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1 
 
Área 01, Aula 01 
Apresentação 
 
 
1ª Edição 
Junho de 2018 
CONASEMS - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde 
ProEpi - Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo 
 
 
 
Copyright © 2018, Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de 
Campo. 
Todos os direitos reservados. 
A cópia total ou parcial, sem autorização expressa do(s) autor(es) ou com o 
intuito de lucro, constitui crime contra a propriedade intelectual, conforme 
estipulado na Lei nº 9.610/1998 (Lei de Direitos Autorais), com sanções previstas 
no Código Penal, artigo 184, parágrafos 1° ao 3°, sem prejuízo das sanções 
cabíveis à espécie. 
 
 
 
 
Expediente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de 
Saúde - CONASEMS 
Quadro Geral da Organização 
DIRETORIA EXECUTIVA 
Presidente – Mauro Guimarães Junqueira 
Vice-Presidente – Charles Cezar Tocantins 
Vice-Presidente – Wilames Freire Bezerra 
Diretora Administrativo – Cristiane Martins Pantaleão 
Diretora administrativo- Adjunto- Silva Regina Cremonez Sirena 
Diretor Financeiro – Hisham Mohamad Hamida 
Diretora Financeiro-Adjunto – Iolete Soares de Arruda 
Diretor de Comunicação Social – Diego Espindola de Ávila 
Diretora de Comunicação Social–Adjunto – Maria Célia Valladares Vasconcelos 
Diretora de Descentralização e Regionalização – Stela dos Santos Souza 
Diretora de Descentralização e Regionalização–Adjunto – Soraya Galdino de Araújo Lucena 
Diretor de Relações Institucionais e Parlamentares – Carmino Antônio de Souza 
Diretor de Relações Institucionais e Parlamentares- Adjunto- Erno Harzheim 
Diretor de Municípios de Pequeno Porte - Murilo Porto de Andrade 
Diretora de Municípios de Pequeno Porte–Adjunto – Débora Costa dos Santos 
Diretor de Municípios com Populações Ribeirinhas e em Situação de Vulnerabilidade – 
Vanio Rodrigues de Souza 
Diretor de Municípios com Populações Ribeirinhas e em Situação de Vulnerabilidade – 
Adjunto – Afonso Emerick Dutra 
2º Vice-Presidente Regional - Região Centro Oeste – André Luiz Dias Mattos 
1º Vice-Presidente Regional - Região Nordeste – Normanda da Silva Santiago 
2º Vice-Presidente Regional - Região Nordeste – Orlando Jorge Pereira de Andrade de Lima 
1º Vice-Presidente Regional - Região Norte – Januário Carneiro Neto 
1º Vice-Presidente Regional - Região Sudeste – Luiz Carlos Reblin 
2º Vice-Presidente Regional - Região Sudeste – Geovani Ferreira Guimarães 
2° Vice-Presidente Regional – Região Sul - Rubens Griep 
Conselho Fiscal 1º Membro – Região Norte – Oteniel Almeida dos Santos 
 
 
 
Conselho Fiscal 1º Membro – Região Nordeste – Leopoldina Cipriano Feitosa 
Conselho Fiscal 2º Membro – Região Nordeste - Angela Maria Lira de Jesus Garrote 
Conselho Fiscal 1º Membro - Região Centro-Oeste –Aparecida Clestiane de Costa Souza 
Conselho Fiscal 2º Membro - Região Centro-Oeste–Maria Angélica Benetasso 
Conselho Fiscal 1º Membro - Região Sudeste - José Carlos Canciglieri 
Conselho Fiscal 2° Membro – Região Sudeste - Tereza Cristina Abrahão Fernandes 
Conselho Fiscal 1º Membro - Região Sul - João Carlos Strassacapa 
Conselho Fiscal 2º Membro – Região Sul- Sidnei Bellé 
Representantes no Conselho Nacional de Saúde – Arilson da Silva Cardoso e José Eri Borges 
de Medeiros 
RELAÇÃO NACIONAL DOS COSEMS 
COSEMS - AC - Tel: (68) 3212-4123 
Daniel Herculano da Silva Filho 
COSEMS - AL - Tel: (82) 3326-5859 
Izabelle Monteiro Alcântara Pereira 
COSEMS - AM - Tel: (92) 3643-6338 / 6300 
Januário Carneiro da Cunha Neto 
COSEMS - AP - Tel: (96) 3271-1390 
Maria de Jesus Sousa Caldas 
COSEMS - BA - Tel: (71) 3115-5915 / 3115-5946 
Stela Santos Souza 
COSEMS - CE - Tel: (85) 3101-5444 / 3219-9099 
Josete Malheiros Tavares 
COSEMS - ES - Tel: (27) 3026-2287 
Andréia Passamani Barbosa Corteletti 
COSEMS - GO - Tel: (62) 3201-3412 
Gercilene Ferreira 
COSEMS - MA - Tel: (98) 3256-1543 / 3236-6985 
Domingos Vinicius de Araújo Santos 
COSEMS - MG - Tels: (31) 3287-3220 / 5815 
 
 
 
Eduardo Luiz da Silva 
COSEMS - MS - Tel: (67) 3312-1110 / 1108 
Wilson Braga 
COSEMS - MT - Tel: (65) 3644-2406 
Silvia Regina Cremonez Sirena 
COSEMS - PA - Tel: (091) 3223-0271 / 3224-2333 
Charles César Tocantins de Souza 
COSEMS - PB - Tel: (83) 3218-7366 
Soraya Galdino de Araújo Lucena 
COSEMS - PE - Tel: (81) 3221-5162 / 3181-6256 
Orlando Jorge Pereira de Andrade Lima 
COSEMS - PI - Tel: (86) 3211-0511 
Leopoldina Cipriano Feitosa 
COSEMS - PR - Tel: (44) 3330-4417 
Cristiane Martins Pantaleão 
COSEMS - RJ - Tel: (21) 2240-3763 
Maria da Conceição de Souza Rocha 
COSEMS - RN - Tel: (84) 3222-8996 
Débora Costa dos Santos 
COSEMS - RO - Tel: (69) 3216-5371 
Afonso Emerick Dutra 
COSEMS - RR - Tel: (95) 3623-0817 
Helenilson José Soares 
COSEMS - RS - Tel: (51) 3231-3833 
Diego Espíndola de Ávila 
COSEMS - SC - Tel: (48) 3221-2385 / 3221-2242 
Sidnei Belle 
COSEMS - SE - Tel: (79) 3214-6277 / 3346-1960 
Enock Luiz Ribeiro 
COSEMS - SP - Tel: (11) 3066-8259 / 8146 
 
 
 
Carmino Antonio de Souza 
COSEMS - TO - Tel: (63) 3218-1782 
Vânio Rodrigues de Souza 
Equipes do Projeto 
EQUIPE TÉCNICA 
Alessandro Aldrin Pinheiro Chagas 
Elton da Silva Chaves 
José Fernando Casquel Monti 
Kandice de Melo Falcão 
Márcia Cristina Marques Pinheiro 
Marema de Deus Patrício 
Nilo Bretas Júnior 
EQUIPE TÉCNICO-OPERACIONAL 
Alessandro Aldrin Pinheiro Chagas 
Catarina Batista da Silva Moreira 
Cristiane Martins Pantaleão 
Fábio Ferreira Mazza 
Hisham Mohamad Hamida 
Jônatas David Gonçalves Lima 
José Fernando Casquel Monti 
Joselisses Abel Ferreira 
Kandice de Melo Falcão 
Luiz Filipe Barcelos 
Murilo Porto de Andrade 
Nilo Bretas Júnior 
Sandro Haruyuki Terabe 
Wilames Freire Bezerra 
 
 
 
 
Sobre o CONASEMS 
 
Fazendo jus ao tamanho e à diversidade do Brasil, o Conselho Nacional de 
Secretarias Municipais de Saúde representa a heterogeneidade dos milhares de 
municípios brasileiros. 
Historicamente comprometido com a descentralização da gestão pública de 
saúde, o CONASEMS defende o protagonismo dos municípios no debate e 
formulação de políticas públicas e contribui para o aumento da eficiência, o 
intercâmbio de informações e a cooperação entre os sistemas de saúde do país. 
Conheça nossas três décadas de atuação acessando www.conasems.org.br. 
 
 
 
 
Equipe Técnica da Associação Brasileira de Profissionais de 
Epidemiologia de Campo - ProEpi 
 
Supervisão 
Érika Valeska Rossetto 
Coordenação 
Sara Ferraz 
Coordenação Pedagógica 
Hirla Arruda 
Gestão Pedagógica e de Tecnologia da Informação 
Renato Lima 
Conteudista 
Gabriela Carvalho 
Apoio Técnico ao Núcleo Pedagógico 
Danielly Xavier 
Evellyn Dutra 
Revisão 
Rodrigo Gurgel 
Sara Ferraz 
Carlois Campelo 
Ilustração 
Guilherme Duarte 
Mauricio Maciel 
Diagramação 
Mauricio Maciel 
Design Instrucional 
Guilherme Duarte 
Colaboradores 
Fernanda Bruzadelli 
 
Faculdade de Ciências da Saúde – Universidade de Brasília 
Supervisão 
Jonas Brant 
 
 
 
 
Sobre a ProEpi 
 
Fundada em 2014, a Associação Brasileira de Profissionais de 
Epidemiologia de Campo une pessoas comprometidas com a saúde pública e 
estimula a troca de ideias e o aperfeiçoamento profissional entre elas. Ofertando 
dezenas de horas de conteúdo profissionalizante em nossa plataforma de ensino 
a distância, curadoria de notícias, treinamentos presenciais e a mediação de 
oportunidades de trabalho nacionais e internacionais, a ProEpi busca contribuir 
para o aprimoramento da saúde pública noBrasil e no mundo. 
Apenas nos últimos dois anos, 5 materiais de ensino a distância já 
alcançaram mais de 3.000 pessoas pelo Brasil e países parceiros, como 
Moçambique, Paraguai e Chile, e mais de 30 treinamentos levaram os temas 
mais relevantes para profissionais de saúde pública, como comunicação de risco 
e investigação de surtos. Além do público capacitado com nossos conteúdos 
educacionais, unimos 10.000 seguidores no Facebook e impactamos 
semanalmente cerca de 30.000 com nossa curadoria de notícias. 
A ProEpi também atua na resposta a emergências de saúde pública ao 
redor do mundo. Foram mais de duas dezenas de profissionais de saúde 
enviados para missões em Angola, Bangladesh e África do Sul que contribuíram 
para o bem estar da população local e vivenciaram experiências de trabalho 
transformadoras. 
Você pode fazer parte dessa evolução ao tornar-se membro de nossa rede: 
converse conosco escrevendo para contato@proepi.org.br. 
 
 
 
 
Sobre a ferramenta EAD autoinstrutiva em Entomologia 
Aplicada à Saúde Pública 
 
Os insetos são os animais mais bem-sucedidos do planeta e encontram 
no Brasil condições muito favoráveis para sua multiplicação. Em nosso clima 
quente e, em geral, úmido, eles encontram as circunstâncias ideias para 
sobreviver, se reproduzir e transmitir doenças. Como consequência, são motivo 
de preocupações cada vez maiores por parte da população e dos profissionais 
de saúde de todo o país. 
Pensando em preparar estes profissionais para os desafios do 
enfrentamento das doenças transmitidas pelos insetos - em especial por Aedes 
aegypti - o CONASEMS desenvolveu em parceria com a ProEpi, via TRPJ nº 
0125/2017, a ferramenta EAD autoinstrutiva em Entomologia Aplicada à Saúde 
Pública. 
Neste material, serão apresentados conceitos fundamentais para a 
identificação das espécies de maior importância médica, informações sobre seu 
comportamento, ciclo de vida e as doenças transmitidas por elas. Temas como 
a importância da Vigilância Epidemiológica, os métodos de captura, transporte e 
armazenamento de insetos e os indicadores entomológicos para as principais 
espécies também serão abordados. Por fim, temas de aplicação prática como os 
métodos de controle vetorial, o manejo integrado de vetores e os conceitos de 
segurança no trabalho serão discutidos. 
As aulas estão cheias de convites para que o profissional reflita sobre sua 
realidade local e interaja com seus colegas, além de exercícios que destacam e 
promovem a fixação dos conceitos mais fundamentais de cada tema. O objetivo 
é que o profissional se sinta preparado para aplicar em seu município as técnicas 
aprendidas aqui. 
Sucesso! 
 
 
 
 
Sumário 
Aula 1 - Conhecendo a História da Entomologia .............................................. 12 
1 - Entomologia Médica ................................................................................ 14 
2 - Vigilância Epidemiológica ........................................................................ 19 
3 - Vigilância Ambiental ................................................................................ 20 
4 - Vigilância Entomológica ........................................................................... 21 
Vamos relembrar? ........................................................................................ 24 
 
12 
 
Aula 1 - Conhecendo a História da Entomologia 
Olá Estudante, 
Bem-vindo ao curso de Entomologia aplicada à Saúde 
Pública. 
Nesta aula, você aprenderá o que é e como surgiu a 
entomologia. 
Você conhecerá os principais pesquisadores que 
deram origem à entomologia, fatos históricos que 
contribuíram para a descoberta de patógenos e o 
porquê da importância de nós, profissionais da saúde, 
avançarmos nesse estudo. 
Ao final desta aula, você será capaz de: 
• Conhecer o significado e os principais 
pesquisadores da entomologia; 
• Conhecer fatos históricos relacionados à 
entomologia; 
• Identificar insetos causadores de doenças; 
• Compreender os avanços da entomologia; 
• Compreender o papel das vigilâncias na saúde 
pública. 
 
 
13 
 
O que significa Entomologia? 
A palavra Entomologia é de origem grega, em que ÉNTOMON significa inseto e 
é derivado do radical "éntomos", que significa "cortado, dividido"; a maioria dos 
insetos tem o corpo segmentado. Já LOGIA, significa estudo. Ou seja, a 
Entomologia é a área da ciência que se preocupa em estudar os insetos e sua 
relação com o ambiente. 
 Há registros de que Aristóteles (384-322 
a.C.), na Grécia Antiga, deu início aos 
primeiros estudos com insetos, a partir disso, 
a entomologia foi ganhando contribuições 
significativas auxiliadas por outras 
descobertas nas áreas de comportamento, 
fisiologia, reprodução, sistemática e 
taxonomia dos insetos, com contribuições de 
diversos estudiosos, como Latreille, Malpighi, Linnaeus e Darwin. 
 Carlos Linnaeus (Carl Nilsson Linnæus), naturalista 
Sueco e pai da taxonomia, no ano de 1758, propôs 
em seu livro o ordenamento dos Reinos (Vegetal, 
Animal e Mineral) e suas divisões secundárias de 
classes, ordens, gêneros e espécies baseado na 
forma externa dos animais. Disponível no link abaixo. 
Aristóteles - Fonte: Desconhecida (Licença CC0) 
Origem da palavra “entomologia” - Fonte: Própria, 2018 
Capa do Systema Naturae, 10ª 
edição, reimpressão de 1760 - 
Fonte: CARL LINNAEUS (Domínio 
Público) 
Clique aqui 
bit.ly/Systema_natvrae_INSECTA 
 
14 
 
William Kirby foi um entomologista inglês e membro 
fundador da Linnean Society of London. Em 1815, 
juntamente com William Spence, escreveram “An 
Introduction to Entomology” (“Uma Introdução à 
Entomologia”, em tradução livre), uma obra de 
grande contribuição à entomologia mundial. 
No Brasil, a entomologia ganhou espaço a partir do 
século XIX, com investigações de Adolfo Lutz, 
Emílio Goeldi, Vital Brasil e Emilio Ribas. Os 
pesquisadores ficaram conhecidos pela luta 
nacional contra a Febre Amarela. Os estudos de 
Adolfo Lutz conseguiram confirmar a transmissão 
da Febre Amarela por Aedes aegypti. 
No início do século XX, temos o brasileiro Carlos Chagas, primeiro e único 
cientista a descrever completamente uma doença infecciosa, desde o patógeno 
(protozoário Trypanosoma cruzi), o vetor (Triatominae), os hospedeiros (o 
homem) e as manifestações clínicas. 
Atualmente, a entomologia é uma área que contribui muito ao desenvolvimento 
científico nacional e internacional, preocupando-se com todas as formas de 
relação dos insetos com os animais, o meio ambiente, as plantas e o homem. 
Dentre as subáreas da entomologia, destaca-se a entomologia médica, que se 
preocupa com a influência dos insetos vetores (possíveis transmissores de 
doenças) na saúde humana. Esta ciência é amplamente utilizada na confirmação 
da autoctonia de casos e mensuração do risco de transmissão de doenças de 
transmissão vetorial como doença de Chagas, malária, leishmaniose visceral, 
leishmaniose tegumentar, dentre outras; definição do local provável de infecção 
(LPI); bem como avaliação da distribuição, frequência e comportamento de 
vetores, buscando entender que tipo de interação estes podem desenvolver com 
a população humana. 
 
Retrato litográfico do reverendo William 
Kirby, entomologista britânico - Fonte: 
T.H. Maguire, 1851 (Licença CC3) 
 
15 
 
1 - Entomologia Médica 
Desde o início das civilizações, os insetos já 
eram relacionados com a vida dos humanos. 
Registros históricos mostram gravuras de insetos 
desenhadas em manuscritos egípcios antes 
mesmo do nascimento de Cristo. 
O surgimento da entomologia médica está relacionadaao estudo dos insetos 
associados à transmissão de patógenos a humanos e outros grupos de 
vertebrados. Dessa forma, é importante identificar corretamente as espécies 
vetoras para entender os ciclos naturais de transmissão dos patógenos 
causadores de doenças. 
O conhecimento da ecologia do vetor também é de extrema importância para 
estabelecer estratégias de monitoramento, controle ou eliminação de uma 
espécie nociva. Por exemplo, sabendo que os anofelinos têm o comportamento 
de repousar nas paredes após a alimentação, recomenda-se a borrifação das 
paredes com inseticidas de alto poder residual, garantindo a intoxicação e 
viabilizando a morte deste tipo de inseto. 
Atualmente, novas áreas de estudos e ferramentas estão sendo incluídas no 
campo da entomologia médica. Os avanços da área da biologia molecular e 
genética tem contribuído para a descoberta de novas espécies ou complexos de 
espécies; na investigação dos mecanismos de defesa e análise da resistência 
de alguns insetos a determinados inseticidas, auxiliando na criação de novos 
campos de atuação e conhecimento científico sobre insetos vetores. 
Vetor é todo ser vivo que pode transmitir 
potenciais patógenos aos seres humanos ou para 
outros organismos. Neste sentido, os vetores 
podem ser classificados como biológicos: são 
aqueles que albergam parte do ciclo de vida do 
agente etiológico e dessa forma são fundamentais 
Pintura de um gafanhoto do Egito antigo - 
Fonte: The Yorck Project, 2002 (Domínio 
Público) 
Inseto vetor - Fonte: WikiImages (Licença CC0) 
 
16 
 
para o desenvolvimento e multiplicação do agente; ou mecânicos, são aqueles que 
carreiam o agente etiológico de um hospedeiro a outro sem que o agente sofra 
qualquer tipo de modificação. Exemplo: Aedes aegypti é um inseto vetor que 
transmite o vírus da dengue para os humanos, sendo considerado um vetor 
biológico. Já baratas, muitas vezes, são considerados vetores mecânicos, podendo 
carrear o vírus da hepatite A. 
1.1 - História da entomologia médica 
No final do século XIX, o cientista 
escocês Patrick Manson 
demonstrou pela primeira vez que 
mosquitos fêmeas conseguiam se 
infectar com larvas de vermes 
(causadores da doença 
popularmente conhecida como 
elefantíase) presentes no sangue 
durante a realização da 
hematofagia. Essa foi a primeira observação feita que comprovou a associação 
entre insetos e parasitos que causam doenças em seres humanos. Assim, 
pesquisadores de várias partes do mundo foram descobrindo microrganismos 
causadores de diversas enfermidades como: da malária, febre amarela, dengue, 
entre outras doenças transmitidas por mosquitos. 
Na tentativa de encontrar melhores 
soluções para bloquear a transmissão 
dessas doenças, surgiu a necessidade 
de aprofundar as pesquisas sobre a 
biologia dos mosquitos e outros insetos 
hematófagos. 
Patrick Manson e a associação de mosquitos com a 
transmissão de elefantíase - Fonte: Desconhecida (Licença 
CC4); CDC, 1962 (Domínio Público) 
Mosquito analisado sob microscópio - Fonte: Cody H. 
Ramirez, 2016 (Domínio Público) 
 
17 
 
Em meados de 1841, o médico cubano Carlos 
Finlay, apresentou sua teoria, consolidada 
décadas mais tarde, segundo a qual o vírus 
causador da febre amarela era transmitido por 
mosquitos vetores. No meio urbano é transmitida 
principalmente por Aedes aegypti enquanto no 
meio silvestre este vírus é transmitido por 
mosquitos do gênero Sabethes e Haemagogus. 
Em 1898, o pesquisador inglês Ronald Ross demonstrou o papel de mosquitos 
na transmissão da malária aviária em pardais coletados na Índia. No mesmo 
ano, foi descrito o desenvolvimento do protozoário da malária em mosquitos do 
gênero Anopheles. Estas descobertas fizeram que Ronald Ross recebesse o 
Nobel de Medicina em 1902. 
Em 1901, temos a primeira campanha bem-sucedida contra o mosquito Aedes 
aegypti, realizada pelo General William C. Gorgas (1854-1920) em Havana. 
Com o avanço no interesse pela área da entomologia médica no começo do 
século XX, já eram conhecidas mais de 250 descrições de espécies de 
mosquitos, fato que teve grande contribuição para o conhecimento da 
diversidade mundial de insetos. 
Na década de 1930, houve um avanço também nas pesquisas relacionadas à 
epidemiologia de diversos vírus causadores de doenças em humanos e outros 
animais vertebrados. 
A febre amarela é um exemplo de doença que afeta vários animais, incluindo 
seres humanos. Essa doença é causada por um vírus do gênero Flavivírus 
transmitido pelo mosquito vetor. 
Na febre amarela silvestre, o ciclo de transmissão acontece do macaco infectado 
para o mosquito vetor (principalmente Haemagogus e Sabethes) que transmite 
para o macaco sadio, e eventualmente para humanos. O ciclo urbano ocorre 
pela transmissão do vírus de um humano para o vetor urbano (mosquito Aedes 
aegypti) e deste para outro humano. 
Material de campanha contra febre amarela 
- Fonte: Desconhecida 
 
18 
 
Vale ressaltar que o responsável em transmitir o vírus é o mosquito e não o 
macaco. Nessa história, o ser humano entrou acidentalmente no ciclo de 
transmissão, sendo picado por um mosquito infectado. 
Outras importantes descobertas foram realizadas durante o início do século XX, 
estreitando a relação de patógenos com diversos insetos vetores. 
Uma das grandes contribuições de 
pesquisadores brasileiros para a 
entomologia médica mundial foi a realizada 
por Carlos Chagas, em 1909, que identificou 
um protozoário e o denominou 
Trypanosoma cruzi em homenagem ao 
cientista brasileiro Oswaldo Cruz. 
Descobriu-se que esse protozoário 
ocasionava a doença de Chagas e era 
transmitido por insetos triatomíneos da 
espécie Panstrongylus megistus. Carlos Chagas - Fonte: J. Pinto, 2007 (Domínio 
Público) 
Ciclos de transmissão da febre amarela - Fonte: Ministério da Saúde, 2018 
 
19 
 
Com os avanços tecnológicos durante todo o desenvolvimento da ciência, a área 
da entomologia médica se propõe a estudar a relação entre insetos, agentes 
infecciosos, humanos e como eles interagem no meio ambiente. 
Com o surgimento e crescimento de doenças ligadas aos insetos vetores, criou-
se algumas vigilâncias com o objetivo de investigar, monitorar, propor medidas 
de intervenção e verificar fatores de riscos à saúde humana. 
• Vigilância Epidemiológica; 
• Vigilância Entomológica; 
• Vigilância Ambiental. 
A seguir você vai conhecer o papel de cada vigilância e sua importância. 
2 - Vigilância Epidemiológica 
O conceito de vigilância como um instrumento auxiliador na saúde pública surgiu 
ao final do século XIX juntamente com as descobertas dos patógenos infecciosos 
e seus meios de transmissão. 
Com o tempo, esse conceito foi sendo aprimorado e se tornando cada vez mais 
eficiente para conhecer, detectar e prevenir qualquer alteração nos fatores 
determinantes da saúde. 
A vigilância tem como principal objetivo coletar e analisar dados para subsidiar 
medidas eficazes no controle e combate a diversas doenças que podem 
acometer a saúde da população. Para isso, a vigilância baseia se teoricamente 
nos estudos sobre a ecologia do agente etiológico, dos vetores e formas de 
transmissão. 
Atualmente, a vigilância é uma ferramenta extremamente importante para a 
prevenção e controle de doenças que interferem na saúde da população. E a 
epidemiologia estuda a frequência, modo de distribuição e evolução das 
Mecanismo de transmissão de doenças por insetos - Fonte: Própria, 2018 
 
20 
 
doenças. Dessa maneira, a vigilância epidemiológica realiza ações ou 
estratégias com base técnico científica, para o combate ou controle de qualquer 
doença ouagravo. 
Existe a Portaria nº 204 de 17 de fevereiro de 2016 do Ministério da Saúde que 
institui a lista de agravos de notificação obrigatória, isto é, o registro de 
atendimento aos agravos considerados relevantes para a Saúde Pública. A 
notificação é uma das formas de coleta de dados, permitindo quantificar o 
número de casos existentes e caracterizá-los. 
 É importante que os profissionais de saúde reconheçam o papel da vigilância 
epidemiológica no sistema de saúde. Sendo necessários programas de 
treinamento e capacitação contínua, objetivando uma melhor compreensão e 
desenvolvimento do trabalho a ser realizado. 
 Não esqueça! O objetivo da vigilância epidemiológica é coletar e processar dados 
para indicar medidas eficazes no controle de diversas doenças ou agravos. 
3 - Vigilância Ambiental 
Além da vigilância epidemiológica, existe a vigilância ambiental, responsável em 
monitorar os desequilíbrios do meio ambiente que expõem o ser humano a 
fatores de risco que interferem em sua saúde. Portanto, adotar medidas de 
prevenção e controle no ambiente é fundamental para combater as principais 
doenças vetoriais e ou transmitidas por animais peçonhentos, além dos agravos 
de relevância ambiental, como por exemplo intoxicações por pesticidas ou 
desastres ambientais. 
As vigilâncias precisam ser integradas e caminhar juntas para oferecer uma 
resposta oportuna aos agravos e doenças. 
As principais fontes de informações da vigilância ambiental são os fatores de 
riscos (físicos, químicos, biológicos, mecânicos, ergonômicos ou psicossociais) 
e as características especiais do ambiente que interferem no padrão de saúde 
da população. 
 
21 
 
Existem duas grandes áreas de atuação da vigilância ambiental: fatores 
biológicos e não biológicos. 
A partir do enfoque na entomologia, os 
vetores se tornam objeto de estudo. Vetores 
são organismos transmissores de doenças, 
os mais conhecidos são os mosquitos. O 
controle de vetores é realizado 
principalmente por meio da vigilância 
entomológica, verificando as características, 
presença, índice de infestação e avaliação 
da eficácia dos métodos de controle. 
4 - Vigilância Entomológica 
Estudar insetos de interesse em saúde pública colabora para o entendimento e 
conhecimento da biodiversidade, distribuição geográfica, ecologia e 
comportamento de determinadas espécies. 
A vigilância entomológica visa reduzir os danos à saúde humana na tentativa de 
conter ou controlar os insetos. Assim é definida como a contínua observação e 
análise de informações obtidas das características biológicas e ecológicas de 
espécies vetoras, analisando as interações com hospedeiros humanos e 
reservatórios sob a influência do ambiente onde eles estão inseridos. 
Agente de vigilância ambiental em saúde - Fonte: 
Secretaria de Saúde - DF 
 
22 
 
Com isso, o objetivo é esclarecer e gerar conhecimentos para detecção de 
qualquer mudança no perfil de transmissão de patógenos, gerando assim, 
recomendações úteis para a prevenção e controle dos agravos. 
O entendimento da ecologia do vetor é a chave central para o sucesso das 
atividades de vigilância entomológica, onde pode-se estabelecer e gerar 
estratégias direcionadas. 
Dentre as funções da vigilância entomológica, faz-se crucial a identificação das 
espécies existentes, caracterização e avaliação ambiental, climática e social da 
região. Estes fatores, a depender, podem favorecer o aumento de espécies 
vetoras e a disseminação de patógenos, além de visar a detecção de espécies 
novas ou nativas. 
É desse modo que se identifica os indicadores e fatores de riscos 
epidemiológicos associados a vetores, para que se possa intervir e estruturar as 
equipes atuantes na vigilância, na tentativa de bloquear ou antecipar possíveis 
surtos. 
 Você aprendeu que a entomologia estuda os insetos. Já a entomologia médica se 
concentra na associação entre insetos e agentes que causam doenças em seres 
humanos. 
Também conheceu as diferentes vigilâncias: epidemiológica, ambiental e 
entomológica. No que diz respeito a doenças vetoriais, elas visam o monitoramento 
de fatores ligados ao risco de adoecimento, a fim de preveni-los ou controlá-los. 
Caixa entomológica - Fonte: Internet Archive Book Images, 1969 (Domínio Público) 
 
23 
 
Assim, as vigilâncias precisam ser integradas e caminhar juntas para oferecer uma 
resposta oportuna aos agravos. 
Marque verdadeiro ou falso. 
( ) A entomologia estuda todos os tipos de animais e se preocupa com as 
relações do animal com o meio ambiente, as plantas e os homens. 
( ) O surgimento da entomologia médica está relacionado ao estudo dos 
insetos associados à transmissão de patógenos aos humanos e a outros 
grupos de vertebrados. 
( ) A febre amarela é um exemplo de doença que afeta animais, incluindo 
os seres humanos. 
( ) O controle de vetores é realizado principalmente por meio da vigilância 
epidemiológica, verificando as características, presença, taxa de infestação 
e avaliação da eficácia dos métodos de controle. 
( ) A vigilância é uma ferramenta para a prevenção e controle de doenças 
e agravos que interferem à saúde da população. 
( ) As vigilâncias epidemiológica, ambiental e entomológica compreendem 
áreas diferentes e não precisam de uma atuação integrada. 
*respostas ao fim da apostila 
 
Você sabia que Oswaldo Cruz foi um renomado epidemiologista brasileiro que 
fundou o Instituto Soroterápico Federal em 1900 com o objetivo de fabricar soros e 
vacinas contra peste. Posteriormente, a instituição recebeu o nome de Fundação 
Oswaldo Cruz, mais conhecida como Fiocruz e tornou-se uma referência em 
pesquisa em Saúde Pública. Se você ficou interessado com o histórico da Fiocruz, 
conheça a linha do tempo da instituição: 
Logo da Fundação Oswaldo Cruz - Fonte: Fiocruz 
Clique aqui 
bit.ly/linha_do_tempo_fiocruz 
 
24 
 
Vamos relembrar? 
Nesta aula você conheceu os principais estudiosos da 
área da entomologia, bem como suas influências para 
o avanço desta ciência. 
O texto apresentou fatos históricos, onde descobrimos 
que a entomologia vem pesquisando, identificando 
vetores, criando medidas para prevenir a população de 
contaminação por esses insetos vetores. 
Aprendeu que os profissionais precisam estar se 
atualizando para que o combate seja eficaz. 
Até a próxima aula! 
 
 
25 
 
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de Vigilância em Saúde. 
 
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26 
 
Referências 
ARREAZA, Antonio Luis Vicente; MORAES, José Cássio de. Vigilância da 
saúde: fundamentos, interfaces e tendências. Ciênc. saúde coletiva, Rio de 
Janeiro, v. 15, n. 4, p.2215-2228, July 2010. Available from 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-
81232010000400036&lng=en&nrm=iso>. access 
on 01 Apr. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000400036. 
Consoli, AGBR; Lourenço de Oliveira, R.1994. Principais mosquitos de 
importância sanitária no Brasil. Editora Fiocruz.Gomes, A.C. 2002. Vigilância Entomológica. Informe Epidemiológico do SUS 
11: 78-90. 
ldridge, B. F., and Edman, J. D., eds. 2000. Medical Entomology: A Textbook on 
Public Health and Veterinary Problems Caused by Arthropods. Kluwer 
Academic Publishers. 
Mullen, G.R; Durden, L.A. Medical and Veterinary Entomology. 2ªed. Elservier, 
USA, 2009. 
Peru, Ministerio de Salud. Direccion general de la salud ambiental 
(DIGESA). Manual de campo para la vigilância entomológica. Lima: DIGESA, 
2002. 
Brasil. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Vigilância 
Ambiental em Saúde. Brasília, novembro, 2002. 
MAGALHÃES, RCS. A erradicação do Aedes aegypti: febre amarela, Fred 
Soper e saúde pública nas Américas (1918-1968) [online]. Rio de Janeiro: 
Editora FIOCRUZ, 2016. História e Saúde collection, 413 p. 
 
 
27 
 
Créditos das imagens 
1. Origem da palavra “entomologia” - Fonte: Própria, 2018 
2. Aristóteles - Fonte: Desconhecida (Licença CC0) 
Disponível em: https://www.emaze.com/@AITLQILL 
3. Capa do Systema Naturae, 10ª edição, reimpressão de 1760 - Fonte: CARL 
LINNAEUS (Domínio Público) 
Disponível em: 
https://archive.org/details/cbarchive_53979_linnaeus1758systemanaturae1758 
4. Retrato litográfico do reverendo William Kirby, entomologista britânico - 
Fonte: T.H. Maguire, 1851 (Licença CC3) 
Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Kirby_William_1759-
1850.jpg 
5. Pintura de um gafanhoto do Egito antigo - Fonte: The Yorck Project, 2002 
(Domínio Público) 
Fonte: The Yorck Project, 2002 
Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maler_der_Grabkammer_des_Horemh
ab_002.jpg 
6. Aedes aegypti, vetor transmissor do vírus da dengue - Fonte: WikiImages 
(Licença CC0) 
Disponível em: https://pixabay.com/en/tiger-mosquito-mosquito-49141/ 
7. Patrick Manson e a associação de mosquitos com a transmissão de 
elefantíase - Fonte: Desconhecida (Licença CC4); CDC, 1962 (Domínio 
Público) 
Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Patrick_Manson3.jpg; 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Elephantiasis.jpg 
 
28 
 
8. Mosquito analisado sob microscópio - Fonte: Cody H. Ramirez, 2016 
(Domínio Público) 
Disponível em: http://www.yokota.af.mil/News/Photos/igphoto/2001575904/ 
9. Material de campanha contra febre amarela - Fonte: Desconhecida 
Disponível em: 
http://www.guararema.sp.gov.br/35/secretarias/saude/noticias/2416/guararema
+vacina+12+mil+pessoas+contra+febre+amarela 
10. Ciclos de transmissão da febre amarela - Fonte: Ministério da Saúde, 2018 
Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/perguntas-e-
respostas/52216-faqms-perguntas-e-respostas-sobre-a-febre-amarela 
11. Carlos Chagas - Fonte: J. Pinto, 2007 (Domínio Público) 
Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Carlos_chagas_2.jpg 
12. Mecanismo de transmissão de doenças por insetos - Fonte: Própria, 2018 
13. Agente de vigilância ambiental em saúde - Fonte: Secretaria de Saúde - DF 
Disponível em: http://blog.concursosdasaude.com.br/artigo-sistema-nacional-
de-vigilancia-epidemiologica/ 
14. Caixa entomológica - Fonte: Internet Archive Book Images, 1969 (Domínio 
Público) 
Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Frederick_H._Rindge,_entomologist.jpg 
15. Logo da Fundação Oswaldo Cruz - Fonte: Fiocruz 
Disponível em: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/logomarcas/ 
 
 
29 
 
Respostas dos exercícios (em ordem de aparição) 
1 - Marque verdadeiro ou falso. 
( F ) A entomologia estuda todos os tipos de animais e se preocupa com as 
relações do animal com o meio ambiente, as plantas e os homens. 
( V ) O surgimento da entomologia médica está relacionado ao estudo dos 
insetos associados à transmissão de patógenos aos humanos e a outros grupos 
de vertebrados. 
( V ) A febre amarela é um exemplo de doença que afeta animais, incluindo os 
seres humanos. 
( F ) O controle de vetores é realizado principalmente por meio da vigilância 
epidemiológica, verificando as características, presença, taxa de infestação e 
avaliação da eficácia dos métodos de controle. 
( V ) A vigilância é uma ferramenta para a prevenção e controle de doenças e 
agravos que interferem à saúde da população. 
( F ) As vigilâncias epidemiológica, ambiental e entomológica compreendem 
áreas diferentes e não precisam de uma atuação integrada. 
	Aula 1 - Conhecendo a História da Entomologia
	1 - Entomologia Médica
	1.1 - História da entomologia médica
	2 - Vigilância Epidemiológica
	3 - Vigilância Ambiental
	4 - Vigilância Entomológica
	Vamos relembrar?

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