Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

FIAM-FAAM-CENTRO UNIVERSITÁRIO GRADUAÇÃO EM 
COMUNICAÇÃO SOCIAL: RÁDIO, TV E VÍDEO 
 
 
 
 
 
 
 
Isabela Oliveira de Souza 
Janaina Santos dos Reis Oliveira 
Kelvin Alves de Lima 
Paula de Lima Dutra 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DE ELEMENTOS VISUAIS DO FILME O ILUMINADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2019
 
FIAM-FAAM-CENTRO UNIVERSITÁRIO GRADUAÇÃO EM 
COMUNICAÇÃO SOCIAL: RÁDIO, TV E VÍDEO 
 
 
 
Isabela Oliveira de Souza ra.: 8598599 
Janaina Santos dos Reis Oliveira ra.: 8570055 
Kelvin Alves de Lima ra.:8903580 
Paula de Lima Dutra ra.:8966644 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DE ELEMENTOS VISUAIS DO FILME O ILUMINADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pesquisa para a disciplina de Comunicação 
Visual sob orientação do Profº Rogério 
Kurschessky da Silva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
 
 
2019
 
RESUMO 
 
A presente pesquisa tem o propósito de analisar o filme “O Iluminado”, dirigido 
pelo cineasta Stanley Kubrick, através de suas composições visuais e apelos estéticos 
afim de fazer uma relação com a trama do filme e elaborar, a partir destes elementos, 
um cartaz alternativo para o filme. Além disso, a pesquisa apresenta um panorama do 
cinema como um todo e do gênero do qual o objeto de pesquisa faz parte. 
 
 
 
 
Palavras-chave: O iluminado, Kubrick, cinema de horror, comunicação visual.
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
Introdução...................................................................................................................04 
 
1. História do cinema ................................................................................................05 
1.1 O gênero terror................................................................................................09 
1.2 O terror e seus subgêneros.............................................................................10 
2. O Iluminado...........................................................................................................12 
3. Locais de Exibição................................................................................................16 
4. Reivenções............................................................................................................17 
 
Conclusão...................................................................................................................19 
 
Referências Bibliográficas..........................................................................................20
4 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O filme “O Iluminado” é um grande clássico do cinema, que conquista gerações 
e gerações de fãs, não somente do gênero terror, mas de um bom filme no geral. 
Adaptação do livro de sucesso do consagrado escritor Stephen King, o filme dirigido 
por Stanley Kubrick tem um forte apelo na cultura popular e se tornou grande referência 
em filmes e séries que seguem o gênero terror como premissa. No decorrer da 
pesquisa, iremos nos aprofundar nas características visuais do filme afim de, através 
desses elementos, construir uma narrativa.
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. HISTÓRIA DO CINEMA 
 
 
 
Desde sempre o ser humano via a necessidade de registrar coisas, 
movimentos e momentos. Por isso, através de pinturas na parede os pré-históricos 
começaram a registrar o dia a dia deles, como animais, caçadas, pessoas e etc. Então, 
o início exato do “fazer cinema” não se sabe ao certo pois infelizmente não se tem 
registros de como tudo começou cinematograficamente, mas nós sabemos que em 
1895 aconteceu a primeira projeção de um filme em um telão. Em dezembro deste ano 
os irmãos Lumière foram os responsáveis por criar a primeira projeção 
cinematográfica, isso aconteceu na França e foi em uma sessão paga e para um 
público restrito de um pouco mais de 30 pessoas. “L’Arrivée d’um Train à La Ciotat” é 
o nome do pequeno filme criado por Louis Lumière e Auguste Lumière. Em um pouco 
mais de um minuto foi retratado a imagem de pessoas andando pela estação de um 
trem, pessoas desembarcando de suas carruagens, carregando malas e esperando o 
trem, quando de repente o tão aguardado chega e estaciona na plataforma. As 
pessoas que estavam ali presentes assistindo ao filme, desacostumadas com tal 
novidade, assustaram e até acharam que o trem iria sair da tela, mas logo perceberam 
que nada aconteceria e que não se passava de um conjunto de imagens, que quando 
juntas apresentavam movimento (experimento realizado por muitos para entender o 
movimento das coisas). 
 
Antes mesmo dosirmãos Lumière lançarem seu filme, muitas pessoas 
inventaram aparelhos para conseguir entender e estudar a fotografia, a questão do 
movimento e o fenômeno da persistência retiniana. O cinetoscópio, inventado por 
Thomas Edison, consistia em um filme perfurado e projetado em uma tela dentro de 
uma máquina, na qual só cabia uma pessoa por vez e foi logo o início para o 
crescimento do cinema. O inventor Thomas Edison realizou várias projeções em sua 
máquina, inclusive “Black Maria” que éconsiderado o primeiro filme do cinema. A 
invenção de Edison é considerada por muitos como o primeiro aparelho qualificado 
como cinema.
6 
 
 
 
 
Após os irmãos Lumière apresentarem “L’Arrivée d’um Train à La Ciotat”, eles 
produziram outros pequenos filmes e os distribuíram pelo mundo, assim como Edison, 
que na mesma época projetou seu primeiro filme “Vitascope”. 
 
A fase inicial do cinema mundial era mudo, pois só era possível a captação de 
imagens em preto e branco e ainda não com sons. A maioria dos filmes coloridos eram 
pintados à mão, cada quadrante de cena. 
 
O cinema por si só teve muitas fases importantes e então, por volta de 1919 o 
cinema impressionista francês surgia. Mais conhecido como o cinema vanguardista, 
começou através dos artistas vanguardistas que quiseram experimentar o cinema 
como arte. Cineastas e artistas da vanguarda se reuniram para fazer algo diferente e 
voltado para o ritmo e o movimento. O objetivo deles era chocar a burguesia e causar 
impacto a partir de cenas e filmes nada comerciais, eles exploravam muito a iluminação 
e ângulos diferentes. Mas, por volta de 1930, por conta de movimentos e regimes 
totalitários, o cinema vanguardista foi se desfazendo e perdendo sua força, obrigando 
os cineastas deste meio recorrerem a outros modos do cinema, como os filmes 
comerciais, a clandestinidade e até Hollywood. “Napoleon”, “J’accuse” e “La Souriante 
Madame Beudet” são alguns dos filmes que fizeram parte do cinema de vanguarda e 
se destacaram de alguma forma. 
 
Por volta da década de 1920 o expressionismo alemão se tornava conhecido 
pelo mundo. Este estilo, que também é cinematográfico, nasceu na Alemanha e ficou 
conhecido pelas cenas distorcidas, personagens e maquiagens completamente 
fantasiosos e até irreais. Os recursos de fotografia eram usados para mostrar outro 
jeito de se ver o mundo. A principal crítica era a burguesia, sendo contra e combatendo 
a tudo o que a burguesia impunha. “O Gabinete do Dr. Caligari”, “Nosferatu, uma 
sinfonia de horrors” e “Murnau” são exemplos de sucessos do estilo alemão. 
 
O cinema surrealista também surgiu, na Espanha, na mesma época que o 
expressionismo alemão. O estilo era conhecido por apresentar a realidade interior e 
exterior como dois elementos em processo de unificação, ou seja, o público que está 
acostumado com filmes de narrativa clássica vão demorar a entender filmes 
surrealistas, por serem confusos, intensose expressivos, um bom exemplo de filme é 
“Um Cão Andaluz”, de Luis Buñuel.
7 
 
 
 
 
Muitos outros estilos e categorias sobre como se fazer cinema surgiram desde 
então, inclusive logo surgiu o cinema com som. 
 
O cinema mudou muito desde que surgiu até os dias de hoje, mas uma coisa 
que se mantém a mesma desde 1926, quando a Warner Brothers colocou o Vitaphone 
junto a filmagem das imagens. O vitaphone era um aparelho que gravava o som sobre 
o disco. Logo depois foi lançado o primeiro musical, desde então em basicamente 
todos os filmes clássicos, o som é imprescindível para o filme. 
 
O filme mudo continuou por alguns anos, mas não durou muito. Com exceção 
aos filmes de Charlie Chaplin, o último filme mudo de Hollywood a ser lançado foi em 
1929. Esta data se refere à Hollywood, porque no resto do mundo esta mudança do 
mudo para o som aconteceu um pouco mais devagar. Desde então, os filmes 
hollywoodianos cresceram em grande escala, sendo um dos mais consumidos 
mundialmente e virando padrão para outras produções. 
 
Na década de 1930 o que o público mais consumia, o que mais fazia sucesso 
eram os filmes de gangster e filmes bíblicos. O expressionismo europeu está muito 
presente nesta fase, principalmente em filmes de gângster, que era o que dominava a 
massa na época. Um gênero que também conseguiu se desenvolver bastante nesta 
década foi o de ficção científica, como o “Drácula”, “Frankenstein” e muitos outros 
mais. 
 
Em 1940, década da Segunda Guerra Mundial. As produções cinematográficas 
desta época se baseavam no que estava acontecendo no mundo, ou seja, a guerra. 
Então, muitos filmes patriotas, filmes de guerrilhas, confrontos e até antinazistas 
no final da Guerra eram produzidos nestes anos. 
 
O neorrealismo surgiu nesta época também, na Itália, com a intenção de criticar 
e ser contra ao regime de Mussolini. Os cineastas usavam muito da naturalidade, tanto 
com atores não profissionais, quanto sobre a iluminação, os locais de gravação, etc. 
 
Até 1952 a indústria cinematográfica apostava nos personagens icônicos, 
surgindo os monstros mais famosos do cinema, como Corcunda de Notre Dame, 
Drácula, Frankenstein, Lobisomem entre outros. Depois do grande triunfo desses 
tipos de personagens nas telas e uma enorme quantidade de sequencias criadas,
8 
 
 
 
 
sentiu-se um desgaste no quesito inovação e criatividade para novas obras do 
gênero, e foi a partir de 1960 que o inovador cineaste Alfred Hitchcock surgiu 
com a famosa e conceitual obra “Psicose” (1960) e “Os Pássaro” (1963) que 
iniciaram uma nova fase dos filmes de terror, originando o então terror 
psicológico. Com essa nova fase surgiu outros grandes clássicos como “O Bebê 
de Rosemary” (1968) que nasceram a partir do suspense e do terror 
psicológico, visando o sobrenatural porém mantendo uma proximidade e 
semelhança com o seu público alvo. 
 
As Décadas de 1970 e 1980 foram consideradas a maior revolução do 
gênero, tendo como o primeiro marco o filme “A morte do demônio” (1981) que foi 
criado de uma forma inusitada para a época, devido a falta de orçamento para as 
filmagens, todo o processo foi realizado de forma customizada por doações e ajuda 
de amigos do diretor. Como foi filmado apenas com uma câmera, surgiu o aspecto 
documental, dando mais veracidade para o roteiro e quebrando alguns padrões da 
indústria, câmeras postas em pontos estratégicos como se fossem lugares 
escondidos, criando um aspecto intimista e mais sombrio para seu espectador. 
 
Referencias tiradas da década 50, fez com que surgisse novos personagens 
com suas historias sombrias e figurinos marcantes, sendo os grandes ícones como 
“Massacre da Serra Elétrica” (1974), “Halloween” (1978), “Sexta Feira 13” (1980) e “A 
Hora do Pesadelo” (1984). Essas são obras marcantes e essenciais para a história 
dos filmes de terror, não podemos pensar no gênero e não citar tais obras como 
clássicas e fundamentais. Ainda nos anos 70 e 80 podemos citar filmes que foram 
adaptações, como “Carrie, A Estranha” (1976) do famoso mestre dos contos de terror 
Stephen King e o famoso “O iluminado” (1980) que foi dirigido pelo cineasta Stanley 
Kubrick. 
 
Lançado nos anos 1990, “A Bruxa de Blair” (1999) é um polêmico filme que 
teve seu orçamento baixo, mas viralizou por ser lançado nos cinemas e jornais como 
fato verídico, em que se narra a história de 3 estudantes que que somem após viajar 
para uma floresta para relatar a lenda da bruxa que existia na cidade, e somem 
deixando como pistas apenas as filmagens. Os diretores, como tática de divulgação, 
noticiaram nos jornais o sumiço dos jovens, levando um grande público a lotarem as 
salas de cinema na época. No mesmo ano é lançado “O Sexto Sentido” (1999) o 
terror famoso mundialmente por falas de uma criança, que é personagem principal do 
filme e possui dons sobrenaturais de ver pessoas mortas. 
9 
 
Chegando no novo milênio, na era de grandes produções e efeitos visuais, o 
cinema vem com a proposta de filmes que possam lotar salas e gerar custos 
altíssimos. O terror no começo dos anos 2000 aposta alto e readaptações de 
clássicos como “Sexta feira 13” e “O massacre da serra elétrica” depois disso, 
temas sobrenaturais como Atividade paranormal que busca inspiração no estilo 
found footage, que torna o filme mais realista para o expectador, ganharam a 
década de 2000 com produções de baixo custo mas atingindo positivamente os 
críticos. 
 
 
A década de 2010 trouxe inovação e com ela o agrado de seu público fiel, traz 
obras que não prezam mais pelas caricaturas, sustos e monstros. O novo cinema 
nos mostra que o terror pode sim surpreender e mostrar além do óbvio. Nesse 
período, muitos filmes foram aclamados e bem avaliados pela academia, porém 
destaco aqui dois que com certeza revolucionaram a era do terror e deram um passo 
a frente construindo um novo modo de fazer o gênero, que são: “Hereditário” (2018) 
e “A bruxa” (2015). Com certeza são os filmes que saem do clássico e constrói um 
novo modelo estrutural de montagem, tirando o ar de seus telespectadores ao longo 
de suas horas de narrativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.1. O GÊNERO TERROR 
 
 
 
 
 
O gênero terror é um dos gêneros mais importantes do cinema, sendo um 
meio no qual as histórias que flertam com o sobrenatural ganharam espaço 
para serem apresentadas. O primeiro filme do gênero que se tem notícia é O castelo 
do demônio, de 1896, dirigido por Charles Melies, um dos fundadores do cinema. 
Conforme a história do cinema foi se desenvolvendo e essa arte foi se aprimorando,
10 
 
 
 
 
surgiram diversas vanguardas nas quais o cinema de horror teve destaque, como o 
Expressionismo, por exemplo, que distorcia formas e figuras a fim de proporcionar um 
visual que flertasse com o bizarro e o atípico. Neste movimento, surgiram grandes 
nomes do terror clássico, como Nosferatu (1922) e O gabinete do doutor Caligari 
(1920). 
 
Um dos grandes nomes do cinema de terror é sem dúvida Alfred Hitchcok, 
que dirigiu filmes como Psicose (1960) e Os pássaros (1963), que serviram de 
inspiração para diversos outros títulos do gênero. Conforme o cinema foi se 
estabelecendo dentro da modernidade, diversos filmes surgiram e marcaram época, 
como O bebê de Rosemary (1968), O exorcista (1973) e A profecia (1976). A partir dos 
anos 60, o cinema de horror foi emplacando filmes similares a outros grandes sucessos 
de público e bilheteria, criando assim subgêneros que predominaram nas telas por 
algum tempo. 
 
1.2. TERROR E SEUS SUBGÊNEROS 
 
 
Em meados dos anos1960, o subgênero Hagsploitation tomou conta 
dos cinemas ao retratar mulheres mais velhas em situações de loucura, isso por conta 
do sucesso que foi o clássico “O que terá acontecido a Baby Jane?”, de 1962. O gênero 
rendeu filmes como “A mansão dos desaparecidos” (1968) e “Obsessão sinistra” 
(1971). Os anos 1970, 1980 e 1990 foram tomados por filmes slashers, um subgênero 
cujas tramas envolvem assassinos matando aleatoriamente, concentrando suas ações 
em um grupo, geralmente de jovens, que tentam resolver o mistério. Franquias 
como “Halloween”, “O Massacre da Serra Elétrica”, “Sexta Feira 13” e “Pânico” 
são grandes exemplos deste subgênero. 
 
Os anos 2000 foram marcados pelos filmes found footage, que são baseados 
em um tipo de cinema que flerta com a linguagem documental, com a imagem 
geralmente granulada e eventos que são tidos quase sempre como baseado em fatos 
reais. O movimento conta com filmes como “A bruxa de Blair” e “Atividade Paranormal”. 
 
Muito se falou sobre o futuro do gênero, pois no final dos anos 2000 o gênero 
estava se cansando e se tornando extremamente repetitivo e previsível, apoiados 
basicamente em jumpscares (sustos propositais) para segurar o espectador. No
11 
 
 
 
 
entanto, em meados dos anos 2010, um novo subgênero surgiu com o Pós Terror, 
proporcionando filmes como “O Babadook” (2014), “A bruxa” (2016) e “Hereditário” 
(2018), que são baseados em tramas consistentes e atmosféricas, que trabalham 
com o psicológico do espectador afim de criar tensão, e não necessariamente 
apostando em sustos baratos e roteiros previsíveis.
12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. O ILUMINADO 
 
 
 
 
Figura 1: Pôster Oficial do filme 
 
Fonte: IMDB 
 
 
 
 
Orçamento: 19 milhões de dólares 
 
 
Receita: 45 milhões de dólares 
 
 
“O iluminado” é um filme do gênero terror, dirigido pelo já renomado cineasta 
Stanley Kubrick e lançado nos Estados Unidos em 23 de maio de 1980. O filme é uma 
adaptação do livro de mesmo nome escrito por Stephen King, lançado em 1977 e 
responsável por transformar o autor em um dos grandes nomes da literatura de horror 
no mundo inteiro. 
 
A trama gira em torno da família Torrance, composta pelo casal Jack 
(interpretado por Jack Nicholson) e Wendy (Shelley Duvall), e Danny (Danny Lloyd), 
filho do casal. Jack Torrance é convocado para trabalhar como zelador do hotel 
Overlook durante a baixa temporada, período em que a neve está tão intensa que 
impossibilita o acesso ao local.
13 
 
 
 
 
O filme possui nota 66 no metacritic e é um marco na história do gênero terror. 
É considerado um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, ao lado de outros 
clássicos como “Psicose” (1960) e “O Exorcista” (1973), além de ter servido como 
inspiração estética para obras como “American Horror Story” (2011-atual) e para o 
videoclipe da música “The kill”, da banda 30 Seconds to Mars. 
 
O livro que originou o filme foi o terceiro publicado por Stephen King, que até 
então tinha tido um sucesso apenas moderado com suas obras “Carrie” (1974) e “A 
hora do vampire” (1975). O livro foi escrito no processo de tratamento contra o 
alcoolismo de King e teve referências de um hotel abandonado no qual o autor esteve 
hospedado por um tempo, e logo se tornou o primeiro best seller do autor, que 
posteriormente emplacou diversos sucessos de vendas como “It – a coisa” (1986), 
“Cemitério maldito” (1983) e a série “A torre negra” (1982-2004). King lançou em 2013 
o romance Doutor Sono, continuação direta de “O iluminado”. 
 
Os direitos do livro foram adquiridos pelo cineasta norte americano Stanley 
Kubrick pouco tempo depois do lançamento do mesmo. Kubrick já era um diretor 
renomado no cinema daquela época devido aos sucessos de filmes como “Lolita” 
(1962), “2001: uma odisseia no espaço” (1968) e “Laranja mecânica” (1971), todos 
com roteiros baseados em romances literários, revisados pelo próprio diretor. Kubrick 
ficou conhecido por sua versatilidade no cinema, tendo sua estreia em um filme de 
guerra, “Medo e desejo” (1953) e transitado, desde então, entre os mais diversos 
gêneros, obtendo sucesso em todos eles. A expectativa pela versão de “O iluminado” 
de Kubrick era alta, pois era a junção de dois grandes sucessos do momento: Stanley 
Kubrick e Stephen King, e havia grande curiosidade por parte dos admiradores de 
ambos sobre como o romance gótico e carregado de terror psicológico de King seria 
adaptado para o cinema fotográfico e carregado de simbologias de Kubrick.
14 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2: O ponto de Fuga em O Iluminado - cena do carpete 
 
Fonte: Trabalho Sujo 
 
Kubrick é conhecido por seu cinema realista e perfeccionista, preocupado em 
aprimorar as experiências sensoriais do espectador, a fim de aproximá-lo cada vez 
mais daquilo que está assistindo. Para tanto, o diretor lançava mão de recursos que 
faziam com que a câmera circulasse pelo set de filmagens tal qual um dos atores em 
cena, além da preocupação com a captação do som, para garantir um realismo ainda 
maior. Outra marca do cinema de Kubrick, claramente presente em “O iluminado”, é a 
fotografia geométrica, preocupada em estabelecer planos extremamente calculados, 
com objetos cênicos milimetricamente posicionados afim de oferecer uma visão clara 
daquilo que o diretor quer mostrar. Cenas conhecidas do filme como da de Danny 
andando pelos corredores do Hotel, a do banheiro do quarto assombrado e a de Jack 
debruçado sob a maquete do labirinto mostram o quão preocupado Kubrick era em 
deixar claro o seu ponto de fuga, o ponto que interliga todas as linhas paralelas que 
compõem o plano de visão. 
 
 
 
Figura 3: O banheiro de O Iluminado 
 
Fonte: História em 35 mm
15 
 
 
 
 
 
 
 
O filme, apesar de ser um marco na história do cinema, tem histórias 
conturbadas de sua produção. A começar pelo autor do livro, que se mostrou 
totalmente insatisfeito com o tratamento de Kubrick por sua obra. Segundo King, 
Kubrick transformou Jack em um homem visivelmente perturbado desde o início e 
reduziu Wendy a uma personagem inútil que só faz gritar, o que acabou por mudar o 
desenvolver da trama. Além disso, os atores principais também relataram problemas 
com as filmagens do filme, pois Kubrick com seu perfeccionismo, repetia tomadas à 
exaustão, levando Jack Nicholson a perder a paciência com o diretor e Shelley Duvall 
a adoecer de estresse, chegando até mesmo a perder peso e cabelo durante 
as gravações. 
 
 
 
 
Figura 4: O ponto de Fuga em O Iluminado - Jack debruçado sobre a maquete do labirinto 
 
Fonte: Clube brasileiros de trens fantasmas 
 
 
 
 
O filme atualmente está disponível no Brasil no YouTube e Globo Play Filmes, 
e não é relançado em DVD ou blu -ray disc há algum tempo, pois encontra-se 
indisponível em grande parte das lojas online. Estreia em novembro de 2019 a 
continuação do filme, “Doutor Sono”, baseada no livro mencionado anteriormente. O 
filme será dirigido por Mike Flanagan, responsável por outra adaptação de Stephen 
King, “Jogo” perigoso, lançado pela Netflix em 2017. O trailer do filme conta 
com diversos elementos do filme de Kubrick e recebeu a aprovação de Stephen King.
16 
 
 
 
 
3. LOCAIS DE EXIBIÇÃO 
 
“O iluminado” foi exibido em cinemas tradicionais, cuja história tem inicio em junho de 
 
1905 nos chamados Nickelodeon, termo que vem Do inglês nickel, cinco centavos de 
dólar, que era o valorcobrado para entrar na sala, que passavam filmes curtos, com 
menos de um minuto de duração. 
 
A primeira exibição no que pode ser chamado cinema de que se tem história, foi nos 
anos 1890, quando os irmãos Lumière projetaram “A saída dos operários da fábrica 
Lumiére”, causando grande estranhamento nos espectadores que viram uma imagem 
em movimento pela primeira vez. 
 
A partir de 1950, teve um crescimento enorme do público nos cinemas e por isso os 
estúdios começaram a investir em diversas tecnologias, um exemplo é o 
CinemaScope que foi uma tecnologia de filmagem e projeção que utilizava lentes 
anamórficas criada pelo presidente da Twentieth Century Fox em 1953. 
 
“O iluminado” estreou nos cinemas em 1980, tendo como meio de divulgação o método 
cinematográfico que se perpetuou nos anos 1970, década em que a tecnologia IMAX 
(tecnologia cinematográfica de ponta, com alta definição de som e imagem, que 
garante total imersão do espectador) foi instaurada em alguns cinemas e fez com que 
os filmes carecessem de mais um apelo para que o publico fosse cativado por filmes 
mesmo que não dispusessem de tanta tecnologia e modernidade. 
 
 
 
O filme foi um grande sucesso de público e, ao contrário de filmes como “O Exorcista” 
e “Psicose”, não há relatos atuais que falem especificamente sobre a reação do público 
diante do que estavam vendo, mas é conhecido que o filme chocou por sua narrativa 
e estética cruas e logo foi consagrado como um clássico. Ocupou a décima quarta 
posição no ranking de maiores bilheterias domésticas (norte-americana) do ano em 
que estreou. O filme foi lançado no Brasil em dezembro de 1980 e foi reprisado nas 
salas de cinema brasileiras algumas vezes por meio do projeto Clássicos Cinemark, 
que exibia filmes clássicos do cinema nas salas da franquia. O filme está previsto para 
ser reexibido no Brasil em 29 de outubro de 2019 como parte da divulgação de sua 
sequência, “Doutor Sono”.
17 
 
 
 
 
4. REINVENÇÕES: 
 
 
4.1. SINOPSES: 
 
 
OFICIAL: Jack Torrance se torna caseiro de inverno do isolado Hotel Overlook, nas 
montanhas do Colorado, na esperança de curar seu bloqueio de escritor. Ele se instala 
com a esposa Wendy e o filho Danny, que é atormentando por premonições. Jack não 
consegue escrever e as visões de Danny se tornam mais perturbadoras. O escritor 
descobre os segredos sombrios do hotel e começa a se transformar em um maníaco 
homicida, aterrorizando sua família. 
 
REESCRITA: O ex professor e escritor frustrado Jack Torrance consegue uma chance 
de cuidar de um grande e isolado hotel durante o período de baixa temporada. Ao se 
mudar com sua esposa Wendy e seu filho Danny, Jack espera poder concluir seu livro, 
mas acaba por enfrentar forças malignas que habitam o hotel e são percebidas por 
Danny, uma criança com um dom especial que é capaz de presenciar os horrores que 
assombram o hotel Overlook. 
 
4.2. POSTERES: 
 
 
 
 
 
Figura 5: Pôster Oficial do filme 
 
Fonte: IMDB
18 
 
 
 
 
Um dos pôsteres oficiais do filme traz os dois personagens principais, o casal 
Wendy e Jack, em uma das cenas mais emblemáticas do filme. Na concepção do 
grupo, esse cartaz traz uma relação forte com o filme, mas ao mesmo tempo, 
problemática, pois pode ser considerada como spoiler, já que acaba por revelar o rumo 
do personagem Jack em relação a sua sanidade e família. 
 
 
 
 
Figura 6: Pôster reinventado 
 
Fonte: Própria 
 
A concepção do cartaz produzido pelo grupo visa trazer para a composição 
visual, elementos que fazem parte da trama, sem entregar os pontos principais da 
mesma. Para tanto, utilizamos do recurso do labirinto, um elemento muito importante 
no filme, que faz referência ao carpete do Hotel Overlook por suas cores e 
padronização. O círculo no meio remete, bem como o posicionamento estratégico do 
quadro com o labirinto, ao plano geométrico e estratégico do diretor, com o seu plano 
de fuga. A cor do círculo no centro tem relação com uma poça de sangue, outro 
elemento bastante presente no filme. Além disso, há a silhueta do brinquedo com o 
qual Danny circula pelos corredores do hotel e o formato do cartaz em si lembra o de 
uma fotografia Polaroid, com suas margens às laterais, acima e abaixo do objeto 
central, um objeto que por si só já remete à uma memória clássica, uma sensação que 
fica presente ao assistir ao filme em questão. A fonte usada é a mesma dos cartazes 
originais, utilizada de maneira que o público tenha um reconhecimento imediato da 
obra unicamente através do apelo visual.
19 
 
 
 
 
CONCLUSÃO: 
 
 
A partir do material pesquisado e dissecado, pudemos perceber a importância 
da linguagem visual na composição de um material informativo e de divulgação. É 
através deles que o espectador compra ou não o produto, no caso, o filme. Depois de 
analisarmos o filme e as referências nele contidas, conseguimos estabelecer 
uma ligação entre os elementos (fotografia, objetos cênicos, cores, mise-en-scène, 
etc) presentes na obra e no contexto geral da comunicação, e através deles, construir 
um cartaz que fosse funcional, assertivo e convidativo para o público em geral.
20 
 
 
 
 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
PRUNER, Aaron. How the shining changed horror movies and no one 
noticed. Acesso em: 1 out. 2019. Disponível em: 
https://www.looper.com/118286/shining-changed-horror-movies-one-noticed/ 
 
ULTIMO SEGUNDO. Acompanhe as mudanças do gênero desde os 
monstros clássicos até os falsos documentários. Acesso em: 10. Out. 2019. 
Disponível em: https://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2012-10- 
19/decada-a-decada-veja-a-evolucao-do-cinema-de-terror.html 
 
VERAS, João. Especial a evolução dos filmes de terror. Acesso em: 10 out. 
2019. Disponível em: https://cinefans.com.br/especial-a-evolucao-dos-filmes-de- 
terror/ 
 
MILICI, Marcel. As tendências dos filmes de terror através dos tempos. 
Acesso em: 29. set. 2019. Disponível em: 
https://www.omelete.com.br/colunistas/marcelo-milici-as-tendencias-dos-filmes- 
de-terror-atraves-dos-tempos 
 
CAOS CULTURAL. Nickelodeons o nascer do cinema. Acesso em 28 set. 
2019. Disponível em: 
https://www.caoscultural.com.br/single-post/2018/01/14/Nickelodeons---O-nascer- 
do-Cinema 
 
MILETI, Saulo. O ponto de fuga da Stanley Kubrick. Acesso em 28 set. 2019. 
Disponível em: https://www.b9.com.br/31346/o-ponto-de-fuga-de-stanley-kubrick/ 
 
MENMO CINE. O surrealismo no cinema; Acesso em 13 out. 2019. Disponível 
em: http://www.mnemocine.com.br/index.php/cinema-categoria/20-critica/21-o- 
surrealismo-no-cinema 
 
MUNDO EDUCAÇÃO. A origem do cinema. Acesso em 13 out. 2019. 
Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/origem- 
cinema.htm 
 
O ILUMINADO. Direção de Stanley Kubrick. Warner Bros, 1980. 1 DVD (144 min.)