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Questões resolvidas

Ainda nos dias de hoje, o governo paraguaio deseja ter de volta o canhão denominado “O Cristão”, capturado como troféu pelo Brasil, em 1870, após o término da guerra do Paraguai. Por um lado, o presidente do Paraguai em 2013, Federico Franco, afirmou que não haveria “paz nem entre os soldados nem entre a sociedade paraguaia enquanto não for recuperado o canhão Cristão”. Por outro, o historiador brasileiro Francisco Doratioto afirmou que “o canhão faz parte da história do Brasil, também” (Citações de “Paraguai exige do Brasil a volta do Cristão trazido como troféu de guerra”. Folha de S. Paulo, 18/4/2013.).
Considerando a questão entre memória e história, por que existe esta disputa em torno do canhão “O Cristão”?
A - Por conta da necessidade do Paraguai em construir uma memória nacionalista para o próprio país, inexistente desde o final do século XIX.
B - Por conta de seu valor comercial, o Brasil nega-se à devolução do canhão, considerando a possibilidade dos recursos financeiros que podem advir de sua venda.
C - Porque o Paraguai culpa o Brasil pelo início da guerra, e acredita que capturando o canhão brasileiro “O Cristão” passaria a ser considerado o país vitorioso.
D - Porque se trata do símbolo de certa memória e, com isso, das pessoas que as criaram, do momento histórico que representam, da mensagem que carregam.
E - Porque toda tradição é inventada e, em sendo assim, Paraguai deseja reescrever a história a partir de objetos que estão em poder do Brasil.

Considerando o significado desses conceitos dentro do marxismo, são exemplos de infraestrutura e de superestrutura:
A - Infraestrutura: biologia; superestrutura: história.
B - Infraestrutura: cultura; superestrutura: economia.
C - Infraestrutura: economia; superestrutura: cultura.
D - Infraestrutura: Marx; superestrutura: Engels.
E - Infraestrutura: política; superestrutura: religião.

Das alternativas abaixo, qual apresenta uma relação existente entre memória social e a memória individual?
A - A memória individual cria a memória social.
B - A memória individual é a memória coletiva, e a memória social é história.
C - A memória individual é influenciada pela memória social.
D - A memória social poder ser fonte história, a individual, não.
E - Não há relações entre a memória individual e a memória social.

Considerar que o tempo histórico tem velocidades diferentes para sociedades separadas no tempo e no espaço, significa dizer:
A - Que as sociedades sem relógios precisos não tinham condições de entender de forma adequada a magnitude de certas modificações sociais.
B - Que em épocas diferentes, uma quantidade maior de mudanças pode ocorrer, e uma sociedade pode se acreditar vivendo em uma era mais dinâmica.
C - Que nas sociedades pré-industriais o tempo passava de forma menos acelerada, devido à ausência da preocupação com o resultado das atividades.
D - Que o conceito de tempo reflete opções econômicas e políticas, sendo resultado de determinado controle estatal visando à maximização da produção.
E - Que países como o Brasil estão historicamente atrasados, pois não desenvolveram uma adequada tecnologia de produção de relógios.

A seguir, leia um trecho do depoimento do historiador britânico John Clapham (1873-1946), a respeito de sua experiência na leitura de documentos históricos. É muito fácil fazer isso de forma despercebida. Trinta anos atrás eu li e sublinhei ‘Travels in France’ de Arthur Young, e ensinei a partir das passagens marcadas. Cinco anos atrás eu o li novamente, para descobrir que toda vez que Young mencionava um francês infeliz eu o sublinhava, mas as várias referências a franceses felizes e prósperos, eu mantinha sem sublinhar (Apud THOMPSON, 1987, p. 210).
A respeito da objetividade na leitura de documentos históricos, é correto afirmar:
A - A neutralidade só é possível de ser obtida nos textos históricos se interesses pessoais forem excluídos da prática histórica, e isso só é possível após muito treinamento junto às fontes.
B - Ainda que a completa neutralidade não seja possível, a explicitação dos próprios pressupostos e objetivos pode levar o trabalho histórico em direção à objetividade.
C - Enquanto os historiadores metódicos acreditavam que a objetividade não era possível, a Escola de Annales defendia a possibilidade de objetividade obtida por meio do rigor teórico.
D - Só serão objetivos os trabalhos em que o historiador apresenta um distanciamento tanto cronológico (ao estudar outra época) quanto espacial (um lugar diferente de onde vive).
E - Todo historiador lê suas fontes a partir de uma determinada perspectiva, o que significa afirmar que são válidas todas as conclusões extraídas a partir de um determinado documento.

Edward Thompson, historiador britânico marxista, assim se refere à importância da experiência formação do “ser social”, ou seja, das pessoas: Se isolarmos a evidência singular para um exame à parte, ela não permanece submissa, como a mesa, ao interrogatório: agita-se, nesse meio tempo, ante nossos olhos. Essas agitações, esses acontecimentos, se estão dentro do “ser social”, com frequência parecem chocar-se, lançar-se sobre, romper-se contra a consciência social existente. Propõem novos problemas e, acima de tudo, dão origem continuadamente à experiência. (THOMPSON, 1978, p. 199)
Sobre o pensamento de Thompson, é correto afirmar:
a. Em sendo marxista, Thompson acreditava que a economia era a infraestrutura que determinava a maneira pelas quais as pessoas pensavam e agiam.
b. Thompson acreditava que o indivíduo não seria importante em uma análise histórica, mas apenas o contexto social, político e econômico em que estava inserido.
c. Para Thompson, a economia não determina a forma como as pessoas agem, mas a experiência que as pessoas constroem a partir da vida que levam.
d. Para historiadores da Nova Esquerda Inglesa, o processo histórico deveria ser analisado a partir de uma perspectiva de linearidade temporal e voluntarismo.
e. Segundo Thompson, o ser social age apenas de acordo com determinadas convenções culturais, tendo sua experiência de classe pouca ou nenhuma influência sobre suas ações.

Instalada em maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade procurou cumprir, ao longo de dois anos e meio de atividade, a tarefa que lhe foi estipulada na Lei no 12.528, de 18 de novembro de 2011, que a instituiu. Empenhou-se, assim, em examinar e esclarecer o quadro de graves violações de direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional. (BRASIL, 2015, p. 15).
Sobre a Comissão Nacional da Verdade, é correto dizer:
a. Por meio de depoimentos de agentes e vítimas da repressão, conseguiu estabelecer a inocência do Estado brasileiro nas violações de direitos humanos de membros da oposição.
b. Apesar de ter sido criada para investigar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, suas atividades se centraram nas ações do Estado brasileiro durante o regime militar.
c. Por meio de suas atividades, conseguiu reestabelecer a verdade da história, que até então era desconhecida por historiadores e ausente de livros didáticos.
d. Buscou recuperar as razões das ações pelas quais antigos membros do Partido Comunista foram perseguidos e torturados, especialmente durante o governo Vargas.
e. Seus resultados são historicamente irrelevantes, pois a Comissão não se utilizou de métodos históricos para obter depoimentos, analisar documentos e confrontar versões.

No final de sua obra “Emílio, ou da educação”, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) pretende ensinar como deve se comportar uma mulher em relação a seu marido: Querida Sofia, tranquiliza-te; o que te dei foi um homem, não tenha medo de tomá-lo como tal (...). Ao se tornar teu marido, o Emílio tornou-se teu chefe; cabe a ti obedecer, como quis a natureza; e foi para te dar tanta autoridade sobre o coração dele quanto seu sexo lhe dá sobre a tua pessoa que fiz de ti o árbitro dos prazeres dele. Isso te custará penosas privações, mas reinarás sobre ele se souberes reinar sobre ti mesma (ROUSSEAU, 2004, p. 709). “Cabe a ti obedecer, como quis a natureza”: para Rousseau era da “natureza” da mulher obedecer, da mesma forma que a do homem, mandar. Considerando este trecho, e sua relação com a análise histórica, pode-se afirmar que:
a. O texto de Rousseau remete ao conceito de curta duração, de Braudel.
b. Algo que é considerado natural é imutável e, portanto, não possui história.
c. Rousseau tem uma visão teleológica da história, pois é a natureza que molda comportamentos.
d. Rousseau acredita que os comportamentos devem ser contrários à natureza.
e. A feminilidade e a masculinidade são dados biológicos e, assim, não mudam.

A partir da análise da imagem abaixo, e do texto que se segue, assinale a alternativa adequada.
A imagem apresenta um grupo de fotógrafos estadunidenses da década de 1920 fazendo uma selfie, ou seja, uma foto de si mesmos, antecipando uma tendência que se tornará comum nas primeiras décadas do século XXI. Tendo como base seus estudos a respeito do tempo histórico, é possível afirmar:
a. Eventos como o registrado na imagem não podem ser identificados em linhas do tempo, pois se referem a ações de várias pessoas diferentes.
b. Uma mesma época pode ter diferentes temporalidades, e mesmo ações contemporâneas como selfies podem ser encontradas em outros períodos.
c. Esta imagem é uma representação da evolução do controle do tempo nas sociedades industriais, gerando a preocupação com a gestão do trabalho.
d. Ações que são estranhas a determinados períodos, como tirar uma selfie em 1920, demonstram a inutilidade dos recortes temporais.
e. A tecnologia permite que o tempo histórico seja registrado de forma precisa, inclusive por meio de imagens, resultado do barateamento das máquinas fotográficas.

Estas fotos mostram a rua da Quitanda, na cidade de São Paulo, em dois momentos diferentes, 1862 e 1887. Repare que as imagens foram tiradas a partir de um mesmo local.
Considerando as diversas formas pelas quais o tempo pode ser utilizado enquanto uma ferramenta histórica, a comparação entre estas duas imagens pode servir para:
a. Identificar o aumento do controle do tempo na sociedade paulista.
b. Construir uma cronologia da história política de São Paulo.
c. Identificar mudanças ocorridas na história da cidade na longa duração.
d. Compreender a perspectiva teleológica da história do Brasil.
e. Analisar as mudanças e permanências na estrutura urbana da cidade.

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Questões resolvidas

Ainda nos dias de hoje, o governo paraguaio deseja ter de volta o canhão denominado “O Cristão”, capturado como troféu pelo Brasil, em 1870, após o término da guerra do Paraguai. Por um lado, o presidente do Paraguai em 2013, Federico Franco, afirmou que não haveria “paz nem entre os soldados nem entre a sociedade paraguaia enquanto não for recuperado o canhão Cristão”. Por outro, o historiador brasileiro Francisco Doratioto afirmou que “o canhão faz parte da história do Brasil, também” (Citações de “Paraguai exige do Brasil a volta do Cristão trazido como troféu de guerra”. Folha de S. Paulo, 18/4/2013.).
Considerando a questão entre memória e história, por que existe esta disputa em torno do canhão “O Cristão”?
A - Por conta da necessidade do Paraguai em construir uma memória nacionalista para o próprio país, inexistente desde o final do século XIX.
B - Por conta de seu valor comercial, o Brasil nega-se à devolução do canhão, considerando a possibilidade dos recursos financeiros que podem advir de sua venda.
C - Porque o Paraguai culpa o Brasil pelo início da guerra, e acredita que capturando o canhão brasileiro “O Cristão” passaria a ser considerado o país vitorioso.
D - Porque se trata do símbolo de certa memória e, com isso, das pessoas que as criaram, do momento histórico que representam, da mensagem que carregam.
E - Porque toda tradição é inventada e, em sendo assim, Paraguai deseja reescrever a história a partir de objetos que estão em poder do Brasil.

Considerando o significado desses conceitos dentro do marxismo, são exemplos de infraestrutura e de superestrutura:
A - Infraestrutura: biologia; superestrutura: história.
B - Infraestrutura: cultura; superestrutura: economia.
C - Infraestrutura: economia; superestrutura: cultura.
D - Infraestrutura: Marx; superestrutura: Engels.
E - Infraestrutura: política; superestrutura: religião.

Das alternativas abaixo, qual apresenta uma relação existente entre memória social e a memória individual?
A - A memória individual cria a memória social.
B - A memória individual é a memória coletiva, e a memória social é história.
C - A memória individual é influenciada pela memória social.
D - A memória social poder ser fonte história, a individual, não.
E - Não há relações entre a memória individual e a memória social.

Considerar que o tempo histórico tem velocidades diferentes para sociedades separadas no tempo e no espaço, significa dizer:
A - Que as sociedades sem relógios precisos não tinham condições de entender de forma adequada a magnitude de certas modificações sociais.
B - Que em épocas diferentes, uma quantidade maior de mudanças pode ocorrer, e uma sociedade pode se acreditar vivendo em uma era mais dinâmica.
C - Que nas sociedades pré-industriais o tempo passava de forma menos acelerada, devido à ausência da preocupação com o resultado das atividades.
D - Que o conceito de tempo reflete opções econômicas e políticas, sendo resultado de determinado controle estatal visando à maximização da produção.
E - Que países como o Brasil estão historicamente atrasados, pois não desenvolveram uma adequada tecnologia de produção de relógios.

A seguir, leia um trecho do depoimento do historiador britânico John Clapham (1873-1946), a respeito de sua experiência na leitura de documentos históricos. É muito fácil fazer isso de forma despercebida. Trinta anos atrás eu li e sublinhei ‘Travels in France’ de Arthur Young, e ensinei a partir das passagens marcadas. Cinco anos atrás eu o li novamente, para descobrir que toda vez que Young mencionava um francês infeliz eu o sublinhava, mas as várias referências a franceses felizes e prósperos, eu mantinha sem sublinhar (Apud THOMPSON, 1987, p. 210).
A respeito da objetividade na leitura de documentos históricos, é correto afirmar:
A - A neutralidade só é possível de ser obtida nos textos históricos se interesses pessoais forem excluídos da prática histórica, e isso só é possível após muito treinamento junto às fontes.
B - Ainda que a completa neutralidade não seja possível, a explicitação dos próprios pressupostos e objetivos pode levar o trabalho histórico em direção à objetividade.
C - Enquanto os historiadores metódicos acreditavam que a objetividade não era possível, a Escola de Annales defendia a possibilidade de objetividade obtida por meio do rigor teórico.
D - Só serão objetivos os trabalhos em que o historiador apresenta um distanciamento tanto cronológico (ao estudar outra época) quanto espacial (um lugar diferente de onde vive).
E - Todo historiador lê suas fontes a partir de uma determinada perspectiva, o que significa afirmar que são válidas todas as conclusões extraídas a partir de um determinado documento.

Edward Thompson, historiador britânico marxista, assim se refere à importância da experiência formação do “ser social”, ou seja, das pessoas: Se isolarmos a evidência singular para um exame à parte, ela não permanece submissa, como a mesa, ao interrogatório: agita-se, nesse meio tempo, ante nossos olhos. Essas agitações, esses acontecimentos, se estão dentro do “ser social”, com frequência parecem chocar-se, lançar-se sobre, romper-se contra a consciência social existente. Propõem novos problemas e, acima de tudo, dão origem continuadamente à experiência. (THOMPSON, 1978, p. 199)
Sobre o pensamento de Thompson, é correto afirmar:
a. Em sendo marxista, Thompson acreditava que a economia era a infraestrutura que determinava a maneira pelas quais as pessoas pensavam e agiam.
b. Thompson acreditava que o indivíduo não seria importante em uma análise histórica, mas apenas o contexto social, político e econômico em que estava inserido.
c. Para Thompson, a economia não determina a forma como as pessoas agem, mas a experiência que as pessoas constroem a partir da vida que levam.
d. Para historiadores da Nova Esquerda Inglesa, o processo histórico deveria ser analisado a partir de uma perspectiva de linearidade temporal e voluntarismo.
e. Segundo Thompson, o ser social age apenas de acordo com determinadas convenções culturais, tendo sua experiência de classe pouca ou nenhuma influência sobre suas ações.

Instalada em maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade procurou cumprir, ao longo de dois anos e meio de atividade, a tarefa que lhe foi estipulada na Lei no 12.528, de 18 de novembro de 2011, que a instituiu. Empenhou-se, assim, em examinar e esclarecer o quadro de graves violações de direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional. (BRASIL, 2015, p. 15).
Sobre a Comissão Nacional da Verdade, é correto dizer:
a. Por meio de depoimentos de agentes e vítimas da repressão, conseguiu estabelecer a inocência do Estado brasileiro nas violações de direitos humanos de membros da oposição.
b. Apesar de ter sido criada para investigar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, suas atividades se centraram nas ações do Estado brasileiro durante o regime militar.
c. Por meio de suas atividades, conseguiu reestabelecer a verdade da história, que até então era desconhecida por historiadores e ausente de livros didáticos.
d. Buscou recuperar as razões das ações pelas quais antigos membros do Partido Comunista foram perseguidos e torturados, especialmente durante o governo Vargas.
e. Seus resultados são historicamente irrelevantes, pois a Comissão não se utilizou de métodos históricos para obter depoimentos, analisar documentos e confrontar versões.

No final de sua obra “Emílio, ou da educação”, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) pretende ensinar como deve se comportar uma mulher em relação a seu marido: Querida Sofia, tranquiliza-te; o que te dei foi um homem, não tenha medo de tomá-lo como tal (...). Ao se tornar teu marido, o Emílio tornou-se teu chefe; cabe a ti obedecer, como quis a natureza; e foi para te dar tanta autoridade sobre o coração dele quanto seu sexo lhe dá sobre a tua pessoa que fiz de ti o árbitro dos prazeres dele. Isso te custará penosas privações, mas reinarás sobre ele se souberes reinar sobre ti mesma (ROUSSEAU, 2004, p. 709). “Cabe a ti obedecer, como quis a natureza”: para Rousseau era da “natureza” da mulher obedecer, da mesma forma que a do homem, mandar. Considerando este trecho, e sua relação com a análise histórica, pode-se afirmar que:
a. O texto de Rousseau remete ao conceito de curta duração, de Braudel.
b. Algo que é considerado natural é imutável e, portanto, não possui história.
c. Rousseau tem uma visão teleológica da história, pois é a natureza que molda comportamentos.
d. Rousseau acredita que os comportamentos devem ser contrários à natureza.
e. A feminilidade e a masculinidade são dados biológicos e, assim, não mudam.

A partir da análise da imagem abaixo, e do texto que se segue, assinale a alternativa adequada.
A imagem apresenta um grupo de fotógrafos estadunidenses da década de 1920 fazendo uma selfie, ou seja, uma foto de si mesmos, antecipando uma tendência que se tornará comum nas primeiras décadas do século XXI. Tendo como base seus estudos a respeito do tempo histórico, é possível afirmar:
a. Eventos como o registrado na imagem não podem ser identificados em linhas do tempo, pois se referem a ações de várias pessoas diferentes.
b. Uma mesma época pode ter diferentes temporalidades, e mesmo ações contemporâneas como selfies podem ser encontradas em outros períodos.
c. Esta imagem é uma representação da evolução do controle do tempo nas sociedades industriais, gerando a preocupação com a gestão do trabalho.
d. Ações que são estranhas a determinados períodos, como tirar uma selfie em 1920, demonstram a inutilidade dos recortes temporais.
e. A tecnologia permite que o tempo histórico seja registrado de forma precisa, inclusive por meio de imagens, resultado do barateamento das máquinas fotográficas.

Estas fotos mostram a rua da Quitanda, na cidade de São Paulo, em dois momentos diferentes, 1862 e 1887. Repare que as imagens foram tiradas a partir de um mesmo local.
Considerando as diversas formas pelas quais o tempo pode ser utilizado enquanto uma ferramenta histórica, a comparação entre estas duas imagens pode servir para:
a. Identificar o aumento do controle do tempo na sociedade paulista.
b. Construir uma cronologia da história política de São Paulo.
c. Identificar mudanças ocorridas na história da cidade na longa duração.
d. Compreender a perspectiva teleológica da história do Brasil.
e. Analisar as mudanças e permanências na estrutura urbana da cidade.

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Questão 1
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Texto da questão
Ainda nos dias de hoje, o governo paraguaio deseja ter de volta o canhão denominado “O Cristão”, capturado como troféu pelo Brasil, em 1870, após o término da guerra do Paraguai. Por um lado, o presidente do Paraguai em 2013, Federico Franco, afirmou que não haveria “paz nem entre os soldados nem entre a sociedade paraguaia enquanto não for recuperado o canhão Cristão”. Por outro, o historiador brasileiro Francisco Doratioto afirmou que “o canhão faz parte da história do Brasil, também” (Citações de “Paraguai exige do Brasil a volta do Cristão trazido como troféu de guerra”. Folha de S. Paulo, 18/4/2013.).
Considerando a questão entre memória e história, por que existe esta disputa em torno do canhão “O Cristão”?
Escolha uma:
a. Por conta da necessidade do Paraguai em construir uma memória nacionalista para o próprio país, inexistente desde o final do século XIX.
b. Porque o Paraguai culpa o Brasil pelo início da guerra, e acredita que capturando o canhão brasileiro “O Cristão” passaria a ser considerado o país vitorioso.
c. Por conta de seu valor comercial, o Brasil nega-se à devolução do canhão, considerando a possibilidade dos recursos financeiros que podem advir de sua venda.
d. Porque se trata do símbolo de certa memória e, com isso, das pessoas que as criaram, do momento histórico que representam, da mensagem que carregam.
e. Porque toda tradição é inventada e, em sendo assim, Paraguai deseja reescrever a história a partir de objetos que estão em poder do Brasil.
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A resposta correta é: Porque se trata do símbolo de certa memória e, com isso, das pessoas que as criaram, do momento histórico que representam, da mensagem que carregam..
Questão 2
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Texto da questão
Considerando o significado desses conceitos dentro do marxismo, são exemplos de infraestrutura e de superestrutura:
Escolha uma:
a. Infraestrutura: cultura; superestrutura: economia.
b. Infraestrutura: economia; superestrutura: cultura.
c. Infraestrutura: política; superestrutura: religião.
d. Infraestrutura: biologia; superestrutura: história.
e. Infraestrutura: Marx; superestrutura: Engels.
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A resposta correta é: Infraestrutura: economia; superestrutura: cultura..
Questão 3
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Das alternativas abaixo, qual apresenta uma relação existente entre memória social e a memória individual?
Escolha uma:
a. A memória individual é a memória coletiva, e a memória social é história.
b. A memória individual cria a memória social.
c. Não há relações entre a memória individual e a memória social.
d. A memória social poder ser fonte história, a individual, não.
e. A memória individual é influenciada pela memória social.
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A resposta correta é: A memória individual é influenciada pela memória social..
Questão 4
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Texto da questão
Considerar que o tempo histórico tem velocidades diferentes para sociedades separadas no tempo e no espaço, significa dizer:
Escolha uma:
a. Que em épocas diferentes, uma quantidade maior de mudanças pode ocorrer, e uma sociedade pode se acreditar vivendo em uma era mais dinâmica.
b. Que países como o Brasil estão historicamente atrasados, pois não desenvolveram uma adequada tecnologia de produção de relógios.
c. Que nas sociedades pré-industriais o tempo passava de forma menos acelerada, devido à ausência da preocupação com o resultado das atividades.
d. Que o conceito de tempo reflete opções econômicas e políticas, sendo resultado de determinado controle estatal visando à maximização da produção.
e. Que as sociedades sem relógios precisos não tinham condições de entender de forma adequada a magnitude de certas modificações sociais.
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A resposta correta é: Que em épocas diferentes, uma quantidade maior de mudanças pode ocorrer, e uma sociedade pode se acreditar vivendo em uma era mais dinâmica..
Questão 5
Correto
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Texto da questão
A seguir, leia um trecho do depoimento do historiador britânico John Clapham (1873-1946), a respeito de sua experiência na leitura de documentos históricos.
É muito fácil fazer isso de forma despercebida. Trinta anos atrás eu li e sublinhei ‘Travels in France’ de Arthur Young, e ensinei a partir das passagens marcadas. Cinco anos atrás eu o li novamente, para descobrir que toda vez que Young mencionava um francês infeliz eu o sublinhava, mas as várias referências a franceses felizes e prósperos, eu mantinha sem sublinhar (Apud THOMPSON, 1987, p. 210).
A respeito da objetividade na leitura de documentos históricos, é correto afirmar:
Escolha uma:
a. Todo historiador lê suas fontes a partir de uma determinada perspectiva, o que significa afirmar que são válidas todas as conclusões extraídas a partir de um determinado documento.
b. Ainda que a completa neutralidade não seja possível, a explicitação dos próprios pressupostos e objetivos pode levar o trabalho histórico em direção à objetividade.
c. A neutralidade só é possível de ser obtida nos textos históricos se interesses pessoais forem excluídos da prática histórica, e isso só é possível após muito treinamento junto às fontes.
d. Só serão objetivos os trabalhos em que o historiador apresenta um distanciamento tanto cronológico (ao estudar outra época) quanto espacial (um lugar diferente de onde vive).
e. Enquanto os historiadores metódicos acreditavam que a objetividade não era possível, a Escola de Annales defendia a possibilidade de objetividade obtida por meio do rigor teórico.
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A resposta correta é: Ainda que a completa neutralidade não seja possível, a explicitação dos próprios pressupostos e objetivos pode levar o trabalho histórico em direção à objetividade..
Questão 6
Correto
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Texto da questão
Edward Thompson, historiador britânico marxista, assim se refere à importância da experiência formação do “ser social”, ou seja, das pessoas:
Se isolarmos a evidência singular para um exame à parte, ela não permanece submissa, como a mesa, ao interrogatório: agita-se, nesse meio tempo, ante nossos olhos. Essas agitações, esses acontecimentos, se estão dentro do “ser social”, com frequência parecem chocar-se, lançar-se sobre, romper-se contra a consciência social existente. Propõem novos problemas e, acima de tudo, dão origem continuadamente à experiência. (THOMPSON, 1978, p. 199)
Sobre o pensamento de Thompson, é correto afirmar:
Escolha uma:
a. Em sendo marxista, Thompson acreditava que a economia era a infraestrutura que determinava a maneira pelas quais as pessoas pensavam e agiam.
b. Thompson acreditava que o indivíduo não seria importante em uma análise histórica, mas apenas o contexto social, político e econômico em que estava inserido.
c. Para Thompson, a economia não determina a forma como as pessoas agem, mas a experiência que as pessoas constroem a partir da vida que levam.
d. Para historiadores da Nova Esquerda Inglesa, o processo histórico deveria ser analisado a partir de uma perspectiva de linearidade temporal e voluntarismo.
e. Segundo Thompson, o ser social age apenas de acordo com determinadas convenções culturais, tendo sua experiência de classe pouca ou nenhuma influência sobre suas ações.
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A resposta correta é: Para Thompson, a economia não determina a forma como as pessoas agem, mas a experiência que as pessoas constroem a partir da vida que levam..
Questão 7
Correto
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Texto da questão
Leia o trecho abaixo. A seguir, faça o que se pede.
Instalada em maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade procurou cumprir, ao longo de dois anos e meio de atividade, a tarefa que lhe foi estipulada na Lei no 12.528, de 18 de novembro de 2011, que a instituiu. Empenhou-se, assim, em examinar e esclarecer o quadro de graves violações de direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional. (BRASIL, 2015, p. 15).
Sobre a Comissão Nacional da Verdade, é corretodizer:
Escolha uma:
a. Por meio de depoimentos de agentes e vítimas da repressão, conseguiu estabelecer a inocência do Estado brasileiro nas violações de direitos humanos de membros da oposição.
b. Apesar de ter sido criada para investigar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, suas atividades se centraram nas ações do Estado brasileiro durante o regime militar.
c. Por meio de suas atividades, conseguiu reestabelecer a verdade da história, que até então era desconhecida por historiadores e ausente de livros didáticos.
d. Buscou recuperar as razões das ações pelas quais antigos membros do Partido Comunista foram perseguidos e torturados, especialmente durante o governo Vargas.
e. Seus resultados são historicamente irrelevantes, pois a Comissão não se utilizou de métodos históricos para obter depoimentos, analisar documentos e confrontar versões.
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A resposta correta é: Apesar de ter sido criada para investigar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, suas atividades se centraram nas ações do Estado brasileiro durante o regime militar..
Questão 8
Incorreto
Marcar questão
Texto da questão
No final de sua obra “Emílio, ou da educação”, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) pretende ensinar como deve se comportar uma mulher em relação a seu marido:
Querida Sofia, tranquiliza-te; o que te dei foi um homem, não tenha medo de tomá-lo como tal (...). Ao se tornar teu marido, o Emílio tornou-se teu chefe; cabe a ti obedecer, como quis a natureza; e foi para te dar tanta autoridade sobre o coração dele quanto seu sexo lhe dá sobre a tua pessoa que fiz de ti o árbitro dos prazeres dele. Isso te custará penosas privações, mas reinarás sobre ele se souberes reinar sobre ti mesma (ROUSSEAU, 2004, p. 709).
“Cabe a ti obedecer, como quis a natureza”: para Rousseau era da “natureza” da mulher obedecer, da mesma forma que a do homem, mandar. Considerando este trecho, e sua relação com a análise histórica, pode-se afirmar que:
Escolha uma:
a. O texto de Rousseau remete ao conceito de curta duração, de Braudel.
b. Algo que é considerado natural é imutável e, portanto, não possui história.
c. Rousseau tem uma visão teleológica da história, pois é a natureza que molda comportamentos.
d. Rousseau acredita que os comportamentos devem ser contrários à natureza.
e. A feminilidade e a masculinidade são dados biológicos e, assim, não mudam.
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A resposta correta é: Algo que é considerado natural é imutável e, portanto, não possui história..
Questão 9
Correto
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Texto da questão
A partir da análise da imagem abaixo, e do texto que se segue, assinale a alternativa adequada.
Figura 3 - Fotógrafos estadunidenses da década de 1920. Fonte: Museu da Cidade de Nova Iorque.
 
A imagem apresenta um grupo de fotógrafos estadunidenses da década de 1920 fazendo uma selfie, ou seja, uma foto de si mesmos, antecipando uma tendência que se tornará comum nas primeiras décadas do século XXI. Tendo como base seus estudos a respeito do tempo histórico, é possível afirmar:
Escolha uma:
a. Eventos como o registrado na imagem não podem ser identificados em linhas do tempo, pois se referem a ações de várias pessoas diferentes.
b. Uma mesma época pode ter diferentes temporalidades, e mesmo ações contemporâneas como selfies podem ser encontradas em outros períodos.
c. Esta imagem é uma representação da evolução do controle do tempo nas sociedades industriais, gerando a preocupação com a gestão do trabalho.
d. Ações que são estranhas a determinados períodos, como tirar uma selfie em 1920, demonstram a inutilidade dos recortes temporais.
e. A tecnologia permite que o tempo histórico seja registrado de forma precisa, inclusive por meio de imagens, resultado do barateamento das máquinas fotográficas.
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A resposta correta é: Uma mesma época pode ter diferentes temporalidades, e mesmo ações contemporâneas como selfies podem ser encontradas em outros períodos..
Questão 10
Incorreto
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Texto da questão
Estas fotos mostram a rua da Quitanda, na cidade de São Paulo, em dois momentos diferentes, 1862 e 1887. Repare que as imagens foram tiradas a partir de um mesmo local.
Figura 4- Rua da Quitanda, São Paulo. 1862 e 1887. Fonte: Brasiliana Fotográfica.
 
Considerando as diversas formas pelas quais o tempo pode ser utilizado enquanto uma ferramenta histórica, a comparação entre estas duas imagens pode servir para:
Escolha uma:
a. Identificar o aumento do controle do tempo na sociedade paulista.
b. Construir uma cronologia da história política de São Paulo.
c. Identificar mudanças ocorridas na história da cidade na longa duração.
d. Compreender a perspectiva teleológica da história do Brasil.
e. Analisar as mudanças e permanências na estrutura urbana da cidade.
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A resposta correta é: Analisar as mudanças e permanências na estrutura urbana da cidade..

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