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“ A educação precisa ser repensada porque as representações, os valores sociais e os saberes disciplinares estão mudando, e a escola que hoje temos responde em boa medida a problemas e necessidades do século XIX, assim como as alternativas que se oferecem têm suas raízes no séculoXVII.”
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O que é o Currículo?
O currículo é um artefato social e cultural. Portanto, tem uma história, vinculada a formas específicas e contingentes de organização da sociedade e da educação.
Moreira & Silva, 2006 
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O que é o Currículo?
A palavra currículo vem da palavra latina scurrere, correr, e refere-se a curso 
( ou carro de corrida). 
No que refere à etimologia deve ser entendido como o conteúdo apresentado para estudo.
 Goodson, 2005
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A organização dos conteúdos nos currículos
 A tarefa educacional efetuada na instituição escolar é realizada mediante uma seleção, organização, análise crítica e reconstrução dos conhecimentos, crenças, valores, destrezas e hábitos, que são consequências do desenvolvimento sócio-históricos, isto é, construídos e aceitos como valiosos por uma determinada sociedade. 
*
A organização dos conteúdos nos currículos
Todo projeto curricular pode organizar-se de diversas formas, e não somente por disciplinas, como tem ocorrido. De qualquer modo, sempre será necessária uma reflexão prévia sobre as razões e as consequências das soluções pelas quais se optou.
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A organização dos conteúdos nos currículos
 O currículo  um projeto educacional planejado e desenvolvido a partir de uma seleção da cultura e das experiências das quais deseja-se que as novas gerações participem, a fim de socializá-las e capacitá-las para ser cidadãos e cidadãs solidários, responsáveis e democráticos. 
*
Formas de organização do Currículo
Tradicional: Linear - por disciplinas
Moderno: Integrado - por temas, por núcleos, problemas, grupos humanos, etc; 
formas de conhecimento, sistemas ou estruturas culturais; tipos de conhecimentos e processos psicológicos.
 
*
O currículo de disciplinas e suas implicações
Basil Bernstein afirma que o currículo linear-disciplinar configura-se como um currículo quebra-cabeças ou do tipo coleção.
Nesta modalidade agentes externos à sala de aula é que controlam totalmente a seleção, organização, ritmo, critérios de comunicação e a posição ...além da disposição da localização física.
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O currículo por disciplinas e suas implicações 
A forma mais clássica de organização do conteúdo, ainda predominante atualmente, é o modelo linear disciplinar. 
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Resultados da proposta curricular linear
Incompreensão e fragmentação do conhecimento estudado (dificuldade para compreender o que foi estudado-memorizado).
Supervalorização do conhecimento acadêmico (sem reflexão quanto à sua relação com o cotidiano).
A metodologia dominante é a aula magistral.
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Principais críticas ao currículo baseado em disciplinas
Os interesses dos alunos são desconsiderados.
As experiências prévias dos alunos não são suficientemente levadas em conta.
Ignora-se a problemática específica do meio sócio-cultural e ambiental.
 Impede ou não estimula questões fora dos limites das disciplinas trabalhadas.
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Principais críticas ao currículo baseado em disciplinas
5. Promove inibição nas relações entre professores e alunos.
6. As dificuldades de aprendizagem são provenientes das constantes mudanças de atenção de uma matéria para outra.
7. Dificuldade de adaptar o currículo a questões ou problemas mais práticos.
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Principais críticas ao currículo baseado em disciplinas
8. Os alunos não captam as relações entre as diferentes disciplinas.
9. Impede a realização de diferentes atividades educacionais por inflexibilidade na organização do tempo, de espaço e RH.
10. Não incentiva a pesquisa autônoma, a curiosidade intelectual.
11.Impede que o professor atue como um pesquisador. 
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Justificativas do currículo integrado
Ante estas e outras críticas ao modelo de currículo de disciplinas, adquire força a alternativa de um currículo integrado.
Uma vez que nele são destacadas as vantagens da pesquisa e do estudo interdisciplinar e a necessidade de adequação às peculiaridades psicológicas dos alunos (especialmente aos requisitos de globalização e significatividade dos conteúdos). 
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OBJETIVOS
Identificar as origens da modalidade de currículo integrado.
Identificar algumas influências dos modelos empresariais nos sistemas educacionais.
Identificar os motivos que levam à defesa de um currículo integrado.
Conceituar globalização
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OBJETIVOS
Identificar as teorias que subsidiam o ensino globalizado.
Identificar o processo de conceitualização da interdisciplinariedade ao longo da história da educação.
Identificar as diferentes conceitualizações de interdisciplinariedade e suas modalidades. 
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CONTEÚDOS
Os motivos do currículo integrado.
O conceito de globalização. 
Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
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CONTEÚDOS
O conceito de interdisciplinariedade. 
Modalidades de interdisciplinariedade. 
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Globalização e Interdisciplinaridade
É necessário compreender a filosofia de fundo para que se possa julgar as propostas e práticas etiquetadas com tais termos, pois, algumas vezes, para estar na moda ou cumprir a legalidade, muda-se apenas a aparência das propostas; no fundo, porém, continua se fazendo a mesma coisa. 
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Globalização e Interdisciplinaridade - Breve histórico 
O movimento pedagógico a favor da globalização e da interdisciplinaridade nasceu de reivindicações progressistas de grupos ideológicos e políticos que lutavam por uma maior democratização da sociedade.
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Globalização e Interdisciplinaridade – Breve histórico 
Coincidem com os movimentos sindicais do início do século passado contra as políticas trabalhistas e de produção planejada, baseadas nos modelos taylorista e fordista de produção, que acentuou a divisão social e técnica do trabalho e aumentou ainda mais a separação entre trabalho manual e trabalho intelectual.
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Globalização e Interdisciplinaridade – Breve histórico
O processo de desqualificação e atomização de tarefas ocorrido no âmbito da produção e distribuição também foi reproduzido no interior dos sistemas educacionais.
A taylorização no âmbito educacional faz com que nem professores nem alunos possam participar dos processos de reflexão crítica sobre a realidade. 
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Globalização e Interdisciplinaridade – Breve histórico
Os conteúdos culturais que formavam o currículo escolar com excessiva frequência eram descontextualizados, distantes do mundo experiencial dos alunos. As disciplinas eram trabalhadas de forma isolada e, assim, não se propiciava a construção e a compreensão de nexos que permitissem sua construção com base na realidade. 
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Globalização e Interdisciplinaridade
Breve histórico
Os professores ocupavam-se mais de serem obedecidos, de seguir um determinado ritmo nas tarefas a realizar, de propiciar uma memorização de dados quase nunca bem compreendidos; enquanto isso, os alunos geravam estratégias para recordar dados e conceitos que para eles não tinham qualquer significação. 
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Influências dos modelos empresariais nos sistemas educacionais
Na década de 60 metáforas e comparações da escola com as fábricas, modelos positivistas e tecnológicos de organização e administração escolar. 
A linguagem, conceitos e práticas normalmente utilizados na indústria, como “direção por objetivos”, “management científico,” “taxionomias de objetivos operacionais”, etc., passam a ser habituais nos tratados de pedagogia. 
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Globalização e Interdisciplinaridade – Breve histórico
A partir da década de 80, os modelos fordista e taylorista começam a apresentar sinais de esgotamento.
 Face ao acelerado processo de intercomunicação e interdependência entre as economias, os processos de produção e comercialização sofremrevisões e modificações. Surge o Toyotismo. 
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Globalização e Interdisciplinaridade – Breve histórico
No modelo toyotista, os trabalhadores gozam de grande autonomia, - criação de equipes de trabalho - assume diversas funções (tarefas de inspeção e manutenção até a limpeza). 
Organização do trabalho  princípios de verticalidade, horizontalidade e multifuncionalidade. 
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Globalização e Interdisciplinaridade – Breve histórico
No sistema educacional, da mesma maneira que na filosofia toyotista existe uma notável exaltação da figura do trabalhador, também na educação os discursos são unânimes sobre a importância decisiva da classe docente. Assume-se que, sem sua cooperação, nenhuma inovação pode ser bem-sucedida. 
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Influências dos modelos empresariais nos sistemas educacionais
Na década de 80, a liberdade de mercados do mundo econômico chega a educação. 
Forte impulso que alguns países com governos mais conservadores dão a elaboração de “padrões de qualidade” para analisar o sistema educacional,  fábricas e mercados. 
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Influências dos modelos empresariais nos sistemas educacionais
Pretende-se garantir esta aposta na qualidade, programando um conjunto de padrões ou exigências de qualidades propostas por grupos de pessoas especializadas em Administração Educacional. 
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Influências dos modelos empresariais nos sistemas educacionais
Poucas vezes ao longo da história foi tão urgente a aposta em uma educação verdadeiramente comprometida com valores de democracia, solidariedade e crítica. 
É preciso formar pessoas com capacidade de crítica e solidariedade.
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Os motivos do currículo integrado
O mundo em que vivemos já é um mundo global, no qual tudo está relacionado, tanto nacional como internacionalmente.
Um mundo onde as dimensões financeiras, culturais, políticas, ambientais, científicas, etc são interdependentes.
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Os motivos do currículo integrado
Poucas vezes ao longo da história foi tão urgente a aposta em uma educação verdadeiramente comprometida com valores de democracia, solidariedade e crítica. 
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Os motivos do currículo integrado
O currículo globalizado e interdisciplinar converte-se, assim, em uma categoria capaz de agrupar uma variedade de práticas educacionais desenvolvidas em sala de aula, 
Interesse em analisar a forma mais apropriada de contribuir para melhorar o processo ensino-aprendizagem.
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Os motivos do currículo integrado
A ênfase na necessidade de globalização e da interdisciplinaridade caminha junto com o debate sobre a definição de currículo e das funções que o mesmo deve assumir em cada momento histórico concreto.
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Os motivos do currículo integrado
Esta concepção mais ampla de currículo oferece maiores vantagens porque:
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Os motivos do currículo integrado
Oferece um guia aberto para a intervenção educativa, incluindo as aprendizagens que os alunos efetuam à margem das intenções do corpo docente, pelas relações de comunicação estabelecidas com seus pares, com os professores e os adultos. 
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Os motivos do currículo integrado
Possibilita acesso a uma maior variedade de recursos (livros, filmes, laboratórios, oficinas, visitas, excursões, etc.) possibilidades de aprendizagem que não podem ser previstas totalmente. 
Analisam da mesma maneira não só os conhecimentos culturais selecionados e excluídos por um currículo, mas tudo aquilo que é excluído ou omitido. 
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Os motivos do currículo integrado
Evidencia compromissos e crenças sobre as funções a serem desempenhadas pela escolarização em nossa sociedade, partindo das possibilidades das pessoas para adquirir conhecimentos, habilidade, atitudes e valores e, por outro lado, de como se consegue tudo isso. 
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Exigência deste modelo de currículo 
Um corpo docente que pesquise e trabalhe em equipe é algo consubstancial a este modelo de currículo.
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O conceito de globalização
O termo globalização aparece no início do século XX.
Costuma estar fundamentado sempre em razões de caráter psicológico relacionado à estrutura cognitiva e afetiva das crianças e diferencia-se do termo interdisciplinaridade.
Refere-se à metodologia, a formas específicas de organizar o ensino para facilitar à aprendizagem dos alunos. 
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O conceito de globalização
Fundamenta-se nas seguintes argumentações:
para Claparède a criança possuía uma “ percepção sincrética”;
os teóricos da Gestalt ( Wertheimer, Köhler, Koffka, etc) defendem uma concepção antiatomista; 
para Dewey, o caráter global da percepção infantil condiciona seu desenvolvimento. 
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O conceito de globalização
Decroly propôs o temo globalização como mais apropriado frente a outros vocábulos (em lugar de sincretismo ou esquematismo).
Piaget propõe explicações sobre as características e mudanças ocorridas nas formas de pensamento das crianças em seu caminho para a vida adulta, bem como sobre as razões e mecanismos que promovem.
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O conceito de globalização
O modelo pedagógico derivado dessas teorias psicológicas será o oposta da metodologia analítica –sintética imperante naquela época. 
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O conceito de globalização
A pedagogia do interesse e da significatividade converte-se em bandeira para os professores que compartilham a visão de se respeitar as capacidades e o ritmo de desenvolvimento de cada aluno.
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O conceito de globalização
A psicologia piagetiana e a teoria da gestalt foram utilizadas como principais argumentos para a defesa de metodologias globalizadoras na educação infantil.
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O conceito de globalização
Entretanto, a teoria de Piaget ao propor explicações sobre as características e mudanças ocorridas nas formas de pensamento das crianças em seu caminho para a vida adulta, bem como sobre as razões e mecanismos que as promovem, gerou também argumentos para quem defendia o uso de estratégias mais disciplinares. 
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O conceito de globalização
Piaget, no entanto, ao apostar na aprendizagem por descoberta não leva em consideração a ajuda que outras pessoas adultas podem proporcionar, utilizando processos adequados de instrução. 
Já Vygotsky e Ausubel contribuíram para a defesa de propostas didáticas relacionadas às peculiaridades das maneiras de aprender.
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O conceito de globalização
Vygotsky frisa a importância dos adultos ajudarem as crianças na construção e reconstrução do conhecimento.
Ressaltando que as possibilidades de aprendizagem de cada pessoa relaciona-se com o nível de desenvolvimento atingido.
Ausubel enfatiza as condições de significatividade dos conteúdos culturais a serem trabalhados. 
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O conceito de globalização
Segundo Ausubel, as pessoas reconstroem continuamente e seu conhecimento, incorporando o novo conhecimento às suas atuais estruturas cognitivas. Havendo estratégias didáticas que facilitam esse processo. 
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O conceito de globalização
Ausubel propõe um modelo de duas dimensões que ajuda a entender as duas variáveis que interagem em qualquer situação de ensino-aprendizagem.
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O conceito de globalização
Em resumo, podemos afirmar que as propostas destas escolas psicológicas da aprendizagem , apresentam os principais argumentos para a defesa e o apoio de perspectivas, de metodologias globalizadoras em todas as etapas do sistema educacional e não apenas na educação infantil. 
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A interdisciplinariedade do conhecimento
Uma das características que distinguem o século XX é a freqüente reorganização do conhecimento. Tendência a maiores parcelas de especialização e propensões a uma maior unificação do saber são os pólos entre os quais oscila a construção e difusão do conhecimento. 
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A interdisciplinariedade do conhecimento
Sendo constatadas as dinâmicas a seguir:
 super especialização de algumas áreas tradicionais do conhecimento;
 o compartilhamento dos objetos de estudo de diferentes disciplinas; e
 o aparecimento de equipe de pesquisas claramente interdisciplinares.*
Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
Apesar da questão da conceitualização da interdisciplinariedade ser uma típica deste século, podem ser identificadas em épocas passadas algumas tentativas para sua implementação. Como por exemplo:
Platão – o primeiro a colocar a necessidade de uma ciência unificada. O trivium e quadrivium em programa pioneiro de ensino integrado.
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Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
A Escola de Alexandria – Centro de ensino e pesquisa, pode ser considerada a instituição mais antiga a assumir um compromisso com uma integração do conhecimento, a partir de uma ótica filosófica-religiosa. 
Na época clássica, a Paidéia dos gregos e o Doctrinarium Orbem dos romanos.
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Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
No período renascentista, Francis Bacon vislumbrou a necessidade de unificar o saber, propõe um centro de pesquisa científica interdisciplinar a serviço da humanidade.
no séc. XVII, Comenius (Panshophia ou Pantaxia) também apresentou uma aposta na cosmovisão ou unidade do saber. 
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Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
Enquanto os enciclopedistas franceses mostraram sua preocupação pelo grau de fragmentação do conhecimento em campos de especialização sem comunicação explícita entre si.
No século XVIII, os iluministas defendem a unidade e a condensação da diversidade de saberes e práticas , convertendo-a ao mesmo tempo em um instrumento de luta ideológica.
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Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
No entanto, as necessidades da industrialização promovida a partir de modelos econômicos capitalistas, as revoluções industriais e os processos de transformação das sociedades agrárias da época abriram o caminho para maiores parcelas de disciplinariedade do conhecimento. 
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Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
Mas também neste momento sócio-histórico é possível detectar fortes contradições.
 Aparece um conflito dicotômico entre os partidários de maiores níveis de especialização e aqueles que apoiavam propostas de formação mais generalistas, O desejo de aprofundar um determinado âmbito de conhecimento aparece como antagônico de uma extensão mais generalista.
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Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
Adquire maior rigor a defesa da interdisciplinariedade. Podendo ser identificadas as seguintes correntes em sua de defesa:
no período compreendido entre a 1ª guerra mundial e 1930 – filósofos neopositivistas do círculo de Viena.
na década de 70 o estruturalismo se coloca como uma concepção teórica decisiva na consolidação do movimento interdisciplinar. 
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Uma abordagem histórica da interdisciplinariedade
O estruturalismo foi concepção teórica decisiva na consolidação do movimento interdisciplinar e, juntamente, com a Teoria Geral de Sistemas prestaram apoio fundamental à interdisciplinariedade.
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O que é interdisciplinaridade?
“A interdisciplinaridade parece ser o grande sonho utópico de todo educador em sala de aula, que após várias tentativas de uma busca didática acaba por desistir e voltar ao seu cotidiano disciplinar...”
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O que é interdisciplinaridade?
Resumo da tentativa de organização teórica do movimento interdisciplinar :
     	1970 - procura de uma definição da interdisciplinaridade;
–   	1980 - tentativas de explicitar um método; e
 1990 - busca de uma teoria da interdisciplinaridade. 
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O que é interdisciplinaridade?
Nos estudos acadêmicos a interdisciplinaridade é mencionada como uma prática de pesquisa “(...) a interdisciplinaridade reivindica as características de uma categoria científica, dizendo respeito à pesquisa. Nesse sentido, corresponde a um nível teórico de constituição das ciências e a um momento fundamental de sua história.”
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O conceito de interdisciplinariedade
O termo interdisciplinariedade surge ligado à finalidade de corrigir possíveis erros e a esterilidade acarretada por uma ciência excessivamente compartimentada e sem comunicação.
O intercâmbio entre disciplinas pode ser promovido pela influência de numerosos fatores. As disciplinas são sensíveis a diversos tipos de variáveis. 
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O conceito de interdisciplinariedade – Tipos de variáveis
Espaciais
Temporais
Econômicas
Demográficas
Demandas sociais
Epistemológicas
Disputas e rivalidades
Necessidade de prestígio
Desenvolvimento da ciência
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Tipos de variáveis
Espaciais – por ocuparem o mesmo espaço físico, professores de diferentes disciplinas partilham interesses e preocupações similares.
Temporais – para solucionar um problema em um determinado momento, diferentes disciplinas trabalham de maneira direta ou indireta.
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Tipos de variáveis
Econômicas – a falta de recursos econômicos leva a que disciplinas distintas se reúnam para compartilhar projetos de trabalhos.
Demográficas – por falta de especialistas em uma instituição, os existentes se vêem obrigados a assumir novas e diferentes disciplinas.
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Tipos de variáveis
Demandas sociais – a sociedade exige novas especialidades, novos estudos para enfrentar a complexidade de novos problemas que nenhum marco disciplinar em vigor pode abranger.
Epistemológicas – uma disciplina toma de outras disciplinas marcos teóricos, métodos, procedimentos ou conceitos que são incorporados ao seu corpo teórico para a resolução de problemas. 
*
Tipos de variáveis
Disputas e rivalidades - um âmbito ou objeto de trabalho é partilhado por diferentes disciplinas.
Necessidade de prestígio – quando pesquisadores acham que o prestígio, o status da disciplina corre perigo, utilizam a estratégia de apoiar-se em ciências que não estão sendo questionadas, usando metodologias, estruturas conceituais, etc.
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Tipos de variáveis
Desenvolvimento da ciência – a necessidade de trabalhar em determinado domínio exige o contato com outras disciplinas. A interação entre elas gera a criação de uma nova e original disciplina com uma maior ampliação do objeto de estudo. 
*
O que é interdisciplinaridade?
“Talvez por ainda não possuirmos uma teoria sedimentada sobre a interdisciplinaridade, em face da dicotomia teoria/prática, encontramos definições teóricas conceituais sobre multi, pluri, inter e transdisciplinaridade com variações sutis, mas com relevantes distorções na prática.”
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O que é interdisciplinaridade?
Taxionomia dos níveis de interdisciplinaridade, seguindo uma ordem crescente de inter-relação ( ou ordem ascendente de maturidade quanto às relações interdisciplinares.
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Conforme o grau de integração das diferentes disciplinas reagrupadas em um determinado momento, podemos estabelecer diferentes níveis de interdisciplinariedade.
 Entre as modalidades possíveis de interdisciplinariedade, autores como Cesare Scurati estabelecem uma taxionomia com seis níveis, seguindo uma ordem de inter-relação: 
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Interdisciplinariedade heterogênea
Pseudo-interdisciplinariedade
Interdisciplinariedade auxiliar
Interdisciplinariedade composta
Interdisciplinariedade complementar
Interdisciplinariedade unificadora
*
Interdisciplinaridade heterogênea
Vem a ser uma espécie de enciclopedismo, baseada na “soma” de informações procedentes de diversas disciplinas. 
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Pseudo-interdisciplinaridade
O nexo de união é estabelecido em torno de uma espécie de “metadisciplina”. Neste caso, existe uma estrutura de união, normalmente um modelo teórico ou um marco conceitual, aplicado para trabalhar em disciplinas muito diferentes entre si. 
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Interdisciplinaridade auxiliar
Quando em uma disciplina se recorre ao emprego de metodologias de pesquisa próprias ou originais de outras áreas do conhecimento.
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Interdisciplinaridade compósita (composta)
Trata-se da situação na qual, para a solução de determinados problemas sociais, se propõe a intervenção de equipes de especialistas de múltiplas disciplinas. Considera-se imprescindível analisar conjuntamente os inúmeros aspectos que qualquer fenômeno sócio-histórico apresenta. 
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Interdisciplinaridade Complementar
Quando há uma sobreposição de especialidades sobre um mesmo objeto de estudo.
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Interdisciplinaridade unificadora
Aqui já existe uma autêntica integração de duas ou mais disciplinas, resultando da construção tanto de um marco teórico comum, como de uma metodologia de pesquisa. 
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Marcel Boisot distingue três tipos de interdisciplinariedade:
 Interdisciplinariedade linear - É uma modalidade de intercâmbio interdisciplinar na qual uma ou mais leis tomadas de uma disciplina são utilizadas para explicar fenômenos de outra; mediante alguma redefinição das variáveis e parâmetros, ela seria ajustada ao novo contexto disciplinar. 
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Interdisciplinariedade estrutural- Quando as interações entre duas ou mais matérias levam à criação de um corpo de leis novas que formam a estrutura básica de uma disciplina original, que não pode ser reduzida à coordenação formal de suas geradoras, surge uma nova disciplina. 
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Interdisciplinariedade restritiva - O campo de aplicação de cada matéria é definido exclusivamente conforme um objeto concreto de pesquisa e um campo de aplicação específico. 
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Outra importante hierarquização de níveis de colaboração e integração entre disciplinas é a proposta por Jean Piaget.
 Multidisciplinariedade
 O nível inferior de integração. Ocorre quando, para solucionar um problema, busca-se informação e ajuda em várias disciplinas, sem que tal interação contribua para modificá-las ou enriquecê-las. 
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Multidisciplinaridade:
O nível inferior da integração. Ocorre quando para solucionar um problema, busca-se informação e ajuda em várias disciplinas,sem que tal interação contribua para modificá-las.
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Interdisciplinariedade
 Segundo nível de associação entre disciplinas, em que a cooperação entre várias disciplinas provoca intercâmbios reais; isto é, existe verdadeira reciprocidade nos intercâmbios e , conseqüentemente, enriquecimentos mútuos. 
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Transdisciplinariedade
 É a etapa superior de integração. Trata-se da construção de um sistema total, sem fronteiras sólidas entre as disciplinas.
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Modalidades de Interdisciplinariedade
De todas as classificações sobre os possíveis níveis de interdisciplinariedade, a mais conhecida e divulgada seja a distinção realizada por Erich Jantsch no Seminário da OCDE de 1979, entre: 
Multidisciplinariedade.
Pluridisciplinariedade 
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Modalidades de Interdisciplinariedade
Disciplinariedade cruzada.
Interdisciplinariedade.
Transdisciplinariedade. 
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A hierarquização de níveis de colaboração e integração de disciplinas, segundo Erich Jantsch 
Multidisciplinaridade:
Termo que pode ser utilizado quando da integração de diferentes conteúdos de uma mesma disciplina. Não existe nenhuma relação entre as disciplinas, assim como todas estariam no mesmo nível sem a prática de um trabalho cooperativo. 
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A hierarquização de níveis de colaboração e integração de disciplinas, segundo Erich Jantasch
Pluridisciplinaridade
Nesta prática parece-nos que um passo foi dado a partir da multi, pois já existem sinais de uma pequena cooperação entre as diferentes disciplinas, mas ainda mantêm objetivos distintos. Nesta prática não existe uma coordenação; as possíveis e raras cooperações ocorrem de forma intuitiva.
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A hierarquização de níveis de colaboração e integração de disciplinas, segundo Erich Jantasch
Disciplinaridade Cruzada
A possibilidade de comunicação está desequilibrada. Uma disciplina domina a outra.
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A hierarquização de níveis de colaboração e integração de disciplinas, segundo Erich Jantasch
Interdisciplinaridade
Neste caso a tônica é o trabalho de integração das diferentes áreas do conhecimento, um real trabalho de cooperação e troca, aberto ao diálogo e ao planejamento. As diferentes disciplinas não aparecem de forma fragmentada e compartimentada, pois a problemática em questão conduzirá à unificação. Existe uma coordenação. As demais disciplinas interagem entre si em diferentes conexões.
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A hierarquização de níveis de colaboração e integração de disciplinas, segundo Erich Jantasch
Transdisciplinaridade:
Neste nível, as relações não seriam apenas de integração das diferentes disciplinas, pois iriam muito além, propondo um sistema sem fronteiras, em que a integração chegou a um nível tão alto que é impossível distinguir onde começa e onde termina uma disciplina. A finalidade a ser atingida é comum a todas disciplinas e interdisciplinas.
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Mais conteúdos dessa disciplina