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PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE 
SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
 
 
COORDENAÇÃO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAXIAS-MA 
2009 
 2 
 
 
 
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO 
MANTENEDORA: FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DO 
MARANHÃO LTDA. 
Endereço: Rua Aarão Reis no. 1000 - Centro - Caxias/ Ma 
CNPJ: 08.074.032/0001-43 
MANTIDA: FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DO MARANHÃO – 
FACEMA 
Endereço: Rua Aarão Reis n.. 1000 – Centro - Caxias / Ma 
CURSO: BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL 
DURAÇÃO: Mínima: 8 Semestres – 4 anos Máxima: 12 Semestres – 6 anos 
N. DE VAGAS: 200 (100 diurno / 100 noturno) 
COORDENADOR (A): LIANA MARIA IBIAPINA DO MONTE SIQUEIRA 
Endereço: Rua Laurindo de Castro,1738 – Horto -Teresina – PI CEP: 64.052-520 
E-mail: lianaibiapina@yahoo.com.br 
Formação: Serviço Social 
Titulação: Mestre em Serviço Social 
Regime de Trabalho: Tempo Integral 
CARGA HORÁRIA DO CURSO: 3.156 HORAS 
TÍTULO ACADÊMICO: Diploma de Curso Superior em Serviço Social 
ÁREAS DE ATUAÇÃO: Atuar na questão social, criando e implementando 
propostas para sua solução, através de políticas sociais, públicas ou privadas, de 
organizações da sociedade civil e movimentos sociais. 
BASE LEGAL: 
- Resolução CNE/CES nº. 15 de 13/03/2002 que institui as Diretrizes 
Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Serviço Social; 
- Resolução CNE/CES Nº. 2, de 18/06/2007, que dispõe sobre a carga horária 
mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de 
graduação, bacharelados, na modalidade presencial. 
 
 
 
 
 
 3 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO................................................................................................ 05 
2. JUSTIFICATIVA............................................................................................ 06 
3. NECESSIDADE SOCIAL DO CURSO......................................................... 07 
4. MISSÃO INSTITUCIONAL........................................................................... 08 
4.1. Missão do Curso........................................................................................... 09 
5. PRINCÍPIOS, DIRETRIZES E DIMENSÕES DO PROJETO DO CURSO DE 
SERVIÇO SOCIAL.............................................................................................. 
09 
5.1. Diretrizes Pedagógicas do Curso......................................................................... 10 
6. OBJETIVOS DO CURSO.................................................................................... 13 
6.1. Objetivo Geral...................................................................................................... 14 
6.2. Objetivos Específicos........................................................................................... 14 
7. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO....................................................................... 15 
7.1. Síntese Histórica do Serviço Social...................................................................... 15 
7.2. Concepção do Curso............................................................................................ 17 
7.3. Base Legal do Curso............................................................................................ 19 
8. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO............................................................ 20 
8.1. Competências e Habilidades................................................................................ 21 
9. ESTRUTURA PEDAGÓGICA.............................................................................. 23 
9.1. Organização Curricular........................................................................................ 23 
9.2. Conteúdos Curriculares....................................................................................... 26 
9.3. Coerência do Currículo com os Objetivos do Curso............................................ 27 
9.4. Matriz Curricular................................................................................................... 28 
9.5. Diagramação da Matriz Curricular........................................................................ 29 
9.6. Síntese dos Componentes Curriculares............................................................... 31 
9.7. Fluxograma das Disciplinas.................................................................................. 33 
9.8. Ementários e Referências.................................................................................... 34 
9.9. Metodologia do Desenvolvimento Curricular........................................................ 59 
9.10. Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem..................................................... 60 
 4 
9.11. Atividades Acadêmicas articuladas a formação: prática profissional e ou 
Estágio Supervisionado........................................................................................ 
 
64 
9.11.1 Estágio Supervisionado........................................................................................ 64 
9.11.2 Participação em Atividades Internas e Externas.................................................. 69 
9.11.3 Participação em Atividades Simuladas................................................................ 70 
9.11.4. Abrangência das Atividades e áreas de Formação.............................................. 70 
9.12. Atividades Acadêmicas articuladas a formação atividades complementares...... 71 
9.12.1 Mecanismos de Planejamento e Acompanhamento das Atividades 
Complementares.................................................................................................. 
 
72 
9.13. Atividades Acadêmicas articuladas a Formação Trabalho de Conclusão de 
Curso................................................................................................................... 
 
72 
10. INFRA-ESTRUTURA PARA O CURSO DE SERVIÇO SOCIAL........................ 73 
10.1. Aspectos Físicos.................................................................................................. 73 
10.2. Sala de Aula......................................................................................................... 78 
10.3. Sala de Professores e Reunião........................................................................... 78 
10.4. Gabinetes de Trabalho para Professores............................................................ 79 
10.5. Laboratório de informática................................................................................... 79 
10.6. Biblioteca.............................................................................................................. 80 
10.7. Corpo Docente..................................................................................................... 84 
10.7.1 Coordenação do Curso........................................................................................ 87 
10.7.2 Núcleo Docente Estruturante............................................................................... 87 
10.8. Atendimento ao Discente..................................................................................... 88 
10.9. Monitoria............................................................................................................... 89 
11. PESQUISA E EXTENSAO................................................................................... 89 
12. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇAO DO PROJETO...................................... 90 
 REFERENCIAS................................................................................................... 91 
 
 
 
 
 
 5 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
O presente projeto político-pedagógico do Curso de Serviço Social tem 
como compromisso desenvolvercom competência a missão da FACEMA e é fruto 
das discussões, das reflexões colhidas no acompanhamento do processo ensino-
aprendizagem, e da observação da demanda de mercado. 
O objetivo central foi elaborar uma estrutura curricular flexível, 
interdisciplinar e centrada no aluno como principal agente produtor do conhecimento. 
A diferença essencial está no ensino pautado na mudança. Nesta proposta, o 
processo ensino-aprendizagem não está voltado para a definição e reprodução de 
conteúdos julgados relevantes, mas para a construção das habilidades e 
competências necessárias à formação do profissional do Serviço Social, oferecendo 
metodologias dinâmicas, inovadoras e atualizadas sempre preocupadas com inserção 
e adaptação desses profissionais na comunidade residente. Para isso, o projeto do 
curso reflete o cotidiano da Instituição e as necessidades do mercado de trabalho, 
tomando parâmetro às diretrizes gerais da própria Instituição, considerando as 
políticas estabelecidas pelo Ministério de Educação. 
Nesta perspectiva, a FACEMA visa atender às disposições das Diretrizes 
Curriculares Nacionais para curso de graduação em Serviço Social ao projeto ético-
político da profissão, a um Projeto Político-Pedagógico e às necessidades de 
organização de conteúdos e disciplinas para tornar a estrutura curricular flexível e 
interdisciplinar. As exigências do mercado de trabalho na contemporaneidade 
requerem formação com qualidade e dinamismo, considerando a necessidade 
conjuntural da realidade brasileira. Considera-se que um projeto político-pedagógico 
centrado na autoformação do homem exige, além do rompimento da fragmentação 
dos saberes, uma nova postura dos discentes, docentes, coordenadores e diretores 
do curso. Os novos tempos reivindicam a junção das culturas humanista e científica 
originadas da fragmentação dos saberes. Quando apresentadas de modo 
incomunicável e isoladas, ambas as culturas só garantem a formação de uma 
“cabeça cheia” de informações e conteúdos, mas incapaz de organizar e utilizar o 
conhecimento. 
 6 
Partindo dessas premissas, o presente projeto político-pedagógico visa 
a formação de um profissional cidadão com participação ativa na construção de seu 
aprendizado, ético e que esteja preparado para responder às necessidades 
decorrentes das mudanças, entendendo que “ensinar é assumir a condição humana, 
ensinar a viver e ensinar como se tornar cidadão”. 
 
 
2. JUSTIFICATIVA 
 
 
Frente a um mundo caracterizado por transformações profundas na vida 
em sociedade, na produção, nos usos e costumes, nas relações entre o público e o 
privado, na divisão sócio-técnica do trabalho, a formação do profissional em Serviço 
Social necessita incorporar novas demandas emergentes que decorrem de novas 
expressões da questão social. 
Portanto, este Projeto Pedagógico do Curso de Serviço Social está 
assentado nos seguintes indicadores/problemáticas: 
 O Serviço Social se particulariza nas relações sociais de produção e 
reprodução da vida social como uma profissão interventiva no âmbito da questão 
social, expressa pelas contradições do desenvolvimento do capitalismo monopolista; 
 A relação do Serviço Social com a questão social – fundamento 
básico de sua existência – é mediatizada por um conjunto de processos sócio-
históricos e teórico-metodológicos constitutivos de seu processo de trabalho; 
 O agravamento da questão social em face das particularidades do 
processo de reestruturação produtiva no Brasil, nos marcos da ideologia neoliberal, 
determina uma inflexão no campo profissional do Serviço Social. Esta inflexão é 
resultante de novas requisições postas pelo reordenamento do capital e do trabalho, 
pela reforma do Estado e pelos movimentos de organização das classes 
trabalhadoras, com amplas repercussões no mercado profissional de trabalho; 
 O processo de trabalho do Serviço Social é determinado pelas 
configurações estruturais e conjunturais da questão social e pelas formas históricas 
de seu enfrentamento, permeadas pela ação dos trabalhadores, através das políticas 
e lutas sociais. 
Neste sentido, vasto campo de atuação para o Serviço Social descortina-
se no século XXI, por ser uma profissão de caráter sócio-político, crítico e 
 7 
interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências 
Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão 
social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a 
socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho. 
Inserido nas mais diversas áreas (saúde, previdência, educação, 
habitação, lazer, assistência social, justiça, etc) com papel de planejar, gerenciar, 
administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais, o 
assistente social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano 
da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo e de 
prestação de serviços. 
É uma profissão que possui um projeto profissional coletivo e hegemônico, 
denominado projeto ético – político, que foi construído pela categoria a partir das 
décadas de 1970 –1980 e que expressa o compromisso da categoria com a 
construção de uma nova ordem societária, mais justa, democrática e garantidora de 
direitos universais. Tal projeto tem seus contornos claramente expressos na Lei n0 
8.662/93, no código de Ética Profissional – 1.993 e nas Diretrizes Curriculares 
Nacionais. 
Face ao exposto, ressalta-se que a formação de assistentes sociais 
representa para nossa região uma das ações estratégicas na melhoria da qualidade 
da assistência prestada à população, considerando a necessidade e a relevância 
social do curso. 
Assim, a FACEMA avança no sentido da sua vocação institucional que é 
formar profissionais em várias áreas de conhecimento, garantindo a 
interdisciplinaridade, o trabalho em equipe, a visão humanista e os postulados éticos. 
 
 
3. NECESSIDADE SOCIAL DO CURSO 
 
 
O Estado do Maranhão, nos últimos vinte anos, cresceu, 
desordenadamente, em função do fluxo migratório dos trabalhadores que saíram de 
outros municípios da região nordeste para terem esperanças de dias melhores, mas 
é visível o número significativo de problemas causado pelas relações sociais 
estabelecidas na divisão social do trabalho. 
 8 
 Neste contexto, constata-se o aumento das demandas sociais, que impõe 
ao Estado a oferta de serviços que possam de fato garantir os direitos aos cidadãos 
e, nesse particular, o Serviço Social, enquanto profissão inscrita na divisão social do 
trabalho busca junto às classes subalternizadas da sociedade a inserção e re-
inserção destes segmentos nos programas sociais, estabelecendo mediações 
positivas no âmbito das instituições socais, seja na garantia dos direitos sociais aos 
usuários com os quais trabalham no cotidiano profissional, como também no resgate 
efetivo do trabalho ou da articulação com outros segmentos sociais na luta por 
melhores condições de vida. 
À medida que cresce a demanda social, a profissão de serviço social 
torna-se ainda mais imperativa, e busca várias formas de intervir na realidade social, 
uma vez que o processo de reestruturação produtiva, ou melhor, da acumulação 
capitalista em cadeia global, exclui uma grande massa de trabalhadores do mercado 
de trabalho aumentando a pobreza, o desemprego, a fome, tornando-a uma 
profissão que pode à luz de sua competência profissional elaborar e criar estratégias 
de intervenção comprometida com sujeitos sociais envolvidos em sua prática 
profissional. 
A FACEMA investe neste curso com base, também, nos seguintes 
argumentos e considerações: 
A população do ensino médio regional, a quantidade de vagas 
ofertadas na educação superior, a demanda pelo curso e as taxas brutas e líquidas 
de matriculados na educação superior, apresentadas nos Censos da Educação 
Básica e da Educação Superior, anos 2005, 2006 e 2007, elaborados pelo 
INEP/MEC e publicados, na íntegra, no site deste Instituto. 
 As políticas públicas expressas nas legislações específicas. 
 
 
4. MISSÃO INSTITUCIONAL 
 
 
A FACEMA é uma Instituição de Ensino Superior que atuará segundo seu 
Regimento Interno, pela legislação em vigor e por um marco referencial que se 
constituirá na formação integral do aluno, como cidadão e profissional, em qualquer 
um dos níveis em que atuará: Graduação, Formação de Professores, Pós-
 9 
Graduação, Extensão e Pesquisa, afirmando o primado do homem sobre as coisas, 
da ética sobre a técnica, na crença que a ciência e a técnica devam estar a serviço 
do homem. 
A FACEMA, em consonância com o Plano de Desenvolvimento 
Institucional (PDI) tem como missão: 
 Propiciar o desenvolvimento da dignidade humana, por intermédio do 
ensino, da investigação e dos serviços que prestará aos alunos, funcionários e 
comunidade de seu entorno, visando a construção de sociedade democrática justa e 
igualitária. 
Na consecução de sua missão, a FACEMA tem sua atuação pautada no 
respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana e adota normas e regimentos 
baseados em princípios democráticos, não permitindo no âmbito de suas atividades 
e em suas instalações, ações não aderentes a tais princípios, ainda que se revistam 
de caráter meramente filosófico. 
 
4.1. MISSÃO DO CURSO 
 
Formação profissional teórico-prática, humanista e empreendedora para 
responder as exigências da sociedade do século XXI, garantindo atuação 
competente, autônoma e solidária na sociedade em empreendimentos e 
Organizações públicas e privadas, visando melhoria da qualidade de vida para os 
cidadãos, através da difusão dos conhecimentos adquiridos, do incentivo à prática 
investigativa e do desenvolvimento auto-sustentável. 
 
5. PRINCÍPIOS, DIRETRIZES E DIMENSÕES DO PROJETO DO CURSO DE 
SERVIÇO SOCIAL 
 
O Projeto Pedagógico do Curso de Serviço Social da FACEMA pauta-se 
nos seguintes princípios: 
 confluência dos processos de desenvolvimento do pensamento, 
sentimento e ação; 
 formação baseada na captação e interpretação da realidade, 
proposição de ações e intervenção na realidade; 
 sensibilidade às questões emergentes do ensino e do entorno social; 
 10 
 valorização e domínio de um saber baseado no conhecimento já 
construído e que contemple o inédito; 
 reconhecimento de que o aprendizado se constitui como um processo 
dinâmico, apto a acolher a motivação do sujeito e que contemple o desenvolvimento 
do próprio estilo profissional; 
 articulação entre o ensino, a pesquisa e extensão. 
 
Este projeto pedagógico prioriza uma formação profissional que contempla 
os conteúdos essenciais, as habilidades e as competências necessárias ao 
assistente social, de modo à instrumentalizá-lo para compreensão da realidade 
social e para as diferentes intervenções, seja nos aspectos micro ou macro 
institucionais. 
 
5.1. Diretrizes Pedagógicas do Curso: 
 
 Formação do Assistente Social como resultado da articulação entre 
conteúdos, competências e habilidades adquiridas e/ou desenvolvidos durante o 
curso. 
 Proposta pedagógica está centrada no aluno como sujeito da 
aprendizagem e apoiada no professor como facilitador e mediador do processo 
ensino-aprendizagem. 
 Curso de Graduação em Serviço Social como cenário de debates de 
temas inovadores e relevantes para o exercício profissional. 
 Implementação de metodologias no processo ensinar-aprender que 
estimulem o aluno a refletir sobre a realidade social e aprenda a aprender. 
 Ter como eixo do desenvolvimento curricular as necessidades mais 
freqüentes referidas pela comunidade e identificadas pelo assistente social com base 
nos indicadores sociais e econômicos. 
 Utilização de metodologias que privilegiem a participação ativa do aluno 
na construção de conhecimentos e a integração entre os conteúdos, além de garantir 
a articulação entre ensino, investigação científica, extensão e assistência em Serviço 
Social. 
 11 
 Promoção da integração e da interdisciplinaridade em coerência com o 
eixo de desenvolvimento curricular, buscando integrar as dimensões biológicas, 
psicológicas, sociais e culturais. 
 Inclusão das dimensões éticas e humanísticas, desenvolvendo no 
aluno atitudes e valores orientados para a cidadania e solidariedade. 
 
5.2. Dimensões 
 
O processo de construção coletiva deste Projeto Pedagógico repousou em 
três dimensões: 
 Dimensão Conceitual: forneceu os fundamentos e os conceitos chave 
que configuram o paradigma orientador que subsidia o PPC; 
 Dimensão Normativa: forneceu os referenciais que fundamentam o 
PPC; 
 Dimensão Estrutural: forneceu os elementos constitutivos do PPC. 
 
Dimensão Conceitual: 
 
 Educação 
 
A FACEMA compreende que um dos fins da IES é a formação de recursos 
humanos em nível de graduação e pós-graduação e a produção de conhecimento 
por meio da pesquisa científica, para atender as necessidades da sociedade onde 
está inserida, ao mesmo tempo em que contribui para sua transformação. 
Assim, entende a IES como um dos pilares de transformação social, ainda 
que não o único. E a educação é redefinida como um movimento contínuo de: 
 
(...) produção, incorporação, reelaboração, aplicação e testagem de 
conhecimentos e tecnologias, através de um processo multidimensional de 
confronto de perspectivas e prioridades, efetivado na relação dialógica e 
participativa entre os diferentes saberes dos sujeitos sociais, negociando 
entre as partes envolvidas no ensino e aprendizagem, promovendo a 
cooperação, a solidariedade, a troca, a superação da realidade existente, 
para construção da realidade almejada, possível ou utópica (SAUPE, 
1998). 
 
 
 12 
 Serviço Social 
 
O Serviço Social é uma profissão de nível superior e pode ser exercida 
somente por profissionais diplomados em instituições de educação autorizadas pelo 
Ministério da Educação (MEC) e devidamente registrados no Conselho Regional de 
Serviço Social (CRESS). A pessoa que se forma no curso de Serviço Social é 
denominada de assistente social. 
O Código de Ética do Assistente Social, Resolução CFESS no 273/93, 
apresenta os princípios fundamentais para o exercício da profissão: 
 Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas 
políticas a ela inerentes – autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos 
sociais; 
 Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do 
autoritarismo; 
 Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial 
de toda a sociedade, com vistas á garantia dos direitos civis sociais e políticos das 
classes trabalhadoras; 
 Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da 
participação política e da riqueza socialmente produzida; 
 Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure 
universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas 
sociais, bem como sua gestão democrática; 
 Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, 
incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente 
discriminados e à discussão das diferenças; 
 Garantia do pluralismo, através do respeito às correntes profissionais 
democráticas existentes e suas expressões teóricas, e compromisso com o 
constante aprimoramentointelectual; 
 Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção 
de uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de classe, etnia e 
gênero; 
 Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que 
partilhem dos princípios deste Código e com a luta geral dos trabalhadores; 
 13 
 Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e 
com aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional; 
 Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por 
questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, opção 
sexual, idade e condição física. 
 
Neste projeto pedagógico, a profissão de Serviço Social é compreendida 
na dinâmica das contradições sociais, bem como nas mudanças que ocorrem no 
contexto sócio-histórico da realidade brasileira nos tempos atuais. Nesta perspectiva, 
entende-se que o profissional seja capaz de investigar e intervir na realidade social, 
no enfrentamento das questões sociais postas na contemporaneidade, à medida que 
ocorrem as transformações nas condições e nas relações sociais na qual se 
inscreve. 
 
Dimensão Normativa 
 
Nesta dimensão são considerados como referenciais o perfil demográfico, 
sócio econômico, epidemiológico e sanitário de Caxias, além dos Documentos e Atos 
Acadêmicos e Administrativos da FACEMA e a legislação em vigor. 
 
Dimensão Estrutural 
 
Trata dos elementos constitutivos que configuram o Projeto Pedagógico e 
o Currículo do Curso de Graduação em Serviço Social. 
 
6. OBJETIVOS DO CURSO 
 
A estrutura do curso de Serviço Social está calcada na concepção da 
profissão, bem como nos pressupostos do projeto pedagógico, onde a leitura da 
realidade social se expressa na totalidade. Sendo assim, a formação profissional é 
um processo contínuo que envolve os segmentos partícipes da formação 
profissional. 
 14 
Os pressupostos apresentam relevância à medida que o aluno esteja 
inserido na realidade social, e compreenda as particularidades e especificidades da 
profissão na complexidade social. A relação teórico-prática deve ser uma constante 
na formação profissional do aluno, tendo a prática da pesquisa como instrumento 
que crie condições de produzir conhecimentos. 
A formação profissional é compreendida na dinâmica das contradições 
sociais, possibilitando ao aluno, uma postura interventiva que ultrapasse a sala de 
aula, à medida que as ações educativas se dão no contexto institucional e num 
contexto social mais amplo. 
Sendo assim, a formação profissional do assistente social tem como 
objetivo central, a necessidade de preparar os alunos para o enfrentamento das 
questões sociais, bem como, favorecer leitura crítica sobre os desafios postos na 
complexa estrutura social, econômica e política, tornando-o capaz de investigar e 
intervir na realidade social a partir da compreensão das demandas sociais a qual 
está inserido. 
 
6.1. OBJETIVO GERAL 
 
Formar assistentes sociais éticos, críticos e competentes, em consonância 
com a legislação em vigor, capazes de articular ensino, pesquisa e extensão, 
fundamentada na realidade brasileira e com especial destaque para as realidades do 
Maranhão e de Caxias, tendo o “aprender a aprender” como referencial de sua 
atuação profissional cidadã. 
 
6.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
 Proporcionar aos acadêmicos do Curso de Serviço Social, 
oportunidades de estudos/debates numa perspectiva de formular e implementar 
políticas de intervenção social que respondam aos desafios sociais presentes nas 
realidades do Maranhão e brasileira. 
 Demonstrar os novos paradigmas teórico-metodológicos e ético-
políticos que caracterizam o ser social enquanto totalidade histórica, fornecendo 
elementos básicos fundamentais à compreensão da sociedade contemporânea e 
suas contradições; 
 15 
 Caracterizar as particularidades sócio-econômicas e culturais presentes 
na formação e desenvolvimento urbano e rural, em suas diversidades regionais e 
locais brasileiras; 
 Evidenciar o caráter contraditório do significado do Serviço Social, no 
conjunto das relações entre as classes sociais e destas com o Estado, incorporando 
no processo as dinâmicas institucionais nas esferas estatal e privada; 
 Analisar os diferentes níveis de apreensão da realidade social e 
profissional, tendo como eixo fundante da profissão o enfrentamento da questão 
social em suas múltiplas manifestações; 
 Oportunizar aos alunos, por meio do estágio supervisionado, uma 
experiência de enriquecimento da formação profissional do acadêmico em Serviço 
Social, através da aplicabilidade da teoria à prática, a partir do estudo de uma 
realidade social concreta. 
Estes objetivos do curso de Serviço Social reafirmam os compromissos 
institucionais em relação à qualidade do ensino, da pesquisa, da extensão e da 
administração, bem como com o perfil do egresso. 
 
 
7. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO 
 
7.1. SÍNTESE HISTÓRICA DO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
O Serviço Social surgiu a partir dos anos 1930, quando se iniciou o 
processo de industrialização e urbanização no país. A emergência da profissão 
encontra-se relacionada à articulação dos poderes dominantes (burguesia industrial, 
oligarquias cafeeiras, Igreja Católica e Estado varguista) à época, com o objetivo de 
controlar as insatisfações populares e frear qualquer possibilidade de avanço do 
comunismo no país. O ensino de Serviço Social foi reconhecido em 1953 e a 
profissão foi regulamentada em 1957 com a lei 3.252. A profissão manteve um viés 
conservador, de controle da classe trabalhadora, desde seu surgimento até a década 
de 1970. Com o acesso a melhores condições de vida da classe trabalhadora, no 
final dos anos 1970 e ao longo dos anos de 1980, o Serviço Social também 
experimentou novas influências: a partir de então, a profissão vem negando seu 
 16 
histórico de conservadorismo e afirma um projeto profissional comprometido com a 
democracia e com o acesso universal aos direitos sociais, civis e políticos. 
Nos anos 70, há um movimento de renovação na profissão, que se 
expressa em termos tanto da reatualização do tradicionalismo profissional, quanto de 
uma busca de ruptura com o conservadorismo. O Serviço Social se laiciza e passa a 
incorporar nos seus quadros segmentos dos setores subalternizados da sociedade. 
Estabelece interlocução com as Ciências Sociais e se aproxima dos movimentos 
sociais. 
O profissional amplia sua atuação para as áreas de pesquisa, 
administração, planejamento, acompanhamento e avaliação de programas sociais, 
além das atividades de execução e desenvolvimento de ações de assessoria aos 
setores populares. Nos anos 80, inaugura-se o debate da Ética no Serviço Social, 
buscando-se romper com a ética da neutralidade e com o tradicionalismo filosófico 
fundado na ética neotomista e no humanismo cristão. Assume-se, claramente, no 
Código de Ética Profissional, aprovado em 1986, a idéia de “compromisso com a 
classe trabalhadora”. O Código traz também outro avanço: a ruptura com o 
corporativismo profissional, inaugurando a percepção do valor da denúncia (inclusive 
a formulada por usuários). 
No âmbito da formação profissional, busca-se a ultrapassagem do 
tradicionalismo teórico-metodológico e ético-político, com a revisão curricular de 
1982. Supera-se, na formação, a metodologia tripartite e dissemina-se a idéia da 
junção entre a técnica e o político. Há, ainda, a democratização das entidades da 
categoria, com a superação da lógica cartorial pelo Conjunto CFESS/CRESS, que 
conquista destaque no processo de consolidação do projeto ético-político do ServiçoSocial. 
Nos anos 90, verifica-se, no âmbito do Serviço Social, os efeitos do 
neoliberalismo, da flexibilização da economia e reestruturação no mundo do trabalho, 
da minimalização do Estado e da retração dos direitos sociais. O Serviço Social 
amplia os campos de atuação, passando a atuar no chamado terceiro setor, nos 
Conselhos de Direitos e ocupa funções de assessoria entre outros. Discutindo a sua 
instrumentalidade na trajetória profissional, ressignifica o uso do instrumental 
técnico-operativo e cria novos instrumentos, como mediação para o alcance das 
finalidades, na direção da competência ética, política e teórica, vinculada à defesa de 
valores sócio-cêntricos emancipatórios. Partindo do pressuposto da necessidade da 
 17 
capacitação continuada, o Serviço Social busca a ultrapassagem da prática 
tecnicista, pretensamente neutra, imediatista ou voluntarista. 
Nos anos 2000, esta conjuntura provoca novas disputas em torno da 
questão social e do papel a ser cumprido pelas políticas sociais. Reduz-se a 
capacidade de mobilização em torno de projetos coletivos, o que gera novos 
desafios para a luta pela consolidação dos direitos da população usuária dos 
serviços prestados pelos assistentes sociais. 
O curso superior de Serviço Social foi oficializado no país pela Lei nº. 
1.889 de 1953. Em 27 de agosto de 1957, a Lei 3.252, juntamente com o Decreto 
994, de 15 de maio de 1962, regulamentou a profissão. Em virtude das mudanças 
ocorridas na sociedade e no seio da categoria um novo aparato jurídico se fez 
necessário de forma a expressar os avanços da profissão e o rompimento com a 
perspectiva conservadora. Hoje, a profissão encontra-se regulamentada pela Lei 
8.662, de 07 de junho de 1993, que dispõe sobre a profissão de serviço Social e dá 
outras providências, legitimando o Conselho Federal de Serviço Social e os 
Conselhos Regionais. 
Além da Lei, há o Código de Ética Profissional que veio se atualizando ao 
longo da trajetória profissional. Em 1993, após um rico debate com o conjunto da 
categoria em todo o país, foi aprovada a quinta versão do Código de Ética 
Profissional, instituída pela Resolução 273/93 do CFESS. O Código representa a 
dimensão ética da profissão, tendo caráter normativo e jurídico, delineia parâmetros 
para o exercício profissional, define direitos e deveres dos assistentes sociais, 
buscando a legitimação social da profissão e a garantia da qualidade dos serviços 
prestados. Ele expressa a renovação e o amadurecimento teórico-político do Serviço 
Social e evidencia em seus princípios fundamentais o compromisso ético-político 
assumido pela categoria. 
É imprescindível, ainda, o conhecimento da legislação social em vigor, de 
acordo com o campo de atuação do profissional (Saúde, Assistência Social, 
Previdência, Habitação, Educação, etc). Contudo, o estudo dos direitos sociais 
afirmados pela Constituição Federal de 1988 é um requisito básico, bem como as 
leis orgânicas que regulamentam a Carta Constitucional. 
 
 
 
 18 
7.2. CONCEPÇÃO DO CURSO 
 
 
O curso de Serviço Social tem como parâmetro fundamental uma 
formação generalista, voltada para a qualificação de um profissional com alto nível 
de criticidade, domínio técnico-científico e capacidade propositiva direcionada para o 
respeito a princípios éticos e para a defesa dos direitos humanos e sociais. Esta 
perspectiva destaca, fundamentalmente, na historicidade do Serviço Social, 
entendido no quadro das relações sociais entre as classes e destas com o Estado. A 
formação profissional proposta no projeto do Curso Bacharelado em Serviço Social 
viabiliza condições para capacitação teórico-metodológica e ético-política, como 
requisito fundamental para o exercício de atividades técnico-operativas, com vistas à: 
1. apreensão crítica dos processos sociais numa perspectiva de totalidade; 
2. análise do movimento histórico da sociedade brasileira, apreendendo as 
particularidades do desenvolvimento do capitalismo no país; 
3. compreensão do significado social da profissão e de seu desenvolvimento 
sócio-histórico, nos cenários internacional e nacional, desvendo as 
possibilidade de ação contidas na realidade; 
4. identificação das demandas presentes na sociedade, visando formular 
respostas profissionais para o enfrentamento da questão social, considerando 
as novas articulações entre o público e o privado. 
 
Com o pensar voltado para a formação prospectiva, antecipando os 
desafios que aguardam os egressos no futuro que ainda não se conhece o contorno, 
busca-se uma aprendizagem ativa e problematizadora, que considere em primeiro 
plano a realidade social, cultural e política de Caxias, voltada para autonomia 
intelectual, apoiada em formas criativas e estimulantes para o processo de ensino-
aprendizagem, formando profissional comprometido com a curiosidade 
epistemológica e com a resolução de problemas da realidade cotidiana. 
 
7.3. BASE LEGAL DO CURSO 
 
O presente Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Serviço Social 
está, plenamente, adequado aos atos legais que regem as áreas de educação 
superior e do Serviço Social. A saber: 
 19 
 Constituição Federal de 1988. 
 Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde Nº. 8.080, de 19/9/1990. 
 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) Nº. 9.394, de 
20/12/1996. 
 Lei do Plano Nacional de Educação (PNE) Nº. 10.172/2001. 
 Lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior Nº. 10.861, de 
14/4/2004. 
 Decreto que dispõe sobre as condições de acesso para portadores de 
necessidades especiais, a vigorar a partir de 2009, Nº. 5.296/2004. 
 Decreto que dispõe sobre as Funções de Regulação, Supervisão e Avaliação 
da Educação Superior Nº. 5.773, de 9/5/2006. 
 Resolução CNS Nº. 287, 8/10/1998, que relaciona as seguintes categorias 
profissionais de saúde de nível superior: Assistentes Sociais; Biólogos; 
Biomédicos; Profissionais de Educação Física; Enfermeiros; Farmacêuticos; 
Fisioterapeutas; Fonoaudiólogos; Médicos; Médicos Veterinários; 
Nutricionistas; Odontólogos; Psicólogos e Terapeutas Ocupacionais. 
 Resolução CNE/CES Nº. 15, de 13/03/2002, que institui as Diretrizes 
Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Serviço Social. 
 Resolução CNE/CES Nº. 2, de 18/06/2007, que dispõe sobre a carga horária 
mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de 
graduação, bacharelados, na modalidade presencial. 
 Pareceres CNE/CES Nos. 492/2001 e 1.363/2001, de 03/04/2001 e 
12/12/2001, que tratam das Diretrizes Curriculares Nacionais de Serviço 
Social. 
 Regulamentação da profissão de Assistente Social - Lei 8.662/93. Essa lei 
também cria o Conselho Federal de Serviço Social, órgão de fiscalização do 
exercício profissional e os Conselhos Regionais. 
 Código de Ética do Assistente Social, instituído pela Resolução 273/93 do 
CFESS. 
 Declaração Mundial sobre Educação Superior no Século XXI da Conferência 
Mundial sobre o Ensino Superior, UNESCO: Paris, 1998. 
 
 20 
Além da adequação à legislação, o Curso de Graduação em Serviço 
Social está pautado nas Normas Institucionais estabelecidas no Estatuto da 
Mantenedora (na esfera das suas competências) e no Regimento, Resoluções e 
outros atos internos da FACEMA. 
 
 
DADOS GERAIS DO CURSO 
 
Denominação: 
Curso de Bacharelado em Serviço 
Social 
Total de vagas anuais: 200 alunos (100 diurno e 100 noturno) 
Número de alunos por turma: 
Nº alunos em aula teórica: 50 alunos 
por sala 
Nº alunos em aula prática: 25 por aula 
prática 
Turnos : Diurno e Noturno 
Regime de matrícula: Semestral 
Integralização da carga horária do 
curso: limite mínimoe máximo: 
Será integralizado no mínimo em 8 
semestres letivos e no máximo em 12 
semestres letivos 
 
8. PERFIL DO EGRESSO 
 
A sociedade brasileira torna-se cada vez mais complexa em decorrência 
de diversos fatores, podendo-se destacar, dentre outros, a revolução tecnológica e 
sua interferência no processo assistencial e na qualidade de vida da população. 
Também a complexidade sócio-econômica tem exigido novos graus de 
especialização funcional e técnica dos profissionais de Serviço Social necessários 
para atender a demanda pelo exercício profissional nas suas diferentes áreas de 
trabalho. Desta forma, é preciso formar bacharéis com sólida base acerca dos 
fatores e princípios do Serviço Social. 
 21 
Neste sentido, O Curso de Graduação em Serviço Social tem como perfil 
do formando o egresso/profissional que atua nas expressões da questão social, 
formulando e implementando propostas para seu enfrentamento, por meio de 
políticas sociais públicas, empresariais, de organização da sociedade civil e 
movimentos sociais. Profissional dotado de formação intelectual e cultural generalista 
crítica, competente em sua área de desempenho, com capacidade de inserção 
criativa e propositiva no conjunto das relações sociais e no mercado de trabalho. 
Profissional comprometido com os valores e princípios norteadores do Código de 
Ética do Assistente Social. 
O aluno do Curso de Serviço Social deverá ser portador de cultura 
humanística, centrada em áreas do conhecimento das Ciências Humanas e Sociais, 
possuir capacidade crítica e analítica frente às realidades brasileiras, local e mundial, 
e capacidade criativa e inovadora quanto a formulação e implementação de políticas 
de intervenção social frente às mazelas sociais. Portanto, deverá ser um profissional 
capaz de: 
1. Elaborar, implementar, assessorar, coordenar e executar políticas sociais 
nas áreas de saúde, assistência e previdência, educação, habitação, crianças, 
adolescentes, idosos e outros; 
2. Elaborar, coordenar, executar e avaliar programas e projetos na área; 
3. Encaminhar providências e prestar orientação social a pessoas, grupos e à 
população em geral; 
4. Orientar os cidadãos dos diferentes segmentos sociais sobre os programas 
sociais disponíveis e democratizar o acesso a esses programas; 
5. Planejar, executar e avaliar pesquisas para o conhecimento da realidade 
social a fim de subsidiar as ações profissionais; 
6. Realizar estudos sócio-econômico com os usuários para fins de benefícios e 
serviços sociais junto a órgãos da administração pública, privada e outras entidades. 
7. Realizar vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e 
pareceres sobre matéria de Serviço Social; 
8. Prestar assessoria e consultoria aos órgãos da administração pública, 
empresas privadas e entidades, em matéria de Serviço Social; 
9. Planejar, organizar e administrar programas e projetos em unidades de 
Serviço Social. 
 
 22 
8.1. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 
 
 Competências e Habilidades Gerais: a formação profissional deve viabilizar 
capacitação teórico-metodológica e ético-política, como requisito fundamental 
para o exercício de atividades técnico-operativas, com vistas à: 
a) apreensão crítica dos processos sociais numa perspectiva de totalidade; 
b) análise do movimento histórico da sociedade brasileira, apreendendo as 
particularidades do desenvolvimento do capitalismo no país; 
c) compreensão do significado social da profissão e de seu desenvolvimento 
sóciohistórico, nos cenários internacional e nacional, desvelando as 
possibilidades de ação contidas na realidade; 
d) identificação das demandas presentes na sociedade, visando a formular 
respostas profissionais para o enfrentamento da questão social, considerando 
as novas articulações entre o público e o privado; 
e) utilização dos recursos da informática. 
 
 Competências e Habilidades Específicas: a formação profissional deverá 
desenvolver a capacidade de: 
a) formular e executar políticas sociais em órgãos da administração pública, 
empresas e organizações da sociedade civil; 
b) elaborar, executar e avaliar planos, programas e projetos na área social; 
c) contribuir para viabilizar a participação dos usuários nas decisões 
institucionais; 
d) planejar, organizar e administrar benefícios e serviços sociais; 
e) realizar pesquisas que subsidiem formulação de políticas e ações 
profissionais; 
f) prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública, empresas 
privadas e movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais e à 
garantia dos direitos civis, políticos e sociais da coletividade; 
g) orientar a população na identificação de recursos para atendimento e defesa 
de seus direitos; 
h) realizar visitas, perícias técnicas, laudos, informações e pareceres sobre 
matéria de Serviço Social; 
 23 
i) realizar estudos sócio-econômicos para identificação de demandas e 
necessidades sociais; 
j) exercer funções de direção em organizações públicas e privadas na área de 
Serviço Social; 
k) supervisionar diretamente estagiários de Serviço Social. 
 
Registra-se que o profissional de Serviço Social, conforme a Lei Nº 8.662, 
de 7 de junho de 1993, deverá apresentar, ainda, as seguintes competências e 
habilidades técnico-operativas: 
a) assumir o magistério de Serviço Social e coordenar cursos e unidades de 
ensino; 
b) estabelecer as dimensões investigativa e interpretativa como princípios 
formativos e condição central da formação profissional e da relação teoria e 
realidade; 
c) propor a interdisciplinaridade como elemento fundante no projeto de formação 
profissional, do Assistente Social; 
d) exercitar a indissociabilidade das dimensões de ensino, pesquisa e extensão; 
e) estabelecer o exercício do pluralismo como elemento próprio da vida 
acadêmica e profissional, impondo o necessário debate sobre as várias 
tendências teóricas que compõem a produção das ciências humanas e 
sociais; 
f) compreender a ética como princípio que perpassa toda a formação 
profissional; 
g) defender a indissociabilidade entre a supervisão acadêmica e formação 
profissional na atividade de estágio. 
 
 
9. ESTRUTURA PEDAGÓGICA 
 
9.1. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 
 
A FACEMA desenvolve o modelo de currículo que organiza atividades e 
experiências planejadas e orientadas que possibilite aos alunos a construção da 
trajetória de sua profissionalização, permitindo que os mesmos possam construir seu 
 24 
percurso de profissionalização com sólida formação geral, além de estimular práticas 
de estudos independentes, com vistas à progressiva autonomia intelectual e 
profissional. 
Neste sentido, os conteúdos essenciais para o Curso de Graduação em 
Serviço Social estão relacionados com as trajetórias do cidadão, da família e da 
comunidade, integrados à realidade local e nacional, buscando proporcionar a 
integralidade da formação acadêmica. 
A seqüência estabelecida para o desenvolvimento do curso permite ao 
aluno entrar em contato, o mais cedo possível, com a realidade social, segundo grau 
de complexidade compatível com o nível de informação e amadurecimento do 
mesmo. 
Com base nos Pareceres CNE/CES Nos. 492/2001 e 1.363/2001 e na 
Resolução CNE/CES Nº 15/2002, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do 
Curso de Graduação em Serviço Social – Bacharelado, o presente projeto 
pedagógico objetiva dotar o assistente social dos conhecimentos requeridos para o 
exercício das competências e habilidades gerais e específicas. 
Este Projeto pedagógico garante conteúdos curriculares relevantes, 
atualizados e coerentes com os objetivos do curso ecom o perfil do egresso, com 
dimensionamento da carga horária para o seu desenvolvimento e sendo 
complementados por atividades extraclasse, definidas e articuladas com o processo 
global de formação. 
O presente currículo assume estrutura curricular com ênfase no formato 
horizontal, onde os temas transversos funcionam como elementos de integração. 
Esta estruturação busca possibilitar à formação do assistente social generalista, 
crítico, reflexivo, competente nos aspectos científico, técnico, social, político, ético e 
habilitado a intervir. 
A base principal da construção deste Projeto pedagógico e do currículo 
são as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Serviço Social 
(Resolução CNE/CES nº 15, de 13 de março de 2002). A formação do assistente 
social está alicerçada nas características regionais, nas condições objetivas da 
Instituição formadora e nos serviços, possibilitando uma formação de cunho 
generalista, visando um profissional comprometido com a transformação da 
realidade social, por meio de uma ação competente tanto técnica como 
politicamente. A dinâmica curricular adotada pelo curso subsidia o aluno para uma 
 25 
leitura crítica dos problemas do País e seus impactos locais e regionais que deverão 
ser assumidos pelo egresso como imperativo ético para definir sua forma de inserção 
no mercado de trabalho. 
É preciso destacar que ao buscar a interdisciplinaridade, a FACEMA 
formará profissional mais aberto, flexível, solidário, democrático e crítico. O mundo 
atual precisa de profissionais com uma formação cada vez mais polivalente para 
enfrentar uma sociedade na qual a palavra mudança é um dos vocábulos mais 
freqüentes e onde o futuro tem um grau de imprevisibilidade como nunca em outra 
época da história da humanidade. 
A visão da organização curricular justifica a opção por uma matriz 
curricular que agrega muitas inovações, rompendo com a estrutura formal aplicada 
anteriormente na formação em Serviço Social, passando a ser compreendido como 
um curso que possibilita a articulação dos vários saberes necessários para entender 
o homem/mulher em suas múltiplas necessidades: aspectos sociais, econômicos, 
culturais, éticos, afetivos, biológicos, guiados pelos seguintes princípios 
pedagógicos: 
 visão da multidimensionalidade do fazer em Serviço Social: adoção de 
estratégias de ensino-aprendizagem que valorizam a seleção e a exploração de 
conteúdos que integrem funções assistenciais, administrativas, educativas e 
investigativas inerentes ao papel do assistente social nos diferentes níveis de 
atenção e nas diferentes áreas de trabalho; 
 valorização da formação em situações de trabalho aproximando os alunos da 
realidade dos serviços com o compromisso crítico de contribuir para sua melhoria, 
dando sentido social ao curso; 
 estímulo à postura de dúvida e de problematização frente aos conhecimentos que 
se apresentam como provisórios e passíveis de questionamento e de superação; 
 assunção do diálogo plural e do respeito ao pensamento divergente como eixo 
para o desenvolvimento das práticas de ensino e de estágio mais instigantes e 
criativas e preocupadas com a autonomia indispensável ao exercício profissional 
no século XXI; 
 adoção da ética, cidadania, pluralidade cultural e ecologia como eixos 
transversais a serem desenvolvidos por todos os professores em suas práticas de 
ensino-aprendizagem, visando a formação crítica do profissional; 
 26 
 reconhecimento da natureza coletiva do processo de trabalho e da positividade 
pedagógica de se discutir as contradições e os conflitos implicados no confronto de 
projetos históricos que espelham visões de mundo diferenciadas historicamente e 
que só serão superados historicamente; 
 ocupação de outros espaços educativos que não aqueles restritos a sala de aula. 
O Coordenador do Curso desempenha papel integrador e organizador na 
gestão da matriz curricular, construída, conjuntamente, com o corpo docente e 
principalmente com o Núcleo Docente Estruturante (NDE), buscando integrar o 
conhecimento das várias áreas. Para a implementação e execução da matriz 
curricular, o Coordenador trabalhará com os professores, através de reuniões 
semanais antes do início de cada semestre, com o intuito de todos discutirem sobre 
os conteúdos abordados e os que serão trabalhados, metodologia, cronograma com 
base na articulação dos conteúdos. Ao final das reuniões os professores entregam 
os Planos de Ensino contendo, no mínimo: ementa, carga horária, objetivos, 
conteúdo, cronograma, metodologia, avaliação e referências bibliográficas. 
Outros aspectos considerados no processo de formação são as 
transformações da profissão, os avanços científicos e tecnológicos, as demandas do 
mercado de trabalho e, principalmente, as necessidades dos grupos populacionais 
em todo ciclo vital, considerando os perfis demográfico, sócio-econômico e 
epidemiológico municipal, estadual, regional e nacional. 
A carga horária total do curso é de 3.156 horas, distribuídas em quatro 
anos (8 semestres), contemplando todas as atividades teóricas, práticas, 
complementares, estágio curricular supervisionado e trabalho de conclusão de curso 
(TCC), bem como todas as recomendações previstas na Resolução CNE/CES nº 
15/2002, de 13 de março de 2002, que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares 
Nacionais de Serviço Social. 
 
9.2. CONTEÚDOS CURRICULARES 
 
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em 
Serviço Social, os conteúdos essenciais para o Curso de Graduação em Serviço 
Social devem superar as fragmentações do processo de ensino e aprendizagem, 
abrindo novos caminhos para a construção de conhecimentos como experiência 
 27 
concreta no decorrer da formação profissional. Sustenta-se no tripé dos 
conhecimentos constituídos pelos núcleos de fundamentação da formação 
profissional, quais sejam: 
 
 núcleo de fundamentos teórico-metodológicos da vida social, que compreende 
um conjunto de fundamentos teórico-metodológicos e ético-políticos para conhecer o 
ser social; 
 núcleo de fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade brasileira, que 
remete à compreensão das características históricas particulares que presidem a 
sua formação e desenvolvimento urbano e rural, em suas diversidades regionais e 
locais; 
 núcleo de fundamentos do trabalho profissional, que compreende os elementos 
constitutivos do Serviço Social como uma especialização do trabalho: sua trajetória 
histórica, teórica, metodológica e técnica, os componentes éticos que envolvem o 
exercício profissional, a pesquisa, o planejamento e a administração em Serviço 
Social e o estágio supervisionado. 
Os núcleos englobam um conjunto de conhecimentos e habilidades que 
se especifica em atividades acadêmicas, enquanto conhecimentos necessários à 
formação profissional. Essas atividades, a serem definidas com o Núcleo Docente 
Estruturante - NDE se desdobram em disciplinas, seminários temáticos, 
oficinas/laboratórios, atividades complementares e outros componentes curriculares. 
 
9.3. COERÊNCIA DO CURRÍCULO COM OS OBJETIVOS DO CURSO 
 
A coerência do currículo com os objetivos gerais e específicos do Curso 
de Serviço Social da FACEMA é estabelecida através da organização curricular e 
metodológica. A dinâmica do currículo permite ao aluno, desde os primeiros 
semestres do curso, desenvolver aprendizado complementar através de eventos 
oferecidos pela IES, palestras, estágios, monitorias, visitas técnicas, seminários 
entre outras. A estrutura curricular permite integração e inter-relação de conteúdos 
abordados nas disciplinas básicas e profissionalizantes, possibilitandoa 
consolidação dos conhecimentos e progressiva autonomia intelectual do acadêmico, 
bem como o desenvolvimento das habilidades e competências exigidas para o 
 28 
exercício das atividades em Serviço Social. O currículo inclui disciplinas das 
principais áreas de abrangência do profissional de Serviço Social, formando dessa 
maneira um profissional generalista. 
As disciplinas e atividades do currículo do Curso estão distribuídas em 
séries semestrais, inclusive as Atividades Complementares, que serão oferecidas 
dentro da seriação e de acordo com as normas específicas, que integram este 
projeto. 
 
9.4. MATRIZ CURRICULAR 
 
O modelo de currículo é o integrado que prevê a articulação, de forma 
dinâmica, da teoria e prática, por meio da integração dos conteúdos e abordagem de 
temas transversais como ética, cidadania, solidariedade, justiça social, inclusão e 
exclusão social, ecologia, cultura e outros, tendo como eixo estruturante os 
objetivos, o perfil do egresso e as competências gerais e específicas 
apresentados neste Projeto Pedagógico. Esta modalidade curricular requer a 
adoção da metodologia ativa e da problematização, do método ação-reflexão-
ação e da abordagem interdisciplinar. 
Estes elementos curriculares estão coerentes com a concepção que 
fundamenta a construção deste Projeto. Porém, registra-se que o alcance, na 
plenitude, do currículo integrado, da metodologia da problematização e da 
abordagem interdisciplinar requer trabalho acadêmico e administrativo do tipo 
processual, democrático e coletivo, visando desconstruir a cultura pedagógica ainda 
hegemônica nas Instituições de Educação Superior; montar as bases e definir as 
estratégias para a integração inicial possível e evoluir na construção da integração, 
problematização e interdisciplinaridade por meio de sucessivas aproximações com o 
ideal preconizado na literatura. 
Neste contexto, este Projeto propõe o modelo de currículo que organiza 
atividades e experiências planejadas e orientadas de modo a possibilitar aos alunos 
a construção da trajetória de sua profissionalização, permitindo que os mesmos 
possam construir seu percurso de profissionalização com sólida formação geral, 
além de estimular práticas de estudos independentes com vistas à progressiva 
autonomia intelectual e profissional. 
 29 
9. 5. DIAGRAMAÇÃO DA MATRIZ CURRICULAR 
 
 
 
 
1º SEMESTRE CH 
Filosofia Geral 72 
Introdução a Sociologia 72 
Introdução ao Serviço Social 72 
Metodologia do Trabalho Científico 72 
 Economia Política I 
72 
TOTAL 360 
2º SEMESTRE 
Sociologia Brasileira 72 
Questão Social e Serviço Social 72 
Psicologia Geral 72 
Economia Política II 72 
Formação Sócio histórico do Maranhão 
72 
TOTAL 360 
3º SEMESTRE 
Teoria do Serviço Social I 
72 
Fundamentos Históricos Teórico-metodológicos do 
Serviço Social I 
72 
Antropologia Social 72 
Psicologia Social 72 
Direito de Legislação Social 72 
TOTAL 360 
4º SEMESTRE 
 
Teoria do Serviço Social II 
 
72 
Fundamentos Históricos Teórico-metodológicos do 
Serviço Social II 
 
72 
Sociedade Civil e Movimentos Sociais 72 
Política Social I 72 
Identidades Culturais e Serviço Social no Brasil 72 
TOTAL 360 
 30 
5º SEMESTRE 
Processo de Trabalho do Serviço Social I 72 
Fundamentos Históricos Teórico-metodológicos do 
Serviço Social III 
72 
Política social II 72 
Ética Profissional em Serviço Social 72 
Pesquisa Social I 
72 
TOTAL 360 
6º SEMESTRE 
Processo de Trabalho do Serviço Social II 72 
Fundamentos Históricos Teórico-metodológicos do 
Serviço Social IV 
72 
Pesquisa Social II 72 
Política Social III 72 
Planejamento Social 
72 
Administração em serviço social 72 
TOTAL 432 
7º SEMESTRE 
Processo de Trabalho do Serviço Social III 72 
Pesquisa Social III 72 
Tópicos Especiais em Serviço Social I 36 
Estágio Supervisionado em Serviço Social I 200 
TOTAL 380 
8º SEMESTRE 
Seminários de Práticas 36 
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) 72 
Estágio Supervisionado em Serviço Social II 200 
Tópicos Especiais em Serviço Social II 36 
TOTAL 344 
Atividades Complementares 200 
CARGA HORÁRIA TOTAL 3156 
 
 
 
 
 31 
 9.6. SÍNTESE DOS COMPONENTES CURRICULARES 
 
• DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA – 864 HORAS 
DISCIPLINAS CARGA HORÁRIA 
I Bloco 
Filosofia Geral 
72 
Introdução a Sociologia 
72 
Economia Política I 
72 
Metodologia do Trabalho Científico 
72 
II Bloco 
Sociologia Brasileira 
72 
Psicologia Geral 
72 
Economia Política II 
72 
III Bloco 
Direito e Legislação Social 72 
Antropologia Social 
72 
Psicologia Social 
72 
IV Bloco 
Identidades Culturais e Serviço Social no Brasil 
72 
VI Bloco 
 
Administração em Serviço Social 
72 
TOTAL 
864 
 
• DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – 2.092 HORAS 
DISCIPLINAS CARGA HORÁRIA 
I Bloco 
 
Introdução ao Serviço Social 
72 
II Bloco 
Questão Social e Serviço Social 
72 
Formação Sócio histórico do Maranhão 
72 
III Bloco 
Teoria do Serviço Social I 
72 
Fundamentos Históricos Teórico-metodológicos do 
Serviço Social I 
 
72 
 32 
 
IV Bloco 
 
Teoria do Serviço Social II 
72 
Fundamentos Históricos Teórico-metodológicos do 
Serviço Social II 
72 
Sociedade Civil e Movimentos Sociais 
72 
Política Social I 
72 
V Bloco 
 
Processo de Trabalho do Serviço Social I 
72 
Fundamentos Históricos Teórico-metodológicos do 
Serviço Social III 
72 
Pesquisa Social I 
72 
Política Social II 
72 
Ética Profissional em Serviço Social 
72 
VI Bloco 
Processo de Trabalho do Serviço Social II 
72 
Fundamentos Históricos Teórico-metodológicos do 
Serviço Social IV 
72 
Pesquisa Social II 
72 
Política Social III 
72 
Planejamento Social 
72 
VII Bloco 
Processo de Trabalho do Serviço Social III 
72 
Pesquisa Social III 
72 
Tópicos Especiais em Serviço Social I 
36 
Estágio Supervisionado em Serviço Social I 
200 
VIII Bloco 
 
Seminários de Práticas 
36 
Tópicos Especiais em Serviço Social II 
36 
Trabalho de Conclusão de Curso 
72 
Estágio Supervisionado em Serviço Social II 
200 
TOTAL 
2092 
 FORMAÇÃO COMPLEMENTAR 
Atividades Complementares 
Carga horária 
200 
TOTAL GERAL 
3.156 
 33 
9.7. FLUXOGRAMA DAS DISCIPLINAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1º 
PERÍODO 
 
360H 
Filosofia 
Geral 
 
72H 
Introdução a 
Sociologia 
 
72H 
Introdução 
ao Serviço 
Social 
72H 
 
 
Economia 
Política I 
72H 
 
Metodologia 
do Trabalho 
Científico 
72H 
 
2º 
PERÍODO 
 
360H 
 
Sociologia 
Brasileira 
 
72H 
 
 
Questão 
Social e 
Serviço 
Social 
72 H 
 
 
Psicologia 
Geral 
72H 
 
Formação 
Sócio 
Histórico do 
Maranhão 
72H 
 
 
 
 
 
3º 
PERÍODO 
 
360H 
 
Teoria do 
Serviço Social 
I 
 
72H 
 
 Fundamentos 
Históricos 
Teórico-
metodológicos 
do Serviço 
Social I 
72H 
Antropologia 
Social 
72H 
 
Direito e 
Legislação 
Social 
 
72H 
 
Psicologia 
Social 
 
72H 
 
 
4º 
PERÍODO 
 
360H 
 
Teoria do 
Serviço Social 
II 
 
 72h 
 
Fundamentos 
Históricos 
Teórico-
metodológicos 
do Serviço 
Social II 
72H 
 
Sociedade 
Civile 
Movimentos 
Sociais 
72H 
 
Identidades 
Culturais e 
Serviço 
Social no 
Brasil 
72H 
 
Política Social I 
 
 72H 
 
5º 
PERÍODO 
 
360H 
 
Processo de 
Trabalho do 
Serviço 
Social I 
72H 
 
Fundamentos 
Históricos 
Teórico-
metodológicos 
do Serviço 
Social III 
72h 
Pesquisa 
Social I 
 
 
72H 
 
Ética 
Profissional 
em Serviço 
Social 
72H 
Política Social 
II 
 72H 
 
6º 
PERÍODO 
 
432H 
 
Processo de 
Trabalho do 
Serviço 
Social II 
72H 
 
Fundamento
s Históricos 
Teórico-met. 
do Serviço 
Social IV 
72H 
 
Pesquisa 
Social II 
 
72H 
 
 
Política 
Social III 
 
72H 
 
 
Planejam
ento 
Social 
72H 
 
7º 
PERÍODO 
 
384H 
 
Processo de 
Trabalho do 
Serviço Social 
III 
72H 
 
Pesquisa 
Social III 
 
72H 
 
Estágio 
Supervisionad
o em Serviço 
Social I 
 
200H 
 
Topicos 
especiais em 
Serviço social I 
 
36H 
 
8º 
PERÍODO 
 
384H 
 
Seminários de 
Práticas 
 
36H 
Trabalho de 
Conclusão de 
Curso (TCC) 
 
72H 
 
Estágio 
Supervisionad
o em Serviço 
Social II 
 
200H 
 
Topicos 
especiais em 
Serviço social 
II 
 
36H 
 
Economia 
Política II 
72H 
 
Administraçã
o em Serviço 
Social 
72H 
 
 34 
9.8. EMENTÁRIOS E REFERÊNCIAS 
 
1º SEMESTRE 
 
FILOSOFIA GERAL 
 
EMENTA: Requisitos básicos da Iniciação à Filosofia. Filosofia e Ciência. Filosofia 
contemporânea. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
ARANHA, Maria L. e MARTINS, Maria H. Filosofando: Introdução à Filosofia. 
Moderna: 1988. 
 
LUCKESI, Cipriano Carlos, PASSOS, Elizete Silva. Introdução à filosofia: 
aprendendo a pensar. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2000. 
 
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 12 ed. São Paulo: Ática, 2001. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
BUZZI, Arcângelo R. Introdução ao pensar: o ser, o conhecimento, a linguagem. 15 
ed. Petrópolis: Vozes, 1986. 
 
MONDIN, B. Introdução à filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1980. 
 
PRADO, Caio. O que é filosofia. 6 ed. São Paulo: Brasiliense, 1984. 
 
DESCARTES, R. Discurso do Método. Trad. Eurico Corvisieri. São Paulo: Nova 
Cultural, 2004 (coleção “os pensadores”). 
 
INTRODUÇÃO A SOCIOLOGIA 
 
EMENTA: Origem da sociologia. Contribuições teóricas e metodológicas para a 
compreensão da sociedade. Estrutura Social. Estratificação Social. Controle social. 
Mudança Social. 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. S.Paulo: Brasiliense, 1985. 
TOMAZI, N. D. (coord). Indivíduo e Sociedade IN: Iniciação a Sociologia. 2ª ed. 
São Paulo: Atual, 2000. 
DIAS, Reinaldo. Introdução à Sociologia. São Paulo: Ed. Prentice Hall Brasil, 2004. 
 35 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
TOMAZI, N. D. (coord) Trabalho e Sociedade. IN: Introdução à Sociologia. 2ª ed. S. 
Paulo: Atual, 2000. 
BARBOSA. M. L. de Oliveira. Et al. Um toque de Clássicos: Marx, Durkheim, 
Weber. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002. 
FORACCHI, Marialice Mencarini. Martins, José de Souza. Sociologia e Sociedade 
(Leituras de introdução à Sociologia). Rio de Janeiro: LTC, 2002. 
TURNER. Jonathan H. Sociologia: conceitos e aplicações. São Paulo: Makron 
Books. 1999. 
COSTA, Cristina. Sociologia-Introdução à sociedade. São Paulo: Moderna Editora, 
2005. 
 
INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL 
 
EMENTA: . A institucionalização do Serviço Social no contexto do capitalismo. Perfil 
profissional e dimensão ético-política da profissão. Mercado de trabalho do 
profissional de Serviço Social na atualidade. O cotidiano e a prática profissional e 
áreas de atuação. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
ESTEVÃO, Ana Maria Ramos. O que é serviço social. São Paulo: Brasiliense, 
1984. 
IAMAMOTO, Marilda Vilella. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e 
formação profissional. 4.ed., São Paulo: Cortez, 2001. 
 
MARTINELLI, Maria Lúcia. Serviço social: identidade e alienação. 6.ed., São Paulo: 
Cortez, 2000. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
BATTINI, Odária. Assistência Social: constitucionalização, representação e 
práticas. S. Paulo: Veras, 1998. 
 
CASTRO, Manoel Manrique. História do Serviço Social na América Latina. São 
Paulo: Cortez, 1984. 
 
 36 
IAMAMOTTO, Marilda. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. São Paulo: 
Cortez, 1982. 
 
TORRES, Iraildes Caldas. As primeiras damas e a Assistência Social – Relações 
de guerra e poder. S. Paulo: Cortez, 2002. 
 
FALEIROS, Vicente de Paula. Estratégias em serviço social. São Paulo: 
Cortez,1997. 
 
 
METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO 
 
EMENTA: O conhecimento científico. A pesquisa científica. Metodologia do trabalho 
científico: projeto de pesquisa. Relatório de pesquisa. A pesquisa como ato cotidiano. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. S. Paulo: Cortez, 1992. 
 
LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Cientifica. S. Paulo: Atlas, 1983. 
 
AZEVEDO, Tasso Resende de. Buscando Recursos para seus Projetos. S. Paulo: 
Texto Novo, 1998. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
BECKER, Fernando. Apresentação de trabalhos escolares. 16 ed. Porto Alegre: 
Multilivro, 1996. 
 
FURASTE, Pedro Augusto. Normas técnicas para o trabalho científico. 
Explicitação das Normas da ABNT, 2003. 
 
 
ECONOMIA POLÍTICA I 
EMENTA: Noções gerais de economia política. Os métodos da ciência econômica. 
As escolas econômicas quanto aos métodos. As escolas e doutrinas econômicas. 
Desenvolvimento histórico da economia e sua relação com as demais ciências. Os 
conceitos fundamentais da economia política. Os fatores de produção. 
 
 37 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
HUNT, E. K & Sherman, H.J. História do pensamento econômico. Rio de Janeiro. 
Vozes, 1991. 
 
GASTALDI, J. Petrelli. Elementos de economia política. 16 ed. São Paulo. Saraiva, 
1995. 
 
MARX, Karl. O capital: crítica a economia política. São Paulo: Abril cultural, 2002. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
 
RICARDO, David. Teoria, valor e trabalho. São Paulo: Nova Cultural, 1985. 
 
KEYNES, J. M. A teoria geral do emprego, dos juros e da moeda. São Paulo: 
Nova Cultural, 1985. 
 
SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre a sua natureza e suas 
causas. São Paulo: Nova Cultural,1985. 
 
 
2º SEMESTRE 
SOCIOLOGIA BRASILEIRA 
 
EMENTA: Problemas sócio-culturais e econômicos na contemporaneidade. 
Focalização científica dos principais problemas sócio-culturais e econômicos 
enfrentados pelo Brasil. Enfoques nacionais, regionais e locais. 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Ed. Companhia 
das Letras, 2007. 
 
IANNI, Octávio. Raças e classes sociais no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2004. 
 
COSTA, Carlos A. Estrutura de classe e mobilidade social. São Paulo: EDUSC, 
2007. 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
DOWBOR, Ladislau et al. Desafios da globalização. São Paulo: Vozes, 2002. 
 38 
 
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. 
Globo, 2006. 
 
FREIRE, Gilberto. Casa grande e senzala. Rio de Janeiro: Global editora, 2006. 
 
 
QUESTÃO SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL 
 
EMENTA: Emergência, significados, desenvolvimento e configuração da questão 
social no Brasil nas diferentes conjunturas históricas; metamorfoses atuais da 
questão social na realidade brasileira e suas relações no contexto mundial desse 
debate. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Rio 
de Janeiro: Vozes, 1998. 
 
PASTORINI, Alejandra. A categoria questão social em debate. SãoPaulo: Cortez, 
2004. 
 
CERQUEIRA Filho, Gisálio. A questão social no Brasil: crítica do discurso político. 
Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 1982. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
IAMAMOTO, Marilda Vilela e Carvalho, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social 
no Brasil. São Paulo, Cortez, 1982. 
 
NETO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social pós 
64. São Paulo, Cortez, 1994. 
 
COHN, A. Reconfigurações da questão social no Brasil. Observatório da 
Cidadania, Rio de Janeiro: IBASE, v. 7, 2003. 
 
PSICOLOGIA GERAL 
EMENTA: Breve contextualização da psicologia, sua diversidade e teorias atuais 
para melhor compreender o ser humano, da primeira infância à velhice, os processos 
 39 
básicos do comportamento como a percepção, emoção, motivação, inteligência, 
aprendizagem, pensamento e a influência dos meios de comunicação. 
Comportamento Social. Interação e Influência Social. Saúde ou doença mental. 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
ATKINSON, Rita L. & Atkinson Richard C. Introdução à Psicologia.13ªed.Editora 
ArtMed,Porto Alegre,2002. 
ABIBI, J.A. Damásio. Teorias do comportamento e subjetividade na psicologia. 
São Carlos: Editora da UFSCar,1997. 
SKINNER, B.F. Ciência e comportamento humano. São Paulo: Martins Fontes, 
1985. 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
DALGALARRONDO, Paulo. Psicpatologia e Semiologia dos Transtornos 
Mentais.Editora Art Med,Porto Alegre,2000 
PAPALIA, Diane E. & Olds, Sally Wendkos.Desenvolvimento Humano. 7ª 
edição.Editora ArtMed,Porto Alegre,2000. 
MILLON, T. Teorias de psicologia e personalidade. São Paulo: Interamericana, 
1979. 
TODOROV, J.C. A psicologia como o estudo de interações. In: _____. Psicologia: 
Teoria e Pesquisa. Brasília, v. 5. n. 3. 
 
ECONOMIA POLÍTICA II 
Ementa: Formação econômica do Brasil. Desigualdades regionais. Economia 
brasileira contemporânea e as relações com o sistema capitalista. Os impactos da 
mundialização sobre a economia brasileira. 
 
Bibliografia: 
BAER,W. A Economia Brasileira.. São Paulo. Nobel 
 
BAUMANN, R. (org.) O Brasil e a Economia Global. Rio de Janeiro. Campus, 1996. 
 
GIAMBIAGI, F et alli Economia Brasileira Contemporânea. Rio de Janeiro. Campus. 
 
 40 
ABREU, M. de Paiva (org). A Ordem do Progresso: cem anos de política 
econômica republicana. São Paulo. Campus, 1990. 
 
FURTADO, C. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1987. 
 
MELO, J. M. C. O Capitalismo Tardio. São Paulo: Brasiliense, 1982. 
 
 
BRUM, Argemiro J. Desenvolvimento econômico brasileiro. 15 ed., Rio de 
Janeiro, Vozes, 1995. 
 
 
 
FORMAÇÃO SOCIO HISTÓRICO DO MARANHÃO 
EMENTA: Expressões e vivências da questão social no Estado, destacando as 
principais problemáticas sociais que afligem a sociedade maranhense 
contemporânea, em especial as populações pobres. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
ROSANVALLON, Pierre. A Nova Questão Social: repensando o Estado 
Providência. Brasília: Instituto Teotônio Vilela, 1998. 
IAMAMOTO, Marilda Villela. Mundialização do capital, "questão social" e Serviço 
Social no Brasil. Em Pauta. Rio de Janeiro, v. 21, 2008. 
___________ . A Questão Social no capitalismo. Revista Praia Vermelha Estudos 
de Política e Teoria Social, UFRJ - PPGSS, v. 8, p. 56-83, 2003. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
COHN, A.; Fonseca, A. M. Bolsa-Família e a questão social. Teoria e Debate, São 
Paulo, v. 57, 2004. 
 
 
3º SEMESTRE: 
 
TEORIA DO SERVIÇO SOCIAL I 
 
 41 
EMENTA: Disciplina de oferta aberta e múltipla, de aprofundamento de temas 
teórico-metodológicos com abordagem interdisciplinar no campo das doutrinas 
políticas e as interfaces com o Serviço Social. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
DEMO, Pedro. Política Social do conhecimento: sobre futuros do combate à 
pobreza. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2000. 
 
BEHRING, Elaine Rossetti. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e 
perdas dos direitos. São Paulo: Cortez, 2003. 
 
VIEIRA, Evaldo. Estado e Miséria Social no Brasil: de Getúlio Vargas a Geisel. 4 
ed. S. Paulo: Cortez, 1985. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
BEHRING, Elaine Rossetti. Política social no capitalismo tardio. S. Paulo: Cortez, 
1998. 
 
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICO - METODOLÓGICOS DO SERVIÇO 
SOCIAL I 
EMENTA: Significado e configurações gerais do Serviço Social na Europa, Estados 
Unidos e América Latina. Análise da trajetória teórico-prática do Serviço Social no 
contexto da realidade social brasileira no período dos anos 1930 a 1950, 
destacando: surgimento e processo de institucionalização do Serviço Social no 
Brasil; as influências das matrizes do pensamento social da Igreja Católica e do 
positivismo; as demandas e respostas teórico-práticas da profissão contidas no 
Serviço Social de Caso, Grupo e de Comunidade. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
SETÚBAL, Aglair Alencar. Alguns aspectos da história do Serviço Social no 
Brasil. In: Serviço Social e Sociedade, nº 12, São Paulo, Cortez, 1983. 
 
CASTRO, Manuel Manrique. História do Serviço Social na América Latina. São 
Paulo: Cortez, 1993. 
 
IAMAMOTTO, Marilda Vilela. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço 
de uma interpretação histórica-metodológica. São Paulo: Cortez, 1996. 
 42 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
VIEIRA, Balbina Ottoni. História do serviço social: Contribuição para a construção 
de sua teoria. 5ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 1989. 
 
AGUIAR, Antonio Geraldo de. Serviço Social e Filosofia: das origens a Araxá. 5 ed. 
São Paulo: Cortez, 1995. 
 
IAMAMOTO, Marilda Vilella. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e 
formação profissional. 4.ed., São Paulo: Cortez, 2001. 
 
ANTROPOLOGIA SOCIAL 
EMENTA: Antropologia sociocultural. Identidade e expressões culturais regionais e 
locais. Questões ético-raciais. Família, gênero e violência na cultura brasileira. 
Expressões multiculturais. 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
CHAUÍ, Marilena. Brasil: mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Ed. 
Perseu Abramo, 2000. 
LIENHARDT, Godfrey. Antropologia social. Rio de Janeiro: Zahar, 1973. 
DA Matta, Roberto. Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema 
brasileiro. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
ARAÚJO, Clara (ORG). Gênero, família e trabalho no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 
2005. 
CABEDA, Sonia L. et al. Gênero e cultura: questões contemporâneas. RS: 
EDIPUCRS, 2004. 
SCHWARCZ, Lilia M. Racismo no Brasil. São Paulo: Publifolha, 2001. 
DAMATTA, Roberto. A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. 5ª 
ed. Rio de Janeiro: Racco, 1997. 
 
PSICOLOGIA SOCIAL 
 
 43 
EMENTA: Relação sociedade, grupo e indivíduo na construção da identidade. 
Linguagem, pensamento e representações sociais. O desenvolvimento do homem na 
sociedade. Estruturação e funcionamento de grupo operativo como ação educativa. 
A Psicologia Social, suas relações com o contexto sócio-econômico, suas aplicações 
e categorias fundamentais como a identidade, o sujeito e subjetividade, a ideologia, 
a consciência e a alienação, como determinantes na formação do coletivo como os 
processos sociais, as instituições sociais e a ação coletiva. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
CAMPOS, Regina Helena de Freitas. Psicologia comunitária: da solidariedade à 
autonomia.Petrópolis – Rio de Janeiro: Vozes, 2000. 
 
LANE, Silvia V. Maurer. Psicologia social: o homem em movimento. 23 ed. São 
Paulo: Brasiliense, 1994. 
 
VASCONCELOS, E. M. O que é Psicologia Comunitária? Brasiliense, 1985. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
MOTTA, Maria Antonieta P. Mães abandonadas: a entrega de um filho em adoção. São 
Paulo: Cortez, 2001. 
 
AZEVEDO, Ma; Guerra V.N.A. Infância e ViolênciaDomestica: fronteiras do 
conhecimento. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1997. 
 
MARTINELLI, Ml et all. O Uno e o Múltiplo nas relações entre as áreas de saber. São 
Paulo: EDUC/Cortez, 1995. 
 
BAREMBLITT, G. Grupos: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Geral, 1982. 
 
 
DIREITO E LEGISLAÇÃO SOCIAL 
 
EMENTA: As instituições de Direito no Brasil e garantias fundamentais da cidadania. 
A organização do Estado e dos poderes. A constituição Federal. A legislação social: 
CLT, ECA, LOS, LOAS, LOPS, etc. A legislação profissional do Serviço Social. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
 44 
DELMANTO, Celso. Código penal brasileiro comentado. 6.ed Rio de Janeiro: 
Ed.Renovar, 2002. 
 
SIMÕES, Carlos. Curso de Direito do Serviço Social. 2.ed. São Paulo: Cortez, 
2008. 
 
CARRION, Valentin. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho, CLT, 30 
Ed. São Paulo: Saraiva, 2005. 
 
TURCK. Maria da Graça Maurer Gomes. Serviço Social Jurídico: perícia social no 
contexto da infância e da juventude. Campinas: Livro Pleno, 2000. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
ARAÚJO. Marcelo Cunha de. O novo processo constitucional. Belo Horizonte: 
Mandamentos, 2003. 
 
BONAMIGO. Rita Inês Hofer. Cidadania: considerações e possibilidades. Porto 
Alegre: Dacasa, 2000. 
 
BARROSO.Luis Roberto.O direito constitucional e a efetividade de suas normas: 
limites e possibilidades da constituição brasileira. 7 ed. Atualizada. Rio de Janeiro: 
Renovar, 2003. 
 
BONETI. Lindomar Wessler (coord.) Educação, exclusão e cidadania. 3 ed. Ijui/RS: 
Ed. Unijui, 2003 
 
 
LASSALLE. Ferdinand. A essência da constituição. 6 ed. Rio de Janeiro: Lúmen 
Júris, 2001. 
Constituição Federal de 1988, 37ed. São Paulo: Ed. Saraiva, 2005. 
 
Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069 de 13.07.l990. 
 
Estatuto do Idoso. Lei n. 10.741/2003 
 
Estatuto do Índio. Lei n. 6.001/1973 
 
Estatuto da Pessoa com Deficiência. 
 
Código Civil Brasileiro, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. 
 
 
4º SEMESTRE 
 
TEORIA DO SERVIÇO SOCIAL II 
 
 45 
EMENTA: A agenda profissional nos anos noventa: da recuperação da assistência a 
sua inserção no marco da Seguridade Social; o debate sobre Serviço Social e o 
mundo do trabalho; o confronto com o neoliberalismo e a construção do projeto ético-
politico; as organizações não governamentais e o mercado de trabalho. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
GENTILLI, Raquel. Representações e práticas – identidade e processo de trabalho 
no serviço social. São Paulo, Veras Editora: 1998. 
 
IAMAMOTO, M. V. O Serviço social na contemporaneidade. S. Paulo, Cortez, 
1998. 
 
MOTA, A. E. “As transformações no mundo do trabalho e seus desafios para o 
servidor social”. O social em questão. Rio de Janeiro, PUC, vol. 1, nº 1, 1997. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
ABEPSS. Anais do VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Serviço Social. 
Brasília, ABEPSS, vol. IV, 2000. 
 
Almeida, N.L. “Processos de trabalho e serviço social”. Em pauta. Rio de Janeiro, 
UREJ, nº 1, 1993. 
 
 
Ramos, M. H. R., Gomes, M. F. C. M. “Trabalho produtivo e trabalho improdutivo: 
uma contribuição para pensar a natureza do serviço social enquanto prática 
profissional”. Temporalis. Brasília, ABEPSS, nº 2, 2000. 
 
Teixeira, F.J. S. O neoliberalismo em debate, in Teixeira, F.J. S. e Oliveira, M.O. 
(orgs.). Neoliberalismo e reestruturação produtiva. São Paulo, Cortez/UECE, 
1998. 
 
 
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO 
SOCIAL II 
 
EMENTA: Análise da trajetória teórico-prática do Serviço Social no contexto da 
realidade social brasileira no período pós década de 50 à ditadura militar, 
destacando: movimento de reconceituação do Serviço Social; 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 46 
 
CASTRO, Manuel Manrique. História do Serviço Social na América Latina. S. 
Paulo: Cortez, 1993. 
 
IAMAMOTTO, Marilda Vilella; Carvalho, Raul de. Relações Sociais e Serviço 
Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórica-metodológica. S. Paulo: 
Cortez; Celats, 1996. 
 
SILVA, Maria Ozanira da Silva e. Formação profissional do Assistente Social. 2 
ed. São Paulo; Cortez, 1995. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
Ander-EGG, Ezequiel. Introdução ao Trabalho Social. Petrópolis: vozes, 1995. 
 
 
SOCIEDADE CIVIL E MOVIMENTOS SOCIAIS 
 
EMENTA: Concepção de sociedade civil na sociedade moderna. Relação 
Estado/Sociedade Civil. Estrutura da sociedade capitalista e esfera pública 
modernas. Processo de organização da sociedade civil no Brasil e suas expressões 
na contemporaneidade. Os movimentos sociais na história do Brasil: composição, 
ideologia e ação coletiva. Movimentos e classes sociais, os movimentos urbanos e 
rurais. Os novos movimentos sociais. Formas associativas de organização, 
sindicatos, partidos políticos, conselhos, ONGs, entre outros. Relações entre 
movimentos sociais e a estrutura dominante. Movimentos sociais e a conjuntura. 
Universo simbólico e representação ideológica. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
GOHN, Maria da Glória. Teorias dos movimentos sociais. São Paulo : Loyola, 
2000. 
 
SZAZI, Eduardo. Terceiro Setor: regulação no Brasil. São Paulo: Petrópolis, 2000. 
 
GOHN, Maria da Glória. Conselhos Gestores e Participação Sociopolítica. São 
Paulo : Cortez, 2001. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
 47 
DAGNINO, Evelina. Sociedade civil e espaços públicos no Brasil. São Paulo: Paz 
e Terra, 2002. 
 
CAMARGO, Mariângela et al. Gestão do terceiro setor no Brasil. São Paulo: 
Futura, 2001. 
 
 
POLÍTICA SOCIAL I 
 
Ementa: As teorias explicativas da constituição e desenvolvimento das políticas 
sociais. A questão social e o desenvolvimento do sistema brasileiro de proteção 
social. Formulação e gestão das políticas sociais no Brasil. A constituição e gestão 
do fundo público. O papel dos sujeitos políticos na formulação das políticas sociais 
públicas e privadas. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
BEHRING, Elaine Rosset. Política social no capitalismo tardio. S. Paulo: Cortez, 
1998. 
 
BEHRING, Elaine Rosset. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e 
perda dos direitos. S. Paulo: Cortez, 2003. 
 
VIEIRA, Evaldo. Democracia e política social. S. Paulo: Cortez, 1992. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
VIEIRA, Evaldo. Estado e Miséria Social no Brasil: de Getúlio a Geisel. 4 ed. S. 
Paulo: Cortez, 1995. 
 
DEMO, Pedro. Política Social do conhecimento: sobre futuros do combate à 
pobreza. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2000. 
 
 
IDENTIDADES CULTURAIS E SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL 
 
EMENTA: O Serviço Social e a cultura. Identidade e diversidade cultural. Alteridade 
e cidadania. O mito da democracia racial. Identidade cultural, mudanças sociais e 
tradição. Subjetividade e identidade cultural. Universalismo e particularismo. 
 48 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
CARDOSO de Oliveira, R. Identidade, etnia e estrutura social. S. Paulo, Pioneira, 
1976. 
 
COSTA A. e Bruschini, C. (orgs.). Uma questão de gênero. Rio de Janeiro, Rosa 
dos Ventos, 1992. 
 
DA MATA , R. Relativizando: uma introdução à antropologia social. Petrópolis, 
Vozes, 1981. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
FRY, Peter. Para inglês ver. Identidade e política na cultura brasileira. Rio de 
Janeiro, Zahar, 1982. 
 
HALL, Stuart. Identidades culturais na pós-modernidade. Rio de Janeiro, DP&a, 
1997. 
 
VIANNA, E. (org.). Galeras cariocas. Territórios de conflitos e encontros culturais. 
Rio de Janeiro, UFRJ, 1997. 
 
 
5º SEMESTRE 
 
PROCESSO DE TRABALHO NO SERVIÇO SOCIAL I 
 
EMENTA: Trabalho, força de trabalho. Reprodução Social. Trabalho produtivo e 
reprodutivo. Divisão Social do Trabalho. Processo de Trabalho e produção de 
riqueza social.Trabalho coletivo. A crise social do trabalho. O serviço social e o 
trabalho coletivo. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho: ensaio sobre a metamorfose e a 
centralidade do mundo do trabalho. 8 ed. S. Paulo: Cortez, 2002. 
 
CATANI, Antonio David. Trabalho e tecnologia: dicionário crítico. Petrópolis: Vozes, 
1997. 
 
 HOBSBAWM, Eric J. Os trabalhadores: estudo sobre a história do operariado. São 
Paulo: Paz e Terra, 2000. 
 
 49 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
MARX, Kall. O Capital. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1982. 
 
 
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO 
SOCIAL III 
 
EMENTA: Análise da trajetória teórico-prática do Serviço Social no contexto da 
realidade social brasileira no período do processo de redemocratização da sociedade 
brasileira até a década de 1990, destacando: ressurgimento da sociedade civil e o 
Serviço Social; as influências das matrizes do pensamento social crítico, da crise dos 
paradigmas e do neoliberalismo; as influências das matrizes do pensamento social 
crítico-dialético e fenomenológico, as demandas sociais e respostas teórico-práticas 
da profissão. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no 
Brasil pós-64. São Paulo: Cortez, 1996. 
 
SANTOS, Leila Lima . Textos de Serviço Social. 5 ed. S. Paulo: Cortez, 1993. 
 
AGUIAR, Antonio Geraldo de. Serviço Social e filosofia. Das origens a Araxá. 5ª 
ed. São Paulo: Cortez, 1995. 
 
PESQUISA SOCIAL I 
 
EMENTA: Fundamentos teórico-metodológicos da Pesquisa Social. Elementos 
paradigmáticos das ciências humanas. A problemática do conhecimento. Questões 
gerais de métodos e diversas concepções. A relação método e objeto do 
conhecimento. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
MARTINELLI, Maria Lúcia, Pesquisa qualitativa: Um instigante desafio. São Paulo: 
Veras, 1999. 
 
RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa Social: métodos e técnicas. 3 ed. São 
Paulo, Atlas, 1999. 
 50 
 
SETÚBAL, Aglair Alencar. Pesquisa em Serviço Social. S. Paulo: Cortez, 1995. 
Marconi, Marina de Andrade. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de 
pesquisa. S. Paulo: Atlas, 1999. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
MORIN, Edgar. Ciência com Consciência. Trad. Maria D. Alexandre e Maria Alice 
Sampaio Dória. 3 ed., São Paulo : Bertrand Brasil, 1999. 
 
TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à Pesquisa em Ciências Sociais : A 
Pesquisa Qualitativa em Educação. 5 tiragem, São Paulo : Atlas, 1987. 
 
THIOLLENT, Michel. Pesquisa Ação nas Organizações. São Paulo : Atlas, 1997. 
 
 
POLÍTICA SOCIAL II 
 
EMENTA: As políticas sociais setoriais (saúde, educação, habitação, previdência 
social, questão agrária e questão ambiental), e a legislação social de suporte dessas 
políticas. O papel das políticas sociais no contexto da esfera pública e o significado 
do debate público e privado. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
COHN, Amélia. Saúde no Brasil: políticas e organizações de serviços. 3 ed. S. 
Paulo: Cortez: CEDEC, 1999. 
 
MALLOY, James M. A política da previdência social no Brasil. Rio de Janeiro: 
Edições Graal, 1986. 
 
SCHONS, Selma Maria. Assistência social entre a ordem e a “des-ordem”: 
mistificação dos direitos sociais e da cidadania. S. Paulo: Cortez, 1999. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPEMENTAR: 
 
SILVA, Maria Ozanira da Silva e. Poítica Habitacional brasileira: verso e reverso. 
S. Paulo: Cortez 1989. 
 
VIEIRA, Evaldo. Os direitos e a política social. São Paulo: Cortez, 2007. 
 
BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 
2006. 
 
ÉTICA PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL 
 51 
EMENTA: Ética e moral. Os Códigos de ética profissional brasileiro e sua 
contextualização. O Código de 1993 e sua função no projeto ético-político da 
categoria. 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
KISNERMAN, Natálio. Ética para o Serviço Social. Petrópolis: Vozes, 1976. 
 
BONETTI, D. A. et alii. Serviço social e ética: convite a uma nova praxis, S. Paulo, 
Cortez/CFESS, 1996. 
 
 BRITES, M. C., Barroco, L. “A centralidade da ética na formação profissional”. 
Temporalis. Brasília, ABEPSS, nº 2, 2000. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
NOVAES, A. (org.). Ética. S. Paulo, Cia. Das letras/Séc. Mun. Cultura, 1992.Oliveira, 
M. A. Ética e práxis histórica. S. Paulo, Ática, 1995. 
 
CRESS/7ª Região. Assistente social: ética e direitos. Rio de Janeiro, CRESS/7ª 
Região, 2000. 
 
6º SEMESTRE 
 
 
PROCESSO DE TRABALHO NO SERVIÇO SOCIAL II 
 
EMENTA: O Serviço Social e o processo de trabalho, seus nexos com a questão 
social e a inserção da profissão na divisão do trabalho. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
FALEIROS, Vicente de Paula. Saber Profissional e Poder Institucional. 6 ed. S. 
Paulo: Cortez, 1993. 
 
CASTEL, Robert. Wanderley, Luiz Eduardo, Mariângela Belfiori. Desigualdade e 
Questão Social. S. Paulo: ed. Educ, 2000. 
 
GUERRA, Iolanda. A instrumentalidade do Serviço Social. S. Paulo: Cortez, 1995. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
 52 
SOUSA, Maria Luiza. Desenvolvimento de comunidade e participação. 6 ed. S. 
Paulo: Cortes, 1996. 
 
ZIMERMANN, David. Como trabalhar com grupos. Porto Alegre: artes médicas, 
1997. 
 
 
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO 
SOCIAL IV 
 
EMENTA: Análise da trajetória teórico-prática do Serviço Social no contexto da 
realidade social brasileira contemporânea, destacando: o debate teórico sobre o 
Serviço Social, questão social e mundo do trabalho na atualidade; as influências das 
matrizes do pensamento social contemporâneo; as demandas sociais e respostas 
teórico-práticas da profissão em construção. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no 
Brasil pós-64. S. Paulo: Cortez, 1996. 
 
 IAMAMOTO, M. V. O Serviço social na contemporaneidade. S. Paulo, Cortez, 
1998. 
 
 
PESQUISA SOCIAL II 
 
EMENTA: Fundamentos teórico-metodológicos orientados para o manejo técnico-
operativo no processo de investigação. Processos, métodos e técnicas da pesquisa 
social. Configurações de objetos a serem investigados. Esboço de um projeto de 
pesquisa. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar projeto de pesquisa. S. Paulo: Atlas, 2002. 
 
MINAYO, Maria Cecília de Sousa. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 
Petrópolis: Vozes, 1996. 
 
 53 
RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa. 3 ed. Petrópolis: Rio de 
Janeiro: Vozes, 1980. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
MARCONI, Marina de Andrade; Lakatos, Eva Maria. Técnicas de pesquisa: 
planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, 
elaboração, análise e interpretação dos dados. 5.ed. São Paulo: Atlas,2002. 
 
RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa social: métodos e técnicas. São Paulo: 
Atlas,1999. 
 
POLÍTICA SOCIAL III 
EMENTA: Política Pública de Assistência Social: origem e determinantes históricos. 
Caracterização na realidade brasileira. Criança e adolescente, pessoa com 
deficiência, idoso. Análise da situação social dos grupos étnicos, religiosos, de 
gênero e de orientação sexual. Legislação social de suporte dessa política. 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
COHN, Amélia. Saúde no Brasil: políticas e organizações de serviços. 3 ed. S. 
Paulo: Cortez: CEDEC, 1999. 
 
SCHONS, Selma Maria. Assistência social entre a ordem e a “des-ordem”: 
mistificação dos direitos sociais e da cidadania. S. Paulo: Cortez, 1999. 
 
COLIN, Denise Ratmann Arruda. Lei Orgânica da Assistência Social Anotada. 
São Paulo: Veras, 1999. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
MESTRINER, Maria Luiza. O Estado entre a filantropia e a assistênciasocial. 
São Paulo: Cortez, 2001. 
 
SPOSATI, Aldaíza de Oliveira. Carta–tema: a assistência social no Brasil, 1983-
1990. São Paulo: Cortez, 1991. 
 
______________. : A assistência na trajetória das políticas sociais brasileiras: 
uma questão em análise. 6 ed. São Paulo: Cortez, 1995. 
 
______________. : A menina LOAS: um processo de construção da Assistência 
Social. São Paulo: Cortez, 2004. 
 54 
 
YAZBEC, Maria Carmelita. As ambigüidades da Assistência Social brasileira 
após dez anos de LOAS. Serviço Social & Sociedade, n. 77. São Paulo: Cortez, 
2004. 
 
PLANEJAMENTO SOCIAL 
 
EMENTA: Introdução ao planejamento, sua evolução histórica e diferentes 
concepções, identificando o planejamento institucional e os das ações profissionais. 
As tendências de avaliação de políticas sociais e projetos sociais. O Serviço Social 
perante o Planejamento Social. Planejamento enquanto processo lógico, político e 
administrativo. Breve contextualização histórica do planejamento no Brasil (aspectos 
sociais, éticos, econômicos e ideo-políticos). Planejamento Social nas políticas 
públicas e privadas. O planejamento tradicional, Planejamento situacional e 
Planejamento estratégico participativo. Fases metodológicas do Planejamento. 
Concepções de plano, programa e projeto. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
ANSOFF, H. Igor, Declerck, Roger P. , Haies, Robert L. Do planejamento 
estratégico à administração estratégica. S., Paulo: Atlas, 1981. 
 
BAPTISTA, Myrian Veras. Planejamento: introdução à metodologia do planejamento 
social. S. Paulo: Cortez, 1991. 
 
FREIRE, Lúcia. Serviço Social organizacional. S. Paulo: Cortez, 1983. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
GANDIN, Danilo. Prática do planejamento participativo: na educação e em outros 
instituições, grupos e movimentos dos campos cultural, social, político, religioso, 
governamental. Petrópolis: RJ: Vozes. 1994. 
 
FISCHMANN, Alberto Américo. Planejamento estratégico na prática. São Paulo: 
Atlas. 1991. 
 
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Planejamento Estratégico: conceitos, 
metodologias e práticas. São Paulo:Atlas. 1997. 
 
BARBOSA, Mário C. Planejamento e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1991. 
 55 
 
FERREIRA, Francisco. Planejamento Sim e Não. São Paulo: Paz e Terra,1994 
 
BIERREMBACH, Maria Inês R. S. Política e Planejamento Social. 3 ed. S. Paulo: 
Cortez,1987. 
 
 
ADMINISTRAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL 
EMENTA: Fundamentos teóricos administrativos nas diferentes formas de 
organização aplicadas ao Serviço Social. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. S. Paulo: MacGraw-HIl, 
1987. 
 
MOTTA, Paulo Roberto. Gestão contemporânea: a ciência e arte de ser diferente. 
Rio de Janeiro: Record, 1991. 
 
HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos. S. Paulo: Cia de Letras, 1995. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
WERTHER Jr. William B, Davis, Keith. Administração de pessoal e recursos 
humanos. S. Paulo: MacGraw-Hil, 1983. 
 
MOTA, Ana Elisabeth. O Feitiço da Ajuda: as determinações do Serviço Social de 
Empresa. São Paulo:Cortez, 1998. 
 
OLIVEIRA, Ana B. A nova fábrica de consensos: reestruturação empresarial, os 
trabalhos e as demandas do Serviço Social. In: Mota, A.E. (org.). Serviço Social e 
Sociedade. São Paulo, Cortez, ano XX, nº 60, julho de 1999. 
 
 
7º SEMESTRE: 
 
 
PROCESSO DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL III 
 
EMENTA: O Assistente Social como trabalhador e o produto de seu trabalho. 
Observação do trabalho do Assistente Social em seus diferentes campos de 
atuação. Propostas de intervenção na realidade brasileira e piauiense. 
 
 56 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
FALEIROS, Vicente de Paula. Ideologia e Metodologia do Trabalho Social. S. 
Paulo: Cortez, 1993. 
 
SERRA, Rose M. S. Crise e materialidade Social: repercussões no mercado 
profissional. S. Paulo: Cortez, 2000. 
 
FALEIROS, V. P. O saber profissional e o poder institucional. 6 ed. S. Paulo: 
Cortez, 2001. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e 
formação profissional. 2 ed. S. Paulo: Cortez, 1999. 
 
 
PESQUISA SOCIAL III 
 
EMENTA: Fundamentos teórico-metodológicos orientados para o manejo técnico-
operativo no processo de investigação. Processos, métodos e técnicas da pesquisa 
social. Configurações de objetos a serem investigados. Esboço de um projeto de 
pesquisa. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar projeto de pesquisa. S. Paulo: Atlas, 1994. 
 
MINAYO, Maria Cecília de Sousa. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 
Petrópolis: Vozes, 1996. 
 
RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa. 3 ed. Petrópolis: Rio de 
Janeiro: Vozes, 1980. 
 
 
TÓPICOS ESPECIAIS EM SERVIÇO SOCIAL I 
 
 
EMENTA: Temáticas atuais e emergentes em Serviço Social. Aquisição de 
conhecimentos adequados à formação do Assistente Social 
 
 57 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: Esta disciplina tem bibliografia livre a depender dos 
conteúdos a serem enfocados pelos professores. 
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL I 
 
EMENTA: Inserção do aluno no contexto da prática profissional do serviço Social na 
instituição de estágio. Elaboração de projeto de intervenção. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
BURIOLA, Marta A. F. O Estágio Supervisionado. São Paulo: Cortez, 1995 
 
_________________. Supervisão em Serviço Social. 2 ed. São Paulo: Cortez, 
1996. 
 
ANDER-EGG, Ezequiel. Introdução ao Trabalho Social. Petrópolis: Vozes, 1995. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
POTYARA, A. Pereira. Necessidades humanas: subsídios à crítica dos mínimos 
sociais. S. Paulo: Cortez, 2000. 
 
GARRET, Annette Marie. A entrevista, seus princípios e métodos. 10. ed. Rio de 
Janeiro: Agir, 1991. 
 
VASCONCELOS, Ana Maria. Serviço social e prática reflexiva. MIMEO, 1994. 
 
 
8º SEMESTRE 
 
SEMINÁRIOS DE PRÁTICAS 
 
EMENTA: Conhecimentos dos problemas sociais em suas expressões locais, 
permitindo o treinamento/capacitação do aluno sobre questões práticas à luz dos 
conteúdos trabalhados. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
CARVALHO, M do Carmo Brant e Neto José Paulo. Cotidiano e crítica. 5 ed. S. 
Paulo: Cortez, 2000. 
 
 58 
MARTINELLI, Maria Lúcia. Serviço Social. Identidade e Alienação. 8. ed. S. Paulo: 
Cortez, 2003. 
 
OZELLA, Sérgio. Adolescências Construídas. Visão sócio-histórica. S. Paulo: 
Cortez, 2003. 
 
Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (atualizado). 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
PAICA-RUA (org.). Meninos e meninas em situação de rua: políticas integradas 
para a garantia de direitos. Série fazer valer direitos. Vol. 2. São Paulo: Cortez, 2002. 
 
SPOSATI, Aldaíza. Vida urbana e gestão da pobreza. S. Paulo: Cortez, 1998. 
 
POCHMANN, Márcio. Et. Al. (orgs.). Os ricos do Brasil – Atlas da exclusão social. 
Vol. 3. S. Paulo: Cortez, 2004. 
 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) 
 
EMENTA: Sistematização de um Trabalho de Conclusão de Curso resultante do 
conhecimento acumulado no decorrer do curso e das habilidades profissionais 
desenvolvidas no estágio curricular. O aluno deverá ser capaz de elaborar seu TCC 
dentro dos padrões de exigências metodológicas e acadêmicas – científicas. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
BECKER, Fernando. Apresentação de trabalhos escolares. 16 ed. Porto Alegre: 
Multilivro, 1996. 
 
LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do Trabalho Científico. S. Paulo: Atlas, 1983. 
 
LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, 
pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. S. 
Paulo: Atlas, 2001. 
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL IIEMENTA: Inserção do aluno no espaço sócio-institucional objetivando capacitá-lo 
para o exercício profissional através da reflexão, acompanhamento e sistematização 
 59 
das ações com base em planos de estágios elaborados em conjunto pelas unidades 
de ensino e organizações que oferecem estágios. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 
 
FALEIROS, Vicente de Paula. Saber profissional e poder institucional. 6 ed. S. 
Paulo: Cortez, 2001. 
 
GENTILLI, Raquel. Representações e práticas: identidade e processo de trabalho 
no Serviço Social. S. Paulo: Veras, 1998. 
 
GUERRA, Iolanda. A instrumentalidade do Serviço Social. S. Paulo: Cortez, 1995. 
 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: 
 
 
GARRET, Anete. A entrevista, seus princípios e métodos. Rio de Janeiro: Agir, 
1991. 
 
SOUZA, Maria Luiza. Desenvolvimento da comunidade e participação. 6 ed. S. 
Paulo: Cortez, 1999. 
 
ZIMERMANN, David. Como trabalhar em grupos. Porto Alegre: Artes Médicas, 
1997. 
 
 
TÓPICOS ESPECIAIS EM SERVIÇO SOCIAL II 
 
EMENTA: Temáticas atuais e emergentes em Serviço Social. Aquisição de 
conhecimentos adequados à formação do Assistente Social. 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA: Esta disciplina tem bibliografia livre a depender dos 
conteúdos a serem enfocados pelos professores. 
 
 
 
9.9. METODOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO CURRICULAR 
 
A busca por uma aprendizagem significativa que dê consistência a formação 
de um profissional competente faz preponderar a compreensão da articulação das 
diferentes áreas do saber de modo inter-relacionado. Nessa concepção, a 
 60 
interdisciplinaridade constitui-se tanto princípio da estruturação e articulação 
curricular quanto do desenvolvimento das práticas pedagógicas do curso de Serviço 
Social. 
 A interdisciplinaridade entendida como colaboração entre as disciplinas, 
guardadas especificidades de cada uma (MORIN, 2001), por um lado, abre a 
possibilidade de os professores como docentes ressignificarem suas práticas 
pedagógicas, consideradas as redes de saberes e fazeres das quais participam. 
Por outro lado, tem sentido de movimento ininterrupto de dinâmica curricular 
que possibilita a criação e recriação da aprendizagem, numa articulação com outras 
disciplinas e a realidade social. Esses propósitos, então, fazem da 
interdisciplinaridade como estratégia metodológica, princípio que norteará a reflexão 
docente, discente e institucional sobre a sistematização dos saberes construídos na 
academia. 
 Diante do exposto, avulta a constatação de que interdisciplinaridade, 
apresenta-se como sendo a estratégia mais significativa para o desenvolvimento 
curricular da formação do bacharel em Serviço Social, cuja atividade é trabalhar com 
situações complexas, conflituosas nas relações sociais do cidadão. 
 
9.10. AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO – APRENDIZAGEM 
Na avaliação do desempenho dos alunos deve-se levar em conta não 
apenas o produto final, mas o processo, que incorpora a avaliação das atitudes dos 
alunos em relação à aprendizagem e passa pela pontualidade no cumprimento das 
datas de entrega dos trabalhos, pela participação em sala de aula, pela prática 
investigativa assumida etc. 
Para que a avaliação não seja um ato unilateral, é importante assegurar a 
participação do aluno, utilizando-se a auto-avaliação e a avaliação conjunta, 
momentos em que professor e alunos criticam conjuntamente as estratégias 
didáticas adotadas, os resultados obtidos no decorrer do curso, o conteúdo, a 
bibliografia e o programa. 
Devem-se combinar avaliações individuais e grupais; entretanto, é 
fundamental garantir momentos de produção individual que estimulem a elaboração 
pessoal, a capacidade de trabalhar conceitos de maneira crítica e fundamentada, 
possibilitando aprofundar reflexões e posicionamentos sobre os temas propostos. 
 61 
Na avaliação do aluno será considerada, entre outros aspectos, a 
participação efetiva nas aulas, a apuração de freqüência mínima 75% (setenta e 
cinco por cento) e a avaliação qualitativa e quantitativa. Entre as ferramentas de 
avaliação adotar-se-á: 
 Prova escrita; 
 Prova oral e prática-oral; 
 Seminários; 
 Trabalhos práticos, pesquisa, estágio, desde que sob orientação e 
controle do professor; 
 Elaboração de monografia e sua defesa. 
A avaliação inclui uma série de atividades elaboradas para analisar a 
aplicação geral de um programa, componentes de aula ou objetivos. Além disso, a 
avaliação permite que o professor verifique até que ponto as metas e os objetivos do 
Curso foram atingidos. Ela fornece ao professor informações necessárias para 
melhorar elementos deficientes em uma sala ou encontro de equipes de 
aprendizagem interativa e para ampliar práticas eficazes. 
A avaliação pode ajudar na comunicação de informações de impacto às 
pessoas interessadas nos resultados. No entanto, a avaliação é mais do que definir 
objetivos comportamentais, elaborar um teste ou analisar resultados. Os alunos 
devem ser avaliados de acordo com seu desempenho em atividade e tarefas 
voltadas ao cumprimento dos objetivos e dos resultados da disciplina. 
Cabe ao professor a responsabilidade pela avaliação da aprendizagem na 
disciplina que estiver lecionando. A supervisão geral do sistema de avaliação 
compete ao Diretor Acadêmico, cabendo aos Coordenadores de Curso o 
acompanhamento da aplicação de todos os procedimentos previstos. 
Compreende-se como “Sistema de Avaliação de Aprendizagem” o 
processo a ser adotado para a verificação do rendimento escolar de todos os alunos, 
buscando-se o equilíbrio entre os pontos a serem atribuídos às várias atividades 
programadas para cada disciplina. 
Conforme consta no Regimento Interno: 
 62 
 
CAPÍTULO V - DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ESCOLAR 
 
Art. 68. A avaliação de desempenho escolar é feita por disciplina, incidindo sobre 
a freqüência e o aproveitamento, e a Faculdade considera que a avaliação do 
desempenho escolar em seus Cursos deve: 
I - constituir-se em processo contínuo e sistemático, de natureza diagnóstica 
formativa, que possa realimentar permanentemente o processo educativo em seus 
objetivos, conteúdos programáticos e procedimentos de ensino; 
II- utilizar-se de procedimentos, estratégias e instrumentos diferenciados, 
articulados de forma coerente com a natureza da disciplina e com os domínios de 
aprendizagem desenvolvidos no processo de ensino; 
III - manter coerência entre as propostas curriculares, o Plano de Ensino 
desenvolvido pelo professor e o próprio processo de avaliação do desempenho e 
rendimento escolar do aluno; 
IV- constituir-se em referencial de análise do rendimento do aluno, do 
desempenho da disciplina e do Curso, possibilitando intervenção pedagógica-
administrativa em diferentes níveis, do professor, do próprio aluno, da Coordenadoria 
de Curso e a Direção Acadêmica e Geral da Faculdade, com vistas a assegurar a 
qualidade da formação do profissional e do cidadão. 
Art. 69. A avaliação de desempenho escolar integra o processo de ensino e 
aprendizagem como um todo articulado, incidindo sobre a freqüência e o 
aproveitamento do aluno nas atividades curriculares e de ensino de cada disciplina. 
Parágrafo único. São atividades curriculares de ensino as preleções, pesquisa, 
exercícios, argüições, trabalhos práticos, seminários, excursões, Estágios, provas 
escritas e orais, monografia, previstas nos Planos de Ensino, apreciados pelo 
Colegiado de Curso. 
Art. 70. O aproveitamento do desempenho escolar do aluno é avaliado mediante 
verificações parciais e verificação final expressas em notas de zero (0) a dez (10), 
permitindo-se apenas um (01) decimal. 
Art. 71. A verificação do processo ensino–aprendizagem faz-se, em cadadisciplina, considerando os seguintes aspectos: 
 63 
I - desenvolvimento de capacidades cognitivas e habilidades específicas; 
II - assimilação progressiva de conhecimento; 
III - trabalho individual em atividades curriculares de estudo e de aplicação de 
conhecimento. 
§ 1. Ao conjunto desses aspectos verificados no semestre letivo ou período 
especial correspondem as seguintes notas: 
a) - Nota de Verificação Parcial (NVP); 
b) - Nota de Verificação Final (NVF); 
d) - Nota Final (NF). 
§ 2. A Nota de Verificação Parcial (NVP) é atribuída, obrigatoriamente, como 
resultado da verificação do aproveitamento do aluno ocorrido na disciplina, em até 
dois períodos distintos, no semestre letivo, de acordo com o Plano de Ensino 
apreciado pelo Colegiado de Curso. 
§ 3. A nota de Verificação Final (NVF) é atribuída como resultado da avaliação 
síntese do aproveitamento do aluno referente ao conteúdo programático global da 
disciplina. 
§ 4. A Nota Final (NF) corresponde à média aritmética simples das Notas de 
Verificação Parcial (NVP) e de Verificação Final (NVF). 
§ 5. Será dispensado de possuir nota de Verificação Final (NVF) o aluno que 
obtiver como resultado da Nota de Verificação Parcial (NVP) de cada disciplina, valor 
maior ou igual a 7,0 (sete), caso em que a Nota de Verificação Parcial (NVP) 
corresponderá a sua Nota Final (NF) da disciplina. 
Art. 72. Cabe ao docente a atribuição de notas de avaliação e responsabilidade 
do controle de freqüência dos alunos, devendo o Coordenador de Curso 
supervisionar o controle dessa obrigação, intervindo em caso de omissão. 
Art. 73. Atendida a freqüência mínima de setenta e cinco por cento (75%) às 
aulas e demais atividades curriculares, o aluno é aprovado com média final de 
aproveitamento não inferior a sete (7). 
§ 1. É atribuída nota zero (0) ao aluno que usar meios ilícitos ou não autorizados 
pelo professor quando da elaboração de trabalhos de verificação parciais, provas, ou 
 64 
qualquer outra atividade que resulte na avaliação de conhecimento, por atribuições 
de notas, sem prejuízo de aplicação de sanções previstas nesse Regimento. 
§ 2. As notas correspondentes à Nota Final, em disciplinas cursadas sem 
aproveitamento, serão substituídas no Histórico Escolar do aluno, quando cursadas 
novamente com aprovação. 
Art. 74. O aluno que deixar de comparecer às avaliações de aproveitamento, nas 
datas fixadas, poderá requerer, na Secretaria Acadêmica, segunda chamada por 
disciplina, no prazo máximo de três (3) dias úteis a contar da data de suas 
realizações, segundo as normas estabelecidas pelo CONSEP. 
Art. 75. É garantido ao aluno o direito a pedido de reconsideração e revisão das 
notas atribuídas pelo professor da disciplina ao seu desempenho escolar, de acordo 
com a regulamentação do CONSEP. 
Art. 76. É considerado aprovado o aluno que: 
I - obtiver freqüência mínima de setenta e cinco por cento (75%) das aulas e 
demais atividades programadas, em cada disciplina; 
II - obtiver, na nota final da disciplina, nota igual ou Superior a sete (7), na escala 
de zero (0) a dez (10). 
Art. 77. É promovido ao semestre seguinte o aluno aprovado em todas as 
disciplinas cursadas no semestre. 
§ 1. Admite-se, ainda, a promoção com dependência de, no máximo, duas 
disciplinas por semestre, não cumulativas, conforme previsto no Art. 84 desse 
Regimento. 
Art. 78. Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos, 
demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos, 
aplicados por banca examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos 
seus Cursos, de acordo com as normas do sistema de ensino (Art. 47, §2., LDB). 
Art. 79 - O aluno reprovado em mais de duas (2) disciplinas, no semestre poderá 
cursar apenas as disciplinas objeto da reprovação e ter reconhecido o 
aproveitamento das disciplinas com aprovação. 
 
 65 
9.11. ATIVIDADES ACADÊMICAS ARTICULADAS À FORMAÇAO: PRÁTICA 
PROFISSIONAL E/OU ESTÁGIO SUPERVISIONDO 
 
9.11.1. Estágio Supervisionado 
 
 
A FACEMA em sua estrutura acadêmica valoriza e incentiva o estágio do 
alunado abrindo espaço para a prática, entendendo que é o caminho para a 
formação integral do futuro profissional. 
A necessidade da experiência e vivência profissional enquanto aluno em 
formação é voz presente em todos os segmentos envolvidos no processo, ou seja, 
empresas, instituições e o próprio discente. Por outro lado, os benefícios gerados 
também são absorvidos e integrados de maneira a constituir-se em novas idéias e 
por muitas vezes em novos empreendimentos. 
Os estágios serão constituídos em períodos de exercício pré-profissional, 
em que os estudantes de graduação desenvolverão atividades fundamentais, 
profissionalizantes, programadas e projetadas, em áreas relacionadas com o 
currículo do curso, de acordo com o interesse dos alunos. 
O estágio supervisionado do Curso de Serviço Social da FACEMA é 
orientado pelas normas presentes nas: 
 
DIRETRIZES DE ESTÁGIO E MODELO DE PLANO DE ESTÁGIO 
 
A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB -(1998), 
destaca os estágios de formação profissional no artigo 82: " Os sistemas de ensino 
estabelecerão as normas para realização dos estágios dos alunos regularmente 
matriculados no ensino médio ou superior em sua jurisdição." 
O Projeto Pedagógico define o estágio supervisionado como “uma 
atividade curricular obrigatória que se configura a partir da inserção do aluno no 
espaço sócio-institucional, objetivando capacitá-lo para o exercício profissional, o 
que pressupõe supervisão sistemática. Esta supervisão será feita pelo professor e 
pelo profissional do campo, através da reflexão, acompanhamento e sistematização, 
 66 
com base em planos de estágio elaborados em conjunto pelas unidades de ensino e 
organizações que oferecem estágio. 
O estágio se insere no espaço de ação profissional, via organizações 
públicas, privadas, governamentais, não-governamentais e movimentos sociais. O 
estágio também é oferecido em projetos de Iniciação Científica e Projetos de 
Extensão. 
A institucionalização do campo de estágio é de responsabilidade da 
Faculdade, para o que exige: 
 O local de estágio se constituir efetivamente em espaço de construção 
e sistematização da prática profissional do assistente social; 
 Existência de um assistente social-supervisor direto do aluno no local 
de estágio; 
 A necessidade de elaboração do plano de estágio e do sistema de 
avaliação semestral do aluno, pelo assistente social-supervisor de campo; 
 Estabelecimento de política de acompanhamento pedagógico dos 
estágios. 
Para o aluno, o estágio é o espaço privilegiado de aproximação inicial ao 
mundo do trabalho, na observação direta e desenvolvimento de habilidades no 
campo profissional do Serviço Social. A vivência do estágio profissional traz, para o 
aluno, o conhecimento de aspectos que auxiliam a tomada de decisão no processo 
de vir a ser profissional, bem como auxilia o estabelecimento de relações entre o 
saber organizado, adquirido na Faculdade, e o saber reconstruído na prática 
profissional. 
Ao propor uma vaga de estágio, a organização de trabalho convenia-se à 
Faculdade e participa da formação profissional. A realidade atual do mercado de 
trabalho, entretanto, tem colocado aos estagiários de todos os cursos de graduação, 
situações e atividades que não correspondem à garantia de um processo de 
aprendizagem. Muitas das tarefas solicitadas requerem dos alunos um perfil de 
trabalhador, funcionário da organização, cuja única característica presente, da 
condição de estagiário, é a remuneração. 
 67 
Por outro lado, crescemem quantidade e qualidade as ações das 
faculdades para uma reorientação desta forte tendência, objetivando o 
aprofundamento da parceria com essas organizações, no esclarecimento das 
responsabilidades educacionais que justificam a contratação de estagiários. A 
principal garantia do encaminhamento da qualidade exigida nos campos de estágio 
está no mútuo conhecimento dos requisitos para o Plano de Estágio, que tem por 
base a relação aluno-supervisor de campo. 
A demanda por estagiários, nas organizações, deve ser encaminhada 
pelos profissionais especializados que, como supervisores de campo, exercem uma 
atribuição a mais no seu cotidiano profissional: a de participar da formação 
profissional. O estágio é, portanto, uma dimensão do trabalho do assistente social, 
que expressa as condições do exercício profissional, traduzidas nas relações entre 
as condições de trabalho do assistente social e a sua visão de projeto profissional. 
Numa atribuição educacional, o assistente social supervisor no campo de 
estágio, efetiva o papel fundamental de apresentar ao aluno as possibilidades e 
limites de ação profissional no âmbito das relações organizacionais e das políticas 
sociais. A relação supervisor de campo - estagiário é, pois, a base de motivação, 
interesse e envolvimento, na busca de conhecimento, no momento de primeiros 
passos que o aluno empreende no campo profissional. 
À supervisão de campo, também denominada Supervisão Direta atribui-se 
a reflexão, acompanhamento, estudos e sistematização das atividades 
desenvolvidas pelo aluno, com base em Plano de Estágio. 
As observações do que acontece no mercado, apontam para o caráter de 
flexibilidade e especificidade que o Plano de Estágio deve conter, indicativos do 
horizonte profissional e de formação do aluno e que atribuem sistematicidade às 
ações educacionais, bem como permitir a reflexão constante que diferentes 
conjunturas imponham às características específicas do Serviço Social nos espaços 
sócio-ocupacionais. 
Uma das premissas para a qualificação do Plano de Estágio, portanto, é 
sua referência ao Plano de Trabalho profissional, enquanto instrumento que permite 
a transparência sobre atribuições, funções e responsabilidades, resultando no 
contrato de ações facilitadoras para a formação de novos profissionais. Portanto, 
 68 
considera-se o Plano de Estágio como "orientador" do processo de aprendizagem 
profissional, nas relações entre determinado exercício profissional do Serviço Social 
na organização e o Projeto Pedagógico do Curso de Serviço Social. 
O conteúdo das discussões sobre elaboração do Plano de Estágio, indica 
que: 
 O Plano de Estágio deve ser considerado como mediador da relação 
supervisor-supervisado, para o acompanhamento sistemático e avaliação do estágio; 
 Apresenta diretrizes na percepção de conhecimentos diferenciados, no 
embasamento do profissional e do estudante; 
 Apropria-se de conhecimentos teórico-metodológicos da profissão, 
sobre as políticas sociais e expressões da questão social, e especialização na área 
de atuação; portanto, contém o modelo teórico-metodológico ao qual o profissional 
adere; 
 Apresenta questionamentos (do aluno e do supervisor), enquanto 
indagações que delineiem as ações. 
 
TÓPICOS ORIENTADORES PARA A CONSTRUÇÃO DE PLANO DE ESTÁGIO: 
 
1. Inserção do estagiário na Organização: 
 Apresentar o objetivo da organização ao estagiário; 
 Estabelecer o contrato: inclui período do estágio, horário, perfis. 
 Caracterização da organização: histórico, cultura, organograma e fluxograma, 
política da organização; 
 Situar o aluno quanto às relações entre a política organizacional, as políticas 
sociais e a área de intervenção do Serviço Social, do ponto de vista conjuntural. 
2. Inserção do aluno no Serviço Social da organização: 
 Dar conhecimento do projeto profissional (planos, projetos, programas) e 
condições do trabalho profissional em seus limites e possibilidades; 
 Dar conhecimento dos espaços de inserção do estagiário; 
 Definição das atividades do estagiário; 
3. Inserção do aluno na problemática abordada pelo Serviço Social: 
 69 
 Análise e características das demandas; 
 Dar conhecimento dos limites e possibilidades nas ações referidas às demandas; 
 Dar conhecimento da rede de serviços sociais; 
 Dar conhecimento da transversalidade temática na abordagem profissional e da 
institucionalização das demandas 
 Analisar o posicionamento do Serviço Social, nas relações entre a conjuntura e 
demandas. 
4. Dinâmica do processo de aprendizagem: 
 Relacionamento de busca de conhecimento comum, na troca de experiência do 
profissional com o material de estudo do aluno; 
 Participação comum em eventos da categoria, na academia e outros fóruns; 
 Debater conjuntura e seus rebatimentos na ação profissional; 
 Sistematizar bibliografia específica e ampliada; 
 Compreender os aspectos de período de formação do aluno (3º ou 4º ano, idade 
e habilidades). 
 
5. Avaliação do estágio: 
 Caracterizar processo de interavaliação sobre o que foi vivido e contratado; 
 Realizar a avaliação durante todo o processo de estágio (retro-alimentação); 
 Indicadores de pontualidade e responsabilidade no desempenho, criatividade, 
envolvimento e compromisso; 
 
9.11.2. Participação em Atividades Internas e Externas 
 
O corpo discente dos cursos de graduação da FACEMA disporá de um 
considerável leque de possibilidade para a efetivação e o exercício de suas 
atividades internas, que podem ser divididas em didático-pedagógicas, tais como 
atividades de estudo, pesquisa, extensão; atividades complementares, dentre elas a 
própria monitoria, exercitadas em sala de aula, laboratórios e biblioteca; e visitas 
técnicas junto às comunidades com as quais desenvolverá programas didático-
pedagógicos e sociais. 
 O corpo discente também desenvolverá as chamadas atividades 
acadêmico-pedagógicas, tais como as relativas às representações de classe, 
 70 
Diretório Acadêmico. Registre-se que existe todo um direcionamento acadêmico da 
FACEMA no sentido de garantir que tais atividades adotem uma postura 
interdisciplinar, para que se garanta uma diretriz sistêmica entre todos os cursos da 
FACEMA, voltado para os programas de responsabilidade social, e para a 
preservação e consolidação da cultura. Tais atividades se estruturam e se 
consolidam tendo como meta a efetivação da missão acadêmico-social da FACEMA. 
 O projeto pedagógico inclui atividades que contemplam a possibilidade real 
de participação dos discentes em atividades extraclasse. Estas simulações serão 
projetadas a ocorrer no âmbito externo, A FACEMA incentiva a participação dos 
alunos em Congressos, seminários e eventos propostos pela comunidade acadêmica 
e profissional, a coordenação do curso abrirá espaço para que entidades atuantes na 
área de Serviço Social ofereçam a oportunidade de participação em eventos 
externos. Nesse sentido, serão previstas nas unidades de ensino visitas técnicas e 
estágios profissionais nos quais os discentes serão encaminhados a empresas 
conveniadas e serão orientados por profissionais no mercado de trabalho em 
conjunto com professor orientador. 
9.11.3. Participação em Atividades Simuladas 
 
O projeto pedagógico inclui atividades com a possibilidade de projeção real 
de participação dos discentes em situações que simulem atividades reais. Estas 
simulações serão projetadas a ocorrer no âmbito interno e/ou no âmbito externo. 
As simulações têm o objetivo de oportunizar ao discente (e 
conseqüentemente permitir ao docente avaliá-lo) reagir diante de situações que 
simulem realidades possíveis. Neste caso,o docente deve avaliar o comportamento 
(reação/ação) em relação ao tempo de resposta, a intervenção em si, a proposta de 
intervenção, a conduta comparativamente ao “modus operandi” padrão em situações 
de natureza. Nesse caso, avalia-se o desvio da conduta em relação ao padrão. 
 As simulações na área de Serviço Social englobam atividades nas suas 
diversas áreas de estudo. 
9.11.4. Abrangência das Atividades e Áreas de Formação 
 
 71 
As atividades acadêmicas articuladas à formação do profissional na 
FACEMA são fundamentadas nas indicações presentes na Diretriz Curricular do 
Curso de Serviço Social, as atividades externas e/ou estágio curricular prevêem a 
participação dos discentes em atividades nas áreas de Serviço Social. 
ADEQUAÇÃO DA CARGA HORÁRIA 
 
As atividades externas do Curso de Serviço Social englobam atividades 
complementares, visitas técnicas, atividades simuladas e estágio curricular, a carga 
horária das visitas e atividades simuladas são incluídas nas disciplinas que as 
contemplam e previstas nas unidades de ensino da disciplina, nesse sentido, as 
atividades complementares são contempladas no projeto pedagógico com 200h de 
carga horária complementar e o estágio curricular é realizado seguindo as normas 
previstas nas Diretrizes Curriculares do Curso de Serviço Social, atingindo 20,3% da 
carga horária total do curso e distribuído eqüitativamente em três áreas de atuação: 
clínica, social e unidades de alimentação e Serviço Social. 
 
 
DURAÇÃO TOTAL DO CURSO 
QUADRO-RESUMO DA CARGA HORÁRIA: CH 
DISCIPLINAS 2.736 
ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS 400 
ATIVIDADES COMPLEMENTARES 200 
CARGA HORÁRIA TOTAL 3.200 
 
9.12. ATIVIDADES ACADÊMICAS ARTICULADAS À FORMAÇÃO: ATIVIDADES 
COMPLEMENTARES 
 
 
As Atividades Complementares, componente curricular obrigatório a ser 
ofertado ao longo do curso, possibilitam o reconhecimento, por avaliação, de 
habilidades e competências do aluno, inclusive adquiridas fora do ambiente escolar, 
hipóteses em que o aluno alarga o seu currículo com experimentos e vivências 
acadêmicas, internas ou externas ao curso. 
 72 
Orientam-se, desta maneira, a estimular a prática de estudos independentes, 
transversais, opcionais, de interdisciplinaridade, de permanente e contextualizada 
atualização profissional específica; sobretudo nas relações com o mundo do 
trabalho, estabelecidas ao longo do curso, notadamente integrando-as às diversas 
peculiaridades regionais e culturais. 
Nesse sentido, as Atividades Complementares incluem projetos de pesquisa, 
monitoria, iniciação científica, projetos de extensão, módulos temáticos, seminários, 
simpósios, congressos, conferências, visitas técnicas, além de disciplinas oferecidas 
por outras instituições de ensino ou de regulamentação e supervisão do exercício 
profissional, ainda que esses conteúdos não estejam previstos no currículo do curso, 
mas nele podem ser aproveitados porque circulam em um mesmo currículo, de 
forma interdisciplinar, e se integram com os demais conteúdos realizados. 
 
 
9.12.1. Mecanismos de Planejamento e Acompanhamento das Atividades 
Complementares 
 
 
O instrumento balizador que institui os mecanismos efetivos de 
planejamento e acompanhamento das atividades complementares é o seu 
regulamento. O instrumento normativo reflete não somente as necessidades 
acadêmicas previstas em atos regulatórios como refletem, sobretudo, o compromisso 
da IES com uma formação ampla, plural e complementar para os seus graduandos. 
Nele estão previstas uma gama de atividades a serem desenvolvidas pelos alunos 
no sentido de garantir aos mesmos suportes diversos para a consolidação de suas 
formações epistemológicas, teóricas e práticas, em complementação ao seu 
cotidiano acadêmico, desenvolvido em sala de aula. As atividades complementares 
na FACEMA são regulamentadas pela Resolução nº. 03/09 CONSEP de 20/05/2009. 
 
9.13. ATIVIDADES ACADÊMICAS ARTICULADAS À FORMAÇÃO: TRABALHO 
DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
 73 
O Trabalho de Conclusão de Curso - TCC do Curso de Serviço Social da 
FACEMA deve ser elaborado individualmente, com conteúdo fixado e 
regulamentação contendo critérios, procedimentos, mecanismos de avaliação e 
diretrizes técnicas relacionadas à sua elaboração. Tal monografia consiste em 
pesquisa e relato individual, orientada por docente da FACEMA, abrangendo 
qualquer ramo afim à área de graduação. É ofertado no oitavo semestre do curso a 
partir da disciplina TCC que abordará os conteúdos a seguir: 
 
 EMENTA: Sistematização de um Trabalho de Conclusão de Curso resultante 
do conhecimento acumulado no decorrer do curso e das habilidades 
profissionais desenvolvidas no estágio curricular. O aluno deverá ser capaz de 
elaborar seu TCC dentro dos padrões de exigências metodológicas e 
acadêmicas – científicas. 
 
 
10. INFRA-ESTRUTURA DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL 
10.1. ASPECTOS FÍSICOS 
A FACEMA, no seu aspecto geral, oferece estrutura física que viabiliza o 
desenvolvimento do Curso de Bacharelado em Serviço Social, composta de salas de 
aulas, laboratórios de informática, área de convivência, biblioteca com acervos 
atualizados, além de outros espaços e equipamentos comuns à Faculdade, tais 
como: auditório, elevador, secretaria, salas de coordenações, sala de atendimento 
individual do aluno, salas de Núcleo Docente Estruturante (NDE), sala de reunião 
para professor, sala de professor TI, reprografia, lanchonete e outros. 
O prédio da FACEMA é construído em um terreno de 15.000 m². A área 
total construída para o desenvolvimento dos 02 (dois) primeiros anos do Curso é de 
5.100 m². A construção foi planejada e executada obedecendo a rigorosos critérios 
quanto a: 
 Dimensionamento das dependências e escolha dos materiais de acabamento, 
de acordo com os critérios de avaliação do MEC; 
 Acessibilidade para portadores de necessidades especiais; 
 Integração das áreas físicas que desenvolvem atividades afins; 
 74 
 Segurança e conforto para o público que transita na instituição (todos os 
ambientes são climatizados e monitorados por câmeras). 
 
O prédio é construído em 04 (quatro) pavimentos: térreo, 1º, 2º e 3º 
andares. O quadro abaixo identifica a área construída das dependências da 
instituição: 
 
TÉRREO 
Descrição Área 
ACESSO 76,10m² 
VIVÊNCIA 197,40m² 
CANTINA 20,00m² 
REPROGRAFIA 20,00m² 
SALA DE REUNIÃO 20,00m² 
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE DO CURSO DE 
ADMINSTRAÇÃO 
9,70m² 
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE DO CURSO DE 
DIREITO 
9,70m² 
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE DO CURSO DE 
ENFERMAGEM 
9,70m² 
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE DO CURSO DE 
FISIOTERAPIA 
9,70m² 
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE DO CURSO DE 
PEDAGOGIA 
9,70m² 
WC MASCULINO 8,12m² 
WC FEMININO 8,12m² 
WC PNE 3,52m² 
FOYER AUDITÓRIO 44,50m² 
ANTE-SALA AUDITÓRIO 29,80m² 
COPA APOIO AUDITÓRIO 10,07m² 
D.M.L. 3,80m² 
WC MASCULINO AUDITÓRIO 10,94m² 
WC FEMININO AUDITÓRIO 10,94m² 
 75 
TÉRREO 
Descrição Área 
AUDITÓRIO (324 POLTRONAS) 349,10m² 
SALA DE SOM/ILUMINAÇÃO DO AUDITÓRIO 20,80m² 
SUBSTAÇÃO DE ENERGIA 63,50m² 
SALA DE PROFESSOR TEMPO INTEGRAL 72,19m² 
PABX/CPD 13,15m² 
TESOURARIA 22,50m² 
ARQUIVO 9,11m² 
SECRETARIA FINANCEIRA 26,72m² 
CONTABILIDADE 6,72m² 
R.H. 7,00m² 
HALL ELEVADOR 1 65,36m² 
FOSSO ELEVADOR 3,60m² 
ÁREA DE SERVIÇO 11,60m² 
COPA 7,65m² 
ALMOXARIFADO 8,86m² 
WC MASCULINO (VESTIÁRIO) 11,38m² 
WC FEMININO (VESTIÁRIO) 13,84m² 
WC MASCULINO 17,35m² 
WC FEMININO 17,08m² 
WC PNE 3,52m² 
D.M.L 3,52m² 
CIRCULAÇÃO 85,37m² 
RECEPÇÃO DIRETORIA 13,70m² 
DIRETORIAADMINISTRATIVA-FINANCEIRA 22,70m² 
DIRETORIA GERAL 22,70m² 
SALA DE REUNIÃO 23,38m² 
WC DIRETORIA ADMINISTRATIVA-FINANCEIRA 2,73m² 
WC DIRETORIA GERAL 2,73m² 
BIBLIOTECA 382,90m² 
SALA DE ESTUDO EM GRUPO 14,95m² (x 4) 
SALA MULTIMÍDIA 14,95m² 
 76 
TÉRREO 
Descrição Área 
LEITURA DE PERIÓDICOS 16,58m² 
ESTUDO INDIVIDUAL 18 CABINES (25,96m²) 
LAN HOUSE 9 CABINES (13,75m²) 
ESTUDO COLETIVO 100,49m² 
CONSULTA AO ACERVO 6,48m²) 
ATENDIMENTO 15,45m² 
SALA BIBLIOTECÁRIA 8,97m² 
ACERVO 76,95m² 
CIRCULAÇÃO 47,94m² 
SECRETARIA ACADEMICA 50,87m² 
ARQUIVO SECRETÁRIA ACADEMICA 11,05m² 
REPROGRAFIA – SECRETARIA ACADEMICA 6,36m² 
ATENDIMENTO DISCENTE/PROTOCOLO 7,40m² 
ESPERA DISCENTE 14,08m² 
JARDINS (ÁREA VERDE) 647,30m² 
BOSQUE (ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL) 3.642,85m² 
ESTACIONAMENTO PARA MOTOCICLETAS 260,50m² 
ESTACIONAMENTO PARA VEÍCULOS (72 VAGAS) 900,00m² 
GUARITA 3,05m² 
WC GUARITA 2,40m² 
ATENDIMENTO DOCENTE 11,12m² 
ATENDIMENTO AO ALUNO 7,90m² 
COORDENAÇÃO DE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 7,94m² 
COORDENAÇÃO DE CURSO DE DIREITO 7,94m² 
COORDENAÇÃO DE CURSO DE ENFERMAGEM 7,94m² 
COORDENAÇÃO DE CURSO DE FISIOTERAPIA 7,94m² 
COORDENAÇÃO DE CURSO DE PEDAGOGIA 7,94m² 
DIRETORIA ACADEMICA 7,94m² 
CIRCULAÇÃO 15,38m² 
SALA DE PROFESSORES 43,07m² 
WC MASCULINO PARA PROFESSORES 2,91m² 
 77 
TÉRREO 
Descrição Área 
WC FEMININO PARA PROFESSORAS 2,91m² 
 
1° PAVIMENTO 
Descrição Área 
HALL ELEVADOR 17,77m² 
ESCADA INTERNA 18,20m² 
HALL 10,05m² 
ESCADA EXTERNA 8,88m² 
CIRCULAÇÃO 161,93m² 
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA 89,69m² 
LABORATÓRIO DE ENFERMAGEM 89,69m² 
LABORATÓRIO MULTIDISCIPLINAR I 88,40m² 
LABORATÓRIO MULTIDISCIPLINAR II 88,40m² 
LABORATÓRIO MULTIDISCIPLINAR III 88,40m² 
LABORATÓRIO MULTIDISCIPLINAR IV 88,40m² 
SALA DE PREPARO I 27,42m² 
SALA DE PREPARO II 27,42m² 
LABORATÓRIO DE ANATOMIA HUMANA 140,34m² 
WC MASCULINO 17,44m² 
WC FEMININO 17,44m² 
WC PNE 3,52m² 
DML 3,52m² 
VIVÊNCIA 510,19m² 
 
2º PAVIMENTO 
Descrição Área 
HALL ELEVADOR 17,77m² 
ESCADA INTERNA 18,20m² 
HALL 10,05m² 
ESCADA EXTERNA 8,88m² 
CIRCULAÇÃO 191,44m² 
 78 
WC MASCULINO 17,35m² 
WC FEMININO 17,35m² 
WC PNE 3,52m² 
DML 3,52m² 
SALA DE AULA 1 A 11 58,66m² 
LABORATÓRIO DE FISIOTERAPIA 58,66m² 
 
3° PAVIMENTO 
Descrição Área 
HALL ELEVADOR 17,77m² 
ESCADA INTERNA 18,20m² 
HALL 10,05m² 
ESCADA EXTERNA 8,88m² 
CIRCULAÇÃO 191,44m² 
WC MASCULINO 17,35m² 
WC FEMININO 17,35m² 
WC PNE 3,52m² 
DML 3,52m² 
SALA DE AULA 12 A 21 58,66m² 
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA 58,66 m² 
 
A manutenção e conservação das instalações físicas é realizada por 
pessoal da própria instituição e também mediante terceirização, através de contratos 
com empresas especializadas. 
A expansão da área física da IES esta sendo concluida em um prédio 
anexo que acolherá as dependências necessárias para a conclusão dos cursos da 
faculdade. 
 
10.2. SALAS DE AULA 
As Salas de aula possuem 58,86 m² cada uma. Para os 02 (dois) anos 
iniciais de funcionamento dos Cursos foram construídas 21 (vinte e uma) salas que 
estão localizadas no 2º e 3º pavimentos da Instituição. As salas possuem iluminação 
artificial e natural adequadas, são climatizadas e dotadas também de ventilação 
 79 
natural. Apresentam ainda, uma acústica apropriada para a interlocução entre 
docentes e discentes, são equipadas com projetores de multimídia e computadores 
com acesso à internet tipo Wi-Fi, possibilitando ao docente ministrar aulas com 
projeção de informações atualizadas tecnologicamente e em tempo real. As 
carteiras dos docentes e discentes são confortáveis e alcochoadas. 
 
10.3. SALA DE PROFESSORES E REUNIÃO 
 
 As instalações para docentes: sala de professores e reunião são 
climatizadas e bem iluminadas, e equipadas com computadores e impressoras de 
última geração com acesso a internet e sistema Wi-Fi. 
 A acústica é adequada para o desenvolvimento das atividades 
pedagógicas. 
O mobiliário foi adquirido com a preocupação de oferecer aos docentes, 
coordenadores e funcionários conforto e adequação para que trabalhem sem 
prejuízo postural. 
Os ambientes são dotados de banheiro masculino e feminino e sala de 
repouso para o corpo docente. 
 
10.4. GABINETES DE TRABALHO PARA PROFESSORES 
 
O gabinete do coordenador mede 9,70 m² e localiza-se próximo a sala do 
Diretor Acadêmico. É climatizado e equipado com computador e acesso a internet 
pelo sistema Wi-Fi. 
O Núcleo Docente Estruturante (NDE) mede 20 m², é climatizado e 
equipado com computador e acesso a internet pelo sistema Wi-Fi. 
O gabinete de professores de tempo integral, é amplo, contando com 
climatização, iluminação natural e artificial, sendo composto por quatro espaços 
individuais de área de trabalho equipados com computadores e acesso a internet 
pelo sistema Wi-Fi. 
O mobiliário adquirido para os gabinetes de trabalho para professores e 
NDE acompanha o padrão de excelência adotado nas demais dependências do 
setor acadêmico. 
 80 
10.5. LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA 
 
A FACEMA disponibiliza aos seus acadêmicos dois Laboratórios de 
Informática com 25 (vinte e cinco) máquinas cada, perfazendo um total de 50 
(cinqüenta) computadores. As 50 (cinqüenta) máquinas apresentam a configuração 
de Pentium IV 3.06, 512 de Memória RAM, HD de 80 Gigabytes, Gravador de Cd, 
com Conexão em Rede Estruturada e WI-FI. 
O acesso a internet banda-larga é através do provedor Embratel com 1 
(um) MegaBytes full. 
A manutenção e conservação das instalações físicas e do maquinário, é 
realizadas por pessoal da própria instituição e/ou mediante terceirização, através de 
contratos firmados com empresas especializadas. 
 
a) Horário de funcionamento 
 
O Laboratório assegura acesso diário, de 2ª a 6ª feira das 14h às 22 h, e 
aos sábados das 8h às 12 h, para que os docentes e discentes tenham plenas 
condições de desenvolvimento de seus estudos, práticas investigativas, trabalhos, 
consultas e serviços, Cursos de Extensão e Atividades Complementares. 
 
b) Política de acesso e uso 
 
A utilização do Laboratório é atividade essencial para o curso tanto dentro 
da carga horária como em outros horários, de acordo com a organização de cada 
disciplina e da administração dos Laboratórios. 
As Atividades em Laboratório poderão ser em grupo ou individualizadas, 
com acompanhamento direto do professor responsável pela disciplina, auxiliado por 
monitores e pessoal técnico de apoio. 
 
c) Plano de conservação e atualização tecnológica 
 
A conservação e atualização dos equipamentos é efetivada a partir de uma 
análise constante a cargo do pessoal técnico de apoio, com o auxílio do pessoal da 
 81 
manutenção, os quais verificarão a necessidade de aquisição de novos 
equipamentos e/ou atualização dos existentes. 
A atualização de software é feita também mediante análise periódica do 
pessoal técnico de apoio, consideradas as sugestões de professores do Curso como 
suporte para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão. 
 
10.6. BIBLIOTECA 
 
A Biblioteca tem espaço físico total de 382,90 m², distribuídos em: 
 04 (quatro) salas para estudo em grupo; 
 01 (uma) sala para bibliotecária; 
 Área do acervo bibliográfico; 
 Balcão com 03 (três) terminais de consulta ao acervo; 
 Balcão com 02 (dois) terminais de atendimento ao aluno; 
 01 (uma) sala para projeção de multimídia; 
 Espaço para leitura de periódicos; 
 18 (dezoito) cabines para estudo individual; e, 
 15 (quinze)mesas para estudo coletivo. 
A Biblioteca tem capacidade instalada para 154 (cento e cinqüenta e 
quatro) usuários sentados. O ambiente é todo climatizado e dispõe de boa 
iluminação natural e artificial. 
O acervo é composto por livros, periódicos impressos e eletrônicos fitas 
de vídeos, DVDs, base de dados assinada e em CD-ROMs. O quadro abaixo 
demonstra o quantitativo e tipo de acervo para os 02 (dois) primeiros anos do curso: 
 
TIPO DE ACERVO 
ANO/QUANTIDADE 
2008 2009 
Livros: 
Títulos 320 120 
Exemplares 2000 800 
Periódicos assinados (revistas/jornais) 11 7 
Fitas de vídeo/CD/DVD 5 2 
 82 
Base de dados assinada 1 1 
Base de dados em CD-Rom 2 3 
Software 1 2 
 
Os periódicos assinados são de informação geral, acadêmicos e 
científicos, nacionais ou estrangeiros, cobrindo todas as áreas do conhecimento 
humano em que a Faculdade atua. A hemeroteca é integrada, ainda, por coleções 
de publicações especializadas, editadas no Brasil e no exterior. A comunidade 
acadêmica poderá contará com trinta e cinco periódicos no quinto ano de 
funcionamento da Faculdade. 
O acervo é integrado, também, por vídeos educacionais, culturais e 
científicos (total de 60), abrangendo todas as áreas e, em especial, os Cursos 
ministrados. 
Para atender às disciplinas de formação pré-profissional e profissional, a 
Biblioteca colocará à disposição de alunos e professores um acervo de software 
adequados aos cursos oferecidos. Serão 10 aplicativos, ao final do quinto ano. 
Informatização 
A Biblioteca é integralmente informatizada, tanto o acervo, como 
empréstimo, aquisição e esta disponível para seus usuários com as seguintes 
facilidades: 
 Acesso remoto para consultas /reservas do acervo (a ser implantado via Internet); 
 Acervo eletrônico (DVD – CD/ROM); 
 Consultas do acervo em terminais; 
 Controle de movimentação de acervo (empréstimo/consultas/ cobrança) com 
relatórios estatísticos; 
 Integração com a área acadêmico-administrativa, possibilitando o efetivo controle 
na cobrança de livros não devolvidos; 
 Interligação com redes nacionais e internacionais (COMUT, IBICT, Internet) e 
outras bibliotecas cooperantes (empréstimos entre bibliotecas). 
 Base de dados com 500 (quinhentos) títulos. 
 83 
Para tal processo, a instituição coloca à disposição da Biblioteca, 
profissionais de informática, não só para a implantação dos sistemas, mas também 
para seu gerenciamento e treinamento dos usuários ao acesso às bases de dados, 
proporcionando à comunidade acadêmica segurança, confiabilidade e agilidade na 
recuperação da informação. 
Para o tratamento das informações, descrição bibliográfica e classificação, 
a Faculdade celebrou convênio com órgão que dispõe de processo de catalogação 
cooperativa, visando menor dispêndio de tempo e maior confiabilidade. 
A Biblioteca conta, no seu primeiro ano de funcionamento, com os 
seguintes equipamentos: 
 02 microcomputadores funcionando como servidor e conectado à 
Internet; 
 02 impressoras; 
 02 leitores de impressão digital; 
 09 terminais para acesso a internet; 
 03 terminais para consulta local do acervo; e. 
 Ambiente totalmente coberto pelo sistema Wi-Fi, gratuito ao aluno. 
 
Além dos 09 terminais da Biblioteca para acesso à Internet, a comunidade 
acadêmica tem à sua disposição, já no primeiro ano de funcionamento da Faculdade, 
mais 50 terminais, nos laboratórios de informática. 
A atualização tecnológica desses equipamentos é realizada 
periodicamente, de acordo com o plano diretor de tecnologia da informação -PDTI. O 
aumento do número de terminais à disposição dos usuários manterá a relação inicial, 
de acordo com a evolução dos usuários, especialmente, alunos e professores. 
 
Facilidades para Acesso à Informações (Bases de Dados, Internet) 
 
As facilidades para acesso à Informações podem ser resumidas em: 
 84 
 Comutação Bibliográfica através da BIREME, COMUT,e a base de dados 
assinada INFOTRAC CUSTOM da empresa DotLib (fornecimento de cópias de 
artigos de periódicos localizados em universidades e instituições integrantes do 
Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Periódicas, do IBICT/CNPq). 
 Acesso à Internet; 
 Acesso a redes de informação científica e tecnológica; 
 Acesso a Bibliotecas Virtuais; 
 Acesso a Revistas Eletrônicas; 
 Pesquisa em CD-ROM; 
 Pesquisa bibliográfica por e-mail. 
Como exemplo de Relações Institucionais para compartilhamento e 
intercâmbio de acervo e de informações, podemos citar: 
INSTITUIÇÃO ENDEREÇO ELETRÔNICO 
IBICT/CNPq www.ibict.br 
FENACON www.fenacon.org.br 
Financial Accounting Standards Board – FASB www.rutgers.edu 
Fundação Inst. Pesquisas Contábeis, Atuariais 
e Financeiras 
www.eac.feasp.usp.br 
Informações Objetivas - IOB www.iob.com.br 
Instituto Brasileiro de Contadores www.ibracon.com.br 
International Accounting Standards Committee 
– IASC 
www.iasc.org.uk 
Depto Nac. de Registro do Comércio www.dnrc.gov.br 
Tribunal de Contas da União www.tcu.gov.br 
Confederação Nacional do Comércio www.cnc.com.br 
CNPq www.cnc.com.br 
Biblioteca do BNDES www.cnpq.gov.br 
Biblioteca do IPEA www.ipea.org.br 
Biblioteca Nacional www.bn.br 
BIREME www.bireme.br 
 
 85 
O acervo bibliográfico da FACEMA atende plenamente às exigências 
definidas pelo MEC, contemplando 3 (três) títulos de bibliografia básica com 25 (vinte 
e cinco) volumes de cada um deles, bem como 3 (três) títulos de bibliografia 
complementar e 09(nove) volumes de cada um deles. 
 
 
10.7. CORPO DOCENTE 
 
O corpo docente é constituído de professores qualificados, em obediência 
às disposições legais atinentes e normas aplicáveis dos órgãos competentes, sendo 
que há três categorias de professores: 
 Professor Titular; 
 Professor Assistente; 
 Professor auxiliar. 
 
As categorias são subdivididas de acordo com o Plano de Carreira. Os 
professores são contratados pela Mantenedora, pelo regime da Consolidação das 
Leis do Trabalho e de acordo com as exigências e normas em vigor. 
O papel do professor não se esgota na transmissão do conhecimento, 
mas envolve uma dimensão formativa, anteriormente qualificada. O professor tem 
uma autoridade que se origina do saber técnico e científico que detém o que lhe 
confere o papel de dirigente e coordenador do processo de ensino. 
Dele se exige uma postura investigativa traduzida no constante 
aprofundamento do conhecimento, no comprometimento com a produção científica, 
na preocupação com a clareza conceitual e profundidade teórica no tratamento dos 
temas e na definição das estratégias didáticas de trabalho em sala de aula. 
O papel do professor concretiza-se na relação direta com o aluno na sala 
de aula, porém não se esgota aí. É necessário que a proposta de cada disciplina 
esteja integrada ao projeto global do curso, o que exige a participação efetiva do 
professor na discussão e montagem do projeto de ensino, em suas diferentes 
instâncias. 
Devem ser garantidos, no processo, critérios de avaliação e contratação 
docente, no sentido de assegurar a efetivação das diretrizes da política pedagógica 
adotada. 
 86 
Para facilitar a implementação do novo currículo e favorecer o debate e 
atualização do corpo docente, serão organizados seminários e cursos sobre temas 
ligados ao desenvolvimento do projeto de ensino. 
O corpo docente do Curso de Serviço Social da FACEMA é composto por 
12 professores sendo 01 Doutor e 11 Mestres, com larga experiência no campo 
educacional, sobretudo no âmbito da Educação Superior e estão imbuídos em 
contribuir com a formação critica e filosófica doprofissional que pretendem formar. 
Segue o quadro demonstrativo do Corpo Docente previsto para os dois primeiros 
anos de funcionamento. 
 
COORDENAÇÃO 
 
CPF 
 
TITULAÇÃO 
 
FORM. BÁSICA 
Liana Maria Ibiapina do Monte 
Siqueira 
375.140.673-53 Mestre Serviço Social 
 
1º SEMESTRE DOCENTE 
 
 CPF TIT. FORM. R.T. 
Filosofia Geral Isa Maria dos Santos 038497593-34 Mestre Filosofia TI 
Introdução à Sociologia Célio de Sousa Pitanga 565250130-15 Mestre Ciências 
Sociais 
TP 
Introdução ao Serviço 
Social 
Liana Mª Ibiapina do 
Monte Siqueira 
375140673-53 
Mestre Serviço Social TI 
Metodologia do 
Trabalho Científico 
Rossana da Silva 
Duarte 
122769418-04 Mestre Serviço Social TP 
Economia Política I Francisco Tavares de 
Miranda Filho 
 
212343453-15 
Mestre Economia TI 
 
2ºSEMESTRE 
 
Sociologia Brasileira Célio de Sousa Pitanga 565250130-15 Mestre Ciências 
Sociais 
TP 
Questão Social e 
Serviço Social 
Luciene Ferreira 
Mendes de Carvalho 
807555003-00 
Mestre Serviço Social TP 
Psicologia Geral Sandra Mª Fortaleza 109121468-93 Doutora Psicologia TP 
Economia Política II Francisco Tavares de 
Miranda Filho 
 
212343453-15 
Mestre Economia TI 
Formação Sócio 
Histórico do Maranhão 
Liana Mª Ibiapina do 
Monte Siqueira 
 
375140673-53 
Mestre Serviço Social TI 
 
3ºSEMESTRE 
 
 
 
 
Teoria do Serviço Social I Maria José Girão Lima 396448713-91 Mestre Serviço Social TP 
Fundamentos Históricos 
Teórico-metodológicos 
Maria Ceci de Melo 
Rodrigues Facó 
 
096.034.333 - 49 
 
Mestre Serviço Social TP 
 87 
do Serviço Social I 
Antropologia Social 
Arydimar Vasconcelos 
Gaioso 
 
437606603-63 
Mestre Ciências 
Sociais 
TP 
Psicologia Social Sandra Mª Fortaleza 109121468-93 Doutora Psicologia TP 
Direito de Legislação 
Social 
Gisele Karolina Gomes 
Freitas Ibiapina 
 
859043923-20 
Mestre Direito TP 
 
4º SEMESTRE 
 
Teoria do Serviço Social 
II 
Maria José Girão Lima 396448713-91 Mestre Serviço Social TP 
Fundamentos Históricos 
Teórico-metodológicos do 
Serviço Social II 
Maria Ceci de Melo 
Rodrigues Facó 
 
096.034.333 - 49 
 
 
Mestre Serviço Social TP 
Sociedade Civil e 
Movimentos Sociais 
Rossana da Silva 
Duarte 
122769418-04 Mestre Serviço Social TP 
Política Social I 
Luciene Ferreira 
Mendes de Carvalho 
807555003-00 Mestre Serviço Social TP 
Identidades Culturais e 
Serviço Social no Brasil 
Antônio César Dias 
Macedo 
 
273683273-68 
Mestre Serviço Social TP 
 
 
10.7.1. Coordenação do Curso 
 
Compreendendo o papel da Coordenação de Curso como de gestão da 
produção acadêmica, percebe-se sua atuação nos espaços de planejamento e 
incentivo da produção acadêmica, da infra-estrutura, da melhoria da qualidade, no 
acompanhamento das Atividades de ensino, Pesquisa e extensão e na efetivação de 
convênios e parcerias científicos e institucionais, havendo a necessidade que o 
ocupante de tal função apresente vasta experiência de administração acadêmica e 
de magistério superior, além de amplo conhecimento das peculiaridades do Serviço 
Social obtido através de contínua capacitação. 
Nesse sentido, preenchendo as exigências já ditadas para o exercício de 
tal função, conforme pode ser comprovado no Curriculum Vitae abaixo resumido, 
apresenta-se como Coordenadora do Curso a Profa. Ms.Liana Maria Ibiapina do 
Monte Siqueira, responsável pela implantação deste projeto. 
 
 
 
 88 
CURRICULUM RESUMIDO DA COORDENADORA DO CURSO 
PROFa. LIANA MARIA IBIAPINA DO MONTE SIQUEIRA 
 
Possui graduação em Serviço Social pela Faculdade Adelmar Rosado – 
FAR (2005), especialista em Saúde Pública (2007) e Saúde da Família (2007), atua 
na área da assistência social, atualmente exercendo função de supervisora geral dos 
centros de referencias da assistência social, atua na área da docência desde de 
2007, como professora, coordenação, orientação de TCC. Possui mestrado em 
Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco/UFPE . Tem experiência 
na área do Serviço Social, com ênfase na assistência social. 
 
10.7.2. Núcleo Docente Estruturante 
 
Levando-se em consideração as características do Núcleo Docente 
Estruturante - NDE de curso, em seus aspectos composicional e/ou funcional, cabe 
esclarecer a enorme importância desse espaço de concepção e de debate sobre 
todas as implicações pedagógicas do curso. Trata-se de um campo onde serão 
concebidas e indicadas a maior parte das ações didático-pedagógicas que se 
transformarão em base para a efetivação dessas ações. É esclarecedor também 
registrar que esse espaço também reflete as diretrizes preconizadas pelo projeto 
pedagógico do curso, bem como as diretrizes institucionais defendidas pela IES, 
formalizadas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e no Projeto 
Pedagógico-Institucional (PPI). 
A partir disso, o Núcleo Docente Estruturante - NDE de Curso, em sua 
composição e funcionamento, refletem coerentemente as prerrogativas normativas e 
institucionais da IES, sobretudo no tocante à acessibilidade ao conhecimento da 
comunidade interna, bem como à garantia de sua autonomia e sua representação 
junto aos segmentos docentes e discentes. 
Todo o desenvolvimento e implantação do curso são planejados pelo 
Núcleo de Docente Estruturante, formado por 5 (cinco) docentes, dentre estes a 
Coordenadora do Curso, o que corresponde a 35% dos professores previstos para 
os dois primeiros anos do curso, relação que deverá ser mantida durante os anos 
subseqüentes. 
 89 
Os integrantes do NDE do Curso de Serviço Social são mestres com 
formação acadêmica na área do curso em tese, com contratação para exercício das 
atividades na IES em tempo integral, comprometendo-se com a plena exeqüibilidade 
do currículo pleno definido neste projeto pedagógico por eles estabelecido. O NDE é 
formado pelos seguintes professores: 
1 – Liana Maria Ibiapina do Monte Siqueira 
2 – Rossana Silva Duarte 
3 – Antonio César Dias Macedo 
4 – Luciene Ferreira Mendes de Carvalho 
5 – Gisele Karolina Gomes Freitas Ibiapina 
 
10.8. ATENDIMENTO AO DISCENTE 
 
O Plano de Atendimento ao Discente a ser desenvolvido pela FACEMA, 
conforme estabelecido no Plano de Desenvolvimento Institucional envolve o 
programa de nivelamento, a monitoria, o programa de acompanhamento de egressos 
e o sistema de orientação discente, sendo que este funcionará com a 
disponibilização de 20% do total da hora /aula do professor para o atendimento ao 
aluno ou grupo de alunos que necessitem de um acompanhamento específico fora 
da sala de aula. 
Além desse acompanhamento, o acadêmico poderá ter atendimento 
psicológico, através do Programa de Acompanhamento Psicológico, inserido no 
Plano de Atendimento ao Discente, para auxiliar nas questões que envolvem 
relações interpessoais, bem como dificuldades de aprendizagem. 
 
10.9. MONITORIA 
 
A monitoria constitui uma das atividades curriculares, em que os alunos têm 
a oportunidade de desenvolver competências vinculadas a determinadas disciplinas, 
contribuindo, assim, para sua formação acadêmica. Caberá aos discentes 
selecionados para a atividade de monitoria realizar atividades didático-pedagógicas 
que os capacite para o exercício da docência. Os discentes serão selecionados 
mediante edital, atendendo a critérios estabelecidos em norma institucional própria. 
 
 90 
 
11. PESQUISA E EXTENSÃO 
 
 
A pesquisa de novos conhecimentos constitui um primeiro passo para a 
compreensão da profundidade das mudançasque atravessa a sociedade e para a 
indicação de caminhos possíveis para a reconstrução das instituições sociais do 
país. Tais conhecimentos novos devem fornecer subsídios às práticas dos 
assistentes sociais, sendo utilizados para suas atividades de estudo e atuação 
prática. 
Além disso, a pesquisa possibilitará ao aluno de Serviço Social investigar 
fenômenos complexos que exijam a abordagem de diversos ramos do conhecimento. 
Fazendo uso dos conhecimentos metodológicos aprendidos durante o curso, da 
teoria e da informática. 
O curso de Serviço Social será integrado ao Núcleo de Pesquisa da 
Faculdade de Ciência e Tecnologia do Maranhão - FACEMA. Os eixos de pesquisa a 
serem definidos buscarão orientar os alunos inseridos nos projetos de pesquisa 
conforme Programa de Iniciação Científica. 
As atividades de extensão ocorrerão em caráter de intervenção social 
promovendo a integração e a cooperação entre a comunidade universitária e a 
sociedade. Tem por objetivo atender demandas em diferentes contextos sociais, 
visando consolidar os propósitos de compromisso social da instituição pautando pelo 
componente ético. 
 
 
12. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO 
 
 Acompanhar as atividades e avaliá-las leva-nos à reflexão, a partir de 
dados concretos sobre como o Curso se organiza para colocar em ação o seu 
Projeto Pedagógico. A avaliação do Projeto Pedagógico, numa visão crítica, parte da 
necessidade de se conhecer a realidade escolar, busca explicar e compreender 
criticamente as causas da existência de problemas, bem como suas relações, suas 
 91 
mudanças e se esforça para propor ações alternativas (criação coletiva). Esse 
caráter criador é conferido pela autocrítica. 
Avaliadores, que conjugam as idéias de uma visão global, avaliam o 
Projeto Pedagógico, não como algo estanque, desvinculado dos aspectos políticos e 
sociais. Não rejeitam as contradições e os conflitos. A avaliação tem um 
compromisso mais amplo do que a mera eficiência e eficácia das propostas 
conservadoras. Portanto, acompanhar e avaliar o Projeto Pedagógico é avaliar os 
resultados da própria organização do trabalho pedagógico. 
Considerando a avaliação dessa forma, é preciso entender o Projeto 
Pedagógico do Curso como uma reflexão de seu cotidiano, daí a necessidade de 
uma reflexão coletiva dos atores envolvidos no processo, ou seja, professores e 
alunos, na busca de uma avaliação permanente com vistas à consolidação da 
proposta. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL, Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação. Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Curso de Serviço Social. Resolução nº 15/2002 
MEC/ CNE/CES. 
 
BRASIL, Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação.Resolução 
CNE/CES Nº. 2, de 18/06/2007 Institui carga horária mínima dos cursos em 
Bacharelado e Licenciatura.

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