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–, o que reduziu a quantidade e 
variedade de peixes da região.
Quanto à participação do poder público local na elaboração de ações estra-
tégicas relacionadas à biodiversidade, os participantes do Fórum destacaram 
a parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Associação 
Mico-Leão-Dou rado para a realização de cursos, com foco na preservação e 
conservação ambiental. Apesar da existência de órgãos ambientais no municí-
pio, a fiscalização é insuficiente, dificultando o compromisso das autoridades 
competentes com a sustentabilidade e a biodiversidade.
Ao longo dos anos, a exploração dos recursos naturais tem causado sérios 
danos ao meio ambiente, resultando na extinção local de espécies. Segundo 
os participantes, a introdução de espécies exóticas (como o tucunaré, o bagre 
africano e o mico-estrela) compromete a biodiversidade local. Nas áreas urba-
nas e rurais, há grande preocupação com a proliferação do caramujo africano. 
A coruja buraqueira ocorre em quase 
todo o Brasil, exceto na Região 
Amazônica
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Érika Cardoso
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Érika Cardoso
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PROPOSTAS
• Alta prioridade • Média prioridade • Baixa prioridade
• Cuidados com a biodiversidade
 Articulação
1. 1. Fortalecer a parceria da Secretaria Municipal de Meio Am-
biente com o Ibama para fiscalizar e proteger a diversidade 
biológica da região.
 Comunicação
2. 2. Divulgar e conscientizar proprietários sobre a importância 
dos corredores ecológicos.
3. 3. Divulgar a biodiversidade da região ao longo das estradas 
de acesso ao município.
4. 4. Divulgar a existência do banco de sementes de plantas nati-
vas, em parceria com o Jardim Botânico e o Horto Municipal.
5. 5. Conscientizar a população, especialmente as crianças, sobre 
a importância da diversidade biológica do município.
 Estudo técnico
6. 6. Realizar um inventário da f lora e fauna do município, di-
vulgando seus resultados para a população.
InfraestruturaInfraestrutura
7. 7. Construir uma escada de peixes na barragem.
 Planejamento
8. 8. Sensibilizar os proprietários de terras a promover a aver-
bação da Reserva Legal, visando à expansão dos corredores 
ecológicos existentes na região.
9. 9. Estimular a reintrodução, reprodução e conservação de espé-
cies nativas da região com projetos controlados (ex.: iniciati-
vas da UFRRJ, projeto Palmito Ambiental, da APPBLRJ).
• Controle de espécies exóticas
 Articulação
1. 1. Realizar parcerias com instituições especializadas para pes-
quisar possíveis soluções para os problemas e desenvolver 
ações adequadas.
 Fiscalização
2. 2. Fiscalizar a introdução de peixes exóticos, especialmente 
os carnívoros, na Lagoa de Juturnaíba, evitando a exter-
minação da biota natural.
 Comunicação
3. 3. Intensif icar a campanha do Dia C (caramujos africanos), 
realizando-a com mais frequência:
 • divulgar melhor as ações adequadas para eliminar os 
caramujos;
 • divulgar o controle natural dos caramujos com galinhas-
d’angola, gambás, aves pernaltas aquáticas, cães, felinos, etc;
 • utilizar folhetos com ilustrações que ajudem a população 
a distinguir o caramujo africano dos nativos.
 Possíveis parceiros
Abratur . Agenersa . Águas de Juturnaíba . Associação de Pesca-
dores de Juturnaíba . Associação do Patrimônio Natural (APN) 
. Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) . BioVert . Centro de 
Primatologia . Concessionária Auto Pista Fluminense . Conser-
vação Internacional do Brasil . Consórcio Intermunicipal Lagos 
São João (CILSJ) . Coordenadoria Regional de Educação Serrana 
. Curso Normal Sérvulo Mello . DER . DNOS . Eletrobras Furnas 
. Emater-Rio . Escola Mata Atlântica de Aldeia Velha . Fazenda 
Águas Claras de Maratuã . Fazenda Santa Helena . Fiperj . Fo-
lha dos Municípios . Fundação SOS Mata Atlântica . Grupo de 
Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável 
do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de 
Janeiro (Gema) . Horto Municipal . Ibama . ICMBio . Inea . Inter 
TV . Jardim Botânico do Rio de Janeiro . Jardim Zoológico do 
Rio de Janeiro . Jornal Boa Semente . Jornal da Cidade . Museu 
Nacional do Rio de Janeiro . Oriente Engenharia . Prefeitura 
Municipal . Prolagos . Proprietários de RPPNs. Proprietários 
de tanques artificiais . Rádio Litoral (Programa Nossas Águas, 
Nosso Chão) . Rádio Serramar . Seap . Secretaria Especial de 
Aquicultura e Pesca . Secretarias Municipais (Agricultura, 
Educação, Meio Ambiente) . Uenf . UFRJ . UFRRJ . Vigilância 
Sanitária . Viveiro de Mudas Nativas do Parque . WWF.
Possíveis fontes de financiamento
Banco do Brasil . CIID . Conservation International do Brasil . 
FNMA . Funbio . Fundação O Boticário de Proteção à Natureza 
. Fundação Ford . Ministério da Aquicultura e Pesca . Governo 
do Estado . Fundação SOS Mata Atlântica . WWF.
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
O aumento da concentração dos gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera 
contribui para a retenção de calor na Terra, provoca a elevação da tempera-
tura média do planeta e é a principal causa das mudanças climáticas. Isso se 
deve, principalmente, à queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás natural 
e carvão mineral), ao desmatamento, às queimadas e aos incêndios f lorestais. 
As principais consequências do agravamento do efeito estufa são: tempe-
raturas globais médias mais elevadas, resultando em ruptura dos sistemas 
naturais; mudanças nos regimes de chuva e nos níveis de precipitação em 
muitas regiões, com impactos na oferta de água e na produção de alimentos; 
maior incidência e intensidade de eventos climáticos extremos, como ondas 
de calor, tempestades, enchentes, incêndios e secas; elevação do nível do mar 
e alterações de ecossistemas, como o aumento de vetores transmissores de 
doenças e sua distribuição espacial.
Na maioria dos países, a maior dificuldade para controlar a emissão de GEE 
reside na queima de combustíveis fósseis para a obtenção de energia. Já no 
Brasil, as principais causas são as queimadas e as emissões dos veículos au-
tomotores. A temperatura média no País aumentou aproximadamente 0,75ºC 
no século 20, o que tem intensificado a ocorrência de secas e enchentes, 
e provocou o surgimento de fenômenos climáticos que não ocorriam no 
Brasil, como furacões.
O clima de Silva Jardim é do tipo tropical úmido, com sazonali-
dade bem definida. O verão é quente, úmido e muito chuvoso, com chuvas 
concentradas de dezembro a março. Já o inverno é frio e seco. Com base nos 
dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (2006), a tempe-
ratura média anual é de 24°C e a precipitação média anual é de 1.600 mm, 
aproximadamente.
O crescimento urbano desordenado contribui para as mudanças climáticas na 
região. Além disso, a prática de queimadas realizadas por alguns agricultores 
pode contribuir para o aumento da temperatura, além de modificar a umi-
dade relativa do ar. Paralelamente, o intenso tráfego de veículos na BR-101, 
aliado à instalação de indústrias, favorece o aumento da concentração dos 
gases de efeito estufa.
No município há grande preocupação com o pouco conhecimento disponível 
acerca das consequências da instalação de indústrias atraídas pelo Comperj 
sobre a qualidade do ar, e os participantes temem que um de seus impactos 
seja o agravamento da emissão de gases causadores das mudanças climáticas. 
Temem também que venha a faltar uma estrutura apropriada de monitoramento 
e fi scalização na região.
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