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SINAIS VITAIS SINAIS VITAIS • Evidenciam o funcionamento e as alterações da função corporal. • É a expressão aplicada à verificação de temperatura, pulso, respiração e pressão arterial. • Os valores normais da medição dos sinais vitais variam conforme a idade e o estado da pessoa. PRESSÃO ARTERIAL • A pressão arterial (PA) ou tensão arterial (TA) é a é a pressão exercida pelo sangue contra a superfície interna das artérias. • A força original vem do batimento cardíaco. • A pressão arterial mantém o sangue circulando no organismo. • A pressão arterial varia a cada instante, seguindo um comportamento cíclico. • A cada batimento cardíaco, o sangue é ejetado nas artérias. • As paredes dessas artérias são como bandas elásticas que se esticam e relaxam promovendo a circulação do sangue por todas as partes do organismo. • Chama-se ciclo cardíaco o conjunto de acontecimentos desde um batimento cardíaco até o próximo batimento. Ciclo cardíaco • O coração ciclicamente se contrai e relaxa. • Quando se contrai, ejeta o sangue em direção das artérias, na fase chamada de sístole. • Quando relaxa, recebe o sangue proveniente das veias, na fase chamada diástole. Pressão Arterial Sistólica • No momento em que o coração ejeta seu conteúdo na aorta, a energia é máxima, gerando força máxima e consequentemente pressão máxima. • Esta fase no ciclo cardíaco chama-se sístole, sendo que a pressão neste instante é chamada de pressão arterial sistólica. • Sístole é o período em que o miocárdio se contrai. Nesta fase o sangue é ejetado dos ventrículos para as artérias. Pressão Arterial Diastólica • Antes do próximo batimento cardíaco, a energia é mínima, com a menor força exercida sobre as artérias em todo o ciclo, gerando portanto a menor pressão arterial do ciclo cardíaco. • Esta fase é chamada de diástole, sendo que a pressão neste instante é chamada de pressão arterial diastólica. • Diástole é o período em que o miocárdio se relaxa. Nesta fase o sangue entra nos átrios, proveniente das veias e, em seguida, passa aos ventrículos. Medidas de PA • A medida de pressão arterial é calibrada em milímetros de mercúrio (mmHg). • O primeiro número, ou o de maior valor, é chamado de sistólico, e corresponde à pressão da artéria no momento em que o sangue foi bombeado pelo coração. • O segundo número, ou o de menor valor é chamado de diastólico, e corresponde à pressão na mesma artéria, no momento em que o coração está relaxado após uma contração. Fatores determinantes da PA • A pressão arterial sofre influência de alguns fatores, tais como: Débito cardíaco; Resistência periférica; Distensibilidade; Volemia; Viscosidade. Débito Cardíaco (DC) • É volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto. DC = VS x FC • Se o coração está batendo 70 vezes por minuto e a cada batimento 70 mililitros de sangue são ejetados, o débito cardíaco é de 4.900 ml/minuto. • Este valor é típico para um adulto médio em repouso. • VS (Volume Sistólico) é a quantidade de sangue que é expelida do ventrículo cardíaco em cada sístole (contração); • FC (Frequencia Cardíaca) é a quantidade de batimentos cardíacos por minuto; • As variações do débito cardíaco são grandes, sendo em média de 5 a 6 litros por minuto, podendo chegar a 30 litros por minuto durante um exercício físico. Resistência periférica • É representada pela vasocontratilidade da rede arteriolar, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial mínima ou diastólica; • É dependente das fibras musculares na camada média dos vasos, dos esfíncteres pré-capilares e de substâncias humorais como a angiotensina (vasoconstritor e hipertensor) e catecolaminas (adrenalina, noradrenalina e dopamina). Distensibilidade • É uma característica dos grandes vasos, principalmente da aorta que possuem grande quantidade de fibras elásticas. • Em cada sístole o sangue é impulsionado para a aorta, acompanhada de uma apreciável energia cinética, que é em parte absorvida pela parede do vaso, fazendo com que a corrente sanguínea progrida de maneira contínua. • A diminuição da elasticidade da aorta, como ocorre em pessoas idosas, resulta de aumento da pressão sistólica sem elevação da diastólica. Volemia • É o volume total do sangue circulante. • Interfere de maneira direta e significativa nos níveis da pressão arterial sistólica e diastólica. • Com a redução da volemia, que ocorre na desidratação e hemorragias por exemplo, ocorre uma diminuição da pressão arterial. Viscosidade • O aumento da viscosidade sanguínea, promove a diminuição do fluxo cardíaco e consequentemente diminuição da PA. • A diminuição da viscosidade sanguínea, promove o aumento do fluxo sanguíneo e consequentemente o aumento da PA Variações fisiológicas da PA • Idade - em crianças o valor da PA é nitidamente mais baixo do que em adultos. • Sexo - na mulher a PA é pouco mais baixa do que no homem, porém na prática adota- se os mesmos valores. • Sono - durante o sono ocorre uma diminuição de cerca de 10% tanto na sistólica como na diastólica. • Emoções - promove uma elevação principalmente da sistólica. • Exercício físico - provoca intensa elevação da PA, devido ao aumento do débito cardíaco, existindo curvas normais da elevação da PA durante o esforço físico (testes ergométricos). • Alimentação - após as refeições, há uma discreta elevação, porém sem significado prático. • Mudança de posição - a resposta normal quando uma pessoa fica em pé ou sai da posição de decúbito, inclui uma queda da PA sistólica de até 15 mmHg e uma leve queda ou aumento da diastólica de 5 a 10 mmHg. Pode ocorrer hipotensão postural (ortostática), geralmente acompanha de tontura e síncope. Valores normais da PA • Os valores máximos estabelecidos pelo Consenso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Cardiologia para indivíduos acima de 18 anos é de 140/90 mmHg. IDADE PRESSÃO ARTERIAL (mmHg) LACTENTES 85 x 60 3 – 6 ANOS 95 x 62 7 – 10 ANOS 100 x 65 11 – 17 ANOS 118 x 75 ADULTO 120 x 80 IDOSO 140 x 90 Medindo a PA • ESFIGMOMANÔMETRO é o instrumento utilizado para a medida da pressão arterial. • O tamanho do aparelho depende da circunferência do braço a ser examinado. • Manguitos muito curtos ou estreitos podem fornecer leituras falsamente elevadas. Tamanho do manguito Medindo a PA • O paciente deverá estar em repouso por pelo menos 5 minutos, em abstenção de fumo ou cafeína nos últimos 30 minutos; • O braço selecionado deve estar livre de vestimentas, relaxado e mantido ao nível do coração (aproximadamente no quarto espaço intercostal). Campânula Alterações da PA • Hipertensão (HAS): aumento do valor da PA em relação a idade. - Hipertensão primária ou essencial: quando não se conhece precisamente a causa da hipertensão. A maioria, dos hipertensos são desse tipo (90% dos casos), com forte componente genético, no entanto, também são influenciadas por fatores ambientais e fenotípicos. OBS.: A HAS na raça negra é mais frequente, mais severa, com maiores riscos de ocorrência de complicações renais e cardiocirculatórias. - Hipertensão secundária ou não essencial: nesse caso a causa é determinada. Ocorre em cerca de 10% dos casos. Entre os fatores determinantes destacam- se patologias renais, alterações endócrinas, uso de alguns medicamentos (anticoncepcionais, corticóides, anti- inflamatórios, etc). • Hipotensão: redução do valor da PA em relação a idade. Quando súbitos, os episódios dehipotensão podem vir acompanhados de estados de síncope devido à redução no fluxo sanguíneo cerebral. PULSAÇÃO ARTERIAL • É a onda de expansão e contração das artérias, resultantes dos batimentos cardíacos. • Pode ser percebido facilmente em regiões específicas do corpo. - Braquial – altura do cotovelo; - Radial – pulso; - Pedial – dorso do pé; - Temporal – têmporas; - Femural – região inguinal; - Carotídeo – pescoço; - Apical – 5° espaço intercostal E. • A pulsação normal varia em decorrência da idade, da altura e do peso, e das condições físicas e emocionais. • O coração de um adulto, em repouso, bate normalmente de 60 a 100 vezes por minuto. • Os homens geralmente têm a pulsação mais lenta que as mulheres. • Durante o sono, a frequência da pulsação diminui, e após exercício físico, torna-se acelerada. • Fatores como febre, raiva, medo e determinadas substâncias, como a cafeína, também aceleram a pulsação. O que observar? • Frequência: - Taquicárdico ou taquisfígmico - Bradicárdico ou bradisfígmico - Normocárdico ou normosfígmico • Ritmo - Ritmico - Irregular ou arritmico • Tensão - Forte, cheio - Filiforme, fraco ou débil Valores normais PADRÃO (bpm) Homem 60 a 70 Mulher 65 a 80 Idosos 60 a 70 Criança 100 a 115 Lactente 115 a 130 Recém – nascido 130 a 150 • Conte as batidas por 30 segundos, se o ritmo for regular, então multiplique o número obtido por dois para obter a pulsação por minuto. Em caso de batimento irregular, conte por 60 segundos. • O pulso e a respiração devem ser verificados no mesmo procedimento, pois o paciente pode interferir, parando ou alterando o ritmo respiratório. • O pulso radial é habitualmente o mais verificado. • Peça à pessoa que relaxe e deite ou recoste de lado na cama, com a palma de uma das mãos para cima. • Pressione delicadamente a artéria radial no lado interno do pulso, usando os dedos indicador e médio. • Não use o dedo polegar, já que este possui pulsação própria. RESPIRAÇÃO • Entende-se por respiração o ciclo composto de inspiração (entrada) e expiração (saída). • A frequência de 16 a 20 incursões por minuto é considerada normal para o adulto. • Este número pode aumentar em caso de excitação, esforço físico, dor, febre, etc. • Durante o sono, o número de incursões decresce. • No homem a respiração é mais abdominal, enquanto que na mulher é mais torácica. Valores normais • Idosos – 14 a 18 irpm • Adulto– 16 a 20 irpm • Criança – 20 a 25 irpm • Lactente – 40 a 60 irpm Alterações da respiração • DISPNEIA: é a respiração difícil, trabalhosa ou curta. É sintoma comum de várias doenças pulmonares e cardíacas; pode ser súbita ou lenta e gradativa. • ORTOPNEIA: é a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta. • TAQUIPNEIA: respiração rápida, acima dos valores normais, frequentemente pouco profunda. • BRADIPNEIA: respiração lenta, abaixo do normal. • APNEIA: ausência da respiração Condições que alteram a respiração • Fisiológicos - Aceleram : exercícios físicos, emoções, banho frio - Diminuem: sono, repouso, banho quente. • Patológicos - Aceleram: pneumonia, difteria, doenças nervosas, doenças cardíacas, aumento da pressão intracraniana. - Diminuem: coma diabético, coma urêmico, drogas depressoras do SNC TEMPERATURA • A temperatura corporal é resultante do equilíbrio entre a produção e o consumo de calor. • A produção de calor deriva de atividades vitais (respiração, contrações cardíacas, circulação, secreções) e do esforço ou exercício muscular. • É controlada com precisão pelo hipotálamo. • O corpo perde calor através da pele, dos pulmões e das excreções. • O calor produzido no interior do organismo chega à superfície corporal através dos vasos sanguíneos e se difunde através do plexo subcutâneo. • Ao chegar na superfície, o calor é transferido do sangue para o meio externo, através de irradiação, condução e evaporação. • Quando há elevação da temperatura, inicia-se uma eliminação do calor, através do estímulo das glândulas sudoríparas e pela vasodilatação. • Com a sudorese há uma perda importante de calor. • Quando ocorre o resfriamento do organismo, são iniciados mecanismos para a manutenção da temperatura, através da constricção dos vasos cutâneos e diminuição da perda de calor. • No sexo feminino a temperatura é mais elevada do que no masculino e apresenta variações segundo a fase do ciclo menstrual. • De acordo com o momento do dia, a temperatura pode variar sendo mais baixa na madrugada (3h) e no início da manhã; e pode ser máxima no final da tarde (17h) e no início da noite. Locais de verificação da temperatura • Os locais onde habitualmente são medidas as temperatura do corpo são: - Axilar (axila); - Oral (boca); - Retal (reto); - Inguinal (prega inguinal). Valores normais de temperatura LOCAL TEMPERATURA (°C) AXILAR 36 a 36,9 ORAL 36,5 a 37,5 RETAL 37 a 38 INGUINAL 36 a 36.9 Variações de temperatura (referência axilar) • < 34º C – Colapso Álgido (choque gelado, frio intenso); • 34,1º a 36º C – Hipotermia; • 36,1º a 36,9ºC – Normotérmico; • 37,0º a 37,7º C – Hipertermia; • 37,8º a 38º C – Pirexia baixa; • 38,1º a 40º C – Pirexia moderada; • > 40,1º C – Hiperpirexia. Temperatura axilar contra indicada • Queimaduras de tórax; • Furúnculos axilares; • Fraturas de membros superiores; • Pós-operatório de esvaziamento axilar. Temperatura oral contra indicada • Paciente inconsciente; • Paciente desorientado ou propenso a convulsões; • RN; • Pacientes submetidos a cirurgias de boca; • Extrações dentarias; • Inflamação orofaríngea Temperatura retal contra indicada • Pacientes com diarreia e distúrbios intestinais; • Cirurgias e ferimentos retais; • Pacientes após infarto do miocárdio (estimula o nervo vago - pneumogástrico). Verificando temperatura oral • Coloque o termômetro embaixo da língua do paciente, bem para trás. • Avise ao paciente que não deve morder o termômetro, nem mantê-lo próximo aos dentes — isso pode afetar a medição. • Remova o termômetro e leia-o. • Para completa precisão, nunca faça a verificação após o paciente ter fumado ou tomado bebidas quentes. Espere de 20 a 30 minutos. Verificando a temperatura retal • Previamente, umedeça o bulbo do termômetro com vaselina. • Coloque o paciente na posição de Sims e introduza o termômetro, aproximadamente 3,5 cm em adultos. • No caso de um bebê, coloque-o em decúbito frontal e introduza cerca de 1,5 cm. • Em crianças, use a mesma posição dos adultos e introduza cerca de 2,5 a 3,0 cm. • Espere 3 minutos, remova cuidadosamente, limpe-o com gaze. Verificando a temperatura axilar • Posicione o bulbo do termômetro embaixo de uma das axilas do paciente. • Cruze o braço do paciente em cima do peito. • Remova o termômetro após 10 minutos (termômetro de vidro). • Leia-o, mantendo-o na altura dos olhos. Tipos de febre • Continua – ocorre uma oscilação diária sem grande alteração, não ultrapassando de um grau. • Renitente – oscilação diária podendo ultrapassar a um grau. • Intermitente - elevações e queda brusca de temperatura. • Recorrente – aparece e desaparece periodicamente com intervalo de vários dias ou semanas, geralmente ocorrem na mesma hora. • Oscilante - período de febre com período de apirexia. Em média dura de 2 a 3 dias.