Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO DANIELA CARLA DOS SANTOS MARIA JOICE FABIANA DE MELLO PESSOA JOYCE EVARISTO BARBOSA PATRICIA LAIS DOS REIS BRINCADEIRA COMO FORMA DE AVALIAÇÃO Apresentação do Projeto Integrador - vídeo: <https://youtu.be/gpeWEd0YtxA> Jaboticabal - SP 2019 UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Brincadeiras como forma de Avaliação Relatório Técnico - Científico apresentado na disciplina de Projeto Integrador para o curso de Licenciatura em Pedagogia da Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP). Tutor: Andrea Romano Machado Gama Jaboticabal - SP 2019 RESUMO A presente pesquisa trata-se de um estudo sobre brincadeiras na escola, quais são as formas de avaliação e como usar brincadeiras para avaliar os alunos. A pesquisa foi desenvolvida baseada em entrevistas com professores de escola pública e particular da cidade de Jaboticabal. Essa pesquisa tem como objetivo geral a compreensão de como as brincadeiras podem influenciar as avaliações dos alunos no contexto escolar. E mostrará quais medidas precisam ser tomadas para que as avaliações sejam mais bem desenvolvidas e eficazes. PALAVRAS-CHAVE: Avaliações, Brincadeiras, Problemas, Soluções. ABSTRACT The present research is about a study about games in school, what are the forms of evaluation and how to use games to evaluate students. The research was developed based on interviews with public and private school teachers from the city of Jaboticabal. This research has as general objective the understanding of how the games can influence the evaluations of the students in the school context. It will show what steps need to be taken to make assessments better developed and effective. KEYWORDS: Reviews, Jokes, Problems, Solutions. SUMÁRIO (Fonte: Arial ou Times 12; títulos em negrito/ subtítulo sem negrito) 1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................7 1.1 Problema e objetivos.............................................................................................. 8 1.2 Justificativa............................................................................................................. 9 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................11 3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS............................................................16 4. ANÁLISES E DISCUSSÕES DE RESULTADOS..................................................21 4.1 Protótipo Inicial..................................................................................................... 21 4.2 Protótipo Final...................................................................................................... 23 4.3 Feedback sobre o protótipo final.......................................................................... 28 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................... 32 REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 34 ANEXOS.....................................................................................................................35 APÊNDICES............................................................................................................... 3 6 1. INTRODUÇÃO Os jogos e as brincadeiras são historicamente criados e recriados pelo homem e a criança é um ser em pleno processo de apropriação dessa cultura. Participar de jogos e brincadeiras de forma espontânea irá contribuir para que ela seja agente na sua aprendizagem e para que o professor avalie o processo, podendo propor intervenções para que a criança avance nas descobertas. No ambiente escolar, as avaliações são contínuas e indispensáveis para o desenvolvimento do trabalho pedagógico, por se tratarem de uma verificação dos resultados de ações direcionadas ao cumprimento de objetivos previamente planejados. A diversidade de metodologias e análises utilizadas, no entanto, proporcionam processos avaliativos distintos, embora não excludentes. As avaliações internas e próprias do cotidiano das salas de aula são diagnósticos destinados a auxiliar os professores na readaptação do ensino de acordo com o acompanhamento dos alunos; estas, e outras modalidades de avaliação interna são essenciais para o desenvolvimento contínuo do trabalho pedagógico, por avaliarem especificamente domínio de conteúdos curriculares e progresso da aprendizagem no âmbito da sala de aula 1.1 Problema e objetivos Durante muito tempo, a avaliação foi usada como instrumento para classificar e rotular os alunos entre os bons, os que dão trabalho e os que não têm jeito. A prova bimestral, por exemplo, servia como uma ameaça à turma. Ainda hoje, muitas escolas adotam como formas de avaliação as provas e, em alguns casos, o visto no caderno. Mas, será que isso é o suficiente para avaliar o nível de aprendizagem de uma turma? Ou até mesmo avaliar que determinados métodos de ensino estão sendo suficiente para alcançar os verdadeiros objetivos da educação em nosso país? Outro problema é como os estudantes encaram as avaliações. Podemos observar um receio e até certo medo relacionado com o fato de ser avaliado. Será que as avaliações usadas hoje em dia nas escolas podem sofrer modificações e assim melhorar o aprendizado dos alunos e até mesmo mudar o modo como eles encaram as avaliações? Essa pesquisa tem como objetivo mostrar como as brincadeiras podem ser usadas na escola como uma forma de os educadores avaliarem o aprendizado e o progresso dos alunos. Também ajudará os educadores entrevistados a pensar em uma forma de avaliação lúdica que os ajudará a ver se o seu trabalho está sendo bem realizado ou se poderá melhorar. 1.2. Justificativa A presente pesquisa possui uma importante relevância , pois o tema proposto sobre as avaliações escolares proporciona reflexões sobre as metodologias atuais, e como melhorar as avaliações e o aprendizado dos alunos. Através deste trabalho pretende-se mostrar que as brincadeiras são fundamentais no desenvolvimento da criança. Afinal, ela é inserida na vida do individuo desde o seu nascimento, no contexto social, como também, no seu comportamento. As brincadeiras são atividades humanas nas quais as crianças ao introduzidas constituindo-se em um modo de assimilar e recriar as experiências sociocultural e serem avaliadas através de algumas brincadeiras, podemos avaliar como esta sendo o desenvolvimento dos alunos. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A avaliação acontece nos mais diversos e corriqueiros momentos da vida. Avaliamos o que fazemos, o que ouvimos, o que gostamos e o que não gostamos. No espaço escolar a avaliação também acontece. Nele, no entanto, a avaliação é intencional e sistemática e os julgamentos feitos trazem consequências, algumas positivas, outras negativas (VILLAS BOAS, 2006). Segundo Outeiral (2010), a avaliação, dentro dessa perspectiva escolar, se insere no processo de aprendizagem e deve apontar o estágio de desenvolvimentoem que o aluno se encontra, detectando suas dificuldades e possibilidades de avanços. A avaliação tem como objetivo localizar as dificuldades dos alunos para o replanejamento de práticas que visem sanar as deficiências diagnosticadas na aprendizagem. Nessa proposta de avaliação, o professor deixa de ser um mero verificador de conteúdos e passa a ser um mediador no processo de aprendizagem, sensível às especificidades dos alunos e ao tempo de aprender de cada um. Segundo Villas Boas (2006), quando falamos sobre avaliação escolar, embora esta ocorra de diversas maneiras e em diversos momentos, podemos classificá-la de duas formas. A primeira delas, a mais praticada, é feita a partir de provas e atividades quase sempre escritas, na forma de textos, relatórios, resolução de exercícios, etc. Nesse tipo de avaliação, os interessados (alunos, professores e pais) sabem como e quando ela acontece. Além disso, esse estilo de avaliação comumente recebe um parecer em forma de nota, conceito ou menção, e é denominado como avaliação formal. A outra forma de avaliação, também frequente, ocorre principalmente na educação infantil e nos primeiros anos do Ensino fundamental. Acontece pela interação entre alunos e professores, independente do momento e do espaço em que acontece o trabalho escolar. Trata-se da chamada avaliação informal. No momento em que um aluno mostra para o professor como desempenha sua tarefa, ou quando solicita ajuda no desenvolvimento de uma atividade, a inter-relação que ocorre, desde que o professor esteja atento para perceber o entender do aluno, é, sem dúvida, uma ação avaliativa. E nessa pesquisa vamos analisar essa segunda forma de avaliação, a informal, e como ela pode ser feita por meio de brincadeiras. 2.1. Aplicação das disciplinas estudadas no Projeto Integrador Nessa pesquisa, baseamos os conteúdos estudados em duas matérias. Primeiramente baseamos na matéria Avaliação Educacional e Da Aprendizagem. Essa matéria nos ajudou a entender que existem muitas formas de avaliação, e vimos que é importante mudar essa visão ruim dos alunos sobre serem avaliados. Baseado nos estudos disponibilizados pela UNIVESP, mostraremos que a avaliação pode também ser feita de um modo agradável e bem sucedido. E também usamos a matéria Didática, que nos ajudou a ver o papel do professor em ajudar os alunos e ensiná-los de uma maneira que eles possam entender. O professor é mais do que um transmissor de conhecimentos, é um educador que se envolve nos problemas dos alunos no cotidiano escolar, e é função dele saber qual a melhor maneira de avaliá-los e ajudá-los a progredir. 3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS Para essa pesquisa usamos a pesquisa de campo. Primeiro discutimos sobre de que forma iríamos colocar no papel as observações que faríamos em campo. Decidimos que seria em forma de entrevistas. Depois elaboramos as perguntas, nos baseando nos conhecimentos estudados na matéria Avaliação Educacional e da Aprendizagem. Usando esse questionário (Anexo 1), entrevistamos professoras da rede pública e da rede particular de ensino. 4. PROTÓTIPO Brincadeira de roda com tecido e musica, para avaliar a Psicomotricidade da criança. 4.1 Protótipo Inicial Tabela 1 – Protótipo inicial do projeto. Fonte: Próprio autor. 4.2 Protótipo Final Colocamos em prática a brincadeira no E.M.E.B Amadeu Lessi. 4.3 Feedback sobre o protótipo final Analisamos desde o começo da brincadeira, o trabalho em conjunto das crianças com o tecido. Algumas crianças sentiram facilidade em brincar, outras, ficaram acanhadas; porém todas participaram. Através dessa brincadeira, conseguimos avaliar o nível da alfabetização, por meio das perguntas feitas nos bilhetinhos de papel, que eles mesmo leram. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Chegamos a conclusão, que através de brincadeiras como estas, surgem grandes oportunidades para Educadores avaliarem seus alunos de diferentes formas. REFERÊNCIAS Educação Infantil: possibilidades lúdicas para avaliação. Disponível em: <www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/esporte/educacao-infantil-possibilidade-l udicas-parapavaliacao/48983>. Acesso em: 8 maio. 2019. Avaliação escolar. Disponível em: <http://www.avaliaeducacional.com.br/Avaliacao/>. Acesso em: 8 maio. 2019. LEMOS, S.P.; SÁ, P.L. A avaliação da aprendizagem na concepção de professores de química do ensino médio. Revista Ensaio, v. 15, n. 3, p. 53-71, 2013. ANEXOS Questionário Aplicado: 1. Qual o seu nome e o nome da instituição educacional? 2. Qual a idade das crianças? 3. Vocês fazem algum tipo de avaliação? 4. Como jogos e brincadeiras podem ajudar as crianças na aprendizagem das habilidades? 5. Você consegue avaliar de alguma forma as crianças enquanto elas estão brincando? 6. Qual você acha que é o maior desafio para os professores ao avaliar as crianças por meio de jogos e brincadeiras? 7. Quais são as ferramentas e estratégias que os professores de educação infantil usam para avaliar a aprendizagem evolutiva e acadêmica dos alunos? 8. Como os alunos encaram as avaliações? 9. Como os professores de educação infantil integram as avaliações ao seu planejamento de sala de aula e usam as informações das avaliações? 10. Quando usam brincadeiras para avaliar, os resultados são incluídos na nota final? ANEXO 2: Entrevista na escola pública 1- Escola de Educação Infantil Pirilampo/ Tia Dani 2- 7 a 12 anos 3- Sim, toda a semana as crianças são avaliadas 4- Jogos e brincadeiras podem ajudar no desenvolvimento das habilidades motoras e integração das crianças 5- Sim, podemos avaliar sim, pois a brincadeira também trabalha com desenvolvimento da criança 6- O maior desafio seria fazer com que todos participem sem ter que lecionar a criança dizendo que é avaliação 7- Aqui as ferramentas são os livros que são divididos por módulos e também utilizamos atividades de artes, educação física e natação. 8- Os alunos encaram com a mesma atitude que ocorre em todas as escolas quando falamos em avaliação. Ficam com um certo medo: será que vou conseguir? 9- As avaliações já estão inclusas no nosso planejamento durante o ano todo. 10- Todas as avaliações efetuadas são inclusas na nota final sendo de livros, brinquedos, etc.. ANEXO 3: Entrevista na escola particular 1- Colégio Difere/ Naiza Abreu 2- 4 e 5 anos 3- A avaliação é contínua e feita de forma individual e em grupo 4- Ajudam na construção do senso crítico, da autonomia e da criatividade, elementos indispensáveis na formação de cada criança 5- Sim, todas as vezes que brincam o processo de avaliação é feito pelo professor 6- O desafio as vezes está em planejar e desenvolver intervenções pedagógicas capazes de ampliar as relações que o aluno estabelece com o seu corpo, nas práticas corporais e nas brincadeiras 7- Usa- se a avaliação descritiva de cada aluno como forma de avaliar individualmente as crianças, propiciando o registro dos conhecimentos incorporados por cada aluno e os recursos muitas vezes utilizados são: desenhos, exercícios, músicas entre outras formas 8- Encaram de forma leve e sem pressão, mas fazem com responsabilidade é cooperação 9- O processo avaliativo pode auxiliar na aprendizagem de forma que servem de para a convivência social tanto individual como em grupo 10- Sim, pois visto que a avaliação é feita de forma contínua todo e qualquer objeto avaliativo deve-se contar como nota ao resultado final de cada processo