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Agenda 21 ok

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procura mecanismos para se envolver de alguma maneira 
na gestão municipal.
Assim a Agenda atua como uma ferramenta que une os diversos seguimentos sociais em prol do tão desejado 
desenvolvimento sustentável. Foi assim que descobrimos a verdadeira identidade, o perfil da nossa cidade e 
não podemos exitar em valorizar o potencial que temos, nos orgulhando no resgate de um município rural e 
ecológico e com tantos atrativos ainda desconhecidos.
Estamos felizes por ter vencido mais uma etapa, por sabermos que às vezes as coisas andam muito devagar, 
mas é importante não parar e qualquer um pode fazer um pequeno progresso e, que ao nos comprometermos, 
façamos intensamente, apaixonados, pois quanto mais nos dedicarmos mais nos aproximamos do nosso objetivo.
Queremos agradecer a todos que colaboraram direta ou indiretamente na construção da nossa Agenda e, agora 
é chegado o momento de juntos colhermos. Passamos por vários obstáculos, mas valeu a pena, pois foi a união 
de um grupo de voluntários que com suas experiências e vivências expressaram seus anseios e devaneios e, 
em prática elaboraram propostas que foram discutidas por diversos pensares e olhares para que hoje pudés-
semos apresentar a toda população.
Parabéns a todos e vamos continuar nossa luta coletiva por uma Silva Jardim melhor, por uma cidade verde, 
reconhecida e respeitada, pr incipa lmente pelos própr ios munícipes , pois é muito bom v iver aqui .
Antônio Carlos Vairo dos Santos Marly Oliveira Carvalho da Fonseca Jorge Ribeiro Rosa
Naide de Pinho Pereira dos Santos Helder Espedito Costa de Abreu
Olivvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvveiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiirarararrrrrrrrrrrrrrrrrrrarrrrrrrrrrrarrrrarrrrrrrrarrrrr CarvalhoC lll V i d Jorge RRiRR beiro Rs Vairo dos Santos
d Pi h P i d S
Sumário
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A AGENDA 21 13
 A Agenda 21 Local 14
 A Agenda 21 no Brasil 15
AGENDA 21 COMPERJ 16
 Agendas 21 Locais na Região 16
 Premissas 17
 Organização da Sociedade 17
 Metodologia 18
 Desafios e Lições Aprendidas 22
O MUNICÍPIO DE SILVA JARDIM 25
 Características 25
 Um pouco da história de Silva Jardim 26
 Processo de construção da Agenda 21 Local 
 em Silva Jardim 27
AGENDA 21 DE SILVA JARDIM 30
 Para ler a Agenda 30
 Vetores qualitativos e os 40 capítulos da Agenda 21 
 em Silva Jardim 31
 Vocação e Visão 34
ORDEM AMBIENTAL 37
 Recursos Naturais 38
 Recursos Hídricos 45
 Biodiversidade 50
 Mudanças Climáticas 54
ander
Realce
ander
Realce
ORDEM FÍSICA 59
 Habitação 60
 Saneamento 66
 Mobilidade e Transporte 73
 Segurança 76
ORDEM SOCIAL 81
 Educação 82
 Educação Ambiental 86
 Cultura 89
 Saúde 93
 Grupos Principais 96
 Padrões de Consumo 102
 Esporte e Lazer 104
ORDEM ECONÔMICA 107
 Geração de Trabalho, Renda e Inclusão Social 108
 Agricultura 114
 Indústria e Comércio 119
 Turismo 122
 Geração de Resíduos 126
MEIOS DE IMPLEMENTAÇÃO 131
 Ciência e Tecnologia 132
 Recursos Financeiros 136
 Mobilização e Comunicação 141
 Gestão Ambiental 143
AÇÕES DA PETROBRAS NA REGIÃO 147
 Programas ambientais 147
 Projetos sociais 149
GLOSSÁRIO (SIGLAS) 152
PARTICIPANTES 156
CRÉDITOS TÉCNICOS E INSTITUCIONAIS 163
13
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
E A AGENDA 21
A sustentabilidade não tem a ver apenas com a biologia,
a economia e a ecologia, tem a ver com a relação que 
mantemos com nós mesmos, com os outros e com a natureza.
(Moacir Gadotti)
A vida depende essencialmente do que a Terra oferece – água, ar, terra, 
minerais, plantas e animais. Todavia, há algumas décadas, esses recursos 
naturais vêm dando sinais de esgotamento ou de degradação, principalmente 
em função do consumo dos seres humanos, que estão se apropriando de cerca 
de 20% da produção mundial de matéria orgânica. Como um planeta com 
recursos em grande parte finitos pode abrigar e prover a crescente população 
de seres humanos e as demais espécies que nele vivem?
Evidências científ icas sobre os crescentes problemas ambientais levaram 
a Organização das Nações Unidas (ONU) a reunir 113 países, em 1972, no 
primeiro grande evento internacional sobre o meio ambiente – a Conferên-
cia das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento e Meio Ambiente Humano, 
conhecida como Conferência de Estocolmo. Uma das conclusões do encontro 
foi que era preciso rever a própria noção de desenvolvimento. Para tanto, foi 
criada a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, que, em 
1987, publicou o relatório “Nosso Futuro Comum”, no qual foi consagrado o 
conceito de “desenvolvimento sustentável”.
A Comissão declarou que a economia global, para atender às necessidades 
e interesses legítimos das pessoas, deve crescer de acordo com os limites 
naturais do planeta e lançou o conceito de sustentabilidade. “A humanidade 
tem a capacidade de tornar o desenvolvimento sustentável – de assegurar 
que ele atenda às necessidades do presente sem comprometer a habilidade das 
futuras gerações de satisfazer suas próprias necessidades.”
Em busca desse novo modelo de desenvolvimento, em 1992 a ONU convocou 
a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, 
realizada no Rio de Janeiro e que ficou conhecida como Rio-92. Tratou-se, na 
época, do maior evento voltado para o meio ambiente até então realizado pela 
ONU, contando com a representação de 179 nações e seus principais dirigentes.
Um dos principais resultados da Rio-92 foi o documento do Programa Agenda 
21, que aponta o desenvolvimento sustentável como o caminho para reverter 
tanto a pobreza quanto a destruição do meio ambiente. O documento lista as 
ações necessárias para deter, ou pelo menos reduzir, a degradação da terra, 
do ar e da água e preservar as f lorestas e a diversidade das espécies de vida. 
Trata da pobreza e do consumo excessivo, ataca as desigualdades e alerta 
14
para a necessidade de políticas de integração entre questões ambientais, 
sociais e econômicas. 
Em seus 40 capítulos, o documento detalha as ações esperadas dos governos 
que se comprometeram com a Agenda 21 e os papéis que cabem a empresá-
rios, sindicatos, cientistas, professores, povos indígenas, mulheres, jovens e 
crianças na construção de um novo modelo de desenvolvimento para o mundo.
A Agenda 21 local
Mais de dois terços das declarações da Agenda 21 adotadas pelos governos 
nacionais participantes da Rio-92 não podem ser cumpridos sem a cooperação 
e o compromisso dos governos locais. Em todo o documento há uma forte 
ênfase na “ação local” e na administração descentralizada.
Mais precisamente, a ideia da elaboração das Agendas 21 Locais vem do 
capítulo 28 da Agenda 21, o qual afirma que é no nível local que as ações 
ocorrem concretamente e, assim, as comunidades que usam os recursos natu-
rais para sua sobrevivência é que podem ser mais eficientemente mobilizadas 
para protegê-los.
A Agenda 21 Local é um processo de elaboração de políticas públicas volta-
das para o desenvolvimento sustentável e de sua implementação por meio da 
formação de parcerias entre autoridades locais e outros setores, orientando-os 
rumo ao futuro desejado.
O processo de construção de Agendas 21 Locais se inicia com um levantamento 
dos problemas, preocupações e potencialidades de cada território, seguido 
da elaboração de um plano local de desenvolvimento sustentável, de forma 
consensual e com ampla participação de todos os setores da sociedade. 
A construção das Agendas 21 Locais se dá por meio dos Fóruns de Agenda 21, 
espaços de diálogo onde representantes de diversos setores da sociedade se 
reúnem regularmente para acompanhar