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ÓRGÃOS GENITAIS MASCULINOS
24/10/2019
	O sistema genital masculino compreende os órgãos envolvidos no desenvolvimento, no amadurecimento, no transporte e no armazenamento dos gametas masculinos. Ele consiste em um par de testículos, o ducto contorcido do epidídimo, o ducto deferente, a uretra e as glândulas genitais acessórias.
	Os testículos produzem esperma e hormônios. O epidídimo armazena espermatozoides durantes seu amadurecimento antes de passarem para o ducto deferente e pela uretra. As glândulas acessórias também liberam suas secreções na uretra e contribuem para o volume do sêmen.
	A parte distal da uretra forma o caminho combinado para a passagem tanto da urina como do sêmen. O pênis é o órgão copulador masculino e deposita sêmen no trato reprodutor feminino.
(cachaço/porco)
(touro)
(garanhão)
Testículos
	Os testículos, ou gônadas masculinas, são órgãos pares, os quais se originam embriologicamente do primórdio gonadal na face medial do mesônefro na região lombar, de modo semelhante aos ovários nas fêmeas.
	Em um estágio posterior de desenvolvimento embriológico, as gônadas masculinas migram de sua posição de desenvolvimento dentro da cavidade abdominal para o processo vaginal, coberto pelo escroto.
	Esse processo é denominado descida dos testículos e depende do gubernáculo dos testículos, o qual é um cordão mesenquimal envolvido em peritônio que se prolonga dos testículos pelo canal inguinal até o processo vaginal.
	Na primeira fase da descida dos testículos, o gubernáculo aumenta de comprimento e diâmetro, expandindo-se para além do canal inguinal e, dessa forma, dilatando-o. Durante a segunda fase, ele retrocede, acomodando os testículos dentro do processo vaginal.
	O processo de migração dos testículos é o resultado de aumento da pressão intra-abdominal e da tração do gubernáculo, que conduz os testículos em direção à região inguinal. No garanhão e no cachaço, as fibras do gubernáculo se prolongam na camada profunda do escroto, fato de importância clínica, já que a tração do escroto pode ajudar a expor testículos retidos no canal inguinal.
	A descida testicular é vital para a produção dos gametas masculinos nos mamíferos domésticos, já que a posição do escroto reduz a temperatura dos testículos em comparação à temperatura corporal. A impossibilidade de um ou de ambos os testículos realizarem a descida testicular se chama criptorquidismo e acredita-se que se trate de uma condição hereditária. Portanto, criptorquídeos não devem ser usados para reprodução.
Estrutura do testículo
	A superfície do testículo é revestida por uma cápsula fibrosa densa com 1 a 2 mm de espessura (túnica albugínea), a qual é composta de fibras colágenas e contem vasos sanguíneos maiores visíveis na superfície dos testículos em um padrão característico de cada espécie.
	A túnica vaginal visceral é uma membrana serosa com o peritônio que cobre a cápsula fibrosa e confere uma aparência lisa da superfície testicular.
	O parênquima do testículo normalmente se encontra sob pressão. Consequentemente, qualquer expansão significativa eleva a pressão intratesticular e produz dores graves como a que se observa durante inflamação (orquite).
	Os componentes de tecido conectivo do testículo se dispõem da maneira a seguir, do exterior para o interior: cápsula fibrosa (túnica albugínea); septos; e mediastino.
	A cápsula emite septos que se irradiam para dentro do testículo, dividindo o parênquima em lóbulos piramidais. Esses septos convergem centralmente para formar o mediastino do testículo. Esse mediastino pode ser axial ou ligeiramente deslocado em direção ao epidídimo.
	O parênquima do testículo compõe-se de: túbulos seminíferos contorcidos; túbulos seminíferos retos; rede do testículo; e ductos eferentes.
	Cada lóbulo testicular inclui de dois a cinco túbulos contorcidos, onde ocorre a espermatogênese. A parede desses túbulos contém células espermatogenéticas e células de sustentação (células de Sertoli), as quais possuem propriedades de sustentação e de produção de hormônios.
	Cada túbulo seminífero contorcido apresenta forma de alças, de modo que se abre em uma rede de túbulos confluentes dentro do mediastino, chamada de rede do testículo. Antes de penetrar a rede do testículo, as extremidades dos túbulos seminíferos ficam retas para se tornarem os túbulos seminíferos retos.
	O tecido intersticial que preenche esse espaço entre os túbulos contém células de Leydig, as principais produtoras dos hormônios esteroides androgênicos como a testosterona. Cada rede do testículo é drenada por oito a doze ductos eferentes contorcidos que perfuram a cápsula fibrosa para penetrar na cabeça do epidídimo.
Epidídimo
	O epidídimo está firmemente anexado ao testículo e consiste em rolos de túbulos contorcidos alongados, cuja união é mantida por tecido conectivo. Ele é dividido em cabeça, corpo e cauda.
	A cabeça do epidídimo está firmemente fixada à capsula testicular e recebe os ductos eferentes do testículo. Imediatamente após penetrar o epidídimo, os ductos eferentes se unem para formar o ducto do epidídimo.
	Os ductos contorcidos formam o corpo do epidídimo, mantido no lugar por uma camada dupla de serosa. O espaço entre o corpo do epidídimo e o testículo é denominado bolsa testicular.
	O ducto do epidídimo prossegue até a cauda do epidídimo. Ela se fixa à extremidade caudada do testículo pelo ligamento próprio do testículo e ao processo vaginal pelo ligamento da cauda do epidídimo. O ducto do epidídimo emerge em sua cauda e prossegue na forma de ducto deferente.
	No ducto do epidídimo, os espermatozoides amadurecem, o fluido testicular é absorvido, os fragmentos celulares sofrem fagocitose e os nutrientes para os espermatozoides são secretados. Os espermatozoides são armazenados na cauda do epidídimo até o momento da ejaculação.
Ducto deferente
	O ducto deferente é a continuação direta do ducto do epidídimo. Sua origem é a parte ondulante da cauda do epidídimo e se torna reto gradualmente à medida que atravessa a margem medial do testículo.
	Ele ascende dentro do cordão ou funículo espermático e penetra a cavidade abdominal através do canal inguinal. O ducto deferente forma uma alça convexa cranialmente dentro de uma prega do peritônio, o mesoducto deferente, e passa sob o ureter conforme alcança a face dorsal da vesícula urinária, atravessando a próstata até se abrir na parte proximal da uretra no colículo seminal.
	A porção terminal do ducto deferente se torna espessa pela presença de glândulas em sua parede para formar a ampola do ducto deferente (glândula ampular). No cachaço, não há uma ampola evidente, mas existe uma parte glandular na extremidade do ducto deferente.
	No equino e nos ruminantes, o ducto deferente se une ao ducto excretor da glândula vesicular próximo a seu término. A passagem compartilhada desses dois ductos é conhecida como ducto ejaculatório.
Envoltórios do testículo
	Os envoltórios do testículo não apenas cobrem o testículo, o epidídimo e partes do cordão espermático, mas também se moldam ao redor desses órgãos. As diferentes camadas dos envoltórios do testículo correspondem às camadas da parede abdominal. 
	A pele externa, a túnica dartos subcutânea e a fáscia espermática externa formam o escroto. A fáscia espermática interna e a lâmina parietal da túnica vaginal formam o processo vaginal, uma expansão da cavidade peritoneal no escroto.
	O processo vaginal se prolonga para os compartimentos direito e esquerdo do escroto, os quais são divididos por um septo formado pela pele e pela camada subcutânea do escroto. O septo do escroto envolve os testículos separadamente e é marcado externamente com a rafe do escroto.
	A pele do escroto costuma não apresentar pelos, exceto no gato e em determinadas raças de ovinos, nos quais é coberta por pelos. Ela apresenta uma grande quantidade de glândulas sudoríparas e sebáceas e se adere firmemente à túnica dartos subjacente. Internamente à túnica dartos, há uma camada delgada de tecido mole.
	A túnicadartos possui várias fibras de músculo liso, as quais se contraem para tensionar e retrair o escroto e, desse modo, contribuem para a regulação de temperatura do testículo.
Posição do escroto
	A posição e a orientação do escroto variam consideravelmente entre os mamíferos domésticos. O escroto se situa na região inguinal no equino e no cão, abaixo da região inguinal em ruminantes, perineal no suíno e subanal no gato.
	Em ruminantes, os testículos são mantidos com o eixo longo na vertical e, desse modo, possuem um escroto profundo e pendular. Os testículos se orientam com o eixo longo na horizontal no equino e no cão, ao passo que no suíno e no gato eles são inclinados em direção ao ânus.
Vascularização, drenagem linfática e inervação do testículo e seus envoltórios
	A artéria testicular se ramifica diretamente da aorta abdominal e segue a parede abdominal, suspensa dentro da prega vascular juntamente com a veia testicular. No interior do cordão espermático, a artéria testicular é extremamente contorcida. A artéria testicular projeta ramos para irrigar o epidídimo e a parte original do ducto deferente.
	As veias testiculares formam um plexo pampiniforme de elaboração complexa semelhante a uma malha ao redor das alças arteriais. Há anastomoses arteriovenulares entre a artéria testicular e as veias circundantes no cordão.
	O plexo pampiniforme por fim se reduz a uma veia única, a qual desemboca na veia cava caudal. O amplo contato entre os vasos no interior do funículo refrigera o sangue dentro da artéria em sua descida para o testículo.
	Os linfáticos do testículo desembocam nos linfonodos aórticos lombares e nos linfonodos ilíacos mediais. A linfa conduz uma fração substancial dos hormônios produzidos pelos testículos.
	No caso de tumor testicular, é fundamental remover o testículo afetado o quanto antes, já que o acesso aos linfonodos é impossível devido à sua localização na parede dorsal do abdome e da pelve.
	Os testículos recebem inervação do sistema nervoso autônomo. As fibras parassimpáticas se derivam do nervo vago e do plexo pélvico; as fibras simpáticas emergem do plexo mesentérico caudal e do plexo pélvico.
	Os envoltórios do testículo são vascularizados pela artéria e veia pudendas externas. Os linfáticos desembocam nos linfonodos escrotais ou inguinais superficiais. A inervação deriva dos ramos ventrais dos nervos lombares.
Uretra
	A uretra masculina se prolonga desde o óstio interno da uretra na extremidade caudada do pescoço da vesícula urinária até o óstio externo da uretra na extremidade livre do pênis. Conforme sua localização, ela pode ser dividida em uma parte pélvica e uma parte peniana.
	A parte pélvica pode ser subdividida em uma parte pré-prostática proximal, a qual conduz urina, e uma parte prostática, a qual recebe a companhia do ducto deferente e do ducto vesicular ou ejaculatório combinados. Ao deixar a cavidade pélvica, a uretra é envolvida por um tecido altamente vascularizado e prossegue como parte do pênis.
(bovino)
Glândulas genitais acessórias
	As glândulas genitais acessórias situam-se na extensão da parte pélvica da uretra. Sua presença varia entre as espécies e pode incluir algumas das seguintes:
	O touro e o garanhão possuem o conjunto completo de glândulas acessórias. O cachaço possui as glândulas vesiculares, bulbouretrais e a próstata. No gato estão presentes a ampola do ducto deferente, as glândulas bulbouretrais e a próstata, e apenas a ampola do ducto deferente e a próstata estão presentes no cão.
(garanhão)
Glândula vesicular
	As glândulas vesiculares pares estão presentes em todos os mamíferos domésticos, com exceção do cão e do gato. Em ruminantes e no equino, seu ducto excretor se une ao ducto deferente logo antes de seu término e essa passagem comum curta é denominada ducto ejaculatório. No cachaço, as glândulas vesiculares se abrem separadamente na uretra, próximas ao colículo seminal.
	A glândula vesicular do equino é um órgão oco relativamente grande com uma parede muscular espessa e uma superfície lisa. No touro e no cachaço, a superfície é irregular. A glândula vesicular é particularmente bem desenvolvida no cachaço, apresentando um formato piramidal característico. No touro, essa glândula pode ser palpada transretalmente.
Próstata
	A próstata está presente em todos os mamíferos domésticos. Em alguns ela é composta por duas partes, uma espalhada difusamente na parede da uretra pélvica, a parte disseminada, e a outra é um corpo compacto situado externamente à uretra.
	O equino possui apenas o corpo e os pequenos ruminantes possuem apenas a parte disseminada. O touro possui ambos, mas o corpo é pequeno e plano. No cão e no gato, há apenas vestígios da parte disseminada, mas o corpo é grande e globular. Ele é tão extenso nessas espécies que envolve completamente a uretra no cão e grande parte da uretra no gato.
	A hipertrofia da próstata é relativamente comum em cães mais velhos e pode levar a obstrução devido à pressão da próstata aumentada sobre o reto.
Glândula bulbouretral
	A glândula bulbouretral par é encontrada em todos os mamíferos domésticos, com exceção do cão. Ela se situa na face dorsal da uretra pélvica próxima à extremidade caudada.
	No garanhão, seu tamanho é o mesmo de uma noz, enquanto no touro chega ao tamanho de uma cereja. No gato, ela é bastante pequena e esférica. Seu tamanho é considerável no cachaço, onde se projeta em toda a extensão da parte pélvica da uretra, sendo seu formato cilíndrico. Em suínos castrados é consideravelmente menor, de forma que seu tamanho pode ser usado como indicativo de castração recente.
	Todas as glândulas genitais acessórias possuem cápsulas de tecido mole bem desenvolvidas e septos internos, os quais são ricos em fibras musculares lisas. Essas fibras musculares são inervadas pelo sistema nervoso autônomo e são responsáveis por expelir a secreção das glândulas.
	A testosterona possui um efeito positivo sobre a produção de secreções e contém frutose e citrato para nutrição, transporte e proteção dos espermatozoides. A testosterona também intensifica a movimentação dos espermatozoides e atua como agente de tamponamento fisiológico contra o ambiente ácido no interior da vagina.
Pênis
	O pênis se origina como dois pilares do arco isquiático. Os pilares convergem para formar a raiz do pênis, a qual prossegue como o corpo do pênis até a glande do pênis.
	O pênis é suspenso entre as coxas na face ventral do tronco com sua extremidade livre voltada para o umbigo em todos os mamíferos domésticos, com exceção do gato, no qual ele se direciona caudalmente. O órgão é construído a partir de três colunas de tecido erétil, as quais são independentes na raiz do pênis, mas se combinam nos segmentos restantes.
	As duas colunas dorsais de tecido erétil são conhecidas como os pilares do pênis e consistem em um centro de tecido cavernoso envolvido por uma camada espessa de tecido conectivo, a túnica albugínea.
	Os corpos cavernosos pares preenchidos com sangue convergem e prosseguem distalmente no corpo do pênis. O corpo cavernoso de cada pilar permanece distinto dentro do corpo, onde existe um septo entre eles.
	O corpo esponjoso ímpar fornece a terceira coluna de tecido erétil e é mais delicado que os corpos cavernosos com espaços maiores para o sangue separados por septos mais finos.
	O corpo esponjoso se origina na abertura pélvica caudal com alargamento repentino do pouco tecido esponjoso que circunda a parte pélvica da uretra. A expansão forma o bulbo do pênis, anteriormente denominado bulbo uretral, um sáculo esponjoso, preenchido com sangue e com dois lobos que se situa entre os pilares próximos ao arco isquiático.
	Na glande do pênis, está o óstio externo da uretra em todos os mamíferos domésticos, com exceção dos pequenos ruminantes, nos quais um processo uretral livre prolonga a uretra para além da glande.
	Há dois tipos diferentes de pênis nos mamíferos domésticos quanto à estrutura do corpo cavernoso.
Otipo de pênis fibroelástico dos ruminantes e do suíno possui pequenos espaços sanguíneos divididos por quantidades substanciais de tecido fibroelástico resistente e é envolvido por uma túnica albugínea espessa que envolve tanto o corpo cavernoso quanto o corpo esponjoso.
(touro)
Nesses animais, o pênis em repouso exibe uma flexura sigmoide entre as coxas. Relativamente pouco sangue adicional é necessário para deixar esse tipo de pênis ereto, e o alongamento do pênis é alcançado principalmente ao se deixar a flexura sigmoide reta.
No tipo de pênis musculocavernoso, os espaços sanguíneos são maiores e a túnica e os septos interpostos são mais delicados e musculares. Esse tipo musculocavernoso é encontrado no garanhão e nos carnívoros. Um volume de sangue consideravelmente maior é necessário para se alcançar a ereção, a qual é marcada por um aumento significativo tanto de diâmetro como de comprimento do pênis.
(cão)
	A glande do pênis exibe alterações específicas de cada espécie. No garanhão, a glande se assemelha a um cogumelo, sendo que a coroa é a parte mais larga. Na direção do corpo do pênis e por trás da corona, a glande é comprimida para formar o colo da glande. A extremidade livre da coroa é marcada por uma fossa central na qual a parte terminal da uretra se projeta.
(garanhão)
	No cão, a extremidade distal do corpo cavernoso é modificada para formar o osso peniano, o qual apresenta um sulco ventral para acomodar a uretra no interior do corpo esponjoso. O envolvimento parcial da uretra dentro do sulco do osso peniano impede a passagem de cálculos uretrais, os quais podem ficar alojados na extremidade proximal do osso.
	O pênis do gato tem características que o tornam único entre os mamíferos domésticos, devido à sua orientação caudal em estado de repouso. No gato, o osso peniano mede de 5 a 8 mm e não possui sulco ventral. A glande dispõe de papilas queratinizadas, as quais se direcionam proximalmente em estado de repouso e se irradiam em todas as direções durante a ereção. As papilas diminuem de tamanho com a castração. Durante a ereção, a direção do pênis se inverte com o auxílio do ligamento da extremidade do pênis. A obstrução da uretra por cálculos é bastante comum no gato.
	No suíno, a terminação livre do pênis gira em torno de seu eixo longitudinal, de modo semelhante a um saca-rolhas, em cujo topo há uma pequena glande. Embora a anatomia geral inclua o pênis do suíno no tipo fibroelástico, há evidências histológicas que sustentam a opinião de alguns autores de que o pênis do suíno é do tipo musculocavernoso.
(cachaço)
	No touro, a extremidade livre do pênis é coroada por uma pequena glande, a qual é assimétrica e ligeiramente espiralada. A uretra termina em uma projeção baixa com uma abertura oblíqua e estreita em sua ponta.
	A extremidade do pênis é bem característica em pequenos ruminantes, nos quais o processo uretral prossegue (cerca de 4 cm no ovino e 2,5 cm no caprino) além da glande substancial. O processo uretral contém tecido erétil.
Prepúcio
	O prepúcio, ou bainha, é uma dobra de pele que cobre a extremidade livre do pênis em estado de repouso. Ele consiste em uma lâmina externa e outra interna, as quais são contínuas no óstio prepucial. O prepúcio equino possui uma característica distinta ao apresentar uma prega adicional que permite o alongamento considerável do pênis durante a ereção.
Músculos do pênis
	Os músculos isquiocavernosos pares são fortes, emergem do arco isquiático e envolvem os pilares até a altura de sua fusão na raiz do pênis. O músculo bulboesponjoso é a continuação extra-pélvica do músculo uretral estriado, o qual envolve a parte pélvica da uretra.
	O músculo retrator do pênis também é par e emerge das vértebras caudais, descendo através do períneo ao redor do ânus para alcançar o pênis. Em espécies com uma flexura sigmoide (ruminantes e suíno), ele se fixa ao arco caudal dessa flexura; em espécies com pênis musculocavernoso, ele segue o músculo bulboesponjoso até a extremidade do pênis. O músculo retrator compõe-se principalmente de fibras musculares lisas.
Vascularização, drenagem linfática e inervação da uretra e do pênis
	A uretra, as glândulas genitais acessórias e o pênis são irrigados por ramos da artéria pudenda interna. Um ramo, a artéria prostática, irriga os órgãos genitais situados na cavidade pélvica.
	Na altura do arco isquiático, a artéria pudenda interna se divide em artéria do bulbo do pênis, que irriga o corpo esponjoso, artéria profunda do pênis, que irriga o corpo cavernoso, e artéria dorsal do pênis, que segue a extensão do pênis para irrigar a glande.
	Os vasos linfáticos dos órgãos genitais situados na cavidade pélvica fluem para os linfonodos ilíacos mediais e para os linfonodos sacrais. Os vasos linfáticos do pênis e do prepúcio escoam para os linfonodos inguinais (do escroto) superficiais.
	A inervação do pênis é realizada pelo nervo pudendo par, o qual transporta múltiplas fibras parassimpáticas. Encontra-se uma grande quantidade de terminações nervosas na glande do pênis e na lâmina interna do prepúcio.

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