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UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
ÁREA DO CONHECIMENTO DE CIÊNCIAS DA VIDA
ASPERGILOSE EM AVES 
SILVESTRES
Acadêmicas: Taise da Silva de Matos e Thaís Simon
ETIOLOGIA
 Doença respiratória frequente em aves
 Fungos do gênero Aspergillus, principalmente A. fumigatus, A.
flavus e A. Niger
 Habitante frequente no meio ambiente
 Inalação ou ingestão de esporos aerógenos infectantes de fungos
 Animais imunodeprimidos, imunologicamente imaturos, doenças
concomitantes, antibioticoterapia ou terapia prolongada com
corticoides e dietas com grãos e sementes com esporos do fungo.
 Forma aguda ou crônica
 Afeta outros sistemas
 Não é uma zoonose
ETIOLOGIA
 Forma aguda: é caracterizada por surtos severos em aves jovens,
de alta morbidade e mortalidade. Tem rápida progressão e
geralmente causa morte súbita.
 Forma crônica: ocorre em aves adultas, sua incidência não é
significativa, mas causa perdas econômicas. É a forma clássica da
enfermidade, tem um curso clínico prolongado, de semanas a
meses e é induzida por condições de imunossupressão do
indivíduo.
SINAIS CLÍNICOS
 Apatia
 Sonolência
 Dispnéia
 Tosse
 Secreção ocular
 Espessamento da pálpebra e prurido
 Atraso no crescimento 
 Problemas locomotores
 Elevada morte de filhotes
DIAGNÓSTICO
 30% dos óbitos das aves de cativeiro
 Tardio, difícil pela ausência de sinais clínicos
 Cultivo micológico em meios de cultura apropriados
 Difusão em gel ágar 
 Exames histopatológicos e moleculares.
TRATAMENTO
 Não há tratamento efetivo
 Deve-se determinar e eliminar as causas básicas da infecção
 Enilconazol é recomendado na dose de 6 mg/kg, VO, a cada 12
horas
 Morte na maioria das vezes
HISTOPATOLÓGICO
 Lesões nodulares no epitélio da traqueia, pulmões,
sacos aéreos, conjuntiva, vias nasais e proventrículo.
 Áreas multifocais ou coalescentes com necrose, infiltrado
inflamatório de neutrófilos, linfócitos e macrófagos e na periferia há
hifas fúngicas, células epiteliais e proliferação do tecido conjuntivo
fibroso.
 Sacos aéreos encontram-se opacos e podem conter fragmentos
de fibrina.
CONTROLE E PROFILAXIA
 Higiene
 Monitoração
 Desinfecção
 Ambiente, máquinas e utensílios
RELATO DE CASO
 3 avestruzes com idade de 3 a 4 meses.
• Sinais respiratórios e locomotores.
• Necropsia e em exames complementares: foi isolado Aspergillus
fumigatus.
 No Rio Grande do Sul, ocorreu um surto de aspergilose em emas,
com grande mortalidade de filhotes de 30 a 60 dias.
• Necropsia: nódulos caseosos na área pulmonar, sendo
isolado Aspergillus fumigatus das lesões.
RELATO DE CASO
 Avestruz, 5 meses de idade, SP
• Tosse, anorexia, perda de peso, dispneia discreta, normoterapia
• Tratamento com Enrofloxacino
• Óbito em 8 dias
• Necropsia: nódulos nos pulmões e em sacos aéreos, que variaram 
de 1 mm a 5 cm. 
• Histopatologia: hifas de fungos
• Cultivo: isolou-se Aspergillus fumigatus.
CONCLUSÃO
 A aspergilose é uma doença respiratória muito importante em aves
por debilitar bastante a espécie e poder levar a morte
rapidamente. Devido ao diagnóstico tardio e o tratamento não
efetivo, deve- se estabelecer estratégias sanitárias eficientes e um
melhor manejo por parte dos proprietários, afim de evitar a
doença.
REFERÊNCIAS
 BANDEIRA, Jéssica de Melo et al. Incidência de Aspergilose em aves domésticas e 
silvestres. 2013. Disponível em: 
<http://www.eventosufrpe.com.br/2013/cd/resumos/R0685-1.pdf>. Acesso em: 16 
jun. 2019.
 CUBAS, Zalmir Silvino; SILVA, Jean Carlos Ramos; CATÃO-DIAS, José Luiz. Tratado de 
Animais Selvagens: Medicina Veterinária. 2. ed. São Paulo: Roca, 2017. 2 v. 
Disponível em: <https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-2649-
8/cfi/6/10!/4/20@0:46.6>. Acesso em: 07 jun. 2019.
 FISCHER, Paula Francine; SOUZA, Janaina de; BERSELLI, Michele. ASPERGILOSE 
AVIÁRIA – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. 2012. Disponível em: 
<https://home.unicruz.edu.br/seminario/anais/anais-
2012/ccs/aspergilose%20aviaria%20a%20revisao%20bibliografica.pdf>. Acesso em: 
16 jun. 2019.
 PAIXÃO, Tatiane Alves da et al. Aspergilose em avestruz (Struthio camelus) no Brasil 
2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cr/v34n2/a37v34n2.pdf>. Acesso em: 
16 jun. 2019.
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