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Viroses Vegetais 
Marcelo Barreto da Silva 
Fitovírus 
São entidades infecciosas não celulares cujo 
genoma pode ser DNA ou RNA. Replicam-
se em células vivas, utilizando toda a 
maquinaria de biossíntese, de reprodução, 
de energia da célula para síntese e 
transferência cópias de seu próprio 
genoma para outras células. 
HISTÓRICO 
 Palavra vírus significa veneno. Doença 
infecciosa transmitem de um organismo 
doente para um sadio. 
 Os vírus só podem ser visualizados com 
auxílio do microscópio eletrônico 
 (20 a 300 nm) 
 Mosaico do fumo (TMV)  1º Caso a ser 
estudado 
Mosaico do Fumo - TMV 
Histórico 
 1886  Caráter infeccioso 
 1892  O extrato da planta infecciosa mantinha-se 
infecciosa após passagem por filtro Bacteriológico. 
 1898  O princípio patogênico difundia-se em 
ágar – “Fluido Vivo Contagioso” 
 1927  Precipitam proteínas. 
 1935  Isolou-se uma proteína com mesmas 
propriedades do mosaico. 
 1937  Vírus era formado de proteína com e ácido 
nucléico. 
 1991  Definição de Matthems – uma ou mais 
moléculas de ácido nucléico, envolta por uma capa 
protetora de proteína ou lipoproteína 
'Citrus tristeza virus' – CTV 
 É considerada a virose de maior 
importância econômica para a citricultura 
mundial 
 Década de 40, quando 9 milhões de 
plantas cítricas sobre porta-enxerto de 
laranja Azeda foram perdidas. Na época, 
existiam 11 milhões de pés de laranja. 
'Citrus tristeza virus' – CTV 
 O pulgão preto dos citros, Toxoptera 
citricida, é o vetor mais eficiente. 
 
'Citrus tristeza virus' - CTV 
 Controle 
– Material resistente – limão cravo 
– Premunização, isto é, a infecção de uma 
planta de citros com uma estirpe fraca de 
tristeza que venha a oferecer proteção contra 
as estirpes fortes 
– Subenxertia 
'Citrus tristeza virus' - CTV 
 Subenxertia 
 
Vírus do mosaico do fumo - TMV 
Vírus do vira-cabeça do fumo e 
tomateiro (TSWV) 
Vírus do vira-cabeça do fumo e 
tomateiro (TSWV) 
PVX 
PVX + TMV = sinergismo 
TMV PVX 
Vírus que infectam vários 
hospedeiros 
 Vírus do mosaico do fumo (TMV) 
 Vírus do mosaico do pepino (CMV) 
 Vírus do vira-cabeça do fumo e tomateiro 
(TSWV) 
Características gerais dos vírus 
 Dimensões 
– Sub-microscópicas  não se vê ao 
microscópio de luz 
– Alguns vírus são do tamanho das maiores 
proteínas, como a albumina do ovo (25 nm) 
– A partir de 200 nm é possível ver ao 
microscópio ótico. 
Características gerais dos vírus 
 Composição 
– Os fitovirus contém geralmente ácidos 
nucléicos e alguns apresentam DNA. 
– RNA é revestido por uma capa protéica 
 Natureza do parasitismo 
– São parasitas intracelulares obrigatórios 
– Fazem uso dos processos metabólicos da 
célula suscetível 
– Usam ribossomos (local de síntese), RNA, 
aminoácidos e energia das células vivas 
 Propagação 
– Inteiramente passiva 
– Alguns são muito infecciosos TMV e PVX  
Transmitido por contato e propagação vegetativa 
– Vetores  insetos 
– No cigarro  TMV 
– Na planta é sistêmico  Movimentação via xilema e 
floema 
– Muitos são transmitidos pela semente 
 Comportamento diante de agentes 
físicos 
– Podem permanecer viáveis no extrato vegetal 
– Minutos/horas/dias 
– O TMV  permanecem viáveis por meses 
– Fragmentos foliares dessecados ( 
Temperatua e UR), permite conservação 
por meses ou anos. 
– O TMV  décadas 
Sintomas e enfermidades 
causadas pelos fitovírus 
 Sintomas citológicos e histológicos 
– Inclusões celulares visíveis ao microscópio 
somente em plantas enfermas 
– Inclusões cristalinas 
– Inclusões tipo cata-vento 
Inclusão tipo Catavento 
 Sintomas macroscópicos 
– Bronzeamento  Acúmulo de melanina 
– Cordão – de – sapato  Folhas e folíolos 
longos, com limbo foliar restrito 
– Manchas anulares, anéis concêntricos 
– Mosaico 
– Nanismo 
Manchas anelares 
Manchas anelares 
Cordão-de-sapato 
Mosaico 
Transmissão Artificial e Natural 
 Transmissão artificial 
– É usada para realizar estudos, reproduzir sintomas 
 
 Inoculação com extrato de tecidos 
infectados 
– Obtidos de folhas com plenos sintomas 
– Uso em mosaicos 
– Inoculação com fricção suave do extrato vegetal 
– Uso de abrasivo fino 
 Enxertia 
– É comum a transmissão não 
intencional 
– Uso da cuscuta, o cipó de chumbo 
Transmissão natural 
 Contato 
– O vírus x da batata 
– Transmitido durante tratos culturais 
como desbrotas 
 Mosaico do fumo (TMV) 
 Mosaico do tomateiro (ToMV) 
 Vírus X da batata (PVX) 
 Pela semente e material propagativo 
– ¼ dos vírus são transmitidos pelas 
sementes 
– Mosaico comum do feijão (CMV) 
– Viroses em batata 
– Viroses em morango e banana 
Vírus Hospedeiro 
Transmissão pela 
semente (%) 
Tobacco ringspot virus (TRSV) Glycine max (soja) 
Petúnia spp (petúnia) 
Nicotiana tabacum (fumo) 
60 a 100 
20 
0 
Bean common mosaic virus (BCMV) Phaseolus vulgaris 
(feijão) 
20 a 45 
Tobacco mosaic virus (TMV) Nicotiana tabacum (fumo) 0 
Percentagens de transmissão de vírus de plantas pelas sementes e alguns 
hospedeiros 
Vetores 
 Os vetores são importantes transmissores de 
viroses no campo. 
 A transmissão por insetos é a mais importe. 
 No caso de viroses transmitidas por insetos, o 
controle da doença passa pelo controle ou fuga 
do vetor. 
 Maioria dos insetos pertence à ordem 
Homóptera: pulgões, cigarrinhas, mosca-branca 
e cochonilhas. 
Pulgões 
Pulgões 
Cigarrinhas 
Cigarrinhas 
mosca-branca 
mosca-branca 
Mosaico Dourado do Feijão 
cochonilhas 
cochonilhas 
 Os insetos que apresentam aparelho bucal 
tipo sugador e são os vetores mais 
comuns. 
 Esses insetos adquirem os vírus ao se 
alimentarem em plantas infectadas, 
introduzindo os estiletes nas células do 
mesófilo (picada de prova) ou do floema 
(picada de alimentação). 
Conceitos 
 O tempo que o inseto leva para adquirir o 
vírus ao se alimentar na planta infectada é 
denominado “período de aquisição”. 
 Após adquirir o vírus, o inseto é dito 
“virulífero”. 
 O tempo entre a aquisição e a capacidade 
do inseto transmitir o vírus para outra 
planta é denominado de “período 
latente”. Este período pode variar de 
alguns segundos a dias. 
Conceitos 
 O tempo que o inseto virulífero necessita 
de se alimentar em uma planta sadia para 
transmitir um vírus é denominado 
“período de inoculação”. 
 O tempo em que o inseto permanece 
virulífero sem voltar a se alimentar de 
uma planta doente é denominado 
“período de retenção”. 
Relação inseto-vetor & Vírus 
 Não-circulativa. Neste caso o vírus fica 
no aparelho bucal do inseto. A aquisição 
do vírus se dá na picada de prova. O 
período de aquisição se dá em segundos. 
Não há período latente e o período de 
retenção dura alguns minutos. 
Relação inseto-vetor & Vírus 
 Circulativa não-propagativa. O vírus 
ultrapassa o aparelho bucal e penetra nas 
glândulas salivares, sendo transmitido 
quanto o inseto secreta saliva durante a 
alimentação. O vírus é adquirido durante a 
alimentação, quando a picada atinge o 
floema da planta. O período de aquisição 
é de horas e o período de retenção é de 
dias. 
Relação inseto-vetor & Vírus 
 Circulativa propagativa. O vírus possui 
capacidade de multiplicar-se também no 
inseto vetor. O período de aquisição varia 
de horas a dias, o período latente é de 
alguns dias e o período de retenção é 
igual ao resto da vidado inseto. 
Vírus Vetor 
Relação 
vírus-vetor 
Período de 
aquisição 
Período 
de 
retenção 
PVY Aphis gossypii 
M. persicae 
Não circulativa 
Não circulativa 
5 seg. 
5 seg. 
12 a 16 
horas 
24 horas 
CMV M. persicae Não circulativa 
Não circulativa 
30 seg. 
30 seg. 
4 h 
6 h 
PLRV M. persicae Circulativa não-
propagativa 
24 h Semanas 
SYVV Hyperomyzus 
lactucae 
Circulativa 
propagativa 
2 h Resto da 
vida 
PVY (Potato virus Y), CMV (Cucumber mosaic virus), PLRV (Potato leafroll virus), SYVV (Sonchus yellow vein virus) 
Ácaros 
 Os mais comum são os ácaros da família 
Tenuipalpidae, incluído as espécies 
Brevipalpus phoenix, B. californicus e B. 
obovatus que transmitem o Citrus leprosis 
virus (CiLV), o Coffee rigspote virus 
(CoRSV) e o Passiflora green spot virus 
(PGSV). 
Brevipalpus phoenix 
Leprose dos Citros 
Nomenclatura 
 A nomenclatura não segue o esquema 
binomial latino. 
 A nomenclatura deve ser feita em inglês, 
com a espécie recebendo o nome 
composto, preferencialmente recebendo o 
nome do hospedeiro e o sintoma típico e o 
termo “virus”. 
– Tobacco mosaic virus (TMV), 
– Tomato spotted wilt virus (TSWV), 
– Bean golden mosaic virus (BGMV). 
Nomenclatura 
 Os principais critérios para a divisão em 
gêneros são a morfologia da partícula 
viral, o tipo de ácido nucléico e o número 
de componentes do genoma. 
 Gênero Tobamovirus é constituído por 
vírus de partículas alongadas, rígidas, com 
aproximadamente 300nm de comprimento 
por 18nm de largura e genoma composto 
de RNA de fita simples. 
Nomenclatura 
 Gênero Bromovirus é constituído por vírus 
de partículas isoméricas, com diâmetro 
aproximado de 30nm e genoma composto 
de RNA de fita simples. 
 Os nomes dos Gêneros são derivados de 
um vírus-tipo. 
 Tobamovirus vem de Tobacco mosaic virus; 
 Bromovirus vem de Brome mosaic virus 
 Potyvirus vem de Potato Y virus. 
Bacteriófagos 
 Twort observou que culturas bacterianas 
algumas vezes se dissolviam por lise ou 
rompimento das células. 
 O efeito lítico era transmissível de colônia 
para colônia. 
 O efeito infeccioso era perdido por 
aquecimento 
 D’Hérelle designou o fenômeno de 
bacteriófago ou comedor de bactérias 
Bacteriófagos 
Baculovirus

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