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Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 ESTUDO DE SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA – 2 Conceitos IMPORTANTES: 1. Antissepsia: é a eliminação das formas vegetativas de bactérias patogênica e grande parte da flora residente da pele ou mucosa, através da ação de substâncias químicas (anti-sépticos). 2. Assepsia: Método empregado para impedir que um determinado meio seja contaminado. Quando este meio for isento de bactérias chamamos de meio asséptico. 3. Degermação: é a remoção de detritos, impurezas, sujeira e microrganismos da flora transitória e alguns da flora residente depositados sobre a pele através da ação mecânica de detergente, sabão ou pela utilização de substâncias químicas (anti- sépticos). 4. Desinfecção: é a eliminação de microrganismos patogênicos na forma vegetativa, geralmente é feita por meio químicos (desinfetantes). 5. Equipamento de proteção individual (EPI'S): são equipamentos de proteção utilizados pelo profissional, pessoal auxiliar, paciente e equipamentos, a fim de evitar contaminação e acidentes (gorro, máscara, avental, luvas, óculos de proteção...) 6. Esterilização: é a destruição dos microrganismos nas formas vegetativas e esporuladas. 7. Infecção cruzada: é a infecção ocasionada pela tranmissão de um microrganismo de um paciente para outro, geralmente pelo pessoal, ambiente ou um instrumento contaminado. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 Classificação das áreas hospitalares - Áreas Críticas: Oferecem risco potencial para aquisição de infecções, seja pelos procedimentos invasivos realizados ou pela presença de pacientes imunodeprimidos, risco ocupacional no manejo de substâncias infectantes. Ex. Centro Cirúrgico (CC), Centro Obstétrico (CO), Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Unidade de Diálise, Laboratório de Análises Clínicas, Banco de Sangue, Setor de Hemodinâmica, Unidade de Transplante, Unidade de Queimados, Unidades de Isolamento, Berçário de Alto Risco, Central de Material e Esterilização (CME), Lactário, Serviço de Nutrição e Dietética (SND), Farmácia e Área suja da Lavanderia.; - Áreas semi-críticas: São todas as áreas hospitalares ocupadas por pacientes com doenças não infecciosas ou infecciosas com baixa transmissibilidade. Ex. enfermarias e apartamentos, ambulatórios, banheiros, posto de enfermagem, elevador e corredores. - Áreas não críticas: São todas as áreas hospitalares não ocupadas por pacientes. Ex. vestiário, copa, áreas administrativas, almoxarifados, secretaria, sala de costura. CLASSIFICAÇÃO DE ARTIGOS HOSPITALARES: - Artigos críticos: Artigos destinados à penetração através da pele e mucosas adjacentes, nos tecidos subepiteliais e no sistema vascular, bem como todos os que estejam diretamente conectados com este sistema, isto é, são artigos que entram em contato direto com os tecidos ou tratos estéreis e requerem esterilização; - Artigos semi-críticos: São todos aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras e requerem desinfecção de médio ou alto nível; - Artigos não críticos: São aqueles que entram em contato apenas com a pele íntegra. Requerem limpeza e desinfecção de baixo ou médio nível Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 O que é limpeza? Consiste na remoção da sujidade das superfícies inertes, podendo ser feita por meio mecânico, físico ou químico. A intenção da limpeza é retirar o substrato (“alimento” e moradia) dos microrganismos. A limpeza antecede a desinfecção e a esterilização. Retira o microrganismo de um lugar para outro. O que é desinfecção? A desinfecção refere-se aos processos químicos ou físicos usados para reduzir a quantidade de patógenos potenciais sobre a superfície de um objeto. Esses processos não removem necessariamente todo o potencial para infecção, porque podem permanecer esporos que são capazes de crescer em um momento mais adiante. Uma substância química empregada em objetos inanimados é chamada de desinfetante. Uma substância química utilizada em objetos vivos é chamada de anti-séptico. TIPOS DE LIMPEZA Principais princípios da limpeza: 1. Inicia-se do local mais limpo para o local mais sujo, ou do local menos contaminado de acordo com o “provável nível de sujidade ou contaminação” 2. Movimento único em um único sentido 3. Mais distante do mais próximo 4. Limpeza deve ser úmida Concorrente: Entende-se por limpeza concorrente a higienização diária de todas as áreas do hospital, com o objetivo da manutenção do asseio, reposição de materiais de consumo como: sabão líquido, papel toalha, papel higiênico, saco para lixo. Inclui: →Limpeza de piso, remoção de poeira do mobiliário e peitoril, limpeza completa do sanitário; →Limpeza de todo o mobiliário da unidade (bancadas, mesa, cadeira), realizada pela equipe da unidade (ou pela equipe da higienização, quando devidamente orientada). Intermediária: Realizada em locais de alta rotatividade (PS, ambulatório) limita-se a limpeza do piso e banheiro. Terminal: Entende-se por limpeza terminal a higienização completa das áreas do hospital e, às vezes, a desinfecção para a diminuição da sujidade e redução da população microbiana. É realizada de acordo com uma rotina pré-estabelecida, habitualmente, uma vez por semana ou quando necessário. Além da limpeza da unidade outros mobiliários e equipamentos, que têm contato direto com o paciente, também devem ser limpos sempre que utilizados (cadeira de rodas, maca e outros). Consiste no método de limpeza ou desinfecção de mobiliário e material que compõem a unidade do paciente no hospital. É feita após a alta, transferência, óbitos ou longa permanência do paciente. Executar a técnica com movimentos firmes, longos e em uma só direção. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 EQUIPAAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI’s) -Luvas: Serve de proteção para o profissional de saúde contra a aquisição de organismos infecciosos em suas mãos. É equipamento de consumo, ou seja, deve ser descartado. Luvas de procedimento devem ser usadas quando se prevê o contato direto com substâncias corporais úmidas de qualquer cliente. As mãos são lavadas e secas antes e depois de usar as luvas. -Óculos: Não é descartável. Utilizados em procedimentos tais como: aspiração da traqueia, passagem/retirada/ de sonda gástrica. -Gorro: São descartáveis e evitam queda de cabelos. -Máscara: Evitam a transmissão de agentes infecciosos através do ar. Evitam que secreções entre em contato com o paciente, além de proteger o usuário contra a inalação de gotículas com grandes partículas, as quais são transmitidas pelo contato próximo. Tipos: máscara simples, máscara cirúrgica e N95. -Avental: Serve de proteção para o profissional. Devem ser usados quando for provável que a roupa do profissional da saúde fique suja por material infectado. -Calçados As técnicas que evitam transferência de patógenos de uma pessoa para outra são referidas como “barreiras”. Seu objetivo consiste em conter os patógenos estabelecendo barreiras assépticas em torno do cliente e dos profissionais. As barreiras mais comumente utilizadas são as máscaras, aventais, luvas, quartos particulares, sacos de lixo à prova d’água para roupas de cama e lixo, rotulagem e colocação em sacos dos esquipamentos e amostras contaminados, e controle do fluxo de ar para dentro das áreas estéreis e para fora das áreas contaminadas. SOLUÇÕES ANTI-SÉPTICAS Anti-sépticos: são substâncias microbicidas ou microbiostáticas destinadas a diminuir, eliminar ou inativar a microbiota das mãos da pele. Entre os anti-sépticos, os mais utilizados são: álcoois, clorexidina,compostos de iodo, iodóforos e triclosan. Cada um desses produtos possui características específicas Álcool (60% a 90%): Etílico, n-propílico, isopropílico Os alcoóis, em particular o etanol e isopropanol, foram utilizados durante muitos anos como agentes antimicrobiano e como transportadores para outros antimicrobianos insolúveis em água, como o iodo e fenóis. Devido a seu baixo custo, evaporação rápida e ausência de resíduo, mostram-se úteis para a desinfecção de objetos inanimados. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 Características: Desnaturação das proteínas; Ação contra Gram positivos (+), gram (-), bacilos da tuberculose, fungos, vírus (HBV, HIV, RSV), não esporicida; Mínima toxicidade; Ação rápida, mas sem ação residual (Ou seja, não permanecem ativos após o período de utilização); Atividade varia de 15 segundos para alguns gram-negativos gradativamente a 1min, 3min, 4min, 7min conforme a resistência dos microrganismos Causa ressecamento da pele; Atua principalmente na microbiota transitória. Solução degermante ( clorexidina 2% ou PVPI 10%) São utilizados antes de realizar procedimentos invasivos ex. Cirurgias, instalação de cateteres entre outros. Após o contrato do profissional com o paciente colonizado ou infectado por patógenos multiresistentes. Degermação do paciente antes de procedimentos invasivos ( O paciente toma banho utilizando o degermante ) ex. de procedimentos: cirurgia, cateter venoso central. Após a degermação é necessário realizar antissepsia com solução alcóolica ( o uso dos dois antissepticos amplifica eliminação de microrganismos, visto que a solução alcóolica 70% tem alta capacidade de ação contra bacilos da tuberculose, gram negativas (-) e a clorexidina não). Obs: Não utilizar em curativos (exceto: crosta ou lesões muito sujas); Não usar em mucosas, pois causa prurido no local ( O alívio para o prurido causado por dergermante é o uso de água corrente). Solução alcóolica – solução volátil ( Clorexidina 0,5% ou PVPI 3,0%) Utilizado no preparo pré-operatório após a utlização do degermante Preparo da pele do paciente para realização de procedimentos invasivos percutâneos ex. Biópsia. Antes da coleta de materiais biológicos. Obs: Não utilizar em mucosas Solução de Clorexidina tópica ou aquosa 2% Preparo de mucosas para realização de procedimentos cirúrgicos Preparo de região genital antes da instalação de catéter urinário Processos odontológicos Obs: Só são utilizados nesses casos Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 CLOREXIDINA PVPI (iodopovidona) Ação residual 5 a 6 horas 2 a 3 horas Informações Iodopovidona, substância ativa da Solução Tópica de Iodopovidona 10 % , é um iodóforo usado como antisséptico. Trata-se de um complexo de iodo com polividona, que é um polímero solubilizante e carreador do iodo. Soluções de Iodopovidona liberam gradualmente o iodo, desempenhando um efeito germicida sobre bactérias gram- positivas e gram-negativas, fungos, vírus, protozoários e esporos. A liberação gradativa do iodo faz com que o produto tenha uma ação prolongada e evita os efeitos irritantes causados pelas soluções de iodo puro. Soluções a 10 % de Iodopovidona possuem 1 % de iodo livre. A Iodopovidona apresenta vantagens em relação às soluções de iodo: não irrita a pele e mucosas; boa estabilidade do complexo, sem perda do iodo; pode ser utilizada em bandagens sem ocasionar queimaduras; tem ação germicida prolongada; ação rápida mesmo em presença de matéria orgânica como sangue e pus; forma filme que isola, protegendo a área tratada. CONSIDERAÇÕES GERAIS Em recém-nascidos, utilizar solução de clorexidina para procedimentos invasivos, incluindo cirurgia. Em cirurgias oftalmológicas o PVPI tópico pode ser utilizado. Em cirurgias plásticas de face e ginecológicas recomenda-se o uso de clorexidina tópica RECOMENDAÇÕES PARA O USO DE ANTISSÉPTICOS Procedimento Anti-séptico de escolha Alternativa Higienização das mãos Procedimentos invasivos Clorexidina degermante 2% PVPI degermante 10% Cuidados com pacientes em isolamento Clorexidina degermante 2% Álcool gel a 70% Cuidados com pacientes em geral Não recomendado Água e sabão ou Álcool gel a 70% Cateter venoso central e periférico Inserção e Curativo Clorexidina alcoólica 0,5% PVPI alcoólico 10% Manipulação Álcool etílico a 70% Clorexidina alcoólica 0,5% Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 Cateter vesical Inserção Clorexidina degermante 2% PVPI tópico 10% Manipulação Não indicado uso de anti- séptico Não indicado uso de anti-séptico Cirurgia Banho pré-operatório Clorexidina degermante 2% Água e sabão Escovação cirúrgica das mãos Clorexidina degermante 2% PVPI degermante 10% Degermação da pele do paciente Clorexidina degermante 2% PVPI degermante 10% Anti-sepsia da pele do paciente Clorexidina alcoólica 0,5% PVPI alcoólico 10% Curativo de ferida cirúrgica Não indicado uso de anti- séptico Não indicado uso de anti-séptico Lixo comum (Saco preto): Resíduos que não apresentam risco biológico ou químico, podendo ser comparados ao lixo domiciliar.Ex: restos alimentares, papel higiênico, fraldas, absorventes, resíduos de varrição dentre outros. Lixo infectante ou contaminado ou biológico (Saco branco leitoso): Todo material que entrou e contato com o paciente e possa estar potencialmente infectado com sangue ou secreções. (Perfurocortantes possuem recipiente resistente próprio para descarte – descarpack ou recipientes plástico duro). CONSIDERAÇÕES DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE SOLUÇÕES IV Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Atualmente, o papel da enfermagem no que diz respeito a administração de medicamentos tem se tornado cada vez mais complexo e diversificado. Hoje em dia o nível de conhecimento e competência por parte dos profissionais da enfermagem vai além do fornecimento do medicamento e da dosagem certa ao paciente. Além de fornecer o medicamento, a observação e intepretação de respostas do cliente à terapia farmacológica são cruciais para reconhecer possíveis interações ou incompatibilidade medicamentosa. Ademais, o profissional deve, também, ter conhecimento sobre ações e os efeitos indesejáveis dos fármacos e sobre aspectos morais, éticos e legais da terapia medicamentosa. Droga: Substância química, com estrutura conhecida ou não, que não seja componente alimentício ou da dieta, capaz de causar algum efeito no organismo. Todo e qualquer substância que altere a função fisiológica, com potencial para afetar a saúde. Ex. Dietialamina do ácido lisérgico (LSD). Medicamento: Produto contendo um ou mais princípio ativo juntamento com produtos inertes para tratar ou previnir determinado problema de saúde. É uma associação de 1 ou mais fármacos + excepientes ou produtos inertes. Ex. Tylenol, resfenol. TODOS MEDIMENTOS SÃO DROGAS Fármaco: Substância química com estrutura conhecida que pode ser utilizada para diagnóstico, tratamento e profilaxia de doenças. Ex. Antibioticos betalactâmicos Ação profilática: Vitamina C Ação terapêutica: Anti-hipertensivos, antibióticos Auxiliares de diagnóstico: Contrastes radiológicos Não se deve administrar medicamentos sem rótulo, sem nome! TIPOS DE AÇÃO DOS MEDICAMENTOS 1. Ação Local: Age no local ondeé aplicado ex. Pomadas, colírios Via tópica. 2. Ação Sistêmica: Quando seu princípio ativo precisa primeiro ser absorvido e entrar na corrente sanguínea para depois chegar ao local de ação. Via enteral Via parenteral FORMAS FARMACÊUTICAS -Estados de agregação dos fármacos 1. Líquidos 2. Sólidos: São apresentados em: Pó: Deve ser diluído em liquído e dosado em colheradas. Ex. Bicarbonato de sódio. Comprimido: pó comprimido em formato próprio, sua absorção acontece no estômago. Drágea: contém um núcleo com medicamento, revestido por uma solução de queratina (gomalaca) açúcar e corante. Sua absorção é intestinal. São usadas para evitar sabor e odor desagradáveis e facilitar a deglutição. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 Cápsula: Tem um envólcru de gelatina e um medicamento em forma sólida, semi-sólida ou líquida. É usada para evitar sabor e odor desagradáveis, facilitar a deglutição e facilitar a liberação do medicamento. Supositório: Formato cônico ou oval, destina-se à aplicação retal. Pode ter ação local (glicerina) ou sistêmica (indomectacina) Óvulo: Tem foma ovóide e aplicação vaginal. Ex. Metronidazol. 3. Semi-sólidos 4. Gasosos LOCAL DE ARMAZENAMENTO DOS MEDICAMENTOS A Fármacia ou almoxarifado é o local apropriado para o armazenamento dos medicamentos. É o local onde se encontra a maior parte dos medicamentos. A unidade de Enfermagem é o local onde há a menor parte, mas não é o local de escolha para guardar medicamentos. Cuidado com o armazenamento: De acordo com as necessidades e propriedades do medicamento. Cuidado com recipientes 9 CERTOS DA MEDICAÇÃO 1. Paciente Certo: Este direito é autoevidente, o medicamento deve ser administrado ao paciente para quem é prescrito. 2. Droga certa: Pesquisas mostram que mais de 1/3 dos erros de medicamentos ocorre pela administração da droga errada. 3. Via certa: O enfermeiro deve compreender as diferenças entre estas rotas, tais como a taxa de absorção e início de ação. 4. Dose certa: Conferência da dose prescrita com a apresentação da dosagem no rótulo da droga. 5. Horário certo: A medicação deve ser administrada no tempo correto para garantir níveis séricos terapêuticos. Administrar a medicação na hora errada é um ERRO GRAVE. 6. Documentação certa: Quando um enfermeiro administra uma medicação, ele deve checar por escrito (anotação no prontuário do paciente). 7. Ação/razão certa: Garantir que o medicamento é prescrito pela razão certa. 8. Forma certa: Muitos medicamento estão disponíveis em diferentes formas para serem administrados em várias vias. A checagem da forma deve assegurar que atenda às especificidades do paciente, com análise do tempo de absorção frente a cada apresentação da droga. 9. Resposta certa: Monitorar o paciente para que a medicação tenha efeito. Este direito da administração de medicamento envolve uma avaliação da eficácia, que é crucial para alguns medicamentos de alto risco, como anticoagulantes e insulina, por exemplo. (PACIENTE -----> MEDICAMENTO). Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 ERROS DE MEDICAÇÃO Os erros na medicação são considerados eventos adversos ao medicamento passíveis de prevenção, podendo ou não causar dano ao paciente, com possibilidade de ocorrer em um ou em vários momentos dentro do processo de medicação (BATES et al., 1995;. LEAPE et al. 1995). Erro de medicação é definido como um evento evitável, ocorrido em qualquer fase da terapia medicamentosa, que pode ou não causar danos ao paciente. Tipos de erro de medicação 1- Erro de prescrição: prescrição imprópria de um medicamento, seja em relação à dose, apresentação, quantidade, via de administração ou concentração. Além de prescrição ílegivel, incompleta, prescrição incorreta da forma de apresentação do medicamento, incorreta velocidade de infusão do medicamento entre outros. 2- Erro de dispensação: Considera-se erro de dispensação a distribuição incorreta do medicamento prescrito ao paciente. Falhas ao distribuir o medicamento, como: doses incorretas; rótulos incorretos ou inadequados; preparação incorreta ou inapropriada; distribuição de medicamento com data expirada; medicamento estocado de maneira imprópria ou ainda comprometido física ou quimicamente. 3- Erro de omissão: A não administração de um medicamento prescrito para o paciente; Ausência de registro da execução da medicação são exemplos de erros de omissão. 4- Erro de horário: Considera-se erro de horário a administração do medicamento fora do intervalo de tempo estabelecido pela instituição, conforme o aprazamento da prescrição (geralmente se considera hora certa se o atraso não ultrapassa meia hora, para mais ou para menos). 5- Erro de administração não autorizada de medicamento: Administração de medicamento não presrito; administração de medicamento ao paciente errado (troca de paciente); administração do medicamento errado; administração de medicamento não autorizado pelo médico; utilização de prescrição desatualizada; 6- Erro de dose: Administração de uma dose maior ou menor que a prescrita; administração de uma dose extra do medicamento; administração de dose duplicada do medicamento 7- Erro de apresentação: Considera-se erro de apresentação a administração de um medicamento em apresentação diferente da prescrita 8- Erro de preparo: medicamento incorretamente formulado ou manipulado: diluição ou reconstituição incorreta ou inexata; falha ao agitar suspensões; diluição de medicamentos que não permitam esse procedimento, mistura de medicamentos que são física ou quimicamente incompatíveis e embalagem inadequada do produto. Armazenamento inadequado do medicamento; falha na ténica de assepsia; identidicação incorreta do fármaco; escolha inapropriado dos acessórios de infusão. 9- Erro de administração: Falha na ténica de asspesia; falha na técnica de administração do medicamento; Administração do medicamento por via diferente da prescrição; Administração do medicamento em local errado; Administração do medicamento em Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 1 velocidade de infusão incorreta; associação de medicamentos física ou quimicamente incompatíveis; falha nos equipamentos ou problemas com acessóris da terapia de infusão; Administração de medicamento prescrito incorretamente. 10- Erro com medicamentos deteriorados: Administração de medicamento com data expirada; Administração de medicamento com integridade química estava comprometida. 11- Erro de monitoração: Falha em rever um esquema prescrito para devida adequação ou detecção de problemas; Falha em monitorar dados clínicos e laboratoriais antes, durante e após a administração de um medicamento, para avaliar a resposta do paciente à terapia prescrita. 12- Erro em razão da não aderência do paciente e família: Considera-se erro em razão da não aderência do paciente e família o comportamento inadequado do paciente ou cuidador quanto a sua participação na proposta terapêutica. REGRAS GERAIS: ERROS NO PROCESSO 1. Todo medicamento deve ser prescrito pelo médico; 2. A prescrição deve ser escrita e assinada (caso haja alguma intercorrência); 3. Nunca administrar medicamento sem rótulo; 4. Verificar a data de validade do medicamento; 5. Não administrar medicamentos preparados por outras pessoas; 6. Interar-se sobre as diversas drogas, para conhecer cuidados específicos e efeitos colaterais Melhor horário; Forma de diluição, tempo de validade; ingestão com água, leite, sucos; Antes, durante ou após as refeições ou em jejum; incompatibilidade ou não de mistura de drogas.8. Tendo dúvidas sobre o medicamento, não administrá-lo 9. Manter controle rigoroso sobre armazenamento, exposição de medicamentos sensíveis. Medidas Importantes 15 ml 1 colher de sopa (medida adulta) 10 ml 1 colher de sobremesa 05 ml 1 colher de chá (medida infantil) 03 ml 1 colher de café 1 gota 3 microgotas 1 g 1000 mg 1 ml 20 gotas 1 ml 1 CC Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 2 CUIDADOS GERAIS NO PREPARO E ADMINISTRAÇÃO Identificar todo material preparado: Com fita adesiva ou cartão de medicação. E deve conter: Nome do cliente: Enfermaria/leito: Medicamento: Dose: Via: Data: Horário: Assinatura (quem preparou): A via de administração afeta a dosagem da droga Vias de administração: Via enteral: É a via de administração na qual os fármacos passam pelo trato gastrointestinal antes de serem absorvidos. Tipos: - Sublingual (Não deve ser administado em crianças) -Via Oral; - Gástrica e duodenal (Sonda nasogastríca, esofagostomia, jejunostomia); -Retal => CAMINHO PERCORRIDO PELOS MEDICAMENTOS DE VIA ENTERAL: 1. Esôfago 2. Estômago 3. Instetino delgado ( Onde o fármaco é absorvido e levado até o fígado) 4. Fígado (O fármaco é metabolizado. Todo e qualquer fármaco administrado por esta via sofre metabolismo de primeira passagem no fígado). 5. Circulação. Logo, os fármacos administrado por via enteral não serão 100% BIODISPONÍVEIS. Sempre que administrar medicação ou alimentação por sonda é necessário fazer a lavagem para: -Retirar sujidade da sonda nasogástrica; -É feito com 20 ml de água; - É OBRIGAÇÃO DA ENFERMAGEM Sobre a administração de medicamento – via sonda: Administre o medicamento de foma LÍQUIDA. Leia o rótulo cuidadosamente antes de esmagar o medicamento Via parenteral: É a via de administração na qual os fármacos não passam pelo tratogastrintestinal. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 3 Tipos: - Intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV); - Intramuscular (IM); - Subcutânea (SC); - Intradérmica (ID); -Intra-arterial -Intracárdio Procedimentos de atribuição médica -Intraperitonial -Intraóssea FORMAS DE ADMINISTRAÇÃO PROCEDIMENTO FUNDAMENTAÇÃO Rever a prescrição do medicamento Certificar-se da droga, dose e horários certos Lavar a mão Diminui os microorganismos e conseqüentemente a incidência de infecções Separar o medicamento sem tocá-lo diretamente com os dedos e colocá-lo num recipiente apropriado, devidamente identificado com nome, quarto e leito do paciente Evita a infecção cruzada e assegura a administração correta da droga ao paciente certo Certificar-se de que o paciente ainda se encontra no mesmo quarto e no mesmo leito Ter certeza de que o medicamento será dado para o paciente certo Levar o medicamento com cuidado até o paciente O manejo cuidadoso evita que os medicamentos sejam derrubados acidentalmente Chamar o paciente pelo nome Assegura ao paciente um cuidado individualizado Explicar ao paciente em linguagem ao seu alcance a ação do medicamento, quando for a primeira vez que o paciente dele fizer uso O paciente tendo conhecimento sobre o medicamento tranqüiliza-se e colabora ao tratamento Dar o medicamento na mão do paciente, assim como um copo com água e solicitar que o ingira. Auxiliar no que for necessário, permanecendo ao seu lado até que a medicação seja ingerida. Ficar atento para as medicações que requerem avaliação antes da administração(antipirético e anti- hipertensivo) Estimula o autocuidado e certeza o que a medicação foi tomada Se o paciente tiver dificuldade para deglutir, esmague a pílula no pilão até pulverizar os medicamentos Comprimidos grandes podem ser difíceis de deglutir Lavar os recipientes, se necessário, e guardá-los em lugar apropriado Mantém a ordem, o material limpo e evita infecções cruzadas Checar a administração do medicamento no prescrição e prontuário do paciente, bem como comunicar qualquer reação Evita que o medicamento seja administrado novamente e obtém subsídios para prescrição médica e de enfermagem Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 4 Nebulizadores Bucal ou máscara de aerossol; Tubo reservatório; Anexar a fonte de oxigênio para criar nebulização não umidificada Obs: Berotec (um dos medicamentos utilizados na terapêutica de nebulização) não é utilizado de forma alguma em caso de gravidez. Não confundir: BEROTEC --------------> BROMETO DE FENOTEROL ATROVENT-------------> BROMETO DE IPATRÓPIO Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 5 Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 6 Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 7 Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 8 Administrando o medicamento via sondas Administre os medicamentos de forma líquida leia o rótulo cuidadosamente antes de esmagar o comprimido não esmague cáspsula SL não esmague medicamentos entéricos Após a administração de medicação ou alimentação irrigue a sonda com 20 ml de água. VIA ORAL - VANTAGENS Auto-administração, econômica, fácil; Confortável, Indolor; Possibilidade de remover o medicamento; Efeitos locais e sistêmicos. Formas farmacêuticas: cápsulas, comprimidos, etc... VIA ORAL – DESVANTAGENS absorção variável (ineficiente); período de latência médio a longo; ação dos sucos digestivos ; Interação com alimentos; pacientes não colaboradores (inconscientes); Sabor; Fenômeno de primeira passagem; pH do trato gastrintestinal. VIA BUCAL/SUB-LINGUAL - VANTAGENS (mucosa oral e sub-lingual) Fácil acesso e aplicação; Circulação sistêmica; Latência curta; Emergência. Formas farmacêuticas: comprimidos, pastilhas, soluções, aerossóis, etc... VIA RETAL - É uma via bastante utilizada na pediatria - Utilizado no ânus: supositório ou clister medicamentoso - É absorvido rapidamente - DESVANTAGENS Lesão da mucosa; Incômodo; Expulsão; Absorção irregular e incompleta. VIA RETAL - VANTAGENS Circulação sistêmica; Pacientes não colaboradores (semi-conscientes, vômitos); Impossibilidade da via oral; Impossibilidade da via parenteral. Formas farmacêuticas: supositórios e enemas. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 9 Administração de injeções IM, SC e ID PROCEDIMENTO FUNDAMENTAÇÃO Rever a prescrição do medicamento Certificar-se da droga certa e horários corretos Lavar bem as mãos Diminui os microrganismos e consequentemente a incidência de infecções Separar o medicamento e colocá-lo num recipiente (bandeja) apropriado, devidamente identificado com nome Assegura ordem na unidade e se administra ao paciente certo. Facilita a técnica e absorção da injeção Preparar o medicamento observando os princípios de assepsia cirúrgica Previne infecções Levar o medicamento com cuidado até o paciente O manejo cuidadoso evita que os medicamentos sejam derrubados acidentalmente Chamar o paciente pelo nome Assegura ao paciente um cuidado individualizado Explicar ao paciente em linguagem ao seu alcance a ação do medicamento, quando for a primeira vez que o paciente dele fizer uso O paciente tendo conhecimento sobre o medicamento tranquiliza-se e colabora aotratamento Fazer a antissepsia da pele Previne infecções locais e gerais Segurar a área em torno do local da injeção em forma de coxim Facilita a entrada da agulha e diminui a dor Na administração de medicamentos de via parenteral, é necessário conter na bandeja: 1. Recipiente com bolas de algodão embebidas em álcool; 2. Seringa; 3. Recipiente para desprezar os algodões sujos; 4. Medicamento prescrito; 5. Agulhas de acordo com a viscosidade da droga, espessura do tecido adiposo e ou massa muscular; 6. Serrinhas para cortar a ampola (opcional). 7. Luvas e máscara (Para preparar antibióticos ou se o profissional estiver gripado). Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 0 A angulação de introdução da agulha será definida conforme a região eleita a ser aplicada, se for a região hipodérmica a angulação a ser utilizada é 45° (caso a agulha seja de 25x6 ou 7). Caso seja uma agulha hipodérmica (10x6 ou 7; 12x6 ou 7) deve-se injetar a agulha num ângulo de 90°. Injeção intramuscular (IM): ângulo de 90° com o bisel lateralizado. Injeção Endovenosa (EV) ou intravenosa (IV): Intradérmica (ID): ângulo de 15° VIA SUBCUTÂNCIA (SC) Absorção constante e lenta; Implante de Pellets; Substâncias não irritantes Limpe o local de administração em movimento circular de dentro para fora; Segure a seringa como se fosse um dardo, palma da mão para baixo. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 1 IMPORTANTE Substâncias recomendadas Aquosas não-irritantes Não excedendo 0,5 a 2 ml de líquido Contra-indicada em locais inflamados, edemaciados, lesionados, ou com cicatrizes; ângulo 45° (agulha 25X7) magros e 90º ( agulha 13X4,5) maior tecido adiposo. BISEL VOLTADO PARA CIMA Não deve aspirar anticoagulantes: Heparina. Hipodermóclise: Esta é uma técnica antiga, que teve seu primeiro relato em 1913, mas deixou de ser utilizada devido à maneira incorreta de uso. Hoje, essa técnica esta sendo novamente sendo utilizada em pacientes que estão em cuidados paliativos, mas também naqueles que não têm condições de utilizar medicamentos pela boca ou por via endovenosa ou intramuscular.Esse procedimento, quando executado de forma correta, tem se mostrado seguro, menos invasivo, menos doloroso e mais barato que os demais, o que possibilita ser utilizado fora do ambiente hospitalar. Porém, desde que a pessoa responsável pelo cuidado do paciente esteja treinada para executá-la com segurança. Apesar de ser um modo prático, existem contraindicações: é preciso verificar se o paciente não possui inchaços, problemas de coagulação ou alto risco de congestão pulmonar, pois o paciente pode ter complicações ao utilizar o procedimento. A hipodermóclise consiste na aplicação de medicamento via subcutânea. A Farmacocinética é o que acontece com a medicação após ser administrada no organismo até o seu destino. A via subcutânea e a via intramuscular são semelhantes na farmacocinética, porém com concentrações séricas menores e tempo de ação prolongado, exercendo o efeito terapêutico esperado. NÃO massageie o local da injeção de HEPARINA e INSULINA: pode causar sangramento e aumentar a taxa da absorção da insulina Locais de escolha para aplicação de injeção via subcutânea: As insulinas NPH e Regular podem ser misturadas em uma mesma seringa. Portanto, é necessário aspirar primeiro a insulina Regular e depois a insulina NPH. Esta última, possui em sua composição uma proteína modificadora, a protoamina, a qual retarda a absorção da insulina. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 2 VIA INTRADÉRMICA Fácil acesso Ações locais e sistêmicas; Vacinas e testes alergênicos. Com a mão não-dominante estique a pele sobre o local do dedo indicador ou polegar, com a agulha quase contra a pele do paciente, inserí-la lentamente, em um angulo de 5° a 15° até sentir resistência. Então avance a agulha pela epiderme aproximadamente 3mm abaixo da superfície. Pode-se ver a ponta da agulha através da pele. Injete o medicamento lentamente , é normal sentir uma resistência, se não sentir a agulha está muito profunda e deve ser retirada. Enquanto injeta o medicamento, uma bolha de cor clara semelhante a uma picada de mosquito de aproximadamente 6mm de diâmetro se forma e então desaparece. Retire a agulha e não massageie Angulação da agulha 15° Figura. Locais de escolha na via intradérmica Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 3 VIA INTRAMUSCULAR (IM) VIA INTRA-MUSCULAR - VANTAGENS Efeito rápido com segurança; Via de depósito ou efeitos sustentados; Fácil aplicação. VIA INTRA-MUSCULAR DESVANTAGENS Dolorosa Substâncias irritantes ou com pH diferente Não suporta grandes volumes Absorção relacionada com tipo de substância: solução aquosa - absorção rápida / solução oleosa - absorção lenta Músculos: deltóide, glúteo, vasto lateral, ventro-gluteo Formas farmacêuticas: injeções VIA INTRA-MUSCULAR – RECOMENDAÇÕES Auxílio na absorção: calor/ massagens; Retardamento na absorção: gelo; Locais de aplicação:deltóide (suporta 3ml no máximo), glúteo (suporta 5ml), ventro- glúteo, vasto lateral da coxa (suporta 4ml); Em pacientes com hipotrofia muscular 4ml. Posição da agulha: perpendicular ao músculo; Aspirar antes da aplicação ( Garante a colocação da agulha ). Escolha da agulha: Depende da viscosidade da solução a ser injetada. Pessoal treinado; Assepsia local. A Agulha varia de acordo com a idade, tela subcutânea e solubilidade da droga; agulhas: 25x7/8, 30x7/8 Agulhas indicadas para a administração intramuscular Tipo de pessoa - calibre da agulha Adulto magro – calibre 25 x 7 Adulto com massa muscular/obeso – calibre 30 x 7 ou 30 x 8 Crianças desenvolvidas – calibre 25 x 7 ou 25 x 8 Crianças e adolescentes obesos – calibre 30 x Crianças pequenas/magras – 20 x 5,5 ou 20 x 6 Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 4 ADMINISTRAÇÃO NO DELTÓIDE Para a aplicação no músculo deltóide é necessário conhecer a posição anatômica da face superior-lateral do braço. A área onde se localiza o deltóide é pequena, porém, com bastante nervos e artérias. Tal músculo não tolera injeções frequentes, portanto, não é o músculo de escolha para aplicação de medicações. Limita-se o uso em adultos e jovens que possuem massa muscular bastante definida. O paciente pode sentar-se, ficar em pé ou estar deitado, mas é imporante que o cotovelo esteja flexionado e apoiado para que o músculo fique relaxado. Para delimitar o músculo localize a borda inferior do acrômio com uma das mãos e, então, identifique a área na face súpero-lateral do braço de modo que esteja alinhada com a axila. O deltóide é delimitado por um triângulo imaginário que pode ser determinado pelas duas mãos. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 5 ADMINISTRAÇÃO DORSO-GLÚTEA (DG) Para a aplicação IM dorso-glútea serão considerados dois métodos MÉTODO 1 1. Fazer a assepsia no sentido de dentro para fora 2. Estique a pele entre os dedos polegar e indicador, então introduza a agulha 3. Segure o corpo da seringa com a mão não dominante. Aspire e injete a medicação MÉTODO 2 1. Injeção é dada na porção superior e externa. 2. Traçar linha partindo da espinha ilíaca póstero-superior até o grande trocânter do fêmur3. puncionar acima desta linha (quadrante superior externo) 4. Em dorso lateral (DL): posição de Sims; 5. Em pé: fazer a contração dos músculos glúteos fazendo a rotação dos pés para dentro e braços ao longo do corpo. ADMINISTRAÇÃO VENTRO-GLUTEA ou HOCHESTETTER (VG) Envolve os músculos glúteos médio e mínimo, na área do quadril; Esta região é recomendada para adultos e crianças com mais de 7 meses de idade como a mais segura para a maioria das injeções intramusculares.O local ventro-glútea é localizado colocando-se a palma da mão sobre o trocanter maior e o dedo indicador apontando para a espinha ilíaca ântero-posterior. Ação: 1. O paciente pode dietar de costas ou de lado, com o quadril e o joelho flexionados. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 6 APLICAÇÃO EM Z Toda injeção intramuscular pode ser dada usando-se o método Z, o qual evita a infiltração de medicamento no caminho percorrido pela agulha e reduz a dor e o desconforto em especial em pacientes que recebem injeções durante períodos mais longos. O método Z também é sugerido para pacientes idosos com massa muscular diminuída. Alguns agentes como o ferro, são melhores administrados por meio do método Z, devido à irritação e a descoloração associada a esse agente. Salinização ou Heparinização Permeabilização Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 7 CÁLCULOS REGRA DE TRÊS Tenho ampolas de dipirona com 2 ml de solução. Quantos ml existem em três ampolas? Forma direta: 2 ml x 3 ampolas = 6 ml nas três ampolas Como estruturar uma regra de três: 1º) Verificar se a regra é direta ou inversa: Neste caso é uma regra de três direta, pois ao aumentar a quantidade de ampolas a quantidade relativa ao volume também aumentará. 2º) Deve-se colocar na mesma fila as grandezas iguais, no caso abaixo, optou-se por escrever na mesma coluna as grandezas iguais. 3º) Na primeira linha coloca-se o que se sabe. Na segunda linha coloca-se o que se precisa descobrir, substituindo o valor que falta e o que se procura por x (conhecido como Incógnita). Observação: O mesmo exemplo anterior, por regra de três: DILUIÇÃO/RECONSTITUIÇÃO Diluir significa dissolver, tornar menos concentrado (Pasquale, 2009); ou seja, temos um soluto (pó/cristal) e deve-se dissolver com um solvente (água destilada/água bidestilada/água de injeção/ soros). 1º Exemplo: Prescrição Médica – 120 mg de Aminofilina Disponível: ampola de 240mg Aminofilina a 10ml. Para resolver este exercício é só colocar o que se conhece (AP) na linha de cima e o que se quer (PM) na linha de baixo. Lembre-se que unidade igual deve ser colocada embaixo de unidade igual. 240 mg - 10ml 120 mg - x Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 8 RESPOSTA: Deve-se aspirar 5 ml desta ampola que corresponderá a 120 mg de Aminofilina. 2º Exemplo: Prescrição Médica – Decadron 8mg Disponível: Frasco – ampola de Decadron de 2,5 ml (4 mg/ml) COMPRIMIDOS 1º exemplo Prescrição Médica – 250mg de Quemicetina Disponível – Quemicetina – cp 1000mg Note que o cp que temos (1000mg) é maior que a Prescrição Médica (250mg) Note que é preciso “dividir” o comprimido, porém quando se faz isso, perde-semg, portanto, deve-se dissolver em água, chegando a quantidade em mg prescrita. 4mg ------------ 1ml 8mg ------------- X Turma X – Enfermagem – FCE P ag e2 9 RESPOSTA: Deve-se dissolver o comprimido em 10 ml de água e aspirar 2,5ml da solução. CÁLCULO PARA SOLUÇÕES DE CONCENTRAÇÕES DIFERENTES 1º exemplo Quando prescritos 8ml de NaCl 17,55% e dispomos de ampolas de 10ml de NaCl 20%, como resolver? • RESPOSTA: devemos aspirar 7,02ml da ampola de NaCl 20%. ADMINISTRAÇÃO DE PENICILINA CRISTALINA Antibiótico de largo espectro largamente utilizado em unidades hospitalares tem frasco ampola em apresentações mais comuns com 5.000.000 UI e 10.000.000 UI. Deve-se considerar o volume do soluto, que no frasco-ampola de 5.000.000 UI equivale a 2 ml e no frasco de 10.000.000 UI equivale a 4 ml. Quando coloca-se 8ml de Água Destilada em 1 Frasco- Ampola de 5.000.000 UI, obtém-se como resultado uma solução contendo 10ml. Quando coloca-se 6 ml de Água Destilada em 1 Frasco-Ampola de 10.000.000 UI, obtém-se como resultado uma solução contendo 10ml. X = concentração prescrita x volume prescrito concentração existente X (ml desejado)= 17,55 x 8 20 X= 140,4/20 X= 7,02 ml Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 0 1º exemplo Temos Penicilina Cristalina de 5.000.000UI. Foi prescrito 80.000UI. Diluindo-se em 18 ml, quantos ml devo administrar? X = 80.000 x 20 5.000.000 X= 0,32ml TRANSFORMAÇÃO DE SORO 1º exemplo Temos frasco de SG 5% de 500ml e queremos transformá-lo em solução hipertônica a 15%. Dispomos de ampolas de 10ml de Glicose a 50%. Como proceder? 1º passo: Descobrir quantos g de glicose têm em 500ml de SG 5%. Tenho 25 g de glicose em 500ml de SG 5%. 2º passo: Descobrir quanto de glicose terá a solução que pretendo obter *Pretendo obter 500 ml de SG 15% *15% significa que tenho 15g de glicose em 100ml Pretendo obter uma solução com 75g de glicose. 5.000.000UI______________20ml 80.000UI ________________Xml 5g -------------- 100 ml X -------------- 500ml X= 500x25 100 X= 25 g 15g_______100ml X________500ml X = 500 x 15 = 75g 100 Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 1 3º passo: Saber quanto devo acrescentar de glicose no frasco de 500ml a 5%. *Tenho: 25g de glicose no frasco de 500ml de SG 5% *Preciso: 75g de glicose na solução prescrita a 15% 75g – 25g = 50g Devo acrescentar 50g de glicose no frasco de 500ml a 5%. 4º passo: Saber quanto de glicose existe na ampola de 10ml a 50% 50% significa que tenho 50g de glicose em 100ml Cada ampola contém 5g de glicose 5º passo: Saber quantas ampolas vou precisar para acrescentar Como devo acrescentar 50g de glicose: Precisarei acrescentar 10 ampolas de glicose. CONCLUSÃO Como vou acrescentar 10 ampolas de glicose e cada ampola tem 10ml significa que vou acrescentar 100ml no frasco de soro. Este volume excede o que o frasco comporta. Portanto devo desprezar 100ml de soro 5% o que significa que desprezarei 5g de glicose do soro. Sendo assim, para repor o que desprezei vou acrescentar mais 1 ampola de Glicose a 50%. 50g_______100ml X_________10ml X= 50 x 10 = 5g 100 1 ampola________5g X_______50g X= 50 x 1 = 10 ampolas 5 Resultado final: serão acrescentadas 11 ampolas de Glicose a 50% para transformar o soro a 15%. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 2 GOTEJAMENTO DE SORO Nº gts Número de gotas V Volume em ml T Tempo em horas 1º exemplo Prescrição médica: SG a 5% em 1000ml – EV 8/8h. Quantas gotas por minuto devem correr? Aproximadamente 42 gotas por minuto. 2º exemplo Um gotejamento de 15 gotas/minuto corresponde a que volume final de 1h? Nº gts = _V_ Tx3 Nº gts = 10008x3 Nº gts = 1000 = 41,66 24 15 = _V_ 1x3 V= 15 x 3= 45 ml Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 3 APLICAÇÃO DE CALOR E FRIO A aplicação externa de agentes físicos, tais como: calor e frio, é um dos tratamentos mais antigos. É eficaz e proporciona efeito imediato. O calor atua relaxando os músculos e facilitando a circulação atráves da vasodilatação, acalmando assim a dor e diminundo ou impedindo a formação de edema local. O frio age contraindo os vasos sanguíneos, a dor local e impendindo a formação de hematomas e abcessos. Em certos tipos de ferimentos abertos, atua controlando a hemorragia. Aplicação de frio ou Crioterapia Compreende o uso de um agente mais frio que a pele 1. Frio úmido Compressas frias Banhos de esponja Empanamento 2. Frio seco Bolsa de gelo Efeitos locais Vasoconstrição Redução do metabolismo celular Redução da produção de resíduos celulares: na tentativa de conter a necrose Redução da inflamação Redução da dor Redução do espasmo muscular (Espasmo muscular é ,por definição, uma contração súbita e involuntária de um músculo ou de um grupo de músculos , acompanhada por dor e restrição nos movimentos). Indicações Contra-indicações Traumatismo ou inflamação aguda Alergia ao frio Espasticidade Pele anestesiada: perda de sensibilidade Hipertermia Diabetes avançada: quando o paciente tem neuropatia periférica Queimaduras de primeiro grau Fenômeno de Raynaud Nevralgia Ferimentos abertos (desordem da vasoconstrição que causa descoloração das extremidades das mãos e dos pés e ocasionalmente outras extremidades.) Edema Dor cirúrgica Resposta Celular Diminuição da taxa metabólica: no tratamento de 20 minutos o metabolismo celular é diminuido em 19% Redução do número de células mortas por hipoxia secundária Diminuição dos mediadores inflamatórios Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 4 Efeitos sobre a inflamação As alterações na função celular e na dinâmica sanguínea servem para controlar os efeitos da inflamação aguda. Reduz a liberação de mediadores inflamatórios. Diminuir a permeabilidade capilar. Efeitos sobre o edema Os efeitos benéficos do frio em reduzir a formação do edema não estão esclarecidas. Efeitos no espasmo muscular Diminui a dor, pois altera o limiar de terminações nervosas quebrando-se o ciclo dos espasmos e dor. 20 minutos de aplicação de frio no quadríceps, diminui força e resistência por um período de 30 minutos. Material 1. Bandeja de inox 2. Toalha (proteger a bolsa ) 3. Gelo 4. Bolsa Procedimentos 1. Ler a prescrição médica ou de enfermagem conferindo nome do paciente, tipo, tempo de aplicação e horário. 2. Solicitar gelo para copeira, se necessário. 3. Lavar as mãos 4. Preparar o gelo, mergulhando os pedaços na água para tirar as arestas. 5. Colocar o gelo na bolsa, até que atinja metade da sua capacidade. 6. Fechar a tampa da bolsa e virá- lá observando se não há vazamento; 7. Envolver a bolsa com uma toalha 8. Testar a temperatura da bolsa, colocando-a sobre o dorso da mão, considerando o tempo suficiente para sentir. 9. Reunir todo o material na bandeja de inox e levá-la para o quarto do paciente e colocá-la sobre a mesa de refeição 10. Confirmar se é o paciente correto, através de pulseira de identificação ou nome. 11. Lavar as mãos no quarto/ leito do paciente. 12. Orientar o paciente/acompanhante sobre o procedimento, solicitando que o mesmo informe qualquer possível reação. 13. Colocar o paciente em posição adequada para aplicação 14. Expor a área a ser submetida a terapia 15. Colocar a bolsa no local indicado e proteger o paciente, caso for necessário Lesões por congelamento Quando a temperatura subcutânea cai abaixo de 12,7 °C, ocorre dano tissular durante o tratamento. 20 minutos de gelo + água ocorre um resfriamento de 17,7 a 12,7 °C, que é suficiente para o tratamento. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 5 16. Observar o tempo necessário de aplicação de acordo com a prescrição médica 17. Checar procedimentos em prescrição de enfermagem ou não médica 18. Realizar anotações do que aconteceu 19. Deixar o paciente confortável, reunir todo material utilizado. 20. Esvaziar, lavar, enxugar e guardar a bolsa para diminuir a temperatura corporal. Procedimentos – Compressa úmida : paciente com hipertermia. Material 1. Água Fria 2. Quatro compressas ou similares 3. Bacia 4. Toalha Procedimento 1. Colocar as compressas nas regiões axilares , inguinais e frontal trocando ela a cada 3 minutos. 2. Orientar o paciente sobre o procedimento 3. Cercar o leito com biombo e fechar a janela. 4. Posicionar o paciente em decúbito dorsal. 5. Molhar as compressas, torce-las, a fim de retirar o excesso . 6. Colocar as compressas nas regiões axilar, inguinal e frontal a cada três minutos durante 20 minutos ou até atingir os 37° C 7. Anotar a prescrição do paciente: horário ao procedimento, tempo de duração do tratamento tipo ou aplicação. 8. Enxugar o paciente, se necessário, trocar as roupas de cama. CUIDADOS Observar ,constantemente, a área de aplicação. Qualquer alteração da pele e queixas do paciente, deve-se suspender o procedimento. Pacientes desnutridos Não aplicar compressa de gelo mais de 30 minutos ( Risco de Isquemia ) Observar a pele durante a aplicação para evitar queimaduras. Em pacientes idosos, crianças e desnutridos, há limite de tempo de permanência da bolsa, devido a maior sensibilidade da pele e dificuldade de relatar. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 6 APLICAÇÕES DE CALOR O calor é o aumento da vibração molecular e da taxa metabólica celular, pode ser dividido de acordo com suas fontes. Ação Química Calor úmido: compressas, banho de assento. Calor Seco: bolsa de água quente Calor Superficial Lâmpadas infra vermelhas Compressas quentes úmidas Banhos de parafinas Turbilhão e ou imersão aquecidos Calor Profundo : Aumenta o aporte de oxigênio e nutrientes das células Diatérmica de micro-ondas. Diatérmica de ondas curtas. Ultrassom. Obs:*Não verificar temperatura corporal após as refeições, depois de fazer exercícios físicos ou em locais quentes. O uso do calor é indicado nos estágios inflamatório subagudo e crônicos de uma lesão. Indicações Contra-indicações Inflamação Subaguda e Crônica. Traumatismo agudo Redução da dor crônica e subaguda. Pele anestesiada: perda de sensibilidade Espasmos musculares crônicos e subagudos. Circulação insuficiente Redução da amplitude de movimento. Neoplasias Resolução de hematomas. Regulação térmica insuficiente Resolução de contraturas articulares Frio : antes de formar hematomas e edema. Calor: Após a formação do hematoma para dissolver e desfazer o extravasamento de sangue. Formas de transferência de calor Condução: Dois objetos em contato, colisão de moléculas (compressas úmidas quente.) Convecção: o transporte de calor por meio (água ou ar.) Radiação : todas as modalidades terapêuticas térmicas produzem calor Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 7 Efeitos sistêmicos Aumento da tempera corporal Aumento da pulsação Aumento da frequência respiratória Reduçãoda pressãoarterial Resposta Celular O metabolismo celular aumenta a resposta a elevação da temperatura,para um aumento da 7,7 °C na temperatura do tecido metabólico. Efeitos da Aplicação do Calor Vasodilatação Aumentoda taxa do metabolismo celular. Aumento da liberação de leucócitos. Aumento da permeabilidade capilar. Aumento da drenagem venosa. Efeitos Sobre a Inflamação Aumento de liberação de leucócitos aumentando a fagocitose ( degrada corpos estranhos.) Bolsa de Água quente – Procedimento 1. Ler a prescrição medica ou de enfermagem conferindo nome do paciente. 2. Lavar as mãos; 3. preencher a bolsa de água quente até a metade da sua capacidade – Retirar o ar do interior da bolsa, apaixonando – a mima superfície para facilitar a moldagem do paciente. 4. Envolver a bolsa com a toalha -> testar a temperatura da balsa no dorso da mão, o tempo suficiente para sentir a temperatura. ->confirmar com o paciente através da pulseira de identificação ou nome. Procedimento 1. Orientar o paciente sobre o procedimento. 2. Lavar as mãos. 3. Preparar o material: aquecer a solução prescrita na temperatura em torno de 38 °C 4. Encaminhar o paciente ao banheiro. 5. Colocar na bacia. 6. Observar a reação do paciente durante cinco minutos de aplicação. 7. Fornecer a toalha ao paciente após o termino do tratamento. 8. Encaminhar o paciente a unidade, deixando o confortável. 9. Fornecertoalha ao paciente após o termino do procedimento. 10. Proceder a desinfecção do material. 11. Lavar as mãos. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 8 12. Anotar a prescrição do paciente: horário, tempo de aplicação, região do paciente. BANHO NO LEITO O banho tem a importância de refrescar e estimular tanto a pele como os tecidos e influencia na circulação do corpo. Também remove impurezas e bactérias, além de ajudar o paciente a relaxar, proporcionar conforto e melhorar sua autoimagem.Com relação à higiene do paciente, os objetivos das ações de enfermagem baseiam-se em manter a boa higiene, tanto da pele como a higiene oral, dasunhas e cabelos, manter a integridade da pele e do tecido cutâneo em boas condições. O banho é parte essencial dos cuidados de higiene, revitaliza a pele, limpa e proporciona uma sensação agradável de frescor. Durante o banho, o uso de sabão é importante para diminuir a tensão superficial e facilitar a remoção da sujidade, não se esquecendo de removê-lo por completo para que este não irrite a pele ou produza ressecamento. O banho de leito pode ser total ou parcial para pacientes totalmente dependentes e que necessitam de uma higiene completa. O banho total compreende a higiene corporal em todas as partes do corpo incluindo: unhas, cabelos e dentes, enquanto que o parcial diz respeito à higiene apenas das partes corporais que causam desconforto ou odores quando não higienizados, lavagem das áreas do corpo, sujas ou mais sujas, como mãos, rosto, axilas, períneo, reto e ao redor das genitais. O procedimento do banho no leito tem sentido céfalo-caudal; e inicia-se lavando o rosto, as orelhas, os ouvidos e a parte anterior do pescoço do paciente, lembrando que ao lavar os olhos, se começa do ângulo interno para o externo, e que o rosto do paciente deve ser lavado sem sabão, pois este pode causar irritação. Depois da face e pescoço, o banho procede no tórax anterior, MMSS (mãos, braços e axilas por último), abdome, MMII (pés, perna, coxa), tórax posterior, glúteos, genitálias, e por último o ânus. “Se o paciente estiver evacuado, neste caso, deve-se iniciar o banho realizando a higiene íntima.” CUIDADOS Observar constantemente a área de aplicação. Qualquer alteração da pele e queixas do paciente, suspender o procedimento e comunicar o médico. Observar a pele durante a aplicação para evitar queimaduras. Não colocar bolsa quente debaixo do paciente, para citar compressão excessiva e risco de queimaduras. Em pacientes idosos, crianças e desnutridos, readequar banho de assento. O banho de assento pode ser feito quente, frio ou alternado (quente e frio), dependendo da condição que se quer tratar. Para fazer este banho, basta encher uma bacia ou banheiro com água quente ou frio, até cobrir a área afetada. No ambiente hospitalar utiliza-se a bacia apoiada no acento sanitário. O paciente fica de 15 a 20 minutos sentado na bacia com água. Bacia esterilizada, solução prescrita, toalha de banho. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e3 9 Deve-se massagear os membros superiores e inferiores, das extremidades distais para as proximais, a fim de favorecer o fluxo sanguíneo. Devemos examinar a pele em busca de possíveis sinais que possam indicar eventuais complicações ou problemas ao paciente. Enfatiza-se a necessidade de manter o paciente coberto durante o banho, respeitando, desta forma, sua privacidade. Materiais para realização do banho no leito Luvas de procedimento Sabão (líquido, de preferência) Jarro com água morna Bacia e/ou balde Compressas Toalha de banho Toalha de rosto Comadre Roupa de cama limpa (2 lençóis, 1 lençol impermeável, 1 lençol móvel, fronha) Pijama ou camisola limpo Biombo Hamper Técnica de banho no leito 1. Explicar o procedimento ao paciente; 2. Desocupar a mesa de cabeceira; 3. Fechar janelas e proteger o paciente; 4. Lavar as mãos; 5. Trazer a bandeja para a unidade; 6. Proteger a unidade com biombos; 7. Oferecer comadre ou papagaio; 8. Desprender a roupa de cama,iniciando do lado que vai permanecer; 9. Colocar a roupa dobrada e na ordemque vai ser usada sobre o encosto dacadeira; 10. Manter o paciente protegido; 11. Lavar os cabelos e deixa-losprotegidos na toalha; 12. Higiene oral; 13. Lavar os olhos do canto interno para o externo usando parte das luvas ou panos separadas; 14. Lavar, enxaguar e secar o rosto,pescoço e orelhas; 15. Remover camisola ou pijamaprotegendo o tórax do paciente; 16. Colocar toalha no braço oposto a sertrabalhado; 17. Lavar e enxaguar mãos e braços commovimentos longos e firmes até aaxila. 18. Repetir o passo no outro braço; 19. Colocar toalha sobre o tórax eabdômen, afastando lençol até o púbis 20. Lavar e enxaguar tórax e abdômencom movimentos circulares; 21. Cobrir tórax e abdômen; Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 0 22. Retirar o restante das roupasprotegendo o paciente; 23. Lavar, enxaguar e enxugar pés,pernas e coxas; 24. Repetir o passo na outra perna; 25. Virar o paciente em decúbito lateral; 26. Lavar e enxaguar costas, nádegas ecóccix; 27. Colocar comadre; 28. Colocar paciente em decúbito dorsal; 29. Fazer a higiene íntima; 30. Retirar comadre; 31. Arrumar o leito; 32. Vestir a camisola; 33. Colocar o travesseiro; 34. Deixar o paciente em posição e confortável e compor a unidade. Banho seco Para esta variação de banho de leito, encontramos um produto industrializado, que é indicado para a higiene da pele de adultos e crianças, com a capacidade de limpar as áreas corpóreas com a mesma eficácia da água. Dispensa o enxágüe, seu pH é ajustado com o da pele, sendo ele um agente não irritante a pele e prevenindo lesões. Para Saniplan Essential Products (2003), a vantagem do uso do produto industrializado é a redução do número de materiais para o banho, pH igual ou próximo ao da pele, reduz o tempo de trabalho, não necessita do uso de grandes quantidades de água, proporciona mais conforto ao paciente, este produto industrializado, além de limpar a pele,reduz os índices de infecção do sítio cirúrgico em cirurgias cardíacas, reduz a troca de lençóis e conseqüentemente os gastos com lavanderia, trazendo não somente benefícios ao paciente, mas a todo universo hospitalar. No Site In Vitro Digital (2002) ressalta a redução em até 50% do tempo de trabalho, diminui a manipulação dos pacientes críticos e hemodinamicamente instáveis e evita o encharcamento de curativos, diminuindo a contaminação de lesões. Materiais necessários para a realização do banho de leito seco Para realizar este tipo de banho de leito são necessários: Luvas de procedimento, toalhas macias, compressas ou toalhinhas, camisola e roupas decama (caso seja necessário, já que não será molhada como no procedimento normal), e o produto industrial é essencial para o banho. Técnica para a realização do banho de leito seco: De acordo com SANIPLAN (2003), o banho seco deve ser realizado na seguinte ordem: 1. Orientar o paciente quanto ao procedimento; 2. Retirar a roupa do paciente, deixando-o coberto com lençol ou toalha, use as luvas de procedimento; 3. Coloque uma quantidade adequada do produto na compressa ou na mão enluvada; 4. Passe na face e pescoço, tendo cuidado com os olhos, friccionando levemente até obter moderada espuma; Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 1 5. Retire o excesso da espuma delicadamente, utilizando toalha macia; 6. Passe no tórax e abdome, e retire novamente o excesso; 7. Agora nos braços, axilas e mãos, e repita o passo 5; 8. Cubra a região superior, mantendo o tórax, abdomem e genitais cobertos; 9. Passe nas pernas e pés e repita o passo 5; 10. Vire o paciente em decúbito lateral, cobrindo a parte inferior do corpo, passe o produto na região dorsal e retire o excesso de espuma; 11. Cubra a parte superior, prossiga na região perineal com a diluição do produto em um pouco de água e repita o passo 5; 12. Vire o paciente em decúbito frontal. Em nova compressa com o produto diluído limpe a região genital e retire o excesso de espuma; 13. Após, troque a roupa do paciente e se necessário os lençóis. Procedimentos Usados Somente na Realização do Banho de Leito Total Higiene oral A boca é a porta de entrada dos alimentos, é o lugar onde se inicia o processo digestivo e por este motivo afeta diretamente a saúde das pessoas se não cuidada. Assim, a higiene bucal é importante para a saúde e bem estar do paciente, prevenindo focos de infecções bacterianas, como endocardites, infecções digestivas e respiratórias, sendo estas evitadas mediante a higiene oral, principalmente em pacientes impossibilitados que já estão suscetíveis devido à baixa imunidade. A higiene oral tem a finalidade de reduzir a ansiedade, evitar a aspiração delíquidos pelas vias aéreas, remover placas e microorganismos, bem como restaurar a limpeza da boca, dentes e língua do paciente. A higiene oral é a prática utilizada para limpar a boca e principalmente os dentes, feita através da escovação, com o auxílio de uma escova, creme dental, água e também fio dental.A escovação não evita totalmente os problemas dentários, mas reduz seu potencial; auxilia a manter o estado sadio da boca,dentes, gengivas e lábios, sendo de responsabilidade dos profissionais de enfermagem em manter a prevenção e a manutenção da higiene da boca dos pacientes, quando impossibilitados de realizarem: "Uma completa escovação dos dentes no mínimo 4x ao dia, (após as refeições e na hora de ir dormir) é básica para um programa eficaz de higiene oral [...]" (2002, p. 962). Contribui também para uma obtenção de condições nutricionais adequadas, pois proporciona gosto agradável e frescor a boca, que são importantes para o apetite. DENTADURAS: Nos pacientes com dentes artificiais (dentaduras ou pontes), o cuidado não deve ser esquecido. As dentaduras devem permanecer na boca do paciente, pois sua permanência por longo tempo fora da cavidade oral pode provocar modificações nas gengivas. REALIZAÇÃO: a escovação dos dentes deve começar pela arcada superior e após a inferior, escovando com cuidado,principalmente nos locais onde o colo dos dentes encontra a gengiva. Faz-se necessário o uso de fio dental durantea realização da higiene oral, sendo ele responsável pela retirada da placa e do tártaro entre os dentes. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 2 Materiais necessários para a realização da higiene oral Luvas de procedimento Escova de dente Pasta ou solução dentifrícia Fio-dental Copo com água fresca Cuba rim Toalha de rosto Técnica para a realização da higiene oral Para pacientes inconscientes, explicamos o que será feito, posicionamos opaciente em decúbito lateral, elevamos a cabeceira, coloca-se uma toalha sob a cabeça do paciente, usa- seuma sonda de aspiração conectada a sucção para retirar o excesso de líquidosinseridos na cavidade oral, use creme dental e uma escova, é importante usarluvas, use espátula para abrir a boca do paciente, escove todas as superfícies dosdentes com a escova, instile água e aspire, limpe e guarde os materiais usados,retire a toalha e as luvas e restaure a posição e a segurança do paciente. Para pacientes conscientes 1. Explique o procedimento ao paciente; 2. Eleve a cabeceira; 3. Posicione-o em decúbito lateral; 4. Utilize a cuba-rim próximo ao queixo do paciente para que ele possa desprezar o líquido em sua boca; 5. Ofereça-lhe água para o enxágue; 6. Seque o rosto do paciente; 7. Lubrifique os lábios do paciente; 8. Despreze o material e retire as luvas Se o paciente não for capaz, escove os dentes do paciente, massageando as gengivas com movimentos circulares, e escove a língua com movimentos suaves; Higiene dos cabelos A higiene do couro cabeludo e dos cabelos é importante para manter a boa aparência, proporcionar bem estar e conforto ao paciente, sendo que esta higienetambém inclui a escovação dos cabelos, pois, estimula a circulação do courocabeludo e melhorando assim a nutrição do epitélio, além de ajudar na conservação dos cabelos bonitos. A necessidade de limpeza dos cabelos deve serdefinida pelo executante da tarefa, e se o paciente estiver responsivo deve-selevar em consideração seus hábitos de higiene, pois algumas pessoas necessitam de lavagem mais frequentes do que os outros. É necessário diluir o xampu, pois desta forma seráfacilitada a distribuição, contribuindo assim para a limpeza e a retirada do acúmulode sujeira e gordura depositada nos fios de cabelo e couro cabeludo. Reforça anecessidade de observação durante o processo de higiene, pois desta formapoderão ser Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 3 verificadas precocemente lesões no couro cabeludo, bem como apresença de pediculoses e caspas. O crescimento dos cabelos, o padrãoe a distribuição dos mesmos podem ser indicadores do estado geral de saúde dopaciente. Normalmente os cabelos devem ser limpos, brilhantes edesembaraçados e o couro cabeludo intacto, se isso não ocorrer denota-se sinaisde desleixo e cuidados inadequados, sendo que em melanodermos, geralmenteapresentam-se mais espessos, secos e encaracolados do que nos leucodermos. Se a higiene dos cabelos formantida durante o período de impossibilitação do autocuidado, o cliente terácabelos e o couro cabeludo sadio, limpo, elevando a sua autoestima e bem-estar. Escovar, pentear e lavar os cabelos são medidas de higienebásicas a todos os pacientes, sendo que, a escovação dos cabelos comfrequência, auxilia a mantê-los limpo e distribui o óleo de forma uniforme ao longodos fios. Materiais necessários para a realização da higiene dos cabelos Luvas deprocedimento Toalha de banho Toalhas de rosto ou compressas de banho; Xampu Jarro com água morna Bacia ou balde Escadinha de dois degraus; Lençol de tratamento; Lençol impermeável ou sacos de lixo; Pente e escova; Secador de cabelo Técnica para a realização do cuidado com os cabelos 1. explicar para o paciente o que será feito; 2. observar o tipo de cabelo e o grau de sujidade; 3. fechar portas e janelas, se necessário colocar biombos; 4. retire o travesseiro, forre o leito com a toalha; 5. coloque o cobertor dobrado em diagonal, fazendo um rolo bem firme; 6. abra um saco de lixo de 100ml, para forrar a argola, de modo que o fundo do saco plástico forre um canudo pelo qual drenará a água; 7. utilize uma escadinha forrada com papel para colocar o balde; 8. proteger os ouvidos do paciente com as bolas de algodão, evitando assim, a entrada de água; 9. use luvas descartáveis, umedeça os cabelos, dilua o xampu e aplique nos cabelos, massageie; A equipe de enfermagem deve lembrar-se de manter este cuidado diariamente. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 4 10. enxágüe e aplique o condicionador, quando for necessário, enrole os cabelos em uma toalha, retire as luvas, penteie, prenda ou arrume os cabelos, limpe e guarde os materiais; 11. coloque o paciente em posição agradável e confortável. Higiene das unhas e os pés Os pés e as unhasgeralmente exigem atenção especial, para prevenir infecções, odores e lesões aostecidos. O cuidado pode ser incorporado durante o banho ou em horárioseparado. O cuidado com os pése com a unhas compreende desde a imersão em água como a limpeza completa,a secagem e o corte das unhas. Os pacientes diabéticos, necessitando neste casode cuidados especiais com as unhas e os pés. É recomendado o uso de materiais adequados e esterilizados; entretanto, unhascompridas poderão ocasionar escoriações e posteriormente infecções empacientes com baixa resistência e com problemas circulatórios, devendo ter cuidado redobrado na realização desta etapa da higiene. As unhas dos pés devem ser aparadas de forma reta, evitando desta forma extremidadesafiadas que possam machucar a pele e ressalta-se ainda que, para manter as unhase a pele macia pode-se aplicar cremes ou loções. No entanto, se os pés tiveremproblemas de transpiração é aconselhável usar talco antifúngico ou desodorante para os pés. Materiais necessários para a realização do cuidado com as unhas e os pés Luvas de procedimento Água morna Espátula ou pau de laranjeira Lixa ou lima de unha Cortador de metal ou tesoura de manicure Bacia de banho Cuba-rim Toalha de rosto ou de banho; Compressas de banho; Loção de banho Toalha de rosto ou de banho; Compressas de banho; Técnica para a realização da higiene das unhas e pés 1. Lavar as mãos e arrumar o material; 2. Fechar a porta do quarto ou colocar biombo; 3. Encher a bacia com água morna; 4. Colocar os pés do paciente de molho; 5. Cuba rim com água morna para colocar as mãos de molho; 6. O tempo de imersão dos pés e mãos deve ser de 10 a 20 minutos; 7. Limpar delicadamente as áreas ao redor das unhas com pau delaranjeira; Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 5 8. As unhas devem ser aparadas com cortador de unha e de forma reta; 9. Modelar as unhas com lixa; 10. Usar luvas descartáveis para escovar as áreas calosas dos pés com acompressa de banho; 11. Aplicar loção nos pés e mãos; 12. Inspecionar as unhas e a pele adjacente após a imersão e o corte dasunhas; 13. Registrar o procedimento e as observações ou alterações. CONTENÇÃO NO LEITO Limitações da mobilidade no leito: contenção. A conteção de pacientes é feita devido a necessidades mentais ou outras condições que influenciam no tratamento adequado ao paciente Existem vários métodos para se manter o paciente contido e seus objetivos e indicações consistem, basicamente, em assegurar a integridade do paciente, a continuidade de seu tratamento e a segurança dos demais indivíduos e do próprio ambiente em que está inserido (COREN-SP, 2009). Esta intervenção deve ser o último recurso utilizado, no caso de alternativas menos restritivas tentadas anteriormente não obterem sucesso, e quando detectada a sua necessidade visando a melhoria do estado clinico do paciente, poderão ser utilizadas. A restrição de pacientes refere-se a qualquer dispositivo ou ação que interfere na habilidade do paciente em tomar decisões ou que restringe sua capacidade de movimentar-se, alterando sua capacidade de raciocínio, a liberdade de movimentos, a atividade física ou o acesso normal ao seu corpo. Quando o paciente tem o seu corpo amarrado, atado, preso, classifica- se esta forma de contenção como mecânica e quando o paciente é imobilizado pelos membros da equipe sem o uso de dispositivos é classificada como contenção física. Alguns autores entendem que contenção física e contenção mecânica são sinônimas. (COREN – SP, 2009; PAES et all, 2009). A Quem Compete a Realização do Banho de Leito, Segundo a Legislação De acordo com a lei do Exercício Profissional, o enfermeiro está habilitado a realizar todas as atividades de enfermagem observadas as disposições da Lei N°7.498 de 25 de junho de 1986 (COREN, 2001). “O banho de leito é o momento ideal para o enfermeiro interagir com o paciente de uma forma mais aprofundada, buscando informações a seu respeito.É uma oportunidade para observar, realizar o exame físico, coletar informações e principalmente ouvir o paciente, podendo neste momento, educar e fortalecer o paciente com vistas a sua recuperação.Embora os enfermeiros, reconheçam a importância do banho de leito,devido à sobrecarga de atribuições que lhe são impostas e de sua competência,vê-se, na obrigação em delegar este cuidado, aos técnicos e auxiliares deenfermagem, os quais estão habilitados a realizar este procedimento, conforme a Lei do Exercício Profissional (COREN, 2001)”. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 6 O uso de protocolos assistenciais fundamentados e estruturados ientificamente promove uma qualificação aos processos assistenciais, possibilitando uma análise e aperfeiçoamento contínuos destes processos (NETO, 2006). Entretanto, a existência de um protocolo não garante, por si só, a qualidade do cuidado a ser oferecido ao paciente. Para que isto ocorra, as informações contidas nele devem ser incorporadas num conjunto de atitudes profissionais baseadas em respeito recíproco (VENETIKIDES et all, 2002). Recomenda-se a liberação periódica da contenção, geralmente a cada duas horas (TOWNSEND, 2002). Esta prática requer cuidados, como a observação da cor, da temperatura da área contida, proteger a pele evitando a pressão em saliências ósseas e a compressão de vasos, evitar contato direto com as grades, observar sinais de cianose e aparecimento de lesões, avaliar as condições de circulação, respiração, nutrição, hidratação, eliminações e amplitude dos movimentos, retirar a contenção, no mínimo a cada seis horas, limpando, massageando e avaliando a área antes de contê-la novamente. Estes cuidados visam prevenir problemas circulatórios, evitar as ontraturas, as úlceras de pressão e lesões corporais, e devem ser monitorados e documentados regularmente no prontuário do paciente(TIMBY, 2007). As medidas restritivas devem ser utilizadas após avaliação criteriosa do paciente e tem como objetivos garantir e preservar a segurança, proteção e conforto (prevenindo danos, evitando quedas, conservando o tratamento. CUIDADOS Manter a cabeça do pacienteelevada: cabeceira pelo menos em 30° Verificar perfusão sanguínea arterial e pulsos periféricos Verificar sinais vitais antes da administração de fármacos Verificar expansibilidade torácica Realizar administração de alimentação Realizar mudança de decúbito a cada 2 horas Realizar a higiene pessoal Orientar o paciente sobre a contenção, tão logo tenha o seu estado psíquico controlado. Procedimentos I. proceder a restrição no leito dos segmentos corporais na seguinte ordem: ombros, pulsos e tornozelos, quadril e joelhos; Ombros: lencol em diagonal pelas costas, axilas e ombros, cruzando-as na região cervical; Tornozelos e pulsos: proteger com algodão ortopédico, com a atadura de crepe fazer movimento circular, amarrar; Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 7 Quadril: colocar um lençol dobrado sobre o quadril e outro sob a região lombar, torcer as pontas, amarrar; Joelhos: com 02 lençóis. Passar a ponta D sobre o joelho D e sob o E e a ponta do lado E sobre o joelho E e sob o D. Observações não utilizar ataduras de crepe (faixas) menor do que 10 cm evitar garroteamento dos membros afrouxar a restrição em casos de edema, lesão e palidez retirar a restrição uma vez ao dia (banho) proceder limpeza e massagem de conforto no local Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 8 CURATIVOS PELE – Maior órgão do corpo humano É o maior órgão do corpo Corresponde a 15% do peso corporal É formada pela epiderme, derme e hipoderme. Características das camadas da pele EPIDERME: É a camada mais externa da pele É tecido epitelial de revestimento É composta por queratinócitos e outras células epiteliais Não é vascularizada e, portanto, é nutrido por meio de difusão através do tecido adjacente, a derme (Tec. Conjuntivo). Desempenha papel importante na termorregulação e metabolismo da vitamina D. Age como barreira física contra: microrganismos, traumas, luz ultravioleta etc. A epiderme é divida em camadas sendo que cada uma dessas camadas possuem características e peculiaridades diferentes. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e4 9 Estrato Córneo* Estrato granuloso Estrato Espinhoso ou Malpighiana Estrato Basal ou germinativo* Características Nesta camada as células estão mortas; Presença de grande quantidade de queratina Continuidade do achatamento celular e extrusão dos grânulos para o meio intercelular Possui várias camadas; Presença de células poliédricas irregulares, núcleo central; citoplasma rico em queratina Intensa mitose; Importante na renovação da epiderme ; única camada Principais componentes 15-20 camadas de células achatada contendo filamentos ceratoialinos Células achadatas e produtoras de grânulos intracelulares. Células de Langerhans Células com alta capacidade mitótica, com bastante mitocrôndrias e complexo de golgi. Células de Merkel e Melanócitos DERME 1 a 4mm Tecido conjuntivo Superfície irregular (papilas dérmicas) 2 camadas: camada papilar e camada reticular Principais componentes: Fibroblastos, macrofágos, adipócitos. Grande quantidade de matriz extracelular composta por substância fundamental amorfa e fibras, variando a quantidade de cada um dos componentes conforme o tipo de tecido conjuntivo. Confere resistência e elasticidade da pele = sustentação Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 0 HIPODERME OU TECIDO SUBCUTÂNEO É a camada mais profunda da pele Camada de transferência ou de ligação, com função isolante Funciona como barreira mecânia e promove termorregulação INTRODUÇÃO No momento do trauma são interrompidas as conexões vasculares e nervosas, sendo que, quanto mais extenso o traumatismo, maior é o número de elementos lesados. Podem ser encontrados nas feridas tecidos desvitalizados, sangue extravasado, microorganismos ou corpos estranhos, como terra, fragmento de madeira, vidro e outros, dependendo do tipo de acidente e do agente causal. Após lesão tecidual de qualquer natureza, o organismo desencadeia a cicatrização, considerado um processo extremamente complexo, composto de uma série de estádios, interdependentes e simultâneos, envolvendo fenômenos químicos, físicos e biológicos. Conforme a intensidade do trauma, a ferida pode ser considerada superficial, afetando apenas as estruturas de superfície, ou grave, envolvendo vasos sangüíneos mais calibrosos, músculos, nervos, fáscias, tendões, ligamentos ou ossos. Independentemente da etiologia da ferida, a cicatrização segue um curso previsível e contínuo, sendo dividida ,didaticamente, em três fases (fase inflamatória, fase proliferativa e fase de maturação). O cuidado com feridas traumáticas é determinado pela forma como são tratadas. Cada tipo de fechamento da ferida tem um efeito sobre a cicatrização. Pode ocorrer cicatrização por primeira, segunda ou terceira intenção. Os objetivos do curativo são a proteção da ferida, prevenção de infecção em caso de fechamento por segunda intenção ou uso de dreno e facilitação do processo de cicatrização. A escolha do curativo irá depender do tipo de procedimento, tamanho da ferida, presença de drenagem ou sinais de infecção do sítio cirúrgico (ISC). FERIDAS LIMPAS: nas feridas limpas, não drenadas, recomenda-se o uso de curativos nas primeiras 24 horas após a cirurgia. Se a incisão estiver seca, recomenda-se limpeza com água e sabão e secagem com gaze estéril. Não é recomendado uso de PVP-I nestas feridas. Não há evidências de prejuízo à cicatrização e de aumento de ISC em feridas descobertas. Se houver saída de secreção serosa ou sanguinolenta, a limpeza deve ser feita com SF0,9% estéril, repetindo-se quantas vezes for necessário, até interrupção da drenagem. Cobertura da incisão é recomendável para evitar que a secreção suje a roupa de cama e do paciente. Esta cobertura pode ser feita com uma única compressa de gaze estéril, com o mínimo de fita adesiva ou curativo adesivo sintético. Em caso de indicação de cobertura em feridas limpas, a literatura aponta vantagem para o uso de gaze seca e esparadrapo, quando comparada com materiais sintéticos. As coberturas devem ser limitadas somente ao local da incisão. Coberturas semi- oclusivas (filmes plásticos) são parcialmente permeáveis e impedem o contato com substâncias contaminadas, podendo ser utilizadas neste tipo de feridas, especialmente quando é utilizada sutura intradérmica. Seu fator limitante é o aumento de custos. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 1 FERIDAS INFECTADAS: o processo de cicatrização só será iniciado quando o agente agressor for eliminado e o exsudato e os tecidos desvitalizados retirados. Fundamental nesta situação é a limpeza meticulosa. O excesso de exsudato deve ser removido, juntamente com exotoxinas e debris, pois a presença desses componentes pode retardar o crescimento celular e prolongar a fase inflamatória, o que prejudica a formação do tecido de granulação. A limpeza pode ser realizada com SF0,9% estéril com auxílio de gaze ou seringa, até o final do processo infeccioso, e os curativos deverão ser trocados sempre que saturados. O uso da SF0,9% limpa e umedece a ferida, favorecendo a formação do tecido de granulação, amolecendo os tecidos desvitalizados e favorecendo o debridamento autolítico. As soluções anti-sépticas, em sua maioria, não são indicadas para feridas abertas, por apresentar aumento das reações inflamatórias e dificultar o processode cicatrização. Existem alguns fatores que interferem no processo de cicatrização. Alguns fatores sistêmicos são: oxigenação e perfusão tecidual deficientes; distúrbios nutricionais; presença de infecção; distúrbios do sistema hematopoiético; distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos; distúrbios neurológicos; tabagismo; distúrbios de coagulação; distúrbios vasculares; imunossupressão; falência renal; uso de corticosteróides; radioterapia e quimioterapia; idades extremas e doenças crônicas. Fatores locais também são importantes: presença de infecção; presença de corpos estranhos, tecidos necróticos e crostas; ressecamento; edema; pressão, fricção e cisalhamento; localização da ferida. FERIDAS Qualquer interrupção na continuidade do tecido corpóreo podendo ser de causas intrínsecas ou extrínsecas. : problemas vasculares; Diabetes; : Traumas Classificação das Feridas De acordo com: Causa : -Incisas ou cirúrgicas -Traumáticas (mecânica, físico ou químico) -ulcerações ( pressão, arterial, venosa, diabética) Conteúdo microbiano: Principalmente feridas cirúrgicas: Limpa Técnica asséptica, sem presença de microrganismos ex. Drenos Limpa contaminada ou potencialmente contaminada >6 horas de ferimento, sem contaminação significativa ex. Traqueostomia Contaminada >6 horas de ferimento, sem sinais infeciosos Infectada Presença de agentes infecciosos e evidência de reação inflamatória, destruição de tecidos. Intrínsecas Extrínsecas Úlcera de pressão (Causa mista) Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 2 Tipo de cicatrização Tipos de cicatrização Características ******* Primeira Intenção Este tipo de cicatrização ocorre quando as bordas da ferida são apostas ou aproximadas, havendo perda mínima de tecido, ausência de infecção e edema mínimo. Quando as feridas cicatrizam-se por primeira intenção, a formação de tecido de granulação não é visível Lesões por instrumentos cortantes Suturado A cicatrização começa de cima para baixo Segunda Intenção Neste tipo de cicatrização ocorre perda excessiva de tecido e presença de infecção. O processo de reparo, neste caso, é mais complicado e demorado. Esse método de reparo é também denominado cicatrização por granulação, pois no abscesso formam-se brotos minúsculos chamados granulações Alto índice de defeitos cicatriciais Possibilidade de formação de queloide A cicatrização inicia- se de baixo para cima Terceira Intenção ou primaria retardada Caso uma ferida não tenha sido suturada inicialmente ou as suturas se romperam e a ferida tem que ser novamente suturada, essa ferida é classificada como ferida de terceira intenção ou primaria retardada. Isso é feito pelo cirurgião que, após a drenagem do material, promove a aproximação das bordas Ocorre devido a deiscência da ferida Bi: A cicatrização ocorre de baixo para cima e, também, de cima para baixo. Grau de abertura Ou Tempo de duração Aguda: < 6 meses ou, melhor definindo, cicatrização no tempo esperado Crônica: > 6 meses ou, melhor definindo, cicatrização acima do tempo esperado ABERTA* FECHADA Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 3 PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DAS FERIDAS A cicatrização é um processo fisiológico e dinâmico que busca a reparação tecidual. E é dividida em 3 fases: 1ª fase: Inflamatória 2ª fase: Proliferativa 3ª fase: Maturação FASE INFLAMATÓRIA É dividida em 3 sub-fases TROMBOCÍTICA Caracterizada pela formação da agregado plaquetário + vasoconstrição reflexa. Dura aproximadamente 10’ GRANULOCÍTICA Consiste na vasodilatação de vasos sanguíneos íntegros promovido por substâncias que alteram as propriedades endoteliais. Além disso, ocorre o extravasamento de plasma para o tecido e diapedese de glóbulos brancos e, em especial, de neutrófilos. Ainda nesta sub- fase, ocorre liberação de enzimas proteolíticas, capazes de decompor tecido desvitalizado,promovendo o desbridamento. Dura de 5 a 20 dias MACROFÁGICA Consiste no processo de defesa contra microrganismo (liberação de substâncias vasos ativas e fatores de crescimento) Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 4 FASE PROLIFERATIVA Perdura por 5 a 20 dias ( possui muitas variações, dependendo do organismo de cada indivíduo); Também pode ser chamada de fase granulocítica (tecido de granulação) e fibroblástica Dividida em 3 sub-fases: GRANULAÇÃO Presença de fibroblastos Neoangiogênese EPITELIZAÇÃO Caracterizada pela alta produção de fibras de colágeno (formação da matriz e preenchimento do leito da ferida) ; Formação do tecido de granulação propriamente dito CONTRAÇÃO Diminuição do leito da ferida FASE DE MATURAÇÃO Atuação da colagenase endógena que modela e planifica a ferida (já que na fase proliferativa a deposição de colágeno não é uniforme); Remodelação do colágeno: depósito gradativo do colágeno para aumentar a força tênsil Redução da capilarização: reduzindo a coloração vermelha-vivo. Tornando-se mais rósea, mais pálida. Cicatriz clara e plana DEFEITOS CICATRICIAIS Fatores adversos a cicatrização Fatores Sistêmicos Fatores Locais Condições nutricionais Infecção Oxigenação e perfusão tissular Tecido desvitalizado Diabetes Mellitus Ambiente seco Idade Uso de antissépticos: São tóxicos para os fibroblastos/ PVPI: causa hipercoloração e diminuição da proliferação de fibroblastos Imunodepressão Maceração: resultado da umidade excessiva Drogas sistêmicas Pressão, fricção -> força de cisalhamento Avaliação Geral da ferida A. EXSUDATO: É o líquido inflamatório extravascular com concentração protéica elevada e grande quantidade de restos celulares. Aspecto: Quanto a viscosidade do exsudato Coloração o Seroso: plasmático, aquoso, transparente e encontrado nas lesões limpas. o Sanguinolento: avermelhada, indicativo de lesão vascular. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 5 o Purulento: espesso, coloração amarelada, esverdeada (indicativo de presença de bactérias gram-negativa(-) ), achocolatada (marrom), conforme o processo de infecção. Quantidade: A mensuração de gazes molhadas retiradas no curativo anterior é um método mais preciso, onde é possível obter os seguintes volumes: o Pouco: até 05 gazes; o Moderado: de 05 a 10 gazes; o Acentuado: mais de 10 gazes Odor: O odor é proveniente de produtos aromáticos produzido por bactérias e tecidos em decomposição. Odor pútrido refere-se a presença de tecido necrosado B. ASPECTO DA FERIDA: Tipo de tecido Tipo de ferida Fase de cicatrização Extensão CRITÉRIO T.I.M.E T Issue Refere-se a presença de tecido inviável. Para o preparo da ferida, é necessário avaliar as condições do tecido. Se ele estiver inviável, necrótico ou deficiente, é recomendável realizar o desbridamento, que pode ser instrumental, autolítico, enzimático ou mecânico I nfection É a presença de infecção ou inflamação. Trata-se aqui do tecido com alta contagem de bacteriana ou inflamação prolongada, com número elevado de citocinas. M oisture Manutenção da umidade – para que ocorra cicatrização, é necessário o equilíbrio da umidade da ferida. O leito da ferida recessado ocasiona uma migração lenta das células epiteliais, o excesso de exsudato também é prejudicial, pois pode provar maceração da margem e da pele perilesional. E dge (Epitelização da borda) – é a situação em que ,no processo de cicatrização, há progressão da cobertura epitelial a partir das bordas. Quandonão há migração de queratinócitos, as células da ferida não respondem; há matriz extracelular, mas a atividade das proteases é anormal. O critério time serve para designar o que é mais importante e o que deve ser tratado com prioridade no momento de escolha do curativo. Curativo de ferida operatória Objetivo: Prevenir infecção no local Higienização das mãos Reunir o material necessário Posicionar o paciente Limpe ao redor da pele com SF 0,9% (limpo -------------> contaminado); Secar e ocluir Troca: Diário ou quando necessário o As feridas operatórias devem ser avaliadas diariamente. o Necessidade de oclusão – não é necessário ocluir caso as bordas já estejam coaptadas o Lembrar que, caso o paciente também tenha um dreno, os curativos sempre devem ser realizados separadamente. 1 Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 6 Curativos de Cateteres e Curativos de dreno tubulares Poliuretano (material do tubo) O sítio de inserção é o local mais limpo, portanto, deve-se começar a limpeza por ele. Antisséptico é utilizado para diminuir a carga microbiana Objetivo: Prevenir a infecção no sítio de inserção e proteger contra a possibilidade de saída Higienização das mãos Reunir o material necessário Posicionar o paciente Limpar com SF 0,9% Prosseguir com o uso de antisséptico no sítio de inserção e em toda a extensão do dispositivo Curativo com gaze o Deve ser efetuada a cada 48h (máximo) o Ou quando apresentar-se: úmido, solto ou visivelmente sujo Curativo com filme transparente o Deve ser efetuada a cada 7 dias (máximo) o É importante a inspeção diária , com intuito de verificar a presença de sinais flogísticos Curativos em úlceras por pressão e feridas abertas no geral Manutenção da umidade a fim de evitar traumas, reduzir o odor local e manter a temperatura ideal para melhor cicatrização Objetivo: Proporcionar ambiente ideal para a reparação tecidual Higienização das mãos Reunir o material necessário Posicionar o paciente Realizar limpeza da pele ao redor da ferida com SF 0,9% (irragação em jato) Manter o leito da ferida úmido Utilizar a cobertura adequada Recomendações A troca do curativo deve ser pertinente a cobertura/curativo utilizado (variável) Remoção de tecidos inviáveis facilita a cicatrização Avaliação sistematizada da ferida para o planejamento terapêutico ideal 2 3 Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 7 DESBRIDAMENTO Tipos de desbridamento Características Cirúrgico Remoção do tecido necrótico por meio de procedimento cirúrgico. Deve-se desbridar a ferida que apresenta necrose por coagulação (caracterizado pela presença de crosta preta ou escura) ou necrose de liquefação (caracterizado pela presença de tecido amarelo/esverdeado) Instrumental Realizada com o bisturi, trata-se de um procedimento clínico, portanto, pode ser realizado no leito Autolítico As enzimas do próprio corpo, juntamente com a ação dos leucócitos atua para a destruição do tecido desvitalizado. A utilização de cobertura primária promove um meio úmido adequado, estimulando, assim, a migração leucocitária e a ação de enzimas (proteases, colagenases) no leito da ferida sobre o tecido necrótico. Método lento Mecânico Aplicação da força mecânica diretamente sobre o tecido necrótico, a fim de facilitar a sua remoção. Este procedimento pode prejudicar o tecido de granulação ou de epitelização, além de causar desconforto e dor ao paciente Enzimático Aplicação tópica de (enzima exógenas) desbridantes diretamente no tecido. A escolha da enzima depende do tipo de tecido existente. TÉCNICA DE SQUARE (#Técnica HASHTAG) É a utilização de lâmina de bisturi para realizar pequenos quadradinhos (2mm a 0,5 cm) no tecido necrótico, que posteriomente podem ser delicamente removidos da ferida, um a um, sem risco de comprometimento tecidual mais profundo. Esta técnica também pode ser utilizada para facilitar a penetração de substâncias desbridantes no tecido necrótico. Classificação de úlcera por pressão Estágio I ou grau I Não há ruptura da pele. Presença de eritema de pele intacta que não embranquece Estágio II ou grau II Perda da epiderme, derme ou ambas, caracterizada por úlcera superficial, com comum apresentação de lesão bolhosa ou abrasão Estágio III ou grau III Perda da epiderme e derme, envolvendo tecido subcutâneo e que pode apresentar comprometimento até a fáscia Estágio IV ou grau IV Perda da epiderme e derme com exposição óssea, muscular e de tendões, pode ainda apresentar áreas de necrosa. Uma vez que a ferida atinge o estágio IV, ela jamais voltará a ser de outro estágio, mesmo com sua regressão. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 8 Escala de Braden – utilizada para classificar o risco de desenvolvimento de úlceras de pressão Variação da Pontuação da Escala: 6 a 23 pontos. • Médio Risco: 15 a 18 pontos • Risco Moderado: 13 a 14 pontos • Alto Risco: 10 a 12 pontos • Altíssimo Risco: 9 a 6 pontos Turma X – Enfermagem – FCE P ag e5 9 CUIDADOS COM OS CURATIVOS ESCOLHIDOS DE ACORDO COM O TIPO DE LESÃO Tipos de lesão Descrição Tratamento Ferida limpa Ausência de infecção Limpeza Curativo oclusivo 24h a 48h Não usar anti-sépticos Feridas infectadas Colonizada, infectada ou necrosante Limpeza Inspecionar sinais de infecção Colher amostra para cultura Desbridamento (físico/químico) Curativo oclusivo com troca quando necessário ou a cada 12 horas. Ferida traumática Agentes cortantes, perfurantes ou atrito Inspecionar para classificar de que se trata de uma ferida limpa ou infectada Não usar desbridante químico Queimaduras Destruição parcial da pele e/ou seus anexos As primeiras preocupações com pacientes queimados: PERDA DE ÁGUA E PERDA DE CALOR Ferida limpa Retirar pele solta, caso houver Não romper bolhas Usar sulfatiazina de prata Curativo oclusivo Feridas ulcerativas Lesões com profundidade variada Inspecionar para classificar de que se trata de uma ferida limpa ou infectada Cobrir a úlcera quando apresentar infecção (açúcar, própols, papaína, carvão ativado, curativo medicado não aderente, conforme a fase da cicatrização). Dreno torácico ------------------ Limpeza e anti-séptico Quando infectado, proceder somente limpeza e colher amostra para cultura Dreno de Penrose Ferida Infectada Traqueostomia Inspecionar para classificar de que se trata de uma ferida limpa ou infectada Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 0 SOLUÇÕES UTILIZADAS NO CURATIVO Curativo 1ª Opção 2ª Opção 3ª Opção Limpeza SF 0,9% Água destilada estéril Água corrente e sabão domiciliar Anti-sepsia (Bordas) PVPI – aquoso PVPI – dergermante Clorexidina SF 0,9% Lubrificação Vaselina Óleo Mineral TCM Desbridamento Enzimático Colagenase Solução Solvente Éter SF 0,9% Benzina “ Lavar as mãos... Um ato de respeito com o paciente”. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 1 SOLUÇÕES INDICADAS Soluções Indicadas Vantagens Desvantagens PVPI 10% Redução da flora bacteriana da pele em 68 a 84% em uma única aplicação Declínio rápido de sua atividade Neutralização da materia orgânica Causa danos tissulares Não é mais eficiente em tratamento de feridas Causa efeito tóxicos para as células, prejudicando o tecido de granulação Peróxido de Hidrogênio Funciona como hemostático; Provoca soltura da matéria estranha e bactérias presas na ferida Decompõe-se em presença de luz, calor ou da enzima catalase presente nos tecidos Destroem o tecido de granulação neo-formado Destroem a rede de fibrina devido a liberação de oxigênio molecular nas cavidades fechadas, aumentando o tempo de cicatrização Permanganato de Potássio Secante de ferida Pode provocar irritação tissular, é cáustico; Não é anti-séptico Carvão Ativado e Prata A prata é potente bactericida e o carvão ativado age absorvendo os microrganismos e secreção purulenta, que são atraídos pela forma magnética do carvão; As trocas espassadas de 48-72 horas no início do tratamento e podendo ser prolongado por até 07 dias ---------------- Solução Fisiológica 0,9% Pode ser isotônica, não altera a pressão osmótica/oncótica normal dos líquidos do corpo e facilita a hidrataçã; Pode ser utilizada para lavar toso os tipos de ferimentos, não irritando e favorecendo a cicatrização ----------------- Açúcar Bactericida, desidratante de microganismo, atóxico, antialergênico Sua ação é influenciada pelo estágio de desenvolvimento dos microrganismo ao produto e da concentração de açúcar na ferida. Portanto, seu uso deve ser criterioso. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 2 CURATIVO COM PAPAÍNA Tipo de tratamento Papaína Composição Complexo de enzimas proteolíticas , retirado do látex do mamão papaía (Canca papaya). Mecanismo de Ação Provoca dissociação das moléculas de proteína resultando em desbridamento químico; É bactericida e bacteriostático; Estimula a força tensil das cicatrizes; Acelera o processo cicatricial. Indicação Tratamento de feridas abertas e desbridamento de tecidos desvitalizados. Ação anti-inflamatória e diminui edema-local. Tipos de Feridas Feridas abertas, desvitalizadas ou necróticas e infectadas. Contra-indicação Contato com metais, devido o poder de oxidação; Tempo prolongado de preparo devido a instabilidade da enzima. Pacientes alérgicos ao látex Modo de Usar Lavar abundantemente o leito da ferida com jatos de solução de papaína. Na presença de tecidos desvitalizados/necrosado, cobrir a área com fina camada de papaína em pó. Remover o exsudato e tecido desvitalizado se necessário. Colocar gaze em contato com a ferida embebuda com solução de papaína, ocluir com cobertura secundária. Fixar. Periodicidade de troca A cada 24 horas Observações Atentar à concentração de papaína Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 3 POMADAS ENZIMÁTICAS Tipo de tratamento Colagenase Composição Colagenase clostridiopeptase A e enzimas proteolíticas. Mecanismo de Ação Age seletivamente degradando colágeno nativo da ferida. (Entretanto, não seleciona tecido desvitalizado e tecido “bom”). Indicação Desbridamento enzimático suave e não invasivo de lesões. Tipos de feridas Feridas com tecido desvitalizado Contra-indicação Feridas com cicatrização de 1ª intenção Modo de Usar Lavar a ferida com Soro Fisiológico 0,9% Aplicar 2mm da pomada sobre a área a ser tratada Ocluir com gaze de cobertura seca Fixar Periodicidade de troca A cada 24 horas Observações Há controvérsias quanto a eficácia das pomadas enzimáticas como estimulador da granulação e epitelização, visto que com o aumento dos níveis de ação das proteinases temos degradação dos fatores do crescimento e dos receptores de membrana celular, que são importantes para o processo de cicatrização. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 4 CURATIVO COM CARVÃO ATIVADO Tipo de tratamento Carvão ativado Composição Cobertura de contato de baixa aderência, envolta por camada de não tecido e almofada impregnada por carvão ativado e prata 0,15% Mecanismo de Ação O carvão ativado absorve exsudato e filtra o odor. A prata exerce ação bactericida. Indicação Feridas fétidas, infectadas e exsudativas Tipos de feridas Neoplásicas fétidas e demais feridas infectadas Contra-indicação Feridas limpas e lesões de queimadura Modo de Usar Lavar o leito da ferida com jatos de SF 0,9% Remover exsudato e tecido desvitalizado, se necessário; Colocar o curativo de carvão ativado sobre a ferida; Oculir com cobertura secundária estéril. Periodicidade de troca Trocar a cobertura secundária sempre que estiver saturada; Trocar o curativo de carvão ativado no início a cada 48 horas ou 72 horas, dependendo da capacidade de absorção. Quando a ferida não estiver mais infecatas, pode ser trocado a cada 5 dias. Observações O curativo não pode ser cortado para não ocorrer liberação do carvão ou da prata na lesão. Quando reduzir o exsudato o odor e houver granulação da ferida, substituir o carvão ativado por outro tipo de curativo que promova a manutenção do meio úmido. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 5 CURATIVO COM ALGINATO DE CÁLCIO Tipo de tratamento Alginato de Cálcio Composição Fibras de tecido derivados de algas marinhas , composto pelos ácidos glurônicos e manurônico, com íons de cálcio e sódio incorporados em suas fibras. Mecanismo de Ação O sódio presente no exsudato e no sangue interage com o cálcio presente no curativo de alginato. A troca iônica atua: Auxiliando no desbridamento autolítico; Tem alta capacidade de absorção; Resulta na formação de um gel que mantém o meio úmido para cicatrização; Induz a hemostasia (amplificando a cascata de coagulação). Indicação Prevenção e tratamento de feridas abertas não infectadas. Tipos de feridas Feridas abertas, sangrantes, altamente exsudativas com ou sem infecção, até a redução do exsudato. Contra-indicação Utilizar em lesões superficiais ou feridas sem ou com pouca exsudação e lesões por queimadura Modo de Usar Lavar a ferida com jato de SF 0,9%; Remover o exsudato e tecido desvitalizados, se necessário; Escolher o tamanho da fibra de alginato que melhor se adapte ao leito da ferida; Modelar o alginato no interior da ferida umedecendo com solução fisiológica. Não deixar que a fibra de alginato ultrapasse a borda da ferida, com o risco de prejudicar a epitelização; Ocluir com cobertura secundária estéril. Periodicidade de troca Trocar a cobertura secundária sempre que estiver saturada; Trocar o curativo de alginato: Feridas infectadas (no máximo a cada 24 horas) Feridas limpas com sangramento(a cada 48 horas ou quando saturado) Feridas limpas altamente exsudativas(quando saturar) Quando o exsudato diminuir e a frequência de trocas estiverem sendo feitas a cada 3 ou 4 dias, significa que é hora de utilizar outro tipo de curativo Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 6 Observações O gel emite um odor forte e tem aparência purulenta, que não deve ser confudida com infecção. CURATIVO COM ÁCIDO GRAXO ESSENCIAL (AGE) Tipo de tratamento Ácidos graxos essenciais (AGE) Composição Óleo vegetal composto por ácido lenoléico, ácido caprílico, ácido cáprico, Vitamina A e E e lecitina de soja Mecanismo de Ação Promove quimiotaxia (atração de leucócitos)e angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos), mantém o meio úmido e acelera o processo de granulação tecidual. A aplicação tópica em pele integra tem grande absorção que forma uma película protetora na pele e previne escoriações devido a alta capacidade de hidratação e proporciona nutrição celular. Indicação Prevenção de úlceras-de-pressão Tratamento de feridas abertas Tipos de feridas Lesões abertas com ou sem infecção Contra-indicação Não encontrada Modo de Usar Lavar o leito da ferida com jatos de SF 0,9%; Remover exsudato e tecido desvitalizado, se necessário. Espalhar AGE no leito da ferida ou embebedar gazes estéreis de contato o suficiente para manter o leito da ferida úmido até a próxima troca. Em feridas extensas pode-se espalhar o AGE sobre o leito da ferida e utilizar como cobertura primária gazes embebidas em solução fisiológica 0,9%. Ocluir com cobertura secundária estéril de gaze, chumaço, compressa seca ou qualquer outro tipo de cobertura adequada. Fixar Periodicidade de troca Trocar o curativo sempre que o curativo secundário estiver saturado ou no máximo a cada 24 horas. Observações O AGE pode ser associado ao alginato ou carvão ativado e diversos tipos de coberturas Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 7 CURATIVO COM HIDROCOLÓIDE Tipo de tratamento Hidrocolóide Composição Camada externa: espuma de poliuretano Camada interna: Gelatina Pectina Carboximetilcelulose sódica Mecanismo de Ação Estimula a angiogênese e o desbridamento autolítico. Acelera o processo de granulação tecidual. Indicação Prevenção e tratamento de feridas abertas e não-infectadas. Tipos de feridas Feridas abertas não-infectadas, com leve e moderada exsudação. Prevenção ou tratamento de úlceras de pressão não infectadas Contra-indicação Feridas colonizadas ou infectadas; Feridas com tecido desvitalizado ou necrose e queimaduras de 3º grau. Modo de Usar Lavar o leito da ferida com SF 0,9% Secar a pele ao redor da ferida Escolher o hidrocoloíde( com diâmetro que ultrapasse a borda da ferida em pelo menos 3 cm) Aplicar o hidrocolóide, segurando-o pelas bordas Pressionar firmemente as bordas do hidrocolóide e massagear a placa para perfeita aderência. Se necessário reforçar as bordar com micropore Datar o hidrocolóide Periodicidade de troca Trocar o hidrocolóide sempre que o gel extravasar ou o curativo descolar ou no máximo a cada 7 dias Observações A interação do exsudato com hidrocolóide produz um gel amarelo (semelhante à secreção purulenta) e nas primeiras trocas poderá ocorrer um odor desagradável devido a remoção de tecidos desvitalizados. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 8 CURATIVO COM SULFADIAZINA DE PRATA Composição Sulfadiazina de pratat a 1% hidrofílico Mecanismo de Ação O íon de prata causa precipitação de proteínas e age diretamente na membrana plasmática da célula bacteriana, exercendo ação bactericida imediata e ação bacteriostática residual pela liberação de pequenas quantidades de prata iônica. Indicação Prevenção de colonização e tratamento de queimaduras Tipos de feridas Queimaduras Contra-indicação Hipersensibilidade Modo de Usar Lavar a ferida com SF 0,9% Remover todo o excesso de pomada e tecido desvitalizado Aplicar o creme assepticamente por toda extensão da lesão (5mm de espessura) Colocar gaze de contato úmida Cobrir com cobertura secundária estéril Periodicidade de troca No máximo a cada 12 horas ou quando a cobertura secundária estiver saturada Observações Retirar o excesso de pomada remasnecente a cada troca de curativo Turma X – Enfermagem – FCE P ag e6 9 CURATIVO COM PETROLATUM Tipo de tratamento Petrolatum Composição Curativo primário, estéril, não aderente, constituído por uma malha de acetato de celulose, impreganada com uma emulsão de petrolatum (mistura de hidrocarbonetos obtida através de oleos minerais) Mecanismo de Ação O Petrolatum é um efeciente umectante, contribuindo para a hidratação de peles íntegras ou lesadas por um processo não aderente, proporcionando um ambiente ideal para a cicatrização e o amolecimento de possíveis tecidos inviáveis, sem agredir a ferida durante as trocas de curativo; O amolecimento dos tecidos inviáveis tem por objetivo favorecer o desbridamento autolítico ou sua remoção mecânica; O processo de hidratação da ferida alivia a dor pela umidificação de possíveis terminações nervosas expostas na lesão Indicação É indicado para o tratamento de ferida de qualquer etiologia, secas ou exsudativas, limpas ou infectadas, com presença de tecido inviável ou não e outros tipos de ferida em que se deve evitar a aderência do curativo, como por exemplo, com exposição de ossos e tendões. Tipos de feridas Essas indicações incluem vários tipos de lesões, como: -Ferida cirúrgica; -Queimaduras de segundo grau de pequena extensão; -Áreas doadoras e receptoras de enxertos; -Úlceras venosas, arteriais ou por pressão; -Feridas com tecido de granulação; -Áreas pós-trauma ou pós-ressecação cirúrgica. Contra-indicação Não deve ser utiizado em pacientes co conhecida sensibilidade ao produto ou a algum de seus componentes. Além disso, seu uso não é indicado para pacientes que estejam recebendo tratamento por câmara hiperbárica. Modo de Usar -Irrigar bem a lesão com solução fisiológica a 0,9%; -Remover o excesso de exsudato e tecidos inviáveis, quando necessário; -Limpar a pele ao redor e secar bem; -Escolher o tamanho da compressa que melhor se adapte ao tamanho da ferida. A cobertura também pode ser aplicada dobrada ou cortada para se adequar a necessidade da ferida. -Ocluir com uma cobertura secundária estéril e fixar. Periodicidade de troca O produto deve ser substituído sempre que for observada a diminuição de sua característica não aderente. Observações ------------------- Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 0 DRENOS DRENAGEM -Tem o objetivo de retirar uma quantidade de líquido de dentro de uma cavidade natural ou criada; -Realizada por meio de tubos que podem ser colocados diversas partes do organismo. Objetivo: Serve para deixar a área livre, evitar e prevenir complicações das cirurgias. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MATERIAL: 1. BORRACHA: Tubulares, rígidos ou laminares. São macios e maleáveis, causando menor lesão das estruturas. 2. POLIETILENO: Material plástico, rígido e com muitas perfurações, permite a saída de líquido por gravitação e sucção. Ex: PVC, Teflon. 3. SILICONE: Material inerte e menos rígido que os de polietileno. QUANTO A ESTRUTURA: 1. LAMINARES: Mais conhecido é o de PENROSE, com apresentação de diversas larguras, utilizado em pequenas lojas e grande extravasamento de secreções. 2. TUBULARES: Drenam por gravitação. Podem ser de polietileno, borracha ou silicone. QUANTO A FORMA DE AÇÃO: 1. CAPILARIDADE: Drenagem por forma ativa. Não há passagem de líquido pela luz do dreno. A saída de secreção se dá através da superfície. Ex: PENROSE 2. GRAVITAÇÃO: Drenagem por forma ativa. Conectados a um frasco ou bolsa (localizado mais baixo que o dreno). Ex: Dreno de tórax e abdominal 3. SUCÇÃO: Drenagem por forma passiva, ou seja, por pressão negativa. São mais utilizados onde há acúmulos de líquidos, refazendo o vácuo o mesmo faz aspiração ativa. QUANTO AO SISTEMA DE DRENAGEM: 1. ABERTO: Possuem interação com o meio, naqual e o risco de infecção é maior. Esperam-se secreções nas bordas. Ex: drenos laminares. 2. FECHADO: Não há interação com o meio. A drenagem ocorre dentro de um frasco ou bolsa, na qual há diminuição do risco de infecções. Não se espera secreções nas bordas. Ex: SVD, dreno de Kehr e dreno de tórax. QUANTO AO CALIBRE: FRENCH (Fr): Numeração, de forma crescente, corresponde ao calibre do tubo. GAULT (G): Numeração, de forma decrescente, corresponde ao calibre dos cateteres. QUANTO AO USO: APARELHO DIGESTIVO: Dreno nasogástrico, utilizado no pós-operatório ou com o objetivo de descompressão gástrica e remoção de resíduos gástricos. RETO E SIGMOIDE: Tubos de polietileno utilizados para evacuação de conteúdo líquido ou gases do cólon distal. Introduções de líquidos para lavagem (clister), contraste ou medicações. VIAS BILIARES: De material plástico ou de borracha. Para descompressão ou prótese de uma anastomose biliar. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 1 CAVIDADE ABDOMINAL: Pode ser o de penrose ou o tubular, dependo da quantidade de líquido a ser drenado e tempo de permanência. DRENOS SIMPLES X DRENOS COMPOSTOS Drenos simples: De um único material; Drenos compostos: montados a partir dos laminares e tubulares. Podendo ser um dentro do outro, fenestrado ou não, funcionam por gravidade ou aspiração. DRENOS LAMINARES Pouca espessura (4 tamanhos); Apresentam-se achatados São maleáveis; Material: borracha sintética ou plástico siliconizado; Possuem dimensões variáveis; Funcionam por CAPILARIDADE, portanto, sua drenagem é aberta. PENROSE (Drenagem aberta) Lâmina de látex; oca; flexível; macia; possui vários tamanhos e larguras, sendo, portanto, o MAIS USADO. CUIDADOS: Drenagem vertical: quando é preciso realizar o curativo no dreno de penrose mais de 6x por dia pode colocada uma bolsa de colostomia para a coleta; O curativo deve ser realizado diariamente; Monitorar o débito de secreção; A retirada e o tracionamento devem ser realizados conforme prescrição médica. DRENOS TUBULARES Tubo plástico siliconizado, macio, que não colaba podendo possuir vários comprimentos e diâmetros (20 a 36 Fr). DRENO DE TÓRAX (drenagem fechada) Objetivos: Evacuar ar ou líquido do espaço pleural para o sistema FECHADO. Restaurar pressão intratorácica negativa; Promover expansão pulmonar; Evitar níveis letais de pressão no tórax. Indicações: Pneumotórax: entrada de ar no espaço pleural 1. Espontâneo: ou seja, ocorre sem doença pulmonar evidente; 2. Traumático: sendo conseqüência de trauma de tórax aberto ou fechado, como por exemplo, ferimentos por arma branca ou o impacto do tórax contra o volante. 3. Iatrogênico: reação indesejada a um tratamento ou procedimento, como a punção de uma veia subclávia. Hemotórax: sangue no espaço pleural; Empiema: coleção de pus numa cavidade natural, resultante de infecção piogênica da parede torácica, mediastino ou abdominal; Derrame pleural: acúmulo de líquido (transudato/ exsudato- liquído inflamatório) no espaço pleural. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 2 SISTEMA DE DRENAGEM Sistema de dois compartimentos (drenagem por gravitação) 1º recipiente: coleta 2º recipiente: selo d’água Sistema de três compartimentos (drenagem por sucção) 1º recipiente: coleta 2º recipiente: selo d’água 3º recipiente: regulação da aspiração – quando o líquido aspirado é muito denso. CUIDADOS Manter o frasco de drenagem sempre abaixo do nível do tórax; Pinçar o dreno de tórax rapidamente somente quando realizar a troca do frasco; Trocar o frasco de coleta e o selo d’água diariamente; Anotar o volume da drenagem e aspecto; Observar padrão respiratório, dor e sinais flogísticos. Retirada do dreno de tórax Quando inadequada a retirada do dreno de tórax pode causar parada cardiorrespiratória devido ao aumento da pressão por ar ou sucção Desmame: Antes de retirar o dreno deixar um tempo clampeado e observar a resposta do paciente Pneumotórax: retirar o dreno quando o selo d’água parar de borbulhar. Outros: retirar o dreno quando a oscilação do selo d’água cessar (ATENÇÃO! O cessamento da oscilação do selo d’ água pode indicar re-expansão pulmonar, mas também, obstrução do dreno) e a drenagem for menor que 50 ml/dia. NOTAS O selo d’água (água destilada ou SF 0,9%) tem a função de isolar o meio interno do meio externo, ou seja, faz a função da pleura. Ele deve ser trocado sempre que apresentar sujidade, sendo que a haste deve ficar inserida a pelo menos 2 cm dentro do líquido. Enquanto tiver ocorrendo a drenagem o selo d’água sempre vai oscilar, ou seja, subir e descer. No pneumotórax o selo d’água irá borbulhar devido à drenagem ser de ar, caso haja a presença de sangue será o acumulado, ou seja, terá a cor vinho por ser um sangue velho. Em hemotórax a haste pode obstruir devido a coagulação, neste caso, deve-se realizar a ordenha do dreno. SEMPRE SE DEVE DEIXAR O SELO D’ÁGUA ABAIXO DO DRENO DE TÓRAX, MAS NUNCA NO CHÃO. COMPLICAÇÕES Perfurar vasos, pulmão, fígado, baço e coração; Hematoma, retração da ferida ou herniação do dreno; Pneumotórax residual após retirada: na retirada entrar ar ambiente pela cavidade. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 3 Retirar no momento da inspiração profunda, para que as pressões interna e externa se igualem ao máximo e, assim, não entre ar do meio externo para dentro do pulmão, o que ocasionaria um pneumotórax residual. Após a retirada fazer curativo oclusivo/compressivo rapidamente por 24- 48 horas. DRENO HEMOVAC (drenagem fechada) - Dreno tubular de drenagem fechada por sucção; - Manter sempre a bolsa colapsada a vácuo para que se tenha a pressão negativa e possa ocorrer a drenagem; - Utilizado para drenagem de região pericirúrgico (colocado no momento cirúrgico); - Exige cuidados em sua manipulação. CURATIVO Preferencialmente diária ou até 48 horas O sítio de inserção deve estar sempre limpo, não podendo haver secreção no sítio O curativo é feito no local de inserção Fixar o dreno próximo ao curativo Observar a conexão entre o tubo de drenagem e o reservatório. Mantê-lo sempre colapsado para assegurar a sucção Avaliar periodicamente o paciente para detectar desconexões acidentais e perda do vácuo Resumo Checar aspectos básicos do dreno: 1. Finalidade 2. Tipo de Dreno 3. Sistema de dreno Avaliar o aspecto do curativo Adequar o posicionamento do dreno Monitorar o débito do dreno (regular) Promover o esvaziamento do dreno (horário fixo ou 2/3 do coletor preenchido Curativos Exame físico direcionado Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 4 SONDAGEM Anatomia Quando o paciente apresenta um Déficit nutricional é necessário entrar com uma terapia nutricional, que pode ser indicada nas seguintes situações: Pacientes impossibilitados de ingestão oral adequada que supra as necessidades nutricionais diárias, seja por patologias do TGI, intubação oro-traqueal, por distúrbios neurológicos com comprometimento dos níveis de consciência ou dos movimentos mastigatórios. Casos em que os paciente estejam com baixa ingesta oral, por anorexia por diversas etiologias. É responsabilidade da enfermagem estabelecer o acesso enteral por via oro/nasogástrica Solicitar e encaminhar o paciente para exame radiológico a fim de localizar o posicionamento da sonda(Segundo a Resolução 453/2014) Existem dois tipos de terapia nutricional Enteral (NE) : Suporte nutricional para pacientes incapazes de consumir nutrientes por via oral. o Via sonda: Tubo que se introduz no organismo em canal natural ou não, para reconhecer-lhe o estado, extrair ou introduzir alguma matéria. Parenteral (NP): Para pacientes com trato digestivo não funcionante, ou por estar obstruído ou inacessível (antecipa-se que esta condição perdure por cerca de 7 dias). o Via cateter: Instrumento tubular introduzido no organismo para retirar líquidos, introduzir sangue, soro, medicamentos e efetuar investigações para diagnósticos. Terapia de Nutrição Enteral É o conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio da nutrição entérica. Atualmente estão disponíveis dois tipos de sondas para alimentação, as utilizadas via nasogástrica e nasoentérica, além das ostomias. O enfermeiro é responsável pela administração por via oro- nasogastrica/transpilórica e cuidados. Além de solicitar um exame radiológico para confirmar a localização da sonda. Já as ostomias são colocadas por procedimento cirúrgico, pelo médico, porém o cuidado cabe ao enfermeiro. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 5 INDICAÇÃO Acidentes cerebrovasculares, neoplasias, trauma, inflamação, doenças desmielinizantes, depressão grave, anorexia nervosa, cirurgia gastrintestinal, pancreatite, doença inflamatória do intestino, síndrome do intestino curto, preparo intestinal pré-operatório e fístulas digestivas. *OBS: pacientes com queimaduras deve-se ter muita atenção para o tipo de dieta. E em casos de quimioterapia e radioterapia eles podem desenvolver mucosite impossibilitando assim a alimentação por via oral. A passagem de sonda gastrointestinal é a inserção de uma sonda de plástico ou borracha, flexível, pela boca ou nariz objetivando descomprimir o estômago, remover gás e líquidos, diagnosticar motilidade intestinal, administrar medicamentos e alimentos, tratamento de sangramento ou obstrução e obter conteúdo gástrico para analise. A sonda pode ser Nasogástrica (SNG), utilizada quando o objetivo da sonda é drenar (sifonagem) conteúdo gástrico, realizar lavagem gástrica, administrar medicamentos e dietas (gavagem) diretamente no estômago , além de ser utilizada no pós-operatório de cirurgias de grande porte. Ou a Nasoentérica (SNE) que é uma sonda de poliuretano ou silicone de menor diâmetro, com uma cápsula de peso na parte distal, inserida com o auxílio de um fio guia no estômago ou duodeno visando suprir um suporte nutricional a longo prazo, muito utilizada em caso de neoplasia de cabeça e percoço. Tipos de Sonda Descompressão (Sifonagem) – Aspiração – Lavagem (SNG); Nomes: Miller-Abbot (14-22) / Levine / Sonda simples Administração de Alimentos e Medicamentos (SNE); Nomes: Levine / Nutriflex / Dobhoff Sangramento – Varizes Esofageanas (nasal é mais comum); Sengstaken-Blakemore Sonda de Levine: Possui uma luz única, manufaturada com plástico ou borracha, com aberturas localizadas próxima à ponta; as marcas circulares contidas em pontos específicos a sonda servem como guia para sua inserção. Sonda gástrica Simples: É uma sonda nasogástrica radiopaca de plástico claro, dotada de duas luzes, usada para descomprimir o estômago e mantê-lo vazio. Sonda de Dobhoff: Utilizada com frequência para alimentação enteral, caracterizada por possuir uma ponta pesada e flexível que auxilia no pertuito da sonda até o intestino, para uma melhor administração. Hoje são fabricadas em poliuretano e silicone, materiais que não sofrem alteração física na presença de pH ácido, conservam flexibilidade, maleabilidade e durabilidade, não irritam a mucosa digestiva, e, por serem de pequeno calibre, permitem o fechamento dos esfíncteres cárdia e piloro. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 6 Sonda Nutriflex: Possui 76 cm de comprimento e uma ponta pesada de mercúrio para facilitar a inserção. Sonda de Miller-Abbott: É de duas luzes, sendo uma para introdução de mercúrio ou ar no balão do final da sonda e outra para aspiração. Sonda de Sengstaken-Blakemore: É utilizada especificamente para o tratamento de sangramentos de varizes ensofageanas, possuindo três luzes com dois balões. Sendo uma luz para insuflar o balão gástrico e outra para o balão ensofageano. As sondas de polivinil devem ser usadas somente para drenagem gástrica e por períodos menores que 30 dias. Já o uso de sondas enterais com finalidade de administrar medicamentos deve ser feita sempre que houver contra-indicação ou impossibilidade de se usar a via oral, porém é importante lembrar que o tubo digestivo deve estar presente, ou seja, com capacidade de absorção, total ou parcial, conservada. Pacientes que apresentam fístula intestinal, proximal de baixo débito, a parte distal da sonda deve ultrapassar a fístula. Por outro lado pacientesvportadores de obstrução completa, ou aqueles que se faz necessário o repouso completo do TGI, o uso da sonda não é recomendado. É controverso se a cápsula com peso (ogiva) na extremidade distal oferecem vantagens na passagem transpilórica da sonda e na manutenção da sua localização, porém é aceito que a intubação pós-pilórica é facilitada pelas sondas que possuem uma ogiva distal. Pois esta faz com que o peristaltismo gástrico e intestinal, que age sobre ela, posicione a sonda corretamente. Diminuindo assim o número de tentativas, além dos tubos serem mais duradouros, isto é, com menor risco de extubação involuntária, principalmente em pacientes com dificuldades para engolir e inconscientes. E ainda apresentam características radiopatas o que permite que a localização da sonda seja confirmada com um exame radiológico. Como as sondas são bastante maleáveis um guia metálico e flexível é utilizado para facilitar sua introdução nasal. Na extremidade proximal, são encontrados adaptadores simples ou duplos; estes últimos são utilizados para facilitar a irrigação da sonda ou administração de medicamentos, sem necessidade de interromper a infusão da dieta. INSTALAÇÃO DA SONDA – Sondagem Nasoenteral Objetivo: Obter via de acesso para nutrição enteral. Aplicação:Pacientes internados, ambulatoriais e de pronto atendimento com prescrição de nutrição enteral. Material: Bandeja, biombo, luvas de procedimento, papel-toalha, sonda enteral nos 6 a 10 pediátrica ou nos 8 a 12 adulto, acompanhada de fio-guia, lubrificante hidrossolúvel (xylocaina), seringa de 20 ml, estetoscópio, adesivo hipoalergêenico/esparadrapo (para fixar). Sequência de passos 1. Prepare a bandeja com os materiais necessários. 2. Higienize as mãos. 3. Promova a privacidade de paciente. 4. Explique o procedimento ao paciente. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 7 5. Calce as luvas de procedimento. 6. Coloque o paciente em posição sentada ou eleve a cabeceira do leito disponha o papel toalha sobre o tórax. 7. Verifique o uso de próteses dentárias, solicitando ao paciente para retirá-las. 8. Solicite ao paciente que faça, ou faça por ele, a higiene das narinas 9. Pergunte ao paciente sobre problemas nas narinas (dificuldade de respirar devido a desvio de septo ou adenoide). Caso tenha, inspecionar as narinas com a lanterna para ver qual é melhor. 10. Retire da embalagem a sonda enteral verificando se há defeitos (orifícios parcialmente fechados ou bordas ásperas) 11. Meça a extremidade que contém os orifícios da sonda desde a ponta do nariz até o lobo da orelha e depois até 20 cm abaixo do apêndice xifoide, próximo acicatriz umbilical. Então marque com caneta ou fita adesiva. 12. Lubrifique a parede externa da sonda com água ou o lubrificante hidrossolúvel (xylocaína). 13. Solicite ao paciente para fletir a cabeça até encostar o queixo no tórax 14. Introduza a sonda suavemente pela narina escolhida, direcionando-a para trás e para baixo. 15. Solicite ao paciente que faça movimento de deglutição para facilitar a passagem da sonda pela epiglote. 16. Depois da primeira marca volte a cabeça para posição ereta ou de hiperextensão. 17. Continue deslizando a sonda suavemente até a segunda marcação feita com a fita adesiva. Nesse momento pode oferecer pequenos volumes de água para o paciente deglutir e facilitar a migração da sonda pelo esôfago até o estômago, caso não haja contraindicação. 18. Observe se o paciente apresenta tosse, dificuldade respiratória, cianose, agitação, que podem ser manifestações de um desvio da sonda para as vias aéreas. Nesse caso deverá ser retirada e introduzida novamente. A flexão da cabeça obstrui as vias aéreas superiores, portanto, nunca tente passar a sonda com a cabeça em extensão. 19. Verifique se a sonda já atingiu o estômago de duas formas: I. Aspire suco gástrico com uma seringa de 20 ml (seringas menores são contra-indicadas, pois oferecem pressão excessiva podendo danificar a sonda e lesar a mucosa gástrica). II. Introduzir 20 ml de ar através da sonda e auscultar com o estetoscópio, logo abaixo do apêndice xifoide, no QSE. Deve-se auscultar um ruído, indicando que a extremidade da sonda está no estômago e está pérvia. 20. Depois de confirmado o posicionamento gástrico, para a sonda migrar até o intestino delgado, ela deve ser fixada (bochechas ou testa) na face do paciente, deixando-se uma alça que será desfeita espontaneamente conforme os movimentos peristálticos. A instalação no intestino ocorre lentamente, pois depende do peristalse gastrintestinal que permite a passagem pelo piloro. 21. Para que a chegada da sonda ao intestino seja mais rápida coloque o paciente em decúbito lateral direito, estimule a deambulação ou ainda se necessário administre drogas estimulantes da motilidade gástrica. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 8 22. Antes de se iniciar a administração da dieta todos os testes de posicionamento devem ser rigorosamente feitos. O método padrão ouro é o RX de abdômen. Então, após a fixação deixe o paciente em decúbito lateral direito e o encaminhe para o controle radiológico. Só após a confirmação do RX que o fio guia poderá ser retirado e a dieta administrada. 23. Recolha o material leve ao local adequado retire as luvas de procedimento higienize as mãos Cheque e anote o procedimento realizado no prontuário do paciente. Sondagem Nasogástrica Objetivo: Drenar o conteúdo gástrico para descompressão ou realizar lavagem do estômago. Aplicação: Pacientes internados, ambulatoriais ou de pronto atendimento com prescrição médica. Material: bandeja, biombo, luvas de procedimento, papel higiênico, papel toalha, sonda do tipo Levine nos 16 ou 18, fita adesiva, lubrificante, seringa de 20 ml, estetoscópio, coletor de sistema aberto e lanterna de bolso. Sequência dos passos 1. Prepare em uma bandeja o material necessário para o procedimento. 2. Higienize as mãos. 3. Leve o material para o quarto do paciente e promova sua privacidade 4. Explique o procedimento ao paciente 5. Coloque o paciente em posição sentada ou eleve a cabeceira do leito em 45° dispondo o papel toalha sobre o tórax. 6. Calce as luvas de procedimento. 7. Verifique o uso de próteses dentárias móveis, solicitando ao paciente para retirá-las. 8. Solicite ao paciente que faça, ou faça por ele, higiene das narinas com papel higiênico. RECOMENDAÇÕES Caso encontre resistência ao avanço da sonda ou dúvida ao posicionamento observe se o paciente apresenta dispneia, cianose ou tosse, retire a sonda e reinicie o procedimento. O controle radiológico é obrigatório A localização da sonda também pode ser feita pela pHmetria, um teste do pH através da fita reagente ao conteúdo gástrico ou entérico. Quando pH é menos que 5 é gástrico e maior que 7 intestinal. Mas deve-se atentar ao fato de que medicamentos podem alterar o pH. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e7 9 9. Pergunte ao paciente sobre problemas nas narinas (dificuldade de respirar devido a desvio de septo ou adenoide). Caso tenha, inspecionar as narinas com a lanterna para ver qual é melhor. 10. Meça a sonda de Levine da ponta do nariz até o lobo da orelha, depois desça até o apêndice xifoide e marque a sonda com a fita adesiva ou caneta. 11. Lubrifique a sonda 12. Solicite ao paciente para fletir a cabeça até encostar o queixo no tórax. 13. Introduza a sonda suavemente pela narina escolhida até atingir a epiglote. 14. Solicite ao paciente que faça movimento de deglutição para abrir a epiglote voltando a cabeça para a posição ereta/hiperextensão após a primeira marcação. 15. Continue deslizando a sonda suavemente até que a marca com a fita adesiva chegue a narina. 16. Posicione o estetoscópio sobre o QSE e injete 20 ml de ar pela sonda e ausculte o ruído produzido na região gástrica, para se certificar do posicionamento da sonda. 17. Fie a sonda fazendo uma haste com fios de gaze e fita adesiva. 18. Em caso de drenagem, adapte um coletor de sistema aberto à extremidade da sonda. 19. Deixe o paciente confortável. 20. Recolha o material leve ao local adequado retire as luvas de procedimento higienize as mãos Cheque e anote o procedimento realizado no prontuário do paciente. Administração da Dieta A dieta pode ser administrada de 3 formas: Contínua: deve ser infundida num volume máximo de 100-150 ml/h continuamente até o térmico da dieta diária. Intermitente: consiste na oferta de 200 a 400 ml de dieta 4 a 6 vezes ao dia, durante um período de aproximadamente 2h através da gravidade ou bombas de infusão. RECOMENDAÇÕES Sinais de asfixia como cianose, acesso de tosse e dispneia são sinais de que a sonda está sendo direcionada para o trato respiratório, nesse caso, retire a sonda imediatamente. Caso ocorra resistência ao introduzir a sonda, recomenda-se não forçar. Tente introduzir na outra narina. A troca da fixação deve ser diária, alternando os locais. A higiene oral e nasal deve ser rigorosa, para evitar complicações como parotidite(infecção viral contagiosa que provoca uma dilatação dolorosa das glândulas salivares, podendo afetar também os órgãos). Em caso da perda ou deslocamento da sonda em pacientes de pós-operatórios de cirurgias de esôfago e estômago, a sonda não deve ser repassada sem avaliação médica. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 0 Em “Bolus”: é feita através de seringas ou frascos de dieta através da gravidade ou de infusão rápida durante 5 a 15 min. Não é recomendada para pacientes com o reflexo de tosse ausente, pois a sobrecarga rápida mesmo que de poucos ml no estômago pode resultar em refluxo e consequentemente aspiração. Para o uso de cada uma considera-se o estado do paciente, a localização da sonda, tipo de dieta, necessidades nutricionais e alimentação por via oral concomitante. A infusão da dieta no estômago ou intestino sempre deve ser feita com o paciente sentado ou com a cabeceira elevada a 45°. Essa posição também deve ser mantida durante 1h após a administração da dieta com o intuito de prevenir refluxo e oferecer conforto ao paciente. Para eliminar osresíduos de gordura e resto de dieta, que podem obstruir a sonda, deverá ser irrigada com 20 ml de água, após cada administração de dietas ou medicamentos. Na ocorrência de obstrução ejetar água morna com leve pressão. O fio guia não deve ser reintroduzido na sonda com o intuito de desobstruí-la, pois pode perfurar a sonda e lesar a mucosa digestiva. Os sistemas fechados de dieta são práticos e seguros, pois diminuem a necessidade de manipulação e o risco de contaminação. É indicado que o tempo de gotejamento seja de 24h, bem como a troca dos equipos de infusão. As bombas de infusão com alarme são muito eficaz pois permitem o controle do fluxo da dieta e também acusam problemas de obstrução, presença de ar no sistema, termino da dieta ou bateria descarregada. Problemas com a sonda para alimentação Complicações Intervenção Aspiração de secreções gástricas suspenda imediatamente a administração de nutrientes faça sucção traqueal do conteúdo aspirado, se possível notifique o médico(que poderá receitar antibióticos profiláticos e fisioterapia torácica) verifique o posicionamento do tubo antes da adm. dos nutrientes, para evitar complicação Hiperglicemia monitore os níveis sanguíneos de glicose notifique os médicos sobre os níveis elevados adm. insulina se houver solicitação médica troque a fórmula nutritiva por outra, com teor açúcar mais baixo, conforme orientação médica. Obstrução da sonda a sonda com água morna, se necessário troque a sonda irrigue a sonda com 50ml de água depois de cada adm. para remover o excesso de uma fórmula nutritiva pegajosas que pode causar a obstrução da sonda Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 1 Vômito, tampanismos, diarreia ou cólicas administre metociopramida para aumentar a motilidade gastrointestinal de acordo com a prescrição aqueça a fórmula nutritiva para previnir diarreia durante 30 min após a adm dos nutrientes, posicione o com a cabeceira elevada, para facilitar o esvaziamento gástrico. Classificação das complicações da NE Gastrintestinais náuseas vômitos estase gástrica refluxo GE distensão abdominal, cólicas, flatulências diarreia/obstipação Metabólicas hiperidratação/desidratação hiperglicemia/hipoglicemia normalidades de eletrólitos alterações das função hepática Mecânicas erosão nasal e necrose abscesso septonasal sinusite aguda, rouquidão, otite faringite esofagite, ulceração esofágica, estenose fístula traqueoesofagica ruptura de varizes esofágicas obstrução da sonda saída ou migração acidental da sonda Terapia de Nutrição Parenteral É a administração de nutrientes como glicose e proteínas, além de água, eletrólitos, sais minerais e vitaminas através da via endovenosa em pacientes que possuem a via oral e/ou gastrointestinal impossibilitadas de serem usadas, permitindo assim a manutenção da homeostase. Uma vez que as calorias e os aminoácidos necessários conseguem ser supridos. Pode ser utilizada tanto como terapia exclusiva (uso da via enteral é proibido) como de apoio (complementando as necessidades nutricionais de pacientes em que a via enteral não consegue suprí-las),o que vai depender da capacidade fisiológica da digestão e/ou absorção do paciente. Pode ser feita por via periférica ou central. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 2 VIAS Periférica: é comumente utilizada como complemento de outras vias, só podem ser oferecidas soluções hipoosmolares, hipoconcentradas e as gorduras. Central: é a via mais utilizada, a partir da canulação da veia subclávia que permite a infusão de soluções hipertônicas de glicose e proteínas, vitaminas, etc. Obs: também é confirmada a partir de rx, porem é um procedimento médico. Estipulada a via de administração, a solução de nutrição pode ser instalada, com atenção as colorias e volumes estabelecidos, o que é controlado no gotejamento. RISCO existem 3 indicadores para identificar pacientes que são fortes candidatos a NP. 1. Perda de 10% ou mais do peso corpóreo; 2. Albumina Sérica abaixo de 3g/dl. 3. Transferina sérica com valores inferiores a 220 mg/dl. COMPLICAÇÕES: Infecção decorrente de contaminação, seja das soluções, cateter ou até na própria inserção. Problemas na hora da introdução do cateter podendo ocorrer pneumotórax, hemotórax, posicionamento incorreto, flebotrombose, hidrotorax, hidromedianismo, lesão nervosa, lesão arterial, etc. E os próprios nutrientes utilizadas nas soluções infundidas podem acarretar em alterações metabólicas. A nutrição parenteral pode ser uma terapêutica bastante segura, porém, se não houver procedimentos técnicos e de higienização adequados seguidos rigorosamente pelos profissionais pode se tornar uma via direta à septicemia. ADMINISTRAÇÃO Objetivo:Proporcionar suporte energético e nutricional para manter as funções orgânicas e preservar a estruturas corpórea em pacientes cuja a via digestória esteja comprometida ou não seja suficiente para suprir suas necessidades. Aplicação:pacientes internados com prescrição médica de NP. Material:Bandeja com bolsa de NP, saco protetor plástico opaco para equipo e bolsa, equipo, extensão, se necessário, para soluções fotossensíveis ou bureta, bomba de infusão, luvas de procedimento, gaze, máscara, fita adesiva, álcool a 70%. INDICAÇÃO Traumas, fístulas enterocutâneas, insuficiência hepática, insuficiência renal aguda, pancreatite aguda e enteropatias inflamatórias. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 3 Sequência dos passos 1. Receba a NP da farmácia, confira o rótulo, observe as condições de transporte, a integridade da embalagem e a homogeneidade da solução, dados do paciente e validade. 2. Programe a instalação da NP no horário estabelecido pela instituição, conforme a rotina, para evitar armazenamento na geladeira da unidade. 3. Limpe o balcão com agua e sabão, faca a desinfecção com álcool a 70%, e higienize as mãos. 4. Coloque a mascara ( quando for preparar várias instalações) 5. Retire da embalagem a bolsa de NP e confira os dados do rótulo com a prescrição médica. 6. Inspecione a bolsa quanto a coloração, separação de fases, presença de corpo estranho ou quaisquer outras anormalidades. 7. Retire da embalagem a bolsa de NP e o equipo colocando-as na bandeja. 8. Retire o lacre da bolsa e conecte o equipo e a bureta na mesma. 9. Preencha a câmera de gotejamento e passe a solução através do equipo retirando o ar da extensão e protegendo a extremidade do equipo. 10. Coloque uma fita adesiva na bolsa ou bureta, ao lado da escala graduada, para marcar o nível da solução, cubra a bolsa de solução parenteral com o saco plástico opaco. 11. Reúna a solução preparada para infusão, os outros matérias e leve para o quarto do paciente. 12. Explique o procedimento ao paciente e acompanhante. 13. Verifique a via de infusão recomendada pelo fabricante e as condições do cateter. 14. Pince o equipo em uso e interrompa a infusão. Zere o volume e verifique o volume não infundido para posterior anotação no prontuário do paciente. 15. Reprograme a bomba, coloque a bolsa nova no suporte e o equipo no circuito, mantendo-o pinçado. 16. Calce as luvas de procedimento. 17. Faça a desinfecção da conexão do equipo e do cateter com gaze e álcool a 70%. 18. Desconecte o equipo anterior, retire a proteção da extremidadedo equipo atual e conecte-o ao cateter do acesso venoso. 19. Verifique a programação da bomba, abra a pinça do cateter e inicie a infusão 20. Deixe o paciente confortável. 21. Recolha o material leve ao local adequado retire as luvas de procedimento higienize as mãos Cheque e anote o procedimento realizado no prontuário do paciente. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 4 OSTOMIAS É a abertura de um órgão oco realizado através de um procedimento cirúrgico, que permite a comunicação com o meio externo, onde se torna possível conectar um tubo com finalidade de ingestão ou manutenção. GASTROSTOMIA As indicações de alimentação enteral incluem dificuldade de deglutição por condições neurológicas ou trauma facial, obstrução luminal causada por malignidades ou estenoses benignas, além de estados hipercatabólicos , como queimaduras extensas, fibrose cística e doença de Chohn. Em casos de limitaçãoda ingestão alimentar por curto período são indicadas SNE, porém, se usadas por muito tempo apresentam limitações como obstrução, deslocamento com facilidade, necessidade de troca, custo elevado, etc. Por outro lado as Gastrostomias vão ser utilizadas em pacientes com o TGI intacto, mas impossibilitado e receber o aporte calórico adequado por via oral a longo prazo (mais de 6 semanas). Atualmente existem duas formas comumente usual para realizar este tipo de ostomia; Gastrostomia Endoscópica Percutânea (PEG): é um procedimento realizado de dentro do corpo do paciente para o exterior.Apesar da PEG já ser reconhecida como mais segura que a cirúrgica apresenta suas limitações: impossibilidade de acessar o estômago por endoscopia causada por tumores de cabeça e pescoço, estenoses do esôfago benignas ou malignas do esôfago; impossibilidade de levar o estômago à parede abdominal e realização de transiluminação, o que pode ser dificultado por ascite, obesidade, ressecção gástrica anterior, aderências abdominais secundárias e cirurgias prévias de hepatomegalia Gastrostomia Cirúrgica: é realizada a partir de um procedimento cirúrgico, de fora para o interior da pessoa. Mesmo considerada menos segura se torna opção quando o paciente já vai ser submetido a uma laparotomia, impossibilitando a realização da RECOMENDAÇÕES Caso detecte alguma alteração na bolsa de NP, devolva-a a farmácia com um rótulo explicativo. Elas têm validade de 24h em temperatura ambiente preservadas nos plástico opaco juntamente com os equipos, este cuidado independe da incidência de luz direta natural ou artificial. Quando o armazenamento for imprescindível, devem ser refrigeradas em uma temperatura de 2 a 8oC, em geladeira exclusiva para medicamentos. Cabe somente ao enfermeiro iniciar e encerrar a infusão de NP. A NP deve ser infundida em via exclusiva. O uso de torneirinhas, a coleta de sangue para exames e a adm. De soluções e medicamentos por essa via devem ser evitados. Quando houver cateter de dupla ou tripla via a NP deve ser na central. Mantenha a velocidade da infusão constante, conforme a prescrição médica, qualquer infusão mais rápida que a estabelecida e volume não-infundido da bolsa anterior devem ser anotados e comunicados ao médico. Medicamentos como anfotericina, ampicilina, carbenicilina, gentamicina e canamicina são incompatíveis com a solução de NP. Deve-se monitorar PA, diurese, BH, peso, glicemia e balanço nitrogenado. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 5 gastrostopia para realização da PEG ou qualquer fator que não possibilite sua realização. Dificuldade de introdução ou uso muito prolongado de SNE. Tem 2 formas: Via laparotomia: forma mais frequente realizada na maioria dos hospitais brasileiros. Via laparoscópica: auxilia na técnica de endoscopia, pois permite um acoplamento da parede gástrica contra a parede abdominal. DIETA Caseira: preparada em casa com alimentos em sua forma natural, que passa por uma trituração no liquidificador e posteriormente é coado. O local de preparo deve ser limpo e atentar para a validade dos produtos. Todos os utensílios utilizados devem ser lavados com água corrente e solução de hipoclorito 0,01%. Industrializada: dieta pronta já balanceada. Pode ser em pó, que deverá ser passada no liquidificador com água. O médico junto com a nutricionista é que indicara a melhor dieta de acordo com a idade e estado do paciente. JEJUNOSTOMIA É um procedimento cirúrgico que visa estabelecer um acesso a luz do jejuno através da parede abdominal (QSD). Que vai servir como uma via de alimentação, a dieta por sua vez vai ser prescrita de acordo com a parte do jejuno em que vai chegar.Esta ostomia cria uma espécie de “boca” (abertura artificial) no jejuno para alimentar o paciente com retração no estômago. INDICAÇÃO Pode ser temporária onde é reversível, ou permanente. Além de dificuldade de deglutição prolongada, também é indicada para pacientes com descompressão gástrica, gastroparesia grave e obstruções intestinais inoperáveis. CUIDADOS Deve ser feita a limpeza com SF a 0,9%, evitar tracionar a sonda, o ostoma deve ser constantemente observado, para detectar alterações como vazamento, coloração e aspecto. Manter a cabeceira da cama elevada de 30 a 45° durante e após a admistração da dieta. Lavar a sonda após a adm. de medicamentos (de 10 a 20 ml de água filtrada). Atentar para anormalidades como extravasamento da dieta peri-sonda, o que pode acarretar em uma lesão da pele circundante, existem pomadas e sprays que criam uma camada protetora para essa pele, ex: Cavilon. Monitorar a tolerância do paciente a dieta que lhe esta sendo infundida. O paciente não deve ficar em posição ereta, ou seja, com a cama em 180°, pois pode causar refluxo e microaspirações. Para administração da Dieta, é necessário: Manter paciente sentado ou com a cabeceira elevada um tempo antes, durante e ainda um tempo depois a adm. da dieta, para evitar regurgitação, vômitos ou aspiração da dieta para o pulmão. Conectar a dieta ao equipo, permeabilizar e conectar a gastrostomia. Ajustar o gotejamento ao tempo de infusão da dieta. Ao termino desconectar o equipo e lavar a via com água (10 a 20 ml). Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 6 COMPLICAÇÕES GASTROSTOMIA E JEJUNOSTOMIA: A mortalidade após a realização desses procedimentos é rara se o paciente for adequado, a técnica bem executada e não houver contaminação. A Gastrostomia tem por características o refluxo gastroesofágico, a aspiração e a pneumonia. Assim é comum a indicação de Jejunostomia ou associação de valva anti-refluxo à gastrostomia em pacientes em coma. A morbidade está relacionada principalmente à incontinência devido ao refluxo da secreção gástrica ao redor da ostomia sendo um fator de contaminação e infecção peritoneal e parietal, além das lesões cutâneas e também a troca de sondas. Devido ao desconforto trazido por este tipo de procedimento, por mais que seja simples, os pacientes tomam como uma doença e um transtorno, de forma que qualquer alteração que haja é mal recebida. ILEOSTOMIA É uma derivação intestinal realizada na porção do intestino delgado, no Íleo, fazendo a exteriorização de parte do mesmo pela parede abdominal, formando assim um novo trajeto e uma abertura (estoma) exteriorizada para a saída de fezes. Normalmente localiza-se no QID, aproximadamente 5 cm abaixo da cinturae afastada de cicatrizes prévias. Realizada para tratamento de doenças como colite ulcerosa e doença de Crohn. A Ileostomia drena constantemente o conteúdo líquido intestinal bastante agressivo para pele e mucosa peri- estoma. Esta drenagem é caracterizada por ser mais fluída devido a não absorção de líquidos e enzimas já que é uma fase do intestino grosso que passa a não ser realizada com a presença da Ileostomia. Com isso absorção de gordura e vitamina B pode ser reduzida e haverá um aumento da perda de sódio e potássio. Porém, devido a porção que se encontra o odor e os gases são diminuídos, o que proporciona um maior conforto ao paciente. INDICAÇÃO Descompressão digestiva, fístulas digestivas, gastrostomia total, tumor de antro ou piloro irreversível. Para alimentação pode ser temporária ou definitiva: Temporária: quando o acesso do trato digestivo está prejudicado, visando a manutenção e recuperação do estado nutricional. Ex: estenose caustica envolvendo esôfago e estômago e pacientes em coma prolongado. Definitiva: como terapêutica paliativa em pacientes portadores de neoplasia maligna do estômago, também em caso de deglutição afetados como doenças neurológicas (demência, esclerose amiotrófica lateral, sequelas de AVE, onde o paciente não pode ser utilizado ou não está disponível). Controle CUIDADOS Os mesmos que na Gastrostomia. Quando necessário fazer um maior controle do volume usa-se uma bomba de infusão. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 7 Este procedimento e realizado na maioria dos pacientes que necessitam com o intuito de reduzir e controlar os sintomas das doenças, tratar e até mesmo evitar complicações. Neste caso deve se realizar reposição intensiva de líquidos, sangue e proteínas. Lembrando que é um tipo de ostomia excretório, tornando-se necessário a monitoração dos débitos. COMPLICAÇÕES As mais comuns são a irritação cutânea, diarreia, estenose do estômago, cálculos urinários e colelitíase. COLOSTOMIA É um tipo de ostomia excretória caracterizada pela exteriorização do intestino grosso (cólon) na parede abdominal, para eliminação fecal. Abrindo assim uma nova comunicação (ostoma) para a passagem das fezes direto para um orifício externo ao corpo, excluindo assim a passagem de fezes pela porção doente ou lesada do intestino, por isso se torna necessária a utilização de uma bolsa coletora. Pode ser temporária ou definitiva, ou seja, tem a possibilidade de realizada e depois fechada, ou há casos em que se mantem para o resto da vida. INDICAÇÃO Colite ulcerosa em casos de doença de Crhn, enterire regional e carcinoma de cólon. CUIDADOS É de fundamental importância o cuidado da ferida da cirurgia abdominal. A equipe de enfermagem deve estar atenta ao estoma quanto a forma e coloração, ele deve ser róseo e vermelho vivo brilhoso. Para a ileostomiautiliza-se bolsas plásticas que atuam como contenção da drenagem. Estas são equipadas com fita adesiva para se aderir a pele circundante ao estoma, devem ser mantidas sempre limpas e periodicamente trocadas (o ideal seria a cada 24h no mínimo, mas vai depender das condições do paciente). Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 8 COMPLICAÇÕES A mais comum é no estoma, que pode se exteriorizar mais que o adequado, por isso é necessário a avaliação diária. Relacionado a cirurgia podem haver complicações como; infecção na parede, deiscência de parede, fístula, deiscência, sepsis, hemorragia digestiva, pneumonia e peritonite. Cateterismo Vesical Conceito: É a introdução de uma sonda até a bexiga a fim de retirar a urina Indicações: - Quando o paciente está impossibilitado de urinar - Colher urina asséptica para exames - Preparo pré-parto, pré-operatório e exames pélvicos (quando indicado) - Incontinência urinária SONDA VESICAL DE ALÍVIO Consiste na introdução de um cateter da uretra até á bexiga. É uma técnica asséptica e invasiva. Pode ser prescrito pelo enfermeiro e tem como principal objetivo, o esvaziamento vesical diante à situações agudas de retenção urinária (pós-operatório) ou coleta de exames em casos distintos. A sondagem vesical de alívio trata-se de uma sondagem de sistema aberta, portanto, corre o risco de infecção. INDICAÇÃO Desvio de trânsito (obstruções ou outras condições que remetem ao desvio). Amputação do reto, tratamento de perfurações e lesões, fístulas. Pode ser relacionado a patologias benignos ou malignas, sendo muito comum o uso em pacientes oncológicos, traumas e em cirurgia gastroenterológica. CUIDADOS Os cuidados em pacientes que usam colostomia devem inicias desde o diagnóstico e da indicação do uso de ostomia, para reduzir ansiedade e evitar complicações no pós-operatório além de obter uma melhor reabilitação. Em relação ao ostoma deve-se avaliar diariamente a protrusão, retração e pele peri-estoma. Trocar a bolsa conforme a necessidade, monitorar os resíduos excretados, orientar o paciente em relação as gases, eliminações, vida sexual e cuidados com o estoma. Lembrando que estes pacientes perdem o controle do esfíncter, tirando assim o controle sobre suas excreções, dessa forma para o seu maior conforto pode-se oferecer bolsas de colostomias mais escuras. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e8 9 Materiais ****** Pacote/Kit de cateterismo estéril Contendo: cuba rim, cúpula, pinça kocher, campo estéril *Seringa de 20cc A seringa no caso masculino serve para lubrificar a mucosa da uretra e também para aliviar a dor na sondagem vesical, estando essa seringa preenchida com xilocaína. Em casos de sondagem em que há presença de coágulos ,como por exemplo, em paciente com infecção do trato urinário, ou lesão de bexiga, a seringa pode ser utilizada para aspirar coágulos e permitir passagem da urina. Luva estéril ------------ Sonda vesical apropriada estéril Serve para drenagem aguda Lubrificante (xilocaína gel) Lubrifica a uretra A dor Antisséptico O antisséptico de escolha é o PVPI ou clorexidina tópico/aquoso. Na ausência desses antissépticos, pode ser utilizado PVPI ou clorexidina degermante. NUNCA UTILIZAR SUBSTÂNCIAS ALCÓOLICAS. Saco coletor Para coletar a urina. Gases Para antissepsia local Materiais para lavagem externa Sempre que for fazer passagem de sonda, é necessário fazer a higiene local, com o intuito de reduzir a flora transitória. (Sabão, cumadre, água e uma toalha) EPI’S Máscara , luvas de procedimento (para expor o paciente e capote (a critério do profissional) *Obs: É necessário utilizar o Biombo , a fim de preservar a integridade do paciente. *Não esquecer de posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo feminino e decúbito dorsal com as pernas juntas, para o sexo masculino. Técnica (passo a passo) 1. Explicar ao paciente o que será feito 2. Preparar o material e o ambiente 3. Cercar a cama com o Biombo 4. Fazer a lavagem externa, conforme as condições e necessidades do paciente 5. Lavar as mãos 6. Abrir o pacote de cateterismo 7. Abrir o pacote de sonda indicada e colocar junto a cuba rim (sem contaminar); Abrir a seringa (para passagem de sonda de alivío em homens); 8. Organizar e trazer aos materiais que estão do lado de fora para dentro do campo (despejar o produto antisseptico na cúpula; colocar a xilocaína na cuba rim ou dentro da seringa), utilizando apenas uma luva estéril paramanipular a parte de dentro do campo. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 0 9. Calçar o outro par de luvas e, logo em seguida, fazer as trouxinhas de gases para realizar a antissepsia local. PARA MULHERES Após realizar a antissepsia local (GRANDES LÁBIOS, PEQUENOS LÁBIOS E MEATO URINÁRIO), separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador de uma mão (utilizando uma gaze) e NÃO RETIRAR A MÃO ATÉ INTRODUZIR A SONDA Passar uma gaze molhada no antisséptico entre os grandes lábios do lado distal de cima para baixo em um único movimento (clitóris, uretra e vagina) Pegar outra gaze e fazer o mesmo do lado proximal Umedecer a última gaze e passar sobre o meato urinário Abrir o campo fenestrado Pegar a cuba rim e por em baixo da genital da paciente e com a mão dominante, introduzir a sonda de alívio com a ponta da mesma lubrificada com xilocaína. Amarrar o saco coletor na porção final da sonda Remover a sonda suavemente, quando a urina parar de fluir. Secar a área, tornar o paciente confortável. Lavar as mãos. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do COREN-SP-DIR/001/2000). PARA HOMENS A realização da antissepsia local é iniciada no meato urinário. Do meato para a glande, da glande para toda extensão do pênis. Após realizar a antissepsia local, abrir o campo fenestrado estéril. Introduzir a seringa com xilocaína na uretra do paciente, a fim de lubrificar bem toda a região Pegar a cuba rim e por em baixo da genital do paciente e, com a mão dominante, introduzir a sonda de alívio na uretra Amarrar o saco coletor na porção final da sonda Remover a sonda suavemente, quando a urina parar de fluir. Secar a área, tornar o paciente confortável. Lavar as mãos. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do COREN-SP-DIR/001/2000). Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 1 SONDA VESICAL DE DEMORA Sonda vesical de demora é usado quando é necessário que o paciente permaneça com ela longos períodos na bexiga, para controlar o volume urinário, possibilitar a eliminação da urina em pacientes imobilizados, inconscientes ou com obstrução, em pós-operatório de cirurgias urológicas. *SISTEMA FECHADO Materiais ---------- Material para cateterismo Deve conter: Cuba rim, campo fenestrado, pinça pean, cúpula Bolsa coletora ---------- 2 Seringas* 10 ou 20ml Uma das seringas é utilizada para insuflar o balonete com água destilada conforme a quantidade referida na própria sonda, a fim de promover a fixação interna da sonda. E a outra seringa é utilizada somente na passagem de sonda em pacientes do sexo masculino, para introduzir xilocaína no canal uretral. Agulha (40mm X 12mm) Utilizada para aspirar a água destilada Ampola de água destilada Usada para “encher” o Cuff (balonete) Xilocaína Lubrificar o canal uretral Sonda Folley Deve ser escolhida considerando o calibre uretral do paciente Algodão embebido no álcool Para antissepsia do frasco de água destilada Antisséptico Antissepsia do local. E os antissépticos de escolha: PVPI ou clorexidina tópico e, caso não tiver, utilizar PVPI ou clorexidina degermante. NUNCA ALCÓOLICA Material para limpeza externa Sabão, cumadre, água, toalha. Gaze ---------- Esparadrapo Utilizado para fixar a sonda Luvas estéril ---------- EPI’S Máscara, luvas de procedimento. *Obs: É necessário utilizar o Biombo , a fim de preservar a integridade do paciente. *Não esquecer de posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo feminino e decúbito dorsal com as pernas juntas, para o sexo masculino. *Certificar se o Cuff (Balonete) não está furado *Lembrar de posicionar a bolsa coletora sempre abaixo do nível da bexiga Técnica (passo a passo) 1. Explicar ao paciente o que será feito 2. Preparar o material e o ambiente 3. Cercar a cama com o Biombo 4. Fazer a lavagem externa, conforme as condições e necessidades do paciente 5. Lavar as mãos Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 2 6. Abrir o pacote de cateterismo 7. Abrir o pacote de sonda folley e colocar junto a cuba rim (sem contaminar); Abrir o pacote de seringas e agulha 8. Fazer a antissepsia da ampola de água destilada com o algoodão embebido no álcool; 9. Organizar e trazer aos materiais que estão do lado de fora para dentro do campo (despejar o produto antisseptico na cúpula; colocar a xilocaína na cuba rim ou dentro da seringa; aspirar a medida referida de água destilada), utilizando apenas uma luva estéril para manipular a parte de dentro do campo. 10. Calçar o outro par de luvas e, logo em seguida, montar o sistema (Sonda+Bolsa coletora). 11. Fazer as trouxinhas de gazes para realizar a antissepsia local PARA MULHERES Após realizar a antissepsia local, separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador de uma mão (utilizando uma gaze) e NÃO RETIRAR A MÃO ATÉ INTRODUZIR A SONDA Passar uma gaze molhada no antisséptico entre os grandes lábios do lado distal de cima para baixo em um único movimento (clitóris, uretra e vagina) Pegar outra gaze e fazer o mesmo do lado proximal Umedecer a última gaze e passar sobre o meato urinário Abrir o campo fenestrado sobre a paciente Pegar a cuba rim e por em baixo da genital da paciente e com a mão dominante, introduzir a sonda de alívio com a ponta da mesma lubrificada com xilocaína Após introduzir, insuflar com a seringa a água destilada para fixar a sonda Depois de ter o Cuff insuflado, tracionar a sonda até sentir resistência Recolher todo o material; secar a paciente; retomar a posição confortável Lavar as mãos PARA HOMENS A realização da antissepsia local é iniciada no meato urinário. Do meato para a glande, da glande para toda extensão do pênis. Após realizar a antissepsia local, abrir o campo fenestrado estéril sobre o paciente. Introduzir a seringa com xilocaína na uretra do paciente, a fim de lubrificar bem toda a região Pegar a cuba rim e por em baio da genital do paciente e, com a mão dominantes, introduzir a sonda Após introduzir a sonda, insuflar o Cuff com a água destilada Tracionar a sonda até sentir resistência Recolher o material; Secar a região ; retomar a posição confortável ao paciente Lavar as mãos Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 3 Drenagem vesical supra-púbica Nome: Cistostomia Consiste na introdução cirúrgica de um catéter após uma incisão ou punção na região supra-púbica Sedimentos: Areinha (descamação da bexiga) Grumos: Farinha de biju (processo infeccioso) *Vantagens: 1. Os pacientes serão capazes de urinar mais precocemente 2. É mais confortável do que uma sonda de demora transuretral 3. Possibilita maior mobilidade do paciente 4. Maior facilidade de troca da sonda e, principalmente, apresenta um menor risco de infecção urinária *Desvantagens 1. Procedimento cirúrgico Além da drenagem urinária a sonda vesical Serve para: Irrigação ou lavagem vesical “RTU” Material: Catéter urinário (3 vias) + Bolsa coletora Solução de irrigação SF SEMPRE ISOTÔNICA Suporte de soro EPI’s Indicação Obstrução uretral sem possibilidade de cateterismo/cateterização Neoplasia da prostata Plegias Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 4 BALANÇO HÍDRICO O equilíbrio hídrico é um processo dinâmico indispensável para a vida.Há mecanismos de adaptação que regulam esse processo, o qual depende da ingestão e eliminação de água, de sua distribuição no organismo e da regulação das funções renais e pulmonares. Em condições homeostáticas, a totalidade de líquidos corporais e a concentração dos eletrólitos e minerais permanecem relativamente constantes. Contudo, continuamente, há uma troca de líquidos e solutos com o ambiente externo e entre os diferentes compartimentos do corpo. Assim, a ingestão de líquidos é equilibrada pela eliminação dos mesmos, evitando o aumento ou diminuição da quantidade de líquido no organismo. Desse modo, o registro adequado dessa equação é importante para a tomada de decisões terapêuticas e assistenciais. O enfermeiro precisa estar atento aos resultados do balanço hídrico e saber interferir, quando necessário, e também comunicar ao médico responsável pelo paciente sobre sinais de retenção hídrica ou de desidratação. É importante que seja medida e não apenas estimada a quantidade de líquidos administrados e eliminados pelo organismo. Ao avaliar o paciente e observar os sinais sugestivos de distúrbios hídricos, o enfermeiro deve conhecer as condições clínicas do paciente, os fatores de regulação dos líquidos, os desequilíbrios eletrolíticos, os distúrbios de volume e as possíveis complicações, visando a realizar a assistência de enfermagem conforme as reais necessidades do paciente. É bem conhecida a importância de registros completos do balanço hídrico dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva, a fim de ajustar os volumes de fluidoterapia e nutrição, permitindo o equilíbrio homeostático. É também um bom indicador precoce da ocorrência de complicações cardiovasculares e renais em pacientes críticos. No contexto da unidade de tratamento intensivo, as mudanças do peso, a curto prazo, devem-se, em grande parte, mais às alterações na água total do organismo que à incerteza quanto ao valor absoluto da água total. O conhecimento da direção e da intensidade da alteração desse parâmetro pode revestir-se de grande importância no diagnóstico e no tratamento de distúrbios complexos do equilíbrio hidroeletrolítico, especialmente porque variações, por mais tênues que sejam, podem causar enormes descompensações em vários órgãos. Conceito de Balanço Hídrico Balanço hídrico é definido pela mensuração e registro do total de líquidos ingeridos e eliminados pelo paciente durante um período de 24 horas. É importante que a administração e a eliminação de líquidos sejam efetivamente medidas e não apenas estimadas. Devem ser indicados o tipo e a quantidade de todos os líquidos administrados por via oral, enteral ou parenteral e os eliminados por via vesical, gástrica (vômitos ou aspiração gástrica), intestinal, brônquica ou drenagem pós-cirúrgica. O balanço hídrico diário representa o resultado dos líquidos infundidos e eliminados por todas as vias e a inclusão de uma estimativa das perdas por evaporação, ou seja, o balanço hídrico cumulativo resultante reflete as alterações da água total do organismo. O balanço hídrico do paciente deve ser equilibrado de forma que o volume de líquidos administrados seja igual ou muito próximo do volume de líquidos eliminados. Quando as perdas são superiores às quantidades administradas, diz-se que o balanço hídrico é negativo, caso contrário diz-se que é positivo. Os distúrbios hídricos acompanhados por alterações eletrolíticas deverão ser Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 5 tratados conforme protocolos pré-estabelecidos, considerando-se a velocidade de infusão e a tonicidade das soluções formuladas. A principal importância relatada pelas enfermeiras diz respeito à avaliação do equilíbrio hídrico do paciente, proporcionada pelos resultados do balanço hídrico, podendo apreciar os eletrólitos, função renal e cardíaca, bem como ocorrência de complicações, como hipovolemia e hipervolemia. As informações obtidas a partir do balanço hídrico servem como avaliação contínua do paciente cujos líquidos ingeridos e eliminados necessitam ser controlados rigorosamente, a fim de se conseguir êxito no tratamento. São fornecidos dados comparativos para acompanhamento do estado hídrico do doente, minimizando danos e/ou evitando desequilíbrios maiores que o comprometam ainda mais. Assim como qualquer função vital, os mecanismos que regulam o equilíbrio hidroeletrolítico são imperceptíveis e transcorrem sem que haja a necessidade da intervenção direta do indivíduo. No paciente em estado crítico, no qual pequenas variações podem causar grave desequilíbrio homeostático, o rígido controle do balanço hídrico é crucial. O enfermeiro precisa estar atento aos resultados do balanço hídrico, a fim de descobrir possíveis alterações, facilitando a antecipação dos cuidados de enfermagem que possam ser necessários. A identificação precoce de estressores permanece como função importante do enfermeiro. O manejo adequado dos dados avaliativos do balanço hídrico é importante, vistos os desafios relacionados ao diagnóstico adequado do estado de hidratação no ambiente hospitalar. Integrar aspectos fisiológicos específicos do paciente, bem como as mudanças de sua composição corporal são tarefas primordiais para elaborar uma adequada prescrição de enfermagem. Nesse sentido, cumpre alertar para a avaliação e a comparação diária dessas informações. Realização do balanço hídrico O registro exato do balanço, por vezes, não é fácil de obter por diversos fatores, dentre os quais: dificuldade em contabilizar as perdas insensíveis, envolvimento de muitas pessoas (enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, pacientes e familiares) e falta de uniformidade na medição e caracterização de alguns conteúdos drenados. Os profissionais precisam usar recipientes com as medidas indicadas para mensurar quantidades específicas, uma vez que, mais frequentemente do que se pensa, os volumes estimados mostram-se imprecisos. As fraldas, roupas de cama molhadas e curativos devem ser cuidadosamente pesados para verificar a quantidade de líquido perdido. Incluem-se também fezes líquidas, vômitos e outras perdas. O volume de líquido em mililitros equivale ao peso do líquido medido em gramas. Devem ser descritas as características e o número de micções e dejeções para uma estimativa mais fidedigna. A enfermagem também dispõe de aparelhos eletrônicos, chamados bombas de infusão contínua (BIC), que são utilizados para infundir volume de soluções a uma taxa precisa e pré- estabelecida. Podem produzir alarmes sonoros e visuais, caso a infusão não esteja ocorrendo na vazão programada, exista ar no equipo, esteja vazio o recipiente da infusão ou houver uma obstrução ou resistência à passagem do líquido. As bombas de infusão contínua constituem um instrumento que auxilia na administração de soluções em volume desejado e adequado para o paciente, além de armazenar dados relativos a essas infusões, como volume de líquido infundido no paciente e vazão e volume total programados. As bombas de infusão, os copos e sacos graduados e a Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 6 pesagem do material absorvente são grandes sistemas de medição. Podem ser feitas, também, aproximações razoáveis da perda evaporativa de água que, por sua vez, possibilita o cálculo do BH diário e cumulativo, a partir do registro de ingesta e de débito de líquidos. Os profissionais precisam da colaboração dos pacientes para garantir valores reais. Assim, a enfermeira deve explicar o propósito e os procedimentos que serão seguidos para medir corretamente a ingestão e a eliminação de líquidos. O BH diário, incluindo uma estimativa das perdas por evaporação, pode ser acrescentado ou subtraído, sendo que o BH cumulativo resultante reflete as alterações da água total do organismo. Utilizaçãodos resultados do balanço hídrico na prática clínica de enfermagem Sabe-se que há, a serem realizados pela enfermagem, inúmeros cuidados que contribuem para regular e/ou evitar complicações do equilíbrio hidroeletrolítico, resultando na manutenção de bons valores de balanço hídrico, e os enfermeiros não podem deixar de realizá-los, contribuindo para a recuperação do paciente. As intervenções de enfermagem relacionadas à manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico incluem, além de mensuração e registro corretos dos valores, pesagem diária do paciente; reposição hídrica por via oral, oferecendo líquidos ou restringindo-os, conforme necessário; realização de exame físico, buscando sinais de edema ou de desidratação; avaliação do aspecto da urina; reposição parenteral de líquidos; estimativa de perdas insensíveis e a influência da temperatura corporal. A realização do exame físico também se faz imprescindível, porque o distúrbio hidroeletrolítico pode afetar diversos órgãos e sistemas do organismo. Desse modo, é possível identificar sinais de desequilíbrios e anormalidades. Igualmente importante é a checagem de exames laboratoriais que podem confirmar a condição clínica do paciente. O registro do balanço hídrico constitui rotina no pós-operatório, assim como nos pacientes cujo estado é considerado instável, que apresentam febre, que são submetidos à restrição líquida ou estão recebendo tratamento com diurético ou hidratação intravenosa. O profissional de enfermagem não precisa nem deve esperar pela prescrição médica para dar início ao registro da ingesta e da eliminação de líquidos. Essas medidas são indicadas também para os portadores de doenças cardiopulmonares crônicas e renais, bem como pacientes com agravamento do estado de saúde. Esse tipo de análise permite uma abordagem quantitativa da correção das anormalidades observadas no volume de líquidos do paciente, possibilitando uma intervenção mais segura e imediata. Deve ser enfatizado, para a equipe de enfermagem, que todas as medidas destinadas a manter e/ ou restaurar o equilíbrio hídrico merecem atenção e habilidade, devendo ser consideradas. É fundamental que todos percebam a importância dessas medidas, por vezes simples, mas que podem (re)estabelecer o equilíbrio hidroeletrolítico. É essencial também registrar informações corretas para a devida avaliação e para cuidados imprescindíveis ao paciente. Vale ressaltar a importância do processo de enfermagem como foco do trabalho do enfermeiro na clínica, a fim de favorecer o retorno dos pacientes — o mais breve possível — aos contextos familiar e profissional deles, bem como permitir a credibilidade no trabalho de enfermagem. A aplicação dos resultados do balanço hídrico para a produção do processo assistencial do enfermeiro é imprescindível, visto que esses dados servem de base de comparação, configurando informações importantes para o acompanhamento e a avaliação contínua do equilíbrio hidroeletrolitico, de modo a favorecer a manutenção da homeostasia do paciente. Assim, o enfermeiro pode oferecer uma assistência de forma integral e individualizada, atendendo as prioridades dos pacientes com vista a melhorias e saltos na qualidade do cuidado prestado. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 7 ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA – ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PACIENTE COM DEFICIÊNCIA VENTILATÓRIA OXIGENOTERAPIA Trata-se de um procedimento terapêutico destinado a previnir e tratar a hipoxemia, aumentando o conteúdo de O2 no sangue arterial. Fatores que influenciam a oxigenação tissular: Transferência de O2 pela membrana alveolo-capilar Oxigenação: oxigenação dos tecidos através da captação de gás oxigênio Ventilação: Entrada de O2 e saída do CO2 A oferta de gás oxigênio visa garantir o fornecimento adequado de O2 tecidual, como também adequar de CO2. O funcionamento normal, depende, essencialmente, de 3 fatores: A integridade doo sistema de vias aéreas para transportar ar até os pulmões e a partir deles Um sistema alveolar funcionando de maneira apropriada nos pulmões . As células vivas requerem oxigênio. As vias por onde o ar passa devem permanecer desobstruídas para que o oxigênio possa entrar no sistema. O funcionamento normal depende, essencialmente, de três fatores: A integridade do sistema de vias aéreas para transportar ar até os pulmões e dos pulmões para as demais estruturas Um sistema alveolar funcionante de maneira apropriada nos pulmões, para oxigenar o sangue venoso e remover o dióxido de carbono do sangue Um sistema cardiovascular e hematológo funcionando corretamente, para transportar nutrientes e resíduos para dentro e para fora das células corporais Anatomia e fisiologia Estruturas do Sistema Respiratório A via aérea, que começa no nariz e termina nos bronquíolos terminais, é um trajeto para o transporte e a troca de oxigênio e dióxido de carbono. As vias aéreas dividem-se em superiores e inferiores. A via aérea superior é composta por: 1. Nariz 2. Faringe 3. Laringe Função: Sua principal função é aquecer, filtrar e umidificar o ar inspirado Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 8 A via aérea inferior (conhecida como árvore traqueobrônquica) é composta por: 1. Traquéia 2. Brônquios 3. Bronquíolos terminais Função: Sua principal função é condução do ar, a depuração mucociliar e a produção de surfactantes pulmonal As vias aéreas são revestidas de muco, que aprisiona células, partículas e resíduos infecciosos. Essa cobertura de muco também ajuda a proteger os tecidos subjacentes contra irritação e infecção. Pulmão: Alvéolos: Pleuras: Controle respiratório A medula no tronco cerebral, logo acima de medula espinal, é o centro respiratório. É estimulada por uma concentração aumentada de dióxido de carbono e de íons de hidrogênio e, em menor quantidade, pela quantidade reduzida de oxigênio no sangue arterial. Além disso, quiomiorreceptres no arco aórtico e nos corpos carotídeos são sensíveias aos mesmo níveis de gases no sangue arterial, podendo ativar a medula. A estimulação da medula aumentada aumenta a fequência e a pronfudidade ventilatórias (inspiração e expiração) para suprimir o dióxido de carbono e o hidrogênio e aumentar os níveis de oxigênio (o paciente respira mais depressa e com maior profundidade). A medula envia impulso através da medula espinal até os músculos respiratórios, para estimular uma contração que leva à inalação. A taxa do fluxo de oxigênio, medida em litros por minuto, determina a quantidade de oxigênio oferecida ao paciente. A taxa varia conforme a condição do paciente e a via de administração; ela não reflete, necessariamente, a concentração de oxigênio inspirada pelo paciente. SURFACTANTES O surfactante pulmonar é uma mistura lipoproteica com propriedades tensoativas produzido pelos pneumócitos tipo II. As proteínas e lipídios desta mistura reduzem a tensão superficial na interface entre o líquido presente na cavidade alveolar e o ar. Função Aumentar a complacência pulmonar e consequentemente diminuir o esforço respiratório. Evitar atelectasia (colapso do parênquima pulmonar) no fim da expiração. Facilitar o recrutamento do parênquima colapsado. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e9 9 Quem precisa de oxigênio 1. Condição clínica: Melhor parâmetro indicativo Dispneia, Ortopnéia Respiração ruidoso Dessaturação de O2 <90% Cianose Taquipnéia ou taquicardia Batimento da asado nariz; uso da musculatura acessória; tiragem subclavicular e intercostagem Sinais de desorientação Sistema de oxigenoterapia Alto e Baixo Fluxo Baixo Fluxo: Fornecem O2 em concentrações de 24% a 50% (catéter nasal,faríngea, máscara). Ritmo respiratório regular Volume corrente > 5ml/Kg Fr < 25 rpm 1. O2 preenche o espaço morto anatômico, elevando a concetração de O2 nas VAS 2. ***Lavar o pulmão: Infundir O2 e expelir CO2 Porque devemos ter cuidado com o uso de alto fluxo de oxigênio em pacientes com DPOC ? É importante monitorar com atenção a taxa de fluxo de O2 para pacientes com condições pulmonares crônicas, como enfisema. Em geral, níveis excessivos de dióxido de carbono no sangue estimulam o paciente a respirar. Contudo, os quimiorreceptores de pacientes com DPOC tornam-se insensíveis ao dióxido de carbono e reagem a hipóxia para estimular a respiração. Se for dado oxigênio em excesso , o estímulo para respirar desaparece, e o paciente pode parar de respirar completamente. PERIGOS DA OXIGENOTERAPIA O2 – Potente droga com efeitos deletérios neurológicos quando usado em alta pressão Quando usado em 100% pode provocar: Dor retroesternal Tosse seca Diminuição da expansão pulmonar Atelectasia SARA É NECESSÁRIO Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 0 3. Via cateter nasal ou máscara de VENTURI: Tem como objetivo preencher o espaço anatômico morto. (Cateter tipo óculos causa desconforto) Alto fluxo: Via de ventialção mecânica ( [ ] > 50%) Cateter supra-glóteo: Mede da ponta do nariz até a sobrancelha Cateter profundo: Mede da ponta do nariz até o lobo da orelha Como o O2 deve ser administrado? Nunca administrá-lo seco Umidificá-lo sempre com H2O destilada estéril Observar fluxo de ar (se >6l/min – usar máscara) Cateter nasal x máscara Cateter Concentração de O2 Fluxo de O2 Azul 24% 4 L/min Amerelo 28% 4 L/min Branco 31% 6 L/min Verde 35% 8 L/min Material Cateter nasal ou máscara (calibre vai depender das condições do paciente – Nº 8 a 10) Luvas Gazes Lubrificante hidrossolúvel Água destilada estéril ou, na ausência de água destilada, utilizar água corrente Resultados esperados pós instalção de O2 Avaliação da resposta 20 a 30 minutos Melhora clínica: Angústia respiratória e uso cada vez menor da musculatura acessória Avaliar FR e FC, comparar com parâmetros iniciais Avaliar melhora do nível de consciência (agitação e desorientação). Métodos de Monitoramento Oxigemetria não-invasiva (oximetro de pulso) Como funciona? O feixe de luz emitido pelo oximetro, quando colocado na estrutura a medir a SatO2, capta a ligação de oxigênio à hemoglobina (oxiemoglobina), bem como a ligação entre o dióxido de carbono à hemoglobina (carboemoglobina). Pode sofrer alterações devido: A diminuição da perfusão periférica (hipotenso, diabéticos, choque-circulatório, frio) Esmaltes impedem a captação da ligação entre os gases e a hemoglobina Vantagens Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 1 Não-invasiva Fácil manuseio Curto período de resposta Diminui o número de coletas gasosas arterial Gasometria Arterial Consiste na leitura do pH e das pressões parciais de O2 e CO2 em uma amostra de sangue, proporcionando um meio de avaliar a eficiência ventilatória, a oxigenação e o equilíbrio ácido-básico. Permite observar: A Captação do O2 pelo pulmão e O2 livre e captado pela hemoglobina. A leitura é obtida pela comparação desses parâmetros na amostra com os padrões internos da gasometria. Valores normais do sangue arterial, são os seguintes: pH: 7,35 a 7,45 PaCO2: 35 a 45 mmHg PaO2: 80 a 100 mmHg SaO2: maior que 95% IMPORTANTE ! pH H+ 7,35 – 7,45 H+ básico (Compensado/Descompensado) PaCO2 Co2 35 – 45 CO2 básico (Respiratória) HCO3 HCO3 22 – 26 HCO3 básico (Metabólica) Portanto, pode ser: Alcalose metabólica compensado ou descompesada Acidose metabólica compensado ou descompesada Alcalose respitarória compensado ou descompesado Acidose respitarória compensado ou descompesado ÁCIDO BÁSICO Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 2 Existem casos onde: O paciente não apresenta drive respiratório (neurológico/muscular). **drive respitatório: força respiratória tanto muscular como neurológica Condições clínicas que exigem sedação. Portanto, para esses casos é necessário a ventilação mecânica, que consiste em vias aéreas artificial. Tubo orotraqueal Traqueostomia Tubo 1. Cuff: Serve para evitar que as microsecreções entrem no pulmão causando pneumonia aspirativa 2. Exige sedação do paciente (coma induzido) 3. Usado em situações aguda (até 14 dias consecutivas) Traqueostomia É um procedimento no qual é feito uma abertura dentro da traqueia Ela pode ser temporária ou permanente É realizada para desviar uma obstrução aérea superior Ajudar na remoção das secreções traqueobrônquicas Permitir o uso por longo prazo da ventilação mecânica As cânulas de traqueostomia são curvadas Complicações Agudas Tardias Sangramento Fístula traqueo-esofágica Pneumotórax Obstrução da via aérea devido ao acúmulo de secreção Embolia aérea Infecção Aspiração Ruptura dos vasos Enfisema subcutâneo (acúmulo de ar no tecido adiposo) Dilatação da traqueia Lesão do nervo laríngeo Isquemia Pentração de parede posterior da traqueia Necrose da traqueia Cuidados de Enfermagem Lavar as mãos Manter a cabeceira do leito elevada >30° e umificar o sistema Trocar fixação da cânula todos os dias ou se necessário Realizar curativo diário* + limpeza da cânula Aspiração endotraqueal Maneter o balonete/cuff insuflado Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 3 OXIGENOTERAPIA Oxigenoterapia é a administração de oxigênio medicinal em concentrações maiores que aquelas do ar ambiente, visando tratar ou prevenir os sintomas ou manifestações de hipoxia. O oxigênio está disponível em toda parte e é prescrito normalmente por equipes médicas e paramédicas. Como para qualquer tipo de droga, existem especificações para tratamento, níveis da dosagem, e métodos adequados de fornecimento. VENTILAÇÃO MECÂNICA Ventilação mecânica é o suporte oferecido ao paciente por meio de um aparelho, o ventilador, auxiliando-o em sua ventilação e em suas trocas gasosas. Este suporte pode ser oferecido em diferentes níveis, com nenhuma ou com grande participação do paciente, conforme sua condição clínica. A ventilação mecânica pode ser classificada em invasiva ou não-invasiva, conforme a interface entre o aparelho e o paciente seja por meio de canulação da traquéia (por intubação oro ou nasotraqueal ou traqueostomia) ou por máscara, respectivamente. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 4 ASPIRAÇÃO É uma técnica asséptica, que tem como finalidade a remoção de secreções contidas nas vias aéreas. Realizada em pacientes com ou sem próteses ventilatória com incapacidade de tossir ou expelir naturalmenteo acúmulo de secreção. Objetivo: Remover secreções nasofaríngeas, orofaríngeas Favorecer o melhoramento da sua respiração Retirar fluídos das vias aéreas superiores do cliente, evitando a broncoaspiração. Indicações Pacientes que não conseguem tossir ou expelir naturalmente o acúmulo de secreções Alterações neurológicas Alterações musculares Traqueostomia ou orotraqueal Contra-indicações Epistaxe (nasotraqueal): Devido o risco de aumentar o sangramento Estridor faringe – risco de fechamento da glote Broncoespasmo severo: Risco de aumentar o broncoespasmo, aumento a insuficiência respiratória Plaquetopenia <50 mil – risco de sangramento Instabilidade hemodinâmica (ATENÇÃO!): Hiper/hipotensão , taquicardia/bradicardia, arritmias, dessaturação grave. A aspiração causa estimulação vagal que tem ação parassimpática. A ação parassimpática no coração gera diminuição da frequência cardíaca pela ativação de receptores M2 e, também, diminuição da pressão sanguínea. Pacientes dependentes de VNI (cuidado com os períodos fora do suporte e aumento do trabalho respiratório) Após refeições: devido o risco de vômito e broncoaspiração Tipos de aspirações Nasofaríngea* Orofaríngea* Traqueobrônquica** (Procedimento estéril) o Orotraqueal (3) o Nasotraqueal (2) Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 5 Sistemas de aspiração A aspiração endotraqueal é um recurso mecânico simples e importante na rotina hospitalar, amplamente utilizado principalmente em pacientes em Unidade de Terapia Intensiva, sob ventilação mecânica ou não, com a finalidade de manter vias aéreas permeáveis, prevenir infecção, promover trocas gasosas, incrementar a oxigenação arterial e melhorar a função pulmonar. (COSTA, 199, apud FARIAS; FREIRE; RAMOS, 2006) Os sistemas de aspiração aberto e fechado são igualmente eficazes na remoção de secreções. No entanto, o sistema fechado determina menor risco de hipoxemia, arritmias e de contaminação e deve ser preferido, principalmente em situações nas quais são usados valores de PEEP elevados, como na lesão pulmonar aguda. (JERRE et al, 2007; FARIAS; FREIRE; RAMOS, 2006) “A principal vantagem do sistema fechado é realizar a aspiração sem a desconexão do circuito do ventilador. Isso, além de determinar menor alteração hemodinâmica e nas trocas gasosas, poderia implicar num menor risco de infecção. Porém, os estudos realizados não mostraram menor freqüência de pneumonia com o sistema fechado.(LORENT, 2005) No entanto, em pacientes com lesão pulmonar aguda/síndrome do desconforto respiratório agudo, o uso do sistema fechado pode reduzir o derrecrutamento e a queda na oxigenação do paciente.(LASOCKI et al, 2006) Esse efeito pode ser influenciado pelo modo ventilatório em uso e pelos ajustes do ventilador.( EL MASRY et al, 2005) Uma manobra de recrutamento após a aspiração pode minimizar os efeitos da aspiração traqueal.(EL MASRY et al, 2005) O custo relacionado ao uso do sistema fechado pode ser reduzido com a troca a cada sete dias, ao invés de diariamente, sem aumentar o risco de infecção respiratória.(STOLLER etl al, 2003)” (JERRE et al, 2007) Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 6 Materiais utilizados na Aspiração 1. Sonda de aspiração: de acordo com a idade do paciente e via de acesso 2. Luva de procedimento estéril 3. Luva de procedimento não estéril: Utilizado para manipular/posicionar o paciente e, ainda, desmontar o sistema 4. Soro fisiológico: Utilizado para instilação em vias aéreas, sendo a secreção de difícil aspiração 5. Coletor de secreções 6. Extensão de látex 7. Vacuomêtro 8. Copo com água corrente: Para fazer a higienização da sonda, quando for passar de uma estrutura para outra. 9. Algoodão com álcool: usado para fazer a desinfecção da ampola de SF 10. Gases : Para fazer a limpeza da sonda, quando necessário. 11. Epi’s: Capote, máscara e óculos. Técnica: 1. Explicar ao paciente o que será feito 2. Preparar o material e o ambiente 3. Lavar as mãos 4. Abrir com apenas um furo a embalagem da sonda, afim de expor o conector da mesma, o qual será acoplado ao extensor de látex 5. Montar o sistema ( sonda, extensão, coletor e vacuômetro) 6. Calçar as luvas de procedimento para posicionar o paciente, devendo, o profissional, já está com o capote, máscara e óculos 7. Retirar as luvas de procedimento 8. Fazer a desinfecção da ampola de solução fisiológica; Abrir a luva estéril; Abrir as gazes dentro do campo; 9. Calçar as luvas estéril 10. Com a mão não-dominante, pegar pela embalagem da sonda e, com a mão dominante, exteriorizar a sonda (SEM CONTAMINÁ-LA). 11. Ligar o vacuomêtro com a mão não-dominante 12. No momento de inserção da sonda, é necessário que a mesma entre na estrutura a ser aspirada sempre clampeada e, após inserí-la até o local adequado, não esquecer de desclampear 13. Iniciar a aspiração. A primeira região a ser aspirada, é a traqueal. 14. A sonda é colocada na traqueia até que se sinta uma resistência. Sentindo a resistência, é necessário tracionar 2 cm para iniciar a aspiração. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 7 15. A aspiração é feita em movimentos circulares e o processo é repetido quantas vezes o profissional achar necessário. *Sempre lembrando de limpar a sonda quando esta encontra-se com bastante sujidade (A limpeza é feita com gazes e, ao efetuar a limpeza, não esquecer de segurá-la para evitar que a sonda “chicoteie” e seja contaminada). 16. Caso houver secreção de difícil aspiração, é instilado pequenas gotas de solução fisiológica na traqueia do paciente 17. Após finalizar a aspiração traqueal, fazer a aspiração nasal (Nariz é menos colonizado que a boca). *Lembrar de que a técnica é limpa 18. Antes de introduzir a sonda na cavidade nasal, fazer a limpeza da sonda com gaze e, higienar a sonda com àgua. 19. Repetir o mesmo processo realizado na região traqueal (clampear, sentir resistência, desclampear, realizar movimentos circulares) 20. Da cavidade nasal, passamos para a bucal. *Lembrar de que a técnica é limpa 21. Antes de introduzir a sonda na cavidade bucal, fazer a limpeza da sonda com gase e, higienar a sonda com àgua 22. Repetir o mesmo processo realizado na região traqueal (clampear, sentir resistência, desclampear, realizar movimentos circulares). Além disso, na região bucal é necessário fazer a aspiração da lateral da boca, embaixo da língua e demais regiões. *Dar tempo para o paciente se recuperar, pois o processo causa ânsia de vômito e desconforto 23. Ao final da aspiração: Desconectar a sonda do extensor, higienizar o extensor com àgua, secar com uma gaze limpa e colocar a ponta conectora do extensor dentro da embalagem de sonda 24. Tornar o paciente confortável 25. Recolher os materiais, jogar os materiais no lixo infectante 26. Lavar as mãos Procedimentos/cuidados de enfermagem 1. Avaliar os sinais de insuficiência respiratória (dispnéia, SATO2, sudorese etc). 2. Checar o funcionamento do vacuômetro e do coletor de secreção 3. Conectar a sonda 4. Adaptar ao próprio rosto do paciente 5. Proporcionar maior oxigenação 6. Posicionar o paciente adulto 45° 7. Calçar luva estéril e não tocar em nada com a mão que irá manipular a sonda 8. Introduzir a sonda nas vias aéreas ocluindo o vácuo 9. Retirar o protetor da sonda 10. Tracione aproximadamente 2cm, libere o vácuo e retire devagar com movimentos rotatórios11. Aspirar na sequência: Tubo/TQT – Nariz – cavidade oral 12. Cada aspiração não deve ultrapassar 15/20 segundos Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 8 POSIÇÕES NO LEITO E ERGONOMETRA – POSICIONAMENTO DO PACIENTE FOWLER: É uma posição semi-sentada (45º) Utilizada em: - distúrbios respiratórios, - pós- operatório de cirurgias de cabeça e pescoço e cardíacas, - alimentação oral ou por sonda - prevenção de aspiração pelas vias respiratórias de secreções ou vômitos em pacientes com nível de consciência rebaixados. SIMS: É o decúbito lateralizado com flexão de um dos MMII. Utilizada em: - posição usada para lavagem intestinal, exame retal e toque. GENUPEITORAL: É o ajoelhamento com o peito descansando na cama. ] Utilizada em: - Posição usada para exames ou cirurgias vaginais e retais. GINECOLÓGICA: É a posição dorsal, com as pernas flexionadas sobre as coxas, a planta dos pés sobre o colchão e os joelhos afastados um do outro. Utilizada em: - Posição usada para sondagem vesical, exames vaginais e retais. LITOTOMIA - decúbito dorsal, as coxas são bem afastadas uma das outras e flexionadas no alto. Utilizada em: - Posição usada para parto, toque, curetagem. TRENDELEMBURG é o decúbito dorsal, com os MMII acima do nível da cabeça. Utilizada em: - facilitar retorno venoso, - pós-operatório de cirurgia de varizes e - redução do edema. TRENDELEMBURG REVERSA – decúbito dorsal com a cabeça elevada acima do nível dos MMII. Usada para o esvaziamento gástrico e para evitar o refluxo. ORTOSTÁTICA ou ERETA - paciente permanece em pé. Utilizada em: - para exames neurológicos e - de certas anormalidades ortopédicas. DORSAL ou SUPINA- região frontal para cima. - para exames, - cirurgias de tórax e abdome. VENTRAL ou PRONA - região frontal em contato com a superfície. - cirurgias da coluna vertebral e - dos MMII porção posterior. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 0 9 Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 1 0 ERGONOMETRIA Ergonomia é conjunto de ciências e tecnologia que procura o ajuste confortável, produtivo e seguro entre o ser humano e seu trabalho, basicamente procurando adaptar o trabalho as características do ser humano. De acordo Guita (2010, p. 2): Segurança no Trabalho é o estado ou condição que se estabelece num determinado ambiente de trabalho, através da utilização de medidas adequadas, com vista à sua preservação e à conduta de atividades, no seu interior ou em seu proveito, sem rupturas. Compreende-se com a definição do termo que a segurança no trabalho relaciona-se às ações que têm como objetivos a evitar contratempos prejudiciais. É a prevenção para se eliminar as causas, ou seja, são as ações contínuas de modo a despertar a consciência do trabalhador na proteção de sua integridade bem como a de seus companheiros. (VIEIRA, 2000) Para Vieira (2000, p. 276) as doenças ocupacionais são definidas como aquelas que: [...] ocorre pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão corporal, perturbação funcional ou doenças, que cause a morte ou perda, ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.. Reforçam ainda Dias e Mendes (apud. ÁVILA, et. al., 2002) que além dos prejuízos financeiros, as doenças ocupacionais resultam em prejuízos deletérios aos trabalhadores como a morte, incapacidade parcial ou permanente, transtornos psíquicos entre outros. Movimentação e transferência de pacientes É recomendado que o paciente com problemas de mobilidade seja, movimentado no leito a cada duas horas seguindo um plano escrito de rotatividade de posições. Quando o paciente consegue colaborar, a execução da atividade torna-se menos desgastante, no entanto, muitas vezes isso não é possível. Ao iniciar o procedimento deve-se avaliar a situação encontrada para planejar a atividade a ser executada. Os seguintes aspectos devem ser avaliados: Estado geral do paciente, grau de mobilidade e de consciência, diagnóstico; Presença de contraturas, musculatura flácida, áreas doloridas, infecções, rubores, edemas, lesões ósseas, ausência ou diminuição de sensibilidade, fraqueza, paralisias; Peso do paciente; Presença de equipamentos e aparelhos monitorando o paciente; Incontinência urinária e/ou fecal, presença de dispositivos de coleção de secreções ou fluídos; Presença de catéteres, talas; Adoção de erros posturais no leito e posições tendenciosas como por exemplo pé equino; Movimentos permitidos, posição requerida e necessária para o paciente; Horários para movimentação. Regra 1 - Conhecer as Condições do paciente e a Posição Requerida ou necessária Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 1 1 Regra 2 - Conhecer o ambiente e os recursos disponíveis. O ambiente e os recursos disponíveis são relevantes para o planejamento de como a tarefa será realizada. Espaço físico (deve haver espaço suficiente entre as camas para possibilitar a movimentação do pessoal de enfermagem e a manipulação de cadeiras e macas); Condições do piso (o piso não deve ser escorregadio e nem estar molhado); Altura da cama (a altura deve ser ajustada aproximadamente a 5 cm da altura do cotovelo dos executores da atividade. Por esse motivo, as camas com alturas reguláveis são as recomendadas); Existência de grades laterais na cama para a proteção do paciente à quedas; - Tipo de colchão (colchões finos, lisos, de água dificultam a movimentação); Números de profissionais disponíveis. A movimentação deve ser executada por dois, três ou quatro profissionais. Apenas em situações em que o paciente pode colaborar, uma enfermeira poderá executar a movimentação. Recursos tecnológicos e equipamentos disponíveis. A utilização de elevadores de pacientes pode facilitar a execução de transferência de pacientes da cama para maca, cama para cadeiras e vice-versa. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 1 2 Regra 3 - Utilizar os princípios da Ergonomia e da Biomecânica para excutar a atividade, afim de prevenir danos à saúde do trabalhador de enfermagem Posição ereta. Joelhos fletidos. Coluna nunca arqueada. Musculo sempre levemente contraídos. Carga individual de 23kg por profissional Grande parte dos danos e dores lombares podem ser prevenidos se os trabalhadores de enfermagem usarem a própria mecânica do corpo adotando boa postura ao movimentar e erguer o paciente e se as condições de trabalho forem adequadas as características psicofisiológicas dos trabalhadores. Os seguintes princípios devem ser observados: Manter as costas eretas. Isso é conseguido dobrando-se os joelhos e pela ação voluntária da musculatura estriada, que firma o dorso. Assim, assegura-se que as pressões nos discos intervertebrais sejam uniformemente distribuídas. Observação No entanto, se houver necessidade de inclinar o tronco deve-se garantir que a coluna não fique arqueada; Evitar torsões do tronco, pois causam tensões indesejáveis e cargas assimétricas nas vértebras; Os muscúlos devem estar sempre ligeiramente contraídos. Deve-se preparar os músculos para a ação antes da atividade, afim de proteger os ligamentos e os muscúlos de lesões. Para levantar peso deve-se contrair os muscúlos do abdome e glúteos; Assumir uma postura de base ampla e dobrar o joelho. A estabilidade é maior quando os pés estão distanciados um do outro cerca de 25 a 30 cm; Usar o próprio peso para contrabalançar o peso do paciente requer menor energia do movimento; A força necessária para manter o equilíbrio do corpoé maior quando a linha da gravidade está mais afastada possível do centro da base de sustentação. Por isso, a pessoa que segura um peso junto a seu corpo faz menos esforço que aquela que segura o peso com braços estendidos. Turma X – Enfermagem – FCE P ag e1 1 3 A altura da cama deve ser regulada com base na altura do nível do cotovelo dos executores da movimentação, sendo adequado um distanciamento de cerca de 5 cm entre a altura da cama e a altura dos cotovelos; - Usar o agarre palmar e não as pontas dos dedos para segurar objetos e pacientes; A carga individual que cada pessoa pode carregar individualmente é de até 23kg. Para erguer ou carregar pacientes obesos são necessários dois ou três trabalhadores de enfermagem do mesmo padrão antropométrico, ou seja mesma altura, afim de possibilitar adequada distribuição do peso.