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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 1 PORTIFÓLIO II. de Nathalia Naiany Ribeiro de Souza AULA I. 01-04-2019 PRIMEIRA AULA. Voltamos com a programação normal. No dia 01 de abril de 2019 iniciamos finalmente o semestre 2019.1 e graças a Deus por ter passado em Deuterostômios I, tenho o enorme prazer em participar da matéria Deuterostômios II esse semestre. Dessa vez temos duas aulas na semana, na segunda pela manhã e na terça, também de manhã. (2M234 e 3M56) Por não ter conseguido (não deu tempo ) passar o filme que programou na última aula do semestre passado, a professora Adma, optou por iniciarmos esse semestre com esse filme, que se chama “Quando éramos peixes”, se trata de um documentário muito interessante que foi dividido em três partes: Episódio 1 - Quando Éramos Peixes Episódio 2 - Quando Éramos Répteis Episódio 3 - Quando Éramos Macacos Como dito, nós vimos apenas o primeiro episódio, os outros serão vistos ao decorrer do semestre. O filme conta a história de Neil Shubin, que é um paleontólogo e biólogo evolucionista, também escritor de ciência popular americano, no filme, estreado em 2014, Neil vai atrás em busca de evidências que revelam a história da evolução humana e demonstra que nos ossos, na pele e até mesmo no DNA humano há registros desse passado evolutivo. Ele procura, com ajuda de outros pesquisadores, um fóssil de um ancestral de transição de peixes para tetrápodes, e encontra depois de muitos anos de pesquisa em um local muito complexo por conta da dificuldade de chegar até lá e de pesquisar lá – região do Tiktaalik no Canadá – tendo que esperar até o verão e somente nesse período para prosseguir com a pesquisa. Após o filme, conversamos um pouco sobre a matéria desse semestre e o que esperamos dela. Eu particularmente acredito que será muito interessante, sei que irei descobrir coisas que serão de suma importância para o meu desenvolvimento acadêmico-profissional e espero, do fundo do coração, quebrar paradigmas falsos que tenho sobre alguns animais e superar as minhas expectativas. _______________________________________________________ UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 2 AULA II. 02-04-2019 TETRÁPODES BASAIS. No dia 02 de abril, tivemos nossa segunda aula, agora começamos com assunto de verdade. Começamos um pouco conversando sobre o filme do dia anterior e sobre a evolução dos tetrápodes. Vimos que depois de Dipnói (peixes pulmonados) que foram os últimos peixes que vimos no semestre passado, surgiu um grupo transicional entre peixes e tetrápodes, no entanto com poucas características de tetrápodes, como a coana. Esse grupo, já extinto claro, é chamado de Tetrapodomorpha. (Figura 01). Coana é uma abertura localizada no céu da boca que permite o acesso ás narinas, logo auxilia na respiração nasal, também permitindo respiração pela boca, quando preciso. (fig. 02) Então vimos um pouco sobre a morfologia desses peixes transicionais, vimos que diferentemente de outros animais (peixes) que vimos anteriormente, a cabeça desses era afastada do resto do corpo pelo que conhecemos como pescoço. Essa mudança foi permitida pela mudança (afastamento) de alguns ossos que eram ligados à cabeça e que agora fazem parte de outra estrutura: Cleitro (resumidamente, clavícula e outros ossículos). A posição dos olhos também se diferenciou, olhos que eram laterais agora se encontram mais no centro da cabeça. A professora nos deu um cladograma diferente agora, esse que mostra até os grupos transicionais já extintos e podemos ver bem como a evolução percorreu um longo caminho até chegarmos onde estamos agora. Então, lançamos uma pergunta muito interessante: Como os animais terrestres evoluíram a partir da água? Bom, existem estruturas que surgiram ainda nos peixes e grupos de transição que facilitaram muito esse processo, essa características foram úteis tanto no ambiente aquático como no ambiente terrestre, algumas conhecemos bem como a presença de um órgão altamente vascularizado em contato com o ambiente externo – vimos nas bexigas natatórias que posteriormente se tornaram pulmões primitivos; a presença da coana, permitindo a respiração nasal e membranas de sustentação como vimos nas nadadeiras mais sustentadas e posteriormente “patas”. Mas não foi só isso, essas estruturas permitiram que esses animais adquirissem nova forma de UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 3 vida, mas essas mudanças não ocorrem repentinamente e muito menos sem necessidade, do nada. Estimasse que esses animais transicionais sofreram com secas sazonais muito intensas, e tiveram que migrar de uma poça de água para outra em busca de sobrevivência, certamente essa migração foi “mais fácil” usando as estruturas presentes neles. Essa é a teoria mais fundamentada para a migração do meio aquático para o terrestre e todas levam a uma só conclusão: necessidade de sobrevivência. Partimos então para as vantagens evolutivas que esses animais tiveram quando partiram para o meio terrestre. Logicamente, com o ambiente novo pouco habitado, tivemos uma disponibilidade de alimentos em maior quantidade do que era possível na água, além do mais, não tinham predadores propriamente ditos desses animais na terra, e como não haviam capacidade de pôr ovos com proteção necessária para suportar o ambiente terrestre (casca do ovo), realizavam dispersão na água, onde o juvenil passava uma parte da vida se desenvolvendo. É muito interessante ligar todos os pontos e perceber que a evolução não tem nada a ver com vontade e com rapidez, mas sim com necessidade de uma maior chance de sobrevivência, que foi carregada durante muito tempo para que surgissem. Quando entrei na faculdade, não conseguia ver a evolução dessa maneira, basicamente não pensava que foram pequenas conquistas ao longo de um grande tempo que levou a uma característica pequena e que essa característica foi o suficiente para manter a sobrevivência até que fosse necessária outro caractere, e depois outro e outro, até que chegássemos onde estamos. _____________________________________________________ AULA III. 08-04-2019 CARACTERES BÁSICOS DE TETRÁPODES. No dia 08 de abril, tivemos nossa terceira aula de Deuterostômios 2, onde vimos um pouco sobre a radiação e características que estão presentes nos tetrápodes. Começamos vendo alguns grupos basais dos tetrápodes. Primeiramente com o grupo basal dos anfíbios, tecnicamente o grupo Batracomorpha. A característica básica desses animais é um crânio achatado imóvel e a presença de quatro dedos nas mãos. Essas características ainda permanecem nos grupos existentes hoje, e são de suma importância para diferenciar os anfíbios dos outros animais. Além do mais, pode-se dizer que representam um grupo dos Anamniota, ou seja, que não tem amnion, que é uma membrana que constitui a bolsa amniótica o qual envolve e protege o embrião, presentes nos ovos e em placenta. No entanto, não podemos caracterizar um grupo pelo que ele não tem, porque logicamente anfíbios não geram e nem põem ovos UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 4 propriamente ditos, mas o termo é usado apenas para diferencia-los dos Amniotas. Os Amniotas, são os répteis. Estudamos algumas características basais desse grupo chamadode Antracossauro (Reptiliamorpha). Como o nome já mostra, são animais que agora apresentam amnion envolvendo o embrião em um ovo propriamente dito, com casca para mais proteção no ambiente terrestre. O crânio é considerado “em forma de abóbora” agora apresentando movimento, esse crânio é chamado assim pela sua forma mais arredondada na parte do cérebro, dando uma impressão de abóbora, mais redondo. Diferentemente dos anfíbios, os répteis tem 5 dedos nas mãos. Mas só isso os diferencia? O que mais podemos observar na diferenciação da morfologia externa desses animais é a espessura e umidade da pele, sendo os anfíbios com aspecto de umidade constante na pele (Figura 02), esta que não é queratinizada, sendo mais sensível que a pele dos répteis. O corpo dos répteis se encontra mais erguido do chão, (mais alto?) e com braços e pernas mais “abertas”. (Figura 03) (fig. 02) (fig. 03) UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 5 Vimos então algumas características gerais dos tetrápodes, diferenciando-os com os peixes vistos na matéria anterior. Podemos perceber que os tetrápodes tem o cumprimento do focinho maior que dos peixes, assim como também um maior cumprimento maior do pescoço. Internamente, os tetrápodes tem costelas mais largas e cumpridas, e em sua coluna, houve uma junção maior das vertebras, para que houvesse uma maior sustentação do corpo, que agora se eleva do chão. Todos os ossos agora são mais bem definidos, com articulações, formando membros maiores e firmes. Há a presença de pulmão bem desenvolvido e traqueia. Uma bexiga urinária para a excreção de substancias toxicas do organismo, agora que o ambiente é completamente diferente. Assim como o tipo, o funcionamento e produto final dos rins. Os ovos – com amniota – agora tem um revestimento externo para proteção: a casca. E o início do armazenamento de tecido adiposo, para acúmulo de energia em tempos de estiagem ou escassez de alimento. A saída do meio aquático para o meio terrestre, em contrapartida, resultou nessas novas novidades evolutivas. A sensação do peso do corpo é totalmente diferente na água – mais leve, pois as leis da gravidade são totalmente diferentes na terra. O que causou uma diferença na locomoção e sustentação desse corpo no meio terrestre. A coluna vertebral, agora com as vertebras mais unidas, ainda são presas por arcos neurais – por zigapófise – trazendo mais sustentação ao corpo. A presença do pescoço, que separa o corpo do crânio, deu uma movimentação antes não existente: rotação em 180° da cabeça. Os membros carpos, tarsos e dígitos com ossos diferenciados e firmes. E uma característica muito interessante: modificações na sustentação mandibular, o arco hióide (2° arco branquial) “deixa” sua função principal, que era sustentação, e passa a fazer parte do sistema auditivo, formando ossículos essências e membrana timpânica. Terminados os assuntos, pude perceber o quanto é essencial para um biólogo – que me tornarei futuramente – entender como o processo da evolução envolve tantas áreas do saber em uma fundamentação entre teorias e pensamentos e leis, faz com que o olhar sobre um animal mais complexo que outro, mude totalmente ao compará-los externo – internamente e perceber que todo processo evolutivo ocorreu por busca de melhor forma de vida ou apenas necessidade de sobreviver. A ida do meio aquático para o terrestre, teve influência de muitos fatores vantajosos e não vantajosos, levando a mudança no novo ambiente que tinham climas, vegetações, gravidade totalmente diferentes e mesmo assim, ao longo do tempo, se adequaram, e essa adaptação a qualquer meio é linda de se estudar e se ver. _______________________________________________________ UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 6 AULA IV. 09-04-2019 O GRUPO LISSAMPHIBIA. No dia 09 de abril iniciamos o estudo do grupo Lissamphibia – anfíbios modernos, e suas principais características. Nós conhecemos bem esse grupo, pois estão presentes os sapos, pererecas e rãs (Anura), as salamandras (Caudata) e as Cecílias (Gymnophiona) também conhecidas como cobras-cegas. (fig. 04) Três grandes grupos pertencem a essa sub-classe de cordados que engloba todos os anfíbios viventes, como podemos ver no cladograma acima (fig. 04). Nesta aula vimos um pouco sobre as características gerais desse grupo, como estruturas de tegumento (pele e afins) onde são realizadas as trocas gasosas desses animais e onde são encontradas as glândulas de veneno (que podem ser espalhadas pelo corpo todo ou em um só lugar). Diferentemente dos ancestrais, os ossículos que faziam parte dos arcos branqueais, agora com posição modificada, fazem parte dos ossículos da orelha, formando também uma membrana timpânica, auxiliando numa melhor percepção auditiva. O grupo Gymnophiona apresentam ainda bastonetes verdes, um tipo de células visuais que dão mais luminosidade ao animal. Os dentes são pedicelados e basicamente compostos de uma coroa dentária e uma base compostas de dentina separadas por uma camada não calcificada de dentina, presentes em todos os três grupos. Para a deglutição, esses animais efetuam uma elevação dos olhos (apertando-os), usando todos os músculos do rosto com força, pois não mastigam e utilizam esse mecanismo para engolir o seu alimento por completo. Assim como aquela musiquinha do seriado Chaves, o sapinho faz: hum a hum... (fig. 05) UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 7 (Brincadeiras à parte kkk). Também vimos que os membros peitorais e pélvicos são de igual tamanho e a presença de uma longa cauda (exceto em anura adulto). As salamandras não apresentam costelas como os outros integrantes de Amphibia. Desbravando um pouco do grupo das cobras cegas ou Cecílias (Gymnophiona) podemos ver as diferenciações que a separam em um grupo só. Seu corpo é longilíneo e coberto por anéis dérmicos, apresentam também um par de tentáculos táteis entre os olhos e narinas, e principalmente a ausência de membros, sendo muitas vezes confundida com cobras ou minhocas. (fig. 06) (fig. 07) Por fim, tivemos uma breve introdução da morfologia externa de Anura (sapos, rãs e pererecas) que tem como caracteres gerais: Olhos dorsais com pálpebras superiores e inferiores (pequenas) e uma membrana nictitante (para proteção) no ato de capturar o alimento a membrana se fecha para proteger os olhos do animal (como na imagem 05, língua pra fora e olhos fechados). As narinas são localizadas anteriormente glândulas de venenos pelo corpo inteiro (exceto em sapos, pois existe a presença de uma glândula paratóide localizada lateralmente). A pele é presa à musculatura em alguns pontos específicos e a pele é lisa (mais em rãs e pererecas) propiciando proteção, respiração e absorção de água, sem haver queratinizarão da epiderme. Para auxiliar na umidade da pele existe glândulas mucosas. Podem apresentar cores variadas e chamativas indicando para os predadores que são Anéis Dérmicos Cabeça Tentáculos táteis UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 8 venenosos, essas artimanhas são mais bem visualizadas em rãs e principalmente pererecas. (fig. 08) _______________________________________________________ AULAV. 15-04-2019 (PRÁTICA) AULA PRÁTICA DE LISSAMPHÍBIA No dia 15 de abril tivemos nossa primeira aula prática sobre o grupo Lissanpginia, no entanto, por serem naturais de outros países, não tivemos contato com exemplares de salamandras. Para início começamos observando os exemplares de Anura e de Cecílias e identificando cada integrante dos grupos. Aprendemos um pouco sobre como identificar as diferenças morfológicas entre rãs, sapos e pererecas. Sapos: (fig. 09) Glândulas Paratóides UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 9 Os sapos tem uma aparência mais rugosa e um tanto mais seca (não que sejam) e sua principal diferença é a glândula paratóide (veneno) localizada na lateral logo abaixo da cabeça e na parte inferior das pernas. Pererecas: (fig. 10) As pererecas são um pouco menores (mas nem sempre) tem aparência de “mais úmidas” que sapos e sua principal diferença são as ventosas localizadas nas extremidade de seus dedos e a presença de membranas interdigitais entre os dedos. As glândulas de veneno estão espalhadas por todo o corpo. Rãs: (fig. 11) As rãs tem também uma pele mais lisa, mas não aparentam tão úmidas quanto as pererecas. As glândulas de veneno estão espalhadas por todo o corpo e não há presença de ventosas ou membranas interdigitais em seus dedos. Podem aparecer um pouco mais cumpridas e maiores (mas nem sempre). Eu sabia que existiam essas variedades, mas não sabia diferenciá-las, essa aula foi de extrema importância para meu entendimento sobre o grupo Anura. Depois de escolher um exemplar e identificar todas as suas estruturas externas, meu relatório ficou assim: Ventosas Membranas interdigitais UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 10 (fig. 12) Identifiquei que meu exemplar era uma perereca, pois continha membranas interdigitais e ventosas. Posteriormente, com uma chave de identificação, consegui chegar até a família Hylidae, a família das pererecas. Um pouco depois, a professora começou a dissecar um sapo fresco que coletamos naquela semana, para que víssemos como era internamente também. Conhecemos assim as estruturas internas dos sapos e a distribuição dos deus órgãos. Essa foi uma aula muito interessante, descobri muitas informações que serão importantes para minha futura vida de bióloga, pois que bióloga não saberia a diferença de rãs, sapos e pererecas? Agora eu sei! Haha. _______________________________________________________ AULA VI. 16-04-2019 MORFOLOGIA INTERNA – ANURA No dia 16 de abril, vimos um pouco mais sobre o grupo Anura, agora sua morfologia interna. Como características gerais, seu sistema respiratório é composto por uma narina interligada a boca por uma estrutura chamada coana, efetuando a respiração pulmonar pela cavidade bucal, seus pulmões são apenas sacos elásticos, finos e com dobras internas. Dentro da água, é realizada a respiração cutânea, através da pele altamente vascularizada. Com a passagem do ar que vem da boca para os pulmões, ocorrem vibrações das cordas vocais presentes na laringe, propiciando o conhecido canto do sapo... UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 11 O sistema nervoso é composto por uma medula espinhal e órgãos sensoriais que estão distribuídas em: olfato – sensores olfativos na parede interna nasal; paladar – botões gustativos na língua; visão – olhos bem desenvolvidos. No sistema urogenital já obtemos um rim metanéfrico capaz de reabsorver água. Fora da água a urina dos adultos é composta por um produto nitrogenado (ureia), mas enquanto girinos, depositam amônia. No corpo, há um acúmulo de energia em tecido adiposo que se localiza junto as vísceras, em chamados dígitos de gordura, pois não apresentam um tecido adiposo propriamente dito. O comportamento reprodutivo é realizado pela corte, os machos vocalizam para que as fêmeas em estado reprodutivos se aproximem, nomeado de “canto de chamamento”. Há espécies de anuros que se aproveitam quando outros machos estão cantando para “roubar” a fêmea que se aproxima, surrupiando o acasalamento do coleguinha que estava cantando para sua namorada . Esses fura-olhos são chamados de machos satélite. Na época reprodutiva, os machos desenvolvem um calo nupcial que auxilia no abraço nupcial (amplexo). Apesar de toda essa cerimonia, a fecundação ocorre externamente, quando o macho abraça por trás a fêmea, seu calo nupcial se apoia em sua parte ventral, onde aciona o sinal para ela soltar os óvulos na água para que ocorra a fecundação. (fig. 13) Abraço nupcial Algumas espécies podem apresentar cuidado parental, mas no geral isso não ocorre. Essas espécies carregam seus filhotes (ou ovos) já tendo passado ou não pela metamorfose. Quando filhotes, em fase de girino, são totalmente aquáticos e livre-natantes, efetuando apenas respiração branquial e membros ausentes e se alimentando apenas por herbivoria. Macho Fêmea UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 12 - - - - - - - - - - - - - A METAMORFOSE - - - - - - - - - - - - - - - - Afinal, quais a mudanças que ocorrem para que haja tanta diferenciação entre jovens e adultos? E quais fatores que influenciam nessas mudanças? Ocorrem mudanças na produção de enzimas, influenciando o aumento das atividades metabólicas dos girinos. Começam então o desenvolvimento de membros e de pulmões e por último, a involução da cauda (exceto em salamandras) que pode ocorrer por vários fatores: apoptose, desidratação, murchamento celular ou descamação celular. Por viverem boa parte do tempo na água, estão sujeitos a contato com a poluição dos rios com agroquímicos e outros produtos químicos que causam mutações genéticas, muitas vezes graves. Para entendermos um pouco mais a metamorfose, aqui temos um imagem onde podemos ver todas as fases e o decorrente delas: (fig. 14) Para terminar a aula, começamos a ver um pouco do grupo Urodela (Caudata), onde estão as salamandras. São animais muito bonitinhos, UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 13 muito confundido com lagartos por apresentarem cauda, mas as salamandras não tem escamas como lagartos e sim um tegumento de aspecto úmido. São venenosas como os outros anfíbios e apresentam uma coloração variada também, para avisarem seus predadores de seu perigo – aposematismo, mas também são capazes de se camuflarem. A linga desses animais se projeta em até 2/3 do corpo, seus olhos são frontais e como caracteres defensivos podem realizar mimetismo (imitando as espécies aposemáticas), Tanatose (fingir de morto em situações de perigo) ou Autonomia onde “liberam” um pedaço da cauda para que o predador se envolva e que seja possível efetuar uma fuga. Diferentemente dos Anura, nos Caudata, a fecundação é interna. É muito interessante descobrir o quanto um grupo tão pequeno como Amphibia, com apenas três grupos pode ser tão vasto de diferenças e semelhanças, até mesmo diferenças dentro dos grupos, com as inúmeras espécies descritas e as que se estimasse que existam. _______________________________________________________AULA VII. 22-04-2019 SAINDO DA ÁGUA PARA A TERRA, DIFERENCIAÇÕES. Afinal, o que muda nos hábitos e no organismo do animal logo após a metamorfose? Bem, há uma diferença principalmente na alimentação e na forma de procura do alimento, pois passaram de girinos herbívoros, para adultos carnívoros. Outra grande diferença é a locomoção, pois antes eram livre-natantes e agora tem que lidar com a gravidade erguendo o corpo do solo e sustentação do corpo, com a formação dos ossos. Comparando com os grupos totalmente terrestres, chamados de amniotas (presença de amnion na formação embrionária) podemos ver claramente as diferenciações existentes no organismo de terrestres propriamente ditos e grupos transicionais: Os anaminiota – anfíbios, se locomovem trotando, com flexão do corpo (pular/saltar). Os amniota andam com 3 patas sobre o solo de cada vez (trote/salto/galope/ricochete). Em amniota a circulação sanguínea é dupla, pois precisam de uma pressão maior para levar o sangue até o cérebro, pois a cabeça é elevada. Os amniotas tem diversos mecanismos para evitar a perda de água para o ambiente, já que o meio aquático não é mais tão presente, a presença de escamas, pelos ou penas é um bom exemplo, além UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 14 disso há a queratinização da epiderme associadas com glândulas sebáceas evitando a perda de água por evaporação, e também a presença de rins metanéfricos, capazes de reabsorver a água. Nos animais de “sangue frio” como é o caso de répteis, há uma dependência de calor externo absorvido pelo sol. A absorção do calor ocorre pela exposição do animal ao sol, que pode ser lateral ou paralela. Para esse evento, diversos detalhes influenciam: ocorre uma mudança de coloração (pois exposto pode chamar atenção – camuflagem), o animal escolhe um local mais ventilado, para que possa manter o equilíbrio termino e não superaquecer e etc. A visão dos animais em ambiente terrestre também é diferenciada, pois se torna mais eficiente, assim como a audição também mais eficiente, visando melhores chances de sucesso na caça de alimentos. Por fim, tivemos uma breve introdução sobre os Amniota. Como eu já havia citado algumas vezes, esse grupo é referente ao amnion, um tecido de proteção presente em embriões e ovos com casca. As animais desse grupo apresentam uma impermeabilidade na pele, uma ventilação costal, e uma diferenciação no padrão de fenestrações do crânio, esta que separa os grupos dentro dos amniota em: Anápsida – crânio compacto, sem fenestração; Diápsida – crânio com duas fenestrações (Anápsida e Diápsida formam Sauropsida (cobras e lagartos); e por último Sinápsida – com uma só abertura, sendo o grupo dos mamíferos. (fig. 15) É por essas e outras que os mamíferos como nós não viemos evoluindo continuamente de um só animal. Houve uma época em que um se distinguiu em dois grupos distintos, sem relação entre si, apenas com um mesmo ancestral. Agora eu compreendo por quê nunca formos répteis, mas já fomos peixes... _______________________________________________________ UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 15 AULA VIII. 23-04-2019 ESPIRAL CONSTRUTIVISTA DE TESTUDINES. No dia 23 de abril de 2019, com o auxílio de alguns vídeos propostos pela professora, fizemos nossa primeira espiral construtivista do semestre. Como de costume, a partir dos vídeos, anotamos as características que achamos interessantes sobre o grupo e que até então não sabíamos. (fig. 16) Após uma breve discussão sobre o que não sabíamos sobre as Testudines, nós elaboramos problemas, hipóteses e perguntas a partir das dúvidas comuns a todos. E então essas foram os problemas e hipóteses: (fig. 17 e 18) UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 16 E a partir disso, elaboramos as perguntas, ás quais iremos responder na próxima aula: (fig. 19) _______________________________________________________ AULA IX. 29-04-2019 RESPOSTAS DE ESPIRAL CONSTRUTIVISTA - TESTUDINES. No dia 29 de abril de 2019, nos reunimos novamente, agora para discutirmos sobre as respostas que encontramos da espiral c. elaborado para o grupo Testudinata. Na primeira questão, eu e grande parte de meus colegas acabamos descobrindo que a lua não tem uma influência direta com as tartarugas, e pelo contrário da nossa hipótese inicial, a lua interfere apenas na ação das marés, que quando altas, podem causar perdas até significativas na quantidade de ovos depositados na área que sofre influência das ondas, alterando também no desenvolvimento sexual dos embriões, já que esse também depende da umidade. Alguns de meus colegas, trouxeram a informação que a lua “chama” os filhotes recém-nascidos para a direção correta: o mar. O seu brilho acaba atraindo os filhotinhos para a água, tendo interferência quando há luzes elétricas acesas próximo ao local da desova. No entanto, não há evidências de que a lua, com seu grande poder gravitacional na Terra, tenha alguma outra influência na vida das tartarugas. Na segunda quentão, pude ver que variados fatores, além da temperatura, interferem no desenvolvimento sexual dos filhotes, tais UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 17 como a umidade da areia e do ar, e concentrações de oxigênio e dióxido de carbono, dentro da cova. Descobri que, diferentemente de nós mamíferos, esses animais assim como os demais répteis, não tem uma definição de sexo pelo genoma, pois não apresentam cromossomos sexuais (X e Y) por exemplo. A depender do réptil, a temperatura mais alta ou baixa, estimulam a produção de tais proteínas que participam das etapas iniciais do desenvolvimento embrionário, definindo a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor. No caso das tartarugas, a temperatura mais alta, influência na maior produção de proteínas do sexo de maior porte, que é o feminino. Na terceira questão, vimos que as tartarugas usam provavelmente o mesmo mecanismo de orientação usado para encontrar as áreas de forrageio e de repouso. A familiaridade com os sinais locais é um eficiente método de navegação desses animais, que também utilizam o sol para se orientar. Os principais estímulos para a navegação das tartarugas são as informações quimio-sensoriais, a influência das correntes marítimas e dos campos magnéticos presentes em diferentes localizações do planeta, orientando assim, esses animais a voltarem para seu local de origem. Na quarta questão, as pesquisas a partir de isótopos estáveis se dão através de isótopos de hidrogênio e oxigênio presentes na água usada pelos vegetais para se desenvolverem. E em isótopos de carbono, nitrogênio e enxofre são usados para elucidar vias fotossintéticas, processos fisiológicos nos vegetais ou na determinação das fontes de alimento para consumidores em teias alimentares aquáticas. Os isótopos estáveis estão presentes nos ecossistemas e sua distribuição natural reflete a história dos processos físicos e metabólicos do ambiente, por isso são usados para estudos ambientais e ecológicos de tais indivíduos, caracterizando qual o seu tipo de alimentação e até em qual ambiente (ecossistema) advém o alimento. Na quinta questão, vimos um pouco sobre as principaiscausas da morte de indivíduos jovens, o que acarretam numa menor população de tartarugas adultas. Muitas espécies de quelônios, apresentam baixas taxas de crescimento e requerem longos períodos de tempo até atingirem a maturidade, as tartarugas marinhas e jabutis sofrem muito por conta disso, pois estão estre as maiores do grupo, e com uma taxa de crescimento muito lento, estando mais vulneráveis a contratempos quando menores, assim como a predação (há predadores de recém- nascidos rodeando a praia sempre que ocorre uma desova). A distribuição geográfica limitada, também acarreta num maior número de indivíduos mortos por predação, ou caça indiscriminada (como no Japão/China, onde as tartarugas são usadas como principais alimentos e supostos medicamentos). Além do mais, a taxa reprodutiva também é baixa, já que existem uma menor população de adultos aptos para UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 18 reproduzirem, sem contar a poluição, causada pelo homem, tudo isso afetando negativamente as taxas de animais maduros. Na sexta questão, pesquisamos um pouco sobre como as tartarugas respiram durante a apneia (suspensão da respiração pulmonar), as tartarugas aquáticas usam a pressão hidrostática da água para ajudar o ar a se mover para dentro e fora dos pulmões. Além disso, algumas tartarugas são capazes de absorver oxigênio e liberar dióxido de carbono, durante os longos mergulhos, usando principalmente a faringe e a cloaca para realizarem as trocas gasosas. A sétima questão, era sobre o funcionamento da vocalização entre as Testudines, tentando entender se era comum em todos os tipos de tartaruga dentro do grupo. Descobri que apenas alguns jabutis vocalizam, durante a corte, sendo esses sons descritos como grunhidos, gemidos e urros. Já outras tartarugas lacustres (cágados) e marinhas usam sinais táteis (fig. 20), visuais e olfativos para a comunicação e interação social. As tartarugas marinhas, utilizam mais os sinais visuais e principalmente olfativos para interagirem. (fig. 20) Na última questão, procuramos sobre como se forma a estrutura mais rígida das tartarugas: a carapaça. Essa carapaça, é formada basicamente por escudos dérmicos que recobrem os ossos dérmicos fundidos à coluna vertebral e às costelas nomeadas como casco dérmico flexível, permitindo ao animal se esconder dentro do seu “escudo”. A parte ventral do corpo é chamada de plastrão e também é recoberta por escudos dérmicos. Podemos ver na figura 21 a seguir, o padrão de organização desses escudos, formando então a carapaça que protege as tartarugas. Pude ver, o quanto aprendemos nessa metodologia de espiral construtivista, pois abordamos quase todos os assuntos desse grupo. Com a ajuda da professora, conseguimos entender melhor sobre aquilo que pesquisamos, tirando as dúvidas e curiosidades que tínhamos. Aprender assim se torna muito mais interessante, sendo uma importante ferramenta para nossa formação. (fig. 21) eee e UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 19 (fig. 22) __________________________________________________________________ AULA X. 30-04-2019 TESTUDINATA – DIAGNOSE. No dia 30 de abril iniciamos a aula das principais características do grupo Testudinata. A professora procurou abordar apenas algumas características importantes as quais não abordamos na espiral construtivista anterior, pois fomos bastante profundos durante as pesquisas . Antigamente, dava-se o nome “Quelônia” para caracterizar o grupo das Testudines e como já havíamos citado, seu crânio não apresenta fenestras temporais, sendo chamado de anapsida. Há uma grande problematização sobre onde as testudines realmente se encaixam nos cladogramas atuais, pois são os únicos répteis sem fenestras. Foi criado então, um grupo chamado “Pararépteis”, onde há organismos já extintos que também são anapsidos e que as tartarugas são as únicas viventes, pois acreditavam que esses poderiam ser seus ancestrais. Atualmente, as Testudines representam um grupo muito diferenciado destre todos os animais, onde é quase impossível saber de onde e quando surgiram, pois nos registros paleontológicos, os quelônios encontrados já são bastante diferenciados, não deixando dicas de UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 20 como ocorreu a evolução para a formação da estrutura biológica mais intrigante do reino animal: seu casco. Lendo um artigo publicado por ROSSETTI, Victor (2018) no site netnature, vi que algumas pesquisas atuais apontam que as testudines não são répteis primitivos como muitos pensam (logo, não fazem parte dos pararépteis ?), mas que possivelmente elas estejam mais relacionadas com o grupo composto por aves e crocodilianos (Arcossauria), incluindo também os lendários dinossauros. O estudo mostra também que durante o desenvolvimento embrionário, as tartarugas primeiro estabelecem um plano básico corporal dos vertebrados e só em seguida começa o seu desenvolvimento diferenciado, fundindo suas costelas para a formação do casco. É difícil afirmar de qual animal ancestral as testudines se diferenciaram, mas alguns estudos mostram uma possível relação com os Placodontes, répteis “eurápsidos” (diápsidos modificados ?) extintos que apresentavam “cascos” mas não são considerados tartarugas, pois não tem a fusão das costelas, apenas grandes placas dérmicas, o que podem então reforçar a teoria de que as testudines podem ter surgido a partir de um ancestral diápsido, perdendo suas fenestras com o passar da sua evolução. Portanto, a sua origem ainda é um mistério, necessitando de mais estudos e discussões para se chegar a uma conclusão. (fig. 23) O casco das testudines, como já abordado na espiral, é formado por um casco (formado a partir de suas costelas fundidas) recobertos por uma camada de escudos dérmicos formando juntos, a carapaça e o plastrão. A carapaça pode se variar em diferentes morfologias a depender da espécie (sendo que nem todas as testudine pertencem à mesma linhagem), pois depende de cada tipo de epderme, tamanho do animal e também dimorfismo sexual da espécie (o plastrão do macho é diferenciado – côncavo – auxiliando na hora do acasalamento). UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 21 (fig. 24) (fig. 25) As tartarugas, cágados e jabutis podem apresentar diferenciadas morfologias, distribuídas em muitas espécies. Um modo de classificação é dado pela posição de recolhida do pescoço, podendo ser Pleurodira (recolhe o pescoço para dentro do casco, e apresentam uma vértebra cervical mais longa) ou Cryptodira (recolhem o pescoço lateralmente ao casco, apresentam uma vértebra cervical em maior número e mais curta, apresentando um maior pescoço) (fig. 26) _______________________________________________________ UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 22 AULA XI. 06-05-2019 TESTUDINATA – TEÓRICO/PRÁTICA. No dia 06 de maio, continuamos com a diagnose das Testudines, agora no laboratório, observando as estruturas das tartarugas de perto enquanto as estudávamos. Boa parte desse assunto, já abordamos durante a espiral construtivista e na aula anterior, então vimos apenas algumasoutras informações complementares. Começamos vendo sobre o processo de respiração das Testudines na Terra (na água, vimo durante a espiral que ela pode mergulhar por longos períodos – estado de apneia – diminuindo seu fluxo sanguíneo). Seu pulmão é preso a carapaça e ao puxar seus membros anteriores, causa um pressão interna que auxilia a entrada repentina do ar aos pulmões (por conta da gravidade, o ar tente a “percorrer” os locais pressionados, buscando o equilíbrio), efetuando assim a respiração. Durante a apneia, o sangue venoso não necessita mais em ser enviado aos pulmões para que haja as trocas gasosas, então a pressão sanguínea se torna mais lenta e a respiração debaixo d’água pode ser efetuada pela faringe ou pela cloaca, como vimos na espiral construtivista, onde a taxa de oxigênio é reduzida, portanto não sendo mais eficiente tanto quanto a respiração na Terra (muito mais oxigênio). A regulação térmica é realizada pela exposição ao sol, pois ainda são animais ectodérmicos, que precisam de calor externo para a regulação de sua temperatura. Algumas Testudines, como os cágados, sobem às arvores em busca de uma melhor exposição ao sol (suas garras auxiliam) e quando se super-aquecem “se jogam” na água para resfriar. (fig. 27) A corte e socialização se realizam através de sinais táteis, visuais e olfativos, como já havíamos visto. Os sinais táteis correspondem a uma série de movimentos realizados pelos machos nas fêmeas, geralmente na região da cabeça, como podemos ver na figura 20, isso UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 23 ocorre principalmente em cágados. A comunicação visual, é dada através de padrão de cores distintivas, geralmente em machos, estão dispostas listras coloridas (ou brancas) na região do dorso, pescoço e membros, chamando atenção da fêmea – seletividade (?) - para que ocorra a corte, também ocorrentes em cágados e jabutis. Já os sinais olfativos, ocorrem principalmente em tartarugas marinhas, permitindo que encontrem parceiros mesmo a quilômetros de distância, através de cheiro, possivelmente feromônios, liberados na água. Ao final da prática, iniciamos o assunto de Diápsida (Lepdossaura – cobras e lagartos). No grupo Lepdossaura, temos uma ramificação para a ordem Squamata, que englobam serpentes, lagartos e anfisbenas. (fig. 27) Como características gerais, o grupo Squamata apresenta um tegumento com escamas de placas dérmicas recobertas por uma epiderme queratinizada, que pode ser trocada algumas vezes durante a vida do animal, sendo atemporal, depende do desgaste da pele. Uma característica muito importante do grupo é a fenda cloacal transversal e a presença de um hemipênis bifurcado em machos. O crescimento de Squamatas é determinado e podem ser divididos em dois grupos: Iguania – iguanas; e Scleroglossa – lagartos, serpentes e anfisbenas (cobras de duas cabeças). Os lagartos são tetrápodes, podem ser zigodáctilos e cauda preênsil (camaleões), com tegumento diversificado e línguas bífidas, não- bífidas ou elásticas. As Amphisbaenia, muito conhecida por cobra de duas cabeças, tem o tegumento em anéis (quadriculados), com crânio rígido com diferentes morfologias de cabeça (quilhadas, achatadas ou arredondadas), com ausência de membros e vivem enterradas no substrato. O grupo Sphenodon é representado por apenas uma espécie de lagarto residente da Nova Zelândia (Tustara) e se diferencia apenas pelo padrão de dentição, pois apresenta duas fileiras de dentes na UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 24 maxila superior, presença de espinhos dorsais (nas costas) e podem até serem considerados fósseis-vivos por serem entes aparentemente pré-históricos. Há ainda, o grupo dos lagartos verdadeiros, distribuídos em Scleroglossa e Iuania. Esses animais possuem, no geral, membros locomotores (brações e pernas) que auxiliam sua locomoção, caracterizando-os como tetrápodes, já que não rastejam como as cobras. Há uma grande variedade de morfologias de lagartos, de tamanhos e hábitos distintos distribuídos em muitas famílias, sendo os mais conhecidos, os camaleões e iguanas (Iguania) e as lagartixas (Scleroglossa). No geral, apresentam membros, cintura e esterno, pálpebras recobrindo nos olhos e tímpanos nos ouvidos internos. O padrão de escamas ventrais são dispostos em várias fileiras de escamas e não apresentam um cinetismo craniano. Como estrutura reprodutora, os machos apresentam hemipênis, geralmente bífido, localizado na cloaca, sendo essa uma cloaca transversal. No grupo das serpentes, há um padrão de escamas ventrais alongados, diferente dos demais do grupo Squamata. E pelo contrário do que grande parte pensa, nem toda cobra que recebe o nome de serpente é peçonhenta, existem também serpentes constritoras, que não possuem presas inoculadoras e veneno, mas muitos músculos distribuídos no corpo, apertando sua presa até que desmaie ou morra, tornando-a mais fácil de engolir, já que não estarão mais se debatendo. Nas serpentes houve uma perda de membros locomotores – evidenciados em pesquisas científicas que comprovam ainda uma cicatriz no local onde havia membros, acredita-se que essa perca evolutivamente facilitou a sua locomoção, tornando-as rastejantes, e mais veloz na Terra. Houve também, juntamente com a perca dos membros, perca de ossos da cintura, e do esterno, tornando-as mais alongadas e lisas, facilitando também uma locomoção rastejante. Os olhos das serpentes não possuem pálpebras, e aberturas externas da orelha, tornando-as surdas. As escamas ventrais são distribuídas em placas transversais grandes, apresentando também um cinetismo craniano. Na cloaca, também transversal (pois é uma característica de Lepdossauria) há hemipênis, às vezes bífidos, e a língua sempre bífida aparentes capazes de sentir odores olfativos, possibilitando captar localizações de presas e também de perigo. Acredita-se que a perca de membros e todas as suas outras modificações internas e externas, ocorreram evolutivamente em função do ambiente, pois sem membros, tornaram mais fácil a locomoção em tais ambientes, como em estratos arborícolas e arbustos densos. Algumas serpentes peçonhentas, não todas, possuem uma estrutura capaz de perceber imagens térmicas, auxiliando na caça de presas, que estão localizadas entre os olhos e narinas, chamadas de fosseta loreal. UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 25 _______________________________________________________ AULA XII. 07-05-2019 APRESENTAÇÃO DE SEMINÁRIO No dia 07 de maio, tivemos a primeira apresentação de seminário, realizada pelos meus colegas, sobre os répteis. É interessante termos contato com os trabalhos científicos que são realizados por pesquisadores, e quando abordam o assunto que estamos vendo, torna o nosso conhecimento muito mais enriquecedor. _______________________________________________________ AULA XIII. 13-05-2019 SQUAMATA – PRÁTICA. No dia 13 de maio, tivemos nossa aula prática do grupo Squamata. Tivemos contato com exemplares de diversas espécies de cobras, lagartos e anfisbenas, podendo facilmente identificar as estruturas que os diferenciam. Eu escolhi observar, desenhar e identificar as estruturas de um exemplar de lagarto, mas também observei e desenhei as diferenciações de cobras (peçonhentas ou não)e anfisbena. Meu relatório ficou como mostra a figura X. Eu pude identificar, com o auxílio de uma chave de identificação, que o exemplar que eu observei era da família Iguanidae, ou seja, era um tipo de iguana, no entanto não muito grande e diferenciada como as que estamos acostumados. Nessa aula pude diferenciar facilmente um anfisbena de uma cobra, pois o padrão de escamação é muito diferente, pois o corpo segmentado das anfisbenas, tornam as suas escamas “quadriculadas”. É um animal muito confundida, por leigos, com vermes e principalmente minhocas, por conta dessa segmentação bastante aparente, no entanto, é de fácil diferenciação por conta das escamas que recobrem seu corpo, entre outras estruturas. (fig. 28) UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 26 (fig. 29) Pude ver a diferença entre uma cobra venenosa e uma cobra não- venenosa. Como o tamanho da cabeça e seu formato, sendo maiores e triangulares em serpentes venenosas, mas nem sempre isso é de acordo a realidade. Pude perceber também que toda serpente que tem uma fosseta loreal, localizada ente as narinas e os olhos, são venenosas, no entanto algumas serpentes venenosas podem não ter essa característica. As escamas de serpentes peçonhentas e não- peçonhentas também é diferente, pois as peçonhentas apresentam um aspecto mais rugoso, com escamas maiores e mais grossas. O caractere que mais pode diferencia-las de uma vez por todas é a dentição, pois cobras venenosas apresentam dentes capazes de inocular a peçonha nas presas, que apresentam padrões diferentes e realmente podem distinguir serpentes venenosas e não-venenosas. (fig. 30) UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 27 _______________________________________________________ AULA XIV. 14-05-2019 MORFOLOGIA INTERNA. No dia 14 de maio, continuamos o assunto de Squamata, vendo então um pouco sobre a morfologia interna das serpentes e dos lagartos. As cobras, tanto as constritoras como as peçonhentas, engolem suas presas inteiras, num processo de deglutição ás vezes bem demorado dependendo do tamanho do alimento. Para isso, as cobras possuem mandíbulas bastante flexíveis capazes de se esticarem e abrir bastante a boca, para permitir a passagem. Essa vantagem, se dá pela perca do osso julgal, no crânio, onde a mandíbula é presa ao crânio apenas por ligamentos. Durante a deglutição, a respiração das serpentes ficaria comprometida, já que a garganta está bastante ocupada pela presa, assim, as cobras apresentam uma estrutura chamada glote, localizada na parte inferior da boca, que permite a passagem do ar até os pulmões . (fig. 31) Por não apresentarem membros, cintura e esterno, as cobras possuem apenas um esqueleto espinhal que vai do crânio até a ponta do rabo, possuem vértebras mais flexíveis que dão agilidade e sustentação ao seu corpo alongado. As serpentes peçonhentas, podem ser neurotóxicas e hematóxicas/citotóxicas, sendo essas utimas, as mais perigosas, pois causam hemorragias internas, coagulação sanguínea da vítima, e insuficiência renal, entre outros sintomas. Já as serpentes constritoras, capturam as presas pelas mandíbulas e envolvem-na com o corpo em espiral pressionando, muitas vezes quebrando alguns de seus ossos. Durante a constrição, toda vez que a presa exala ar, na tentativa de respirar, a cobra aperta mais ainda, ajustando seu corpo. A hipótese mais aceita, é que a presa morre por asfixia, já que não consegue expandir o tórax para inalar o ar. Como órgãos sensoriais, as cobras apresentam uma visão muito baixa e sem percepção de ondas sonoras, capazes de perceber apenas vibrações mecânicas. As línguas bífidas são olfativas e quimiorreceptoras juntamente com as narinas e órgão vomeronasal. Como percepções térmicas, apresentam a fosseta loreal (apenas em algumas espécies de cobras peçonhentas). Nos lagartos, a espinha dorsal se estende apenas até uma parte da cauda, não sendo totalmente ossificadas, o que permite autotomia Glote UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 28 (desgrudamento de parte da cauda para fuga de predador). Os lagartos apresentam comportamentos de forrageio diferenciados: há lagartos que sentam e esperam seu alimento passar, ficando boa parte do tempo escondidos (evitam predadores); há lagartos que são intermediários, também chamados de forrageadores errantes, ora sentam e esperam, ora procuram suas presas; e há lagartos forrageadores ativos, que procuram por seus alimentos (ficando expostos a seus predadores). Os répteis são animais de sangue frio ectodérmicos, que precisam de calor externo (sol), capazes de absorver calor para manter a temperatura do corpo. Para isso, os lagartos ficam expostos ao sol, preferencialmente em superfícies que esquentam com mais facilidade (rochas) e locais mais ventilados, para não haver superaquecimento. Essa absorção de calor externo é necessário para o bom funcionamento do organismo, pois em baixas temperaturas, o desempenho do organismo é baixo, conseguindo aquecer o corpo mais rapidamente e resfriar lentamente. _______________________________________________________ AULA XVI. 27-05-2019 ESPIRAL CONSTRUTIVISTA – CROCODYLLA. No dia 27 de maio, fizemos nossa segunda espiral construtivista (a primeira sozinhos!!!) onde assistimos alguns vídeos escolhidos pela professora, nos reunimos e elaboramos (sozinhos) os problemas e a partir disso as hipóteses e as questões. (fig. 32) UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 29 (fig. 33) (fig. 34) __________________________________________________________________ UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 30 AULA XVII. 31-05-2019 (Reposição). RESPOSTAS DE ESPIRAL CONSTRUTIVISTA – CROCODYLLA. No dia 31 de maio, numa sexta, tivemos reposição de aula pra compartilharmos o que encontramos sobre a espiral construtivista que fizemos. Na primeira questão, podemos ver que dentre os répteis, os crocodilos são os únicos que apresentam o comportamento de cuidado parental, protegendo os ovos, ajudando nas fases de eclosão dos ovos e pós eclosão, permanecendo ao lado dos recém-nascidos por algum tempo. Há espécies que cuidam dos filhotes por semanas, outras por meses e outras, durante alguns anos. Esse cuidado se dá para proteção dos ovos e filhotes contra predadores, para assegurar maior taxa de sobrevivência durante as fases de fragilidade. Na segunda questão, descobrimos que os crocodilos, não apenas fêmeas, dormem em alerta, pesquisas apontam que os crocodilianos dormem apenas com um hemisfério do cérebro por vez, deixando a outra metade ativa e em vigilância. Esse tipo de sono é chamado de sono uni-hemisférico. Alguns pássaros, golfinhos e outros répteis também são capazes de tal astúcia. A terceira questão, foi muito interessante, vimos que apesar das grandes feridas causadas pelas lutas de território, os crocodilos são animais que quase nunca desenvolvem infecções. Pesquisas mostram que o “antibiótico natural” presentes no sangue desses animais conseguem matar uma grande variedade de bactérias, incluindo superbactérias resistentes a medicamentos e comunspor causarem infecções hospitalares. Algumas pesquisas estão sendo desenvolvidas a partir do sistema imune desses animais para o desenvolvimento de tratamentos contra o HIV (Aids), pois as proteínas presentes no sangue do crocodilo matou o vírus em amostras laboratoriais. Uau! Na quarta questão, vimos no vídeo que os irmãos Brutus e Nero apresentam comportamentos de caça distintos, então pesquisando sobre os tipos comportamentais de forrageio desses animais, podemos ver que eles podem apresentar diferentes tipos de caça, como caça ativa; caça de espera; caça de curral; caça de isca; caça subaquática; caça por golpe de rabo; caça acústica; entre outras. Na quinta questão, vimos que durante a apneia seu metabolismo baixa bruscamente, auxiliado pelo coração altamente adaptado e o metabolismo baixo, usando o oxigênio em menor quantidade e conseguem “segurar” a respiração por muito mais tempo. Além disso, seu coração adaptado tem um vaso sanguíneo que permite que o sangue seja parcialmente desviado dos pulmões enquanto está UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 31 submerso, uma válvula que ajuda nesse mesmo processo e outros tecidos moles que desviam o fluxo do sangue. A sexta questão não conseguimos desenvolver, apesar do vídeo trazer o termo “aves inversas”, não conseguimos encontrar nada sobre o assunto, até mesmo em trabalhos científicos. A sétima questão, observamos sobre as principais funções das penas em aves, pude ver que as penas não servem apenas para cobrir o corpo e facilitar o voo desses animais, as penas também conseguem reter o ar e proporcionar um acolchoamento que conservam o calor do corpo das aves, as tornando endotérmicas, pois são capazes de armazenar seu próprio calor. Além disso, proporcionam uma defesa antipredatória (camuflagem) e são importantes elementos de comunicação dentre espécies (penas nupciais em algumas espécies). Na oitava questão, pesquisamos um pouco sobre as teorias de voos que vimos nos vídeos, buscando entende-las um pouco mais. Pude ver durante as pesquisas que os dinossauros tiveram primeiro penas, sem funções aparentes, para depois conseguirem voar. A evolução sempre funciona dessa forma, a característica surge sem ter uma função inicialmente, mas com o decorrer do tempo aquela mutação pode selecionar positivamente esses animais pelas as pressões ambientais, dando-lhes uma vantagem em cima daquela mudança. Duas teorias tentam explicar a origem do voo: a teoria arborícola – de cima para baixo – considerando que os ancestrais das aves viviam no topo das árvores e dessa forma pulavam de galhos em galhos, com garras que auxiliavam se agarrar nos troncos, e a partir disso começaram a planar sobre o ar quando mudavam de galho; há também a teoria terrícola – de baixo para cima – onde considera-se que os ancestrais das aves eram na verdade corredores bípedes que começaram a voar correndo ou se impulsionando do solo, a partir de pequenos e rápidos saltos para escapar de predadores, ou até mesmo saltar sobre suas presas. Na última questão, pesquisamos um pouco mais sobre os ancestrais de as aves aquáticas e como isso favoreceu a sobrevivência desse único grupo irmão dos dinossauros até hoje, uma informação dada no vídeo. Pelas minhas pesquisas, vi que os ancestrais das aves viverem tanto no solo, como na água. Na terra, conseguiram sobreviver ao meteoro que matou todos os outros dinossauros, ocupando as árvores somente depois do ressurgimento das florestas, desenvolvendo membros mais curtos e característicos para agarrar galhos e ramos, ou ancestrais de aves que sobreviveram por conta da água, pois já foram encontrados fósseis de ancestrais de patos e gansos que existiram antes mesmo do meteoro cair sobre a terra. _______________________________________________________ UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 32 AULA XX. 07- 06-2019 ARCOSSAURIA – DIAGNOSE. No dia 07 de junho de 2019 iniciamos a aula sobre as principais característica do grupo Arcossauria, apenas complementando as informações que não foram abordadas durante a 2º espiral construtivista anterior. O grupo Arcossauria, é representado por crocodilianos, aves e os extintos (e lendários) Dinossauros, sendo um grupo bem diverso de animais e morfologias tanto internas como externas. Apresentam, além disso, algumas características gerais como a presença de abertura rostro orbital (novidade evolutiva), dentes cumpridos lateralmente (exceto em aves) e pela presença do 4º trocanter no osso fêmur. Do grupo inteiro, os representantes viventes são apenas Crocodyllia (crocodilos e jacarés) e Aves (como descendentes dos Dinossauros). (fig. 35) Amniota Saurópsida Anápsida Diápsida LEPIDOSSAURIA ARCOSSAURIA Crocodilia Dinossauria Aves UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 33 Separando por grupos, vamos começar falando um pouco sobre as características dos Crocodilianos, também chamados de “Loricata”. Os crocodilos, jacarés, aligátores e gavicais apresentam narinas na extremidade do focinho, o que o auxilia ficar submerso na água somente com o focinho para fora; apresentam uma coana, agora mais no final da boca, recoberto por um tecido (prega) que separa a cavidade oral da glote, impedindo de se engasgarem durante a deglutição dentro d’água. Normalmente, são chamados de fósseis- vivos por apresentarem muitas características ancestrais, e até mesmo caracterizados como descendentes de “dinossauros” por leigos, apesar de não terem uma linhagem direta com eles. Apresentam cerca de 3 famílias, separando seus representantes. A família Alligatoridae é representada pelos jacarés (Fig. 36) e aligátores (Fig. 37) de água doce. (fig. 36 e 37) A família Crocodilidae referentes aos crocodilos de água salobra. (fig. 38) Já a família Gavialidae são representados pelos Graviais (na Índia). (fig. 39) UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 34 Na morfologia externa de Loricata, caracterizando todos os representantes, temos um tegumento revestido por placas dérmicas, feitas de escamas ossificadas, também chamadas de “córneas retangulares”, dando um exoesqueleto de aspecto robusto e rígido aos animais. (fig. 40) Há também a presença de glândulas de Almíscar, responsáveis por lhes proporcionar um olor (odor) específico. Existem as chamadas costelas abdominais vão além das torácicas, apresentando também vértebras diferenciadas, um crânio diapsídio (com duas fenestras temporais), e uma mão com 5 dedos. Na morfologia interna, o encurtamento do seus músculos depressores da mandíbula, dificultam seu impulsionamento para abrir a boca. Em compensação, os músculos adutores mandibulares são mais longos e apresentam mais força, dando-lhes uma mordida forte e certeira! O coração crocodiliano tem septo separando os ventríloquos completamente e quando em processo de apneia (vimos no espiral) o coração “mistura” um pouco do sangue venoso com o sangue arterial na tentativa de oxigenar (porém não conseguem ficar tanto tempo assim como mostrou o vídeo). Como órgãos de sentido, os crocodilianos apresentam botões gustativos na língua, o que lhespropicia o paladar. A sua visão é adaptativa ao ambiente terrestre (não enxergam bem na água), e apresentam glândulas lacrimais (Uauuu!) que protegem os olhos durante a deglutição do alimento, liberando lágrimas (a expressão “lágrimas de crocodilo” vem disso). Existe a presença de membrana timpânica no ouvido, dando-lhes uma boa audição. O olfato, propicia percepções químicas tanto na água como no ar, como bons caçadores. E uma incrível saliência nas maxilas dão-lhes percepção mecânica, auxiliando durante o mergulho, já que sua visão não ajuda muito. Muitas outras características abordamos durante a espiral construtivista, o que torna nosso conhecimento muito mais abrangente pois fazemos nossas mesmas dúvidas e quando pesquisamos e discutimos sobre elas, aprendemos de um modo diferente e bastante divertido. UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 35 AULA XXI. 10-06-2019 DINOSSAURIA/APRESENTAÇÃO DE SEMINÁRIOS. No dia 10 de junho tivemos nossa aula sobre a diagnose do grupo Dinossauria (dinossauros + e aves), como também abordamos algumas características na 2° espiral construtivista, e tendo logo depois uma apresentação de seminário dos meus colegas. Diapsida Lepidosauria Archosauria Crocodylia Pterosauria Dinosauria Ornithischia Thyreophora Ornithopoda Marginocephalia Saurischia Sauropodomorpha Theropoda Aves Pterossauros e aves se convergem evolutivamente, sendo que Pterossauros (NÃO SÃO DINOSSAUROS!) eram grandes animais voadores, de ossos ocos (mais leveza) e grandes, com a presença de uma membrana estendida sobre um único dedo (4º), dando-lhe uma asa, sendo esse o primeiro vertebrado voador, já extinto. Suas linhagens são insertas, mas sabe-se que não tem relações filogenéticas com as Aves (descendentes dos Dinossauros). (fig. 41) As aves são hoje animais muito diversos, que habitam por todo o mundo, demonstrando que de certa forma, os dinossauros ainda “dominam” a Terra. Dinossauria apresenta como caractere geral um pescoço em forma de S, os membros peitorais com menos da metade do comprimento dos pelvinos (braços e mãos bem curtinhas, sendo UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 36 uma tendência ao bipedalismo), e o 4º dedo da mão reduzido (diferenciando dos Pterossauros). O grupo Dinossauria se divide em Ornithischdscia e Saurischia. Onde Ornithischia tem uma grande distinção: uma pelve com púbis direcionado para trás (Fig. 45). Apresentam cerca de 3 táxons Thyreopoda, Ornithopoda e Marginocephalia. (fig. 42) Já o grupo Saurischia apresenta agora o osso da pelve com púbis direcionado para a frente (Fig. 45). Com apenas 2 táxons: Sauropodomorpha (Quadrupedes herbívoros, Fig. 43) e Theropoda (Bípedes carnívoros, Fig. 44), o ultimo como ancestrais diretos das Aves atuais. (fig. 43) (fig. 44) (fig. 45) _______________________________________________________ UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 37 AULA XXII. 17-06-2019 A EVOLUÇÃO DOS DINOSSAUROS VIVENTES. No dia 17 de junho, começamos ver sobre a evolução dos Dinossauros para aves viventes, onde pudemos compreender o seu “surgimento” e possível superação, já que seu ancestral com todo seu imenso grupo se extinguiu repentinamente. (fig. 46) Sendo o único grupo vivente de Therápsida, esses descendentes diretos dos Dinossauros ainda cercam o mundo com suas diferentes morfologias. Mas afinal como houve a evolução dos Dino em Aves? As aves e os Tharapsidos possuem caracteres morfológicos convergentes, como um pescoço em forma de S móvel, um pé com três dedos voltados para frente e um direcionado para trás (denominado de pé tridátilo), uma postura digitígrada (apoia o peso do corpo nos dedos) e ossos ocos e ossos pneumáticos. E quando comparados aos Dromeosauria (seus antecedentes mais próximos), identificam-se em caracteres como o “osso da sorte” chamado de fúrcula, formada pela fusão das clavículas, e uma fusão do osso esterno. As penas, características de aves, surgiram ainda em dinossauros não-aves, pois ainda não tinha uma função tão específica quanto o voo. No livro “A vida dos vertebrados” (Pough 4º edição), as não-aves foram consideradas “a descoberta mais dramática no estudo da evolução das aves” ocorrendo com o registro, no início de 1996, de dinossauros que não eram aves, mas que tinham penas. Estruturas semelhantes (menos elaboradas) as penas foram encontradas em dinossauros Sinosauropteryx, mostrando que as penas apareceram ainda sem uma função específica (assim como todo caractere evolutivo – vou levar isso pra vida toda). UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 38 Não se sabe ao certo pra que as penas eram usadas ainda nesses animais, se não voavam, já que estudos trazem que não usavam diretamente pra a endotermia (eram ectotérmicos!). Segundo o Pough (4º ed.), as penas poderiam ser usadas como posturas corporais (dimorfismo sexual ou apenas ornamentação) para gerar movimentos relacionados a interações sociais (acasalamento) como é observado nas aves atuais. Ou em último estágio, penas mais desenvolvidas poderiam ser usadas para cobrir os ovos no ninho, protegendo-os de dia e aquecendo-os durante a noite. No registro paleontológico, o fóssil de ave verdadeira mais antiga já encontrada, é da chamada Archeopteryx (fig. 47), o dinossauro ave que deu origem ao voo. Ela apresentava penas bem mais desenvolvidas, desencadeando uma série de teorias sobre a verdadeira origem do voo: teoria arborícola (da arvore para baixo), teoria terrestre (do chão para cima – essas já foram descritas nas respostas da 2º espiral construtivista. E a teria alternativa, que enquadra que o voo teria surgido a partir de: armadilhas utilizadas na captura de alimento; Apêndices vibráteis, auxiliando no salto sobre a presa; Ou a partir do Alongamento das penas, conduzindo o voo abatido. (fig. 47) E assim evoluíram as aves, a partir dos Dinossauros, dando origem às que conhecemos hoje. As aves apresentam algumas caracteres diferentes de suas ancestrais (novidades evolutivas), sabe-se que os dinossauros continham dentes, pois seus ancestrais advinham de uma linhagem carnívora. No entanto, nas aves atuais, houve a perda progressiva dos dentes, juntamente com o desenvolvimento de um bico altamente resistente e especializado para cada tipo de vida. A cauda também foi se perdendo aos pouco (extensão das vertebras da coluna) contendo hoje apenas penas dando o aspecto maior à essa UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 39 cauda. A Endotermia também é uma novidade evolutiva bastante importante para esses animais, propiciada pelas penas, ainda não se sabe ao certo a partir de que ancestral as aves começaram a reter seu calor no corpo. As aves modernas são hoje apresentadas como Neonirthes, esta que é dividia entre duas principais ordens Neognathae e Paleognathae, separadas pela posição mandibular e outras caraterísticas. A super ordem Paleognathae (Ratitas) é representada pelas aves não-voadoras,com ossos pré-vômeros que se estendem caudamente para trás (sendo sua mandíbula mais longa). O fato de não voarem poderia estar relacionado com os seus hábitos ancestrais? Pois bem, poderia isso ser características de aves que ainda continham dentes, mas de origem ainda é incerta, pois alguns pesquisadores acreditam que elas tenham se originado a partir das aves Neognathae, contendo características embrionárias da mesma. No entanto, podem ser caracteres que acabaram convergindo entre as duas super-ordens com o passar da evolução, não havendo ainda uma certeza absoluta. São representadas pelos Avestruzes, Emas e etc. (fig. 48) As aves Neognathae, são as aves que voam (com algumas exceções) e que apresentam o osso pré-vômero não se estendendo caudamente (contendo uma mandíbula mais curta). Apresentam caracteres de aves sem dentes. Sendo apresentadas pelas aves mais conhecidas, tendo uma imensa diversidade. (fig. 49 e 50) Como características gerais de todas as super-ordens, as aves modernas apresentam como morfologia externa, um tegumento formado por um bico córneo, Escamas recobrindo tanto os pés quanto as penas. Essas penas que se desenvolvem a partir de placóides em regiões determinadas (podemos ver isso bem explícito nos filhotinhos ainda em crescimento das penas), em diferentes morfologias e apresentando funções diferentes. Nas regiões chamadas de ptérilas, há a inserção de penas maiores, e nas regiões aptérilas, não há essa inserção de penas grandes, sendo preenchidas pela plumagem. UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 40 As penas podem apresentar uma infinidade de funções, que se desenvolveram depois do seu surgimento, como um caractere evolutivo que proporcionou melhor adequação dessas aves no mundo. As penas e plumagens, são capazes de propiciar o isolamento térmico, tornando as aves produtoras do seu próprio calor, pois agora esse calor é retido no seu corpo. Algumas penas, ainda se especializaram para promover o voo. As aves aquáticas, como os patos, usam as penas para flutuarem sobre os rios e lagos, onde impermeabilizam essas penas a partir de glândulas sebáceas localizadas no final de sua curta cauda. As penas podem ainda propiciar a camuflagem e são usadas para exibições de cortejo às fêmeas ou briga por território, algumas dessas já haviam sido citadas durante a espiral. As penas podem então ser divididas em penas de voo (maiores, com desenvolvimento nas regiões ptérilas) e penas de contorno (menores, e em regiões aptérilas) podendo as últimas serem divididas em plumas (presença nos filhotes) e semi-plumas (nos adultos). Para o desenvolvimento do voo, as aves tiveram que passar por uma série de modificações internas e externas, já que o voo não é uma condição muito simples. Durante a evolução as aves voadoras, houve o alongamento, fusão e porosidade de seus ossos, juntamente com uma caixa craniana bem mais leve. As penas são leves, aerodinâmicas e bem resistentes. Dando-lhes a condição de boas voadoras, já que seu peso corporal foi reduzido gradativamente. Internamente, os músculos do peito de aves podem atingir até 35% de todo o seu peso corpóreo, onde apresentam um grande coração adequado para o gasto energético, pois consegue realizar rápida circulação sanguínea. Existe ainda, a presença de sacos aéreos (capazes de armazenar ar) juntamente com pulmões, perda de alguns órgãos como a bexiga urinária, na intenção de diminuir o peso do corpo e também atrofiamento dos órgãos sexuais nas fêmeas e machos durante o período não-reprodutivo (ou perca – fêmeas tem apenas um ovário). Tudo em função de propiciar melhor adequação ao voo. _______________________________________________________ AULA XXIII. 18-06-2019 AVES – DIAGNOSE. No dia 18 de junho, tivemos a continuação sobre a diagnose das aves, mostrando também suas outras adequações aos diferentes ambientes em que vivem. Existem cerca de três principais tipos de aves adaptadas em meios aquáticos: Aves que nadam e voam; UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 41 Aves que mergulham e voam, chamado de “voo marinho”; E aves que apenas nadam, chamado de “voo submarino”; As aves também foram capazes de colonizar diferentes ambientes da Terra, se adequando a cada um deles. Algumas aves, como as citadas a cima, conseguem viver tranquilamente em ambientes aquáticos podendo até mesmo nadar e mergulhar. As aves capazes disso, apresentam algumas modificações em sua morfologia externa e interna, como a presença de membranas interdigitais, adaptando-as para o nado (ou podem não ter membranas) e seus bicos são altamente diversificados, adaptados cada um para seu tipo de alimentação. (fig. 51) Na morfologia interna, as aves apresentam a presença de uma moela (esse que age como um estômago mecânico), longas línguas (principalmente em aves especializadas para alimentação de formigas ou de néctar), e a presença de um papo, capaz de armazenar temporariamente a comida, também sendo capaz de produzir “leite” (chamado de “leite de papo”) induzido pelos filhotes para sua alimentação durante os primeiros dias de vida. No sistema circulatório, a única diferença do seu coração é que agora a veia aorta é voltada para a direita, mesmo saindo do ventríloquo esquerdo. Seu sistema respiratório é formado por sacos aéreos e pulmões (somente os pulmões efetuam as trocas gasosas), o ar é inspirado pelas narinas, que passam pela coana presente e posterior, e uma faringe, realizando juntos uma respiração complexa que passa por 4 processos: 1- Inspira e armazena o ar nos sacos aéreos; 2- Expira, tirando o ar já usado para fora dos pulmões, armazenando no saco aéreo anterior, depois liberando-o. Data o início de um novo ciclo respiratório; 3- Inspira, passando o ar dos sacos aéreos para o pulmão; 4- E expira, retirando o ar dos pulmões, onde é armazenado no saco aéreo anterior, onde depois será liberado; (Ver Fig. 52) UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 42 (fig. 52) No sistema sensorial, as aves apresentam uma visão com alta acuidade (aves de rapina por exemplo) ligadas ao seu hábito alimentar, pois precisam avistar sua presa, mesmo enquanto voam no alto e para isso apresentam olhos grandes em forma tubular, onde em sua retina há a presença de péctens (vasos) melhorando sua visão. A audição também é bastante desenvolvida, usada tanto para procura de alimento quanto na fuga de predadores. Estudar os descendentes diretos dos dinossauros foi muito emocionante, primeiro pelo fato de que eu nem imaginava que as aves eram tão antigas, e segundo porque as características evolutivas delas se adaptaram amplamente a vida na Terra, me fazendo pensar que sua sobrevivência (e não extinção, como seus ancestrais) está diretamente relacionada com sua incrível capacidade de modificação. _______________________________________________________ AULA XXIV. 25-06-2019. DIAGNOSE DE SYNÁPSIDA Os sinápsidos filogeneticamente evoluíram antes dos reptilianos, mostrando que os ancestrais mamíferos já colonizavam a Terra mesmo durante o “domínio” dos grandes dinossauros. De fato, após a UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 43 extinção dos Dino, começarama diversificar-se e percorrem por todo o mundo, sendo hoje o grupo mais diverso, representados pelos mamíferos não-placentários e, principalmente, os mamíferos placentários. Evolutivamente, tem-se como base, que a evolução dos mamíferos partiu de uma separação de ancestrais de répteis, que deram origem a outros animais (mamíferos), portanto, nós e os répteis temos os mesmos ancestrais... Os primeiros synápsidos, eram semelhantes a répteis e ainda não eram mamíferos verdadeiros. Já extintos, esses ancestrais apresentavam apenas uma fenestra temporal, dando nome ao grupo. Os fósseis ancestrais aos mamíferos são representados por animais muito semelhante a répteis, sendo o primeiro sinapsídeo um animal com grandes prolongamentos da espinha dorsal, revestidos por uma membrana, chamados então de Pelycossauros (Fig. 53). (fig. 53) Uma hipótese bem trabalhada sobre a presença dessa prolongação da coluna revestida por membrana, é que esses animais procuravam se aquecer mais rapidamente, já que estenderam seu tamanho corporal. (fig. 54) Outros primeiros synapsídeos não-mamalianos são os Therapsidos, que por sua vez eram divididos em Dicinodontes (perda repentina dos dentes, sobrando apenas dois dentes caninos) e Cynodontes (dos quais erradiaram os mamíferos verdadeiros aturais. Uma característica que chama muito a atenção ainda no grupo Cynodontia é a provável formação de pelos observada pela presença de foramens próximos ás narinas, mostrando a possível existência de UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 44 vibrissas (bigodes de gato) nos registros paleontológicos. Porém é muito difícil identificar fósseis de animais caracterizando-os como mamíferos ou não mamíferos, já que essa condição mamífera se dá pela presença de glândulas mamárias e presença de pelos, o que não se preservam nos registros fósseis. O grupo Monotremata, embora seja classificado como um mamífero primitivo (o mais primitivo até então) seus registros fósseis são muito escassos e fragmentados, dificultando sua correta posição filogenética. Mas uma característica que os põe nessa posição, é a condição crânio-mandibular, onde sua mandíbula, assim como em todos os mamíferos atuais, é conectada diretamente ao crânio, onde os antigos (3) ossículos que faziam essa ligação, se modificaram para a formação do ouvido interno, agora bem desenvolvido. (fig. 55) _______________________________________________________ AULA XXV. 01-07-2019. LINHAGEM DOS MAMÍFEROS ATUAIS. Estudos mostram, que os mamíferos já eram bastante diversos ainda no período Cretáceo, quebrando o paradigma que os primeiros mamíferos eram restritos a pequenas criaturas noturnas. Os primeiros mamíferos (não-Térios) ainda não eram placentários e ainda não continham mamilos apropriados para a lactação (apenas dois poros por onde saem o leite – lambeção), são ainda viventes representados pelos ornitorrincos e equidnas (chamados de Prototéria). São animais ovíparos, onde os filhotes nascem de ovos externos ao corpo, sendo considerados como uma radiação independente dos Cinodontes, de características primitivas e que deram origem à ordem Monotremata. (fig. 56) Ossículos do ouvido interno. UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 45 (fig. 57) . Todos os mamalianos são caracterizados pela lactação (presença de glândulas mamárias), presença de pelos (endotérmicos) com pele lisa ou rugosa (enrugada) e escamas (nos pelos e caudas). A caixa craniana é fechada, por fechamento da fenestra temporal, havendo apenas uma pequena depressão no local. Uma articulação dentário- esquamosal, onde a mandíbula é ligada diretamente ao crânio. Os dentes são heterodontes (formas e funções variadas), onde os dentes permanentes cranianos (2º troca) tem raízes duplas, membros sob o corpo, não sendo mais dispostos lateralmente. As articulações do tornozelo são bem desenvolvidas e a presença de vértebras no pescoço que auxiliam a rotação da cabeça em 180º (chamadas de complexo atlas-axis). Os synapsídeos mamíferos atuais que designatos de Thérios, são divididos ainda em não-placentários (Marsupiais) e placentários (Eutérios). (fig. 58) Os Therios, no geral, dão a luz a filhotes (paridos) – não mais por ovos – e apresentam agora mamas bem desenvolvidas com a presença de mamilos, que auxiliam na sucção do leite pelo filhote – não mais por “lambeção” do leite. O septo urogenital apresentam dois orifícios: uma abertura anal e outra abertura urogenital – não havendo mais um cloaca. Uma orelha externa, onde internamente apresenta um complexo de 2 voltas e meia chamado de labirinto (ligado ao equilíbrio). Os marsupiais, chamados de Metathéria, são os primeiros representantes do grupo, onde ainda não apresentam placenta durante o desenvolvimento dos filhotes no útero. Os ossos epipúbios são curtos, o que impedem o nascimento dos filhotes de maior porte, UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 46 ocorrendo então p nascimento prematuro desses filhotes, que se alojam após o nascimento no marsúpio (bolsa externa, onde se encontram as mamas – porém nem todos tem marsúpio), onde se agarram ao mamilo e terminam de se desenvolver. Nos adultos, o dentário tem um ângulo distinto, tendo os ossos nasais mais alongados e uma substituição somente do dentre pré-molar. (fig. 59) Os animais Eutherios, apresentam a maior diversidade do mundo animal, sendo caracterizados principalmente pela presença de um desenvolvimento placentário do embrião (o embrião é diretamente ligado ao corpo da mãe através da placenta, que nutre o filhote até a hora do seu nascimento, pela ausência dos ossos epipúbicos que proporciona o nascimento de filhotes bem mais desenvolvidos e de maior porte. Nos adultos, o dentário não tem ângulo distinto, tendo os ossos nasais retangulares, tendo toda a dentição pré-molar substituída (dentes de leite – dentes permanentes). No final da aula, dividimos grupos pelos quais ficaram responsáveis em apresentar as principais ordens de mamíferos viventes, onde eu e minha colega Amanda, ficamos responsáveis por apresentar sobre as ordens Perissodactyla, Tubilidentata, Hyracoidea, Probóscidia e Sirenia. _______________________________________________________ AULA XXVI. 08-07-2019. MORFOLOGIA EXTERNA – EUTHERIA. No dia 08 de julho de 2019, iniciamos a aula com a continuação sobre os animais mamíferos Eutérios. Na morfologia externa, apresenta como tegumento na epiderme que pode ser fina ou grossa queratinizada (mais proteção), sendo que em alguns animais há a presença de escamas sem beta-queratina (pengolins, tatus e cauda de outros animais). Há a presença de pelos UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 47 (na maioria) propiciando o isolamento térmico, camuflagem e percepção tátil (vibrissas). Há a presença de variadas glândulas na derme dos animais, sendo as glândulas sebáceas responsáveis dela impermeabilização da pele (evitando o ressecamento), glândulas écrinas (sudoríparas) liberação de calor, glândulas apócrinas (comunicação química – feromônios) e glândulas mamarias que propiciam a lactação dos filhotes. No sistema circulatório, a aorta agora é virada para a esquerda (saindo do ventrículoesquerdo) – diferentemente das aves. O sistema urogenital é composto por rins metanefro, com tendência a separação dos canais e produzindo ureia e ácido úrico (produtos nitrogenados). A placenta, grande novidade do grupo, pode ser diferentes tipos, de acordo ao animal e ao desenvolvimento embrionário. A placenta é um canal de ligação entre a mãe e o filhote (útero e cordão umbilical), acoplados em uma única estrutura formada a partir de tecidos do útero juntamente com tecidos embrionários, que se fundem . (fig. 60) (fig. 61) No final da aula, eu e minha colega Amanda, apresentamos o seminário sobre os mamíferos, e escolhemos os mamíferos aquáticos pra isso. Escolhemos um artigo sobre o comportamento de brincadeira observado em golfinhos brasileiros, realizado por SPINELLI, L. et al (2002) “Identificação e descrição da brincadeira em uma espécie pouco estudada, o boto cinza (Sotalia fluviatilis), em seu ambiente natural”. UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 48 Foi um trabalho muito legal de ser apresentado, pois descobri que a brincadeira durante a infância é muito importante para todos os animais. _______________________________________________________ OUTRAS AULAS – de 09 a 23/07. Dia 09/07 nós realizamos um TBL sobre a segunda parte do documentário, agora de “Quando Éramos Répteis”. É uma triologia muito interessante, e garanto que foi muito divertido assisti-lo, pois aprendemos bastante durante essa metodologia ativa. No dia 15/07 nós assistimos a terceira parte da triologia “Quando Éramos Primatas” e UAU! Foi incrível. Descobri informações sobre a evolução humana que eu nem imaginava, realmente que triologia! Após o vídeo, discutimos sobre as coisas que mais achamos interessantes e assim construímos nossa última espiral construtivista, elaborando apenas 4 questões: 1. Que teorias explicam o bipedalismo? Discorra sobre cada uma delas. 2. Quantas vértebras tem os chimpanzés e quantas vértebras tem nos humanos? 3. Qual a influência da infância no processo de evolução humana? 4. Pesquise sobre sinestesia. Que seriam discutidas no último dia de aula (23/07). Após isso, apresentamos o seminário sobre as ordens de mamíferos que citei no final da aula XXV. No dia 22/07 tivemos nossa última prova, que estudei fazendo esse presente portfólio, mas que por conta da pressão do final do semestre, não consegui dar o meu melhor nessa prova, cometendo confusões por falta de atenção... mas na primeira prova, fui muito melhor, também estudei discorrendo sobre as nossas incríveis aulas desse semestre aqui, foi de tamanha importância pra mim, pois é um momento de aprendizagem, reflexão e relaxamento. No dia 23/07, finalmente estava acabando esse semestre!!!! (fig. 62) Fiquei aliviada, porém triste por encerrarmos essa matéria, mas também feliz de nos vermos novamente semestre que vem, em Comportamento Animal, tenho ótimas expectativas para esta nova matéria! UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS DEUTEROSTÔMIOS II. 49 Bom, iniciamos então nossa roda de conversa para conversarmos um pouco sobre as respostas da espiral construtivista que conseguimos encontrar, foi muito interessante sobre tudo que pesquisei e aprendi, mas não irei entrar em detalhes desta vez (infelizmente, estou cansada). No final da aula, nos reunimos para comer um bolo lindo que organizamos para a nossa querida professora, e pra nós. (fig. 63) Foi um imenso prazer participar de todas essas aulas, com certeza pude aprender e compreender mais tudo que me cerca a partir disso, e com a mesma palavra que me avaliei nesta matéria, digo que foi muito INTERESSANTE tudo que vimos a partir de toda as matérias de Deuterostômios. Acredito, que como uma futura bióloga, usarei muitos desses conhecimentos no meu dia a dia, até mesmo fora da minha área de trabalho, pois atualmente sempre me pego explicando algo que aprendi durante minha aprendizagem nessas aulas para pessoas a minha volta, e isso me deixa feliz, pois é algo que é uma área que eu sempre gostei, e estudar um pouco mais sobre me fez descobrir informações e gerar novos modos de visualizar os animais Deuterostômios de uma maneira que eu nunca vi, e isso é maravilhoso. Portanto, só tenho a agradecer por todo aprendizado, paciência e, o mais importante, por me fazer me apaixonar ainda mais pela zoologia. OBRIGADA! (fig. 64)