de extintores que se caracterizam por: agente 
extintor, massa, volume, sistema de ejeção, capacidade extintora e acionamento. 
 
a) Água 
É o agente extintor ―universal‖. A sua abundância na natureza e as suas características 
de emprego, sob diversas formas, possibilitam uma boa aplicação em incêndios, porém ocorre 
a desvantagem desse agente ser condutor de corrente elétrica. 
 
 
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b) Gás Carbônico (CO2 – Dióxido de Carbono) 
É um gás incombustível, inodoro, incolor, mais pesado que o ar. Não é tóxico, mas a 
sua ingestão em excesso provoca asfixia. Atua por abafamento e, secundariamente, por 
resfriamento. Dissipa-se rapidamente quando aplicado em locais abertos. 
Não conduz corrente elétrica, nem danifica materiais eletrônicos. 
 
 
c) Pó Químico Seco (PQS) 
É um composto químico, que atua por abafamento. Não é tóxico, mas sua ingestão em 
excesso provoca asfixia. Por ser corrosivo, o uso deste agente pode danificar os eletro-
eletrônicos. Não conduz corrente elétrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Quadro Resumo das Classes de Incêndio e Tipos de Extintores 
CLASSE DE FOGO CO2 Água PQS 
 
 
Papel 
Madeira 
Borracha 
Não 
Sim 
indicado 
Não 
 
Líquidos 
inflamáveis 
Sim 
indicado 
Não 
Sim 
indicado 
 
 
Equipamentos 
Elétricos 
Sim 
indicado 
Não 
(risco ao 
operador) 
Sim 
(pode 
danificar 
o 
aparelho) 
Tempo de descarga 6 kg – 
25s 
10 L – 
60s 
4 kg – 
10s 
Alcance do jato 6 kg – 1 
a 2m 
10 L – 9 
a 12m 
10L – 
5m 
Efeito Abafa e 
resfria 
Resfria Abafa 
 
 
 
Fique por dentro! 
Norma Regulamentadora 23: Essa norma, editada em 1978, obrigatória nos locais em que haja 
relação trabalhista regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, obriga que esses locais possuam: proteção 
contra incêndio, saídas, equipamentos para resposta a incêndios e pessoas adestradas para uso desses 
equipamentos. 
 
5.7 Fatores que influenciam o incêndio 
Não existem dois incêndios iguais, pois são vários os fatores que concorrem para seu 
início e desenvolvimento, podendo-se citar: 
a) forma geométrica e dimensões da sala ou local. 
b) superfície específica dos materiais combustíveis envolvidos. 
c) distribuição dos materiais combustíveis no local. 
d) quantidade de material combustível incorporado ou temporário. 
e) características de queima dos materiais envolvidos. 
f) local do início do incêndio no ambiente. 
g) condições climáticas (temperatura e umidade relativa). 
h) aberturas de ventilação do ambiente. 
i) aberturas entre ambientes para a propagação do incêndio. 
j) projeto arquitetônico do ambiente e ou edifício. 
k) medidas de prevenção de incêndio existentes. 
l) medidas de proteção contra incêndio instaladas. 
 
5.8 Brigada de incêndio 
É o grupo organizado de pessoas treinadas e capacitadas para atuar na prevenção e no 
combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros, conforme definição 
da NBR 14276:2006 - Brigada de incêndio - Requisitos, da ABNT. 
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Essa equipe, bem dimensionada e treinada, deve ser capaz de executar perfeitamente o 
plano de abandono para o local, elaborado conforme NBR 15219:2005 - Plano de emergência 
contra incêndio - Requisitos, prestar o atendimento pré-hospitalar e, se possível, atacar o foco 
de princípio de incêndio. 
A prioridade deve ser a preservação da vida, dos ocupantes e também dos brigadistas. 
Geralmente, as grandes empresas possuem equipes de brigadas de incêndio,com excelente 
qualidade técnica, aptas para atenderem às peculiaridades do local, sejam shoppings centers, 
refinarias, plataformas marítimas, entre tantos outros, mas a grande maioria das edificações 
que dispõe de equipes com um treinamento anual, por melhor que tenham sido treinadas, sem 
os equipamentos de proteção individual prescritos na norma de brigada, precisam priorizar a 
saída das pessoas. 
 
5.9 Outras formas de combate a incêndio 
 Além das unidades extintoras, existem outras formas de combate a incêndio utilizadas 
em prédios, hospitais, escolas, ou seja, onde possua grande quantidade de pessoas transitando 
e trabalhando. Algumas das mais utilizadas são: 
 
5.9.1 Hidrantes de parede 
 São aqueles utilizados nas empresas particulares em instalações de proteção contra 
incêndios, embutidos em pareces (ou encostados a elas), a cerca de um metro do piso, 
podendo ser dispostos em abrigo especial, onde também se acham os lances de mangueiras, 
esguinchos e chaves de mangueiras. 
 Sistema de proteção por hidrantes é o conjunto que compreende: 
 abrigo: compartimento destinado a proteger as mangueiras e demais pertences dos 
hidrantes; 
 esguincho: dispositivo destinado a formas e orientar o jato de água; 
 mangueira: tubos flexíveis, constituídos internamente de borracha e protegidos 
externamente com lona; 
 chaves de união: pecas destinadas a facilitar a conexão das uniões ou engates; 
 engates rápidos: pecas localizadas nas extremidades das mangueiras, destinadas a 
interliga-las e conecta-las ao sistema de hidrante. 
 
 
 
 
 
 
 
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5.9.2 Detectores de fumaça 
São aparelhos encarregados de fazer a vigilância 
permanente de um local. Constituem a parte sensível da 
instalação de detecção automática de incêndio. 
São constituídos por células foto-elétricas que emitem 
uma corrente variável segundo o fluxo luminoso que recebem. 
A fumaça que precede e acompanha um incêndio faz variar o 
fluxo luminoso. 
 
 
 
5.9.3 Iluminação de Emergência 
Quando o incêndio ocorre em um edifício, a 
dificuldade da visibilidade em corredores, escadas e 
passagens pode significar a diferença entre uma evacuação 
ordenada e o caos, a diferença entre a vida e a morte. A 
história mostra que nos casos de incêndio em edificações o 
número de vítimas que sucumbiram em virtude de não 
conseguirem sair do edifício em razão da dificuldade de enxergar as saídas é significativo. 
Um sistema de iluminação de emergência bem dimensionado utiliza uma fonte de 
energia independentemente da fonte normal de alimentação do edifício, que mantém a 
iluminação necessária de forma automática, em caso de interrupção da fonte de energia 
normal, em conseqüência de qualquer falha. 
 
5.9.4 Sistema de chuveiros automáticos 
O sistema de chuveiros automáticos é um sistema fixo de combate a incêndio e 
caracteriza-se por entrar em operação automaticamente, quando ativado por um foco de 
incêndio, liberando água em uma densidade adequada ao risco do local que visa proteger e de 
forma rápida para extingui-lo ou controlá-lo em seu estágio inicial. 
A sua eficácia é reconhecida em função do menor tempo decorrido entre a detecção e 
o combate ao incêndio, pois essa característica pode evitar a propagação do incêndio para o 
restante da edificação. Outra característica importante desse sistema é o acionamento do 
alarme simultaneamente com o início de operação, o que propicia a fuga dos usuários com 
segurança. 
O princípio de operação desse sistema consiste em confinar o fogo na área de 
aplicação controlando ou extinguindo o foco do incêndio em seu estágio inicial, por meio de 
descarga automática de água. Assim, em uma grande área sem compartimentação como, por 
exemplo, em um galpão industrial, o sistema de chuveiros automáticos opera como 
compartimentação agindo na área restrita ao foco do incêndio, evitando a propagação do fogo 
e reduzindo os danos. Já o princípio de funcionamento do chuveiro automático é atuar como 
alarme, detectar e combater o fogo. 
 
 
 
 
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5.9.5 Porta Corta Fogo 
As portas corta-fogo são próprias para isolamento e proteção das rotas de fuga, 
retardando a propagação do fogo e da fumaça. Elas devem resistir ao calor por 60 minutos, no 
mínimo. Toda porta corta-fogo deve abrir sempre no sentido de saída das pessoas. 
Seu fechamento deve ser completo. Além disso, elas nunca devem ser trancadas com 
cadeados ou fechaduras e não devem ser usados calços ou qualquer outro artifício para mantê-
las abertas. É sempre bom verificar constantemente o estado das molas, maçanetas, trincos e 
folhas da porta. 
 
 
5.9.6 Para Raio 
Os pára-raios deve ser o ponto mais alto do edifício. Painéis de propaganda e 
sinalização devem ser interligadas aos cabos de descida do pára-raios, integrando o sistema 
de proteção contra descargas elétricas atmosféricas. Os pára-raios podem ser do tipo 
FRANKLIN ou GAIOLA DE FARADAY. 
A manutenção dos pára-raios deve ser feita anualmente, por empresas especializadas, 
conforme instrução do fabricante. 
 
5.10 Recomendações em caso de incêndio 
 Manter a calma, evitando o pânico, correrias e gritarias; 
 Usar extintores ou meios disponíveis para apagar o fogo; 
 Acionar o botão de alarme mais próximo, ou telefonar para o ramal de emergência, 
quando não se conseguir a extinção do fogo; 
 Fechar portas e janelas, confinando o local do sinistro; 
 Isolar materiais combustíveis e proteger os equipamentos, desligando-os da rede 
elétrica; 
 Comunicar o fato à chefia da área envolvida ou ao responsável do mesmo prédio; 
 Existindo muita fumaça no ambiente ou local atingido, usar um lenço como mascara 
(se possível molhado), cobrindo o nariz e a boca; 
 Para se proteger do calor irradiado pelo fogo, sempre que possível, manter molhadas 
as roupas, cabelos, sapatos ou bota; 
 Seja qual for a emergência, nunca utilizar os elevadores; 
 Ao abandonar um compartimento, fechar a porta atrás de si (sem tranca-la e não 
voltar ao local). 
 
 
 
 
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 Atividade 
 
1. Definição de Proteção/Prevenção e Controle. 
 
2. Defina incêndio de classe A e seu melhor agente extintor. 
 
3. O que se deve fazer em caso de incêndio em um equipamento elétrico? 
 
4. Defina os métodos de extinção dando exemplo. 
 
5. Cite os 3 elementos necessários para que haja fogo e explique-os. 
 
6. Quais os tipos de extintores existentes no mercado? 
 
7. Que é brigada de incêndio? 
 
8. O que é uma porta corta fogo? 
 
9. Como deve ser a sinalização e localização dos extintores? 
 
10. Uma pessoa esta com a roupa em chamas. Como apagar o fogo? 
 
11. No quadro a seguir estão descritos alguns procedimentos que uma pessoa deve tomar para 
apagar o fogo. Identifique o objetivo de cada um deles, tirar calor, tirar oxigênio ou tirar 
combustível. 
 
Providencia Tomada Objetivo 
Jogar água 
Abafar o fogo com um cobertor 
Fechar portas de salas onde há fogo 
Resfriar casas vizinhas 
Jogarareia 
 
12. Classificar cada uma das afirmações a seguir como verdadeira(V) ou falsa(F): 
( ) O resfriamento retira o calor e apaga o fogo. 
( ) O gás carbônico é combustível. 
( ) Pode-se usar extintor de água para apagar qualquer tipo de incêndio. 
( ) Isolar o material que está queimando é um dos métodos de combate a incêndios. 
( ) Em caso de incêndio não se deve usar o elevador. 
 
13. E Por que não se deve usar água para apagar um incêndio provocado pela queima de óleo? 
 
14. Faça uma lista (cinco exemplos) dos combustíveis que você conhece. 
 
15. Além da chama do palito de fósforo, cite três outras fontes de calor? 
 
16. Faça uma lista de três situações, em casa ou no trabalho, que você deve evitar para 
prevenir incêndios. 
 
17. Em caso de incêndio, relacionar as colunas A e B com a melhor resposta para cada linha. 
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COLUNA A COLUNA B 
1. Elementos do fogo Retirada do calor do fogo 
2. Fogo em líquidos e gases inflamáveis Retirada do oxigênio do fogo 
3. Fogo em madeira, papel, tecido Retirada do combustível do fogo 
4. Retirada de um dos três elementos do 
fogo 
 Desligar equipamentos elétricos 
5. Método de extinção por resfriamento Oxigênio, calor, combustível 
6. Método de extinção por abafamento Manter desobstruídos 
7. Método de extinção por isolamento Usar escadas 
8. Fogo em equipamentos energizados 
Hidrantes, splinkler, extintores, 
mangueiras 
9. Equipamentos de combate a incêndios Extinção do fogo 
10. Portas contra-fogo Fogo classe A 
11. Em caso de incêndios Fogo classe B 
12. Após os expedientes Fogo classe C 
 
18. Leia os casos de incêndios que possuem neste capítulo e verifique o que os incêndios 
possuem em comum. 
 
19. Escreva os tipos de extintores ideais para combater incêndios causados pelos materiais 
combustíveis relacionados abaixo: 
 
COMBUSTÍVEL EXTINTOR(ES) 
UTILIZADO(S) 
MÉTODOS UTILIZADO 
Carvão 
 
 
Gasolina 
 
 
Querosene 
 
 
Equipamento elétrico 
 
 
Álcool 
 
 
Plástico 
 
 
Petróleo 
 
20. O que é temperatura de ignição? 
 
21. O que é ponto de fulgor? 
 
22. Sabemos que as unidades extintoras fazem parte do combate a incêndio. Dê quatro de 
outros equipamentos utilizados para combate a incêndio. 
 
23. Defina incêndio de classe C e qual seu melhor agente extintor. 
 
24. O que é ponto de combustão? 
 
25. Qual a altura máxima, a partir do piso que deve ser colocado o extintor? 
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a) 1,65 m b) 1,70 m c) 1.50 m d) 160 m 
 
26. Qual o telefone do corpo de bombeiros? 
a) 190 b) 191 c) 192 d) 193 e) 194 
 
27. A partir de qual área e/ou altura é obrigatória a instalação de para-raios? 
a) 1500 m² e 15m b) 600 m² e 15m c) 1200 m² e 15m d) 1000 m² e 15m 
 
28. De quem é a responsabilidade pela fiscalização dos projetos de incêndio de um 
estabelecimento? 
a) CREA b) Prefeitura c) Corpo de bombeiros d) IFRN e) Ministério do Trabalho 
 
29. Qual o percentual de ocupação mínima que deve possuir uma área de refúgio? 
a) 50% b) 40% c) 30% d) 20% e) 10% 
 
30. Não é permitida a instalação de extintor. 
a) Central de gás b) Gerador c) Degrau de escadas d) Casa de máquinas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Dentro do ambiente de trabalhado o funcionário poderá receber um adicional por estar 
laborando em ambiente insalubre ou perigoso. Abaixo será melhor descrito esses dois 
possíveis adicionais: 
 
6.1 Insalubridade 
São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, 
condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, 
acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do 
tempo de exposição a seus efeitos (art. 189 da CLT). 
Entende-se por Limite de Tolerância, para os fins desta Norma, a concentração ou 
intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao 
agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. 
Sendo assim, pode-se dizer que as atividades desenvolvidas abaixo dos limites de 
tolerância são salubres, enquanto que as desenvolvidas acima dos limites de tolerância são 
insalubres; e assim está estabelecido na NR15. 
Insalubre significa pouco saudável, doentio, nocivo, prejudicial à saúde, capaz de 
provocar doenças. O seu antônimo é salubre, que significa saudável, higiênico, benéfico. 
Portanto, operações e atividades insalubres são aquelas nocivas à saúde, pouco 
saudáveis. 
A Norma que estabelece as regras para as operações e atividades insalubres é a NR15 
– “Operações e Atividades Insalubres”. 
Na verdade, as atividades insalubres são aquelas que expõem os trabalhadores aos 
riscos físicos (ruído, calor, frio etc), químicos (poeiras, gases etc) e biológicos (bactérias, 
vírus etc), como já visto na NR9, capazes de causar danos à saúde. 
Todavia, a insalubridade é caracterizada quando há exposição do trabalhador ao 
risco ambiental acima de seu limite permitido. A NR15 Estabelece os Limites de 
Exposição para cada risco ambiental que, se ultrapassado este limite, a atividade será 
considerada insalubre, pois poderá levar o empregado a adquirir doenças. 
Por exemplo: o ruído gerado nos processos industriais, embora seja um som 
desagradável, é permitido ouvi-lo desde que não seja ultrapassado o seu limite estabelecido 
pela NR15. Caso o trabalhador ficar exposto ao ruído acima do limite permitido, ficará 
caracterizada atividade insalubre, pois sua audição ficará comprometida e, ao longo dos anos, 
poderá adquirir a PAIR – Perda Auditiva Induzida por Ruído. 
Da mesma forma, se um trabalhador fica exposto a uma determinada concentração de 
poeiras minerais, acima do limite permitido pela NR15, também ficará caracterizada atividade 
insalubre, pois, dependendo desta concentração, poderá causar doenças pulmonares, como 
exemplo a Silicose. 
 
6.1.1 Adicional de Insalubridade 
Constatado que o Limite de Tolerância do risco ambiental foi ultrapassado na 
operação ou atividade, o trabalhador terá o direito de receber um adicional de insalubridade, 
conforme previsto no art. 7 da Constituição Federal. 
A idéia do legislador em estabelecer a obrigatoriedade do pagamento do adicional de 
insalubridade tem como princípio punir o empregador por expor o trabalhador a riscos 
6. Adicional de Insalubridade e Periculosidade 
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ambientais acima dos limites permissíveis, face aos riscos gerados em seus processos 
produtivos. 
 
6.1.2 Breve histórico da insalubridade 
A prática da insalubridade teve sua origem durante a Revolução Industrial Inglesa(1760 – 1830). 
Quando os adicionais foram criados, a finalidade era de que servissem como uma 
verba alimentar. A expectativa era de que se alimentando melhor, o trabalhador ficaria 
mais resistente às doenças ocupacionais. Ora, saúde não se troca por dinheiro. 
No Brasil, o adicional de insalubridade teve origem em 1938, durante o governo de 
Getúlio Vargas, através do decreto-lei nº 399. Quando instituídos os critérios de 
insalubridade a orientação oficial era que eles teriam um caráter temporário. Durante a 
implantação da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, em 1º de maio de 1943, foi 
previsto que as condições insalubres poderiam ser eliminadas pelo tempo limitado da 
exposição ao risco, pela utilização de processos, métodos ou disposições especiais, ou 
ainda pela adoção de medidas, gerais ou individuais, capazes de defender e proteger a saúde 
do trabalhador. 
 
6.1.3 Conseqüências do adicional de insalubridade 
O aumento nos vencimentos acabou por ser um atrativo para que houvesse cada vez 
mais pessoas dispostas a se exporem aos riscos e, com isto, o contingente de adoecimentos 
cresceu ao invés de diminuir. 
De um lado, empregadores achando que sai mais barato pagar o adicional do que 
melhorar os processos de trabalho ou investir em proteções coletivas e individuais. 
De outro, os trabalhadores que se sujeitam a permanecerem desprotegidos pela 
―vantagem financeira‖ que acreditam estar levando. 
Além do pagamento do adicional há a expectativa da aposentadoria especial, esta sim 
parecendo ser a verdadeira mola propulsora da permanência dos adicionais. A maioria da 
população brasileira não consegue sobreviver como ‗beneficiário‘ do INSS, mas como 
aposentado precoce teria chance de buscar fontes complementares de renda. 
Sabe-se que há condições e métodos para a eliminação ou neutralização dos riscos 
ambientais. A evolução tecnológica, o aprimoramento do conhecimento, o uso de 
ferramentas de avaliação dos ambientes de trabalho e a modernização dos processos 
industriais incorporando equipamentos mais seguros são o caminho para alcançar este 
objetivo. 
 
6.1.4 Graus de insalubridade 
O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador a 
percepção de adicional, equivalente a: 
 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo; 
 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio; 
 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo; 
Como alguns agentes são mais danosos que outros, a insalubridade está classificada 
em graus mínimo, médio e máximo, comportamentos adicionais distintos para cada categoria. 
No quadro abaixo podemos ver o percentual de cada risco ambiental preconizado pela NR15: 
 
 
 
 
 
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Graus de insalubridade 
 
 
6.1.5 Neutralização da insalubridade 
Neutralizar significa tornar-se nulo, anular. A NR15 preconiza que há duas 
possibilidades de neutralizar a insalubridade. Neste caso não será mais devido o 
pagamento do adicional de insalubridade, tampouco o enquadramento de aposentadoria 
especial. 
A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: 
a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho 
dentro dos limites de tolerância: São quaisquer medidas que o empregador adote visando 
manter o ambiente abaixo dos limites de tolerância, como exemplo, a instalação de um 
exaustor para a captação de poeiras geradas no processo produtivo; o enclausuramento de um 
motor visando reduzir a intensidade de ruído no ambiente etc. 
 
b) com a utilização de equipamento de proteção individual: Os EPI‘s possuem 
características que possibilitam reduzir os efeitos da nocividade dos agentes em relação aos 
limites de tolerância. Por exemplo: existem Protetores Auriculares que possuem fator de 
atenuação de 16 dB. Assim, se um trabalhador fica exposto a 95 dB durante 8 horas e utiliza o 
Protetor Auricular, o ruído a que ficará exposto, na verdade, será de 79 dB (95 – 16) ficando 
com uma exposição abaixo do limite de tolerância, pois o ruído abaixo de 85 dB não é 
considerado pela NR15 como insalubre. 
 
6.2 Periculosidade 
São consideradas atividades perigosas aquelas que, por sua natureza ou métodos de 
trabalho, impliquem no contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de 
risco acentuado. O contato do empregado com energia elétrica também confere direito ao 
adicional de periculosidade (Lei 7.369/85). 
Periculoso significa perigoso, portanto, operações e atividades periculosas são 
aquelas que expõem o trabalhador a risco de vida. 
A Norma que estabelece as regras para as operações e atividades periculosas é a NR16 
– “Operações e Atividades Periculosas”, Portarias, Decretos e leis. 
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A periculosidade é a circunstância em que o empregado está sujeito ao risco, 
normalmente risco de vida, por 4 agentes perigosos elencados pela legislação: explosivos, 
inflamáveis, eletricidade e radiações ionizantes. 
É claro que o vigilante de banco, o motorista de carro forte, o socorrista das estradas, 
além de tantos outros, estão sujeitos ao perigo. Entretanto, os agentes a que estão submetidos 
não se classificam, pelo menos em nossa legislação, como periculosos. 
 
6.2.1 Adicional de Periculosidade 
Os trabalhadores que exercem atividades periculosas têm direito a uma 
remuneração adicional de 30% sobre o salário que perceber. 
O adicional de periculosidade é de 30% sobre o salário contratado, não inclui no 
cálculo os acréscimos decorrentes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da 
empresa. Importante lembrar o adicional será devido para as atividades em contato 
permanente (trabalho contínuo na área de risco) e em contato intermitente (trabalho não 
contínuo, mas constantes). Só não é devido quando o contato for eventual. 
 
 
 Atividade: 
1. De três exemplos de atividades/funções que possuam grau de insalubridade máximo, 
médio, bem como adicional de periculosidade. 
 
2. Um trabalhador, em atividades insalubres de grau máximo, receberá o adicional de: 
a) 05% do salário mínimo regional. 
b) 10% do salário do trabalhador. 
c) 20% do salário mínimo regional. 
d) 30% do salário base da sua categoria. 
e) 40% do salário mínimo regional. 
 
3. Se o trabalhador exercer atividade insalubre e perigosa, simultaneamente, o adicional 
devido será o: 
a) de maior valor. 
b) escolhido pelo Ministério do Trabalho. 
c) escolhido pelo empregador. 
d) da atividade preponderante. 
e) determinado pelo Sindicato da categoria. 
 
4. O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional sobre seu 
o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros 
da empresa na ordem de: 
a) 15% 
b) 20% 
c) 25% 
d) 30% 
e) 35% 
 
5. A insalubridade proporciona ao trabalhador o adicional de grau máximo, que é de 40% 
sobre o salário-mínimo regional, em dois tipos de riscos físicos, que são: 
a) ruído e calor. 
b) ruído e radiação ionizante. 
c) vibrações e radiação não ionizante. 
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d) calore trabalho sob condição hiperbárica. 
e) radiação ionizante e trabalho sob condição hiperbárica. 
 
6. Considerando o que são atividades insalubres e perigosas, identifique quais atividades 
desenvolvidas abaixo faz jus ao adicional de insalubridade e/ou periculosidade e por que. 
 
a) Em um posto de abastecimento de combustíveis trabalham na área de abastecimento, 6 
horas por dia e utilizando medidas de proteção adequada, 4 operadores de bomba e 1 servente. 
( ) Adicional de insalubridade ( ) Adicional de periculosidade ( ) Neutralizado 
 
b) Em um restaurante, o cozinheiro realiza sua atividade, sem qualquer tipo de proteção, 
exposto 8 horas diárias ao ruído de 95 dB. 
( ) Adicional de insalubridade ( ) Adicional de periculosidade ( ) Neutralizado 
 
c) Em um hospital especializado em doenças infecto contagiosas, os médicos trabalham, sem 
as devidas medidas de proteção, em contato direto com os pacientes portadores de HIV. 
( ) Adicional de insalubridade ( ) Adicional de periculosidade ( ) Neutralizado 
 
d) Em uma indústria de sacos plásticos, das 08 horas diárias de atividade, o trabalhador fica 
exposto 04 horas ao ruído de 88 dB, sem protetor auricular. 
( ) Adicional de insalubridade ( ) Adicional de periculosidade ( ) Neutralizado 
 
7. Diferencie ambiente Insalubre de Periculoso. 
 
8. Associe os Adicionais com sua respectiva atividade 
a) 40% b) 30% c) 20% d) 10% e) NULA 
 
( ) Motorista de ônibus – vibração acima do 
LT 
( ) Eletricista 
( ) Trabalho em câmara fria usando todos os 
EPI´s 
( ) Motorista de líquidos inflamáveis 
( ) Operador de máquina com ruído 80 
dB/8h 
( ) Contato com agente biológicos - coveiro 
( ) Padeiro – calor acima do LT ( ) Técnico em Radiologia 
( ) Minerador – poeira acima do LT ( ) Mergulhador 
 
* Legenda: LT – Limite de Tolerância 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - 
é um grupo de trabalhadores que, além de exercerem suas 
atividades normais na empresa, contribuem, para a melhoria 
das condições de trabalho. 
Portanto, o objetivo da CIPA é observar e relatar as 
condições de riscos nos ambientes de trabalho e solicitar medidas 
para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os 
mesmos, de forma a preservar a saúde e integridade física de todos os trabalhadores. 
Seu papel mais importante é o de estabelecer uma relação de diálogo e 
conscientização, de forma criativa e participativa, entre empregador e empregados, em 
relação à forma como os trabalhos são realizados, objetivando sempre melhorar as 
condições de trabalho, visando a humanização do trabalho. 
 
7.1 Breve histórico da CIPA 
A CIPA surgiu em 1921 através da OIT – Organização Internacional do Trabalho, 
que, ao demonstrar crescente preocupação com o tema ―acidentes do trabalho‖, recomendou 
às empresas constituírem um grupo de trabalhadores que, além de realizar seus trabalhos 
normais, tivessem um ―olhar crítico‖ em relação à segurança do trabalho. 
No Brasil, a CIPA foi instituída através do Decreto-lei n. 7.306, de 10 de Novembro 
de 1944, consagrando, assim, a comunhão de esforços de trabalhadores e de empregadores 
em busca da prevenção de acidentes do trabalho. 
Atualmente as atividades da CIPA é regulamentada pela Norma Regulamentadora - 
NR5 “Comissão Interna de Prevenção de Acidentes”. A NR5 estabelece as regras de 
constituição da CIPA, organização, atribuição, funcionamento, treinamento, processo 
eleitoral, entre outras. 
 
7.2 Constituição da CIPA 
Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento 
as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta 
e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras 
instituições que admitam trabalhadores como empregados. 
 
7.3 Objetivo 
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA - tem como objetivo a 
prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível 
permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do 
trabalhador. 
 
7.4 Organização 
A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de 
acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I da NR-5, onde os representantes dos 
empregadores, titulares e suplentes, serão por eles designados e os representantes dos 
empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, 
independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados. 
7. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - 
CIPA 
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O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida 
uma reeleição. 
É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de 
direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura 
até um ano após o final de seu mandato. 
Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas 
atividades normais na empresa, sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem 
a sua anuência. 
 
7.5 Representantes 
O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os 
representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente. 
Será indicado, de comum acordo com os membros da CIPA, um secretário e seu 
substituto, entre os componentes ou não da comissão, sendo neste caso necessária a 
concordância do empregador. 
 
7.6 Dimensionamento 
Para que se entenda como é dimensionada a quantidade de Cipeiros de uma empresa, 
primeiramente é necessário identificarmos em qual grupo de similaridade a empresa pertence, 
observando o Quadro III da NR5. 
Neste quadro temos todas as atividades econômicas com seus respectivos grupos: 
 
QUADRO III Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, 
com correspondente agrupamento para dimensionamento de CIPA PARCIAL E 
ADAPTADO PELA PROFESSORA. 
 
 
Com a identificação do grupo de similaridade que varia de C-1 a C35 (Ex.: C-1 
―MINERAIS‖; C-2 ―ALIMENTOS‖; C-3 ―TÊXTEIS‖ etc.), observamos no Quadro I o grupo 
que pertence a empresa e a quantidade de funcionários existentes, com esses dados são 
calculados a quantidade de integrantes da CIPA. 
Desta forma, o número mínimo de empregados para se constituir uma CIPA varia 
de acordo com o setor econômico onde está agrupada a empresa e a quantidade de 
empregados. 
 
QUADRO I - Dimensionamento de CIPA - PARCIAL e ADAPTADO PELA 
PROFESSORA 
 
 
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Exemplo Prático: Se uma empresa, por exemplo, possui o CNAE 34.10-0 “Fabricação de 
Automóveis, Camionetas e Utilitários”, grupo C-16, e tem em seu quadro de pessoal 3.200 
trabalhadores: 
 
O dimensionamento da CIPA será de: 
 Representantes do empregador: 10 efetivose 7 suplentes (designados) 
 Representantes dos empregados: 10 efetivos e 7 suplentes (eleitos) 
Importante ressaltar que, os números contidos no Quadro I dizem respeito apenas a 
cada uma das representações. Assim, para se fixar a quantidade correta dos titulares e 
suplentes na CIPA, é necessário que tais números sejam duplicados, tendo em vista que a 
Comissão é um organismo que possui duas bancadas (dos empregados e dos empregadores). 
 
Fique por dentro! 
Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsável 
pelo cumprimento dos objetivos da NR-5, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, 
através de negociação coletiva. 
 
7.7 Regras gerais da CIPA 
 Eleitos por ordem decrescente de votos: Os membros da CIPA, titulares e suplentes, 
serão eleitos considerando a ordem decrescente de votos recebidos; 
 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma 
reeleição; 
 Estabilidade de emprego do cipista ELEITO e seu SUPLENTE: É vedada a 
dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção 
da CIPA desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu 
mandato; 
―Entende-se por despedida arbitrária aquela que não se fundar em motivo disciplinar, 
técnico, econômico ou financeiro (art. 165 da CLT)‖. 
 Proibição de transferência de estabelecimento: Serão garantidas aos membros da 
CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa, 
sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência. 
 
7.8 Atribuições da CIPA 
a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a 
participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde 
houver; 
b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de 
problemas de segurança e saúde no trabalho; 
c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção 
necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho; 
d) realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho 
visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e 
saúde dos trabalhadores; 
e) realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano 
de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas; 
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f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no 
trabalho; 
g) requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou 
setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos 
trabalhadores; 
h) participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador da 
análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução 
dos problemas identificados; 
i) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana 
Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT. 
 
6.8.1 Cabe aos empregados: 
 participar da eleição de seus representantes; 
 colaborar com a gestão da CIPA; 
 indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões 
para melhoria das condições de trabalho; 
 observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de 
acidentes e doenças decorrentes do trabalho. 
 
6.8.2 Cabe ao Presidente da CIPA: 
 convocar os membros para as reuniões da CIPA; 
 coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao SESMT, quando 
houver, as decisões da comissão; 
 manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA; 
 coordenar e supervisionar as atividades de secretaria; 
 delegar atribuições ao Vice-Presidente; 
 
6.8.3 Cabe ao Vice-Presidente: 
 executar atribuições que lhe forem delegadas; 
 substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos 
temporários; 
 
6.8.4 Cabe ao Presidente e o Vice-Presidente da CIPA em conjunto: 
 cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de 
seus trabalhos; 
 coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivos 
propostos sejam alcançados; 
 delegar atribuições aos membros da CIPA; 
 promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver; 
 divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento; 
 encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA; 
 constituir a comissão eleitoral. 
 
6.8.5 Cabo ao Secretário da CIPA: 
 acompanhar as reuniões da CIPA, e redigir as atas apresentando-as para aprovação e 
assinatura dos membros presentes; 
 preparar as correspondências; e 
 outras que lhe forem conferidas. 
 
 
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7.9 Funcionamento 
A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário 
preestabelecido. As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o expediente 
normal da empresa e em local apropriado. 
As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamento de 
cópias para todos os membros. 
Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: 
a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação 
de medidas corretivas de emergência; 
b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal; 
c) houver solicitação expressa de uma das representações. 
As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso. 
O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a 
mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa. 
A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será suprida por suplente, 
obedecida à ordem de colocação decrescente registrada na ata de eleição, devendo o 
empregador comunicar à unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego as 
alterações e justificar os motivos. 
 
7.10 Treinamento 
A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e 
suplentes, antes da posse. 
a) O treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os seguintes itens: 
b) estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do 
processo produtivo; 
c) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho; 
d) noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos riscos 
existentes na empresa; 
e) noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS, e medidas de 
prevenção; 
f) noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde 
no trabalho; 
g) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos; 
h) organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da 
Comissão. 
O treinamento terá carga horária de vinte horas, distribuídas em no máximo oito 
horas diárias e será realizado durante o expediente normal da empresa. 
O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, entidade patronal, 
entidade de trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre aos temas 
ministrados. 
 
7.11 Processo eleitoral 
O processo eleitoral observará as seguintes condições: 
a) publicação e divulgação de edital, em locais de fácil acesso e visualização, no mínimo 
45 dias antes da datamarcada para a eleição; 
b) inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para inscrição será de 
quinze dias; 
c) liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, 
independentemente de setores ou locais de trabalho, com fornecimento de 
comprovante; 
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d) garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição; 
e) realização da eleição no mínimo trinta dias antes do término do mandato da CIPA, 
quando houver; 
f) realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários de turnos e 
em horário que possibilite a participação da maioria dos empregados. 
g) voto secreto; 
h) apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanhamento de 
representante do empregador e dos empregados, em número a ser definido pela 
comissão eleitoral; 
i) faculdade de eleição por meios eletrônicos; 
j) guarda, pelo empregador, de todos os documentos relativos à eleição, por um período 
mínimo de cinco anos. 
Havendo participação inferior a cinqüenta por cento dos empregados na votação, 
não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá organizar outra votação 
que ocorrerá no prazo máximo de dez dias. 
Assumirão a condição de membros titulares e suplentes, os candidatos mais votados. 
Em caso de empate, assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no 
estabelecimento.
7.12 Semana Interna de Prevenção de Acidente do Trabalho - SIPAT 
Uma das atribuições da CIPA é promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, 
a Semana Interna de Prevenção de Acidentes, conhecida como SIPAT. 
Para tanto é necessária a motivação dos funcionários. Uma das formas de motivar os 
funcionários a participar é fazer com que os mesmos se sintam responsáveis por ela, 
colaborando na sua preparação. O empregado pode sugerir e propor atividades pelas quais 
tenha interesse. 
 
7.12.1 Algumas sugestões a serem desenvolvidas durante a SIPAT 
 Palestras ou conferências; 
 Concurso de frases e cartazes; 
 Projeção de filmes ou ―slides‖sobre prevenção de acidente; 
 Redação de filhos de funcionários; 
 Visita de familiares a empresa; 
 Gincana; 
 Atividades recreativas; 
 Concurso de fotos; 
 Peças teatrais; 
 Concurso de músicas com temas relacionados à prevenção de acidentes. 
 
 
 Atividade 
 
1. Com relação às questões relacionadas à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes 
(CIPA) e ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho 
(SESMT), no âmbito da empresa pública hipotética apresentada acima, julgue os itens 
subseqüentes. 
___ A empresa deve constituir uma CIPA, conforme a Norma Regulamentadora n.º 5, do 
MTE. 
___O presidente da CIPA não pode ser reeleito para um terceiro mandato consecutivo. 
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___Caso a empresa constitua um SESMT, um dos seus membros poderá ser um dentista do 
trabalho. 
___Para cumprir as exigências mínimas da Norma Regulamentadora n.º 4, do MTE, será 
necessário contratar um engenheiro de segurança do trabalho para o SESMT. 
___No SESMT, os técnicos de segurança devem estar subordinados hierarquicamente ao 
engenheiro de segurança. 
___O mapa de riscos da empresa deve ser elaborado pelo SESMT e corrigido pela CIPA. 
___Após a posse dos membros de uma nova gestão da CIPA, deve-se elaborar um novo mapa 
de riscos para a empresa. 
___Os representantes titulares do empregador devem ser aprovados pelos representantes dos 
empregados. 
 
2. Qual a importância da CIPA em uma empresa? 
 
3. Qual a necessidade de se treinar a CIPA? 
 
4. Quais as vantagens de ser membro da CIPA? 
 
5. Quais as responsabilidades do empregador em relação a CIPA? 
 
6. Quem deve ser o presidente e o vice-presidente da CIPA? 
 
7. Quais os conteúdos mínimos do curso de formação da CIPA? Cite três. 
 
8. Cite 03 (três) atribuições da CIPA e faça comentário de sua importância. 
 
9. Qual a diferença entre SESMT e CIPA? 
 
10. O que é a SIPAT? Quando e porque ela deve existir? 
 
11. Dimensione o número de cipeiros das empresas a seguir: 
a) S& S Calçados (Grupo C-9) que contém 1200 funcionários. 
b) Mineração Potiguar (Grupo C-7) que contém 2509 funcionários. 
c) Oficina sem nome (Grupo C-8) que contém 19 funcionários. 
 
 
 
 
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Ma Rosana Nogueira Fernandes de Queiroz. e-mail: rosananfqueiroz@gmail.com, 
 
1. ALEXANDRE Itiu Seito et al. A Segurança Contra Incêndio. São Paulo: Projeto 
Editora, 2008. 496 p. 
2. ARAÚJO, Giovanni Morais. Legislação de Segurança e Saúde Ocupacional. Rio 
de Janeiro: GVC, 2008. 2 ed. 
3. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14280: Cadastro 
de acidente do. 
4. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Extintor de incêndio 
classe A - Ensaio de fogo em engradado de madeira. NBR 9443:02. Rio de Janeiro: 
2002. 
5. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Sistema de Iluminação 
de Emergência – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR-10898:1999. 
Rio de Janeiro: 2002. 
6. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Extintor de incêndio 
classe B - Ensaio de fogo em líquido inflamável. NBR 9444:02. Rio de Janeiro: 
2002. 
7. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Extintores de incêndio 
com carga de pó. NBR 10721:04. Rio de Janeiro: 2004. 
8. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Extintores de incêndio 
com carga d’água. NBR 11715:03. Rio de Janeiro: 2003. 
9. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Extintores de incêndio 
com carga de dióxido de carbono (gás carbônico). NBR 11716:04. Rio de Janeiro. 
2004. 
10. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Extintores de incêndio 
com carga para espuma mecânica. NBR 11751:03. Rio de Janeiro: 2003. 
11. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Sistemas de proteção 
por extintores de incêndio. NBR 12693:93. Rio de Janeiro: 1993. 
12. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Inspeção, manutenção e 
recarga em extintores de incêndio. NBR 12962:98. Rio de Janeiro: 1998. 
13. BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os planos de benefícios 
da Previdência Social e dá outras providências. Brasília, 1991. Disponível em: 
<http://www3.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/42/1991/8213.htm>. Acesso em: 18 
ago. 2009. 
14. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos 
nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 2 ed. 
15. COSTA, Anjelo; MARIZ, Francisco. Segurança do trabalho: defenda essa causa. 
Natal: ETFRN. 1989. 
16. FURSTENAU, Eugênio Erny. Segurança do Trabalho. Rio de Janeiro: ABPA, 1985. 
17. GIOVANNI MORAES de. Normas regulamentadoras comentadas. Rio de Janeiro. 
6° edição. Ed GVC, 2007. 
18. GONÇALVES, Edwar Abreu. Manual de segurança e saúde no Trabalho. São 
Paulo: LTR, 2000. 
19. HP - Hewlett-Packard Company. Guia de Segurança e Conforto. Setembro de 2002. 
2ª Edição. 
Referencial Bibliográfico 
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Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br, site: www.professorapriscylla.com.br 
Ma Rosana Nogueira Fernandes de Queiroz. e-mail: rosananfqueiroz@gmail.com, 
20. INFORMATIVO DA CIPA. Acidentes e doenças do trabalho. Disponível em: 
<http://www.santos.sp.gov.br/administracao/cipa/acidenteedoencadotrabalho.htm>.Acesso em: 18 ago. 2009. 
21. Ministério da Previdência Social. Disponível em: <http://mpas.gov.br> 
22. MONTEIRO, Celso. Como funciona a previdência social. Disponível em: 
<http://pessoas.hsw.uol.com.br/previdencia-social-brasil3.htm>. Acesso em: 18 ago. 
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23. NR‘s / Ministério do Trabalho e Emprego. 
24. OLIVEIRA, Sebastião Geraldo. Indenizações por acidente do trabalho ou doença 
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25. OLIVEIRA, Uanderson Rebula de. Ergonomia Higiene e Segurança do Trabalho. 
São Paulo, Campus Resend, 2009. 2ª Edição. 
26. OLIVEIRA, Sebastião Geraldo. Proteção Jurídica a Segurança e Saúde no 
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27. REVISTA PROTEÇÃO. Anual brasileiro de proteção 2007. São Paulo. Ed. Pallotti. 
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28. SAAD, Eduardo Gabriel (Org.). Introdução à segurança do trabalho: textos básicos 
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29. SALIBA, Tuffi Messias; CORRÊA, Márcia Angelim C.; AMARAL, Lênio Sérvio. 
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30. SALIBA, Tuffi Messias. Curso básico de segurança e higiene ocupacional. São 
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31. Sindicato dos Metalúrgicos: Vítimas dos Ambientes de Trabalho. São Paulo, 2000. 
32. TORREIRA, Raúl Peragallo. Manual de segurança industrial. São Paulo. Margus, 
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Bibliografia Complementar 
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2. Segurança e Saúde. Disponível em: http:www.seguracaesaude.com.br 
3. Blog Professor Uanderson Rebula. Disponível em: 
www.uandersonrebula.blogspot.com 
4. Fundacentro. Disponível em: http://www.fundacentro.gov.br/ 
5. Site sobre Segurança e Trabalho. Disponível em: http://www.saudeetrabalho.com.br/ 
6. Site sobre Segurança e Trabalho. Disponível em: http://www.animaseg.com.br/ 
7. Site sobre Acidente do Trabalho. Disponível em: 
http://www.acidentedotrabalho.adv.br/ 
8. Revista Segurança. Disponível em: http://www.revistaseguranca.com 
9. Site sobre Segurança no Trabalho. Disponível em: 
http://www.segurancanotrabalho.net/

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