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ÉTICA E ESTÉTICA: QUE RELAÇÃO? Pensando acerca da Estética e da Ética, preliminarmente, é imperioso que se faça a distinção entre beleza e bondade. Não se pode confundir essas duas categorias, pois a primeira diz respeito à Estética, enquanto a segunda refere-se à Ética. Considerando, ainda, que os “argumentos convencem e os exemplos arrastam”, para corroborar a distinção supracitada veja-se o seguinte: uma faca é bela enquanto existe e pode ser, pois, apreciada, mas se é boa ou má, isso vai depender do uso que se fará dela. Fica claro, assim, que a beleza está afeta à existência da coisa, ao passo que a bondade, ao fim que lhe é dado. Tendo em mente a noção de que “belo” é tudo aquilo que tem possibilidade de agradar a alguém, não custa concluir que tudo é belo, porquanto sempre apresentará a possibilidade de se conformar a alguém. Por outro lado, infere-se, também que nem tudo que é belo é bom e nem tudo que é feio é ruim, vez que as noções de Bem e de Belo não se condicionam: uma não é causa da outra ou vice-versa. Elas co-existem simultaneamente. Dessa forma, dizer, por exemplo, que a “comodidade de uma casa é sua verdadeira beleza” é inócuo, porque uma casa sem comodidade, por mais precária que seja, não será casa. A comodidade é o próprio fim de uma casa. E a beleza de uma casa é ser casa. Destarte, estabelecida a distinção e não necessariamente a separação, podemos então concluir que a união entre os dois conceitos – Beleza e Bondade, condicionando-os ao fim da coisa é evidentemente um lamentável equívoco pelo qual se enveredam muitas pessoas em nossa sociedade. Também não nos é permitido abstermo-nos, aqui, de abordarmos a questão do fim de uma coisa, haja vista que é realçado constantemente na vida em sociedade. O fim é uma das causas extrínsecas da coisa, como já ensinou Aristóteles, e portanto tudo que existe tem um fim, cabendo ao homem, em determinados casos, fazer o bom ou mau uso da coisa sem que, com isso, ela deixe ou não de ser bela. E na subjetividade da relação do homem com o mundo encontramos a Ética, que podemos entender como os princípios que devem ser seguidos para que sejam alcançados os melhores fins de cada ente. CONCEITOS DE ÉTICA E DE MORAL. Segundo o dicionário Aurélio (1999), a ética é o “estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto”. A ética vem da conduta, do próprio ser humano, do que se aprende em casa; ou seja, ser ético seria fazer o certo mesmo que não haja ninguém para vangloriar-se e por motivo plausível e justo. “A moral é um conjunto de normas, aceitas livre e conscientemente, que regulam o comportamento individual e social dos homens”. (VAZQUEZ, 2003, P. 63). Tanto a ética quanto a moral são responsáveis por construir os alicerces que vão nortear a conduta do homem, definindo seu caráter e virtudes, e ensinar como ele poderá se comportar em sociedade. Logo, a moral possui um caráter social que envolve comportamento moral dos indivíduos e grupos sociais, cujos atos têm caráter coletivo, porém livre e consciente. Mesmos os atos sendo individuais de uma forma ou de outra acaba afetando alguém, e por isso se torna objeto de reprovação ou aprovação. Segundo Vázquez (2003, p. 69) “a função social da moral consiste na regulamentação das relações entre os homens (entre os indivíduos e entre o individuo e a comunidade) para contribuir assim no sentido de manter e garantir uma determinada ordem social”. Ética e moral na sociedade. Desde o nascimento nos é ensinado o que é certo e errado e a partir daí reproduzimos valores impostos pela sociedade. Isto quer dizer que agimos conforme regras impostas, sendo recompensados quando seguimos as regras e castigados quando as infringimos. Mesmos assim, somos livres para agirmos dentro dos limites impostos pela ética e pela moral. Esta liberdade parte do princípio do respeito aos direitos alheios. Entretanto, na vida prática não existe o respeito ao homem em si, o que existe na consciência humana é o respeito a si mesmo, a busca constante para si próprio; não nos faltam exemplos em nossa vida cotidiana; todos nos deparamos e ouvimos por noticiários comportamentos reprováveis, e ai pensamos, será que ainda há uma sociedade que valoriza princípios éticos e morais? Se estes valores se perdem que tipo de sociedade teremos ou o que podemos esperar das futuras gerações. Principais Virtudes Profissionais Varias são as profissões que possuem código de ética profissional com o objetivo de formar uma consciência profissional sobre padrões de conduta. Um delas e a advocacia que exige conduta compatível com os preceitos do estatuto da OAB, além dos princípios da moral, social e profissional. Para que um profissional desenvolva com eficiência seu trabalho se faz necessário que o mesmo faça uso de algumas virtudes básicas como: zelo, honestidade, virtude do Sigilo e da competência, prudência, coragem, perseverança, compreensão, humildade, imparcialidade e otimismo. E preciso que profissional realize sua tarefa com perfeição, para a produção favorável de sua própria imagem, e isto com uma responsabilidade individual. Se um profissional não se acha capaz para executar certo trabalho, melhor será que o recuse e esclareça sobre a inviabilidade em cumprir o que é requisitado. O respeito e por quem dela necessita, é algo que precisa ser priorizado. Razão pela qual, existe entre as partes um contrato determinando todos os detalhes como: natureza do serviço contratado, honorários, forma de pagamento. O advogado é responsável pelos seus atos no exercício de sua profissão, contudo quando toma para si responsabilidade perante o bem e a felicidade de terceiros. É necessário ser honesto, parecer honesto e ter ânimo de sêlo, para que exista a prática do respeito ao direito alheio. Um profissional comprometido com a Ética não se deixa corromper em nenhum ambiente, ainda que seja obrigado a viver e conviver com ele. O profissional ao violar princípio da honestidade, não prejudica só seu cliente, mas pode também prejudicar sua classe, tão influi negativamente sobre a sociedade em geral. Esta é uma das razões pelas quais o código de ética precisa ser cumprido. O sigilo eticamente assume o papel de algo que é confiado e cuja presença de silêncio é obrigatória. Revelar o que se sabe a respeito de alguém que pediu reserva e quebra de sigilo. A prudência faz com que o profissional avalie as situações complexas e difíceis com mais facilidade e de forma mais profunda e minuciosa, contribuindo assim para maior segurança, sobretudo das decisões a serem adotadas; pois evita julgamentos apressados e conflitos ou discussões desnecessárias. A compreensão é uma qualidade que quando bem aceita facilita a aproximação e o diálogo, porém, não confundir compreensão com fraqueza, para que o profissional não se deixe levar por opiniões ou atitudes, nem sempre, válidas para eficiência do seu trabalho. Vê-se que a compreensão precisa ser condicionada, muitas vezes, pela prudência. A imparcialidade é uma qualidade que assume as qualidades do dever, pois se propõe a se contrapor aos preconceitos, “a defender os verdadeiros valores sociais e éticos, assumindo principalmente uma posição justa nas situações que terá que enfrentar. Para ser justo é preciso ser imparcial, logo a justiça depende muito da imparcialidade”. Estas são algumas das virtudes que se deve esperar no mínimo de um profissional, principalmente de um advogado. Alias estar na hora de se operar o resgate do prestígio da advocacia, faz-se necessário superar a noção que já se espalhou no seio da sociedade de que advogado é um ladrão. Essa péssima imagem que a sociedade nutre dos advogados opera em desfavor da cidadania e da democracia, visto que uma parcela considerável da sociedade prefere amargar a injustiça, pelo receio de procurar seus direitos e se deparar com um aproveitador disposto a fazer de tudo para arrancar até o último centavode seus clientes, e exemplos assim não faltam. Em face dessa imagem da classe acaba trazendo prejuízos a tantos outros profissionais que se esforçam para exercer a profissão com dignidade. Diante disto, não se pode mais aceitar uma postura de tolerância com relação aos maus advogados, mas do que nunca é preciso puni-los adequadamente e quando for o caso, retirar-lhes o direito de exercer a profissão. Agir com afeição nestes casos é praticar suicídio profissional coletivo. Coopera também para tal descrédito a infindável espera pela manifestação do Poder Judiciário cuja fama quanto à celeridade processual também não é lá das melhores Conclusão. Ao refletir sobre esse tema percebi a importância dele em nosso dia a dia e que este deveria estar presente em todos os segmentos da sociedade, seja na política, na família e nos meios de comunicação, eles precisam continuar sendo os norteadores de todas as ações que atinge as pessoas. Para ser ético precisamos tomar consciência de nossos atos, agir com autocontrole, ou seja, respeitando-se e respeitando as pessoas. E preciso parar um pouco para refletir, e assim nos tornamos pessoas sensíveis e mais sensatas, porque ela nos aproxima da realidade e nos torna mais conscientes das ações que praticamos em qualquer espaço da nossa vida. Atualmente a ética e a moral estão sendo relegadas por certas classes sociais e políticas, muitos valores estão sendo quebrados em prol do individualismo, ou seja, “cada um por si” e com isso ética e moral vêm perdendo o sentido. DIFERENÇA ENTRE ÉTICA E MORAL Moral representa os hábitos e costumes de uma sociedade, enquanto ético é um comportamento moral individual racionalizado e uma espécie de filosofia da moral. Para pensarmos nas diferenças entre ética e moral, devemos recorrer, primeiro, à raiz etimológica dessas palavras. Ética deriva da palavra grega êthos, que quer dizer “caráter”. Ela era utilizada para representar os modos de agir de uma pessoa, ou seja, suas ações e comportamentos. Uma variante de êthos era a palavra éthos, que significa “costume” e pode ser aplicada a uma sociedade. O termo latino que designa éthos é moris, de onde retiramos a palavra moral. Basicamente, ética é o comportamento individual e refletido de uma pessoa com base em um código de ética ou de conduta que deve ter aplicabilidade geral. É chamado de ética o campo da Filosofia que se dedica a entender e a refletir as ações humanas (ações morais) e a classificá-las enquanto certas ou erradas. Por isso, podemos dizer que ética é uma espécie de “filosofia moral”. Moral é, por sua vez, o costume ou hábito de um povo, de uma sociedade, ou seja, de determinados povos em tempos determinados. A moral muda constantemente, pois os hábitos sociais são renovados periodicamente e de acordo com o local em que são observados. O QUE É MORAL? A moral é uma espécie de conjunto de hábitos e costumes de uma sociedade. A moral, em geral, faz-se de acordo com a cultura de um local em um determinado espaço de tempo. Normalmente, alguns elementos da sociedade influenciam-na, como a religião, o modo de vida da sociedade, o acesso que essa sociedade tem à informação e o uso que as pessoas de determinado recorte social fazem da informação. A moral, normalmente, é exposta sobre preceitos e, muitas vezes, expressa como normas de proibição e permissão. É comum ouvirmos a frase “fulano atentou contra a moral e os bons costumes”, isso porque a moral é uma espécie de norma de conduta social que indica algo que é certo ou errado naquela sociedade. Devido ao caráter cultural e subjetivo da moral, algo que é permitido em uma determinada moral, pode ser proibido em outra. Apesar de várias normas morais repetirem-se, elas são, muitas vezes, diferentes porque as sociedades construíram diferentes modos de vida. Aquilo que uma sociedade convenciona como moralmente incorreto pode ser classificado como um tabu. → Exemplos de moral Como o comportamento moral é moldado social e culturalmente, ou seja, os tabus e as permissões morais vão sendo modelados de acordo com o desenvolvimento social dos povos. Nesse sentido, vários traços do comportamento humano modificam-se, pois são relativos. Alguns exemplos de moral podem ser encontrados nas seguintes relações: - Normas de conduta em relação ao sexo e à sexualidade A moral, por sofrer influência da religião, pode tratar o sexo e a sexualidade de diferentes maneiras. Em sociedades politeístas antigas, como a grega e a romana, o celibato não era estimulado (ao menos para os homens) como o é nas sociedades ocidentais cristãs, que se formaram a partir do crescimento do cristianismo na Idade Média. Como a religião cristã baseia-se nas ideias de pecado original e de que o afastamento dos pecados é necessário para a obtenção da graça divina, a moral incorporou a proibição do sexo fora do matrimônio como norma. Daí deriva o tabu quanto à prática de sexo que não seja uma prática reprodutiva e que não tenha obtido a benção divina. A homossexualidade também é um tabu nas culturas judaico-cristãs e islâmicas por conta dos preceitos dessas religiões, mas, na Grécia Antiga, a homossexualidade era um elemento cultural comum da sociedade, baseado, inclusive, no alto teor patriarcal daqueles povos que tendia a colocar a mulher no simples lugar de fêmea reprodutora, incapaz de oferecer a plenitude espiritual a um homem. Frida Kahlo é um exemplo de mulher que lutou contra as injustiças de gênero de sua época, questionando normas morais da sociedade onde estava inserida. Para saber mais sobre a Frida Kahlo, leia: Frida Kahlo: biografia, importância, obras, curiosidades - Tratamento à mulher O domínio dos homens nas relações sociais com as mulheres é antigo. O que chamamos, hoje, de patriarcado é a marca desse domínio, que, durante milênios (e até hoje), colocou a mulher em posição social inferior. Se pensarmos que, até a década de 1930, as mulheres não votavam na maioria das potências republicanas e que, ainda hoje, às mulheres são negados certos direitos básicos, como a liberdade de ir e vir e de se expressar, com base em preceitos morais, podemos tomar como exemplo de norma moral o tratamento dado às mulheres. Hoje a ética tem o dever de desmascarar e derrubar esse antigo domínio que subjuga e trata com inferioridade as mulheres. - A escolha pelo certo e pelo errado ou pelo bem e pelo mal Nietzsche foi um crítico da moral cristã e da filosofia moral. Nos livros Genealogia da moral e Além do bem e do mal, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche tenta desconstruir a imagem que a nossa sociedade tem dos valores morais, afirmando que essa visão está demasiadamente entorpecida pela moral cristã. Segundo o filósofo, a gênese dos valores morais tem data certa de nascimento, apesar de parecerem algo que sempre foi dado ou esteve aí. O filósofo também fala do peso da escolha, por uma ou outra ação, que pode implicar o bem ou o mal, mas faz questão de deixar claro que esse peso moral, que é considerado correto hoje, nem sempre foi aceito ou valorizado pela sociedade. Segundo Nietzsche, os valores morais vigentes na Modernidade enfraquecem e desvalorizam o que há de mais fortalecedor no ser humano, a sua natureza animal. Leia também: A crítica de Nietzsche à moral cristã O QUE É ÉTICA? Ética é o que diz respeito à ação quando ela é refletida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com o errado, mas não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo de ação que procura refletir sobre o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não desrespeite a individualidade dos outros. Em Ética prática, o filósofo australiano Peter Singer destaca e refuta quatro pontos que ele considera que não se aplicam à ética, apesar das pessoas, insistentemente, considerarem tais pontos características do que seria a ética. Não é um conjunto de normas em relação ao sexo: isso cabe à moral, pois a primeira é uma questão individual que, se afeta a sociedade, diz respeito a uma má condutado indivíduo e não ao sexo em si. Singer diz que os mesmos problemas de má conduta de um indivíduo em relação ao sexo podem ser aplicados ao ato de dirigir um carro. Se ele é responsável e, com suas atitudes sexuais, atinge apenas a si mesmo, ele não está agindo fora do que a ética prediz, do mesmo modo que uma direção segura e responsável não afetaria a sociedade. Não é uma bela abstração teórica e inexequível na prática: pensar que a ética é utópica, porque a maioria das pessoas não age de acordo com ela, é falso. Se a ética não for aplicável na prática, não há o porquê de ela existir. Não faz sentido apenas quando em contexto religioso: a ética é uma prática reflexiva que deve nortear as ações cotidianas dos indivíduos, tanto em contextos religiosos quanto fora deles. Não é relativa: ao contrário da moral, que é subjetiva, a ética tenta expressar um conjunto de práticas que devem ser consideradas corretas por toda a sociedade. Apesar de haver um contexto de ação individual, o indivíduo ético deve procurar fazer o que é o correto, e isso não é um traço subjetivo e individual mas está dentro de um contexto. A ética é, portanto, a reflexão moral acerca da ação. É a ética que vai garantir às ações das pessoas a correção moral, sendo que, muitas vezes, uma ação moralmente ética pode não se enquadrar na moral de uma determinada sociedade. Por exemplo, se, em um país que segue a lei islâmica, uma mulher comete adultério, ela pode ser condenada à morte por apedrejamento. Isso faz parte da moral daquela sociedade, mas não é eticamente correto. Se, em uma situação hipotética, alguém salva uma mulher prestes a morrer daquela maneira, essa pessoa está atentando contra a moral, mas está agindo certo, de acordo com a ética. Leia também: Bioética: o que é, origem, princípios e importância → Exemplos de ética Respeitar as leis que sejam justas; Procurar agir com justiça; Não se apropriar, indevidamente, do que não é seu; Não prejudicar os outros; Respeitar o convívio social. Por Francisco Porfírio Professor de Filosofia Ética e moral são termos similares que tiveram significados idênticos no passado. Hoje as mesmas palavras designam coisas distintas EXEMPLOS DE ÉTICA E MORAL A ética tem como fundamento explicar as regras e comportamentos morais do ser humano de maneira racional e científica, através de legislações que legitimam este comportamento perante a sociedade. Já a moral está relacionada com o conjunto de regras aplicadas no cotidiano por cada cidadão, conforme seu próprio entendimento entre o que é certo ou errado. Em um contexto filosófico, a ética e a moral possuem significados diferentes, porém bastante relacionados nas questões de conduta de um indivíduo em sociedade. Veja alguns exemplos de ética e moral: 1. Ajudar a quem precisa Quando alguém lhe pede alguma ajuda financeira na rua ou algum idoso lhe pede auxílio para atravessar a rua, você tem a opção de ajudar ou não. Pela ética, você não seria obrigado a ajudar em nenhuma das situações. Entretanto, a moral, por estar mais relacionada com os valores individuais, pode permitir com que reflita sobre aquela situação e ofereça a ajuda necessária. 2. Cometer atos ilícitos Esta é uma questão importante para ser refletida dentro dos conceitos da moral e da ética. Situações ilícitas como roubar ou matar, são, por lei, possíveis de punição e entendemos que pela ética seriam então uma atitude ilegal e, moralmente falando, não condizem com os bons valores e costumes da sociedade. Portanto, cometer atos ilícitos como roubar e matar são considerados pela ética e pela moral ações que possuem punições, sejam elas legais ou morais. 3. Jogar lixo na rua Este também é um exemplo onde a reflexão sobre a ética e a moral são postas em prática. Se ao caminhar por uma via pública, uma pessoa estiver com alguma embalagem que pretenda se desfazer, pela ética ela deve jogar esta embalagem no lixo, que seria o correto, inclusive pela moral. Entretanto ela decide jogar a embalagem na via pública, o que pela ética, apesar de não ser uma atitude punitiva, é tida como algo ruim, pois além de sujar a rua essa pessoa pode estar dando um mal exemplo para que outros indivíduos possam vir a cometer este mesmo ato. Num sentido mais amplo, a finalidade das duas é muito semelhante, pois tanto a ética quanto a moral são responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem e a melhor forma de agir em sociedade. 4. Furar fila Outra questão que exemplifica a reflexão sobre a ética e a moral é a ação de furar fila em locais de atendimento público, como bancos, restaurantes, etc. O correto, pela ética seria respeitar a ordem e aguardar a sua vez. Entretanto, esta ação não é algo que implique grandes punições e uma pessoa pode cometer, se achar que esteja correto fazer isso, mesmo que moralmente não seja o mais correto. 5. Maltratar animais Esta é uma atitude bem polêmica e controversa na reflexão sobre a ética e a moral, pois é preciso levar em conta que em determinados países, cada grupo ou sociedade possui seu próprio código de ética relacionado à esta questão. É fato, que moralmente falando, maltratar animais é uma atitude negativa. Porém, em um determinado país, por exemplo, utilizar animais para pesquisa científica pode ser considerado ético, devido ao código de ética já estabelecido. Já para outra região, esta atitude pode ser considerada um desrespeito aos princípios estabelecidos por aquele país. Veja mais sobre o Código de Ética. 6. Prejudicar algum colega de trabalho No ambiente de trabalho, é comum que se tenha a chamada ética profissional, onde se supõe que todos os funcionários ajam de acordo com estes princípios. Veja mais sobre a Ética Profissional. Entretanto, se por razões de crescimento pessoal dentro da empresa, algum funcionário resolver prejudicar algum colega de trabalho, esta atitude, seja pela ética ou pela moral, não é considerada como algo correto. Além deste funcionário não estar agindo de acordo com o código de ética profissional, moralmente falando, não é algo que condiz com o que a sociedade considere correto.