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UNICBE ENFERMAGEM Aline Cristina M. da Silva Santos Aline Santos da Cruz Silva Fernanda Ramiro da Silva de Moraes Luisa Erminio Assem Elane Conceição das Virgens Thaís Ribeiro Magalhães BALÃO INTRA-AÓRTICO Rio de Janeiro 2019 Aline Cristina M. da Silva Santos Aline Santos da Cruz Silva Fernanda Ramiro da Silva de Moraes Luisa Erminio Assem Elane Conceição das Virgens Thaís Ribeiro Magalhães BALÃO INTRA-AÓRTICO Seminário apresentado ao curso de enfer- magem, como parte dos requisitos neces- sários à obtenção de NPC Professor(a): Karina Venâncio Disciplina: Terapia Intensiva Rio de Janeiro 2019 Resumo Balão de contrapulsação ou balão intra-aórtico, mais conhecido como BIA, é um dispositivo hemodinâmico usado em pós operatório de cirurgia cardíaca e UTI coronariana. Este dispositivo serve para assistência circulatória temporária para o suporte nos casos de falha circulatória. É inserido por um médico por meio de punção na artéria femural, que vai até proximo à altura da carina, entre o segundo ou terceiro espaço intercostal, proximo da artéria subclave esquerda, ficando alojado na artéria aorta descendente. Funciona por um console ligado por eletrodos eletrocardiográfico ao paciente que identifica o ciclo cardíaco, e o balão age inflando e desinflando para que a sístole e a diástole tenham suporte e harmonia com ciclo mecânico que irá aumentar a oferta de oxigênio e também diminuar a demanda de oxigênio pelo miocárdio. O que é mito importaante para a sobrevivência do paciente enquanto aguarda o procedimento definitivo para seu tratamento. Palavras-chave: Balão Intra-Aórtico. Enfermagem. BIA. UTI. Aórta. Abstract Impulse balloon or intra-aortic balloon, better known as IABP, is a hemodynamic device used in the postoperative period of cardiac surgery and coronary ICU. This device is intended for temporary circulatory assistance for support in cases of circulatory failure. It is inserted by a doctor by puncture of the femoral artery, which reaches the maximum height of the carina, between the second or third intercostal space, the next left artery subclave, and is housed in the descending aorta artery. It works by a console connected by electrocardiographic electrodes to the patient that identifies the cardiac cycle, and the age of the balloon inflating and deflating so that systole and diastole support support and harmony with the mechanical cycle that reduces the offer price and also decreases the amount. of use by the myocardium. Most importantly to survive the patient while waiting for the definitive procedure for their treatment. Keywords: Intra-Aortic Balloon. Nursing. BIA. ICU. Aorta. Lista de ilustrações Figura 1 – Evolução Sístole e Diástole . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Figura 2 – Cateter Balão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Figura 3 – Console da Bomba do Balão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Figura 4 – Punção Femoral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Figura 5 – Localização BIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Figura 6 – Console e Oxigênio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Figura 7 – Monitoração da pressão pelo Lúmen central . . . . . . . . . . . . . . 11 Sumário 1 Balão Intra - Aórtico (BIA) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 1.1 BIA - Função . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 2 Inserção e materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 3 Indicações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 4 Contra indicações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 5 Complicações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 6 Cuidados de Enfermagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 7 Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 6 1 Balão Intra - Aórtico (BIA) O balão intra-aórtico é o suporte necessário para que o paciente tenha estabili- dade no ciclo cardíaco. Este dispositivo hemodiâmico é usado antes da cirurgia, durante a cirurgia, após a cirurgia ou em tratamentos que necessitem desta estabilidade. Seu uso é temporário de curto prazo, apenas para a assistência circulatória, pois depende de que haja atividade cardíaca, porque ele age através de um catéter que possui um balão na ponta distal, com formato de uma salsicha que infla e desinfla dentro da aórta que, sendo ajustado corretamente, sincroniza seus movimentos com as do ciclo cardíaco. O balão de contrapulsação tem o objetivo de atuar na falha ventricular esquerda. Esta falha, diminui o débito cardíaco, a perfusão coronária, a pressão sanguínea e a oferta de oxigênio que consequentemente irá aumentar a sobrecarga, os batimentos cardíacos e a demanda por oxigênio. Tudo isto aumentará a isquemia no miocárdio e o balão intra-aórtico fará a terapia ofertando o volume máximo de oxigênio - MVO2. 1.1 BIA - Função A sístole e a diástole são ações de contração e relaxamento dos ventrículos, o sangue é levado à aorta e enchimento dos ventículas. Esta atividade com os dois pe- ríodos formam o ciclo cardíaco, e esta atividade gera o batimento cardíaco. O balão intra-aórtico e seu suporte hemodinâmico auxilia na sístole e na diástole. Figura 1 – Evolução Sístole e Diástole https://perfusaoemfoco.files.wordpress.com/2015/02/a8n2a04-fig02.jpg Capítulo 1. Balão Intra - Aórtico (BIA) 7 O balão de contrapulsação é insuflado quando começa a diástole, dessa forma aumenta a perfusão coronariana aumentando o volume de oxigênio, e desinfla imediata- mente antes da sístole, a fase de repouso. Isso diminui o esforço cardíaco e o consumo de oxigênio, aumentando o débito cardíaco. Assim o ciclo cardíaco completo garantindo a estabilidade do paciente. O balão intra-aórtico é composto por duas partes: 1) Cateter balão Cateter com balão inflável na extremidade, de poliuretano, com dois lúmens, com bainha ou sem, estéril, descartável. Podendo ser bidirecional (o sangue é levado ao arco aórtico e à aorta distal) ou unidirecional (dois balões - uma única direção, o arco aórtico) um dos balões impede a passagem do sangue na aorta distal. O gás hélio é utilizado para inflar o balão. Figura 2 – Cateter Balão https://www.teleflex.com/la/product-areas/interventional/cardiac-assist/intra-aortic-balloon-catheters/cc _Fiberoptics_IAB_05830LWS_2.jpg Capítulo 1. Balão Intra - Aórtico (BIA) 8 2) Console móvel de bomba de balão intra-aórtico O console é um painel de controle móvel, que é ligado balão para fazer a programação dos disparos, e através do eletrocardiograma pode-se ver o tempo exato para marcar a inflação do balão, volume e assim fazer o controle rigoroso, monitoração das pressões arteriais. Esta sicronização da bomba deve ser com a onda R do ECG. Figura 3 – Console da Bomba do Balão http://www.cirurgicadmg.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Intra-Aortic-Balloon-Pump-Catheter-Reca ll1.jpg 9 2 Inserção e materiais O enfermeiro deve ter domínio da programação do funcionamento, do meca- nismo fisiológico do BIA, porque ainda que seja responsabilidade médica inserir, o enfermeiro o auxilia. Figura 4 – Punção Femoral https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRn7CUy6P9pxD35bDur2w8588v2_kNSWC- d52InG7PHXAUBcipm&s Na preparação do material, o campo cirúrgico precisa cobrir todo o paciente, para assepsia usar clorexidina 2% e estar paramentado. Separar seringa de 1 e de 10 ml, agulhas 25x7, bisturi, soro fisiológico, heparina, anestésico (lidocaína), gaze, com- pressa estéril e cuba rim, kit de pressão invasiva, kit de BIA de acordo com o paciente, se < 1,64m= nº 34 / 1,64 a 1,83m=nº40 / > 1,83m=nº50. A respeito dosmateriais podemos afirmar que: Cada pacote contém um cateter balão intra-aórtico e um kit de inserção com um Conector de Cateter Datascope. Um Conector de Cateter Arrow opcio- nal está disponível. O Cateter Balão Intra-Aórtico de Fibra Ótica Sensation 7Fr com Acessórios, modelos: 34cc, 40cc é composto e apresentado da seguinte forma:• 01 (um) Cateter Sensation 7Fr. com conector de catéter Datascope; • 01 (um) Kit de Inserção DataScope; e • 01 (um) Manual de instruções. O kit de inserção DataScope de 40cc e 34cc (ml) inclui: Bainha de introdução reforçada de 6“ (15cm) com dilatador 01 (uma) agulha angiográfica de calibre 18 01 (um) dilatador gradual 01 (um) fio-guia de 3mm de aço inoxidável J PTFE de 0,018“ x 145 cm 01 (um) fio-guia introdutor de 0,035” x 55cm em aço inoxidável 01 (uma) válvula de 3 vias 01 (uma) cobertura-macho para luer 01 (uma) extensão para catéter Datascope de 6 pés.(MAQUET CAR- DIOPULMORARUY DO BRASIL INDUSTRIA E COMÉRCIO S.A.; NORMAN PIERRE GUENTHER, 2009) A inserção é feita em artéria femoral subindo até a aórta descendente, entre o 2º e 3º espaço intercostal, perto da Carina e da artéria subclávia esquerda. A fixação da BIA, é constatado por Raio X. Capítulo 2. Inserção e materiais 10 Figura 5 – Localização BIA http://www.scielo.br/img/revistas/rcbc/v44n1//0100-6991-rcbc-44-01-00102-gf2.gif O enfermeiro após higienizar as mão, separa o material e equipamentos uti- lizados, vai até o paciente, se apresente e lhe dá ciência do processo e explica o porquê de seu procedimento, isto além de protocolo de segurança, visa a humanização na interação e confiança do enfermeiro e paciente. Coloca-se o paciente na posição supina, e faz a monitoração PIA (Pressão Arterial Média), eletrocardiograma pelo BIA derivando em onde R. Figura 6 – Console e Oxigênio Capítulo 2. Inserção e materiais 11 Todos os materiais e equipamentos devem estar próximo ao leito, Figura 7 – Monitoração da pressão pelo Lúmen central https://www.ciclomed.com.br/arquivos/BIA.pdf Com o paciente no soro heparinizado, cabos e eletrodos conectados na BIA, e constatado que o gás hélio é suficiente, ligamos o aparelho e observamos o traçado cardíaco, após isto, nivelamos o Domus na direção axilar do paciente. O auxílio ao médico se dá fazer a avaliação pulso, perfusão e coloração aten- tando para o local da punção. Após a inserção do BIA o enfermeiro liga o console e faz a monitorização, curativo, controle do gás Hélio e da heparina. 12 3 Indicações Suas maiores indicações são: 1) Choque Cardiogênico e 2) Falência ventricular. Mas também é utilizado nas complicações: • Agudas do infarto do miocárdio, • Suporte cardíaco após correção de defeitos anatômicos, • Insuficiência ventricular refratária, • Angina refratária instável, • Suporte cardíaco para cirurgia não cardíaca, entre outros. 13 4 Contra indicações As maiores contra-indicações são nos casos de: • Aneurisma abdominal ou aórtico, • Insuficiência aórtica grave, • Doença vascular periférica e • Inserção sem bainha em pacentes obesos. 14 5 Complicações As complicações do BIA podem acontecer durante e após a inserção. O enfer- meiro precisa estar atento à toda e qualquer variação que pode indicar uma piora no quadro. Dentre as complicações que podem surgir durante a inserção do cateter os san- gramentos por falta de monitoramento do coagulograma, traumas e lesões pela escolha errada do tamanho ou posição do cateter, tromboembolismo pelo deslocamento de trombos, embolia aérea caso o balonete se rompa, infecção pela falta de esterelização adequada, hemólise caso a contrapulsação seja prolongada, deve ser percebida pela observação atenta na borda do leito por algum tempo olhando as variações que podem seer minimas na tela da bomba do balão. O enfermeiro deve entrar imediatamente com intervenções no caso de choque cardiogênico e comunicar o médico de plantão. 15 6 Cuidados de Enfermagem Diáriamente o enfermeiro deve fazer curativo estéril utilizando soro fisioló- gico, clorexidina alcoólica e cobrir com cobertura transparente nas primeiras 24 ho- ras para observar qualquer alteração na inserção. Fazer a prevenção para úlceras e deixar o paciente confortável no leito, ele deve estar deitado um pouco lateralizado sem dobrar o membro. Atentar e monitora pra os sinais vitais de 15 em 15 minutos depois de inserido ou retirado o BIA, auscutar de 4 em 4 horas, observando neste período se há san- gramentos, edemas, perfusão e atualizando o prontuário e se necessário informar o médico todas as variações de melhora, piora ou estabilidade para que possa começar o processo de desmame quanto o paciente estiver estabiliazado. os exames diários ser- vem para o monitoramento para a prevenção de plaquetopenia e hemólise.O registro precisr conter as evoluções, queixas, sinais vitais, retirada do BIA, exames, dieta, entre outros relacionados à condição do paciente, seja ela significativa ou não. Quando na retirada do BIA, o paciente deve ficarr pelo menos 4 horas de repouso absoluto, a compressão local deve ser manual e o curativo com pressão nas primeiras 24 horas. 16 7 Conclusão Pode-se concluir que o enfermeiro intensivista necessita de conhecimentos fisiológicos cardiovasculares e técnico científico profundo, visto a responsabilidade para inserção e manutenção do BIA. O cuidado em programar o console e o uso constante do gas Hélio e os parêmetros de monitoramento são itens que necessitam de atenção dobrada para que verificar possa entender sabiamente todos os significados, para que uma intervensão necessária seja efetiva. Ainserção da BIA, sendo um procedimento estéril e de responsabilidade médica, o enfermeiro age bem como um supervisor, cuidando de toda a avaliação, cuidado e observação antes, durante e depois da inserção, incluindo a retirada. 17 Referências MAQUET CARDIOPULMORARUY DO BRASIL INDUSTRIA E COMÉRCIO S.A.; NORMAN PIERRE GUENTHER. Cateter Balão Intra-Aórtico de Fibra Ótica Sensation 7Fr: Partes, Peças, Módulos e Acessórios. São Paulo, 2009. Disponível em: http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/REL/REL%5B31356-1-2%5D.PDF. Acesso em: 25 de outubro de 2019. Folha de rosto Resumo Abstract Lista de ilustrações Sumário Balão Intra - Aórtico (BIA) BIA - Função Inserção e materiais Indicações Contra indicações Complicações Cuidados de Enfermagem Conclusão Referências