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1. 
 
 
XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO A advogada Ana integrou o departamento jurídico da empresa 
XYZ Ltda. e, portanto, participava de reuniões internas, com sócios e diretores, e externas, com 
clientes e fornecedores, tendo acesso a todos os documentos da sociedade, inclusive aos de natureza 
contábil, conhecendo assim, diversos fatos e informações relevantes sobre a empresa. Alguns anos 
após ter deixado os quadros da XYZ Ltda., Ana recebeu intimação para comparecer a determinada 
audiência e a prestar depoimento, como testemunha arrolada pela defesa, no âmbito de ação penal 
em que um dos sócios da empresa figurava como acusado do crime de sonegação fiscal. Ao 
comparecer à audiência, Ana afirmou que não prestaria depoimento sobre os fatos dos quais tomou 
conhecimento enquanto integrava o jurídico da XYZ Ltda. O magistrado que presidia o ato ressaltou 
que seu depoimento havia sido solicitado pelo próprio sócio da empresa, que a estaria, portanto, 
desobrigando do dever de guardar sigilo. Sobre a questão apresentada, observadas as regras do 
Estatuto da OAB e do Código de Ética e Disciplina da OAB, assinale a opção correta. 
 
 
 
Ana não terá o dever de depor, pois o advogado tem o direito de se recusar a depor, como 
testemunha, sobre fato relacionado à pessoa de quem foi ou seja advogado, mesmo quando 
solicitado pelo cliente. 
 
 
Ana terá o dever de depor, pois o bem jurídico administração da justiça é mais relevante do que 
o bem jurídico inviolabilidade dos segredos. 
 
 
Ana terá o dever de depor, pois foi desobrigada por seu ex-cliente do dever de guardar sigilo 
sobre os fatos de que tomou conhecimento quando atuou como advogada da XYZ Ltda. 
 
 
Ana terá o dever de depor, pois não integra mais o departamento jurídico da empresa XYZ 
Ltda., tendo cessado, portanto, seu dever de guardar sigilo. 
 
 
 
Explicação: 
O sigilo das informações disponibilizadas pelos clientes a seus Advogados é um dos princípios básicos da 
advocacia, inerente ao exercício da profissão. Da mesma forma que o Advogado é inviolável por seus 
atos e manifestações, nos termos do art. 133 da Constituição Federal, as informações confidenciais de 
seus clientes também são invioláveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Por força de lei federal foi criada a autarquia Rodovias Turísticas . Durante a sua 
estruturação, a chefia imediata indicou Rui da Silva, servidor público federal e 
Bacharel em Direito, gerenciar o respectivo setor jurídico que incluiria seis 
advogados cujos cargos ainda seriam preenchidos após o devido concurso 
público. No entanto, a indicação foi questionada pela advogada Claudia, com 
base no EOAB, por ausência de requisito legal. Tem razão, a advogada, em sua 
manifestação? 
 
 
 
Sim, pois até Bacharel em Direito deve antes comprovar idoneidade moral para ocupar cargo de 
direção em paraestatal. 
 
 
Não, porque se trata de ato discricionário do ocupante do cargo executivo imediatamente 
superior. 
 
 
Não, porque um bacharel em Direito possui todos os conhecimentos necessários para exercer a 
função, principalmente porque haverá advogados para exercerem atividades privativas da 
advocacia. 
 
 
Sim, porque o gerenciamento de setor jurídico é atividade privativa da advocacia. 
 
 
Nenhuma das respostas acima. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme o art. 7° do RGOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
O legislador constituinte conferiu importância à advocacia, no art. 133, em razão 
do papel que o advogado exerce junto à sociedade. Nesse sentido, conforme 
Provimento 144 que organiza o Exame de Ordem no Brasil, elaborado pelo do 
Conselho Federal, estão dispensados do referido exame: 
 
 
 
Advogados públicos da AGU. 
 
 
Egressos da magistratura e Ministério Público. 
 
 
Procuradores da Fazenda Nacional 
 
 
Bacharéis com 3 anos de estágio em Tribunais de Justiça. 
 
 
Brasileiros e/ou estrangeiros formados, em Direito, no exterior. 
 
 
 
Explicação: 
O Provimento 144 que organiza o Exame de Ordem no Brasil, elaborado pelo do Conselho 
Federal, estabelece que estão dispensados do exame de ordem os egressos da magistratura e Ministério 
Público. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Assinale a alternativa que apresenta uma informação CORRETA: 
 
 
 
Os advogados públicos não integram a OAB. 
 
 
o advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 15 (quinze) dias 
seguintes à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído 
antes do término desse prazo. 
 
 
no seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social. 
 
 
no processo judicial, o advogado contribui na postulação de decisão favorável ao seu 
constituinte, ao convencimento do julgador, mas seus atos não constituem múnus público. 
 
 
o estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar todos os atos previstos 
no Estatuto da Advocacia e da OAB, na forma do Regulamento Geral, isoladamente ou 
em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste, com carga horária de 250h. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão encontra-se no art. 2°, §§ 1° e 2°, EOAB. A carga horária do estagio 
profissional é de 30h e o parzo da renúncia é de 10 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Assinale a alternativa correta: Quais 
os bacharéis que podem se submeter 
ao Exame de Ordem no Brasil? 
 
 
 
 
Somente os bacharéis em Administração 
 
 
 
Somente os bacharéis em Direito 
 
 
 
Somente os bacharéis em Ciências Contábeis 
 
 
 
Bacharéis em Direito, Administração e Economia 
 
 
Qualquer bacharel, o que importa é ter concluído uma graduação 
 
 
 
 
Explicação: 
Somente os bacharéis em Direito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Pedro, caminhoneiro, foi dispensado pela Transportadora Carga Pesada Ltda, 
porém o empregador não cumpriu com as obrigações trabalhistas decorrentes da 
dispensa. Diante dessa situação, Pedro, pessoalmente, ajuizou reclamação 
trabalhista pleiteando as verbas rescisórias. Diante da situação apresentada, 
assinale a alternativa CORRETA: 
 
 
 
b) Apenas nas reclamações trabalhistas em que o valor da causa não excede 20 salários 
mínimos é facultativo o patrocínio por advogado. 
 
 
d) O ius postulandi nas reclamações trabalhistas é uma exceção ao princípio da 
indispensabilidade do advogado. 
 
 
a) Para ajuizar reclamação trabalhista é imprescindível a constituição de patrono, face ao 
princípio da indispensabilidade do advogado. 
 
 
c) O ius postulandi na Justiça do Trabalho só é possível se o autor tem formação superior. 
 
 
 
Explicação: 
No Brasil, a presença de advogado não é obrigatória em juizados especiais, para pedir habeas corpus, em 
processos trabalhistas e em alguns procedimentos administrativos. Mas a desobrigação levanta 
questionamentos, já que o advogado tem conhecimento sobre a legislação e capacidade para avaliar qual 
a melhor alternativa para o cliente. 
A regra do art. 103 do NCPC dispõe sobre a necessidade de a parte estar representada por advogado 
para atuar em juízo, ressalvadas as exceções previstas em lei, como, por exemplo, dá-se no âmbito dos 
Juizados Especiais (art. 9º, § 1º, da Lei n. 9.099/95 e art. 10 da Lei n. 10.259/2001). A dispensa do 
advogado naquele caso foi considerada constitucional pelo STF (ADI 1.539/DF e ADI 3.168/DF, 
respectivamente) que não viu nenhuma ofensa ao art. 133 da CF.¿. (Bueno, Cassio Scarpinella ¿ Novo 
Código de Processo Civil anotado/Cassio Scarpinella Bueno. São Paulo: Saraiva, 2015. p. 114). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Advogado públicoda Defensoria do Estado X realiza atos de advocacia em favor 
de uma empresa de direito privado na área de cosméticos. Assinale a opção 
correta sobre os atos proticados pelo defensor: 
 
 
 
são nulos porque os advogados públicos são incompatíveis com a advocacia. 
 
 
são nulos porque foram realizados no âmbito do impedimento. 
 
 
são válidos porque os advogados públicos advogam privadamente sem restrição. 
 
 
são anuláveis porque foram realizados no âmbito da incompatibilidade. 
 
 
são válidos porque os advogados públicos não podem advogar contra a fazenda que os 
remunera. 
 
 
 
Explicação: 
Os advogados públicos são advogados, inscritos na OAB na forma do Prov. 114/2006. Estão na categoria 
de impedimento, advogam com restrição. Os defensores públicos atuam exclusivamente no âmbito da 
defensoria Pública na defesa dos necessitados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
 Assinale a alternativa INCORRETA: 
 
 
 
O estagiário regularmente inscrito, pode praticar os atos previstos no EOAB em conjunto com 
advogado. 
 
 
O advogado é indispensável à administração da justiça e no seu ministério provado, presta 
serviço público e exerce função social. 
 
 
No exercício da profissão o advogado é inviolável por seus atos. 
 
 
O exercício da atividade de advocacia e a denominação advogado são privativos dos inscritos na 
OAB. 
 
 
 os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser 
admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados ou contadores. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 1º, § 2º do EOAB em que a lei fala apenas no visto de advogados 
1. 
 
 
A obrigatoriedade do visto do advogado em atos constitutivos de pessoa jurídica, sejam contratos 
sociais ou estatutos, decorre do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906, de 4 de julho de 1994), que dispõe 
sobre o exercício da profissão de advogado. Sobre esta obrigatoriedade é correto afirmar: 
 
 
 
há dispensabilidade do visto para as Microempresas e empresas de pequeno porte. 
 
 
há dispensabilidade do visto para sociedades anônimas. 
 
 
Há dispensabilidade do visto apenas para o empresário individual 
 
 
há dispensabilidade do visto para as sociedades empresárias em geral. 
 
 
há dispensabilidade do visto para as sociedades limitadas. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão encontra-se no art. 1°, § 2°, EOAB c/c LC 123/2006, art. 9°, § 2°. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Marque a opção incorreta: São atividades privativas da advocacia: 
 
 
 
b)Redação e assinatura de razões recursais dirigidas aos tribunais; 
 
 
c)Sustentação oral de razões de recurso em tribunal 
 
 
d)Impetração de habeas corpus, em qualquer instância ou tribunal. 
 
 
a)Consultoria, assessoria e direção jurídica; 
 
 
 
Explicação: 
As atividades da advocacia são os atos que somente podem ser praticados por advogados devidamente 
inscritos nos quadros da OAB. 
São atividades da advocacia: atos judiciais e extrajudiciais. 
¿Art. 1º São atividades privativas de advocacia: 
I ¿ a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais 
II ¿ as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas¿ 
A impetração de habeas corpus não é atividade privativa da advocacia em qualquer instância ou tribunal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Embora o legislador tenha estabelecido no inciso I, art. 1 o , da Lei n o 8.906/94, 
que "são atividades privativas de advocacia a postulação a qualquer órgão do 
Poder Judiciário e aos juizados especiais", acolhendo a ADIn n o 1.127-8, o 
Supremo Tribunal Federal excluiu, preventivamente, algum tipo de postulação. 
Nesse sentido, a exclusividade não vigora com relação à 
 
 
 
postulação na Justiça do Trabalho e na Justiça de Paz, bem como quanto à impetração de 
habeas data. 
 
 
postulação nos Juizados Especiais Civeis, na Justiça do Trabalho, na Justiça de Paz e impetração 
de habeas corpus. 
 
 
impetração de habeas corpus e/ou habeas data, postulação na Justiça de Paz, ou nos Juizados 
de Pequenas Causas. 
 
 
postulação na Justiça do Trabalho, Juizados Federais Criminais, Tribunal de Ética e Disciplina da 
OAB. 
 
 
postulação nos Juizados Especiais Criminais, na Justiça de Paz e impetração de habeas corpus. 
 
 
 
Explicação: A indispensabilidade não é absoluta, a regra do art. 1° do EOAB não se aplica: postulação 
nos Juizados Especiais Civeis, na Justiça do Trabalho, na Justiça de Paz e impetração de habeas corpus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
 Embora o legislador tenha estabelecido no inciso I, art. 1 o , 
da Lei n o 8.906/94, que "são atividades privativas de 
advocacia a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e 
aos juizados especiais", acolhendo a ADIn n o 1.127-8, o 
Supremo Tribunal Federal excluiu, preventivamente, algum 
tipo de postulação. A interpretação conforme ao STF exclui da 
atividade privativa da advocacia: 
 
 
 
postulação nos Juizados Especiais Civeis, na Justiça do Trabalho, na Justiça de Paz e impetração 
de habeas corpus. 
 
 
impetração de habeas corpus e/ou habeas data, postulação na Justiça de Paz, ou nos Juizados 
de Pequenas Causas. 
 
 
 
 
postulação nos Juizados Especiais Civeis e Criminais, na Justiça do Trabalho, na Justiça de Paz e 
impetração de habeas corpus. 
 
 
postulação nos Juizados de Pequenas Causas, na Justiça de Paz e impetração de habeas corpus. 
 
 
 
 
postulação na Justiça do Trabalho e na Justiça de Paz, bem como quanto à 
impetração de habeas data. 
 
 
 
Explicação: 
Em ADI 1.127-8, o STF confirmou que na atividade privativa do advogado não se inclui: os feitos em 
Juizados Especiais Civeis e Federais Civeis, além da impetração de habeas corpus. nesse sentido, 
exclui-se a palavra "qualquer" expressa no inciso I do art. 1° do EOAB. Não há dispensabilidade em 
Juizados Especiais Criminais ou Juizados Especiais Federais Criminais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
O termo advocatus refere-se em direito romano a um terceiro chamado para falar 
em favor de outrem para defender interesses. Nesse sentido, sobre as atividades 
privativas da advocacia é correto afirmar: 
 
 
 
a postulação perante órgão do judiciário, resguardadas as exceções legais e judiciais; 
 
 
a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal; 
 
 
a defesa técnica em processo administrativo disciplinar; 
 
 
a postulação a qualquer órgão do poder judiciário e aos juizados especiais; 
 
 
a impetração de habeas corpus apenas em tribunais superiores 
 
 
 
Explicação: 
O art. 1° do EOAB estabelece as atividades privativas da advocacia a saber: o procuratório judicial e a 
atividade extrajudiciald e assessoria, consultoria e gestão de departamento jurídico. Exsitem exceções 
legais e judiciais: Juizados civeis estaduais, juizados cíveis federais, justiça do trabalho, processo 
administrativo e habeas corpus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Assinale a opção correta: 
 
 
 
A propositura de Ação Popular e de ação de Habeas Corpus não se incluem nas atividades 
privativas da advocacia. 
 
 
Em nenhuma hipótese estrangeiros podem exercer a advocacia no Brasil. 
 
 
São nulos os atos privativos de advogado praticados por inscrito na OAB que desrespeitem os 
limites de impedimento legal. 
 
 
Ao advogado é assegurado o direito de exercício de sua profissão em todo o território nacional 
desde que observe o limite de até 15 diferentes causas anuais fora do território do 
Estado/DistritoFederal onde estiver registrado junto ao respectivo Conselho Seccional da OAB. 
 
 
As Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das 
respectivas entidades de administração indireta e fundacional não exercem atividade de 
advocacia, uma vez que se sujeitam tão-somente a seu próprio regime jurídico. 
 
 
 
Explicação: 
são nulos os atos praticados por pessoa não inscrita e por advogados impedidos no âmbito do 
impedimento - art. 4°, parágrafo único, EOAB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, para sua admissão em 
registro, em não se tratando de empresas de pequeno porte e de microempresas, 
consoante o Estatuto da Advocacia, devem 
 
 
 
indicar o advogado que representará a sociedade. 
 
 
apresentar os dados do contador responsável. 
 
 
permitir a participação de outros profissionais liberais. 
 
 
conter o visto do advogado 
 
 
 
Explicação: O fundamento está no art. 1º § 2º do EOAB combinado com art. 2º do RG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
(VII Exame Unificado/2012/ADAPTA) - Esculápio, advogado, deseja comprovar o 
exercício da atividade advocatícia, pois inscreveu‐se em processo seletivo para 
contratação por empresa de grande porte, sendo esse um dos documentos 
essenciais para o certame. Diante do narrado, à luz das normas do Regulamento 
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, o efetivo exercício da advocacia é 
comprovado pela participação anual mínima em: 
 
 
três participações em audiências. 
 
 
quatro peças defensivas gerais. 
 
 
cinco participações mínimas, mensais, em atos privativos do advogado. 
 
 
seis petições iniciais civis. 
 
 
cinco atos privativos de advogado 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 5° do RGOAB 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Pedro, caminhoneiro, foi dispensado pela Transportadora Carga Pesada Ltda, 
porém o empregador não cumpriu com as obrigações trabalhistas decorrentes 
da dispensa. Diante dessa situação, Pedro, pessoalmente, ajuizou reclamação 
trabalhista pleiteando as verbas rescisórias. Diante da situação apresentada, 
assinale a alternativa CORRETA: 
 
 
 
d) O ius postulandi nas reclamações trabalhistas é uma exceção ao princípio da 
indispensabilidade do advogado. 
 
 
b) Apenas nas reclamações trabalhistas em que o valor da causa não excede 20 salários 
mínimos é facultativo o patrocínio por advogado. 
 
 
a) Para ajuizar reclamação trabalhista é imprescindível a constituição de patrono, face ao 
princípio da indispensabilidade do advogado. 
 
 
c) O ius postulandi na Justiça do Trabalho só é possível se o autor tem formação superior. 
 
 
 
Explicação: 
No Brasil, a presença de advogado não é obrigatória em juizados especiais, para pedir habeas corpus, em 
processos trabalhistas e em alguns procedimentos administrativos. Mas a desobrigação levanta 
questionamentos, já que o advogado tem conhecimento sobre a legislação e capacidade para avaliar qual 
a melhor alternativa para o cliente. 
A regra do art. 103 do NCPC dispõe sobre a necessidade de a parte estar representada por advogado 
para atuar em juízo, ressalvadas as exceções previstas em lei, como, por exemplo, dá-se no âmbito dos 
Juizados Especiais (art. 9º, § 1º, da Lei n. 9.099/95 e art. 10 da Lei n. 10.259/2001). A dispensa do 
advogado naquele caso foi considerada constitucional pelo STF (ADI 1.539/DF e ADI 3.168/DF, 
respectivamente) que não viu nenhuma ofensa ao art. 133 da CF.¿. (Bueno, Cassio Scarpinella ¿ Novo 
Código de Processo Civil anotado/Cassio Scarpinella Bueno. São Paulo: Saraiva, 2015. p. 114). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Por força de lei federal foi criada a autarquia Rodovias Turísticas . Durante a sua 
estruturação, a chefia imediata indicou Rui da Silva, servidor público federal e 
Bacharel em Direito, gerenciar o respectivo setor jurídico que incluiria seis 
advogados cujos cargos ainda seriam preenchidos após o devido concurso 
público. No entanto, a indicação foi questionada pela advogada Claudia, com 
base no EOAB, por ausência de requisito legal. Tem razão, a advogada, em sua 
manifestação? 
 
 
 
Sim, pois até Bacharel em Direito deve antes comprovar idoneidade moral para ocupar cargo de 
direção em paraestatal. 
 
 
Nenhuma das respostas acima. 
 
 
Não, porque um bacharel em Direito possui todos os conhecimentos necessários para exercer a 
função, principalmente porque haverá advogados para exercerem atividades privativas da 
advocacia. 
 
 
Não, porque se trata de ato discricionário do ocupante do cargo executivo imediatamente 
superior. 
 
 
Sim, porque o gerenciamento de setor jurídico é atividade privativa da advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme o art. 7° do RGOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
O legislador constituinte conferiu importância à advocacia, no art. 133, em razão 
do papel que o advogado exerce junto à sociedade. Nesse sentido, conforme 
Provimento 144 que organiza o Exame de Ordem no Brasil, elaborado pelo do 
Conselho Federal, estão dispensados do referido exame: 
 
 
 
Egressos da magistratura e Ministério Público. 
 
 
Advogados públicos da AGU. 
 
 
Brasileiros e/ou estrangeiros formados, em Direito, no exterior. 
 
 
Procuradores da Fazenda Nacional 
 
 
Bacharéis com 3 anos de estágio em Tribunais de Justiça. 
 
 
 
Explicação: 
O Provimento 144 que organiza o Exame de Ordem no Brasil, elaborado pelo do Conselho 
Federal, estabelece que estão dispensados do exame de ordem os egressos da magistratura e Ministério 
Público. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Advogado público da Defensoria do Estado X realiza atos de advocacia em favor 
de uma empresa de direito privado na área de cosméticos. Assinale a opção 
correta sobre os atos proticados pelo defensor: 
 
 
 
são anuláveis porque foram realizados no âmbito da incompatibilidade. 
 
 
são nulos porque foram realizados no âmbito do impedimento. 
 
 
são válidos porque os advogados públicos advogam privadamente sem restrição. 
 
 
são nulos porque os advogados públicos são incompatíveis com a advocacia. 
 
 
são válidos porque os advogados públicos não podem advogar contra a fazenda que os 
remunera. 
 
 
 
Explicação: 
Os advogados públicos são advogados, inscritos na OAB na forma do Prov. 114/2006. Estão na categoria 
de impedimento, advogam com restrição. Os defensores públicos atuam exclusivamente no âmbito da 
defensoria Pública na defesa dos necessitados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(Exame de Ordem - adaptada) Juliana é integrante da equipe 
de recursos humanos de certa sociedade anônima, de grande 
porte, cujo objeto social é o comércio de produtos eletrônicos. 
Encontrando-se vago um cargo de gerência jurídica, Juliana 
organizou processo seletivo, tendo recebido os currículos de 
três candidatas. A primeira delas, Mariana, é advogada 
regularmente inscrita na OAB, tendo se especializado em 
Direito Penal. A segunda, Patrícia, não é graduada em Direito, 
porém é economista e concluiu o doutorado em direito 
societário e mercado de capitais. A terceira, Luana, graduada 
em Direito, foi aprovada no exame da OAB e concluiu 
mestrado e doutorado. É conselheira de certo tribunal de 
contas estadual, mas encontra-se afastada, a pedido, sem 
vencimentos. Considerando a situação narrada, assinale a 
afirmativa correta. 
 
 
 
Apenas Luana poderá exercer a função de gerência jurídica. 
 
 
Apenas Mariana e Luana poderão exercer a função de gerência jurídica. 
 
 
Qualquer dascandidatas poderá exercer a função de gerência jurídica, mas apenas Mariana 
poderá subscrever os atos privativos da advocacia. 
 
 
Apenas Mariana poderá exercer a função de gerência jurídica. 
 
 
Qualquer das candidatas poderá exercer a função de gerência jurídica, mas apenas Mariana e 
Luana poderão subscrever os atos privativos da advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
Patrícia não é graduada em Direito, logo não é advogada. Luana está incompatibilizada com a advocacia 
porque trabalha no TCE e a licença não afasta a incompatibilidade - art. 28, § 1° EOAB. A resposta é 
apenas mariana na forma do art. 7° do RG e art. 1°, II, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
(XXIV Exame OAB/2017/adaptada) - Tânia, advogada, dirigiu-se à sala de 
audiências de determinada Vara Criminal, a fim de acompanhar a realização das 
audiências designadas para aquele dia em feitos nos quais não oficia. Tânia 
verificou que os processos não envolviam segredo de justiça e buscou ingressar na 
sala de audiências no horário designado. 
 
Não obstante, certo funcionário deu-lhe duas orientações. A primeira orientação 
foi de que ela não poderia permanecer no local se todas as cadeiras estivessem 
ocupadas, pois não seria autorizada a permanência de advogados de pé, a fim de 
evitar tumulto na sala. A segunda orientação foi no sentido de que, caso 
ingressassem na sala, Tânia e os demais presentes não poderiam sair até o fim de 
cada ato, salvo se houvesse licença do juiz, para evitar que a entrada e saída de 
pessoas atrapalhasse o regular andamento das audiências. 
 
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Apenas uma orientação viola os direitos assegurados ao advogado, pois se coadunam com o 
poder-dever do magistrado de presidir e evitar tumulto no ato judicial, não contrariando, por si 
sós, direitos normatizados no Estatuto da OAB e no Código de Ética e Disciplina. 
 
 
Nenhuma das orientações viola os direitos assegurados ao advogado, pois se coadunam com o 
poder-dever do magistrado de presidir e evitar tumulto no ato judicial, não contrariando, por si 
sós, direitos normatizados no Estatuto da OAB. 
 
 
 
A primeira orientação dada pelo funcionário viola os direitos assegurados ao advogado, pois 
Tânia possui o direito de permanecer, mesmo que de pé, na sala de audiências. Todavia, a 
segunda orientação coaduna-se com o poder-dever do magistrado de presidir e evitar tumulto 
no ato judicial, não violando, por si, direitos normatizados no Estatuto da OAB. 
 
 
A segunda orientação dada pelo funcionário viola os direitos assegurados ao advogado, pois 
Tânia possui o direito de retirar-se a qualquer momento, indepentemente de licença do juiz, da 
sala de audiências. Todavia, a primeira orientação coaduna-se com o poder-dever do 
magistrado de presidir e evitar tumulto no ato judicial, não violando, por si, direitos 
normatizados no Estatuto da OAB. 
 
 
Ambas as orientações violam os direitos assegurados, pelo Estatuto da OAB, ao advogado, pois 
Tânia possui o direito de permanecer, mesmo que de pé, na sala de audiências, bem como de 
se retirar a qualquer momento, indepentemente de licença do juiz. 
 
 
 
Explicação: 
É assegurado ao advogado o livre acesso e ingresso em todos os órgão judiciários e locais públicos em 
todo o território nacional, como fóruns, sessões de tribunais, audiências, secretarias, cartórios, ofícios de 
justiça, serviço notariais e de registro, delegacias e prisões, mesmo fora do expediente, enfim, local em 
que tenha de estar presente para o exercício da advocacia. Também lhe é assegurada a prerrogativa de 
ter livre acesso aos recintos da assembleias ou reuniões de interesse de seu constituinte, mediante 
apresentação de procuração (art. 7º, VI, da Lei n. 8.906/1994). 
Também constitui prerrogativa, inserida no inciso VII, a permanência do advogado em pé ou sentado em 
qualquer local acima citado, podendo retirar-se do recinto quando desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Processualistas afirmam a constitucionalidade da dispensa do 
advogado, ponderando que "A indispensabilidade do 
advogado não é princípio que deva sobrepor-se à promessa 
constitucional de acesso à justiça (Const., art. 5º, inc. XXXV). Nesse 
sentido, há dispensabilidade do advogado: 
 
 
 
 
nos Juizados Especiais Criminais e no Habeas Data. 
 
 
nos Juizados Especiais Cíveis e na Justiça do Trabalho (1ª Instância); 
 
 
nos Juizados Especiais Criminais e no Habeas Corpus. 
 
 
nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais; 
 
 
nos Juizados Especiais Cíveis e na Ação Popular; 
 
 
 
Explicação: 
A dispensabilidade está expressa na Lei 9.099, nos Juizados Especiais Civeis, no art. 791, da CLT e no 
Habeas corpus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Não estão sujeitos ao regime estabelecido pela Lei 8.906/94: 
 
 
 
Os membros das Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 
 
 
Os Integrantes da Advocacia Geral da União; 
 
 
Os integrantes das Procuradorias da Justiça; 
 
 
Da Procuradoria da Fazenda Nacional 
 
 
Os vinculados à Defensoria Pública 
 
 
 
Explicação: 
Os procuradores de justiça são membros do Ministérios Público que é entidade vinculada ao Poder 
Executivo. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Assinale a alternativa que apresenta uma informação CORRETA: 
 
 
 
no seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social. 
 
 
o advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os 15 (quinze) dias 
seguintes à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído 
antes do término desse prazo. 
 
 
Os advogados públicos não integram a OAB. 
 
 
no processo judicial, o advogado contribui na postulação de decisão favorável ao seu 
constituinte, ao convencimento do julgador, mas seus atos não constituem múnus público. 
 
 
o estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar todos os atos previstos 
no Estatuto da Advocacia e da OAB, na forma do Regulamento Geral, isoladamente ou 
em conjunto com advogado e sob responsabilidade deste, com carga horária de 250h. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão encontra-se no art. 2°, §§ 1° e 2°, EOAB. A carga horária do estagio 
profissional é de 30h e o parzo da renúncia é de 10 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Acerca da atividade de advocacia, assinale a alternativa incorreta: 
 
 
 
O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la no 
prazo de 15 dias, prorrogável por igual período 
 
 
Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer 
instância ou tribunal. 
 
 
São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. 
 
 
São atividades privativas da advocacia as atividades de consultoria, assessoria e direção 
jurídicas. 
 
 
A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais, em 
qualquer juízo ou instância, inclusive os que exigem poderes especiais. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme o art. 5, seus parágrafos do EOAB combinado com o art. 7° , inciso VI, d, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
(XVIII Exame de Ordem Unificado - Ampliada) Alice, advogada, em audiência 
judicial, dirigiu a palavra de maneira ríspida a certa testemunha e ao magistrado, 
tendo este entendido que houve a prática dos crimes de injúria e desacato, 
respectivamente. Por isso, o juiz determinou a extração de cópias da ata e 
remessa à Promotoria de Justiça com atribuição para investigação penal da 
comarca. Considerando a situação narrada,a disciplina do Estatuto da OAB e o 
entendimento do Supremo Tribunal Federal, sobre as manifestações de Alice, 
proferidas no exercício de sua atividade profissional, é correto afirmar que: 
 
 
 
não podem constituir injúria ou desacato puníveis. Isso porque o advogado tem imunidade 
profissional, nos termos do Art. 7º, § 2º, do Estatuto da OAB, cuja integral constitucionalidade 
foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal. 
 
 
podem configurar injúria e desacato puníveis, pois o Supremo Tribunal Federal declarou 
inconstitucional a imunidade profissional prevista no Art. 7º, § 2º, do Estatuto da OAB, já que a 
Constituição Federal consagra a incolumidade da honra e imagem. 
 
 
as hipóteses de imunidade profissional também abarcam o crime de calúnia. 
 
 
não podem constituir injúria ou desacato puníveis, mas podem caracterizar crime de 
desobediência. Isso porque o advogado tem imunidade profissional, nos termos do Art. 7º, § 2º, 
do Estatuto da OAB, cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal, com 
a ressalva ao delito de desobediência, a fim de não conflitar com a autoridade do magistrado na 
condução da atividade jurisdicional. 
 
 
não podem constituir injúria, mas podem configurar desacato punível. Isso porque o advogado 
tem imunidade profissional, nos termos do Art. 7º, § 2º, do Estatuto da OAB, mas esta, de 
acordo com o Supremo Tribunal Federal, não compreende o desacato, sob pena de conflitar com 
a autoridade do magistrado na condução da atividade jurisdicional. 
 
 
 
Explicação: 
A imunidade profissional do advogado é tratada no artigo 7º, parágrafo 2º, da Lei nº 8.906/94 (Estatuto 
da Advocacia e da OAB), in verbis: ¿O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, 
difamação ou desacato puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em 
juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB pelos excessos que cometer¿. 
O instituto da imunidade penal em relação aos crimes de injúria e difamação não é novidade no 
ordenamento jurídico pátrio. O artigo 142, I, do Código Penal, já previa essa imunidade (¿Não 
constituem injúria ou difamação punível: I ¿ a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela 
parte ou por seu procurador¿). 
Assim, o Estatuto da Advocacia e da OAB (EAOAB) inovou, em seu texto original, os seguintes aspectos: 
(1) ampliou a imunidade penal do advogado para imunidade profissional, ou seja, agora ela é civil, penal 
e disciplinar; (2) acrescentou ao rol da imunidade o crime de desacato; (3) a imunidade profissional do 
advogado deixou de ser apenas em juízo para se estender a qualquer lugar onde desenvolva a sua 
atividade (delegacia de polícia, CPI, Conselho de Contribuintes, etc.). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Assinale a assertiva correta de acordo com o Estatuto da Advocacia e a Ordem 
dos Advogados do Brasil - Lei no 8.906/1994. 
 
 
 
A impetração de habeas corpus não se inclui na atividade privativa da advocacia. 
 
 
 As Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das 
respectivas entidades de administração indireta e fundacional não exercem atividade de 
advocacia, uma vez que se sujeitam tão-somente a seu próprio regime jurídico. 
 
 
Ao advogado é assegurado o direito de exercício de sua profissão somente nos limites 
geográficos do território do Estado/Distrito Federal onde estiver registrado junto ao respectivo 
Conselho Seccional da OAB. 
 
 
 
É obrigatório o visto do advogado em atos constitutivos do empresário individual. 
 
 
São anuláveis os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 1°, § 1° do EOAB, habeas corpus não é atividade provativa da advocacia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(2010/Exame Unificado OAB/ADAPTADA) - Prescinde-se de constituição de 
advogado regularmente inscrito na OAB para o ajuizamento de ação na 1.ª 
instância da justiça do trabalho, ação, no valor de até vinte salários mínimos, no 
juizado especial cível, 
 
 
 
habeas corpus e mandado de segurança 
 
 
habeas corpus e ação popular 
 
 
mandado de segurança. 
 
 
habeas corpus 
 
 
habeas data e mandado de injunção. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme expressa o art. 1° § 1°, do EOAB o habeas corpus não é atividade privativa de advogado. 
Mandado de segurança e ação popular exigem a presença do advogado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
 Assinale a alternativa INCORRETA: 
 
 
 
No exercício da profissão o advogado é inviolável por seus atos. 
 
 
O estagiário regularmente inscrito, pode praticar os atos previstos no EOAB em conjunto com 
advogado. 
 
 
 os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser 
admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados ou contadores. 
 
 
O advogado é indispensável à administração da justiça e no seu ministério provado, presta 
serviço público e exerce função social. 
 
 
O exercício da atividade de advocacia e a denominação advogado são privativos dos inscritos na 
OAB. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 1º, § 2º do EOAB em que a lei fala apenas no visto de advogados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Por força de lei federal foi criada a autarquia Rodovias Turísticas . Durante a sua 
estruturação, a chefia imediata indicou Rui da Silva, servidor público federal e 
Bacharel em Direito, gerenciar o respectivo setor jurídico que incluiria seis 
advogados cujos cargos ainda seriam preenchidos após o devido concurso 
público. No entanto, a indicação foi questionada pela advogada Claudia, com 
base no EOAB, por ausência de requisito legal. Tem razão, a advogada, em sua 
manifestação? 
 
 
 
Não, porque se trata de ato discricionário do ocupante do cargo executivo imediatamente 
superior. 
 
 
Sim, porque o gerenciamento de setor jurídico é atividade privativa da advocacia. 
 
 
Nenhuma das respostas acima. 
 
 
Não, porque um bacharel em Direito possui todos os conhecimentos necessários para exercer a 
função, principalmente porque haverá advogados para exercerem atividades privativas da 
advocacia. 
 
 
Sim, pois até Bacharel em Direito deve antes comprovar idoneidade moral para ocupar cargo de 
direção em paraestatal. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme o art. 7° do RGOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Pedro, caminhoneiro, foi dispensado pela Transportadora Carga Pesada Ltda, 
porém o empregador não cumpriu com as obrigações trabalhistas decorrentes da 
dispensa. Diante dessa situação, Pedro, pessoalmente, ajuizou reclamação 
trabalhista pleiteando as verbas rescisórias. Diante da situação apresentada, 
assinale a alternativa CORRETA: 
 
 
 
a) Para ajuizar reclamação trabalhista é imprescindível a constituição de patrono, face ao 
princípio da indispensabilidade do advogado. 
 
b) Apenas nas reclamações trabalhistas em que o valor da causa não excede 20 salários 
mínimos é facultativo o patrocínio por advogado. 
 
 
d) O ius postulandi nas reclamações trabalhistas é uma exceção ao princípio da 
indispensabilidade do advogado. 
 
 
c) O ius postulandi na Justiça do Trabalho só é possível se o autor tem formação superior. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
De acordo com o Estatuto da OAB, o estágio profissional somente é 
admissível nos dois últimos anos do curso de Direito, impondo-se ao 
estagiário que busque sua inscrição: 
 
 
 
no local de sua residência. 
 
 
no local em que frequenta o curso jurídico. 
 
 
no localmais próximo de sua residência, a fim de que o estágio não atrapalhe seus estudos. 
 
 
Da escolha do estagiário. 
 
 
no local em que exercerá o estágio. 
 
 
 
Explicação: 
Art. 9º Para inscrição como estagiário é necessário: 
II - ter sido admitido em estágio profissional de advocacia. 
§ 2º A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu curso 
jurídico 
ESTATUTO DA ADVOCACIA E DA OAB 
LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Leia atentamente as afirmativas abaixo: 
I - A inidoneidade do requerente de inscrição nos quadros da OAB somente pode 
ser suscitada por advogados regularmente inscritos na OAB ou pelas autoridades 
competentes. 
II - O estagiário pode requerer sua inscrição como tal junto ao Conselho 
Seccional perante o qual se localize seu curso de graduação, ou onde possua seu 
domicílio. 
III - A inscrição principal do advogado deve ser feita no seu domicílio 
profissional. 
Sobre as afirmativas acima é correto afirmar: 
 
 
 
II 
 
 
III 
 
 
II e III 
 
 
I 
 
 
I e III 
 
 
 
Explicação: 
 A inidoneidade do requerente de inscrição nos quadros da OAB pode ser suscitada por qualquer pessoa. 
O estagiário pode requerer sua inscrição como tal junto ao Conselho Seccional perante o qual se localize 
seu curso de graduação. A inscrição principal do advogado deve ser feita no seu domicílio profissional. 
Essas são as regras previstas no EOAB para inscrição nos quadros da OAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
7. Sobre o cancelamento da inscrição de advogados, segundo o Estatuto da OAB, 
analise as asserções abaixo e, a seguir, marque a alternativa correta. I. Com o 
cancelamento da inscrição do advogado, ou do estagiário, desaparece o número 
de registro. II. O pedido de cancelamento pode ser realizado a qualquer 
momento, sem explicação de motivo. III. O cancelamento deve ser promovido, 
de ofício, pelo Conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer 
pessoa, nas hipóteses de aplicação da penalidade de exclusão do advogado, seu 
falecimento, ou ainda no caso deste passar a exercer, em caráter definitivo, 
atividade incompatível com a advocacia. IV. O pedido de cancelamento deve ser 
acompanhado de motivo justificado. Estão corretas as asserções: 
 
 
 
II e IV. 
 
 
II, III e IV. 
 
 
I e III. 
 
 
I e II. 
 
 
I, II e III. 
 
 
 
Explicação: 
Art. 11. Cancela-se a inscrição do profissional que: 
I - assim o requerer; 
II - sofrer penalidade de exclusão; 
III - falecer; 
IV - passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia; 
V - perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição. 
§ 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III e IV, o cancelamento deve ser 
promovido, de ofício, pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por 
qualquer pessoa. 
§ 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não restaura o número de inscrição 
anterior - deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I, V, VI e VII do art. 
8º. 
§ 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo pedido de inscrição também deve ser 
acompanhado de provas de reabilitação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Victor nasceu no Estado do Rio de Janeiro e formou-se em Direito no Estado de 
São Paulo. Posteriormente, passou a residir, e pretende atuar profissionalmente 
como advogado, em Fortaleza, Ceará. Porém, em razão de seus contatos no Rio 
de Janeiro, foi convidado a intervir também em feitos judiciais em favor de 
clientes nesse Estado, cabendo-lhe patrocinar seis causas no ano de 2015. Diante 
do exposto, assinale a opção correta. 
 
 
 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional de São Paulo, já que a 
inscrição principal do advogado é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu 
curso jurídico. Além da principal, Victor terá a faculdade de promover sua inscrição suplementar 
nos Conselhos Seccionais do Ceará e do Rio de Janeiro, onde pretende exercer a profissão. 
 
 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Afinal, a 
inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território ele 
pretende estabelecer o seu domicílio profissional. Além da principal, Victor deverá promover a 
inscrição suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, já que esta é exigida diante de 
intervenção judicial que exceda cinco causas por ano. 
 
 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, pois o 
Estatuto da OAB determina que esta seja promovida no Conselho Seccional em cujo território o 
advogado exercer intervenção judicial que exceda três causas por ano. Além da principal, Victor 
poderá promover sua inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais do Ceará e de São Paulo. 
 
 
Nenhuma das alternativas anteriores 
 
 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Isso porque a 
inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território pretende 
estabelecer o seu domicílio profissional. A promoção de inscrição suplementar no Conselho 
Seccional do Rio de Janeiro será facultativa, pois as intervenções judiciais pontuais, como as 
causas em que Victor atuará, não configuram habitualidade no exercício da profissão. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 10, §§ 1° e 2° do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Conforme previsto no Regulamento geral, estagiários regularmente inscritos na 
OAB não podem realizar a seguinte atividade isoladamente, ou seja, 
independentemente da presença de advogado supervisor: 
 
 
 
obter certidões junto aos cartórios. 
 
 
fazer carga de autos processuais físicos 
 
 
acompanhar, em cartório, andamento processual. 
 
 
representar cliente em audiência de conciliação. 
 
 
assinar petição de juntada de documentos. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 29, § 1° do RGOAB estabelece a habilitação do estagiário, a saber: fazer carga dos autos, assinar 
petição de juntada de documento, solicitar certidão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Daniel, Bacharel em Direito, deu entrada no pedido de inscrição nos quadros da 
OAB após sua aprovação no respectivo Exame. Antes de encerrada a tramitação 
do processo administrativo, foi contratado para tomar providências cabíveis na 
tutela emergencial da liberdade de uma moça que estava presa provisoriamente 
por crime contra o patrimônio. Após verificar que o Juiz competente converteu a 
prisão em flagrante em preventiva sem fundamentar a medida, e já tendo 
recebido os honorários convencionados, o contratado impetrou Habeas Corpus 
perante o Tribunal de Justiça. Marque a opção correta quanto a situação de 
Daniel perante a OAB: 
 
 
 
Não há infração penal, nem infração ético-disciplinar. 
 
 
Não há infração penal na conduta descrita, apenas infração ético-disciplinar. 
 
 
A narrativa demonstra a ocorrência, em tese, da contravenção penal do exercício irregular de 
atividade profissional. 
 
 
Não há infração penal, nem ético-disciplinar, mas o pedido de inscrição na OAB pode ser 
indeferido em virtude da conduta. 
 
 
A narrativa demonstra que, em tese, a contravenção penal do exercício irregular de atividade 
profissional ficaria absorvida pelo estelionato em virtude da vantagem patrimonial obtida. 
 
 
 
Explicação: A propositura de ação de Habeas Corpus não é atividade privativa da advocacia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Estagiáriode Direito, admitido por Sociedade de Advogados, que pratica atos 
dolosos de ocultação de informações, troca de documentos, ocultação de 
andamento processual e outras situações de abuso na atividade está sujeito 
 
 
 
aos regramentos contidos na legislação trabalhista. 
 
 
apenas às regras do Código Civil, pelos danos causados. 
 
 
apenas ao Regulamento Geral da OAB. 
 
 
ao Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, ao Código de Ética e Disciplina e 
demais regramentos da profissão de advogado, sem prejuízo de responder por eventuais danos 
civis e criminais pelo atos praticados. 
 
 
apenas ao Código de Ética e Disciplina dos Advogados. 
 
 
 
Explicação: 
O Estagiário se submete ao EOAB, RGOAB e CED. Poderá atuar isoladamente nas atividades previstas no 
RGOAB, art. 29, § 1º e responderá pelos atos praticados excedentes de sua habilitação na forma do art. 
34, XXIX, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
O certificado de aprovação no Exame da OAB: 
 
 
 
É um dos requisitos para inscrição de advogados e estagiários nos quadros da OAB. 
 
 
É válido por tempo indeterminado. 
 
 
É válido pelo prazo de 5 anos. 
 
 
Não é expedido enquanto não for prestado o compromisso perante órgão da OAB. 
 
 
Não poderá ser obtido em caso de impedimento ao exercício da advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento encontra-se expressaamente no art. 13, § 1° do Prov. 144/2011, bem como pode ser 
confirmado no art. 11, § 2° do EOAB quando trata da hiótese de novo pedido de inscrição após 
cancelamento. Nesta hipótese verifica-se que não há exigência de o candidato realizar novo exame de 
ordem. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
(FGV/OAB/ Exame de Ordem/ XVII/adaptada) - Patrícia foi aprovada 
em concurso público e tomou posse como Procuradora do Município em que 
reside. Como não pretendia mais exercer a advocacia privada, mas apenas 
atuar como Procuradora do Município, pediu o cancelamento de sua inscrição 
na OAB. A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Patrícia não agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o suspensão temporária do 
exercício da advocacia e não o cancelamento de sua inscrição. 
 
 
Patrícia não agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o licenciamento do exercício 
da advocacia e não o cancelamento de sua inscrição. 
 
 
Patrícia agiu corretamente, pois, uma vez que os advogados públicos não podem exercer a 
advocacia privada, estão obrigados a requerer o cancelamento de suas inscrições. 
 
 
Patrícia poderia ter pedido o licenciamento do exercício da advocacia, mas nada a impede de 
pedir o cancelamento de sua inscrição, caso não deseje mais exercer a advocacia privada. 
 
 
Patrícia não agiu corretamente, pois os advogados públicos estão obrigados à inscrição na OAB 
para o exercício de suas atividades. 
 
 
 
Explicação: 
Os integrantes da advocacia pública estão sujeitos ao Estatuto da Advocacia e da OAB como regra própria 
de sua atividade, sem exceção do regime próprio a que estejam subordinados. Destaca-se que a atividade 
a ser exercida é privativa de advogado regularmente inscrito na OAB, independente da atuação pública ou 
privada. O artigo 3º, §1º, Estatuto da Advocacia e da OAB estabelece a obrigatoriedade de os membros 
da advocacia pública permanecerem vinculados nos quadros da OAB como condição impeditiva para o 
exercício do cargo, caso não estejam regularmente inscritos na OAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
(OAB/XXIII Exame Unificado/2017)- Diogo é estudante de Direito com elevado 
desempenho acadêmico. Ao ingressar nos últimos anos do curso, ele é convidado 
por um ex-professor para estagiar em seu escritório. 
 
Inscrito nos quadros de estagiários da OAB e demonstrando alta capacidade, 
Diogo ganha a confiança dos sócios do escritório e passa a, isoladamente e sob a 
responsabilidade do advogado, retirar e devolver autos em cartório, assinando a 
respectiva carga; visar atos constitutivos de sociedades para que sejam 
admitidos a registro; obter junto a escrivães e chefes de secretaria certidões de 
peças ou autos de processos em curso ou findos; assinar petições de juntada de 
documentos a processos judiciais ou administrativos; e subscrever embargos de 
declaração opostos em face de decisões judiciais. 
 
Considerando as diversas atividades desempenhadas por Diogo, isoladamente e 
sob a responsabilidade do advogado, de acordo com o Estatuto e Regulamento da 
OAB, ele pode: 
 
 
 
obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos findos, 
mas não de processos em curso, bem como subscrever embargos de declaração opostos em 
face de decisões judiciais. 
 
 
retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga, bem como visar atos 
constitutivos de sociedades, para que sejam admitidos a registro. 
 
 
realizar a juntada de documentos em processos judiciais exceto em processos administrativos, 
assinar petições extrajudiciais e subscrever embargos de declaração opostos em face de 
decisões judiciais. 
 
 
obter, junto a escrivães e chefes de secretaria, certidões de peças ou autos de processos em 
curso ou findos, bem como assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou 
administrativos 
 
 
assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais, mas não a processos 
administrativos, nem subscrever embargos de declaração opostos em face de decisões judiciais. 
 
 
 
Explicação: 
O Estagiário regularmente inscrito na OAB e portador da carteira de Estagiário pode praticar todos os 
atos previstos no artigo 1º, do Estatuto da OAB, desde que de forma conjunta com Advogado 
regularmente inscrito ou sob supervisão deste. 
O Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB prevê algumas tarefas que o Estagiário pode 
conduzir isoladamente, sem participação de advogado, apenas sob responsabilidade deste: 
1. retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; 
2. obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos em 
curso ou findos; 
3. assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos. 
Ainda, quando receber autorização ou substabelecimento de Advogado, o Estagiário poderá comparecer 
isoladamente para a realização de atos extrajudiciais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
(VII Exame Unificado/2102/ADAPTADA) - Nos termos das normas do 
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, o Estágio Profissional de 
Advocacia é requisito para inscrição no quadro de estagiários da OAB, sendo 
correto afirmar: 
 
 
 
Pode ser ofertado por instituição de ensino superior em convênio com a OAB 
 
 
Poderá ocorrer em qualquer escritório de advocacia, seja credenciado ou não. 
 
 
É ministrado pela Seccional da OAB sem intervenção de entidade de ensino superior. 
 
 
Deve ter carga horária mínima de 360 horas distribuídas em dois anos de atividade. 
 
 
Pode ocorrer a complementação de carga horária em escritórios sem credenciamento junto à 
OAB. 
 
 
 
Explicação: 
A fundamentação da resposta está prevista no Estatuto da OAB, Artigo 9º que prevê:" Para inscrição 
como estagiário é necessário: 
I - preencher os requisitos mencionados nos incisos I, III, V, VI e VII do art. 8º; 
II - ter sido admitido em estágio profissional de advocacia. 
§ 1º - O estágio profissional de advocacia, com duração de dois anos, realizado nos últimos anos do 
curso jurídico, pode ser mantido pelas respectivas instituições de ensino superior pelos Conselhos da 
OAB, ou por setores, órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados pela OAB, sendoobrigatório o estudo deste Estatuto e do Código de Ética e Disciplina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
PEDRO RIBEIRO, Advogado com domicílio profissional na Cidade do Rio de 
Janeiro e inscrito apenas na OAB-RJ, quer propor uma ação cível para seu Cliente 
na Comarca de Bom Jesus do Norte, Estado do Espírito Santo. O que é necessário 
para fazê-lo? 
 
 
 
Pedro Ribeiro terá que promover uma inscrição suplementar na OAB-ES; 
 
 
Pedro Ribeiro terá que transferir sua inscrição para a OAB-ES; 
 
 
Pedro Ribeiro não fará nenhuma inscrição na OAB-ES, mas fica obrigado a comunicar à OAB-ES 
sua intervenção profissional naquele Estado; 
 
 
Pedro Ribeiro pode propor aquela ação no Estado do Espírito Santo, sem necessidade de 
inscrição ou comunicação à OAB-ES. 
 
 
 
Explicação: conforme art. 10, § 1º e 2° do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
O licenciamento do sócio integrante de Sociedade de Advogados para exercer 
atividade incompatível com a advocacia em caráter temporário 
 
 
 
deve ser averbado no registro da sociedade junto à OAB, alterando sua 
constituição. 
 
 
não requer qualquer providência junto à OAB, desde que o afastamento 
não exceda de 1 (um) ano. 
 
 
deve ser averbado no registro da sociedade junto à OAB, não alterando 
sua constituição. 
 
 
deve ser averbado no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas, 
localizado na sede da sociedade. 
 
 
será averbado junto à inscrição do Advogado e convertida automaticamente em cancelamento 
após 6 meses 
 
 
 
Explicação: 
O art. 12 do EOAB estabelece as hipóteses de licenciamento do advogo quando passar a exercer em 
caráter temporário atividade incompatível com a advocacia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Um estagiário de advocacia de um grande escritório de Curitiba, regularmente 
inscrito na OAB, postulou em juízo, individualmente, medida de urgência, ante a 
ausência do advogado titular daquele escritório: 
 
 
 
As alternativas ¿b¿ e ¿c¿ estão corretas. 
 
 
A postulação é válida por se tratar de atividade privativa de estagiário. 
 
 
A postulação é válida se o advogado titular do escritório ratificar o ato no prazo do art. 37 do 
CPC; 
 
 
A postulação é um ato anulável; 
 
 
O estagiário estará sujeito a sanções civis, penais e administrativas e a postulação é um ato 
nulo; 
 
 
 
Explicação: O art. 29, parágrafo primeiro do RGOAB estabelece a habilitação do estagiário no âmbito 
judicial: fazer carga dos autor; solicitar certidão e assinar sozinho petição de juntada de documentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
A empresa Consumidor Ltda., composta por contadores, despachantes, arquitetos 
e engenheiros, divulga, semanalmente, sua agenda de defesa judicial dos direitos 
dos consumidores, não possuindo advogados nos seus quadros. Notificada pelo 
órgão seccional da OAB, alega que as atividades de consultoria jurídica não 
seriam privativas dos advogados. Diante desse quadro, à luz das normas 
estatutárias, é correto afirmar que é atividade privativa da advocacia 
 
 
 
a postulação nos Juizados Especiais. 
 
 
Nenhuma das alternativas acima está correta. 
 
 
a divulgação conjunta da advocacia com outras atividades. 
 
 
a impetração de habeas corpus. 
 
 
a consultoria e assessoria jurídicas. 
 
 
 
Explicação: 
O Estatuto da Advocacia trata especificamente sobre as atividades que constituem privativas de 
advogado. Dentre as atividades privativas de advogado destacamos: postular a órgãos do Poder 
Judiciário, consultoria jurídica, assessoria jurídica e direção jurídica. 
Art. 1º São atividades privativas de advocacia: 
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados 
especiais; (Vide ADIN 1.127-8) 
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. 
§ 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de 
habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. 
Portanto, o bacharel em direito apenas, mesmo já tendo se formado na Graduação, por exemplo, não 
pode nem ao menos praticar atos de consultoria ou assessoria, uma vez que tal exercício configurará 
exercício ilegal da profissão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
((XIX Exame Unificado/2016/adaptada) - Victor nasceu no Estado do Rio de 
Janeiro e formou-se em Direito no Estado de São Paulo. Posteriormente, passou a 
residir, e pretende atuar profissionalmente como advogado, em Fortaleza, Ceará. 
Porém, em razão de seus contatos no Rio de Janeiro, foi convidado a intervir 
também em feitos judiciais em favor de clientes nesse Estado, cabendo-lhe 
patrocinar seis causas no ano de 2015. Diante do exposto, assinale a opção 
correta. 
 
 
 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, pois o 
Estatuto da OAB determina que esta seja promovida no Conselho Seccional em cujo território o 
advogado exercer intervenção judicial que exceda três causas por ano. Além da principal, Victor 
poderá promover sua inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais do Ceará e de São Paulo 
 
 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Isso porque a 
inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território pretende 
estabelecer o seu domicílio profissional. A promoção de inscrição suplementar no Conselho 
Seccional do Rio de Janeiro será facultativa, pois as intervenções judiciais pontuais, como as 
causas em que Victor atuará, não configuram habitualidade no exercício da profissão. 
 
 
Vitor não terá necessidade de solicitar sua inscrição suplementar, pois o EOAB permite que ele 
atue profissionalmente. sem distinção, em todo território nacional. 
 
 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Afinal, a 
inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território ele 
pretende estabelecer o seu domicílio profissional. Além da principal, Victor deverá promover a 
inscrição suplementar no Conselho Seccional do Rio de Janeiro, já que esta é exigida diante de 
intervenção judicial que exceda cinco causas por ano. 
 
 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional de São Paulo, já que a 
inscrição principal do advogado é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu 
curso jurídico. Além da principal, Victor terá a faculdade de promover sua inscrição suplementar 
nos Conselhos Seccionais do Ceará e do Rio de Janeiro, onde pretende exercer a profissão. 
 
 
 
Explicação: 
A inscrição principal de Victor deve ser realizada no Conselho Seccional do Ceará. Afinal, a inscrição 
principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território ele pretende estabelecer o 
seu domicílio profissional. Além da principal, Victor deverá promover a inscrição suplementar no Conselho 
Seccional do Rio de Janeiro, já que esta é exigida diante de intervenção judicial que exceda cinco causas 
por ano, conforme estabelece o art. 10, § 1° e 2° do EOAB. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
O artigo 1.º do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil 
(EOAB) prevê que é atividade privativa da advocacia a ¿consultoria, assessoria 
e direção jurídicas¿. Dentre as opções abaixo, marque a incorreta. 
 
 
 
A gerência de setor jurídico de empresa de qualquer natureza somente pode ser ocupada por 
pessoa não inscrita na OAB com permissão expressa do Conselho Seccional respectivo. 
 
 
Consultoria, assessoria e direção jurídicas somente podem ser anunciadas por advogado(a) 
regularmente inscrito(a) nos quadros da OAB.Qualquer pessoa pode comunicar à OAB situação de violação à norma referida. 
 
 
O gestor do setor jurídico de empresa de qualquer natureza deve estar regularmente inscrito 
nos quadros da OAB, sob pena de exercício irregular de atividade profissional. 
 
 
Empresas privadas, públicas e paraestatais estão sujeitas à norma do art. 1º do EOAB. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 1° do EOAB combinada com art. 7° do RGOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Um advogado com inscrição principal (e única) na OAB/PR, foi procurado por um 
cliente para patrocinar uma causa cível na Comarca de Juiz de Fora/MG. 
Pergunta-se: O que poderá fazer? ( adaptada da OAB) 
 
 
 
Ele só pode patrocinar aquela causa se transferir sua inscrição para a OAB/MG. 
 
 
Ele só pode patrocinar aquela causa se fizer uma inscrição suplementar na OAB/MG; 
 
 
Ele pode patrocinar aquela causa sem nada fazer na OAB/MG; 
 
 
Não poderá patrocinar porque é advogado apenas no Paraná 
 
 
Ele pode patrocinar aquela causa sem fazer inscrição suplementar na OAB/MG, mas é obrigado 
a comunicar aquele patrocínio à OAB/MG; 
 
 
 
Explicação: 
O EOAB estabelece no art. 10 que na hipótese de o advogado ter mais de 5 causas POR ANO em 
território de outra SEccional será obrigado a ter inscrição suplementar no referido território. Se ele não 
possui mais de 5 causas distintas em outro território não precisará solicitar inscrição suplementar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
(OAB/FGV/EXAME DE ORDEM XVI / adaptada) - Bernardo é bacharel em 
Direito, mas não está inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, 
apesar de aprovado no Exame de Ordem. Não obstante, tem atuação na área de 
advocacia, realizando consultorias e assessorias jurídicas. 
A partir da hipótese apresentada, nos termos do Regulamento Geral da Ordem 
dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Tal conduta é permitida mediante autorização do Presidente da Seccional da Ordem dos 
Advogados do Brasil. 
 
 
Tal conduta é proibida, tendo em vista a ausência de inscrição na Ordem dos Advogados do 
Brasil. 
 
 
Tal conduta é permitida mediante autorização do Presidente da Tribunal de Ética e Disciplina da 
OAB. 
 
 
Tal conduta é permitida, por ter o bacharel logrado aprovação no Exame de Ordem. 
 
 
Tal conduta é proibida, por ser equiparada à captação de clientela. 
 
 
 
Explicação: 
A alternativa D está correta, pois são atividades privativas da advocacia os serviços de consultoria, 
assessoria e direção jurídica, sendo necessário a inscrição regular nos quadros da OAB, não podendo ser 
realizados por estagiários ou bacharéis em direito. O exercício da atividade de advocacia no território 
brasileiro e a denominação de advogado são privativos dos inscritos na OAB (Art. 1º, inciso II, e art. 3º 
da EAOAB). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Assinale a opção correta de acordo com as disposições do Regulamento Geral do 
Estatuto da Advocacia e da OAB. 
 
 
 
O estagiário inscrito na OAB pode praticar, isoladamente, todos os atos próprios de advogado, 
desde que sua inscrição esteja regular 
 
 
O compromisso que o requerente à inscrição nos quadros da OAB deve fazer perante o conselho 
seccional, a diretoria ou o conselho da subseção é indelegável, haja vista sua natureza solene e 
personalíssima. 
 
 
Toda vez que figurar como indiciado em inquérito policial, por qualquer espécie de infração, o 
advogado deve ser assistido por um representante da OAB, sem prejuízo da atuação de seu 
defensor 
 
 
É vedado ao requerente pleitear inscrição nos quadros da OAB sem ter, regularmente 
registrado, diploma de bacharel em direito, não suprindo sua falta nenhum outro documento 
 
 
 
Explicação: O fundamento está no Art. 20 e § 1º, RG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Bacharel em Direito, perito criminal, teve êxito no Exame de Ordem e procedeu 
ao seu requerimento para a inscrição nos quadros da OAB. Sobre este pedido de 
inscrição, assinale a opção correta. 
 
 
 
O requerimento será deferido, porque cumpriu as exigências legais para inscrição nos quadros. 
 
 
O requerimento será deferido, porque o êxito no exame de ordem concede imediatamente 
a inscrição nos quadros. 
 
 
O requerimento será indeferido, porque perito criminal não poderia ter feito o exame de ordem 
apenas a graduação em Direito. 
 
 
O requerimento será indeferido, porque a exigência de não exercer atividade incompatível com 
a advocacia é requisito necessário para a inscrição. 
 
 
 
O requerimento será deferido, porque o candidato teve êxito no exame de ordem, único 
requisito necessário. 
 
 
 
Explicação: 
O requerimento será indeferido, porque a exigência de não exercer atividade incompatível com a 
advocacia é requisito necessário para a inscrição, conforme estabelece o art. 8° do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Célio, advogado regularmente inscrito na OAB/SC, tem escritório próprio de 
advocacia em Florianópolis, onde atua na área trabalhista e na do direito do 
consumidor. No ano de 2006, atuou excepcionalmente como advogado em quatro 
ações de indenização perante o TJDFT. Em 2007, ajuizou quinze ações em face 
da mesma empresa perante o TRT, em Brasília ¿ DF, e, em 2008, atuou como 
advogado constituído em mais de dez causas. Na situação hipotética 
apresentada, Célio, de acordo com o Regulamento Geral do Estatuto da OAB, 
 
 
 
está dispensado de comunicar à OAB o exercício da advocacia perante o TRT. 
 
 
está impedido de requerer a inscrição suplementar na OAB/DF, dada a regular inscrição na 
OAB/SC. 
 
 
cometeu infração disciplinar por ter exercido, em 2006, a advocacia fora de seu domicílio de 
inscrição. 
 
 
está obrigado, desde 2007, à inscrição suplementar na Seccional da OAB/DF. 
 
 
 
Explicação: 
O advogado que tem sua inscrição principal em um determinado Estado pode solicitar inscrição 
suplementar em qualquer outro Estado no qual faça mais de cinco intervenção judicial, é o que dispõe o 
art. 10 do EAOAB no seu 2º: Art. 10. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho 
Seccional em cujo território pretende estabelecer o seu domicílio profissional, na forma do regulamento 
geral. (...) 2º Além da principal, o advogado deve promover a inscrição suplementar nos Conselhos 
Seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão considerando-se habitualidade 
a intervenção judicial que exceder de cinco causas por ano . 
EXERCÍCIO DA PROFISSÃO - ADVOCACIA EM OUTRAS SECCIONAIS - HABITUALIDADE - 
INSCRIÇÃO SUPLEMENTAR - ATUAÇÃO ATRAVÉS DE BACHAREL EM DIREITO. Inexiste empecilho 
ético para que o advogado atue em mais de uma localidade dentro do território nacional, na medida em 
que este direito lhe é garantido pelo inciso I, do artigo 7º do EAOAB. A atuação em outra seccional, que 
não a de seu domicílio profissional, porém, exige a obediência a determinadas normas, que estão 
insculpidas no artigo 10, parágrafos 1º e 2º do Estatuto da Advocacia e artigo 5º, § único e 26 do 
Regulamento Geral, que limitam a habitualidade a cinco causas por ano, a partir do que é exigida a 
inscrição suplementar. É vedado ao bacharel em direito o exercício da advocacia consultiva ou 
contenciosa, sob pena de cometer ilícito penal, consistente no exercício ilegal da profissão (artigo 3º da 
EAOAB e 4º do Regulamento Geral). O advogado que albergar tal exercício, responderá por infração 
disciplinar, nos termos do artigo 34, I, do EAOAB". Proc. E-3.937/2010 - v.u., em 18/11/2010, do 
parecer e ementa do Rel. Dr. GUILHERME FLORINDO FIGUEIREDO, Rev. Dr. EDUARDO 
TEIXEIRA DA SILVEIRA - PresidenteDr. CARLOS JOSÉ SANTOS DA SILVA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
(OAB/SP/adaptada) - Para a inscrição como advogado é necessário: 
 
 
 
Todas as respostas anteriores estão corretas. 
 
 
 ser maior de 18 anos. 
 
 
 
prestar compromisso perante o conselho. 
 
 
 ser maior de 25 anos. 
 
 
ter sido estagiário por, pelo menos, dois anos. 
 
 
 
Explicação: 
De acordo com o art. 8º, caput, do Estatuto da Advocacia e a OAB: 
 
"Para inscrição como advogado é necessário: 
 
I - capacidade civil; 
II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada 
e credenciada; 
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; 
IV - aprovação em Exame de Ordem; 
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; 
VI - idoneidade moral; 
VII - prestar compromisso perante o conselho". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
FRANCISCO MENDES, com domicílio profissional na cidade do Rio de Janeiro e 
inscrito, apenas, na OAB-RJ, vai patrocinar uma Ação Cível de seu Cliente na 
Comarca de Juiz de Fora Estado de Minas Gerais. - Pergunta-se: O que deve 
fazer Francisco Mendes para legitimar tal patrocínio naquela Comarca? 
 
 
 
Francisco Mendes pode patrocinar aquela ação na Comarca de Juiz de Fora-MG, sem inscrição e 
sem qualquer comunicação à OAB-MG 
 
 
Francisco Mendes terá que fazer uma inscrição suplementar na OAB-MG; 
 
 
Francisco Mendes terá que fazer a transferência de sua inscrição para a OAB-MG; 
 
 
Francisco Mendes pode patrocinar aquela ação na Comarca de Juiz de Fora - MG, sem inscrição 
na OAB-MG, mas desde que comunique o patrocínio à OAB-MG (diretamente ou através da 
subseção de Juiz de Fora); 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento legal está no art. 10, §§ 1° e 2° do EOAB. Como bnão ultrapassou o limite legal de 5 atos 
por ano, não precisará de inscrição suplementar. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
NÃO estão sujeitos ao regime da Lei 8.906/94 Estatuto da Advocacia e da OAB 
aqueles: 
 
 
 
Procuradores da Consultoria Geral da União. 
 
 
Defensores Públicos da União e dos Estados. 
 
 
Procuradores da Fazenda Nacional. 
 
 
Procuradores de Justiça da Justiça do Trabalho. 
 
 
integrantes da Advocacia Geral da União - AGU. 
 
 
 
Explicação: Os procuradores de justiça da justiça do trabalho não integram a advocacia pública e sim o 
Ministério Público do Trabalho que compõe a carreira do Ministério Público da União. Art. 2º do prov. 114. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Considere-se que um procurador municipal, concursado, tenha recebido 
determinação de seu superior hierárquico para adotar determinada tese jurídica 
da qual ele discordasse por atentar contra a legislação e jurisprudência 
consolidada, inclusive, tendo Já emitido sua opinião, anteriormente, em 
processos e artigos doutrinários de sua lavra, sobre o mesmo tema em sentido 
contrário ao que determina o superior hierárquico. Nessa situação, o advogado 
público poderia ter recusado tal determinação de seu superior? 
 
 
 
Não, porque o advogado público não se submete aos ditames da OAB e sim de sua instituição. 
 
 
Não, pois o conceito de liberdade e independência é exclusivo aos advogados 
particulares, que podem, ou não, aceitar uma causa. 
 
 
Sim, visto que inexiste hierarquia entre procuradores municipais concursados. 
 
 
Sim, lastreado em sua liberdade e independência e, também, porque a adoção da 
mencionada tese jurídica afrontaria posicionamento anterior seu. 
 
 
Não, porque, sendo detentor de cargo público, ele teria o dever de atender aos 
interesses maiores da administração pública. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 5° do Prov. 114/2006 do Conselho federal que estabelece que o advogado 
público possui independência técnica. O mesmo está descrito no art. 8° do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Júlio e Lauro constituíram o mesmo advogado para, juntos, ajuizarem ação de 
interesse comum. No curso do processo, sobrevieram conflitos de interesse entre 
os constituintes, tendo Júlio deixado de concordar com Lauro com relação aos 
pedidos. Nessa situação hipotética, deve o advogado 
 
 
 
d) assumir, com a cautela que lhe é peculiar, o patrocínio de ambos, em ações individuais. 
 
 
b) optar, com prudência e discernimento, por um dos mandatos, e renunciar ao outro, 
resguardando o sigilo profissional. 
 
 
c) manter com os constituintes contrato de prestação de serviços jurídicos no interesse da 
causa, resguardando o sigilo profissional. 
 
 
a) designar, com prudência e cautela, por substabelecimento com reservas, um advogado de 
sua confiança. 
 
 
 
Explicação: 
Código de Processo Civil no art. 112. O advogado poderá renunciar ao 
mandato a qualquer tempo, provando, na forma prevista neste Código, que 
comunicou a renúncia ao mandante, a fim de que este nomeie sucessor. 
§ 1o Durante os 10 (dez) dias seguintes, o advogado continuará a representar 
o mandante, desde que necessário para lhe evitar prejuízo 
§ 2o Dispensa-se a comunicação referida no caput quando a procuração tiver 
sido outorgada a vários advogados e a parte continuar representada por outro, 
apesar da renúncia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
A respeito da conduta ilibada e sigilo profissional, assinale a alternativa incorreta: 
 
 
 
É dever do advogado revelar circunstâncias ao ser procurado, portanto, declinando seu 
impedimento ético. 
 
 
O advogado que atua para a constituição de determinado ato jurídico não pode, após constituído 
o ato, impugnar-lhe a validade ou legitimidade, uma vez que tal ato iria de encontro a sua 
atuação anterior, violando o próprio sigilo da relação mantida anteriormente. 
 
 
Os princípios da conduta ilibada e do sigilo profissional expressos no art. 21 e 22 do CED 
observam a hipótese de sigilo profissional ao postular em nome de terceiros, contra ex-cliente 
ou ex-empregador. 
 
 
O prazo mínimo entre a extinção do mandato e a possibilidade de advogar contra ex-cliente é 
de no mínimo 3 a 4 anos. 
 
 
A conduta do advogado que muda de endereço inviabilizando contado do constituinte e deixa o 
cliente em desamparo, sem realizar ato algum processual. Esta situação difere daquele que por 
esquecimento não informa o novo endereço, mas continua diligente realizando atos necessários 
para o andamento processual. 
 
 
 
Explicação: Não há consenso sobre o prazo mínimo entre a extinção do mandato e a possibilidade de 
advogar contra ex-cliente, em algumas Seccionais encontramos a sugestão de prazo de dois anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
O exercício da advocacia é privativo dos inscritos na OAB. Nesse sentido, é 
defeso ao advogado e à sociedade estrangeira: 
 
 
 
a consultoria em direito estrangeiro do seu país de origem; 
 
 
o pagamento de anuidade para inscrição nos quadros. 
 
 
o procuratório e a consultoria em direito brasileiro; 
 
 
a inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil; 
 
 
o uso da razão social ¿Consultores em Direito Estrangeiro¿; 
 
 
 
Explicação: 
Conforme provimento 91/2000, art. 1°. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
O Código de Ética e Disciplina da OAB permite ao Advogado: 
 
 
 
Substabelecer a um Colega, com reservas, o mandato judicial, sem conhecimento do 
Cliente/outorgante; 
 
 
Estipular os seus honorários em valores inferiores aos da Tabela de Honorários elaborada pela 
OAB; 
 
 
Divulgar a lista de seus clientes e suas causas, exceto as que corram em segredode justiça; 
 
 
Contratar seus honorários com a cláusula quota litis, para receber, em pagamento de seu 
trabalho profissional, um automóvel arrolado no processo de inventário que advoga 
 
 
 
Explicação: 
O substabelecimento é a transferência de poderes a um outro advogado não mencionado na procuração 
(substabelecido) que poderá, a partir desse instrumento, atuar isoladamente no processo 
(substabelecimento sem reservas de iguais poderes) ou, assumindo os mesmos poderes do antigo 
patrono (substabelecente), atuar em conjunto ou separadamente. 
A questão trata do substabelecimento sem reservas, o que significa que o advogado constituído retira-se 
completamente do patrocínio da demanda, permanecendo na defesa dos interesses do constituinte 
apenas o substabelecido. 
Dessa forma, como a relação com o cliente é pautada na confiança recíproca e, sendo um 
substabelecimento sem reservas, a regra contida no artigo 24, § 2º do Código de Ética e Disciplina exige 
o prévio e inequívoco conhecimento do cliente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
(XVII Exame Unificado/2015/ADAPTADA) - Patrícia foi aprovada em concurso 
público e tomou posse como Procuradora do Município em que reside. Como não 
pretendia mais exercer a advocacia privada, mas apenas atuar como Procuradora 
do Município, pediu o cancelamento de sua inscrição na OAB. A partir da hipótese 
apresentada, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Patrícia poderia ter pedido o licenciamento do exercício da advocacia, mas nada a impede de 
pedir o cancelamento de sua inscrição, caso não deseje mais exercer a advocacia privada. 
 
 
Patrícia não agiu corretamente, pois os advogados públicos estão obrigados à inscrição na OAB 
para o exercício de suas atividades. 
 
 
Patrícia agiu corretamente, pois, uma vez que os advogados públicos não podem exercer a 
advocacia privada, estão obrigados a requerer o cancelamento de suas inscrições. 
 
 
Patrícia não agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o licenciamento do exercício 
da advocacia e não o cancelamento de sua inscrição. 
 
 
Patrícia não agiu corretamente, pois como é advogada pública está impedida de exercer a 
advogacia em qualquer hipótese. 
 
 
 
Explicação: 
Não obstante a controvérsias na doutrina, o prov. 114 do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil exige noa art. 3° a inscrição do advogado no Conselho seccional do local da posse como advogado 
público. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Na defesa de clientes, quando estes postulam no mesmo polo de relação 
processual, sob o patrocínio do mesmo advogado, surgir divergências entre si, 
que atitude deverá tomar o profissional? 
 
 
 
continuar patrocinando ambos constituintes, resguardando o sigilo profissional. 
 
 
Renunciar ao mandato de ambos, mediante notificação com a expressa declaração do 
motivo. 
 
 
Desistir da causa requerendo ao juiz que determine o chamamento dos clientes para as 
necessárias providências. 
 
 
Renunciar ao mandato de um deles, mediante notificação com a omissão do motivo. 
 
 
Renunciar ao mandato de um deles, mediante notificação com a expressa declaração do motivo. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão encontra-se expresso no art. 20, caput do CED de 2015. Sobrevindo conflitos 
entre constituintes, o advogado deverá optar com prudência e discrição por um deles, resguardadndo o 
sigilo profissional. A renúncia é direito do advogado e é sem informar o motivo. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
O advogado Márcio, sócio de determinado escritório de advocacia, contratou 
novos advogados para a sociedade e substabeleceu, com reserva em favor dos 
novos contratados, os poderes que lhe haviam sido outorgados por diversos 
clientes. O mandato possuía poderes para substabelecer. Um dos clientes do 
escritório, quando percebeu que havia novos advogados trabalhando na causa, 
os quais não eram por ele conhecidos, não apenas resolveu contratar outro 
escritório para atuar em sua demanda como ofereceu representação disciplinar 
contra Márcio, afirmando que o advogado não agira com lealdade e 
honestidade. A esse respeito, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
A representação oferecida deve ser enquadrada como infração disciplinar, pois o advogado deve 
avisar previamente ao cliente acerca de todas as petições que apresentará nos autos do 
processo, inclusive sobre as de juntada de substabelecimentos. 
 
 
A representação oferecida deve ser enquadrada como infração disciplinar, pois o 
substabelecimento do mandato,com ou sem reserva de poderes, deve ser comunicado 
previamente ao cliente. 
 
 
Nenhuma das alternativas anteriores 
 
 
A representação oferecida não deve ser enquadrada como infração disciplinar, pois apenas o 
substabelecimento do mandato sem reserva de poderes deve ser comunicado previamente ao 
cliente. 
 
 
A representação oferecida não deve ser enquadrada como infração disciplinar, pois o 
substabelecimento do mandato,com ou sem reserva de poderes, é ato pessoal do advogado da 
causa. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 26, §§ 1° e 2° do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
A cessação do mandato judicial é presumida: 
 
 
 
após o pagamento dos honorários advocatícios pelo cliente. 
 
 
após a decisão judicial favorável às pretensões do cliente. 
 
 
após a sentença judicial não transitada em julgado. 
 
 
com o trânsito em julgado da decisão interlocutória. 
 
 
após o arquivamento do processo. 
 
 
 
Explicação: Art. 13. Concluída a causa ou arquivado o processo, presume-se cumprido e extinto o 
mandato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Um advogado, por motivos pessoais, não mais deseja continuar patrocinando 
uma causa. Nesse caso, com relação ao procedimento correto perante o seu 
cliente, ele deve: 
 
 
 
comunicar ao cliente a desistência do mandato e funcionar no processo nos dez dias 
subseqüentes, se necessário. 
 
 
renunciar ao mandato e continuar representando o autor até ele constituir um novo advogado. 
 
 
comunicar ao autor a desistência do mandato e indicar outro advogado para substituí-lo. 
 
 
fazer um substabelecimento sem reservas de poderes para outro advogado e depois comunicar 
tal fato ao cliente. 
 
 
não é dado ao advogado o direito de renunciar ao mandato que lhe foi conferido. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 5°, §3° do EOAB c/c art. 6° do RG. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Uma advogada, recebeu procuração de sua cliente para propor 
ação de separação judicial, o que foi feito, após prolongada 
fase probatória, audiências e recurso a instância superior. 
Após o trânsito em julgado, com as expedições e registros de 
mandado de averbação competente e formal de partilha de 
bens, os autos foram arquivados. Após 15 meses, foi 
procurada por essa mesma cliente, que lhe solicitou a 
propositura de ação de divórcio, entendendo esta que a 
contratação anterior se estenderia também a essa causa, 
apesar de nada constar na procuração e no contrato de 
honorários, restritos à separação judicial. Considerando essa 
situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com a 
norma em vigor. 
 
 
 
Não é necessária nova procuração desde que se proponha conversão da 
separação em divórcio, de forma consensual. 
 
para configurara a cessação do mandato é necessário que o magistrado 
notifique as partes. 
 
 
Uma vez concluída a causa ou arquivado o processo, presumem-se o 
cumprimento e a cessação do mandato, sendo necessários nova procuração 
para o pedido de divórcio e novo contratode honorários. 
 
 
Por se tratar de direito de família, o acessório (divórcio) acompanha o 
principal, a separação, sem necessidade de nova procuração. 
 
 
Não é necessária nova procuração, mas devem ser cobrados novos 
honorários. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 13 do CED, concluída a cisa ou arquivado o processo presume-se a 
extinção do mandato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(XX Exame de Ordem Unificado - Ampliada) João outorgou procuração ao 
advogado Antônio, para sua defesa em certo processo. Todavia, decorridos 
alguns dias, João concluiu que a atuação de apenas um profissional não seria 
suficiente à sua satisfatória representação e buscou Antônio, a fim de informá-lo 
de que pretendia também contratar o advogado Luiz, para atuar juntamente com 
ele no feito. Ocorre que Antônio negou-se a aceitar a indicação, por duvidar das 
qualidades profissionais do colega. Meses depois, convencido de que realmente 
precisa de auxílio, resolveu substabelecer o mandato, com reserva de poderes, 
ao advogado Lucas, que goza de sua absoluta confiança. Diante da situação 
narrada, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
A recusa de Antônio à indicação de outro profissional pelo cliente não constitui infração ética, 
pois o advogado não é obrigado a aceitar a indicação de outro profissional para com ele 
trabalhar no processo. Por sua vez, o substabelecimento do mandato a Lucas depende de prévia 
comunicação a João. 
 
 
A recusa de Antônio à indicação de outro profissional pelo cliente constitui infração ética, uma 
vez que ele comportou-se com deslealdade em face do colega advogado, pronunciando-se 
contra sua contratação. Por sua vez, o substabelecimento do mandato a Lucas depende de 
prévia comunicação a João. 
 
 
A recusa de Antônio à indicação de outro profissional pelo cliente não constitui infração ética, 
pois o advogado não é obrigado a aceitar a indicação de outro profissional para com ele 
trabalhar no processo. Por sua vez, o substabelecimento do mandato a Lucas independe de 
comunicação a João, já que constitui ato pessoal do advogado da causa. 
 
 
A recusa de Antônio à indicação de outro profissional pelo cliente constitui infração ética. Tal há 
infração ética na questão envolvendo o substabelecimeto, pois todo ato de substabelecimento 
deve ter a autorização prévia do cliente 
 
 
A recusa de Antônio à indicação de outro profissional pelo cliente não constitui infração ética, 
pois o advogado não é obrigado a aceitar a indicação de outro profissional para com ele 
trabalhar no processo. Por sua vez, o substabelecimento do mandato a Lucas independe de 
comunicação a João, já que constitui ato pessoal do advogado da causa. uma vez que ele 
comportou-se com deslealdade em face do colega advogado, pronunciando-se contra sua 
contratação. Por sua vez, o substabelecimento do mandato a Lucas independe de prévia 
comunicação a João, pois constitui ato pessoal do advogado da causa. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art 24 do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Em conformidade com as disposições do Código de Ética e Disciplina acerca 
(CED) dos deveres dos advogados públicos, marque a opção ERRADA: 
 
 
 
Exercer suas funções com independência técnica, contribuindo para a solução ou redução de 
litigiosidade, sempre que possível. 
 
 
Preservar suas prerrogativas e zelar pelo direito de receber igual tratamento das pessoas com 
as quais se relacione. 
 
 
Os advogados públicos podem participar de conselhos da OAB. 
 
 
Os advogados públicos devem submeter-se às normas constantes da Lei 8.906/94 (EOAB), do 
CED e demais atos normativos editados pela OAB, salvo quando colidirem com as normas 
específicas dos seus cargos. 
 
 
Com base na garantia constitucional da liberdade profissional, a advocacia pública não se 
vincula com a OAB. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 3º e parágrafo único do EOAB, art. 9º e 10 do RGOAB, bem como no Prov. 
114. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
É vedado ao advogado: 
 
 
 
integrar mais de uma sociedade de advogados na mesma área territorial do respectivo Conselho 
Seccional. 
 
 
exercer atividade incompatível com a advocacia. 
 
 
utilizar a expressão "escritório de advocacia" sem indicação de seu nome e número de inscrição 
na OAB. 
 
 
Todas as respostas anteriores estão corretas. 
 
 
peticionar sem indicação de seu nome e número de inscrição na OAB. 
 
 
 
Explicação: 
Sobre a ética do advogado, disposta no capitulo I artigo 1º das regras de ontológicas fundamentais, 
devem ser respeitadas no exercício da profissião. 
O exercício da advocacia exige conduta compatível com os preceitos do Código de Ética e com os demais 
princípios da moral individual, social e profissional. 
É defeso ao advogado expor os fatos em Juízo, falseando deliberadamente a verdade ou estribando-se na 
má-fé. 
De acordo com o CED de 2016, é previsto: 
Art. 5º O exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de mercantilização. 
Art. 6º É defeso ao advogado expor os fatos em Juízo falseando deliberadamente a verdade ou 
estribando-se na má-fé. 
Art. 7º É vedado o oferecimento de serviços profissionais que impliquem, direta ou indiretamente, 
inculcação ou captação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Advogado aborrecido com cliente que passara a não mais efetuar o pagamento dos 
honorários, se recusa a prestar informações sobre o andamento processual e retém 
valores destinados ao pagamento de emolumentos para que o cliente se sinta 
compelido a adimplir a obrigação oriunda do contrato de mandato. Considerando-
se o Código de Ética Disciplina, assinale a alternativa correta. 
 
 
 
O advogado poderá reter os valores destinados aos emolumentos já que honorários tem 
natureza de alimentos. 
 
 
O advogado não poderá reter valores do cliente, mas poderá omitir informações para viabilizar o 
pagamento dos serviços advocatícios. 
 
 
O advogado tem o dever legal de informação e de prestar contas ao cliente, independentemente 
de recebimento de honorários. 
 
 
O advogado poderá relativizar o princípio da informação para forçar o recebimento dos 
honorários. 
 
 
O advogado tem o dever legal de informação, mas poderá reter valores para recebimento de 
seus honorários. 
 
 
 
Explicação: 
O advogado tem o dever legal de informação e de prestar contas ao cliente, independentemente de 
recebimento de honorários, conforme estabelece o art. 9° do CED de 2015. 
 
 
 1a Questão 
 
 
Assinale a afirmativa correta sobre a advocacia pública. 
 
 
 Os Procuradores Gerais e demais dirigentes de órgãos jurídicos da administração pública 
estão temporariamente impedidos para o exercício da advocacia, podendo, entretanto, 
fazê-lo, desde que no âmbito de suas atribuições institucionais, durante o período de 
investidura. 
 Pelo fato de a advocacia pública possuir regulamentação própria, os seus integrantes não 
se sujeitam ao regime do Estatuto da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e 
Disciplina. 
 
Os integrantes da advocacia pública não precisam da inscrição na OAB para posse no cargo. 
 
Os membros da advocacia pública não podem candidatar-se às vagas do quinto constitucional por 
já trabalharem no serviço público. 
 
Os integrantes da advocacia pública não são elegíveis e não podem integrar qualquer órgão da 
OAB. 
Respondido em 07/11/2019 09:34:56 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 29 do EOAB que estabelece regra especial para os dirigentes da 
advocacia pública. 
 
 
 
 
 
 2a Questão(XIII Exame Unificado/2014/Adaptada) - O advogado Carlos pretende substabelecer os poderes que lhe 
foram conferidos pelo seu cliente Eduardo, sem reserva de poderes, pois pretende realizar uma longa 
viagem, sem saber a data do retorno, não pretendendo manter compromissos profissionais. Nos termos 
das normas do Código de Ética, tal ato deve: 
 
 
 
implicar na devolução dos honorários pagos antecipadamente pelo cliente. 
 ser comunicado ao cliente de modo inequívoco. 
 observar o previsto no artigo 5º, parágrafo 1º do Estatuto da OAB 
 
prescindir do conhecimento do cliente por ser ato privativo. 
 
ser realizado por tempo determinado 
Respondido em 07/11/2019 09:49:12 
 
 
Explicação: 
O fundamento está previsto no art. 5º § 3º do EOAB combinado com art. 6º do RGOAB 
 
 
 
 
 
 3a Questão 
 
 
Sobre a prestação de contas, assinale a alternativa descontextualizada com o que está expresso no art. 12 
do CED. 
 
 
 
A prestação de contas é um dever e direito do advogado, sob pena de ação de exigir contas, 
na forma do art. 550 a 553, do CPC, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, 
prevista no art. 34, inciso XXI do EOAB. 
 Nem sempre o advogado deverá prestar contas, uma vez que isso dependerá de cada causa 
trabalhada. 
 A parcela dos honorários paga pelos serviços até então prestados não se inclui entre os 
valores a ser devolvidos. 
 
Se a prestação do serviço advocatício chegou ao fim, deve-se restituir os documentos, prestar 
contas de eventuais valores recebidos em seu nome, despesas realizadas no curso do 
processo, sem prejuízo de outros esclarecimentos. 
 
A conclusão ou desistência da causa, tenha havido, ou não, extinção do mandato, obriga o 
advogado a devolver ao cliente bens, valores e documentos que lhe hajam sido confiados e 
ainda estejam em seu poder, bem como a prestar-lhe contas, pormenorizadamente, sem 
prejuízo de esclarecimentos complementares que se mostrem pertinentes e necessários. 
Respondido em 07/11/2019 09:53:03 
 
 
Explicação: A prestação de contas é obrigação legal imposta ao advogado, que somente se aperfeiçoa com a 
efetiva entrega dos valores devidos ao cliente, não sendo suficiente a mera apresentação de cálculos. Para 
sua configuração, desnecessária qualquer manifestação prévia do cliente, pois decorre de obrigação legal 
imposta ao profissional, que tem o dever de tomar a iniciativa de prestar as contas ao seu cliente. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Numa Audiência de Instrução e Julgamento na 44ª Vara Cível do Rio de 
Janeiro, quando fazia a sustentação oral, o Advogado do Réu injuriou e 
difamou o Advogado do Autor. Pergunta-se: O que pode acontecer ao 
Advogado do Réu por tal comportamento? 
 
 
 
Ser processado criminalmente, pelos crimes de injúria e difamação e também disciplinarmente 
(pela OAB), pelas ofensas proferidas contra o Colega; 
 
 
Ser advertido pelo Juiz para não mais ofender o Colega, sob pena de responder criminalmente e 
também ser punido pela OAB, pelos excessos que cometeu; 
 
 
Ser processado civilmente e punido pela OAB, pelas ofensas proferidas contra o Colega; 
 
 
Não sofrer punição criminal, porque o Advogado tem imunidade profissional quanto à injúria e à 
difamação, mas podendo ser punido pela OAB pelos Excessos que cometer. 
 
 
Não sofrer punição criminal, nem qualquer processo ético pelos excessoa que cometer. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 7° § 2° do EOAB que observa a imunidade para injúria e difamação, sendo 
sempre punido na OAB pelos excessoa que cometer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
(XIX Exame Unificado/2016/adaptada) - O advogado Carlos dirigiu-se a uma 
Delegacia de Polícia para tentar obter cópia de autos de inquérito no âmbito do 
qual seu cliente havia sido intimado para prestar esclarecimentos. No entanto, a 
vista dos autos foi negada pela autoridade policial, ao fundamento de que os 
autos estavam sob segredo de Justiça. Mesmo após Carlos ter apresentado 
procuração de seu cliente, afirmou o Delegado que, uma vez que o juiz havia 
decretado sigilo nos autos, a vista somente seria permitida com autorização 
judicial. Nos termos do Estatuto da Advocacia, é correto afirmar que: 
 
 
 
em caso de inquérito sob segredo de Justiça, apenas o magistrado que decretou o sigilo poderá 
afastar parcialmente o sigilo, autorizando o acesso aos autos pelo advogado Carlos. 
 
 
Carlos pode ter acesso aos autos de inquéritos sob segredo de Justiça, desde que esteja munido 
de procuração do investigado. 
 
 
o segredo de Justiça de inquéritos em andamento é oponível ao advogado Carlos, mesmo 
munido de procuração. 
 
 
Carlos pode ter acesso aos autos de qualquer inquérito, mesmo sem procuração. 
 
 
Carlos não pode ter acesso aos autos, caso contrário, estará infringindo as normas Estatutárias. 
 
 
 
Explicação: 
O direito de exame dos autos é aquela prerrogativa que pertence a todos os advogados na forma do art. 
7° incisos XIII e XIV, EOAB. O direito de vista é o direito do advogado constituído nos autos mediante 
procuração ou substabelecimento sem reservas de poderes, conforme o art. 7°, inciso XV, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
José da Silva, lavrador, havia outorgado poderes à advogada Gisele para 
defendê-lo no curso de ação penal movida pelo Ministério Público Federal. A 
advogada atuou representando o cliente desde o Inquérito Policial e praticou 
todos os atos necessários à defesa do José. Às vésperas da prolação da sentença, 
o filho do acusado obteve inscrição como advogado perante a OAB/RJ e decidiu 
assumir a defesa do pai. Em decorrência, o próprio José fez contato com a 
advogada para comunicar a ela que não tinha mais interesse em seus serviços. 
Quais atitudes são esperadas da profissional? 
 
 
 
Deve substabelecer ao colega sem reserva de poderes e, mesmo havendo rescisão do contrato 
de prestação de serviços, deve manter todas as informações recebidas emsigilo, bem como os 
documentos originais do cliente sob sua guarda. 
 
 
Deve substabelecer ao colega sem reserva de poderes e, caso tenha em seu poder documentos 
originais do cliente, deverá devolvê-los, mediante recibo. 
 
 
Deve substabelecer ao colega sem reserva de poderes, momento em que cessa a obrigação de 
manter em sigilo quaisquer informações que o cliente tenha lhe dado. 
 
 
Deve comunicar à OAB a infração disciplinar praticada pelo colega depois de substabelecer com 
reserva de poderes. 
 
 
Caso tenha em seu poder documentos originais do cliente, deverá devolvê-los, mediante recibo, 
além de substabelecer ao colega com reserva de poderes. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 10 e 12 do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
O art. 7o, inciso XIX, da Lei no 8.906/94 garante ao advogado "recusar-se a depor 
como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou sobre 
fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado." O texto legal 
combinado com o regramento ético vigente (art. 37 do CED) estabelece que a 
quebra do sigilo, para fins de depoimento judicial, só poderá ocorrer quando 
houver 
 
 
 
determinação da autoridade judiciária. 
 
 
solicitação do constituinte. 
 
 
requisição do Ministério Público. 
 
 
autorização do Tribunal de Ética e Disciplina. 
 
 
grave ameaça ao direito à vida. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 37 do CED de 2015 estabelece o regramento para quebra do sigilo profissional diante de situações 
excepcionais que configurem justa causa, como grave ameaça ao direito à vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
A Lei 8906/94, que consubstancia oEstatuto da Advocacia e da OAB, prevê a 
seguinte prerrogativa do advogado: 
 
 
 
dirigir-se aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário 
previamente marcado ou outra condição, desde que acompanhado de petição já protocolizada, 
observando-se a ordem de chegada. 
 
 
dirigir-se aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, desde que para tratar de algum 
assunto urgente, e que não possa ser resolvido pelo assessor, observando-se a ordem de 
chegada. 
 
 
dirigir-se aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, desde que para tratar de algum 
assunto urgente, observando-se a ordem de chegada. 
 
 
dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente 
de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 7°, inciso VIII, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Considerando os requisitos para quebra da inviolabilidade do escritório de 
advogado, assinale a alternativa incorreta: 
 
 
 
Mandado de busca e apreensão específico e pormenorizado 
 
 
presença de representante da OAB para o cumprimento da diligência 
 
 
Hipótese de advogado formalmente investigado por prática de crime. 
 
 
Possibilidade de busca e apreensão de documento de clientes do advogado 
 
 
Competência exclusiva da autoridade judiciária em decisão motivada 
 
 
 
Explicação: não há possibilidade de busca e apreensão de documento de clientes do advogado salvo se 
este cliente está na qualidade de partícipe ou coautor e está sendo igualmente indiciado pela prática do 
mesmo crime. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
João, advogado, durante audiência de instrução, debates e julgamento, nervoso 
com a possibilidade de derrota de seu cliente, assim se manifestou: ¿Caso Vossa 
Excelência julgue procedente o pedido condenatório formulado pelo Ministério 
Público, restará revelada sua ignorância e burrice como magistrado e membro da 
comunidade jurídica¿. É certo que o magistrado se encontrava na audiência e, 
por óbvio, ouviu referida frase. À luz das regras estatutárias e penais, assinale a 
alternativa correta: 
 
 
 
João deverá ser responsabilizado criminalmente, tendo em vista que cometeu o crime de 
desacato 
 
 
João não deverá ser responsabilizado criminalmente, visto que a frase proferida caracteriza 
difamação não punível em razão da imunidade profissional prevista no Estatuto da OAB 
 
 
João não poderá ser responsabilizado criminalmente por sua frase, tendo em vista que é 
inviolável por todas as suas manifestações em juízo 
 
 
João não deverá ser responsabilizado criminalmente, visto que a frase proferida caracteriza 
injúria não punível em razão da imunidade profissional prevista no Estatuto da OAB 
 
 
 
Explicação: 
 
Dos direitos do advogado 
Conforme o Esatuto da Advocacia da OAB , no artigo 7º parágrafo 2º: O advogado tem imunidade 
profissional, não constituindo injúria, difamação ou desacato puníveis qualquer 
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem 
prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer. (Vide 
ADIN 1.127-8) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Renato, advogado em início de carreira, é contactado para defender os interesses 
de Rodrigo que está detido em cadeia pública. Dirige-se ao local onde seu cliente 
está retido e busca informações sobre sua situação, recebendo como resposta do 
servidor público que estava de plantão que os autos do inquérito estariam 
conclusos com a autoridade policial e, por isso, indisponíveis para consulta e que 
deveria o advogado retornar quando a autoridade tivesse liberado os autos para 
realização de diligências. À luz das normas aplicáveis, 
 
 
 
no caso de réu preso, somente com autorização do juiz pode o advogado acessar os autos do 
inquérito policial. 
 
 
o acesso aos autos de inquérito policial é direito do advogado, mesmo sem procuração ou 
conclusos à autoridade policial. 
 
 
o advogado, diante do seu dever de urbanidade, deve aguardar os atos cabíveis da autoridade 
policial. 
 
 
o acesso aos autos, no caso, depende de procuração e de prévia autorização da autoridade 
policial. 
 
 
 
Explicação: 
A lei Federal 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB)garante ao advogado "examinar, em 
qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito, findos ou 
em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos" 
(artigo 7º, XIV). 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Um Advogado, mesmo sabendo que o empregado, dispensado sem justa 
causa, havia recebido do empregador todas as verbas resilitórias que lhe 
eram devidas, aceitou procuração daquele empregado e ingressou com 
Reclamação Trabalhista pleiteando o pagamento das mesmas verbas já 
recebidas. Pergunta-se: Como se denomina tal procedimento daquele 
Advogado? 
 
 
 
Tergiversação; 
 
 
Repetição do Indébito. 
 
 
Lide Temerária; 
 
 
Patrocínio Infiel; 
 
 
Violação de sigilo profissional. 
 
 
 
Explicação: 
A situação fática revela conluio entre o advogado e o cliente para lesar terceiros, o que configura lide 
temerária na forma do art. 32, parágrafo único, EOAB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
O advogado Ademar é surpreendido por mandado de busca e apreensão dos 
documentos guardados no seu escritório, de forma indiscriminada. Após 
pesquisa, verifica que existe processo investigando um dos seus clientes e a ele 
mesmo. Apesar disso, os documentos de toda a sua clientela foram apreendidos. 
Diante do narrado, é correto afirmar que 
 
 
 
O excesso é normal para tal ato realizado. 
 
 
a inviolabilidade do escritório de advocacia é absoluta. 
 
 
houve excesso na apreensão de todos os documentos da clientela do advogado 
 
 
a prática é correta, em função de a investigação atingir o advogado. 
 
 
a proteção ao escritório do advogado não se inclui na hipótese versada. 
 
 
 
Explicação: 
A lei citada pelo referido artigo constitucional é a Lei n.º 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e a Ordem dos 
Advogados do Brasil), a qual sofreu recente alteração pela Lei n.º 11.767/08, que modificou o artigo 7.º, 
inciso II, e acrescentou o parágrafo sexto e sétimo (6.º e 7.º) ao referido artigo. 
O fundamento legal abaixo está com nova redação e com os respectivos comentários para fundamentar a 
opção correta apontada. 
Art. 7. º São direitos do advogado: 
II - a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, 
de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da 
advocacia. 
Dessa forma, a regra é a da não entrada (exemplo: por policiais) e da não determinação de entrada por 
parte de autoridades (delegado de polícia e juiz de direito, por exemplo) em escritórios de advogados, 
assim como a não apreensão de instrumentos de trabalho (livros, agendas, computadores, disquetes, 
CD-ROMS, pastas de clientes, etc), de correspondência escrita (cartas, ofícios, etc), eletrônica (e-mails), 
telefônica (elaboração de escutas, gravações telefônicas, etc) e telemática (por exemplo: comunicação 
entre computador e telefone celular via SMS), desde que relacionados ao exercício da advocacia. 
O artigo ganhou o acréscimo do parágrafo sexto (6.º) que dispõe: 
6.º Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, a autoridade 
judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput desteartigo, em decisão motivada, expedindo mandado de busca e apreensão, específico e pormenorizado , 
a ser cumprido na presença de representante da OAB, sendo, em qualquer hipótese, vedada a utilização 
dos documentos, das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como 
dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
(XX Exame de Ordem Unificado - Ampliada) Júlia é advogada de Fernando, réu 
em processo criminal de grande repercussão social. Em um programa vespertino 
da rádio local, o apresentador, ao comentar o caso, afirmou que Júlia era 
¿advogada de porta de cadeia¿ e ¿ajudante de bandido¿. Ouvinte do programa, 
Rafaela procurou o Conselho Seccional da OAB e pediu que fosse promovido o 
desagravo público. Júlia, ao tomar conhecimento do pedido de Rafaela, informou 
ao Conselho Seccional da OAB que o desagravo não era necessário, pois já 
ajuizara ação para apurar a responsabilidade civil do apresentador. No caso 
narrado, 
 
 
 
o pedido de desagravo público só pode ser formulado por Júlia, que é a pessoa ofendida em 
razão do exercício profissional, mas o ajuizamento de ação para apurar a responsabilidade civil 
implica a perda de objeto do desagravo. 
 
 
o pedido de desagravo público só pode ser formulado por Júlia, que é a pessoa ofendida em 
razão do exercício profissional. 
 
 
o pedido de desagravo pode ser formulado por Rafaela, e não depende da concordância de Júlia, 
apesar de esta ser a pessoa ofendida em razão do exercício profissional. 
 
 
a ação para apurar a responsabilidade civil no caso acima pode ser ajuizada por qualquer 
pessoa. 
 
 
o pedido de desagravo pode ser formulado por Rafaela, mas depende da concordância de Júlia, 
que é a pessoa ofendida em razão do exercício profissional. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 18 e 19 do RGOAB estabelece que qualquer pessoa poderá levar a conhecimento da OAB fato que 
poderá ensejar o procedimento de desagravo. Ainda que o advogado que sofreu a violação não queira, a 
violação ofende à advocacia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Ana Paula, jovem advogada, em razão de patrocinar ação de divórcio movida por 
Joana em face de seu marido João, após telefonema de sua cliente, que lhe 
revelou ter sido espancada brutalmente pelo cônjuge, fato devidamente 
comprovado por Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito realizado em 
Instituto de Criminalística, compareceu ao fórum, a fim de despachar medida 
cautelar de separação de corpos. O magistrado titular da Vara da Família, muito 
embora presente no local, recusou-se a atende-la, ao argumento de que estava 
sentenciando e despachando processos, havendo necessidade de agendamento 
de data para atendimento. À luz das regras estatutárias: 
 
 
 
correto o posicionamento do magistrado, pois a interrupção de suas atividades judicantes para 
atendimento a advogado irá procrastinar o desfecho de processos conclusos para sentença e 
despacho 
 
 
incorreto o posicionamento do magistrado, que deveria ter atendido a advogada ao término do 
expediente 
 
 
a advogada nada poderá fazer, devendo retornar em dia e hora marcados, visto que o 
magistrado somente tem o dever de atender advogados quando não estiverem em seus 
gabinetes de trabalho sentenciando ou despachando processos 
 
 
incorreto o posicionamento do magistrado, que terá o dever de atender a advogada, em seu 
gabinete de trabalho, independentemente de prévio agendamento, respeitando-se, contudo, a 
ordem de chegada dos advogados 
 
 
todas as respostas estão erradas 
 
 
 
Explicação: Art. 7º São direitos do advogado: VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e 
gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, 
observando-se a ordem de chegada; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Cristiano, advogado criminalista, compareceu à Delegacia de Polícia no município 
X, a fim de colher informações e cópias de inquérito policial em que seu cliente 
figurava como indiciado. Ao comparecer à Unidade Policial, solicitou vista dos 
autos, o que lhe foi negado pelo Delegado de Polícia sob dois argumentos: o 
primeiro, pelo fato de Cristiano não portar procuração outorgada pelo indiciado; o 
segundo, em virtude de o inquérito policial tramitar em sigilo. À luz das regras 
estatutárias, assinale a alternativa correta: 
 
 
 
Agiu incorretamente o Delegado de Polícia, visto que o direito de vista de autos de inquérito 
policial é irrestrito aos advogados, independentemente, em qualquer caso, de procuração 
 
 
Agiu incorretamente o Delegado de Polícia, visto que é direito do advogado ter vista de autos de 
inquérito policial, salvo se conclusos à autoridade, hipótese em que será exigida a procuração 
 
 
Advogados não possuem a prerrogativa, nem mesmo munido de procuração. 
 
 
Agiu incorretamente o Delegado de Polícia, pois o sigilo do inquérito policial não constitui 
obstáculo para que o advogado a ele tenha acesso, independentemente de procuração. 
 
 
Agiu corretamente o Delegado de Polícia, visto que a natureza sigilosa do inquérito policial 
impede sua consulta por qualquer pessoa, inclusive advogados 
 
 
 
Explicação: 
trata-se de prerrogativa prevista no art. 7°, inciso XIV, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
De acordo com o Código de Ética e Disciplina da OAB, assinale a alternativa 
correta. 
 
 
 
O advogado poderá demandar contra ex-cliente, sem a necessidade de resguardar sigilo 
profissional. 
 
 
ao advogado pode, nos casos previstos no Estatuto da OAB, entender-se diretamente com parte 
adversa que tenha patrono constituído, sem o assentimento deste. 
 
 
o advogado deve aconselhar o cliente a não ingressar em aventura judicial, salvo se a causa é 
perante os Juizados Especiais Cíveis, em razão da ausência da regra de sucumbência no 
primeiro grau. 
 
 
atuar sempre com boa fé é um dos deveres do advogado. 
 
 
ao advogado não é imposta nenhuma condição para patrocinar interesses ligados a outras 
atividades estranhas à advocacia, em que também atue. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 2° parágrafo único e seus incisos do CED de 2015 estabelece que o advogado deve agir com boa-
fé, lealdade, veracidade, ser diligente e etc. No art. 9° ao 26 do CED de 2015 encontramos mais 
orientações nas relação entre advogado e cliente, bem como o princípio da informação e seu dever 
de esclarecer os risco da demanda podendo inclusive recusar-se a atuar em nome do cliente quando a 
situação afrontar entendimento pessoal. Ao demanda contra ex-cliente é permitida, mas terá que 
resguardar sigilo profissional. O advogado não poderá entender-se diretamente com a parte adversa sem 
anuência de seu cliente e a presença do advogado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Morgano, advogado recém-formado e inscrito na OAB, com aprovação no Exame 
de Ordem logo após a colação de grau, é contratado para defender cliente em 
audiência de instrução e julgamento. No recinto forense, depara-se com um 
tablado onde estão alocados a mesa ocupada pelo juiz e ao seu lado o 
representante do Ministério Público. Curioso pela situação e ainda inexperiente, 
questiona se tal arquitetura é comum nos demais recintos e a razão de o 
advogado estar em plano inferior aos demais agentes do processo. Como 
resposta, recebe a informação de que a disposição física foi estabelecida em 
respeito à hierarquia entre magistrados e membros do Ministério Público, que 
devem permanecer em posição superior à dos advogados das partes. Diante do 
narrado, à luz das normas estatutárias, é correto afirmar que 
 
 
 
os membros doMinistério Público nos atos processuais são hierarquicamente superiores aos 
advogados. 
 
 
Não há alternativa correta nesta questão. 
 
 
como dirigente do processo, o magistrado subordina a atuação dos advogados como forma de 
disciplina da audiência. 
 
 
a hierarquia é inerente à atividade desenvolvida pelos advogados, que atuam de forma parcial 
em defesa dos seus clientes. 
 
 
advogados, membros do Ministério Público e magistrados não têm relação de hierarquia entre 
si. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 6º do RGOAB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
É prerrogativa do advogado: 
 
 
 
retirar autos de processos findos, desde que mediante procuração, pelo prazo de 10 dias. 
 
 
retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, inclusive que tenham tramitado em 
segredo de justiça, pelo prazo de 10 dias. 
 
 
retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de 10 dias. 
 
 
retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, desde que justificadamente, pelo 
prazo de 10 dias. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 7°, inciso XVI, EOAB. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Dos postulados abaixo, qual deve ser afastado dos deveres dos advogados? 
 
 
 
Impõe-se ao advogado lhaneza, emprego de linguagem escorreita e polida, esmero e disciplina 
na execução dos serviços. 
 
 
Advogados devem atuar com destemor, independência, honestidade, decoro, veracidade, 
lealdade, dignidade e boa-fé. 
 
 
O advogado não deve deixar ao abandono ou ao desamparo os feitos, sem motivo justo e 
comprovada ciência do constituinte. 
 
 
Advogados devem defender os interesses dos clientes até as últimas consequências, ainda que 
tenham que praticar atos ilícitos. 
 
 
Advogados devem zelar pela independência profissional, atributo inerente à atividade da 
advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 2° parágrafo único do CED de 2015. O advogado tem compromisso com a 
veracidade, lealdade e boa-fé. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
(XII Exame Unificado/2013/Adaptada) - Sobre o desagravo público, assinale a 
afirmativa correta. 
 
 
 
O advogado tem direito a ser desagravado, mesmo que a ofensa por ele sofrida não guarde 
relação com o exercício da profissão ou de cargo ou função na OAB. 
 
 
O desagravo público não constitui um direito do advogado. É uma determinação do seu órgão 
de classe. 
 
 
O advogado poderá ser desagravado quando ofendido no exercício da profissão ou em razão 
dela, desde que faça o requerimento em petição dirigida ao Presidente do Conselho Seccional no 
prazo de seis meses, contados a partir da data da realização da ofensa. 
 
 
O advogado não pode dispensar o desagravo público quando o Conselho Seccional decidir 
promovê-lo. 
 
 
O desagravo público depende de concordância do advogado ofendido. 
 
 
 
Explicação: 
O desagravo público é uma medida interna da OAB em repúdio à violações de prerrogativas da 
advocacia. O procedimento deverá ser instaurado ainda que o ofendido não tenha interesse, desde 
que apurada a situação e configurada violação de prerrogativas. Veja-se o art. 7° inciso XVII, art. 18 e 
19 do RGOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Morgano, advogado recém-formado e inscrito na OAB, com aprovação no Exame 
de Ordem logo após a colação de grau, é contratado para defender cliente em 
audiência de instrução e julgamento. No recinto forense, depara-se com um 
tablado onde estão alocados a mesa ocupada pelo juiz e ao seu lado o 
representante do Ministério Público. Curioso pela situação e ainda inexperiente, 
questiona se tal arquitetura é comum nos demais recintos e a razão de o 
advogado estar em plano inferior aos demais agentes do processo. Como 
resposta, recebe a informação de que a disposição física foi estabelecida em 
respeito à hierarquia entre magistrados e membros do Ministério Público, que 
devem permanecer em posição superior à dos advogados das partes. Diante do 
narrado, à luz das normas estatutárias, é correto afirmar que 
 
 
 
advogados, membros do Ministério Público e magistrados não têm relação de hierarquia entre 
si. 
 
 
os membros do Ministério Público nos atos processuais são hierarquicamente superiores aos 
advogados. 
 
 
Não há alternativa correta nesta questão. 
 
 
como dirigente do processo, o magistrado subordina a atuação dos advogados como forma de 
disciplina da audiência. 
 
 
a hierarquia é inerente à atividade desenvolvida pelos advogados, que atuam de forma parcial 
em defesa dos seus clientes. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 6º do RGOAB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
(XIX Exame Unificado - Caderno Tipo I - Branco - (Prova aplicada em 
03/04/2016/adaptada) - Os advogados Ivan e Dimitri foram nomeados, por 
determinado magistrado, para prestarem assistência jurídica a certo 
jurisdicionado, em razão da impossibilidade da Defensoria Pública. As questões 
jurídicas debatidas no processo relacionavam-se à interpretação dada a um 
dispositivo legal. Ivan recusou-se ao patrocínio da causa, alegando que a norma 
discutida também lhe é aplicável, não sendo, por isso, possível que ele sustente 
em juízo a interpretação legal benéfica à parte assistida e prejudicial aos seus 
próprios interesses. Dimitri também se recusou ao patrocínio, pois já defendeu 
interpretação diversa da mesma norma em outro processo. Sobre a hipótese 
apresentada, é correto afirmar que 
 
 
 
Ivan e Dimitri cometeram infração disciplinar, pois é vedado ao advogado recusar-se a prestar 
assistência jurídica, sem justo motivo, quando nomeado em virtude de impossibilidade da 
Defensoria Pública. 
 
 
Os advogados cometeram infração ético-disciplinar prevista no Código de Ética de 2016. 
 
 
apenas Ivan cometeu infração disciplinar, pois não se configura legítima a recusa por ele 
apresentada ao patrocínio da causa, sendo vedado ao advogado, sem justo motivo, recusar-se a 
prestar assistência jurídica, quando nomeado 
 
 
apenas Dimitri cometeu infração disciplinar, pois não se configura legítima a recusa por ele 
apresentada ao patrocínio da causa, sendo vedado ao advogado, sem justo motivo, recusar-se a 
prestar assistência jurídica, quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria 
Pública. 
 
 
nenhum dos advogados cometeu infração disciplinar, pois se afiguram legítimas as recusas 
apresentadas ao patrocínio da causa. 
 
 
 
Explicação: 
o findamento da questão está no art. 22, CED de 2015. Há a possibilidade de o advogado declinar seu 
impedimento ético. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Ana Paula, jovem advogada, em razão de patrocinar ação de divórcio movida por 
Joana em face de seu marido João, após telefonema de sua cliente, que lhe 
revelou ter sido espancada brutalmente pelo cônjuge, fato devidamente 
comprovado por Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito realizado em 
Instituto de Criminalística, compareceu ao fórum, a fim de despachar medida 
cautelar de separação de corpos. O magistrado titular da Vara da Família, muito 
embora presente no local, recusou-se a atende-la, ao argumento de que estava 
sentenciando e despachando processos, havendo necessidade de agendamento 
de data para atendimento. À luz das regras estatutárias: 
 
 
 
incorreto o posicionamento do magistrado, que terá o dever de atender a advogada, em seu 
gabinete de trabalho, independentemente de prévio agendamento, respeitando-se, contudo, a 
ordem de chegada dos advogados 
 
 
correto o posicionamento do magistrado, pois a interrupção de suas atividades judicantes paraatendimento a advogado irá procrastinar o desfecho de processos conclusos para sentença e 
despacho 
 
 
incorreto o posicionamento do magistrado, que deveria ter atendido a advogada ao término do 
expediente 
 
 
todas as respostas estão erradas 
 
 
a advogada nada poderá fazer, devendo retornar em dia e hora marcados, visto que o 
magistrado somente tem o dever de atender advogados quando não estiverem em seus 
gabinetes de trabalho sentenciando ou despachando processos 
 
 
 
Explicação: Art. 7º São direitos do advogado: VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e 
gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, 
observando-se a ordem de chegada; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
O advogado Ademar é surpreendido por mandado de busca e apreensão dos 
documentos guardados no seu escritório, de forma indiscriminada. Após 
pesquisa, verifica que existe processo investigando um dos seus clientes e a ele 
mesmo. Apesar disso, os documentos de toda a sua clientela foram apreendidos. 
Diante do narrado, é correto afirmar que 
 
 
 
O excesso é normal para tal ato realizado. 
 
 
a proteção ao escritório do advogado não se inclui na hipótese versada. 
 
 
a inviolabilidade do escritório de advocacia é absoluta. 
 
a prática é correta, em função de a investigação atingir o advogado. 
 
 
houve excesso na apreensão de todos os documentos da clientela do advogado 
 
 
 
Explicação: 
A lei citada pelo referido artigo constitucional é a Lei n.º 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e a Ordem dos 
Advogados do Brasil), a qual sofreu recente alteração pela Lei n.º 11.767/08, que modificou o artigo 7.º, 
inciso II, e acrescentou o parágrafo sexto e sétimo (6.º e 7.º) ao referido artigo. 
O fundamento legal abaixo está com nova redação e com os respectivos comentários para fundamentar a 
opção correta apontada. 
Art. 7. º São direitos do advogado: 
II - a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, 
de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da 
advocacia. 
Dessa forma, a regra é a da não entrada (exemplo: por policiais) e da não determinação de entrada por 
parte de autoridades (delegado de polícia e juiz de direito, por exemplo) em escritórios de advogados, 
assim como a não apreensão de instrumentos de trabalho (livros, agendas, computadores, disquetes, 
CD-ROMS, pastas de clientes, etc), de correspondência escrita (cartas, ofícios, etc), eletrônica (e-mails), 
telefônica (elaboração de escutas, gravações telefônicas, etc) e telemática (por exemplo: comunicação 
entre computador e telefone celular via SMS), desde que relacionados ao exercício da advocacia. 
O artigo ganhou o acréscimo do parágrafo sexto (6.º) que dispõe: 
6.º Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, a autoridade 
judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste 
artigo, em decisão motivada, expedindo mandado de busca e apreensão, específico e pormenorizado , 
a ser cumprido na presença de representante da OAB, sendo, em qualquer hipótese, vedada a utilização 
dos documentos, das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como 
dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Cristiano, advogado criminalista, compareceu à Delegacia de Polícia no município 
X, a fim de colher informações e cópias de inquérito policial em que seu cliente 
figurava como indiciado. Ao comparecer à Unidade Policial, solicitou vista dos 
autos, o que lhe foi negado pelo Delegado de Polícia sob dois argumentos: o 
primeiro, pelo fato de Cristiano não portar procuração outorgada pelo indiciado; o 
segundo, em virtude de o inquérito policial tramitar em sigilo. À luz das regras 
estatutárias, assinale a alternativa correta: 
 
 
 
Agiu corretamente o Delegado de Polícia, visto que a natureza sigilosa do inquérito policial 
impede sua consulta por qualquer pessoa, inclusive advogados 
 
 
Advogados não possuem a prerrogativa, nem mesmo munido de procuração. 
 
 
Agiu incorretamente o Delegado de Polícia, visto que o direito de vista de autos de inquérito 
policial é irrestrito aos advogados, independentemente, em qualquer caso, de procuração 
 
 
Agiu incorretamente o Delegado de Polícia, pois o sigilo do inquérito policial não constitui 
obstáculo para que o advogado a ele tenha acesso, independentemente de procuração. 
 
 
Agiu incorretamente o Delegado de Polícia, visto que é direito do advogado ter vista de autos de 
inquérito policial, salvo se conclusos à autoridade, hipótese em que será exigida a procuração 
 
 
 
Explicação: 
trata-se de prerrogativa prevista no art. 7°, inciso XIV, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
É prerrogativa do advogado: 
 
 
 
retirar autos de processos findos, desde que mediante procuração, pelo prazo de 10 dias. 
 
 
retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, inclusive que tenham tramitado em 
segredo de justiça, pelo prazo de 10 dias. 
 
 
retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, desde que justificadamente, pelo 
prazo de 10 dias. 
 
 
retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de 10 dias. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 7°, inciso XVI, EOAB. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Um advogado que também é corretor de imóveis realiza publicidade informativa 
colocando os seguintes dizeres: ¿Advogado e corretor¿. Sobre esta publicidade, 
assinale a alternativa correta. 
 
 
 
É permitida a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. 
 
 
É vedada a divulgação de advocacia com outra profissão, exceto as correlatas. 
 
 
É permitida exclusivamente a divulgação da advocacia com a corretagem de imóveis. 
 
 
É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. 
 
 
É defeso a publicidade informativa para advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme estabelece o EOAB, é expressamente vedado a divulgação de advocacia em conjunto com 
outra atividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
As advogadas Juliana e Patrícia, iniciando carreira na advocacia, acreditam que 
seja necessária a divulgação de seus serviços, para se tornarem conhecidas. 
Assim, decidem realizar publicidade de sua atuação, mediante as seguintes 
medidas: primeiramente, publicam um anúncio, em jornal de grande circulação, 
onde constam seus nomes, números de inscrição na OAB e endereço de atuação. 
Além disso, anunciam no rádio suas qualificações profissionais, bem como 
expedem correspondências a seus clientes e a colegas advogados, contendo 
boletim informativo e comentários à legislação. Sobre a situação apresentada, 
assinale a opção correta. 
 
 
 
Se realizadas com discrição e moderação, as publicações no jornal e as correspondências 
expedidas não representam infração ética, porém a veiculação do anúncio no rádio viola o 
Código de Ética e Disciplina da OAB 
 
 
Se realizadas com razoabilidade, nenhuma das medidas adotadas viola o Código de Ética e 
Disciplina da OAB, porque o advogado pode anunciar seus serviços profissionais, individual ou 
coletivamente, desde que observadas moderação e discrição quanto ao conteúdo, forma e 
dimensões 
 
 
As três medidas de publicidade adotadas por Juliana e Patrícia violam o disposto no Código de 
Ética e Disciplina da OAB, pois é vedado ao advogado anunciar seus serviços profissionais de 
forma a alcançar uma coletividade de pessoas 
 
 
Apenasa expedição de correspondências contendo boletim informativo e comentários à 
legislação configura violação ao previsto no Código de Ética e Disciplina da OAB, já que é 
vedada a comunicação do advogado por correspondências, salvo aquelas destinadas a informar 
os clientes de seus interesses 
 
 
A publicidade da advocacia pode ser feita de forma livre e não encontra nenhuma limitação. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está nos artigos 39 a 47 do CED de 2015 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Qual dos seguintes procedimentos fere a ética profissional do 
Advogado? 
 
 
 
O uso da mala-direta para comunicar aos seus clientes a mudança de endereço 
de seu escritório de advocacia; 
 
 
A indicação de e-mail do advogado autor de colunas jurídicas em jornal. 
 
 
O anúncio do escritório de advocacia em listas telefônicas; 
 
 
O anúncio do escritório de advocacia pela Internet. 
 
 
O anúncio da atividade de advogado veiculado pelo rádio, apenas com a 
indicação do nome, número de inscrição na OAB e endereço do escritório; 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está noa rtigo 40, inciso I, do CED. Todas as demais opções são permitidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
A publicidade é permitida aos advogados e advogadas que desejem divulgar seus 
serviços ao público. Porém, devem ser observadas as regras constantes do 
Código de Ética e Disciplina e do Provimento 94/2000, do Conselho Federal da 
OAB. Um dos limites impostos à publicidade encontra-se expressamente previsto 
nesses instrumentos legais e também no Estatuto da Advocacia e no 
Regulamento Geral, no Provimento 94/2000 e consiste na proibição de 
 
 
 
divulgar as áreas profissionais de atuação preferencial. 
 
 
divulgar outra atividade profissional em conjunto com a advocacia. 
 
 
divulgar os serviços através da internet. 
 
 
divulgar os serviços em listas telefônicas e congêneres. 
 
 
divulgar o número de inscrição perante a OAB. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 40, inciso IV do CED de 2015 e no Prov. 94/2000. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(OAB/MG/2007/ADAPTADA) - A questão versa sobre a Publicidade. Certo 
advogado, visando anunciar os seus serviços profissionais, mas querendo 
modernizar-se ante o mundo globalizado, realiza seus anúncios no Brasil 
exclusivamente em idioma inglês. Ante tal fato e de acordo com o Código de 
Ética e Disciplina da OAB, é CORRETO afirmar que: 
 
 
 
o Brasil, é defeso anunciar os seus serviços profissionais em idioma inglês. 
 
 
No Brasil, é defeso anunciar os seus serviços profissionais em idioma inglês. 
 
 
no Brasil, é permitido anunciar os seus serviços profissionais em idioma estrangeiro, desde que 
acompanhado da respectiva tradução. 
 
 
no Brasil, é permitido anunciar os seus serviços profissionais exclusivamente no idioma 
português. 
 
 
É expressamente vedado, pelo Estatuto a OAB, a publicidade em língua estrangeira. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 44, § 1°, parte final, do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
(XXI Exame Unificado OAB/27/11/2016/ADAPTADA) - Florentino, advogado 
regularmente inscrito na OAB, além da advocacia, passou a exercer também a 
profissão de corretor de imóveis, obtendo sua inscrição no conselho pertinente. 
Em seguida, Florentino passou a divulgar suas atividades, por meio de uma placa 
na porta de um de seus escritórios, com os dizeres: Florentino, advogado e 
corretor de imóveis. Sobre o tema, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis, desde 
que não sejam prestados os serviços de advocacia aos mesmos clientes da outra atividade. 
Além disso, é permitida a utilização da placa empregada, desde que seja discreta, sóbria e 
meramente informativa. 
 
 
Não no caso narrado qualquer vedação legal, podendo Florentino anunciar todos os seus 
serviços, inclusive a corretagem de imóveis. 
 
 
É vedado a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis. 
 
 
É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis, inclusive 
em favor dos mesmos clientes. Também é permitido empregar a aludida placa, desde que seja 
discreta, sóbria e meramente informativa. 
 
 
É permitido a Florentino exercer paralelamente a advocacia e a corretagem de imóveis. Todavia, 
é vedado o emprego da aludida placa, ainda que discreta, sóbria e meramente informativa 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 40, inciso IV, CED 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
V Exame de Ordem Unificado 
Ademir, formado em Jornalismo e Direito e exercendo ambas as profissões, 
publica, em seu espaço jornalístico, alegações forenses por ele apresentadas em 
juízo. Instado por outros profissionais do Direito a também apresentar os 
trabalhos dos colegas, Ademir alega que o espaço é exclusivamente dedicado à 
divulgação dos seus próprios trabalhos forenses. Com base no relatado, à luz das 
normas estatutárias, é correto afirmar que a divulgação promovida por Ademir é 
 
 
 
punível, por caracterizar infração disciplinar. 
 
 
justificado pelo interesse jornalístico dos trabalhos forenses. 
 
 
é equiparado a ato educacional permitido. 
 
 
perfeitamente justificável, por ser pertinente a outra profissão. 
 
 
Nenhuma das respostas 
 
 
 
Explicação: 
A questão observa uma conduta vedada pelo Código de Ética e Disciplina, ou seja, a divulgação de 
método de trabalho, arrazoados forenses seus ou de colegas conforme expressam os artigos 43 e 44 do 
CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Marcelo, renomado advogado, foi convidado para participar de matéria veiculada 
pela Internet, por meio de portal de notícias, com a finalidade de informar os 
leitores sobre direitos do consumidor. Ao final da matéria, mediante sua 
autorização, foi divulgado o e-mail de Marcelo, bem como o número de telefone do 
seu escritório. Sobre essa situação, de acordo com o Código de Ética e Disciplina 
da OAB, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Marcelo pode participar de matéria veiculada pela Internet, mas é vedada a referência ao número 
de telefone do seu escritório ao final da matéria, sendo permitida a referência ao seu e-mail. 
 
 
Marcelo não pode participar de matéria veiculada pela Internet, pois esse fato, por si só, configura 
captação de clientela. 
 
 
Marcelo pode participar de matéria veiculada pela Internet, mas são vedadas a referência ao e-
mail e ao número de telefone do seu escritório ao final da matéria. 
 
 
Marcelo pode participar de matéria veiculada pela Internet e são permitidas a referência ao e-
mail e ao número de telefone do seu escritório ao final da matéria. 
 
 
Marcelo pode participar de matéria veiculada pela Internet e são permitidas a referência ao e-
mail, telefone e endereço completo do seu escritório ao final da matéria. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 40, inciso V, CED de 2015 estabelece apenas a possibilidade de indicar e-mai 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
O advogado, ao remeter carta em que aborda questão jurídica para a qual 
oferece solução, comete infração disciplinar quando a envia para 
 
 
 
colegas advogados interessados no tema. 
 
 
entidade de classe para a qual presta serviços de consultoria jurídica, que irá divulgá-la aos 
seus associados. 
 
 
 
 
fixar posição a pedido de um meio de comunicação. 
 
 
clientes que mantém em sua carteira. 
 
 
uma coletividade de pessoas com potencial interesse no tema,não integrantes de sua carteira de 
clientes. 
 
 
 
Explicação: 
O envio de correspondência a uma coletividade com a finalidade de captação de clientela configura a 
situação de mala direta que é expressamente proibida pelo CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Marque a alternativa CORRETA. O anúncio de serviços advocatícios 
 
 
 
poderá informar cargos público anteriormente exercidos. 
 
 
é expressamente vedado, em qualquer situação e por qualquer meio. 
 
 
a divulgação em colunas de jornais ou textos não poderá induzir o leitor a litigar 
nem promover a captação clientela. 
 
 
pode conter lista de clientes, desde que com autorização destes. 
 
 
pode conter quaisquer títulos ou qualificações e deve mencionar o nome completo e o 
número da inscrição do advogado na OAB. 
 
 
 
Explicação: 
As regras para publicidade profissional estão previstas nos art. 39 a 47, CED de 2015. 
A questão está especificamente no art. 41, CED. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
As normas sobre publicidade de advogados estão reguladas no Código de Ética e 
Disciplina e Provimento n.º 94/2000 do Conselho Federal. A inclusão do nome de 
estagiários em placa indicativa de escritório, juntamente com o(s) do(s) 
advogado(s), 
 
 
 
 
 
é vedada pelo regramento ético-estatutário. 
 
 
só é autorizada se os estagiários fizerem parte do quadro societário da Sociedade de 
Advogados. 
 
 
não sofre qualquer tipo de limitação ético-estatutária. 
 
 
só poderá ocorrer com a autorização do Tribunal de Ética e Disciplina. 
 
 
só poderá ocorrer se mencionado a condição de estagiário. 
 
 
 
Explicação: 
A publicidade da advocacia é informativa, deve-se informar o nome do advogado com seu número de 
inscrição. O estagiário não poderá ser sócio de sociedade, nem figurar na publicidade do escritório ou 
sociedade, art. 44, CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
O advogado "Y" recém formado, diante da dificuldade em conseguir clientes, 
passa a distribuir panfletos em locais próximos aos fóruns da cidade onde reside, 
oferecendo seus serviços profissionais. Nos panfletos distribuídos por Y constam 
informações acerca da sua especialização técnico‐ científica, localização e 
telefones do seu escritório. Por outro lado, Y instalou placa na porta de seu 
escritório, na qual fez constar os valores cobrados por seus serviços profissionais, 
fixados, aliás, em patamares inferiores àqueles estipulados pela tabela de 
honorários da OAB. Quanto à conduta de Y, assinale a afirmativa INCORRETA. 
 
 
 
"Y" viola dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB, ao fazer constar de sua placa 
referências aos valores cobrados por seus serviços profissionais 
 
 
"Y" incorre em infração disciplinar, consistente na captação irregular de causas, ao distribuir 
panfletos ao público oferecendo seus serviços como advogado. 
 
 
"Y" viola dispositivo do Código Civil vigente em pratica. 
 
 
"Y" pode distribuir panfletos ao público, oferecendo seus serviços profissionais, desde que neles 
não conste sua especialização técnico‐científica. 
 
 
"Y" viola dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB, ao fixar honorários em valores 
inferiores aos estipulados na tabela de honorários da OAB. 
 
 
 
Explicação: 
O novo Código de Ética foi incisivo ao vedar a utilização da publicidade 
profissional do advogado visando a captação de clientela ou a 
mercantilização da profissão (art. 39). Vedou, expressamente, a veiculação 
de publicidade por meio de rádio, cinema e televisão; o uso de outdoors, 
painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade; as inscrições 
em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público; 
a divulgação de serviços de advocacia juntamente com outras atividades 
ou a indicação de vínculos entre uns e outras; o fornecimento de dados de 
contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos literários, 
culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim 
quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou 
em veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-
mail; a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas 
assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela. Para 
fins de identificação dos escritórios, permitiu-se a utilização de placas, 
painéis luminosos e inscrições em suas fachadas, respeitados o caráter 
informativo, a discrição e sobriedade. 
 
De acordo com o novo regramento, a participação do advogado nos meios 
de comunicação não poderá induzir o leitor a litigar e, da mesma forma, 
não poderá promover captação de clientela. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(XXI Exame Unificado OAB/27/11/2016/ADAPTADA) - Janaína é procuradora do 
município de Oceanópolis e atua, fora da carga horária demandada pela função, 
como advogada na sociedade de advogados Alfa, especializada em Direito 
Tributário. A profissional já foi professora na universidade estadual Beta, situada 
na localidade, tendo deixado o magistério há um ano, quando tomou posse como 
procuradora municipal. Atualmente, Janaína deseja imprimir cartões de visitas 
para divulgação profissional de seu endereço e telefones. Assim, dirigiu-se a uma 
gráfica e elaborou o seguinte modelo: no centro do cartão, consta o nome e o 
número de inscrição de Janaína na OAB. Logo abaixo, o endereço e os telefones 
do escritório. No canto superior direito, há uma pequena fotografia da advogada, 
com vestimenta adequada. Na parte inferior do cartão, estão as seguintes 
inscrições ¿procuradora do município de Oceanópolis¿, ¿advogada ¿ Sociedade de 
Advogados Alfa¿ e ¿ex-professora da Universidade Beta¿. A impressão será feita 
em papel branco com proporções usuais e grafia discreta na cor preta. 
Considerando a situação descrita, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Os cartões de visitas pretendidos por Janaína, pautados pela discrição e sobriedade, são 
adequados às regras referentes à publicidade profissional. 
 
 
Janaína não cometeu, ao divulgar seus serviços, nenhuma infração disciplina e tão pouco houve 
infringência ao Código de Ética e Disciplina. 
 
 
Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à 
publicidade profissional. São vedados: a referência ao cargo de magistério que Janaína não mais 
exerce e a referência ao cargo de procurador municipal. Os demais elementos poderão ser 
mantidos. 
 
 
Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à 
publicidade profissional. São vedados: o emprego de fotografia pessoal e a referência ao cargo 
de procurador municipal. Os demais elementos poderão ser mantidos. 
 
 
Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à 
publicidade profissional. São vedados: o emprego de fotografia e a referência ao cargo de 
magistério que Janaína não mais exerce. Os demais elementos poderão ser mantidos. 
 
 
 
Explicação: 
A publicidade de advogados e escritórios de advocacia é perfeitamente lícita e ética, mas que deve atender 
a limites e princípios estabelecidos pela OAB. 
Como regra geral a publicidade profissional do advogado possui caráter meramente informativo e deve 
primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da 
profissão (CED, artigo 39). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Assinale a opção correta quanto a publicidade na advocacia. 
 
 
 
É permitida a indicação de endereço do escritório em colunas de jornais e revistas escritas pelo 
advogado. 
 
 
O advogado em entrevistaà imprensa pode mencionar seus clientes e demandas sob 
seu patrocínio. 
 
 
É permitida a ampla divulgação de valores dos serviços advocatícios. 
 
 
É permitido o anúncio em forma de placa de identificação do escritório apenas no local 
onde este esteja instalado. 
 
 
É permitida a divulgação de informações sobre as dimensões, qualidade ou estrutura 
do escritório de advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
A publicidade da advocacia está regulada pelo CEd dwe 2015 e Prov. 94/2000. O uso de placas é 
permitido apenas no local da sede do escritório ou sociedade. As regras prevstas estão elencadas nos art. 
39 ao 47 do CED. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
A publicidade é permitida aos advogados e advogadas que desejem divulgar seus 
serviços ao público. Porém, devem ser observadas as regras constantes do 
Código de Ética e Disciplina e do Provimento 94/2000, do Conselho Federal da 
OAB. Um dos limites impostos à publicidade encontra-se expressamente previsto 
nesses instrumentos legais e também no Estatuto da Advocacia e no 
Regulamento Geral, no Provimento 94/2000 e consiste na proibição de 
 
 
 
divulgar o número de inscrição perante a OAB. 
 
 
divulgar outra atividade profissional em conjunto com a advocacia. 
 
 
divulgar os serviços através da internet. 
 
 
divulgar os serviços em listas telefônicas e congêneres. 
 
 
divulgar as áreas profissionais de atuação preferencial. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 40, inciso IV do CED de 2015 e no Prov. 94/2000. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Marcelo, renomado advogado, foi convidado para participar de matéria veiculada 
pela Internet, por meio de portal de notícias, com a finalidade de informar os 
leitores sobre direitos do consumidor. Ao final da matéria, mediante sua 
autorização, foi divulgado o e-mail de Marcelo, bem como o número de telefone do 
seu escritório. Sobre essa situação, de acordo com o Código de Ética e Disciplina 
da OAB, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Marcelo pode participar de matéria veiculada pela Internet e são permitidas a referência ao e-
mail, telefone e endereço completo do seu escritório ao final da matéria. 
 
 
Marcelo pode participar de matéria veiculada pela Internet, mas são vedadas a referência ao e-
mail e ao número de telefone do seu escritório ao final da matéria. 
 
 
Marcelo não pode participar de matéria veiculada pela Internet, pois esse fato, por si só, configura 
captação de clientela. 
 
 
Marcelo pode participar de matéria veiculada pela Internet e são permitidas a referência ao e-
mail e ao número de telefone do seu escritório ao final da matéria. 
 
 
Marcelo pode participar de matéria veiculada pela Internet, mas é vedada a referência ao número 
de telefone do seu escritório ao final da matéria, sendo permitida a referência ao seu e-mail. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 40, inciso V, CED de 2015 estabelece apenas a possibilidade de indicar e-mai 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Um advogado que também é corretor de imóveis realiza publicidade informativa 
colocando os seguintes dizeres: ¿Advogado e corretor¿. Sobre esta publicidade, 
assinale a alternativa correta. 
 
 
 
É vedada a divulgação de advocacia com outra profissão, exceto as correlatas. 
 
 
É permitida exclusivamente a divulgação da advocacia com a corretagem de imóveis. 
 
 
É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. 
 
 
É defeso a publicidade informativa para advocacia. 
 
 
É permitida a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme estabelece o EOAB, é expressamente vedado a divulgação de advocacia em conjunto com 
outra atividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Qual dos seguintes procedimentos fere a ética profissional do 
Advogado? 
 
 
 
O anúncio do escritório de advocacia pela Internet. 
 
 
A indicação de e-mail do advogado autor de colunas jurídicas em jornal. 
 
 
O anúncio da atividade de advogado veiculado pelo rádio, apenas com a 
indicação do nome, número de inscrição na OAB e endereço do escritório; 
 
 
O uso da mala-direta para comunicar aos seus clientes a mudança de endereço 
de seu escritório de advocacia; 
 
O anúncio do escritório de advocacia em listas telefônicas; 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está noa rtigo 40, inciso I, do CED. Todas as demais opções são permitidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
As advogadas Juliana e Patrícia, iniciando carreira na advocacia, acreditam que 
seja necessária a divulgação de seus serviços, para se tornarem conhecidas. 
Assim, decidem realizar publicidade de sua atuação, mediante as seguintes 
medidas: primeiramente, publicam um anúncio, em jornal de grande circulação, 
onde constam seus nomes, números de inscrição na OAB e endereço de atuação. 
Além disso, anunciam no rádio suas qualificações profissionais, bem como 
expedem correspondências a seus clientes e a colegas advogados, contendo 
boletim informativo e comentários à legislação. Sobre a situação apresentada, 
assinale a opção correta. 
 
 
 
Apenas a expedição de correspondências contendo boletim informativo e comentários à 
legislação configura violação ao previsto no Código de Ética e Disciplina da OAB, já que é 
vedada a comunicação do advogado por correspondências, salvo aquelas destinadas a informar 
os clientes de seus interesses 
 
 
Se realizadas com razoabilidade, nenhuma das medidas adotadas viola o Código de Ética e 
Disciplina da OAB, porque o advogado pode anunciar seus serviços profissionais, individual ou 
coletivamente, desde que observadas moderação e discrição quanto ao conteúdo, forma e 
dimensões 
 
 
Se realizadas com discrição e moderação, as publicações no jornal e as correspondências 
expedidas não representam infração ética, porém a veiculação do anúncio no rádio viola o 
Código de Ética e Disciplina da OAB 
 
 
As três medidas de publicidade adotadas por Juliana e Patrícia violam o disposto no Código de 
Ética e Disciplina da OAB, pois é vedado ao advogado anunciar seus serviços profissionais de 
forma a alcançar uma coletividade de pessoas 
 
 
A publicidade da advocacia pode ser feita de forma livre e não encontra nenhuma limitação. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está nos artigos 39 a 47 do CED de 2015 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
(OAB/MG/2007/ADAPTADA) - A questão versa sobre a Publicidade. Certo 
advogado, visando anunciar os seus serviços profissionais, mas querendo 
modernizar-se ante o mundo globalizado, realiza seus anúncios no Brasil 
exclusivamente em idioma inglês. Ante tal fato e de acordo com o Código de 
Ética e Disciplina da OAB, é CORRETO afirmar que: 
 
 
no Brasil, é permitido anunciar os seus serviços profissionais exclusivamente no idioma 
português. 
 
 
No Brasil, é defeso anunciar os seus serviços profissionais em idioma inglês. 
 
 
o Brasil, é defeso anunciar os seus serviços profissionais em idioma inglês. 
 
 
É expressamente vedado, pelo Estatuto a OAB, a publicidade em língua estrangeira. 
 
 
no Brasil, é permitido anunciar os seus serviços profissionais em idioma estrangeiro, desde que 
acompanhado da respectiva tradução. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 44, § 1°, parte final, do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(XXI Exame Unificado/27/11/2016) - Janaína é procuradora do município de 
Oceanópolis e atua, fora da carga horária demandada pela função, como 
advogada na sociedade de advogados Alfa, especializada em Direito Tributário. A 
profissional já foi professorana universidade estadual Beta, situada na 
localidade, tendo deixado o magistério há um ano, quando tomou posse como 
procuradora municipal. Atualmente, Janaína deseja imprimir cartões de visitas 
para divulgação profissional de seu endereço e telefones. Assim, dirigiu-se a uma 
gráfica e elaborou o seguinte modelo: no centro do cartão, consta o nome e o 
número de inscrição de Janaína na OAB. Logo abaixo, o endereço e os telefones 
do escritório. No canto superior direito, há uma pequena fotografia da advogada, 
com vestimenta adequada. Na parte inferior do cartão, estão as seguintes 
inscrições ¿procuradora do município de Oceanópolis¿, ¿advogada ¿ Sociedade de 
Advogados Alfa¿ e ¿ex-professora da Universidade Beta¿. A impressão será feita 
em papel branco com proporções usuais e grafia discreta na cor preta. 
Considerando a situação descrita, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
A publicidade realizada no caso concreto obedeceu as normas disciplinadas no Código de 
Conduta do exercício da profissão, devidamente elaborado pelo Conselho Federal 
 
 
Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à 
publicidade profissional. São vedados: a referência ao cargo de magistério que Janaína não mais 
exerce e a referência ao cargo de procurador municipal. Os demais elementos poderão ser 
mantidos. 
 
 
Os cartões de visitas pretendidos por Janaína, pautados pela discrição e sobriedade, são 
adequados às regras referentes à publicidade profissional. 
 
 
Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à 
publicidade profissional. São vedados: o emprego de fotografia e a referência ao cargo de 
magistério que Janaína não mais exerce. Os demais elementos poderão ser mantidos. 
 
 
Os cartões de visitas pretendidos por Janaína não são adequados às regras referentes à 
publicidade profissional. São vedados: o emprego de fotografia pessoal e a referência ao cargo 
de procurador municipal. Os demais elementos poderão ser mantidos 
 
 
 
Explicação: 
O CED (Código de Ética e Disciplina) no Capítulo IV dispõe acerca ¿Da Publicidade¿. Art. 28. 
O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e 
moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra 
atividade. 
Provimento 94/2000 ¿ "Dispõe sobre a publicidade, a propaganda e a informação da advocacia." Art. 
1º. É permitida a publicidade informativa do advogado e da sociedade de advogados, contanto que se 
limite a levar ao conhecimento do público em geral, ou da clientela, em particular, dados objetivos e 
verdadeiros a respeito dos serviços de advocacia que se propõe a prestar, observadas as normas do Código 
de Ética e Disciplina e as deste Provimento. 
Nota-se, portanto, que a publicidade de advogados e escritórios de advocacia é perfeitamente lícita e ética, 
mas que deve atender a limites e princípios estabelecidos pela OAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Nas recomendações do Código de Ética para a publicidade feita por advogados, 
permite-se: 
 
 
 
a menção a cargo público anteriormente exercido. 
 
 
o uso de um conteúdo com finalidade informativa, contendo os títulos e qualificações do 
profissional. 
 
 
o uso de ilustrações e desenhos com cores discretas. 
 
 
o uso de pequena fotografia, desde que acompanhada do símbolo da OAB. 
 
 
o uso de frases de efeito para captação de clientela. 
 
 
 
Explicação: O capítulo VIII do Código de Ética de 2015 trata da publicidade nos artigos 39 a 46 e devem 
ser lidos em conjunto com o Provimento 94/2000. Nesta parte da legislação observa-se que a publicidade 
deve ser informativa, sem mencionar frases de efeito, cargos públicos exercidos,captação de clientela e 
etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
A publicidade é permitida aos advogados, incluindo-se: 
 
 
 
Manutenção de página do escritório de advocacia na internet. 
 
 
Publicação do e-mail do escritório no intervalo de programação televisiva 
 
 
Instalação de outdoor na via pública. 
 
 
Divulgação de outra atividade profissional ou econômica em conjunto com a advocacia. 
 
 
Publicação dos telefones do escritório via programa de rádio. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está nos artigos 39 e 40 do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
O advogado Nelson, após estabelecer seu escritório em local estratégico nas 
proximidades dos prédios que abrigam os órgãos judiciários representantes de 
todas as esferas da Justiça,resolve publicar anúncio em que, além dos seus 
títulos acadêmicos, expõe a sua vasta experiência profissional, indicando os 
vários cargos governamentais ocupados, inclusive o de Ministro de prestigiada 
área social. Nos termos do Código de Ética da Advocacia, assinale a afirmativa 
correta. 
 
 
 
O anúncio está adequado aos termos do Código, pois indica os títulos acadêmicos e a 
experiência profissional; 
 
 
Nenhuma das alternativas anteriores 
 
 
O anúncio colide com as normas do Código, pois a referência a títulos acadêmicos é vedada por 
indicar a possibilidade de captação de clientela; 
 
 
O anúncio está adequado aos termos do Código, por não conter adjetivações ou referências 
elogiosas ao profissional; 
 
 
O anúncio colide com as normas do Código, que proíbem a referência a cargos públicos capazes 
de gerar captação de clientela. 
 
 
 
Explicação: 
A publicidade da advocacia deve ser informativa e não poderá indicar cargos públicos anteriormente 
exercido, fotografias, frases de efeito, na forma dos art. 39 a 47 do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Os advogados X de Souza, Y dos Santos e Z de Andrade requereram o registro 
de sociedade de advogados denominada Souza, Santos e Andrade Sociedade 
de Advogados. Tempos depois, X de Souza vem a falecer, mas os demais 
sócios decidem manter na sociedade o nome do advogado falecido. Sobre a 
hipótese, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
É absolutamente vedada a manutenção do nome do sócio falecido na razão social da sociedade. 
 
 
É possível manter o nome do sócio falecido, independentemente de previsão no ato constitutivo 
da sociedade. 
 
 
É possível manter, pelo prazo máximo de seis meses, o nome do sócio falecido. 
 
 
É possível manter o nome do sócio falecido, desde que prevista tal possibilidade no ato 
constitutivo da sociedade. 
 
 
 
Explicação: 
A denominação social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, um advogado responsável 
pela sociedade, podendo permanecer o de sócio falecido, desde que prevista tal possibilidade no ato 
constitutivo. 
A denominação da sociedade unipessoal de advocacia deve ser obrigatoriamente formada pelo nome do 
seu titular, completo ou parcial, com a expressão `Sociedade Individual de Advocacia¿. 
fundamentação legal: art. 16, § 1º, EAOAB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Um grupo de colegas recém-admitidos na OAB optaram por reunir-
se informalmente em sociedade para reduzir custos, dividir despesas 
e buscar, cada qual atuando em áreas diferentes, tornar o escritório 
multidisciplinar. Escolhido o local, confeccionaram placa informativa 
com os sobrenomes de cada qual deles, acrescentando a expressão 
"advocacia multidisciplinar". Assinale a alternativa incorreta. 
 
 
 
não é permitido o uso dos sobrenomes dos advogados em placa indicativa do escritório de 
advocacia acrescida de nome fantasia. 
 
 
É permitido ao advogado participar de mais de uma sociedade de advogados pertencentes à 
Seccional da OAB, desde que estejam devidamente inscritas na Ordem. 
 
 
É possívelaos advogados reunirem-se em um local, dividindo despesas, mas é vedado 
apresentarem-se como sociedade de advogados e nome fantasia, posto que não 
registrada na Ordem como tal. 
 
 
Deve constar, na placa indicativa da sociedade de advogados, seu número de registro na OAB e, 
no caso de apresentar os nomes dos advogados, é necessário o número da OAB de cada qual. 
 
 
É possível o nome fantasia para sociedades de advogados, embora não seja permitido para 
escritórios de advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão encontra-se nos artigos 15 e 16 do EOAB. A abertura de sociedade só é 
possível com o devido registro dos atos constitutivos na OAB, sendo vedado o nome fantasia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Em relação ao advogado empregado, é correto afirmar: 
 
 
 
Não tem direito às horas extras; 
 
 
Dentre suas atribuições, está a de prestar serviços de interesse pessoal do empregador; 
 
 
Não tem direito aos honorários sucumbenciais; 
 
 
É representado pelo seu sindicato e, na sua falta, pela federação ou confederação nas 
convenções coletivas celebradas com as entidades sindicais representativas dos empregadores; 
 
 
A jornada diária de trabalho é de 6(seis) horas contínuas e 30(trinta) horas semanais. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está do art. 18 ao 21 do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
(Exame de ordem - adaptada) Miguel, advogado, sempre 
exerceu a atividade sozinho. Não obstante, passou a pesquisar 
sobre a possibilidade de constituir, individualmente, pessoa 
jurídica para a prestação de seus serviços de advocacia. Sobre 
o tema, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Miguel poderá constituir a pessoa jurídica pretendida mediante registro dos seus 
atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB, com denominação formada pelo 
nome do titular, seguida da expressão - EIRELI. 
 
 
Miguel não poderá constituir a pessoa jurídica pretendida mediante 
registro dos seus atos constitutivos porque não há previsão de sociedade 
unpessoal no Estatuto. 
 
 
Miguel não poderá constituir a pessoa jurídica pretendida, uma vez que o 
ordenamento jurídico brasileiro não admite a figura da sociedade unipessoal, 
ressalvados apenas os casos de unipessoalidade temporária e da chamada 
subsidiária integral. 
 
 
Miguel poderá constituir a pessoa jurídica pretendida, mediante registro dos 
seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial 
tiver sede, com denominação formada pelo nome do titular, seguida da 
expressão Sociedade Individual de Advocacia. 
 
 
Miguel poderá constituir a pessoa jurídica pretendida mediante registro dos seus 
atos constitutivos no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, com denominação 
formada pelo nome do titular, seguida da expressão EIRELI. 
 
 
 
Explicação: 
 na forma do art. 15 e 16, § 4° do EOAB, Miguel poderá constituir a pessoa jurídica pretendida, 
mediante registro dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver 
sede, com denominação formada pelo nome do titular, seguida da expressão Sociedade Individual de 
Advocacia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Rodrigo celebrou contrato de prestação de serviços advocatícios com a 
sociedade de advogados Carvalho e Pereira, composta por dois advogados, 
com o objetivo de que ambos o representem judicialmente em uma ação 
indenizatória. Nessa situação hipotética, a procuração judicial referente à 
prestação desse serviço 
 
 
 
pode ser outorgada tanto à sociedade quanto individualmente aos advogados. 
 
 
deve ser outorgada aos advogados, com a indicação de que eles fazem parte da 
referida sociedade. 
 
 
deve ser outorgada à sociedade, sendo dispensável a indicação expressa dos advogados que a 
integram, pois o contrato de prestação de serviços foi celebrado com a pessoa jurídica. 
 
 
deve ser outorgada à sociedade com poderes especiais para substabelecer para os advogados 
sócios. 
 
 
deve ser outorgada à sociedade, com a expressa enumeração e qualificação dos advogados que 
a compõem. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme o art. 42 do RGOAB a sociedade não realiza atos de advocacia, logo procuração somente 
poderá ser outorgada para advogados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Visando a diminuir custos operacionais e ampliação do campo 
de atuação, advogados de várias áreas de especialização do 
direito resolveram estabelecer sociedade de advogados 
incluindo sócios de outras atividades correlatas, como 
administrador de empresas, economistas e auditores. Esse tipo 
de sociedade 
 
 
 
deverá ser registrado apenas na Registro Civil das Pessoas Jurídicas do Estado de São Paulo. 
 
 
não é admitido pela OAB. 
 
 
 
 
terá de obter aprovação prévia do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. 
 
 
deverá ser registrada na junta comercial do local da sede. 
 
 
exige registro antecipado na Comissão de Sociedade de Advogados da OAB. 
 
 
 
 
 
Explicação: 
Conforme estabelece o art. 15 do EOAB, somente advogados podem formar sociedade de advogados seja 
na modalidade puripessoal ou unipessoal. Pessoas não inscritas na oAB não podem ser sócios ou titulares 
de sociedades de advogados que é uma sociedade simples uniprofissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
O registro da sociedade de advogados é feito: 
 
 
 
perante o Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, precedido do registro perante o 
Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver sede. 
 
 
perante a Junta Comercial, precedido do registro perante o Conselho Seccional da Ordem dos 
Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver sede. 
 
 
perante o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver 
sede. 
 
 
perante o Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, ou perante a Junta Comercial, desde 
que tenha sido constituída, respectivamente, sob a forma de sociedade simples ou sociedade 
empresária. 
 
 
perante o Conselho Federal da OAB, independente do local da sede. 
 
 
 
Explicação: 
o fundamento encontra-se no art. 15, do EOAB. O registro da sociedade de advogados é no Conselho 
Seccional do local da sede. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
O advogado que figure como sócio de uma sociedade de 
advogados pode participar de: 
 
 
 
outra sociedade de advogados, desde que sediada em base territorial de outro Conselho 
Seccional. 
 
 
uma nova sociedade desde que autorizado pelo Tribunal de Ética e Disciplina. 
 
 
qualquer outra sociedade de advogado. 
 
 
uma nova sociedade de advogados desde que autorizado pela sociedade da qual já venha 
participando. 
 
 
quaisquer outras sociedades de advogados, desde que não representem em Juízo clientes de 
interesses opostos. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento encontra-se no art. 15, § 4° do EOAB. 
 
 
 
 
1. 
 
 
No concernente à Sociedade de Advogados, é correto afirmar, à luz do Estatuto 
e do Código de Ética e Disciplina da OAB, que: 
 
 
 
seus sócios estão imunes ao controle disciplinar da OAB. 
 
 
não está vinculada às regras de ética e disciplina dos advogados. 
 
 
está vinculada às regras de ética e disciplina dos advogados. 
 
 
pode se organizar de forma mercantil, com registro na Junta Comercial. 
 
 
seus componentes podem, isoladamente, representar clientes com interesses conflitantes. 
 
 
 
Explicação: A Sociedade de Advogados, à luz do Estatuto e do Código de Ética e Disciplina da OAB, está 
vinculadaàs regras de ética e disciplina dos advogados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
(XXI Exame Unificado/OAB/27/11/2016) - Marcela, Natália e Paula integram a 
sociedade de advogados MNP e foram procuradas por Rafael para ajuizar ação 
cível em face de Silvio. A procuração outorgada por Rafael indica apenas o nome 
da sociedade de advogados MNP, e na inicial elaborada por Marcela foi requerido 
que as futuras intimações fossem feitas apenas em nome da sociedade. Sobre o 
caso em exame, segundo o Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
A procuração pode ser outorgada por Rafael apenas em nome da sociedade e faculta a qualquer 
de suas integrantes a elaboração da inicial, que poderá requerer que as futuras intimações 
sejam feitas apenas em seu nome ou em nome da sociedade, mas não em nome das demais 
integrantes. 
 
 
Em relação a outorga dos poderes, poderá ser realizada em nome da Sociedade pois não há 
qualquer vedação legal expressa na legislação especial. 
 
 
A procuração deve ser outorgada por Rafael individualmente às advogadas e indicar a sociedade 
de MNP, podendo Marcela requerer que as futuras intimações sejam feitas em seu nome, em 
nome da sociedade ou em nome das demais outorgadas. 
 
 
A procuração deve ser outorgada por Rafael individualmente às advogadas e indicar a sociedade 
de MNP, podendo Marcela requerer que as futuras intimações sejam feitas em seu nome ou em 
nome das demais outorgadas, mas não em nome da sociedade. 
 
 
A procuração pode ser outorgada por Rafael apenas em nome da sociedade e faculta a qualquer 
de suas integrantes a elaboração da inicial, que poderá requerer que as futuras intimações 
sejam feitas em seu nome, em nome da sociedade ou em nome das demais integrantes. 
 
 
 
Explicação: 
o fundamento da questão encontra-se no art. 15, § 3° do EOAB. AS procurações são outorgadas para 
advogados. Sociedades não realizam atos de advocacia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
O advogado que figure como sócio de uma sociedade de advogados pode 
participar de 
 
 
 
outra sociedade de advogados, desde que sediada em base territorial de outro Conselho 
Seccional. 
 
 
quaisquer outras sociedades de advogados, desde que não representem em Juízo clientes de 
interesses opostos. 
 
qualquer outra sociedade de advogado. 
 
 
Uma nova sociedade de advogados desde que autorizado pela sociedade da qual já venha 
participando. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 15, § 4° do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Visando a diminuir custos operacionais e ampliação do campo de atuação, 
advogados de várias áreas de especialização do direito resolveram estabelecer 
sociedade de advogados incluindo sócios de outras atividades correlatas, como 
administrador de empresas, economistas e auditores. Esse tipo de sociedade 
 
 
 
não é admitido pela OAB. 
 
 
terá de obter aprovação prévia do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. 
 
 
deverá permitir apenas o ingresso de corretores e contadores. 
 
 
deverá ser registrado apenas na Registro Civil das Pessoas Jurídicas do Estado de São Paulo. 
 
 
exige registro antecipado na Comissão de Sociedade de Advogados da OAB 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão encontra-se no art. 15, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
O licenciamento do sócio integrante de Sociedade de Advogados para exercer 
atividade incompatível com a advocacia em caráter temporário: 
 
 
 
não requer qualquer providência junto à OAB, desde que o afastamento não exceda de 1 (um) 
ano. 
 
 
deve ser averbado na Junta Comercial, localizado na sede da sociedade. 
 
 
deve ser averbado no registro da sociedade junto à OAB, não alterando sua constituição. 
 
 
deve ser averbado no registro da sociedade junto à OAB, alterando sua constituição. 
 
 
deve ser averbado no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas, localizado na sede da 
sociedade. 
 
 
 
Explicação: 
Na hipótese de Sociedade de advogados com pluarlidade de sócios, o licenciamento de um deles por 
exercer atividade incompatível TEMPORÁRIA na forma do art. 12, EOAB, deve ser AVERBADO apenas 
junto à matricula da Sociedade no Conselho Seccional em que foi feito o registo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
A reunião de advogados para a constituição de uma Sociedade de advogados é 
admitida desde que: 
 
 
 
haja um segundo registro da Sociedade na Junta Comercial. 
 
 
o ato constitutivo seja registrado nos tribunais superiores. 
 
 
O ato constitutivo seja depositado no CNJ. 
 
 
seja constituída somente por advogados, admitindo-se a sociedade entre cônjuges 
independente do regime de casamento. 
 
 
utilize títulos de crédito para a cobrança de honorários. 
 
 
 
Explicação: O art. 2° do Prov. 112/2006 estabelece no inciso XV a possibilidade de constituição de 
sociedade entre cônjuges desde que ambos sejam advogados regularmente inscritos no território em que 
a sociedade irá funcionar, sem importar o regime de casamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Na razão social e nos impressos da sociedade de advogados, a 
utilização do nome de membro falecido é permitida 
 
 
 
se houver autorização do Tribunal de Ética e Disciplina onde a sociedade 
de advogados tiver sua inscrição principal. 
 
 
nos impressos da sociedade de advogados, sendo vedado o uso na razão 
social. 
 
 
em caso de previsão contratual de tal possibilidade. 
 
 
se houver autorização de todos os herdeiros ou sucessores do falecido. 
 
 
se houver autorização do Conselho Seccional onde a sociedade de advogados tiver sua inscrição 
principal. 
 
 
 
Explicação: 
Para permanência de nome de sócio falecido é necessário previsão contratula expressa, na forma do art. 
16, § 1° do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
A Sociedade de Advogados adquire personalidade jurídica com o registro 
aprovado dos seus atos constitutivos no(a): 
 
 
 
Conselho Federal da OAB; 
 
 
Junta Comercial do Estado; 
 
 
Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede. 
 
 
Cartório de Registro de Títulos e Documentos; 
 
 
Registro Público de Empresas Mercantis; 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
(EXAME DE ORDEM/2011/adaptada) - De acordo com o art. 20, do Estatuto 
da Advocacia e a OAB, a jornada de trabalho do advogado empregado não 
pode exceder: 
 
 
 
cinco horas diárias e dez horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de 
dedicação exclusiva. 
 
 
uas horas diárias e dez horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de 
dedicação exclusiva. 
 
 
quatro horas diárias contínuas e vinte horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou 
em caso de dedicação exclusiva. 
 
 
seis horas diárias contínuas e trinta horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em 
caso de dedicação exclusiva. 
 
 
oito horas diárias e quarenta horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso 
de dedicação exclusiva. 
 
 
 
Explicação: 
Dispõe o art. 20, do Estatuto da Advocacia e a OAB: "A jornada de trabalho do advogado empregado, no 
exercício da profissão, não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas 
semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de dedicação exclusiva". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Assinale a alternativa correta: Para exercer a profissão, o advogado pode se 
constituir em: 
 
 
 
 
Sociedade de Advogados ou constituir uma SociedadeUnipessoal de Advocacia. A Sociedade de 
Advogados tem natureza jurídica de sociedade simples 
 
 
 
Sociedade de Advogados sob a forma de S/A ou limitada 
 
 
 
Sociedade de Advogados ou constituir uma Sociedade Unipessoal de Advocacia. A Sociedade de 
Advogados sempre sob a forma de sociedade empresária 
 
 
 
Somente uma Sociedade Unipessoal, de preferência, EIRELI 
 
 
 
Sociedade de Advogados sob a forma de S/A 
 
 
 
 
Explicação: 
Um advogado poderá formar uma Sociedade de Advogados ou constituir uma Sociedade Unipessoal de 
Advocacia. A Sociedade de Advogados tem natureza jurídica de sociedade simples, um novo tipo 
societário introduzido no Código Civil de 2002, substituindo a antiga Sociedade Civil. Art. 15 do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
(XXI Exame Unificado/OAB/2016/adaptada) - Pedro é advogado 
empregado da sociedade empresária FJ. Em reclamação trabalhista proposta por 
Tiago em face da FJ, é designada audiência para data na qual os demais 
empregados da empresa estarão em outro Estado, participando de um congresso. 
 
Assim, no dia da audiência designada, Pedro se apresenta como preposto da 
reclamada, na condição de empregado da empresa, e advogado com procuração 
para patrocinar a causa. 
 
Nesse contexto, 
 
 
 
Pedro pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do 
empregador, em qualquer hipótese. 
 
 
Pedro não pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do 
empregador ou cliente 
 
 
Pedro pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do 
empregador, pois não há outro empregado disponível na data da audiência. 
 
 
Pedro pode funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do 
empregador, em qualquer hipótese, desde que essa circunstância seja previamente comunicada 
ao juízo e ao reclamante. 
 
 
O caso narrado descreve a hipótese de lide termeráia. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 23, do Código de Ética e Disciplina dos Advogados, impõe: ¿É defeso ao advogado funcionar no 
mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente.¿ Assim, por 
norma interna da advocacia brasileira, o advogado não pode atuar como patrono e preposto do 
empregador no mesmo processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Em relação ao advogado empregado, é correto afirmar: 
 
 
 
Não tem direito aos honorários sucumbenciais; 
 
 
Não tem direito às horas extras; 
 
 
A jornada diária de trabalho é de 6(seis) horas contínuas e 30(trinta) horas semanais. 
 
 
É representado pelo seu sindicato e, na sua falta, pela federação ou confederação nas 
convenções coletivas celebradas com as entidades sindicais representativas dos empregadores; 
 
 
Dentre suas atribuições, está a de prestar serviços de interesse pessoal do empregador; 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está do art. 18 ao 21 do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
O registro da sociedade de advogados é feito: 
 
 
 
perante o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver 
sede. 
 
 
perante o Conselho Federal da OAB, independente do local da sede. 
 
 
perante o Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, precedido do registro perante o 
Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver sede. 
 
 
perante a Junta Comercial, precedido do registro perante o Conselho Seccional da Ordem dos 
Advogados do Brasil, em cuja base territorial tiver sede. 
 
 
perante o Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, ou perante a Junta Comercial, desde 
que tenha sido constituída, respectivamente, sob a forma de sociedade simples ou sociedade 
empresária. 
 
 
 
Explicação: 
o fundamento encontra-se no art. 15, do EOAB. O registro da sociedade de advogados é no Conselho 
Seccional do local da sede. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Rodrigo celebrou contrato de prestação de serviços advocatícios com a 
sociedade de advogados Carvalho e Pereira, composta por dois advogados, 
com o objetivo de que ambos o representem judicialmente em uma ação 
indenizatória. Nessa situação hipotética, a procuração judicial referente à 
prestação desse serviço 
 
 
 
deve ser outorgada à sociedade com poderes especiais para substabelecer para os advogados 
sócios. 
 
 
deve ser outorgada à sociedade, sendo dispensável a indicação expressa dos advogados que a 
integram, pois o contrato de prestação de serviços foi celebrado com a pessoa jurídica. 
 
 
pode ser outorgada tanto à sociedade quanto individualmente aos advogados. 
 
 
deve ser outorgada aos advogados, com a indicação de que eles fazem parte da 
referida sociedade. 
 
 
deve ser outorgada à sociedade, com a expressa enumeração e qualificação dos advogados que 
a compõem. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme o art. 42 do RGOAB a sociedade não realiza atos de advocacia, logo procuração somente 
poderá ser outorgada para advogados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Visando a diminuir custos operacionais e ampliação do campo 
de atuação, advogados de várias áreas de especialização do 
direito resolveram estabelecer sociedade de advogados 
incluindo sócios de outras atividades correlatas, como 
administrador de empresas, economistas e auditores. Esse tipo 
de sociedade 
 
 
 
deverá ser registrado apenas na Registro Civil das Pessoas Jurídicas do Estado de São Paulo. 
 
 
exige registro antecipado na Comissão de Sociedade de Advogados da OAB. 
 
 
 
 
não é admitido pela OAB. 
 
 
 
 
terá de obter aprovação prévia do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. 
 
deverá ser registrada na junta comercial do local da sede. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme estabelece o art. 15 do EOAB, somente advogados podem formar sociedade de advogados seja 
na modalidade puripessoal ou unipessoal. Pessoas não inscritas na oAB não podem ser sócios ou titulares 
de sociedades de advogados que é uma sociedade simples uniprofissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Um grupo de colegas recém-admitidos na OAB optaram por reunir-
se informalmente em sociedade para reduzir custos, dividir despesas 
e buscar, cada qual atuando em áreas diferentes, tornar o escritório 
multidisciplinar. Escolhido o local, confeccionaram placa informativa 
com os sobrenomes de cada qual deles, acrescentando a expressão 
"advocacia multidisciplinar". Assinale a alternativa incorreta. 
 
 
 
É possível o nome fantasia para sociedades de advogados, embora não seja permitido para 
escritórios de advocacia. 
 
 
É possível aos advogados reunirem-se em um local, dividindo despesas, mas é 
vedado apresentarem-se como sociedade de advogados e nome fantasia, posto 
que não registrada na Ordem como tal. 
 
 
Deve constar, na placa indicativa da sociedade de advogados, seu número de registro na 
OAB e, no caso de apresentar os nomes dos advogados, é necessário o número da OAB de 
cada qual. 
 
 
não é permitido o uso dos sobrenomes dos advogados em placa indicativa do escritório de 
advocacia acrescida de nome fantasia. 
 
 
É permitido ao advogado participar de mais de uma sociedade de advogados pertencentes 
à Seccional da OAB, desde que estejam devidamente inscritas na Ordem. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
(EXAME UNIFICADO XXIV/OAB/ 2017/adaptada ) - O advogado Inácio foi 
indicado para defender em juízo pessoa economicamente hipossuficiente, 
pois no local onde atua não houve disponibilidade de defensor público para 
tal patrocínio. Sobre o direito de Inácioà percepção de honorários, assinale 
a afirmativa correta. 
 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, independentemente de êxito, segundo tabela organizada 
pelo Conselho Seccional da OAB e pagos pelo Estado. 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, apenas em caso de êxito, independentemente de 
observância aos patamares previstos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, a 
serem pagos pelo Estado. 
 
 
s honorários serão fixados pelo juiz, independentemente de êxito, segundo tabela organizada 
pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo patrocinado caso possua patrimônio, a ser 
executado no prazo de cinco anos, a contar da data da nomeação. 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, apenas em caso de êxito, de natureza sucumbencial, a 
serem executados em face da parte adversa. 
 
 
Os honorários serão fixados de forma arbitrária pelo Tribunal, apenas em caso de êxito, a serem 
executados em face da parte adversa. 
 
 
 
Explicação: 
A resposta encontra-se fundamentada na regra do Artigo 22 § 1º do EOAB, que dispõe: "O advogado, 
quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da 
Defensoria Pública no local da prestação de serviço, tem direito aos honorários fixados pelo juiz, segundo 
tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo Estado". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Nos termos do que dispõe o Estatuto da OAB, salvo estipulação em contrário, os 
honorários advocatícios devem ser cobrados da seguinte forma: 
 
 
 
1/3 no início do serviço e o restante no final dos trabalhos. 
 
 
o valor total dos honorários deve ser cobrado no início dos serviços. 
 
 
o valor total dos honorários deve ser cobrado ao final. 
 
 
1/3 no início do serviço; 1/3 após até a decisão de primeira instância e 1/3 no final. 
 
 
1/3 no início do serviço; 1/3 após a decisão transitada em julgado e 1/3 no final. 
 
 
 
Explicação: Resposta correta: letra C, conforme determina o artigo 22§ 3º do Estatuto da OAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
(2010/Exame Unificado OAB/ Adaptada) - Referentemente à cobrança de 
honorários advocatícios, assinale a opção correta 
 
 
 
O prazo prescricional da ação de cobrança de honorários depende do tipo de trabalho 
profissional contratado e é contado a partir do trânsito em julgado da decisão que os fixar 
 
 
A cobrança dos honorários deverá ser promovida, em 03 anos, extrajidicialmente. 
 
 
A ação de cobrança de honorários prescreve em cinco anos, sendo o prazo contado, 
necessariamente, a partir do vencimento do contrato, cuja juntada é imprescindível 
 
 
O advogado substabelecido com reserva de poderes pode cobrar honorários proporcionais ao 
trabalho realizado, sem a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento. 
 
 
A decisão judicial que arbitrar honorários e o contrato escrito que o estipular são títulos 
executivos e constituem crédito privilegiado na falência e na liquidação extrajudicial, entre 
outras situações 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 24 do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Homero, advogado especializado em Direito Público, após longos anos, obtém 
sentença favorável contra a Fazenda Pública Estadual. Requer a execução 
especial e apresenta, após o decurso normal do processo, requerimento de 
expedição de precatório, estabelecendo a separação do principal, direcionado ao 
seu cliente, dos honorários de sucumbência e postulando o desconto no principal 
de vinte por cento a título de honorários contratuais, cujo contrato anexa aos 
autos. O pedido é deferido pelo Juiz, mas há recurso do Ministério Público, que 
não concorda com tal desconto. De acordo com as normas estatutárias aplicáveis, 
é correto afirmar que 
 
 
 
os honorários devidos no processo judicial se resumem aos sucumbenciais, vedado o desconto 
de quaisquer outros valores a esse título 
 
 
os honorários advocatícios, que gozam de autonomia, quer sucumbenciais, quer contratuais, 
devem ser cobrados em via própria diretamente ao cliente. 
 
 
o advogado não poderá fazer compensação de honorários, em qualquer hipótese. Apenas 
poderá solicitá-los de seu cliente diretamente. 
 
 
seja o contrato escrito ou verbal, pode o advogado requerer o pagamento dos seus honorários 
contratuais mediante desconto no valor da condenação 
 
 
É possível o pagamento de honorários advocatícios contratuais no processo em que houve 
condenação, havendo precatório, desde que o contrato seja escrito. 
 
 
 
Explicação: 
O Estatuto estabelece no art. 22, § 4° que o advogado poderá juntar o contrato escrito e solicitar a 
reserva do valor correspondente aos seus honorários diretamente no processo, sendo o mandado de 
pagamento em seu nome. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(OAB/XVIII/2015/ adaptada) - Paulo é contratado por Pedro para promover ação 
com pedido condenatório em face de Alexandre, por danos causados ao animal de 
sua propriedade. Em decorrência do processo, houve condenação do réu ao 
pagamento de indenização ao autor, fixados honorários de sucumbência 
correspondentes a dez por cento do apurado em cumprimento de sentença. O réu 
ofertou apelação contra a sentença proferida na fase cognitiva. Ainda pendente o 
julgamento do recurso, Pedro decide revogar o mandato judicial conferido a Paulo, 
desobrigando-se de pagar os honorários contratualmente ajustados. 
 
Nos termos do Código de Ética da OAB, a revogação do mandato judicial, por 
vontade de Pedro, 
 
 
 
desobriga-o do pagamento das verbas honorárias contratadas e da verba sucumbencial. 
 
 
desobriga-o do pagamento das verbas sucumbenciais. 
 
 
não o desobriga do pagamento das verbas honorárias sucumbenciais, mas o desobriga das 
verbas contratadas.. 
 
 
não o desobriga do pagamento das verbas honorárias contratadas. 
 
 
desobriga-o do pagamento das verbas honorárias contratadas. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme o Estatuto da OAB o Artigo 22 dispõe que: " A prestação de serviço profissional assegura aos 
inscritos na OAB o direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de 
sucumbência. e quando houver renuncia ou revogação , o advogado tem direito de receber pelo o que ele 
atuou no processo." 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Qual o prazo de prescrição da ação de cobrança de honorários de advogado 
previsto no Estatuto da advocacia ? 
 
 
 
Cinco anos, contados do vencimento do contrato de honorários. 
 
 
Dois anos, contados do vencimento do contrato de honorários. 
 
 
Um ano, contados do vencimento do contrato de honorários. 
 
 
Cinco anos contados do data da decisão que os estipular. 
 
 
Cinco anos contados do término da causa. 
 
 
 
Explicação: O prescrição está no art. 25, EOAB, a contar da data do vencimento do contrato. Não são 
dois anos e sim cinco anos, nem da data da sentença, seria no caso do trânsito em julgado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
(OAB/CESPE/2007 - Adaptada) - Em relação aos honorários advocatícios do 
advogado profissional liberal, assinale a opção correta. 
 
 
 
Os honorários de sucumbência pertencem ao advogado, que pode executá-los ou exigir seu 
cumprimento de maneira autônoma em relação ao direito de seu cliente 
 
 
A ação de cobrança de honorários advocatícios é imprescritível. 
 
 
O advogado deve receber, no início de sua atuação em um processo, pelo menos um quarto dos 
honorários contratuais da causa. 
 
 
Em razão do caráter personalíssimo da contratação dos serviços de um advogado, seu 
falecimento antes do términodo processo em que atue encerra o mandato, e os herdeiros não 
terão direito aos honorários eventualmente devidos. 
 
 
A ação de cobrança de honorários caduca em 03 anos. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 23 do EOAB que estabelece que honorários pertencem ao 
advogado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
(EXAME UNIFICADO 
Laura formou-se em prestigiada Faculdade de Direito, mas sua prática advocatícia 
foi limitada, o que a impediu de ter experiência maior no trato com os clientes. 
Realizou seus primeiros processos para amigos e parentes, cobrando módicas 
quantias referentes a honorários advocatícios. Ao receber a cliente Telma, próspera 
empresária, e aceitar defender os seus interesses judicialmente, fica em dúvida 
quanto aos termos de cobrança inicial dos honorários pactuados. 
 
Em razão disso, consulta o advogado Luciano, que lhe informa, segundo os termos 
do Estatuto da Advocacia, que salvo estipulação em contrário, 
 
 
 
a integralidade dos honorários é devida até a decisão de primeira instância. 
 
 
um terço dos honorários é devido ao início do processo judicial. 
 
 
metade dos honorários é devida no início do serviço. 
 
 
um terço dos honorários é devido no início do serviço. 
 
 
um quinto dos honorários é devido ao início do processo judicial. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Todo advogado possui legalmente por conta da contratação para a prestação 
dos serviços. Sobre os honorários assistenciais ( a Lei 13.725/2018, alterou 
o art. 22, criando o parágrafo 6º da lei 8.906): 
 
 
 
São aqueles convencionados com instituições de direito privado com finalidade político 
partidária. 
 
 
 
São aqueles oriundos de ações possessórias em que há sucumbência recíproca. 
 
 
 
São aqueles fixados em ações coletivas propostas por entidades de classe em substituição 
processual. 
 
 
 
São honorários pro bono destinados a entidades sem fins lucrativos. 
 
 
São honorários fixados por arbitramento judicial quando há substituição da Defensoria Pública. 
 
 
 
Explicação: 
Os honorários assistenciais criados pela Lei 13.725/2018, que alterou o art. 22, criando o parágrafo 6º 
da lei 8.906, são aqueles fixados em ações coletivas propostas por entidades de classe em substituição 
processual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Assinale a alternativa CORRETA, segundo o Estatuto e o Código de Ética e 
disciplina da OAB. 
 
 
 
B.( ) O advogado substabelecido, com reserva de poderes, só pode cobrar honorários sem a 
intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento, se o cliente assim autorizar. 
 
 
A.( ) Prescreve em três anos a ação de cobrança de honorários de advogado, contado o prazo 
do trânsito em julgado da decisão que os fixar. 
 
 
C.( ) O advogado pode estabelecer entendimento com a parte adversa, sem ciência do 
advogado contrário, desde que haja prévia autorização de seu cliente. 
 
 
D.( ) A revogação do mandato judicial por vontade do cliente não o desobriga do pagamento 
das verbas honorárias contratadas, bem como não retira o direito do advogado de receber o 
quanto lhe seja devido em eventual verba honorária de sucumbência, calculada 
proporcionalmente, em face do serviço efetivamente prestado. 
 
 
 
Explicação: 
Mesmo existindo cláusula de irrevogabilidade do contrato estabelecido entre advogado e cliente, não é 
possível estipular multa para as hipóteses de renúncia ou revogação unilateral do mandato, 
independentemente de motivação, respeitado o recebimento dos honorários proporcionais ao serviço 
prestado pelo profissional. 
O entendimento da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi proferido ao julgar o recurso 
especial de um advogado contratado por dois clientes para atuar em inventário da família. Após seis anos 
de atuação, os clientes revogaram o contrato. O acordo tinha cláusula que previa multa de R$ 20 mil em 
caso de rescisão unilateral e injustificada por parte dos contratantes. O advogado então ajuizou ação de 
cobrança requerendo o pagamento da multa convencionada e dos honorários pelos serviços prestados. 
No STJ, o advogado argumentou que a qualificação dos serviços advocatícios não exclui a exigibilidade da 
cláusula penal em razão da ¿força obrigatória dos contratos, não havendo falar em direito potestativo de 
rescindir o contrato¿. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Em relação aos honorários advocatícios tratados no Código de Ética e Disciplina 
dos Advogados, assinale a opção correta. 
 
 
 
O advogado não pode levar em consideração a condição econômica do cliente para fixação dos 
honorários advocatícios 
 
 
 A participação do advogado em bens particulares de cliente deverá ser exclusivamente não 
montante dos bens, de acordo com as condições dos bens do cliente. 
 
 
Há expressa vedação a que o advogado tenha participação no patrimônio particular de clientes 
comprovadamente sem condições pecuniárias de pagá-lo, somente sendo tolerada em caráter 
excepcional, e desde que contratada por escrito. 
 
 
Na hipótese de adoção de cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente 
representados por pecúnia. 
 
 
O recebimento de honorários de sucumbência exclui o pagamento dos honorários contratuais. 
 
 
 
Explicação: 
Art. 38. Na hipótese da adoção de cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente 
representados por pecúnia e, quando acrescidos dos de honorários dasucumbência, não podem ser 
superiores às vantagens advindas em favor do constituinte ou do cliente. 
 
Parágrafo único. A participação do advogado em bens particulares de cliente, comprovadamente sem 
condições pecuniárias, só é tolerada em caráter excepcional, e desde que contratada por escrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
A participação do advogado em bens particulares de cliente, 
comprovadamente sem condições pecuniárias 
 
 
 
encontra-se dentro dos parâmetros do contrato pro bono 
 
 
é tolerada em caráter excepcional e desde que contratada por escrito. 
 
 
não há forma estabelecida em lei. 
 
 
 enseja manifestação e autorização do Tribunal de Ética Profissional. 
 
 
 
 é de livre estipulação entre cliente/advogado, desde que contratada por escrito. 
 
 
 
 
Explicação: 
Trata-se do contrato quota litis que exige contra de honorário escrito em caráter excepcional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Sobre honorários de sucumbência do advogado empregado, nas 
causas em que for parte vencedora o empregador, é correto afirmar: 
 
 
 
São integralmente devidos aos advogados empregados. 
 
 
Não há honorários de sucumbência após a reforma do CPC. 
 
 
São devidos integralmente, por força de lei, ao empregador. 
 
 
São devidos ao município a que pertença a pessoa jurídica de direito privado. 
 
 
São devidos ao empregado e/ou empregador na forma estipulada livremente no 
contrato de trabalho. 
 
 
 
Explicação: 
O at. 21 do EOAB sofreu interpretação conforme com decisão do STF am ADI. A regra atual ara os 
honorários de sucumbência é que ficará livre para que o empregador e o advogado empregado pactuem 
como será a destinação dos honorários de sucumbência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Sobre contrato de honorários com cláusula quota litis é correto 
afirmar: 
 
 
 
destinam-se a clientes comprovadamente sem valores em pecúnia para pagar honorários. 
 
 
são contratos de ~exito que podem ser verbais ou por escrito. 
 
 
são contratos frequentes também designados como contratos de honorários por êxito 
na causa.podem ser firmados com frequência, envolvem a escolha de bens particulares de cliente, que 
não precisam ser transformados em pecúnia. 
 
 
quando acrescidos aos honorários de sucumbência podem ser superiores às vantagens advindas 
a favor do cliente. 
 
 
 
Explicação: 
O contrato de quota litis exige cliente comprovadamente sem recursos, deve ser excepcional, firmado em 
contrato por escrito, conforme estabelece o art. 50, §§ 1° e 2° do CED de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
((XXIV Exame Unificado/19/11/2017/adaptda) - O advogado Inácio foi 
indicado para defender em juízo pessoa economicamente hipossuficiente, pois no 
local onde atua não houve disponibilidade de defensor público para tal patrocínio. 
Sobre o direito de Inácio à percepção de honorários, assinale a afirmativa 
correta. 
 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, apenas em caso de êxito,segundo tabela organizada pelo 
Conselho Seccional da OAB. Caso não ocorra o pagamento o advogado terá o prazo 
decadencial de cinco anos, para efetuar a cobrança judicialmente. 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, apenas em caso de êxito, independentemente de 
observância aos patamares previstos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, a 
serem pagos pelo Estado 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, independentemente de êxito, segundo tabela organizada 
pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo patrocinado caso possua patrimônio, a ser 
executado no prazo de cinco anos, a contar da data da nomeação. 
 
 
 
O advogado Inácio foi indicado para defender em juízo pessoa economicamente hipossuficiente, 
pois no local onde atua não houve disponibilidade de defensor público para tal patrocínio. Sobre 
o direito de Inácio à percepção de honorários, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, apenas em caso de êxito, independentemente de 
observância aos patamares previstos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, a 
serem pagos pelo Estado. 
 
 
 
Explicação: 
Portanto, no Brasil, os honorários advocatícios são balizados pela Lei, e fixados pelo juiz no caso 
concreto, sem a intervenção do Ministério da Justiça ou da Ordem dos Advogados. Ademais, a 
necessidade de pagamento de honorários advocatícios, não barra o acesso à justiça, tendo em vista que, 
quando concedido o benefício da assistência gratuita, não há que se falar na cobrança dos respectivos 
honorários. 
Para justificar a opção correta cito dois julgados do Superior Tribunal de Justiça ¿ um da relatoria do 
ministro Ari Pargendler, de 2001, e outro da ministra Nancy Andrighi, de 2008. O excerto da ementa: "Se 
o beneficiário da Assistência Judiciária Gratuita opta por um determinado profissional, em detrimento 
daqueles postos à sua disposição gratuitamente pelo Estado, deverá ele arcar com os ônus decorrentes 
desta escolha. Esta solução busca harmonizar o direito de o advogado de receber o valor referente aos 
serviços prestados com a faculdade de o beneficiário, caso assim deseje, poder escolher aquele advogado 
que considera ideal para a defesa de seus interesses." 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
(OAB/SC/adaptada) - Constituído por uma empresa para o patrocínio de uma ação 
renovatória de locação, o Advogado ajustou verbalmente seus honorários no 
montante de R$ 30.000,00 (trinta mil reais). Concluído seu trabalho profissional, 
aquele Advogado não conseguiu receber, amigavelmente, os honorários ajustados. 
Pergunta-se: Qual a medida judicial adequada para o Advogado receber aqueles 
honorários? 
 
 
 
Uma Execução por Quantia Certa; 
 
 
Uma Ação de cobrança cumulada com danos materiais. 
 
 
Uma Ação Monitória; 
 
 
Uma Ação de Cobrança de Honorários, pelo Procedimento Sumário; 
 
 
Uma Ação de Cobrança de Honorários, pelo Procedimento Ordinário 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária: 
 
 
 
provoca a renúncia ao mandato sem direito aos honorários contratados. 
 
 
torna sem efeito o contrato de honorários estabelecido. 
 
 
determina o término do patrocínio e revogação do mandato. 
 
 
só autoriza a execução dos honorários concedidos por sentença. 
 
 
não lhe prejudica os honorários convencionados ou fixados por sentença. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da resposta está expresso no art. 24, § 4° do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Com relação aos honorários contratuais, é CORRETO afirmar que, se o advogado: 
 
 
 
juntar a procuração outorgada pelo cliente e comprovar que atuou,efetivamente, no processo,o 
juiz devera determinar, antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, que lhe 
sejam pagos seus honorários diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo 
constituinte, salvo se este provar que já os pagou. 
 
 
mesmo sem contrato escrito, comprovar que atuou, efetivamente, no processo, o juiz devera 
arbitrar o valor respectivo e determinar, antes de expedir-se o mandado de levantamento ou 
precatório, que lhe sejam pagos seus honorários diretamente, por dedução da quantia a ser 
recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. 
 
 
mesmo sem contrato escrito, comprovar que atuou, efetivamente, no processo, o juiz devera 
determinar, antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, que lhe sejam 
pagos seus honorários diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, 
salvo se este provar que já os pagou. 
 
 
a compensação de honorários solicitada antes de expedir-se o mandado de pagamento ou 
precatório omente é permitida quando o advogado atuar em causas de juridicamente 
necessitado. 
 
 
fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários, o juiz devera determinar, antes de expedir-
se o mandado de levantamento ou precatório, que lhe sejam pagos diretamente, por dedução 
da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. 
 
 
 
Explicação: 
o fundamento da resposta está no § 4° do art. 22 do EOAB que literalmente transcreve o conteúdo do 
gabarito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Qual o prazo de prescrição da ação de cobrança de honorários de advogado 
previsto no Estatuto da advocacia ? 
 
 
 
Cinco anos contados do data da decisão que os estipular. 
 
 
Dois anos, contados do vencimento do contrato de honorários. 
 
 
Um ano, contados do vencimento do contrato de honorários. 
 
 
Cinco anos, contados do vencimento do contrato de honorários. 
 
 
Cinco anos contados do término da causa. 
 
 
 
Explicação: O prescrição está no art. 25, EOAB, a contar da data do vencimento do contrato. Não são 
dois anos e sim cinco anos, nem da data da sentença, seria no caso do trânsito em julgado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Nos termos do que dispõe o Estatuto da OAB, salvo estipulação em contrário, os 
honorários advocatícios devem ser cobrados da seguinte forma: 
 
 
 
o valor total dos honorários deve ser cobrado ao final. 
 
 
o valor total dos honorários deve ser cobrado no início dos serviços. 
 
 
1/3 no início do serviço e o restante no final dos trabalhos. 
 
 
1/3 no início do serviço; 1/3 após a decisão transitada em julgado e 1/3 no final. 
 
 
1/3 no início do serviço; 1/3 após até a decisão de primeira instância e 1/3 no final. 
 
 
 
Explicação: Resposta correta: letra C, conforme determina o artigo 22§ 3º do Estatuto da OAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Homero, advogado especializado em Direito Público, após longos anos, obtém 
sentença favorável contra a Fazenda Pública Estadual. Requer a execuçãoespecial e apresenta, após o decurso normal do processo, requerimento de 
expedição de precatório, estabelecendo a separação do principal, direcionado ao 
seu cliente, dos honorários de sucumbência e postulando o desconto no principal 
de vinte por cento a título de honorários contratuais, cujo contrato anexa aos 
autos. O pedido é deferido pelo Juiz, mas há recurso do Ministério Público, que 
não concorda com tal desconto. De acordo com as normas estatutárias aplicáveis, 
é correto afirmar que 
 
 
os honorários advocatícios, que gozam de autonomia, quer sucumbenciais, quer contratuais, 
devem ser cobrados em via própria diretamente ao cliente. 
 
 
os honorários devidos no processo judicial se resumem aos sucumbenciais, vedado o desconto 
de quaisquer outros valores a esse título 
 
 
seja o contrato escrito ou verbal, pode o advogado requerer o pagamento dos seus honorários 
contratuais mediante desconto no valor da condenação 
 
 
É possível o pagamento de honorários advocatícios contratuais no processo em que houve 
condenação, havendo precatório, desde que o contrato seja escrito. 
 
 
o advogado não poderá fazer compensação de honorários, em qualquer hipótese. Apenas 
poderá solicitá-los de seu cliente diretamente. 
 
 
 
Explicação: 
O Estatuto estabelece no art. 22, § 4° que o advogado poderá juntar o contrato escrito e solicitar a 
reserva do valor correspondente aos seus honorários diretamente no processo, sendo o mandado de 
pagamento em seu nome. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
(OAB/CESPE/2007 - Adaptada) - Em relação aos honorários advocatícios do 
advogado profissional liberal, assinale a opção correta. 
 
 
 
Em razão do caráter personalíssimo da contratação dos serviços de um advogado, seu 
falecimento antes do término do processo em que atue encerra o mandato, e os herdeiros não 
terão direito aos honorários eventualmente devidos. 
 
 
O advogado deve receber, no início de sua atuação em um processo, pelo menos um quarto dos 
honorários contratuais da causa. 
 
 
Os honorários de sucumbência pertencem ao advogado, que pode executá-los ou exigir seu 
cumprimento de maneira autônoma em relação ao direito de seu cliente 
 
 
A ação de cobrança de honorários caduca em 03 anos. 
 
 
A ação de cobrança de honorários advocatícios é imprescritível. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 23 do EOAB que estabelece que honorários pertencem ao 
advogado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
(EXAME UNIFICADO XXIV/OAB/ 2017/adaptada ) - O advogado Inácio foi 
indicado para defender em juízo pessoa economicamente hipossuficiente, pois no 
local onde atua não houve disponibilidade de defensor público para tal patrocínio. 
Sobre o direito de Inácio à percepção de honorários, assinale a afirmativa 
correta. 
 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, independentemente de êxito, segundo tabela organizada 
pelo Conselho Seccional da OAB e pagos pelo Estado. 
 
 
Os honorários serão fixados de forma arbitrária pelo Tribunal, apenas em caso de êxito, a serem 
executados em face da parte adversa. 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, apenas em caso de êxito, independentemente de 
observância aos patamares previstos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, a 
serem pagos pelo Estado. 
 
 
Os honorários serão fixados pelo juiz, apenas em caso de êxito, de natureza sucumbencial, a 
serem executados em face da parte adversa. 
 
 
s honorários serão fixados pelo juiz, independentemente de êxito, segundo tabela organizada 
pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo patrocinado caso possua patrimônio, a ser 
executado no prazo de cinco anos, a contar da data da nomeação. 
 
 
 
Explicação: 
A resposta encontra-se fundamentada na regra do Artigo 22 § 1º do EOAB, que dispõe: "O advogado, 
quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da 
Defensoria Pública no local da prestação de serviço, tem direito aos honorários fixados pelo juiz, segundo 
tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo Estado". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
(EXAME UNIFICADO 
Laura formou-se em prestigiada Faculdade de Direito, mas sua prática advocatícia 
foi limitada, o que a impediu de ter experiência maior no trato com os clientes. 
Realizou seus primeiros processos para amigos e parentes, cobrando módicas 
quantias referentes a honorários advocatícios. Ao receber a cliente Telma, próspera 
empresária, e aceitar defender os seus interesses judicialmente, fica em dúvida 
quanto aos termos de cobrança inicial dos honorários pactuados. 
 
Em razão disso, consulta o advogado Luciano, que lhe informa, segundo os termos 
do Estatuto da Advocacia, que salvo estipulação em contrário, 
 
 
 
um quinto dos honorários é devido ao início do processo judicial. 
 
 
um terço dos honorários é devido ao início do processo judicial. 
 
 
um terço dos honorários é devido no início do serviço. 
 
 
a integralidade dos honorários é devida até a decisão de primeira instância. 
 
 
metade dos honorários é devida no início do serviço. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
(XXII Exame OAB/2017/adaptada) - Carolina, Júlia, Bianca e Maria são 
advogadas. Carolina é servidora estadual não enquadrada em hipótese de 
incompatibilidade; Júlia está cumprindo suspensão por infração disciplinar; 
Bianca está licenciada por requerimento próprio justificado; e Maria é 
servidora federal não enquadrada em hipótese de incompatibilidade. As quatro 
peticionam, como advogadas, isoladamente e em atos distintos, em ação 
judicial proposta em face da União. 
 
Diante da situação narrada, de acordo com o Estatuto da OAB, são válidos os 
atos praticados: 
 
 
por Carolina, Julia, Bianca e Maria. 
 
 
por Bianca e Maria, apenas. 
 
 
por Carolina e Bianca, apenas. 
 
 
por Carolina, apenas 
 
 
por Carolina, Bianca e Maria, apenas. 
 
 
 
Explicação: 
Infrações disciplinares puníveis com suspensão - Suspensão é o cessar temporário (por tempo 
limitado) de um procedimento ou de uma atividade. Está prevista na Lei 8906/94, no parágrafo primeiro 
do artigo 37 e secundado no artigo 42. 
São consideradas infrações disciplinares puníveis com suspensão: 
 O locupletamento, ou seja, o enriquecimento ou benefício indevido do advogado obtido em 
proveito inadequado dos serviços prestados, a cobrança de honorários exorbitantes, 
participação vantajosa no resultado do caso e obtendo benefícios excedentes do contrato dos 
honorários, na apropriação de bens e valores destinados ao cliente, ou quando recebe os 
honorários, mas não desempenha suas funções. 
 Recusa injustificada da prestação de contas ao seu cliente. 
 Retenção abusiva ou extravio de autos. 
 Inaptidão profissional, entre outros 
Licença do advogado - Durante o licenciamento, a inscrição do advogado fica suspensa apenas durante 
um período determinado, haja vista que o profissional brevemente retornará a exercer as suas 
atividades. Neste período o profissional não pagará anuidade e nem votará nas eleições da OAB. 
Assim, quando o período de licença termina, o advogado retorna a advogar com o mesmo número de 
inscrição que possuía e sem precisar fazer prova dos requisitos exigidos no artigo 8º do EAOAB. 
Da incompatibilidade para o exercício da advocacia - A incompatibilidade é sempre total e absoluta 
e não se acaba com o afastamento temporário do cargo. A incompatibilidade ocorre por conta do cargo, 
do nome da função e, não, da atividade exercida pelo funcionário. Desta forma, não deixará de ser 
incompatível aquele que é lotado em cargo que gera tal vício mas, em seu dia a dia,elabora tarefas não 
relacionadas com a sua original função, sendo dela desviado, bem como acontece o mesmo com o 
funcionário posto à disposição. A incompatibilidade é nulidade absoluta, impassível de ratificação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
A respeito dos dispositivos do Estatuto que versam sobre incompatibilidades e 
impedimentos para o exercício da advocacia, analise as proposições a seguir: 
I - As hipóteses de incompatibilidades e de impedimentos com a advocacia estão 
elencadas nos artigos 28 a 30 do EOAB. Inicia-se com a leitura do artigo 27 do 
EOAB, que contém a definição para os conceitos de incompatibilidade e 
impedimento. 
II - A incompatibilidade implica a proibição total de advogar ao Bacharel em 
Direito que exerça ou passe a exercer cargos ou funções que o Estatuto 
expressamente indica como proibidos de serem cumulados. 
III - A proibição é total, mas pode ser permanente ou temporária, dependendo 
do exercício ou da natureza do cargo ou da função. 
IV - A incompatibilidade é sempre total e absoluta: não existe qualquer 
possibilidade de exercício da advocacia. 
Estão corretas: 
 
 
 
Somente I, II e III 
 
 
I, II, III e IV. 
 
 
Somente II e IV. 
 
 
Somente I, II e IV. 
 
 
Somente I e II. 
 
 
 
Explicação: 
Todas as afirmativas estão corretas, a saber: 
I- As hipóteses de incompatibilidades e de impedimentos com a advocacia estão elencadas nos artigos 28 
a 30 do EOAB. Inicia-se com a leitura do artigo 27 do EOAB, que contém a definição para os conceitos de 
incompatibilidade e impedimento. CERTA 
II - A incompatibilidade implica a proibição total de advogar ao Bacharel em Direito que exerça ou passe 
a exercer cargos ou funções que o Estatuto expressamente indica como proibidos de serem cumulados. 
CERTA 
III - A proibição é total, mas pode ser permanente ou temporária, dependendo do exercício ou da 
natureza do cargo ou da função. CERTA 
IV - A incompatibilidade é sempre total e absoluta: não existe qualquer possibilidade de exercício da 
advocacia.Todas proposições estão em consonância com a incompatibilidades e impedimentos para o 
exercício da advocacia. CERTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
João, bacharel em Direito, foi eleito, em 2012, Vereador. Na data de sua posse, 
passará a exercer atividade: 
 
 
 
impedido, ficando licenciado até o término do mandato 
 
 
incompatível, ficando licenciado até o término do mandato 
 
 
incompatível, sendo caso de cancelamento de sua inscrição na OAB 
 
 
geradora de impedimento, não havendo cancelamento ou licenciamento da inscrição na OAB 
 
 
Geradora de impedimento, sendo o caso de licenciamento até o término do mandato 
 
 
 
Explicação: 
Conforme dispõe o artigo 27 do referido diploma legal, a incompatibilidade determina a proibição total 
para o exercício da advocacia, enquanto que o impedimento, a proibição parcial. Por proibição total 
compreende-se que, ainda que em causa própria, quem exerce determinadas atividades está 
impossibilitado de exercer qualquer atividade privativa de advogado. Já por proibição parcial 
compreende-se que há possibilidade de exercer as atividades típicas e legais da profissão, observadas as 
exceções, in verbis: 
Art. 27. A incompatibilidade determina a proibição total, e o impedimento, a proibição parcial do exercício 
da advocacia. 
O artigo 28 do EAOAB traz um rol taxativo das atividades incompatíveis com a advocacia, uma vez que 
se trata de uma norma restritiva de direitos que proíbe o exercício de uma profissão, in verbis: 
Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades: 
I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legai 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Toia Bustev, advogada, foi eleita Presidente da República, assumindo seu 
mandato em 01 de janeiro de 2015. A partir de referido dia: 
 
 
 
tornar-se-á impedida de exercer a advocacia apenas contra a União, que será a Fazenda Pública 
que irá remunerá-la. 
 
 
tornar-se-á incompatível para o exercício da advocacia, exceto em causa própria, sendo o caso 
de licenciamento da atividade profissional. 
 
 
tornar-se-á incompatível para o exercício da advocacia, inclusive em causa própria, sendo o 
caso de licenciamento da atividade profissional. 
 
 
Tornar-se-á impedida de exercer a advocacia contra ou a favor de qualquer ente público, sendo 
o caso de cancelamento da inscrição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
 
 
 
Juiz classista e o juiz da justiça desportiva também são considerados magistrados. 
 
 
 
Qualquer gênero juiz, de acordo com o EOAB é considerado magistrado. 
 
 
Juiz leigo e conciliadores também são magistrados. 
 
 
 
Juiz de paz também é magistrado. 
 
 
 
Em nosso sistema, o termo magistrado é espécie, cujo gênero é juiz. 
 
 
 
 
Explicação: 
O termo magistrado é espécie, cujo gênero é juiz. Há juízes que não são magistrados, a saber: juiz-
árbitro, jurados, juiz de paz, juízes leigos, conciliadores, cidadãos que atuam como juízes eleitorais na 
junta eleitoral em cada zona, o antigo juiz classista e o juiz da justiça desportiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Assinale a afirmativa INCORRETA. 
 
 
 
Militares de qualquer natureza, na ativa, e aqueles em função vinculada direta ou indiretamente 
a atividade policial de qualquer natureza são incompatíveis para a advocacia. 
 
 
Não há incompatibilidade para a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério 
jurídico em universidades públicas, exceto para cargos de Reitor de universidade pública. 
 
 
Ocupantes de cargos ou funções de direção em órgãos da Administração Pública direta ou indireta, 
em suas fundações e em empresas controladas ou concessionárias de serviços público são 
incompatíveis, mas esta condição pode ser interrompida quando deixe de exercê-la 
temporariamente, em licença sem vencimentos. 
 
 
Não há incompatibilidade para a docência jurídica em universidades públicas. 
 
 
Os membros do Judiciário, MP, os que exercem função de julgamento em órgão de deliberação 
coletiva da Administração pública direta e indireta são incompatíveis com a advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
A incompatibilidade permanece ainda que o interessado que ocupe cargo incompatível deixe de exercê-lo 
temporariamante. Eventual licaneça não afasta a incompatibilidade, só a aposentadoria - art. 28, § 1°, 
EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
(OAB 2016 - FGV - EXAME XIX - 2016.1/adaptada) - Os jovens Rodrigo, 30 anos, 
e Bibiana, 35 anos, devidamente inscritos em certa seccional da OAB, desejam 
candidatar-se, pela primeira vez, a cargos de diretoria do Conselho Seccional 
respectivo. Rodrigo está regularmente inscrito na referida seccional da OAB há seis 
anos, sendo dois anos como estagiário. Bibiana, por sua vez, exerceu regularmente 
a profissão por três anos, após a conclusão do curso de Direito. Contudo, afastou-
se por dois anos e retornou à advocacia há um ano. Ambos não exercem funções 
incompatíveis com a advocacia, ou cargos exoneráveis ad nutum. Tampouco 
integram listas para provimento de cargos em tribunais ou ostentam condenação 
por infração disciplinar. Bibiana e Rodrigo estão em dia com suas anuidades. 
Considerando a situação narrada, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Nenhum dos dois advogados preenche as condições de elegibilidade para os cargos. 
 
 
Apenas Bibiana preenche as condições de elegibilidade para os cargos. 
 
 
Bibiana e Rodrigo preenchem as condições deelegibilidade para os cargos. 
 
 
Apenas Rodrigo preenche as condições de elegibilidade para os cargos. 
 
 
Todas as opções acima estão incorretas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO Cláudia, advogada, inicialmente transitou pelo 
direito privado, com assunção de causas individuais e coletivas. Ao ser 
contratada por uma associação civil, deparou com questões mais pertinentes ao 
direito público e, por força disso, realizou novos estudos e contatou colegas mais 
experientes na matéria. Ao aprofundar suas relações jurídicas, também iniciou 
participação política na defesa de temas essenciais à cidadania. Por força disso, 
Cláudia foi eleita prefeita do município X em eleição bastante disputada, tendo 
vencido seu oponente, o também advogado Pradel, por apenas cem votos. Eleita 
e empossada, motivada pelo sentido conciliatório, convidou seu antigo oponente 
para ocupar cargo em comissão na Secretaria Municipal de Fazenda. A partir da 
hipótese apresentada, observadas as regras do Estatuto da OAB, assinale a 
opção correta. 
 
 
 
A prefeita deve pedir autorização para exercer a advocacia 
 
 
O secretário municipal pode atuar em pleitos contra o Estado federado 
 
 
O secretário municipal pode atuar em ações contra o município. 
 
 
A prefeita exerce função incompatível com a advocacia. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
(XII Exame Unificado/2013/adaptada) - Joel é Conselheiro do Tribunal de 
Contas do Município , sendo proprietário de diversos imóveis. Em um deles, 
por força de contrato de locação residencial, verifica a falta de pagamentos 
dos alugueres devidos. O Conselheiro é Bacharel em Direito, tendo exercido 
a advocacia por vários anos na área imobiliária. Nesse caso, nos termos do 
Estatuto da Advocacia, o Conselheiro: 
 
 
 
todas as opções acima estão corretas. 
 
 
deverá contratar advogado para a causa diante da situação de incompatibilidade. 
 
 
poderia atuar como advogado em causa própria. 
 
 
está com a sua inscrição como advogado suspensa. 
 
 
poderia advogar; recomenda-se, contudo, a contratação de advogado. 
 
 
 
Explicação: 
O artigo 28 do EAOAB traz um rol taxativo das atividades incompatíveis com a advocacia, uma vez que 
se trata de uma norma restritiva de direitos que proíbe o exercício de uma profissão, in verbis: 
Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades: 
VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação ou 
fiscalização de tributos e contribuições parafiscais. 
Em decorrência da proibição total para o exercício da advocacia, até mesmo em causa própria, haverá a 
necessidade da contratação de um advogado para a defesa dos interesses junto ao Poder Judiciário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
EXAME DE ORDEM Assinale a assertiva INCORRETA conforme o Estatuto da 
Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (Lei no 8.906/1994). 
 
 
 
Nenhuma das opções 
 
 
Os docentes de cursos jurídicos em universidades públicas não podem advogar contra a fazenda 
que os remunere. 
 
 
Estão impedidos de exercer a advocacia os parlamentares em todos os níveis. 
 
 
A incompatibilidade determina a proibição total, e o impedimento, a proibição parcial do 
exercício da advocacia. 
 
 
A incompatibilidade com a advocacia permanece mesmo que o ocupante de cargo ou função de 
direção em órgão da Administração Pública direta solicite uma licença sem vencimentos. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 30, parágrafo único do EOAB estabelece que os docentes de cursos jurídicos estão liberados da 
advogar livremente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Nelson, deputado federal eleito pelo Estado do Ceará, após ser empossado, foi 
procurador por Jonas, seu cliente, para a propositura de uma ação indenizatória 
em face da União federal. Considerando as normas de regência aplicáveis, 
assinale a alternativa correta: 
 
 
 
A) Nelson, a partir de sua posse, não mais poderá exercer a advocacia, nem mesmo em causa 
própria 
 
D) Nelson poderá advogar normalmente, exceto contra o Estado do Ceará 
 
 
C) Nelson, por ser parlamentar, ficará impedido de advogar contra ou a favor de toda a 
Administração Pública, seja no âmbito federal, estadual, municipal ou distrital 
 
 
B) Nelson ficará impedido de exercer a advocacia apenas contra a Fazenda Pública que o 
remunera, motivo pelo qual deverá recusar o patrocínio da causa 
 
 
 
Explicação: 
As atividades que geram impedimento para o exercício da advocacia implicam a proibição parcial do 
exercício da profissão. 
Consequências ¿ proibição parcial do exercício da atividade profissional de acordo com o art. 30 do 
Estatuto da OAB 
São hipóteses de impedimentos relacionadas ao exercício da advocacia, previstas no EOAB: 
1- os servidores da administração direta ou indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que os 
remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora, exceto os docentes de cursos jurídicos 
2- os membros do poder legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor de pessoas jurídicas de 
direito público, empresas publicas, sociedade de economia mista, fundações publicas. 
Conforme dispõe o artigo 27 do referido diploma legal, a incompatibilidade determina a proibição total 
para o exercício da advocacia, enquanto que o impedimento, a proibição parcial. Por proibição total 
compreende-se que, ainda que em causa própria, quem exerce determinadas atividades está 
impossibilitado de exercer qualquer atividade privativa de advogado. Já por proibição parcial 
compreende-se que há possibilidade de exercer as atividades típicas e legais da profissão (rol previsto 
nos incisos do artigo 30 do EOAB). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
O que acontecerá a um Advogado, que passou a exercer a atividade de 
Conselheiro do Tribunal de Contas do seu Estado? 
 
 
 
Continuará inscrito na OAB e exercendo a advocacia, ficando, porém impedido de advogar 
contra a Fazenda Pública que o remunera; 
 
 
Será licenciado pela OAB e, consequentemente, não poderá exercer a advocacia durante o 
tempo em que for Conselheiro do Tribunal de Contas; 
 
 
Terá sua inscrição na OAB cancelada e, consequentemente, não poderá mais exercer a 
advocacia, salvo se fizer nova inscrição na OAB após aposentadoria. 
 
 
Continuará inscrito na OAB e exercendo a advocacia normalmente, sem qualquer restrição; 
 
 
continuará inscrito na OAB não podendo exercer a advocacia a favor da entidade que o 
remunera. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 28, inciso II, EOAB estabelece que os membros dos Tribunais de Contas são incompatíveis com a 
advocacia. Trata-se de incompatibilidade permamente que exige o cancelamento da inscrição na forma 
do art. 11, inciso IV, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
O Advogado Mauro Martins, inscrito na OAB-RJ, após ser nomeado e empossado 
no cargo de Oficial do 9º Ofício do Registro Geral de Imóveis do Rio de Janeiro, 
continuou funcionando como advogado num processo de inventário em que vinha 
trabalhando desde o seu início. Pergunta-se: Como você classifica os atos 
praticados por Mauro Martins naquele processo, após sua posse como Oficial do 
9º RGI? 
 
 
 
São atos nulos 
 
 
São atos válidos, porque não se trata de uma causa contra a Fazenda Pública que remunera 
Mauro Martins 
 
 
São atos anuláveis 
 
 
São atos válidos, porque a OAB-RJ não promoveu o cancelamento da inscrição de Mauro Martins 
 
 
 
Explicação: 
"Art. 4º. São nulos os atos privados de advogados praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem 
prejuízo das sanções civis, penaise administrativas. 
Parágrafo único. São também nulos ou praticados por advogado impedido - no âmbito do impedimento - 
suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia." 
Portanto, a nulidade dos atos de advocacia será sempre de causa formal, guardando direta relação com a 
situação jurídica da inscrição do indivíduo junto à OAB, assim entendida como requisito legal para o 
direito de exercer a advocacia, e também com as proibições circunstanciais do exercício da profissão, 
impostas ao advogado pelo Estatuto da Advocacia. 
Assim, para construção dessa doutrina das nulidades dos atos de advocacia, observei que existem dois 
tipos de nulidades, que assim denominei: 
a) nulidade de fator originário; 
b) nulidade de fator circunstancial; 
No caso da nulidade de fator originário, a pessoa que pratica atos de advocacia não é sequer inscrita nos 
quadros da OAB. Por essa razão, não detém a qualidade de advogado (ainda que seja bacharel em 
ciências jurídicas), sendo nulos todos os atos privativos de advocacia que tenha praticado. 
A nulidade de fator originário está prevista no caput do art. 4º do Estatuto da Advocacia, in verbis:"São 
nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem prejuízo das 
sanções civis, penais e administrativas." 
Já no caso da nulidade de fator circunstancial, a pessoa que pratica atos de advocacia deveras é inscrita 
nos quadros da OAB, porém seu direito de exercer a profissão sofre limitações, que podem 
ser parciais (quando houver impedimento) ou totais (nas hipóteses de licença, suspensão ou 
incompatibilidade). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
O advogado militante, Augusto César, regularmente inscrito na OAB-RJ, foi eleito 
em assembléia de acionistas e empossado Presidente do Banco Bradesco S.A.- 
Pergunta-se: Como fica a situação de Augusto César junto a OAB-RJ e quanto ao 
exercício da Advocacia? 
 
 
 
Continuará inscrito na OAB-RJ e exercendo a advocacia normalmente sem qualquer restrição, 
por se tratar de Banco privado 
 
 
Terá sua inscrição na OAB-RJ cancelada e, conseqüentemente não poderá mais exercer a 
advocacia; 
 
 
Continuará inscrito na OAB-RJ e exercendo a advocacia, ficando porém impedido de advogar 
contra o Banco Bradesco, que o remunera; 
 
 
Será licenciado pela OAB-RJ e, conseqüentemente, não poderá exercer a advocacia durante o 
tempo em que for Presidente do Banco Bradesco S.A.; 
 
 
 
Explicação: 
As atividades incompatíveis com o exercício da advocacia, mesmo em causa própria, implicam a 
proibição total do exercício de advogar. 
Consequências: Se a incompatibilidade for permanente, temos como consequência o cancelamento da 
inscrição; Se for temporária, acarreta o licenciamento da inscrição. 
Tendo em vista que é proibição total ao exercício da advocacia, a incompatibilidade não permite sequer a 
advocacia em causa própria, e permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função afaste-se 
temporariamente. Por ser hipótese de proibição total, faz-se desnecessário dizer que a proibição aplica-
se tanto à advocacia judicial quanto extrajudicial, não se permitindo, enfim, a prática de qualquer ato de 
advocacia por aquele a quem se atribui a incompatibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Um Advogado, regularmente inscrito na OAB-RJ, foi nomeado e empossado no 
cargo de Secretário de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Pergunta-se: Quanto 
ao exercício da advocacia e a OAB-RJ, como fica a situação daquele Advogado? 
 
 
 
(c) Terá sua inscrição na OAB-RJ cancelada e, por conseqüência, não poderá mais exercer a 
advocacia; 
 
 
(a) Continuará inscrito na OAB-RJ e exercendo livremente a advocacia; 
 
 
(d) Será licenciado da advocacia, não podendo advogar apenas durante o tempo em que estiver 
ocupando o cargo de Secretário de Justiça 
 
 
(b) Continuará inscrito na OAB-RJ, ficando, porém, proibido de advogar apenas contra a 
Fazenda Pública do Estado do Rio de Janeiro, que o remunera; 
 
 
 
Explicação: 
LICENCIAMENTO - É o requerimento de afastamento dos quadros sem caráter definitivo que precisa de 
motivação. Assim, deve justificar o pedido com um motivo plausível para a OAB deferi-lo. 
Quando o advogado volta do licenciamento, continuara com o mesmo numero de inscrição, sendo certo, 
por outro lado, que o advogado licenciado não está sujeito ao pagamento da anuidade da OAB, bem 
como fica isento de voltar em época de eleições. 
Hipóteses de licenciamento: 
. Quando o advogado assim requerer, com motivo justificado 
. Quando o advogado passa a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com a advocacia 
. quando o advogado sofrer de doença mental considerada curável 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
O aluno de curso jurídico que exerça atividade incompatível com a advocacia: 
 
 
 
não pode frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino, nem pode 
inscrever-se na OAB. 
 
 
não pode frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino, mas pode 
inscrever-se na OAB. 
 
 
nenhuma das opções acima apresenta a regra correta para incompatibilidade prévia. 
 
 
pode frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino, bem como pode 
inscrever-se na OAB. 
 
 
pode frequentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino, mas não pode 
inscrever-se na OAB. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Deise é uma próspera advogada e passou a buscar novos desafios, sendo 
eleita Deputada Estadual. Por força de suas raras habilidades políticas, foi 
eleita integrante da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado Z. 
Ao ocupar esse honroso cargo procurou conciliar sua atividade parlamentar 
com o exercício da advocacia, sendo seu escritório agora administrado pela 
filha. Nos termos do Estatuto da Advocacia, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
A função de Deise como integrante da Mesa Diretora do Parlamento Estadual é conciliável com o 
exercício da advocacia; 
 
 
A atividade parlamentar de Deise na Mesa Diretora pode ser conciliada com o exercício da 
advocacia em prol dos necessitados; 
 
 
NDA 
 
 
A participação de Deise na Mesa Diretora a torna incompatível com o exercício da advocacia; 
 
 
A atividade parlamentar de Deise é incompatível com o exercício da advocacia; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Os notários, os oficiais de registro lidam com atividade sob controle do Poder 
Judiciário. Como ficará um advogado ao assumir essa função? 
 
 
 
Incompatível apenas em relação aos Cartórios e Ofícios de Notas. 
 
 
Incompatível contra a fazenda que o remunere enquanto estiver na função. 
 
 
Não há incompatibilidade nesta hipótese de atuação como notários e registradores. 
 
 
Incompatível com a advocacia enquanto estiver exercendo a função ligada ao Poder Judiciário. 
 
 
Impedido de exercer a advocacia contra a fazenda que o remunere enquanto estiver exercendo 
a função. 
 
 
 
Explicação: 
Notários e registradores são incompatíveis com a advocacia conforme o art. 28, inciso IV. EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Um Advogado, regularmente inscrito na OAB-RJ, foi aprovado em concurso e 
empossado no cargo de Fiscal de Tributos do Estado do Rio de Janeiro. Como fica 
a situação daquele Advogado? 
 
 
 
(d) Ficará licenciado da advocacia durante o tempo em que exercer a atividade de Fiscal de 
Tributos 
 
 
(b) Continuará inscrito na OAB-RJ ficando porém proibido de advogar apenas contra a Fazenda 
Pública que o remunera; 
 
 
(a) Continuar inscrito na OAB - RJ, porém totalmente proibido de advogar;(c) Terá sua inscrição na OAB-RJ cancelada; 
 
 
 
Explicação: 
Tendo em vista que a incompatibilidade é proibição total ao exercício da advocacia; a incompatibilidade 
não permite sequer a advocacia em causa própria, e permanece mesmo que o ocupante do cargo ou 
função afaste-se temporariamente. Por ser hipótese de proibição total, faz-se desnecessário dizer que a 
proibição aplica-se tanto à advocacia judicial quanto extrajudicial, não se permitindo, enfim, a prática de 
qualquer ato de advocacia por aquele a quem se atribui a incompatibilidade. 
 Não é possível pleitear-se inexistência da incompatibilidade para exercício da advocacia em 
território diverso daquele onde se exerce a atividade que gera a proibição total de advogar. A 
incompatibilidade irá aonde quer que vá o indivíduo, sendo antes uma condição pessoal (em razão de 
determinada atividade que desempenhe), do que territorial. 
 PAULO LUIZ NETTO LÔBO ensina categoricamente: 
 ¿(¿). Apenas cessa a incompatibilidade quando deixar o cargo por motivo de aposentadoria, 
morte, renúncia ou exoneração". 
 Tirando-se a hipótese de morte, que embora faça cessar a incompatibilidade, de nada adianta a 
quem deseje ser advogado, percebe-se que apenas com a definitiva cessação do vínculo do indivíduo 
com o cargo ou função que desempenhe é que se é de considerá-lo permitido à advocacia, não se 
aceitando para liberação os afastamentos temporários, seja qual for o motivo (v. g., licença médica, 
licença-prêmio, férias, cessão para outro órgão, ser posto em disponibilidade, et al). 
EMENTA DO CONSELHO FEDERAL DA OAB: Ementa 45/2003/OEP. Auditor Fiscal - Atribuições 
Previstas em Lei - Incompatibilidade para o exercício da Advocacia. - O Auditor Fiscal ocupa cargo público 
de atividade-fim na área tributária. Dentre suas atribuições estão a de inspeção, controle e execução de 
trabalhos de administração tributária, executar a revisão físico-contábil; fiscalizar as receitas estaduais; 
constituir privativamente créditos tributários através de lançamentos ex officio com lavratura de auto de 
infração (Lei Estadual 4.794/88), portanto, misteres incompatíveis com a atividade advocatícia, a teor do 
disposto no art. 28, VII, do EAOAB. - O afastamento temporário não faz extinguir a incompatibilidade. Se 
permanece ocupando, em situação permanente, cargo incompatível com a advocacia, a incompatibilidade 
persiste, ainda que eventual e temporariamente não exercendo as respectivas funções. Recurso 
improvido. (Recurso 0008/2003/OEP-BA. Relator: Conselheiro José Brito de Souza (MA), julgamento: 
13.10.2003, por unanimidade, DJ 18.11.2003, p. 456, S1); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Sabrina, advogada, nas eleições municipais de 2012, foi eleita Prefeita, tendo 
como Vice-Prefeito o advogado Carlos. À luz do Estatuto da OAB: 
 
 
 
Somente Sabrina terá vedação expressa em lei para exercer a atividade da advocacia. 
 
 
Sabrina e Carlos, a partir da posse, passarão a exercer atividade incompatível com a advocacia, 
sendo caso de cancelamento da inscrição de ambos. 
 
 
Sabrina, quando da posse, tornar-se-á incompatível, ficando totalmente proibida de advogar, ao 
passo que Carlos, na condição de Vice-Prefeito, ficará impedido de advogar apenas contra o seu 
Município 
 
 
Sabrina e Carlos, a partir da posse, passarão a exercer atividade incompatível com a advocacia, 
sendo caso de licença do exercício profissional. 
 
 
Sabrina e Carlos, a partir da posse, passarão a exercer atividade incompatível com a advocacia, 
ficando proibidos de advogar. Será caso de cancelamento da inscrição de ambos 
 
 
 
Explicação: 
A incompatibilidade, tendo em vista que é a proibição total ao exercício da advocacia, não permite 
sequer a advocacia em causa própria, e permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função afaste-se 
temporariamente. 
 PAULO LUIZ NETTO LÔBO ensina categoricamente: ¿(¿). Apenas cessa a incompatibilidade quando 
deixar o cargo por motivo de aposentadoria, morte, renúncia ou exoneração. 
O advogado que exercer atividade incompatível com o exercício da advocacia deverá solicitar o seu 
licenciamento, conforme o disposto no artigo 12 do EAOAB, se dará licença ao advogado 
que: "(...) Passar e exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com a advocacia ¿ As 
atividades consideradas incompatíveis estão disciplinadas no artigo 28 do EAOAB. Todavia, apenas os 
cargos com mandado eletivo ou exoneráveis ad nutum, que possuem caráter temporário, geram a 
licença da inscrição do advogado"; 
Durante o licenciamento, a inscrição do advogado fica suspensa apenas durante um período 
determinado, haja vista que o profissional brevemente retornará a exercer as suas atividades. Neste 
período o profissional não pagará anuidade e nem votará nas eleições da OAB. Assim, quando o período 
de licença termina, o advogado retorna a advogar com o mesmo número de inscrição que possuía e sem 
precisar fazer prova dos requisitos exigidos no artigo 8º do EAOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Alice, advogada regularmente inscrita na OAB, foi aprovada em concurso público 
de provas e títulos e posteriormente empossada no cargo de Fiscal de Receitas 
Aleatórias da Secretaria de Assuntos da Mulher do município X. Objetivando 
sanar dúvida acerca da possibilidade de continuar exercendo a advocacia, Alice 
peticionou ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) solicitando esclarecimentos, 
pois pretendia manter a inscrição perante a OAB e, eventualmente, patrocinar 
algumas causas. Com base nos estudos sobre incompatibilidades e 
impedimentos, marque a opção correta: 
 
 
 
Caso seja verificada a incompatibilidade definitiva, Alice deverá renunciar aos poderes que lhe 
foram outorgados em causas em desfavor da Fazenda que a remunera. 
 
 
Caso seja verificada situação de impedimento, Alice deverá requerer o licenciamento dos 
quadros da OAB. 
 
 
Alice deverá descrever detalhadamente a função exercida para que o TED possa avaliar se 
existe incompatibilidade ou impedimento já que a denominação da função nunca é suficiente 
para esse fim. 
 
 
A situação de incompatibilidade ou de impedimento iniciou-se no momento da homologação do 
resultado do concurso. 
 
 
Se verificada incompatibilidade definitiva, Alice deverá comunicar a OAB para que proceda ao 
cancelamento da inscrição. 
 
 
 
Explicação: 
Previsto no art. 11 do Estatuto da Advocacia e da OAB, o cancelamento da inscrição do advogado pode 
ocorrer em cinco situações. O dispositivo legal traz um rol taxativo, no qual, o fato incidindo no disposto, 
dará causa ao cancelamento, in verbis: Art. 11. Cancela-se a inscrição do profissional que:I ¿ assim o 
requerer; II ¿ sofrer penalidade de exclusão; III ¿ falecer; IV ¿ passar a exercer, em caráter definitivo, 
atividade incompatível com a advocacia; V ¿ perder qualquer um dos requisitos necessários para 
inscrição. 
Qualquer advogado tem a faculdade de manter-se ou não inscrito. Trata-se, na verdade, de 
regulamentação do dispositivo constitucional que garante a liberdade de associação, prevista no art. 5º, 
inciso XX da Constituição Federal de 1988 e, por isso, o profissional que requerer o cancelamento, por 
quaisquer motivos, sejam de cunho profissional ou pessoal, deverá ter seu requerimento deferido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
(XIX Exame Unificado/03/04/2016 - adaptada) - Formaram-se em uma 
Faculdade de Direito, na mesma turma, Luana, Leonardo e Bruno. Luana, 35 
anos, já exercia função de gerência em um banco quando se graduou. Leonardo, 
30- anos, é prefeito do município de Pontal. Bruno, 28 anos, é policial militar no 
mesmo município. Os três pretendem praticar atividades privativas de advocacia. 
Considerando asincompatibilidades e impedimentos ao exercício da advocacia, 
assinale a opção correta. 
 
 
 
Os três graduados, Luana, Leonardo e Bruno, exercem funções incompatíveis com a advocacia, 
sendo determinada a proibição total de exercício das atividades privativas de advogado. 
 
 
Luana não está proibida de exercer a advocacia, pois é empregada de instituição privada, 
inexistindo impedimentos ou incompatibilidades. 
 
 
Os três graduados, Luana, Leonardo e Bruno estão impedidos de exercer suas funções em face 
da Fazenda Pública, que os remunera. Entretanto, podem exercer com proibição parcial algumas 
atividades privativas de advogado. 
 
 
Bruno, como os servidores públicos, apenas é impedido de exercer a advocacia contra a 
Fazenda Pública que o remunera. 
 
 
Leonardo é impedido de exercer a advocacia apenas contra ou em favor de pessoas jurídicas de 
direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, 
entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme dispõe o artigo 27 do referido diploma legal, a incompatibilidade determina a proibição total 
para o exercício da advocacia, enquanto que o impedimento, a proibição parcial. Por proibição total 
compreende-se que, ainda que em causa própria, quem exerce determinadas atividades está 
impossibilitado de exercer qualquer atividade privativa de advogado. Já por proibição parcial 
compreende-se que há possibilidade de exercer as atividades típicas e legais da profissão. 
Ao que se refere às questões acerca dos impedimentos, assim disciplina o artigo 30 do EAOAB, in verbis: 
Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia: 
I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que os 
remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. 
II - os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das pessoas jurídicas 
de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades 
paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. 
Parágrafo único. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. 
Veja-se, portanto, que apenas são impedidos de exercerem a advocacia aqueles que são servidores da 
administração direta, indireta e fundacional, desde que não detenham poder de decisão relevante sobre 
interesses de terceiros, contra a Fazenda Pública ou entidade empregadora que os remunere, bem como 
Vereadores, Deputados Estaduais, Deputados Distritais, Deputados Federais e Senadores, desde que não 
sejam membros da Mesa de suas casas legislativas, contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito 
público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais 
ou empresas concessionárias ou permissionárias prestativas de serviço público. 
O que é importante esclarecer é que o legislador não pretendeu restringir o livre exercício da profissão, 
que é uma garantia constitucional de eficácia contida, por se submeter a uma reserva legal, mas sim 
apenas regulamentar de forma a não haver prejuízo do interesse público, observando a ética profissional, 
uma vez que estamos diante de um profissional que exerce munus publicum. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
A incompatibilidade determina a proibição total, e o impedimento, a proibição 
parcial do exercício da advocacia. Por disposição estatutária, são impedidos de 
exercer a advocacia 
 
 
 
os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das pessoas 
jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedade de economia mista, fundações 
públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço 
público. 
 
 
 
 
os ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação ou 
fiscalização de tributos e contribuições parafiscais 
 
os ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive privadas. 
 
 
ocupantes de cargos ou funções de ger~encia ou direção em instituições finaceiras, inclusive as 
privadas. 
 
 
os militares de qualquer natureza, na ativa. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 30, inciso II do EOAB que trata do impedimento dos parlamentares. As 
demais opções apresentam hipótese de incompatibilidade do art. 28, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Patrícia foi aprovada em concurso público e tomou posse como Procuradora do 
Município em que reside. Como não pretendia mais exercer a advocacia privada, 
mas apenas atuar como Procuradora do Município, pediu o cancelamento de sua 
inscrição na OAB. A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Patrícia não agiu corretamente, pois os advogados públicos estão obrigados à inscrição na 
OAB para o exercício de suas atividades; 
 
 
Patrícia agiu corretamente, pois, uma vez que os advogados públicos não podem exercer a 
advocacia privada, estão obrigados a requerer o cancelamento de suas inscrições. 
 
 
Patrícia não agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o licenciamento do 
exercício da advocacia e não o cancelamento de sua inscrição; 
 
 
Nenhuma das alternativas anteriores 
 
 
Patrícia poderia ter pedido o licenciamento do exercício da advocacia, mas nada a impede 
de pedir o cancelamento de sua inscrição, caso não deseje mais exercer a advocacia 
privada 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Vinicius, empregado de empresa do ramo têxtil, em razão de ter sido 
dispensado sem justa causa, constituiu Silvio como seu advogado. Em 
audiência de tentativa de conciliação, restou estabulado acordo entre o 
reclamante e a empresa reclamada. Ficou consignado em ata de audiência 
que o montante devido ao reclamante seria depositado em conta-corrente 
do seu advogado, no caso, Silvio. Meses após referido acordo, Vinicius ligou 
a Silvio, indagando-lhe sobre os depósitos, obtendo como resposta que não 
haviam sido efetivados pela reclamada. Desconfiado, compareceu ao Fórum 
Trabalhista, constatando que os depósitos haviam, sim, sido realizados. À 
luz das regras estatutárias: 
 
 
 
Silvio deverá ser punido com exclusão, tendo em vista que o não repasse dos valores ao seu 
cliente constitui hipótese de exclusão dos quadros da OAB 
 
 
Silvio deverá ser punido com suspensão, que durará, no máximo, 30 dias, cessando apenas 
após a prestação das contas e a devolução do dinheiro ao cliente, devidamente corrigido 
 
 
Silvio deverá ser punido com suspensão, que durará, no mínimo, 30 dias, cessando apenas após 
a prestação das contas e a devolução do dinheiro ao cliente, devidamente corrigido. 
 
 
Silvio deverá ser advertido pela OAB, aplicando-se-lhe uma multa correspondente aos depósitos 
indevidamente apropriados 
 
 
Silvio deverá ser punido disciplinarmente com censura, tendo em vista ter violado o seu dever 
de prestar contas ao cliente de quantias recebidas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Justus cometeu infração disciplinar em 20 de junho de 2002, mas a comunicação 
oficial do fato ao Tribunal de Ética e Disciplina somente se deu em maio de 2018. 
A pretensão à punibilidade das infrações disciplinares prescreve em 
 
 
 
três anos, contados da data do fato. 
 
 
as infrações ético disciplinares por sua natureza são imprescritíveis. 
 
 
três anos, contados da data da constatação oficial do fato. 
 
 
cinco anos, contados da data do fato. 
 
 
cinco anos, contados da data da constatação oficial do fato. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão encontra-se no art. 43 do EOAB, cinco anos a partirda constatação oficial do 
fato pela OAB e não da data do fato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Acerca do sistema de penalidades previsto no Estatuto da Advocacia, indique a 
opção incorreta: 
 
 
 
Qualquer penalidade somente poderá ser aplicada após regular processo que observe o devido 
processo legal, ampla defesa e contraditório. 
 
 
A penalidade da censura poderá ser aplicada em hipótese de infração ao Código de Ética e 
Disciplina ainda que não conste do rol de infrações constante do EOAB. 
 
 
A penalidade da multa poderá ser cumulada com a censura, com a suspensão e com a exclusão. 
 
 
A penalidade da suspensão pode ser aplicada por tempo determinado ou por tempo 
indeterminado de acordo com a infração cometida. 
 
 
A penalidade da exclusão acarreta o cancelamento automático da inscrição na OAB. 
 
 
 
Explicação: 
A multa é uma sanção acessória cumulável APENAS com sensura e suspensão - art. 39, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
A punição disciplinar dos advogados compete ao: 
 
 
 
ao Tribunal de Ética e Disciplina 
 
 
conselho seccional do estado onde se tome, primeiramente, conhecimento da infração. 
 
 
conselho seccional do estado onde o advogado tenha sua inscrição principal. 
 
 
conselho seccional do estado onde a infração for cometida, ainda que não seja o local onde o 
advogado tenha a inscrição principal ou suplementar, desde que a infração não seja praticada 
perante o Conselho Federal. 
 
 
conselho seccional do estado onde o advogado tenha inscrição principal ou onde tenha inscrição 
suplementar, indistintamente. 
 
 
 
Explicação: 
De acordo com o artigo 70 do Estatuto da Advocacia ¿ Lei 8906/94: ¿O poder de punir disciplinarmente os 
inscritos na OAB compete exclusivamente ao Conselho Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a 
infração, salvo se a falta for cometida pelo Conselho Federal.¿ 
Isto significa que não é permitido aos magistrados, ou a qualquer outra autoridade, seja de qualquer um 
dos Poderes, aplicar sanções aos advogados em virtude da prática, ao menos em tese, de infrações 
disciplinares. 
Identificada eventual conduta infratora no exercício da atividade profissional, a autoridade deverá oficiar a 
OAB para que, como órgão competente, apure e aplique a sanção ao advogado quando for o caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(XXI Exame Unificado/2016/adaptada) - Lúcia, advogada, foi processada 
disciplinarmente e, após a interposição de recurso, o Conselho 
Seccional do Estado de Pernambuco confirmou, por unanimidade, a 
sanção de suspensão pelo prazo de trinta dias, nos termos do Art. 
37, § 1º, do Estatuto da OAB. Lúcia verificou, contudo, existir 
decisão em sentido contrário, em caso idêntico ao seu, no Conselho 
Seccional do Estado de Minas Gerais. 
De acordo com o Estatuto da OAB, contra a decisão definitiva 
unânime proferida pelo Conselho Seccional do Estado de 
Pernambuco, 
 
 
 
Cabe recurso ao Conselho Federal, se a decisão contrariar também decisão do Conselho Federal, 
e não apenas decisão do Conselho Seccional de Minas Gerais. 
 
 
não cabe recurso ao Conselho Federal, em qualquer hipótese 
 
 
Cabe recurso ao Conselho Seccional em primeira instância. 
 
 
cabe recurso ao Conselho Federal, por contrariar decisão do Conselho Seccional de Minas Gerais 
 
 
cabe recurso ao Conselho Federal, em qualquer hipótese, ainda que não existisse decisão em 
sentido contrário do Conselho Seccional de Minas Gerais. 
 
 
 
Explicação: 
Corroborando com a assertiva, segue nesse sentido, a decisão exarada pelo Pleno da 2ª Câmara do 
Egrégio Conselho Federal, que ao julgar o Recurso de nº 49.0000.2016.011008-2, uniformizou o 
posicionamento referente a prevenção de relator e de órgão julgador, observa-se: 
RECURSO N. 49.0000.2016.011008-2/SCA-PTU. Matéria afetada ao Pleno da Segunda Câmara. Art. 89-
A, § 4º, RGEAOAB. Relator: Conselheiro Federal Alexandre Cesar Dantas Soccorro (RR). EMENTA N. 
014/2017/SCA.Competência. Prevenção. Matéria afetada ao Plenário da Segunda Câmara. A 
competência será fixada pela prevenção do relator que tiver antecedido aos outros na prática 
de algum ato do processo ou de medida a ele relativa. 
Dessa maneira, havendo manifestação anterior no sentido de anular julgamento e atos processuais, os 
recursos subsequentes interpostos no mesmo processo ou em processo conexo serão distribuídos ao 
relator que determinou a anulação do julgado ou dos atos processuais. Ainda que não faça mais parte 
do órgão julgador, seja pelo encerramento de mandato ou alteração interna de sua 
composição, a competência será fixada no órgão fracionário ao qual 
integrava o relator, originariamente. Acórdão: Vistos, relatados e discutidos os autos do processo em 
referência, acordam os membros da Segunda Câmara do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil, observado o quorum exigido no art. 92 do Regulamento Geral, por unanimidade, em fixar a 
competência para julgamento do recurso na Terceira Turma da Segunda Câmara. Brasília, 21 de agosto 
de 2017. Ibaneis Rocha Barros Junior, Presidente. 
Alexandre César Dantas Soccorro, Relator. (DOU, S.1, 29.06.2017, p.67) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Um advogado, regularmente inscrito na OAB/RJ, dizendo-se especialista 
em previdência social, envia "mala direta" a pessoas aposentadas 
oferecendo seus serviços profissionais para revisão judicial dos proventos 
da aposentadoria. Pergunta-se: Como você classificaria tal atitude de 
Paulo Bezerra? 
 
 
 
Ele praticou um ato ilícito, previsto em nosso Código Civil vigente; 
 
 
Ele cometeu uma infração disciplinar, prevista e punível com a pena de suspensão 
pelo Estatuto da Advocacia e da OAB. 
 
 
O advogado não praticou infração ético disciplinar por ausência de previsão de envio de mala 
direto no CED. 
 
 
Ele cometeu uma infração disciplinar, prevista e punível com a pena de censura pelo 
Estatuto da Advocacia e da OAB; 
 
 
Ele praticou um crime, previsto e punível pelo Código Penal; 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 40, inciso VI do Ced de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Mário, advogado, foi contratado por Túlio para patrocinar sua defesa em uma 
ação trabalhista. O pagamento dos honorários advocatícios ocorreu na data da 
assinatura do contrato de prestação de serviços. No dia da audiência, Mário não 
compareceu nem justificou sua ausência e, desde então, recusa-se a atender e 
retornar as ligações de Túlio. Com relação a essa situação hipotética, assinale a 
opção correta. 
 
 
 
Mário, que descumpriu compromisso profissional, manteve conduta incompatível com a 
advocacia, desprestigiando toda a ordem de advogados, razão pela qual pode receber a sanção 
de advertência. 
 
 
Mário abandonou a causa trabalhista sem motivo justo, conduta que caracteriza infração 
disciplinar grave, iniciando-se o processo disciplinar, necessariamente, com a representação do 
juiz da causa, que deve certificar o abandono 
 
 
A conduta de Mário caracteriza infração disciplinar de locupletamento à custa do cliente, cuja 
sanção legal é a suspensão até que a quantia seja devolvida ao cliente lesado. 
 
 
A conduta de Mário caracteriza infração disciplinar punível com suspensão, o que acarreta ao 
infrator a interdição do exercício profissional em todo o território nacional, pelo prazo de trinta 
dias a doze meses. 
 
 
A conduta de Mário caracteriza infração de inépcia profissional, cuja sanção legal é a suspensão 
até que a quantia seja devolvida ao cliente lesado. 
 
 
 
Explicação: 
Suspensão nada mais é que, a proibição do exercício da advocacia,em todo o território nacional, e em 
todas as suas modalidades, incumbe ainda ao infrator, realizar a entrega de seu documento de 
identificação a OAB, e este será retido pelo prazo da suspensão. 
A fundamentação da resposta está prevista na regra do artigo 37 da lei nº 8.906/94 (Estatuto da OAB) 
Art. 37. A suspensão é aplicável nos casos de: 
I - infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. 34; 
II - reincidência em infração disciplinar. 
§ 1º A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional, em todo o território nacional, 
pelo prazo de trinta dias a doze meses, de acordo com os critérios de individualização previstos neste 
capítulo. 
§ 2º Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. 34, a suspensão perdura até que satisfaça 
integralmente a dívida, inclusive com correção monetária. 
§ 3º Na hipótese do inciso XXIV do art. 34, a suspensão perdura até que preste novas provas de 
habilitação. 
As sanções disciplinares se encontram expressas no Estatuto e são subdivididas em categorias como: 
censura, suspensão, exclusão e multa. Dessa forma, o artigo 34 tipifica as infrações, enquanto, os artigos 
36 a 39 descrevem as penalizações cabíveis diante à violação praticada pelo profissional no exercício da 
profissão. 
Em termos práticos, o Conselho Seccional da inscrição principal do profissional será então comunicado da 
decisão, eis que condenatória e irrecorrível, está oriunda do processo disciplinar, assim farão os registros 
nos assentamentos do advogado que penalizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Os advogados Ivan e Dimitri foram nomeados, por determinado magistrado, para 
prestarem assistência jurídica a certo jurisdicionado, em razão da impossibilidade 
da Defensoria Pública. As questões jurídicas debatidas no processo relacionavam-
se à interpretação dada a um dispositivo legal. Ivan recusou-se ao patrocínio da 
causa, alegando que a norma discutida também lhe é aplicável, não sendo, por 
isso, possível que ele sustente em juízo a interpretação legal benéfica à parte 
assistida e prejudicial aos seus próprios interesses. Dimitri também se recusou ao 
patrocínio, pois já defendeu interpretação diversa da mesma norma em outro 
processo. Sobre a hipótese apresentada, é correto afirmar que: 
 
 
 
Ivan e Dimitri cometeram infração disciplinar, pois é vedado ao advogado recusar-se a 
prestar assistência jurídica, sem justo motivo, quando nomeado em virtude de 
impossibilidade da Defensoria Pública. 
 
 
apenas Dimitri cometeu infração disciplinar, pois não se configura legítima a recusa por ele 
apresentada ao patrocínio da causa, sendo vedado ao advogado, sem justo motivo, 
recusar-se a prestar assistência jurídica, quando nomeado em virtude de impossibilidade da 
Defensoria Pública. 
 
 
Nenhuma das alternativas anteriores 
 
 
apenas Ivan cometeu infração disciplinar, pois não se configura legítima a recusa por ele 
apresentada ao patrocínio da causa, sendo vedado ao advogado, sem justo motivo, 
recusar-se a prestar assistência jurídica, quando nomeado. 
 
 
nenhum dos advogados cometeu infração disciplinar, pois se afiguram legítimas as recusas 
apresentadas ao patrocínio da causa 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Um advogado, regularmente inscrito na OAB/RJ, dizendo-se 
especialista em previdência social, envia "mala direta" a pessoas 
aposentadas oferecendo seus serviços profissionais para revisão 
judicial dos proventos da aposentadoria. Pergunta-se: Como você 
classificaria tal atitude de Paulo Bezerra? 
 
 
 
O advogado não praticou infração ético disciplinar por ausência de previsão de envio de mala 
direto no CED. 
 
 
Ele praticou um crime, previsto e punível pelo Código Penal; 
 
 
Ele cometeu uma infração disciplinar, prevista e punível com a pena de censura pelo 
Estatuto da Advocacia e da OAB; 
 
 
Ele cometeu uma infração disciplinar, prevista e punível com a pena de suspensão 
pelo Estatuto da Advocacia e da OAB. 
 
 
Ele praticou um ato ilícito, previsto em nosso Código Civil vigente; 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 40, inciso VI do Ced de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Na hipótese de o advogado que, mesmo sabendo que não há direito a ser 
pleiteado, ingressar em aventura jurídica e alegar que a lei foi declarada 
inconstitucional, sem, no entanto, existir essa declaração do STF será punido em 
processo ético disciplinar com a sanção de: 
 
 
 
Advertência 
 
 
Censura 
 
 
Suspensão 
 
 
Licenciamento compulsório. 
 
 
Exclusão 
 
 
 
Explicação: 
Na hipótese de o advogado que, mesmo sabendo que não há direito a ser pleiteado, ingressar em 
aventura jurídica e alegar que a lei foi declarada inconstitucional, sem, no entanto, existir essa 
declaração do STF será punido em processo ético disciplinar com a sanção de censura, conforme o art. 
34, VI, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
NÃO se inclui no conceito de ¿conduta incompatível com a advocacia¿, que 
caracteriza infração disciplinar: 
 
 
 
incontinência pública e escandalosa; 
 
 
prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei; 
 
 
toxicomania habitual 
 
 
embriaguez habitual. 
 
 
violar, sem justa causa, sigilo profissional. 
 
 
 
Explicação: A conduta incompatível está no art. 34, parágrafo único, alíneas a - c, do EOAB, punível com 
suspensão. Violar sigilo profissional não é conduta incompatível, está prevista no art. 34, inciso VII, do 
EOAB punível com censura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Considere que um advogado que nunca tenha sido punido disciplinarmente seja 
processado pela OAB, sob a acusação de violação de sigilo profissional, e venha a 
ser condenado. Nessa situação, deve-se aplicar pena de 
 
 
 
suspensão e multa 
 
 
exclusão, com retenção de honorários. 
 
 
censura. 
 
 
multa progressiva 
 
 
suspensão 
 
 
 
Explicação: 
As infrações disciplinares puníveis com censura são as seguintes: exercício da profissão por impedidos ou 
incompatibilizados (inciso I do art. 34); participação em sociedade irregular (inciso II); utilização de 
agenciador de causas (inciso III); angariar ou captar causas (inciso IV); autoria falsa de atos (inciso V); 
advogar contra literal disposição de lei (inciso VI); quebra de sigilo profissional (inciso VII); entendimento 
com a parte contrária (inciso VIII); prejuízo causado à parte (inciso IX); nulidade processual culposa (inciso 
X); abandono da causa (inciso XI); recusa da assistência jurídica (inciso XII); publicidade de trabalho pela 
imprensa (inciso XIII); manipulação fraudulenta de citações (inciso XIV); imputação de fato criminoso 
(inciso XV); descumprimento a determinação da OAB (inciso XVI); prática irregular de ato pelo estagiário 
(inciso XXIX); violação ao Código de Ética e Disciplina (inciso II do art. 36); e violação ao preceito do 
Estatuto (inciso III do art. 36). 
 
A censura é pena disciplinar compreendida na repreensão oficial da conduta do infrator posta à análise e a 
julgamento. Portanto, constitui-se em manifestação oficial da entidade, reconhecendo e condenando, 
repreendendo, a natureza atentatória aos preceitos deontológicos da profissão da conduta posta. A sanção 
de censura não pode ser objeto de publicidade ou divulgação, no entanto esse sigilo não é absoluto, porque 
exclui os órgão da OAB. 
 
O parágrafo único do art. 36 da lei estatutária dispõe que a pena de censura poderá ser convertida em 
mera advertência, em ofício reservado, sem registro nos assentamentos do inscrito, desde que presente 
circunstância atenuante. São circunstâncias atenuantes as previstas no art. 40 e serão analisadas 
oportunamente.5. 
 
 
(XX Exame Unificado - Reaplicação Salvador/BA - Caderno Tipo I - Branco - 
Gabarito Preliminar (Prova aplicada em 14/08/2016/ADAPTADA) O advogado 
Aureliano foi contratado por alguns herdeiros de José Arcádio para representá-los 
em inventário judicial. Após dez anos, dá-se o trânsito em julgado da sentença 
que julgou a partilha, ocasião em que os clientes solicitam a Aureliano que 
apresente as contas dos valores que deles recebeu durante o período, referentes 
a custas e outras despesas processuais. Todavia, por não desejar perder tempo 
com a elaboração do documento, Aureliano, que até então possuía conduta 
profissional irretocável, deixa de oferecer as contas requeridas. Assim, Aureliano 
cometeu infração disciplinar, sujeitando-se à sanção 
 
 
 
de advertência. 
 
 
de censura. 
 
 
de exclusão. 
 
 
de multa pecuniária 
 
 
de suspensão. 
 
 
 
Explicação: 
A falta de prestaçãod e contas é uma infração ético-disciplinar punível com suspensão, podendo ser 
suspenso por prazo indeterminado. Art. 34, Inciso XXI, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
O advogado F recebe do seu cliente WW determinada soma em dinheiro para 
aplicação em instrumentos necessários à exploração de jogo não autorizado por 
lei. Nos termos do Estatuto da Advocacia, a infração disciplinar: 
 
 
 
inocorre, pois se trata de mero ilícito moral; 
 
 
é descaracterizada por ausência de previsão legal; 
 
 
Nenhuma das alternativas anteriores 
 
 
decorre somente se o advogado exige o valor para aplicação ilícita; 
 
 
surge diante do recebimento para aplicação ilícita; 
 
 
 
Explicação: 
Ensina Ricardo Duarte Cavazzani: que (...) as infrações disciplinares são normas que restringem direito, 
isto é, restringem o direito de atuação do advogado, balizando seu campo de atuação dentro de limites 
éticos dessa profissão, são taxativamente indicadas no texto legal (EAOAB), não deixando para o Código 
de Ética essa missão, visando, com essa tipificação das infrações, a garantia do devido processo legal 
quando o Estado tiver de usar de seu poder sancionatório contra atos indevidos praticados por advogados. 
As infrações disciplinares não comportam interpretações extensivas ou analógicas, constituindo-se apenas 
nas indicadas pelo Estatuto, considerando-se, logicamente, as possíveis indeterminações de conceitos que 
podem surgir em função da evolução dos comportamentos profissionais, devendo haver uma adaptação às 
mudanças que inexoravelmente acontecem. 
Apenas comete as infrações disciplinares estabelecidas pelos incisos do artigo 34 dos Estatutos o advogado 
ou estagiário regularmente inscrito nos quadros da OAB que, por ação ou omissão na sua atividade 
profissional, violem quaisquer das condutas previstas taxativamente na norma. Todo aquele que exerce 
ilegalmente a profissão de advogado, embora não haja tipo penal para tanto, pode ser enquadrado na 
figura típica do estelionato na forma do art. 171, caput, do Código Penal, não está sujeito às infrações 
ética-disciplinares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
As sanções disciplinares previstas na Lei 8906/94 são: 
 
 
censura, suspensão e exclusão. 
 
 
censura, suspensão, exclusão e multa 
 
 
aquelas que o Conselho da OAB, em cada caso concreto, entender devam ser criadas e 
aplicadas. 
 
 
suspensão e exclusão. 
 
 
 
Explicação: 
As infrações e sanções disciplinares imputáveis aos profissionais da advocacia estão 
previstas no capitulo IX da lei nº 8906/94 (Estatuto da Advocacia e da Ordem dos 
Advogados do Brasil). 
O artigo 35 da referida lei, enumera as sanções aplicáveis para cada infração, que são censura, 
suspenção, exclusão e multa. 
Quanto à censura, percebe-se que esta é uma das formas mais leves das sanções, que com a 
presença de circunstancias atenuantes, pode a censura ser convertida em advertência, e não impede 
o exercício da profissão. Esta é aplicada nos casos do art. 36 do Estatuto. 
A suspenção é aplicada nos casos descritos no art. 37, nos casos de reincidência, e pode ser por 
tempo determinado, entre 30 dias e 12 meses, ou indeterminado nos casos de recusa injustificada de 
prestação de contas, inadimplência junto a OAB e inépcia profissional. 
A exclusão é a pena máxima aplicada, nos casos previstos no art. 38, perdendo o advogado dessa 
forma seu numero de ordem, não podendo de forma nenhuma exercer a profissão. 
Já a multa, é uma sanção acessória, que poderá ser aplicada cumulativamente com a censura ou a 
suspenção, se houver circunstancias agravantes, sendo o valor mínimo de uma anuidade e o máximo 
de dez anuidades. 
Após cinco anos contados da data da constatação oficial do fato infracional, prescreve a pretensão 
de punibilidade das infrações disciplinares. Dessa forma, é aplicada a prescrição a todo processo 
paralisado por mais de três anos pendentes de julgamento ou despacho, devendo ser arquivado de 
oficio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Analise as proposições a seguir e assinale a alternativa descontextualizada a 
respeito da conduta do Tribunal de Ética com relação à suspensão preventiva: 
 
 
 
O poder de punir disciplinarmente os inscritos na OAB compete exclusivamente ao Conselho 
Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, salvo se a falta for cometida 
perante o Conselho Federal (artigo 70 do EOAB). 
 
 
Cabe ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED), do Conselho Seccional competente, julgar os 
processos disciplinares, instruídos pelas Subseções ou por relatores do próprio Conselho, 
consultas em tese e litígios entre advogados. 
 
 
A jurisdição disciplinar exclui a comum e, quando o fato constituir crime ou contravenção, 
deve ser comunicado às autoridades competentes (artigo 71 do EOAB). 
 
 
Cabe ao Tribunal de Ética e Disciplina, do Conselho Seccional competente, julgar os 
processos disciplinares, instruídos pelas Subseções ou por relatores do próprio Conselho 
(artigo 70 do EOAB). 
 
A primeira fase do processo disciplinar poderá ocorrer em uma subseção, mas o julgamento 
somente perante o Tribunal de Ética e Disciplina, na sede da Seccional da OAB 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
O advogado condenado por crime considerado infamante, que tem a sua 
inscrição cancelada, para retornar aos quadros da OAB precisa, 
preliminarmente: 
 
 
 
Promover a reabilitação judicial. 
 
 
Requerer a restauração da inscrição primitiva. 
 
 
Fazer exame de ordem em face do novo Estatuto. 
 
 
Deixar passar 05 anos a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória. 
 
 
Deixar passar 10 anos a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória. 
 
 
 
Explicação: 
De acordo com o artigo 41, da Lei n. 8.906/94, é facultado ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar 
requerer, um ano após seu cumprimento, a reabilitação, em face de provas efetivas de bom 
comportamento. 
O Estatuto da OAB prevê que a reabilitação deverá ser apreciada a pedido do interessado, quando 
apresentar provas de bom comportamento, após um ano do cumprimento efetivo da sanção, inclusive a 
pena de exclusão. O pedido é personalíssimo, ou seja, feito pelo próprio interessado. 
O processo seguirá o processamento assemelhado ao processo disciplinar, e as provas de bom 
comportamento deverão guardar relação com a infração cometida. É indispensável que, durante um ano, 
após o cumprimento da pena o advogado comprove que sua conduta no meio social não tenha motivado 
nenhum processo, cível ou criminal, ou, ainda, inquérito policial. 
Se a sanção disciplinar tiver resultado da prática de crime, apenas após a reabilitação criminal decretada 
pelo Poder Judiciário poderá ser pleitear a reabilitação disciplinar naOAB. Nesse caso, não haverá 
necessidade de outras provas de bom comportamento, porque todas já foram apreciadas em sede judicial. 
Pelo instituto da reabilitação, é restaurada a situação anterior para que possa a pessoa reintegrar-se na 
posição jurídica de que fora afastada, readquirindo a plenitude de ação relativamente aos direitos de que 
se privara. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
(XXI Exame da Ordem). Lúcia, advogada, foi processada disciplinarmente e, após 
a interposição de recurso, o Conselho Seccional do Estado de Pernambuco 
confirmou, por unanimidade, a sanção de suspensão pelo prazo de trinta dias, 
nos termos do Art. 37, § 1º, do Estatuto da OAB. Lúcia verificou, contudo, existir 
decisão em sentido contrário, em caso idêntico ao seu, no Conselho Seccional do 
Estado de Minas Gerais. De acordo com o Estatuto da OAB, contra a decisão 
definitiva unânime proferida pelo Conselho Seccional do Estado de Pernambuco, 
 
 
 
cabe recurso ao Conselho Federal, por contrariar decisão do Conselho Seccional de Minas 
Gerais. 
 
 
cabe recurso ao Conselho Federal, em qualquer hipótese, ainda que não existisse decisão em 
sentido contrário do Conselho Seccional de Minas Gerais 
 
cabe recurso ao Conselho Federal, unicamente, se a decisão contrariar decisão anterior do 
Conselho Seccional do Estado de Pernambuco. 
 
 
não cabe recurso ao Conselho Federal, em qualquer hipótese. 
 
 
cabe recurso ao Conselho Federal, se a decisão contrariar também decisão do Conselho Federal, 
e não apenas decisão do Conselho Seccional de Minas Gerais. 
 
 
 
Explicação: 
Na hipótese, cabe recurso ao Conselho Federal de todas as decisões definitivas proferidas pelo Conselho 
Seccional, que sendo unânimes, contrariem decisão de outro Conselho Seccional. Art. 75, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Qual das sanções disciplinares abaixo listadas não se consubstancia em punição 
por infração disciplinar cometida pelo advogado segundo o Estatuto da Advocacia 
e a Ordem dos Advogados do Brasil ?? Lei no 8.906/1994? 
 
 
 
Exclusão 
 
 
Suspensão 
 
 
Advertência, como conversão atenuante da censura. 
 
 
Multa. 
 
 
Proibição de concorrer a cargos eletivos junto à Seccional em que está inscrito. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 35, EOAB estabelece que multa, censura, suspensão e exclusão são sanções ético-disciplinares. 
Portanto, a opção em que se diz:" Proibição de concorrer a cargos eletivos junto à Seccional em que está 
inscrito" - está errada porque não é sanção ético disciplinar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
De acordo com o ESTATUTO DA OAB, notadamente em relação aos Processos 
Éticos Disciplinares, assinale a alternativa correta. 
 
 
 
A exclusão é aplicável nos casos de aplicação, por três vezes, de advertência. 
 
 
A exclusão é aplicável nos casos de aplicação, por três vezes, de suspensão. 
 
 
Aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar paralisado por mais de dois anos, pendente de 
despacho ou julgamento, devendo ser arquivado de ofício, ou a requerimento da parte 
interessada, sem prejuízo de serem apuradas as responsabilidades pela paralisação 
 
 
A pretensão à punibilidade das infrações disciplinares prescreve em três anos, contados da data 
da constatação oficial do fato. 
 
 
Asuspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional apenas na unidade da 
Federação onde transitar em Julgado o respectivo processo ético disciplinar. 
 
 
 
Explicação: 
Pena mais gravosa imposta ao inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, a condenação à 
exclusão encontra-se no rol das situações ensejadoras do cancelamento da inscrição que, segundo o 
magistério de Paulo Lôbo,[...] é o ato desconstitutivo que afeta definitivamente a existência da inscrição. 
O efeito do cancelamento é ex nunc, a partir do fato gerador, salvo na hipótese de inscrição obtida com 
falsa prova, porque a natureza da decisão seria declaratória de inexistência. (LÔBO, 1996: 86). 
De fato, o cancelamento é uma medida administrativa adotada como conseqüência de um processo ético-
disciplinar ou não, sendo a exclusão, uma sanção que o enseja. Assim, além de decorrer de uma sanção, 
ele pode se dar a pedido do profissional inscrito; pelo seu falecimento; pelo exercício de atividade 
incompatível com a advocacia; ou nos casos de perda de qualquer dos requisitos necessários à inscrição 
na Ordem (Arts. 8º. e 11, da Lei 8.906/94), todos estes casos, passíveis dos respectivos processos. 
E essa medida administrativa, embora registrada no caput do art. 11, da Lei 8.904/94 como sendo o 
cancelamento da inscrição do profissional, estende-se também à do estagiário, tanto pela incidência de 
qualquer das causas atinentes ao profissional, como pelo decurso do prazo de estágio, seja pelo fim da 
sua vigência, seja pela prestação do compromisso como advogado. 
Tratando-se do cancelamento pela pena de exclusão, observa-se que esta se dá em duas hipóteses, de 
acordo com o artigo 38 da Lei 8.906/94: nos casos de aplicação, por três vezes, da pena de suspensão 
(inciso I); ou nos casos elencados nos incisos XXVI a XXVIII, do artigo 34 desta mesma Lei (inciso II). 
Assim sendo, além da cominação tripla da pena de suspensão, verifica-se a possibilidade da aplicação da 
sanção máxima ao inscrito, também nos casos de comprovação da realização de falsa prova de qualquer 
dos requisitos para a inscrição nos quadros da OAB; de inidoneidade moral para o exercício da advocacia; 
ou pela prática de crime infamante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
No Processo Disciplinar é CORRETO afirmar que a pena de Censura é aplicada ao 
profissional que 
 
 
 
solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou desonesta. 
 
 
retiver abusivamente ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança. 
 
 
incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional. 
 
 
fizer, em nome do constituinte, e sem sua autorização por escrito, imputação a terceiro de fato 
definido como crime. 
 
 
realizar sua inscrição na OAB mediante falsa prova. 
 
 
 
Explicação: 
Trata-se do inciso XV do art. 34 do EOAB em que temos uma infração ético disciplinar punível com 
censura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
(OAB/SP/adaptada) - Um Advogado, que nunca fora punido disciplinarmente, é 
processado pela OAB, sob a acusação de violação de sigilo profissional. Se 
condenado, qual a pena será aplicada àquele Advogado? 
 
 
 
Multa; 
 
 
Advertência e multa. 
 
 
Censura; 
 
 
Exclusão; 
 
 
Suspensão; 
 
 
 
Explicação: 
CENSURA - Trata-se da sanção mais branda, assim, é aplicada para infrações menos graves. Tal sanção 
não é publicada, ou seja, ninguém além do advogado e da OAB ficam sabendo do fato. Entretanto, será 
registrada nos assentamentos do inscrito (deixa de ser primário). 
São consideradas infrações disciplinares puníveis com censura: 
 A captação de novos clientes por meio de publicidade. Vale lembrar que, de acordo com as 
alterações no Código de Ética e Disciplina da OAB, o advogado pode usar a internet, incluindo as 
redes sociais, para se apresentar, porém apenas em caráter de informação. Tal apresentação não 
pode configurar a mercantilização de seus serviços e não pode ter o objetivo de angariar novos 
clientes. 
 Advogar contra literal disposição da Lei, ou seja, o advogado que pleitear contra a orientação 
pacífica dos tribunais sobre determinado assunto, sem informar ao seu cliente sobre o insucesso 
da causa, recebendo os honorários. 
 Quebra do sigilo profissional sem justa causa para tanto. 
 Abandono da causa sem justa causa ou sem o prazo de dezdias da comunicação do abandono, 
entre outros 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO Ao requerer sua inscrição nos quadros da 
OAB, Maria assinou e apresentou declaração em que afirmava não exercer cargo 
incompatível com a advocacia. No entanto, exercia ela ainda o cargo de Oficial de 
Justiça no Tribunal de Justiça do seu Estado. Pouco tempo depois, já bem 
sucedida como advogada, pediu exoneração do referido cargo. No entanto, um 
desafeto seu, tendo descoberto que Maria, ao ingressar nos quadros da OAB, 
ainda exercia o cargo de Oficial de Justiça, comunicou o fato à entidade, que 
abriu processo disciplinar para apuração da conduta de Maria, tendo ela sido 
punida por ter feito falsa prova de um dos requisitos para a inscrição na OAB. De 
acordo com o EAOAB, assinale a opção que indica a penalidade que deve ser 
aplicada a Maria. 
 
 
 
Maria não deve ser punida porque o cargo de Oficial de Justiça não é incompatível com o 
exercício da advocacia, não tendo Maria, portanto, feito prova falsa de requisito para inscrição 
na OAB. 
 
 
Maria deve ser punida com a pena de suspensão, pelo prazo de trinta dias. 
 
 
Maria deve ser punida com a pena de exclusão dos quadros da OAB. 
 
 
Maria não deve ser punida porque, ao tempo em que os fatos foram levados ao conhecimento 
da OAB, ela já não mais exercia cargo incompatível com a advocacia. 
 
 
Maria deve ser punida com a pena de suspensão dos quadros da OAB, pelo prazo de 120 dias. 
 
 
 
Explicação: 
Aplica-se a pena de exclusão nos seguintes casos: falsidade dos requisitos de inscrição (inciso XXVI); 
inidoneidade moral (inciso XXVII); crimeinfamante (inciso XXVIII); nos casos de reincidência, por três 
vezes em infrações de suspensão. Derivado do latim, do verbo excludere (excluir, afastar, repelir), 
entende-se, geralmente, o afastamento de uma coisa ou pessoa da situação ou local em que se 
encontram, ou o impedimento para que possa alguém fruir as coisas que se estabelecem pelo uso ou 
pelo direito comum. No caso, a pena de exclusão importa em excluir o infrator dos quadros da Ordem 
dos Advogados do Brasil, deixando, por isso, o mesmo, de ser advogado, e, portanto, ficando impedido 
de exercer o mandato (art. 42 do EOAB). Por se tratar da mais severa penalidade prevista no Estatuto da 
Advocacia e da OAB, para sua aplicação é necessária a manifestação favorável de dois terços dos 
membros do Conselho Seccional competente, conforme exigência contida no parágrafo único do art. 38 
do mesmo Estatuto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Como você classifica o procedimento do Advogado que aceitou patrocinar uma 
causa cível do autor e, em conluio com o Advogado do réu, não apela da 
sentença desfavorável ao seu cliente, que transita em julgado: 
 
 
 
Ele cometeu um patrocínio infiel 
 
 
Ele cometeu a violação de segredo profissional 
 
 
Ele praticou fraude processual 
 
 
Ele praticou uma lide temerária 
 
 
Ele praticou uma tergiversação 
 
 
 
 
1. 
 
 
Fabiano é conselheiro eleito de certo Conselho Seccional da OAB. No curso 
do mandato, Fabiano pratica infração disciplinar e sofre condenação, em 
definitivo, à pena de censura. Considerando a situação descrita e o disposto 
no Estatuto da OAB, o mandato de Fabiano no Conselho Seccional: 
 
 
 
será extinto, independentemente da natureza da sanção disciplinar aplicada. 
 
 
será extinto, apenas se a sanção disciplinar aplicada for de exclusão. 
 
 
será extinto, apenas se a sanção por infração disciplinar aplicada for de exclusão ou de 
suspensão. 
 
não será extinto, ainda que a sanção disciplinar for a de exclusão. 
 
 
será extinto, apenas se a sanção aplicada for de suspensão ou se for reincidente em infração 
disciplinar. 
 
 
 
Explicação: 
O artigo 66 do Estatuto da OAB (Lei n. 8.906/94) trata da extinção automática do mandato. A extinção se 
dará automaticamente pelas causas elencandas nos incisos do I a III do referido dispositivo legal, e esta 
ocorrerá, antes do final, que é a causa natural da extinção do mandato. 
 O mandato estará extinto se o (a) seu (ua) detentor (a) estiver enquadrado (a) emqualquer das hipóteses 
de cancelamento ou licenciamento, aquelas previstas nos artigos 11 e 12 do EAOAB. Também se extinguirá 
prematuramente o mandato se o seu detentor sofrer condenação em processo disciplinar. 
O terceiro motivo elencado tem caráter moralizador e sancionatório, tendo por escopo que a eleição do 
Titular (e se refere só a este) de cada órgão da OAB assume o compromisso de bem desempenhar o cargo 
para o qual foi eleito por todos os advogados (as) e, assim sendo, se não justificada sua falta consecutiva 
portrês vezes em sessão ordinária, tal ensejará a extinção do mandato, pois comorepresentante da classe, 
que o elegeu, deve bem e honradamente representá-la. E mais: não poderá o faltante ser reconduzido no 
mesmo período de mandato. O parágrafo único preconiza que em caso de extinção precoce do mandato e 
em não havendo suplente eleito, caberá ao Conselho Seccional a escolha, por eleiçãono seu âmbito, do 
substituto. 
Art. 66. Extingue-se o mandato automaticamente, antes do seu término, quando: I - ocorrer qualquer 
hipótese de cancelamento de inscrição ou de licenciamento do profissional; II - o titular sofrer condenação 
disciplinar; III - o titular faltar, sem motivo justificado, a três reuniões ordinárias consecutivas de cada 
órgão deliberativo do conselho ou da diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos Advogados, não 
podendo ser reconduzido no mesmo período de mandato. Parágrafo único. Extinto qualquer mandato, nas 
hipóteses deste artigo, cabe ao Conselho Seccional escolher o substituto, caso não haja suplente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
EXANME DE ORDEM Sobre o Conselho Federal da OAB, é CORRETO afirmar que: 
 
 
 
nenhuma das opções de respostas 
 
 
é competente para criar as Subseções e a Caixa de Assistência dos Advogados; 
 
 
é competente para decidir os pedidos de inscrição nos quadros de advogados e estagiários nas 
Seccionais; 
 
 
é competente para editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina, e os 
Provimentos que julgar necessário; 
 
 
é competente para fixar, alterar e receber contribuições obrigatórias, preços de serviços e 
multas dos advogados e estagiários. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 54, inciso V, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
(OAB 2016 - FGV - EXAME XIX - 2016.1/ADAPTADA) - As Subseções X e Y da 
OAB, ambas criadas pelo Conselho Seccional Z, reivindicam a competência para 
desempenhar certa atribuição. Não obstante, o Conselho Seccional Z defende que 
tal atribuição é de sua competência. 
Caso instaurado um conflito de competência envolvendo as Subseções X e Y e 
outro envolvendo a Subseção X e o Conselho Seccional Z, assinale a opção que 
relaciona, respectivamente, os órgãos competentes para decidir os conflitos. 
 
 
 
Todas as afirmativas estão incorretas. 
 
 
Ambos os conflitos de competência serão decididos, em única instância, pelo Conselho Federal 
da OAB. 
 
 
O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido pelo Conselho Seccional Z, 
cabendo recurso ao Conselho Federal da OAB. Do mesmo modo, o conflito entre a Subseção X e 
o Conselho Seccional Z será decidido pelo Conselho Seccional Z, cabendo recurso ao Conselho 
Federal da OAB. 
 
 
O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido pelo Conselho Seccional Z, 
cabendo recurso ao Conselho Federal da OAB. Já o conflito entre a Subseção X e o Conselho 
Seccional Z será decidido, em única instância, pelo Conselho Federal da OAB.O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido, em única instância, pelo 
Conselho Seccional Z. O conflito entre a Subseção X e o Conselho Seccional Z será decidido, em 
única instância, pelo Conselho Federal da OAB. 
 
 
 
Explicação: 
 Gladston Mamede, (2013, p.270) entende que "compete ao Conselho Federal cumprir as finalidades da 
OAB; representar judicial ou extrajudicialmente os interesses coletivos ou individuais dos advogados; 
velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia; representar, com 
exclusividade, os advogados brasileiros nos órgãos e eventos internacionais da advocacia; editar e alterar 
o Regulamento Geral, o Código de Ética e disciplina, e os provimentos que julgar necessários; assegurar 
o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais, neles intervindo quando constatar grave violação do 
Estatuto ou de seu Regulamento" 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Sobre as eleições para escolha da Diretoria do Conselho Federal: 
 
 
 
O voto é exercido pelos Presidentes dos Conselhos Seccionais junto às delegações respectivas. 
 
 
O voto é tomado por delegação e não pode ser exercido nas matérias de interesse da unidade 
que represente. 
 
 
O voto é exercido por cada membro honorários vitalício, sendo vedado aos Conselheiros eleitos 
que representem as Seccionais. 
 
 
O voto é exercido por cada conselheiro federal individualmente, sendo vedado aos membros 
honorários vitalícios. 
 
 
O voto é exercido pelos Presidentes das subseções em sessão solene. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está expresso no art. 68, § 3° do RGOAB, os conselheiros federais que 
integram as delegações das Seccionais, votam individualmente para eleger a Diretoria do Conselho 
Federal da OAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
A respeito dos órgãos da OAB, assinale a alternativa correta: 
 
 
 
As subseções são os órgãos estaduais da OAB, sendo criadas pelo Conselho Federal desde que 
haja um número mínimo de 100 advogados domiciliados profissionalmente em determinado 
Estado 
 
 
As Caixas de Assistência dos Advogados, embora não tenham personalidade jurídica própria, 
são consideradas partes autônomas dos Conselhos Seccionais 
 
 
Os Conselhos Seccionais têm sede em cada um dos Estados e no Distrito Federal, contando com 
personalidade jurídica própria e, dentre outras, tem competência para elaborar as listas de 
advogados previstas constitucionalmente, que irão integrar os Tribunais de âmbito estadual 
 
 
O Conselho Federal, com sede em Brasília, é competente para estabelecer tabela de honorários 
advocatícios, a ser observada em todos os Conselhos Seccionais 
 
 
 
Explicação: 
 As subseções podem envolver um município ou mais de um, são criadas pela Seccional. art. 58, 
II, EOAB 
 Os Conselhos Seccionais têm sede em cada um dos Estados e no Distrito Federal, contando com 
personalidade jurídica própria e, dentre outras, tem competência para elaborar as listas de 
advogados previstas constitucionalmente, que irão integrar os Tribunais de âmbito estadual - art. 
58, XIV, EOAB. 
 O Conselho Federal não organiza a tabela de honorários porque é competência do Conselho 
Seccional - art. 58, V, EOAB. 
 As Caixas de Assistência dos Advogados têm personalidade jurídica própria. art. 45, § 4°, 
EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Sobre as Caixas de Assistência dos Advogados, é INCORRETO afirmar: 
 
 
 
em benefício dos advogados, a Caixa pode promover a seguridade complementar. 
 
 
a sua diretoria é composta de cinco membros com atribuições definidas no seu Regimento 
Interno. 
 
 
em caso de sua extinção, tem seu patrimônio revertido ao Conselho Federal da OAB. 
 
 
pode sofrer intervenção, mediante deliberação do Conselho Seccional a que se vincule. 
 
 
possuem personalidade jurídica própria, destinando-se a prestar assistência aos inscritos no 
Conselho Seccional a que se vincule. 
 
 
 
Explicação: 
Em caso de extinção ou desativação, seu patrimônio se incorpora ao Conselho Seccional rescpectivo - 
art. 62,§ 6°, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Assinale a alternativa INCORRETA: Quais os 
órgãos que integram a OAB? 
 
 
 
Conselho Seccional (um em cada ente da federação), 
 
 
 
 Subseção (existem no território das Seccionais) 
 
 
 
Conselho Federal (sede em Brasília), 
 
 
 
Fórum 
 
 
 
Caixa de Assistência dos Advogados (temos uma no território de cada Seccional). 
 
 
 
Explicação: 
São órgãos da OAB, na forma do art. 45, I a IV, EOAB: 
 Conselho Federal (sede em Brasília), 
 Conselho Seccional (um em cada ente da federação), 
 Subseção (existem no território das Seccionais) e 
 Caixa de Assistência dos Advogados (temos uma no 
território de cada Seccional). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Os órgãos que integram a Ordem dos Advogados do Brasil são: 
 
 
 
O Conselho Federal, os Conselhos Distritais, as Subseções, as Caixas de 
Assistência dos Advogados e os Tribunais de Ética e Disciplina. 
 
 
O Conselho Federal, o Conselho Pleno, as Subseções, as Caixas de Assistência 
dos Advogados e os Tribunais de Ética e Disciplina. 
 
 
O Conselho Federal, os Conselhos Seccionais, as Subseções e as Caixas de 
Assistência dos Advogados. 
 
 
O Conselho Federal, os Conselhos Seccionais, as Caixas de Assistência dos 
advogados e os Tribunais de Ética e Disciplina. 
 
 
O Conselho Federal, os Conselhos Estaduais, as Subseções e os Tribunais de 
Ética e Disciplina 
 
 
 
 
1. 
 
 
A intervenção nas Subseções do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do 
Brasil poderá ocorrer por deliberação 
 
 
 
de 2/3 dos membros do Conselho Federal. 
 
 
da maioria dos membros do Conselho Federal. 
 
 
de 2/3 dos membros do Conselho Seccional. 
 
 
da maioria dos membros do Conselho Seccional, referendada pelo Conselho Federal. 
 
 
de 1/3 dos membros do Conselho Seccional. 
 
 
 
Explicação: 
O art. 60, § 6° do EOAB estabelece o quorum de 2/3 dos membros do Conselho SEccional para intervir 
nas subseções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
No exercício do mandato, o Conselheiro Federal atua no interesse da advocacia 
nacional e nas sessões do Conselho Federal. Como fica atuação de Presidentes 
das Seccionais e advogados agraciados com a medalha Rui Barbosa nas sessões 
desse conselho? 
 
 
 
 
Presidentes das Seccionais e advogados agraciados com a medalha Rui Barbosa nas sessões do 
Conselho federal têm direito a voz. 
 
 
Presidentes das Seccionais e advogados agraciados com a medalha Rui Barbosa nas sessões do 
Conselho federal não têm direito a voto, nem direito a voz. 
 
 
Presidentes das Seccionais têm direito a voz e advogados agraciados com a medalha Rui 
Barbosa nas sessões do Conselho federal não têm direito a voto, nem direito a voz. 
 
 
Presidentes das Seccionais, tem direito a voz e voto, mas os advogados agraciados com a 
medalha Rui Barbosa nas sessões do Conselho federal têm direito a voz. 
 
 
Presidentes das Seccionais e advogados agraciados com a medalha Rui Barbosa nas sessões do 
Conselho federal têm direito a voto e voz. 
 
 
 
Explicação: 
Presidentes das Seccionais e advogados agraciados com a medalha Rui Barbosa nas sessões do Conselho 
federal têm direito a voz, conforme estabelece os art. 51 e 52 do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
As advogadas Tereza, Gabriela e Esmeralda desejam integrar a lista a ser 
encaminhada ao Tribunal de Justiça dedeterminado estado da federação, para 
preenchimento de vaga constitucionalmente destinada aos advogados na 
composição do Tribunal. Tereza exerce regular e efetivamente a atividade de 
advocacia há 15 anos. Possui reputação ilibada e saber jurídico tão notório que a 
permitiu ser eleita conselheira suplente, para a atual gestão, de determinada 
subseção da OAB. Gabriela, embora nunca tenha integrado órgão da OAB, 
exerce, regular e efetivamente, a advocacia há 06 anos e é conhecida por sua 
conduta ética e seu profundo conhecimento do Direito. Por sua 
vez, Esmeralda pratica regularmente a advocacia há 10 anos. Também é 
inconteste seu extenso conhecimento jurídico. A reputação ilibada de Esmeralda 
é comprovada diariamente no corretíssimo exercício de sua função de tesoureira 
da Caixa de Assistência de Advogados da Seccional da OAB na qual inscrita. 
Sobre o caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Apenas Tereza deverá compor a lista a ser encaminhada ao Tribunal de Justiça. 
 
 
Apenas Gabriela deverá compor a lista a ser encaminhada ao Tribunal de Justiça. 
 
 
Apenas Tereza e Esmeralda deverão compor a lista a ser encaminhada ao Tribunal de Justiça. 
 
 
Tereza, Esmeralda e Gabriela poderão compor a lista a ser encaminhada ao Tribunal de Justiça. 
 
 
Nenhuma das advogadas deverá compor a lista a ser encaminhada ao Tribunal de Justiça. 
 
 
 
Explicação: 
Conforme o art. 58, inciso XIV do EOAB é vedada a indicação para listas constitucionais, pessoas 
que sejam membros do próprio Conselho e de qualquer órgão da OAB. E conforme o prov. 102/2004 é 
preciso ter, pelo emnos, 10 anos de exercício profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Sobre as Caixas de Assistência dos Advogados, é INCORRETO afirmar: 
 
 
 
possui diretoria composta de 5 ( cinco) membros. 
 
 
em benefício dos advogados, a Caixa pode promover a seguridade complementar. 
 
 
pode sofrer intervenção, mediante deliberação do Conselho Seccional a que se vincule. 
 
 
possuem personalidade jurídica própria, destinando-se a prestar assistência aos inscritos no 
Conselho Seccional a que se vincule. 
 
 
em caso de sua extinção, tem seu patrimônio revertido ao Conselho Federal da OAB. 
 
 
 
Explicação: A Caixa de Assistência dos Advogados, na forma do art. 62, § 6º do EOAB que fala da 
extinção ou desativação, tem seus patrimônio incorporado ao do Conselho Seccional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Em relação à organização da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), assinale a 
opção correta. 
 
 
 
A OAB é uma autarquia da União. 
 
 
O Conselho Seccional é órgão interno do Conselho Federal. 
 
 
Somente é possível a criação de Caixa de Assistência dos Advogados quando a seccional contar 
com mais de 1.500 inscritos. 
 
 
O presidente de seccional pode, a critério do Pleno, receber remuneração pelo exercício do 
cargo. 
 
 
A OAB está ligada ao Ministério da Justiça para fins de dotação orçamentária. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão está no art. 45, § 4° do EOAB c/c art. 58, II, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
(OAB - IV EXAME DE ORDEM UNIFICADO - FGV - 2011.1/adaptada) Em 
termos de processo disciplinar perante a OAB, é correto dizer que, havendo 
representação contra presidente de seccional, o órgão competente será o: 
 
 
 
Conselho Federal da OAB. 
 
 
Conselho Federal da OAB, quando houver impedimento de dois terços do Conselho Seccional de 
origem para o julgamento. 
 
 
Tribunal de Ética e Disciplina 
 
 
Conselho Seccional que for escolhido pelo Conselho Federal da OAB, por maioria absoluta. 
 
 
próprio Conselho Seccional, impedindo o presidente. 
 
 
 
Explicação: 
Em regra, a competência para julgar processo disciplinar é do Tribunal de Ética. Todavia, quando se 
tratar de membros do Conselho Federal e/ou Presidente dos Conselhos Seccionais, haverá um 
deslocamento de competência do Tribunal de Ética para o Conselho Federal, que ficará responsável não 
só pelo julgamento como também pelo processo destes representados (art. 51, § 3º, do CED). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
EXAME DE ORDEM Assinale a opção correta em relação ao Estatuto da OAB 
 
 
 
Uma subseção pode abranger um ou mais municípios e, ainda, partes de município. 
 
 
Uma seccional pode abranger um ou mais estados da Federação 
 
 
Uma Caixa de Assistência aos Advogados não tem personalidade própria, mas o Conselho 
Seccional a que ela se vincula, sim. 
 
 
Juntamente com a eleição do Conselho Seccional e da Subseção, os advogados elegem 
diretamente o Conselho Federal da OAB. 
 
 
Nenhuma das opções de respostas 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 60, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Os jovens Rodrigo, 30 anos, e Bibiana, 35 anos, devidamente inscritos em certa 
seccional da OAB, desejam candidatar-se,pela primeira vez, a cargos de diretoria 
do Conselho Seccional respectivo. Rodrigo está regularmente inscrito na referida 
seccional da OAB há seis anos, sendo dois anos como estagiário. Bibiana, por sua 
vez, exerceu regularmente a profissão por três anos, após a conclusão do curso 
de Direito. Contudo, afastou-se por dois anos e retornou à advocacia há um ano. 
Ambos não exercem funções incompatíveis com a advocacia, ou cargos 
exoneráveis ad nutum. Tampouco integram listas para provimento de cargos em 
tribunais ou ostentam condenação por infração disciplinar. Bibiana e Rodrigo 
estão em dia com suas anuidades. Considerando a situação narrada, assinale a 
afirmativa correta. 
 
 
 
nenhuma das alternativas anteriores 
 
Apenas Rodrigo preenche as condições de elegibilidade para os cargos. 
 
 
Apenas Bibiana preenche as condições de elegibilidade para os cargos. 
 
 
Bibiana e Rodrigo preenchem as condições de elegibilidade para os cargos. 
 
 
Nenhum dos dois advogados preenche as condições de elegibilidade para os cargos. 
uestões que será usado na sua AV e AVS. 
 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Fabiano é conselheiro eleito de certo Conselho Seccional da OAB. No curso do 
mandato, Fabiano pratica infração disciplinar e sofre condenação, em definitivo, à 
pena de censura. Considerando a situação descrita e o disposto no Estatuto da 
OAB, o mandato de Fabiano no Conselho Seccional 
 
 
 
será extinto, apenas se a sanção aplicada for de suspensão cumulada com multa. 
 
 
será extinto, apenas se a sanção aplicada for de suspensão ou se for reincidente em infração 
disciplinar 
 
 
será extinto, apenas se a sanção disciplinar aplicada for de exclusão. 
 
 
será extinto, apenas se a sanção por infração disciplinar aplicada for de exclusão ou de 
suspensão. 
 
 
será extinto, independentemente da natureza da sanção disciplinar aplicada. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento está no art. 66, inciso II, do EOAB em que se observa a extinção automática do mandato 
porque o titular sofreu condenação disciplinar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
Com relação às atribuições do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil, assinale a alternativa incorreta. 
 
 
 
Compete ao Conselho Federal elaborar seu regimento e os regimentos dos Conselhos 
Seccionais. 
 
 
Compete ao Conselho Federal adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos 
Conselhos Seccionais. 
 
 
Compete ao Conselho Federal velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização 
da advocacia. 
 
 
Compete ao Conselho Federal julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos 
Conselhos Seccionais, nos casos previstos no estatuto da OAB e no regulamentogeral. 
 
 
Compete ao Conselho Federal representar, com exclusividade, os advogados brasileiros nos 
órgãos e eventos internacionais da advocacia. 
 
 
 
Explicação: 
A competência mencionada não se refere ao Conselho Federal da OAB. Conforme o art. 58, inciso I do 
EOAB a competência é privativa do Conselho Seccional editar seu regimento Interno. O Conselho Federal 
tem sua estrutura e funcionamento definidos no regulamento geral da OAB, conforme exprime o art. 53, 
EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
As Subseções X e Y da OAB, ambas criadas pelo Conselho Seccional Z, 
reivindicam a competência para desempenhar certa atribuição. Não obstante, o 
Conselho Seccional Z defende que tal atribuição é de sua competência. Caso 
instaurado um conflito de competência envolvendo as Subseções X e Y e outro 
envolvendo a Subseção X e o Conselho Seccional Z, assinale a opção que 
relaciona, respectivamente, os órgãos competentes para decidir os conflitos. 
 
 
 
Ambos os conflitos de competência serão decididos, em única instância, pelo Conselho Federal 
da OAB. 
 
 
O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido pelo Conselho Seccional Z, 
cabendo recurso ao Conselho Federal da OAB. Já o conflito entre a Subseção X e o Conselho 
Seccional Z será decidido, em única instância, pelo Conselho Federal da OAB. 
 
 
O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido, em única instância, pelo 
Conselho Seccional Z. O conflito entre a Subseção X e o Conselho Seccional Z será decidido, em 
única instância, pelo Conselho Federal da OAB. 
 
 
Nenhuma das alternativas anteriores 
 
 
O conflito de competência entre as subseções deve ser decidido pelo Conselho Seccional Z, 
cabendo recurso ao Conselho Federal da OAB. Do mesmo modo, o conflito entre a Subseção X e 
o Conselho Seccional Z será decidido pelo Conselho Seccional Z, cabendo recurso ao Conselho 
Federal da OAB. 
 
 
 
Explicação: 
O fundamento da questão encontra-se nos artigos 57 e 58 do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
Não é da competência privativa dos Conselhos Seccionais: 
 
 
 
Criar as Subseções e a Caixa de Assistência dos Advogados. 
 
 
Editar seu regimento Interno e Resoluções. 
 
 
aprovar e modificar seu orçamento anual. 
 
 
Julgar em grau de recurso as questões decididas por seu presidente, diretoria e TED. 
 
 
dispor sobre a identificação dos inscritos na OAB e sobre os símbolos privativos. 
 
 
 
Explicação: 
A opção : "dispor sobre a identificação dos inscritos na OAB e sobre os símbolos privativos." é da 
competência do Conselho Federal, na forma do art. 54, X, EOAB. As mat´ria privativas do Conselho 
Seccional estão enecadas no art. 58, EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Qual a natureza jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil? 
 
 
 
É uma pessoa jurídica, de direito privado; 
 
 
É uma associação de classe, sem fins lucrativos; 
 
 
É uma autarquia federal; 
 
 
É uma instituição "sui generis", com personalidade jurídica e forma federativa, constituindo um 
serviço público de âmbito nacional, gozando seus bens, rendas e serviços de imunidade 
tributária total. 
 
 
É uma pessoa jurídica, de direito público; 
 
 
 
Explicação: 
Para se entender a natureza jurídica da OAB é preciso analisar a ADIN 3026-4/DF que tratou da 
constitucionalidade do § 1º do artigo 79 da lei 8906/1994 (Estatuto da OAB) cujo teor segue abaixo 
transcrito: 
Art. 79. Aos servidores da OAB, aplica-se o regime trabalhista. 
§ 1º. § 1º Aos servidores da OAB, sujeitos ao regime da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, é 
concedido o direito de opção pelo regime trabalhista, no prazo de noventa dias a partir da vigência desta 
lei, sendo assegurado aos optantes o pagamento de indenização, quando da aposentadoria, 
correspondente a cinco vezes o valor da última remuneração. O STF ao analisar a constitucionalidade 
desses dispositivos deixou consignado alguns importantes posicionamentos sobre o tema. O primeiro 
refere-se ao fato de que a OAB não se sujeita aos ditames impostos à Administração Direta e 
Indireta. Segundo o referido julgado, a OAB não é uma entidade da Administração Indireta da União. A 
Ordem é entidade sui generis por trata-se de um serviço público independente de categoria ímpar no 
elenco das personalidades jurídicas existentes no direito brasileiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
São órgãos da OAB, na forma do art. 45, I a IV, EOAB: 
I - Conselho Federal (sede em Brasília), 
II - Conselho Seccional (um em cada ente da federação), 
III - Subseção (existem no território das Seccionais), 
IV - Caixa de Assistência dos Advogados (temos uma no território de cada 
Seccional). 
Estão corretas: 
 
 
 
Somente I, II e III 
 
 
Somente I e II 
 
 
Somente III e IV 
 
 
Somente I e IV 
 
 
I, II, III e IV 
 
 
 
Explicação: 
Todas proposições se referem a órgãos da OAB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Acerca das finalidades da Ordem dos Advogados do Brasil, marque a opção 
correta: 
 
 
 
promover, com exclusividade, a representação dos advogados em toda a República Federativa 
do Brasil em demandas de responsabilização civil movidas por ex-clientes. 
 
 
defender a Constituição, a ordem jurídica estatal, a seleção e a disciplina dos advogados em 
toda a República Federativa do Brasil. 
 
 
promover, com exclusividade, a representação e a defesa dos advogados em toda a República 
Federativa do Brasil, inclusive dos que estejam em relação de emprego nos respectivos dissídios 
coletivos. 
 
 
defesa dos direitos humanos dos "humanos direitos", da boa aplicação das leis, da rápida 
administração da justiça e a fiscalização do processo eleitoral brasileiro em todos os níveis. 
 
 
defender a justiça social, pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da 
justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas. 
 
 
 
Explicação: 
As finalidades da OAB estão elencada no art. 44, do EOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
A Competência para determinar, com exclusividade, critérios no que se relaciona 
ao traje dos advogados, no exercício profissional, é atribuída ao: 
 
 
 
Juiz Diretor do Fórum onde o advogado vai atuar 
 
 
Conselho Seccional da OAB 
 
 
Caixa de Assistência do Advogado 
 
 
Conselho Federal da OAB 
 
 
Conselho Superior da Magistratura

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