Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
1 
 
PORTIFÓLIO II. de 
Nathalia Naiany Ribeiro de Souza 
AULA I. 01-04-2019 
PRIMEIRA AULA. 
Voltamos com a programação normal. 
No dia 01 de abril de 2019 iniciamos finalmente o semestre 2019.1 
e graças a Deus por ter passado em Deuterostômios I, tenho o enorme 
prazer em participar da matéria Deuterostômios II esse semestre. 
Dessa vez temos duas aulas na semana, na segunda pela manhã e na 
terça, também de manhã. (2M234 e 3M56) 
 Por não ter conseguido (não deu tempo ) passar o filme que 
programou na última aula do semestre passado, a professora Adma, 
optou por iniciarmos esse semestre com esse filme, que se chama 
“Quando éramos peixes”, se trata de um documentário muito 
interessante que foi dividido em três partes: 
 Episódio 1 - Quando Éramos Peixes 
Episódio 2 - Quando Éramos Répteis 
Episódio 3 - Quando Éramos Macacos 
Como dito, nós vimos apenas o primeiro episódio, os outros serão 
vistos ao decorrer do semestre. O filme conta a história de Neil 
Shubin, que é um paleontólogo e biólogo evolucionista, também 
escritor de ciência popular americano, no filme, estreado em 2014, 
Neil vai atrás em busca de evidências que revelam a história da 
evolução humana e demonstra que nos ossos, na pele e até mesmo no 
DNA humano há registros desse passado evolutivo. Ele procura, com 
ajuda de outros pesquisadores, um fóssil de um ancestral de transição 
de peixes para tetrápodes, e encontra depois de muitos anos de 
pesquisa em um local muito complexo por conta da dificuldade de 
chegar até lá e de pesquisar lá – região do Tiktaalik no Canadá – tendo 
que esperar até o verão e somente nesse período para prosseguir com 
a pesquisa. 
Após o filme, conversamos um pouco sobre a matéria desse 
semestre e o que esperamos dela. Eu particularmente acredito que será 
muito interessante, sei que irei descobrir coisas que serão de suma 
importância para o meu desenvolvimento acadêmico-profissional e 
espero, do fundo do coração, quebrar paradigmas falsos que tenho 
sobre alguns animais e superar as minhas expectativas. 
_______________________________________________________ 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
2 
 
AULA II. 02-04-2019 
TETRÁPODES BASAIS. 
No dia 02 de abril, tivemos nossa segunda aula, agora começamos 
com assunto de verdade. Começamos um pouco conversando sobre o 
filme do dia anterior e sobre a evolução dos tetrápodes. Vimos que 
depois de Dipnói (peixes pulmonados) que foram os últimos peixes 
que vimos no semestre passado, surgiu um grupo transicional entre 
peixes e tetrápodes, no entanto com poucas características de 
tetrápodes, como a coana. Esse grupo, já extinto claro, é chamado de 
Tetrapodomorpha. (Figura 01). Coana é uma abertura localizada no 
céu da boca que permite o acesso ás narinas, logo auxilia na respiração 
nasal, também permitindo respiração pela boca, quando preciso. 
 
(fig. 02) 
Então vimos um pouco sobre a morfologia desses peixes 
transicionais, vimos que diferentemente de outros animais (peixes) 
que vimos anteriormente, a cabeça desses era afastada do resto do 
corpo pelo que conhecemos como pescoço. Essa mudança foi 
permitida pela mudança (afastamento) de alguns ossos que eram 
ligados à cabeça e que agora fazem parte de outra estrutura: Cleitro 
(resumidamente, clavícula e outros ossículos). A posição dos olhos 
também se diferenciou, olhos que eram laterais agora se encontram 
mais no centro da cabeça. 
A professora nos deu um cladograma diferente agora, esse que 
mostra até os grupos transicionais já extintos e podemos ver bem 
como a evolução percorreu um longo caminho até chegarmos onde 
estamos agora. Então, lançamos uma pergunta muito interessante: 
Como os animais terrestres evoluíram a partir da água? 
Bom, existem estruturas que surgiram ainda nos peixes e grupos de 
transição que facilitaram muito esse processo, essa características 
foram úteis tanto no ambiente aquático como no ambiente terrestre, 
algumas conhecemos bem como a presença de um órgão altamente 
vascularizado em contato com o ambiente externo – vimos nas 
bexigas natatórias que posteriormente se tornaram pulmões 
primitivos; a presença da coana, permitindo a respiração nasal e 
membranas de sustentação como vimos nas nadadeiras mais 
sustentadas e posteriormente “patas”. Mas não foi só isso, essas 
estruturas permitiram que esses animais adquirissem nova forma de 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
3 
 
vida, mas essas mudanças não ocorrem repentinamente e muito menos 
sem necessidade, do nada. 
Estimasse que esses animais transicionais sofreram com secas 
sazonais muito intensas, e tiveram que migrar de uma poça de água 
para outra em busca de sobrevivência, certamente essa migração foi 
“mais fácil” usando as estruturas presentes neles. Essa é a teoria mais 
fundamentada para a migração do meio aquático para o terrestre e 
todas levam a uma só conclusão: necessidade de sobrevivência. 
Partimos então para as vantagens evolutivas que esses animais 
tiveram quando partiram para o meio terrestre. Logicamente, com o 
ambiente novo pouco habitado, tivemos uma disponibilidade de 
alimentos em maior quantidade do que era possível na água, além do 
mais, não tinham predadores propriamente ditos desses animais na 
terra, e como não haviam capacidade de pôr ovos com proteção 
necessária para suportar o ambiente terrestre (casca do ovo), 
realizavam dispersão na água, onde o juvenil passava uma parte da 
vida se desenvolvendo. 
É muito interessante ligar todos os pontos e perceber que a 
evolução não tem nada a ver com vontade e com rapidez, mas sim 
com necessidade de uma maior chance de sobrevivência, que foi 
carregada durante muito tempo para que surgissem. Quando entrei na 
faculdade, não conseguia ver a evolução dessa maneira, basicamente 
não pensava que foram pequenas conquistas ao longo de um grande 
tempo que levou a uma característica pequena e que essa característica 
foi o suficiente para manter a sobrevivência até que fosse necessária 
outro caractere, e depois outro e outro, até que chegássemos onde 
estamos. 
_____________________________________________________ 
AULA III. 08-04-2019 
CARACTERES BÁSICOS DE TETRÁPODES. 
No dia 08 de abril, tivemos nossa terceira aula de Deuterostômios 
2, onde vimos um pouco sobre a radiação e características que estão 
presentes nos tetrápodes. Começamos vendo alguns grupos basais dos 
tetrápodes. Primeiramente com o grupo basal dos anfíbios, 
tecnicamente o grupo Batracomorpha. 
A característica básica desses animais é um crânio achatado 
imóvel e a presença de quatro dedos nas mãos. Essas características 
ainda permanecem nos grupos existentes hoje, e são de suma 
importância para diferenciar os anfíbios dos outros animais. Além do 
mais, pode-se dizer que representam um grupo dos Anamniota, ou 
seja, que não tem amnion, que é uma membrana que constitui a bolsa 
amniótica o qual envolve e protege o embrião, presentes nos ovos e 
em placenta. No entanto, não podemos caracterizar um grupo pelo que 
ele não tem, porque logicamente anfíbios não geram e nem põem ovos 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
4 
 
propriamente ditos, mas o termo é usado apenas para diferencia-los 
dos Amniotas. 
Os Amniotas, são os répteis. Estudamos algumas características 
basais desse grupo chamadode Antracossauro (Reptiliamorpha). 
Como o nome já mostra, são animais que agora apresentam amnion 
envolvendo o embrião em um ovo propriamente dito, com casca para 
mais proteção no ambiente terrestre. O crânio é considerado “em 
forma de abóbora” agora apresentando movimento, esse crânio é 
chamado assim pela sua forma mais arredondada na parte do cérebro, 
dando uma impressão de abóbora, mais redondo. Diferentemente dos 
anfíbios, os répteis tem 5 dedos nas mãos. Mas só isso os diferencia? 
O que mais podemos observar na diferenciação da morfologia externa 
desses animais é a espessura e umidade da pele, sendo os anfíbios com 
aspecto de umidade constante na pele (Figura 02), esta que não é 
queratinizada, sendo mais sensível que a pele dos répteis. O corpo dos 
répteis se encontra mais erguido do chão, (mais alto?) e com braços e 
pernas mais “abertas”. (Figura 03) 
 
(fig. 02) 
 
 
(fig. 03) 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
5 
 
Vimos então algumas características gerais dos tetrápodes, 
diferenciando-os com os peixes vistos na matéria anterior. Podemos 
perceber que os tetrápodes tem o cumprimento do focinho maior que 
dos peixes, assim como também um maior cumprimento maior do 
pescoço. Internamente, os tetrápodes tem costelas mais largas e 
cumpridas, e em sua coluna, houve uma junção maior das vertebras, 
para que houvesse uma maior sustentação do corpo, que agora se eleva 
do chão. Todos os ossos agora são mais bem definidos, com 
articulações, formando membros maiores e firmes. Há a presença de 
pulmão bem desenvolvido e traqueia. Uma bexiga urinária para a 
excreção de substancias toxicas do organismo, agora que o ambiente 
é completamente diferente. Assim como o tipo, o funcionamento e 
produto final dos rins. Os ovos – com amniota – agora tem um 
revestimento externo para proteção: a casca. E o início do 
armazenamento de tecido adiposo, para acúmulo de energia em 
tempos de estiagem ou escassez de alimento. 
A saída do meio aquático para o meio terrestre, em contrapartida, 
resultou nessas novas novidades evolutivas. A sensação do peso do 
corpo é totalmente diferente na água – mais leve, pois as leis da 
gravidade são totalmente diferentes na terra. O que causou uma 
diferença na locomoção e sustentação desse corpo no meio terrestre. 
A coluna vertebral, agora com as vertebras mais unidas, ainda são 
presas por arcos neurais – por zigapófise – trazendo mais sustentação 
ao corpo. A presença do pescoço, que separa o corpo do crânio, deu 
uma movimentação antes não existente: rotação em 180° da cabeça. 
Os membros carpos, tarsos e dígitos com ossos diferenciados e 
firmes. E uma característica muito interessante: modificações na 
sustentação mandibular, o arco hióide (2° arco branquial) “deixa” sua 
função principal, que era sustentação, e passa a fazer parte do sistema 
auditivo, formando ossículos essências e membrana timpânica. 
Terminados os assuntos, pude perceber o quanto é essencial para 
um biólogo – que me tornarei futuramente – entender como o processo 
da evolução envolve tantas áreas do saber em uma fundamentação 
entre teorias e pensamentos e leis, faz com que o olhar sobre um 
animal mais complexo que outro, mude totalmente ao compará-los 
externo – internamente e perceber que todo processo evolutivo 
ocorreu por busca de melhor forma de vida ou apenas necessidade de 
sobreviver. A ida do meio aquático para o terrestre, teve influência de 
muitos fatores vantajosos e não vantajosos, levando a mudança no 
novo ambiente que tinham climas, vegetações, gravidade totalmente 
diferentes e mesmo assim, ao longo do tempo, se adequaram, e essa 
adaptação a qualquer meio é linda de se estudar e se ver. 
_______________________________________________________ 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
6 
 
AULA IV. 09-04-2019 
O GRUPO LISSAMPHIBIA. 
No dia 09 de abril iniciamos o estudo do grupo Lissamphibia – 
anfíbios modernos, e suas principais características. Nós conhecemos 
bem esse grupo, pois estão presentes os sapos, pererecas e rãs 
(Anura), as salamandras (Caudata) e as Cecílias (Gymnophiona) 
também conhecidas como cobras-cegas. 
 (fig. 04) 
 
Três grandes grupos pertencem a essa sub-classe de cordados que 
engloba todos os anfíbios viventes, como podemos ver no cladograma 
acima (fig. 04). Nesta aula vimos um pouco sobre as características 
gerais desse grupo, como estruturas de tegumento (pele e afins) 
onde são realizadas as trocas gasosas desses animais e onde são 
encontradas as glândulas de veneno (que podem ser espalhadas pelo 
corpo todo ou em um só lugar). Diferentemente dos ancestrais, os 
ossículos que faziam parte dos arcos branqueais, agora com posição 
modificada, fazem parte dos ossículos da orelha, formando também 
uma membrana timpânica, auxiliando numa melhor percepção 
auditiva. O grupo Gymnophiona apresentam ainda bastonetes 
verdes, um tipo de células visuais que dão mais luminosidade ao 
animal. Os dentes são pedicelados e basicamente compostos de uma 
coroa dentária e uma base compostas de dentina separadas por uma 
camada não calcificada de dentina, presentes em todos os três grupos. 
Para a deglutição, esses animais efetuam uma elevação dos olhos 
(apertando-os), usando todos os músculos do rosto com força, pois 
não mastigam e utilizam esse mecanismo para engolir o seu alimento 
por completo. 
Assim como aquela musiquinha do seriado Chaves, o sapinho 
faz: hum a hum... 
(fig. 05) 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
7 
 
 
(Brincadeiras à parte kkk). Também vimos que os membros 
peitorais e pélvicos são de igual tamanho e a presença de uma longa 
cauda (exceto em anura adulto). As salamandras não apresentam 
costelas como os outros integrantes de Amphibia. 
Desbravando um pouco do grupo das cobras cegas ou Cecílias 
(Gymnophiona) podemos ver as diferenciações que a separam em um 
grupo só. Seu corpo é longilíneo e coberto por anéis dérmicos, 
apresentam também um par de tentáculos táteis entre os olhos e 
narinas, e principalmente a ausência de membros, sendo muitas 
vezes confundida com cobras ou minhocas. 
(fig. 06) 
 
 (fig. 07) 
 
Por fim, tivemos uma breve introdução da morfologia externa de 
Anura (sapos, rãs e pererecas) que tem como caracteres gerais: 
Olhos dorsais com pálpebras superiores e inferiores (pequenas) 
e uma membrana nictitante (para proteção) no ato de capturar o 
alimento a membrana se fecha para proteger os olhos do animal (como 
na imagem 05, língua pra fora e olhos fechados). As narinas são 
localizadas anteriormente glândulas de venenos pelo corpo inteiro 
(exceto em sapos, pois existe a presença de uma glândula paratóide 
localizada lateralmente). 
A pele é presa à musculatura em alguns pontos específicos e a pele 
é lisa (mais em rãs e pererecas) propiciando proteção, respiração e 
absorção de água, sem haver queratinizarão da epiderme. Para auxiliar 
na umidade da pele existe glândulas mucosas. Podem apresentar 
cores variadas e chamativas indicando para os predadores que são 
Anéis 
Dérmicos 
Cabeça 
Tentáculos 
táteis 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
8 
 
venenosos, essas artimanhas são mais bem visualizadas em rãs e 
principalmente pererecas. 
 
(fig. 08) 
 
 
_______________________________________________________ 
 
 
AULAV. 15-04-2019 (PRÁTICA) 
 
AULA PRÁTICA DE LISSAMPHÍBIA 
 
No dia 15 de abril tivemos nossa primeira aula prática sobre o 
grupo Lissanpginia, no entanto, por serem naturais de outros países, 
não tivemos contato com exemplares de salamandras. 
Para início começamos observando os exemplares de Anura e de 
Cecílias e identificando cada integrante dos grupos. Aprendemos um 
pouco sobre como identificar as diferenças morfológicas entre rãs, 
sapos e pererecas. 
 Sapos: 
(fig. 09) 
Glândulas 
Paratóides 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
9 
 
Os sapos tem uma aparência mais rugosa e um tanto mais seca (não 
que sejam) e sua principal diferença é a glândula paratóide (veneno) 
localizada na lateral logo abaixo da cabeça e na parte inferior das 
pernas. 
 Pererecas: 
 (fig. 10) 
 
As pererecas são um pouco menores (mas nem sempre) tem 
aparência de “mais úmidas” que sapos e sua principal diferença são as 
ventosas localizadas nas extremidade de seus dedos e a presença de 
membranas interdigitais entre os dedos. As glândulas de veneno 
estão espalhadas por todo o corpo. 
 
 Rãs: 
 (fig. 11) 
 
As rãs tem também uma pele mais lisa, mas não aparentam tão 
úmidas quanto as pererecas. As glândulas de veneno estão espalhadas 
por todo o corpo e não há presença de ventosas ou membranas 
interdigitais em seus dedos. Podem aparecer um pouco mais 
cumpridas e maiores (mas nem sempre). 
Eu sabia que existiam essas variedades, mas não sabia 
diferenciá-las, essa aula foi de extrema importância para meu 
entendimento sobre o grupo Anura. 
Depois de escolher um exemplar e identificar todas as suas 
estruturas externas, meu relatório ficou assim: 
Ventosas 
Membranas 
interdigitais 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
10 
 
 
(fig. 12) 
Identifiquei que meu exemplar era uma perereca, pois continha 
membranas interdigitais e ventosas. Posteriormente, com uma chave 
de identificação, consegui chegar até a família Hylidae, a família das 
pererecas. 
Um pouco depois, a professora começou a dissecar um sapo 
fresco que coletamos naquela semana, para que víssemos como era 
internamente também. Conhecemos assim as estruturas internas dos 
sapos e a distribuição dos deus órgãos. 
Essa foi uma aula muito interessante, descobri muitas 
informações que serão importantes para minha futura vida de bióloga, 
pois que bióloga não saberia a diferença de rãs, sapos e pererecas? 
Agora eu sei! Haha. 
_______________________________________________________ 
 
AULA VI. 16-04-2019 
 
MORFOLOGIA INTERNA – ANURA 
 
No dia 16 de abril, vimos um pouco mais sobre o grupo Anura, 
agora sua morfologia interna. Como características gerais, seu sistema 
respiratório é composto por uma narina interligada a boca por uma 
estrutura chamada coana, efetuando a respiração pulmonar pela 
cavidade bucal, seus pulmões são apenas sacos elásticos, finos e com 
dobras internas. Dentro da água, é realizada a respiração cutânea, 
através da pele altamente vascularizada. Com a passagem do ar que 
vem da boca para os pulmões, ocorrem vibrações das cordas vocais 
presentes na laringe, propiciando o conhecido canto do sapo... 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
11 
 
O sistema nervoso é composto por uma medula espinhal e órgãos 
sensoriais que estão distribuídas em: olfato – sensores olfativos na 
parede interna nasal; paladar – botões gustativos na língua; visão – 
olhos bem desenvolvidos. 
No sistema urogenital já obtemos um rim metanéfrico capaz de 
reabsorver água. Fora da água a urina dos adultos é composta por um 
produto nitrogenado (ureia), mas enquanto girinos, depositam 
amônia. No corpo, há um acúmulo de energia em tecido adiposo que 
se localiza junto as vísceras, em chamados dígitos de gordura, pois 
não apresentam um tecido adiposo propriamente dito. 
O comportamento reprodutivo é realizado pela corte, os machos 
vocalizam para que as fêmeas em estado reprodutivos se aproximem, 
nomeado de “canto de chamamento”. Há espécies de anuros que se 
aproveitam quando outros machos estão cantando para “roubar” a 
fêmea que se aproxima, surrupiando o acasalamento do coleguinha 
que estava cantando para sua namorada . Esses fura-olhos são 
chamados de machos satélite. 
Na época reprodutiva, os machos desenvolvem um calo nupcial 
que auxilia no abraço nupcial (amplexo). Apesar de toda essa 
cerimonia, a fecundação ocorre externamente, quando o macho abraça 
por trás a fêmea, seu calo nupcial se apoia em sua parte ventral, onde 
aciona o sinal para ela soltar os óvulos na água para que ocorra a 
fecundação. 
 
(fig. 13) 
Abraço nupcial 
 
 
Algumas espécies podem apresentar cuidado parental, mas no 
geral isso não ocorre. Essas espécies carregam seus filhotes (ou ovos) 
já tendo passado ou não pela metamorfose. 
Quando filhotes, em fase de girino, são totalmente aquáticos e 
livre-natantes, efetuando apenas respiração branquial e membros 
ausentes e se alimentando apenas por herbivoria. 
 
 
 
Macho 
Fêmea 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
12 
 
- - - - - - - - - - - - - A METAMORFOSE - - - - - - - - - - - - - - - - 
Afinal, quais a mudanças que ocorrem para que haja tanta 
diferenciação entre jovens e adultos? E quais fatores que influenciam 
nessas mudanças? 
Ocorrem mudanças na produção de enzimas, influenciando o 
aumento das atividades metabólicas dos girinos. Começam então o 
desenvolvimento de membros e de pulmões e por último, a involução 
da cauda (exceto em salamandras) que pode ocorrer por vários fatores: 
apoptose, desidratação, murchamento celular ou descamação celular. 
Por viverem boa parte do tempo na água, estão sujeitos a contato 
com a poluição dos rios com agroquímicos e outros produtos químicos 
que causam mutações genéticas, muitas vezes graves. 
 
 
 
Para entendermos um pouco mais a metamorfose, aqui temos um 
imagem onde podemos ver todas as fases e o decorrente delas: 
(fig. 14) 
Para terminar a aula, começamos a ver um pouco do grupo Urodela 
(Caudata), onde estão as salamandras. São animais muito bonitinhos, 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
13 
 
muito confundido com lagartos por apresentarem cauda, mas as 
salamandras não tem escamas como lagartos e sim um tegumento de 
aspecto úmido. São venenosas como os outros anfíbios e apresentam 
uma coloração variada também, para avisarem seus predadores de seu 
perigo – aposematismo, mas também são capazes de se camuflarem. 
A linga desses animais se projeta em até 2/3 do corpo, seus olhos são 
frontais e como caracteres defensivos podem realizar mimetismo 
(imitando as espécies aposemáticas), Tanatose (fingir de morto em 
situações de perigo) ou Autonomia onde “liberam” um pedaço da 
cauda para que o predador se envolva e que seja possível efetuar uma 
fuga. Diferentemente dos Anura, nos Caudata, a fecundação é 
interna. 
É muito interessante descobrir o quanto um grupo tão pequeno 
como Amphibia, com apenas três grupos pode ser tão vasto de 
diferenças e semelhanças, até mesmo diferenças dentro dos grupos, 
com as inúmeras espécies descritas e as que se estimasse que 
existam. 
_______________________________________________________AULA VII. 22-04-2019 
 
SAINDO DA ÁGUA PARA A TERRA, DIFERENCIAÇÕES. 
 
 Afinal, o que muda nos hábitos e no organismo do animal logo 
após a metamorfose? 
Bem, há uma diferença principalmente na alimentação e na forma 
de procura do alimento, pois passaram de girinos herbívoros, para 
adultos carnívoros. Outra grande diferença é a locomoção, pois antes 
eram livre-natantes e agora tem que lidar com a gravidade erguendo o 
corpo do solo e sustentação do corpo, com a formação dos ossos. 
Comparando com os grupos totalmente terrestres, chamados de 
amniotas (presença de amnion na formação embrionária) podemos ver 
claramente as diferenciações existentes no organismo de terrestres 
propriamente ditos e grupos transicionais: 
Os anaminiota – anfíbios, se locomovem trotando, com flexão do 
corpo (pular/saltar). Os amniota andam com 3 patas sobre o solo de 
cada vez (trote/salto/galope/ricochete). Em amniota a circulação 
sanguínea é dupla, pois precisam de uma pressão maior para levar o 
sangue até o cérebro, pois a cabeça é elevada. 
Os amniotas tem diversos mecanismos para evitar a perda de 
água para o ambiente, já que o meio aquático não é mais tão presente, 
a presença de escamas, pelos ou penas é um bom exemplo, além 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
14 
 
disso há a queratinização da epiderme associadas com glândulas 
sebáceas evitando a perda de água por evaporação, e também a 
presença de rins metanéfricos, capazes de reabsorver a água. 
Nos animais de “sangue frio” como é o caso de répteis, há uma 
dependência de calor externo absorvido pelo sol. A absorção do calor 
ocorre pela exposição do animal ao sol, que pode ser lateral ou 
paralela. Para esse evento, diversos detalhes influenciam: ocorre uma 
mudança de coloração (pois exposto pode chamar atenção – 
camuflagem), o animal escolhe um local mais ventilado, para que 
possa manter o equilíbrio termino e não superaquecer e etc. 
A visão dos animais em ambiente terrestre também é diferenciada, 
pois se torna mais eficiente, assim como a audição também mais 
eficiente, visando melhores chances de sucesso na caça de alimentos. 
Por fim, tivemos uma breve introdução sobre os Amniota. Como 
eu já havia citado algumas vezes, esse grupo é referente ao amnion, 
um tecido de proteção presente em embriões e ovos com casca. As 
animais desse grupo apresentam uma impermeabilidade na pele, uma 
ventilação costal, e uma diferenciação no padrão de fenestrações do 
crânio, esta que separa os grupos dentro dos amniota em: Anápsida – 
crânio compacto, sem fenestração; Diápsida – crânio com duas 
fenestrações (Anápsida e Diápsida formam Sauropsida (cobras e 
lagartos); e por último Sinápsida – com uma só abertura, sendo o 
grupo dos mamíferos. 
 
 
(fig. 15) 
 
É por essas e outras que os mamíferos como nós não viemos 
evoluindo continuamente de um só animal. Houve uma época em que 
um se distinguiu em dois grupos distintos, sem relação entre si, apenas 
com um mesmo ancestral. Agora eu compreendo por quê nunca 
formos répteis, mas já fomos peixes... 
_______________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
15 
 
AULA VIII. 23-04-2019 
 
ESPIRAL CONSTRUTIVISTA DE TESTUDINES. 
 
No dia 23 de abril de 2019, com o auxílio de alguns vídeos 
propostos pela professora, fizemos nossa primeira espiral 
construtivista do semestre. Como de costume, a partir dos vídeos, 
anotamos as características que achamos interessantes sobre o grupo 
e que até então não sabíamos. 
(fig. 16) 
Após uma breve discussão sobre o que não sabíamos sobre as 
Testudines, nós elaboramos problemas, hipóteses e perguntas a partir 
das dúvidas comuns a todos. 
E então essas foram os problemas e hipóteses: 
 
 
(fig. 17 e 18) 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
16 
 
E a partir disso, elaboramos as perguntas, ás quais iremos 
responder na próxima aula: 
 
(fig. 19) 
 
 
_______________________________________________________ 
 
 
 
AULA IX. 29-04-2019 
 
RESPOSTAS DE ESPIRAL CONSTRUTIVISTA - 
TESTUDINES. 
 
No dia 29 de abril de 2019, nos reunimos novamente, agora para 
discutirmos sobre as respostas que encontramos da espiral c. 
elaborado para o grupo Testudinata. 
Na primeira questão, eu e grande parte de meus colegas acabamos 
descobrindo que a lua não tem uma influência direta com as 
tartarugas, e pelo contrário da nossa hipótese inicial, a lua interfere 
apenas na ação das marés, que quando altas, podem causar perdas até 
significativas na quantidade de ovos depositados na área que sofre 
influência das ondas, alterando também no desenvolvimento sexual 
dos embriões, já que esse também depende da umidade. Alguns de 
meus colegas, trouxeram a informação que a lua “chama” os filhotes 
recém-nascidos para a direção correta: o mar. O seu brilho acaba 
atraindo os filhotinhos para a água, tendo interferência quando há 
luzes elétricas acesas próximo ao local da desova. No entanto, não há 
evidências de que a lua, com seu grande poder gravitacional na Terra, 
tenha alguma outra influência na vida das tartarugas. 
Na segunda quentão, pude ver que variados fatores, além da 
temperatura, interferem no desenvolvimento sexual dos filhotes, tais 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
17 
 
como a umidade da areia e do ar, e concentrações de oxigênio e 
dióxido de carbono, dentro da cova. Descobri que, diferentemente de 
nós mamíferos, esses animais assim como os demais répteis, não tem 
uma definição de sexo pelo genoma, pois não apresentam 
cromossomos sexuais (X e Y) por exemplo. A depender do réptil, a 
temperatura mais alta ou baixa, estimulam a produção de tais 
proteínas que participam das etapas iniciais do desenvolvimento 
embrionário, definindo a anatomia e fisiologia do aparelho 
reprodutor. No caso das tartarugas, a temperatura mais alta, influência 
na maior produção de proteínas do sexo de maior porte, que é o 
feminino. 
Na terceira questão, vimos que as tartarugas usam provavelmente 
o mesmo mecanismo de orientação usado para encontrar as áreas de 
forrageio e de repouso. A familiaridade com os sinais locais é um 
eficiente método de navegação desses animais, que também utilizam 
o sol para se orientar. Os principais estímulos para a navegação das 
tartarugas são as informações quimio-sensoriais, a influência das 
correntes marítimas e dos campos magnéticos presentes em diferentes 
localizações do planeta, orientando assim, esses animais a voltarem 
para seu local de origem. 
Na quarta questão, as pesquisas a partir de isótopos estáveis se dão 
através de isótopos de hidrogênio e oxigênio presentes na água usada 
pelos vegetais para se desenvolverem. E em isótopos de carbono, 
nitrogênio e enxofre são usados para elucidar vias fotossintéticas, 
processos fisiológicos nos vegetais ou na determinação das fontes de 
alimento para consumidores em teias alimentares aquáticas. Os 
isótopos estáveis estão presentes nos ecossistemas e sua distribuição 
natural reflete a história dos processos físicos e metabólicos do 
ambiente, por isso são usados para estudos ambientais e ecológicos de 
tais indivíduos, caracterizando qual o seu tipo de alimentação e até em 
qual ambiente (ecossistema) advém o alimento. 
Na quinta questão, vimos um pouco sobre as principaiscausas da 
morte de indivíduos jovens, o que acarretam numa menor população 
de tartarugas adultas. Muitas espécies de quelônios, apresentam 
baixas taxas de crescimento e requerem longos períodos de tempo até 
atingirem a maturidade, as tartarugas marinhas e jabutis sofrem muito 
por conta disso, pois estão estre as maiores do grupo, e com uma taxa 
de crescimento muito lento, estando mais vulneráveis a contratempos 
quando menores, assim como a predação (há predadores de recém-
nascidos rodeando a praia sempre que ocorre uma desova). A 
distribuição geográfica limitada, também acarreta num maior número 
de indivíduos mortos por predação, ou caça indiscriminada (como no 
Japão/China, onde as tartarugas são usadas como principais alimentos 
e supostos medicamentos). Além do mais, a taxa reprodutiva também 
é baixa, já que existem uma menor população de adultos aptos para 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
18 
 
reproduzirem, sem contar a poluição, causada pelo homem, tudo isso 
afetando negativamente as taxas de animais maduros. 
Na sexta questão, pesquisamos um pouco sobre como as tartarugas 
respiram durante a apneia (suspensão da respiração pulmonar), as 
tartarugas aquáticas usam a pressão hidrostática da água para ajudar o 
ar a se mover para dentro e fora dos pulmões. Além disso, algumas 
tartarugas são capazes de absorver oxigênio e liberar dióxido de 
carbono, durante os longos mergulhos, usando principalmente a 
faringe e a cloaca para realizarem as trocas gasosas. 
A sétima questão, era sobre o funcionamento da vocalização entre 
as Testudines, tentando entender se era comum em todos os tipos de 
tartaruga dentro do grupo. Descobri que apenas alguns jabutis 
vocalizam, durante a corte, sendo esses sons descritos como 
grunhidos, gemidos e urros. Já outras tartarugas lacustres (cágados) e 
marinhas usam sinais táteis (fig. 20), visuais e olfativos para a 
comunicação e interação social. As tartarugas marinhas, utilizam mais 
os sinais visuais e principalmente olfativos para interagirem. 
 
(fig. 20) 
Na última questão, procuramos sobre como se forma a estrutura 
mais rígida das tartarugas: a carapaça. Essa carapaça, é formada 
basicamente por escudos dérmicos que recobrem os ossos dérmicos 
fundidos à coluna vertebral e às costelas nomeadas como casco 
dérmico flexível, permitindo ao animal se esconder dentro do seu 
“escudo”. A parte ventral do corpo é chamada de plastrão e também é 
recoberta por escudos dérmicos. Podemos ver na figura 21 a seguir, o 
padrão de organização desses escudos, formando então a carapaça que 
protege as tartarugas. 
Pude ver, o quanto aprendemos nessa metodologia de espiral 
construtivista, pois abordamos quase todos os assuntos desse grupo. 
Com a ajuda da professora, conseguimos entender melhor sobre 
aquilo que pesquisamos, tirando as dúvidas e curiosidades que 
tínhamos. Aprender assim se torna muito mais interessante, sendo 
uma importante ferramenta para nossa formação. 
 
(fig. 21) 
eee
e 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
19 
 
 
 
(fig. 22) 
__________________________________________________________________ 
AULA X. 30-04-2019 
 
TESTUDINATA – DIAGNOSE. 
 
No dia 30 de abril iniciamos a aula das principais características do 
grupo Testudinata. A professora procurou abordar apenas algumas 
características importantes as quais não abordamos na espiral 
construtivista anterior, pois fomos bastante profundos durante as 
pesquisas . 
Antigamente, dava-se o nome “Quelônia” para caracterizar o grupo 
das Testudines e como já havíamos citado, seu crânio não apresenta 
fenestras temporais, sendo chamado de anapsida. Há uma grande 
problematização sobre onde as testudines realmente se encaixam nos 
cladogramas atuais, pois são os únicos répteis sem fenestras. Foi 
criado então, um grupo chamado “Pararépteis”, onde há organismos 
já extintos que também são anapsidos e que as tartarugas são as únicas 
viventes, pois acreditavam que esses poderiam ser seus ancestrais. 
Atualmente, as Testudines representam um grupo muito diferenciado 
destre todos os animais, onde é quase impossível saber de onde e 
quando surgiram, pois nos registros paleontológicos, os quelônios 
encontrados já são bastante diferenciados, não deixando dicas de 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
20 
 
como ocorreu a evolução para a formação da estrutura biológica mais 
intrigante do reino animal: seu casco. 
Lendo um artigo publicado por ROSSETTI, Victor (2018) no site 
netnature, vi que algumas pesquisas atuais apontam que as testudines 
não são répteis primitivos como muitos pensam (logo, não fazem parte 
dos pararépteis ?), mas que possivelmente elas estejam mais 
relacionadas com o grupo composto por aves e crocodilianos 
(Arcossauria), incluindo também os lendários dinossauros. O estudo 
mostra também que durante o desenvolvimento embrionário, as 
tartarugas primeiro estabelecem um plano básico corporal dos 
vertebrados e só em seguida começa o seu desenvolvimento 
diferenciado, fundindo suas costelas para a formação do casco. 
É difícil afirmar de qual animal ancestral as testudines se 
diferenciaram, mas alguns estudos mostram uma possível relação com 
os Placodontes, répteis “eurápsidos” (diápsidos modificados ?) 
extintos que apresentavam “cascos” mas não são considerados 
tartarugas, pois não tem a fusão das costelas, apenas grandes placas 
dérmicas, o que podem então reforçar a teoria de que as testudines 
podem ter surgido a partir de um ancestral diápsido, perdendo suas 
fenestras com o passar da sua evolução. 
Portanto, a sua origem ainda é um mistério, necessitando de mais 
estudos e discussões para se chegar a uma conclusão. 
 
 
(fig. 23) 
O casco das testudines, como já abordado na espiral, é formado por 
um casco (formado a partir de suas costelas fundidas) recobertos por 
uma camada de escudos dérmicos formando juntos, a carapaça e o 
plastrão. 
A carapaça pode se variar em diferentes morfologias a depender da 
espécie (sendo que nem todas as testudine pertencem à mesma 
linhagem), pois depende de cada tipo de epderme, tamanho do animal 
e também dimorfismo sexual da espécie (o plastrão do macho é 
diferenciado – côncavo – auxiliando na hora do acasalamento). 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
21 
 
 
(fig. 24) 
 
(fig. 25) 
As tartarugas, cágados e jabutis podem apresentar diferenciadas 
morfologias, distribuídas em muitas espécies. Um modo de 
classificação é dado pela posição de recolhida do pescoço, podendo 
ser Pleurodira (recolhe o pescoço para dentro do casco, e apresentam 
uma vértebra cervical mais longa) ou Cryptodira (recolhem o 
pescoço lateralmente ao casco, apresentam uma vértebra cervical em 
maior número e mais curta, apresentando um maior pescoço) 
 
(fig. 26) 
 
 
 
_______________________________________________________ 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
22 
 
 
AULA XI. 06-05-2019 
 
TESTUDINATA – TEÓRICO/PRÁTICA. 
 
No dia 06 de maio, continuamos com a diagnose das Testudines, 
agora no laboratório, observando as estruturas das tartarugas de perto 
enquanto as estudávamos. Boa parte desse assunto, já abordamos 
durante a espiral construtivista e na aula anterior, então vimos apenas 
algumasoutras informações complementares. 
Começamos vendo sobre o processo de respiração das Testudines 
na Terra (na água, vimo durante a espiral que ela pode mergulhar por 
longos períodos – estado de apneia – diminuindo seu fluxo 
sanguíneo). Seu pulmão é preso a carapaça e ao puxar seus membros 
anteriores, causa um pressão interna que auxilia a entrada repentina 
do ar aos pulmões (por conta da gravidade, o ar tente a “percorrer” os 
locais pressionados, buscando o equilíbrio), efetuando assim a 
respiração. 
Durante a apneia, o sangue venoso não necessita mais em ser 
enviado aos pulmões para que haja as trocas gasosas, então a pressão 
sanguínea se torna mais lenta e a respiração debaixo d’água pode ser 
efetuada pela faringe ou pela cloaca, como vimos na espiral 
construtivista, onde a taxa de oxigênio é reduzida, portanto não sendo 
mais eficiente tanto quanto a respiração na Terra (muito mais 
oxigênio). 
A regulação térmica é realizada pela exposição ao sol, pois ainda 
são animais ectodérmicos, que precisam de calor externo para a 
regulação de sua temperatura. Algumas Testudines, como os cágados, 
sobem às arvores em busca de uma melhor exposição ao sol (suas 
garras auxiliam) e quando se super-aquecem “se jogam” na água para 
resfriar. 
 
(fig. 27) 
 
A corte e socialização se realizam através de sinais táteis, visuais e 
olfativos, como já havíamos visto. Os sinais táteis correspondem a 
uma série de movimentos realizados pelos machos nas fêmeas, 
geralmente na região da cabeça, como podemos ver na figura 20, isso 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
23 
 
ocorre principalmente em cágados. A comunicação visual, é dada 
através de padrão de cores distintivas, geralmente em machos, estão 
dispostas listras coloridas (ou brancas) na região do dorso, pescoço e 
membros, chamando atenção da fêmea – seletividade (?) - para que 
ocorra a corte, também ocorrentes em cágados e jabutis. Já os sinais 
olfativos, ocorrem principalmente em tartarugas marinhas, 
permitindo que encontrem parceiros mesmo a quilômetros de 
distância, através de cheiro, possivelmente feromônios, liberados na 
água. 
Ao final da prática, iniciamos o assunto de Diápsida 
(Lepdossaura – cobras e lagartos). No grupo Lepdossaura, temos 
uma ramificação para a ordem Squamata, que englobam serpentes, 
lagartos e anfisbenas. 
(fig. 27) 
 
 
Como características gerais, o grupo Squamata apresenta um 
tegumento com escamas de placas dérmicas recobertas por uma 
epiderme queratinizada, que pode ser trocada algumas vezes 
durante a vida do animal, sendo atemporal, depende do desgaste da 
pele. Uma característica muito importante do grupo é a fenda 
cloacal transversal e a presença de um hemipênis bifurcado em 
machos. 
O crescimento de Squamatas é determinado e podem ser 
divididos em dois grupos: Iguania – iguanas; e Scleroglossa – 
lagartos, serpentes e anfisbenas (cobras de duas cabeças). Os 
lagartos são tetrápodes, podem ser zigodáctilos e cauda preênsil 
(camaleões), com tegumento diversificado e línguas bífidas, não-
bífidas ou elásticas. 
As Amphisbaenia, muito conhecida por cobra de duas cabeças, 
tem o tegumento em anéis (quadriculados), com crânio rígido com 
diferentes morfologias de cabeça (quilhadas, achatadas ou 
arredondadas), com ausência de membros e vivem enterradas no 
substrato. 
O grupo Sphenodon é representado por apenas uma espécie de 
lagarto residente da Nova Zelândia (Tustara) e se diferencia apenas 
pelo padrão de dentição, pois apresenta duas fileiras de dentes na 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
24 
 
maxila superior, presença de espinhos dorsais (nas costas) e 
podem até serem considerados fósseis-vivos por serem entes 
aparentemente pré-históricos. 
Há ainda, o grupo dos lagartos verdadeiros, distribuídos em 
Scleroglossa e Iuania. Esses animais possuem, no geral, membros 
locomotores (brações e pernas) que auxiliam sua locomoção, 
caracterizando-os como tetrápodes, já que não rastejam como as 
cobras. Há uma grande variedade de morfologias de lagartos, de 
tamanhos e hábitos distintos distribuídos em muitas famílias, sendo 
os mais conhecidos, os camaleões e iguanas (Iguania) e as lagartixas 
(Scleroglossa). No geral, apresentam membros, cintura e esterno, 
pálpebras recobrindo nos olhos e tímpanos nos ouvidos internos. O 
padrão de escamas ventrais são dispostos em várias fileiras de 
escamas e não apresentam um cinetismo craniano. Como estrutura 
reprodutora, os machos apresentam hemipênis, geralmente bífido, 
localizado na cloaca, sendo essa uma cloaca transversal. 
No grupo das serpentes, há um padrão de escamas ventrais 
alongados, diferente dos demais do grupo Squamata. E pelo 
contrário do que grande parte pensa, nem toda cobra que recebe o 
nome de serpente é peçonhenta, existem também serpentes 
constritoras, que não possuem presas inoculadoras e veneno, mas 
muitos músculos distribuídos no corpo, apertando sua presa até que 
desmaie ou morra, tornando-a mais fácil de engolir, já que não 
estarão mais se debatendo. Nas serpentes houve uma perda de 
membros locomotores – evidenciados em pesquisas científicas que 
comprovam ainda uma cicatriz no local onde havia membros, 
acredita-se que essa perca evolutivamente facilitou a sua locomoção, 
tornando-as rastejantes, e mais veloz na Terra. 
Houve também, juntamente com a perca dos membros, perca de 
ossos da cintura, e do esterno, tornando-as mais alongadas e lisas, 
facilitando também uma locomoção rastejante. Os olhos das 
serpentes não possuem pálpebras, e aberturas externas da orelha, 
tornando-as surdas. As escamas ventrais são distribuídas em placas 
transversais grandes, apresentando também um cinetismo craniano. 
Na cloaca, também transversal (pois é uma característica de 
Lepdossauria) há hemipênis, às vezes bífidos, e a língua sempre 
bífida aparentes capazes de sentir odores olfativos, possibilitando 
captar localizações de presas e também de perigo. Acredita-se que a 
perca de membros e todas as suas outras modificações internas e 
externas, ocorreram evolutivamente em função do ambiente, pois 
sem membros, tornaram mais fácil a locomoção em tais ambientes, 
como em estratos arborícolas e arbustos densos. 
Algumas serpentes peçonhentas, não todas, possuem uma 
estrutura capaz de perceber imagens térmicas, auxiliando na caça 
de presas, que estão localizadas entre os olhos e narinas, chamadas 
de fosseta loreal. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
25 
 
_______________________________________________________ 
 
AULA XII. 07-05-2019 
 
APRESENTAÇÃO DE SEMINÁRIO 
 
No dia 07 de maio, tivemos a primeira apresentação de seminário, 
realizada pelos meus colegas, sobre os répteis. É interessante termos 
contato com os trabalhos científicos que são realizados por 
pesquisadores, e quando abordam o assunto que estamos vendo, 
torna o nosso conhecimento muito mais enriquecedor. 
_______________________________________________________ 
 
AULA XIII. 13-05-2019 
 
SQUAMATA – PRÁTICA. 
 
No dia 13 de maio, tivemos nossa aula prática do grupo 
Squamata. Tivemos contato com exemplares de diversas espécies de 
cobras, lagartos e anfisbenas, podendo facilmente identificar as 
estruturas que os diferenciam. 
Eu escolhi observar, desenhar e identificar as estruturas de um 
exemplar de lagarto, mas também observei e desenhei as 
diferenciações de cobras (peçonhentas ou não)e anfisbena. Meu 
relatório ficou como mostra a figura X. Eu pude identificar, com o 
auxílio de uma chave de identificação, que o exemplar que eu 
observei era da família Iguanidae, ou seja, era um tipo de iguana, no 
entanto não muito grande e diferenciada como as que estamos 
acostumados. 
Nessa aula pude diferenciar facilmente um anfisbena de uma 
cobra, pois o padrão de escamação é muito diferente, pois o corpo 
segmentado das anfisbenas, tornam as suas escamas 
“quadriculadas”. É um animal muito confundida, por leigos, com 
vermes e principalmente minhocas, por conta dessa segmentação 
bastante aparente, no entanto, é de fácil diferenciação por conta das 
escamas que recobrem seu corpo, entre outras estruturas. 
 
(fig. 28) 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
26 
 
(fig. 29) 
 
Pude ver a diferença entre uma cobra venenosa e uma cobra não-
venenosa. Como o tamanho da cabeça e seu formato, sendo maiores 
e triangulares em serpentes venenosas, mas nem sempre isso é de 
acordo a realidade. Pude perceber também que toda serpente que tem 
uma fosseta loreal, localizada ente as narinas e os olhos, são 
venenosas, no entanto algumas serpentes venenosas podem não ter 
essa característica. As escamas de serpentes peçonhentas e não-
peçonhentas também é diferente, pois as peçonhentas apresentam um 
aspecto mais rugoso, com escamas maiores e mais grossas. O 
caractere que mais pode diferencia-las de uma vez por todas é a 
dentição, pois cobras venenosas apresentam dentes capazes de 
inocular a peçonha nas presas, que apresentam padrões diferentes e 
realmente podem distinguir serpentes venenosas e não-venenosas. 
(fig. 30) 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
27 
 
_______________________________________________________ 
AULA XIV. 14-05-2019 
 
MORFOLOGIA INTERNA. 
 
No dia 14 de maio, continuamos o assunto de Squamata, vendo 
então um pouco sobre a morfologia interna das serpentes e dos 
lagartos. 
As cobras, tanto as constritoras como as peçonhentas, engolem 
suas presas inteiras, num processo de deglutição ás vezes bem 
demorado dependendo do tamanho do alimento. Para isso, as cobras 
possuem mandíbulas bastante flexíveis capazes de se esticarem e 
abrir bastante a boca, para permitir a passagem. Essa vantagem, se 
dá pela perca do osso julgal, no crânio, onde a mandíbula é presa ao 
crânio apenas por ligamentos. Durante a deglutição, a respiração das 
serpentes ficaria comprometida, já que a garganta está bastante 
ocupada pela presa, assim, as cobras apresentam uma estrutura 
chamada glote, localizada na parte inferior da boca, que permite a 
passagem do ar até os pulmões 
. (fig. 31) 
 
Por não apresentarem membros, cintura e esterno, as cobras 
possuem apenas um esqueleto espinhal que vai do crânio até a ponta 
do rabo, possuem vértebras mais flexíveis que dão agilidade e 
sustentação ao seu corpo alongado. 
 As serpentes peçonhentas, podem ser neurotóxicas e 
hematóxicas/citotóxicas, sendo essas utimas, as mais perigosas, pois 
causam hemorragias internas, coagulação sanguínea da vítima, e 
insuficiência renal, entre outros sintomas. Já as serpentes 
constritoras, capturam as presas pelas mandíbulas e envolvem-na 
com o corpo em espiral pressionando, muitas vezes quebrando 
alguns de seus ossos. Durante a constrição, toda vez que a presa 
exala ar, na tentativa de respirar, a cobra aperta mais ainda, 
ajustando seu corpo. A hipótese mais aceita, é que a presa morre por 
asfixia, já que não consegue expandir o tórax para inalar o ar. 
Como órgãos sensoriais, as cobras apresentam uma visão muito 
baixa e sem percepção de ondas sonoras, capazes de perceber apenas 
vibrações mecânicas. As línguas bífidas são olfativas e 
quimiorreceptoras juntamente com as narinas e órgão vomeronasal. 
Como percepções térmicas, apresentam a fosseta loreal (apenas em 
algumas espécies de cobras peçonhentas). 
Nos lagartos, a espinha dorsal se estende apenas até uma parte da 
cauda, não sendo totalmente ossificadas, o que permite autotomia 
Glote 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
28 
 
(desgrudamento de parte da cauda para fuga de predador). Os 
lagartos apresentam comportamentos de forrageio diferenciados: há 
lagartos que sentam e esperam seu alimento passar, ficando boa 
parte do tempo escondidos (evitam predadores); há lagartos que são 
intermediários, também chamados de forrageadores errantes, ora 
sentam e esperam, ora procuram suas presas; e há lagartos 
forrageadores ativos, que procuram por seus alimentos (ficando 
expostos a seus predadores). 
Os répteis são animais de sangue frio ectodérmicos, que precisam 
de calor externo (sol), capazes de absorver calor para manter a 
temperatura do corpo. Para isso, os lagartos ficam expostos ao sol, 
preferencialmente em superfícies que esquentam com mais 
facilidade (rochas) e locais mais ventilados, para não haver 
superaquecimento. Essa absorção de calor externo é necessário para 
o bom funcionamento do organismo, pois em baixas temperaturas, o 
desempenho do organismo é baixo, conseguindo aquecer o corpo 
mais rapidamente e resfriar lentamente. 
_______________________________________________________ 
 
 
 
 
 
AULA XVI. 27-05-2019 
 
ESPIRAL CONSTRUTIVISTA – CROCODYLLA. 
 
No dia 27 de maio, fizemos nossa segunda espiral construtivista 
(a primeira sozinhos!!!) onde assistimos alguns vídeos escolhidos 
pela professora, nos reunimos e elaboramos (sozinhos) os problemas 
e a partir disso as hipóteses e as questões. 
 
(fig. 32) 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
29 
 
 
 
(fig. 33) 
 
 
(fig. 34) 
__________________________________________________________________ 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
30 
 
AULA XVII. 31-05-2019 (Reposição). 
 
RESPOSTAS DE ESPIRAL CONSTRUTIVISTA – 
CROCODYLLA. 
 
No dia 31 de maio, numa sexta, tivemos reposição de aula pra 
compartilharmos o que encontramos sobre a espiral construtivista 
que fizemos. 
Na primeira questão, podemos ver que dentre os répteis, os 
crocodilos são os únicos que apresentam o comportamento de 
cuidado parental, protegendo os ovos, ajudando nas fases de eclosão 
dos ovos e pós eclosão, permanecendo ao lado dos recém-nascidos 
por algum tempo. Há espécies que cuidam dos filhotes por semanas, 
outras por meses e outras, durante alguns anos. Esse cuidado se dá 
para proteção dos ovos e filhotes contra predadores, para assegurar 
maior taxa de sobrevivência durante as fases de fragilidade. 
Na segunda questão, descobrimos que os crocodilos, não apenas 
fêmeas, dormem em alerta, pesquisas apontam que os crocodilianos 
dormem apenas com um hemisfério do cérebro por vez, deixando a 
outra metade ativa e em vigilância. Esse tipo de sono é chamado de 
sono uni-hemisférico. Alguns pássaros, golfinhos e outros répteis 
também são capazes de tal astúcia. 
A terceira questão, foi muito interessante, vimos que apesar das 
grandes feridas causadas pelas lutas de território, os crocodilos são 
animais que quase nunca desenvolvem infecções. Pesquisas mostram 
que o “antibiótico natural” presentes no sangue desses animais 
conseguem matar uma grande variedade de bactérias, incluindo 
superbactérias resistentes a medicamentos e comunspor causarem 
infecções hospitalares. Algumas pesquisas estão sendo 
desenvolvidas a partir do sistema imune desses animais para o 
desenvolvimento de tratamentos contra o HIV (Aids), pois as 
proteínas presentes no sangue do crocodilo matou o vírus em 
amostras laboratoriais. Uau! 
Na quarta questão, vimos no vídeo que os irmãos Brutus e Nero 
apresentam comportamentos de caça distintos, então pesquisando 
sobre os tipos comportamentais de forrageio desses animais, 
podemos ver que eles podem apresentar diferentes tipos de caça, 
como caça ativa; caça de espera; caça de curral; caça de isca; caça 
subaquática; caça por golpe de rabo; caça acústica; entre outras. 
Na quinta questão, vimos que durante a apneia seu metabolismo 
baixa bruscamente, auxiliado pelo coração altamente adaptado e o 
metabolismo baixo, usando o oxigênio em menor quantidade e 
conseguem “segurar” a respiração por muito mais tempo. Além 
disso, seu coração adaptado tem um vaso sanguíneo que permite que 
o sangue seja parcialmente desviado dos pulmões enquanto está 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
31 
 
submerso, uma válvula que ajuda nesse mesmo processo e outros 
tecidos moles que desviam o fluxo do sangue. 
A sexta questão não conseguimos desenvolver, apesar do vídeo 
trazer o termo “aves inversas”, não conseguimos encontrar nada 
sobre o assunto, até mesmo em trabalhos científicos. 
A sétima questão, observamos sobre as principais funções das 
penas em aves, pude ver que as penas não servem apenas para cobrir 
o corpo e facilitar o voo desses animais, as penas também 
conseguem reter o ar e proporcionar um acolchoamento que 
conservam o calor do corpo das aves, as tornando endotérmicas, pois 
são capazes de armazenar seu próprio calor. Além disso, 
proporcionam uma defesa antipredatória (camuflagem) e são 
importantes elementos de comunicação dentre espécies (penas 
nupciais em algumas espécies). 
Na oitava questão, pesquisamos um pouco sobre as teorias de 
voos que vimos nos vídeos, buscando entende-las um pouco mais. 
Pude ver durante as pesquisas que os dinossauros tiveram primeiro 
penas, sem funções aparentes, para depois conseguirem voar. A 
evolução sempre funciona dessa forma, a característica surge sem ter 
uma função inicialmente, mas com o decorrer do tempo aquela 
mutação pode selecionar positivamente esses animais pelas as 
pressões ambientais, dando-lhes uma vantagem em cima daquela 
mudança. Duas teorias tentam explicar a origem do voo: a teoria 
arborícola – de cima para baixo – considerando que os ancestrais das 
aves viviam no topo das árvores e dessa forma pulavam de galhos 
em galhos, com garras que auxiliavam se agarrar nos troncos, e a 
partir disso começaram a planar sobre o ar quando mudavam de 
galho; há também a teoria terrícola – de baixo para cima – onde 
considera-se que os ancestrais das aves eram na verdade corredores 
bípedes que começaram a voar correndo ou se impulsionando do 
solo, a partir de pequenos e rápidos saltos para escapar de 
predadores, ou até mesmo saltar sobre suas presas. 
Na última questão, pesquisamos um pouco mais sobre os 
ancestrais de as aves aquáticas e como isso favoreceu a 
sobrevivência desse único grupo irmão dos dinossauros até hoje, 
uma informação dada no vídeo. Pelas minhas pesquisas, vi que os 
ancestrais das aves viverem tanto no solo, como na água. Na terra, 
conseguiram sobreviver ao meteoro que matou todos os outros 
dinossauros, ocupando as árvores somente depois do ressurgimento 
das florestas, desenvolvendo membros mais curtos e característicos 
para agarrar galhos e ramos, ou ancestrais de aves que sobreviveram 
por conta da água, pois já foram encontrados fósseis de ancestrais de 
patos e gansos que existiram antes mesmo do meteoro cair sobre a 
terra. 
_______________________________________________________ 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
32 
 
 
AULA XX. 07- 06-2019 
 
ARCOSSAURIA – DIAGNOSE. 
 
No dia 07 de junho de 2019 iniciamos a aula sobre as principais 
característica do grupo Arcossauria, apenas complementando as 
informações que não foram abordadas durante a 2º espiral 
construtivista anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O grupo Arcossauria, é representado por crocodilianos, aves e os 
extintos (e lendários) Dinossauros, sendo um grupo bem diverso de 
animais e morfologias tanto internas como externas. Apresentam, 
além disso, algumas características gerais como a presença de 
abertura rostro orbital (novidade evolutiva), dentes cumpridos 
lateralmente (exceto em aves) e pela presença do 4º trocanter no osso 
fêmur. Do grupo inteiro, os representantes viventes são apenas 
Crocodyllia (crocodilos e jacarés) e Aves (como descendentes dos 
Dinossauros). 
 
(fig. 35) 
 
Amniota 
Saurópsida 
Anápsida 
Diápsida 
LEPIDOSSAURIA 
ARCOSSAURIA 
Crocodilia 
Dinossauria 
Aves 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
33 
 
Separando por grupos, vamos começar falando um pouco sobre as 
características dos Crocodilianos, também chamados de “Loricata”. 
Os crocodilos, jacarés, aligátores e gavicais apresentam narinas na 
extremidade do focinho, o que o auxilia ficar submerso na água 
somente com o focinho para fora; apresentam uma coana, agora mais 
no final da boca, recoberto por um tecido (prega) que separa a 
cavidade oral da glote, impedindo de se engasgarem durante a 
deglutição dentro d’água. Normalmente, são chamados de fósseis-
vivos por apresentarem muitas características ancestrais, e até mesmo 
caracterizados como descendentes de “dinossauros” por leigos, apesar 
de não terem uma linhagem direta com eles. 
Apresentam cerca de 3 famílias, separando seus representantes. A 
família Alligatoridae é representada pelos jacarés (Fig. 36) e 
aligátores (Fig. 37) de água doce. 
 
(fig. 36 e 37) 
 
 A família Crocodilidae referentes aos crocodilos de água salobra. 
 
(fig. 38) 
 Já a família Gavialidae são representados pelos Graviais (na 
Índia). 
 
(fig. 39) 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
34 
 
 
Na morfologia externa de Loricata, caracterizando todos os 
representantes, temos um tegumento revestido por placas dérmicas, 
feitas de escamas ossificadas, também chamadas de “córneas 
retangulares”, dando um exoesqueleto de aspecto robusto e rígido 
aos animais. 
 
(fig. 40) 
 
Há também a presença de glândulas de Almíscar, responsáveis 
por lhes proporcionar um olor (odor) específico. 
Existem as chamadas costelas abdominais vão além das torácicas, 
apresentando também vértebras diferenciadas, um crânio diapsídio 
(com duas fenestras temporais), e uma mão com 5 dedos. 
Na morfologia interna, o encurtamento do seus músculos 
depressores da mandíbula, dificultam seu impulsionamento para 
abrir a boca. Em compensação, os músculos adutores mandibulares 
são mais longos e apresentam mais força, dando-lhes uma mordida 
forte e certeira! 
O coração crocodiliano tem septo separando os ventríloquos 
completamente e quando em processo de apneia (vimos no espiral) o 
coração “mistura” um pouco do sangue venoso com o sangue arterial 
na tentativa de oxigenar (porém não conseguem ficar tanto tempo 
assim como mostrou o vídeo). 
Como órgãos de sentido, os crocodilianos apresentam botões 
gustativos na língua, o que lhespropicia o paladar. A sua visão é 
adaptativa ao ambiente terrestre (não enxergam bem na água), e 
apresentam glândulas lacrimais (Uauuu!) que protegem os olhos 
durante a deglutição do alimento, liberando lágrimas (a expressão 
“lágrimas de crocodilo” vem disso). Existe a presença de membrana 
timpânica no ouvido, dando-lhes uma boa audição. O olfato, propicia 
percepções químicas tanto na água como no ar, como bons caçadores. 
E uma incrível saliência nas maxilas dão-lhes percepção mecânica, 
auxiliando durante o mergulho, já que sua visão não ajuda muito. 
Muitas outras características abordamos durante a espiral 
construtivista, o que torna nosso conhecimento muito mais abrangente 
pois fazemos nossas mesmas dúvidas e quando pesquisamos e 
discutimos sobre elas, aprendemos de um modo diferente e bastante 
divertido. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
35 
 
AULA XXI. 10-06-2019 
 
DINOSSAURIA/APRESENTAÇÃO DE SEMINÁRIOS. 
 
No dia 10 de junho tivemos nossa aula sobre a diagnose do grupo 
Dinossauria (dinossauros + e aves), como também abordamos 
algumas características na 2° espiral construtivista, e tendo logo 
depois uma apresentação de seminário dos meus colegas. 
 
 Diapsida 
 Lepidosauria 
 Archosauria 
 Crocodylia 
 Pterosauria 
 Dinosauria 
 Ornithischia 
 Thyreophora 
 Ornithopoda 
 Marginocephalia 
 Saurischia 
 Sauropodomorpha 
 Theropoda 
 Aves 
Pterossauros e aves se convergem evolutivamente, sendo que 
Pterossauros (NÃO SÃO DINOSSAUROS!) eram grandes animais 
voadores, de ossos ocos (mais leveza) e grandes, com a presença de 
uma membrana estendida sobre um único dedo (4º), dando-lhe uma 
asa, sendo esse o primeiro vertebrado voador, já extinto. Suas 
linhagens são insertas, mas sabe-se que não tem relações filogenéticas 
com as Aves (descendentes dos Dinossauros). 
 
(fig. 41) 
 
As aves são hoje animais muito diversos, que habitam por todo o 
mundo, demonstrando que de certa forma, os dinossauros ainda 
“dominam” a Terra. Dinossauria apresenta como caractere geral um 
pescoço em forma de S, os membros peitorais com menos da metade 
do comprimento dos pelvinos (braços e mãos bem curtinhas, sendo 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
36 
 
uma tendência ao bipedalismo), e o 4º dedo da mão reduzido 
(diferenciando dos Pterossauros). 
O grupo Dinossauria se divide em Ornithischdscia e Saurischia. 
Onde Ornithischia tem uma grande distinção: uma pelve com púbis 
direcionado para trás (Fig. 45). Apresentam cerca de 3 táxons 
Thyreopoda, Ornithopoda e Marginocephalia. 
 
(fig. 42) 
 
Já o grupo Saurischia apresenta agora o osso da pelve com púbis 
direcionado para a frente (Fig. 45). Com apenas 2 táxons: 
Sauropodomorpha (Quadrupedes herbívoros, Fig. 43) e Theropoda 
(Bípedes carnívoros, Fig. 44), o ultimo como ancestrais diretos das 
Aves atuais. 
 
 (fig. 43) (fig. 44) 
 
 
(fig. 45) 
_______________________________________________________ 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
37 
 
 
 
AULA XXII. 17-06-2019 
 
A EVOLUÇÃO DOS DINOSSAUROS VIVENTES. 
 
No dia 17 de junho, começamos ver sobre a evolução dos 
Dinossauros para aves viventes, onde pudemos compreender o seu 
“surgimento” e possível superação, já que seu ancestral com todo seu 
imenso grupo se extinguiu repentinamente. 
 
(fig. 46) 
 
Sendo o único grupo vivente de Therápsida, esses descendentes 
diretos dos Dinossauros ainda cercam o mundo com suas diferentes 
morfologias. Mas afinal como houve a evolução dos Dino em Aves? 
As aves e os Tharapsidos possuem caracteres morfológicos 
convergentes, como um pescoço em forma de S móvel, um pé com 
três dedos voltados para frente e um direcionado para trás 
(denominado de pé tridátilo), uma postura digitígrada (apoia o peso 
do corpo nos dedos) e ossos ocos e ossos pneumáticos. E quando 
comparados aos Dromeosauria (seus antecedentes mais próximos), 
identificam-se em caracteres como o “osso da sorte” chamado de 
fúrcula, formada pela fusão das clavículas, e uma fusão do osso 
esterno. 
As penas, características de aves, surgiram ainda em dinossauros 
não-aves, pois ainda não tinha uma função tão específica quanto o 
voo. No livro “A vida dos vertebrados” (Pough 4º edição), as não-aves 
foram consideradas “a descoberta mais dramática no estudo da 
evolução das aves” ocorrendo com o registro, no início de 1996, de 
dinossauros que não eram aves, mas que tinham penas. Estruturas 
semelhantes (menos elaboradas) as penas foram encontradas em 
dinossauros Sinosauropteryx, mostrando que as penas apareceram 
ainda sem uma função específica (assim como todo caractere 
evolutivo – vou levar isso pra vida toda). 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
38 
 
Não se sabe ao certo pra que as penas eram usadas ainda nesses 
animais, se não voavam, já que estudos trazem que não usavam 
diretamente pra a endotermia (eram ectotérmicos!). Segundo o Pough 
(4º ed.), as penas poderiam ser usadas como posturas corporais 
(dimorfismo sexual ou apenas ornamentação) para gerar movimentos 
relacionados a interações sociais (acasalamento) como é observado 
nas aves atuais. Ou em último estágio, penas mais desenvolvidas 
poderiam ser usadas para cobrir os ovos no ninho, protegendo-os de 
dia e aquecendo-os durante a noite. 
No registro paleontológico, o fóssil de ave verdadeira mais antiga 
já encontrada, é da chamada Archeopteryx (fig. 47), o dinossauro ave 
que deu origem ao voo. Ela apresentava penas bem mais 
desenvolvidas, desencadeando uma série de teorias sobre a verdadeira 
origem do voo: teoria arborícola (da arvore para baixo), teoria 
terrestre (do chão para cima – essas já foram descritas nas respostas 
da 2º espiral construtivista. E a teria alternativa, que enquadra que o 
voo teria surgido a partir de: armadilhas utilizadas na captura de 
alimento; Apêndices vibráteis, auxiliando no salto sobre a presa; Ou 
a partir do Alongamento das penas, conduzindo o voo abatido. 
 
 
(fig. 47) 
 
 
E assim evoluíram as aves, a partir dos Dinossauros, dando origem 
às que conhecemos hoje. 
As aves apresentam algumas caracteres diferentes de suas 
ancestrais (novidades evolutivas), sabe-se que os dinossauros 
continham dentes, pois seus ancestrais advinham de uma linhagem 
carnívora. No entanto, nas aves atuais, houve a perda progressiva 
dos dentes, juntamente com o desenvolvimento de um bico 
altamente resistente e especializado para cada tipo de vida. A cauda 
também foi se perdendo aos pouco (extensão das vertebras da 
coluna) contendo hoje apenas penas dando o aspecto maior à essa 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
39 
 
cauda. A Endotermia também é uma novidade evolutiva bastante 
importante para esses animais, propiciada pelas penas, ainda não se 
sabe ao certo a partir de que ancestral as aves começaram a reter seu 
calor no corpo. 
As aves modernas são hoje apresentadas como Neonirthes, esta 
que é dividia entre duas principais ordens Neognathae e Paleognathae, 
separadas pela posição mandibular e outras caraterísticas. 
A super ordem Paleognathae (Ratitas) é representada pelas aves 
não-voadoras,com ossos pré-vômeros que se estendem 
caudamente para trás (sendo sua mandíbula mais longa). O fato de 
não voarem poderia estar relacionado com os seus hábitos ancestrais? 
Pois bem, poderia isso ser características de aves que ainda 
continham dentes, mas de origem ainda é incerta, pois alguns 
pesquisadores acreditam que elas tenham se originado a partir das 
aves Neognathae, contendo características embrionárias da mesma. 
No entanto, podem ser caracteres que acabaram convergindo entre as 
duas super-ordens com o passar da evolução, não havendo ainda uma 
certeza absoluta. São representadas pelos Avestruzes, Emas e etc. 
(fig. 48) 
 
As aves Neognathae, são as aves que voam (com algumas 
exceções) e que apresentam o osso pré-vômero não se estendendo 
caudamente (contendo uma mandíbula mais curta). Apresentam 
caracteres de aves sem dentes. Sendo apresentadas pelas aves mais 
conhecidas, tendo uma imensa diversidade. 
 
(fig. 49 e 50) 
 
 Como características gerais de todas as super-ordens, as aves 
modernas apresentam como morfologia externa, um tegumento 
formado por um bico córneo, Escamas recobrindo tanto os pés 
quanto as penas. Essas penas que se desenvolvem a partir de 
placóides em regiões determinadas (podemos ver isso bem explícito 
nos filhotinhos ainda em crescimento das penas), em diferentes 
morfologias e apresentando funções diferentes. Nas regiões chamadas 
de ptérilas, há a inserção de penas maiores, e nas regiões aptérilas, não 
há essa inserção de penas grandes, sendo preenchidas pela plumagem. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
40 
 
As penas podem apresentar uma infinidade de funções, que se 
desenvolveram depois do seu surgimento, como um caractere 
evolutivo que proporcionou melhor adequação dessas aves no mundo. 
As penas e plumagens, são capazes de propiciar o isolamento 
térmico, tornando as aves produtoras do seu próprio calor, pois agora 
esse calor é retido no seu corpo. Algumas penas, ainda se 
especializaram para promover o voo. As aves aquáticas, como os 
patos, usam as penas para flutuarem sobre os rios e lagos, onde 
impermeabilizam essas penas a partir de glândulas sebáceas 
localizadas no final de sua curta cauda. As penas podem ainda 
propiciar a camuflagem e são usadas para exibições de cortejo às 
fêmeas ou briga por território, algumas dessas já haviam sido citadas 
durante a espiral. 
As penas podem então ser divididas em penas de voo (maiores, 
com desenvolvimento nas regiões ptérilas) e penas de contorno 
(menores, e em regiões aptérilas) podendo as últimas serem divididas 
em plumas (presença nos filhotes) e semi-plumas (nos adultos). 
Para o desenvolvimento do voo, as aves tiveram que passar por 
uma série de modificações internas e externas, já que o voo não é uma 
condição muito simples. Durante a evolução as aves voadoras, houve 
o alongamento, fusão e porosidade de seus ossos, juntamente com 
uma caixa craniana bem mais leve. As penas são leves, 
aerodinâmicas e bem resistentes. Dando-lhes a condição de boas 
voadoras, já que seu peso corporal foi reduzido gradativamente. 
Internamente, os músculos do peito de aves podem atingir até 35% de 
todo o seu peso corpóreo, onde apresentam um grande coração 
adequado para o gasto energético, pois consegue realizar rápida 
circulação sanguínea. Existe ainda, a presença de sacos aéreos 
(capazes de armazenar ar) juntamente com pulmões, perda de alguns 
órgãos como a bexiga urinária, na intenção de diminuir o peso do 
corpo e também atrofiamento dos órgãos sexuais nas fêmeas e machos 
durante o período não-reprodutivo (ou perca – fêmeas tem apenas um 
ovário). Tudo em função de propiciar melhor adequação ao voo. 
_______________________________________________________ 
 
AULA XXIII. 18-06-2019 
 
AVES – DIAGNOSE. 
 
No dia 18 de junho, tivemos a continuação sobre a diagnose das 
aves, mostrando também suas outras adequações aos diferentes 
ambientes em que vivem. 
Existem cerca de três principais tipos de aves adaptadas em meios 
aquáticos: 
 Aves que nadam e voam; 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
41 
 
 Aves que mergulham e voam, chamado de “voo 
marinho”; 
 E aves que apenas nadam, chamado de “voo 
submarino”; 
 
As aves também foram capazes de colonizar diferentes ambientes 
da Terra, se adequando a cada um deles. Algumas aves, como as 
citadas a cima, conseguem viver tranquilamente em ambientes 
aquáticos podendo até mesmo nadar e mergulhar. As aves capazes 
disso, apresentam algumas modificações em sua morfologia externa e 
interna, como a presença de membranas interdigitais, adaptando-as 
para o nado (ou podem não ter membranas) e seus bicos são altamente 
diversificados, adaptados cada um para seu tipo de alimentação. 
 
(fig. 51) 
 
Na morfologia interna, as aves apresentam a presença de uma 
moela (esse que age como um estômago mecânico), longas línguas 
(principalmente em aves especializadas para alimentação de formigas 
ou de néctar), e a presença de um papo, capaz de armazenar 
temporariamente a comida, também sendo capaz de produzir “leite” 
(chamado de “leite de papo”) induzido pelos filhotes para sua 
alimentação durante os primeiros dias de vida. 
No sistema circulatório, a única diferença do seu coração é que 
agora a veia aorta é voltada para a direita, mesmo saindo do 
ventríloquo esquerdo. Seu sistema respiratório é formado por sacos 
aéreos e pulmões (somente os pulmões efetuam as trocas gasosas), o 
ar é inspirado pelas narinas, que passam pela coana presente e 
posterior, e uma faringe, realizando juntos uma respiração complexa 
que passa por 4 processos: 
 1- Inspira e armazena o ar nos sacos aéreos; 
 2- Expira, tirando o ar já usado para fora dos pulmões, 
armazenando no saco aéreo anterior, depois liberando-o. 
Data o início de um novo ciclo respiratório; 
 3- Inspira, passando o ar dos sacos aéreos para o pulmão; 
 4- E expira, retirando o ar dos pulmões, onde é armazenado 
no saco aéreo anterior, onde depois será liberado; 
 
(Ver Fig. 52) 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
42 
 
 
 
(fig. 52) 
No sistema sensorial, as aves apresentam uma visão com alta 
acuidade (aves de rapina por exemplo) ligadas ao seu hábito 
alimentar, pois precisam avistar sua presa, mesmo enquanto voam no 
alto e para isso apresentam olhos grandes em forma tubular, onde em 
sua retina há a presença de péctens (vasos) melhorando sua visão. A 
audição também é bastante desenvolvida, usada tanto para procura de 
alimento quanto na fuga de predadores. 
Estudar os descendentes diretos dos dinossauros foi muito 
emocionante, primeiro pelo fato de que eu nem imaginava que as aves 
eram tão antigas, e segundo porque as características evolutivas delas 
se adaptaram amplamente a vida na Terra, me fazendo pensar que sua 
sobrevivência (e não extinção, como seus ancestrais) está diretamente 
relacionada com sua incrível capacidade de modificação. 
 
_______________________________________________________ 
 
AULA XXIV. 25-06-2019. 
 
DIAGNOSE DE SYNÁPSIDA 
 
Os sinápsidos filogeneticamente evoluíram antes dos reptilianos, 
mostrando que os ancestrais mamíferos já colonizavam a Terra 
mesmo durante o “domínio” dos grandes dinossauros. De fato, após a 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
43 
 
extinção dos Dino, começarama diversificar-se e percorrem por todo 
o mundo, sendo hoje o grupo mais diverso, representados pelos 
mamíferos não-placentários e, principalmente, os mamíferos 
placentários. 
Evolutivamente, tem-se como base, que a evolução dos mamíferos 
partiu de uma separação de ancestrais de répteis, que deram origem a 
outros animais (mamíferos), portanto, nós e os répteis temos os 
mesmos ancestrais... 
Os primeiros synápsidos, eram semelhantes a répteis e ainda não 
eram mamíferos verdadeiros. Já extintos, esses ancestrais 
apresentavam apenas uma fenestra temporal, dando nome ao grupo. 
Os fósseis ancestrais aos mamíferos são representados por animais 
muito semelhante a répteis, sendo o primeiro sinapsídeo um animal 
com grandes prolongamentos da espinha dorsal, revestidos por uma 
membrana, chamados então de Pelycossauros (Fig. 53). 
(fig. 53) 
Uma hipótese bem trabalhada sobre a presença dessa prolongação 
da coluna revestida por membrana, é que esses animais procuravam 
se aquecer mais rapidamente, já que estenderam seu tamanho 
corporal. 
 
(fig. 54) 
Outros primeiros synapsídeos não-mamalianos são os 
Therapsidos, que por sua vez eram divididos em Dicinodontes (perda 
repentina dos dentes, sobrando apenas dois dentes caninos) e 
Cynodontes (dos quais erradiaram os mamíferos verdadeiros aturais. 
Uma característica que chama muito a atenção ainda no grupo 
Cynodontia é a provável formação de pelos observada pela presença 
de foramens próximos ás narinas, mostrando a possível existência de 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
44 
 
vibrissas (bigodes de gato) nos registros paleontológicos. Porém é 
muito difícil identificar fósseis de animais caracterizando-os como 
mamíferos ou não mamíferos, já que essa condição mamífera se dá 
pela presença de glândulas mamárias e presença de pelos, o que não 
se preservam nos registros fósseis. 
O grupo Monotremata, embora seja classificado como um 
mamífero primitivo (o mais primitivo até então) seus registros fósseis 
são muito escassos e fragmentados, dificultando sua correta posição 
filogenética. Mas uma característica que os põe nessa posição, é a 
condição crânio-mandibular, onde sua mandíbula, assim como em 
todos os mamíferos atuais, é conectada diretamente ao crânio, onde os 
antigos (3) ossículos que faziam essa ligação, se modificaram para a 
formação do ouvido interno, agora bem desenvolvido. 
 
 
(fig. 55) 
_______________________________________________________ 
AULA XXV. 01-07-2019. 
 
LINHAGEM DOS MAMÍFEROS ATUAIS. 
 
Estudos mostram, que os mamíferos já eram bastante diversos 
ainda no período Cretáceo, quebrando o paradigma que os primeiros 
mamíferos eram restritos a pequenas criaturas noturnas. 
Os primeiros mamíferos (não-Térios) ainda não eram placentários 
e ainda não continham mamilos apropriados para a lactação (apenas 
dois poros por onde saem o leite – lambeção), são ainda viventes 
representados pelos ornitorrincos e equidnas (chamados de 
Prototéria). São animais ovíparos, onde os filhotes nascem de ovos 
externos ao corpo, sendo considerados como uma radiação 
independente dos Cinodontes, de características primitivas e que 
deram origem à ordem Monotremata. 
(fig. 56) 
 
Ossículos do 
ouvido 
interno. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
45 
 
 
(fig. 57) 
. 
Todos os mamalianos são caracterizados pela lactação (presença 
de glândulas mamárias), presença de pelos (endotérmicos) com pele 
lisa ou rugosa (enrugada) e escamas (nos pelos e caudas). A caixa 
craniana é fechada, por fechamento da fenestra temporal, havendo 
apenas uma pequena depressão no local. Uma articulação dentário-
esquamosal, onde a mandíbula é ligada diretamente ao crânio. 
Os dentes são heterodontes (formas e funções variadas), onde os 
dentes permanentes cranianos (2º troca) tem raízes duplas, membros 
sob o corpo, não sendo mais dispostos lateralmente. As articulações 
do tornozelo são bem desenvolvidas e a presença de vértebras no 
pescoço que auxiliam a rotação da cabeça em 180º (chamadas de 
complexo atlas-axis). 
Os synapsídeos mamíferos atuais que designatos de Thérios, são 
divididos ainda em não-placentários (Marsupiais) e placentários 
(Eutérios). 
 
(fig. 58) 
 
Os Therios, no geral, dão a luz a filhotes (paridos) – não mais por 
ovos – e apresentam agora mamas bem desenvolvidas com a presença 
de mamilos, que auxiliam na sucção do leite pelo filhote – não mais 
por “lambeção” do leite. O septo urogenital apresentam dois orifícios: 
uma abertura anal e outra abertura urogenital – não havendo mais um 
cloaca. Uma orelha externa, onde internamente apresenta um 
complexo de 2 voltas e meia chamado de labirinto (ligado ao 
equilíbrio). 
Os marsupiais, chamados de Metathéria, são os primeiros 
representantes do grupo, onde ainda não apresentam placenta 
durante o desenvolvimento dos filhotes no útero. Os ossos epipúbios 
são curtos, o que impedem o nascimento dos filhotes de maior porte, 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
46 
 
ocorrendo então p nascimento prematuro desses filhotes, que se 
alojam após o nascimento no marsúpio (bolsa externa, onde se 
encontram as mamas – porém nem todos tem marsúpio), onde se 
agarram ao mamilo e terminam de se desenvolver. Nos adultos, o 
dentário tem um ângulo distinto, tendo os ossos nasais mais alongados 
e uma substituição somente do dentre pré-molar. 
 
(fig. 59) 
 
Os animais Eutherios, apresentam a maior diversidade do mundo 
animal, sendo caracterizados principalmente pela presença de um 
desenvolvimento placentário do embrião (o embrião é diretamente 
ligado ao corpo da mãe através da placenta, que nutre o filhote até a 
hora do seu nascimento, pela ausência dos ossos epipúbicos que 
proporciona o nascimento de filhotes bem mais desenvolvidos e de 
maior porte. Nos adultos, o dentário não tem ângulo distinto, tendo 
os ossos nasais retangulares, tendo toda a dentição pré-molar 
substituída (dentes de leite – dentes permanentes). 
No final da aula, dividimos grupos pelos quais ficaram 
responsáveis em apresentar as principais ordens de mamíferos 
viventes, onde eu e minha colega Amanda, ficamos responsáveis por 
apresentar sobre as ordens Perissodactyla, Tubilidentata, Hyracoidea, 
Probóscidia e Sirenia. 
 
_______________________________________________________ 
 
AULA XXVI. 08-07-2019. 
 
MORFOLOGIA EXTERNA – EUTHERIA. 
 
No dia 08 de julho de 2019, iniciamos a aula com a continuação 
sobre os animais mamíferos Eutérios. 
Na morfologia externa, apresenta como tegumento na epiderme 
que pode ser fina ou grossa queratinizada (mais proteção), sendo que 
em alguns animais há a presença de escamas sem beta-queratina 
(pengolins, tatus e cauda de outros animais). Há a presença de pelos 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
47 
 
(na maioria) propiciando o isolamento térmico, camuflagem e 
percepção tátil (vibrissas). Há a presença de variadas glândulas na 
derme dos animais, sendo as glândulas sebáceas responsáveis dela 
impermeabilização da pele (evitando o ressecamento), glândulas 
écrinas (sudoríparas) liberação de calor, glândulas apócrinas 
(comunicação química – feromônios) e glândulas mamarias que 
propiciam a lactação dos filhotes. 
No sistema circulatório, a aorta agora é virada para a esquerda 
(saindo do ventrículoesquerdo) – diferentemente das aves. O sistema 
urogenital é composto por rins metanefro, com tendência a separação 
dos canais e produzindo ureia e ácido úrico (produtos nitrogenados). 
A placenta, grande novidade do grupo, pode ser diferentes tipos, 
de acordo ao animal e ao desenvolvimento embrionário. A placenta é 
um canal de ligação entre a mãe e o filhote (útero e cordão umbilical), 
acoplados em uma única estrutura formada a partir de tecidos do útero 
juntamente com tecidos embrionários, que se fundem 
. (fig. 60) 
 
 
(fig. 61) 
 
No final da aula, eu e minha colega Amanda, apresentamos o 
seminário sobre os mamíferos, e escolhemos os mamíferos aquáticos 
pra isso. Escolhemos um artigo sobre o comportamento de brincadeira 
observado em golfinhos brasileiros, realizado por SPINELLI, L. et al 
(2002) “Identificação e descrição da brincadeira em uma espécie 
pouco estudada, o boto cinza (Sotalia fluviatilis), em seu ambiente 
natural”. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
48 
 
Foi um trabalho muito legal de ser apresentado, pois descobri que 
a brincadeira durante a infância é muito importante para todos os 
animais. 
_______________________________________________________ 
 
OUTRAS AULAS – de 09 a 23/07. 
 
Dia 09/07 nós realizamos um TBL sobre a segunda parte do 
documentário, agora de “Quando Éramos Répteis”. É uma triologia 
muito interessante, e garanto que foi muito divertido assisti-lo, pois 
aprendemos bastante durante essa metodologia ativa. 
No dia 15/07 nós assistimos a terceira parte da triologia “Quando 
Éramos Primatas” e UAU! Foi incrível. Descobri informações sobre 
a evolução humana que eu nem imaginava, realmente que triologia! 
Após o vídeo, discutimos sobre as coisas que mais achamos 
interessantes e assim construímos nossa última espiral construtivista, 
elaborando apenas 4 questões: 
1. Que teorias explicam o bipedalismo? Discorra sobre cada 
uma delas. 
2. Quantas vértebras tem os chimpanzés e quantas vértebras 
tem nos humanos? 
3. Qual a influência da infância no processo de evolução 
humana? 
4. Pesquise sobre sinestesia. 
 
Que seriam discutidas no último dia de aula (23/07). Após isso, 
apresentamos o seminário sobre as ordens de mamíferos que citei no 
final da aula XXV. 
No dia 22/07 tivemos nossa última prova, que estudei fazendo esse 
presente portfólio, mas que por conta da pressão do final do semestre, 
não consegui dar o meu melhor nessa prova, cometendo confusões por 
falta de atenção... mas na primeira prova, fui muito melhor, também 
estudei discorrendo sobre as nossas incríveis aulas desse semestre 
aqui, foi de tamanha importância pra mim, pois é um momento de 
aprendizagem, reflexão e relaxamento. 
No dia 23/07, finalmente estava acabando esse semestre!!!! 
(fig. 62) 
Fiquei aliviada, porém triste por encerrarmos essa matéria, mas 
também feliz de nos vermos novamente semestre que vem, em 
Comportamento Animal, tenho ótimas expectativas para esta nova 
matéria! 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS 
DEUTEROSTÔMIOS II. 
49 
 
Bom, iniciamos então nossa roda de conversa para conversarmos 
um pouco sobre as respostas da espiral construtivista que 
conseguimos encontrar, foi muito interessante sobre tudo que 
pesquisei e aprendi, mas não irei entrar em detalhes desta vez 
(infelizmente, estou cansada). 
No final da aula, nos reunimos para comer um bolo lindo que 
organizamos para a nossa querida professora, e pra nós. 
 
(fig. 63) 
 
Foi um imenso prazer participar de todas essas aulas, com certeza 
pude aprender e compreender mais tudo que me cerca a partir disso, e 
com a mesma palavra que me avaliei nesta matéria, digo que foi muito 
INTERESSANTE tudo que vimos a partir de toda as matérias de 
Deuterostômios. Acredito, que como uma futura bióloga, usarei 
muitos desses conhecimentos no meu dia a dia, até mesmo fora da 
minha área de trabalho, pois atualmente sempre me pego explicando 
algo que aprendi durante minha aprendizagem nessas aulas para 
pessoas a minha volta, e isso me deixa feliz, pois é algo que é uma 
área que eu sempre gostei, e estudar um pouco mais sobre me fez 
descobrir informações e gerar novos modos de visualizar os animais 
Deuterostômios de uma maneira que eu nunca vi, e isso é 
maravilhoso. 
Portanto, só tenho a agradecer por todo aprendizado, paciência e, 
o mais importante, por me fazer me apaixonar ainda mais pela 
zoologia. OBRIGADA! 
 
(fig. 64)

Mais conteúdos dessa disciplina