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Licenciatura em Computação 
 
Disciplina: Atualidades em Educação e Diversidade 
Tutor: Ana Maria Tassinari, Cristiane Regina Tozzo RA: 8068363 
Aluno(a): Leandro Alfredo Carlos Turma: 2019/2 
Unidade: Pouso Alegre - MG 
 
 
Refletir sobre o papel que a educação deve representar nos processos de 
inclusão de alunos das comunidades indígenas. 
Os índios brasileiros eram divididos em tribos, de acordo com o tronco 
linguístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias 
(região do Planalto Central), aruaques ou aruak (Amazônia) e caraíbas ou karib 
(Amazônia). 
Atualmente, calcula-se que apenas 800 mil índios ocupam o território 
brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo 
governo. São cerca de 305 etnias indígenas e 274 línguas. Porém, muitas delas não 
vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco 
fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural. 
Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da 
agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente 
mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a 
técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio). 
Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco 
do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é 
relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma 
galinha. 
 
Principais etnias indígenas brasileiras 
Segundo a Fundai (Fundação Nacional do Índio), as principais etnias indígenas 
brasileiras na atualidade e suas populações estimadas são as seguintes: 
• Ticuna (35.000), 
• Guarani (30.000), 
 
• Caiagangue ou Caigangue (25.000), 
• Macuxi (20.000), 
• Terena (16.000), 
• Guajajara (14.000), 
• Xavante (12.000), 
• Ianomâmi (12.000), 
• Pataxó (9.700), 
• Potiguara (7.700). 
 
Legislação 
A Constituição Federal promulgada em 1988 é a primeira a trazer um capítulo 
sobre os povos indígenas. Reconhece os "direitos originários sobre as terras que 
tradicionalmente ocupam". Eles não são proprietários dessas terras que pertencem à 
União, mas têm garantido o usufruto das riquezas do solo e dos rios. 
A diversidade étnica é reconhecida, bem como a necessidade de respeitá-la. É 
revogada a disposição do Código Civil que considerava o índio um indivíduo incapaz, 
que precisava da proteção do Estado até se integrar ao modo de vida do restante da 
sociedade. 
O sistema educacional brasileiro, como parte integrante da sociedade, não 
ficou fora deste processo histórico-político-cultural. Uma rápida olhada na Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação (LDB) pode nos mostrar um conjunto de orientações 
que, mesmo com suas fragilidades, se postas em prática, poderiam proporcionar um 
avanço significativo nas políticas públicas no que diz respeito à Educação Escolar dos 
Povos Indígenas. Senão vejamos o que reza a Constituição Federal já no Capítulo VII 
em seu Artigo 231: 
São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, 
crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que 
tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e 
fazer respeitar todos os seus bens (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, 1988) 
 
Diz mais a Constituição do Brasil sobre os direitos legais dos povos indígenas e 
sobre as responsabilidades da União com sua educação: 
Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional 
comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e 
estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas 
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da 
clientela - O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições 
das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, 
especialmente das matrizes indígenas, africana e européia. (Art. 26, § 4º - 
Seção I – Cap II – LDB – CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL, 1988). 
Como se pode constatar é reconhecido e legitimado que os povos indígenas 
tenham reconhecidos seus direitos básicos de acesso a educação e, com o respeito e 
acolhimento de suas tradições, crenças e formas de viabilizar sua existência. Para 
tanto, o Estado Brasileiro deverá promover, resguardar e responsabilizar-se por 
I - proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de 
suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a 
valorização de suas línguas e ciências; II - garantir aos índios, suas 
comunidades e povos, o acesso às informações, conhecimentos técnicos e 
científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-
índias. Art. 79 - A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de 
ensino no provimento da educação intercultural às comunidades indígenas, 
desenvolvendo programas integrados de ensino e pesquisa. § 1º- Os 
programas serão planejados com audiência das comunidades indígenas. § 
2º- Os programas a que se refere este artigo, incluídos nos Planos Nacionais 
de Educação, terão os seguintes objetivos: - fortalecer as práticas sócio-
culturais e a língua materna de cada comunidade indígena; - manter 
programas de formação de pessoal especializado, destinado à educação 
escolar nas comunidades indígenas; - desenvolver currículos e programas 
específicos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às 
respectivas comunidades; - elaborar e publicar sistematicamente material 
didático específico e diferenciado. (Lei Nº 9.394 de 20 de Dezembro de 
1996). 
 
Estas rápidas referências históricas, assim como a apresentação da legislação, 
nos mostram que devemos, como educadores, formadores de opiniões e formadores 
de cidadãos a respeitar, informar e incluir os alunos indígenas. 
Os Povos Indígenas têm direito a uma educação escolar específica, 
diferenciada, intercultural, bilíngue/multilíngue e comunitária, conforme define a 
legislação nacional que fundamenta a Educação Escolar Indígena. Seguindo o regime 
de colaboração, posto pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional (LDB), a coordenação nacional das políticas de Educação 
Escolar Indígena é de competência do Ministério da Educação (MEC), cabendo aos 
Estados e Municípios a execução para a garantia deste direito dos povos indígenas. 
 Isto posto, a escola deve observar e assegurar os direitos à educação 
diferenciada, à valorização da sua língua materna e cultura. 
 Algumas expressões, de tanto serem usadas, acabaram se transformando em 
um bordão que dificulta o pensar-se uma escola que possa contemplar as 
necessidades culturais dos povos indígenas. Sem dúvida que pensar uma escola que 
possa acolher os saberes e aos fazeres dos povos indígenas e, ao mesmo tempo, 
consiga contemplar aquilo que um currículo e uma organização escolar tradicional, do 
mundo ocidental, determinam como mínimo a ser considerado para os diferentes 
níveis de escolarização, é um grande desafio pedagógico e epistemológico. Uma das 
maneiras de enfrentarmos este desafio e avançarmos é, justamente, buscando 
interlocuções com ideias e proposições epistemológicas que enfatizem o diálogo 
intercultural, o cuidado com o outro e a escuta sensível daquilo que perpassa os 
processos relacionais nas comunidades de aprendizagem. É no fazer diário, marcado 
pela cosmologia indígena, que se faz uma escola diferenciada, nos pequenos, porém 
potentes indícios que apontem um outro modo de fazer escolar. Nessa perspectiva, os 
sentidos da escola vão se constituindo em atos aoapropriarem-se de um aparelho 
educativo que não nasceu no interior de suas antigas tradições, mas que, ao trazê-lo 
para dentro da aldeia, conferem-lhe significados próprios. 
Assim, ao propormos o cuidado e a escuta como princípios epistemológicos 
para pensar-se uma educação escolar junto às comunidades indígenas, estamos, 
concretamente, buscando criar um espaço de convivência escolar que possa abrigar 
 
não só as diferenças entre a cultura indígena e a cultura ocidental como, também, 
queremos incentivar uma relação de reciprocidade intercultural de aprendizagens 
comuns e, com isto, a inclusão educacional e social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 
 
"Características dos grupos indígenas" em Só História. Virtuous Tecnologia da 
Informação, 2009-2019. Consultado em 16/09/2019 às 21:18. Disponível na Internet 
em http://www.sohistoria.com.br/ef2/indios/p3.php 
 
“EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E INCLUSÃO – POR UMA PEDAGOGIA DO CUIDADO E 
DA ESCUTA” em ucs.br. Consultado em 16/09/2019 às 22:10. Disponível em 
http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/2
110/409 
 
"Os índios no Brasil" em Só História. Virtuous Tecnologia da Informação, 2009-2019. 
Consultado em 16/09/2019 às 21:09. Disponível na Internet 
em http://www.sohistoria.com.br/ef2/indios/ 
 
"Principais etnias indígenas brasileiras" em Só História. Virtuous Tecnologia da 
Informação, 2009-2019. Consultado em 16/09/2019 às 21:15. Disponível na Internet 
em http://www.sohistoria.com.br/ef2/indios/p2.php

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