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UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Vídeo Final do Projeto Integrador:
<https://youtu.be/w61Fb227ids>
CHRISTIAN APARECIDO DEMETRIO
MARCELO SANTANA DOS SANTOS
MARCIO DANIEL MACEDO
MARIANA ROMAN OLIVEIRA
RACHEL SCRIVANI DA SILVA
Reflexos de uma sociedade competitiva e globalizada na ocupação
dos espaços urbanos públicos e privados
São Pedro - SP
2019
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Reflexos de uma sociedade competitiva e globalizada na ocupação
dos espaços urbanos públicos e privados
Sistema automatizado de baixo custo para monitoramento de
alagamento em áreas urbanas
Relatório Técnico-Científico Final apresentado
na disciplina de Projeto Integrador II para o
curso de Bacharelado em Engenharia da
Computação da Fundação Universidade Virtual
do Estado de São Paulo (UNIVESP).
Tutor: Wesley Ricardo Amado
São Pedro - SP
2019
DEMETRIO, Christian Aparecido; SANTOS, Marcelo Santana dos; MACEDO, Marcio
Daniel; OLIVEIRA, Mariana Roman; SILVA, Rachel Scrivani da. Sistema
automatizado de baixo custo para monitoramento de alagamento em áreas
urbanas. 00f. Relatório Técnico-Científico Final (Bacharelado em Engenharia da
Computação) – Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Tutor: Wesley
Ricardo Amado. Pólo São Pedro , 2019.
RESUMO
A globalização e a competição geraram um crescimento desordenado e
desestruturado de áreas urbanas em países como o Brasil. Ações antrópicas como
desmatamento, construções irregulares e pavimentação do solo agravaram
desastres ambientais, tais como alagamentos, enchentes e inundações, causando
significativas perdas sociais e econômicas. Com o aumento das populações urbanas
e as mudanças climáticas estes problemas estão cada vez mais frequentes no Brasil.
Considerando essa realidade, é possível perceber que inovações sustentáveis e o
uso de tecnologia são necessárias para que as localidades afetadas evitem ou
minimizem danos e prejuízos. São Pedro, pequeno município do interior paulista
detentor do título de Estância Turística, possui reflexos da má estruturação e tem
áreas afetadas por alagamento. Sendo assim, o objetivo deste projeto foi
desenvolver um sistema automatizado de baixo custo para identificação do volume
das águas de chuvas acumuladas em vias públicas, que emitirá alertas em redes
sociais, notificando a população sobre os riscos de possíveis alagamentos. O
sistema de monitoramento e alerta desenvolvido neste trabalho foi baseado na
Internet das Coisas e inserido dentro do conceito de Cidades Inteligentes, facilitando
a tomada de decisão por parte de gestores e cidadãos e a prevenção ou rápida
resposta a problemas causados por alagamento. Após os testes realizados em
laboratório concluiu-se que o sistema é eficiente.
PALAVRAS-CHAVE: NodeMCU ESP8266; Desastres naturais; Impactos urbanos.
DEMETRIO, Christian Aparecido; SANTOS, Marcelo Santana dos; MACEDO, Marcio
Daniel; OLIVEIRA, Mariana Roman; SILVA, Rachel Scrivani da. Low cost
automated system for monitoring flooding in urban areas. 00f. Final Technical-
Scientific Report (Bachelor in Computer Engineering) – Universidade Virtual do
Estado de São Paulo. Adviser Tutor: Wesley Ricardo Amado. Polo São Pedro ,
2019.
ABSTRACT
Globalization and competition have generated disorderly and unstructured growth in
urban areas in countries such as Brazil. Anthropogenic actions such as deforestation,
erratic construction and paving of the soil have aggravated environmental disasters
such as floods, floods and floods, causing significant social and economic losses.
With the increase of urban populations and climate change these problems are
increasingly frequent in Brazil. Considering this reality, it is possible to perceive that
sustainable innovations and the use of technology are necessary for affected
localities to avoid or minimize damages. São Pedro, a small municipality in the
interior of São Paulo that holds the title of Tourist Resort, has reflections of bad
structuring and has areas affected by flooding. Therefore, the objective of this project
was to develop an automated low-cost system to identify the volume of rainwater
accumulated on public roads, which will issue alerts on social networks, notifying the
population about the risks of possible flooding. The monitoring and alerting system
developed in this work was based on the Internet of Things and inserted within the
concept of Intelligent Cities, facilitating decision making by managers and citizens
and the prevention or rapid response to problems caused by flooding. After the
laboratory tests it was concluded that the system is efficient.
PALAVRAS-CHAVE: NodeMCU ESP8266; Natural disasters; Urban impacts.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 5
1.1. Problemas e Objetivos ................................................................................... 7
1.2. Justificativa .........................................................................................................8
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................... 8
2.1 Crescimento urbano e suas consequências ...................................................... 8
2.2 Enchente, Inundação e Alagamento ................................................................. 11
2.3 Tecnologia da Informação e Comunicação para Sistema de Alerta ................ 13
2.4 Cidades Inteligentes ........................................................................................ 14
2.5 Aplicação das disciplinas estudadas no Projeto Integrador ............................. 14
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS UTILIZADOS .................................... 16
3.1 Metodologia da Pesquisa ............................................................................ 16
3.2 Metodologia do Projeto ............................................................................... 21
3.2.1 DESCRIÇÃO DA PROPOSTA ........................................................... 21
4. PROJETO DE INTERVENÇÃO ......................................................................... 22
4.1 Projeto Inicial ................................................................................................... 22
4.1.1 MÓDULO NODEMCU ESP826612-E ................................................ 22
4.1.2 SENSOR ULTRASSÔNICO HC-SR04 .............................................. 23
4.1.3 GESTÃO DE ENERGIA ..................................................................... 24
4.1.4 SOFTWARES UTILIZADOS .............................................................. 25
4.1.5 THINGSPEAK ................................................................................... 26
4.1.6 MONTAGEM DOS HARDWARES ..................................................... 27
4.1.7 PROTÓTIPO INICIAL ........................................................................ 28
4.2 Feedback sobre o Protótipo Inicial ................................................................. 30
4.3 Projeto Final ................................................................................................... 31
4.4 Feedback sobre o protótipo final ............................................................. 43
5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ....................................................................... 43
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................52
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 53
5
1. INTRODUÇÃO
Nas últimas décadas, principalmente a partir da década de 80, ocorreram
várias transformações no ambiente internacional com importante impacto sobre os
países, as cidades e populações; transformações estas advindas da globalização,
que é o processo internacional de integração econômica, social, cultural e política
(WATERS, 1996).
Com a globalização foram estabelecidos novos paradigmas para a distribuição
do poder de competição, da renda, da capacidade de produção e do conhecimento.
Este complexo processo de expansão e integração cultural com grande número de
atores e de variedade de relações que se estabelecem entre eles, trouxe benefícios
à sociedade mundial, assim como também trouxe malefícios.
Um benefício importante foi o aumento do comércio e a diminuição das
barreiras à circulação de pessoas e de capitais, mas por outro lado, houve aumento
da competição no contexto global. Um malefício em vários países do mundo e
inclusive no Brasil é a urbanização desordenada e descontralada (FERREIRA, 2000).
O problema da urbanização no Brasil nas últimas décadas é o como ele é
realizado:
a forma de ocupar o território; a disponibilidade de insumos para seu
funcionamento (disponibilidade de água); a descarga de resíduos (destino e
tratamento de esgoto e lixo); o grau de mobilidade da população no espaço
urbano (qualidade do transporte público de massa); a oferta e o
atendimento às necessidades da população por moradia, equipamentos
sociais e serviços; e a qualidade dos espaços públicos (GROSTEIN, 2001).
Gerando os diversos problemas urbanos atuais como poluição, mobilidade
urbana, infraestrutura, alagamentos, enchentes, entre outros. E nesta era globalizada
um fator chave para o desenvolvimento, a competição e a solução de problemas é a
tecnologia.
O Município de São Pedro, localizado no interior do Estado de São Paulo, a
uma latitude 22o32'55" sul e a uma longitude 47o54'50" oeste, a 200 km da capital
paulista, apesar de ser considerado pequeno, já está sofrendo as consequências do
crescimento irregular e das alterações dos espaços naturais.
6
De acordo com o Censo 2010 (IBGE), o número de habitantes da cidade é
31.629, sendo que a área urbana da cidade concentra a maior parte da população:
26.579 habitantes (84%) e a zona rural 5.050 habitantes.
O município tem o título de Estância Turística que pode ser perdido no caso
do não cumprimento de algumas exigências, tais como: condições de lazer,
recreação, recursos naturais e culturais específicos. Além disso, critérios como
infraestrutura e serviços dimensionados à atividade turística precisam ser evidentes
na cidade. Os municípios com este status podem receber aportes financeiros
específicos para incentivo ao turismo (QUIRINO, 2012).
Os danos causados pelos alagamentos pode comprometer o recebimento de
verba destinada ao turismo, trazendo prejuízos e até a possível perda do titulo de
Estância Turística.
No Município de São Pedro em sua área urbana ocorrem eventos de
alagamentos e inundações em uma das principais avenidas que cortam a cidade, na
rua Valentim Amaral (Figura 1) e em outras regiões de grande concentração de
população como o Bairro do Recanto, Vila Baltieri, São Judas, Vale do Sol, Santa
Cruz, entre outros (Figura 2).
Figura 1. Danos causado por alagamento em São Pedro/SP
Fonte: G1/EPTV, 2018.
7
Figura 2. Gráfico que apresenta localidade e ocorrência de alagamentos no
município de São Pedro - SP, criado com os dados resultantes da terceira questão
de uma pesquisa realizada pelos autores com a população local.
Fonte: Autor
Pensando em uma forma de colaborar com o município de São Pedro, estado
de São Paulo, na questão de um problema urbano, apresenta-se o sistema de alerta
de início de alagamentos em áreas de risco com a função de minimizar os efeitos
negativos dos alagamentos nas áreas em que ocorre.
1.1 Problema e objetivos
Entre os diversos problemas urbanos existentes, há um que traz grande
incomôdo e prejuízos aos moradores do município de São Pedro - SP, os frequentes
alagamentos que ocorrem, principalmente, na área central da cidade, uma região de
vale.
Sendo assim o objetivo geral deste projeto é desenvolver um sistema
automatizado de baixo custo para identificação do volume das águas de chuvas
acumuladas em vias públicas, que emitirá alertas em redes sociais, notificando a
população sobre os riscos de possíveis alagamentos.
Objetivos específicos:
⚫ Identificar as principais áreas de alagamentos no município de São Pedro/SP;
⚫ Identificar os principais danos que ocorre à população em áreas de alagamentos
no município de São Pedro/SP;
8
⚫ Colaborar com a população do município de São Pedro/SP por meio do alerta de
risco de ocorrência de possível alagamento que o sistema proposto emitirá.
1.2 Justificativa
A relevância acadêmica deste projeto foi colocar em prática ao longo de sua
execução os conceitos aprendidos nas disciplinas já cursadas até o momento atual
do curso de Engenharia de Computação, atendendo ao tema proposto e as
expectativas da Univesp.
A relevância social deste projeto foi de criar um sistema capaz de minimizar os
transtornos e danos que a população de São Pedro tem a cada alagamento ocorrido,
pois os alagamentos, além de gerarem transtornos de mobilidade, tem como
consequência a entrada de água nas casas da população residente em áreas de
risco, que por sua vez contaminam alimentos, deterioram móveis e objetos pessoais,
assim como a entrada da água nos estabelecimentos comerciais e industriais em
áreas de risco, ocasiona perdas econômicas.
A principal contribuição desta pesquisa é o sistema de baixo custo que foi
desenvolvido e poderá ser apresentado ao poder público para que seja realmente
implementado no município.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Crescimento urbano e suas consequências
O homem transforma a natureza desde os primórdios, retirando dela tanto
seus meios de subsistência imediatos quanto a realização de suas atividades
produtivas. Os processo de transformações realizados pelo homem através de sua
atividade produtiva tem interferido no meio ambiente e consequentemente na
ocorrência dos fenômenos naturais. De acordo com o Tominaga (2009), para efetiva
prevenção dos desastres naturais é necessário respeitar as leis da natureza, isto é,
os fenômenos naturais devem ser bem conhecidos quanto aos seus episódios,
mecanismos e prevenção de acidentes. Os desastres naturais são os eventos
perigosos que trazem danos às populações: inundações, escorregamentos, erosão,
terremotos, tornados, furacões, tempestades, alagamentos, estiagem dentre outros.
9
A degradação do meio ambiente, comumente resulta na perda de defesas
naturais, que por sua vez aumenta a vulnerabilidade de comunidades humanas as
catástrofes ambientais e atualmente as mudanças climáticas seguem como segundo
fator de grande influência nos desastres ambientais e consequentemente na
degradação do meio ambiente (SINUS, 2015).
O crescimento populacional acelerado e descontrolado dos países
subdesenvolvidos eleva o risco de desastres ambientais tanto de origem climática
quanto humana. Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU (ONU, s.d.), a
população mundial em 1950 era de 2,6 bilhões de pessoas, em 1987 atingiu 5
bilhões, em 2009 era estimada em 7 bilhões e continua crescendo; dados daONU
apresentados pela Agência Brasil (2017), estimam uma população de 8,6 bilhões de
pessoas até 2030.
No início do século XX, a população urbana compunha cerca de 15% da
população mundial (FOSTER, 1986). Principalmente após a industrialização na
década de 60 e após a globalização na década de 80, este número disparou e de
acordo com a ONU (2014), em 2014, 54% da população mundial vivia em áreas
urbanas e a estimativa para 2045 é que o número da população urbana mundial
ultrapasse os 6 mil milhões.
A América Latina vai atingir uma taxa de urbanização de 90% até 2020,
segundo um estudo do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos
Humanos (Onu-Habitat), os dados mostram que a América Latina e o Caribe são as
regiões mais urbanizadas do mundo, embora uma das menos povoadas em
proporção territorial. Na área, cerca de 80% das pessoas moram em cidades hoje,
número superior ao de países desenvolvidos. Metade da população urbana vive em
cidades com menos de 500 mil habitantes (222 milhões de indivíduos) e 14% nas
megacidades (65 milhões) (CARTA CAPITAL, 2012).
Segundo os dados do censo do IBGE em 1950 a população urbana do Brasil
era de 36,1% e em 1970 de 55,9% (Girardi, s.d.). O Brasil apresentou, ao longo das
últimas décadas, a partir da década de 60, um crescimento significativo da
população urbana, criando-se as chamadas regiões metropolitanas, sendo que a
taxa de população urbana brasileira era de aproximadamente 80% em 2005 e
próxima à saturação (TUCCI, 2005).
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2015),
mostram que em 2015 a população urbana brasileira alcançou 85% (Figura 3).
10
Figura 3. Distribuição da população urbana no Brasil em 2015.
Fonte: IBGE, 2015
Os efeitos desse processo fazem-se sentir sobre todo o aparelhamento
urbano relativo a recursos hídricos: abastecimento de água, transporte e tratamento
de esgotos, e drenagem pluvial. A forma da paisagem das cidades altera os
balanços energético/hídrico/térmico e os fluxos aerodinâmicos, ocasionando
mudanças no microclima do local (Minella e Krüger, 2010) intensificando a
ocorrência de desastres naturais. As inundações, enchentes e alagamentos são
agravadas em decorrência do processo de urbanização desordenada, como
consequência da impermeabilização da superfície (Braga, 2016; Ramalho et.al,
2015).
11
2.2 Enchente, inundação e alagamento
Enchentes e inundações estão entre os desastres naturais com maior
ocorrência em áreas urbanas e rurais, mais de 35 milhões de pessoas foram
afetadas por este tipo de desastre em 2018 no mundo (UNISDR, 2019). Há uma
linha tênue que diferencia enchente, inundação e alagamento.
Um quadro de enchente é quando temos o aumento do nível da água de
corpos hídricos, porém sem gerar o transbordamento, ela é causada sobretudo pela
elevada vazão da chuva. Inundação é caracterizada pelo transbordamento que
inunda a região quando o sistema de drenagem não dá conta da vazão de chuva
(PENA, 2019). Alagamentos são o acúmulo de águas em vias públicas e são
causados principalmente por drenagem deficitária (Figura 4).
Figura 4. Ilustração representativa de enchente, inundaçaõ e alagamento.
Fonte: CPRM
Embora os alagamentos sejam considerados fenômenos naturais, a
interferência do homem por meio de ações como eliminação de vegetação e
urbanização, são algumas das atividades que podem aumentar as chances de
alagamentos, visto que a natureza segue um ciclo, que quando alterado pode trazer
diversos prejuízos para a área (PENA, 2019).
Os alagamentos são classificados pela Defesa Civil Nacional como um dos
principais eventos de desastres naturais incidentes no Brasil, entre os anos de 1991-
12
2012 afetou mais de 105 mil pessoas no estado de São Paulo, Figura 5, e destruiu
ou danificou mais 1700 construções entre públicas e privadas, Figura 6 (UFSC,
2013).
Figura 5. Danos humanos causados por desastres de alagamentos no Estado de
São Paulo, no período de 1991 a 2012.
Fonte: UFSC, 2013
Figura 6. Edificações destruídas e danificadas pelos alagamentos no Estado de São
Paulo, no período de 1991 a 2012
Fonte: UFSC, 2013
13
2.3 Tecnologia da Informação e Comunicação para Sistemas de Alerta
Sistemas de monitoramento, alerta e alarme podem contribuir para aumentar
o nível de segurança dos habitantes das cidades. De acordo com Zahed Filho (et al.,
2012), os sistemas de alerta a inundações possuem três etapas básicas: coleta de
dados, processamento de dados e transmissão de dados.
Em todas estas fases faz-se presente as Tecnologias da Informação e
Comunicação (TICs), desde a etapa de coleta de dados a partir da leitura por
sensores dos mais variados tipos, passando pelo processamento em
supercomputadores e seus modelos matemáticos de previsão meteorológica, até o
compartilhamento destas informações entre as diversas agências interessadas pelo
mundo através de redes próprias de comunicação, normalmente por satélites.
A internet proporcionou uma revolução nas comunicações a partir da criação
da interface World Wide Web (www) em 1994. Estima-se haver atualmente, em 2015,
três vezes mais aparelhos conectados do que pessoas em todo o mundo. É neste
cenário que está surgindo uma nova era da tecnologia, marcada pela relação entre
seres humanos e objetos, a Internet of Things (IoT) ou Internet das Coisas em
português. O termo Internet das Coisas foi proposto em 1999 por Kevin Ashton,
pesquisador do Massachussets Institute of Technology (MIT), como título de uma
apresentação sobre tecnologia de identificadores de rádio frequência,
RadioFrequency IDentification (RFID), tornado-se popular somente dez anos depois
com a publicação do artigo “A Coisa da Internet das Coisas” para o RFID Journal
(RANGEL, 2014). Para Paes (2014) a Internet das Coisas relaciona a tecnologia dos
dispositivos inteligentes com o cotidiano da sociedade e apresenta-se como uma
tendência do processo de inovação e produção de dados/informações, destacando
que:
O uso crescente e contínuo do uso de smartphones, redes móveis,
computação móvel, internet e redes sociais; representam um ambiente fértil
para Internet das Coisas ser considerada como uma plataforma para o
desenvolvimento de novos produtos e serviços (PAES, 2014).
O termo Internet das Coisas refere-se, portanto, a uma rede de objetos
físicos conectados ao mundo pela internet, que sentem o estado das coisas através
de sensores, e que podem interagir e até mesmo modificar este estado através de
14
atuadores, podendo, portanto, sentir e controlar o mundo físico ao seu redor,
requisito básico das Cidades Inteligentes.
2.4 Cidades Inteligentes
Smart City significa cidade inteligente em tradução literal. Entretanto,
segundo Penalosa (2014) o verdadeiro recurso “smart” das cidades não são os
computadores, mas as pessoas. Consiste, portanto, em aplicar o potencial das TICs
para a melhoria da qualidade de vida da população, tema que tem ganhado cada
vez mais espaço na agenda dos gestores públicos. A ideia de Cidade Inteligente
surgiu da iniciativa de multinacionais de Tecnologia da Informação e Comunicação
(TIC) com o objetivo de testar soluções tecnológicas no meio urbano e gerar receitas
para as prefeituras e oportunidades para negócios (RUIZ e TIGRE, 2014). De acordo
com Monzoni e Nicolletti (2014) às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)
contribuem e viabilizam processos vitais às cidades inteligentes. Segundo os autores:
Facilita a gestão dos serviços e da infraestruturaurbana, o
compartilhamento de informações, a tomada de decisão por parte de
gestores e cidadãos e a prevenção ou rápida resposta a problemas, como
eventos climáticos extremos. Assim, ferramentas de TIC podem ser
aplicadas para composição de ecossistemas institucionais técnico-social
políticos, públicos e privados, potencializando a interação e a emersão de
soluções criativas. Propiciam um novo sistema de governança das cidades:
as cidades inteligentes (MONZONI e NICOLLETI, 2014).
Embora o conceito de cidades inteligentes tenha como base o uso da
tecnologia para modernizar e tornar os centros urbanos mais eficientes, ele não está
ligado somente à tecnologia. Aborda a infraestrutura, a qualidade de vida à
população e a gestão dos recursos naturais. A abordagem de cidades inteligentes
inclui, portanto, tecnologias de sensores e sistemas de monitoramento e alerta
antecipado que percebem e respondem rapidamente a eventos ocorridos no mundo
físico, como os desastres naturais (WEISS; BERNARDES; CONSONI, 2015).
2.5 Aplicação das disciplinas estudadas no Projeto Integrador
A disciplina de Introdução à Engenharia de Computação mostrou
possibilidades de atuação no mercado, por meio dela é possível identificar a utilidade
15
futura profissão dos integrantes do grupo no desenvolvimento de soluções
tecnológicas para problemas nos setores privado e público.
As disciplina de Sociedade e Cultura e Ciência e Ambiente foram aplicadas
na delimitação do tema, por meio delas o grupo foi capaz de ter um entendimento
melhor e sistêmico das relações que ocorrem entre o público e o privado e entre o
ser humano e o meio ambiente, identificando os impactos positivos e negativos que
estas relações causam a toda sociedade e todo o planeta e a necessidade de
desenvolver soluções tecnológicas de baixo custo e sustentáveis para evitar e/ou
minimizar danos que essas relações causam.
As disciplinas de Produção de Textos e de Metodologia Científica contibuiram
para melhorar nossa capacitação para a escrita do projeto e relatórios; a disciplina
de inglês está sendo utilizada para a pesquisa bibliográfica e será utilizada para a
redação do Abstract que será adicionado ao relatório final; a de Informática é
importante desde a busca da literatura até para a confecção do relatório.
As disciplinas das áreas de Cálculo, Física, Expressão Gráfica e
Programação de Computadores contribuiram para a execução prática do projeto.
A disciplina de cálculo forneceu a base necessária para a análise e interpretação
dos dados obtidos tanto do protótipo como da pesquisa qualitativa realizada. O
conceito de limites foi utilizado para calcular os pontos considerados críticos na
medição do volume d’água para que o sistema possa emitir os sinais de alerta com
precisão, também auxiliou na organização e confecção dos gráficos com
as variáveis coletadas e armazenadas no servidor facilitando a sua interpretação.
A disciplina de física auxiliou na montagem da parte eletrônica do dispositivo,
principalmente na escolha dos módulos a serem utilizados, sendo um exemplo o
sensor ultrassônico, que funciona com ondas de altíssima frequência na faixa dos
40.000 Hz (ou 40KHz), muito acima do que os ouvidos humanos são capazes de
perceber. Também foi utilizada por meio da fórmula para trabalhar com as ondas do
sensor, como a velocidade do som no ar é conhecida, é possível sabendo-se o
tempo que o sinal levou para ir até o obstáculo e voltar, calcular a distância entre o
sensor e o obstáculo. Para isto considerou-se a velocidade do som no ar (340 m/s)
na seguinte equação :
d = ( v * t ) / 2 (eq. 1)
Onde: d = Distância entre o sensor e o obstáculo; v = Velocidade do objeto
16
Expressão Gráfica foi utilizada no desenvolvimento do protótipo inicial,
ajudando a definir e organizar a disposição dos dispositivos e suas ligações através
do software PROTEUS, com uma simulação de como ficará a organização interna
dos módulos do dispositivo e na elaboração do desenho final de um gabinete para a
proteção dos módulos internos, que protegerá os módulos de intemperismos e danos
mecânicos.
Programação de Computadores foi utilizada para a construção da lógica do
algoritmo de funcionamento do embarcado NondeMCU, a linguagem utilizada é a C,
similar a linguagem Java desenvolvida na disciplina.
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS UTILIZADOS
3.1 Metodologia da Pesquisa
O presente trabalho iniciou seu desenvolvimento a partir do momento em que
a Universidade Virtual do Estado de São Paulo - Univesp forneceu aos alunos um
tema para o trabalho da disciplina Projeto Integrador II (PI).
Com o tema “Reflexos de uma sociedade competitiva e globalizada na
ocupação dos espaços urbanos públicos e privados” disponível e o grupo formado,
imediatamente iniciou-se a comunicação do grupo do presente PI no aplicativo de
mensagens Whatsapp, sendo que foi utilizado o mesmo grupo de comunicação que
já havia sido utilizado no PI do semestre anterior, pois a Univesp manteve este grupo
de trabalho com a mesma formação.
A partir daí o primeiro problema do grupo estava formulado: com o que
trabalhar neste PI para atender as expectativas da Univesp com o conhecimento
técnico disponível no quinto bimestre graduação de Engenharia de Computação?,
começou-se então, a distância, o primeiro brainstorm. “Brainstorm: Em inglês,
tempestade cerebral. Reunião descontraída que consiste em propor e relacionar
qualquer tipo de associações que vêm à cabeça, livre de críticas” (LUPETTI, 2007) e
que segundo Santos (2012) por meio do estímulo as ideias facilitaram o “fluxo da
imaginação do inconsciente para o consciente”.
17
Após encontrar grande dificuldade na definição do foco para o trabalho por
causa da complexidade do tema, interferência do público no privado, e
conhecimentos técnicos do grupo ainda bem limitados pelo pouco tempo de
graduação, foi identificada pelo grupo a questão dos desastres ambientais hídricos
no município de São Pedro como direcionador.
Seguindo uma metodologia dialética, com a premissa de que o
conhecimento é construído pelo sujeito na sua relação com os outros e com o mundo
e direcionado pelo design thinking que segundo Brown (2017) é nossa capacidade
de ir além de habilidades técnicas e práticas na construção de algo, é unir a elas o
nosso sentimento e intuição, centrado no ser humano, integrando “perspectivas dos
usuários, da tecnologia e dos negócios”, partiu-se para a identificação de um
problema de desastres ambientais hídricos na comunidade de São Pedro - SP.
Por meio do conhecimento tácito diverso e por meio do conhecimento da
comunidade local da região de São Pedro que o grupo possui, foi definido o
problema e o projeto de trabalho para a disciplina Projeto Integrador do primeiro
semestre de 2019.
Sendo o problema: Como evitar ou minimizar os danos causados pelos
frequentes alagamentos que ocorrem, principalmente, na área central da cidade,
uma região de vale?, a primeira parte do projeto consistiu na pesquisa bibliográfica
para amplitude do conhecimento a respeito dos assuntos diretamente relacionados
ao problema a ser solucionado por meio do projeto.
Sendo assim, após a delimitação do tema e da formulação do problema
iniciou-se a busca, seleção e compilação do material bibliográfico. A fonte de
pesquisa principal foi a internet e a base mais consultada foi o Google Acadêmico.
Inicialmente foi feita a leitura do título, quando de interesse foi lido na
sequência o resumo e assim foi feita a seleção das obras que foram lidas por inteiro
e criticamente.
Como dados de alagamentospara o município de São Pedro não foram
localizados por meio de bibliografia e nem por meio de inúmeras consultas
realizadas em diversos orgãos do poder público municipal, foi realizada uma
pesquisa quantitativa com a população para melhor identificação da quantidade de
ocorrência de alagamentos e suas localizações.
Esta pesquisa foi criada utilizando a ferramenta Google Forms e foi distribuida
à população por meio de redes sociais (Facebook) e aplicativo de mensagens
18
(Whatsapp). A pesquisa foi pensada para ser muito simples e rápida de se
responder, composta por apenas cinco questões (Figuras 7 e 8) que ficou disponível
para a população responder no período de 04 de junho de 2019 à 28 de junho de
2019.
A segunda parte consistiu no desenvolvimento do projeto do sistema que foi
testado em laboratório.
19
Figura 7. As três primeiras questões da pesquisa respondida pela
população.
Fonte: Autor
20
Figura 8. As duas últimas questões da pesquisa respondida pela população.
Fonte: Autor
21
3.2 Metodologia do Projeto
Neste item serão apresentados os materiais e métodos que foram
implementados na construção do protótipo de controle do volume hídrico e que
implementa todas as etapas de uma arquitetura de Internet das Coisas com os
detalhes de sua construção descritos abaixo.
3.2.1 DESCRIÇÃO DA PROPOSTA
O sistema de monitoramento e alerta desenvolvido neste trabalho é baseado
na Internet das Coisas e inserido dentro do conceito de Cidades Inteligentes à
medida que compartilha informações em tempo real, facilitando a tomada de decisão
por parte de gestores e cidadãos e a prevenção ou rápida resposta a problemas
causados por alagamento.
Utilizando em uma placa para desenvolvimento, NodeMCU ESP-826612E
com conexões para sensores e atuadores, o sensor ultrassônico HC-SR04, que
possibilita a leitura de objetos.
A Figura 9 demonstra uma ideia geral de como o protótipo irá funcionar
desde os sensores e atuador, até os dispositivos que poderão acessar as
informações.
Figura 9. Demonstração do funcionamento do conjunto.
Fonte: Autor
22
4. PROJETO DE INTERVENÇÃO
4.1 Projeto Inicial
Após a definição da proposta o primeiro passo para iniciar o projeto inicial foi
realizar a identificação de todos os materiais que seriam necessários para o
desenvolvimento do projeto, que seguem abaixo detalhados. Em seguida foi
realizado o projeto inicial que consistiu no teste para o funcionamento dos módulos
como descrito no item 4.1.7.
4.1.1 MÓDULO NODEMCU ESP826612-E
O protótipo teste consiste em uma placa para desenvolvimento NodeMCU
ESP-826612-E com capacidade de conexão com a internet sem fio, disponibilidade
de programação para funcionar junto a plataformas de internet das coisas o que
torna possível o compartilhamento das variáveis lidas.
O módulo nodeMCU ESP8266 (Figura 10) é um SOC (System on chip) que
possui um módulo Wi-Fi integrado além de vários protocolos de TCP/IP dando a
qualquer microcontrolador a capacidade de se comunicar a ele por meio de sua rede
Wi-Fi. Possui capacidade de processamento e memória suficiente para ser integrado
com sensores ou outras aplicações através de suas GPIos (NODEMCU).
Figure 10. Exemplar do NodeMCU ESP8266
Fonte: nodemcu.com
23
Especificações:
⚫ Wireless padrão 802.11 b/g/n
⚫ Antena embutida
⚫ Conector micro-usb
⚫ Modos de operação: STA/AP/STA+AP
⚫ Suporta 5 conexões TCP/IP
⚫ Portas GPIO: 11
⚫ GPIO com funções de PWM, I2C, SPI, etc
⚫ Tensão de operação: 4,5 ~ 9V
⚫ Taxa de transferência: 110-460800bps
⚫ Suporta Upgrade remoto de firmware
⚫ Conversor analógico digital (ADC)
⚫ Distância entre pinos: 2,54mm
⚫ Dimensões: 49 x 25,5 x 7 mm
4.1.2 SENSOR ULTRASSÔNICO HC-SR04
O sensor HC-SR04 é capaz de medir distâncias que variam em uma faixa
que vai de 2cm até 4m com precisão de erro para ± 3mm. O sensor emite ondas
ultrassônicas em uma frequência de 40 KHz de frequência, inaudível ao ser humano
que escuta frequências de até 20 KHz. Quando a onda colidir na superfície da água,
um sinal de retorno será refletido de volta para o sensor. A distância entre o sensor e
a água pode então ser calculada pela fórmula: Distância = [Tempo ECHO *
Velocidade do Som] / 2. Nesta fórmula (Figura 8), a velocidade do som é
considerada igual a 340 m/s (metros por segundo).
O módulo é composto por 4 pinos para medição Vcc, trigger, echo e GND,
os pino Vcc e GND são utilizados para a alimentação de energia do módulo, o pino
trigger quando alimentado libera oitos ciclos de ondas ultrassônicas, que viajam a
velocidade da som e serão recebidas pelo pino echo. Este por sua vez retornará
para o microcontrolador o tempo em microsegundos que a onda viajou.
Quando a onda colidir na superfície da água, um sinal de retorno será
refletido de volta para o sensor. A distância entre o sensor e a água pode então ser
24
calculada pela fórmula: Distância = [Tempo ECHO * Velocidade do Som] / 2. Nesta
fórmula, a velocidade do som é considerada igual a 340 m/s (metros por segundo).
Figura 11. Fórmula utilizada para calcular a distancia do objeto e funcionamento.
Fonte: howtomechatronics.com
4.1.3 GESTÃO DE ENERGIA
O equipamento de monitoramento tem como fonte de energia primária, ou
seja, a que é primordialmente utilizada na aplicação, a energia fornecida pela
empresa distribuidora de energia local, que em São Pedro é a CPFL, em tensão de
127 volts convertida para 5 volts, para alimentação dos dispositivos. Em condições
de falta de energia elétrica, comum em períodos de chuvas, o funcionamento do
equipamento será mantido por um sistema de alimentação composto por 2 baterias
de íons de lítio 3,7 volts de 500 mAh cada, totalizando 1000 mAh. O consumo médio
dos dispositivos é de 55 mAh e a autonomia dessas bateria será de
aproximadamente 18 horas.
Para prolongar o tempo de vida da bateria é preciso estabelecer limite
máximo de carga e limite mínimo de operação, tendo o limite máximo de carga o
objetivo de evitar uma sobrecarga da bateria e o limite mínimo de operação visa
proteger a bateria contra a descarga total, que pode danificar as placas da bateria
reduzindo, significativamente, seu tempo de vida.
O controlador de carga TP4056 possui uma entrada mini USB para
entrada de energia, podendo conectar a fonte de alimentação de 5 volts e painel
25
solar, o que possibilita a utilização do sistema em áreas que não tenha a energia
primária fornecida pela companhia. O controlador tem duas saídas B+ e B- para a
bateria e a OUT+ e OUT- carga, que será composta pelo nodeMCU e seus
periféricos.
Figura 12. Controlador de carga TP4056
Fonte: Google Imagens, 2019
4.1.4 SOFTWARES UTILIZADOS
Para desenvolver, testar, observar e descarregar toda a programação
necessária para a placa de desenvolvimento foi utilizado o software Arduino IDE. As
definições de parâmetros e programação da plataforma de internet das coisas
ThingSpeak e do Twiter foram realizados através do navegador Google Chrome
acessando as páginas das mesmas na projeto final. Em uma de suas funções, a
plataforma disponibiliza o acesso às informações via o ThingView, e para o acesso
ao recebimento e envio de comandos de alerta via a rede social Twitter.
A linguagem de programação do Arduino deriva da linguagem Wiring,
baseada na linguagem C. O software para programaçãoroda em um Ambiente de
Desenvolvimento Integrado ou IDE (Integrated Development Environment). Ilustrado
na Figura 13, a IDE do Arduino possibilita a criação dos programas denominados
26
sketches, que são programas gravados na memória flash do microcontrolador;
processo que recebe a denominação de firmware, que é o software embarcado no
hardware (ARDUINO, 2019).
Figure 13. Ide Arduino utilizada para a programação do NodeMCU
Fonte: Autor
4.1.5 THINGSPEAK
ThingSpeak, significa ao pé da letra “coisas falam”, é uma plataforma de IoT
em posse da MathWorks (dona do popular MatLab) que possibilita coletar e
armazenar dados de sensores na nuvem e desenvolver aplicações em IoT. Esta
plataforma fornece aplicativos para analisar e visualizar os dados no MatLab e então
gerar ações baseadas nesses dados. Esses dados de sensores podem ser enviados
de diversas plataformas, inclusive a Arduino (THINGSPEAK, 2019).
O elemento primário do ThingSpeak é o chamado canal que contém campos
onde dados, localizações e status são mostrados. É uma ferramenta descentralizada,
de código aberto e licenciada pela ioBridge sob licença GPLv3. O uso comercial
desta ferramenta requer um acordo prévio. Além disso, o ThingSpeak fornece um
servidor que pode ser usado para armazenar dados IoT e exportar esses dados em
27
formatos como JSON, XML e CSV permitindo sua visualização em programas como
MatLab, Microsoft Excel, entre outros.
Outro recurso disponível do ThingSpeak é o ThingTweet que permite
vincular uma conta do Twitter a conta do ThingSpeak. Assim o sensor poderá enviar
alertas via Twitter usando o API TweetControl.
4.1.6 MONTAGEM DOS HARDWARES
Na Figura 14 é apresentada a montagem e demonstração do desenho
esquemático do funcionamento dos hardwares, das conexões dos módulos,
utilizando o software Frintzing. É possível observar os pinos Trig e Echo do sensor
que ssão os pinos D2 e D3 da placa NodeMCU, e os pino VCC e GND do sensor
HC-SR04 que são ligados diretamente a bateria. O sensor trabalha com uma tensão
de 5V fornecidos direto pela bateria e a alimentação do NodMCU será pela porta
VIN e GND.
Figura 14. Desenho esquemático da montagem básica do modelo
Fonte: Autor
28
// Definindo os pinos
const int trigPin = 2; //D4
const int echoPin = 0; //D3
// Definindo as variaveis
long duracao;
int distancia;
void setup() {
pinMode(trigPin, OUTPUT); // Definindo o trigPin como saida
pinMode(echoPin, INPUT); // Definindo o echoPin como entrada
4.1.7 PROTÓTIPO INICIAL
Na primeira parte do trabalho foi desenvolvida a montagem do sensor HC-
SR04 ao NodeMCU ESP8266 sobre uma protoboard para a inicialização dos testes.
A montagem seguiu o desenho esquemático apresentado na Figura 11.
Figura 15. Sensor acoplado ao NodeMCU para inicio dos testes de programação.
Fonte: Autor
No código iniciou-se com a criação de duas constantes const int trigPin;
e const int echoPin = 0 para alocação dos dados do pino Tring e Echo do sensor
HC-SR04. Em seguida foram criadas duas variáveis, uma lógica long duração que
armazenara o valor do tempo de retorno da onda, e um inteira int distancia que
armazenara o valor final da fórmula.
29
Dentro de void loop() definimos os pinos Trig como saída de dados e o
Echo como a entrada dos dados.
Em voids loop() criamos um loop que irá pegar o valor obtido pelo echoPin e
calcular a distância através da fórmula distancia= duracao*0.034/2, retornando o
valor em cm a cada 200 milissegundos delay(2000).
Para conferir o funcionamento do código criamos uma função
Serial.print(distancia) que irá imprimir a variável distancia através do Monitor
Serial. Na Figura 16 é possível ver a impressão dos dados coletados.
Serial.begin(9600); // Inicializando a comunicação serial
}
void loop() {
// Criando o trigPin
digitalWrite(trigPin, LOW);
delayMicroseconds(2);
// Define o trigPin no estado HIGH por 10 microsecondos
digitalWrite(trigPin, HIGH);
delayMicroseconds(10);
digitalWrite(trigPin, LOW);
// Lendo o echoPin, retorna o tempo de viagem da onda sonora em
microsegundos
duracao = pulseIn(echoPin, HIGH);
// Calculando a distancia
distancia= duracao*0.034/2;
// Imprimindo a distancia no Monitor Serial
Serial.print("Distancia: ");
Serial.print(distancia);
Serial.println(" cm");
delay(2000);
}
30
Figure 16. Acompanhando a leitura da distância do objeto através do Monitor Serial
Fonte: Autor
4.2 Feedback sobre o Protótipo Inicial
O grande desafio do projeto inicial era conseguir fazer os módulos e os
sensores formarem um hardware capaz de medir a distância, ter conexão com a
internet e fazer os aplicativos rodarem nele corretamente.
Como demonstrado no item 4.1.7 a montagem do hardware foi realizada
utilizando poucas peças e de baixo custo e o código para medir a distância foi
desenvolvido de forma simples e objetiva.
Os resultados esperados para medir a distância foram alcançados e o teste
da conexão com a internet ficou para ser realizado no projeto final.
31
4.3 Projeto Final
No projeto final foi realizada a adição do sistema de alimentação, a conexão
com a internet e a criação de um gabinete para a proteção dos módulos e fixação do
sensor.
Após as conexões estabelecidas durante a fase inicial do projeto, foi
desenvolvida a alimentação dos módulos, utilizando o software Fritzing, na Figura 17
é possível ver o desenho esquemático do circuito. Na Figura 18 é apresentado o
desenho para confecção da placa de circuito impresso (PCB) e nas Figuras 19 e 20
são imagens da PCB.
Figura 17. Desenho esquemático do circuito de alimentação dos módulos
Fonte: Autor
32
Figura 18. Desenho esquemático para confecção da PCB
Fonte: Autor
Figura 19. Detalhe das conexões da PCB
Fonte: Autor
33
Figura 20. Teste da PCB
Fonte: Autor
O desenvolvimento do gabinete para a proteção dos módulos e a fixação do
sensor foi realizado em desenho 3D no software livre Tinkcad para utilização em
impressoras 3D (Figura 21 e 22).
Figure 21. Desenho em 3D do gabinete para a proteção dos módulos e a fixação do
sensor, vista interna
Fonte: Autor
34
Figura 22. Desenho em 3D do gabinete para a proteção dos módulos e a fixação do
sensor, gabinete fechado, vista externa
Fonte: Autor
O gabinete possui a dimensão de 8,5 cm X 15,5 cm X 8,5 cm; a parede tem
espessura de 2 mm; sobre o fundo do gabinete, na parte inferior, há dois suportes
para fixação da placa PCB e duas perfurações de 1,2 cm para a passagem dos
sensores do módulo ultrassônico HC-SR04. A impressão do gabinete foi realizada
em impressora 3D com filamentos de polímero PLA 1,75 mm na cor preta.
O suporte foi montado com parte também foi confeccionada em impressora
3D e com um tubo de PVC de 30 cm, o suporte tem 4 perfurações para fixação
podendo utilizar tanto parafusos como sintas metalizadas, podem assim ser fixado
em quaisquer condições (Figura 23). No teste realizado neste projeto a fixação foi
realizado com parafusos (Figura 24)
Figure 23. Desenho esquemático do suporte para fixação do gabinete
Fonte: Autor
35
#include <ESP8266WiFi.h>
#include<OneWire.h>
#include <PubSubClient.h>
const char *ssid = "Nome_Rede "; //Nome do WiFi para acesso a rede
const char *pass = "S3nha_Rede"; //Senha de acesso ao WiFi
const char* serverTS = "api.thingspeak.com";
Figure 24. Fixação do gabinete no suporte com parafusos
Fonte: Autor
Abaixo segue o código final com a lógica de programação para a comunicação
do NodeMCU a uma rede Wi-fi, essa comunicação serve para que o módulo se
conecte aos serviços de armazenamento da nuvem “ThingSpeak” enviando as
variáveis coletadas pelo módulo e armazenando os dados na nuvem para futuras
consultas, podendo ser consultado por qualquer dispositivo com acesso a internet
em tempo remoto.
36
String apiKey = "AIP_de_Acesso"; //KEY API do canal Thingspeak
int TRIGGER = 5; //Pin D1 = TRIGGER
int ECHO = 4; //Pin D2 = ECHO
int ALTURASENSOR = 42; // O valor desta variavel tem que ser ajustada conforme
altura do modulo
void setup()
{
pinMode(2,OUTPUT); //conexão do LED GPIO2
Serial.begin(115200);
pinMode(TRIGGER,OUTPUT);
pinMode(ECHO,INPUT);
connectWifi();
}
void loop()
{
/* Estabelecendo variaveis para a duração do PING e a distância resultada em
centímentros*/
long duration, cm;
/* O PING))) é disparado por um pulso HIGH de 2 ou mais microssegundos.
Dê um pulso BAIXO de antemão para garantir um pulso HIGH limpo: */
digitalWrite(TRIGGER, LOW);
delayMicroseconds(2);
digitalWrite(TRIGGER, HIGH);
delayMicroseconds(10);
digitalWrite(TRIGGER, LOW);
/* O mesmo pino é usado para ler o sinal do PING))): um pulso HIGH cuja
duração é o tempo (em microssegundos) desde o envio do ping até a
recepção do eco de um objeto. */
duration = pulseIn(ECHO, HIGH);
// converter o tempo em uma distância
cm = microsecondsToCentimeters(duration);
Serial.print(cm);
37
Serial.println("cm - Distancia do Sensor");
Serial.print(ALTURASENSOR-cm);
Serial.println("cm - Coluna dagua");
delay(100);
digitalWrite(2, HIGH); // liga o LED (HIGH é o nível de voltagem)
delay(1000); // espere por um segundo
digitalWrite(2, LOW); // desligue o LED fazendo a tensão LOW
delay(1000); // espere por um segundo
sendHeight(cm);
}
void connectWifi()
{
Serial.print("Connecting to "+*ssid);
WiFi.begin(ssid, pass);
while (WiFi.status() != WL_CONNECTED) {
delay(1000);
Serial.print(".");
}
Serial.println("");
Serial.println("Connected");
}
long microsecondsToCentimeters(long microseconds) {
/*
A velocidade do som é de 340 m / s ou 29 microssegundos por centímetro.
O ping viaja para fora e para trás, então, para encontrar a distância
do objeto, tomamos metade da distância percorrida.*/
return microseconds / 29 / 2;
}
void sendHeight(float cm)
{
WiFiClient tclient;// não deve ser confundido com "client" no PubSub {}, e
client for mqtt
38
Nas imagens a seguir é apresentada a montagem do protótipo (Figuras 25 a
28).
if (tclient.connect(serverTS, 80)) { // Use ip 184.106.153.149 ou
api.thingspeak.com
Serial.println("WiFi Client connected ");
Serial.println(" ");
String postStr = apiKey;
postStr += "&field1=";
postStr += String(ALTURASENSOR-cm);
postStr += "\r\n\r\n";
tclient.print("POST /update HTTP/1.1\n");
tclient.print("Host: api.thingspeak.com\n");
tclient.print("Connection: close\n");
tclient.print("X-THINGSPEAKAPIKEY: " + apiKey + "\n");
tclient.print("Content-Type: application/x-www-form-urlencoded\n");
tclient.print("Content-Length: ");
tclient.print(postStr.length());
tclient.print("\n\n");
tclient.print(postStr);
delay(60000);
}
tclient.stop();
}
39
Figura 25. Início da montagem do sistema no gabinete
Fonte: Autor
Figura 26. Fonte de alimentação de energia adicionada
Fonte: Autor
40
Figura 27. Continuação da montagem do sistema no gabinete
Fonte: Autor
Figura 28. Finalização da montagem do hardware no gabinete
Fonte: Autor
41
Pela impossibilidade climática de fazer o teste do sistema de monitoramento
desenvolvido em um local real de alagamento, pois o mês de junho é um mês seco
na região de São Pedro, o protótipo foi testado em laboratório, utilizando um tripé
para fixação do protótipo finalizado e um vasilhame com água, simulando uma
ocorrência de alagamento (Figuras 29 e 30).
Figura 29. Protótipo fixado no tripé para teste do sistema de monitoramento de
alagamento
Fonte: Autor
42
Figura 30. Teste em laboratório do protótipo de monitoramento de alagamento por
meio de simulação
Fonte: Autor
43
4.4 Feedback sobre o protótipo final
O grande desafio do protótipo final era fazer a conexão com a internet wi-fi
funcionar corretamente e o sensor ativar o alerta no momento correto, assim que
identificado o alagamento, enviando os dados coletados para a nuvem que em
seguida envia os dados para o Twitter que emite a notificação para a população.
Outra questão importante foi o desenvolvimento do gabinete para instalação
do hardware com o sistema de monitoramento de maneira que ele possa ser
alocado em paredes, postes, ou onde for necessário.
Os resultados esperados foram alcançados, assim que o nível da água
atinge 30 cm o alerta é emitido, conforme detalhado no item 5.
5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Este é o segundo PI que o grupo realizou, nele foram colocados em prática
diversos conhecimentos adquiridos nas disciplinas já cursadas nestes 6 primeiros
bimestres do curso de Engenharia de Computação da Univesp e é possível notar a
evolução do primeiro PI finalizado no terceiro bimestre para este.
Apesar do tema geral ter sido um grande desafio para o grupo, a
comunicação e os desentendimentos terem sido obstáculos difíceis, o resultado é
positivo.
Devido à dificuldade em encontrar dados oficiais dos principais pontos de
alagamentos e dos danos provocados por eles no município de São Pedro/SP, foi
realizada uma pesquisa quantitativa para coletar estes dados e informações
diretamente com a população da cidade. Conseguiu-se pouca adesão da população,
obteve-se apenas 81 respostas, sendo que 17,3% destas respostas foram de
pessoas que nem moram e nem trabalham no município de São Pedro (Figura 31) e
então receberam um agradecimento e o questionário foi encerrado, procedimento
que foi repetido para a questão 2 quando a resposta foi Não.
44
Figura 31. Gráfico com o resultado da primeira questão da pesquisa realizada com a
população
Fonte: Autor
As demais pessoas foram encaminhadas para a segunda questão, que era a
respeito de conhecimento da ocorrência de alagamentos no município de São Pedro,
na qual obteve-se 57,4% de 68 respostas confirmando a ocorrência (Figura 32) e
dando sequência no questionário.
Figura 32. Gráfico com o resultado da segunda questão da pesquisa realizada com
a população
Fonte: Autor
45
Da terceira a quinta e última questão obteve-se 39 respostas, sendo que a
questão três mostrou que os pontos de ocorrência de alagamentos que maisforam
lembrados pela população, foram o portal de entrada da cidade e a região central
(Figura 2) confirmando o conhecimento prévio a realização da pesquisa e
infelizmente só duas respostas continham o ano de ocorrência, 2014, ou seja, o
resultado esperado para está questão não foi totalmente alcançado.
Ainda com o resultado da questão três e com as respostas para a questão
quatro, fica claro que os alagamentos incomodam e são prejudiciais as pessoas e
prejudiciais ao município, pois São Pedro uma estância turística não deve
recepcionar seus turistas com um problema deste tipo logo ao chegarem na cidade
ou na hora de passear pelo centro, pois como visto na Figura 33, os alagamentos
causam transtornos principalmente na locomoção das pessoas.
Figura 33. Gráfico com o resultado da quarta questão da pesquisa realizada com a
população
Fonte: Autor
Na quinta e última questão da pesquisa obteve-se o resultado que confirma
e justifica definitivamente a execução deste projeto, com quase 95% das pessoas
confirmando a utilidade de um sistema de alertas para ocorrência de alagamentos
(Figura 34).
46
Figura 34. Gráfico com o resultado da quinta e última questão da pesquisa realizada
com a população
Fonte: Autor
O ideal seria o município resolver definitivamente o problema de ocorrência
de alagamentos, mas sabe-se que para isto são necessários vários projetos de
alteração em infraestrutura, demandando tempo e grande disponibilidade financeira
do município, então um sistema de alerta eficiente pode colaborar para minimizar os
prejuízos até a execução das obras e extinção do problema.
O sistema de alerta proposto neste trabalho apresentou bons resultados e se
mostrou eficiente nos testes realizados em laboratório com a simulação de uma
ocorrência de alagamento . O protótipo foi capaz de identificar o nível de água
corretamente (Figuras 35 a 38) e emitir os alertas à população por meio do Twitter
( Figuras 39 e40).
47
Figura 35. Resultado da leitura de quantidade de água pelo sistema de
monitoramento de alagamento em simulação realizada em laboratório, mostrando no
canto esquerdo superior a altura da lâmina d’água em cm, no canto direito superior o
gráfico temporal da altura da lâmina d’água, no canto esquerdo inferior a localização
do sistema de monitoramento e no canto direito inferior o sinal de alerta. Neste caso
o sinal de alerta está apagado, pois a altura da lâmina d’água está com valor inferior
ao limite mínimo de 30 cm para emissão de alerta
Fonte: Autor
48
Figure 36. Resultado da leitura de quantidade de água pelo sistema de
monitoramento de alagamento em simulação realizada em laboratório, mostrando no
canto esquerdo superior a altura da lâmina d’água em cm, no canto direito superior o
gráfico temporal da altura da lâmina d’água, no canto esquerdo inferior a localização
do sistema de monitoramento e no canto direito inferior o sinal de alerta. Neste caso
o sinal de alerta continua apagado, pois a altura da lâmina d’água aumentou, mas
ainda está com valor inferior ao limite mínimo de 30 cm para emissão de
alerta
Fonte: Autor
49
Figura 37. Resultado da leitura de quantidade de água pelo sistema de
monitoramento de alagamento em simulação realizada em laboratório, mostrando no
canto esquerdo superior a altura da lâmina d’água em cm, no canto direito superior o
gráfico temporal da altura da lâmina d’água, no canto esquerdo inferior a localização
do sistema de monitoramento e no canto direito inferior o sinal de alerta. Neste caso
o sinal de alerta está aceso, pois a altura da lâmina d’água alcançou o limite mínimo
de 30 cm para ocorrer a emissão do alerta
Fonte: Autor
50
Figura 38. Resultado da leitura de quantidade de água pelo sistema de
monitoramento de alagamento em simulação realizada em laboratório, mostrando no
canto esquerdo superior a altura da lâmina d’água em cm, no canto direito superior o
gráfico temporal da altura da lâmina d’água, no canto esquerdo inferior a localização
do sistema de monitoramento e no canto direito inferior o sinal de alerta. Neste caso
o sinal de alerta está aceso, pois a altura da lâmina d’água ultrapassou o limite
mínimo de 30 cm para ocorrer a emissão do alerta
Fonte: Autor
51
Figure 39. Tela do Twitter com o alerta de alagamento à população
Fonte: Autor
Figura 40. Destaque para o alerta no Twitter
Fonte: Autor
52
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Realizar este projeto contribuiu para o aprendizado e o crescimento
profissional dos integrantes do grupo. Lições que serão muito úteis para as próximas
etapas dentro da universidade e também fora dela.
Foi possível colocar em prática e aprimorar várias características que o
mercado exige de um bom profissional engenheiro como pensar sistemicamente,
após identificar um problema pensar em primeiro lugar nos efeitos que um projeto
poderá causar a sociedade e ao meio ambiente, procurar soluções definitivas ou
mesmo paliativas usando de tecnologia e preferencialmente com baixo custo, ter
boa capacidade de trabalhar em equipe.
Conhecer a fundo o problema a ser solucionado e soluções que já estão
disponíveis, evita e/ou minimiza erros, gastos financeiros e perda de tempo.
Este projeto alcançou seu objetivo principal que era desenvolver um sistema
automatizado de baixo custo para identificação do volume das águas de chuvas
acumuladas em vias públicas, que emite alertas em redes sociais, notificando a
população sobre os riscos de possíveis alagamentos.
Também atingiu dois dos três objetivos específicos, sendo o primeiro:
identificar as principais áreas de alagamentos no município de São Pedro/SP e o
segundo: identificar os principais danos que ocorre à população em áreas de
alagamentos no município de São Pedro/SP.
O terceiro objetivo especifíco, de colaborar com a população do município
de São Pedro/SP por meio do alerta de risco de ocorrência de possível alagamento
que o sistema proposto emitirá, ainda não foi possível realizar, porém o grupo
pretende apresentar o projeto para os gestores do município.
53
REFERÊNCIAS
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<http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-06/onu-diz-que-
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abril de 2019.
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março de 2019.
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caso na cidade de Santa Maria – DF. Brasília, 2016. 33 páginas. Monografia de
graduação (Disciplina Prática e Pesquisa de Campo 2), - Departamento de Geografia,
Instituto de Ciências Humanas, Universidade de Brasília. Disponível em:
<bdm.unb.br/bitstream/10483/19267/1/2016_JuliaOliveiraBraga.pdf>. Acesso em 05
de abril de 2019.
BROWN, Tim. Design Thinking: Uma metodologia poderosa para decretar o fim
das velhas ideias. 1ed. Starlin Alta Editora e Consultoria Eireli, 2017.
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Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/america-latina-atingira-
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DA AGÊNCIA. Migrações têm contribuído para aumento da população urbana
mundial,OIM. Disponível em:
<https:///agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2015-10/migracoes-tem-
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de 2019.
FERREIRA, João SetteWhitaker. Globalização e urbanização subdesenvolvida. São
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GIRARDI, Eduardo Paulon. Atlas da Questão Agrária Brasileira. S.d. Disponível
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Processos “insustentáveis”. São Paulo Perspec., São Paulo , v. 15, n. 1, p. 13-
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54
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