Princípio da Motivação
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Princípio da Motivação


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Princípio da motivação


Introdução



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Principais características do princípio da motivação

Inicialmente, iremos estudar o que seria o princípio da motivação, assim como perceberemos qual será sua real aplicação, sua importância e de que forma ela se consolida no meio jurídico e social. Além disso, verificaremos o que a Lei de Processo Administrativo defende, quais seus princípios e sua devida aplicabilidade.


O que é esse princípio?



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Principais conceituações desse princípio e sua relação com a administração

Primeiramente, temo que a motivação visa representar tudo aquilo que o administrador deve exercer, que seria indicar quais são os fundamentos de fato e de direito que o levam a tomar qualquer tipo de decisão dentro do âmbito da Administração Pública, fazendo com que haja uma demonstração lógica entre a situação ocorrida e as providências adotadas. Dessa forma, podemos compreender que a motivação irá servir de fundamento para examinar a finalidade, a legalidade e a moralidade da conduta administrativa.


Do que decorre o princípio da motivação?

Iremos observar que o princípio da motivação surge em decorrência do Estado Democrático de Direito, o qual determina que os agentes públicos, ao decidir, busquem apresentar os fundamentos que os levarão a tal posicionamento. Dessa maneira, apesar de não constar de forma expressa, ele irá decorrer da interpretação de diversos dispositivos presentes na Constituição.

Seguindo esse mesmo raciocínio, temos que o Superior Tribunal de Justiça, busca trabalhar em cima do fato que determinado motivo é requisito necessário à formação do ato administrativo, sendo que a motivação é obrigatória ao exame da finalidade e da moralidade administrativa.

Por conseguinte, inferimos que dentro da Lei 9.784/99, existe uma determinação em que há uma indicação dos pressupostos de fato e de direito que visam determinarem a decisão, sendo essa um dos critérios aplicáveis ao processo administrativo, como é previsto no artigo. 2º, parágrafo único, inciso VII. Além disso, todos os atos administrativos deverão sofrer alguma motivação, a partir da indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, como expressa o artigo 50.


Quando a lei irá dispor sobre a motivação dos atos administrativos?



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Ramificações de atos administrativos, assim como a diferenciação entre os fatos e os atos da administração

Ao analisarmos essa temática, perceberemos que a lei irá dispor que os atos administrativos devem ser motivados quando tiverem a intenção de negar, limitar ou afetar direitos ou interesses; além disso, possuam a intenção de impor ou agravar deveres, encargos ou sanções. Além disso, também se baseiam em motivações que decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; decidam recursos administrativos; decorram de reexame de ofício; deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de parecem, laudos, propostas e relatórios oficiais; importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.


O que diz a Lei de Processo Administrativo?

Temos que de acordo com a Lei de Processo Administrativo, existirá a motivação de “ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato”, previsto no artigo 50, parágrafo 1º. Nesse caso, infere-se sobre a possibilidade de que haja motivação aliunde,a qual é realizada pela mera referência, no ato, a pareceres, informações ou propostas anteriores.

Por conseguinte, será verificado também que essa lei deixa explícito que ainda que dentro de uma solução que contenham vários assuntos da mesma natureza, precisará ser utilizado um meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões, visando sempre não prejudicar nenhum tipo de direito ou garantia dos interessados, assim como se faz disposto no artigo 50, parágrafo 1º.

Por fim, teremos que a motivação de todas as decisões de órgãos que sejam colegiados e comissões ou de decisões orais, deverão constar sempre da respectiva ata ou de termo escrito, como está disposto no artigo 50, parágrafo segundo.


Considerações finais

Por fim, podemos considerar que, em face do que foi exposto, o Princípio da Motivação está consolidado em várias doutrinas como também nos entendimentos do Poder Judiciário, pois sua importância está diretamente ligada ao controle da legalidade dos atos administrativos, devendo ser exposta de forma que seja evidente, buscando sempre uma eficácia nas decisões juntamente a uma moralidade administrativa.