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UNIDADE 5 - Fundamentos de Controle de Ruído Industrial - MEDIDAS DE CONTROLE DE RUÍDO

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Fundamentos do Controle 
de Ruído Industrial
Medidas de Controle do Ruído
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Fernanda Anraki Vieira
Revisão Textual:
Prof. Esp. Claudio Pereira do Nascimento
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Medidas de Controle;
• Norma Regulamentadora 6 (NR-6).
Fonte: iStock/Getty Im
ages
Objetivos
• Demonstrar a sequência de ações a serem tomadas no controle do ruído (na fonte, trajetória 
e no trabalhador;
• Apresentar os tipos de protetores auditivos e requisitos para cumprimento da NR-6.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o 
último momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Medidas de Controle do Ruído
UNIDADE 
Medidas de Controle do Ruído
Contextualização
Agora que já sabemos como avaliar os níveis de ruído no ambiente, é necessário apren-
der sobre as possíveis medidas de controle do ruído. Cada caso é único e deve ser avaliado 
considerando a viabilidade e eficácia das medidas de controle.
Medidas de controle mal determinadas podem ocasionar a falsa sensação de proteção, 
além de gerar custos desnecessários às organizações. A prioridadedeve ser sempre dire-
cionada para a eliminação/redução do nível de ruído da fonte geradora e, por último, a 
adoção de medidas administrativas ou no trabalhador.
Na necessidade da adoção de protetores auriculares, deve-se realizar um estudo para 
selecionar os protetores adequados ao risco, treinar os trabalhadores para seu uso, subs-
tituí-los periodicamente e registrar o fornecimento. 
Todas as ações mencionadas também impactam diretamente na gestão de risco do 
agente físico ruído.
Assistiremos a um último vídeo do Napo para fecharmos nossas reflexões.
Assista ao vídeo e reflita com Napo. Disponivel em: https://youtu.be/tTcUeJwzFqk
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Medidas de Controle
A propagação do som ocorre em forma de ondas esféricas a partir da fonte. Duas situ-
ações podem dificultar essa propagação:
• a presença de obstáculos na trajetória do som;
• a não uniformidade do meio, por exemplo, ventos e/ou gradientes de temperatura 
(GERGES, 2000; SALIBA, 2018).
A NR-9, que trata do PPRA, diz quedeverão ser adotadas as medidas necessárias sufi-
cientes para o estudo, desenvolvimento e implantação de medidas de proteção coletiva, 
obedecendo à seguinte hierarquia:
a) medidas que eliminam ou reduzam a utilização ou a formação de agentes prejudi-
ciais à saúde;
b) medidas que previnam a liberação ou disseminação desses agentes no ambiente 
de trabalho;
c) medidas que reduzam os níveis ou a concentração desses agentes no ambiente de 
trabalho (BRASIL, 1978).
Quando comprovado pelo empregador, a inviabilidade técnica da adoção de medidas 
de proteção coletiva ou quando estas não forem suficientes ou encontrarem-se em fase de 
estudo, planejamento ou implantação, ou ainda em caráter complementar ou emergen-
cial, deverão ser adotadas outras medidas, obedecendo-se à seguinte hierarquia:
a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho;
b) utilização de equipamento de proteção individual – EPI (BRASIL, 1978).
Logo, a hierarquia de controle atua primeiramente na fonte, em seguida na trajetória e 
por último no trabalhador. A implantação das medidas de controle deve ser acompanhada 
de treinamento dos trabalhadores e avaliação da eficácia destas (BRASIL, 1978).
Controle na Fonte
É a medida mais indicada no controle de ruído, vez que elimina ou reduz os níveis de 
ruído emitidos no ambiente. O momento mais apropriado é no planejamento das insta-
lações, onde pode-se optar por adquirir equipamentos menos ruidosos e sistematizar o 
layout da forma mais conveniente (SALIBA, 2018).
Uma vez que a instalação já existe, o controle na fonte pode ser feito através de outras 
medidas, como por exemplo:
• Substituição de equipamentos por outros menos ruidosos;
• Manutenção preventiva nos equipamentos;
• Lubrificação periódica das partes e componentes dos equipamentos;
• Reduzir impactos, quando estes existirem e forem possíveis;
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UNIDADE 
Medidas de Controle do Ruído
• Programar as operações de modo que o mínimo de equipamentos permaneça liga-
dos simultaneamente;
• Entre outras (SALIBA, 2018). 
Controle na Trajetória
 Quando o controle na fonte não é possível, deve-se estudar a possibilidade de medidas 
de controle na trajetória de propagação do som. Neste caso, a intensidade do ruído produ-
zida é a mesma, porém, é atenuada através de absorção ou isolamento (SALIBA, 2018).
A absorção ocorre quando o som encontra uma superfície composta de materiais 
porosos ou fibrosos. Os coeficientes de absorção dos materiais variam conforme a 
frequência do som. Já o isolamento consiste em evitar a transmissão do som de um 
ambiente para outro, fazendo o uso de materiais isolantes (SALIBA, 2018)
No caso do isolamento, é possível se isolar a fonte, por exemplo, na construção de 
uma barreira entre a fonte de ruído e o meio para evitar a propagação do som. Também é 
possível isolar o receptor, quando se impõe uma barreira entre a fonte e o indivíduo expos-
to ao ruído, por exemplo, na implantação de cabines em equipamentos (SALIBA, 2018).
Controle no Trabalhador
Não sendo possível o controle na fonte e na trajetória, deve-se adotar medidas no tra-
balhador, que contemplam medidas administrativas para reduzir sua exposição ou o uso de 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
Quanto às medidas administrativas, a limitação do tempo de exposição do trabalhador 
consiste em reduzir o tempo de exposição aos níveis de ruído elevados. Isso pode ser 
feito, por exemplo, através de rodízio entre os trabalhadores. Para o sucesso dessas me-
didas, um estudo sistemático do tempo das tarefas, métodos de trabalho, monitoramento 
de ruído etc., deve ser cuidadosamente realizado (SALIBA, 2018).
Já o controle do ruído feito pelo uso de EPI deve considerar alguns fatores, tais como:
• Seleção do EPI;
• Fator de atenuação;
• Uso efetivo durante a exposição;
• Vida útil e periodicidade de troca (SALIBA, 2018).
Norma Regulamentadora 6 (NR-6)
A Norma Regulamentadora 6 (NR-6), que trata dos Equipamentos de Proteção 
Individual (EPI), estabelece os critérios para fornecimento de EPI ao trabalhador. Con-
sidera-se EPI todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, 
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no traba-
lho (BRASIL, 1978).
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O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só 
poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação 
(CA) expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no 
trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (BRASIL, 1978).
A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao 
risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes

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