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FUNGOS INTERESSANTES E CURIOSOS

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA
DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA
DISCIPLINA: MICOLOGIA
FUNGOS DE USO 
RELIGIOSO
i.
Marlon R. Saraiva Júnior
ENTEÓGENO
ENTEÓGENO
ALUCINÓGENO
X
Figura 01 – Peyote drummer.
Fonte: © E. S. Curtis, 1930.
GÊNERO PSILOCYBE
• Mundialmente conhecidas – principais enteógenos 
fúngicos existentes.
• Portadores de Psilocibina e Psilocina.
Figura 02 – (A) Representação esquemática de Psilocybe cubensis. (B) Psilocibina.
Fonte: http://mundocogumelo.com.br/guia-de-caca-e-identificacao-psilocybe-cubensis.
A B
NAS AMÉRICAS
• A documentação das primeiras ocorrências do uso
de cogumelos do gênero Psilocybe nas Américas
ocorreu em escavações de templos Maias.
Figura 03 – Escavações de templos Maias.
Fonte: http://mundocogumelo.com.br/guia-de-caca-e-identificacao-psilocybe-cubensis.
• No século XVI, o explorador Hernán Cortéz em
expedição pelo território asteca, observou o uso
ritualístico dos cogumelos Psilocybe pelos povos
nativos.
Figura 04 – Desenho mexicano do século XVI mostrando um Deus falando através
de um cogumelo, que está sendo comido pelo homem.
Fonte: http://knarkkorven.magiskamolekyler.org/svampinfo/foton/az1.jpg.
NO EGITO
• Existem registros de diversos materiais
provenientes do território egípcio que possuem
referências aos cogumelos enteógenos.
Figura 05 – (A) O primórdio do estágio de Psilocybe cubensis que assemelha-se à (B) coroa
branca anômala em uma parede de sepultura em Deir-el-Bahari (Naville, 1910; Abubakr, 1937);
(C) Coroa Branca do Rei Narmer; (D) Coroa branca anômala do faraó Sesostris I; (E e F)
Diferentes estágios de crescimento do Psilocybe cubensis; (G) Representação da tríplice coroa
ou hemhem.
Fonte: EVERS, 1929.
A B C D E F G
CARACTERÍSTICAS GERAIS
• Morfologia
• Habitats
• A experiência
• A ingestão
• Legalidade
Figura 06 – Psilocybe cubensis.
Fonte: http://innervisions.nl/mushroom-grow-kit-ready-to-grow/.
AMANITA MUSCARIA
• Conhecida como “Agário das 
moscas’’.
• Fungo basidiomiceto natural 
de regiões com 
clima boreal ou temperado do
hemisfério norte.
• Seu principal principio ativo é 
o muscimol.
Figura 07 – Amanita muscaria.
Fonte: © Michael Wood.
SOMA
• Bebida da cultura védica e hindu.
Figura 08 – Deus Hama e Deus Shiva.
Fonte: http://sivapurana.blogspot.com.br/2013/05/rama-worshipping-shiva.html.
CHUKCHI
• Conhecida por ter usado o agário das moscas como
substância inebriante.
Figura 09 – Grupo Chukchi.
Fonte: http://travelingyourdream.com/wp-content/uploads/2013/06/chukchi-group.jpg.
• Uma estatueta em
miniatura (7,5 cm) de um
agário das moscas, datada
de 100 d.C. foi encontrada
em Nayarit, no México.
Figura 10 – Estatueta mexicana datada de
100 d.C.
Fonte: © Schuttes & Hofmann.
NA AMÉRICA
CARACTERÍSTICAS GERAIS
• Morfologia
• Habitats
• A experiência
• A ingestão
• Legalidade
Figura 11 – Amanita muscaria.
Fonte: public-domain-photos.com.
FUNGOS 
BIOLUMINESCENTES
ii.
Lucas B. Rodrigues
EMISSÃO DE LUZ POR ANIMAIS
Figura 01 – Animais bioluminescentes. (A) Peixe lagarto (Synodus saurus); (B) Krill
antártico (Euphausia superba); (C) Vagalume (Photinus pyralis); (D) Raia (Urobatis
jamaicensis); (E) Vespa-do-mar (Chironex fleckeri); (F) Cavalo marinho (Hippocampus
erectus).
Fonte: Divulgação/Museum of Natural History.
A B
D
C
E
F
Figura 02 – Eilhard Wiedemann. 
Fonte: Deutsches Jagd Lexikon.
LUMINESCÊNCIA
WIEDEMANN, 1888
BIOLUMINESCÊNCIA
HARVEY, 1916
Figura 03 – Fungo “foxfire” (Panellus stipticus).
Fonte: Wikimedia Commons.
EMISSÃO DE LUZ POR FUNGOS
• Luz desacompanhada de calor.
• Correlação causa/efeito – detalhes bioquímicos.
1,5
milhões
espécies de fungos 
no mundo
100
mil
identificadas e descritas
32
mil
espécies de 
basidiomicetos
77
são bioluminescentes
Micenoides 58
5Armillaria
Omphalotus 12
Lucentipes 2
A
g
a
ri
ca
le
s
Infográfico 01 – Linhagens evolutivas dos 
fungos bioluminescentes.
Fonte: VENTURA, 2015.
• Condições de temperatura amenas, entre 20ºC e 
30ºC.
• Umidade elevada.
• Disponibilidade de materiais lignocelulósicos no 
solo.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Figura 04 – Mycena chlorophos.
Fonte: © Stephen Axford.
MA
PI
TO
GO
MS
SP
PR
AM
Micenoides
Omphalotus
Lucentipes
ESPÉCIES NO BRASIL
A B
C
Figura 05 – Distribuição das espécies de fungos bioluminescentes no Brasil. (A e B) 
Mycena luxaeterna. (C) Neonothopanus gardneri. (D) Mycena lucentipes.
Fonte: Adaptado de OLIVEIRA et al., 2013.
D
Incluem mecanismos de: 
• Defesa
• Comunicação
• Propagação
• Predação
FUNÇÕES
Figura 06 – Neonothopanus gardneri. 
Fonte: © Cassius Stevani.
• A luz é emitida de forma ininterrupta tanto no
micélio quanto no cogumelo.
• Máximo de emissão entre 520 e 530 nm.
BIOLUMINESCÊNCIA
Figura 07 – Espectro eletromagnético visível da luz. 
Fonte: ©Encyclopedia Britannica, 2006.
• Ocorre em decorrência de uma reação bioquímica 
catalisada por enzimas (luciferina e luciferase).
Figura 07 – Mecanismo geral de bioluminescência em fungos. 
Fonte: Adaptado de © HowStuffWorks.
Luciferina Luciferase Oxigênio
• Ocorre em decorrência de uma reação bioquímica 
catalisada por enzimas (luciferina e luciferase).
Figura 07 – Mecanismo geral de bioluminescência em fungos. 
Fonte: Adaptado de © HowStuffWorks.
• Ocorre em decorrência de uma reação bioquímica 
catalisada por enzimas (luciferina e luciferase).
Figura 07 – Mecanismo geral de bioluminescência em fungos. 
Fonte: Adaptado de © HowStuffWorks.
• Ocorre em decorrência de uma reação bioquímica 
catalisada por enzimas (luciferina e luciferase).
Figura 07 – Mecanismo geral de bioluminescência em fungos. 
Fonte: Adaptado de © HowStuffWorks.
• Ocorre em decorrência de uma reação bioquímica 
catalisada por enzimas (luciferina e luciferase).
Figura 07 – Mecanismo geral de bioluminescência em fungos. 
Fonte: Adaptado de © HowStuffWorks.
• Ocorre em decorrência de uma reação bioquímica 
catalisada por enzimas (luciferina e luciferase).
Figura 07 – Mecanismo geral de bioluminescência em fungos. 
Fonte: Adaptado de © HowStuffWorks.
Fóton
• Ocorre em decorrência de uma reação bioquímica 
catalisada por enzimas (luciferina e luciferase).
Figura 07 – Mecanismo geral de bioluminescência em fungos. 
Fonte: Adaptado de © HowStuffWorks.
• Ocorre em decorrência de uma reação bioquímica 
catalisada por enzimas (luciferina e luciferase).
Figura 07 – Mecanismo geral de bioluminescência em fungos. 
Fonte: Adaptado de © HowStuffWorks.
Oxiluciferina inativa
FUNGOS 
PREDADORES
iii.
Bruno Marley D. de Sousa
ARTHROBOTRYS
• Fungos carnívoros?
• Captura nematódeos
Armadilha em forma
de anel que estrangula
a presa
Ação
Figura 01 – Representação esquemática de Arthrobotrys sp.
Fonte: http://www.sivatherium.narod.ru/library/dddngthn/part_01.htm.
A
B
C
D
Figura 02 – Fases de formação do anel de Arthrobotrys oligospora. (A) Uma
ramificação do micélio começando a ser envolvido. (B) O primeiro circuito do anel é formada,
a segunda começa a crescer a partir do topo da primeira. (C) Fase posterior de formação de
rede com duas voltas completas. (D) Anel com o nematóide, preso pela cabeça e pela cauda.
Fonte: http://www.sivatherium.narod.ru/library/dddngthn/part_01.htm.
Figura 03 – Pequenos anéis (20 a 30 mícrons de diâmetro) produzidos pelo
Arthrobotrys anchonia.
Fonte: https://microbewiki.kenyon.edu/index.php/Nematode_trapping_fungi.
A B
C D
Figura 04 – Captura de um nematódeo pelo fungo Arthrobotrys sp. (A e B)
Momento da captura dos nematódeos pelo anel. (C) Hifas no corpo do vermelançam
enzimas digestivas. (D) Formação de hifas no nematódeo parasitado.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=14zmmbXsyuM.
CORDYCEPS
• Você já pensou que um
apocalipse zumbi é uma
possibilidade?
• Cordyceps é um gênero
de Ascomycota, que
inclui cerca de 400
espécies já identificadas.
Podem assumir o controle
do cérebro do hospedeiro
Ação
Figura 05 – Representação de Cordyceps
hospedado em um inseto.
Fonte: © Maia Carlson
Figura 06 – Formiga sendo infectada pelo fungo Cordyceps unilateralis .
Fonte: © BBC.
A B
C D
Figura 07 – Cordyceps unilatelaris crescendo no cérebro de
uma formiga.
Fonte: © BBC.
Figura 08 – Diferentes presas atacadas pelo fungo Cordyceps unilateralis.
Fonte: http://imgur.com/gallery/Fe9GP.
FUNGOS 
“CULTIVADOS” POR 
INSETOS
iv.
Paola Ramos S. Pires
BESOUROS
• Besouro-do-pinho-do-sul
• Coleoptera - Curculionidae
DENDROCTONUS FRONTALIS
Figura 01 – (A) D. frontalis vista lateral; (B) Pinho-do-sul. 
Fonte: (A) Louisiana State Arthropod Museum (LSAM). (B) https://br.pinterest.com/explore/pine-tree-/
A
B
A
B
Figura 02 – (A) Número de surtos de besouro-
do-pinho-do-sul por ano em cada município (1960-
2008); (B) Macho e fêmea de D. frontalis.
Fonte: (A) World Resources Institute.
(B)http://entnemdept.ufl.edu/creatures/trees/southern_pi
ne_beetle.htm.
• Entomocorticium sp.
• Ceratocystiopsis ranaculosus
• Ophiostoma minus
Figura 03 – (A) Micângio com Entomocorticium sp.; (B) Micângio com Ceratocystiopsis
ranaculosus. 
Fonte: http://www.dartmouth.edu/~mpayres/objects/mycang/index.html.
BA
Figura 04 – Ciclo de vida do D. frontalis.
Fonte: http://blog.thesietch.org/2008/page/35/.
Figura 05 – (A) Floresta de coníferas atacada; (B, C, D e E) Níveis de ataque.
Fonte: https://www.forestryimages.org/browse/detail.cfm?imgnum=1510092.
A
B C D
E
FORMIGAS
• Formigas cortadeiras
• Hymenoptera – Formicidae
• Atta e Acromyrmex
• Leugoagaricus gongylophorus
• Basidiomycota
ATTINI
Figura 06 – Atta sp.
Fonte: http://www.cpt.com.br/cursos-agricultura/artigos/formigas-cortadeiras-quem-sao-as-sauvas-e-os-
quenquens-e-como-vivem
/
MEGALOMYRMEX
Figura 07 – (A) Formigas Euprenolepis procera predando fungo; (B) Formiga invasora 
Gnamptogenys hartmani.
Fonte: (A) https://www.shroomery.org/forums/showflat.php/Number/8681501. 
(B) https://makeitclearbr.wordpress.com/2013/09/10/formigas-parasitas-lutam-como-mercenarias/
• Euprenolepis procera
• Gnamptogenys hartmani
A B
ATTA E ACROMYRMEX
Figura 08 – (A) Atta; (B) Acromyrmex.
Fonte: http://efinkenauer.blogspot.com.br/2012/01/formigas-cortadeiras.html#.WEQEivArLIU.
A B
Figura 09 – Atta e Acromyrmex.
Fonte: http://agencia.fapesp.br/estudo_desvenda_mecanismo_evolutivo_que_pode_levar_ao_controle_de_formigas/22442.
Figura 10 – (A) Ninho de Atta;
(B) Desenho esquemático do ninho.
Fonte: http://www.unibras.com.br/tecnico-
detalhe/arquitetura-dos-ninhos-de-formigas-
cortadeira/
A
B
ABELHAS
SCAPTOTRIGONA DEPILIS
Figura 11 – (A) Operária (vista frontal; (B) Operária (vista lateral).
Fonte: http:// www.ib.usp.br/beesp/scaptotrigona_depilis.htm
A B
• Hymenoptera - Meliponini
• Monascus
Figura 12 – Fungo do gênero Monascus “cultivado” por Scaptotrigona depilis. 
Fonte: © Cristiano Menezes.
Figura 13 – Fungos “cultivados” por Scaptotrigona depilis nos favos de cria.
Fonte: © Cristiano Menezes.
Figura 14 – Larva de Scaptotrigona depilis se alimentando de fungo.
Fonte: © Cristiano Menezes.
PTILOTRIGONA LURIDA
• Hymenoptera - Meliponini
• Candida sp.
Figura 15 – Ptilotrigona lurida.
Fonte: http://www.boldsystems.org/index.php/Taxbrowser_Taxonpage?taxid=690463
FUNGOS GIGANTES 
TERRESTRES
v.
Thawany D. Araújo
GIGANTES TERRESTRES
• O maior ser vivo do mundo pertence a espécie
Armillaria ostoyae, conhecido também como
cogumelo-do-mel.
Figura 01 – Armillaria ostoyae.
Fonte: http://seuhistory.com/noticias/conheca-o-cogumelo-do-mel-o-maior-ser-vivo-do-planeta.
• Se localiza em Blue
Mountain, no Estado
americano do Oregon.
• Chega a abranger
uma área superior a
890 hectares.
Figura 02 – Província Ecológica de Blue
Mountain.
Fonte: http://anrs.oregonstate.edu/content/blue-
mountain-ecological-province.
BLUE MOUNTAIN
• Apesar do seu tamanho são observados na superfície
apenas alguns pequenos cogumelos dourados que
medem até 30cm de altura.
Figura 03 – Armillaria ostoyae.
Fonte: https://tidcf.nrcan.gc.ca/en/diseases/factsheet/78.
• É um fungo parasita que
ataca árvores e arbustos
lenhosos e suga deles todos
os nutrientes necessários a
sua sobrevivência.
• É comestível e muito rico
em fibras, proteínas,
vitaminas e sais minerais.
Figura 04 – Micélios de Armillaria ostoyae no alburno de uma árvore.
Fonte: http://www.wikiwand.com/fr/Armillaria_solidipes.
FUNGOS EM FORMA 
DE ÓRGÃOS 
HUMANOS
vi.
Rafaela Cristina C. Canedo
Etimologia
PHALLUS IMPUDICUS
Phallus = (latim) falo, membro
viril.
impudicus = sem vergonha.
Figura 01 – (A) Phallus impudicus; (B) Hexenei.
Fonte: © Josef Blasek & © Robert Hatheier.
A
B
• Comestibilidade
• Onde encontrar
Etimologia
HYDNELLUM PECKII
Hydnellum = pequena Hydnum
(do grego hùdnon = trufa).
Peckii = dedicado ao botânico
americano e micologista Charles
Horton Peck (1833/1917).
Figura 02 – (A) Hydnellum Peckii; (B) Vista interna de Hydnellum Peckii.
Fonte: http://hmetroo.blogspot.com.br/2013/03/serius-kulat-paling-comel-dan-badass.html.
A
• Não comestível
• Onde encontrar
B
Etimologia
LEPIOTA JOSSERANDII
Lepiota = (grego) orelha
escamosa.
Josserandii = dedicada à
micologista francês Marcel
Josserand (1900/1992).
Figura 03 – Lepiota Josserandii.
Fonte: http://www.usask.ca/biology/fungi/graphics/genus_species_pics/l_to_o/s209300lepiota_josserandii.
• Não comestível
• Onde encontrar
Etimologia
AURICULARIA MESENTERICA
Auricularia = derivado da
palavra latina aurícula =
orelha.
mesentérica = do grego
(mesentèrion) membrana que
envolve o intestino.
Figura 04 – Auricularia mesenterica.
Fonte: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/35/af/75/35af758121266c7a891a84daff3a86d0.jpg.
• Comestibilidade
• Onde encontrar
Etimologia
SARCOIDES ASCOCORYNE
Figura 05 – Sarcoides ascocoryne.
Fonte: http://fungi.myspecies.info/sites/fungi.myspecies.info/files/Ascocoryne%20a.jpg.
• Comestibilidade
• Onde encontrar
Sarc - significa “carne” ou
“carnuda” e lenchoides significa
“semelhante a”.
Nome comum : Gotas roxas da
geléia.

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