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Proteção Penal

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Proteção penal


Introdução

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a proteção penal, como ela se desenvolve dentro do âmbito jurídico e de que maneira está relacionada com a Constituição Federal de 1988.


O que seria o princípio da proteção?

Podemos analisar que o princípio da proteção, também conhecido como princípio real ou princípio da defesa, comanda a incidência da lei penal, no exterior, consoante o bem jurídico ofendido pelo crime, sendo que, em determinados casos, existe a importância do objeto jurídico para a nação, em que o Estado projeta a sua lei além do território a fim de punir o autor de infrações. Dessa maneira, trata-se, como foi dito, de expressão de soberania, sem consultar o país onde se deu o fato e movimenta seu sistema repressivo para ser aplicada a sanção.


Doutrina penalista e a funcionalidade do direito penal



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Direito Penal é um dos ramos do Direito que serve para diminuir as tensões sociais existentes na sociedade

Primeiramente, temos que quando se abre um determinado manual de doutrina penalista temos nas primeiras páginas o estudo das relações entre o aludido ramo jurídico e o direito constitucional, aprende-se que os princípios do direito penal constituem limitação ao ius puniendi.

Dessa forma, muitos autores falam em direito penal mínimo e direito penal do equilíbrio, salientando o caráter subsidiário e fragmentário do ramo jurídico em questão. Contudo, o direito penal deve ser a ultima ratio, ou seja, sua intervenção só é legítima quando indispensável à proteção de um bem jurídico fundamental à sociedade.

Por conseguinte, temos que outros doutrinadores propõem uma abolição do direito penal. Logo, quando se trata das mazelas do sistema carcerário e da justiça criminal, abdicar totalmente do direito penal seria uma utopia, já que, embora este não seja perfeito, ainda inexiste melhor alternativa para proteger certos bens jurídicos, nem para corrigir a violação, tampouco para sancionar e desestimular o infrator.

Além disso, em um sentido diametralmente oposto, há quem pregue um direito penal máximo, sendo possível citar como exemplo as correntes do direito penal do inimigo e o movimento lei e ordem, entre outras manifestações maximalistas, sendo considerado malgrado o respeito merecido por tudo o que já se construiu na ciência penal, principalmente no que diz respeito à contenção do odioso arbítrio estatal, que tantos males já causou ao longo dos séculos, ficando, assim, uma incômoda impressão de que boa parte da doutrina penalista costuma se esquecer da vítima.


Qual a função do Direito Penal e qual a sua relação com a Constituição?



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A Constituição Federal de 1988 serve de iluminação para a proteção dos direitos humanos, evitando-se arbitrariedades do Estado

Podemos inferir que a principal função do direito penal, dentro de um Estado Democrático de Direito, é a proteção subsidiária de bens jurídicos, sendo que a função do Estado Democrático de Direito é a realização dos direitos fundamentais e a proteção da dignidade da pessoa humana.

Diante disso, podemos observar que tal proteção é subsidiária porque o direito penal é a ultima ratio, só encontrando campo para intervenção legítima quando os outros ramos do ordenamento jurídico não são suficientes para proteger dado bem jurídico. Com isso, o direito penal só é legítimo quando se propõe a proteger um bem jurídico tido como de relevância e fundamentalidade para a convivência social pacífica.

Por conseguinte, nota-se que não apenas os bens jurídicos de caráter individual são dignatários de tutela, pois, os bens jurídicos de caráter transindividual, como seria o caso do meio ambiente, da ordem econômica, relações de trabalho, patrimônio público, entre outros, são valiosíssimos e carecem de uma adequada tutela jurídica, eis que vêm sendo ameaçados pelas próprias características intrínsecas à sociedade contemporânea e estão ligados diretamente à dignidade da vida humana.


Participação do Estado junto ao Direito Penal

Podemos inferir que a atividade legislativa do Estado na esfera penal não pode ser ilimitada ou direcional, pois, quando estamos diante de um Estado social e democrático de Direito, é inadmissível uma atuação ilimitada. No âmbito jurídico-penal estatal, determinados princípios e critérios normativos limitam tal poder punitivo, pois, existem princípios já previstos na Constituição que impedem qualquer tipo de arbítrio do Estado e, dessa forma, favorece a proteção do indivíduo.