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23/09/2018 1 Fluxograma BGN Oxidase Lac + Lac - E.coli Enterobacter Klebsiella Kluyvera Citrobacter Shigella Salmonella Serratia Proteus Providencia Morganella Ágar Mac Conkey IALIAL Cit. Simmons Cit. Simmons + Enterobacter Klebsiella Kluyvera Citrobacter - E.coli VP + + Salmonella Serratia Proteus/Prov.(V) - Shigella Morganella Meio de Rugai com lisina Meio de cultura diferencial destinado à triagem (identificação presuntiva) de enterobactérias oxidase negativas . Indol O objetivo é determinar a capacidade do micro-organismo degradar o aminoácido triptofano (presente em quase todas as proteínas) até indol. O triptofano é um aminoácido essencial que pode sofrer oxidação pelas atividades enzimáticas de algumas bactérias. A conversão do triptofano em produtos metabólicos é mediada pela enzima triptofanase. Como a capacidade de hidrolisar o triptofano com produção de indol (não é utilizado e acumula-se no meio) não é uma característica de todos os micro- organismos serve como marcador bioquímico. Há micro-organismos que não metabolizam o triptofano ou então fazem metabolização completa desse aminoácido sem produzir indol. O surgimento de uma cor vermelha caracteriza a prova positiva. Sacarose Fermenta a lactose ou a sacarose com viragem do indicador de todo o meio para amarelo. Deve ser lido no ápice do tubo. As bactérias produtoras de L-triptofanodesaminase promovem o escurecimento do meio. A cor produzida é o verde musgo (escuro), e a prova negativa se caracteriza pela manutenção da cor original do meio ou cor amarelada; Desaminação do L-Triptofano 23/09/2018 2 Glicose O surgimento de cor amarela na porção inferior de meio, caracteriza prova positiva, do contrário, o meio mantém-se inalterado; esta prova deve ser obrigatoriamente positiva para todas as enterobactérias. Produção de Gás Caso a bactéria em estudo produza gás a partir da glicose, irão se formar bolhas no interior do meio, podendo em alguns casos o meio pode chegar a se partir e sofrer deslocamento; Gás sulfídrico - H2S Bactérias que possuem a enzima tiossulfato redutase reagem com o tiossulfato de sódio, produzindo H2S, que é um gás incolor. A produção de gás sulfídrico é evidenciada pelo surgimento de coloração negra com intensidade variável na porção inferior do meio. Hidrólise da Uréia A urease cataliza a hidrólise da uréia em amônia e CO2, o que torna o meio alcalino. Considera-se a prova positiva quando há a formação de uma coloração azulada na porção inferior de meio. Descarboxilação da Lisina A descarboxilação da lisina resulta na formação de amina que torna o meio alcalino. Inicialmente o meio ficará amarelo indicando que a bactéria é viável, e no caso de haver a descarboxilação da lisina, o meio volta à cor púrpura original, do contrário, para prova negativa, o meio mantém-se amarelo. Motilidade Caso o crescimento bacteriano fique restrito à linha de picada, considera-se a motilidade negativa, do contrário, para a motilidade positiva há um crescimento difuso com turvação parcial ou completa do meio. Outros meios Meio EPM CONJUNTO EPM / MILI Base Produção de gás Formação de bolhas ou rachaduras no meio Produção de H2S Presença de pigmento negro de qualquer intensidade Hidrólise da Uréia Coloração azul esverdeada (fraca) na base indica prova positiva Superfície Desaminação do Triptofano Reação positiva – verde escuro ou acastanhado Reação negativa – superfície inalterada Meio MILI Motilidade: as imóveis crescem apenas na linha de picada. Descarboxilação da lisina: lisina positiva o meio torna-se roxo, na prova negativa o meio permanece amarelado nos 2/3 inferiores. Indol: a formação de um anel rosa na superfície do meio indica positividade para o indol. 23/09/2018 3 Citrato de Simmons Permite diferenciar micro-organismos atendendo à sua capacidade para usar o citrato como única fonte de carbono. Na ausência de glicose ou lactose fermentáveis, alguns micro-organismos são capazes de usar o citrato como única fonte de carbono para produzir energia. Não inoculado Fermentativo Oxidativo Meio OF – Oxidação – Fermentação Verificar a capacidade do micro- organismo em utilizar os carboidratos pela via oxidativa ou fermentativa. TSI – Triplo Açúcar Ferro Púrpura/amarelo (ápice púrpuro e base amarela) fermentação apenas da glicose (lactose e sacarose negativas) Amarelo/amarelo (ápice e base amarelos) fermentação da glicose + lactose e/ou sacarose (2 ou 3 açúcares) Presença de gás (CO2) bolhas ou meio fragmentado H2S positivo presença de precipitado negro Interpretação do resultado das reações encontradas no TSI FENILALANINA PRINCÍPIO Verifica a capacidade da bactéria de produzir ácido fenilpirúvico a partir da fenilalanina por ação enzimática. UTILIDADE Diferenciar gêneros e espécies de enterobactérias. OBS: A solução de cloreto férrico 10% é utilizada para revelar a atividade da enzima fenilalanina desaminase no meio de fenilalanina. CONTROLE DE QUALIDADE Positivo: Proteus vulgaris ATCC 8427 ou Proteus mirabilis ATCC 12453. Negativo: Escherichia coli ATCC 25922. URÉIA (CHRISTENSEN) PRINCÍPIO Determinar a habilidade do micro-organismo de degradar a uréia em duas moléculas de amônia pela ação da enzima urease, resultando na alcalinização do meio. UTILIDADE Bacilos Gram negativos fermentadores e não fermentadores, Staphylococcus e Haemophilus. CONTROLE DE QUALIDADE Esterilidade: colocar 100% do lote preparado na estufa 35 ±1°C por 24 horas. Se não houver mudança de cor liberar para uso. Positivo: Proteus vulgaris ATCC 13315 Negativo: Escherichia coli ATCC 25922 Vermelho de metila - VM O Meio MR VP é recomendado para a realização de testes de Vermelho Metila e Voges-Proskauer na diferenciação dos grupos coliaerógenos Caldo MR-VP. APLICAÇÃO E USO: Clark e Lubs descobriram que a adição de vermelho metil nas culturas de Escherichia coli resulta em cor vermelha devido a alta acidez produzida durante a fermentação da dextrose. Voges-Proskauer relataram a cor vermelha após a adição de hidróxido de potássio em meios de cultura específicos com organismos crescendo nestes. Caldo MR/VP 23/09/2018 4 Figura 6 - Prova de Voges Proskauer (positiva) cor vermelha Figura 7 - Prova de Voges Proskauer (negativa) cor castanha A reação de VP divide as enterobactérias em dois grandes grupos: espécies VP positivas e espécies VP negativas . Em geral, entre os membros mais comuns da família, as espécies VP positivas pertencem aos gêneros Klebsiella, Enterobacter e Serratia. As espécies dos gêneros Salmonella, Shigella, Proteus, Morganella, Citrobacter, Kluyvera, Providencia e a Escherichia coli apresentam reação de VP negativa. Agar SIM Caldo Ornitina A fermentação da glicose indica que o organismo é viável (sempre fazer um tubo teste, que contém apenas glicose, não contém aminoácido) e o meio fica amarelo. A descarboxilação do aminoácido é indicada pela coloração púrpura. Enterobactéria positiva: desenvolve a cor roxa intenso (Enterobacter cloacae ATCC 13047 ou Serratia marcescens ATCC 13880). Enterobactéria Negativo: desenvolve a cor amarela. (Klebsiella pneumoniae ATCC 13883 ou Citrobacter freundii ATCC 8454). Tubo controle: amarelo (utiliza apenas a glicose) PROVA DE GELATINASE PRINCÍPIO Determina a habilidade do micro-organismo de produzir enzimas proteolíticas (gelatinases) que liquefaz/hidrolisa gelatina. UTILIDADE Identificar e classificar bactérias fermentadoras, não fermentadoras e bacilos Gram positivos esporulados. ÁGAR BÍLIS - ESCULINA PRINCÍPIO A prova de Bile-Esculinaé baseada na capacidade de algumas bactérias hidrolisarem esculina em presença de bílis. A esculina é um derivado glicosídico da cumarina. As duas moléculas do composto (glicose e 7-hidroxicumarina) estão unidas por uma ligação éster através do oxigênio. A esculina é incorporada em um meio contendo 4% de sais biliares. As bactérias Bile-Esculina POSITIVAS, são capazes de crescer em presença de sais biliares. A hidrólise da esculina no meio resulta na formação de glicose e esculetina. A esculetina reage com íons férricos (fornecidos pelo composto inorgânico do meio - o citrato férrico), formando um complexo negro. UTILIDADE Separação dos Streptococcus Bile-Esculina positiva dos Bile- Esculina negativa. Identificação dos Enterococcus spp., que são Bile-Esculina positiva. Identificação de bacilos Gram negativos não fermentadores e enterobactérias, usar o meio sem bílis (vide prova de esculina). Importância da caracterização das espécies • Evitar falsos surtos • Não identificação do surto • Atenção para cepas atípicas • Atenção para espécies raras • Atenção para pureza das culturas 23/09/2018 5 Antibiograma O antibiograma (TSA) é uma prova de sensibilidade aos antimicrobianos utilizada para alguns grupos de bactérias, principalmente para os que adquirem resistência facilmente, como Enterobactérias, Pseudomonas, Staphylococcus, etc. O tratamento eficaz de uma infecção por essas bactérias implica na realização do antibiograma da bactéria isolada, a partir do material clínico. PROCEDIMENTO Retirar as placas e os frascos com os discos da geladeira cerca de 20-30 minutos para que adquiram a temperatura ambiente antes da execução da prova. a- Com uma alça bacteriológica em platina devidamente flambada e resfriada, tocar na colônia recente (18-24h); b- Suspender as colônias em solução salina estéril (NaCl 0,85%) até se obter uma turvação compatível com o grau 0,5 da escala Mac Farland (1x106 UFC/mL). Escala de Mac Farland - padrão de turvação: intensidade de multiplicação (Cloreto de bário em ácido sulfúrico e Sulfato de bário) c- Embeber um swab estéril na suspensão bacteriana, comprimindo-o contra as paredes do tubo para tirar o excesso da suspensão, e semear em seguida de forma suave em todas direções na placa de Müller-Hinton, procurando abranger toda a superfície; d- Aguardar (não mais que 15 minutos) a superfície do ágar secar; e- Com auxílio de uma pinça flambada e resfriada, colocar os monodiscos ou multidiscos, sobre a superfície do meio inoculado, exercendo uma leve pressão com a ponta da pinça para uma boa adesão dos discos; f- Incubar a placa com os discos em estufa bacteriológica a 36ºC por 18 a 24 horas; g- Resultados: com o auxílio de uma régua, paquímetro ou dispositivo semelhante, medir o diâmetro dos halos inibitórios de cada disco, e consultar uma tabela apropriada para determinar se a bactéria em análise é sensível, intermediário ou resistente ao antimicrobiano testado. Opções terapêuticas para Infecções do Trato Urinário (adultos com função renal normal)