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FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL
Departamento de Protecção Vegetal
Curso: Engenharia agronómica 
Cadeira: Botânica 
Aula prática nº 2
Relatório nº 2
Bancada: 03
Tema: Morfologia Externa do Caule
Discentes: Docentes :		
Chiwissa, Eurídice Luís 27%	Eng. Alfredo Magumisse Courado, Luana Isac 24% Eng. Mauro Machipane
Mate, Felita Manuel 23%Monitor:
Mucavele, Nelicia Alves 26%Barzilai Manteiga
Técnico:Sr. Zacarias
Maputo, Agosto 2019
Introdução
O caule e um órgão composto por tecidos que são conjunto de células com distintas estruturas e funções, o caule juntamente com as folhas formam o sistema caulinar da planta. Diferentemente da raiz o caule é dividido em nós e entrenós. O nó é a parte do caule no qual uma ou mais folhas estão inseridas, e o entrenós é a parte do caule entre dois nós sucessivos. A gema ou sistema caulinar embrionário normalmente cresce na axila – o ângulo superior formado pela intersecção entre a folha e o caule. (Raven et al 2005).
Caule liga o sistema radicular ao sistema foliar. A região que separa a raiz da base do caule designa-se colo. O caule aéreo apresenta na sua constituição nós e entrenós ou meritalos. Ao longo do caule, o comprimento dos entrenós é constante. Contudo na região crescimento (próximo da extremidade), os intervalos diminuem progressivamente de tamanho. O crescimento obedece a um geotropismo negativo, originando estruturas que nas plantas anuais podem ser erectas, subterectas, intermédias, subprostradas ou prostradas, o tronco, o espique,o colmo, e o escalpo são caules erectos, ( Lidon et al,2001).
Segundo Fernando (2001), caule é o órgão que liga o sistema radicular ao sistema folhear. As funções do caule são: condução da seiva bruta e elaborada para as outras partes da planta, dar as folha uma disposição favorável para desempenho das suas funções, estabelecer a comunicação entre a planta e as raízes, armazenamento de reservas. 
Os caules apresentam varios tipos e em outras especies houve alguma evolucao dos mesmos devidos a alguns aspetos ambientais espostos as especies. Como por exemplo a existencia de caules maioritariamente vertdes.
Objectivos
Objectivo geral
Estudar a morfologia externa do caule;
Objectivos específicos
Identificar as partes que compõem os caules das especies Astripomoea malvacea, Solanum incanum, Panicum maximum;
Descrever as diferenças entre as raizes de monocotiledoneas e dicotiledoneas.
 
Metodologia 
Materiais
Material vegetal ( amostra de caule de: Astripomoea malvacea, Solanum incanum, Panicum maximum);
Lupa
Procedimentos
Observou-se atentamente os exemplares do material vegetal presentes na bancada;
Fez – se o desenho e a legenda do material disponível na mesa; 
Fez se um estudo cauteloso mediante a observação não armada de todos os elementos; constantes no material vegetal;
Fez se um quadro comparativo entre as categorias taxonómicas do material; 
Resultados e discussão
Quadro comparativo
	Classificação quanto:
	Astripomoea malvacea
	Solanum incanum
	Panicum maximum
	Numero
	Unicaule
	Unicaule
	Multicaule
	Habitat
	Aéreo
	Aéreo
	Aéreo 
	Consistência
	lenhosa
	Lenhosa
	Sub-herbácea
	Direcção
	Absoluto
	Absoluto
	Absoluta
	Porte
	Sub-erecto
	Erecto
	Sub-erecto
	Forma
	Cilindrico
	Cilindrico 
	Achatada 
	Tipo 
	Tronco 
	Tronco 
	Colmo 
	Regularidade da superficie
	Rugosa 
	Rugosa 
	Lisa 
	indumento
	Pubescente (pelos)
	Pubescente (pelos) e Aculeos 
	
Discussão
O caule determina o hábito de crescimento das plantas e nas gramíneas são aéreos e do tipo colmo, dotado de nós e entre-nós cilíndricos. Os nós na base da planta se acham muito próximos, separando-se visivelmente à medida que se caminha para o ápice do vegetal. Cada nó possui uma lâmina foliar e uma gema axilar correspondente ( Valdo 2016).
A família Solaneceae apresenta hábito variável mas de forma geral são trepadeiras sinistrorsas ou plantas eretas ou prostradas. O indumento também é diversificado, sendo constituído de tricomas unicelulares ou pluricelulares.
Os caules podem ser volúveis sem gavinhas, prostrados ou eretos pouco ou muito ramificados, com látex presente ou não (Silva, Bianchini). Os aspectos acima descritos pelo autor tem algumas semelhancas aos resultados obtidos pelo grupo de forma especifica para a especie Solanum incanum, excluindo a existencia de latex que nao era o nosso objetivo de estudo.
A especie Panicum segundo (RUGGIERI 2015) apresenta caule do tipo colmo simples ou ramificado, eretos com até 3,50 de altura, cilíndricos, às vezes achatados na parte inferior, onde podem chegar a 1 cm de espessura, superfície lisa e glabra, de coloração verde-clara. Apresenta nos muito desenvolvidos ecobertos por densa vilosidade. O autor ainda cita que a especie apresenta rizomas, caracteristica que nao foi observada no material que o grupo estudou. 
A familia convolvulaceae geralmente sao arbustos, raramente árvores ou plantas parasitas muito freqüentemente com caules ou ramos destrorsos. raramente arbustos áfilos com espinhos, glabras ou pilosas (FALCÃO). A decricao geral da familia vai de acordo com descricao da especie Astripomoea malvacea feita pelo grupo, a diferença notada é da existencia de espinhos, pois, o grupo observou um caule acuelado e naon espinhoso. 
Conclusão
O caule éconstituído por nós, entrenós e gemas, nós são regiões mais ou menos salientes onde se inserem as folhas, entrenósregiões compreendidas entre os nós.
As duas funções principais associadas aos caules são condução e suporte. As substânciasproduzidas nas folhas transportadas através do caule, via fluema, para os locais de consumo. Os principais órgãos fotossintetizantes da planta são sustentados pelos caules que as colocam em condiçõesfavoráveis para a exposição da luz. A condução da agua no caule e feita via xilema, indo das raízes para as folhas.
Referencias Bibliográficas
DA GLÓRIA, B.A & GUEREIRO, S.M.C, M.P. 2006. Anatomia Vegetal.2ª ed. UFS (Universidade Federal de Viçosa): Brasil
LINDON F, GOMES H & CAMPOS A. 2001. Anatomia e Morfologia Externa das Plantas Superiores.Lidel. Lisboa.
RAVEN, et al. 2007.Biologia vegetal. 7 a ed. Editora Guanabara.Rio de Janeiro.
Valdo R. Herling, Lilian E. Techio Pereira, 2016.Morfologia das Plantas Forrageiras, Universidade de São Paulo, Brasil
 DA SILVA. C.V E BIANCHINI R.S Introdução à Sistemática de Convolvulaceae 
ANA CLÁUDIA RUGGIERI Gramíneas forrageiras do gênero Panicum 2015

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