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Anamnese Enfermagem

Apostila de Semiologia e Semiotécnica (Enfermagem) com definições de antissepsia, assepsia, degermação, desinfecção, EPI, esterilização e infecção cruzada; classificação de áreas hospitalares e artigos (críticos, semi‑críticos, não críticos) e princípios/tipos de limpeza e desinfecção.

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Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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ESTUDO DE SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA – 2 
 
 
 
 Conceitos IMPORTANTES: 
1. Antissepsia: é a eliminação das formas vegetativas de bactérias patogênica e grande 
parte da flora residente da pele ou mucosa, através da ação de substâncias químicas 
(anti-sépticos). 
2. Assepsia: Método empregado para impedir que um determinado meio seja 
contaminado. Quando este meio for isento de bactérias chamamos de meio asséptico. 
3. Degermação: é a remoção de detritos, impurezas, sujeira e microrganismos da flora 
transitória e alguns da flora residente depositados sobre a pele através da ação 
mecânica de detergente, sabão ou pela utilização de substâncias químicas (anti-
sépticos). 
4. Desinfecção: é a eliminação de microrganismos patogênicos na forma vegetativa, 
geralmente é feita por meio químicos (desinfetantes). 
5. Equipamento de proteção individual (EPI'S): são equipamentos de proteção utilizados 
pelo profissional, pessoal auxiliar, paciente e equipamentos, a fim de evitar 
contaminação e acidentes (gorro, máscara, avental, luvas, óculos de proteção...) 
6. Esterilização: é a destruição dos microrganismos nas formas vegetativas e esporuladas. 
7. Infecção cruzada: é a infecção ocasionada pela tranmissão de um microrganismo de um 
paciente para outro, geralmente pelo pessoal, ambiente ou um instrumento 
contaminado. 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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Classificação das áreas hospitalares 
- Áreas Críticas: Oferecem risco potencial para aquisição de infecções, seja pelos 
procedimentos invasivos realizados ou pela presença de pacientes imunodeprimidos, risco 
ocupacional no manejo de substâncias infectantes. Ex. Centro Cirúrgico (CC), Centro Obstétrico 
(CO), Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Unidade de Diálise, Laboratório de Análises Clínicas, 
Banco de Sangue, Setor de Hemodinâmica, Unidade de Transplante, Unidade de Queimados, 
Unidades de Isolamento, Berçário de Alto Risco, Central de Material e Esterilização (CME), 
Lactário, Serviço de Nutrição e Dietética (SND), Farmácia e Área suja da Lavanderia.; 
- Áreas semi-críticas: São todas as áreas hospitalares ocupadas por pacientes com doenças não 
infecciosas ou infecciosas com baixa transmissibilidade. Ex. enfermarias e apartamentos, 
ambulatórios, banheiros, posto de enfermagem, elevador e corredores. 
- Áreas não críticas: São todas as áreas hospitalares não ocupadas por pacientes. Ex. vestiário, 
copa, áreas administrativas, almoxarifados, secretaria, sala de costura. 
CLASSIFICAÇÃO DE ARTIGOS HOSPITALARES: 
- Artigos críticos: Artigos destinados à penetração através da pele e mucosas adjacentes, nos 
tecidos subepiteliais e no sistema vascular, bem como todos os que estejam diretamente 
conectados com este sistema, isto é, são artigos que entram em contato direto com os tecidos 
ou tratos estéreis e requerem esterilização; 
- Artigos semi-críticos: São todos aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou 
com mucosas íntegras e requerem desinfecção de médio ou alto nível; 
- Artigos não críticos: São aqueles que entram em contato apenas com a pele íntegra. 
Requerem limpeza e desinfecção de baixo ou médio nível 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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O que é limpeza? 
Consiste na remoção da sujidade das superfícies inertes, podendo ser feita por meio 
mecânico, físico ou químico. A intenção da limpeza é retirar o substrato (“alimento” e 
moradia) dos microrganismos. A limpeza antecede a desinfecção e a esterilização. 
 Retira o microrganismo de um lugar para outro. 
O que é desinfecção? 
 A desinfecção refere-se aos processos químicos ou físicos usados para reduzir a 
quantidade de patógenos potenciais sobre a superfície de um objeto. Esses processos não 
removem necessariamente todo o potencial para infecção, porque podem permanecer 
esporos que são capazes de crescer em um momento mais adiante. Uma substância química 
empregada em objetos inanimados é chamada de desinfetante. Uma substância química 
utilizada em objetos vivos é chamada de anti-séptico. 
TIPOS DE LIMPEZA 
Principais princípios da limpeza: 
1. Inicia-se do local mais limpo para o local mais sujo, ou do local menos contaminado 
de acordo com o “provável nível de sujidade ou contaminação” 
2. Movimento único em um único sentido 
3. Mais distante do mais próximo 
4. Limpeza deve ser úmida 
Concorrente: Entende-se por limpeza concorrente a higienização diária de todas as áreas do 
hospital, com o objetivo da manutenção do asseio, reposição de materiais de consumo como: 
sabão líquido, papel toalha, papel higiênico, saco para lixo. Inclui: 
→Limpeza de piso, remoção de poeira do mobiliário e peitoril, limpeza completa do sanitário; 
→Limpeza de todo o mobiliário da unidade (bancadas, mesa, cadeira), realizada pela equipe da 
unidade (ou pela equipe da higienização, quando devidamente orientada). 
Intermediária: Realizada em locais de alta rotatividade (PS, ambulatório) limita-se a limpeza do 
piso e banheiro. 
Terminal: Entende-se por limpeza terminal a higienização completa das áreas do hospital e, às 
vezes, a desinfecção para a diminuição da sujidade e redução da população microbiana. É 
realizada de acordo com uma rotina pré-estabelecida, habitualmente, uma vez por semana ou 
quando necessário. Além da limpeza da unidade outros mobiliários e equipamentos, que têm 
contato direto com o paciente, também devem ser limpos sempre que utilizados (cadeira de 
rodas, maca e outros). Consiste no método de limpeza ou desinfecção de mobiliário e material 
que compõem a unidade do paciente no hospital. É feita após a alta, transferência, óbitos ou 
longa permanência do paciente. Executar a técnica com movimentos firmes, longos e em uma 
só direção. 
 
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EQUIPAAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI’s) 
-Luvas: Serve de proteção para o profissional de saúde contra a aquisição de organismos 
infecciosos em suas mãos. É equipamento de consumo, ou seja, deve ser descartado. Luvas de 
procedimento devem ser usadas quando se prevê o contato direto com substâncias corporais 
úmidas de qualquer cliente. As mãos são lavadas e secas antes e depois de usar as luvas. 
-Óculos: Não é descartável. Utilizados em procedimentos tais como: aspiração da traqueia, 
passagem/retirada/ de sonda gástrica. 
-Gorro: São descartáveis e evitam queda de cabelos. 
-Máscara: Evitam a transmissão de agentes infecciosos através do ar. Evitam que secreções 
entre em contato com o paciente, além de proteger o usuário contra a inalação de gotículas 
com grandes partículas, as quais são transmitidas pelo contato próximo. Tipos: máscara 
simples, máscara cirúrgica e N95. 
-Avental: Serve de proteção para o profissional. Devem ser usados quando for provável que a 
roupa do profissional da saúde fique suja por material infectado. 
-Calçados 
 As técnicas que evitam transferência de patógenos de uma pessoa para outra são 
referidas como “barreiras”. Seu objetivo consiste em conter os patógenos estabelecendo 
barreiras assépticas em torno do cliente e dos profissionais. As barreiras mais comumente 
utilizadas são as máscaras, aventais, luvas, quartos particulares, sacos de lixo à prova d’água 
para roupas de cama e lixo, rotulagem e colocação em sacos dos esquipamentos e amostras 
contaminados, e controle do fluxo de ar para dentro das áreas estéreis e para fora das áreas 
contaminadas. 
SOLUÇÕES ANTI-SÉPTICAS 
Anti-sépticos: são substâncias microbicidas ou microbiostáticas destinadas a diminuir, eliminar 
ou inativar a microbiota das mãos da pele. Entre os anti-sépticos, os mais utilizados são: 
álcoois, clorexidina,compostos de iodo, iodóforos e triclosan. Cada um desses produtos 
possui características específicas 
Álcool (60% a 90%): Etílico, n-propílico, isopropílico 
 Os alcoóis, em particular o etanol e isopropanol, foram utilizados durante muitos anos 
como agentes antimicrobiano e como transportadores para outros antimicrobianos insolúveis 
em água, como o iodo e fenóis. Devido a seu baixo custo, evaporação rápida e ausência de 
resíduo, mostram-se úteis para a desinfecção de objetos inanimados. 
 
 
 
 
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Características: 
 Desnaturação das proteínas; 
 Ação contra Gram positivos (+), gram (-), bacilos da tuberculose, fungos, vírus (HBV, 
HIV, RSV), não esporicida; 
 Mínima toxicidade; 
 Ação rápida, mas sem ação residual (Ou seja, não permanecem ativos após o período 
de utilização); 
 Atividade varia de 15 segundos para alguns gram-negativos gradativamente a 1min, 
3min, 4min, 7min conforme a resistência dos microrganismos 
 Causa ressecamento da pele; 
 Atua principalmente na microbiota transitória. 
 
Solução degermante ( clorexidina 2% ou PVPI 10%) 
 São utilizados antes de realizar procedimentos invasivos ex. Cirurgias, instalação de 
cateteres entre outros. 
 Após o contrato do profissional com o paciente colonizado ou infectado por patógenos 
multiresistentes. 
 Degermação do paciente antes de procedimentos invasivos ( O paciente toma banho 
utilizando o degermante ) ex. de procedimentos: cirurgia, cateter venoso central. Após 
a degermação é necessário realizar antissepsia com solução alcóolica ( o uso dos dois 
antissepticos amplifica eliminação de microrganismos, visto que a solução alcóolica 
70% tem alta capacidade de ação contra bacilos da tuberculose, gram negativas (-) e a 
clorexidina não). 
Obs: Não utilizar em curativos (exceto: crosta ou lesões muito sujas); Não usar em mucosas, 
pois causa prurido no local ( O alívio para o prurido causado por dergermante é o uso de água 
corrente). 
Solução alcóolica – solução volátil ( Clorexidina 0,5% ou PVPI 3,0%) 
 Utilizado no preparo pré-operatório após a utlização do degermante 
 Preparo da pele do paciente para realização de procedimentos invasivos percutâneos 
ex. Biópsia. 
 Antes da coleta de materiais biológicos. 
Obs: Não utilizar em mucosas 
Solução de Clorexidina tópica ou aquosa 2% 
 Preparo de mucosas para realização de procedimentos cirúrgicos 
 Preparo de região genital antes da instalação de catéter urinário 
 Processos odontológicos 
Obs: Só são utilizados nesses casos 
 
 
 
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 CLOREXIDINA PVPI (iodopovidona) 
Ação residual 5 a 6 horas 2 a 3 horas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Informações 
 Iodopovidona, substância ativa 
da Solução Tópica de 
Iodopovidona 10 % , é um 
iodóforo usado como 
antisséptico. Trata-se de um 
complexo de iodo com 
polividona, que é um polímero 
solubilizante e carreador do iodo. 
Soluções de Iodopovidona 
liberam gradualmente o iodo, 
desempenhando um efeito 
germicida sobre bactérias gram-
positivas e gram-negativas, 
fungos, vírus, protozoários e 
esporos. A liberação gradativa 
do iodo faz com que o produto 
tenha uma ação prolongada e 
evita os efeitos irritantes 
causados pelas soluções de iodo 
puro. Soluções a 10 % de 
Iodopovidona possuem 1 % de 
iodo livre. A Iodopovidona 
apresenta vantagens em relação 
às soluções de iodo: não irrita a 
pele e mucosas; boa 
estabilidade do complexo, sem 
perda do iodo; pode ser utilizada 
em bandagens sem ocasionar 
queimaduras; tem ação 
germicida prolongada; ação 
rápida mesmo em presença de 
matéria orgânica como sangue e 
pus; forma filme que isola, 
protegendo a área tratada. 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 Em recém-nascidos, utilizar solução de clorexidina para procedimentos invasivos, 
incluindo cirurgia. 
 Em cirurgias oftalmológicas o PVPI tópico pode ser utilizado. 
 Em cirurgias plásticas de face e ginecológicas recomenda-se o uso de clorexidina tópica 
RECOMENDAÇÕES PARA O USO DE ANTISSÉPTICOS 
 Procedimento Anti-séptico de escolha Alternativa 
 
 
 
Higienização 
das mãos 
Procedimentos 
invasivos 
Clorexidina degermante 2% PVPI degermante 10% 
Cuidados com 
pacientes em 
isolamento 
Clorexidina degermante 2% Álcool gel a 70% 
Cuidados com 
pacientes em geral 
Não recomendado Água e sabão ou Álcool 
gel a 70% 
Cateter 
venoso 
central e 
periférico 
Inserção e Curativo Clorexidina alcoólica 0,5% PVPI alcoólico 10% 
Manipulação Álcool etílico a 70% Clorexidina alcoólica 
0,5% 
 
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Cateter 
vesical 
Inserção Clorexidina degermante 2% PVPI tópico 10% 
Manipulação Não indicado uso de anti-
séptico 
Não indicado uso de 
anti-séptico 
 
 
 
 
Cirurgia 
Banho pré-operatório Clorexidina degermante 2% Água e sabão 
Escovação cirúrgica 
das mãos 
Clorexidina degermante 2% PVPI degermante 10% 
Degermação da pele 
do paciente 
Clorexidina degermante 2% PVPI degermante 10% 
Anti-sepsia da pele do 
paciente 
Clorexidina alcoólica 0,5% PVPI alcoólico 10% 
Curativo de ferida 
cirúrgica 
Não indicado uso de anti-
séptico 
Não indicado uso de 
anti-séptico 
 
 Lixo comum (Saco preto): Resíduos que não apresentam risco biológico ou químico, podendo 
ser comparados ao lixo domiciliar.Ex: restos alimentares, papel higiênico, fraldas, absorventes, 
resíduos de varrição dentre outros. 
Lixo infectante ou contaminado ou biológico (Saco branco leitoso): Todo material que entrou 
e contato com o paciente e possa estar potencialmente infectado com sangue ou secreções. 
(Perfurocortantes possuem recipiente resistente próprio para descarte – descarpack ou 
recipientes plástico duro). 
CONSIDERAÇÕES DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE SOLUÇÕES IV 
 
 
 
 
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 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
Atualmente, o papel da enfermagem no que diz respeito a administração de 
medicamentos tem se tornado cada vez mais complexo e diversificado. Hoje em dia o nível de 
conhecimento e competência por parte dos profissionais da enfermagem vai além do 
fornecimento do medicamento e da dosagem certa ao paciente. Além de fornecer o 
medicamento, a observação e intepretação de respostas do cliente à terapia farmacológica são 
cruciais para reconhecer possíveis interações ou incompatibilidade medicamentosa. Ademais, 
o profissional deve, também, ter conhecimento sobre ações e os efeitos indesejáveis dos 
fármacos e sobre aspectos morais, éticos e legais da terapia medicamentosa. 
 Droga: Substância química, com estrutura conhecida ou não, que não seja 
componente alimentício ou da dieta, capaz de causar algum efeito no organismo. Todo 
e qualquer substância que altere a função fisiológica, com potencial para afetar a 
saúde. Ex. Dietialamina do ácido lisérgico (LSD). 
 Medicamento: Produto contendo um ou mais princípio ativo juntamento com 
produtos inertes para tratar ou previnir determinado problema de saúde. É uma 
associação de 1 ou mais fármacos + excepientes ou produtos inertes. Ex. Tylenol, 
resfenol. TODOS MEDIMENTOS SÃO DROGAS 
 Fármaco: Substância química com estrutura conhecida que pode ser utilizada para 
diagnóstico, tratamento e profilaxia de doenças. Ex. Antibioticos betalactâmicos 
Ação profilática: Vitamina C 
Ação terapêutica: Anti-hipertensivos, antibióticos 
Auxiliares de diagnóstico: Contrastes radiológicos 
 
 Não se deve administrar medicamentos sem rótulo, sem nome! 
TIPOS DE AÇÃO DOS MEDICAMENTOS 
1. Ação Local: Age no local ondeé aplicado ex. Pomadas, colírios 
 Via tópica. 
2. Ação Sistêmica: Quando seu princípio ativo precisa primeiro ser absorvido e entrar na 
corrente sanguínea para depois chegar ao local de ação. 
 Via enteral 
 Via parenteral 
FORMAS FARMACÊUTICAS -Estados de agregação dos fármacos 
1. Líquidos 
2. Sólidos: São apresentados em: 
Pó: Deve ser diluído em liquído e dosado em colheradas. Ex. Bicarbonato de sódio. 
Comprimido: pó comprimido em formato próprio, sua absorção acontece no estômago. 
Drágea: contém um núcleo com medicamento, revestido por uma solução de queratina 
(gomalaca) açúcar e corante. Sua absorção é intestinal. São usadas para evitar sabor e odor 
desagradáveis e facilitar a deglutição. 
 
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Cápsula: Tem um envólcru de gelatina e um medicamento em forma sólida, semi-sólida ou 
líquida. É usada para evitar sabor e odor desagradáveis, facilitar a deglutição e facilitar a 
liberação do medicamento. 
Supositório: Formato cônico ou oval, destina-se à aplicação retal. Pode ter ação local 
(glicerina) ou sistêmica (indomectacina) 
Óvulo: Tem foma ovóide e aplicação vaginal. Ex. Metronidazol. 
3. Semi-sólidos 
4. Gasosos 
LOCAL DE ARMAZENAMENTO DOS MEDICAMENTOS 
A Fármacia ou almoxarifado é o local apropriado para o armazenamento dos 
medicamentos. É o local onde se encontra a maior parte dos medicamentos. A unidade de 
Enfermagem é o local onde há a menor parte, mas não é o local de escolha para guardar 
medicamentos. 
 Cuidado com o armazenamento: De acordo com as necessidades e propriedades do 
medicamento. 
 Cuidado com recipientes 
9 CERTOS DA MEDICAÇÃO 
1. Paciente Certo: Este direito é autoevidente, o medicamento deve ser administrado ao 
paciente para quem é prescrito. 
2. Droga certa: Pesquisas mostram que mais de 1/3 dos erros de medicamentos ocorre 
pela administração da droga errada. 
3. Via certa: O enfermeiro deve compreender as diferenças entre estas rotas, tais como 
a taxa de absorção e início de ação. 
4. Dose certa: Conferência da dose prescrita com a apresentação da dosagem no rótulo 
da droga. 
5. Horário certo: A medicação deve ser administrada no tempo correto para garantir 
níveis séricos terapêuticos. Administrar a medicação na hora errada é um ERRO 
GRAVE. 
6. Documentação certa: Quando um enfermeiro administra uma medicação, ele deve 
checar por escrito (anotação no prontuário do paciente). 
7. Ação/razão certa: Garantir que o medicamento é prescrito pela razão certa. 
8. Forma certa: Muitos medicamento estão disponíveis em diferentes formas para serem 
administrados em várias vias. A checagem da forma deve assegurar que atenda às 
especificidades do paciente, com análise do tempo de absorção frente a cada 
apresentação da droga. 
9. Resposta certa: Monitorar o paciente para que a medicação tenha efeito. Este direito 
da administração de medicamento envolve uma avaliação da eficácia, que é crucial 
para alguns medicamentos de alto risco, como anticoagulantes e insulina, por 
exemplo. (PACIENTE -----> MEDICAMENTO). 
 
 
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ERROS DE MEDICAÇÃO 
 
Os erros na medicação são considerados eventos adversos ao medicamento passíveis 
de prevenção, podendo ou não causar dano ao paciente, com possibilidade de ocorrer em 
um ou em vários momentos dentro do processo de medicação (BATES et al., 1995;. LEAPE 
et al. 1995). 
Erro de medicação é definido como um evento evitável, ocorrido em qualquer fase da 
terapia medicamentosa, que pode ou não causar danos ao paciente. 
Tipos de erro de medicação 
1- Erro de prescrição: prescrição imprópria de um medicamento, seja em relação à dose, 
apresentação, quantidade, via de administração ou concentração. Além de prescrição 
ílegivel, incompleta, prescrição incorreta da forma de apresentação do medicamento, 
incorreta velocidade de infusão do medicamento entre outros. 
2- Erro de dispensação: Considera-se erro de dispensação a distribuição incorreta do 
medicamento prescrito ao paciente. Falhas ao distribuir o medicamento, como: doses 
incorretas; rótulos incorretos ou inadequados; preparação incorreta ou inapropriada; 
distribuição de medicamento com data expirada; medicamento estocado de maneira 
imprópria ou ainda comprometido física ou quimicamente. 
3- Erro de omissão: A não administração de um medicamento prescrito para o paciente; 
Ausência de registro da execução da medicação são exemplos de erros de omissão. 
4- Erro de horário: Considera-se erro de horário a administração do medicamento fora 
do intervalo de tempo estabelecido pela instituição, conforme o aprazamento da 
prescrição (geralmente se considera hora certa se o atraso não ultrapassa meia hora, 
para mais ou para menos). 
5- Erro de administração não autorizada de medicamento: Administração de 
medicamento não presrito; administração de medicamento ao paciente errado (troca 
de paciente); administração do medicamento errado; administração de medicamento 
não autorizado pelo médico; utilização de prescrição desatualizada; 
6- Erro de dose: Administração de uma dose maior ou menor que a prescrita; 
administração de uma dose extra do medicamento; administração de dose duplicada 
do medicamento 
7- Erro de apresentação: Considera-se erro de apresentação a administração de um 
medicamento em apresentação diferente da prescrita 
8- Erro de preparo: medicamento incorretamente formulado ou manipulado: diluição ou 
reconstituição incorreta ou inexata; falha ao agitar suspensões; diluição de 
medicamentos que não permitam esse procedimento, mistura de medicamentos que 
são física ou quimicamente incompatíveis e embalagem inadequada do produto. 
Armazenamento inadequado do medicamento; falha na ténica de assepsia; 
identidicação incorreta do fármaco; escolha inapropriado dos acessórios de infusão. 
9- Erro de administração: Falha na ténica de asspesia; falha na técnica de administração 
do medicamento; Administração do medicamento por via diferente da prescrição; 
Administração do medicamento em local errado; Administração do medicamento em 
 
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velocidade de infusão incorreta; associação de medicamentos física ou quimicamente 
incompatíveis; falha nos equipamentos ou problemas com acessóris da terapia de 
infusão; Administração de medicamento prescrito incorretamente. 
10- Erro com medicamentos deteriorados: Administração de medicamento com data 
expirada; Administração de medicamento com integridade química estava 
comprometida. 
11- Erro de monitoração: Falha em rever um esquema prescrito para devida adequação ou 
detecção de problemas; Falha em monitorar dados clínicos e laboratoriais antes, 
durante e após a administração de um medicamento, para avaliar a resposta do 
paciente à terapia prescrita. 
12- Erro em razão da não aderência do paciente e família: Considera-se erro em razão da 
não aderência do paciente e família o comportamento inadequado do paciente ou 
cuidador quanto a sua participação na proposta terapêutica. 
REGRAS GERAIS: ERROS NO PROCESSO 
1. Todo medicamento deve ser prescrito pelo médico; 
2. A prescrição deve ser escrita e assinada (caso haja alguma intercorrência); 
3. Nunca administrar medicamento sem rótulo; 
4. Verificar a data de validade do medicamento; 
5. Não administrar medicamentos preparados por outras pessoas; 
6. Interar-se sobre as diversas drogas, para conhecer cuidados específicos e efeitos 
colaterais 
 Melhor horário; Forma de diluição, tempo de validade; ingestão com água, leite, 
sucos; Antes, durante ou após as refeições ou em jejum; incompatibilidade ou não 
de mistura de drogas.8. Tendo dúvidas sobre o medicamento, não administrá-lo 
9. Manter controle rigoroso sobre armazenamento, exposição de medicamentos 
sensíveis. 
 
Medidas Importantes 
15 ml 1 colher de sopa (medida adulta) 
10 ml 1 colher de sobremesa 
05 ml 1 colher de chá (medida infantil) 
03 ml 1 colher de café 
1 gota 3 microgotas 
1 g 1000 mg 
1 ml 20 gotas 
1 ml 1 CC 
 
 
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CUIDADOS GERAIS NO PREPARO E ADMINISTRAÇÃO 
 Identificar todo material preparado: Com fita adesiva ou cartão de medicação. E deve 
conter: 
Nome do cliente: 
Enfermaria/leito: 
Medicamento: 
Dose: 
Via: 
Data: 
Horário: 
Assinatura (quem preparou): 
 
 A via de administração afeta a dosagem da droga 
Vias de administração: 
Via enteral: É a via de administração na qual os fármacos passam pelo trato gastrointestinal 
antes de serem absorvidos. 
Tipos: 
- Sublingual (Não deve ser administado em crianças) 
-Via Oral; 
- Gástrica e duodenal (Sonda nasogastríca, esofagostomia, jejunostomia); 
-Retal 
 
=> CAMINHO PERCORRIDO PELOS MEDICAMENTOS DE VIA ENTERAL: 
1. Esôfago 
2. Estômago 
3. Instetino delgado ( Onde o fármaco é absorvido e levado até o fígado) 
4. Fígado (O fármaco é metabolizado. Todo e qualquer fármaco administrado 
por esta via sofre metabolismo de primeira passagem no fígado). 
5. Circulação. 
 Logo, os fármacos administrado por via enteral não serão 100% BIODISPONÍVEIS. 
 Sempre que administrar medicação ou alimentação por sonda é necessário fazer a 
lavagem para: 
-Retirar sujidade da sonda nasogástrica; 
-É feito com 20 ml de água; 
- É OBRIGAÇÃO DA ENFERMAGEM 
Sobre a administração de medicamento – via sonda: 
 Administre o medicamento de foma LÍQUIDA. 
 Leia o rótulo cuidadosamente antes de esmagar o medicamento 
Via parenteral: É a via de administração na qual os fármacos não passam pelo 
tratogastrintestinal. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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Tipos: 
- Intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV); 
- Intramuscular (IM); 
- Subcutânea (SC); 
- Intradérmica (ID); 
-Intra-arterial 
-Intracárdio Procedimentos de atribuição médica 
-Intraperitonial 
-Intraóssea 
FORMAS DE ADMINISTRAÇÃO 
PROCEDIMENTO FUNDAMENTAÇÃO 
Rever a prescrição do medicamento Certificar-se da droga, dose e horários certos 
Lavar a mão Diminui os microorganismos e 
conseqüentemente a incidência de infecções 
Separar o medicamento sem tocá-lo 
diretamente com os dedos e colocá-lo num 
recipiente apropriado, devidamente 
identificado com nome, quarto e leito do 
paciente 
 
Evita a infecção cruzada e assegura a 
administração correta da droga ao paciente 
certo 
 
Certificar-se de que o paciente ainda se 
encontra no mesmo quarto e no mesmo 
leito 
Ter certeza de que o medicamento será dado 
para o paciente certo 
 
 
Levar o medicamento com cuidado até o 
paciente 
O manejo cuidadoso evita que os 
medicamentos sejam derrubados 
acidentalmente 
Chamar o paciente pelo nome Assegura ao paciente um cuidado 
individualizado 
Explicar ao paciente em linguagem ao seu 
alcance a ação do medicamento, quando for 
a primeira vez que o paciente dele fizer uso 
O paciente tendo conhecimento sobre o 
medicamento tranqüiliza-se e colabora ao 
tratamento 
Dar o medicamento na mão do paciente, 
assim como um copo com água e solicitar 
que o ingira. Auxiliar no que for necessário, 
permanecendo ao seu lado até que a 
medicação seja ingerida. Ficar atento para 
as medicações que requerem avaliação 
antes da administração(antipirético e anti-
hipertensivo) 
 
 
 
Estimula o autocuidado e certeza o que a 
medicação foi tomada 
 
Se o paciente tiver dificuldade para deglutir, 
esmague a pílula no pilão até pulverizar os 
medicamentos 
Comprimidos grandes podem ser difíceis de 
deglutir 
 
Lavar os recipientes, se necessário, e 
guardá-los em lugar apropriado 
Mantém a ordem, o material limpo e evita 
infecções cruzadas 
Checar a administração do medicamento no 
prescrição e prontuário do paciente, bem 
como comunicar qualquer reação 
Evita que o medicamento seja administrado 
novamente e obtém subsídios para 
prescrição médica e de enfermagem 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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4
 
 
Nebulizadores 
 Bucal ou máscara de aerossol; 
 Tubo reservatório; 
 Anexar a fonte de oxigênio para criar nebulização não umidificada 
Obs: Berotec (um dos medicamentos utilizados na terapêutica de nebulização) não é 
utilizado de forma alguma em caso de gravidez. 
Não confundir: BEROTEC --------------> BROMETO DE FENOTEROL 
 ATROVENT-------------> BROMETO DE IPATRÓPIO 
 
 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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5
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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7
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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Administrando o medicamento via sondas 
 Administre os medicamentos de forma líquida 
 leia o rótulo cuidadosamente antes de esmagar o comprimido 
 não esmague cáspsula SL 
 não esmague medicamentos entéricos 
 Após a administração de medicação ou alimentação irrigue a sonda com 20 ml de 
água. 
 
VIA ORAL - VANTAGENS 
 Auto-administração, econômica, fácil; 
 Confortável, Indolor; 
 Possibilidade de remover o medicamento; 
 Efeitos locais e sistêmicos. 
Formas farmacêuticas: cápsulas, comprimidos, etc... 
 
VIA ORAL – DESVANTAGENS 
 absorção variável (ineficiente); 
 período de latência médio a longo; 
 ação dos sucos digestivos ; 
 Interação com alimentos; 
 pacientes não colaboradores (inconscientes); 
 Sabor; 
 Fenômeno de primeira passagem; 
 pH do trato gastrintestinal. 
 
VIA BUCAL/SUB-LINGUAL - VANTAGENS 
(mucosa oral e sub-lingual) 
 Fácil acesso e aplicação; 
 Circulação sistêmica; 
 Latência curta; 
 Emergência. 
Formas farmacêuticas: comprimidos, pastilhas, soluções, aerossóis, etc... 
 
VIA RETAL 
- É uma via bastante utilizada na pediatria 
- Utilizado no ânus: supositório ou clister medicamentoso 
- É absorvido rapidamente 
 
- DESVANTAGENS 
 Lesão da mucosa; 
 Incômodo; 
 Expulsão; 
 Absorção irregular e incompleta. 
 
VIA RETAL - VANTAGENS 
 Circulação sistêmica; 
 Pacientes não colaboradores (semi-conscientes, vômitos); 
 Impossibilidade da via oral; 
 Impossibilidade da via parenteral. 
Formas farmacêuticas: supositórios e enemas. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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9
 
Administração de injeções IM, SC e ID 
PROCEDIMENTO FUNDAMENTAÇÃO 
Rever a prescrição do medicamento Certificar-se da droga certa e horários 
corretos 
Lavar bem as mãos Diminui os microrganismos e 
consequentemente a incidência de infecções 
Separar o medicamento e colocá-lo num 
recipiente (bandeja) apropriado, 
devidamente identificado com nome 
Assegura ordem na unidade e se administra 
ao paciente certo. Facilita a técnica e 
absorção da injeção 
Preparar o medicamento observando os 
princípios de assepsia cirúrgica 
Previne infecções 
Levar o medicamento com cuidado até o 
paciente 
O manejo cuidadoso evita que os 
medicamentos sejam derrubados 
acidentalmente 
Chamar o paciente pelo nome Assegura ao paciente um cuidado 
individualizado 
Explicar ao paciente em linguagem ao seu 
alcance a ação do medicamento, quando for 
a primeira vez que o paciente dele fizer uso 
O paciente tendo conhecimento sobre o 
medicamento tranquiliza-se e colabora aotratamento 
Fazer a antissepsia da pele Previne infecções locais e gerais 
Segurar a área em torno do local da injeção 
em forma de coxim 
Facilita a entrada da agulha e diminui a dor 
 
 
Na administração de medicamentos de via parenteral, é necessário conter na bandeja: 
1. Recipiente com bolas de algodão embebidas em álcool; 
2. Seringa; 
3. Recipiente para desprezar os algodões sujos; 
4. Medicamento prescrito; 
5. Agulhas de acordo com a viscosidade da droga, espessura do tecido adiposo e ou 
massa muscular; 
6. Serrinhas para cortar a ampola (opcional). 
7. Luvas e máscara (Para preparar antibióticos ou se o profissional estiver gripado). 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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0
 
 
A angulação de introdução da agulha será definida conforme a região eleita a ser aplicada, se 
for a região hipodérmica a angulação a ser utilizada é 45° (caso a agulha seja de 25x6 ou 7). 
Caso seja uma agulha hipodérmica (10x6 ou 7; 12x6 ou 7) deve-se injetar a agulha num ângulo 
de 90°. 
 Injeção intramuscular (IM): ângulo de 90° com o bisel lateralizado. 
 Injeção Endovenosa (EV) ou intravenosa (IV): 
 Intradérmica (ID): ângulo de 15° 
VIA SUBCUTÂNCIA (SC) 
 Absorção constante e lenta; 
 Implante de Pellets; 
 Substâncias não irritantes 
 
 
 
 Limpe o local de administração em movimento circular de dentro para fora; 
 Segure a seringa como se fosse um dardo, palma da mão para baixo. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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1
 
IMPORTANTE 
 Substâncias recomendadas 
 Aquosas não-irritantes 
 Não excedendo 0,5 a 2 ml de líquido 
 Contra-indicada em locais inflamados, edemaciados, lesionados, ou com cicatrizes; 
 ângulo 45° (agulha 25X7) magros e 90º ( agulha 13X4,5) maior tecido adiposo. 
 BISEL VOLTADO PARA CIMA 
 Não deve aspirar anticoagulantes: Heparina. 
 
 Hipodermóclise: Esta é uma técnica antiga, que teve seu primeiro relato em 1913, 
mas deixou de ser utilizada devido à maneira incorreta de uso. Hoje, essa técnica esta 
sendo novamente sendo utilizada em pacientes que estão em cuidados paliativos, mas 
também naqueles que não têm condições de utilizar medicamentos pela boca ou por 
via endovenosa ou intramuscular.Esse procedimento, quando executado de forma 
correta, tem se mostrado seguro, menos invasivo, menos doloroso e mais barato que 
os demais, o que possibilita ser utilizado fora do ambiente hospitalar. Porém, desde 
que a pessoa responsável pelo cuidado do paciente esteja treinada para executá-la 
com segurança. Apesar de ser um modo prático, existem contraindicações: é preciso 
verificar se o paciente não possui inchaços, problemas de coagulação ou alto risco de 
congestão pulmonar, pois o paciente pode ter complicações ao utilizar o 
procedimento. A hipodermóclise consiste na aplicação de medicamento via 
subcutânea. A Farmacocinética é o que acontece com a medicação após ser 
administrada no organismo até o seu destino. A via subcutânea e a via intramuscular 
são semelhantes na farmacocinética, porém com concentrações séricas menores e 
tempo de ação prolongado, exercendo o efeito terapêutico esperado. 
 
 NÃO massageie o local da injeção de HEPARINA e INSULINA: pode causar 
sangramento e aumentar a taxa da absorção da insulina 
 
Locais de escolha para aplicação de injeção via subcutânea: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As insulinas NPH e Regular podem ser misturadas 
em uma mesma seringa. Portanto, é necessário 
aspirar primeiro a insulina Regular e depois a 
insulina NPH. Esta última, possui em sua 
composição uma proteína modificadora, a 
protoamina, a qual retarda a absorção da insulina. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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2
 
 
VIA INTRADÉRMICA 
 
Fácil acesso 
 
 Ações locais e sistêmicas; 
 Vacinas e testes alergênicos. 
 Com a mão não-dominante estique a pele sobre o local do dedo indicador ou polegar, 
com a agulha quase contra a pele do paciente, inserí-la lentamente, em um angulo de 
5° a 15° até sentir resistência. Então avance a agulha pela epiderme aproximadamente 
3mm abaixo da superfície. Pode-se ver a ponta da agulha através da pele. 
 Injete o medicamento lentamente , é normal sentir uma resistência, se não sentir a 
agulha está muito profunda e deve ser retirada. 
 Enquanto injeta o medicamento, uma bolha de cor clara semelhante a uma picada de 
mosquito de aproximadamente 6mm de diâmetro se forma e então desaparece. Retire 
a agulha e não massageie 
 
 
 
Angulação da agulha 15° 
 
 
Figura. Locais de escolha na via intradérmica 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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3
 
 
 
VIA INTRAMUSCULAR (IM) 
VIA INTRA-MUSCULAR - VANTAGENS 
 Efeito rápido com segurança; 
 Via de depósito ou efeitos sustentados; 
 Fácil aplicação. 
 
VIA INTRA-MUSCULAR DESVANTAGENS 
 Dolorosa 
 Substâncias irritantes ou com pH diferente 
 Não suporta grandes volumes 
 Absorção relacionada com tipo de substância: solução aquosa - absorção rápida / 
solução oleosa - absorção lenta 
 Músculos: deltóide, glúteo, vasto lateral, ventro-gluteo 
Formas farmacêuticas: injeções 
 
VIA INTRA-MUSCULAR – RECOMENDAÇÕES 
 Auxílio na absorção: calor/ massagens; 
 Retardamento na absorção: gelo; 
 Locais de aplicação:deltóide (suporta 3ml no máximo), glúteo (suporta 5ml), ventro-
glúteo, vasto lateral da coxa (suporta 4ml); Em pacientes com hipotrofia muscular 
4ml. 
 Posição da agulha: perpendicular ao músculo; 
 Aspirar antes da aplicação ( Garante a colocação da agulha ). 
 Escolha da agulha: Depende da viscosidade da solução a ser injetada. 
 Pessoal treinado; 
 Assepsia local. 
 A Agulha varia de acordo com a idade, tela subcutânea e solubilidade da droga; 
agulhas: 25x7/8, 30x7/8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agulhas indicadas para a administração intramuscular 
Tipo de pessoa - calibre da agulha 
 Adulto magro – calibre 25 x 7 
 Adulto com massa muscular/obeso – calibre 
30 x 7 ou 30 x 8 
 Crianças desenvolvidas – calibre 25 x 7 ou 25 x 8 
 Crianças e adolescentes obesos – calibre 30 x 
 Crianças pequenas/magras – 20 x 5,5 ou 20 x 6 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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4
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO NO DELTÓIDE 
Para a aplicação no músculo deltóide é necessário conhecer a posição anatômica da face 
superior-lateral do braço. A área onde se localiza o deltóide é pequena, porém, com bastante 
nervos e artérias. Tal músculo não tolera injeções frequentes, portanto, não é o músculo de 
escolha para aplicação de medicações. Limita-se o uso em adultos e jovens que possuem 
massa muscular bastante definida. O paciente pode sentar-se, ficar em pé ou estar deitado, 
mas é imporante que o cotovelo esteja flexionado e apoiado para que o músculo fique 
relaxado. Para delimitar o músculo localize a borda inferior do acrômio com uma das mãos e, 
então, identifique a área na face súpero-lateral do braço de modo que esteja alinhada com a 
axila. O deltóide é delimitado por um triângulo imaginário que pode ser determinado pelas 
duas mãos. 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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5
 
ADMINISTRAÇÃO DORSO-GLÚTEA (DG) 
Para a aplicação IM dorso-glútea serão considerados dois métodos 
 MÉTODO 1 
1. Fazer a assepsia no sentido de dentro para fora 
2. Estique a pele entre os dedos polegar e indicador, então introduza a 
agulha 
3. Segure o corpo da seringa com a mão não dominante. Aspire e injete a 
medicação 
 MÉTODO 2 
1. Injeção é dada na porção superior e externa. 
2. Traçar linha partindo da espinha ilíaca póstero-superior até o grande 
trocânter do fêmur3. puncionar acima desta linha (quadrante superior externo) 
4. Em dorso lateral (DL): posição de Sims; 
5. Em pé: fazer a contração dos músculos glúteos fazendo a rotação dos pés 
para dentro e braços ao longo do corpo. 
 
ADMINISTRAÇÃO VENTRO-GLUTEA ou HOCHESTETTER (VG) 
Envolve os músculos glúteos médio e mínimo, na área do quadril; Esta região é recomendada 
para adultos e crianças com mais de 7 meses de idade como a mais segura para a maioria das 
injeções intramusculares.O local ventro-glútea é localizado colocando-se a palma da mão 
sobre o trocanter maior e o dedo indicador apontando para a espinha ilíaca ântero-posterior. 
Ação: 
1. O paciente pode dietar de costas ou de lado, com o quadril e o joelho flexionados. 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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6
 
APLICAÇÃO EM Z 
 Toda injeção intramuscular pode ser dada usando-se o método Z, o qual evita a 
infiltração de medicamento no caminho percorrido pela agulha e reduz a dor e o desconforto 
em especial em pacientes que recebem injeções durante períodos mais longos. O método Z 
também é sugerido para pacientes idosos com massa muscular diminuída. Alguns agentes 
como o ferro, são melhores administrados por meio do método Z, devido à irritação e a 
descoloração associada a esse agente. 
 
 Salinização ou Heparinização 
 Permeabilização 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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7
 
CÁLCULOS 
REGRA DE TRÊS 
Tenho ampolas de dipirona com 2 ml de solução. Quantos ml existem em três ampolas? 
Forma direta: 2 ml x 3 ampolas = 6 ml nas três ampolas 
Como estruturar uma regra de três: 
1º) Verificar se a regra é direta ou inversa: Neste caso é uma regra de três direta, pois ao 
aumentar a quantidade de ampolas a quantidade relativa ao volume também aumentará. 
2º) Deve-se colocar na mesma fila as grandezas iguais, no caso abaixo, optou-se por escrever 
na mesma coluna as grandezas iguais. 
3º) Na primeira linha coloca-se o que se sabe. Na segunda linha coloca-se o que se precisa 
descobrir, substituindo o valor que falta e o que se procura por x (conhecido como Incógnita). 
Observação: O mesmo exemplo anterior, por regra de três: 
 
 
 
DILUIÇÃO/RECONSTITUIÇÃO 
Diluir significa dissolver, tornar menos concentrado (Pasquale, 2009); ou seja, temos 
um soluto (pó/cristal) e deve-se dissolver com um solvente (água destilada/água 
bidestilada/água de injeção/ soros). 
1º Exemplo: 
Prescrição Médica – 120 mg de Aminofilina 
Disponível: ampola de 240mg Aminofilina a 10ml. 
 
 
Para resolver este exercício é só colocar o que se conhece (AP) na linha de cima e o 
que se quer (PM) na linha de baixo. Lembre-se que unidade igual deve ser colocada embaixo 
de unidade igual. 
240 mg - 10ml 
120 mg - x 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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RESPOSTA: Deve-se aspirar 5 ml desta ampola que corresponderá a 120 mg de Aminofilina. 
2º Exemplo: 
Prescrição Médica – Decadron 8mg 
Disponível: Frasco – ampola de Decadron de 2,5 ml (4 mg/ml) 
 
 
 
 
 
COMPRIMIDOS 
1º exemplo 
Prescrição Médica – 250mg de Quemicetina 
Disponível – Quemicetina – cp 1000mg 
 Note que o cp que temos (1000mg) é maior que a Prescrição Médica (250mg) 
 Note que é preciso “dividir” o comprimido, porém quando se faz isso, perde-semg, 
portanto, deve-se dissolver em água, chegando a quantidade em mg prescrita. 
4mg ------------ 1ml 
8mg ------------- X 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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RESPOSTA: Deve-se dissolver o comprimido em 10 ml de água e aspirar 2,5ml da solução. 
 
CÁLCULO PARA SOLUÇÕES DE CONCENTRAÇÕES DIFERENTES 
 
 
1º exemplo 
Quando prescritos 8ml de NaCl 17,55% e dispomos de ampolas de 10ml de NaCl 20%, como 
resolver? 
 
 
 
 
• RESPOSTA: devemos aspirar 7,02ml da ampola de NaCl 20%. 
ADMINISTRAÇÃO DE PENICILINA CRISTALINA 
Antibiótico de largo espectro largamente utilizado em unidades hospitalares tem 
frasco ampola em apresentações mais comuns com 5.000.000 UI e 10.000.000 UI. Deve-se 
considerar o volume do soluto, que no frasco-ampola de 5.000.000 UI equivale a 2 ml e no 
frasco de 10.000.000 UI equivale a 4 ml. Quando coloca-se 8ml de Água Destilada em 1 Frasco-
Ampola de 5.000.000 UI, obtém-se como resultado uma solução contendo 10ml. Quando 
coloca-se 6 ml de Água Destilada em 1 Frasco-Ampola de 10.000.000 UI, obtém-se como 
resultado uma solução contendo 10ml. 
 
 
 
 
 
X = concentração prescrita x volume prescrito 
concentração existente 
 
 
 
X (ml desejado)= 17,55 x 8 
 20 
X= 140,4/20 
X= 7,02 ml 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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1º exemplo 
Temos Penicilina Cristalina de 5.000.000UI. Foi prescrito 80.000UI. Diluindo-se em 18 ml, 
quantos ml devo administrar? 
 
 
 
X = 80.000 x 20 
 5.000.000 
 
X= 0,32ml 
 
TRANSFORMAÇÃO DE SORO 
1º exemplo 
Temos frasco de SG 5% de 500ml e queremos transformá-lo em solução hipertônica a 15%. 
Dispomos de ampolas de 10ml de Glicose a 50%. Como proceder? 
 1º passo: Descobrir quantos g de glicose têm em 500ml de SG 5%. 
 
 
 
 
Tenho 25 g de glicose em 500ml de SG 5%. 
 2º passo: Descobrir quanto de glicose terá a solução que pretendo obter 
*Pretendo obter 500 ml de SG 15% 
*15% significa que tenho 15g de glicose em 100ml 
 
 
 
 
Pretendo obter uma solução com 75g de glicose. 
 
 
5.000.000UI______________20ml 
80.000UI ________________Xml 
 
5g -------------- 100 ml 
X -------------- 500ml 
X= 500x25 
 100 
X= 25 g 
15g_______100ml 
X________500ml 
 
X = 500 x 15 = 75g 
 100 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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1
 
 3º passo: Saber quanto devo acrescentar de glicose no frasco de 500ml a 5%. 
*Tenho: 25g de glicose no frasco de 500ml de SG 5% 
*Preciso: 75g de glicose na solução prescrita a 15% 
 75g – 25g = 50g 
Devo acrescentar 50g de glicose no frasco de 500ml a 5%. 
 4º passo: Saber quanto de glicose existe na ampola de 10ml a 50% 
50% significa que tenho 50g de glicose em 100ml 
 
 
 
 
Cada ampola contém 5g de glicose 
 5º passo: Saber quantas ampolas vou precisar para acrescentar 
Como devo acrescentar 50g de glicose: 
 
 
 
 
Precisarei acrescentar 10 ampolas de glicose. 
CONCLUSÃO 
Como vou acrescentar 10 ampolas de glicose e cada ampola tem 10ml significa que 
vou acrescentar 100ml no frasco de soro. Este volume excede o que o frasco comporta. 
Portanto devo desprezar 100ml de soro 5% o que significa que desprezarei 5g de glicose do 
soro. Sendo assim, para repor o que desprezei vou acrescentar mais 1 ampola de Glicose a 
50%. 
 
 
 
 
 
 
50g_______100ml 
X_________10ml 
 
X= 50 x 10 = 5g 
 100 
 
1 ampola________5g 
 X_______50g 
 
 X= 50 x 1 = 10 ampolas 
 5 
 
Resultado final: serão acrescentadas 11 ampolas de Glicose a 50% para transformar o 
soro a 15%. 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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2
 
GOTEJAMENTO DE SORO 
Nº gts Número de gotas 
V Volume em ml 
T Tempo em horas 
 
 
 
1º exemplo 
Prescrição médica: SG a 5% em 1000ml – EV 8/8h. Quantas gotas por minuto devem correr? 
 
 
 
Aproximadamente 42 gotas por minuto. 
2º exemplo 
Um gotejamento de 15 gotas/minuto corresponde a que volume final de 1h? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nº gts = _V_ 
 Tx3 
Nº gts = 10008x3 
Nº gts = 1000 = 41,66 
 24 
15 = _V_ 
 1x3 
V= 15 x 3= 45 ml 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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3
 
APLICAÇÃO DE CALOR E FRIO 
 A aplicação externa de agentes físicos, tais como: calor e frio, é um dos tratamentos 
mais antigos. É eficaz e proporciona efeito imediato. O calor atua relaxando os músculos e 
facilitando a circulação atráves da vasodilatação, acalmando assim a dor e diminundo ou 
impedindo a formação de edema local. O frio age contraindo os vasos sanguíneos, a dor local e 
impendindo a formação de hematomas e abcessos. Em certos tipos de ferimentos abertos, 
atua controlando a hemorragia. 
Aplicação de frio ou Crioterapia 
Compreende o uso de um agente mais frio que a pele 
1. Frio úmido 
 Compressas frias 
 Banhos de esponja 
 Empanamento 
2. Frio seco 
 Bolsa de gelo 
 Efeitos locais 
 Vasoconstrição 
 Redução do metabolismo celular 
 Redução da produção de resíduos celulares: na tentativa de conter a necrose 
 Redução da inflamação 
 Redução da dor 
 Redução do espasmo muscular (Espasmo muscular é ,por definição, uma 
contração súbita e involuntária de um músculo ou de um grupo de músculos , 
acompanhada por dor e restrição nos movimentos). 
Indicações Contra-indicações 
Traumatismo ou inflamação aguda Alergia ao frio 
Espasticidade Pele anestesiada: perda de sensibilidade 
Hipertermia Diabetes avançada: quando o paciente tem 
neuropatia periférica 
Queimaduras de primeiro grau Fenômeno de Raynaud 
Nevralgia Ferimentos abertos (desordem da 
vasoconstrição que causa descoloração das 
extremidades das mãos e dos pés e 
ocasionalmente outras extremidades.) 
Edema 
Dor cirúrgica 
 Resposta Celular 
 Diminuição da taxa metabólica: no tratamento de 20 minutos o metabolismo 
celular é diminuido em 19% 
 Redução do número de células mortas por hipoxia secundária 
 Diminuição dos mediadores inflamatórios 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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4
 
 Efeitos sobre a inflamação 
 As alterações na função celular e na dinâmica sanguínea servem para controlar 
os efeitos da inflamação aguda. 
 Reduz a liberação de mediadores inflamatórios. 
 Diminuir a permeabilidade capilar. 
 Efeitos sobre o edema 
 Os efeitos benéficos do frio em reduzir a formação do edema não estão 
esclarecidas. 
 Efeitos no espasmo muscular 
 Diminui a dor, pois altera o limiar de terminações nervosas quebrando-se o 
ciclo dos espasmos e dor. 20 minutos de aplicação de frio no quadríceps, 
diminui força e resistência por um período de 30 minutos. 
 
 
 
Material 
1. Bandeja de inox 
2. Toalha (proteger a bolsa ) 
3. Gelo 
4. Bolsa 
 Procedimentos 
1. Ler a prescrição médica ou de enfermagem conferindo nome do paciente, tipo, tempo 
de aplicação e horário. 
2. Solicitar gelo para copeira, se necessário. 
3. Lavar as mãos 
4. Preparar o gelo, mergulhando os pedaços na água para tirar as arestas. 
5. Colocar o gelo na bolsa, até que atinja metade da sua capacidade. 
6. Fechar a tampa da bolsa e virá- lá observando se não há vazamento; 
7. Envolver a bolsa com uma toalha 
8. Testar a temperatura da bolsa, colocando-a sobre o dorso da mão, considerando o 
tempo suficiente para sentir. 
9. Reunir todo o material na bandeja de inox e levá-la para o quarto do paciente e 
colocá-la sobre a mesa de refeição 
10. Confirmar se é o paciente correto, através de pulseira de identificação ou nome. 
11. Lavar as mãos no quarto/ leito do paciente. 
12. Orientar o paciente/acompanhante sobre o procedimento, solicitando que o mesmo 
informe qualquer possível reação. 
13. Colocar o paciente em posição adequada para aplicação 
14. Expor a área a ser submetida a terapia 
15. Colocar a bolsa no local indicado e proteger o paciente, caso for necessário 
Lesões por congelamento 
Quando a temperatura subcutânea cai abaixo de 12,7 °C, ocorre dano tissular 
durante o tratamento. 20 minutos de gelo + água ocorre um resfriamento de 17,7 a 12,7 °C, 
que é suficiente para o tratamento. 
 
 
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16. Observar o tempo necessário de aplicação de acordo com a prescrição médica 
17. Checar procedimentos em prescrição de enfermagem ou não médica 
18. Realizar anotações do que aconteceu 
19. Deixar o paciente confortável, reunir todo material utilizado. 
20. Esvaziar, lavar, enxugar e guardar a bolsa para diminuir a temperatura corporal. 
 
Procedimentos – Compressa úmida : paciente com hipertermia. 
Material 
1. Água Fria 
2. Quatro compressas ou similares 
3. Bacia 
4. Toalha 
Procedimento 
1. Colocar as compressas nas regiões axilares , inguinais e frontal trocando ela a cada 3 
minutos. 
2. Orientar o paciente sobre o procedimento 
3. Cercar o leito com biombo e fechar a janela. 
4. Posicionar o paciente em decúbito dorsal. 
5. Molhar as compressas, torce-las, a fim de retirar o excesso . 
6. Colocar as compressas nas regiões axilar, inguinal e frontal a cada três minutos 
durante 20 minutos ou até atingir os 37° C 
7. Anotar a prescrição do paciente: horário ao procedimento, tempo de duração do 
tratamento tipo ou aplicação. 
8. Enxugar o paciente, se necessário, trocar as roupas de cama. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CUIDADOS 
 Observar ,constantemente, a área de aplicação. Qualquer alteração da pele e 
queixas do paciente, deve-se suspender o procedimento. 
 Pacientes desnutridos 
 Não aplicar compressa de gelo mais de 30 minutos ( Risco de Isquemia ) 
 Observar a pele durante a aplicação para evitar queimaduras. 
 Em pacientes idosos, crianças e desnutridos, há limite de tempo de permanência da 
bolsa, devido a maior sensibilidade da pele e dificuldade de relatar. 
 
 
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APLICAÇÕES DE CALOR 
O calor é o aumento da vibração molecular e da taxa metabólica celular, pode ser 
dividido de acordo com suas fontes. 
Ação Química 
 Calor úmido: compressas, banho de assento. 
 Calor Seco: bolsa de água quente 
 Calor Superficial 
 Lâmpadas infra vermelhas 
 Compressas quentes úmidas 
 Banhos de parafinas 
 Turbilhão e ou imersão aquecidos 
Calor Profundo : Aumenta o aporte de oxigênio e nutrientes das células 
 Diatérmica de micro-ondas. 
 Diatérmica de ondas curtas. 
 Ultrassom. 
 
 
 
 
Obs:*Não verificar temperatura corporal após as refeições, depois de fazer exercícios 
físicos ou em locais quentes. 
 O uso do calor é indicado nos estágios inflamatório subagudo e crônicos de uma lesão. 
Indicações Contra-indicações 
Inflamação Subaguda e Crônica. Traumatismo agudo 
Redução da dor crônica e subaguda. Pele anestesiada: perda de sensibilidade 
Espasmos musculares crônicos e subagudos. Circulação insuficiente 
Redução da amplitude de movimento. Neoplasias 
Resolução de hematomas. Regulação térmica insuficiente 
Resolução de contraturas articulares 
 Frio : antes de formar hematomas e edema. 
 Calor: Após a formação do hematoma para dissolver e desfazer o extravasamento de 
sangue. 
 
 
 
Formas de transferência de calor 
 Condução: Dois objetos em contato, colisão de moléculas (compressas úmidas quente.) 
 Convecção: o transporte de calor por meio (água ou ar.) 
 Radiação : todas as modalidades terapêuticas térmicas produzem calor 
 
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 Efeitos sistêmicos 
 Aumento da tempera corporal 
 Aumento da pulsação 
 Aumento da frequência respiratória 
 Reduçãoda pressãoarterial 
 
 Resposta Celular 
 O metabolismo celular aumenta a resposta a elevação da temperatura,para um 
aumento da 7,7 °C na temperatura do tecido metabólico. 
 
 Efeitos da Aplicação do Calor 
 Vasodilatação 
 Aumentoda taxa do metabolismo celular. 
 Aumento da liberação de leucócitos. 
 Aumento da permeabilidade capilar. 
 Aumento da drenagem venosa. 
 
 Efeitos Sobre a Inflamação 
 Aumento de liberação de leucócitos aumentando a fagocitose ( degrada corpos 
estranhos.) 
Bolsa de Água quente – Procedimento 
1. Ler a prescrição medica ou de enfermagem conferindo nome do paciente. 
2. Lavar as mãos; 
3. preencher a bolsa de água quente até a metade da sua capacidade – Retirar o ar do 
interior da bolsa, apaixonando – a mima superfície para facilitar a moldagem do 
paciente. 
4. Envolver a bolsa com a toalha -> testar a temperatura da balsa no dorso da mão, o 
tempo suficiente para sentir a temperatura. ->confirmar com o paciente através da 
pulseira de identificação ou nome. 
Procedimento 
1. Orientar o paciente sobre o procedimento. 
2. Lavar as mãos. 
3. Preparar o material: aquecer a solução prescrita na temperatura em torno de 38 °C 
4. Encaminhar o paciente ao banheiro. 
5. Colocar na bacia. 
6. Observar a reação do paciente durante cinco minutos de aplicação. 
7. Fornecer a toalha ao paciente após o termino do tratamento. 
8. Encaminhar o paciente a unidade, deixando o confortável. 
9. Fornecertoalha ao paciente após o termino do procedimento. 
10. Proceder a desinfecção do material. 
11. Lavar as mãos. 
 
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12. Anotar a prescrição do paciente: horário, tempo de aplicação, região do paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BANHO NO LEITO 
O banho tem a importância de refrescar e estimular tanto a pele como os tecidos e 
influencia na circulação do corpo. Também remove impurezas e bactérias, além de ajudar o 
paciente a relaxar, proporcionar conforto e melhorar sua autoimagem.Com relação à higiene 
do paciente, os objetivos das ações de enfermagem baseiam-se em manter a boa higiene, 
tanto da pele como a higiene oral, dasunhas e cabelos, manter a integridade da pele e do 
tecido cutâneo em boas condições. O banho é parte essencial dos cuidados de higiene, 
revitaliza a pele, limpa e proporciona uma sensação agradável de frescor. 
Durante o banho, o uso de sabão é importante para diminuir a tensão superficial e 
facilitar a remoção da sujidade, não se esquecendo de removê-lo por completo para que este 
não irrite a pele ou produza ressecamento. 
O banho de leito pode ser total ou parcial para pacientes totalmente dependentes e 
que necessitam de uma higiene completa. O banho total compreende a higiene corporal em 
todas as partes do corpo incluindo: unhas, cabelos e dentes, enquanto que o parcial diz 
respeito à higiene apenas das partes corporais que causam desconforto ou odores quando não 
higienizados, lavagem das áreas do corpo, sujas ou mais sujas, como mãos, rosto, axilas, 
períneo, reto e ao redor das genitais. 
O procedimento do banho no leito tem sentido céfalo-caudal; e inicia-se lavando o 
rosto, as orelhas, os ouvidos e a parte anterior do pescoço do paciente, lembrando que ao 
lavar os olhos, se começa do ângulo interno para o externo, e que o rosto do paciente deve ser 
lavado sem sabão, pois este pode causar irritação. 
Depois da face e pescoço, o banho procede no tórax anterior, MMSS (mãos, braços e 
axilas por último), abdome, MMII (pés, perna, coxa), tórax posterior, glúteos, genitálias, e 
por último o ânus. 
“Se o paciente estiver evacuado, neste caso, deve-se iniciar o banho 
realizando a higiene íntima.” 
 
CUIDADOS 
 Observar constantemente a área de aplicação. Qualquer alteração da pele e queixas 
do paciente, suspender o procedimento e comunicar o médico. 
 Observar a pele durante a aplicação para evitar queimaduras. 
 Não colocar bolsa quente debaixo do paciente, para citar compressão excessiva e 
risco de queimaduras. 
 Em pacientes idosos, crianças e desnutridos, readequar banho de assento. 
 O banho de assento pode ser feito quente, frio ou alternado (quente e frio), 
dependendo da condição que se quer tratar. 
 Para fazer este banho, basta encher uma bacia ou banheiro com água quente ou 
frio, até cobrir a área afetada. 
 No ambiente hospitalar utiliza-se a bacia apoiada no acento sanitário. O paciente 
fica de 15 a 20 minutos sentado na bacia com água. 
 Bacia esterilizada, solução prescrita, toalha de banho. 
 
 
 
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Deve-se massagear os membros superiores e inferiores, das extremidades distais para 
as proximais, a fim de favorecer o fluxo sanguíneo. Devemos examinar a pele em busca de 
possíveis sinais que possam indicar eventuais complicações ou problemas ao paciente. 
Enfatiza-se a necessidade de manter o paciente coberto durante o banho, respeitando, 
desta forma, sua privacidade. 
Materiais para realização do banho no leito 
Luvas de procedimento 
Sabão (líquido, de preferência) 
Jarro com água morna 
Bacia e/ou balde 
Compressas 
Toalha de banho 
Toalha de rosto 
Comadre 
Roupa de cama limpa (2 lençóis, 1 lençol 
impermeável, 1 lençol móvel, fronha) 
Pijama ou camisola limpo 
Biombo 
Hamper 
 
Técnica de banho no leito 
1. Explicar o procedimento ao paciente; 
2. Desocupar a mesa de cabeceira; 
3. Fechar janelas e proteger o paciente; 
4. Lavar as mãos; 
5. Trazer a bandeja para a unidade; 
6. Proteger a unidade com biombos; 
7. Oferecer comadre ou papagaio; 
8. Desprender a roupa de cama,iniciando do lado que vai permanecer; 
9. Colocar a roupa dobrada e na ordemque vai ser usada sobre o encosto dacadeira; 
10. Manter o paciente protegido; 
11. Lavar os cabelos e deixa-losprotegidos na toalha; 
12. Higiene oral; 
13. Lavar os olhos do canto interno para o externo usando parte das luvas ou panos 
separadas; 
14. Lavar, enxaguar e secar o rosto,pescoço e orelhas; 
15. Remover camisola ou pijamaprotegendo o tórax do paciente; 
16. Colocar toalha no braço oposto a sertrabalhado; 
17. Lavar e enxaguar mãos e braços commovimentos longos e firmes até aaxila. 
18. Repetir o passo no outro braço; 
19. Colocar toalha sobre o tórax eabdômen, afastando lençol até o púbis 
20. Lavar e enxaguar tórax e abdômencom movimentos circulares; 
21. Cobrir tórax e abdômen; 
 
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22. Retirar o restante das roupasprotegendo o paciente; 
23. Lavar, enxaguar e enxugar pés,pernas e coxas; 
24. Repetir o passo na outra perna; 
25. Virar o paciente em decúbito lateral; 
26. Lavar e enxaguar costas, nádegas ecóccix; 
27. Colocar comadre; 
28. Colocar paciente em decúbito dorsal; 
29. Fazer a higiene íntima; 
30. Retirar comadre; 
31. Arrumar o leito; 
32. Vestir a camisola; 
33. Colocar o travesseiro; 
34. Deixar o paciente em posição e confortável e compor a unidade. 
Banho seco 
Para esta variação de banho de leito, encontramos um produto industrializado, que é 
indicado para a higiene da pele de adultos e crianças, com a capacidade de limpar as áreas 
corpóreas com a mesma eficácia da água. Dispensa o enxágüe, seu pH é ajustado com o da 
pele, sendo ele um agente não irritante a pele e prevenindo lesões. Para Saniplan Essential 
Products (2003), a vantagem do uso do produto industrializado é a redução do número de 
materiais para o banho, pH igual ou próximo ao da pele, reduz o tempo de trabalho, não 
necessita do uso de grandes quantidades de água, proporciona mais conforto ao paciente, este 
produto industrializado, além de limpar a pele,reduz os índices de infecção do sítio cirúrgico 
em cirurgias cardíacas, reduz a troca de lençóis e conseqüentemente os gastos com lavanderia, 
trazendo não somente benefícios ao paciente, mas a todo universo hospitalar. 
No Site In Vitro Digital (2002) ressalta a redução em até 50% do tempo de trabalho, 
diminui a manipulação dos pacientes críticos e hemodinamicamente instáveis e evita o 
encharcamento de curativos, diminuindo a contaminação de lesões. 
Materiais necessários para a realização do banho de leito seco 
 Para realizar este tipo de banho de leito são necessários: Luvas de procedimento, 
toalhas macias, compressas ou toalhinhas, camisola e roupas decama (caso seja 
necessário, já que não será molhada como no procedimento normal), e o produto 
industrial é essencial para o banho. 
Técnica para a realização do banho de leito seco: De acordo com SANIPLAN (2003), o banho 
seco deve ser realizado na seguinte ordem: 
1. Orientar o paciente quanto ao procedimento; 
2. Retirar a roupa do paciente, deixando-o coberto com lençol ou toalha, use as luvas de 
procedimento; 
3. Coloque uma quantidade adequada do produto na compressa ou na mão enluvada; 
4. Passe na face e pescoço, tendo cuidado com os olhos, friccionando levemente até 
obter moderada espuma; 
 
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5. Retire o excesso da espuma delicadamente, utilizando toalha macia; 
6. Passe no tórax e abdome, e retire novamente o excesso; 
7. Agora nos braços, axilas e mãos, e repita o passo 5; 
8. Cubra a região superior, mantendo o tórax, abdomem e genitais cobertos; 
9. Passe nas pernas e pés e repita o passo 5; 
10. Vire o paciente em decúbito lateral, cobrindo a parte inferior do corpo, passe o 
produto na região dorsal e retire o excesso de espuma; 
11. Cubra a parte superior, prossiga na região perineal com a diluição do produto em um 
pouco de água e repita o passo 5; 
12. Vire o paciente em decúbito frontal. Em nova compressa com o produto diluído limpe 
a região genital e retire o excesso de espuma; 
13. Após, troque a roupa do paciente e se necessário os lençóis. 
Procedimentos Usados Somente na Realização do Banho de Leito Total 
Higiene oral 
A boca é a porta de entrada dos alimentos, é o lugar onde se inicia o processo 
digestivo e por este motivo afeta diretamente a saúde das pessoas se não cuidada. Assim, a 
higiene bucal é importante para a saúde e bem estar do paciente, prevenindo focos de 
infecções bacterianas, como endocardites, infecções digestivas e respiratórias, sendo estas 
evitadas mediante a higiene oral, principalmente em pacientes impossibilitados que já estão 
suscetíveis devido à baixa imunidade. 
A higiene oral tem a finalidade de reduzir a ansiedade, evitar a aspiração delíquidos 
pelas vias aéreas, remover placas e microorganismos, bem como restaurar a limpeza da boca, 
dentes e língua do paciente. A higiene oral é a prática utilizada para limpar a boca e 
principalmente os dentes, feita através da escovação, com o auxílio de uma escova, creme 
dental, água e também fio dental.A escovação não evita totalmente os problemas dentários, 
mas reduz seu potencial; auxilia a manter o estado sadio da boca,dentes, gengivas e lábios, 
sendo de responsabilidade dos profissionais de enfermagem em manter a prevenção e a 
manutenção da higiene da boca dos pacientes, quando impossibilitados de realizarem: "Uma 
completa escovação dos dentes no mínimo 4x ao dia, (após as refeições e na hora de ir dormir) 
é básica para um programa eficaz de higiene oral [...]" (2002, p. 962). Contribui também para 
uma obtenção de condições nutricionais adequadas, pois proporciona gosto agradável e 
frescor a boca, que são importantes para o apetite. 
 DENTADURAS: Nos pacientes com dentes artificiais (dentaduras ou pontes), o cuidado 
não deve ser esquecido. As dentaduras devem permanecer na boca do paciente, pois 
sua permanência por longo tempo fora da cavidade oral pode provocar modificações 
nas gengivas. 
 REALIZAÇÃO: a escovação dos dentes deve começar pela arcada superior e após a 
inferior, escovando com cuidado,principalmente nos locais onde o colo dos dentes 
encontra a gengiva. Faz-se necessário o uso de fio dental durantea realização da higiene 
oral, sendo ele responsável pela retirada da placa e do tártaro entre os dentes. 
 
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Materiais necessários para a realização da higiene 
oral 
Luvas de procedimento 
Escova de dente 
Pasta ou solução dentifrícia 
Fio-dental 
Copo com água fresca 
Cuba rim 
Toalha de rosto 
 
Técnica para a realização da higiene oral 
Para pacientes inconscientes, explicamos o que será feito, posicionamos opaciente em 
decúbito lateral, elevamos a cabeceira, coloca-se uma toalha sob a cabeça do paciente, usa-
seuma sonda de aspiração conectada a sucção para retirar o excesso de líquidosinseridos na 
cavidade oral, use creme dental e uma escova, é importante usarluvas, use espátula para abrir 
a boca do paciente, escove todas as superfícies dosdentes com a escova, instile água e aspire, 
limpe e guarde os materiais usados,retire a toalha e as luvas e restaure a posição e a segurança 
do paciente. 
Para pacientes conscientes 
1. Explique o procedimento ao paciente; 
2. Eleve a cabeceira; 
3. Posicione-o em decúbito lateral; 
4. Utilize a cuba-rim próximo ao queixo do paciente para que ele possa desprezar o 
líquido em sua boca; 
5. Ofereça-lhe água para o enxágue; 
6. Seque o rosto do paciente; 
7. Lubrifique os lábios do paciente; 
8. Despreze o material e retire as luvas 
Se o paciente não for capaz, escove os dentes do paciente, massageando as gengivas 
com movimentos circulares, e escove a língua com movimentos suaves; 
Higiene dos cabelos 
A higiene do couro cabeludo e dos cabelos é importante para manter a boa aparência, 
proporcionar bem estar e conforto ao paciente, sendo que esta higienetambém inclui a 
escovação dos cabelos, pois, estimula a circulação do courocabeludo e melhorando assim a 
nutrição do epitélio, além de ajudar na conservação dos cabelos bonitos. A necessidade de 
limpeza dos cabelos deve serdefinida pelo executante da tarefa, e se o paciente estiver 
responsivo deve-selevar em consideração seus hábitos de higiene, pois algumas pessoas 
necessitam de lavagem mais frequentes do que os outros. É necessário diluir o xampu, pois 
desta forma seráfacilitada a distribuição, contribuindo assim para a limpeza e a retirada do 
acúmulode sujeira e gordura depositada nos fios de cabelo e couro cabeludo. Reforça 
anecessidade de observação durante o processo de higiene, pois desta formapoderão ser 
 
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verificadas precocemente lesões no couro cabeludo, bem como apresença de pediculoses e 
caspas. 
O crescimento dos cabelos, o padrãoe a distribuição dos mesmos podem ser 
indicadores do estado geral de saúde dopaciente. Normalmente os cabelos devem ser limpos, 
brilhantes edesembaraçados e o couro cabeludo intacto, se isso não ocorrer denota-se 
sinaisde desleixo e cuidados inadequados, sendo que em melanodermos, 
geralmenteapresentam-se mais espessos, secos e encaracolados do que nos leucodermos. Se a 
higiene dos cabelos formantida durante o período de impossibilitação do autocuidado, o 
cliente terácabelos e o couro cabeludo sadio, limpo, elevando a sua autoestima e bem-estar. 
Escovar, pentear e lavar os cabelos são medidas de higienebásicas a todos os 
pacientes, sendo que, a escovação dos cabelos comfrequência, auxilia a mantê-los limpo e 
distribui o óleo de forma uniforme ao longodos fios. 
 
 
Materiais necessários para a realização da higiene dos cabelos 
Luvas deprocedimento 
Toalha de banho 
Toalhas de rosto ou compressas de banho; 
Xampu 
Jarro com água morna 
Bacia ou balde 
Escadinha de dois degraus; 
Lençol de tratamento; 
Lençol impermeável ou sacos de lixo; 
Pente e escova; 
Secador de cabelo 
 
Técnica para a realização do cuidado com os cabelos 
1. explicar para o paciente o que será feito; 
2. observar o tipo de cabelo e o grau de sujidade; 
3. fechar portas e janelas, se necessário colocar biombos; 
4. retire o travesseiro, forre o leito com a toalha; 
5. coloque o cobertor dobrado em diagonal, fazendo um rolo bem firme; 
6. abra um saco de lixo de 100ml, para forrar a argola, de modo que o fundo do saco 
plástico forre um canudo pelo qual drenará a água; 
7. utilize uma escadinha forrada com papel para colocar o balde; 
8. proteger os ouvidos do paciente com as bolas de algodão, evitando assim, a entrada 
de água; 
9. use luvas descartáveis, umedeça os cabelos, dilua o xampu e aplique nos cabelos, 
massageie; 
A equipe de enfermagem deve lembrar-se de manter este cuidado 
diariamente. 
 
 
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10. enxágüe e aplique o condicionador, quando for necessário, enrole os cabelos em uma 
toalha, retire as luvas, penteie, prenda ou arrume os cabelos, limpe e guarde os 
materiais; 
11. coloque o paciente em posição agradável e confortável. 
Higiene das unhas e os pés 
Os pés e as unhasgeralmente exigem atenção especial, para prevenir infecções, odores 
e lesões aostecidos. O cuidado pode ser incorporado durante o banho ou em horárioseparado. 
O cuidado com os pése com a unhas compreende desde a imersão em água como a limpeza 
completa,a secagem e o corte das unhas. Os pacientes diabéticos, necessitando neste casode 
cuidados especiais com as unhas e os pés. 
É recomendado o uso de materiais adequados e esterilizados; entretanto, 
unhascompridas poderão ocasionar escoriações e posteriormente infecções empacientes com 
baixa resistência e com problemas circulatórios, devendo ter cuidado redobrado na realização 
desta etapa da higiene. 
As unhas dos pés devem ser aparadas de forma reta, evitando desta forma 
extremidadesafiadas que possam machucar a pele e ressalta-se ainda que, para manter as 
unhase a pele macia pode-se aplicar cremes ou loções. No entanto, se os pés 
tiveremproblemas de transpiração é aconselhável usar talco antifúngico ou desodorante para 
os pés. 
Materiais necessários para a realização do cuidado com as unhas e os 
pés 
Luvas de procedimento 
Água morna 
Espátula ou pau de laranjeira 
Lixa ou lima de unha 
Cortador de metal ou tesoura de manicure 
Bacia de banho 
Cuba-rim 
Toalha de rosto ou de banho; 
Compressas de banho; 
Loção de banho 
Toalha de rosto ou de banho; 
Compressas de banho; 
 
Técnica para a realização da higiene das unhas e pés 
1. Lavar as mãos e arrumar o material; 
2. Fechar a porta do quarto ou colocar biombo; 
3. Encher a bacia com água morna; 
4. Colocar os pés do paciente de molho; 
5. Cuba rim com água morna para colocar as mãos de molho; 
6. O tempo de imersão dos pés e mãos deve ser de 10 a 20 minutos; 
7. Limpar delicadamente as áreas ao redor das unhas com pau delaranjeira; 
 
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8. As unhas devem ser aparadas com cortador de unha e de forma reta; 
9. Modelar as unhas com lixa; 
10. Usar luvas descartáveis para escovar as áreas calosas dos pés com acompressa de 
banho; 
11. Aplicar loção nos pés e mãos; 
12. Inspecionar as unhas e a pele adjacente após a imersão e o corte dasunhas; 
13. Registrar o procedimento e as observações ou alterações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTENÇÃO NO LEITO 
 Limitações da mobilidade no leito: contenção. A conteção de pacientes é feita devido 
a necessidades mentais ou outras condições que influenciam no tratamento adequado ao 
paciente 
Existem vários métodos para se manter o paciente contido e seus objetivos e 
indicações consistem, basicamente, em assegurar a integridade do paciente, a continuidade de 
seu tratamento e a segurança dos demais indivíduos e do próprio ambiente em que está 
inserido (COREN-SP, 2009). 
Esta intervenção deve ser o último recurso utilizado, no caso de alternativas menos 
restritivas tentadas anteriormente não obterem sucesso, e quando detectada a sua 
necessidade visando a melhoria do estado clinico do paciente, poderão ser utilizadas. 
A restrição de pacientes refere-se a qualquer dispositivo ou ação que interfere na 
habilidade do paciente em tomar decisões ou que restringe sua capacidade de movimentar-se, 
alterando sua capacidade de raciocínio, a liberdade de movimentos, a atividade física ou o 
acesso normal ao seu corpo. Quando o paciente tem o seu corpo amarrado, atado, preso, 
classifica- se esta forma de contenção como mecânica e quando o paciente é imobilizado pelos 
membros da equipe sem o uso de dispositivos é classificada como contenção física. Alguns 
autores entendem que contenção física e contenção mecânica são sinônimas. (COREN – SP, 
2009; PAES et all, 2009). 
A Quem Compete a Realização do Banho de Leito, Segundo a Legislação 
De acordo com a lei do Exercício Profissional, o enfermeiro está habilitado a realizar 
todas as atividades de enfermagem observadas as disposições da Lei N°7.498 de 25 de junho 
de 1986 (COREN, 2001). 
“O banho de leito é o momento ideal para o enfermeiro interagir com o paciente de 
uma forma mais aprofundada, buscando informações a seu respeito.É uma oportunidade 
para observar, realizar o exame físico, coletar informações e principalmente ouvir o paciente, 
podendo neste momento, educar e fortalecer o paciente com vistas a sua 
recuperação.Embora os enfermeiros, reconheçam a importância do banho de leito,devido à 
sobrecarga de atribuições que lhe são impostas e de sua competência,vê-se, na obrigação em 
delegar este cuidado, aos técnicos e auxiliares deenfermagem, os quais estão habilitados a 
realizar este procedimento, conforme a Lei do Exercício Profissional (COREN, 2001)”. 
 
 
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O uso de protocolos assistenciais fundamentados e estruturados ientificamente 
promove uma qualificação aos processos assistenciais, possibilitando uma análise e 
aperfeiçoamento contínuos destes processos (NETO, 2006). 
Entretanto, a existência de um protocolo não garante, por si só, a qualidade do 
cuidado a ser oferecido ao paciente. Para que isto ocorra, as informações contidas nele devem 
ser incorporadas num conjunto de atitudes profissionais baseadas em respeito recíproco 
(VENETIKIDES et all, 2002). 
Recomenda-se a liberação periódica da contenção, geralmente a cada duas horas 
(TOWNSEND, 2002). 
Esta prática requer cuidados, como a observação da cor, da temperatura da área 
contida, proteger a pele evitando a pressão em saliências ósseas e a compressão de vasos, 
evitar contato direto com as grades, observar sinais de cianose e aparecimento de lesões, 
avaliar as condições de circulação, respiração, nutrição, hidratação, eliminações e amplitude 
dos movimentos, retirar a contenção, no mínimo a cada seis horas, limpando, massageando e 
avaliando a área antes de contê-la novamente. Estes cuidados visam prevenir problemas 
circulatórios, evitar as ontraturas, as úlceras de pressão e lesões corporais, e devem ser 
monitorados e documentados regularmente no prontuário do paciente(TIMBY, 2007). 
As medidas restritivas devem ser utilizadas após avaliação criteriosa do paciente e tem 
como objetivos garantir e preservar a segurança, proteção e conforto (prevenindo danos, 
evitando quedas, conservando o tratamento. 
CUIDADOS 
Manter a cabeça do pacienteelevada: cabeceira pelo 
menos em 30° 
Verificar perfusão sanguínea arterial e pulsos 
periféricos 
Verificar sinais vitais antes da administração de 
fármacos 
Verificar expansibilidade torácica 
Realizar administração de alimentação 
Realizar mudança de decúbito a cada 2 horas 
Realizar a higiene pessoal 
Orientar o paciente sobre a contenção, tão logo tenha 
o seu estado psíquico controlado. 
 
Procedimentos 
I. proceder a restrição no leito dos segmentos corporais na seguinte ordem: ombros, 
pulsos e tornozelos, quadril e joelhos; 
 Ombros: lencol em diagonal pelas costas, axilas e ombros, cruzando-as na região 
cervical; 
 Tornozelos e pulsos: proteger com algodão ortopédico, com a atadura de crepe fazer 
movimento circular, amarrar; 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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 Quadril: colocar um lençol dobrado sobre o quadril e outro sob a região lombar, torcer 
as pontas, amarrar; 
 Joelhos: com 02 lençóis. Passar a ponta D sobre o joelho D e sob o E e a ponta do lado 
E sobre o joelho E e sob o D. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observações 
 não utilizar ataduras de crepe (faixas) menor do que 10 cm 
 evitar garroteamento dos membros 
 afrouxar a restrição em casos de edema, lesão e palidez 
 retirar a restrição uma vez ao dia (banho) 
 proceder limpeza e massagem de conforto no local 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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8
 
CURATIVOS 
PELE – Maior órgão do corpo humano 
 É o maior órgão do corpo 
 Corresponde a 15% do peso corporal 
 É formada pela epiderme, derme e hipoderme. 
 
 
Características das camadas da pele 
EPIDERME: 
 É a camada mais externa da pele 
 É tecido epitelial de revestimento 
 É composta por queratinócitos e outras células epiteliais 
 Não é vascularizada e, portanto, é nutrido por meio de difusão através do tecido 
adjacente, a derme (Tec. Conjuntivo). 
 Desempenha papel importante na termorregulação e metabolismo da vitamina D. 
 Age como barreira física contra: microrganismos, traumas, luz ultravioleta etc. 
A epiderme é divida em camadas sendo que cada uma dessas camadas possuem 
características e peculiaridades diferentes. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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9
 
 
 
 Estrato Córneo* Estrato 
granuloso 
Estrato 
Espinhoso ou 
Malpighiana 
Estrato Basal ou 
germinativo* 
 
 
Características 
Nesta camada as 
células estão 
mortas; 
Presença de 
grande 
quantidade de 
queratina 
 Continuidade 
do achatamento 
celular e 
extrusão dos 
grânulos para o 
meio 
intercelular 
Possui várias 
camadas; 
Presença de 
células 
poliédricas 
irregulares, 
núcleo central; 
citoplasma rico 
em queratina 
Intensa mitose; 
Importante na 
renovação da 
epiderme ; única 
camada 
 
Principais 
componentes 
15-20 camadas 
de células 
achatada 
contendo 
filamentos 
ceratoialinos 
 Células 
achadatas e 
produtoras de 
grânulos 
intracelulares. 
Células de 
Langerhans 
Células com alta 
capacidade 
mitótica, com 
bastante 
mitocrôndrias e 
complexo de 
golgi. Células de 
Merkel e 
Melanócitos 
DERME 
 1 a 4mm 
 Tecido conjuntivo 
 Superfície irregular (papilas dérmicas) 
 2 camadas: camada papilar e camada reticular 
 Principais componentes: Fibroblastos, macrofágos, adipócitos. Grande quantidade de 
matriz extracelular composta por substância fundamental amorfa e fibras, variando a 
quantidade de cada um dos componentes conforme o tipo de tecido conjuntivo. 
 Confere resistência e elasticidade da pele = sustentação 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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HIPODERME OU TECIDO SUBCUTÂNEO 
 É a camada mais profunda da pele 
 Camada de transferência ou de ligação, com função isolante 
 Funciona como barreira mecânia e promove termorregulação 
INTRODUÇÃO 
No momento do trauma são interrompidas as conexões vasculares e nervosas, sendo 
que, quanto mais extenso o traumatismo, maior é o número de elementos lesados. Podem ser 
encontrados nas feridas tecidos desvitalizados, sangue extravasado, microorganismos ou 
corpos estranhos, como terra, fragmento de madeira, vidro e outros, dependendo do tipo de 
acidente e do agente causal. 
Após lesão tecidual de qualquer natureza, o organismo desencadeia a cicatrização, 
considerado um processo extremamente complexo, composto de uma série de estádios, 
interdependentes e simultâneos, envolvendo fenômenos químicos, físicos e biológicos. 
Conforme a intensidade do trauma, a ferida pode ser considerada superficial, afetando 
apenas as estruturas de superfície, ou grave, envolvendo vasos sangüíneos mais calibrosos, 
músculos, nervos, fáscias, tendões, ligamentos ou ossos. 
Independentemente da etiologia da ferida, a cicatrização segue um curso previsível e 
contínuo, sendo dividida ,didaticamente, em três fases (fase inflamatória, fase proliferativa e 
fase de maturação). 
O cuidado com feridas traumáticas é determinado pela forma como são tratadas. Cada 
tipo de fechamento da ferida tem um efeito sobre a cicatrização. Pode ocorrer cicatrização por 
primeira, segunda ou terceira intenção. 
Os objetivos do curativo são a proteção da ferida, prevenção de infecção em caso de 
fechamento por segunda intenção ou uso de dreno e facilitação do processo de cicatrização. 
A escolha do curativo irá depender do tipo de procedimento, tamanho da ferida, 
presença de drenagem ou sinais de infecção do sítio cirúrgico (ISC). 
FERIDAS LIMPAS: nas feridas limpas, não drenadas, recomenda-se o uso de curativos nas 
primeiras 24 horas após a cirurgia. Se a incisão estiver seca, recomenda-se limpeza com água e 
sabão e secagem com gaze estéril. Não é recomendado uso de PVP-I nestas feridas. Não há 
evidências de prejuízo à cicatrização e de aumento de ISC em feridas descobertas. Se houver 
saída de secreção serosa ou sanguinolenta, a limpeza deve ser feita com SF0,9% estéril, 
repetindo-se quantas vezes for necessário, até interrupção da drenagem. Cobertura da incisão 
é recomendável para evitar que a secreção suje a roupa de cama e do paciente. Esta cobertura 
pode ser feita com uma única compressa de gaze estéril, com o mínimo de fita adesiva ou 
curativo adesivo sintético. Em caso de indicação de cobertura em feridas limpas, a literatura 
aponta vantagem para o uso de gaze seca e esparadrapo, quando comparada com materiais 
sintéticos. As coberturas devem ser limitadas somente ao local da incisão. Coberturas semi-
oclusivas (filmes plásticos) são parcialmente permeáveis e impedem o contato com 
substâncias contaminadas, podendo ser utilizadas neste tipo de feridas, especialmente quando 
é utilizada sutura intradérmica. Seu fator limitante é o aumento de custos. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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FERIDAS INFECTADAS: o processo de cicatrização só será iniciado quando o agente agressor 
for eliminado e o exsudato e os tecidos desvitalizados retirados. Fundamental nesta situação é 
a limpeza meticulosa. O excesso de exsudato deve ser removido, juntamente com exotoxinas e 
debris, pois a presença desses componentes pode retardar o crescimento celular e prolongar a 
fase inflamatória, o que prejudica a formação do tecido de granulação. A limpeza pode ser 
realizada com SF0,9% estéril com auxílio de gaze ou seringa, até o final do processo infeccioso, 
e os curativos deverão ser trocados sempre que saturados. O uso da SF0,9% limpa e umedece 
a ferida, favorecendo a formação do tecido de granulação, amolecendo os tecidos 
desvitalizados e favorecendo o debridamento autolítico. As soluções anti-sépticas, em sua 
maioria, não são indicadas para feridas abertas, por apresentar aumento das reações 
inflamatórias e dificultar o processode cicatrização. Existem alguns fatores que interferem no 
processo de cicatrização. Alguns fatores sistêmicos são: oxigenação e perfusão tecidual 
deficientes; distúrbios nutricionais; presença de infecção; distúrbios do sistema 
hematopoiético; distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos; distúrbios neurológicos; 
tabagismo; distúrbios de coagulação; distúrbios vasculares; imunossupressão; falência renal; 
uso de corticosteróides; radioterapia e quimioterapia; idades extremas e doenças crônicas. 
Fatores locais também são importantes: presença de infecção; presença de corpos estranhos, 
tecidos necróticos e crostas; ressecamento; edema; pressão, fricção e cisalhamento; 
localização da ferida. 
FERIDAS 
Qualquer interrupção na continuidade do tecido corpóreo podendo ser de causas 
intrínsecas ou extrínsecas. 
 : problemas vasculares; Diabetes; 
 : Traumas 
 
Classificação das Feridas 
De acordo com: 
 Causa : 
-Incisas ou cirúrgicas 
-Traumáticas (mecânica, físico ou químico) 
-ulcerações ( pressão, arterial, venosa, diabética) 
 Conteúdo microbiano: 
 Principalmente feridas cirúrgicas: 
Limpa Técnica asséptica, sem presença de 
microrganismos ex. Drenos 
Limpa contaminada ou 
potencialmente contaminada 
>6 horas de ferimento, sem contaminação 
significativa ex. Traqueostomia 
Contaminada >6 horas de ferimento, sem sinais infeciosos 
Infectada Presença de agentes infecciosos e evidência de 
reação inflamatória, destruição de tecidos. 
Intrínsecas 
 
Extrínsecas 
 
Úlcera de pressão 
(Causa mista) 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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 Tipo de cicatrização 
Tipos de cicatrização Características ******* 
 
 
Primeira Intenção 
Este tipo de cicatrização ocorre 
quando as bordas da ferida são 
apostas ou aproximadas, 
havendo perda mínima de 
tecido, ausência de infecção e 
edema mínimo. Quando as 
feridas cicatrizam-se por 
primeira intenção, a formação 
de tecido de granulação não é 
visível 
Lesões por 
instrumentos 
cortantes 
Suturado 
A cicatrização 
começa de cima para 
baixo 
 
 
Segunda Intenção 
Neste tipo de cicatrização ocorre 
perda excessiva de tecido e 
presença de infecção. O 
processo de reparo, neste caso, 
é mais complicado e demorado. 
Esse método de reparo é 
também denominado 
cicatrização por granulação, pois 
no abscesso formam-se brotos 
minúsculos chamados 
granulações 
Alto índice de 
defeitos cicatriciais 
Possibilidade de 
formação de queloide 
A cicatrização inicia-
se de baixo para cima 
 
Terceira Intenção ou 
primaria retardada 
Caso uma ferida não tenha sido 
suturada inicialmente ou as 
suturas se romperam e a ferida 
tem que ser novamente 
suturada, essa ferida é 
classificada como ferida de 
terceira intenção ou primaria 
retardada. Isso é feito pelo 
cirurgião que, após a drenagem 
do material, promove a 
aproximação das bordas 
Ocorre devido a 
deiscência da ferida 
Bi: A cicatrização 
ocorre de baixo para 
cima e, também, de 
cima para baixo. 
 Grau de abertura 
Ou 
 Tempo de duração 
 Aguda: < 6 meses ou, melhor definindo, cicatrização no tempo esperado 
 Crônica: > 6 meses ou, melhor definindo, cicatrização acima do tempo esperado 
 
 
ABERTA* FECHADA 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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3
 
PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DAS FERIDAS 
A cicatrização é um processo fisiológico e dinâmico que busca a reparação tecidual. E é 
dividida em 3 fases: 
1ª fase: Inflamatória 
2ª fase: Proliferativa 
3ª fase: Maturação 
FASE INFLAMATÓRIA 
É dividida em 3 sub-fases 
TROMBOCÍTICA Caracterizada pela formação da agregado 
plaquetário + vasoconstrição reflexa. Dura 
aproximadamente 10’ 
 
 
GRANULOCÍTICA 
Consiste na vasodilatação de vasos 
sanguíneos íntegros promovido por 
substâncias que alteram as propriedades 
endoteliais. Além disso, ocorre o 
extravasamento de plasma para o tecido e 
diapedese de glóbulos brancos e, em 
especial, de neutrófilos. Ainda nesta sub-
fase, ocorre liberação de enzimas 
proteolíticas, capazes de decompor tecido 
desvitalizado,promovendo o desbridamento. 
Dura de 5 a 20 dias 
MACROFÁGICA Consiste no processo de defesa contra 
microrganismo (liberação de substâncias 
vasos ativas e fatores de crescimento) 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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FASE PROLIFERATIVA 
 Perdura por 5 a 20 dias ( possui muitas variações, dependendo do organismo de cada 
indivíduo); 
 Também pode ser chamada de fase granulocítica (tecido de granulação) e 
fibroblástica 
 Dividida em 3 sub-fases: 
GRANULAÇÃO Presença de fibroblastos 
Neoangiogênese 
 
EPITELIZAÇÃO 
Caracterizada pela alta produção de fibras de 
colágeno (formação da matriz e 
preenchimento do leito da ferida) ; Formação 
do tecido de granulação propriamente dito 
CONTRAÇÃO Diminuição do leito da ferida 
FASE DE MATURAÇÃO 
 Atuação da colagenase endógena que modela e planifica a ferida (já que na fase 
proliferativa a deposição de colágeno não é uniforme); 
 Remodelação do colágeno: depósito gradativo do colágeno para aumentar a força 
tênsil 
 Redução da capilarização: reduzindo a coloração vermelha-vivo. Tornando-se mais 
rósea, mais pálida. 
 Cicatriz clara e plana 
DEFEITOS CICATRICIAIS 
Fatores adversos a cicatrização 
Fatores Sistêmicos Fatores Locais 
Condições nutricionais Infecção 
Oxigenação e perfusão tissular Tecido desvitalizado 
Diabetes Mellitus Ambiente seco 
Idade Uso de antissépticos: São tóxicos para os 
fibroblastos/ PVPI: causa hipercoloração e 
diminuição da proliferação de fibroblastos 
Imunodepressão Maceração: resultado da umidade excessiva 
Drogas sistêmicas Pressão, fricção -> força de cisalhamento 
Avaliação Geral da ferida 
A. EXSUDATO: É o líquido inflamatório extravascular com concentração protéica 
elevada e grande quantidade de restos celulares. 
 
 Aspecto: Quanto a viscosidade do exsudato 
 Coloração 
o Seroso: plasmático, aquoso, transparente e encontrado nas lesões limpas. 
o Sanguinolento: avermelhada, indicativo de lesão vascular. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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o Purulento: espesso, coloração amarelada, esverdeada (indicativo de 
presença de bactérias gram-negativa(-) ), achocolatada (marrom), 
conforme o processo de infecção. 
 Quantidade: A mensuração de gazes molhadas retiradas no curativo anterior é 
um método mais preciso, onde é possível obter os seguintes volumes: 
o Pouco: até 05 gazes; 
o Moderado: de 05 a 10 gazes; 
o Acentuado: mais de 10 gazes 
 Odor: O odor é proveniente de produtos aromáticos produzido por bactérias e 
tecidos em decomposição. Odor pútrido refere-se a presença de tecido 
necrosado 
B. ASPECTO DA FERIDA: 
 
 Tipo de tecido 
 Tipo de ferida 
 Fase de cicatrização 
 Extensão 
 
CRITÉRIO T.I.M.E 
T Issue Refere-se a presença de tecido inviável. Para o preparo da ferida, é necessário 
avaliar as condições do tecido. Se ele estiver inviável, necrótico ou deficiente, 
é recomendável realizar o desbridamento, que pode ser instrumental, 
autolítico, enzimático ou mecânico 
I nfection É a presença de infecção ou inflamação. Trata-se aqui do tecido com alta 
contagem de bacteriana ou inflamação prolongada, com número elevado de 
citocinas. 
M oisture Manutenção da umidade – para que ocorra cicatrização, é necessário o 
equilíbrio da umidade da ferida. O leito da ferida recessado ocasiona uma 
migração lenta das células epiteliais, o excesso de exsudato também é 
prejudicial, pois pode provar maceração da margem e da pele perilesional. 
E dge (Epitelização da borda) – é a situação em que ,no processo de cicatrização, há 
progressão da cobertura epitelial a partir das bordas. Quandonão há 
migração de queratinócitos, as células da ferida não respondem; há matriz 
extracelular, mas a atividade das proteases é anormal. 
 O critério time serve para designar o que é mais importante e o que deve ser tratado 
com prioridade no momento de escolha do curativo. 
 
Curativo de ferida operatória 
 
Objetivo: Prevenir infecção no local 
 Higienização das mãos 
 Reunir o material necessário 
 Posicionar o paciente 
 Limpe ao redor da pele com SF 0,9% (limpo -------------> contaminado); 
 Secar e ocluir 
Troca: Diário ou quando necessário 
o As feridas operatórias devem ser avaliadas diariamente. 
o Necessidade de oclusão – não é necessário ocluir caso as bordas já estejam coaptadas 
o Lembrar que, caso o paciente também tenha um dreno, os curativos sempre devem 
ser realizados separadamente. 
 
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Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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 Curativos de Cateteres e Curativos de dreno tubulares 
 
 Poliuretano (material do tubo) 
 O sítio de inserção é o local mais limpo, portanto, deve-se começar a limpeza por ele. 
 Antisséptico é utilizado para diminuir a carga microbiana 
Objetivo: Prevenir a infecção no sítio de inserção e proteger contra a possibilidade de saída 
 Higienização das mãos 
 Reunir o material necessário 
 Posicionar o paciente 
 Limpar com SF 0,9% 
 Prosseguir com o uso de antisséptico no sítio de inserção e em toda a extensão do 
dispositivo 
Curativo com gaze 
o Deve ser efetuada a cada 48h (máximo) 
o Ou quando apresentar-se: úmido, solto ou visivelmente sujo 
Curativo com filme transparente 
o Deve ser efetuada a cada 7 dias (máximo) 
o É importante a inspeção diária , com intuito de verificar a presença de sinais flogísticos 
 
 
Curativos em úlceras por pressão e feridas abertas no geral 
 
 Manutenção da umidade a fim de evitar traumas, reduzir o odor local e manter a 
temperatura ideal para melhor cicatrização 
Objetivo: Proporcionar ambiente ideal para a reparação tecidual 
 Higienização das mãos 
 Reunir o material necessário 
 Posicionar o paciente 
 Realizar limpeza da pele ao redor da ferida com SF 0,9% (irragação em jato) 
 Manter o leito da ferida úmido 
 Utilizar a cobertura adequada 
Recomendações 
 A troca do curativo deve ser pertinente a cobertura/curativo utilizado (variável) 
 Remoção de tecidos inviáveis facilita a cicatrização 
 Avaliação sistematizada da ferida para o planejamento terapêutico ideal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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DESBRIDAMENTO 
 
Tipos de desbridamento Características 
Cirúrgico Remoção do tecido necrótico por meio de procedimento 
cirúrgico. Deve-se desbridar a ferida que apresenta necrose 
por coagulação (caracterizado pela presença de crosta preta 
ou escura) ou necrose de liquefação (caracterizado pela 
presença de tecido amarelo/esverdeado) 
Instrumental Realizada com o bisturi, trata-se de um procedimento clínico, 
portanto, pode ser realizado no leito 
Autolítico As enzimas do próprio corpo, juntamente com a ação dos 
leucócitos atua para a destruição do tecido desvitalizado. A 
utilização de cobertura primária promove um meio úmido 
adequado, estimulando, assim, a migração leucocitária e a 
ação de enzimas (proteases, colagenases) no leito da ferida 
sobre o tecido necrótico. Método lento 
Mecânico Aplicação da força mecânica diretamente sobre o tecido 
necrótico, a fim de facilitar a sua remoção. Este 
procedimento pode prejudicar o tecido de granulação ou de 
epitelização, além de causar desconforto e dor ao paciente 
Enzimático Aplicação tópica de (enzima exógenas) desbridantes 
diretamente no tecido. A escolha da enzima depende do tipo 
de tecido existente. 
 
TÉCNICA DE SQUARE (#Técnica HASHTAG) 
É a utilização de lâmina de bisturi para realizar pequenos quadradinhos (2mm a 0,5 cm) no 
tecido necrótico, que posteriomente podem ser delicamente removidos da ferida, um a 
um, sem risco de comprometimento tecidual mais profundo. Esta técnica também pode 
ser utilizada para facilitar a penetração de substâncias desbridantes no tecido necrótico. 
 
 
Classificação de úlcera por pressão 
Estágio I ou grau I Não há ruptura da pele. Presença de eritema de pele intacta que 
não embranquece 
Estágio II ou grau II Perda da epiderme, derme ou ambas, caracterizada por úlcera 
superficial, com comum apresentação de lesão bolhosa ou abrasão 
Estágio III ou grau III Perda da epiderme e derme, envolvendo tecido subcutâneo e que 
pode apresentar comprometimento até a fáscia 
Estágio IV ou grau IV Perda da epiderme e derme com exposição óssea, muscular e de 
tendões, pode ainda apresentar áreas de necrosa. Uma vez 
que a ferida atinge o estágio IV, ela jamais voltará a ser de outro 
estágio, mesmo com sua regressão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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Escala de Braden – utilizada para classificar o risco de desenvolvimento de úlceras de 
pressão 
 
 
 
Variação da Pontuação da Escala: 6 a 23 pontos. 
• Médio Risco: 15 a 18 pontos 
• Risco Moderado: 13 a 14 pontos 
• Alto Risco: 10 a 12 pontos 
• Altíssimo Risco: 9 a 6 pontos 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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CUIDADOS COM OS CURATIVOS ESCOLHIDOS DE ACORDO COM O TIPO DE LESÃO 
Tipos de lesão Descrição Tratamento 
 
Ferida limpa 
 
Ausência de infecção 
 Limpeza 
 Curativo oclusivo 24h a 48h 
 Não usar anti-sépticos 
 
 
Feridas infectadas 
 
 
Colonizada, infectada ou 
necrosante 
 Limpeza 
 Inspecionar sinais de infecção 
 Colher amostra para cultura 
 Desbridamento 
(físico/químico) 
 Curativo oclusivo com troca 
quando necessário ou a cada 
12 horas. 
 
Ferida traumática 
 
Agentes cortantes, 
perfurantes ou atrito 
 Inspecionar para classificar de 
que se trata de uma ferida 
limpa ou infectada 
 Não usar desbridante químico 
 
Queimaduras 
Destruição parcial da pele 
e/ou seus anexos 
As primeiras preocupações 
com pacientes queimados: 
PERDA DE ÁGUA E PERDA DE 
CALOR 
 Ferida limpa 
 Retirar pele solta, caso houver 
 Não romper bolhas 
 Usar sulfatiazina de prata 
 Curativo oclusivo 
 
 
Feridas ulcerativas 
 
 
Lesões com profundidade 
variada 
 Inspecionar para classificar de 
que se trata de uma ferida 
limpa ou infectada 
 Cobrir a úlcera quando 
apresentar infecção (açúcar, 
própols, papaína, carvão 
ativado, curativo medicado 
não aderente, conforme a fase 
da cicatrização). 
 
Dreno torácico 
 
------------------ 
 Limpeza e anti-séptico 
 Quando infectado, proceder 
somente limpeza e colher 
amostra para cultura 
Dreno de Penrose  Ferida Infectada 
 
Traqueostomia 
  Inspecionar para classificar de 
que se trata de uma ferida 
limpa ou infectada 
 
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SOLUÇÕES UTILIZADAS NO CURATIVO 
Curativo 1ª Opção 2ª Opção 3ª Opção 
Limpeza SF 0,9% Água destilada estéril Água corrente e 
sabão domiciliar 
Anti-sepsia (Bordas) PVPI – aquoso 
PVPI – dergermante 
Clorexidina SF 0,9% 
Lubrificação Vaselina Óleo Mineral TCM 
Desbridamento 
Enzimático 
Colagenase 
Solução Solvente Éter SF 0,9% Benzina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“ Lavar as mãos... Um ato de respeito com 
o paciente”. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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1
 
SOLUÇÕES INDICADAS 
Soluções Indicadas Vantagens Desvantagens 
 
 
 
 
 
PVPI 10% 
 
 
 
 
Redução da flora bacteriana da 
pele em 68 a 84% em uma única 
aplicação Declínio rápido de sua 
atividade 
 Neutralização da materia 
orgânica 
 Causa danos tissulares 
 Não é mais eficiente em 
tratamento de feridas 
 Causa efeito tóxicos para as 
células, prejudicando o tecido 
de granulação 
 
 
 
 
 
Peróxido de Hidrogênio 
 
 
 
 
Funciona como hemostático; 
Provoca soltura da matéria 
estranha e bactérias presas na 
ferida 
 Decompõe-se em presença 
de luz, calor ou da enzima 
catalase presente nos tecidos 
 Destroem o tecido de 
granulação neo-formado 
 Destroem a rede de fibrina 
devido a liberação de oxigênio 
molecular nas cavidades 
fechadas, aumentando o 
tempo de cicatrização 
 
Permanganato de 
Potássio 
 
Secante de ferida 
 Pode provocar irritação 
tissular, é cáustico; 
 Não é anti-séptico 
 
 
 
 
Carvão Ativado e Prata 
A prata é potente bactericida e 
o carvão ativado age 
absorvendo os microrganismos 
e secreção purulenta, que são 
atraídos pela forma magnética 
do carvão; As trocas espassadas 
de 48-72 horas no início do 
tratamento e podendo ser 
prolongado por até 07 dias 
 
 
 
 
---------------- 
 
 
 
Solução Fisiológica 0,9% 
Pode ser isotônica, não altera a 
pressão osmótica/oncótica 
normal dos líquidos do corpo e 
facilita a hidrataçã; Pode ser 
utilizada para lavar toso os tipos 
de ferimentos, não irritando e 
favorecendo a cicatrização 
 
 
 
----------------- 
 
 
 
Açúcar 
 
 
Bactericida, desidratante de 
microganismo, atóxico, 
antialergênico 
 Sua ação é influenciada pelo 
estágio de desenvolvimento 
dos microrganismo ao 
produto e da concentração de 
açúcar na ferida. Portanto, 
seu uso deve ser criterioso. 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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CURATIVO COM PAPAÍNA 
Tipo de tratamento Papaína 
Composição Complexo de enzimas proteolíticas , retirado 
do látex do mamão papaía (Canca papaya). 
Mecanismo de Ação Provoca dissociação das moléculas de 
proteína resultando em desbridamento 
químico; 
É bactericida e bacteriostático; 
Estimula a força tensil das cicatrizes; 
Acelera o processo cicatricial. 
 Indicação Tratamento de feridas abertas e 
desbridamento de tecidos desvitalizados. 
Ação anti-inflamatória e diminui edema-local. 
 Tipos de Feridas Feridas abertas, desvitalizadas ou necróticas 
e infectadas. 
Contra-indicação Contato com metais, devido o poder de 
oxidação; Tempo prolongado de preparo 
devido a instabilidade da enzima. Pacientes 
alérgicos ao látex 
Modo de Usar Lavar abundantemente o leito da ferida com 
jatos de solução de papaína. Na presença de 
tecidos desvitalizados/necrosado, cobrir a 
área com fina camada de papaína em pó. 
Remover o exsudato e tecido desvitalizado se 
necessário. Colocar gaze em contato com a 
ferida embebuda com solução de papaína, 
ocluir com cobertura secundária. Fixar. 
Periodicidade de troca A cada 24 horas 
Observações Atentar à concentração de papaína 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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POMADAS ENZIMÁTICAS 
Tipo de tratamento Colagenase 
Composição Colagenase clostridiopeptase A e enzimas 
proteolíticas. 
Mecanismo de Ação Age seletivamente degradando colágeno 
nativo da ferida. (Entretanto, não seleciona 
tecido desvitalizado e tecido “bom”). 
Indicação Desbridamento enzimático suave e não 
invasivo de lesões. 
 Tipos de feridas Feridas com tecido desvitalizado 
Contra-indicação Feridas com cicatrização de 1ª intenção 
Modo de Usar Lavar a ferida com Soro Fisiológico 0,9% 
Aplicar 2mm da pomada sobre a área a ser 
tratada 
Ocluir com gaze de cobertura seca 
Fixar 
Periodicidade de troca A cada 24 horas 
Observações Há controvérsias quanto a eficácia das 
pomadas enzimáticas como estimulador da 
granulação e epitelização, visto que com o 
aumento dos níveis de ação das proteinases 
temos degradação dos fatores do 
crescimento e dos receptores de membrana 
celular, que são importantes para o processo 
de cicatrização. 
 
 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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4
 
CURATIVO COM CARVÃO ATIVADO 
Tipo de tratamento Carvão ativado 
Composição Cobertura de contato de baixa aderência, 
envolta por camada de não tecido e almofada 
impregnada por carvão ativado e prata 0,15% 
Mecanismo de Ação O carvão ativado absorve exsudato e filtra o 
odor. A prata exerce ação bactericida. 
Indicação Feridas fétidas, infectadas e exsudativas 
 Tipos de feridas Neoplásicas fétidas e demais feridas 
infectadas 
Contra-indicação Feridas limpas e lesões de queimadura 
Modo de Usar Lavar o leito da ferida com jatos de SF 0,9% 
Remover exsudato e tecido desvitalizado, se 
necessário; Colocar o curativo de carvão 
ativado sobre a ferida; Oculir com cobertura 
secundária estéril. 
Periodicidade de troca Trocar a cobertura secundária sempre que 
estiver saturada; 
Trocar o curativo de carvão ativado no início 
a cada 48 horas ou 72 horas, dependendo da 
capacidade de absorção. Quando a ferida não 
estiver mais infecatas, pode ser trocado a 
cada 5 dias. 
Observações O curativo não pode ser cortado para não 
ocorrer liberação do carvão ou da prata na 
lesão. 
Quando reduzir o exsudato o odor e houver 
granulação da ferida, substituir o carvão 
ativado por outro tipo de curativo que 
promova a manutenção do meio úmido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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CURATIVO COM ALGINATO DE CÁLCIO 
Tipo de tratamento Alginato de Cálcio 
Composição Fibras de tecido derivados de algas marinhas 
, composto pelos ácidos glurônicos e 
manurônico, com íons de cálcio e sódio 
incorporados em suas fibras. 
Mecanismo de Ação O sódio presente no exsudato e no sangue 
interage com o cálcio presente no curativo 
de alginato. A troca iônica atua: 
 Auxiliando no desbridamento 
autolítico; 
 Tem alta capacidade de absorção; 
 Resulta na formação de um gel que 
mantém o meio úmido para 
cicatrização; 
 Induz a hemostasia (amplificando a 
cascata de coagulação). 
 
Indicação Prevenção e tratamento de feridas abertas 
não infectadas. 
 Tipos de feridas Feridas abertas, sangrantes, altamente 
exsudativas com ou sem infecção, até a 
redução do exsudato. 
Contra-indicação Utilizar em lesões superficiais ou feridas sem 
ou com pouca exsudação e lesões por 
queimadura 
Modo de Usar Lavar a ferida com jato de SF 0,9%; 
Remover o exsudato e tecido desvitalizados, 
se necessário; 
Escolher o tamanho da fibra de alginato que 
melhor se adapte ao leito da ferida; 
Modelar o alginato no interior da ferida 
umedecendo com solução fisiológica. Não 
deixar que a fibra de alginato ultrapasse a 
borda da ferida, com o risco de prejudicar a 
epitelização; 
Ocluir com cobertura secundária estéril. 
Periodicidade de troca Trocar a cobertura secundária sempre que 
estiver saturada; 
Trocar o curativo de alginato: 
 Feridas infectadas (no máximo a 
cada 24 horas) 
 Feridas limpas com sangramento(a 
cada 48 horas ou quando saturado) 
 Feridas limpas altamente 
exsudativas(quando saturar) 
Quando o exsudato diminuir e a frequência 
de trocas estiverem sendo feitas a cada 3 ou 
4 dias, significa que é hora de utilizar outro 
tipo de curativo 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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Observações O gel emite um odor forte e tem aparência 
purulenta, que não deve ser confudida com 
infecção. 
 
CURATIVO COM ÁCIDO GRAXO ESSENCIAL (AGE) 
Tipo de tratamento Ácidos graxos essenciais (AGE) 
Composição Óleo vegetal composto por ácido lenoléico, 
ácido caprílico, ácido cáprico, Vitamina A e E 
e lecitina de soja 
Mecanismo de Ação Promove quimiotaxia (atração de leucócitos)e angiogênese (formação de novos vasos 
sanguíneos), mantém o meio úmido e acelera 
o processo de granulação tecidual. 
A aplicação tópica em pele integra tem 
grande absorção que forma uma película 
protetora na pele e previne escoriações 
devido a alta capacidade de hidratação e 
proporciona nutrição celular. 
Indicação Prevenção de úlceras-de-pressão 
Tratamento de feridas abertas 
 Tipos de feridas Lesões abertas com ou sem infecção 
Contra-indicação Não encontrada 
Modo de Usar Lavar o leito da ferida com jatos de SF 0,9%; 
Remover exsudato e tecido desvitalizado, se 
necessário. 
Espalhar AGE no leito da ferida ou 
embebedar gazes estéreis de contato o 
suficiente para manter o leito da ferida 
úmido até a próxima troca. 
Em feridas extensas pode-se espalhar o AGE 
sobre o leito da ferida e utilizar como 
cobertura primária gazes embebidas em 
solução fisiológica 0,9%. 
Ocluir com cobertura secundária estéril de 
gaze, chumaço, compressa seca ou qualquer 
outro tipo de cobertura adequada. 
Fixar 
Periodicidade de troca Trocar o curativo sempre que o curativo 
secundário estiver saturado ou no máximo a 
cada 24 horas. 
Observações O AGE pode ser associado ao alginato ou 
carvão ativado e diversos tipos de coberturas 
 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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CURATIVO COM HIDROCOLÓIDE 
Tipo de tratamento Hidrocolóide 
Composição Camada externa: espuma de poliuretano 
Camada interna: Gelatina 
 Pectina 
 Carboximetilcelulose sódica 
Mecanismo de Ação Estimula a angiogênese e o desbridamento 
autolítico. Acelera o processo de granulação 
tecidual. 
Indicação Prevenção e tratamento de feridas abertas e 
não-infectadas. 
 Tipos de feridas Feridas abertas não-infectadas, com leve e 
moderada exsudação. Prevenção ou 
tratamento de úlceras de pressão não 
infectadas 
Contra-indicação Feridas colonizadas ou infectadas; Feridas 
com tecido desvitalizado ou necrose e 
queimaduras de 3º grau. 
Modo de Usar Lavar o leito da ferida com SF 0,9% 
Secar a pele ao redor da ferida 
Escolher o hidrocoloíde( com diâmetro que 
ultrapasse a borda da ferida em pelo menos 3 
cm) 
Aplicar o hidrocolóide, segurando-o pelas 
bordas 
Pressionar firmemente as bordas do 
hidrocolóide e massagear a placa para 
perfeita aderência. Se necessário reforçar as 
bordar com micropore 
Datar o hidrocolóide 
Periodicidade de troca Trocar o hidrocolóide sempre que o gel 
extravasar ou o curativo descolar ou no 
máximo a cada 7 dias 
Observações A interação do exsudato com hidrocolóide 
produz um gel amarelo (semelhante à 
secreção purulenta) e nas primeiras trocas 
poderá ocorrer um odor desagradável devido 
a remoção de tecidos desvitalizados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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CURATIVO COM SULFADIAZINA DE PRATA 
Composição Sulfadiazina de pratat a 1% hidrofílico 
Mecanismo de Ação O íon de prata causa precipitação de 
proteínas e age diretamente na membrana 
plasmática da célula bacteriana, exercendo 
ação bactericida imediata e ação 
bacteriostática residual pela liberação de 
pequenas quantidades de prata iônica. 
Indicação Prevenção de colonização e tratamento de 
queimaduras 
Tipos de feridas Queimaduras 
 Contra-indicação Hipersensibilidade 
Modo de Usar Lavar a ferida com SF 0,9% 
Remover todo o excesso de pomada e tecido 
desvitalizado 
Aplicar o creme assepticamente por toda 
extensão da lesão (5mm de espessura) 
Colocar gaze de contato úmida 
Cobrir com cobertura secundária estéril 
Periodicidade de troca No máximo a cada 12 horas ou quando a 
cobertura secundária estiver saturada 
Observações Retirar o excesso de pomada remasnecente a 
cada troca de curativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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CURATIVO COM PETROLATUM 
Tipo de tratamento Petrolatum 
Composição Curativo primário, estéril, não aderente, constituído 
por uma malha de acetato de celulose, impreganada 
com uma emulsão de petrolatum (mistura de 
hidrocarbonetos obtida através de oleos minerais) 
 
 
 
 
 
Mecanismo de Ação 
O Petrolatum é um efeciente umectante, 
contribuindo para a hidratação de peles íntegras ou 
lesadas por um processo não aderente, 
proporcionando um ambiente ideal para a 
cicatrização e o amolecimento de possíveis tecidos 
inviáveis, sem agredir a ferida durante as trocas de 
curativo; O amolecimento dos tecidos inviáveis tem 
por objetivo favorecer o desbridamento autolítico 
ou sua remoção mecânica; O processo de 
hidratação da ferida alivia a dor pela umidificação 
de possíveis terminações nervosas expostas na lesão 
 
 
 
Indicação 
É indicado para o tratamento de ferida de qualquer 
etiologia, secas ou exsudativas, limpas ou 
infectadas, com presença de tecido inviável ou não 
e outros tipos de ferida em que se deve evitar a 
aderência do curativo, como por exemplo, com 
exposição de ossos e tendões. 
 
 
 
 
Tipos de feridas 
Essas indicações incluem vários tipos de lesões, 
como: 
-Ferida cirúrgica; 
-Queimaduras de segundo grau de pequena 
extensão; 
-Áreas doadoras e receptoras de enxertos; 
-Úlceras venosas, arteriais ou por pressão; 
-Feridas com tecido de granulação; 
-Áreas pós-trauma ou pós-ressecação cirúrgica. 
 
 
Contra-indicação 
Não deve ser utiizado em pacientes co conhecida 
sensibilidade ao produto ou a algum de seus 
componentes. Além disso, seu uso não é indicado 
para pacientes que estejam recebendo tratamento 
por câmara hiperbárica. 
 
 
 
Modo de Usar 
-Irrigar bem a lesão com solução fisiológica a 0,9%; 
-Remover o excesso de exsudato e tecidos inviáveis, 
quando necessário; 
-Limpar a pele ao redor e secar bem; 
-Escolher o tamanho da compressa que melhor se 
adapte ao tamanho da ferida. A cobertura também 
pode ser aplicada dobrada ou cortada para se 
adequar a necessidade da ferida. 
-Ocluir com uma cobertura secundária estéril e fixar. 
Periodicidade de troca O produto deve ser substituído sempre que for 
observada a diminuição de sua característica não 
aderente. 
Observações ------------------- 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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DRENOS 
DRENAGEM 
 
-Tem o objetivo de retirar uma quantidade de líquido de dentro de uma cavidade natural ou 
criada; 
-Realizada por meio de tubos que podem ser colocados diversas partes do organismo. 
Objetivo: Serve para deixar a área livre, evitar e prevenir complicações das cirurgias. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
QUANTO AO MATERIAL: 
1. BORRACHA: Tubulares, rígidos ou laminares. São macios e maleáveis, causando menor 
lesão das estruturas. 
2. POLIETILENO: Material plástico, rígido e com muitas perfurações, permite a saída de líquido 
por gravitação e sucção. Ex: PVC, Teflon. 
3. SILICONE: Material inerte e menos rígido que os de polietileno. 
QUANTO A ESTRUTURA: 
1. LAMINARES: Mais conhecido é o de PENROSE, com apresentação de diversas larguras, 
utilizado em pequenas lojas e grande extravasamento de secreções. 
2. TUBULARES: Drenam por gravitação. Podem ser de polietileno, borracha ou silicone. 
QUANTO A FORMA DE AÇÃO: 
1. CAPILARIDADE: Drenagem por forma ativa. Não há passagem de líquido pela luz do dreno. 
A saída de secreção se dá através da superfície. Ex: PENROSE 
2. GRAVITAÇÃO: Drenagem por forma ativa. Conectados a um frasco ou bolsa (localizado 
mais baixo que o dreno). Ex: Dreno de tórax e abdominal 
3. SUCÇÃO: Drenagem por forma passiva, ou seja, por pressão negativa. São mais utilizados 
onde há acúmulos de líquidos, refazendo o vácuo o mesmo faz aspiração ativa. 
QUANTO AO SISTEMA DE DRENAGEM: 
1. ABERTO: Possuem interação com o meio, naqual e o risco de infecção é maior. Esperam-se 
secreções nas bordas. Ex: drenos laminares. 
2. FECHADO: Não há interação com o meio. A drenagem ocorre dentro de um frasco ou bolsa, 
na qual há diminuição do risco de infecções. Não se espera secreções nas bordas. Ex: SVD, 
dreno de Kehr e dreno de tórax. 
 
QUANTO AO CALIBRE: 
 
 FRENCH (Fr): Numeração, de forma crescente, corresponde ao calibre do tubo. 
 GAULT (G): Numeração, de forma decrescente, corresponde ao calibre dos cateteres. 
 
 
QUANTO AO USO: 
 
 APARELHO DIGESTIVO: Dreno nasogástrico, utilizado no pós-operatório ou com o objetivo 
de descompressão gástrica e remoção de resíduos gástricos. 
 RETO E SIGMOIDE: Tubos de polietileno utilizados para evacuação de conteúdo líquido ou 
gases do cólon distal. Introduções de líquidos para lavagem (clister), contraste ou 
medicações. 
 VIAS BILIARES: De material plástico ou de borracha. Para descompressão ou prótese de 
uma anastomose biliar. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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 CAVIDADE ABDOMINAL: Pode ser o de penrose ou o tubular, dependo da quantidade de 
líquido a ser drenado e tempo de permanência. 
 
DRENOS SIMPLES X DRENOS COMPOSTOS 
 
Drenos simples: De um único material; 
Drenos compostos: montados a partir dos laminares e tubulares. Podendo ser um dentro do 
outro, fenestrado ou não, funcionam por gravidade ou aspiração. 
 
DRENOS LAMINARES 
 Pouca espessura (4 tamanhos); 
 Apresentam-se achatados 
 São maleáveis; 
 Material: borracha sintética ou plástico siliconizado; 
 Possuem dimensões variáveis; 
 Funcionam por CAPILARIDADE, portanto, sua drenagem é aberta. 
 
PENROSE (Drenagem aberta) 
 Lâmina de látex; oca; flexível; macia; possui vários tamanhos e larguras, sendo, portanto, o 
MAIS USADO. 
CUIDADOS: 
 Drenagem vertical: quando é preciso realizar o curativo no dreno de penrose mais de 6x por 
dia pode colocada uma bolsa de colostomia para a coleta; 
 O curativo deve ser realizado diariamente; 
 Monitorar o débito de secreção; 
 A retirada e o tracionamento devem ser realizados conforme prescrição médica. 
 
DRENOS TUBULARES 
Tubo plástico siliconizado, macio, que não colaba podendo possuir vários comprimentos e 
diâmetros (20 a 36 Fr). 
 
DRENO DE TÓRAX (drenagem fechada) 
 Objetivos: 
 Evacuar ar ou líquido do espaço pleural para o sistema FECHADO. 
 Restaurar pressão intratorácica negativa; 
 Promover expansão pulmonar; 
 Evitar níveis letais de pressão no tórax. 
 
 Indicações: 
 Pneumotórax: entrada de ar no espaço pleural 
1. Espontâneo: ou seja, ocorre sem doença pulmonar evidente; 
2. Traumático: sendo conseqüência de trauma de tórax aberto ou fechado, como por 
exemplo, ferimentos por arma branca ou o impacto do tórax contra o volante. 
3. Iatrogênico: reação indesejada a um tratamento ou procedimento, como a punção de 
uma veia subclávia. 
 Hemotórax: sangue no espaço pleural; 
 Empiema: coleção de pus numa cavidade natural, resultante de infecção piogênica da 
parede torácica, mediastino ou abdominal; 
 Derrame pleural: acúmulo de líquido (transudato/ exsudato- liquído inflamatório) no 
espaço pleural. 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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SISTEMA DE DRENAGEM 
 Sistema de dois compartimentos (drenagem por gravitação) 
1º recipiente: coleta 
2º recipiente: selo d’água 
 Sistema de três compartimentos (drenagem por sucção) 
1º recipiente: coleta 
2º recipiente: selo d’água 
3º recipiente: regulação da aspiração – quando o líquido aspirado é muito denso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CUIDADOS 
 Manter o frasco de drenagem sempre abaixo do nível do tórax; 
 Pinçar o dreno de tórax rapidamente somente quando realizar a troca do frasco; 
 Trocar o frasco de coleta e o selo d’água diariamente; 
 Anotar o volume da drenagem e aspecto; 
 Observar padrão respiratório, dor e sinais flogísticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Retirada do dreno de tórax 
 Quando inadequada a retirada do dreno de tórax pode causar parada cardiorrespiratória 
devido ao aumento da pressão por ar ou sucção 
 Desmame: Antes de retirar o dreno deixar um tempo clampeado e observar a resposta do 
paciente 
 Pneumotórax: retirar o dreno quando o selo d’água parar de borbulhar. 
 Outros: retirar o dreno quando a oscilação do selo d’água cessar (ATENÇÃO! O cessamento 
da oscilação do selo d’ água pode indicar re-expansão pulmonar, mas também, obstrução 
do dreno) e a drenagem for menor que 50 ml/dia. 
NOTAS 
O selo d’água (água destilada ou SF 0,9%) tem a função de isolar o meio interno do meio 
externo, ou seja, faz a função da pleura. Ele deve ser trocado sempre que apresentar sujidade, 
sendo que a haste deve ficar inserida a pelo menos 2 cm dentro do líquido. Enquanto tiver 
ocorrendo a drenagem o selo d’água sempre vai oscilar, ou seja, subir e descer. 
No pneumotórax o selo d’água irá borbulhar devido à drenagem ser de ar, caso haja a presença 
de sangue será o acumulado, ou seja, terá a cor vinho por ser um sangue velho. 
Em hemotórax a haste pode obstruir devido a coagulação, neste caso, deve-se realizar a ordenha 
do dreno. 
 SEMPRE SE DEVE DEIXAR O SELO D’ÁGUA ABAIXO DO DRENO DE TÓRAX, MAS NUNCA NO 
CHÃO. 
 
COMPLICAÇÕES 
 Perfurar vasos, pulmão, fígado, baço e coração; 
 Hematoma, retração da ferida ou herniação do dreno; 
 Pneumotórax residual após retirada: na retirada entrar ar 
ambiente pela cavidade. 
 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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 Retirar no momento da inspiração profunda, para que as pressões interna e externa se 
igualem ao máximo e, assim, não entre ar do meio externo para dentro do pulmão, o que 
ocasionaria um pneumotórax residual. 
 Após a retirada fazer curativo oclusivo/compressivo rapidamente por 24- 48 horas. 
 
DRENO HEMOVAC (drenagem fechada) 
- Dreno tubular de drenagem fechada por sucção; 
- Manter sempre a bolsa colapsada a vácuo para que se tenha a pressão negativa e possa 
ocorrer a drenagem; 
- Utilizado para drenagem de região pericirúrgico (colocado no momento cirúrgico); 
- Exige cuidados em sua manipulação. 
CURATIVO 
 Preferencialmente diária ou até 48 horas 
 O sítio de inserção deve estar sempre limpo, não podendo haver secreção no sítio 
 O curativo é feito no local de inserção 
 Fixar o dreno próximo ao curativo 
 Observar a conexão entre o tubo de drenagem e o reservatório. Mantê-lo sempre 
colapsado para assegurar a sucção 
 Avaliar periodicamente o paciente para detectar desconexões acidentais e perda do vácuo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
 Checar aspectos básicos do dreno: 
1. Finalidade 
2. Tipo de Dreno 
3. Sistema de dreno 
 Avaliar o aspecto do curativo 
 Adequar o posicionamento do dreno 
 Monitorar o débito do dreno (regular) 
 Promover o esvaziamento do dreno (horário fixo 
ou 2/3 do coletor preenchido 
 Curativos 
 Exame físico direcionado 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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SONDAGEM 
Anatomia 
 
 
 
 
 
 
 
Quando o paciente apresenta um Déficit nutricional é necessário entrar com uma 
terapia nutricional, que pode ser indicada nas seguintes situações: 
 Pacientes impossibilitados de ingestão oral adequada que supra as necessidades 
nutricionais diárias, seja por patologias do TGI, intubação oro-traqueal, por distúrbios 
neurológicos com comprometimento dos níveis de consciência ou dos movimentos 
mastigatórios. Casos em que os paciente estejam com baixa ingesta oral, por anorexia 
por diversas etiologias. 
 É responsabilidade da enfermagem estabelecer o acesso enteral por via oro/nasogástrica 
 Solicitar e encaminhar o paciente para exame radiológico a fim de localizar o 
posicionamento da sonda(Segundo a Resolução 453/2014) 
Existem dois tipos de terapia nutricional 
 Enteral (NE) : Suporte nutricional para pacientes incapazes de consumir nutrientes por via 
oral. 
o Via sonda: Tubo que se introduz no organismo em canal natural ou não, para 
reconhecer-lhe o estado, extrair ou introduzir alguma matéria. 
 Parenteral (NP): Para pacientes com trato digestivo não funcionante, ou por estar 
obstruído ou inacessível (antecipa-se que esta condição perdure por cerca de 7 dias). 
o Via cateter: Instrumento tubular introduzido no organismo para retirar líquidos, 
introduzir sangue, soro, medicamentos e efetuar investigações para diagnósticos. 
Terapia de Nutrição Enteral 
 É o conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do 
estado nutricional do paciente por meio da nutrição entérica. Atualmente estão disponíveis 
dois tipos de sondas para alimentação, as utilizadas via nasogástrica e nasoentérica, além das 
ostomias. O enfermeiro é responsável pela administração por via oro-
nasogastrica/transpilórica e cuidados. Além de solicitar um exame radiológico para confirmar a 
localização da sonda. Já as ostomias são colocadas por procedimento cirúrgico, pelo médico, 
porém o cuidado cabe ao enfermeiro. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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INDICAÇÃO 
Acidentes cerebrovasculares, neoplasias, trauma, inflamação, doenças desmielinizantes, 
depressão grave, anorexia nervosa, cirurgia gastrintestinal, pancreatite, doença inflamatória 
do intestino, síndrome do intestino curto, preparo intestinal pré-operatório e fístulas 
digestivas. 
*OBS: pacientes com queimaduras deve-se ter muita atenção para o tipo de dieta. E em casos 
de quimioterapia e radioterapia eles podem desenvolver mucosite impossibilitando assim a 
alimentação por via oral. 
 
 
 A passagem de sonda gastrointestinal é a inserção de uma sonda de plástico ou 
borracha, flexível, pela boca ou nariz objetivando descomprimir o estômago, remover gás e 
líquidos, diagnosticar motilidade intestinal, administrar medicamentos e alimentos, 
tratamento de sangramento ou obstrução e obter conteúdo gástrico para analise. A sonda 
pode ser Nasogástrica (SNG), utilizada quando o objetivo da sonda é drenar (sifonagem) 
conteúdo gástrico, realizar lavagem gástrica, administrar medicamentos e dietas (gavagem) 
diretamente no estômago , além de ser utilizada no pós-operatório de cirurgias de grande 
porte. Ou a Nasoentérica (SNE) que é uma sonda de poliuretano ou silicone de menor 
diâmetro, com uma cápsula de peso na parte distal, inserida com o auxílio de um fio guia no 
estômago ou duodeno visando suprir um suporte nutricional a longo prazo, muito utilizada em 
caso de neoplasia de cabeça e percoço. 
Tipos de Sonda 
Descompressão (Sifonagem) – Aspiração – Lavagem (SNG); 
Nomes: Miller-Abbot (14-22) / Levine / Sonda simples 
Administração de Alimentos e Medicamentos (SNE); 
Nomes: Levine / Nutriflex / Dobhoff 
Sangramento – Varizes Esofageanas (nasal é mais comum); 
Sengstaken-Blakemore 
 
 Sonda de Levine: Possui uma luz única, manufaturada com plástico ou borracha, com 
aberturas localizadas próxima à ponta; as marcas circulares contidas em pontos específicos 
a sonda servem como guia para sua inserção. 
 Sonda gástrica Simples: É uma sonda nasogástrica radiopaca de plástico claro, dotada de 
duas luzes, usada para descomprimir o estômago e mantê-lo vazio. 
 Sonda de Dobhoff: Utilizada com frequência para alimentação enteral, caracterizada por 
possuir uma ponta pesada e flexível que auxilia no pertuito da sonda até o intestino, para 
uma melhor administração. Hoje são fabricadas em poliuretano e silicone, materiais que 
não sofrem alteração física na presença de pH ácido, conservam flexibilidade, 
maleabilidade e durabilidade, não irritam a mucosa digestiva, e, por serem de pequeno 
calibre, permitem o fechamento dos esfíncteres cárdia e piloro. 
 
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 Sonda Nutriflex: Possui 76 cm de comprimento e uma ponta pesada de mercúrio para 
facilitar a inserção. 
 Sonda de Miller-Abbott: É de duas luzes, sendo uma para introdução de mercúrio ou ar no 
balão do final da sonda e outra para aspiração. 
 Sonda de Sengstaken-Blakemore: É utilizada especificamente para o tratamento de 
sangramentos de varizes ensofageanas, possuindo três luzes com dois balões. Sendo uma 
luz para insuflar o balão gástrico e outra para o balão ensofageano. 
 As sondas de polivinil devem ser usadas somente para drenagem gástrica e por 
períodos menores que 30 dias. Já o uso de sondas enterais com finalidade de administrar 
medicamentos deve ser feita sempre que houver contra-indicação ou impossibilidade de se 
usar a via oral, porém é importante lembrar que o tubo digestivo deve estar presente, ou seja, 
com capacidade de absorção, total ou parcial, conservada. Pacientes que apresentam fístula 
intestinal, proximal de baixo débito, a parte distal da sonda deve ultrapassar a fístula. Por 
outro lado pacientesvportadores de obstrução completa, ou aqueles que se faz necessário o 
repouso completo do TGI, o uso da sonda não é recomendado. 
É controverso se a cápsula com peso (ogiva) na extremidade distal oferecem vantagens 
na passagem transpilórica da sonda e na manutenção da sua localização, porém é aceito que a 
intubação pós-pilórica é facilitada pelas sondas que possuem uma ogiva distal. Pois esta faz 
com que o peristaltismo gástrico e intestinal, que age sobre ela, posicione a sonda 
corretamente. Diminuindo assim o número de tentativas, além dos tubos serem mais 
duradouros, isto é, com menor risco de extubação involuntária, principalmente em pacientes 
com dificuldades para engolir e inconscientes. E ainda apresentam características radiopatas o 
que permite que a localização da sonda seja confirmada com um exame radiológico. 
Como as sondas são bastante maleáveis um guia metálico e flexível é utilizado para 
facilitar sua introdução nasal. Na extremidade proximal, são encontrados adaptadores simples 
ou duplos; estes últimos são utilizados para facilitar a irrigação da sonda ou administração de 
medicamentos, sem necessidade de interromper a infusão da dieta. 
INSTALAÇÃO DA SONDA – Sondagem Nasoenteral 
 Objetivo: Obter via de acesso para nutrição enteral. 
 Aplicação:Pacientes internados, ambulatoriais e de pronto atendimento com 
prescrição de nutrição enteral. 
 Material: Bandeja, biombo, luvas de procedimento, papel-toalha, sonda enteral nos 6 
a 10 pediátrica ou nos 8 a 12 adulto, acompanhada de fio-guia, lubrificante 
hidrossolúvel (xylocaina), seringa de 20 ml, estetoscópio, adesivo 
hipoalergêenico/esparadrapo (para fixar). 
Sequência de passos 
1. Prepare a bandeja com os materiais necessários. 
2. Higienize as mãos. 
3. Promova a privacidade de paciente. 
4. Explique o procedimento ao paciente. 
 
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5. Calce as luvas de procedimento. 
6. Coloque o paciente em posição sentada ou eleve a cabeceira do leito disponha o papel 
toalha sobre o tórax. 
7. Verifique o uso de próteses dentárias, solicitando ao paciente para retirá-las. 
8. Solicite ao paciente que faça, ou faça por ele, a higiene das narinas 
9. Pergunte ao paciente sobre problemas nas narinas (dificuldade de respirar devido a 
desvio de septo ou adenoide). Caso tenha, inspecionar as narinas com a lanterna para 
ver qual é melhor. 
10. Retire da embalagem a sonda enteral verificando se há defeitos (orifícios parcialmente 
fechados ou bordas ásperas) 
11. Meça a extremidade que contém os orifícios da sonda desde a ponta do nariz até o lobo 
da orelha e depois até 20 cm abaixo do apêndice xifoide, próximo acicatriz umbilical. 
Então marque com caneta ou fita adesiva. 
12. Lubrifique a parede externa da sonda com água ou o lubrificante hidrossolúvel 
(xylocaína). 
13. Solicite ao paciente para fletir a cabeça até encostar o queixo no tórax 
14. Introduza a sonda suavemente pela narina escolhida, direcionando-a para trás e para 
baixo. 
15. Solicite ao paciente que faça movimento de deglutição para facilitar a passagem da 
sonda pela epiglote. 
16. Depois da primeira marca volte a cabeça para posição ereta ou de hiperextensão. 
17. Continue deslizando a sonda suavemente até a segunda marcação feita com a fita 
adesiva. Nesse momento pode oferecer pequenos volumes de água para o paciente 
deglutir e facilitar a migração da sonda pelo esôfago até o estômago, caso não haja 
contraindicação. 
18. Observe se o paciente apresenta tosse, dificuldade respiratória, cianose, agitação, que 
podem ser manifestações de um desvio da sonda para as vias aéreas. Nesse caso deverá 
ser retirada e introduzida novamente. A flexão da cabeça obstrui as vias aéreas 
superiores, portanto, nunca tente passar a sonda com a cabeça em extensão. 
19. Verifique se a sonda já atingiu o estômago de duas formas: 
I. Aspire suco gástrico com uma seringa de 20 ml (seringas menores são contra-indicadas, 
pois oferecem pressão excessiva podendo danificar a sonda e lesar a mucosa gástrica). 
II. Introduzir 20 ml de ar através da sonda e auscultar com o estetoscópio, logo abaixo do 
apêndice xifoide, no QSE. Deve-se auscultar um ruído, indicando que a extremidade da 
sonda está no estômago e está pérvia. 
20. Depois de confirmado o posicionamento gástrico, para a sonda migrar até o intestino 
delgado, ela deve ser fixada (bochechas ou testa) na face do paciente, deixando-se uma 
alça que será desfeita espontaneamente conforme os movimentos peristálticos. A 
instalação no intestino ocorre lentamente, pois depende do peristalse gastrintestinal 
que permite a passagem pelo piloro. 
21. Para que a chegada da sonda ao intestino seja mais rápida coloque o paciente em 
decúbito lateral direito, estimule a deambulação ou ainda se necessário administre 
drogas estimulantes da motilidade gástrica. 
 
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22. Antes de se iniciar a administração da dieta todos os testes de posicionamento devem 
ser rigorosamente feitos. O método padrão ouro é o RX de abdômen. Então, após a 
fixação deixe o paciente em decúbito lateral direito e o encaminhe para o controle 
radiológico. Só após a confirmação do RX que o fio guia poderá ser retirado e a dieta 
administrada. 
23. Recolha o material 
 leve ao local adequado 
 retire as luvas de procedimento 
 higienize as mãos 
 Cheque e anote o procedimento realizado no prontuário do paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sondagem Nasogástrica 
 Objetivo: Drenar o conteúdo gástrico para descompressão ou realizar lavagem do 
estômago. 
 Aplicação: Pacientes internados, ambulatoriais ou de pronto atendimento com 
prescrição médica. 
 Material: bandeja, biombo, luvas de procedimento, papel higiênico, papel toalha, 
sonda do tipo Levine nos 16 ou 18, fita adesiva, lubrificante, seringa de 20 ml, 
estetoscópio, coletor de sistema aberto e lanterna de bolso. 
Sequência dos passos 
1. Prepare em uma bandeja o material necessário para o procedimento. 
2. Higienize as mãos. 
3. Leve o material para o quarto do paciente e promova sua privacidade 
4. Explique o procedimento ao paciente 
5. Coloque o paciente em posição sentada ou eleve a cabeceira do leito em 45° dispondo 
o papel toalha sobre o tórax. 
6. Calce as luvas de procedimento. 
7. Verifique o uso de próteses dentárias móveis, solicitando ao paciente para retirá-las. 
8. Solicite ao paciente que faça, ou faça por ele, higiene das narinas com papel higiênico. 
RECOMENDAÇÕES 
 Caso encontre resistência ao avanço da sonda ou dúvida ao posicionamento 
observe se o paciente apresenta dispneia, cianose ou tosse, retire a sonda e 
reinicie o procedimento. 
 O controle radiológico é obrigatório 
 A localização da sonda também pode ser feita pela pHmetria, um teste do 
pH através da fita reagente ao conteúdo gástrico ou entérico. Quando pH é 
menos que 5 é gástrico e maior que 7 intestinal. Mas deve-se atentar ao 
fato de que medicamentos podem alterar o pH. 
 
 
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9. Pergunte ao paciente sobre problemas nas narinas (dificuldade de respirar devido a 
desvio de septo ou adenoide). Caso tenha, inspecionar as narinas com a lanterna para 
ver qual é melhor. 
10. Meça a sonda de Levine da ponta do nariz até o lobo da orelha, depois desça até o 
apêndice xifoide e marque a sonda com a fita adesiva ou caneta. 
11. Lubrifique a sonda 
12. Solicite ao paciente para fletir a cabeça até encostar o queixo no tórax. 
13. Introduza a sonda suavemente pela narina escolhida até atingir a epiglote. 
14. Solicite ao paciente que faça movimento de deglutição para abrir a epiglote voltando a 
cabeça para a posição ereta/hiperextensão após a primeira marcação. 
15. Continue deslizando a sonda suavemente até que a marca com a fita adesiva chegue a 
narina. 
16. Posicione o estetoscópio sobre o QSE e injete 20 ml de ar pela sonda e ausculte o ruído 
produzido na região gástrica, para se certificar do posicionamento da sonda. 
17. Fie a sonda fazendo uma haste com fios de gaze e fita adesiva. 
18. Em caso de drenagem, adapte um coletor de sistema aberto à extremidade da sonda. 
19. Deixe o paciente confortável. 
20. Recolha o material 
 leve ao local adequado 
 retire as luvas de procedimento 
 higienize as mãos 
 Cheque e anote o procedimento realizado no prontuário do paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Administração da Dieta 
A dieta pode ser administrada de 3 formas: 
 Contínua: deve ser infundida num volume máximo de 100-150 ml/h continuamente 
até o térmico da dieta diária. 
 Intermitente: consiste na oferta de 200 a 400 ml de dieta 4 a 6 vezes ao dia, durante 
um período de aproximadamente 2h através da gravidade ou bombas de infusão. 
RECOMENDAÇÕES 
 Sinais de asfixia como cianose, acesso de tosse e dispneia são sinais de que a sonda está 
sendo direcionada para o trato respiratório, nesse caso, retire a sonda imediatamente. 
 Caso ocorra resistência ao introduzir a sonda, recomenda-se não forçar. Tente introduzir na 
outra narina. 
 A troca da fixação deve ser diária, alternando os locais. 
 A higiene oral e nasal deve ser rigorosa, para evitar complicações como parotidite(infecção 
viral contagiosa que provoca uma dilatação dolorosa das glândulas salivares, podendo afetar 
também os órgãos). 
 Em caso da perda ou deslocamento da sonda em pacientes de pós-operatórios de cirurgias de 
esôfago e estômago, a sonda não deve ser repassada sem avaliação médica. 
 
 
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 Em “Bolus”: é feita através de seringas ou frascos de dieta através da gravidade ou de 
infusão rápida durante 5 a 15 min. Não é recomendada para pacientes com o reflexo 
de tosse ausente, pois a sobrecarga rápida mesmo que de poucos ml no estômago 
pode resultar em refluxo e consequentemente aspiração. 
Para o uso de cada uma considera-se o estado do paciente, a localização da sonda, tipo de 
dieta, necessidades nutricionais e alimentação por via oral concomitante. A infusão da dieta no 
estômago ou intestino sempre deve ser feita com o paciente sentado ou com a cabeceira 
elevada a 45°. Essa posição também deve ser mantida durante 1h após a administração da 
dieta com o intuito de prevenir refluxo e oferecer conforto ao paciente. Para eliminar osresíduos de gordura e resto de dieta, que podem obstruir a sonda, deverá ser irrigada com 20 
ml de água, após cada administração de dietas ou medicamentos. Na ocorrência de obstrução 
ejetar água morna com leve pressão. O fio guia não deve ser reintroduzido na sonda com o 
intuito de desobstruí-la, pois pode perfurar a sonda e lesar a mucosa digestiva. 
 Os sistemas fechados de dieta são práticos e seguros, pois diminuem a necessidade de 
manipulação e o risco de contaminação. É indicado que o tempo de gotejamento seja de 24h, 
bem como a troca dos equipos de infusão. As bombas de infusão com alarme são muito eficaz 
pois permitem o controle do fluxo da dieta e também acusam problemas de obstrução, 
presença de ar no sistema, termino da dieta ou bateria descarregada. 
Problemas com a sonda para alimentação 
Complicações Intervenção 
 
 
 
 
Aspiração de secreções gástricas 
 suspenda imediatamente a administração 
de nutrientes 
 faça sucção traqueal do conteúdo 
aspirado, se possível 
 notifique o médico(que poderá receitar 
antibióticos profiláticos e fisioterapia 
torácica) 
 verifique o posicionamento do tubo antes 
da adm. dos nutrientes, para evitar 
complicação 
 
 
Hiperglicemia 
 monitore os níveis sanguíneos de glicose 
 notifique os médicos sobre os níveis 
elevados adm. insulina se houver 
solicitação médica 
 troque a fórmula nutritiva por outra, com 
teor açúcar mais baixo, conforme 
orientação médica. 
 
 
Obstrução da sonda 
 a sonda com água morna, se necessário 
troque a sonda 
 irrigue a sonda com 50ml de água depois 
de cada adm. para remover o excesso de 
uma fórmula nutritiva pegajosas que pode 
causar a obstrução da sonda 
 
 
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Vômito, tampanismos, diarreia ou cólicas 
 administre metociopramida para aumentar 
a motilidade gastrointestinal de acordo 
com a prescrição 
 aqueça a fórmula nutritiva para previnir 
diarreia 
 durante 30 min após a adm dos nutrientes, 
posicione o com a cabeceira elevada, para 
facilitar o esvaziamento gástrico. 
 
 
Classificação das complicações da NE 
 
 
 
Gastrintestinais 
 náuseas 
 vômitos 
 estase gástrica 
 refluxo GE 
 distensão abdominal, cólicas, 
flatulências 
 diarreia/obstipação 
 
Metabólicas 
 hiperidratação/desidratação 
 hiperglicemia/hipoglicemia 
 normalidades de eletrólitos 
 alterações das função hepática 
 
 
 
 
 
Mecânicas 
 erosão nasal e necrose 
 abscesso septonasal 
 sinusite aguda, rouquidão, otite 
 faringite 
 esofagite, ulceração esofágica, 
estenose 
 fístula traqueoesofagica 
 ruptura de varizes esofágicas 
 obstrução da sonda 
 saída ou migração acidental da 
sonda 
 
Terapia de Nutrição Parenteral 
É a administração de nutrientes como glicose e proteínas, além de água, eletrólitos, 
sais minerais e vitaminas através da via endovenosa em pacientes que possuem a via oral e/ou 
gastrointestinal impossibilitadas de serem usadas, permitindo assim a manutenção da 
homeostase. Uma vez que as calorias e os aminoácidos necessários conseguem ser supridos. 
Pode ser utilizada tanto como terapia exclusiva (uso da via enteral é proibido) como de apoio 
(complementando as necessidades nutricionais de pacientes em que a via enteral não 
consegue suprí-las),o que vai depender da capacidade fisiológica da digestão e/ou absorção do 
paciente. Pode ser feita por via periférica ou central. 
 
 
 
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VIAS 
 Periférica: é comumente utilizada como complemento de outras vias, só podem ser 
oferecidas soluções hipoosmolares, hipoconcentradas e as gorduras. 
 Central: é a via mais utilizada, a partir da canulação da veia subclávia que permite a 
infusão de soluções hipertônicas de glicose e proteínas, vitaminas, etc. 
Obs: também é confirmada a partir de rx, porem é um procedimento médico. 
Estipulada a via de administração, a solução de nutrição pode ser instalada, com atenção 
as colorias e volumes estabelecidos, o que é controlado no gotejamento. 
 
 
 
 
RISCO 
existem 3 indicadores para identificar pacientes que são fortes candidatos a NP. 
1. Perda de 10% ou mais do peso corpóreo; 
2. Albumina Sérica abaixo de 3g/dl. 
3. Transferina sérica com valores inferiores a 220 mg/dl. 
 
COMPLICAÇÕES: Infecção decorrente de contaminação, seja das soluções, cateter ou até na 
própria inserção. Problemas na hora da introdução do cateter podendo ocorrer pneumotórax, 
hemotórax, posicionamento incorreto, flebotrombose, hidrotorax, hidromedianismo, lesão 
nervosa, lesão arterial, etc. E os próprios nutrientes utilizadas nas soluções infundidas podem 
acarretar em alterações metabólicas. 
 A nutrição parenteral pode ser uma terapêutica bastante segura, porém, se não 
houver procedimentos técnicos e de higienização adequados seguidos rigorosamente pelos 
profissionais pode se tornar uma via direta à septicemia. 
ADMINISTRAÇÃO 
 Objetivo:Proporcionar suporte energético e nutricional para manter as funções 
orgânicas e preservar a estruturas corpórea em pacientes cuja a via digestória esteja 
comprometida ou não seja suficiente para suprir suas necessidades. 
 Aplicação:pacientes internados com prescrição médica de NP. 
 Material:Bandeja com bolsa de NP, saco protetor plástico opaco para equipo e bolsa, 
equipo, extensão, se necessário, para soluções fotossensíveis ou bureta, bomba de 
infusão, luvas de procedimento, gaze, máscara, fita adesiva, álcool a 70%. 
 
INDICAÇÃO 
Traumas, fístulas enterocutâneas, insuficiência hepática, insuficiência renal aguda, pancreatite 
aguda e enteropatias inflamatórias. 
 
 
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Sequência dos passos 
1. Receba a NP da farmácia, confira o rótulo, observe as condições de transporte, a 
integridade da embalagem e a homogeneidade da solução, dados do paciente e 
validade. 
2. Programe a instalação da NP no horário estabelecido pela instituição, conforme a 
rotina, para evitar armazenamento na geladeira da unidade. 
3. Limpe o balcão com agua e sabão, faca a desinfecção com álcool a 70%, e higienize as 
mãos. 
4. Coloque a mascara ( quando for preparar várias instalações) 
5. Retire da embalagem a bolsa de NP e confira os dados do rótulo com a prescrição 
médica. 
6. Inspecione a bolsa quanto a coloração, separação de fases, presença de corpo 
estranho ou quaisquer outras anormalidades. 
7. Retire da embalagem a bolsa de NP e o equipo colocando-as na bandeja. 
8. Retire o lacre da bolsa e conecte o equipo e a bureta na mesma. 
9. Preencha a câmera de gotejamento e passe a solução através do equipo retirando o ar 
da extensão e protegendo a extremidade do equipo. 
10. Coloque uma fita adesiva na bolsa ou bureta, ao lado da escala graduada, para marcar 
o nível da solução, cubra a bolsa de solução parenteral com o saco plástico opaco. 
11. Reúna a solução preparada para infusão, os outros matérias e leve para o quarto do 
paciente. 
12. Explique o procedimento ao paciente e acompanhante. 
13. Verifique a via de infusão recomendada pelo fabricante e as condições do cateter. 
14. Pince o equipo em uso e interrompa a infusão. Zere o volume e verifique o volume não 
infundido para posterior anotação no prontuário do paciente. 
15. Reprograme a bomba, coloque a bolsa nova no suporte e o equipo no circuito, 
mantendo-o pinçado. 
16. Calce as luvas de procedimento. 
17. Faça a desinfecção da conexão do equipo e do cateter com gaze e álcool a 70%. 
18. Desconecte o equipo anterior, retire a proteção da extremidadedo equipo atual e 
conecte-o ao cateter do acesso venoso. 
19. Verifique a programação da bomba, abra a pinça do cateter e inicie a infusão 
20. Deixe o paciente confortável. 
21. Recolha o material 
 leve ao local adequado 
 retire as luvas de procedimento 
 higienize as mãos 
 Cheque e anote o procedimento realizado no prontuário do paciente. 
 
 
 
 
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OSTOMIAS 
É a abertura de um órgão oco realizado através de um procedimento cirúrgico, que 
permite a comunicação com o meio externo, onde se torna possível conectar um tubo com 
finalidade de ingestão ou manutenção. 
GASTROSTOMIA 
As indicações de alimentação enteral incluem dificuldade de deglutição por condições 
neurológicas ou trauma facial, obstrução luminal causada por malignidades ou estenoses 
benignas, além de estados hipercatabólicos , como queimaduras extensas, fibrose cística e 
doença de Chohn. Em casos de limitaçãoda ingestão alimentar por curto período são indicadas 
SNE, porém, se usadas por muito tempo apresentam limitações como obstrução, 
deslocamento com facilidade, necessidade de troca, custo elevado, etc. Por outro lado as 
Gastrostomias vão ser utilizadas em pacientes com o TGI intacto, mas impossibilitado e 
receber o aporte calórico adequado por via oral a longo prazo (mais de 6 semanas). 
Atualmente existem duas formas comumente usual para realizar este tipo de ostomia; 
 Gastrostomia Endoscópica Percutânea (PEG): é um procedimento realizado de dentro 
do corpo do paciente para o exterior.Apesar da PEG já ser reconhecida como mais segura 
que a cirúrgica apresenta suas limitações: impossibilidade de acessar o estômago por 
endoscopia causada por tumores de cabeça e pescoço, estenoses do esôfago benignas ou 
malignas do esôfago; impossibilidade de levar o estômago à parede abdominal e realização 
de transiluminação, o que pode ser dificultado por ascite, obesidade, ressecção gástrica 
anterior, aderências abdominais secundárias e cirurgias prévias de hepatomegalia 
 
 Gastrostomia Cirúrgica: é realizada a partir de um procedimento cirúrgico, de fora 
para o interior da pessoa. Mesmo considerada menos segura se torna opção quando o 
paciente já vai ser submetido a uma laparotomia, impossibilitando a realização da 
RECOMENDAÇÕES 
 Caso detecte alguma alteração na bolsa de NP, devolva-a a farmácia com um rótulo 
explicativo. 
 Elas têm validade de 24h em temperatura ambiente preservadas nos plástico opaco 
juntamente com os equipos, este cuidado independe da incidência de luz direta natural 
ou artificial. Quando o armazenamento for imprescindível, devem ser refrigeradas em 
uma temperatura de 2 a 8oC, em geladeira exclusiva para medicamentos. 
 Cabe somente ao enfermeiro iniciar e encerrar a infusão de NP. 
 A NP deve ser infundida em via exclusiva. O uso de torneirinhas, a coleta de sangue para 
exames e a adm. De soluções e medicamentos por essa via devem ser evitados. 
 Quando houver cateter de dupla ou tripla via a NP deve ser na central. 
 Mantenha a velocidade da infusão constante, conforme a prescrição médica, qualquer 
infusão mais rápida que a estabelecida e volume não-infundido da bolsa anterior devem 
ser anotados e comunicados ao médico. 
 Medicamentos como anfotericina, ampicilina, carbenicilina, gentamicina e canamicina são 
incompatíveis com a solução de NP. 
 Deve-se monitorar PA, diurese, BH, peso, glicemia e balanço nitrogenado. 
 
 
 
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gastrostopia para realização da PEG ou qualquer fator que não possibilite sua realização. 
Dificuldade de introdução ou uso muito prolongado de SNE. Tem 2 formas: 
 Via laparotomia: forma mais frequente realizada na maioria dos hospitais 
brasileiros. 
 Via laparoscópica: auxilia na técnica de endoscopia, pois permite um acoplamento 
da parede gástrica contra a parede abdominal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIETA 
 Caseira: preparada em casa com alimentos em sua forma natural, que passa por uma 
trituração no liquidificador e posteriormente é coado. O local de preparo deve ser limpo e 
atentar para a validade dos produtos. Todos os utensílios utilizados devem ser lavados com 
água corrente e solução de hipoclorito 0,01%. 
 Industrializada: dieta pronta já balanceada. Pode ser em pó, que deverá ser passada no 
liquidificador com água. O médico junto com a nutricionista é que indicara a melhor dieta 
de acordo com a idade e estado do paciente. 
 
 
 
 
 
JEJUNOSTOMIA 
 É um procedimento cirúrgico que visa estabelecer um acesso a luz do jejuno através da 
parede abdominal (QSD). Que vai servir como uma via de alimentação, a dieta por sua vez vai 
ser prescrita de acordo com a parte do jejuno em que vai chegar.Esta ostomia cria uma espécie 
de “boca” (abertura artificial) no jejuno para alimentar o paciente com retração no estômago. 
INDICAÇÃO 
 Pode ser temporária onde é reversível, ou permanente. Além de dificuldade de deglutição 
prolongada, também é indicada para pacientes com descompressão gástrica, gastroparesia grave e 
obstruções intestinais inoperáveis. 
CUIDADOS 
Deve ser feita a limpeza com SF a 0,9%, evitar tracionar a sonda, o ostoma deve ser constantemente 
observado, para detectar alterações como vazamento, coloração e aspecto. Manter a cabeceira da 
cama elevada de 30 a 45° durante e após a admistração da dieta. Lavar a sonda após a adm. de 
medicamentos (de 10 a 20 ml de água filtrada). Atentar para anormalidades como extravasamento da 
dieta peri-sonda, o que pode acarretar em uma lesão da pele circundante, existem pomadas e sprays 
que criam uma camada protetora para essa pele, ex: Cavilon. Monitorar a tolerância do paciente a 
dieta que lhe esta sendo infundida. O paciente não deve ficar em posição ereta, ou seja, com a cama 
em 180°, pois pode causar refluxo e microaspirações. 
 
Para administração da Dieta, é necessário: 
Manter paciente sentado ou com a cabeceira elevada um tempo antes, durante 
e ainda um tempo depois a adm. da dieta, para evitar regurgitação, vômitos ou 
aspiração da dieta para o pulmão. Conectar a dieta ao equipo, permeabilizar e conectar 
a gastrostomia. Ajustar o gotejamento ao tempo de infusão da dieta. Ao termino 
desconectar o equipo e lavar a via com água (10 a 20 ml). 
 
 
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COMPLICAÇÕES GASTROSTOMIA E JEJUNOSTOMIA: 
A mortalidade após a realização desses procedimentos é rara se o paciente for 
adequado, a técnica bem executada e não houver contaminação. A Gastrostomia tem por 
características o refluxo gastroesofágico, a aspiração e a pneumonia. Assim é comum a 
indicação de Jejunostomia ou associação de valva anti-refluxo à gastrostomia em pacientes em 
coma. 
A morbidade está relacionada principalmente à incontinência devido ao refluxo da 
secreção gástrica ao redor da ostomia sendo um fator de contaminação e infecção peritoneal e 
parietal, além das lesões cutâneas e também a troca de sondas. Devido ao desconforto trazido 
por este tipo de procedimento, por mais que seja simples, os pacientes tomam como uma 
doença e um transtorno, de forma que qualquer alteração que haja é mal recebida. 
ILEOSTOMIA 
 É uma derivação intestinal realizada na porção do intestino delgado, no Íleo, fazendo a 
exteriorização de parte do mesmo pela parede abdominal, formando assim um novo trajeto e 
uma abertura (estoma) exteriorizada para a saída de fezes. Normalmente localiza-se no QID, 
aproximadamente 5 cm abaixo da cinturae afastada de cicatrizes prévias. Realizada para 
tratamento de doenças como colite ulcerosa e doença de Crohn. A Ileostomia drena 
constantemente o conteúdo líquido intestinal bastante agressivo para pele e mucosa peri-
estoma. Esta drenagem é caracterizada por ser mais fluída devido a não absorção de líquidos e 
enzimas já que é uma fase do intestino grosso que passa a não ser realizada com a presença da 
Ileostomia. Com isso absorção de gordura e vitamina B pode ser reduzida e haverá um 
aumento da perda de sódio e potássio. Porém, devido a porção que se encontra o odor e os 
gases são diminuídos, o que proporciona um maior conforto ao paciente. 
INDICAÇÃO 
Descompressão digestiva, fístulas digestivas, gastrostomia total, tumor de antro ou 
piloro irreversível. Para alimentação pode ser temporária ou definitiva: 
 Temporária: quando o acesso do trato digestivo está prejudicado, visando a 
manutenção e recuperação do estado nutricional. Ex: estenose caustica envolvendo esôfago 
e estômago e pacientes em coma prolongado. 
 Definitiva: como terapêutica paliativa em pacientes portadores de neoplasia maligna 
do estômago, também em caso de deglutição afetados como doenças neurológicas 
(demência, esclerose amiotrófica lateral, sequelas de AVE, onde o paciente não pode ser 
utilizado ou não está disponível). Controle 
CUIDADOS 
Os mesmos que na Gastrostomia. Quando necessário fazer um maior controle do volume 
usa-se uma bomba de infusão. 
 
 
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 Este procedimento e realizado na maioria dos pacientes que necessitam com o intuito 
de reduzir e controlar os sintomas das doenças, tratar e até mesmo evitar complicações. Neste 
caso deve se realizar reposição intensiva de líquidos, sangue e proteínas. Lembrando que é um 
tipo de ostomia excretório, tornando-se necessário a monitoração dos débitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMPLICAÇÕES 
As mais comuns são a irritação cutânea, diarreia, estenose do estômago, cálculos 
urinários e colelitíase. 
COLOSTOMIA 
 É um tipo de ostomia excretória caracterizada pela exteriorização do intestino grosso 
(cólon) na parede abdominal, para eliminação fecal. Abrindo assim uma nova comunicação 
(ostoma) para a passagem das fezes direto para um orifício externo ao corpo, excluindo assim 
a passagem de fezes pela porção doente ou lesada do intestino, por isso se torna necessária a 
utilização de uma bolsa coletora. Pode ser temporária ou definitiva, ou seja, tem a 
possibilidade de realizada e depois fechada, ou há casos em que se mantem para o resto da 
vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
INDICAÇÃO 
 Colite ulcerosa em casos de doença de Crhn, enterire regional e carcinoma de 
cólon. 
CUIDADOS 
 É de fundamental importância o cuidado da ferida da cirurgia abdominal. A equipe de 
enfermagem deve estar atenta ao estoma quanto a forma e coloração, ele deve ser róseo 
e vermelho vivo brilhoso. Para a ileostomiautiliza-se bolsas plásticas que atuam como 
contenção da drenagem. Estas são equipadas com fita adesiva para se aderir a pele 
circundante ao estoma, devem ser mantidas sempre limpas e periodicamente trocadas (o 
ideal seria a cada 24h no mínimo, mas vai depender das condições do paciente). 
 
 
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COMPLICAÇÕES 
 A mais comum é no estoma, que pode se exteriorizar mais que o adequado, por isso é 
necessário a avaliação diária. Relacionado a cirurgia podem haver complicações como; 
infecção na parede, deiscência de parede, fístula, deiscência, sepsis, hemorragia digestiva, 
pneumonia e peritonite. 
Cateterismo Vesical 
 Conceito: É a introdução de uma sonda até a bexiga a fim de retirar a urina 
 Indicações: 
- Quando o paciente está impossibilitado de urinar 
- Colher urina asséptica para exames 
- Preparo pré-parto, pré-operatório e exames pélvicos (quando indicado) 
- Incontinência urinária 
 
SONDA VESICAL DE ALÍVIO 
 Consiste na introdução de um cateter da uretra até á bexiga. É uma técnica asséptica e 
invasiva. Pode ser prescrito pelo enfermeiro e tem como principal objetivo, o esvaziamento 
vesical diante à situações agudas de retenção urinária (pós-operatório) ou coleta de exames 
em casos distintos. A sondagem vesical de alívio trata-se de uma sondagem de sistema aberta, 
portanto, corre o risco de infecção. 
 
 
 
 
 
 
 
INDICAÇÃO 
Desvio de trânsito (obstruções ou outras condições que remetem ao desvio). 
Amputação do reto, tratamento de perfurações e lesões, fístulas. Pode ser relacionado a 
patologias benignos ou malignas, sendo muito comum o uso em pacientes oncológicos, 
traumas e em cirurgia gastroenterológica. 
CUIDADOS 
 Os cuidados em pacientes que usam colostomia devem inicias desde o 
diagnóstico e da indicação do uso de ostomia, para reduzir ansiedade e evitar 
complicações no pós-operatório além de obter uma melhor reabilitação. Em relação ao 
ostoma deve-se avaliar diariamente a protrusão, retração e pele peri-estoma. Trocar a 
bolsa conforme a necessidade, monitorar os resíduos excretados, orientar o paciente em 
relação as gases, eliminações, vida sexual e cuidados com o estoma. Lembrando que estes 
pacientes perdem o controle do esfíncter, tirando assim o controle sobre suas excreções, 
dessa forma para o seu maior conforto pode-se oferecer bolsas de colostomias mais 
escuras. 
 
 
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Materiais ****** 
Pacote/Kit de cateterismo estéril Contendo: cuba rim, cúpula, pinça kocher, 
campo estéril 
 
 
 
 
*Seringa de 20cc 
A seringa no caso masculino serve para 
lubrificar a mucosa da uretra e também para 
aliviar a dor na sondagem vesical, estando 
essa seringa preenchida com xilocaína. Em 
casos de sondagem em que há presença de 
coágulos ,como por exemplo, em paciente 
com infecção do trato urinário, ou lesão de 
bexiga, a seringa pode ser utilizada para 
aspirar coágulos e permitir passagem da 
urina. 
Luva estéril ------------ 
Sonda vesical apropriada estéril Serve para drenagem aguda 
 
Lubrificante (xilocaína gel) 
Lubrifica a uretra 
 A dor 
 
 
 
Antisséptico 
O antisséptico de escolha é o PVPI ou 
clorexidina tópico/aquoso. Na ausência 
desses antissépticos, pode ser utilizado PVPI 
ou clorexidina degermante. NUNCA 
UTILIZAR SUBSTÂNCIAS ALCÓOLICAS. 
Saco coletor Para coletar a urina. 
Gases Para antissepsia local 
 
Materiais para lavagem externa 
Sempre que for fazer passagem de sonda, é 
necessário fazer a higiene local, com o 
intuito de reduzir a flora transitória. (Sabão, 
cumadre, água e uma toalha) 
 
EPI’S 
Máscara , luvas de procedimento (para 
expor o paciente e capote (a critério do 
profissional) 
*Obs: É necessário utilizar o Biombo , a fim de preservar a integridade do paciente. 
*Não esquecer de posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo feminino e 
decúbito dorsal com as pernas juntas, para o sexo masculino. 
Técnica (passo a passo) 
1. Explicar ao paciente o que será feito 
2. Preparar o material e o ambiente 
3. Cercar a cama com o Biombo 
4. Fazer a lavagem externa, conforme as condições e necessidades do paciente 
5. Lavar as mãos 
6. Abrir o pacote de cateterismo 
7. Abrir o pacote de sonda indicada e colocar junto a cuba rim (sem contaminar); Abrir 
a seringa (para passagem de sonda de alivío em homens); 
8. Organizar e trazer aos materiais que estão do lado de fora para dentro do campo 
(despejar o produto antisseptico na cúpula; colocar a xilocaína na cuba rim ou 
dentro da seringa), utilizando apenas uma luva estéril paramanipular a parte de 
dentro do campo. 
 
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9. Calçar o outro par de luvas e, logo em seguida, fazer as trouxinhas de gases para 
realizar a antissepsia local. 
PARA MULHERES 
 Após realizar a antissepsia local (GRANDES LÁBIOS, PEQUENOS LÁBIOS E MEATO 
URINÁRIO), separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador de uma mão 
(utilizando uma gaze) e NÃO RETIRAR A MÃO ATÉ INTRODUZIR A SONDA 
 Passar uma gaze molhada no antisséptico entre os grandes lábios do lado distal de 
cima para baixo em um único movimento (clitóris, uretra e vagina) 
 Pegar outra gaze e fazer o mesmo do lado proximal 
 Umedecer a última gaze e passar sobre o meato urinário 
 Abrir o campo fenestrado 
 Pegar a cuba rim e por em baixo da genital da paciente e com a mão dominante, 
introduzir a sonda de alívio com a ponta da mesma lubrificada com xilocaína. 
 Amarrar o saco coletor na porção final da sonda 
 Remover a sonda suavemente, quando a urina parar de fluir. 
 Secar a área, tornar o paciente confortável. 
 Lavar as mãos. 
 Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do 
COREN-SP-DIR/001/2000). 
PARA HOMENS 
 A realização da antissepsia local é iniciada no meato urinário. Do meato para a glande, 
da glande para toda extensão do pênis. Após realizar a antissepsia local, abrir o campo 
fenestrado estéril. 
 Introduzir a seringa com xilocaína na uretra do paciente, a fim de lubrificar bem toda a 
região 
 Pegar a cuba rim e por em baixo da genital do paciente e, com a mão dominante, 
introduzir a sonda de alívio na uretra 
 Amarrar o saco coletor na porção final da sonda 
 Remover a sonda suavemente, quando a urina parar de fluir. 
 Secar a área, tornar o paciente confortável. 
 Lavar as mãos. 
 Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do 
COREN-SP-DIR/001/2000). 
 
 
 
 
 
 
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SONDA VESICAL DE DEMORA 
 Sonda vesical de demora é usado quando é necessário que o paciente permaneça com 
ela longos períodos na bexiga, para controlar o volume urinário, possibilitar a eliminação da 
urina em pacientes imobilizados, inconscientes ou com obstrução, em pós-operatório de 
cirurgias urológicas. 
*SISTEMA FECHADO 
Materiais ---------- 
Material para cateterismo Deve conter: Cuba rim, campo fenestrado, 
pinça pean, cúpula 
Bolsa coletora ---------- 
 
 
 
2 Seringas* 10 ou 20ml 
Uma das seringas é utilizada para insuflar o 
balonete com água destilada conforme a 
quantidade referida na própria sonda, a fim 
de promover a fixação interna da sonda. E a 
outra seringa é utilizada somente na 
passagem de sonda em pacientes do sexo 
masculino, para introduzir xilocaína no canal 
uretral. 
Agulha (40mm X 12mm) Utilizada para aspirar a água destilada 
Ampola de água destilada Usada para “encher” o Cuff (balonete) 
Xilocaína Lubrificar o canal uretral 
Sonda Folley Deve ser escolhida considerando o calibre 
uretral do paciente 
Algodão embebido no álcool Para antissepsia do frasco de água destilada 
 
Antisséptico 
Antissepsia do local. E os antissépticos de 
escolha: PVPI ou clorexidina tópico e, caso 
não tiver, utilizar PVPI ou clorexidina 
degermante. NUNCA ALCÓOLICA 
Material para limpeza externa Sabão, cumadre, água, toalha. 
Gaze ---------- 
Esparadrapo Utilizado para fixar a sonda 
Luvas estéril ---------- 
EPI’S Máscara, luvas de procedimento. 
*Obs: É necessário utilizar o Biombo , a fim de preservar a integridade do paciente. 
*Não esquecer de posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo feminino e 
decúbito dorsal com as pernas juntas, para o sexo masculino. 
*Certificar se o Cuff (Balonete) não está furado 
*Lembrar de posicionar a bolsa coletora sempre abaixo do nível da bexiga 
Técnica (passo a passo) 
1. Explicar ao paciente o que será feito 
2. Preparar o material e o ambiente 
3. Cercar a cama com o Biombo 
4. Fazer a lavagem externa, conforme as condições e necessidades do paciente 
5. Lavar as mãos 
 
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6. Abrir o pacote de cateterismo 
7. Abrir o pacote de sonda folley e colocar junto a cuba rim (sem contaminar); Abrir o 
pacote de seringas e agulha 
8. Fazer a antissepsia da ampola de água destilada com o algoodão embebido no álcool; 
9. Organizar e trazer aos materiais que estão do lado de fora para dentro do campo 
(despejar o produto antisseptico na cúpula; colocar a xilocaína na cuba rim ou dentro 
da seringa; aspirar a medida referida de água destilada), utilizando apenas uma luva 
estéril para manipular a parte de dentro do campo. 
10. Calçar o outro par de luvas e, logo em seguida, montar o sistema (Sonda+Bolsa 
coletora). 
11. Fazer as trouxinhas de gazes para realizar a antissepsia local 
PARA MULHERES 
 Após realizar a antissepsia local, separar os pequenos lábios com o polegar e o 
indicador de uma mão (utilizando uma gaze) e NÃO RETIRAR A MÃO ATÉ INTRODUZIR 
A SONDA 
 Passar uma gaze molhada no antisséptico entre os grandes lábios do lado distal de 
cima para baixo em um único movimento (clitóris, uretra e vagina) 
 Pegar outra gaze e fazer o mesmo do lado proximal 
 Umedecer a última gaze e passar sobre o meato urinário 
 Abrir o campo fenestrado sobre a paciente 
 Pegar a cuba rim e por em baixo da genital da paciente e com a mão dominante, 
introduzir a sonda de alívio com a ponta da mesma lubrificada com xilocaína 
 Após introduzir, insuflar com a seringa a água destilada para fixar a sonda 
 Depois de ter o Cuff insuflado, tracionar a sonda até sentir resistência 
 Recolher todo o material; secar a paciente; retomar a posição confortável 
 Lavar as mãos 
PARA HOMENS 
 A realização da antissepsia local é iniciada no meato urinário. Do meato para a glande, 
da glande para toda extensão do pênis. Após realizar a antissepsia local, abrir o campo 
fenestrado estéril sobre o paciente. 
 Introduzir a seringa com xilocaína na uretra do paciente, a fim de lubrificar bem toda a 
região 
 Pegar a cuba rim e por em baio da genital do paciente e, com a mão dominantes, 
introduzir a sonda 
 Após introduzir a sonda, insuflar o Cuff com a água destilada 
 Tracionar a sonda até sentir resistência 
 Recolher o material; Secar a região ; retomar a posição confortável ao paciente 
 Lavar as mãos 
 
 
 
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Drenagem vesical supra-púbica 
 Nome: Cistostomia 
 Consiste na introdução cirúrgica de um catéter após uma incisão ou punção na região 
supra-púbica 
 
 
 
 
 
 
 Sedimentos: Areinha (descamação da bexiga) 
 Grumos: Farinha de biju (processo infeccioso) 
*Vantagens: 
1. Os pacientes serão capazes de urinar mais precocemente 
2. É mais confortável do que uma sonda de demora transuretral 
3. Possibilita maior mobilidade do paciente 
4. Maior facilidade de troca da sonda e, principalmente, apresenta um menor risco de 
infecção urinária 
*Desvantagens 
1. Procedimento cirúrgico 
 
Além da drenagem urinária a sonda vesical 
Serve para: 
 Irrigação ou lavagem vesical “RTU” 
 Material: 
 Catéter urinário (3 vias) + Bolsa coletora 
 Solução de irrigação SF SEMPRE ISOTÔNICA 
 Suporte de soro 
 EPI’s 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Indicação 
 Obstrução uretral sem possibilidade de 
cateterismo/cateterização 
 Neoplasia da prostata 
 Plegias 
 
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BALANÇO HÍDRICO 
 
O equilíbrio hídrico é um processo dinâmico indispensável para a vida.Há mecanismos 
de adaptação que regulam esse processo, o qual depende da ingestão e eliminação de água, 
de sua distribuição no organismo e da regulação das funções renais e pulmonares. Em 
condições homeostáticas, a totalidade de líquidos corporais e a concentração dos eletrólitos e 
minerais permanecem relativamente constantes. Contudo, continuamente, há uma troca de 
líquidos e solutos com o ambiente externo e entre os diferentes compartimentos do corpo. 
Assim, a ingestão de líquidos é equilibrada pela eliminação dos mesmos, evitando o aumento 
ou diminuição da quantidade de líquido no organismo. Desse modo, o registro adequado dessa 
equação é importante para a tomada de decisões terapêuticas e assistenciais. 
O enfermeiro precisa estar atento aos resultados do balanço hídrico e saber interferir, 
quando necessário, e também comunicar ao médico responsável pelo paciente sobre sinais de 
retenção hídrica ou de desidratação. É importante que seja medida e não apenas estimada a 
quantidade de líquidos administrados e eliminados pelo organismo. 
Ao avaliar o paciente e observar os sinais sugestivos de distúrbios hídricos, o 
enfermeiro deve conhecer as condições clínicas do paciente, os fatores de regulação dos 
líquidos, os desequilíbrios eletrolíticos, os distúrbios de volume e as possíveis complicações, 
visando a realizar a assistência de enfermagem conforme as reais necessidades do paciente. 
É bem conhecida a importância de registros completos do balanço hídrico dos 
pacientes internados em unidade de terapia intensiva, a fim de ajustar os volumes de 
fluidoterapia e nutrição, permitindo o equilíbrio homeostático. É também um bom indicador 
precoce da ocorrência de complicações cardiovasculares e renais em pacientes críticos. 
No contexto da unidade de tratamento intensivo, as mudanças do peso, a curto prazo, 
devem-se, em grande parte, mais às alterações na água total do organismo que à incerteza 
quanto ao valor absoluto da água total. O conhecimento da direção e da intensidade da 
alteração desse parâmetro pode revestir-se de grande importância no diagnóstico e no 
tratamento de distúrbios complexos do equilíbrio hidroeletrolítico, especialmente porque 
variações, por mais tênues que sejam, podem causar enormes descompensações em vários 
órgãos. 
 Conceito de Balanço Hídrico 
Balanço hídrico é definido pela mensuração e registro do total de líquidos ingeridos e 
eliminados pelo paciente durante um período de 24 horas. É importante que a administração 
e a eliminação de líquidos sejam efetivamente medidas e não apenas estimadas. Devem ser 
indicados o tipo e a quantidade de todos os líquidos administrados por via oral, enteral ou 
parenteral e os eliminados por via vesical, gástrica (vômitos ou aspiração gástrica), intestinal, 
brônquica ou drenagem pós-cirúrgica. 
O balanço hídrico diário representa o resultado dos líquidos infundidos e eliminados por 
todas as vias e a inclusão de uma estimativa das perdas por evaporação, ou seja, o balanço 
hídrico cumulativo resultante reflete as alterações da água total do organismo. O balanço 
hídrico do paciente deve ser equilibrado de forma que o volume de líquidos administrados seja 
igual ou muito próximo do volume de líquidos eliminados. Quando as perdas são superiores 
às quantidades administradas, diz-se que o balanço hídrico é negativo, caso contrário diz-se 
que é positivo. Os distúrbios hídricos acompanhados por alterações eletrolíticas deverão ser 
 
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tratados conforme protocolos pré-estabelecidos, considerando-se a velocidade de infusão e a 
tonicidade das soluções formuladas. 
A principal importância relatada pelas enfermeiras diz respeito à avaliação do equilíbrio 
hídrico do paciente, proporcionada pelos resultados do balanço hídrico, podendo apreciar os 
eletrólitos, função renal e cardíaca, bem como ocorrência de complicações, como hipovolemia 
e hipervolemia. 
As informações obtidas a partir do balanço hídrico servem como avaliação contínua do 
paciente cujos líquidos ingeridos e eliminados necessitam ser controlados rigorosamente, a fim 
de se conseguir êxito no tratamento. São fornecidos dados comparativos para 
acompanhamento do estado hídrico do doente, minimizando danos e/ou evitando 
desequilíbrios maiores que o comprometam ainda mais. 
Assim como qualquer função vital, os mecanismos que regulam o equilíbrio 
hidroeletrolítico são imperceptíveis e transcorrem sem que haja a necessidade da intervenção 
direta do indivíduo. No paciente em estado crítico, no qual pequenas variações podem causar 
grave desequilíbrio homeostático, o rígido controle do balanço hídrico é crucial. 
 O enfermeiro precisa estar atento aos resultados do balanço hídrico, a fim de descobrir 
possíveis alterações, facilitando a antecipação dos cuidados de enfermagem que possam ser 
necessários. A identificação precoce de estressores permanece como função importante do 
enfermeiro. O manejo adequado dos dados avaliativos do balanço hídrico é importante, vistos 
os desafios relacionados ao diagnóstico adequado do estado de hidratação no ambiente 
hospitalar. Integrar aspectos fisiológicos específicos do paciente, bem como as mudanças de 
sua composição corporal são tarefas primordiais para elaborar uma adequada prescrição de 
enfermagem. Nesse sentido, cumpre alertar para a avaliação e a comparação diária dessas 
informações. 
 Realização do balanço hídrico 
O registro exato do balanço, por vezes, não é fácil de obter por diversos fatores, dentre os 
quais: dificuldade em contabilizar as perdas insensíveis, envolvimento de muitas pessoas 
(enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, pacientes e familiares) e falta de 
uniformidade na medição e caracterização de alguns conteúdos drenados. 
Os profissionais precisam usar recipientes com as medidas indicadas para mensurar 
quantidades específicas, uma vez que, mais frequentemente do que se pensa, os volumes 
estimados mostram-se imprecisos. 
As fraldas, roupas de cama molhadas e curativos devem ser cuidadosamente pesados para 
verificar a quantidade de líquido perdido. Incluem-se também fezes líquidas, vômitos e outras 
perdas. O volume de líquido em mililitros equivale ao peso do líquido medido em gramas. 
Devem ser descritas as características e o número de micções e dejeções para uma estimativa 
mais fidedigna. 
A enfermagem também dispõe de aparelhos eletrônicos, chamados bombas de infusão 
contínua (BIC), que são utilizados para infundir volume de soluções a uma taxa precisa e pré-
estabelecida. Podem produzir alarmes sonoros e visuais, caso a infusão não esteja ocorrendo 
na vazão programada, exista ar no equipo, esteja vazio o recipiente da infusão ou houver uma 
obstrução ou resistência à passagem do líquido. 
As bombas de infusão contínua constituem um instrumento que auxilia na 
administração de soluções em volume desejado e adequado para o paciente, além de 
armazenar dados relativos a essas infusões, como volume de líquido infundido no paciente e 
vazão e volume total programados. As bombas de infusão, os copos e sacos graduados e a 
 
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pesagem do material absorvente são grandes sistemas de medição. Podem ser feitas, também, 
aproximações razoáveis da perda evaporativa de água que, por sua vez, possibilita o cálculo do 
BH diário e cumulativo, a partir do registro de ingesta e de débito de líquidos. 
Os profissionais precisam da colaboração dos pacientes para garantir valores reais. 
Assim, a enfermeira deve explicar o propósito e os procedimentos que serão seguidos para 
medir corretamente a ingestão e a eliminação de líquidos. 
O BH diário, incluindo uma estimativa das perdas por evaporação, pode ser acrescentado 
ou subtraído, sendo que o BH cumulativo resultante reflete as alterações da água total do 
organismo. 
 
 Utilizaçãodos resultados do balanço hídrico na prática clínica de enfermagem 
 
Sabe-se que há, a serem realizados pela enfermagem, inúmeros cuidados que 
contribuem para regular e/ou evitar complicações do equilíbrio hidroeletrolítico, resultando na 
manutenção de bons valores de balanço hídrico, e os enfermeiros não podem deixar de 
realizá-los, contribuindo para a recuperação do paciente. 
As intervenções de enfermagem relacionadas à manutenção do equilíbrio 
hidroeletrolítico incluem, além de mensuração e registro corretos dos valores, pesagem diária 
do paciente; reposição hídrica por via oral, oferecendo líquidos ou restringindo-os, conforme 
necessário; realização de exame físico, buscando sinais de edema ou de desidratação; 
avaliação do aspecto da urina; reposição parenteral de líquidos; estimativa de perdas 
insensíveis e a influência da temperatura corporal. 
A realização do exame físico também se faz imprescindível, porque o distúrbio 
hidroeletrolítico pode afetar diversos órgãos e sistemas do organismo. Desse modo, é possível 
identificar sinais de desequilíbrios e anormalidades. Igualmente importante é a checagem de 
exames laboratoriais que podem confirmar a condição clínica do paciente. 
O registro do balanço hídrico constitui rotina no pós-operatório, assim como nos 
pacientes cujo estado é considerado instável, que apresentam febre, que são submetidos à 
restrição líquida ou estão recebendo tratamento com diurético ou hidratação intravenosa. O 
profissional de enfermagem não precisa nem deve esperar pela prescrição médica para dar 
início ao registro da ingesta e da eliminação de líquidos. Essas medidas são indicadas também 
para os portadores de doenças cardiopulmonares crônicas e renais, bem como pacientes com 
agravamento do estado de saúde. Esse tipo de análise permite uma abordagem quantitativa 
da correção das anormalidades observadas no volume de líquidos do paciente, possibilitando 
uma intervenção mais segura e imediata. 
Deve ser enfatizado, para a equipe de enfermagem, que todas as medidas destinadas a 
manter e/ ou restaurar o equilíbrio hídrico merecem atenção e habilidade, devendo ser 
consideradas. É fundamental que todos percebam a importância dessas medidas, por vezes 
simples, mas que podem (re)estabelecer o equilíbrio hidroeletrolítico. É essencial também 
registrar informações corretas para a devida avaliação e para cuidados imprescindíveis ao 
paciente. Vale ressaltar a importância do processo de enfermagem como foco do trabalho do 
enfermeiro na clínica, a fim de favorecer o retorno dos pacientes — o mais breve possível — 
aos contextos familiar e profissional deles, bem como permitir a credibilidade no trabalho de 
enfermagem. 
A aplicação dos resultados do balanço hídrico para a produção do processo assistencial 
do enfermeiro é imprescindível, visto que esses dados servem de base de comparação, 
configurando informações importantes para o acompanhamento e a avaliação contínua do 
equilíbrio hidroeletrolitico, de modo a favorecer a manutenção da homeostasia do paciente. 
Assim, o enfermeiro pode oferecer uma assistência de forma integral e individualizada, 
atendendo as prioridades dos pacientes com vista a melhorias e saltos na qualidade do 
cuidado prestado. 
 
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ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA – ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PACIENTE COM 
DEFICIÊNCIA VENTILATÓRIA 
OXIGENOTERAPIA 
 Trata-se de um procedimento terapêutico destinado a previnir e tratar a 
hipoxemia, aumentando o conteúdo de O2 no sangue arterial. 
 Fatores que influenciam a oxigenação tissular: 
 Transferência de O2 pela membrana alveolo-capilar 
 Oxigenação: oxigenação dos tecidos através da captação de gás oxigênio 
 Ventilação: Entrada de O2 e saída do CO2 
 A oferta de gás oxigênio visa garantir o fornecimento adequado de O2 tecidual, como 
também adequar de CO2. 
O funcionamento normal, depende, essencialmente, de 3 fatores: 
 A integridade doo sistema de vias aéreas para transportar ar até os pulmões e a partir 
deles 
 Um sistema alveolar funcionando de maneira apropriada nos pulmões . As células 
vivas requerem oxigênio. As vias por onde o ar passa devem permanecer 
desobstruídas para que o oxigênio possa entrar no sistema. O funcionamento normal 
depende, essencialmente, de três fatores: 
 A integridade do sistema de vias aéreas para transportar ar até os pulmões e dos 
pulmões para as demais estruturas 
 Um sistema alveolar funcionante de maneira apropriada nos pulmões, para oxigenar o 
sangue venoso e remover o dióxido de carbono do sangue 
 Um sistema cardiovascular e hematológo funcionando corretamente, para transportar 
nutrientes e resíduos para dentro e para fora das células corporais 
Anatomia e fisiologia 
Estruturas do Sistema Respiratório 
 A via aérea, que começa no nariz e termina nos bronquíolos terminais, é um trajeto 
para o transporte e a troca de oxigênio e dióxido de carbono. As vias aéreas dividem-se em 
superiores e inferiores. 
A via aérea superior é composta por: 
1. Nariz 
2. Faringe 
3. Laringe 
Função: Sua principal função é aquecer, filtrar e umidificar o ar inspirado 
 
 
 
 
 
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A via aérea inferior (conhecida como árvore traqueobrônquica) é composta por: 
1. Traquéia 
2. Brônquios 
3. Bronquíolos terminais 
Função: Sua principal função é condução do ar, a depuração mucociliar e a produção de 
surfactantes pulmonal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As vias aéreas são revestidas de muco, que aprisiona células, partículas e resíduos 
infecciosos. Essa cobertura de muco também ajuda a proteger os tecidos subjacentes 
contra irritação e infecção. 
 Pulmão: 
 Alvéolos: 
 Pleuras: 
Controle respiratório 
 A medula no tronco cerebral, logo acima de medula espinal, é o centro respiratório. É 
estimulada por uma concentração aumentada de dióxido de carbono e de íons de 
hidrogênio e, em menor quantidade, pela quantidade reduzida de oxigênio no sangue 
arterial. Além disso, quiomiorreceptres no arco aórtico e nos corpos carotídeos são 
sensíveias aos mesmo níveis de gases no sangue arterial, podendo ativar a medula. 
 A estimulação da medula aumentada aumenta a fequência e a pronfudidade 
ventilatórias (inspiração e expiração) para suprimir o dióxido de carbono e o hidrogênio e 
aumentar os níveis de oxigênio (o paciente respira mais depressa e com maior 
profundidade). A medula envia impulso através da medula espinal até os músculos 
respiratórios, para estimular uma contração que leva à inalação. 
 A taxa do fluxo de oxigênio, medida em litros por minuto, determina a quantidade de 
oxigênio oferecida ao paciente. A taxa varia conforme a condição do paciente e a via de 
administração; ela não reflete, necessariamente, a concentração de oxigênio inspirada 
pelo paciente. 
 
 
 
SURFACTANTES 
O surfactante pulmonar é uma mistura lipoproteica com propriedades tensoativas produzido 
pelos pneumócitos tipo II. As proteínas e lipídios desta mistura reduzem a tensão superficial na 
interface entre o líquido presente na cavidade alveolar e o ar. 
Função 
 Aumentar a complacência pulmonar e consequentemente diminuir o esforço respiratório. 
 Evitar atelectasia (colapso do parênquima pulmonar) no fim da expiração. 
 Facilitar o recrutamento do parênquima colapsado. 
 
 
 
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 Quem precisa de oxigênio 
1. Condição clínica: Melhor parâmetro indicativo 
 Dispneia, Ortopnéia 
 Respiração ruidoso 
 Dessaturação de O2 <90% 
 Cianose 
 Taquipnéia ou taquicardia 
 Batimento da asado nariz; uso da musculatura acessória; tiragem 
subclavicular e intercostagem 
 Sinais de desorientação 
Sistema de oxigenoterapia 
 Alto e Baixo Fluxo 
 Baixo Fluxo: Fornecem O2 em concentrações de 24% a 50% (catéter nasal,faríngea, 
máscara). 
 Ritmo respiratório regular 
 Volume corrente > 5ml/Kg 
 Fr < 25 rpm 
 
 
 
1. O2 preenche o espaço morto anatômico, elevando a concetração de O2 nas VAS 
2. ***Lavar o pulmão: Infundir O2 e expelir CO2 
Porque devemos ter cuidado com o uso de alto fluxo de oxigênio em pacientes com DPOC ? 
É importante monitorar com atenção a taxa de fluxo de O2 para pacientes com condições 
pulmonares crônicas, como enfisema. Em geral, níveis excessivos de dióxido de carbono no sangue 
estimulam o paciente a respirar. Contudo, os quimiorreceptores de pacientes com DPOC tornam-se 
insensíveis ao dióxido de carbono e reagem a hipóxia para estimular a respiração. Se for dado 
oxigênio em excesso , o estímulo para respirar desaparece, e o paciente pode parar de respirar 
completamente. 
PERIGOS DA OXIGENOTERAPIA 
 O2 – Potente droga com efeitos deletérios 
neurológicos quando usado em alta pressão 
 Quando usado em 100% pode provocar: 
 Dor retroesternal 
 Tosse seca 
 Diminuição da expansão pulmonar 
 Atelectasia 
 SARA 
É NECESSÁRIO 
 
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3. Via cateter nasal ou máscara de VENTURI: Tem como objetivo preencher o espaço 
anatômico morto. (Cateter tipo óculos causa desconforto) 
 
 Alto fluxo: Via de ventialção mecânica ( [ ] > 50%) 
 Cateter supra-glóteo: Mede da ponta do nariz até a sobrancelha 
 Cateter profundo: Mede da ponta do nariz até o lobo da orelha 
Como o O2 deve ser administrado? 
 Nunca administrá-lo seco 
 Umidificá-lo sempre com H2O destilada estéril 
 Observar fluxo de ar (se >6l/min – usar máscara) 
 Cateter nasal x máscara 
Cateter Concentração de O2 Fluxo de O2 
Azul 24% 4 L/min 
Amerelo 28% 4 L/min 
Branco 31% 6 L/min 
Verde 35% 8 L/min 
 
Material 
 Cateter nasal ou máscara (calibre vai depender das condições do paciente – Nº 8 a 10) 
 Luvas 
 Gazes 
 Lubrificante hidrossolúvel 
 Água destilada estéril ou, na ausência de água destilada, utilizar água corrente 
Resultados esperados pós instalção de O2 
 Avaliação da resposta 20 a 30 minutos 
 Melhora clínica: Angústia respiratória e uso cada vez menor da musculatura 
acessória 
 Avaliar FR e FC, comparar com parâmetros iniciais 
 Avaliar melhora do nível de consciência (agitação e desorientação). 
Métodos de Monitoramento 
Oxigemetria não-invasiva (oximetro de pulso) 
 Como funciona? 
 O feixe de luz emitido pelo oximetro, quando colocado na estrutura a medir a SatO2, 
capta a ligação de oxigênio à hemoglobina (oxiemoglobina), bem como a ligação entre o 
dióxido de carbono à hemoglobina (carboemoglobina). 
 Pode sofrer alterações devido: 
 A diminuição da perfusão periférica (hipotenso, diabéticos, choque-circulatório, frio) 
 Esmaltes impedem a captação da ligação entre os gases e a hemoglobina 
 Vantagens 
 
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 Não-invasiva 
 Fácil manuseio 
 Curto período de resposta 
 Diminui o número de coletas gasosas arterial 
Gasometria Arterial 
 Consiste na leitura do pH e das pressões parciais de O2 e CO2 em uma amostra de sangue, 
proporcionando um meio de avaliar a eficiência ventilatória, a oxigenação e o equilíbrio 
ácido-básico. 
 Permite observar: A Captação do O2 pelo pulmão e O2 livre e captado pela 
hemoglobina. 
 A leitura é obtida pela comparação desses parâmetros na amostra com os padrões 
internos da gasometria. 
 
Valores normais do sangue arterial, são os seguintes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
pH: 7,35 a 7,45 
PaCO2: 35 a 45 mmHg 
PaO2: 80 a 100 mmHg 
SaO2: maior que 95% 
IMPORTANTE ! 
 
 
pH H+ 7,35 – 7,45 H+ básico (Compensado/Descompensado) 
PaCO2 Co2 35 – 45 CO2 básico (Respiratória) 
HCO3 HCO3 22 – 26 HCO3 básico (Metabólica) 
Portanto, pode ser: 
Alcalose metabólica compensado ou descompesada 
Acidose metabólica compensado ou descompesada 
Alcalose respitarória compensado ou descompesado 
Acidose respitarória compensado ou descompesado 
ÁCIDO BÁSICO 
 
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Existem casos onde: 
 O paciente não apresenta drive respiratório (neurológico/muscular). **drive 
respitatório: força respiratória tanto muscular como neurológica 
 Condições clínicas que exigem sedação. 
Portanto, para esses casos é necessário a ventilação mecânica, que consiste em vias 
aéreas artificial. 
 Tubo orotraqueal 
 Traqueostomia 
Tubo 
1. Cuff: Serve para evitar que as microsecreções entrem no pulmão causando pneumonia 
aspirativa 
2. Exige sedação do paciente (coma induzido) 
3. Usado em situações aguda (até 14 dias consecutivas) 
Traqueostomia 
 É um procedimento no qual é feito uma abertura dentro da traqueia 
 Ela pode ser temporária ou permanente 
 É realizada para desviar uma obstrução aérea superior 
 Ajudar na remoção das secreções traqueobrônquicas 
 Permitir o uso por longo prazo da ventilação mecânica 
 As cânulas de traqueostomia são curvadas 
Complicações 
Agudas Tardias 
Sangramento Fístula traqueo-esofágica 
Pneumotórax Obstrução da via aérea devido ao acúmulo 
de secreção 
Embolia aérea Infecção 
Aspiração Ruptura dos vasos 
Enfisema subcutâneo (acúmulo de ar no 
tecido adiposo) 
Dilatação da traqueia 
Lesão do nervo laríngeo Isquemia 
Pentração de parede posterior da traqueia Necrose da traqueia 
Cuidados de Enfermagem 
 Lavar as mãos 
 Manter a cabeceira do leito elevada >30° e umificar o sistema 
 Trocar fixação da cânula todos os dias ou se necessário 
 Realizar curativo diário* + limpeza da cânula 
 Aspiração endotraqueal 
 Maneter o balonete/cuff insuflado 
 
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OXIGENOTERAPIA 
Oxigenoterapia é a administração de oxigênio medicinal em concentrações maiores 
que aquelas do ar ambiente, visando tratar ou prevenir os sintomas ou manifestações de 
hipoxia. O oxigênio está disponível em toda parte e é prescrito normalmente por equipes 
médicas e paramédicas. Como para qualquer tipo de droga, existem especificações para 
tratamento, níveis da dosagem, e métodos adequados de fornecimento. 
VENTILAÇÃO MECÂNICA 
Ventilação mecânica é o suporte oferecido ao paciente por meio de um aparelho, o 
ventilador, auxiliando-o em sua ventilação e em suas trocas gasosas. Este suporte pode ser 
oferecido em diferentes níveis, com nenhuma ou com grande participação do paciente, 
conforme sua condição clínica. 
A ventilação mecânica pode ser classificada em invasiva ou não-invasiva, conforme a 
interface entre o aparelho e o paciente seja por meio de canulação da traquéia (por intubação 
oro ou nasotraqueal ou traqueostomia) ou por máscara, respectivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ASPIRAÇÃO 
 É uma técnica asséptica, que tem como finalidade a remoção de secreções 
contidas nas vias aéreas. Realizada em pacientes com ou sem próteses ventilatória com 
incapacidade de tossir ou expelir naturalmenteo acúmulo de secreção. 
Objetivo: 
 Remover secreções nasofaríngeas, orofaríngeas 
 Favorecer o melhoramento da sua respiração 
 Retirar fluídos das vias aéreas superiores do cliente, evitando a broncoaspiração. 
Indicações 
Pacientes que não conseguem tossir ou expelir naturalmente o acúmulo de secreções 
Alterações neurológicas 
Alterações musculares 
Traqueostomia ou orotraqueal 
 
 
Contra-indicações 
Epistaxe (nasotraqueal): Devido o risco de aumentar o sangramento 
Estridor faringe – risco de fechamento da glote 
Broncoespasmo severo: Risco de aumentar o broncoespasmo, aumento a insuficiência 
respiratória 
Plaquetopenia <50 mil – risco de sangramento 
Instabilidade hemodinâmica (ATENÇÃO!): Hiper/hipotensão , taquicardia/bradicardia, 
arritmias, dessaturação grave. A aspiração causa estimulação vagal que tem ação 
parassimpática. A ação parassimpática no coração gera diminuição da frequência cardíaca 
pela ativação de receptores M2 e, também, diminuição da pressão sanguínea. 
Pacientes dependentes de VNI (cuidado com os períodos fora do suporte e aumento do 
trabalho respiratório) 
Após refeições: devido o risco de vômito e broncoaspiração 
 
Tipos de aspirações 
 Nasofaríngea* 
 Orofaríngea* 
 Traqueobrônquica** (Procedimento estéril) 
o Orotraqueal (3) 
o Nasotraqueal (2) 
 
 
 
 
 
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Sistemas de aspiração 
 A aspiração endotraqueal é um recurso mecânico simples e importante na rotina 
hospitalar, amplamente utilizado principalmente em pacientes em Unidade de Terapia 
Intensiva, sob ventilação mecânica ou não, com a finalidade de manter vias aéreas 
permeáveis, prevenir infecção, promover trocas gasosas, incrementar a oxigenação arterial e 
melhorar a função pulmonar. (COSTA, 199, apud FARIAS; FREIRE; RAMOS, 2006) 
 
Os sistemas de aspiração aberto e fechado são igualmente eficazes na remoção de secreções. 
No entanto, o sistema fechado determina menor risco de hipoxemia, arritmias e de 
contaminação e deve ser preferido, principalmente em situações nas quais são usados valores 
de PEEP elevados, como na lesão pulmonar aguda. (JERRE et al, 2007; FARIAS; FREIRE; RAMOS, 
2006) 
 
“A principal vantagem do sistema fechado é realizar a aspiração sem a desconexão do circuito 
do ventilador. Isso, além de determinar menor alteração hemodinâmica e nas trocas gasosas, 
poderia implicar num menor risco de infecção. Porém, os estudos realizados não mostraram 
menor freqüência de pneumonia com o sistema fechado.(LORENT, 2005) No entanto, em 
pacientes com lesão pulmonar aguda/síndrome do desconforto respiratório agudo, o uso do 
sistema fechado pode reduzir o derrecrutamento e a queda na oxigenação do 
paciente.(LASOCKI et al, 2006) Esse efeito pode ser influenciado pelo modo ventilatório em 
uso e pelos ajustes do ventilador.( EL MASRY et al, 2005) Uma manobra de recrutamento após 
a aspiração pode minimizar os efeitos da aspiração traqueal.(EL MASRY et al, 2005) O custo 
relacionado ao uso do sistema fechado pode ser reduzido com a troca a cada sete dias, ao 
invés de diariamente, sem aumentar o risco de infecção respiratória.(STOLLER etl al, 2003)” 
(JERRE et al, 2007) 
 
 
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Materiais utilizados na Aspiração 
1. Sonda de aspiração: de acordo com a idade 
do paciente e via de acesso 
2. Luva de procedimento estéril 
3. Luva de procedimento não estéril: Utilizado 
para manipular/posicionar o paciente e, 
ainda, desmontar o sistema 
4. Soro fisiológico: Utilizado para instilação em 
vias aéreas, sendo a secreção de difícil 
aspiração 
5. Coletor de secreções 
6. Extensão de látex 
7. Vacuomêtro 
8. Copo com água corrente: Para fazer a 
higienização da sonda, quando for passar de 
uma estrutura para outra. 
9. Algoodão com álcool: usado para fazer a 
desinfecção da ampola de SF 
10. Gases : Para fazer a limpeza da sonda, 
quando necessário. 
11. Epi’s: Capote, máscara e óculos. 
 
Técnica: 
1. Explicar ao paciente o que será feito 
2. Preparar o material e o ambiente 
3. Lavar as mãos 
4. Abrir com apenas um furo a embalagem da sonda, afim de expor o conector da mesma, o 
qual será acoplado ao extensor de látex 
5. Montar o sistema ( sonda, extensão, coletor e vacuômetro) 
6. Calçar as luvas de procedimento para posicionar o paciente, devendo, o profissional, já 
está com o capote, máscara e óculos 
7. Retirar as luvas de procedimento 
8. Fazer a desinfecção da ampola de solução fisiológica; Abrir a luva estéril; Abrir as gazes 
dentro do campo; 
9. Calçar as luvas estéril 
10. Com a mão não-dominante, pegar pela embalagem da sonda e, com a mão dominante, 
exteriorizar a sonda (SEM CONTAMINÁ-LA). 
11. Ligar o vacuomêtro com a mão não-dominante 
12. No momento de inserção da sonda, é necessário que a mesma entre na estrutura a ser 
aspirada sempre clampeada e, após inserí-la até o local adequado, não esquecer de 
desclampear 
13. Iniciar a aspiração. A primeira região a ser aspirada, é a traqueal. 
14. A sonda é colocada na traqueia até que se sinta uma resistência. Sentindo a resistência, é 
necessário tracionar 2 cm para iniciar a aspiração. 
 
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15. A aspiração é feita em movimentos circulares e o processo é repetido quantas vezes o 
profissional achar necessário. *Sempre lembrando de limpar a sonda quando esta 
encontra-se com bastante sujidade (A limpeza é feita com gazes e, ao efetuar a limpeza, 
não esquecer de segurá-la para evitar que a sonda “chicoteie” e seja contaminada). 
16. Caso houver secreção de difícil aspiração, é instilado pequenas gotas de solução 
fisiológica na traqueia do paciente 
17. Após finalizar a aspiração traqueal, fazer a aspiração nasal (Nariz é menos colonizado 
que a boca). *Lembrar de que a técnica é limpa 
18. Antes de introduzir a sonda na cavidade nasal, fazer a limpeza da sonda com gaze e, 
higienar a sonda com àgua. 
19. Repetir o mesmo processo realizado na região traqueal (clampear, sentir resistência, 
desclampear, realizar movimentos circulares) 
20. Da cavidade nasal, passamos para a bucal. *Lembrar de que a técnica é limpa 
21. Antes de introduzir a sonda na cavidade bucal, fazer a limpeza da sonda com gase e, 
higienar a sonda com àgua 
22. Repetir o mesmo processo realizado na região traqueal (clampear, sentir resistência, 
desclampear, realizar movimentos circulares). Além disso, na região bucal é necessário 
fazer a aspiração da lateral da boca, embaixo da língua e demais regiões. *Dar tempo 
para o paciente se recuperar, pois o processo causa ânsia de vômito e desconforto 
23. Ao final da aspiração: Desconectar a sonda do extensor, higienizar o extensor com àgua, 
secar com uma gaze limpa e colocar a ponta conectora do extensor dentro da embalagem 
de sonda 
24. Tornar o paciente confortável 
25. Recolher os materiais, jogar os materiais no lixo infectante 
26. Lavar as mãos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimentos/cuidados de enfermagem 
1. Avaliar os sinais de insuficiência respiratória (dispnéia, SATO2, sudorese etc). 
2. Checar o funcionamento do vacuômetro e do coletor de secreção 
3. Conectar a sonda 
4. Adaptar ao próprio rosto do paciente 
5. Proporcionar maior oxigenação 
6. Posicionar o paciente adulto 45° 
7. Calçar luva estéril e não tocar em nada com a mão que irá manipular a sonda 
8. Introduzir a sonda nas vias aéreas ocluindo o vácuo 
9. Retirar o protetor da sonda 
10. Tracione aproximadamente 2cm, libere o vácuo e retire devagar com movimentos 
rotatórios11. Aspirar na sequência: Tubo/TQT – Nariz – cavidade oral 
12. Cada aspiração não deve ultrapassar 15/20 segundos 
 
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POSIÇÕES NO LEITO E ERGONOMETRA – POSICIONAMENTO DO PACIENTE 
 FOWLER: É uma posição semi-sentada (45º) Utilizada em: - distúrbios respiratórios, - pós-
operatório de cirurgias de cabeça e pescoço e cardíacas, - alimentação oral ou por sonda - 
prevenção de aspiração pelas vias respiratórias de secreções ou vômitos em pacientes com 
nível de consciência rebaixados. 
 SIMS: É o decúbito lateralizado com flexão de um dos MMII. Utilizada em: - posição usada 
para lavagem intestinal, exame retal e toque. 
 GENUPEITORAL: É o ajoelhamento com o peito descansando na cama. ] Utilizada em: - 
Posição usada para exames ou cirurgias vaginais e retais. 
 GINECOLÓGICA: É a posição dorsal, com as pernas flexionadas sobre as coxas, a planta dos 
pés sobre o colchão e os joelhos afastados um do outro. Utilizada em: - Posição usada para 
sondagem vesical, exames vaginais e retais. 
 LITOTOMIA - decúbito dorsal, as coxas são bem afastadas uma das outras e flexionadas no 
alto. Utilizada em: - Posição usada para parto, toque, curetagem. 
 TRENDELEMBURG é o decúbito dorsal, com os MMII acima do nível da cabeça. Utilizada 
em: - facilitar retorno venoso, - pós-operatório de cirurgia de varizes e - redução do edema. 
 TRENDELEMBURG REVERSA – decúbito dorsal com a cabeça elevada acima do nível dos 
MMII. Usada para o esvaziamento gástrico e para evitar o refluxo. 
 ORTOSTÁTICA ou ERETA - paciente permanece em pé. Utilizada em: - para exames 
neurológicos e - de certas anormalidades ortopédicas. 
 DORSAL ou SUPINA- região frontal para cima. - para exames, - cirurgias de tórax e abdome. 
 VENTRAL ou PRONA - região frontal em contato com a superfície. - cirurgias da coluna 
vertebral e - dos MMII porção posterior. 
 
 
 
 
 
 
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ERGONOMETRIA 
Ergonomia é conjunto de ciências e tecnologia que procura o ajuste confortável, 
produtivo e seguro entre o ser humano e seu trabalho, basicamente procurando adaptar o 
trabalho as características do ser humano. 
De acordo Guita (2010, p. 2): Segurança no Trabalho é o estado ou condição que se 
estabelece num determinado ambiente de trabalho, através da utilização de medidas 
adequadas, com vista à sua preservação e à conduta de atividades, no seu interior ou em seu 
proveito, sem rupturas. Compreende-se com a definição do termo que a segurança no 
trabalho relaciona-se às ações que têm como objetivos a evitar contratempos prejudiciais. É a 
prevenção para se eliminar as causas, ou seja, são as ações contínuas de modo a despertar a 
consciência do trabalhador na proteção de sua integridade bem como a de seus 
companheiros. (VIEIRA, 2000) 
 Para Vieira (2000, p. 276) as doenças ocupacionais são definidas como aquelas que: 
[...] ocorre pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão corporal, 
perturbação funcional ou doenças, que cause a morte ou perda, ou redução permanente ou 
temporária, da capacidade para o trabalho.. Reforçam ainda Dias e Mendes (apud. ÁVILA, et. 
al., 2002) que além dos prejuízos financeiros, as doenças ocupacionais resultam em prejuízos 
deletérios aos trabalhadores como a morte, incapacidade parcial ou permanente, transtornos 
psíquicos entre outros. 
Movimentação e transferência de pacientes 
 É recomendado que o paciente com problemas de mobilidade seja, movimentado no 
leito a cada duas horas seguindo um plano escrito de rotatividade de posições. Quando o 
paciente consegue colaborar, a execução da atividade torna-se menos desgastante, no 
entanto, muitas vezes isso não é possível. 
 
 
Ao iniciar o procedimento deve-se avaliar a situação encontrada para planejar a atividade a ser 
executada. Os seguintes aspectos devem ser avaliados: 
 
 Estado geral do paciente, grau de mobilidade e de consciência, diagnóstico; 
 Presença de contraturas, musculatura flácida, áreas doloridas, infecções, rubores, 
edemas, lesões ósseas, ausência ou diminuição de sensibilidade, fraqueza, paralisias; 
 Peso do paciente; 
 Presença de equipamentos e aparelhos monitorando o paciente; 
 Incontinência urinária e/ou fecal, presença de dispositivos de coleção de secreções ou 
fluídos; 
 Presença de catéteres, talas; 
 Adoção de erros posturais no leito e posições tendenciosas como por exemplo pé 
equino; 
 Movimentos permitidos, posição requerida e necessária para o paciente; 
 Horários para movimentação. 
Regra 1 - Conhecer as Condições do paciente e a Posição Requerida ou necessária 
 
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Regra 2 - Conhecer o ambiente e os recursos disponíveis. 
 O ambiente e os recursos disponíveis são relevantes para o planejamento de como a tarefa 
será realizada. 
 Espaço físico (deve haver espaço suficiente entre as camas para possibilitar a 
movimentação do pessoal de enfermagem e a manipulação de cadeiras e macas); 
 Condições do piso (o piso não deve ser escorregadio e nem estar molhado); 
 Altura da cama (a altura deve ser ajustada aproximadamente a 5 cm da altura do 
cotovelo dos executores da atividade. Por esse motivo, as camas com alturas reguláveis 
são as recomendadas); 
 Existência de grades laterais na cama para a proteção do paciente à quedas; - Tipo de 
colchão (colchões finos, lisos, de água dificultam a movimentação); 
 Números de profissionais disponíveis. A movimentação deve ser executada por dois, 
três ou quatro profissionais. Apenas em situações em que o paciente pode colaborar, 
uma enfermeira poderá executar a movimentação. 
 Recursos tecnológicos e equipamentos disponíveis. A utilização de elevadores de 
pacientes pode facilitar a execução de transferência de pacientes da cama para maca, 
cama para cadeiras e vice-versa. 
 
 
 
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Regra 3 - Utilizar os princípios da Ergonomia e da Biomecânica para excutar a atividade, 
afim de prevenir danos à saúde do trabalhador de enfermagem 
 
Posição ereta. 
Joelhos fletidos. 
Coluna nunca arqueada. 
Musculo sempre levemente contraídos. 
Carga individual de 23kg por profissional 
Grande parte dos danos e dores lombares podem ser prevenidos se os trabalhadores 
de enfermagem usarem a própria mecânica do corpo adotando boa postura ao movimentar e 
erguer o paciente e se as condições de trabalho forem adequadas as características 
psicofisiológicas dos trabalhadores. 
Os seguintes princípios devem ser observados: 
 Manter as costas eretas. Isso é conseguido dobrando-se os joelhos e pela ação voluntária 
da musculatura estriada, que firma o dorso. 
 Assim, assegura-se que as pressões nos discos intervertebrais sejam uniformemente 
distribuídas. 
Observação 
No entanto, se houver necessidade de inclinar o tronco deve-se garantir que a coluna não 
fique arqueada; 
 Evitar torsões do tronco, pois causam tensões indesejáveis e cargas assimétricas nas 
vértebras; 
 Os muscúlos devem estar sempre ligeiramente contraídos. 
Deve-se preparar os músculos para a ação antes da atividade, afim de proteger os ligamentos 
e os muscúlos de lesões. Para levantar peso deve-se contrair os muscúlos do abdome e 
glúteos; 
 Assumir uma postura de base ampla e dobrar o joelho. A estabilidade é maior quando 
os pés estão distanciados um do outro cerca de 25 a 30 cm; 
 Usar o próprio peso para contrabalançar o peso do paciente requer menor energia do 
movimento; 
 A força necessária para manter o equilíbrio do corpoé maior quando a linha da 
gravidade está mais afastada possível do centro da base de sustentação. Por isso, a 
pessoa que segura um peso junto a seu corpo faz menos esforço que aquela que segura o 
peso com braços estendidos. 
 
Turma X – Enfermagem – FCE 
 
 
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 A altura da cama deve ser regulada com base na altura do nível do cotovelo dos 
executores da movimentação, sendo adequado um distanciamento de cerca de 5 cm entre 
a altura da cama e a altura dos cotovelos; - Usar o agarre palmar e não as pontas dos dedos 
para segurar objetos e pacientes; 
 A carga individual que cada pessoa pode carregar individualmente é de até 23kg. Para 
erguer ou carregar pacientes obesos são necessários dois ou três trabalhadores de 
enfermagem do mesmo padrão antropométrico, ou seja mesma altura, afim de possibilitar 
adequada distribuição do peso.

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