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Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Engenharia Civil PORTO DE VITÓRIA Oldemar José de Moura Junior Thaynara Fernandes Araújo Yuri Oliveira Terra Goiânia, dezembro de 2018 Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Engenharia Engenharia Civil PORTO DE VITÓRIA Oldemar José de Moura Junior Thaynara Fernandes Araújo Yuri Oliveira Terra Trabalho acadêmico apresentado ao professor Rodrigo Carvalho da Mata como parte dos requisitos para avaliação na disciplina ENG1740 – Portos e Vias Navegáveis. Goiânia, dezembro de 2018 RESUMO Palavras-chaves:. PORTOS E VIAS NAVEGÁVEIS SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 5 2 localização 7 3 TIPOS DE EMBARCAções QUE COMPORTAM 8 4 movimentação total de cargas 10 5 receita anual – importação e exportação 10 6 histórico de obras de expansão e manutenção 10 7 considerações finais 10 referências bibliográficas 11 INTRODUÇÃO O Porto de Vitória foi criado em 1906 e está sob a jurisdição da COMPANHIA DOCAS DO ESPÍRITO SANTO - CODESA, que se constitui na Autoridade Portuária do Espírito Santo. O porto tem instalações públicas e arrendadas, que possibilitam a movimentação de diversos tipos de cargas, incluindo o atendimento às embarcações offshore. Sua história teve início na segunda metade do século XIX com o crescimento da cultura cafeeira. Na época, o embarque de cargas era feito no atracadouro denominado Cais do Imperador - simples cais de madeira (trapiche) que ficava onde hoje se localiza a escadaria do Palácio Anchieta. Datam de 1881 os primeiros estudos para a construção do Porto de Vitória. Mas, em função do baixo comércio da região e a falta de estradas que ligassem ao interior, o projeto demorou a sair do papel. Em 28 de março de 1906, o Governo Federal autorizou à Companhia Porto de Vitória (CPV) a execução de 1.130m de cais na faixa da Vila Rubim. Por questões econômicas, a obra passou por diversas paralisações. Em 1924, a União encampou a concessão dada à CPV e transferiu-a ao Governo Estadual. Essa primeira fase de construção só terminaria em 1927. No ano seguinte, foi aprovada a segunda fase da obra do Cais de Vitória, que incluiu a construção dos armazéns I e II (concluídos em 1929), e o III (1932). A inauguração ocorreu em 03 de novembro de 1940, assinalando o começo do atual complexo portuário. Naquele ano, aconteceu o primeiro embarque de minério de ferro. Porém, o fato da capital capixaba situar-se numa ilha, dificultava a chegada ao cais de mercadorias vindas do interior, asfixiando o desenvolvimento do porto. A ligação da parte sul de Vitória com o continente deu-se com a inauguração da Ponte Florentino Avidos, em 27 de junho de 1928, possibilitando a implantação do acesso ferroviário, concluído em 1942. Ainda nos anos de 1940, a CVRD montou a estação de embarque de minério no morro do â??Péla Macacoâ? (hoje, desativada), em Vila Velha. Na mesma época, e no mesmo município, houve a construção do Terminal de Graneis Líquidos e a instalação dos Cais de Paul. Já na década de 1970 foi inaugurado o Cais de Capuaba, em Vila Velha. Em 1983 foi criada a CODESA. Cinco anos depois, portaria do Ministério dos Transportes estabeleceu a área do Porto Organizado de Vitória (municípios de Vitória e Vila Velha) e Barra do Riacho (Aracruz), época em que também foi extinta a Portobrás, determinando, assim, a descentralização dos serviços da União para com as Companhias Docas federais. O Cais Comercial de Vitória passou por obras no início desta década: obra de reforma, alargamento e ampliação dos berços 101 e 102 concluída em 2013. O comprimento da faixa do cais passou de 356m para 456m. Já o pátio de estocagem e manuseio de cargas aumentou de 26.000m² para 40.000m². Foi o maior investimento no Porto de Vitória desde a construção do Cais de Capuaba nos anos de 1970. O Porto de Vitória tem catorze berços de atracação e opera mais de trinta tipos de cargas, entre importação e exportação, como contêiner, trigo, automóveis, produtos siderúrgicos, malte, rochas ornamentais, concentrado de cobre, fertilizantes, graneis líquidos, etc., incluindo o serviço às embarcações offshore. Conta, ainda, com pátios para montagem e armazenamento de peças e equipamentos. Sua moderna infraestrutura atende a operadores, agentes e armadores. localização O Porto de Vitória localiza-se em um litoral privilegiado, possuindo águas tranquilas, abrigadas e profundas, situado entre os municípios de Vila Velha, Vitória e Cariacica, numa das regiões mais bonitas do Brasil e de uma importância vital para o desenvolvimento do Espírito Santo e do país. O Porto de Vitória possui 14 berços: Cais Comercial: Berços 101, 102, 103 e 104; Capuaba: Berços 201, 202 e 207; CPVV: Berço 903; Flexibrás: Berço 906; Paul: Berço 905; Peiú: Berço 206; São Torquato: Berço 902; TVV: 203 e 204. O Cais Comercial de Vitória, localizado no Município de Vitória, é um terminal público administrado pela CODESA. Está subdividido em quatro berços para operar carga geral: 101, 102, 103 e 104. O Cais de Capuaba, localizado no Município de Vila Velha, na baía de Vitória, é formado por cinco berços, sendo três berços arrendados à iniciativa privada e dois berços ainda administrado pela CODESA: 201 e 202. A área de influência e atratividade do Porto de Vitória abrange mais de 26% do território brasileiro próximo aos centros que produzem a maior parte do PIB nacional, atingindo, além do próprio Espírito Santo, as regiões do sul da Bahia, norte do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A figura a seguir ilustra a poligonal e as instalações de acostagem do Porto de Vitória, suas destinações, identificando também se o berço é arrendado ou público e a retroárea. Figura 1. Instalações de Acostagem e Retroárea do Porto de Vitória TIPOS DE EMBARCAções QUE COMPORTAM As características do canal de acesso são: Comprimento: 8.000 m; Profundidade de projeto: canal externo 13,5 m; canal interno 11,7 m (fundo pedra); Profundidade de dragagem: canal externo 14 m (a jusante da terceira ponte); canal interno 12,5 m (a montante da terceira ponte); Largura média: 120 m; e Velocidade Máxima dos Navios: dez nós. O tráfego no canal é sempre acompanhado de rebocadores. Trata-se de um canal onde não são permitidas ultrapassagens ou cruzamentos (mão única). As dimensões do canal impõem algumas restrições ao tamanho dos navios, dentre as quais se destacam: Comprimento total máximo 242,99 m; Boca máxima 32,49 m; Calado aéreo máximo 48,00 m; Calado máximo 9,50 metros, mais maré até o limite de 10,67 metros. A manobrabilidade no período noturno é restrita, quando o comprimento total máximo dos navios é de 205,99 m. A velocidade máxima no interior do porto é de cinco nós. Os calados autorizados nos berços são os indicados na próxima tabela. Tabela 1. Calados Autorizados – Porto de Vitória Fonte: http://www.transportes.gov.br/images/arquivos-poligonais-portos/vitoria/6PlanoMestredoPortoOrganizadodeVitria.pdf Tabela 2. Evolução da Movimentação de Contêineres De 20’ E 40’, por Navegação Porto Vitória-Es (Em T) ANO DESEMBARQUE EMBARQUE TOTAL CHEIO VAZIO CHEIO VAZIO QUANT. PESO QUANT. PESO QUANT. PESO QUANT. PESO QUANT. TEU PESO 1994 8.314 108.690 10.869 26.949 14.914 268.249 3.875 11.376 37.972 43.195 415.264 1995 16.098 203.728 8.130 20.911 14.983 276.211 6.441 19.266 45.652 55.396 520.116 1996 22.880 306.568 5.767 16.278 17.263 370.458 11.271 30.269 57.181 67.036 723.573 1997 19.240 253.310 5.806 14.203 17.485 320.609 6.869 22.456 49.400 62.472 610.578 1998 20.193 337.089 9.922 25.999 20.726 389.736 7.984 26.212 58.825 76.196 779.036 1999 20.913 441.671 12.719 31.980 20.583402.450 10.630 35.490 64.845 86.810 911.591 2000 22.713 404.804 12.836 35.427 25.360 502.889 7.874 25.277 68.783 91.738 968.397 2001 24.247 503.386 13.936 36.932 23.773 526.879 10.247 35.583 72.203 93.203 1.102.580 2002 27.454 567.723 30.501 71.151 30.961 718.197 14.566 49.094 103.482 128.451 1.406.165 2003 33.470 651.187 26.392 65.082 40.896 996.444 13.367 44.564 114.125 143.564 1.727.277 Fonte: http://antaq.gov.br/Portal/Anuarios/Portuario2003/Portos/Vitoria.htm movimentação total de cargas receita anual – importação e exportação histórico de obras de expansão e manutenção considerações finais referências bibliográficas ANTAP: Porto de Vitória. GOV. Disponível em: < http://antaq.gov.br/Portal/Anuarios/Portuario2002/InformacoesGeraisPortos/Portos/Vitoria.htm>. Acesso em: 30 nov. 2018. CODESA: Porto de Vitória. GOV. Disponível em: <http://www.codesa.gov.br/site/?p=historia>. Acesso em: 30 nov. 2018. MINISTERIO DOS TRANSPORTES: Plano Mestre Porto de Vitória. GOV. Disponível em: <http://www.transportes.gov.br/images/arquivos-poligonais-portos/vitoria/6PlanoMestredoPortoOrganizadodeVitria.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2018.