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UNIVERSIDADE PAULISTA CARLA FABIANA SOUTO FONTES RECURSOS E POSSIBILIDADES DO SERVIÇO SOCIAL NO ENFRENTAMENTO DO ALCOOLISMO SANT’ ANA DO LIVRAMENTO - RS 2018 CARLA FABIANA SOUTO FONTES RECURSOS E POSSIBILIDADES DO SERVIÇO SOCIAL NO ENFRENTAMENTO DO ALCOOLISMO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado junto à Universidade Paulista – UNIP, campus Santana do Livramento, como parte dos requisitos para a obtenção do título de bacharelem Serviço Social. Orientadora: Maria da Graça Ferreira SANT’ ANA DO LIVRAMENTO - RS 2018 CARLA FABIANA SOUTO FONTES RECURSOS E POSSIBILIDADES DO SERVIÇO SOCIAL NO ENFRENTAMENTO DO ALCOOLISMO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado junto à Universidade Paulista – UNIP, campus Santana do Livramento, como parte dos requisitos para a obtenção do título de bacharelem Serviço Social. Orientadora: Maria da Graça Ferreira Resultado:_______________________________ BANCA EXAMINADORA Prof.____________________________________ Universidade Paulista – UNIP Prof.____________________________________ Universidade Paulista – UNIP Prof.____________________________________ Universidade Paulista – UNIP AGRADECIMENTO Agradeço a Deus por ter me fortalecido para superar as dificuldades encontradas durante esta etapa de minha vida, onde trabalhar e estudar foram um dos grandes desafios superados para alcançar esta tão importante realização. Ao Polo e a toda sua equipe eu deixo uma palavra de agradecimento por todo ambiente inspirador e pela oportunidade de concluir este curso. Aos tutores eu agradeço a orientação incansável, o empenho e a confiança que ajudaram a tornar possível este sonho tão especial. À minha família principalmente a minha mãe e ao meu amigo e irmão de coração Marcio Rios que nunca me abandonaram e sempre me ofereceram amor eu deixo uma palavra e uma promessa de gratidão eterna. Por fim, deixo uma palavra de gratidão a todas as pessoas que de alguma forma transmitiram força e confiança eu agradeço de coração. O álcool não faz as pessoas fazerem melhor as coisas; ele faz com que elas fiquem menos envergonhadas de fazê-las mal. (William Osler) RESUMO O presente trabalho de conclusão de curso (TCC) tem como finalidade descrever as possibilidades e os recursos que o profissional de serviço social possui para o enfrentamento do alcoolismo, problema este que atinge cerca de 20% da população mundial. Seu enfrentamento nos centros de apoio, no âmbito familiar social e profissional. O problema do alcoolismo reflete diretamente na forma de vida dos indivíduos, aumenta o índice de pobreza e de acidentes em todos os meios. É um dos fatores exponenciais em crimes, acidentes de transito e de trabalho, separações de famílias e perda de guarda de menores assim como violência doméstica. Dispõe sobre os centros de apoio e a forma que o profissional pode atuar dentro dos CAPS AD e nos centros do AA. Palavras-chave: Alcoolismo. Serviço Social. CAPS. ABSTRACT The purpose of this dissertation is to describe the possibilities and resources that the social worker has to face alcoholism, a problem that affects about 20% of the world population. Its confrontation in the support centers, within the social and professional family. The problem of alcoholism directly reflects on the way of life of individuals, increases the rate of poverty and accidents in all media. It is one of the exponential factors in crimes, traffic accidents and work, separation of families and loss of custody of minors as well as domestic violence. It provides information about the support centers and how the professional can work within CAPS AD and in the AA centers. Keywords: Alcoholism. Social service. CAPS. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO O Serviço Social apresenta um caráter interventivo, próprio de sua formação, que iniciou há quase 80 anos, transformando-se ao longo das décadas, conforme as necessidades sociais vigentes. Expressando demandas sociais, por vezes, acarretou, e ainda acarreta, a esse profissional inúmeras incumbências inerentes às suas atividades, acompanhadas da resolução imediata de problemas de ampla magnitude que, não raramente, se mostram de difícil solução. Como resultado, é comum acreditar que este profissional é formado apenas através da teoria, cuja prática não resulta em efetiva aplicabilidade, entretanto, cabe o conhecimento mais aprofundado acerca da área para compreender e tolerar as dificuldades e os obstáculos enfrentados pelos profissionais do Serviço Social. Na primeira parte deste estudo, foi realizada uma reflexão pessoal sobre a profissão e seus percalços, enquanto na segunda parte, temos as condições históricas que serviram como base para a criação do Serviço Social. Após informações, devidamente fundamentadas, finaliza-se este trabalho com diferentes percepções sobre o tema, de modo a evidenciar que o conhecimento pode proporcionar significativas transformações. Este trabalho tem por objetivo apoiar o profissional de serviço social quanto à questão do problema gerado pelo alcoolismo no meio social e no indivíduo. Seguindo todos os elementos disponíveis e possíveis, tratará do problema em si, abordagem, dos recursos e das possibilidades para o profissional de serviço social enfrentar este problema. O álcool, geralmente ignorado por ser considerada uma droga lícita que pode ser vendida e consumida livremente, por isso serve como objeto de apoio a inúmeros eventos, como por exemplo, em festas para animar os convidados, jantares de negócios e eventos esportivos. O álcool pode entrar na vida do indivíduo por diversas formas e fatores, por uma família liberal, deixando o jovem acompanhar os adultos nos brindes e festas dentro da própria casa, pelos amigos e colegas de escola ou trabalho, para relaxar após um dia cansativo de atividades, ou por vontade própria, por necessidade de se afirmar, de se desinibir diante de situações ou pessoas. Este é o primeiro passo para se entrar no problema alcoolismo, a facilidade da compra e consumo, a quantidade de situações que o produto é oferecido, as pré-disposições e os problemas que o individuo venha a enfrentar, são fatores exponenciais para que uma simples dose desencadeie um sério problema de vício. Tais questões, não somente prejudicam o indivíduo, mas maioritariamente e diretamente envolve a família, os amigos e o meio onde vive ou trabalha. O trabalho do assistente social, nesse sentido, reside no enfrentamento, apoio e acompanhamento do paciente em centros de ajuda, e apoio e dos familiares para reintegrar o indivíduo no seu ambiente familiar, social e profissional. 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Verificar as ferramentas que o assistente social pode utilizar no trabalho com dependentes de álcool. 2.2 Objetivos específicos Informar os meios pelos quais o indivíduo dependente de álcool pode procurar ajuda; Conscientizar familiares sobre a importância de oferecer apoio ao indivíduo; Fomentar a discussão acerca do problema apontado. 3. METODOLOGIA O presente trabalho foi elaborado fundamentando-se em pesquisa bibliográfica, com busca de informações em fontes como, artigos, livros e sites da internet que abordam o tema. De acordo com Köche (1997): A pesquisa bibliográfica é a que se desenvolve tentando explicar um problema utilizando o conhecimento disponível a partir de teorias já publicadas em livros ou congêneres. Na pesquisa bibliográfica o investigador irá levantar o conhecimento disponível na área, identificando as teorias produzidas, analisando-as e avaliando sua contribuição para auxiliar a compreender ou explicar o problemaobjeto da investigação. (KOCHE, 1997, p. 122). A relevância desta pesquisa está em tomar conhecimentos e contribuir para a formação acadêmica, e também aqueles que tiverem acesso ao seu conteúdo. Por isso, é cada vez mais relevante a realização de pesquisas que venham a desvendar as formas de exclusão a que estão sujeitos crianças e adolescentes filhos de dependentes do álcool. 4. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA O álcool e sua dependência pode ser um dos fatores de que afetam o convívio familiar social e profissional. O dependente, o alcoólico ou alcoólatra, pode se tornar relapso em seus afazeres, violento quando em abstinência o que faz seus vínculos familiares ou profissionais se afastarem, se protegerem deste individuo. Esta dependência leva a uma série de problemas de saúde física e mental. O álcool prejudica o movimento, o equilíbrio, causa envelhecimento e morte de células nervosas e consequentemente altera a percepção, o raciocínio, o discernimento entre o certo e o errado. Pesquisas mundiais apontam em media de 20% o álcool como fator influente no absenteísmo (falta ao trabalho), e de 40% nos acidentes de trabalho, causado pelos sintomas que o produto causa no dependente tanto física como psicologicamente. Estas pesquisas mostram também que a dependência de álcool é um dos fatores que levam a problemas familiares, desde a desestruturação financeira e afetiva da família, como também gerando problemas de saúde no caso de consumo de álcool na gravidez. O álcool, ainda é apontado como um grande fator para o aumento da pobreza e aumento dos problemas sociais, o dependente usa uma grande parte se não todo seu dinheiro em manter o vicia, e quando não tem mais o recurso parte para a busca de ajuda que muitas vezes não são voltadas a deixar o vicio e sim mantê-lo de alguma forma. Neste contexto, cria-se uma generalização de problemas sociais e de saúde publica os recursos que deveriam ser direcionados para outros fins são canalizados para programas de auxilio a dependência e a recuperação de indivíduos com graves problemas de saúde. 4.1 Conceitos do álcool O conceito de alcoolismo vem se modificando ao longo da história de nossa sociedade. É um quadro de saúde que os médicos chamam de Síndrome de Dependência do Álcool e que atingem uma pequena proporção daqueles que bebem. (BRASIL, 2013). O alcoolismo aparece como um agravo importante, entre jovens acima de 12 anos de idade e adultos, e está associado a outras patologias, como cirrose, diabetes, hipertensão arterial, depressão, doenças do coração e do aparelho digestivo. (SUPERA, 2014, p. 80). Para Barboza (2011, p. 1): “O alcoolismo é toda forma de consumo de bebidas alcoólicas que ultrapassa o uso tradicional, ou que não está de acordo com as normas sociais estabelecidas dentro de um marco cultural dado.” Lopes (2012) salienta que o alcoolismo nunca foi um problema exclusivo de adultos. Ocorre também entre jovens e adolescentes, sendo eles meninos ou meninas. A pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo, pode desenvolver dependência, condição conhecida como alcoolismo. Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, envolvendo aspectos de origem biológica, psicológica e sociocultural. A dependência do álcool é condição frequente, atingindo cerca de 10% da população adulta brasileira. (OBID, 2007). 4.2 O alcoolismo na população brasileira De acordo com a pesquisa realizada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, aproximadamente 50% daqueles que fazem uso abusivo de álcool apresentam problemas, sendo os homens os que mais relataram ter sofrido. Dentre os casos relatados estão os problemas físicos (38%), problemas com violência (23%), problemas familiares (18%). Assim, constamos claramente que o abuso dessa substância engloba tanto as esferas física, emocional e social (BRASIL, 2009). De acordo com o Conselho Nacional de Enfermagem norte-americano (NCSBN, 2011), o uso do álcool e outras substâncias ilícitas pode produzir uma sensação de prazer, relaxamento ou aliviar sentimentos negativos naqueles que fazem uso dessas substâncias. Como a dependência ou vício progride os benefícios do uso de substâncias diminuem e mais drogas ou álcool são necessários para sentir o mesmo nível de prazer. Dessa forma, se inicia o abuso e o vício se perpetua, sendo incapaz de parar de beber, mesmo apresentando problemas de saúde, consequências legais, espirituais, sociais, econômicas e vocacionais. Segundo Maisto, Zywiak e Connors (2006), os sujeitos apelam ao uso dessa substância com o pretexto de aliviar o estresse ou para conseguir lidar melhor com determinadas situações. Já para Caballo (2010), o consumo excessivo de álcool seria utilizado pelo indivíduo para encarar a sociedade e minimizar a tensão causada por ela, visto que os alcoolistas têm habilidades diminuídas para lidar com situações de conflito, sendo provável, portanto, que o álcool seja utilizado, em ocasiões distintas, como um modo de enfrentamento para situações sociais que causam ansiedade. A vulnerabilidade ao vício de drogas e alcoolismo depende de cada indivíduo. Acredita-se que ambos tenham fatores genéticos correlacionados que são influenciados por fatores ambientais e sociais. Quanto mais fatores de risco uma pessoa tem, maior a chance de que o uso de álcool e drogas irá resultar em vício (NCSBN, 2011). Comumente as pessoas que fazem uso frequente de álcool possuem problemas para formar e manter relações sociais, já que não conseguem alcançar as expectativas esperadas pelos indivíduos ou sustentar uma conversa apropriada. Isso gera um ciclo vicioso, no qual o alcoolista acaba por manter em seu círculo de amigos aquelas pessoas que bebem muito. Dessa forma, fica mais difícil para ela manter um comportamento socialmente aceito sem recorrer ao álcool, trazendo problemas que interferem em sua vida social (CABALLO, 2010). Podemos considerar os seguintes fatores como de grande relevância no aumento do consumo do álcool, a pressão social dos amigos que bebem, as folias, as comemorações, a facilidade e a variedade de lugares onde o consumo é comum, não conseguir controlar a vontade de beber, problemas e conflitos pessoais, ansiedade, depressão, raiva, falsa sensação de prazer que proporciona, questões de influência religiosa e os meios de comunicação social incentivando o consumo do álcool (ALVAREZ, 2007). Os sinais e sintomas de uso de álcool podem incluir: fala arrastada, falta de coordenação, memória ou atenção prejudicada, deixar o local de trabalho (para consumir álcool), cheiro de álcool no hálito, atrasos frequentes ou ausências mal explicadas (NCSBN, 2011). De acordo com Brasil (2012), os sintomas físicos agudos do consumo de álcool incluem aumento do volume urinário, redução dos reflexos motores, andar alterado, náuseas e vômitos, aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea. Acauan, Donato e Domingos (2008) indicam que o consumo prolongado do álcool causa desde alterações comportamentais a casos clínicos como depressão, desordens mentais, hipertensão arterial, gastrite e cirrose. Segundo Gawryszewski e Monteiro (2014) o Brasil está entre os países que mais apresentam mortes pelo consumo de álcool: “as mais altas são as de El Salvador (uma média de 27,4 em 100 mil mortes por ano), Guatemala (22,3) e Nicarágua (21,3), México (17,8) e, em quinto lugar, do Brasil (12,2 para 100 mil mortes por ano)”. Em sua grande maioria, as mortes são em decorrência de doenças hepáticas e transtornos neuropsiquiátricos (GAWRYSZEWSKI; MONTEIRO, 2014). 4.3 Incidência do abuso do álcool O consumo de álcool é bastante comum em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase 2 bilhões de pessoas consomem bebidas alcoólicas, sendo que 76,3 milhões de indivíduos já apresentam patologias relacionadas ao seu uso (FILIZOLA, 2008). Aproximadamente 10% dos moradores da área urbana independente de sexo, idade, nível de escolaridade e poder aquisitivo,fazem uso de álcool por livre vontade, ainda que saiba das implicações orgânicas, psicológicos, familiares e sociais (ACAUN; DONATO; DOMINGOS, 2008). Observa-se que os homens expõem-se mais ao álcool ao longo da vida do que as mulheres (BRASIL, 2009, p. 23). A tabela 1 apresenta a prevalência de uso de álcool na vida e a sua dependência. Alves et al (2010, p. 1) afirma que o abuso da bebida se configura como um dos “dez comportamentos de maior risco à saúde, causando a morte de 1,8 milhões de pessoas no mundo; destas, 5% representam jovens entre 15 e 29 anos de idade”. O NCSBN (2011) considera como fatores psicológicos para abuso do álcool são depressão, ansiedade, baixa autoestima, baixa tolerância a estresse, outros distúrbios de saúde mental (tais como dificuldades de aprendizagem), sentimentos de desespero, perda de controle sobre as circunstâncias na vida de alguém e sentimentos de ressentimento. Como fatores sociais tem-se a permissão de utilização de drogas e álcool e expectativas sobre os efeitos positivos das drogas e do álcool. Tabela 1 – Dependência alcoólica Fonte: BRASIL (2009) Alguns fatores comportamentais podem influenciar o consumo excessivo de álcool, como o uso de outras substâncias viciantes, comportamento agressivo na infância, transtorno de conduta (como transtorno de personalidade antissocial), prevenção de responsabilidades, impulsividade e comportamentos de risco, alienação e rebeldia (como comportamento imprudente), problemas acadêmicos ou comportamentais baseados na escola (incluindo o abandono, o envolvimento com o sistema de justiça criminal ou da primeira utilização ilegal em tenra idade), companheiros usando álcool e drogas, aceitação de álcool e uso de drogas e relações interpessoais fracas (NCSBN, 2011). A tabela 2 ilustra a intensidade do beber nas diferentes regiões brasileiras. O beber pesado que pode ser relacionado com as consequências do alcoolismo variou entre 6% nas regiões Norte e Centro-Oeste, 10% na região Sul e onde houve maior prevalência na região Nordeste. Entretanto, verificamos que quando se trata de não consumir bebidas alcoólicas, o Sul é a região que menos tem abstêmios, podendo esse fato ser associado aos hábitos europeus de consumir vinhos. Apesar disso, novos estudos devem ser realizados para se explicar esses achados (BRASIL, 2009). Tabela 2 – Porcentagem de adultos que bebem frequentemente Fonte: Brasil (2009) Apesar de várias campanhas exibirem imagens bastante fortes e reflexivas acerca de seu consumo, o alcoolismo ainda é um dos principais responsáveis por acidentes em estradas, entregando um grande número de mortos e feridos durante todos os anos. Figura 1 – Campanha sobre consumo de álcool Fonte: Portonave O Ministério da Saúde divulgou recentemente que no ano de 2017, houve uma maior evolução no número de óbitos do que nos anos anteriores, conforme é possível observar no gráfico abaixo: Gráfico 1 – Número de feridos graves em acidentes de trânsito Fonte: Ministério da Saúde 5. ASSISTENTE SOCIAL: RESGATE HISTÓRICO O Serviço Social tem sido objeto de estudo de muitos pesquisadores, uma vez que a sociedade sempre esteve caracterizada pelas desigualdades e pelas injustiças para com determinados grupos sociais, que não são política, tampouco economicamente favorecidos. Ao longo dos anos, o Serviço Social passou por várias transformações, reafirmando-se entre a Igreja Católica e Estado, de modo a minimizar as expressões sociais fruto de situações precárias, que precisavam ser avaliadas para que houvesse uma transformação da realidade. Diante disso, o Assistente Social passa a figurar o quadro de profissionais da sociedade, apresando propostas de intervenção para atuar frente às questões sociais e integrar grupos de combate à pobreza, que se intensificaram na época da ditadura. 5.1 A Gênese do Serviço Social O conceito histórico do Serviço Social apresenta suas raízes, de acordo com Yazbek (2009), em meados dos anos de 1930, legitimando-se e institucionalizando-se no Brasil. A trajetória dinâmica da profissão, deve ser compreendida como um caminho de transformações da sociedade, que se mantinha através de um sistema capitalista. Nesse sentido, a literatura aponta dois marcos essenciais para compreender o desenvolvimento do Serviço Social brasileiro, sendo: Crise de 1929 e Depressão – a economia do café e a quebra da bolsa de Nova Yorque, abalaram toda a economia americana; Golpe e Revolução de 30 – findando com a política Café com Leite, somado ao fato de Getúlio Vargas ter assumido o poder e desenvolvendo as primeiras legislações sociais, como a Consolidação das Leis Trabalhista, estimulou, ainda mais, o desenvolvimento industrial, culminando em manifestações em prol do trabalhador (DEL PRIORI E VENÂNCIO, 2010). Nesse contexto, Estado e Igreja Católica iniciaram propostas sociais, criando Centros de Estudos e Ações Sociais, que, segundo Castro (2006), eram imprescindíveis à época, uma vez que trabalhadores viviam em situações precárias e às margens dos benefícios concedidos à população. A partir de então, cresce a demanda de profissionais com formação técnica, especializada, para atuar frente às questões sociais, cujo papel do Estado, nesse contexto, representada o principal demandatário do Serviço (IAMAMOTO e CARVALHO, 2009). Considerando a compreensão do serviço social como resultado e confrontos e relações entre Estado e Sociedade, este tem sido palco de pesquisas e estudos, nos quais se buscam as particularidades desta profissão hoje. Iamamoto (2012), aponta que a questão social é um conjunto das desigualdades sociais, ligadas à sociedade capitalista, que provoca conflitos com as classes subalternas para que sejam implementados os direitos civis, sociais e políticos. É nesse terreno de disputa em que a participação e a intervenção do Assistente Social se faz necessária, cujos programas de combate à pobreza entram em ação para auxiliar comunidades desfavorecidas. Assim, o profissional precisa de clareza e conhecimento teórico, incluindo um olhar sobre as expressões sociais, posicionando-se na concretização de suas ações, e alcançando patamares inovadores no uso de aspectos teóricos-metodológicos. Importa, ainda, ressaltar que para compreender os fundamentos do Serviço Social, é preciso reconhecer que as funções históricas, teóricas e metodológicas da profissão compõem um conjunto único, indissociável, que requer sabedoria por parte do Assistente Social para administrar teoria e prática em defesa das ações sociais necessárias aos sujeitos que delas necessitem. De acordo com Netto (2005), é de suma importância considerar que a sua vertente positivista, em sua abordagem prática, responde de forma imediata às diversas manifestações sociais, angariando meios para minimizar os prejuízos e danos causados àqueles que precisam de uma atenção Social por parte do Estado e demais governos. Dentro da perspectiva da formação do assistente social, sua atuação direta no atendimento de indivíduos com problemas de dependência de álcool e drogas e o trabalho de recuperação e reinserção destes no meio social e familiar. São objetivos do CAPS, oferecer cuidados intermediários entre o regime ambulatorial e a internação hospitalar, com ênfase numa abordagem compreensiva e com suporte educacional, social, recreacinal, reabilitação psicossocial e reinserção profissional, estimulando a melhoria da qualidade de vida dos usuários e seus familiares através do autocuidado; intervindo junto à comunidade com ações educativas em saúde como forma de reduzir os danos sociais, psíquicos e físicos consequentes do uso de drogas; e visa ainda diminuir o custo com internações hospitalares, social e financeiro, e uso de medicamentos. (AZEVEDO, MIRANDA 2010) O profissional da assistência social, tem uma formação baseada na visão critica que permite com mais clareza compreender as problemáticas e suas particularidades e variáveis, procurando os meios paraa implementação de recursos e medidas que possibilite o indivíduo a deixar o vício, fortalecendo laços familiares, a ressocialização e a reintegração na sociedade. Por esta razão é importante a presença do Assistente Social atuando no CAPS ad, para combater a vulnerabilidade que atualmente a sociedade enfrenta com o uso de drogas e especialmente em relação ao álcool que por ser uma droga licita tem maior facilidade de criar a dependência gerando um grande problema para a saúde pública. As Políticas Públicas de combate às drogas, a ineficácia do método tradicional de tolerância zero, adotada na América do Norte e países latinos geraram uma mudança e mostrou um novo caminho para a Política de Redução de Danos, por meio da articulação de políticas sociais de reabilitação e reinserção do dependente químico na sociedade, a começar pela assistência ao núcleo familiar. A ressocialização constitui-se em pilar fundamental da Nova Política de Saúde Mental. Especialmente quando se trata de dependentes químicos. A profissão de Assistente Social surge num contexto mundial com uma necessidade do sistema capitalista de fixar sua ideologia, mas a prática começa a tomar forma de caridade. Conforme Martinelli (2008), não há uma maneira exata de dizer quando o capitalismo surgiu, com moldes de compra de força de trabalho e pela dominação de um grupo social sobre outro, para explicar a influência desse sistema nas funções dos assistentes sociais. O Assistente social atual é direcionado a desenvolver sua atuação nas políticas públicas, não só na execução, mas também na formulação, implementação, monitoramento e avaliação dessas políticas; nas organizações não governamentais, nas empresas para trabalhar no gerenciamento de recursos humanos, dentre outros campos. Essas novas demandas, faz com que o crescimento e visibilidade da profissão no mercado de trabalho. Esse profissional tem como objeto de intervenção o enfrentamento da questão social como: trabalho infantil, a discriminação, preconceito, a pobreza, a violência, o alcoolismo e drogadição, dentre outras. O Código de Ética de 1993 é o que hoje normatiza a profissão, como fruto do amadurecimento da categoria profissional. Com a Reforma Psiquiátrica os Centros de Atenção tiveram sua implementação difundida, e o assistente social, na sua intervenção na área da saúde, desempenha suas atividades sustentadas pelo Código de Ética e na Lei de Regulamentação da Profissão, como também, nas Legislações da Política da Saúde. Dentro deste quadro o assistente social atua em eixos: Atendimento direto ao usuário; mobilização; controle social; investigação; planejamento e gestão; assessoria; qualificação e formação profissional..., é importante destacar que esses eixos não devem ser compreendidos de forma segmentada, mas articulada dentro de uma concepção de totalidade. (CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, 2009, p.41) O assistente social tem no seu papel o referencial para o apoio direto ao individuo dependente e a sua família. O seu trabalho consiste em ajudar e apoiar dentro das possibilidades e meios disponíveis primeiramente o individuam dependente, na tentativa de minimizar os efeitos nocivos à saúde mental e física do dependente e a reinserção do mesmo no seu meio familiar, social e de trabalho. O Serviço Social é caracterizado como a profissão de intervenção na realidade humana e social. Assistente social é o profissional que tem em mente o bem-estar coletivo e a integração do indivíduo na sociedade. O atendimento ao dependente pode ser realizado em grupo e para que compartilhem seus problemas, medos e angústias. Simultaneamente, ampliam seus conhecimentos sobre o alcoolismo, criando-se um espaço terapêutico que possibilite a reflexão, o que provavelmente possibilitará a modificação de alguns comportamentos. (FELIX, 2009) O assistente social no que diz respeito ao alcoolismo pode atuar como um orientador em questões de âmbito sociabilizado e de caráter reintegrante do indivíduo a sociedade. O profissional de serviço social atuará em diferentes campos onde haja a necessidade do mesmo. No meio familiar é importante a presença do assistente social para orientar os demais participantes dessa comunidade a compreender o problema aproximando-os do individuo, que muita das vezes é rejeitado pela própria família, que muitas vezes não conhecem os tratamentos que existem para tratar o alcoolismo. Cabe, então, ao assistente social a orientação e o encaminhamento do dependente, mas relacionando o tratamento com o apoio familiar, que é tão importante. (CASTRO, 2009) O papel do assistente social não se remete apenas ao caráter familiar. Algumas empresas contratam assistentes sociais para estabelecer um serviço de assistência social de orientação a os funcionários que possuam envolvimento com álcool. Esse trabalho, direcionado ao público que acaba por prejudicar seu desenvolvimento nas atividades dentro da empresa por causa do consumo de álcool, são assistidos de forma a solução do problema. Cabendo ao assistente social o encaminhamento do dependente ao tratamento, e também forma de prevenção do problema como, por exemplo, a realização de palestras e debates. (PINHEIRO, 2004) A motivação do assistente social quando trabalha com o dependente seja de álcool, seja de química, é e devera ser a sua reintegração e seu reajuste na sociedade, não restringindo o seu trabalho apenas a orientação ao tratamento, mas também posterior a isso, como o auxílio ao individuo recuperado à procura de emprego, cursos e outras formas de inserção na comunidade que este participa. 6 CENTROS DE APOIO A Constituição Federal (1988) assegura que todos os cidadãos têm direito à vida e à saúde. Dessa forma, recorremos à Carta Magna para fundamentar esta pesquisa, em razão da discussão sobre políticas públicas em todos os sentidos e nela consta a fundamentação de toda a legislação brasileira. Serão consultados documentos em publicações nacionais do Ministério da Saúde e autores que versam sobre a função importante do enfermeiro que assiste pacientes mentais, além de publicações de Amarante (2009), Alves et al (2009), Resende (1987), Rotelli (2009), Mesquita (2010) e Brasil (1997; 2010). Na Constituição Federal de 1988 foram anunciadas garantias de sistematização das ações e dos serviços destinados à promoção, preservação e recuperação da saúde individual e coletiva, onde esta passa a ser instituída como um direito de todos e dever do Estado, regida através do Sistema Único de Saúde (SUS) como assistência aos princípios básicos de universalidade, integralidade e equidade à população. Estudos advindos do Ministério da Saúde apontam que nos anos 80 a atenção aos casos de saúde mental se intensificou especialmente após a vigência da Lei nº 10.216/01, que tem por objetivos “a redução do número de pacientes internados e do tempo de internação, além de propor a participação das famílias e da comunidade na assistência em saúde mental”. Amarante (2009) assinala que “aquele em cuja razão existisse tal contradição seria um alienado, o que tornaria incapaz de julgar, de escolher; incapaz mesmo de ser livre e cidadão, pois a liberdade e a cidadania implicavam no direito de possibilidade a escolha”. No passado, a luta pela desconstrução do processo manicomial abarcou problemas a serem questionados em busca de resoluções, e, a partir daí, houve a necessidade da reconstrução da subjetividade do paciente em suas atividades da vida diária, pois este necessitava de casa, trabalho e espaço social. Os primeiros Centros de Saúde Mental de base territorial começaram a funcionar, assumindo a responsabilidade de prevenção, tratamento e reinserção do paciente mental na sociedade, com um caráter assistencial, social e terapêutico. Segundo Alves (2009), “outras experiências como Psicoterapia Institucional e a Psiquiatria de Setor, almejavam restaurar o aspecto terapêutico do hospital psiquiátrico e a recuperação da função terapêutica da Psiquiatria”, com vistas a promover as ações comunitárias, tendona internação apenas uma das etapas do tratamento. Resende (1987) descreve que a década de 70 caracterizou-se por denúncias de grupos de profissionais contra a “indústria da loucura”, condenada como dispendiosa e com caráter crônico. Dessa forma, as denúncias foram aceitas e foram elaboradas uma nova proposta, normas e ordens de serviço emanadas do Ministério de Saúde, das Secretarias Estaduais de Saúde e do Instituto Nacional de Previdência Social, e com isso, era possível coibir parte dos excessos praticados contra paciente psiquiátricos. Segundo Rotelli et al (2009), a base dos projetos “de desinstitucionalização encontra-se na ruptura da causalidade linear da doença-cura, problema-solução e na reconstrução do objeto enquanto sujeito histórico”. Ainda ressalta que as “novas instituições deverão estar à altura da complexidade da tarefa de intervir na sua existência-sofrimento”. Para Hirdes (2009), a partir dos marcos da reforma psiquiátrica, foram criados serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico, quais sejam: redes de atenção à saúde mental, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), leitos psiquiátricos em hospitais gerais, oficinas terapêuticas, residências terapêuticas, respeitando-se as particularidades e necessidades de cada local. Os municípios passaram a ser ressarcidos através das portarias ministeriais, com a finalidade do deslocamento dos recursos para modalidades alternativas à internação psiquiátrica e compatibilizando os procedimentos das ações de saúde mental com o modelo assistencial. O prisma obscuro da psiquiatria está sob uma cortina de informações não publicadas, a “doença”, da “existência global complexa e concreta” dos pacientes e do corpo social. E é nesta “separação artificial se constrói um conjunto de aparatos científicos, legisladores, administrativos (precisamente a “instituição”), todos referidos a “doença”” (ROTELLI, apud HIRDES, 2009). Muitos avanços ocorreram com as experiências de desinstitucionalização. Entretanto, pensamos que, a despeito de muitos serviços que trabalham sob a égide da reforma psiquiátrica em nosso país, há a necessidade de constantemente redimensionarmos o olhar para as práticas em curso, para que aos novos serviços correspondam às balizas propostas, no nosso caso, o referencial da reforma psiquiátrica italiana. Há que lembrar, também, que os dispositivos como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) deverão se constituir como lugares de passagem; do contrário, sem esta revisão e crítica, a tendência dos novos serviços que trabalham no contexto da reforma psiquiátrica poderá encaminhar-se para a institucionalização. Para que isto não ocorra, torna-se crucial a instrumentalização dos trabalhadores de saúde e de saúde mental, a sensibilização dos gestores de saúde e a permanente preocupação com a qualidade dos serviços oferecidos (HIRDES, 2009). São centros de apoio ao combate e prevenção do alcoolismo, onde o profissional do serviço social tem papel fundamental. O CAPS, serviço publico que atende a todos os municípios através de recursos do Ministério da Saúde em parceria com os Estados e municípios, o profissional que atende nesses centros são ligados diretamente ao município. Conforme informa o Ministério da Saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégicos da RAPS: serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituído por equipe multiprofissional e que atua sobre a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, em sua área territorial, sejam em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial e são substitutivos ao modelo asilar. O alcoolismo em si é tratado em duas modalidades, sendo: CAPS ad Álcool e Drogas: Atendimento a todas as faixas etárias, especializado em transtornos pelo uso de álcool e outras drogas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes; CAPS ad III Álcool e Drogas: Atendimento e 8 a 12 vagas de acolhimento noturno e observação; funcionamento 24h; todas as faixas etárias; transtornos pelo uso de álcool e outras drogas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes. (Ministério da Saúde-2018). Já os Alcoólicos Anônimos, ou AA, é uma irmandade mundial de homens e mulheres que se ajudam mutuamente a permanecerem sóbrios. Eles oferecem a mesma ajuda a qualquer um que tenha um problema com a bebida e queira parar de beber. Os membros de A.A. dizem que hoje são alcoólicos – mesmo que não bebam há anos. Eles não dizem que estão curados. O alcoolismo é, em nossa opinião, uma doença física, mental e espiritual, progressiva, incurável e de término fatal. Uma vez que a pessoa tenha perdido a possibilidade de controlar a bebida, nunca mais é possível beber controladamente – ou, em outras palavras, ele nunca pode tornar-se um “antigo alcoólico” ou um “ex-alcoólico”. Mas, em A.A., ele pode tornar-se um alcoólico sóbrio, um alcoólico em recuperação. A unidade básica em A.A. é o grupo local (do bairro ou cidade) que é autônomo, salvo em assuntos que afetem outros grupos de A.A. ou à Irmandade como um todo. Nenhum grupo tem poder sobre seus membros. Os grupos, geralmente, são democráticos, assistidos por "comitês de serviços" de curtos períodos de mandato. Desta maneira, nenhum grupo de A.A. tem uma liderança permanente, pois o importante é a rotatividade no serviço. Cada grupo realiza reuniões regulares, nas quais os membros relatam entre si suas experiências, forças e esperanças em seu processo de recuperação seguindo aos sugeridos "Doze Passos" e às "Doze Tradições" sugeridas para as relações dentro da Irmandade e com a comunidade de fora. Existem reuniões abertas para qualquer pessoa interessada e reuniões fechadas somente para alcoólicos. Para ser membro de A.A. basta o desejo de parar de beber. Homens e mulheres provenientes de todos os níveis sociais, desde adolescentes até pessoas com idade avançada, de todas as raças, de todos os tipos de afiliações religiosas ou mesmo sem afiliação religiosa nenhuma. Os membros de A.A. ajudam qualquer alcoólico que demonstre interesse em ficar sóbrio e solicite ajuda. Os membros de A.A. têm satisfação em compartilhar suas experiências com qualquer pessoa interessada, seja em conversações ou em reuniões formais. 7. CONCLUSÃO O trabalho do assistente social quando trata de alcoolismo é incessante, o trabalho com o dependente tem que ser constante, o retorno ao vicio é o maior dos obstáculos visto que a facilidade da obtenção do produto é muito fácil pela liberdade e valor do mesmo. Vários fatores externos devem ser analisados dia a dia. É sempre importante conhecer e refletir sobre aquilo que nos parece desconhecido, especialmente quando se trata da profissão que escolhemos, e do curso que estamos cursando, como é o caso do Serviço Social e da profissão escolhida para ser exercida num futuro próximo. O Serviço Social é bem mais complexo do que sua representação; importa que seriam necessários mais estudos a serem realizados de forma minuciosa acerca de toda sua trajetória, não sendo possível expor, tampouco discutir todo o vasto conteúdo sobre o profissional, neste artigo. É possível compreender, entretanto, que a História do Serviço Social é marcada por mudanças e lutas significativas, que comprovam sua eficácia na atuação frente às camadas mais pobres da população, levando a estas, um pouco mais de condições dignas para lidar com as injustiças sociais em suas comunidades e lares. Desta forma, ampliam-se conceitos, conforme já exposto, reconsiderando, então, o valor do Serviço e de todas as mudanças por ele concebidas, independente da obtenção de sucesso em alguns casos, visto que, claramente, não se pode realizar todas as transformações sozinho, sendo necessário o apoio governamental para transformar realidades. A família precisa ser acompanhada para que seja um auxilio positivona recuperação bem como o ex-dependente precisa ser inserido em algum trabalho que lhe ofereça além do ganho financeiro uma satisfação pessoal que preencha a necessidade do vicio. O assistente social que trabalha no sistema publico em centros de apoio precisa estar atento e além de auxiliar no tratamento indicar os fatores sociais ou que levam os indivíduos a entrar no vício, e a apontar os mesmos e as possíveis soluções ao poder público responsável. No setor privado e em apoios organizacionais o assistente trabalha da mesma forma no controle e reintegração ao meio, nas empresas tem o dever de acompanhar os funcionários para poder reconhecer o problema de dependência, visando o pronto tratamento e recuperação, diminuindo assim os riscos de acidentes e faltas ao trabalho. Como descrito anteriormente, o assistente social devera também realizar o apoio à família do dependente, ajudando a minimizar os traumas e problemas que o vicio ocasionou entre os membros e sendo o mediador de conflitos entre os mesmo, oferecendo sempre o apoio e direcionando casos mais complexos para o caminho adequado, seja em relação a questão social ou de saúde física e mental. 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