Máquina Administrativa
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Máquina Administrativa


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Máquina administrativa


Introdução

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a máquina pública, analisando quais são os seus principais fatores e como ocorrem as problemáticas que as envolvem.


Como se constitui a máquina administrativa?

Podemos fazer uma referência à máquina pública comparando a mesma ao corpo humano, visto que os órgãos do corpo interagem entre si e cada um é responsável por uma determinada tarefa, e todos, juntos, põem em funcionamento e conduzem o sistema inteiro.

Do mesmo modo, esses órgãos, as entidades, que seriam as autarquias, fundações e empresas estatais, além dos agentes públicos compõem “órgãos” e “membros” de um corpo peculiar e fundamental a toda a nação, a qual é denominada de Administração Pública. Dessa maneira, cada um desses entes irá representar uma parte muito importante para o bom andamento do todo, em que isso estará em prol do bom desempenho dessa unidade, sendo necessário que cada um de seus componentes esteja em pleno funcionamento, em sinergia, em bom estado, integrado à estrutura interna e devidamente capacitado para exercer suas funções.


Quais os principais problemas ocorridos na máquina administrativa?



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A corrupção é uma das problemáticas presente na máquina pública

Iremos inferir que os principais problemas estão entrelaçados com corrupção, nepotismo, morosidade, improbidade, falta de ética, danos à res publica e, em última instância, à moralidade. Logo, tais práticas como essas atingem diretamente os entes da máquina administrativa e mancham a imagem do funcionalismo público.

Diante disso, a terceirização ilustra bem o problema, assim como a figura do cargo em comissão, que tem amparo constitucional, mas é frequentemente usada de forma ilegal ou, no mínimo, imoral, em que são vários os casos de apadrinhamento, espécie de nepotismo camuflado, que domina o serviço público e põe em jogo sua integridade e seu bom andamento, sendo consideradas práticas que poluem e infectam a máquina.

Com isso, os terceirizados e comissionados ocupam vagas que poderiam ser preenchidas por especialistas, pessoas capacitadas e com formação adequada para o exercício de determinadas funções, fazendo com haja déficit de especialização no serviço público, em que isso se torna cada vez mais evidente. Logo, surge a necessidade do concurso, sendo esse uma forma de seleção dos melhores candidatos, aqueles mais hábeis, a fim de fazer valer a máxima da boa administração de recursos humanos, a qual se caracteriza a partir da pessoa certa, que esteja no lugar certo, fazendo as coisas certas, sendo diferente da terceirização e do cargo em comissão, em que a mera indicação de alguém influente se torna suficiente para garantir a vaga.


Exemplificação de um setor estatal que sofre constantemente com o problema na máquina pública



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Ministério da Saúde é um dos mais afetados com os problemas da máquina administrativa

Ao analisarmos essa temática, iremos verificar que um dos componentes do corpo “máquina pública brasileira” está visivelmente sujo, mas, pelo jeito, a limpeza que se tenta realizar em si mesmo não será suficiente para sanar a problemática, visto que, por exemplo, o Ministério da Saúde, desde 2005, fez um contrato que tinha por objeto a prestação de mão-de-obra terceirizada para a execução de serviços de apoio administrativo e atividades auxiliares, que seriam tarefas inerentes ao cargo de agente administrativo. Porém, estima-se que o gasto mensal com esse contrato gire em torno de 4,3 milhões de reais, mais de 50 milhões de reais por ano. Trata-se do contrato mais caro do órgão, sendo que com esse valor, o Ministério poderia pagar cerca de R$ 2.500,00 por mês a aproximadamente 1.600 agentes administrativos do quadro.

Com isso, o ministério realizou concurso público em 2008 e adotou a política de substituição de terceirizados, sendo iniciada aos poucos. No entanto, essa medida, que seria a limpeza necessária no órgão e melhora considerável na “saúde” da máquina pública ainda precisa de diversas melhorias, sendo que mais de mil terceirizados serão substituídos por apenas seiscentos concursados na sede do órgão, fazendo com que esse Ministério declarasse que serão dois terceirizados por um novo servidor, significando um dano grave ao serviço público, que sofrerá com a falta de mão-de-obra.

Por fim, podemos observar que o valor que é despendido com os terceirizados deveriam ser aplicados a servidores efetivos, visto que as cifras seriam equiparáveis, ou até mesmo mais saudáveis para a gestão da máquina pública, fazendo também que se exerça a moralidade administrativa, a eficiência e o bom andamento do serviço público.