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REGIME DE BENS OBJETIVOS DA AULA Verificar as regras gerais sobre os efeitos patrimoniais do casamento. Outorga Conjugal. Pacto Antenupcial; Conhecer os princípios constitucionais que regem o instituto patrimonial do casamento; Identificar as diversas modalidades de regime de bens no casamento, e suas consequências na partilha de bens do casamento. REGIME DE BENS 1. INTRODUÇÃO 1.1. Finalidade Disciplinar as relações econômicas entre os cônjuges durante o casamento, regulando a propriedade e a administração dos bens e dívidas adquiridos antes e após o matrimônio 1.2. Regime legal Até a lei 6.515/77: comunhão universal Após a lei 6.515/77: comunhão parcial Código Civil/2002, art. 1.640 1.3. Tipos de de regime Comunhão parcial (regime legal); comunhão universal; separação total (absoluta); separação obrigatória (legal); participação final nos aquestos REGIME DE BENS 1.4. Início e fim do regime de bens Início: a data do casamento (art. 1.639, §1º, CC) Fim: a data da separação judicial ou do divórcio (art. 1.576, CC) A doutrina e jurisprudência entendem que o regime de bens cessa com a separação de fato 2. PRINCÍPIOS QUE REGEM O REGIME DE BENS 2.1. Mutabilidade motivada Até o Código Civil de 1916, o regime de bens era imutável O Código Civil de 2002 passou a admitir a modificação motivada (art. 1.639, §2º, CC) e a ação foi regulada pelo art. 734, CPC/2015 § 2° É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros. REGIME DE BENS 2.1.1. Requisitos 1) Pedido de ambos os cônjuges; 2) Decisão judicial; 3) razões relevantes; 4) ressalva de direitos de terceiros; 4) Pretensão de mudança deverá ser publicada em edital e averbada nos Registros Civis, Registos de Imóveis e Registos Públicos de Empresas Mercantis e Atividades Afins 2.2. Autonomia da vontade Permite a escolha de um dos quatro regimes de bens previstos em lei (art. 1.640, par. único, CC) Além de escolher o regime de bens, os nubentes podem estabelecer o que lhes aprouver com relação aos seus bens (art. 1.639, CC) Podem estabelecer um regime misto, desde que respeite as regras legais vigentes (art. 1.655, CC) REGIME DE BENS 3. PACTO ANTENUPCIAL (art. 1.653 a 1.657, CC) 3.1. Funcionamento Trata sobre questões relativas ao patrimônio Os cônjuges não podem dispor sobre os deveres conjugais, nem trazer disposições que desrespeitem as regras legais vigentes (art. 1.655, CC) 3.2. Forma Apenas por escritura pública Pode ser feito por procuração Anexado ao processo de habilitação 3.3. Nulidade Nulo quando não feito por escritura pública REGIME DE BENS 3.4. Eficácia É ineficaz o pacto sem a realização do casamento (art. 1.653, CC) É ineficaz o pacto feito por menores de idade que precisam da autorização dos seus representantes legais para casar (Art. 1.654, CC) 3.5. Efeitos Somente produz efeitos a partir da realização do casamento 3.5.1. Entre terceiros (art. 1.657, CC) Deverá ser registrado, em livro especial, pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges e nos registros dos imóveis deles 3.5.2. Entre os cônjuges A partir do casamento independentemente de qualquer registro REGIME DE BENS 4. REGIME DA COMUNHÃO PARCIAL DE BENS (arts. 1.658 a 1.666, CC) É o regime legal desde a Lei 6.615/77 É regime aplicado quando não há pacto antenupcial ou esse for nulo ou ineficaz (art. 1.640, CC) Comunicam-se os bens adquiridos onerosamente durante o casamento e excluem-se os bens anteriores e os recebidos gratuitamente durante o matrimônio Presume-se o esforço comum dos cônjuges para os bens adquiridos durante o casamento 2 massas de bens: Bens particulares Bens comuns REGIME DE BENS 4.1. Bens excluídos da comunhão (art. 1.659, CC) Art. 1.659. Excluem-se da comunhão: I - os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os que lhe sobrevierem, na constância do casamento, por doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu lugar; II - os bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos bens particulares; III - as obrigações anteriores ao casamento; IV - as obrigações provenientes de atos ilícitos, salvo reversão em proveito do casal; V - os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profissão; VI - os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge; VII - as pensões, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes. REGIME DE BENS 4.2. Bens comunicáveis (art. 1.660, CC) Art. 1.660. Entram na comunhão: I - os bens adquiridos na constância do casamento por título oneroso, ainda que só em nome de um dos cônjuges; II - os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior; III - os bens adquiridos por doação, herança ou legado, em favor de ambos os cônjuges; IV - as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge; V - os frutos dos bens comuns, ou dos particulares de cada cônjuge, percebidos na constância do casamento, ou pendentes ao tempo de cessar a comunhão. REGIME DE BENS 4.3. Administração (art. 1.663, CC) Art. 1.663. A administração do patrimônio comum compete a qualquer dos cônjuges. § 1o As dívidas contraídas no exercício da administração obrigam os bens comuns e particulares do cônjuge que os administra, e os do outro na razão do proveito que houver auferido. § 2o A anuência de ambos os cônjuges é necessária para os atos, a título gratuito, que impliquem cessão do uso ou gozo dos bens comuns. § 3o Em caso de malversação dos bens, o juiz poderá atribuir a administração a apenas um dos cônjuges. REGIME DE BENS 5. REGIME DA COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS (arts. 1.667 a 1.671, CC) Estabelecido por meio de pacto antenupcial Era o regime legal pelo Código Civil de 1916 e vigorou até a Lei 6.615/77 Comunicam-se todos os bens do casal, presentes e futuros É o condomínio de todos os bens dos consortes Apenas uma massa de bens: bens comuns com exceção dos bens dispostos no art. 1.668, CC 5.1. Bens comunicáveis (1.667,CC) Art. 1.667. O regime de comunhão universal importa a comunicação de todos os bens presentes e futuros dos cônjuges e suas dívidas passivas, com as exceções do artigo seguinte. REGIME DE BENS 5.2. Bens excluídos da comunhão (art. 1.668, CC) Art. 1.668. São excluídos da comunhão: I - os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar; II - os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomissário, antes de realizada a condição suspensiva; (o bem do fideicomisso será transferido do fiduciário ao fideicomissário) III - as dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com seus aprestos, ou reverterem em proveito comum; V - as doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a cláusula de incomunicabilidade; V - Os bens referidos nos incisos V a VII do art. 1.659. (bens de uso pessoal, os livros, instrumentos de profissão; os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge e as pensões, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes) REGIME DE BENS 5.3. Administração (art. 1.670 c/c 1.663, CC) Mesma regra do regime da comunhão parcial Art. 1.670. Aplica-se ao regime da comunhão universal o disposto no Capítulo antecedente, quanto à administração dos bens. Art. 1.663. A administração do patrimônio comum compete a qualquer dos cônjuges. § 1o As dívidas contraídas no exercício da administração obrigam os bens comuns e particulares do cônjuge que os administra, e os do outro na razão do proveito que houver auferido. § 2o A anuência de ambos os cônjuges é necessária para os atos, a título gratuito, que impliquem cessão do uso ou gozo dos bens comuns. § 3o Em caso de malversação dos bens, o juiz poderá atribuir a administração a apenas um dos cônjuges. REGIME DE BENS 5.4. Sociedade entre os cônjuges (art. 977, CC) Art. 977, CC reza que os cônjuges podem contratar sociedadeentre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens ou no da separação obrigatória – em se tratando de restrição à qualidade de sócios, e não sobre o regime de bens (art. 2.039, CC) tem os cônjuges o prazo de dois anos para as adaptações (art. 2031, CC). Art. 2.031. As associações, sociedades e fundações, constituídas na forma das leis anteriores, bem como os empresários, deverão se adaptar às disposições deste Código até 11 de janeiro de 2007. REGIME DE BENS 6. REGIME DA SEPARAÇÃO CONVENCIONAL OU ABSOLUTA DE BENS (arts. 1.687 a 1.688, CC) Estabelecido por meio de pacto antenupcial Incomunicabilidade de todo o patrimônio: não existem bens comuns, apenas particulares Cada um terá direito somente ao que está em seu nome Bem comum apenas se registrado em nome dos dois Poderá haver partilha se um dos cônjuges provar que contribuiu para a aquisição daquele bem 6.1. Administração (arts. 1.687 a 1.688, CC) Cada um dos cônjuges administrará os seus bens que poderão ser alienados ou gravados de ônus real A responsabilidade pelas despesas do casal são de ambos dentro das suas possibilidades, salvo disposição em contrário no pacto antenupcial REGIME DE BENS 7. REGIME DA SEPARAÇÃO LEGAL OU OBRIGATÓRIA (art. 1.641, CC) Independe da vontade dos nubentes: obrigatório nos casos previstos em lei Art. 1.641. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: I - das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento; II – da pessoa maior de 70 (setenta) anos; III - de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. 7.1. Súmula 377 STF “No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos na constância do casamento. “ REGIME DE BENS 7.1. Súmula 377 STF AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CASAMENTO. REGIME DE BENS. SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE BENS. ART. 258, II, DO CC/16 (ART. 1.641, II, CC/02). SÚMULA N. 284/STF. PARTILHA. ESFORÇO COMUM. PROVA. SÚMULAS N. 7 E 83/STJ 1. Incide o óbice previsto na Súmula n. 284 do STF na hipótese em que a deficiência da fundamentação do recurso não permite a exata compreensão da controvérsia. 2. O recurso especial não é sede própria para rever questão referente à existência de prova de esforço exclusivo de um dos cônjuges para a constituição do acervo de bens adquiridos após o casamento na hipótese em que seja necessário reexaminar elementos fáticos. Aplicação da Súmula n. 7/STJ. 3. No regime da separação obrigatória, comunicam-se os bens adquiridos onerosamente na constância do casamento, sendo presumido o esforço comum (Súmula n. 377/STF). 4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp 650390 / SP. Ministro João Otávio de Noronha. Terceira Turma. DJe 03/11/2015) REGIME DE BENS 7.1. Súmula 377 STF Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INVENTÁRIO. OMISSÃO VERIFICADA. SÚMULA N.º 377 DO STF. Este Tribunal já se manifestou no sentido da comunicabilidade dos bens adquiridos na constância do casamento celebrado pelo regime da separação legal de bens, sem a necessidade de comprovação do esforço comum na aquisição do patrimônio, por ser este presumido. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARCIALMENTE ACOLHIDOS, MANTIDO O PARCIAL PROVIMENTO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. (Embargos de Declaração Nº 70076935626, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Liselena Schifino Robles Ribeiro, Julgado em 08/03/2018) 7.2. Sucessão O cônjuge sobrevivente só herda se não existirem descendentes nos termos do art. 1.829, I do CC REGIME DE BENS 8. REGIME DA PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQUESTOS (art. 1.672 a 1686, CC) Estabelecido por meio de pacto antenupcial Aquestos são todos os bens adquiridos onerosamente pelo casal durante o matrimônio 8.1. Funcionamento Regime hibrido: mistura regras da separação de bens com da comunhão parcial Separação de bens durante o casamento: durante o casamento, não há presunção de esforço comum para a aquisição dos bens. O Patrimônio é administrado como na separação de bens. É vedada a alienação de bens imóveis sem anuência de ambos os cônjuges Comunhão parcial no término da relação: no fim da sociedade conjugal, comunicam-se os aquestos 8.2. Bens comunicáveis (art. 1.672, parte final, CC) Bens adquiridos pelo casal, a título oneroso, na constância do casamento REGIME DE BENS 8.3. Bens excluídos da comunhão (art. 1.674, CC) Art. 1.674. Sobrevindo a dissolução da sociedade conjugal, apurar-se-á o montante dos aqüestos, excluindo-se da soma dos patrimônios próprios: I - os bens anteriores ao casamento e os que em seu lugar se sub-rogaram; II - os que sobrevieram a cada cônjuge por sucessão ou liberalidade; III - as dívidas relativas a esses bens. 8.4. Administração (art. 1.673, § único, CC) Art. 1.673. Integram o patrimônio próprio os bens que cada cônjuge possuía ao casar e os por ele adquiridos, a qualquer título, na constância do casamento. Parágrafo único. A administração desses bens é exclusiva de cada cônjuge, que os poderá livremente alienar, se forem móveis REGIME DE BENS 8.5. Partilha (art. 1.673, § único, CC) São partilhados os bens adquiridos onerosamente durante o casamento Não partilham os bens particulares nos termos do (art. 1.674, CC) No final da relação, será realizado um balanço para apurar o acréscimo patrimonial que cada um dos cônjuges teve Aquele que tiver enriquecido menos terá direito à metade da diferença do valor dos bens adquiridos onerosamente na constância da relação conjugal (art. 1.672, CC) Não é direito aos bens propriamente ditos, mas a um crédito perante o cônjuge que tiver enriquecido mais REGIME DE BENS 8.6. Passos que devem ser feitos para partilha dos aquestos 1ª) Quais os ganhos de cada cônjuge durante o casamento? 2ª) Qual a diferença entre o acréscimo patrimonial dos cônjuges? 3º) Dividir essa diferença por 2. O resultado será o crédito que o cônjuge com menor aumento patrimonial terá sobre o que teve maior aumento patrimonial Exemplo: “A”, com patrimônio originário (antes do casamento) de R$ 1 milhão e um patrimônio final de R$ 1.7 milhões, enquanto “B” com patrimônio originário de R$ 500 mil e um patrimônio final de R$ 800 mil. “A” realiza aquestos de R$ 700 mil e “B” realiza aquestos de R$ 300 mil. O crédito de participação é a metade da diferença entre os respectivos ganhos: 700 – 300 = 400 dividido por dois = 200. Assim, compensando-se o aquestos (um valor com outro) obtém-se um resultado de R$ 200 mil em favor de “B”. REGIME DE BENS 9. LIBERDADE DOS CÔNJUGES (disponibilidade e administração dos bens) 9.1. Atos que INDEPENDEM do consentimento do cônjuge (art. 1.642 e 1.643, CC) Art. 1.642. Qualquer que seja o regime de bens, tanto o marido quanto a mulher podem livremente: I - praticar todos os atos de disposição e de administração necessários ao desempenho de sua profissão, com as limitações estabelecida no inciso I do art. 1.647; (“alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis”); II - administrar os bens próprios; III - desobrigar ou reivindicar os imóveis que tenham sido gravados ou alienados sem o seu consentimento ou sem suprimento judicial; IV - demandar a rescisão dos contratos de fiança e doação, ou a invalidação do aval, realizados pelo outro cônjuge com infração do disposto nos incisos III e IV do art. 1.647; V - reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro cônjuge ao concubino, desde que provado que os bens não foram adquiridos pelo esforço comum destes, se o casal estiver separado de fato por mais de cinco anos; VI - praticar todos os atos que não lhes forem vedados expressamente. REGIME DE BENS 9.1. Atos que independem do consentimento do cônjuge (art. 1.642 e 1.643, CC) Art. 1.643. Podem os cônjuges, independentemente de autorização um do outro: I - comprar, ainda a crédito, as coisas necessárias à economia doméstica; II - obter, por empréstimo, as quantias que a aquisição dessas coisas possa exigir. Art. 1.644. As dívidas contraídas para os finsdo artigo antecedente obrigam solidariamente ambos os cônjuges. REGIME DE BENS 9.2. Atos que DEPENDEM do consentimento de ambos os cônjuges (art. 1.647, CC) Essas hipóteses legais são taxativas e não se aplicam ao regime da separação total (absoluta) Art. 1.647. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta: I - alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis; (inclusive imóveis particulares) II - pleitear, como autor ou réu, acerca desses bens ou direitos; III - prestar fiança ou aval; IV - fazer doação, não sendo remuneratória, de bens comuns, ou dos que possam integrar futura meação. (apenas bens móveis e excluídos os particulares) Parágrafo único. São válidas as doações nupciais feitas aos filhos quando casarem ou estabelecerem economia separada. 3.2.1. Suprimento judicial da outorga (art. 1.648, CC) Um cônjuge pode requerer ao juiz o suprimento da outorga quando houver motivo justo REGIME DE BENS 9.2.2. Ato anulável (art. 1.649, CC) Caso um dos cônjuges tenha praticado um ato que necessitava a outorga do outro, o lesado poderá requerer sua anulação propondo a ação adequada (ex: ação de anulação do negócio jurídico, ingresso no processo; ação rescisória) Prazo: 2 anos do término “da sociedade conjugal” 9.3 Administração dos bens Dependerá do regime de bens 9.3.1. Impossibilidade de exercer a administração (art. 1.651, CC) Mediante autorização judicial Art. 1.651. Quando um dos cônjuges não puder exercer a administração dos bens que lhe incumbe, segundo o regime de bens, caberá ao outro: I - gerir os bens comuns e os do consorte; II - alienar os bens móveis comuns; III - alienar os imóveis comuns e os móveis ou imóveis do consorte, mediante autorização judicial. REGIME DE BENS Atividade de metodologia ativa SITUAÇÃO PROBLEMA Luiz e Ana Julia casaram-se, em 2010, pelo regime da comunhão parcial de bens. Em 2011, Luiz ganhou na loteria e, com os recursos auferidos, adquiriu um imóvel em Capão da Canoa. Em 2012, Ana Júlia adquiriu um apartamento na cidade de Canoas com os recursos da venda de um terreno que ela tinha antes de se casar. Em 2013, foi adquirido onerosamente por Luiz um apartamento em Porto Alegre. Em 2014, Luiz foi agraciado com uma casa em Gramado, fruto da herança de sua tia. Em 2015, Luiz e Ana Júlia se divorciaram. Com base nessas informações, diga como será realizada a partilha dos bens de Luiz e Ana Júlia